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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Psicologia vocacional no ensino da psicologia em Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims to understand the representativeness of Vocational Psychology across Psychology courses taught in 2019/20 academic year, in Portugal. Frequency and content analysis of each courses’ curricular units were run, to distribute these units by general Psychology specialties and advanced Vocational Psychology specialty, defined by Portuguese Psychologists Association. Among 173 Portuguese higher education institutions, 31 teach Psychology courses, making a total of 109 courses. Of these, 26 are undergraduate, 55 masters, five integrated masters and 23 doctorates degrees. In regard to the 1167 curricular units analyzed, from de 46 courses selected, approximately 2.7% address themes of Vocational and Career Development Psychology. This demonstrate the need to affirm this area of knowledge in Psychology training, to promote useful key competencies for personal career management. Therefore, psychologist will be able to face multiple career challenges and intervene among the community.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Psicologia vocacional no ensino da psicologia em Portugal</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Vocational psychology in psychology education in Portugal</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>In&ecirc;s Castro<sup>1</sup>, Joana Soares<sup>1</sup>, Ana Daniela Silva<sup>2,c</sup> &amp; C&aacute;tia Marques<sup>3</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para o Desenvolvimento da Carreira</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Escola de Psicologia, Universidade do Minho</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>3</sup>Instituto Polit&eacute;cnico do Porto</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#c0">Autor para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo procura perceber a representatividade da Psicologia Vocacional nos cursos de Psicologia lecionados no ano letivo 2019/20 em Portugal. Recorreu-se a an&aacute;lises de frequ&ecirc;ncia e de conte&uacute;do das unidades curriculares de cada curso, de forma a distribu&iacute;-las pelas especialidades gerais e avan&ccedil;ada de Psicologia Vocacional e Desenvolvimento da Carreira, definidas pela Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses. Entre 173 institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior portugu&ecirc;s, 31 ministram cursos de Psicologia, perfazendo um total de 109 cursos. Destes, 26 s&atilde;o licenciaturas, 55 mestrados, cinco mestrados integrados e 23 doutoramentos. Das 1.167 unidades curriculares analisadas, entre os 46 cursos selecionados, constatou-se que aproximadamente 2.7% abordam tem&aacute;ticas da Psicologia Vocacional e do Desenvolvimento de Carreira. Isto demonstra a necessidade de afirmar esta &aacute;rea no ensino da Psicologia, de forma a promover compet&ecirc;ncias-chave essenciais &agrave; gest&atilde;o pessoal de carreira. Assim, os/as psic&oacute;logos/as estar&atilde;o capazes de enfrentar m&uacute;ltiplos desafios de carreira e intervir junto da comunidade.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Psicologia vocacional; desenvolvimento da carreira; ensino superior; especialidades profissionais.</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">This study aims to understand the representativeness of Vocational Psychology across Psychology courses taught in 2019/20 academic year, in Portugal. Frequency and content analysis of each courses&rsquo; curricular units were run, to distribute these units by general Psychology specialties and advanced Vocational Psychology specialty, defined by Portuguese Psychologists Association. Among 173 Portuguese higher education institutions, 31 teach Psychology courses, making a total of 109 courses. Of these, 26 are undergraduate, 55 masters, five integrated masters and 23 doctorates degrees. In regard to the 1167 curricular units analyzed, from de 46 courses selected, approximately 2.7% address themes of Vocational and Career Development Psychology. This demonstrate the need to affirm this area of knowledge in Psychology training, to promote useful key competencies for personal career management. Therefore, psychologist will be able to face multiple career challenges and intervene among the community.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Vocational psychology; career development; higher education; professional specialties.</b></font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">A Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses (OPP) confere o t&iacute;tulo de psic&oacute;logo/a especialista, a todo o profissional certificado com compet&ecirc;ncias demonstradas na &aacute;rea de respetiva especialidade (Regulamento n.&ordm; 107-A/2016). Foram reconhecidos pela OPP dois n&iacute;veis de especialidade: gerais (Psicologia Cl&iacute;nica e da Sa&uacute;de, Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia do Trabalho, Social e das Organiza&ccedil;&otilde;es) e avan&ccedil;adas (e.g., Psicologia da Justi&ccedil;a, Psicologia Vocacional e do Desenvolvimento da Carreira, Psicologia Comunit&aacute;ria). Estas definem-se por um corpo te&oacute;rico independente, com ampla investiga&ccedil;&atilde;o e atividade profissional (e.g., diagn&oacute;stico, interven&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o). Desta forma, atribui-se o t&iacute;tulo de especialista a todo o/a psic&oacute;logo/a que atue e adquira forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua nas respetivas especialidades, cumprindo os crit&eacute;rios &eacute;ticos associados &agrave; profiss&atilde;o (Regulamento n.&ordm; 107-A/2016). Atualmente, a especialidade avan&ccedil;ada em Psicologia Vocacional e do Desenvolvimento da Carreira parece estar a receber um maior destaque por parte da comunidade cient&iacute;fica, t&eacute;cnica e civil devido, em parte, &agrave;s r&aacute;pidas altera&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da intelig&ecirc;ncia artificial, automatiza&ccedil;&atilde;o e globaliza&ccedil;&atilde;o (Blustein et al., 2019; Cedefop, 2019; Whiston &amp; Blustein, 2013). Estas r&aacute;pidas e constantes altera&ccedil;&otilde;es, que marcam o mercado de emprego do s&eacute;culo XXI, geram maior competitividade, instabilidade e exigem mais e novas compet&ecirc;ncias aos indiv&iacute;duos, nomeadamente, maior capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o de conhecimentos (e.g., Comiss&atilde;o Europeia, 2019; Duarte et al., 2010; F&oacute;rum Econ&oacute;mico Mundial, 2018; Savickas, 2012). A constru&ccedil;&atilde;o de carreira na contemporaneidade torna-se assim mais exigente, podendo despoletar sentimentos de ansiedade e inseguran&ccedil;a nos indiv&iacute;duos (Savickas, 2012).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os/as psic&oacute;logos/as de carreira podem auxiliar os indiv&iacute;duos a ultrapassar estes sentimentos, munindo-os de recursos que lhes permitam enfrentar os in&uacute;meros desafios que o mundo laboral coloca, como as m&uacute;ltiplas e (in)esperadas transi&ccedil;&otilde;es de carreira, necessidade de ambientes laborais inclusivos, atualiza&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias t&eacute;cnicas e desenvolvimento ou aprimoramento de compet&ecirc;ncias pessoais (e.g., autonomia, pensamento cr&iacute;tico, resolu&ccedil;&atilde;o de problemas) (e.g., Blustein et al., 2019; Gama et al., 2018; Lent, 2018; Savickas, 2012). As interven&ccedil;&otilde;es de carreira contribuem, assim, para o aprimoramento do potencial e sa&uacute;de mental do individuo, tornando as sociedades mais justas e a economia mais eficiente (Blustein et al., 2019; Cedefop, 2019). Por&eacute;m, para que estas interven&ccedil;&otilde;es sejam eficazes e respondam &agrave;s necessidades dos indiv&iacute;duos, h&aacute; 11 compet&ecirc;ncias-chave que s&atilde;o apontadas como indispens&aacute;veis no perfil de compet&ecirc;ncias dos/as psic&oacute;logos/as de carreira: (1) conhecimento sobre teorias de desenvolvimento de carreira; (2) aconselhamento individual e em grupo; (3) avalia&ccedil;&atilde;o individual e em grupo; (4) recursos e conhecimento sobre a pr&aacute;tica de aconselhamento de carreira; (5) desenvolver, planear, gerir e implementar programas de carreira em diferentes contextos e (6) popula&ccedil;&otilde;es; (7) conhecimento e compet&ecirc;ncias sobre <i>coaching</i>, consultoria e otimiza&ccedil;&atilde;o do desempenho; (8) conhecimentos e compet&ecirc;ncias de supervis&atilde;o; (9) &eacute;tica profissional; (10) conhecimentos e compet&ecirc;ncias de pr&aacute;tica investigativa no &acirc;mbito de carreira; e (11) conhecimento sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de tecnologias em contexto pr&aacute;tico (IAEVG, 2018; NCDA, 2009). Al&eacute;m destas compet&ecirc;ncias-chave, &eacute; igualmente importante que estes profissionais saibam adotar uma linguagem clara e adequada aos/&agrave;s clientes e colegas, bem como estar conscientes das suas capacidades e limita&ccedil;&otilde;es (IAEVG, 2018). Segundo Cordeiro e colaboradores (2018), no ano letivo 2015/16, as ofertas formativas das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior portugu&ecirc;s, no &acirc;mbito da Psicologia Vocacional e do Desenvolvimento da Carreira, centraram-se essencialmente no desenvolvimento de conhecimentos te&oacute;ricos, avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o de carreira. Dos resultados apresentados pelos autores (Cordeiro et al., 2018), identifica-se alguma car&ecirc;ncia formativa ao n&iacute;vel de compet&ecirc;ncias-chave como a &eacute;tica profissional, a utiliza&ccedil;&atilde;o de tecnologia em contexto pr&aacute;tico, os conhecimentos e compet&ecirc;ncias de supervis&atilde;o, planeamento e execu&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es de carreira ajustadas a diferentes contextos e popula&ccedil;&otilde;es.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Sistema de Ensino Superior</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com o intuito de compreender o panorama da forma&ccedil;&atilde;o em Psicologia Vocacional e do Desenvolvimento da Carreira em Portugal, &eacute; necess&aacute;rio conhecer as mudan&ccedil;as do sistema de ensino superior portugu&ecirc;s, assim como a evolu&ccedil;&atilde;o da oferta formativa em Psicologia. Em 1999, Portugal e mais 28 estados membros da Uni&atilde;o Europeia, posteriormente alargados para 48 (Comiss&atilde;o Europeia, 2018), assinaram a Declara&ccedil;&atilde;o de Bolonha que visa melhorar a empregabilidade e mobilidade dos cidad&atilde;os, bem como, tornar o ensino superior europeu mais competitivo (Decreto-Lei n.&ordm; 107/2008). Para cumprir estes objetivos, as institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior foram progressivamente restruturando os cursos e unificando o sistema de avalia&ccedil;&atilde;o. Resultaram, assim, tr&ecirc;s ciclos de estudo e um sistema de avalia&ccedil;&atilde;o, conhecido como o <i>European Credit Transfer and Accumulation System</i> (ECTS). O primeiro ciclo (licenciatura) tem a dura&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s anos e uma carga hor&aacute;ria m&iacute;nima de 180 ECTS (Decreto-Lei n.&ordm; 107/2008). O segundo ciclo (mestrado) tem a dura&ccedil;&atilde;o de dois anos e uma carga hor&aacute;ria m&iacute;nima entre 90 a 120 ECTS (Decreto-Lei n.&ordm; 107/2008). Quando o segundo ciclo se junta ao primeiro, passa a perfazer um total de cinco anos (mestrado integrado) com uma carga hor&aacute;ria m&iacute;nima entre 300 a 360 ECTS (Decreto-Lei n.&ordm; 107/2008). O terceiro ciclo (doutoramento) tem a dura&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s anos (Decreto-Lei n.&ordm; 107/2008). Com a ado&ccedil;&atilde;o da Declara&ccedil;&atilde;o de Bolonha, os pa&iacute;ses procuraram atender &agrave;s exig&ecirc;ncias da sociedade (e.g., globaliza&ccedil;&atilde;o, competitividade dos mercados), ao mesmo tempo que resolviam a crise identit&aacute;ria das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior europeias (Macedo, 2017). Apesar dos resultados positivos alcan&ccedil;ados, esta reforma parece ter sido feita apenas de forma parcial (Macedo, 2017), uma vez que ainda se verifica um distanciamento econ&oacute;mico, pedag&oacute;gico e metodol&oacute;gico entre as diferentes esferas educativas (ensino b&aacute;sico, secund&aacute;rio e superior), bem como entre as institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior e as necessidades do mercado de emprego (Macedo, 2017). Para al&eacute;m disso, esta reestrutura&ccedil;&atilde;o parece n&atilde;o ter sido acompanhada da defini&ccedil;&atilde;o de um perfil claro de compet&ecirc;ncias, nomeadamente para os/as psic&oacute;logos/as que interv&ecirc;m em contexto escolar (Mendes et al., 2015).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em Portugal, a reforma do sistema de ensino superior levou a um aumento do n&uacute;mero de licenciaturas, de quatro em 1990 para 10 em 1995, tendo atingido o pico em 2007 com um total de 37 licenciaturas (Coelho et al., 2012). Posteriormente, observou-se o padr&atilde;o inverso, verificando-se um decr&eacute;scimo para 32 licenciaturas no ano letivo de 2011/2012. Apesar disso, Portugal foi destacado como o pa&iacute;s com um maior n&uacute;mero de cursos em Psicologia por milh&atilde;o de habitantes (Coelho et al., 2012). No ano letivo de 2015/16, este decr&eacute;scimo continuou passando para 26 (29.2%) licenciaturas entre os 89 cursos de psicologia (Cordeiro et al., 2018). A par desta reforma educativa, &eacute; importante notar outra quest&atilde;o contextual. Ainda que, o n&uacute;mero de desempregados diplomados tenha sofrido uma quebra de 56006 em dezembro de 2017 para 45767 em dezembro de 2018, este permanece elevado (Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Estat&iacute;sticas de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia, 2018). Segundo os dados disponibilizados pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Estat&iacute;sticas de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia (DGEEC, 2015, 2016, 2017, 2018), a Psicologia continua a ser a &aacute;rea com mais diplomados nesta condi&ccedil;&atilde;o, apresentando em 2018 um valor de 4787 (11.9%) indiv&iacute;duos desempregados, logo ap&oacute;s a &aacute;rea de ci&ecirc;ncias empresariais e administra&ccedil;&atilde;o (<i>n</i> = 7611, 19%). Refor&ccedil;a, assim, a urg&ecirc;ncia na an&aacute;lise e reflex&atilde;o sobre a oferta formativa em Psicologia, especificamente em Psicologia Vocacional e do Desenvolvimento de Carreira. Esta permite a forma&ccedil;&atilde;o de profissionais especializados e faculta compet&ecirc;ncias de gest&atilde;o pessoal de carreira &uacute;teis a todos/as os/as psic&oacute;logos/as que se encontrem em situa&ccedil;&atilde;o de transi&ccedil;&atilde;o de carreira, como &eacute; o caso do desemprego. Ainda que a OPP disponha de um conjunto de propostas para a integra&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o de emprego aos/&agrave;s psic&oacute;logos/as no Sistema Nacional de Sa&uacute;de, Agrupamentos de Escolas P&uacute;blicas e servi&ccedil;os prisionais (e.g., OPP, 2013, 2016, 2018), esta an&aacute;lise &eacute; primordial para a otimiza&ccedil;&atilde;o das medidas pr&eacute;-existentes e desenvolvimento de outras. Desta forma, ser&aacute; poss&iacute;vel auxiliar estes profissionais e responder prontamente &agrave;s exig&ecirc;ncias da sociedade.&nbsp;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como tal, o presente estudo procurou analisar as unidades curriculares dos cursos de Psicologia lecionados em Portugal e em funcionamento no ano letivo 2019/2020, recorrendo a metodologias quantitativas e qualitativas. O objetivo &eacute; compreender como a Psicologia Vocacional est&aacute; presente nos diferentes ciclos de estudo comparativamente &agrave;s restantes especializa&ccedil;&otilde;es gerais definidas pela OPP (Regulamento n.&ordm; 107-A/2016).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Amostra</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A amostra do presente estudo &eacute; constitu&iacute;da por 109 cursos de Psicologia, ministrados em 31 institui&ccedil;&otilde;es do ensino superior em Portugal. Nesta amostra foram inclu&iacute;das todas as institui&ccedil;&otilde;es, do ensino privado (<i>n</i> = 19, 61.3%) e do p&uacute;blico (<i>n</i> = 12, 38.7%), que incluem o curso de Psicologia na sua oferta formativa. No que respeita ao ciclo de estudos, estes cursos est&atilde;o distribu&iacute;dos por 26 licenciaturas, 55 mestrados, cinco mestrados integrados e 23 doutoramentos, discriminados na <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a16t1.jpg">Tabela 1</a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na segunda fase deste estudo, a qual correspondeu &agrave; an&aacute;lise dos planos curriculares em fun&ccedil;&atilde;o das especialidades definidas pela OPP (Regulamento n.&ordm; 107-A/2016), foram exclu&iacute;das as institui&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o disponibilizam, em formato <i>online</i>, os conte&uacute;dos program&aacute;ticos das suas unidades curriculares. Assim, foram analisados 46 cursos de Psicologia, de 17 institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior, distribu&iacute;dos por 13 licenciaturas, 29 mestrados e quatro mestrados integrados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimento e An&aacute;lises</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os procedimentos adotados para a fase inicial deste estudo seguiram as diretrizes de Cordeiro e colaboradores (2018). Assim, o primeiro momento da investiga&ccedil;&atilde;o consistiu na identifica&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es do ensino superior, p&uacute;blicas e privadas, que ministram o curso de Psicologia em Portugal, no portal da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral do Ensino Superior (DGES, 2019). Neste portal, acedeu-se ao separador &ldquo;institui&ccedil;&atilde;o/curso&rdquo;, sendo que para cada tipo de institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior recolheu-se os cursos na &aacute;rea de Psicologia. Posto isto, foram consultados os respetivos <i>websites</i> das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior para se aceder &agrave; totalidade dos planos curriculares dos tr&ecirc;s ciclos de estudos superiores. A recolha de dados foi realizada no m&ecirc;s de dezembro de 2019, sendo descritiva dos cursos disponibilizados no ano letivo de 2019/2020. O objetivo desta fase consistiu na descri&ccedil;&atilde;o do panorama do ensino da Psicologia em Portugal. Em termos da contabiliza&ccedil;&atilde;o dos ciclos de estudo, cada mestrado integrado n&atilde;o foi separado nas suas especializa&ccedil;&otilde;es.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Num segundo momento, ap&oacute;s a exclus&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o disponibilizam os conte&uacute;dos program&aacute;tico em formato <i>online</i>, procurou-se distribuir as unidades curriculares pelas tr&ecirc;s especialidades gerais e a especialidade avan&ccedil;ada de Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o (Interven&ccedil;&atilde;o Precoce, Necessidades Educativas Especiais e Psicologia Vocacional e Desenvolvimento de Carreira). Para tal, recorreu-se aos crit&eacute;rios estabelecidos no regulamento n.&ordm; 107-A/2016 da OPP. Posteriormente, foram definidas e identificadas palavras-chave (e.g., &ldquo;carreira&rdquo; e &ldquo;vocacional&rdquo;) no nome das unidades curriculares e nos conte&uacute;dos program&aacute;ticos das mesmas. Foram, assim, efetuadas an&aacute;lises quantitativas de frequ&ecirc;ncia absoluta e relativa &agrave;s unidades curriculares. Para uma compreens&atilde;o mais adequada dessa distribui&ccedil;&atilde;o, foram tamb&eacute;m estabelecidas duas categorias designadas por &ldquo;gerais&rdquo; e &ldquo;outras &aacute;reas&rdquo;. A primeira categoria inclui as unidades curriculares consideradas de base para a forma&ccedil;&atilde;o em Psicologia (e.g., Epistemologia e Hist&oacute;ria da Psicologia). A segunda categoria inclui as unidades curriculares no &acirc;mbito de outras &aacute;reas cient&iacute;ficas (e.g., Neuroci&ecirc;ncias e Antropologia). Na distribui&ccedil;&atilde;o pelas especialidades avan&ccedil;adas foram identificadas unidades curriculares que abrangiam mais do que uma especialidade, assim, sempre que necess&aacute;rio, foram elaboradas categorias combinat&oacute;rias (e.g., Interven&ccedil;&atilde;o Precoce e Necessidades Educativas Especiais). As unidades curriculares comuns a diferentes ciclos de ensino, numa mesma institui&ccedil;&atilde;o, foram consideradas como duplicadas e, como tal, foram exclu&iacute;das da an&aacute;lise. Adicionalmente, n&atilde;o se estendeu as an&aacute;lises ao ciclo de doutoramento, pois uma parte substancial das unidades curriculares dispon&iacute;veis focam-se em m&eacute;todos de investiga&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o sendo percet&iacute;vel a presen&ccedil;a das tem&aacute;ticas em estudo. Num terceiro momento, realizou-se uma an&aacute;lise tem&aacute;tica aos conte&uacute;dos program&aacute;ticos das unidades curriculares referentes &agrave; especialidade avan&ccedil;ada de Psicologia Vocacional e do Desenvolvimento da Carreira. Para tal, foram adotados os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e as categorias de Cordeiro e colaboradores (2018). As an&aacute;lises foram efetuadas por duas investigadoras com recurso ao <i>Microsoft Office Excel</i>, vers&atilde;o 2013, para <i>Windows</i>, e avaliadas por uma investigadora independente qualificada.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESULTADOS</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os 109 cursos de Psicologia analisados no presente estudo est&atilde;o distribu&iacute;dos pelos tr&ecirc;s ciclos de estudos superiores de 31 institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas. Em termos da licenciatura, constataram-se uma totalidade de 26 cursos (23.9%), dos quais oito s&atilde;o ministrados em institui&ccedil;&otilde;es do ensino superior p&uacute;blico e 18 do ensino superior privado. No segundo ciclo de estudos, identificaram-se 55 (50.5%) mestrados de diferentes &aacute;reas de especializa&ccedil;&atilde;o, sendo 16 do ensino p&uacute;blico e 39 do privado. Por sua vez, os cinco mestrados integrados contabilizados (4.6%) encontram-se distribu&iacute;dos por cinco institui&ccedil;&otilde;es de ensino p&uacute;blico universit&aacute;rio e uma de ensino privado. No terceiro ciclo de estudos foram identificados 14 doutoramentos lecionados no ensino p&uacute;blico e nove no privado, perfazendo um total de 23 doutoramentos (21.1%) no &acirc;mbito da Psicologia em Portugal (ver <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a16f1.jpg">Figura 1</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Especialidades da Ordem </b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para a explora&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o das unidades curriculares pelas especialidades da OPP, foram analisados 46 cursos de Psicologia, de oito institui&ccedil;&otilde;es de ensino privado universit&aacute;rio e nove de ensino p&uacute;blico. Desta forma, foram estudados os conte&uacute;dos program&aacute;ticos de 1166 unidades curriculares, ministradas em 13 licenciaturas (28.3%), 29 mestrados (63.0%) e quatro mestrados integrados (8.7%). Constatou-se que a especialidade geral de Psicologia Cl&iacute;nica apresenta um valor substancialmente superior de unidades curriculares (<i>n</i> = 319, 27.4%), seguida pela Psicologia do Trabalho, Social e das Organiza&ccedil;&otilde;es (<i>n</i> = 135, 11.6%) e, por &uacute;ltimo, pela Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o (<i>n</i> = 92, 7.9%). No que se refere aos ciclos de estudos, a maior discrep&acirc;ncia entre especialidades gerais ocorre nos mestrados, nos quais foram identificadas 166 unidades curriculares de Psicologia Cl&iacute;nica, 51 de Psicologia do Trabalho, Social e das Organiza&ccedil;&otilde;es e 27 da Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o. Os restantes valores das distribui&ccedil;&otilde;es das unidades curriculares pelos ciclos de estudos e especialidades gerais est&atilde;o discriminados na <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a16t2.jpg">Tabela 2</a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita &agrave;s unidades curriculares que integram a especialidade de Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o, foram categorizadas 27 no &acirc;mbito da Psicologia Vocacional e Desenvolvimento da Carreira (29.4%), 23 em Necessidades Educativas Especiais (25%) e quatro na &aacute;rea da Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (4.4%). Constatou-se, tamb&eacute;m, a exist&ecirc;ncia de unidades curriculares que combinaram tem&aacute;ticas das Necessidades Educativas Especiais com a Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (<i>n</i> = 4, 4.4%) e com conte&uacute;dos da Psicologia Vocacional e Desenvolvimento da Carreira (<i>n</i> = 5, 5.4%). Analisando a totalidade de unidades curriculares (<i>n </i>= 1166) a Psicologia Vocacional e Desenvolvimento de Carreira tem uma representatividade aproximada de 2.7%. A distribui&ccedil;&atilde;o das restantes unidades curriculares pode ser observada na <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a16t2.jpg">Tabela 2</a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Unidades Curriculares</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No &acirc;mbito da Psicologia Vocacional e do Desenvolvimento da Carreira foram contabilizadas 32 unidades curriculares, distribu&iacute;das por sete licenciaturas, seis mestrados e quatro mestrados integrados. Destas, 15 abordam tamb&eacute;m outras &aacute;reas da Psicologia, enquanto 17 se focam exclusivamente em conte&uacute;dos da psicologia vocacional. Estas unidades curriculares foram distribu&iacute;das pelas cinco categorias de Cordeiro e colaborados (2018), sintetizadas na <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a16t3.jpg">Tabela 3</a>. Com exce&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s unidades curriculares, designadas por Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o; Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o e da Orienta&ccedil;&atilde;o; Semin&aacute;rio Tem&aacute;tico I: gest&atilde;o de carreira, criatividade e inova&ccedil;&atilde;o, empreendedorismo. J&aacute; que os conte&uacute;dos program&aacute;ticos disponibilizados n&atilde;o permitem a inclus&atilde;o exclusiva em uma &uacute;nica categoria.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo procurou compreender a representatividade da Psicologia Vocacional e do Desenvolvimento de Carreira, por compara&ccedil;&atilde;o &agrave;s restantes especialidades definidas pela OPP (Regulamento n.&ordm; 107-A/2016), nos cursos de Psicologia em Portugal. Na an&aacute;lise das 1.166 unidades curriculares, entre os 46 cursos selecionados, contata-se que aproximadamente 2.7% destas abordam tem&aacute;ticas da Psicologia Vocacional e do Desenvolvimento de Carreira. Deste modo, percebe-se que apesar de marcar presen&ccedil;a nas restantes especialidades avan&ccedil;adas da psicologia da educa&ccedil;&atilde;o (29.4%), est&aacute; claramente pouco representada na forma&ccedil;&atilde;o geral dos/as psic&oacute;logos/as. Esta lacuna formativa pode justificar-se pelo facto de esta especialidade avan&ccedil;ada ser parte integrante de uma &aacute;rea ainda em desenvolvimento e afirma&ccedil;&atilde;o em Portugal, a Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o (Mendes et al., 2015). De facto, os resultados encontrados demonstram que a oferta formativa, disponibilizada no ano letivo 2019/20, ainda apresenta um menor enfoque na Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o (7.9%), em compara&ccedil;&atilde;o com outras &aacute;reas como a Psicologia Cl&iacute;nica e da Sa&uacute;de (27.4%). Por&eacute;m, &eacute; importante enquadrar estes resultados no acesso limitado &agrave; totalidade dos conte&uacute;dos program&aacute;ticos dos cursos de psicologia, em formato <i>online</i>. Assim, sugere-se que, em futuros estudos se procure reunir informa&ccedil;&atilde;o mais completa acerca dos planos curriculares nos diversos ciclos de estudo recolhendo-os diretamente junto das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior p&uacute;blicas e privadas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na an&aacute;lise aos conte&uacute;dos das 31 unidades curriculares no &acirc;mbito da Psicologia Vocacional e do Desenvolvimento de Carreira destacam-se duas conclus&otilde;es. Em primeiro lugar, observa-se um maior enfoque na categoria &ldquo;Concetualiza&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica, avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o em problem&aacute;ticas da psicologia da carreira&rdquo;. Tal parece indicar a prefer&ecirc;ncia por uma abordagem generalista, na qual se procura fazer a interface entre a teoria, avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea. Por um lado, este tipo de abordagem pode ser positivo no sentido de fornecer uma melhor contextualiza&ccedil;&atilde;o para as diferentes componentes da pr&aacute;tica. No entanto, poder&aacute; ser redutor na prepara&ccedil;&atilde;o dos profissionais na interven&ccedil;&atilde;o em problem&aacute;ticas mais espec&iacute;ficas. Futuros estudos, com recurso a uma descri&ccedil;&atilde;o detalhada dos conte&uacute;dos program&aacute;ticos lecionados, nomeadamente com conhecimento acerca dos modelos concetuais e metodol&oacute;gicos abordados, poder&atilde;o explorar quais os referenciais mais &uacute;teis para as problem&aacute;ticas de carreira emergentes na atualidade. Assim, ser&aacute; poss&iacute;vel facultar &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior e outras entidades formativas referenciais que lhes permitam organizar a forma&ccedil;&atilde;o de uma forma que seja relevante para a capacita&ccedil;&atilde;o dos futuros psic&oacute;logos. Em segundo lugar, &eacute; importante destacar a subrepresentatividade de conte&uacute;dos program&aacute;ticos focados nas seguintes compet&ecirc;ncias-chave: gerir e implementar programas de carreira em diferentes contextos e popula&ccedil;&otilde;es; conhecimentos e compet&ecirc;ncias sobre <i>coaching</i>, consultoria e otimiza&ccedil;&atilde;o de desempenho; conhecimentos e compet&ecirc;ncias de supervis&atilde;o; e conhecimentos e compet&ecirc;ncias de pr&aacute;tica investigativa (IAEVG, 2018; NCDA, 2009). Estas limita&ccedil;&otilde;es talvez possam ser compreendidas pelo n&uacute;mero reduzido de unidades curriculares com cariz pr&aacute;tico, assim como pelo facto de estes conhecimentos e compet&ecirc;ncias serem lecionados em unidades curriculares comuns &agrave;s restantes especialidades da Psicologia. A par desta quest&atilde;o, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel garantir que a totalidade das compet&ecirc;ncias-chave requeridas para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o sejam adquiridas em cada curso de Psicologia, sobretudo tratando-se da forma&ccedil;&atilde;o inicial. Refor&ccedil;a-se assim, a import&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o entre as pr&oacute;prias institui&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o bem como, entre estas e as entidades laborais no sentido da reavalia&ccedil;&atilde;o da oferta formativa com base no levantamento das dificuldades e necessidades sentidas por estes/as profissionais em situa&ccedil;&atilde;o real de desempenho profissional. Sugere-se assim, que este levantamento possa vir a constituir-se como o objetivo de partida para um estudo a realizar em parceria pelas faculdades/escolas de Psicologia e pelos empregadores no qual a Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses poder&aacute; vir a tomar parte.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As eventuais discrep&acirc;ncias entre as exig&ecirc;ncias profissionais e a oferta formativa podem, em parte, dever-se ao processo moroso da reforma p&oacute;s-Bolonha (Macedo, 2017). Esta reforma continua a refletir-se nos cursos de Psicologia pelas oscila&ccedil;&otilde;es no n&uacute;mero de licenciaturas, mestrados, mestrados integrados e doutoramento. Nomeadamente, de 2015/16 (Cordeiro et al., 2018) para 2019/20 houve um aumento do n&uacute;mero de mestrados de 47 para 55 e dos doutoramentos de 11 para 23. Tal pode justificar-se pela exig&ecirc;ncia crescente de pessoas mais qualificadas no exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o, isto &eacute;, capazes de responder &agrave;s exig&ecirc;ncias do mercado de emprego (e.g<i>.</i>, Comiss&atilde;o Europeia, 2019; F&oacute;rum Econ&oacute;mico Mundial, 2018). Por&eacute;m, os resultados da DGEEC (2018) continuam a indicar que a Psicologia &eacute; a segunda &aacute;rea com um maior n&uacute;mero de diplomados desempregados. Estes resultados parecem refor&ccedil;ar a necessidade de maximizar o potencial da forma&ccedil;&atilde;o, tendo por base um perfil de compet&ecirc;ncias dos/as os/as psic&oacute;logos/as (Mendes et al., 2015) e as exig&ecirc;ncias do mercado de trabalho (Macedo, 2017). Sob um outro ponto de vista, importa ter em conta que a inclus&atilde;o de unidades curriculares no &acirc;mbito da Psicologia Vocacional e do Desenvolvimento de Carreira nos diferentes ciclos de ensino da psicologia, independentemente da &aacute;rea de especializa&ccedil;&atilde;o, poder&aacute;, inclusive, facilitar a promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias-chave essenciais para a gest&atilde;o pessoal de carreira dos/as pr&oacute;prios/as psic&oacute;logos/as que, assim, poder&atilde;o ficar mais equipados/as para responder melhor face a situa&ccedil;&otilde;es de desemprego e outros desafios da sua carreira.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Blustein, B. L., Ali, S.R., &amp; Flores, L.Y. (2019). Vocational psychology: Expanding the vision and enhancing the impact. <i>The Counseling Psychologist, 47</i>(2), 166-221. <a href="https://doi.org/10.1177/0011000019861213" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0011000019861213</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516357&pid=S0874-2049202000020001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cedefop (2019). <i>Investing in career guidance</i>. <a href="https://www.cedefop.europa.eu/en/publications-and-resources/publications/2227" target="_blank">https://www.cedefop.europa.eu/en/publications-and-resources/publications/2227</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516358&pid=S0874-2049202000020001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Coelho, V., Br&aacute;s, P., Pereira, L., &amp; Amaro, A. (2012). Um pa&iacute;s de psic&oacute;logos? An&aacute;lise da forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria em psicologia em Portugal. In C. Silva (Ed.), <i>Um pa&iacute;s de psic&oacute;logos?</i> (pp. 14-15). Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516359&pid=S0874-2049202000020001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Comiss&atilde;o Europeia (2018). <i>The European higher education areas in 2018: Bologna process implementation report</i>. Publication Office of European Union. <a href="https://eacea.ec.europa.eu/national-policies/eurydice/sites/eurydice/files/bologna_internet_0.pdf" target="_blank">https://eacea.ec.europa.eu/national-policies/eurydice/sites/eurydice/files/bologna_internet_0.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516361&pid=S0874-2049202000020001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Comiss&atilde;o Europeia (2019). <i>The Changing Nature of Work and Skills in the Digital Age</i>. <a href="https://ec.europa.eu/jrc/en/publication/eur-scientific-and-technical-research-reports/changing-nature-work-and-skills-digital-age" target="_blank">https://ec.europa.eu/jrc/en/publication/eur-scientific-and-technical-research-reports/changing-nature-work-and-skills-digital-age</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516362&pid=S0874-2049202000020001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cordeiro, S., Rodrigues, B., Taveira, M. C., Marques, C., Oliveira, &Iacute;., Silva, A. D., &amp; Costa-Lobo, C. (2018). Ensino da psicologia e da psicologia da carreira: O presente e implica&ccedil;&otilde;es futuras. <i>PSIQUE, 14</i>, 40-55. <a href="https://doi.org/10.26619/2183-4806.14.3" target="_blank">https://doi.org/10.26619/2183-4806.14.3</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516363&pid=S0874-2049202000020001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Decreto-Lei n&ordm; 107/2008 de 25 de Junho do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Ensino Superior. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 1.&ordf; S&eacute;rie, 121 (2008).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Estat&iacute;sticas de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia (2015). <i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos desempregados registados com habilita&ccedil;&atilde;o superior &ndash; dezembro 2015</i>. <a href="http://www.dgeec.mec.pt/np4/92/" target="_blank">http://www.dgeec.mec.pt/np4/92/</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Estat&iacute;sticas de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia (2016). <i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos desempregados registados com habilita&ccedil;&atilde;o superior &ndash; dezembro 2016</i>. <a href="http://www.dgeec.mec.pt/np4/92/" target="_blank">http://www.dgeec.mec.pt/np4/92/</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Estat&iacute;sticas de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia (2017). <i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos desempregados registados com habilita&ccedil;&atilde;o superior &ndash; dezembro 2017</i>. <a href="http://www.dgeec.mec.pt/np4/92/" target="_blank">http://www.dgeec.mec.pt/np4/92/</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Estat&iacute;sticas de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia (2018). <i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos desempregados registados com habilita&ccedil;&atilde;o superior &ndash; dezembro 2018</i>. <a href="http://www.dgeec.mec.pt/np4/92/" target="_blank">http://www.dgeec.mec.pt/np4/92/</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dire&ccedil;&atilde;o-Geral do Ensino Superior (2019). <i>&Iacute;ndice por curso e Institui&ccedil;&atilde;o</i>. <a href="https://www.dges.gov.pt/guias/indcurso.asp" target="_blank">https://www.dges.gov.pt/guias/indcurso.asp</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516369&pid=S0874-2049202000020001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Duarte, M. E., Lassance, M. C., Savickas, M. L., Nota, L., Rossier, J., Dauwalder, J. P., Guichard, J., Soresi, S., Esbroeck, R., &amp; van Vianen, A. E. (2010). A constru&ccedil;&atilde;o da vida: Um novo paradigma para entender a carreira no s&eacute;culo XXI. <i>Interamerican Journal of Psychology, 44</i>(2), 392-406.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516370&pid=S0874-2049202000020001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">F&oacute;rum Econ&oacute;mico mundial (2018). <i>The future of Jobs Report 2018</i>. <a href="http://www3.weforum.org/docs/WEF_Future_of_Jobs_2018.pdf" target="_blank">http://www3.weforum.org/docs/WEF_Future_of_Jobs_2018.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516372&pid=S0874-2049202000020001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gama, A., Vale, C., Silva, A.D., &amp; Carvalho, M. (2018). Papel da psicologia da carreira para o cumprimento da agenda 2030. In M. C. Taveira, A. D. Silva, C. Marques &amp; M. Leal (Ed.), <i>Desenvolvimento de Carreira e Aconselhamento: Educa&ccedil;&atilde;o, Mobilidade e Emprego </i>(pp. 139-150). Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para o desenvolvimento de Carreira</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516373&pid=S0874-2049202000020001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">IAEVG (2018). <i>International competencies for educational and vocational guidance practitioners. </i><a href="https://iaevg.com/Framework" target="_blank">https://iaevg.com/Framework</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516374&pid=S0874-2049202000020001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lent, R. W. (2018). Future of Work in the Digital World: Preparing for Instability and Opportunity. <i>The Career Development Quarterly, 66</i>, 205-219.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516375&pid=S0874-2049202000020001600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <a href="https://doi.org/10.1002/cdq.12143" target="_blank"></a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Macedo, B. (2017). O Processo de Bolonha: Discursos e din&acirc;micas da reformula&ccedil;&atilde;o educacional nas universidades da Uni&atilde;o Europeia. Algumas reflex&otilde;es. <i>Debater a Europa</i>, 16, 209-219.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516377&pid=S0874-2049202000020001600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <a href="https://doi.org/10.14195/1647-6336_16_9" target="_blank"></a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mendes, A.S., Abreu-Lima, I., &amp; Almeida, L.S. (2015) Psic&oacute;logos escolares em Portugal: perfil e necessidades de forma&ccedil;&atilde;o, <i>Estudos de Psicologia, 32</i>(3), 405-416.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516379&pid=S0874-2049202000020001600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <a href="https://doi.org/10.1590/0103-166X2015000300006" target="_blank"></a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">NCDA (2009). <i>Career Counseling Competencies</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516381&pid=S0874-2049202000020001600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <a href="https://www.ncda.org/aws/NCDA/pt/sd/news_article/37798/_self/layout_ccmsearch/true" target="_blank"></a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ordem dos Psic&oacute;logos Portuguese (2013). <i>Ordem dos Psic&oacute;logos cria Bolsa de Emprego</i>. <a href="https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/1072" target="_blank">https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/1072</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516383&pid=S0874-2049202000020001600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ordem dos Psic&oacute;logos Portuguese (2016). <i>Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses prop&otilde;e contrata&ccedil;&atilde;o de mais 447 Psic&oacute;logos no SNS</i>. <a href="https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/1739" target="_blank">https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/1739</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516384&pid=S0874-2049202000020001600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ordem dos Psic&oacute;logos Portuguese (2018). <i>Proposta para o Or&ccedil;amento de Estado de 2019</i>. <a href="http://recursos.ordemdospsicologos.pt/files/artigos/opp_oe19_1_.pdf" target="_blank">http://recursos.ordemdospsicologos.pt/files/artigos/opp_oe19_1_.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516385&pid=S0874-2049202000020001600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516386&pid=S0874-2049202000020001600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Regulamento n&ordm; 107-A/2016 de 29 de Janeiro do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, tecnologia e Ensino Superior. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 2.&ordf; S&eacute;rie, 20 (2016)</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Savickas, M. L. (2012). Life Design: A Paradigm for Career Intervention in the 21st Century. <i>Journal of Counseling &amp; Development, 90</i>(1), 13-19. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1556-6676.2012.00002.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1556-6676.2012.00002.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516388&pid=S0874-2049202000020001600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Whiston, S. C. &amp; Blustein, D. L. (2013). <i>The Impact of Career Interventions: Preparing our Citizens for 21st Century Jobs.</i> National Career Development Association and the Society for Vocational Psychology</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=516389&pid=S0874-2049202000020001600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2"><i>Historial do artigo</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Recebido&nbsp;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">05/2020</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Aceite</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">10/2020</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Publicado</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">12/2020</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#topc0">Morada para correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ana Daniela Silva, Edif&iacute;cio da escola de psicologia &ndash; Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-056 Braga, Portugal. E-mail: <a href="mailto:danielasilva@psi.uminho.pt">danielasilva@psi.uminho.pt</a></font></p>      ]]></body><back>
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