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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vinculação e Sistema de Prestação de cuidados em dependentes de substâncias em tratamento. Adaptação Portuguesa do Questionário de Prestação de Cuidados]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[Il y a maintes personnes dépendantes de substances toxiques qui manifestent peu d’assurance et même de la peur dans ses relations intimes avec leurs parents, amis et partenairs. Comprendre le rôle que les rapports sociaux, en particulier les relations d´Attachement et de Caregiving émotionnel, jouent sur les trajectories de leur vie et le traitement des personnes dépendantes de ce genre de substances est un domaine important pour la prévention, le traitement et pour éviter la récidive. Dans cet étude nous avons adapté le questionnaire de Caregiving à la langue portugaise. Ont participé en traitement pour les toxicomanies 116 individus: 65 dans trois Communautés Thérapeutiques et 51 dans deux Programmes de Méthadone, ayant une moyenne d´âge de 36 ans et en étant 72% des hommes. Les participants ont rempli un questionnaire d´Attachement (Escala de Vinculação do Adulto - Canavarro, 2006) et l´adaptation du questionnaire de Caregiving (Caregiving Questionnaire de Kunce & Shaver, 1994). L´adaptation du questionnaire de Caregiving présente des valeurs satisfaisants au niveau de la cohérence interne, et les résultats confirment l´intégration entre le systéme d´Attachement et le systéme de Caregiving . Les variables indicatrices d´un dysfonctionnement parental et familial ont des effets significatifs dans le système de Caregiving et d´Attachement.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Insecure attachment patterns and avoidance of intimacy in close relationships with parents, peers and partners is very prevalent in substance abusers addicts. It is important to understand the role played by regulation of intimate relationships, particularly attachment and caregiving, in the life trajectories, and in the success of substance abuse treatments and prevention programs. The present study comprises the Portuguese adaptation of the caregiving questionnaire in a sample of substance abusers in treatment. Participants were 116 substance abusers undergoing treatment in three Therapeutic Communities and two methadone programs, with a mean age of 36 years, and 72% males. Instruments used were the Adult Attachment Scale and the Caregiving questionnaire. The Portuguese adaptation showed robust psychometric properties. Results support the hypothesis of association between attachment and care giving systems in adults. Family dysfunction variables had significant associations with insecure attachment and poor caregiving scores.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Muchos de los individuos dependientes de substancias tienen patrones inseguros de vinculación y miedo de la intimidad en sus relaciones próximas con sus padres, pares y compañeros íntimos. Entender el papel que la regulación de las relaciones de vinculación y prestación de cuidados emocionales cumple en las trayectorias de vida y de tratamiento de personas dependientes de substancias es un área importante para la prevención y tratamiento de recaídas. En este estudio se procedió a la adaptación del cuestionario de prestación de cuidados (caregiving questionnaire) para la lengua portuguesa. Participaron en esta investigación 116 sujetos integrados en tratamiento: 65 en tres Comunidades Terapéuticas y 51 en dos Programas de Metadona, con edades medias de 36 años, siendo que el 72% de los participantes son del sexo masculino. Fue aplicada la Escala de Vinculación del Adulto (Canavarro, 2006) y la adaptación del Cuestionario de Prestación de Cuidados (Caregiving Questionnaire de Kunce & Shaver, 1994). La adaptación del cuestionario de prestación de cuidados presenta valores satisfactorios al nivel de la consistencia interna y los resultados confirman la integración entre los sistemas de vinculación y de prestación de cuidados. Las variables indicadoras de disfuncionalidad familiar revelaron efectos significativos en los sistemas de prestación de cuidados y de vinculación.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Vinculação e Sistema de Prestação de cuidados em dependentes de substâncias    em tratamento. Adaptação Portuguesa do Questionário de Prestação de Cuidados    </B></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Nuno Torres<sup>1, 2</sup>, Diogo Oliveira <sup>1</sup></b></P>     <p><sup>1</sup>Psicólogo. </P>     <p><sup>2</sup>PhD em Estudos Psicanalíticos pela Universidade de Essex, Reino Unido. Investigador    de Pós-Doutoramento da Fundação da Ciência e Tecnologia na U.I.P.C.D.E. do Instituto    Superior de Psicologia Aplicada. </P>     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Contactos</a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>RESUMO</B></P>     <p>Muitos  indivíduos dependentes de substâncias têm padrões inseguros de vinculação e  receio da intimidade nas suas relações próximas com os pais, os pares e os  parceiros íntimos. Entender o papel que a regulação das relações de  vinculação e de prestação de cuidados emocionais desempenha nas  trajectórias de vida e de tratamento de pessoas dependentes de substâncias é uma  área importante para a prevenção, tratamento e prevenção das recaídas. Neste  estudo procedeu-se à adaptação do questionário de prestação de cuidados (<I>caregiving  questionnaire</I>) para a língua portuguesa. Participaram  nesta investigação 116 sujeitos integrados em tratamento: 65 em três  Comunidades Terapêuticas e 51 em dois Programas de Metadona, com idade média de 36 anos, sendo que 72% dos  participantes são do sexo masculino. Foi aplicada a Escala de Vinculação do  Adulto (Canavarro, 2006) e a adaptação do Questionário de Prestação de Cuidados  (<I>Caregiving  Questionnaire </I>de Kunce &amp;  Shaver, 1994). A adaptação do questionário de  prestação de cuidados apresenta valores satisfatórios ao nível da consistência  interna e os resultados confirmam a integração entre os sistemas de vinculação e  de prestação de cuidados. As variáveis indicadoras de disfuncionalidade familiar revelaram efeitos significativos  nos sistemas de prestação de cuidados e de vinculação. </P>     <p><B>Palavras-chave:  </B>Vinculação  do Adulto; Prestação de Cuidados; <I>Caregiving</I>;  Dependência de Substâncias; Comunidade Terapêutica; Programa de Metadona. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><B>RÉSUMÉ</B></P>     <p>Il y a maintes personnes dépendantes de substances toxiques qui  manifestent peu d’assurance et même de la peur dans ses relations intimes avec  leurs parents, amis et partenairs. Comprendre le rôle  que les rapports sociaux, en particulier les relations d´Attachement et de <I>Caregiving</I> émotionnel, jouent sur les trajectories de leur vie et le traitement des personnes  dépendantes de ce genre de substances est un domaine important pour la  prévention, le traitement et pour éviter la récidive. Dans cet étude nous avons adapté le questionnaire de Caregiving à la langue portugaise. Ont participé en  traitement pour les toxicomanies 116 individus: 65 dans trois Communautés  Thérapeutiques et 51 dans deux Programmes de Méthadone, ayant une moyenne d´âge  de 36 ans et en étant 72% des hommes. Les participants ont rempli un  questionnaire d´Attachement (Escala de Vinculação do  Adulto – Canavarro, 2006) et  l´adaptation du questionnaire de <I>Caregiving</I> (Caregiving Questionnaire de Kunce  &amp; Shaver, 1994). L´adaptation du questionnaire de  Caregiving présente des valeurs satisfaisants au niveau de la cohérence interne, et les  résultats confirment l´intégration entre le systéme  d´Attachement et le systéme de <I>Caregiving . </I>Les variables indicatrices d´un  dysfonctionnement parental et familial ont des effets significatifs dans le  système de <I>Caregiving</I> et d´Attachement.  </P>     <p><B>Mots-clé: </B>Attachment de l´Adulte; Caregiving; Toxicomanie;  Communauté Thérapeutique; Programme de Méthadone.  </P>     <p><B>&nbsp;</B></P>     <p><B>ABSTRACT</B></P>     <p>Insecure attachment patterns and avoidance of intimacy in close  relationships with parents, peers and partners is very prevalent in substance  abusers addicts. It is important to understand the role played by regulation of  intimate relationships, particularly attachment and caregiving, in the life trajectories, and in the success of  substance abuse treatments and prevention programs. The present study comprises  the Portuguese adaptation of the caregiving  questionnaire in a sample of substance abusers in treatment. Participants were  116 substance abusers undergoing treatment in three Therapeutic Communities and  two methadone programs, with a mean age of 36 years, and 72% males. Instruments  used were the Adult Attachment Scale and the Caregiving questionnaire. The Portuguese adaptation showed  robust psychometric properties. Results support the hypothesis of association  between attachment and care giving systems in adults. Family dysfunction  variables had significant associations with insecure attachment and poor caregiving scores. </P>     <p><B>Key Words: </B>Adult attachment, Adult caregiving; Addictions, Therapeutic    Communities; Methadone. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>RESUMEN</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Muchos de los individuos dependientes de substancias tienen patrones  inseguros de vinculación y miedo de la intimidad en sus relaciones próximas con  sus padres, pares y compañeros íntimos. Entender el papel que la regulación de  las relaciones de vinculación y prestación de cuidados emocionales cumple en las  trayectorias de vida y de tratamiento de personas dependientes de substancias es  un área importante para la prevención y tratamiento de recaídas. En este estudio  se procedió a la adaptación del cuestionario de prestación de cuidados (<I>caregiving  questionnaire</I>) para la lengua portuguesa. Participaron  en esta investigación 116 sujetos integrados en tratamiento: 65 en tres  Comunidades Terapéuticas y 51 en dos Programas de Metadona, con edades medias de  36 años, siendo que el 72% de los participantes son del sexo masculino. Fue  aplicada la Escala de Vinculación del Adulto (Canavarro, 2006) y la adaptación del Cuestionario de  Prestación de Cuidados (<I>Caregiving  Questionnaire </I>de Kunce &amp;  Shaver, 1994). La adaptación del cuestionario de  prestación de cuidados presenta valores satisfactorios al nivel de la  consistencia interna y los resultados confirman la integración entre los  sistemas de vinculación y de prestación de cuidados. Las variables indicadoras  de disfuncionalidad familiar revelaron efectos significativos en los sistemas de  prestación de cuidados y de vinculación. </P>     <p><B>Palabras Clave: </B>Vinculación del Adulto; Prestación de Cuidados; <I>Caregiving</I>; Dependencia de Substancias; Comunidad  Terapéutica; Programa de Metadona. </P>     <p><B>&nbsp;</B></P>     <p><B>&nbsp;</B></P>     <p><B>1  – Introdução </B></P>     <p>O consumo abusivo de substâncias está associado a um conjunto múltiplo de processos    desenvolvimentais aos níveis genético, neurofisiológico, psicológico, familiar,    sociológico, e cultural (Hawkins, Catalano &amp; Miller, 1992; Panksepp, Nocjar,    Burgdorf, Panksepp &amp; Huber, 2004; Esteves &amp; Vieira-Coelho, 2007). </p>     <p>Dentro dos processos caraterísticos do contexto familiar, um domínio central    é a qualidade emocional das relações, tanto no passado infantil do sujeito,    como nas relações actuais adultas. De facto, um dos factores protectores das    adicções considerado mais consensual entre os especialistas é uma relação de    apoio e afecto entre pais-filhos (e.g. Abraão, 1999). Por outro lado, a inclusão    da família no tratamento de dependências vê-se associada ao aumento do sucesso    do mesmo (McCrady &amp; Epstein, 1996; O’Farrell &amp; Fals-Stewart, 2000; Neto    &amp; Torres, 2001). </p>     <p>Muitos indivíduos com problemas de abuso e dependência de substâncias    não apenas relatam ter vivido experiências familiares traumáticas na infância,    como demonstram ter padrões inseguros de vinculação e receio da intimidade nas    suas relações próximas e íntimas adolescentes e adultas, com os pais, os pares    e os parceiros íntimos (Geada, 1990; Walsh, 1995; Torres, Sanches &amp; Neto    2004; Thorberg &amp; Lyvers, 2006). Nestes casos, as relações humanas íntimas,    ao invés de proporcionarem um porto emocionalmente seguro para o sujeito podem,    pelo contrário, tornar-se um factor potencialmente ameaçador para o bem-estar    psicológico, tal como havia sido aludido por Freud (1930), no caso da etiologia    das adicções a drogas e álcool. Mais recentemente Esteves &amp; Vieira-Coelho    (2007), em relação ao uso de substâncias na sociedade contemporânea, reafirmam:    “vivemos numa época em que não se tolera a dor e a tristeza passageiras, procurando-se    respostas imediatas e eficazes, principalmente de ordem farmacológica, para    qualquer mal-estar” (Esteves &amp; Vieira-Coelho, 2007, p. 14). </p>     <p>Alguns autores propuseram que o abuso de substâncias é motivado por défices    de regulação emocional (Taylor, Bagby &amp; Parker, 1999; Grotstein, 1999; Torres,    Chagas &amp; Ribeiro, 2008) associadas a perturbações do sistema de vinculação    (Flores, 2001; Torres, 2003, 2008). Evidências recentes mostram que clientes    de programas para tratamento de adicção (alcoolismo, heroína, anfetaminas/cocaína,    e <I>cannabis</I>) são caracterizados por vinculação insegura, alto receio    da intimidade e baixa diferenciação do <I>Self </I>(Thorberg &amp; Lyvers, 2006),    e que o tratamento da dependência de substâncias deverá ter em conta as representações    de vinculação dos indivíduos, de forma a potenciar e promover uma recuperação    mais bem sucedida (Caspers, Yucuis, Troutman &amp; Spinks, 2006). Outros estudos    verificaram que o tipo de relações próximas com o cônjuge, a família de    origem e a família dos cônjuges permite diferenciar entre os sujeitos que recaem    e os que se mantêm abstinentes por mais tempo (Kosten <I>et al.</I>, 1987; Lavee    &amp; Altus, 2001).</p>     <p> Assim, entender o papel que a regulação das ligações sociais (<I>social bonding</I>),    em particular as relações de vinculação e de prestação de cuidados emocionais,    desempenha nas trajectórias de vida e de tratamento de pessoas dependentes de    substâncias, é uma área crucial, não apenas para a compreensão científica de    fenómenos psicossociais desviantes, como para a sua prevenção, tratamento, e    prevenção da recaída. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><B>2  – Neurociência dos afectos, ligações sociais e a compreensão das adicções </B></P>     <p>Vários autores (em especial Jaak Panksepp e colaboradores) têm-se debruçado    sobre a neurofisiologia da dependência de substâncias químicas, e a sua relação    com sistemas inatos de <I>bonding</I> social, em particular a vinculação da    criança aos progenitores (Panksepp, 2003; 2005; Panksepp <I>et al.</I>, 2002,    2004). Os sintomas afectivos e psicofisiológicos da privação de opiáceos são    idênticos aos resultantes do isolamento e exclusão social, ambos modulados    pelo sistema opióide endógeno, o que indica que estes processos ocorrem com    base nas mesmas estruturas e processos neurobiológicos (Panksepp <I>et    al. </I>2003, 2004). Em modelos animais, a separação precoce entre a cria e    a mãe produz evidências comportamentais de perturbação, tais como as vocalizações    de ansiedade (<I>distress calls </I>[McLean, 1985]), que são suprimidas pela    administração de opiáceos e agonistas opiáceos (para uma revisão ver Torres,    2003). Numa extrapolação para o ser humano baseada nas homologias estruturais    e funcionais das áreas subcorticais do cérebro comum a todos os mamíferos (McLean,    1985, 1990), estes auto-res propuseram que emoções de ansiedade, stresse e o    mal-estar induzidos por um nível desadequado de contacto afectivo próximo com    os progenitores e pares podem ser aliviados e suprimidos pela administração    de substâncias químicas, que actuam directa ou indirectamente na regulação    do sistema opióide endógeno. Estas substâncias demonstram actuar no alívio    e redução do stresse afectivo decorrente da falta de ligação social, possivelmente    devido à emergência de um sentimento positivo equivalente ao que é sentido pelo    envolvimento emocional positivo decorrente da ligação social, diminuindo o desconforto    e mal-estar resultantes da desadaptação social e da dificuldade no relacionamento    próximo com os outros (Panksepp, 2003-2005). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>3  – Vinculação da criança aos pais </B></P>     <p>O sistema de Vinculação (<I>attachment system</I>) pode ser definido, num contexto    evolutivo e adaptativo, como um sistema biopsicológico motivacional inato de    alta plasticidade e flexibilidade em função da experiência, cujo objectivo    é aumentar a probabilidade de protecção e sobrevivência através do estabelecimento    de uma base segura, que deriva de uma relação com uma figura cuidadora (Bowlby,    1969-1980). Bowlby e colaboradores hipotetizaram que a prestação de cuidados    parentais recebidos e percebidos durante a infância repercutir-se-á ao longo    da vida através da organização do sis-tema de vinculação (sob a forma de comportamentos,    afectos e representações mentais) – organização essa baseada em modelos internos    que se construíram na interacção entre os cuidadores e a criança – que se constitui    enquanto substrato emocional, cognitivo e comportamental para todas as experiências    relacionais do indivíduo (Bowlby, 1969-1988; Shedler &amp; Block, 1990). Nas    últimas décadas, a investigação em psicologia/ psicopatologia do desenvolvimento    tem produzido vasta evidência de que a organização do sistema de vinculação    acompanha o ser humano ao longo do crescimento, desde, sensivelmente, os primeiros    6 meses de vida até à idade adulta e é um factor promotor da saúde mental aos    níveis emocional, social e do <I>Self</I> (Weinfield, Sroufe &amp; Egeland,    2000; Sroufe, 2005). </p>     <p>O sistema de prestação de cuidados (<I>Caregiving</I>) foi também proposto    por Bowlby (1969/1980) como um sistema inato, complementar do sistema de vinculação.    Isto é, complementar da necessidade do outro em se sentir ajudado e protegido.    No entanto, este sistema tem sido pouco aprofundado na investigação subsequente    sobre o assunto (Simpson &amp; Rholes, 1998; 2000). </p>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>4  – Sistema de prestação de cuidados (<I>Caregiving  system</I>)  </B></P>     <p>O Sistema de Prestação de Cuidados (<I>Caregiving</I>), tal como foi definido    por Bowlby (1981), refere-se aos comportamentos de fornecimento de protecção    e apoio aos que se encontram dependentes ou momentaneamente em necessidade.    Este sistema desenvolve-se desde cedo no contacto dos cuidadores com o bebé,    havendo uma forte interacção e complementaridade entre o sis-tema de vinculação    do bebé e o sistema de prestação de cuidados dos pais: o bebé em necessidade    activa o seu sistema de vinculação, que vai despertar, por sua vez, o sistema    de prestação de cuidados do cuidador, que irá ao encontro das necessidades do    primeiro, agindo de uma forma “suficientemente boa” que potencia o desenvolvimento    de uma base segura (<I>Secure Base</I>) e um porto seguro (<I>Safe Haven</I>)    (Marvin, Cooper, Hoffman &amp; Powell, 2002). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><B>5  – Vinculação e prestação de cuidados entre adultos </B></P>     <p>Nas  relações entre dois adultos, o sistema de prestação de cuidados (<I>Caregiving</I>) enquadra-se em comportamentos de  apoio emocional em situações específicas, levando as pessoas a  corresponderem mutuamente aos sinais de ansiedade e stresse e à necessidade de segurança emocional uma da outra,  agindo como base segura de bem-estar emocional e, ao mesmo tempo, potenciando um  grau confortável de autonomia (Kunce &amp; Shaver, 1994). Assim, na prestação de cuidados entre  adultos, existe uma relação bidireccional entre a procura de cui-dados e a prestação de cuidados em ritmos alternados.  Estudos indicam que a forma como uma pessoa efectua prestação de cuidados aos  outros está em estreita ligação com a própria história de vinculação na infância  e com a forma como representa e percepciona a prestação de cuidados que teve  enquanto criança e adulto (Feeney &amp; Collins, 2001; Kunce &amp; Shaver, 1994; Reizer &amp; Mikulincer, 2007). Observa-se que pessoas com um padrão  seguro de vinculação apresentam maior sensibilidade e responsividade aos sinais do outro, através de cuidados  adequados às necessidades do outro (sensíveis, contingentes e não intrusivos).  Em contrário, os adultos com padrões de vinculação inseguros têm tendência a  utilizar comportamentos controladores ou compulsivos na sua prestação de  cuidados (Faria, Fonseca, Lima, Soares &amp; Klein,  2001; Feeney &amp; Collins,  2001; Khunce &amp; Shaver,  1994). </p>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>6  – Tradições de investigação sobre as relações próximas e a vinculação no adulto  </B></P>     <p>Simpson &amp; Rholes (1998) distinguem duas tradições no estudo da vinculação    na idade adulta: (1) a tradição da Vinculação da Família Nuclear; e (2) a tradição    da Vinculação a Pares e Relações Românticas. </P>     <p>A primeira, desenvolvida independentemente por Main, Kaplan &amp; Cassidy (1984)    e por Waters &amp; Waters (2006), assenta no acesso ao conteúdo implícito e    organização dos modelos internos nos adultos, inspirado nas classificações    da Situação Estranha e nos desenvolvimentos de Mary Ainsworth e colaboradores    (Simpson &amp; Rholes, 1998). </P>     <p>Por seu lado, a investigação da vinculação através de questionários de auto-relato    (Hazan &amp; Shaver, 1987) faz parte da tradição de investigação da vinculação    adulta a Pares e a Relações Românticas, e despoletou um vasto desenvolvimento    de medidas psicométricas com ointuito de abordar a vinculação e as diferentes    trajectórias desenvolvimentais em adolescentes e adultos (Brennan, Clark &amp;    Shaver, 1998; Collins &amp; Read, 1990). </P>     <p>Nos últimos anos tem-se debatido a equivalência e concordância dos constructos    oriundos das duas tradições, de forma a promover a discussão e a encorajar    a comunicação e troca de informação entre os dois grupos acerca das suas descobertas    numa tentativa de unificação da teoria da vinculação (Waters <I>et al.</I>,    2002; Crowell &amp; Treboux, 1995; Corcoran &amp; Treboux, 2002; Moreira <I>et    al.</I>, 2006). </P>     <p>Recentemente têm vindo a ser desenvolvidas em Portugal adaptações de questionários    para avaliar a organização da vinculação nos adultos (Moreira, Lind, Santos,    Moreira, Gomes, Justo, Oliveira, Filipe &amp; Faustino, 2006; Soares, 2009).    A <I>Adult Attachment Scale </I>(Collins &amp; Read, 1990), adaptada para Portugal    por Canavarro <I>et al</I>., 2006, com o nome de EVA (Escala de Vinculação do    Adulto), tem sido estudada nos últimos anos em várias populações clínicas e    não clínicas. Foi utilizada no presente estudo, por avaliar três dimensões associadas    à vinculação (Conforto com a Proximidade, Confiança em depender e Ansiedade    de Abandono) e também por ser mais económica em termos de disponibilidade    de tempo por parte dos inquiridos. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que toca aos instrumentos de avaliação da prestação de cuidados (<I>Caregiving</I>),    o Questionário de Cuidados (<I>Caregiving Questionnaire</I>) de Kunce &amp;    Shaver (1994) é ainda hoje um questionário de referência nos estudos entre adultos    (Reizer &amp; Mikulincer, 2007). Assim, com o objectivo de desenvolver estudos    científicos para uma melhor compreensão do sistema de prestação de cui-dados    (<I>Caregiving</I>) nas relações adultas e íntimas entre pessoas com problemas    de dependência de substâncias, considerámos pertinente desenvolver a adaptação    do <I>Caregiving Questionnaire </I>de Kunce e Shaver (1994) devido à escassez    de instrumentos específicos de mensuração do sistema de prestação de cuidados    na língua portuguesa, e ao facto de demonstrar, na sua versão original,    correlações fortes com os estilos de vinculação do adulto (Bartholomew;    1991; Kunce &amp; Shaver, 1994; Reizer &amp; Mikulincer 2007). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>7  – Objectivos do presente estudo </B></P>     <blockquote>       <p><b>1</b>. Desenvolvimento da adaptação do Questionário de Cuidados (<I>Caregiving      Questionnaire</I>) de Kunce &amp; Shaver (1994) numa amostra clínica de dependentes      de substâncias em tratamento (participantes integrados em comunidade      terapêutica e em programa de metadona). </p>       <p><b>2</b>. Testar a validade do novo instrumento através das estruturas de      correlações entre uma medida de vinculação já validada em Portugal e o questionário      de sistema de prestação de cuidados. </p>       <p><b>3</b>. Comparar os resultados obtidos por estudos anteriores em amostras      normativas com os resultados obtidos na presente população clínica de      dependentes de substâncias. </p> </blockquote>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>8  – Método </B></P>     <p><b>8.1 – Processo de adaptação e tradução do questionário de prestação    de cuidados </b> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todo o processo de adaptação foi conduzido de acordo com as orientações    da Comissão Internacional de Testes (Geisinger, 1994; 2003) acerca dos métodos    de tradução e adaptação transcultural de um instrumento e foi acompanhado pelo    autor do questionário, Dr. Phillip Shaver. Neste estudo foram elaborados os    seguintes quatro passos: 1) tradução e retroversão dos itens do questionário    por tradutores profissionais independentes; 2) revisão da versão retrovertida    do instrumento pelo autor original; 3) adaptação do rascunho do instrumento    com base nos comentários dos revisores; 4) estudo de campo. </p>     <p><b>8.2 – Participantes </b></P>     <p>O  estudo contou com um total de 116 participantes, que se encontravam em dois  tipos diferentes de tratamento para dependência de substâncias: (1) tratamento  de Comunidade Terapêutica, que contou com 65 participantes pertencentes a  três comunidades terapêuticas: uma comunidade no centro de Lisboa, outra  nos arredores de Lisboa e a terceira na Margem Sul; e (2) Programa de Metadona, que contou com 51 participantes. Esta amostra  de programa de metadona foi recolhida em Lisboa  Ocidental (47 participantes) e em Lisboa Oriental (4 participantes). Os dois  grupos apresenta-ram-se como sendo equivalentes em  todas as variáveis sociodemográficas excepto na  <I>idade </I>(p=0.015). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>TABELA 1 </B>– Descrição sociodemográfica da amostra. Médias e percentagens    das variáveis. </P>     <p><img src="/img/revistas/tox/v16n2/16n2a01t1.jpg" width="394" height="620"></P>     
<p>&nbsp;</P>      <p><b>8.3 – Instrumentos </b></P>     <p><b>8.3.1 – EVA: Escala de Vinculação do Adulto (<I>Adult Attachment Scale</I>)    </b></P>     <p>A validação deste questionário para a população portuguesa foi elaborada    por Canavarro <I>et al</I>. (2006). As dimensões que compõem o EVA são: (1)    <I>Conforto com a proximidade</I>, que avalia o nível de conforto do indivíduo    ao estabelecer relações próximas e íntimas (e.g. “Sinto-me bem quando me relaciono    de forma próxima com as pessoas”); (2) <I>Confiança em depender</I>, que avalia    se os indivíduos sentem que podem depender de outros em situações em que necessitam    deles (e.g. “Acho que as pessoas nunca estão presentes quando são necessárias”);    e (3) <I>Ansiedade de abandono</I>, que avalia grau em que o indivíduo se sente    preocupado com a possibilidade de ser abandonado ou rejeitado (e.g. “Preocupo-me    frequentemente com a possibilidade dos meus parceiros me deixarem”). Este questionário    é composto por 18 itens com uma escala tipo Likert de 5 pontos (1 – “Nada característico    em mim”; 5 – “Extremamente característico em mim”). As dimensões apresentaram    os seguintes índices de fiabilidade no presente estudo: <b>Ansiedade de abandono    (&#945; = 0,80) Conforto na proximidade (&#945; = 0,54), e Confiança em depender    (&#945;= 0,70)</b>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>8.3.2 – Questionário de Prestação de Cuidados (<I>Caregiving Questionnaire</I>)<sup><a name="top1"></a><a href="#1">1</a></sup></b></P>     <p>O Questionário de Prestação de Cuidados tem como objectivo medir o tipo de    comportamentos de prestação de cuidados que cada indivíduo fornece ao parceiro    ou cônjuge. É constituído por 32 itens com uma escala de resposta do tipo Likert    de 6 pontos (1 – “Nada característico em mim”; 6 – “Extremamente característico    em mim”). A adaptação portuguesa, elaborada por nós no âmbito deste estudo,    apresenta valores de alfa de Cronbach satisfatórios para as quatro dimensões    do questionário (ver tabela 2). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>TABELA 2  </B>–  Descrição de alfas de Cronbach, definições dos constructos, e exemplos de itens das dimensões do  Questionário de Cuidados</P>     <p><img src="/img/revistas/tox/v16n2/16n2a01t2.jpg" width="704" height="574"></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p><b>9  - Resultados </B></P>     <p><b>9.1 – Correlações entre as escalas do questionário de prestação de cuidados</b></P>     <p>Verifica-se  que, tal como era esperado teoricamente, positiva entre <I>Cuidados  controladores </I>e <I>Cuidados </I>1) existe uma correlação positiva entre a  <I>Sensibilidade </I>e a <I>Manutenção de proximidade</I>, 2) existem  correlações negativas entre estas duas dimensões e a dimensão <I>Cuidados  controladores </I>e, finalmente, 3) uma correlação <I>compulsivos</I>.  </P>     <p><B>&nbsp;</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>TABELA 3  </B>–  Correlações entre as dimensões do Questionário de Cuidados para a amostra total.  </P> <img src="/img/revistas/tox/v16n2/16n2a01t3.jpg" width="681" height="109">      
<p>&nbsp;</P>     <p>No estudo original de Kunce &amp; Shaver (1994), as correlações entre as escalas    são semelhantes e foram as seguintes: <b>Manutenção de Proximidade</b> com <b>Sensibilidade</b>    = 0,49; <b>Cuidados Controladores</b> com as duas escalas anteriores = -0,30;    e a escala de <b>Cuidados Compulsivos</b> com <b>Cuidados Controladores</b>    =0,44 (Kunce &amp; Shaver, 1994, pp. 226-228). Para verificar se as pequenas    diferenças na magnitude das correlações entre o estudo original e o presente    estudo são significativas utilizou-se o teste de Fisher, para verificar a significância    da diferença entre dois coeficientes de correlação (Cohen, 1988). Verificámos    que nenhum dos coeficientes de correlação apresenta diferenças significativas    nas duas amostras. </P>     <p><b>9.2 – Correlações entre a vinculação e a prestação de cuidados no presente    estudo </b></P>     <p>Na  amostra total dos participantes em tratamento, observa-se a existência de um  <I>Padrão de correlações </I>entre os constructos que  é congruente com o que seria esperado teoricamente, ou seja: a <I>Ansiedade de  abandono </I>na vinculação correlaciona-se positivamente com prestação de  <I>Cuidados controladores </I>e <I>compulsivos</I>, enquanto o <I>Conforto com a  proximidade </I>e <I>a Confiança em depender </I>na vinculação se correlacionam  positivamente com estratégias de <I>Manutenção de proximidade </I>e de  <I>Sensibilidade </I>na prestação de cuidados. </P>     <p><b>9.3 – Associação entre número de familiares com problemas de dependência    de substâncias, vinculação e prestação de cuidados </b></P>     <p>Tendo em conta que a existência de progenitores com problemas de dependência    pode ser considerado um indicador de disfunção parental, bem como a existência    de irmãos com os mesmos problemas pode ser um indicador de disfunção familiar,    testámos a associação entre estas variáveis do contexto familiar e as dimensões    de vinculação e prestação de cuidados dos participantes. </P>     <p>Os resultados da tabela 4 mostram que a variável <b>“Pai com problemas de dependência”</b>    tem uma associação positiva com a dimensão <b>Ansiedade de abandono</b> e negativa    com a dimensão <b>Confiança</b>. Para a variável <b>Mãe</b>, não foram encontradas    associações com as dimensões da vinculação ou da prestação de cuidados (possivelmente    devido ao número reduzido de mães com problemas de abuso de na amostra em estudo    (11%)). Relativamente à fratria, foi observada uma associação negativa com a    <b>Manutenção de proximidade</b>. O somatório de número de familiares com dependência    de substâncias apresentou uma associação positiva com a dimensão <b>Ansiedade    de abandono</b>, e negativa com a <b>Manutenção de proximidade</b>. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>TABELA 4 </b>– Correlações entre as dimensões dos questionários EVA e QC    na amostra total do presente estudo. </P> <TABLE  style="WIDTH: 451.5pt; BORDER-COLLAPSE: collapse; mso-padding-alt: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt"  class=MsoNormalTable border=0 cellSpacing=0 cellPadding=0 width=602>   <TBODY>   <TR style="HEIGHT: 13.25pt; mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 451.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 13.25pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm"      vAlign=top width=602 colSpan=6>           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 16.65pt; mso-yfti-irow: 1">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 451.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.65pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black 1.0pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=602 colSpan=6>           <p><I>Prestação        de cuidados </I></P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 15.15pt; mso-yfti-irow: 2">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 46.75pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 15.15pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      vAlign=top width=62>           <p>&nbsp;</P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 117.4pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 15.15pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      vAlign=top width=157>           <p>&nbsp;</P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 73.15pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 15.15pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=98>           <p>M.        Proximidade </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 69.75pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 15.15pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=93>           <p>Sensibilidade        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 80.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 15.15pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=107>           <p>C.        Controladores </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 64.15pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 15.15pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=86>           <p>C.        Compulsivos </P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 14.75pt; mso-yfti-irow: 3">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 46.75pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 14.75pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt"      vAlign=top width=62>           <p>&nbsp;</P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 117.4pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 14.75pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt"      width=157>           <p>Ansiedade        de abandono </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 73.15pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 14.75pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt"      width=98>           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>-,160*        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 69.75pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 14.75pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt"      width=93>           <p>-,276**        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 80.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 14.75pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt"      width=107>           <p>,404**        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 64.15pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 14.75pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt"      width=86>           <p>,373**        </P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 12.25pt; mso-yfti-irow: 4">     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 46.75pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 12.25pt; PADDING-TOP: 0cm"      width=62>           <p><I>Vinculação        </I></P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 117.4pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 12.25pt; PADDING-TOP: 0cm"      width=157>           <p>Confiança        em depender </P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 73.15pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 12.25pt; PADDING-TOP: 0cm"      width=98>           <p>,418**        </P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 69.75pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 12.25pt; PADDING-TOP: 0cm"      width=93>           <p>,377**        </P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 80.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 12.25pt; PADDING-TOP: 0cm"      width=107>           <p>-,162        </P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 64.15pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 12.25pt; PADDING-TOP: 0cm"      width=86>           <p>-,007        </P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 10.15pt; mso-yfti-irow: 5; mso-yfti-lastrow: yes">     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 46.75pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 10.15pt; PADDING-TOP: 0cm"      vAlign=top width=62>           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 117.4pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 10.15pt; PADDING-TOP: 0cm"      width=157>           <p>Conforto        com a proximidade </P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 73.15pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 10.15pt; PADDING-TOP: 0cm"      width=98>           <p>,453**        </P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 69.75pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 10.15pt; PADDING-TOP: 0cm"      width=93>           <p>,364**        </P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 80.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 10.15pt; PADDING-TOP: 0cm"      width=107>           <p>-,232        </P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 64.15pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 10.15pt; PADDING-TOP: 0cm"      width=86>           <p>-,216        </P></TD></TR></TBODY></TABLE>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>9.4 – Comparação descritiva entre o presente estudo e estudos normativos    com os mesmos instrumentos </b></P>     <p>Verifica-se que, em relação aos valores médios obtidos no estudo de adaptação    do EVA de Canavarro <I>et al</I>. (2006), com uma amostra de 434 participantes    da população não-clínica, a média de <I>Ansiedade de abandono </I>dos participantes    em Comunidade Terapêutica apresenta um desvio-padrão acima, tanto do encontrado    na amostra de participantes da população normativa, como do verificado nos participantes    em tratamento de substituição com Metadona do presente estudo. Por outro lado,    a média de <I>Confiança em depender </I>dos participantes em Comunidade Terapêutica    está sensivelmente um desvio-padrão abaixo dos participantes da população não-clínica.    A média de <I>Conforto com a proximidade </I>não regista diferenças tão salientes    como as outras dimensões, mas também é mais baixa do que a da população normativa.  </P>     <p>No que se refere ao questionário de prestação de cuidados, pode-se verificar    na tabela 5 que, comparativamente às médias obtidas no estudo original de Kunce    &amp; Shaver (1994), pertencentes a uma amostra de 393 estudantes universitários    dos Estados Unidos avaliados como tendo uma “vinculação segura” segundo a <I>Adult    Attachment Interview </I>(AAI), os valores médios de prestação de cuidados em    ambos os grupos de tratamento da presente amostra apresentam valores claramente    mais baixos na dimensão de “manutenção da proximidade” e mais elevados na dimensão    “cuidados compulsivos”. Assim, os valores médios das escalas de prestação de    cuidados na presente amostra estão mais próximos dos estilos “amedrontado” (<I>fearful</I>)    e “demitido” (<I>dismissing</I>) da <I>Adult Atachment Interview</I>. No entanto,    sabendo que as médias são pertencentes a uma amostra norte-americana, as diferenças    culturais podem ser importantes para a contextualização destes resultados, pelo    que é necessário esperar por estudos em amostras normativas portuguesas para    uma comparação mais idónea.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><b>TABELA 5 </b>– Correlação entre familiares com problemas de dependência    de substâncias e as escalas dos questionários. </P> <TABLE  style="WIDTH: 448.75pt; BORDER-COLLAPSE: collapse; mso-padding-alt: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt"  class=MsoNormalTable border=0 cellSpacing=0 cellPadding=0 width=598>   <TBODY>   <TR    style="HEIGHT: 12.9pt; mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes; mso-row-margin-right: .35pt">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 448.75pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 12.9pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      vAlign=top width=598 colSpan=8>           <p>&nbsp;</P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; mso-cell-special: placeholder"      width=0>           <p>&nbsp;</P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 19.25pt; mso-yfti-irow: 1">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 82.25pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 19.25pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      vAlign=top width=110>           <p>&nbsp;</P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 52.15pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 19.25pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=70>           <p>Ansiedade        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 45.9pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 19.25pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=61>           <p>Conforto        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 48.9pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 19.25pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=65>           <p>Confiança        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 66.65pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 19.25pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=89>           <p>M.        proximidade </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 63.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 19.25pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=85>           <p>Sensibilidade        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 50.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 19.25pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=67>           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>C.        control.        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 39.25pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 19.25pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=52 colSpan=2>           <p>C.        comp.        </P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 16.4pt; mso-yfti-irow: 2">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 82.25pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=110>           <p>Pai        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 52.15pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=70>           <p>,277**        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 45.9pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=61>           <p>-,040        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 48.9pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=65>           <p>-,230*        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 66.65pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=89>           <p>,006        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 63.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=85>           <p>,018        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 50.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=67>           <p>,031        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 39.25pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=52 colSpan=2>           <p>,058        </P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 16.5pt; mso-yfti-irow: 3">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 82.25pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.5pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=110>           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mãe        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 52.15pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.5pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=70>           <p>-,024        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 45.9pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.5pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=61>           <p>,013        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 48.9pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.5pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=65>           <p>-,059        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 66.65pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.5pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=89>           <p>-,085        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 63.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.5pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=85>           <p>-,027        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 50.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.5pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=67>           <p>-,005        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 39.25pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.5pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=52 colSpan=2>           <p>-,010        </P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 16.4pt; mso-yfti-irow: 4">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 82.25pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=110>           <p>Irmãos        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 52.15pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=70>           <p>,075        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 45.9pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=61>           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>-,103        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 48.9pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=65>           <p>,024        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 66.65pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=89>           <p>-,166*        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 63.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=85>           <p>,116        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 50.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=67>           <p>,065        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 39.25pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 16.4pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt; mso-border-bottom-alt: solid black .25pt"      width=52 colSpan=2>           <p>-,092        </P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 11.75pt; mso-yfti-irow: 5; mso-yfti-lastrow: yes">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 82.25pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 11.75pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt"      vAlign=bottom width=110>           <p>Somatório        familiares        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 52.15pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 11.75pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt"      vAlign=bottom width=70>           <p>,179*        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 45.9pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 11.75pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt"      vAlign=bottom width=61>           <p>-,095        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 48.9pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 11.75pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt"      vAlign=bottom width=65>           <p>-,120        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 66.65pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 11.75pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt"      vAlign=bottom width=89>           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>-,171*        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 63.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 11.75pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt"      vAlign=bottom width=85>           <p>,082        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 50.5pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 11.75pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt"      vAlign=bottom width=67>           <p>,065        </P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 39.25pt; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 11.75pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .25pt"      vAlign=bottom width=52 colSpan=2>           <p>-,015        </P></TD></TR>   <TR height=0>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none"      width=108></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none"      width=70></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none"      width=61></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none"      width=67></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none"      width=89></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none"      width=85></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none"      width=67></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none"      width=52></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none"      width=0></TD></TR></TBODY></TABLE>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>TABELA 6  </B>– Média e  Desvio-Padrão para as dimensões dos questionários no estudo presente e nos  estudos originais. </P> <TABLE  style="WIDTH: 100%; BORDER-COLLAPSE: collapse; mso-padding-alt: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-border-insidev: .5pt solid black; mso-yfti-tbllook: 1184"  class=MsoNormalTable border=0 cellSpacing=0 cellPadding=0 width="100%">   <TBODY>   <TR style="HEIGHT: 12.35pt; mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 100%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 12.35pt; BORDER-TOP: black 1pt solid; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .5pt; mso-border-bottom-alt: solid black .5pt"      vAlign=bottom width="100%" colSpan=4>           <p><b>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;        &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Vinculação        (EVA) <i></I></B></P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 13.05pt; mso-yfti-irow: 1">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 22.78%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 13.05pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .5pt"      width="22%">           <p><b> <i>Escalas</I></B></P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 33.88%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 13.05pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .5pt"      width="33%">           <p><b> <i>Grupo        Comunidade Terapêutica </I></B></P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 23.28%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 13.05pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .5pt"      vAlign=top width="23%">           <p><b> <i>Grupo</I>         <i>Metadona</I>        </B></P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 20.06%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 13.05pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .5pt"      width="20%">           ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b> <i>População        Normativa</I></B></P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 32.5pt; mso-yfti-irow: 2">     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 22.78%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 32.5pt; PADDING-TOP: 0cm"      width="22%">           <p><b>Ansiedade        de Abandono</B></P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 33.88%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 32.5pt; PADDING-TOP: 0cm"      width="33%">           <p>3,41</P>           <p>(<b>DP</B>=  0,78)</P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 23.28%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 32.5pt; PADDING-TOP: 0cm"      vAlign=top width="23%">           <p>2,30</P>           <p>(<b>DP</B>=  0,77)</P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 20.06%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 32.5pt; PADDING-TOP: 0cm"      width="20%">           <p>2,43</P>           <p>(<b>DP</B>=    0,74)</P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 36.85pt; mso-yfti-irow: 3">     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 22.78%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.85pt; PADDING-TOP: 0cm"      width="22%">           <p><b>Confiança        em depender</B></P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 33.88%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.85pt; PADDING-TOP: 0cm"      width="33%">           <p>2,83</P>           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(<b>DP</B>=  0,65)</P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 23.28%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.85pt; PADDING-TOP: 0cm"      vAlign=top width="23%">           <p>3,03</P>           <p>(<b>DP</B>=  0,58)</P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 20.06%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.85pt; PADDING-TOP: 0cm"      width="20%">           <p>3,27</P>           <p>(<b>DP</B>=    0,53)</P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 36.35pt; mso-yfti-irow: 4">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 22.78%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.35pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-bottom-alt: solid black .5pt"      width="22%">           <p><b>Conforto        c/ proximidade</B></P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 33.88%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.35pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-bottom-alt: solid black .5pt"      width="33%">           <p>3,27</P>           <p>(<b>DP</B>=  0,74)</P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 23.28%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.35pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-bottom-alt: solid black .5pt"      vAlign=top width="23%">           <p>3,26</P>           <p>(<b>DP</B>=  0,57)</P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 20.06%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.35pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-bottom-alt: solid black .5pt"      width="20%">           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3,49</P>           <p>(<b>DP</B>=    0,58)</P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 19.45pt; mso-yfti-irow: 5">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 100%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 19.45pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .5pt; mso-border-bottom-alt: solid black .5pt"      width="100%" colSpan=4>           <p><b>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;        Prestação de Cuidados (CQ)</B></P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 1cm; mso-yfti-irow: 6">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 22.78%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 1cm; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .5pt"      width="22%">           <p><b>Manutenção        Proximidade</B></P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 33.88%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 1cm; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .5pt"      width="33%">           <p>4,78</P>           <p>(<b> <i>DP=</I></B>      0,91)</P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 23.28%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 1cm; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .5pt"      vAlign=top width="23%">           <p>4,77</P>           <p>(<b> <i>DP=</I></B>      0,73)</P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 20.06%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 1cm; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .5pt"      width="20%">           <p>5,35</P>           <p>&nbsp;</P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 36.35pt; mso-yfti-irow: 7">     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 22.78%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.35pt; PADDING-TOP: 0cm"      width="22%">           ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Sensibilidade</B></P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 33.88%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.35pt; PADDING-TOP: 0cm"      width="33%">           <p>4,10</P>           <p>(<b> <i>DP=</I></B>      0,81)</P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 23.28%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.35pt; PADDING-TOP: 0cm"      vAlign=top width="23%">           <p>4,26</P>           <p>(<b> <i>DP=</I></B>      0,60)</P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 20.06%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.35pt; PADDING-TOP: 0cm"      width="20%">           <p>4,51</P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 36.85pt; mso-yfti-irow: 8">     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 22.78%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.85pt; PADDING-TOP: 0cm"      width="22%">           <p><b>Cuidados        Controladores</B></P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 33.88%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.85pt; PADDING-TOP: 0cm"      width="33%">           <p>3,44</P>           <p>(<b> <i>DP=</I></B>      0,90)</P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 23.28%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.85pt; PADDING-TOP: 0cm"      vAlign=top width="23%">           <p>2,89</P>           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(<b> <i>DP=</I></B>      0,75)</P></TD>     <TD      style="PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 20.06%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 36.85pt; PADDING-TOP: 0cm"      width="20%">           <p>2,43</P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 28.45pt; mso-yfti-irow: 9">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 22.78%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 28.45pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-bottom-alt: solid black .5pt"      width="22%">           <p><b>Cuidados        Compulsivos</B></P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 33.88%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 28.45pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-bottom-alt: solid black .5pt"      width="33%">           <p>4,20</P>           <p>(<b> <i>DP=</I></B>      1,02)</P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 23.28%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 28.45pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-bottom-alt: solid black .5pt"      vAlign=top width="23%">           <p>3,52</P>           <p>(<b> <i>DP=</I></B>      0,99)</P></TD>     <TD      style="BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 20.06%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 28.45pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-bottom-alt: solid black .5pt"      width="20%">           <p>2.11</P></TD></TR>   <TR style="HEIGHT: 28.55pt; mso-yfti-irow: 10; mso-yfti-lastrow: yes">     <TD      style="BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 5.4pt; WIDTH: 100%; PADDING-RIGHT: 5.4pt; HEIGHT: 28.55pt; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-top-alt: solid black .5pt"      width="100%" colSpan=4>           <p><B>&nbsp;</B><b>Nota:</B> o desvio padrão do estudo original do questionário            de prestação de cuidados (Kunce &amp; Shaver, 1994) não foi publicado            pelos autores. Os valores da tabela referem-se a sujeitos na categoria            “vinculação segura” na entrevista AAI</P>       </TD></TR></TBODY></TABLE>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>10  – Discussão de resultados e conclusão </B></P>     <p>Com  base nos resultados obtidos, podemos concluir que o processo de adaptação  portuguesa do Questionário de Cuidados realizada neste artigo, com uma amostra  clínica de pessoas com dependência de substâncias em tratamento, apresenta uma  estrutura sólida, que vai ao encontro da versão original de Kunce &amp; Shaver (1994). Em  geral, os resultados são também congruentes com a teoria da vinculação e com a  hipótese de que o sistema de prestação de cuidados é um sistema complementar da  vinculação. </P>     <p><b>1</b>. Ao nível da consistência interna (Alfa de Cronbach) das dimensões    dos questionários, estas apresentam-se com valores satisfatórios para o questionário    de prestação de cuidados, que indicam que os itens constituem bons indicadores    dos constructos psicométricos. </P>     <p><b>2</b>. Entre as dimensões do questionário de Prestação de Cuidados, obtiveram-se    estruturas de correlação congruentes com os pressupostos teóricos e significativamente    semelhantes às estruturas de correlação do instrumento original. </P>     <p><b>3</b>. Os resultados obtidos nas correlações entre as escalas dos dois questionários    (Vinculação e Prestação de Cuidados) seguem a tendência descrita na literatura,    segundo a qual pessoas que apresentam uma organização menos segura (mais    ansiosa) da vinculação apresentam estratégias mais desadequadas na prestação    de cuidados ao outro. Assim, indivíduos com mais ansiedade de abandono apresentam    uma prestação de cuidados mais compulsiva e controladora e menos sensível    (Feeney &amp; Collins, 2001; Kunce &amp; Shaver, 1994). </P>     <p><b>4</b>. No que concerne à associação entre variáveis indicadoras de disfuncionalidade    parental e familiar, verificou-se que a existência de um pai com dependência    de substâncias tem impacto significativo no sistema de vinculação dos participantes,    nomeadamente no que diz respeito a uma maior ansiedade de abandono e a menor    confiança na dependência emocional. Por outro lado, a existência de dependência    de substâncias na fratria tem associação significativa com o sistema de prestação    de cuidados, especificamente com a manutenção de proximidade. </P>     <p>Estes  resultados vão assim ao encontro da literatura: indivíduos com histórias  familiares problemáticas apresentam vinculações mais pobres que, por sua vez,  conduzem à pobreza do sistema de prestação de cuidados (Kunce &amp; Shaver, 1994). Este  mecanismo pode estar baseado em perturbações no desenvolvimento da empatia – na  capacidade de percepcionar estados emocionais dos outros (David, 2010).  </P>     <p>No  campo das limitações, os resultados presentes neste estudo estão assentes numa  amostra clínica com especificidades próprias, no que concerne às relações  interpessoais e a vivências traumáticas precoces e ao longo do desenvolvimento.  É assim importante referir que este estudo não teve um grupo de controlo  normativo e que o questionário adaptado não foi ainda aplicado a uma amostra  não-clínica. Contudo, a realização de novos estudos  com diferentes amostras (clínicas e não-clínicas) é  necessário para o desenvolvimento deste instrumento e da sua validação, de  forma a contribuir para a abertura de novos desenvolvimentos no  conhecimento do sistema de prestação de cuidados (<I>caregiving</I>) e da sua relação com o sistema de  vinculação. </P>     <p>Por  fim, parece-nos importante ressalvar, uma vez mais, a pertinência que a teoria e  investigação acerca dos sistemas de vinculação e prestação de cuidados poderão  ter para a reflexão e abordagem de questões ao nível da prevenção e tratamento  dos comportamentos adictivos (Flores, 2001), assim  como na elucidação de factores facilitadores da adesão ao tratamento, do sucesso  deste e da manutenção de abstinência pós-tratamento (Lavee &amp; Altus, 2001).  </P>     <p>A utilização destas medidas psicométricas de relações interpessoais próximas,    no contexto de tratamento da dependência de substâncias, pode vir a ser útil    para a identificação de pontos fortes e fracos no funcionamento socioemocional    dos pacientes. Nesse âmbito, estas medidas poderão, eventualmente, servir para    trabalhar aspectos relacionais que melhorem a adesão ao tratamento, a prevenção    do abandono, e produzam efeitos de prevenção de recaídas despoletadas por stresse    associado a conflitos relacionais com familiares, parceiros e/ou cônjuges (Kosten    <I>et al.</I>, 1985). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como nota final, deixamos algumas indicações que, embora sejam ainda de carácter    especulativo, procuram suscitar linhas de reflexão, tanto ao nível da investigação,    como da própria intervenção. Os presentes resultados são congruentes com a literatura    e investigação sobre a associação entre adicções e problemas nas relações    interpessoais próximas, em particular na vinculação (Shedler &amp; Block, 1990;    Geada, 1990; Panksepp, 2002/2005; Torres <I>et al</I>., 2003; 2004; 2008; David,    2001; 2010). Na linha de estudos realizados nas áreas da neurobiologia dos afectos,    as substâncias adictivas actuam no sistema opióide endógeno, reduzindo    a evidência de stresse provocado por ansiedade de separação (Panksepp <I>et    al</I>, 2002, 2004; Walsh, 1995; David, 2001; Torres, 2003/2008). </P>     <p>Aquilo que se verificou nos nossos resultados é que os participantes em programa    de Metadona apresentam uma <I>Ansiedade de Abandono </I>significativamente inferior    aos participantes em Comunidade Terapêutica (em que apenas 10.8% tomam metadona    e numa dose muito inferior – 33,5mg em média). Se tomarmos em linha de conta    as ideias de Bowlby (1991; pp. 245-263 e pp. 423-448) de que a ansiedade de    abandono faz exacerbar a ansiedade de separação, estes resultados são congruentes    com a noção de que os opiáceos podem reduzir a ansiedade de separação ligada    à ansiedade de abandono. No entanto, esta redução da ansiedade de abandono não    significa que a organização profunda dos sistemas biopsicológicos de vinculação    e prestação de cuidados seja afectada, mas pode reflectir apenas uma alteração    ao nível sintomático (diminuição do sentimento subjectivo de ansiedade de abandono).    Por outro lado, os participantes em Comunidade Terapêutica podem manifestar    uma maior ansiedade de abandono devido à situação actual de afastamento da família,    amigos e parceiros. Para averiguar de forma mais profunda a organização da vinculação    necessitamos de instrumentos de avaliação que acedam aos modelos internos inconscientes    e aos <I>scripts </I>cognitivos implícitos, possibilitados por análise de entrevistas    em profundidade como a AAI (George, Kaplan &amp; Main, 1984) e análise de narrativas    de base segura (Waters &amp; Waters, 2006). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>NOTA:  </B></P>     <p><B><a name="1"></a><a href="#top1">1</a> </B>– A versão completa do questionário    adaptado pode ser facultada mediante contacto com os autores do artigo. </P>     <p><B>&nbsp;</B></P>     <p><B>Referências Bibliográficas </B></P>     <!-- ref --><p>Abraão,  I. (1999). Factores de risco e factores protectores para as toxicodependências.  Uma breve revisão. <I>Toxicodependências</I> 5 (2):  3-11. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000240&pid=S0874-4890201000020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Bowlby, J. (1960). Separation anxiety. <I>The  International Journal of Psychoanalysis</I>, <I>41</I>, 89-113.  </P>     <p>Bowlby, J. (1969). Disruption of affectional bonds and its effects on behavior. <I>Canada´s Mental Health Supplement</I>, <I>59.</I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bowlby, J. (1975). <I>Attachment and Loss: Vol. 2 </I>Separation. Pelican Books. </P>     <p>Bowlby, J. (1981). <I>Attachment and Loss</I>.  Vol. 1. Penguin Books.  </P>     <p>Bowlby, J. (1981). <I>Attachment and Loss</I>: <I>Vol. 3 </I>Loss. Penguin Books. </P>     <p>Bowlby, J. (1988). <I>A secure base: Clinical applications of attachment  theory</I>. London: Routledge. </P>     <p>Bowlby, J. (1991). <I>Attachment and Loss.   Vol. 2 Separation.</I> Penguin  Books. </P>     <p>Brennan, K. A., Clark, C. L., &amp; Shaver, P. R.  (1998). Self-report measurement of adult romantic attachment: An integrative  overview. In J. A. Simpson &amp; W.S. Rholes (Eds.),  <I>Attachment theory and close relationship functioning</I>. (pp. 46-47). New  York: Guildford. </P>     <!-- ref --><p>Canavarro, M. C., Dias, P., Lima, V. (2006). A  Avaliação da Vinculação do Adulto: uma revisão crítica a propósito da aplicação  da Adult Attachment Scale-R (AAS-R) na população portuguesa. <I>Psicologia</I>, <I>20 </I>(1), 155-186. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000249&pid=S0874-4890201000020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Caspers, K., Yucuis, R., Troutman, B., &amp;  Spinks, R. (2006). Attachment as an organizer of behavior: implications for substance  abuse problems and willingness to seek treatment. <I>Substance  Abuse Treatment, Prevention, and Policy</I>, <I>1 </I>(1), 32.  </P>     <p>Cohen, J. (1988). Statistical power analysis for  the behavioral sciences. Routledge.  </P>     <p>Collins, N., &amp; Read, S. J. (1990). Adult attachment, working models, and relationship  quality in dating couples. <I>Journal of Personality and Social  Psychology</I>, <I>58 </I>(4), 644-663. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>David, M. (2001). Neurofarmacologia das adicções. In  Torres, N. e Ribeiro, J. P., (eds) A Pedra e o Charco.  Sobre o Conhecimento e Intervenção nas Drogas. Lisboa: Íman.  </P>     <p>David,  M. (2010). Neuro-Concepções Integrativas sobre o  Desenvolvimento da Emocionalidade. <I>Grupanaliseonline</I>, <I>1</I>, 1-16.  </P>     <p>Esteves,  M., &amp; Vieira-Coelho, M. (2007).  <I>Toxicodependências</I>. Matosinhos: Quid Novis.  </P>     <p>Feeney, B. C., &amp; Collins, N. L. (2001). Predictors of caregiving in intimate  relationships: An attachment theoretical perspective. <I>Journal of Personality  and Social Psychology</I>, <I>80 </I>(6), 972-994. </P>     <p>Flores, P. J. (2001). Addiction as an attachment disorder<I>:  </I>Implications for group therapy<I>.  International   Journal of Group Psychotherapy</I>,  51 (1): 63-81. </P>     <p>Freud,  S. (2008). <I>O mal-estar na civilização</I>. Lisboa: Relógio D´água Editores. (Tradução do original em Alemão Das Unbehagen in der Kultur, 1930. London: Imago Publishing Co. Ltd.).  </P>     <!-- ref --><p>Geada,  M. (1990). Padrões de vinculação afectiva e níveis de desenvolvimento do  auto-conhecimento em toxicodependentes e não-toxicodependentes. <I>Jornal  de Psicologia</I>, <I>9 </I>(4/5), 14-18. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000259&pid=S0874-4890201000020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Geisinger, K. F. (2003). Testing and Assessment in  Cross-Cultural Psychology. In J. R. Graham &amp; J. A. Naglieri (Eds.), <I>Handbook of Psychology: Assessment  Psychology </I>(Vol. 10, pp. 95-117). Hoboken, New Jersey: John Wiley &amp;  Sons, Inc. </P>     <p>George, C., Kaplan, N., &amp; Main, M. (1984). Adult Attachment Interview. Unpublished manuscript, University of California at Berkeley.  </P>     <p>Grotstein,  J. (1999). <I>O Buraco Negro</I>. Lisboa: Climepsi.  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Hawkins,  J. D.; Catalano, R. F.; Miller, J. Y. (1992). ‘Risk and protective factors for alcohol and other drug problems in  adolescence and early adulthood: implications for substance abuse prevention’.  <I>Psychological Bulletin </I>112 (1): 64-105. </P>     <p>Kosten, T. R.; Jalali, B.; Steidl, J. H. &amp; Kleber, H. D.  (1987). Relationship of marital structure and interactions to opiate abuse  relapse. <I>The American Journal of Drug and Alcohol  Abuse.</I> Vol 13 (4), 1987, 387-399.  </P>     <p>Kunce, L. J., &amp; Shaver, P. R. (1994). An attachment-theoretical approach to caregiving in romantic relationships. In D. Perlman  &amp; K. Bartholomew (Eds), <I>Attachment processes in  adulthood: Vol. </I></P>     <p><I>5. Advances in personal relationships. </I>(Vol. 5.). Jessica Kingsley Publishers, Ltd. </P>     <p>Lavee, Y., &amp; Altus, D. (2001). Family Relationships as a Predictor of Post-Treatment Drug Abuse  Relapse: A Follow-Up Study of Drug Addicts and Their Spouses. <I>Contemporary  Family Therapy</I>, <I>23 </I>(4), 513-530. </P>     <p>MacLean, P. D. (1985). Brain Evolution Relating to Family, Play, and the Separation Call.  <I>Arch. Gen. Psychiatry </I>42: 405-417, 1985. </P>     <p>MacLean, P. D. (1990). <I>The triune brain in evolution: role in paleocerebral functions</I>. New York: Plenum Press.  </P>     <p>Marvin, R. S., Cooper, G., Hoffman, K., &amp; Powell, B.  (2002). The Circle of Security project: Attachment-based intervention with  caregiver-pre-school child dyads. Attachment &amp; Human Development, 4,  107-124. </P>     <p>McCrady, B. S., and Epstein, E. E. (1996). Theoretical bases of family approaches to substance abuse treatment.  In: Rotgers, F., and Keller, D.S., eds. <I>Treating  Substance Abuse: Theory and Technique</I>. New  York: Guilford Press, 1996.  pp. 117–142. </P>     <p>Neto,  D., Torres, N. (2001). “Tratamento combinado e por etapas de dependentes  químicos” in Torres, N. Ribeiro, J. P. (Editores) <I>A  Pedra e o Charco. Sobre o Conhecimento e Intervenção nas Drogas. </I>Lisbon: Iman. 2001.  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O’Farrell  T. J., Fals-Stewart W. (2000). Behavioral couples therapy for alcoholism and drug abuse. Journal of Substance Abuse Treatment. 2000; 18 (1): 51–54.  </P>     <p>Panksepp, J. (2003). Commentary on “Understanding Addictive  Vulnerability<I>”.  Neuro-Psychoanalysis</I>, <I>5 </I>(1), 21-29.  </P>     <p>Panksepp, J. (2005). Why does separation distress hurt? Comment on MacDonald  and Leary (2005). <I>Psychological Bulletin</I>, <I>131 </I>(2), 224-230.  </P>     <p>Panksepp, J. Knutson, B., &amp; Burgdorf, J.  (2002). The role of brain emotional systems in addictions: A neuro-evolutionary perspective and new “self-report” animal  model. <I>Addiction</I>, <I>97</I>, 459-469. </P>     <p>Panksepp, L. Nocjar, C., Burgdorf, J. Panksepp, J. B. &amp;  Huber, R. (2004). The role of emotional systems in addiction: A neuroethological perspective. <I>Nebraska Symposium on  Motivation</I>, <I>50</I>, 85-126. </P>     <p>Reizer, A., &amp; Mikulincer, M.  (2007). Assessing individual differences in working models  of caregiving: The construction of the mental  representation of caregiving scale. <I>Journal  of Individual Differences</I>, <I>28 </I>(4), 227-239. </P>     <p>Shedler, J. &amp; Block, J. (1990). Adolescent drug use and psychological  health. <I>American Psychologist</I>, <I>45 </I>(5), 612-630.  </P>     <p>Simpson, J. A., &amp; Rholes, S. (1998).  Attachment theory in adulthood. In J. A. Simpson &amp;  S. Rholes (Eds.), Attachment theory and close  relationships (pp. 3-20). New York: Guildford Press. </P>     <p>Sroufe, L. A. (2005). Attachment and development: a Prospective,  Longitudinal Study from Birth to Adulthood. <I>Attachment e Human Development, 7  </I>(4), 349-367. </P>     <p>Taylor, G. J., Bagby, R. M., &amp; Parker,  J. D. A. (1999). <I>Disorders of Affect Regulation: Alexithymia in Medical and Psychiatric Illness</I>. Cambridge University Press. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Thorberg, F. A., &amp; Lyvers, M.  (2006). Attachment, fear of intimacy and differentiation  of self among clients in substance disorder treatment facilities.  <I>Addictive   Behaviors</I>,  <I>31 </I>(4), 732-737. </P>     <!-- ref --><p>Torres,  N. Sanches, M. &amp; Neto, D. (2004). Experiências traumáticas e estilos de  vinculação adulta a parceiros de intimidade em toxicodependentes e  estudantes. <I>Toxicodependências</I>, <I>10 </I>(3), 57-70.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000284&pid=S0874-4890201000020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Torres,  N. (2003). A química da dependência e as dependências-tóxicas: Para um modelo  bio-psico-social. <I>Toxicodependências</I>, <I>9 </I>(1), 29-45. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000285&pid=S0874-4890201000020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Torres, N. (2008). <I>Disorders of Emotional  Containment and their Somatic Correlates.  The  Protomental Nature of Addictions, Self-harm and Noncommunicable Diseases.</I> Tese de  PhD, Centre for Psychoanalytic Studies: University of Essex.  </P>     <p>Torres,  N. e Ribeiro, J. P. (2001). <I>A Pedra e o Charco: Sobre o Conhecimento e  Intervenção nas Drogas</I>. Lisboa: Íman. </P>     <!-- ref --><p>Torres,  N., Chagas, T., Ribeiro, J. P. (2008). Dependência emocional e consumo de  substâncias psicoactivas: Um estudo correlacional a partir da teoria dos grupos de pressuposto  básico de W. R. Bion. <I>Toxicodependências</I>, <I>14 </I>(3), 35-48. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000288&pid=S0874-4890201000020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Walsh, A. (1995). Parental attachment, drug use and  facultative sexual strategies. <I>Social Biology</I>, <I>42 </I>(1-2).  95-101. </P>     <p>Waters, E., Crowell, J., Elliot, M., Corcoran, D., &amp; Treboux, D. (2002). Bowlby´s secure base theory and the  social/personality psychology of attachment styles: Work(s) in progress [A  commentary on Shaver &amp; Mikulincer´s  Attachment-related psychodynamics]. </P>     <p>Waters, H. S., &amp; Waters, E. (2006). The attachment working models concept: Among other things, we build  script-like representations of secure base experiences. <I>Attachment &amp;  Human Development</I>, <I>8 </I>(3), 185-197. </P>     <p>Weinfield, N. S., Sroufe, L. A., &amp; Egeland, B. (2000). Attachment from    infancy to early adulthood in a high-risk sample: Continuity, discontinuity,    and their correlates. <I>Child Development, 71 </I>(3), 695-702. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><B>Bibliografia Consultada </B></P>     <p>Bartholomew, K., &amp; Moretti, M.  (2002). The dynamics of measuring attachment.  <I>Attachment &amp; Human Development</I>, 4 (2), 162-165.  </P>     <p>Bartholomew, K., &amp; Shaver, P. R. (1998). Methods of accessing adult attachment: Do they converge? In J. A.  Simpson &amp; W.S. Rholes (Eds.), <I>Attachment Theory  and Close Relationships </I>(pp. 25-45). New York: <I>Guidford  Press. </I></P>     <p>Bowlby, J. (1990). <I>Child care and the growth of  love</I>. Penguin Books. </P>     <p>Cassidy, J., &amp; Shaver, P. R. (1999). (Eds). <I>Handbook of attachment: Theory,  research and clinical implication</I>. NY: Guildford Press.  </P>     <p>Collins, N. L., &amp; Feeney, B. C. (2000). A safe haven: An attachment theory    perspective on support seeking and caregiving in intimate relationships. <I>Journal    of Personality and Social Psychology</I>, <I>78 </I>(6), 1053-1073. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B><a name="0"></a><a href="#top0">Contactos</a>:</B></p>     <p>Nuno Torres: <a href="mailto:nmtorr2@googlemail.com">nmtorr2@googlemail.com</a>  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Diogo Oliveira: <a href="mailto:dmg.oliveira@gmail.com">dmg.oliveira@gmail.com</a>  </P>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo recebido em 10/05/10; versão final aceite em 21/06/10.</P>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Factores de risco e factores protectores para as toxicodependências: Uma breve revisão]]></article-title>
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<year>1999</year>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Avaliação da Vinculação do Adulto: uma revisão crítica a propósito da aplicação da Adult Attachment Scale-R (AAS-R) na população portuguesa]]></article-title>
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<year>2006</year>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Padrões de vinculação afectiva e níveis de desenvolvimento do auto-conhecimento em toxicodependentes e não-toxicodependentes]]></article-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Experiências traumáticas e estilos de vinculação adulta a parceiros de intimidade em toxicodependentes e estudantes]]></article-title>
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