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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Crenças sobre o papel do pai numa amostra de homens Portugueses: Implicações para uma parentalidade positiva]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study aimed to analyze, from father’s perspective, predictors of parenting quality, especially his beliefs about the role of the father and sociodemographic variables such as age, education and work. Participants were 207 men, from nuclear families, with children attending pre-school (105 boys). Results showed positive and significant associations between father’s education, beliefs about the role of the father and positive parenting; and a negative association between his age and beliefs, and father’s beliefs and negative parenting. For positive parenting father’s beliefs was the only significant predictor, plus an interaction effect between beliefs and education was found. Our results suggest the importance of considering the way the father understands and constructs his role, when delineating programs aiming to promote father involvement.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Crenças sobre o papel do pai]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Cren&ccedil;as sobre o papel do pai numa amostra de homens Portugueses: Implica&ccedil;&otilde;es para uma parentalidade positiva</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Beliefs about the role of the father in a sample of Portuguese men: Implications for a positive parenting</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Rita Amaral<sup>1</sup>, L&iacute;gia Monteiro<sup>1,c</sup>, Carolina Santos<sup>1</sup> &amp; Nuno Torres<sup>2</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa (ISCTE), CIS-IUL, Lisboa, Portugal</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>ISPA-Instituto Universit&aacute;rio, William James Research Center, Lisboa, Portugal</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#c0">Autor para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo teve como objetivo analisar vari&aacute;veis explicativas da qualidade da parentalidade na perspetiva do pai, nomeadamente: as cren&ccedil;as sobre o seu papel e vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas como a idade, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e trabalho. Participaram 207 pais de fam&iacute;lias nucleares com crian&ccedil;as a frequentar o pr&eacute;-escolar (105 rapazes). Os resultados indicam que existem associa&ccedil;&otilde;es significativas e positivas entre as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias do pai, as suas cren&ccedil;as e a parentalidade positiva; e associa&ccedil;&otilde;es negativas entre a idade do pai e as suas cren&ccedil;as, e entre estas e a parentalidade negativa. Para a parentalidade positiva, as cren&ccedil;as sobre o papel do pai s&atilde;o o &uacute;nico preditor significativo existindo, ainda, um efeito de intera&ccedil;&atilde;o entre as cren&ccedil;as e as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias. Os resultados sugerem a import&acirc;ncia de se considerar e integrar o modo como o pai concebe o seu papel, no &acirc;mbito de programas de promo&ccedil;&atilde;o do envolvimento parental.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Cren&ccedil;as sobre o papel do pai; habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias; parentalidade positiva e negativa.</i></font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">The present study aimed to analyze, from father&rsquo;s perspective, predictors of parenting quality, especially his beliefs about the role of the father and sociodemographic variables such as age, education and work. Participants were 207 men, from nuclear families, with children attending pre-school (105 boys). Results showed positive and significant associations between father&rsquo;s education, beliefs about the role of the father and positive parenting; and a negative association between his age and beliefs, and father&rsquo;s beliefs and negative parenting. For positive parenting father&rsquo;s beliefs was the only significant predictor, plus an interaction effect between beliefs and education was found. Our results suggest the importance of considering the way the father understands and constructs his role, when delineating programs aiming to promote father involvement.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Beliefs about the role of the father; education; positive and negative parenting.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2">Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, as cren&ccedil;as e atitudes dos pais sobre o seu papel parental t&ecirc;m sido alvo de interesse por parte dos investigadores, dado considerar-se que estas cogni&ccedil;&otilde;es guiam os comportamentos e envolvimento do pai, tendo deste modo impacto no desenvolvimento da crian&ccedil;a (Grusec &amp; Danyliuk, 2014). Numa outra perspetiva, diversos autores t&ecirc;m estudado o papel do pai com vista &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da igualdade de g&eacute;nero nos dom&iacute;nios da fam&iacute;lia e trabalho (Wall, 2015).&nbsp;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Nas sociedades ocidentais e, mais especificamente, no contexto portugu&ecirc;s enormes transforma&ccedil;&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas, pol&iacute;ticas e culturais t&ecirc;m conduzido a mudan&ccedil;as na estrutura, pap&eacute;is, e din&acirc;micas das fam&iacute;lias (Cabrera et al., 2000; Wall, 2015). S&atilde;o exemplo disso a implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas promotoras da igualdade de g&eacute;nero no contexto laboral e familiar, visando aproximar as mulheres do mercado de trabalho e de um investimento nas suas carreiras, e os homens de um maior envolvimento na fam&iacute;lia, nos cuidados e educa&ccedil;&atilde;o dos filhos (Wall, 2015; Wall et al., 2016). Tal &eacute;, particularmente, relevante numa sociedade maioritariamente constitu&iacute;da por casais de duplo emprego. Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico (OCDE) (2019), 70% das crian&ccedil;as portuguesas (0 - 14 anos) vivem em agregados familiares onde ambos os pais trabalham a tempo inteiro, valor muito superior ao dos pa&iacute;ses pertencentes a esta organiza&ccedil;&atilde;o (47%). Por outro lado, a altera&ccedil;&atilde;o de medidas legislativas de assist&ecirc;ncia &agrave; fam&iacute;lia, promo&ccedil;&atilde;o da paternidade e igualdade de g&eacute;nero t&ecirc;m contribu&iacute;do para a constru&ccedil;&atilde;o de uma nova vis&atilde;o do papel do pai (Wall et al., 2016). Exemplos disso s&atilde;o: a transforma&ccedil;&atilde;o da licen&ccedil;a de maternidade em licen&ccedil;a parental, em que os pais passaram a estar inclu&iacute;dos, tendo direito a 20 dias obrigat&oacute;rios de licen&ccedil;a parental paga, ap&oacute;s os primeiros 30 dias do nascimento do filho (art.&ordm; 43 do Decreto-Lei n&ordm;90/2019), e as altera&ccedil;&otilde;es nas pol&iacute;ticas de div&oacute;rcio e da partilha das responsabilidades parentais (art.&ordm; 1906 do Decreto-Lei n&ordm; 59/99).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A constru&ccedil;&atilde;o e o significado do papel do pai s&atilde;o, em parte, moldados pelo contexto hist&oacute;rico e sociocultural (Palkovitz, 2002; Roopnarine, 2015). Progressivamente, tem-se passado de uma vis&atilde;o tradicional de homem/pai como o pilar financeiro e disciplinador da fam&iacute;lia, para uma vis&atilde;o mais progressista de um pai sens&iacute;vel, afetuoso e ativamente envolvido nos cuidados e rotinas da crian&ccedil;a (Pleck, 2010). Estes pais consideram o compromisso e investimento no seu papel parental como igualmente priorit&aacute;rio, relativamente &agrave; capacidade de garantir financeiramente a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades da fam&iacute;lia (Palkovitz, 2002). Segundo Wall (2015), as gera&ccedil;&otilde;es mais novas de pais tendem a ser cr&iacute;ticas face &agrave;s gera&ccedil;&otilde;es anteriores, considerando-as como distantes e mais autorit&aacute;rias. Estes &ldquo;novos&rdquo; pais t&ecirc;m vindo, progressivamente, a desafiar os ideais tradicionais de masculinidade, valorizando e integrando dimens&otilde;es outrora, exclusivamente, associadas &agrave; mulher na sua parentalidade (Wall, 2015). Sigel e McGillicuddy-DeLisi (2002) salientaram que as cogni&ccedil;&otilde;es sobre o papel do pai s&atilde;o muitas vezes baseadas na integra&ccedil;&atilde;o de componentes mais tradicionais e progressistas, conduzindo deste modo a uma vis&atilde;o multifacetada e complexa do papel do pai. Tal &eacute; espelhado nas entrevistas realizadas por Palkovitz (2002) a pais americanos (entre os 20 e os 45 anos), onde s&atilde;o identificados aspetos centrais do que significa ser pai: o provedor econ&oacute;mico, o modelo de g&eacute;nero e guia moral, bem como a figura afetuosa, presente e dispon&iacute;vel.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este tipo de cren&ccedil;as tem implica&ccedil;&otilde;es na import&acirc;ncia que o pai atribui aos pap&eacute;is espec&iacute;ficos que desempenha na vida da crian&ccedil;a, o que influencia a sua predisposi&ccedil;&atilde;o para os exercer (Favez et al., 2016; Palkovitz, 2002; Rane &amp; McBride, 2000; Sigel &amp; McGillicuddy-DeLisi, 2002). Pais com cren&ccedil;as igualit&aacute;rias face aos pap&eacute;is de g&eacute;nero, e que percecionam o seu papel como fundamental para o desenvolvimento dos filhos, tendem a participar ativamente no cuidado aos mesmos, adotando comportamentos promotores do seu desenvolvimento (Nangle et al., 2003). Um estudo realizado com fam&iacute;lias nucleares portuguesas verificou que pais com cren&ccedil;as mais modernas sobre o seu papel se encontravam mais envolvidos nos cuidados diretos &agrave; crian&ccedil;a, nas atividades de ensino/disciplina e na brincadeira (Monteiro et al., 2019). Contrariamente, pais com cren&ccedil;as mais tradicionais tendem a colocar maior &ecirc;nfase no seu papel enquanto pilar econ&oacute;mico da fam&iacute;lia, tendo o trabalho como prioridade, face ao seu envolvimento nas rotinas familiares (Huffman et al., 2014).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Estilos parentais</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No contexto da parentalidade, uma das dimens&otilde;es analisadas s&atilde;o os estilos e pr&aacute;ticas parentais. Segundo Darling e Steinberg (1993), as cren&ccedil;as dos pais sobre a parentalidade s&atilde;o expressas, entre outros, nos seus estilos e pr&aacute;ticas parentais. Os estilos s&atilde;o definidos como um conjunto de atitudes, valores e cren&ccedil;as relativas &agrave; crian&ccedil;a, transmitidos atrav&eacute;s do clima emocional nas intera&ccedil;&otilde;es com a crian&ccedil;a, e que se refletem nas estrat&eacute;gias e comportamentos adotados pelos pais (pr&aacute;ticas parentais) (Darling &amp; Steinberg, 1993).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Baumrind (1966) definiu tr&ecirc;s estilos cl&aacute;ssicos baseados no controlo exercido sobre a crian&ccedil;a e a responsividade &agrave;s suas necessidades: o estilo autoritativo, frequentemente associado a uma parentalidade positiva, remete para a responsividade e suporte &agrave;s necessidades da crian&ccedil;a, e para o estabelecimento claro de regras e limites. Estes pais tendem a encorajar o di&aacute;logo com a crian&ccedil;a, reconhecendo a sua individualidade e perspetiva quando existem discord&acirc;ncias. Contrariamente, o estilo autorit&aacute;rio &eacute; marcado por baixo suporte, e elevados n&iacute;veis de controlo e disciplina, sendo valorizada a obedi&ecirc;ncia da crian&ccedil;a. Os pais autorit&aacute;rios utilizam a puni&ccedil;&atilde;o como forma de controlo dos comportamentos da crian&ccedil;a, restringindo a sua autonomia e express&atilde;o. O estilo permissivo &eacute; definido pela responsividade &agrave;s necessidades da crian&ccedil;a, mas baixo estabelecimento de regras e limites, acompanhado de elevada aceita&ccedil;&atilde;o dos seus desejos e a&ccedil;&otilde;es. Estes pais evitam exercer controlo sobre as atividades da crian&ccedil;a, conduzindo a baixos n&iacute;veis de monitoriza&ccedil;&atilde;o da mesma e das suas rotinas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Diversos estudos tendem a indicar que os estilos autorit&aacute;rio e permissivo se encontram frequentemente associados a uma parentalidade negativa (e.g., Braza et al., 2015; Williams et al., 2009), dado apresentarem consequ&ecirc;ncias negativas para o ajustamento socioemocional e comportamental de crian&ccedil;as e jovens (e.g., Chora et al., 2019; Jia et al., 2014; Kuppens &amp; Ceulemans, 2019). No entanto, alguns autores salientam que os efeitos dos estilos parentais podem variar em fun&ccedil;&atilde;o da cultura (Garcia &amp; Guzman, 2017). Por exemplo, estudos com amostras chinesas verificaram que o estilo autorit&aacute;rio se encontrava associado a melhores resultados acad&eacute;micos para as crian&ccedil;as e jovens (e.g., Kang &amp; Moore, 2011).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Cren&ccedil;as sobre o papel do pai e estilos parentais</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Espera-se que as cren&ccedil;as dos pais sobre os pap&eacute;is a desempenhar na vida da crian&ccedil;a influenciem os seus comportamentos na intera&ccedil;&atilde;o com a mesma (Darling &amp; Steinberg, 1993; Grusec &amp; Danyliuk, 2014). Pais com cren&ccedil;as mais modernas tendem a adotar comportamentos e pr&aacute;ticas parentais positivas (afetos e monitoriza&ccedil;&atilde;o), promotoras do desenvolvimento da crian&ccedil;a (McBride et al., 2004). Por outro lado, pais com uma vis&atilde;o mais tradicional de g&eacute;nero e dos seus pap&eacute;is tendem a adotar um estilo mais autorit&aacute;rio (Garcia &amp; Guzman, 2017; Russel et al., 1998), considerando a sua fun&ccedil;&atilde;o principal o disciplinar e impor regras/limites (Gaertner et al., 2007). No mesmo sentido, Rentzou et al. (2019) verificaram que pais com cren&ccedil;as mais modernas sobre o seu papel adotam um estilo mais autoritativo, e menos autorit&aacute;rio e permissivo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A idade, as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e o estatuto laboral/horas de trabalho do pai s&atilde;o algumas das vari&aacute;veis a considerar na compreens&atilde;o da parentalidade, n&atilde;o s&oacute; ao n&iacute;vel do que o pai faz, mas da qualidade do seu envolvimento (Cabrera et al., 2014; Palkovitz, 2002).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &agrave; idade, diversos estudos encontraram associa&ccedil;&otilde;es entre a idade do pai e os seus estilos parentais. Por exemplo, pais mais velhos tendem a utilizar um estilo mais autoritativo (e.g., Chora et al., 2019; Halpenny et al., 2010) e menos autorit&aacute;rio (Russel et al., 1998), enquanto outros reportaram que pais mais novos utilizam com maior frequ&ecirc;ncia pr&aacute;ticas (e.g., puni&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica) associadas ao estilo autorit&aacute;rio (e.g. Dietz, 2000).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que concerne &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos cuidadores, verifica-se que pais com habilita&ccedil;&otilde;es mais elevadas tendem a adotar um estilo mais autoritativo (e.g., Campbell &amp; Gilmore, 2007; Monteiro et al., 2017; Van Holland De Graaf et al., 2018), associado &agrave; parentalidade positiva. Tal poder-se-&aacute; dever &agrave; exist&ecirc;ncia de mais recursos, assim como &agrave; procura de informa&ccedil;&atilde;o sobre as caracter&iacute;sticas e compet&ecirc;ncias da crian&ccedil;a em diferentes idades, e do seu impacto (enquanto pai) no desenvolvimento desta, o que se reflete na qualidade de parentalidade (Morawska et al., 2009; Tamis-LeMonda et al., 2004). Contrariamente, pais com habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias mais baixas tendem a utilizar um estilo mais autorit&aacute;rio (e.g., Campbell &amp; Gillmore, 2007) e mais pr&aacute;ticas punitivas (e.g., Van Holland De Graaf et al., 2018). Santos e Cruz (2008) encontraram, ainda, uma associa&ccedil;&atilde;o negativa entre as habilita&ccedil;&otilde;es dos pais e o estilo permissivo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O trabalho, em particular, a carga laboral &eacute; uma vari&aacute;vel de car&aacute;cter contextual com potencial impacto na parentalidade (e.g., Cabrera et al., 2014). H&aacute; que considerar que pais cujos hor&aacute;rios de trabalho s&atilde;o mais exigentes tendem a sentir-se mais exaustos, e a experienciar n&iacute;veis de stresse e de conflito trabalho-fam&iacute;lia mais elevados (Crouter et al., 2001; Shreffler et al., 2011). Tal poder&aacute; contribuir, por exemplo, para a utiliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas punitivas (Dietz, 2000; Strazdins et al., 2006), ou para a ado&ccedil;&atilde;o de um estilo permissivo e pouco envolvido (Russel et al., 1998). No entanto, outros estudos (e.g., Chora et al., 2019; Monteiro et al., 2017; Van Holland De Graaf et al., 2018), n&atilde;o reportaram qualquer associa&ccedil;&atilde;o entre os estilos e as horas de trabalho dos pais.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &agrave;s caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a controladas nestes estudos - idade e sexo -, os resultados reportados foram mistos. Alguns autores (e.g., Chora et al., 2019; Santos &amp; Cruz, 2008) n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, enquanto outros indicam que os pais utilizavam um estilo mais autoritativo com as raparigas e autorit&aacute;rio com os rapazes (e.g., McKinney &amp; Renk, 2007; Russel et al., 1998). Para a idade da crian&ccedil;a diversos s&atilde;o os estudos que n&atilde;o reportam associa&ccedil;&otilde;es com os estilos parentais (e.g., Chora et al., 2019; Monteiro et al., 2017; Tavassolie et al., 2016). Contrariamente, no estudo de Rentzou et al. (2019), pais de crian&ccedil;as entre os 2 e os 6 anos tendiam a utilizar um estilo mais autorit&aacute;rio com as crian&ccedil;as mais velhas, e Woolfson e Grant (2006) indicaram que pais de crian&ccedil;as em idade escolar utilizavam um estilo mais autoritativo, comparativamente com pais de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>OBJETIVOS</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Embora as cren&ccedil;as do pai sobre o seu papel sejam uma dimens&atilde;o importante para a defini&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es de afeto, pr&aacute;ticas e valores parentais a adotar com a crian&ccedil;a (Darling &amp; Steinberg, 1993), o seu impacto tem sido pouco explorado no &acirc;mbito dos estilos parentais. A investiga&ccedil;&atilde;o tem-se focado, essencialmente, na quantidade e tipo de atividades em que o pai est&aacute; envolvido (e.g., Kuo et al., 2018; McBride &amp; Rane, 1997; Monteiro et al., 2019). Torna-se, assim, importante analisar o modo como os homens equacionam, integram e organizam o seu papel parental (e.g., Palkovitz, 2002; Sigel &amp; McGillicuddy-DeLisi, 2002). O presente estudo procurou ser um contributo neste dom&iacute;nio, ao analisar o impacto das cren&ccedil;as sobre o papel do pai na parentalidade positiva (autoritativa) e negativa (autorit&aacute;ria e permissiva). Foram consideradas, ainda, nesta an&aacute;lise a idade, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e o trabalho do pai, controlando-se o sexo e a idade da crian&ccedil;a.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Uma vez que cren&ccedil;as mais modernas est&atilde;o associadas com pr&aacute;ticas parentais positivas (e.g., McBride et al., 2004), espera-se que valores mais elevados de cren&ccedil;as (i.e., cren&ccedil;as modernas) sobre o papel do pai contribuam para a perce&ccedil;&atilde;o de uma parentalidade positiva. E que valores mais baixos nestas cren&ccedil;as (i.e., cren&ccedil;as tradicionais) contribuam para uma parentalidade mais negativa (e.g., Rentzou et al., 2019). Espera-se, ainda, que a idade do pai e habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias mais elevadas contribuam para a perce&ccedil;&atilde;o de uma parentalidade positiva (e.g., Chora et al., 2019; Monteiro et al., 2017), e que habilita&ccedil;&otilde;es mais baixas (e.g., Campbell &amp; Gillmore, 2007) e hor&aacute;rios de trabalho mais exigentes (e.g., Russel et al., 1998; Strazdins et al., 2006) sejam preditivos de uma parentalidade mais negativa.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Adicionalmente, dado que as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos pais tendem a estar associadas, e a prever diferentes tipos de cren&ccedil;as sobre o papel do pai e estilos parentais (e.g., Marks et al., 2009; Monteiro et al., 2019), testou-se o efeito moderador das habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias do pai nas rela&ccedil;&otilde;es entre cren&ccedil;as e parentalidade. Considerando que as habilita&ccedil;&otilde;es mais elevadas tendem a estar associadas a cren&ccedil;as mais modernas (e.g., Monteiro et al., 2019), e a um estilo parental positivo (e.g., Monteiro et al., 2017), espera-se que o efeito das cren&ccedil;as modernas seja mais elevado na parentalidade positiva, quando as habilita&ccedil;&otilde;es dos pais s&atilde;o elevadas. Contrariamente, se habilita&ccedil;&otilde;es mais baixas est&atilde;o associadas a cren&ccedil;as mais tradicionais (e.g., Marks et al., 2009) e estilos parentais menos positivos (e.g., Campbell &amp; Gillmore, 2007), ser&aacute; expect&aacute;vel que o seu efeito seja mais elevado na parentalidade negativa, especialmente quando as habilita&ccedil;&otilde;es dos pais s&atilde;o mais baixas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Participantes</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Duzentos e sete pais (homens) em fam&iacute;lias nucleares portuguesas (130 casados e os restantes a viver em uni&atilde;o de facto), com idades compreendidas entre os 27 e os 56 anos (<i>M</i> = 37.52; <i>DP</i> = 5.73) participaram no estudo. As suas habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias variavam entre o primeiro ciclo e o doutoramento (<i>M</i> = 13.27; <i>DP</i> = 3.41). Todos os pais trabalhavam a tempo inteiro (<i>M</i> = 41.35; <i>DP</i> = 6.25). As crian&ccedil;as tinham idades compreendidas entre os 36 e os 77 meses (<i>M</i> = 55.52; <i>DP</i> = 10.03), dos quais 105 eram rapazes. Todas frequentavam jardim-de-inf&acirc;ncia em institui&ccedil;&otilde;es particulares de solidariedade social e escolas privadas com fins lucrativos, no distrito de Lisboa.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Instrumentos e Procedimento</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O estudo est&aacute; integrado num projeto mais amplo aprovado pela comiss&atilde;o de &eacute;tica do ISCTE-Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa. Os pais foram recrutados atrav&eacute;s dos jardins-de-inf&acirc;ncia que as crian&ccedil;as frequentavam, tendo sido informados dos principais objetivos do projeto e assinado um consentimento informado antes de qualquer recolha de dados. Apenas uma crian&ccedil;a por fam&iacute;lia participou (crian&ccedil;a-alvo). Quando os pais tinham mais do que um filho em idade pr&eacute;-escolar, foi-lhes pedido que respondessem a pensar apenas na crian&ccedil;a mais velha.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Informa&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica. </b>A ficha de dados sociodemogr&aacute;ficos preenchida pelos pais visou recolher informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; sua idade, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, estado civil, estatuto laboral, horas de trabalho, e &agrave; idade e sexo da crian&ccedil;a.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Cren&ccedil;as sobre o papel do pai. </b>Os pais responderam ao question&aacute;rio <i>What is a father</i> (Schoppe, 2001, adaptado do question&aacute;rio <i>The Role of the Father</i> (Palkovitz, 1984; Monteiro et al., 2015) que analisa em que medida os pais percecionam o seu papel como importante para o desenvolvimento das crian&ccedil;as. O question&aacute;rio &eacute; originalmente constitu&iacute;do por 15 itens (e.g., os pais desempenham um papel central no desenvolvimento da personalidade das crian&ccedil;as). Os pais responderam indicando a sua concord&acirc;ncia com as afirma&ccedil;&otilde;es apresentadas, utilizando uma escala de 5 pontos: (5) Concordo Fortemente; (3) N&atilde;o concordo, Nem Discordo; (1) Discordo Fortemente. Os itens tradicionais s&atilde;o invertidos, pelo que valores mais elevados refletem cren&ccedil;as mais progressistas e modernas por parte dos pais, ou seja, a perspetiva de que os pais devem estar envolvidos nos cuidados aos filhos, de que s&atilde;o capazes, sens&iacute;veis, e importantes para o seu desenvolvimento. O alfa de <i>Cronbach</i> indica um valor de consist&ecirc;ncia interna aceit&aacute;vel (.65).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Parentalidade positiva e negativa. </b>Os pais responderam ao question&aacute;rio &ldquo;<i>Parenting Styles and Dimensions Questionnaire - PSDQ&rdquo; </i>(Robinson et al., 2001; Pedro et al., 2015). A vers&atilde;o reduzida &eacute; constitu&iacute;da por 32 itens organizados nos tr&ecirc;s estilos parentais definidos por Baumrind (1996): o estilo autoritativo (18 itens) (e.g., &ldquo;Sou sens&iacute;vel &agrave;s necessidades e sentimentos do meu filho.&rdquo;); o estilo autorit&aacute;rio (10 itens) (e.g., &ldquo;Castigo fisicamente o meu filho para o disciplinar.&rdquo;) e o permissivo (4 itens) (e.g., &ldquo;Digo ao meu filho que o castigo e depois n&atilde;o cumpro.&rdquo;). Os itens s&atilde;o respondidos numa escala de 5 pontos que vai desde (1) Nunca a (5) Sempre. Tal como noutras amostras de m&atilde;es (e.g., Torres et al., 2015; Williams et al., 2009), e pais (Santos &amp; Cruz, 2008), obteve-se uma correla&ccedil;&atilde;o positiva significativa e moderada (Cohen, 1988) entre o estilo autorit&aacute;rio e permissivo (<i>r</i> = .36, <i>p</i> &lt; .001). Assim, optou-se por considerar duas dimens&otilde;es de parentalidade: a positiva (constitu&iacute;da pelos itens do estilo autoritativo), e a negativa (agregando os itens dos estilos autorit&aacute;rio e permissivo). Os alfas de <i>Cronbach</i> obtidos foram de .76 para a parentalidade positiva e de .77 para a parentalidade negativa.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Plano de An&aacute;lises</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em primeiro lugar calcularam-se as estat&iacute;sticas descritivas das vari&aacute;veis em estudo, e de seguida as correla&ccedil;&otilde;es bi-variadas entre as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, as cren&ccedil;as sobre o papel do pai e as dimens&otilde;es da parentalidade. Testou-se, ainda, a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o do sexo da crian&ccedil;a para as vari&aacute;veis em estudo utilizando an&aacute;lises de vari&acirc;ncia (<i>ANOVAs</i>). De seguida, realizaram-se dois modelos de regress&atilde;o hier&aacute;rquica m&uacute;ltipla para a parentalidade positiva e negativa, sendo as mesmas regredidas nas vari&aacute;veis preditoras em 4 blocos (sociodemogr&aacute;ficos das crian&ccedil;as, sociodemogr&aacute;ficos do pai, cren&ccedil;as sobre o papel do pai, efeitos de intera&ccedil;&atilde;o). E por &uacute;ltimo, o efeito de intera&ccedil;&atilde;o encontrado foi explorado atrav&eacute;s da an&aacute;lise simples dos declives da regress&atilde;o recorrendo ao m&eacute;todo <i>pick-a-point </i>(Aiken &amp; West, 1991).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESULTADOS</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foram realizadas an&aacute;lises preliminares descritivas e correlacionais para as cren&ccedil;as sobre o papel do pai e as dimens&otilde;es da parentalidade. As an&aacute;lises descritivas s&atilde;o apresentadas na <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a11t1.jpg">Tabela 1</a>. As associa&ccedil;&otilde;es entre as cren&ccedil;as sobre o papel do pai, a parentalidade, e as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas foram analisadas atrav&eacute;s de correla&ccedil;&otilde;es de <i>Pearson</i>. Verificou-se que as cren&ccedil;as se encontram positivamente e significativamente associadas &agrave; parentalidade positiva (<i>r</i>(205) = .30, <i>p</i> &lt; .001, = .09) e negativamente associadas com a parentalidade negativa (<i>r</i>(205) = -.16, <i>p</i> = .02<i>, </i> = .03). Relativamente &agrave;s vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas apenas foi encontrada uma correla&ccedil;&atilde;o positiva e significativa entre a parentalidade positiva e as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias do pai (<i>r</i>(204) = .16, <i>p</i> = .02, = .02); e uma correla&ccedil;&atilde;o negativa e significativa entre a idade dos pais e as suas cren&ccedil;as sobre o papel do pai (<i>r</i>(201) = -.17, <i>p</i> = .02, = .03). Foram, ainda, realizadas <i>ANOVAs</i> de modo a testar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o do sexo da crian&ccedil;a, n&atilde;o tendo sido encontradas diferen&ccedil;as significativas para: as cren&ccedil;as sobre o papel do pai (<i>F</i>(1, 205) = 1.44, <i>p</i> = .23), a parentalidade positiva (<i>F</i>(1, 205) = .07, <i>p</i> = .80) e a parentalidade negativa (<i>F</i>(1, 205) = .89, <i>p</i> = .35).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De modo a testar o efeito das vari&aacute;veis preditoras nas dimens&otilde;es da parentalidade, efetuaram-se dois modelos de regress&atilde;o hier&aacute;rquica m&uacute;ltipla para a parentalidade positiva e negativa. Cada dimens&atilde;o da parentaildade foi regredida nas vari&aacute;veis preditoras organizadas em quatro blocos: (1) Sociodemogr&aacute;ficos da crian&ccedil;a; (2) Sociodemogr&aacute;ficos do pai; (3) Cren&ccedil;as sobre o papel do pai e (4) Efeito de intera&ccedil;&atilde;o entre as cren&ccedil;as e as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, tendo as vari&aacute;veis sido previamente centradas, de modo a diminuir a multicolinariedade (Aiken &amp; West, 1991). Os modelos s&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a11t2.jpg">Tabela 2</a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados indicam que o modelo relativo &agrave; parentalidade positiva explica 14% da vari&acirc;ncia e &eacute; significativo (<i>F</i>(7, 194) = 5.83, <i>p &lt; .</i>001,<i> R<sup>2</sup><sub>a</sub>= </i>.14). Os preditores individuais foram examinados, sendo que apenas as cren&ccedil;as sobre o papel do pai s&atilde;o um preditor significativo (<i>b</i> = .37, <i>p</i> &lt; .001). Testou-se, ainda, o efeito de intera&ccedil;&atilde;o entre as cren&ccedil;as e as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias do pai e (<i>b</i> = -.09, <i>p</i> &lt; .001). Para a parentalidade negativa o modelo testado n&atilde;o &eacute; significativo (<i>F</i>(7, 194) = .60, <i>p</i> = .76), assim como nenhum dos preditores inclu&iacute;dos.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">De modo a explorar o efeito de intera&ccedil;&atilde;o encontrado, realizou-se uma an&aacute;lise simples da signific&acirc;ncia dos declives da regress&atilde;o. Para tal, foram calculados os efeitos das cren&ccedil;as na parentalidade positiva, em fun&ccedil;&atilde;o das habilita&ccedil;&otilde;es dos pais, tendo sido criadas para o efeito tr&ecirc;s n&iacute;veis de habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias: baixas (N = 36) (<i>M</i> = 8.25, <i>DP</i> = .27), m&eacute;dias (N = 101) (<i>M</i> = 12.28, <i>DP</i> = .89), e elevadas (N = 69) (<i>M</i> = 17.35, <i>DP</i> = .12). Estas foram obtidas recorrendo ao m&eacute;todo <i>pick-a-point </i>(Aiken &amp; West, 1991), considerando a m&eacute;dia das habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias (<i>M</i> = 13.27, <i>DP</i> = 3.41), sendo os n&iacute;veis definidos por um desvio-padr&atilde;o abaixo da m&eacute;dia, a m&eacute;dia e um desvio-padr&atilde;o acima da m&eacute;dia, respetivamente. Verificou-se que para os pais com habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias baixas (<i>b</i> = .66, <i>p</i> &lt; .001) e m&eacute;dias (<i>b</i> = .35, <i>p</i> &lt; .001), o efeito das cren&ccedil;as na parentalidade positiva &eacute; significativo, contrariamente aos pais com habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias elevadas (<i>b</i> = .05, <i>p</i> = .69).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica do efeito de intera&ccedil;&atilde;o encontra-se ilustrada na <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a11f1.jpg">Figura 1</a>. Verificou-se que para os pais com habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias baixas e m&eacute;dias, o aumento do valor das cren&ccedil;as (mais modernas) resulta numa parentalidade mais positiva.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A compreens&atilde;o da qualidade da parentalidade &eacute; fundamental dada a vasta literatura existente sobre o seu impacto no desenvolvimento da crian&ccedil;a (e.g., Belsky, 1984; Lamb &amp; Lewis, 2010). Apesar do crescente interesse relativo ao papel do pai, a maioria dos estudos sobre a parentalidade continua a ser, essencialmente, sobre a m&atilde;e. O presente estudo procurou ser um contributo neste sentido ao focar-se na figura paterna, e no impacto que as cren&ccedil;as sobre o papel do pai, assim como a sua idade, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e trabalho t&ecirc;m no exerc&iacute;cio da sua parentalidade (Palkovitz, 2002; Palkovitz &amp; Hull, 2018; Sigel &amp; McGillicuddy-DeLisi, 2002).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ao n&iacute;vel das associa&ccedil;&otilde;es bi-variadas verificou-se que os pais mais velhos tendem a possuir cren&ccedil;as mais tradicionais sobre o seu papel (e.g., Monteiro et al., 2019; Wall et al., 2016). Verificou-se, ainda, que pais com cren&ccedil;as mais modernas se percecionam como tendo uma parentalidade mais positiva, enquanto pais com cren&ccedil;as mais tradicionais se percecionam como tendo uma parentalidade mais negativa (e.g., McBride, et al., 2004; Rentzou et al., 2019). A literatura indica, modo geral, que pais com habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias mais elevadas se percecionam como tendo uma parentalidade mais positiva (e.g., Campbell &amp; Gilmore, 2007; Monteiro et al., 2017). Tal poder-se-&aacute; dever a um maior conhecimento do pai sobre o desenvolvimento da crian&ccedil;a e do seu impacto no mesmo, o que ter&aacute; implica&ccedil;&otilde;es positivas para os comportamentos e estrat&eacute;gias por si adotadas (Morawska et al., 2009).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com vista a analisar o contributo das cren&ccedil;as sobre o papel do pai e das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas do pai, foram testados modelos de regress&atilde;o m&uacute;ltipla hier&aacute;rquica para a parentalidade positiva e negativa. Somente o primeiro modelo (parentalidade positiva) se revelou estatisticamente significativo, explicando uma percentagem relativamente baixa de vari&acirc;ncia (14%). Em rela&ccedil;&atilde;o aos preditores testados, apenas as cren&ccedil;as sobre o papel do pai s&atilde;o um preditor significativo da parentalidade positiva. Segundo Palkovitz (1984) pais com cren&ccedil;as mais progressistas/modernas sobre o seu papel consideram que s&atilde;o importantes para o desenvolvimento das crian&ccedil;as, e que s&atilde;o capazes de cuidar, serem sens&iacute;veis e dispon&iacute;veis nas intera&ccedil;&otilde;es com as mesmas. Deste modo, estes pais tendem a adotar comportamentos parentais mais positivos e promotores do desenvolvimento infantil (e.g., Fox &amp; Bruce, 2001; McBride et al., 2004).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Testou-se, ainda, o efeito de intera&ccedil;&atilde;o entre as cren&ccedil;as e as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias do pai na parentalidade positiva, verificando-se que este apenas &eacute; significativo para os pais cujas habilita&ccedil;&otilde;es s&atilde;o consideradas como baixas e m&eacute;dias. Ou seja, nesta amostra, pais com este tipo de habilita&ccedil;&otilde;es, mas que possuem cren&ccedil;as mais modernas sobre o seu papel, percecionam-se como tendo uma parentalidade mais positiva. Sugere-se que o ter cren&ccedil;as mais progressistas sobre o papel de pai (ou seja, os pais se percecionarem como importantes para o desenvolvimento e bem-estar da sua crian&ccedil;a) tem particular relev&acirc;ncia quando os pais possuem habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias baixas e m&eacute;dias. Embora alguns estudos apontem para que as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias mais baixas se encontrem associadas a uma parentalidade mais negativa (e.g., Campbell &amp; Gillmore, 2007), o facto destes pais terem cren&ccedil;as mais modernas poder&aacute; agir como um recurso/fator promotor de uma parentalidade mais positiva. Este efeito de modera&ccedil;&atilde;o torna-se particularmente interessante, considerando modelos te&oacute;ricos j&aacute; existentes (e.g., Palkovitz &amp; Hull, 2018) que sugerem que os pais, de um modo geral, se encontram motivados para utilizar os recursos que possuem, articulando-os com potenciais limita&ccedil;&otilde;es pessoais e/ou contextuais com vista a criar oportunidades positivas para o desenvolvimento dos filhos. Este &eacute;, contudo, um resultado a explorar em estudos futuros, nos quais se dever&atilde;o utilizar fontes de informa&ccedil;&atilde;o independentes, e por exemplo a observa&ccedil;&atilde;o dos comportamentos parentais para a qualidade da parentalidade.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O modelo testado referente &agrave; parentalidade negativa n&atilde;o atingiu signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, e nenhum efeito direto ou de intera&ccedil;&atilde;o se revelou significativo. Segundo Bornstein e colaboradores (2018), as rela&ccedil;&otilde;es entre as cren&ccedil;as e os comportamentos parentais s&atilde;o consideradas complexas, podendo ser influenciadas por m&uacute;ltiplos fatores. Assim, sugere-se que a parentalidade negativa possa ser melhor explicada por outras vari&aacute;veis, como por exemplo o stresse parental. Diversos estudos reportam que maiores n&iacute;veis de stresse, associados ao exerc&iacute;cio da parentalidade, t&ecirc;m implica&ccedil;&otilde;es para o bem-estar psicol&oacute;gico dos pais, influenciando negativamente as pr&aacute;ticas parentais adotadas (e.g., Ponnet et al., 2013; Shreffler et al., 2011). Por exemplo, o stresse associado ao conflito trabalho-fam&iacute;lia, remetendo para a concilia&ccedil;&atilde;o entre os diferentes pap&eacute;is desempenhados pelo pai (e.g., provedor financeiro e cuidador), tem implica&ccedil;&otilde;es negativas para os pais, contribuindo para uma maior irritabilidade, inconsist&ecirc;ncia e menos afeto no exerc&iacute;cio da parentalidade (e.g., Cooklin et al., 2016).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Cabrera et al. (2014), os pap&eacute;is que os pais assumem na vida da crian&ccedil;a variam em fun&ccedil;&atilde;o de diversos fatores individuais e contextuais. Sugere-se para estudos futuros, a an&aacute;lise de diferentes fatores contextuais - como a estrutura familiar -, e ao n&iacute;vel mais macro, o contexto socioecon&oacute;mico e cultural no qual os pais/fam&iacute;lias vivem (Cabrera et al., 2014). Tal assume particular relev&acirc;ncia nas sociedades atuais, cada vez mais diversificadas ao n&iacute;vel das estruturas familiares e do ponto de vista sociocultural (Roopnarine, 2015).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es a considerar. Em primeiro lugar, este estudo &eacute; de natureza transversal e correlacional, n&atilde;o permitindo a infer&ecirc;ncia de causalidade entre as vari&aacute;veis analisadas. Segundo, ser&aacute; importante analisar uma amostra mais diversificada em termos sociodemogr&aacute;ficos. Em terceiro, as medidas utilizadas s&atilde;o de autorrelato, pelo que as respostas dadas poder&atilde;o ter sido influenciadas (em parte) por alguma desejabilidade social. Por exemplo, os pais podem sentir-se inibidos em relatar determinados comportamentos, em particular aqueles que impliquem puni&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, e que s&atilde;o socialmente menos desej&aacute;veis. Refira-se, ainda, que os mesmos sujeitos reportaram n&atilde;o s&oacute; as suas cren&ccedil;as sobre o papel do pai, como os seus estilos parentais, pelo que em estudos futuros ser&aacute; pertinente a utiliza&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplos informantes (e.g., m&atilde;es), e de diferentes metodologias (e.g., observa&ccedil;&atilde;o de comportamentos e entrevistas). Estas poder&atilde;o contribuir para uma perspetiva mais aprofundada do significado e import&acirc;ncia que os pais atribuem a diferentes facetas do seu papel, e o modo como as conciliam com as vis&otilde;es da sociedade atual (e.g., Balancho, 2004).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Apesar das limita&ccedil;&otilde;es identificadas, os resultados obtidos s&atilde;o um contributo para o estudo da parentalidade no masculino, salientando a import&acirc;ncia de se considerar a vis&atilde;o do pr&oacute;prio pai sobre o seu papel no desenvolvimento da crian&ccedil;a e na fam&iacute;lia (Cabrera et al., 2014; Lamb &amp; Lewis, 2010; Pleck, 2010). O estudo reveste-se, ainda, de um potencial pr&aacute;tico para o delineamento de programas de promo&ccedil;&atilde;o do envolvimento e bem-estar parental, dado o impacto positivo das cren&ccedil;as nas pr&aacute;ticas e comportamentos dos pais (Freeman et al., 2008; Grusec &amp; Danyliuk, 2014), o que poder&aacute; ser particularmente relevante na interven&ccedil;&atilde;o com fam&iacute;lias em risco e sinalizadas (Freeman et al., 2008; Scott &amp; Crooks, 2007). Finalmente, ainda que seja fundamental considerar especificamente o pai, h&aacute; que integrar a m&atilde;e nestas an&aacute;lises, de modo a obter uma verdadeira compreens&atilde;o do que &eacute; a parentalidade, dos fatores que a influenciam, e do seu impacto no desenvolvimento infantil (e.g., Lechowicz et al., 2019).</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Aiken, L. S., &amp; West, S. G. (1991). <i>Multiple regression: Testing and interpreting interactions</i>. Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515578&pid=S0874-2049202000020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Balancho, L. S. F. (2004). Ser pai: Transforma&ccedil;&otilde;es intergeracionais na paternidade. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 22</i>(2), 377-386. <a href="https://doi.org/10.14417/ap.198" target="_blank">https://doi.org/10.14417/ap.198</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515580&pid=S0874-2049202000020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baumrind, D. (1966). Effects of authoritative parental control on child behavior. <i>Child Development</i>, <i>37</i>(4), 887-907. <a href="https://doi.org/10.2307/1126611" target="_blank">https://doi.org/10.2307/1126611</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515581&pid=S0874-2049202000020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Belsky, J. (1984). The determinants of parenting: A process model. <i>Child Development</i>, <i>55</i>(1), 83-96. <a href="https://doi.org/10.2307/1129836&zwnj;" target="_blank">https://doi.org/10.2307/1129836</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515582&pid=S0874-2049202000020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bornstein, M. H., Putnick, D. L., &amp; Suwalsky, J. T. D. (2018). Parenting cognitions&rarr; parenting practices&rarr; child adjustment? The standard model.&nbsp;<i>Development and Psychopathology</i>,&nbsp;<i>30</i>(2), 399-416. <a href="https://doi.org/10.1017/S0954579417000931" target="_blank">https://doi.org/10.1017/S0954579417000931</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Braza, P., Carreras, R., Mu&ntilde;oz, J. M., Braza, F., Azurmendi, A., Pascual-Sagastiz&aacute;bal, E., &hellip; &amp; S&aacute;nchez-Mart&iacute;n, J. R. (2015). Negative maternal and paternal parenting styles as predictors of children&rsquo;s behavioral problems: Moderating effects of the child&rsquo;s sex.&nbsp;<i>Journal of Child and Family Studies</i>,&nbsp;<i>24</i>(4), 847-856. <a href="https://doi.org/10.1007/s10826-013-9893-0" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s10826-013-9893-0</a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cabrera, N. J., Fitzgerald, H. E., Bradley, R. H., &amp; Roggman, L. (2014). The ecology of fatherâ€child relationships: An expanded model.&nbsp;<i>Journal of Family Theory &amp; Review</i>,&nbsp;<i>6</i>(4), 336-354. <a href="https://doi.org/10.1111/jftr.12054" target="_blank">https://doi.org/10.1111/jftr.12054</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515585&pid=S0874-2049202000020001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cabrera, N. J., Tamisâ€LeMonda, C. S., Bradley, R. H., Hofferth, S., &amp; Lamb, M. E. (2000). Fatherhood in the twentyâ€first century. <i>Child Development</i>, <i>71</i>(1), 127-136. <a href="https://doi.org/10.1111/1467-8624.00126" target="_blank">https://doi.org/10.1111/1467-8624.00126</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515586&pid=S0874-2049202000020001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Campbell, J., &amp; Gilmore, L. (2007). Intergenerational continuities and discontinuities in parenting styles.&nbsp;<i>Australian Journal of Psychology</i>,&nbsp;<i>59</i>(3), 140-150. <a href="https://doi.org/10.1080/00049530701449471" target="_blank">https://doi.org/10.1080/00049530701449471</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515587&pid=S0874-2049202000020001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Chora, M., Monteiro, L., Ramos, M., &amp; Amaral, R. (2019). Um olhar sobre o papel do pai na compreens&atilde;o emocional das crian&ccedil;as: Os estilos parentais e pr&aacute;ticas de socializa&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es negativas.&nbsp;<i>Psicologia</i>,&nbsp;<i>33</i>(1), 19-32. <a href="https://doi.org/10.17575/rpsicol.v33i1.1372" target="_blank">https://doi.org/10.17575/rpsicol.v33i1.1372</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515588&pid=S0874-2049202000020001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cohen, J. (1988). <i>Statistical power analysis for the behavioral sciences</i>. Erlbaum. <a href="https://doi.org/10.4324/9780203771587" target="_blank">https://doi.org/10.4324/9780203771587</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515589&pid=S0874-2049202000020001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cooklin, A. R., Westrupp, E. M., Strazdins, L., Giallo, R., Martin, A., &amp; Nicholson, J. M. (2016). Fathers at work: Work&ndash;family conflict, work&ndash;family enrichment and parenting in an Australian cohort. <i>Journal of Family Issues, 37</i>(11), 1611&ndash;1635. <a href="https://doi.org/10.1177/0192513X14553054" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0192513X14553054</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Crouter, A. C., Bumpus, M. F., Head, M. R., &amp; McHale, S. M. (2001). Implications of overwork and overload for the quality of men&rsquo;s family relationships.&nbsp;<i>Journal of Marriage and Family</i>,&nbsp;<i>63</i>(2), 404-416. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1741-3737.2001.00404.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1741-3737.2001.00404.x</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Darling, N., &amp; Steinberg, L. (1993). Parenting style as context: An integrative model. <i>Psychological Bulletin</i>, <i>113</i>(3), 487-496. <a href="https://doi.org/10.1037/0033-2909.113.3.487" target="_blank">https://doi.org/10.1037/0033-2909.113.3.487</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515592&pid=S0874-2049202000020001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515593&pid=S0874-2049202000020001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515594&pid=S0874-2049202000020001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Decreto-Lei n&ordm;59/99 de 30 de junho. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica n.&ordm; 150/1999, S&eacute;rie I-A de 1999-06-30. Assembleia da Rep&uacute;blica. Lisboa.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Decreto-Lei n&ordm;90/2019 de 4 de setembro. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica n.&ordm; 169 /2019, S&eacute;rie I de 2019-09-04. Assembleia da Rep&uacute;blica. Lisboa.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dietz, T. L. (2000). Disciplining children: Characteristics associated with the use of corporal punishment. <i>Child Abuse &amp; Neglect</i>, <i>24</i>(12), 1529â€’1542. <a href="https://doi.org/10.1016/S0145-2134(00)00213-1https://doi.org/10.1016/S0145-2134(00)00213-1" target="_blank">https://doi.org/10.1016/S0145-2134(00)00213-1</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515597&pid=S0874-2049202000020001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Favez, N., Tissot, H., Frascarolo, F., Stiefel, F., &amp; Despland, J. N. (2016). Sense of competence and beliefs about parental roles in mothers and fathers as predictors of coparenting and child engagement in mother&ndash;father&ndash;infant triadic interactions. <i>Infant and Child Development</i>, <i>25</i>(4), 283-301. <a href="https://doi.org/10.1002/icd.1934https://doi.org/10.1002/icd.1934" target="_blank">https://doi.org/10.1002/icd.1934</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fox, G. L., &amp; Bruce, C. (2001). Conditional fatherhood: Identity theory and parental investment theory as alternative sources of explanation of fathering.&nbsp;<i>Journal of Marriage and Family</i>,&nbsp;<i>63</i>(2), 394-403. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1741-3737.2001.00394.xhttps://doi.org/10.1111/j.1741-3737.2001.00394.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1741-3737.2001.00394.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515599&pid=S0874-2049202000020001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Freeman, H., Newland, L. A., &amp; Coyl, D. D. (2008). Father beliefs as a mediator between contextual barriers and father involvement.&nbsp;<i>Early Child Development and Care</i>,&nbsp;<i>178</i>(7-8), 803-819. <a href="https://doi.org/10.1080/03004430802352228https://doi.org/10.1080/03004430802352228" target="_blank">https://doi.org/10.1080/03004430802352228</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515600&pid=S0874-2049202000020001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gaertner, B. M., Spinrad, T. L., Eisenberg, N., &amp; Greving, K. A. (2007). Parental childrearing attitudes as correlates of father involvement during infancy. <i>Journal of Marriage and Family</i>, <i>69</i>(4), 962-976. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1741-3737.2007.00424.xhttps://doi.org/10.1111/j.1741-3737.2007.00424.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1741-3737.2007.00424.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515601&pid=S0874-2049202000020001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Garcia, A., &amp; de Guzman, M. R. (2017). Parenting styles, gender differences in. In K. L. Nadal (Ed)&nbsp;<i>The SAGE encyclopedia of psychology and gender</i>, 1276-1278. <a href="https://doi.org/10.4135/9781483384269.nhttps://doi.org/10.4135/9781483384269.n" target="_blank">https://doi.org/10.4135/9781483384269.n</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515602&pid=S0874-2049202000020001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Grusec, J., &amp; Danyliuk, T. (2014). Parents&rsquo; attitudes and beliefs: Their impact on children&rsquo;s development. In R. E. Tremblay, M. Boivin &amp; R. D. V. Peters (Eds.), <i>Encyclopedia on Early Childhood Development</i> (pp. 1-5). Centre of Excellence for Early Childhood Development.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Halpenny, A. M., Nixon, E., &amp; Watson, D. (2010). <i>Summary report on parenting styles and discipline: Parents&rsquo; and children&rsquo;s perspectives</i>. (Office of the Minister for Children and Youth Affairs &amp; Department of Health and Children, Eds.) The Stationery Office.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Huffman, A. H., Olson, K. J., O&rsquo;Gara, T. C. Jr, &amp; King, E. B. (2014). Gender role beliefs and fathers&rsquo; work-family conflict. <i>Journal of Managerial Psychology</i>, <i>29</i>(7), 774-793. <a href="https://doi.org/10.1108/JMP-11-2012-0372" target="_blank">https://doi.org/10.1108/JMP-11-2012-0372</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jia, S., Wang, L., &amp; Shi, Y. (2014). Relationship between parenting and proactive versus reactive aggression among Chinese preschool children. <i>Archives of Psychiatric Nursing</i>, <i>28</i>(2), 152-157. https://doi.org/10.1016/j.apnu.2013.12.001</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515606&pid=S0874-2049202000020001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kang, Y., &amp; Moore, J. (2011). Parenting style and adolescents&rsquo; school performance in mainland China. <i>US-China Education Review B VOL</i>(1)<i>, 133-138</i>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Kuo, P. X., Volling, B. L., &amp; Gonzalez, R. (2018). Gender role beliefs, work&ndash;family conflict, and father involvement after the birth of a second child. <i>Psychology of Men &amp; Masculinity</i>, <i>19</i>(2), 243-256. <a href="https://doi.org/10.1037/men0000101" target="_blank">https://doi.org/10.1037/men0000101</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kuppens, S., &amp; Ceulemans, E. (2019). Parenting styles: A closer look at a well-known concept. <i>Journal of Child and Family Studies, 28</i>(1), 168-181. <a href="https://doi.org/10.1007/s10826-018-1242-x" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s10826-018-1242-x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515609&pid=S0874-2049202000020001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lamb, M. E., &amp; Lewis, C. (2010). The development and significance of father-child relationships in two-parent families. In M. E. Lamb (Ed.), <i>The role of the father in child development</i>, (5<sup>th</sup> ed., pp. 94-153). John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515610&pid=S0874-2049202000020001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Lechowicz, M. E., Jiang, Y., Tully, L. A., Burn, M. T., Collins, D. A. J., Hawes, D. J., &hellip; &amp; Dadds, M. R. (2019). Enhancing father engagement in parenting programs: Translating research into practice recommendations.&nbsp;<i>Australian Psychologist</i>,&nbsp;<i>54</i>(2), 83-89. <a href="https://doi.org/10.1111/ap.12361" target="_blank">https://doi.org/10.1111/ap.12361</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marks, J. L., Lam, C. B., &amp; McHale, S. M. (2009). Family patterns of gender role attitudes. <i>Sex Roles</i>, <i>61</i>(3-4), 221- 234. <a href="https://doi.org/10.1007/s11199-009-9619-3." target="_blank">https://doi.org/10.1007/s11199-009-9619-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515613&pid=S0874-2049202000020001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McBride, B. A., &amp; Rane, T. R. (1997). Role identity, role investments, and paternal involvement: Implications for parenting programs for men. <i>Early Childhood Research Quarterly</i>, <i>12</i>(2), 173-197. <a href="https://doi.org/10.1016/S0885-2006(97)90013-2" target="_blank">https://doi.org/10.1016/S0885-2006(97)90013-2</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515615&pid=S0874-2049202000020001100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McBride, B. A., Schoppe, S. J., Ho, M. -H., &amp; Rane, T. R. (2004). Multiple determinants of father involvement: An exploratory analysis using the PSID-CDS data set. In R. D. Day &amp; M. E. Lamb (Eds.), <i>Conceptualizing and measuring father involvement</i> (pp. 321-340). Lawrence Erlbaum Associates, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515616&pid=S0874-2049202000020001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McKinney, C., &amp; Renk, K. (2008). Differential parenting between mothers and fathers: Implications for late adolescents.&nbsp;<i>Journal of Family Issues</i>,&nbsp;<i>29</i>(6), 806-827. <a href="https://doi.org/10.1177/0192513X07311222" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0192513X07311222</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515618&pid=S0874-2049202000020001100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Monteiro, L., Fernandes, M., Torres, N., &amp; Santos, C. (2017). Father&rsquo;s involvement and parenting styles in Portuguese families: The role of education and working hours. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 35(4),</i> 513-528. <a href="https://doi.org/10.14417/ap.1451" target="_blank">https://doi.org/10.14417/ap.1451</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Monteiro, L., Torres, N., &amp; Salinas-Quiroz, F. (2019). Preditores do envolvimento paterno numa amostra de fam&iacute;lias Portuguesas. O papel das cren&ccedil;as parentais.&nbsp;<i>Suma Psicol&oacute;gica</i>, <i>26</i>(2), 94-102. <a href="https://doi.org/10.14349/sumapsi.2019.v26.n2.5" target="_blank">https://doi.org/10.14349/sumapsi.2019.v26.n2.5</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515620&pid=S0874-2049202000020001100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Monteiro, L., Torres, N., Ver&iacute;ssimo, M., Pessoa e Costa, I., &amp; Freitas, M. (2015). An&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria do question&aacute;rio &ldquo;O Papel do Pai&rdquo; numa amostra de pais e m&atilde;es Portuguesas. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</i>, <i>33</i>(1), 113-120. <a href="https://doi.org/10.14417/ap.998" target="_blank">https://doi.org/10.14417/ap.998</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morawska, A., Winter, L., &amp; Sanders, M. R. (2009). Parenting knowledge and its role in the prediction of dysfunctional parenting and disruptive child behaviour.&nbsp;<i>Child: Care, Health and Development</i>,&nbsp;<i>35</i>(2), 217-226. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1365-2214.2008.00929.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1365-2214.2008.00929.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515622&pid=S0874-2049202000020001100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nangle, S. M., Kelley, M. L., Fals-Stewart, W., &amp; Levant, R. F. (2003). Work and family variables as related to paternal engagement, responsibility, and accessibility in dual-earner couples with young children. <i>Fathering: A Journal of Theory, Research, and Practice about Men as Fathers</i>, <i>1</i>(1), 71-90. <a href="https://doi.org/10.3149/fth.0101.71" target="_blank">https://doi.org/10.3149/fth.0101.71</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515623&pid=S0874-2049202000020001100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico. (2019<i>). Children in households by employment status</i>. <a href="www.oecd.org/els/family/database.htm" target="_blank">www.oecd.org/els/family/database.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515624&pid=S0874-2049202000020001100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Palkovitz, R. (1984). Parental attitudes and fathers&rsquo; interactions with their 5-month-old infants. <i>Developmental Psychology</i>, <i>20</i>(6), 1054-1060. <a href="https://doi.org/10.1037/0012-1649.20.6.1054" target="_blank">https://doi.org/10.1037/0012-1649.20.6.1054</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Palkovitz, R. (2002). Men&rsquo;s construction of the fathering role: Balancing the demands of what it means to be a dad today. In R. Palkovitz (Ed.) <i>Involved fathering and men&rsquo;s adult development: Provisional balances </i>(pp. 33-65)<i>.</i> Lawrence Erlbaum Associates Publishers.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Palkovitz, R., &amp; Hull, J. (2018). Toward a resource theory of fathering.&nbsp;<i>Journal of Family Theory &amp; Review</i>,&nbsp;<i>10</i>(1), 181-198. <a href="https://doi.org/10.1111/jftr.12239" target="_blank">https://doi.org/10.1111/jftr.12239</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515628&pid=S0874-2049202000020001100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pedro, M. F., Carapito, E., &amp; Ribeiro, T. (2015). Parenting styles and dimensions questionnaire&ndash;vers&atilde;o Portuguesa de autorrelato. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica</i>, <i>28</i>(2), 303-312. <a href="https://doi.org/10.1590/1678-7153.201528210" target="_blank">https://doi.org/10.1590/1678-7153.201528210</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pleck, J. H. (2010). Paternal involvement: Revised conceptualization and theoretical linkages with child outcomes. In M. E. Lamb (Ed.), <i>The role of the father in child development</i> (5<sup>th</sup> ed., pp. 58-93). John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515630&pid=S0874-2049202000020001100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ponnet, K., Mortelmans, D., Wouters, E., Van Leeuwen, K., Bastaits, K., &amp; Pasteels, I. (2013). Parenting stress and marital relationship as determinants of mothers&rsquo; and fathers&rsquo; parenting.&nbsp;<i>Personal Relationships</i>,&nbsp;<i>20</i>(2), 259-276. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1475-6811.2012.01404.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1475-6811.2012.01404.x</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Rane, T. R., &amp; McBride, B. A. (2000). Identity theory as a guide to understanding fathers&rsquo; involvement with their children. <i>Journal of Family Issues</i>, <i>21</i>(3), 347-366. <a href="https://doi.org/10.1177/019251300021003004" target="_blank">https://doi.org/10.1177/019251300021003004</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Rentzou, K., Gol-Guven, M., Koumarianou, A., &amp; Zengin, N. C. (2019). Exploring paternal involvement from Greek, Greek-Cypriot and Turkish fathers&rsquo; and mothers&rsquo; perspectives: Cross-national differences and similarities.&nbsp;<i>Global Education Review</i>,&nbsp;<i>6</i>(1), 5-25.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Robinson, C. C., Mandleco, B., Olsen, S. F., &amp; Hart, C. H. (2001). The parenting styles and dimensions questionnaire. In B. F. Perlmutter, J. Touliatos, &amp; G. W. Holden (Eds.), <i>Handbook of family measurement techniques: Vol. 3. Instruments &amp; index</i> (pp. 319-321). Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515635&pid=S0874-2049202000020001100050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Roopnarine, J. L. (2015). Introduction: Toward a pancultural understaning of construction and meanings of fathering (Introduction). In J. L. Roopnarine (Ed.). <i>Fathers across cultures: The importance, roles, and diverse practices of dads </i>(pp. 1-12). ABC-CLIO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515637&pid=S0874-2049202000020001100051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Russell, A., Aloa, V., Feder, T., Glover, A., Miller, H., &amp; Palmer, G. (1998). Sexâ€based differences in parenting styles in a sample with preschool children.&nbsp;<i>Australian Journal of Psychology</i>,&nbsp;<i>50</i>(2), 89-99. <a href="https://doi.org/10.1080/00049539808257539" target="_blank">https://doi.org/10.1080/00049539808257539</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515639&pid=S0874-2049202000020001100052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Santos, S., &amp; Cruz, O. (2008). Question&aacute;rio de estilos educativos. In A. P. Noronha, C. Machado, L. Almeida, M. Gon&ccedil;alves, S. Martins, &amp; V. Ramalho (Coord.), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica: formas e contextos &ndash; actas.</i> Braga: Psiquil&iacute;brios Edi&ccedil;&otilde;es (CD-ROM, item n&ordm;9789899552265).</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Scott, K. L., &amp; Crooks, C. V. (2007). Preliminary evaluation of an intervention program for maltreating fathers<i>.&nbsp;Brief Treatment and Crisis Intervention,&nbsp;7</i>(3), 224-238<i>. </i><a href="https://doi.org/10.1093/brief-treatment/mhm007" target="_blank">https://doi.org/10.1093/brief-treatment/mhm007</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515641&pid=S0874-2049202000020001100054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Shreffler, K. M., Meadows, M. P., &amp; Davis, K. D. (2011). Firefighting and fathering: Work-family conflict, parenting stress, and satisfaction with parenting and child behavior.&nbsp;<i>Fathering: A Journal of Theory, Research &amp; Practice about Men as Fathers</i>,&nbsp;<i>9</i>(2), 169-188. <a href="https://doi.org/10.3149/fth.0902.169" target="_blank">https://doi.org/10.3149/fth.0902.169</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515643&pid=S0874-2049202000020001100055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sigel, I. E., &amp; McGillicuddy-De Lisi, A. V. (2002). Parents beliefs are cognitions: The dynamic belief systems model. In M. H. Bornstein (Ed.). <i>Handbook of parenting: Vol. 3. Being and becoming a parent </i>(pp. 485-508). Lawrence Erlbaum Associates Publisher.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515644&pid=S0874-2049202000020001100056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schoppe, S. J. (2001). <i>What is a father? </i>Unpublished manuscript, University of Illinois at Urbana-Champaign.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515646&pid=S0874-2049202000020001100057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Strazdins, L., Clements, M. S., Korda, R. J., Broom, D. H., &amp; D&rsquo;Souza, R. M. (2006). Unsociable work? 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Socio-demographic correlates of fathers&rsquo; and mothers&rsquo; parenting behaviors. <i>Journal of Child and Family Studies, 27</i>(7), 2315-2327. <a href="https://doi.org/10.1007/s10826-018-1059-7" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s10826-018-1059-7</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wall, K. (2015). Fathers in Portugal: From old to new masculinities. In J. Roopnarine (Ed.). <i>Fathers across cultures: The importance, roles, and diverse practices of dads</i> (pp. 132-154). ABC-CLIO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515653&pid=S0874-2049202000020001100063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wall, K., Cunha, V., Atalaia, S., Rodrigues, L., Correia, R., Correia, S.V., &amp; Rosa, R. (2016). <i>Livro branco: Homens e igualdade de g&eacute;nero em Portugal</i>. Editorial do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e da Ci&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515655&pid=S0874-2049202000020001100064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Williams, L. R., Degnan, K. A., Perez-Edgar, K. E., Henderson, H. A., Rubin, K. H., Pine, D. S., &amp; Fox, N. A. (2009). Impact of behavioral inhibition and parenting style on internalizing and externalizing problems from early childhood through adolescence.&nbsp;<i>Journal of Abnormal Child Psychology</i>,&nbsp;<i>37</i>(8), 1063-1075. <a href="https://doi.org/10.1007/s10802-009-9331-3" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s10802-009-9331-3</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515657&pid=S0874-2049202000020001100065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Woolfson, L., &amp; Grant, E. (2006). Authoritative parenting and parental stress in parents of preâ€school and older children with developmental disabilities.&nbsp;<i>Child: Care, Health and Development</i>,&nbsp;<i>32</i>(2), 177-184. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1365-2214.2006.00603.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1365-2214.2006.00603.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515658&pid=S0874-2049202000020001100066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Historial do artigo</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Recebido</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">07/2019</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Aceite</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">10/2020</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Publicado</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">12/2020</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#topc0">Morada para correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">L&iacute;gia Monteiro, Avenida das For&ccedil;as Armadas (Ala Aut&oacute;noma, gabinete 101), 1649-026, Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:Ligia.Monteiro@iscte-iul.pt">Ligia.Monteiro@iscte-iul.pt</a></font></p>       ]]></body><back>
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