<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0874-5560</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ex aequo]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Ex aequo]]></abbrev-journal-title>
<issn>0874-5560</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres - APEM]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0874-55602008000100011</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A construção/estruturação do género na Educação Física]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goellner]]></surname>
<given-names><![CDATA[Silvana Vilodre]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Sul  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Sul GRECCO - Grupo de Estudos sobre Cultura e Corpo ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Ministério da Ciência e Tecnologia Cnpq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2008</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2008</year>
</pub-date>
<numero>17</numero>
<fpage>169</fpage>
<lpage>173</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0874-55602008000100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0874-55602008000100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0874-55602008000100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Silva, Maria Paula Monteiro Pinheiro da (2007), <i>A  constru&ccedil;&atilde;o/estrutura&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero na Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica</i>, Loures, C&acirc;mara  Municipal de Loures.</b></p>      <P>&nbsp;</P>      <p align="right"><b>Silvana Vilodre Goellner</b></p>     <p align="right">Universidade Federal do Rio Grande do Sul &#8211; Brasil</p>     <P>&nbsp;</P>      <p>Por que ler um livro que discute as rela&ccedil;&otilde;es de g&eacute;nero    no campo da Educa&ccedil;&atilde;o   F&iacute;sica e do esporte? Que contribui&ccedil;&otilde;es os estudos sobre    as mulheres podem   trazer a um campo marcadamente representado como masculino? Que rela&ccedil;&otilde;es   se podem estabelecer entre os aportes feministas e a constru&ccedil;&atilde;o    de masculinidades   e feminilidades em corpos que se esfor&ccedil;am para serem belos, saud&aacute;veis    e   perform&aacute;ticos? Que import&acirc;ncia esse livro pode ter para &agrave;queles/aquelas    que   n&atilde;o atuam no campo espec&iacute;fico da educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica    escolar ou, ainda, do esporte?</p>     <p>A leitura do livro de Paula Silva suscita v&aacute;rias respostas para essas    indaga&ccedil;&otilde;es,   fundamentalmente, porque faz ver que &laquo;g&eacute;nero&raquo; n&atilde;o    &eacute; apenas um tema   acad&ecirc;mico. Diz respeito a cada um/uma de n&oacute;s. De como nos constitu&iacute;mos,    entendemos,   representamos, enfim, do modo como produzimos nossa subjetividade, e   tamb&eacute;m, nosso corpo.</p>        <p>Oriundo de sua tese de doutoramento, apresentada &agrave; Faculdade de Desporto    da Universidade do Porto e vencedor (ex-aequo) do Pr&eacute;mio Mulher Investiga&ccedil;&atilde;o    &laquo;Carolina Michaelis de Vasconcelos&raquo; (2006), o texto contempla duas    partes: a primeira situa a ancoragem te&oacute;rica utilizada para subsidiar    e analisar a constru&ccedil;&atilde;o/ estrutura&ccedil;&atilde;o de g&eacute;nero    nas aulas de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica. A segunda, apresenta os dados    emp&iacute;ricos coletados nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino na cidade    do Porto, os fundamentos metodol&oacute;gicos utilizados e a discuss&atilde;o    dos resultados advindos da pesquisa. Se por um lado essa estrutura&ccedil;&atilde;o    obedece a um modelo j&aacute; consagrado de feitura de teses e disserta&ccedil;&otilde;es,    por outro, o modo atrav&eacute;s do qual a autora se utilizou dessa estrutura    escapa de um mero formalismo. Seu texto evidencia uma intr&iacute;nseca rela&ccedil;&atilde;o    entre forma e conte&uacute;do e entre empiria e teoria na medida em que, em    ambas as partes, o que se v&ecirc; &eacute; uma escrita densa, contextualizada,    articulada e muito bem fundamentada. O texto de Paula Silva reflete um trabalho    de f&ocirc;lego, tanto na elabora&ccedil;&atilde;o da pesquisa e na interpreta&ccedil;&atilde;o    dos posicionamentos de professores/as e alunos/as acerca das quest&otilde;es    afetas as rela&ccedil;&otilde;es interde g&eacute;nero na educa&ccedil;&atilde;o    f&iacute;sica escolar, quanto na delimita&ccedil;&atilde;o e explicita&ccedil;&atilde;o    da ancoragem te&oacute;rica, mais especificamente, na articula&ccedil;&atilde;o    entre temas como epistemologias feministas, estudos de g&eacute;nero, educa&ccedil;&atilde;o    f&iacute;sica, esporte e corpo. </p>     <p>Merece destaque a profundidade te&oacute;rica presente nos cap&iacute;tulos    intitulados &laquo;Sexo, G&eacute;nero, Biologia e Cultura&raquo;, &laquo;Os    Feminismos e a Ci&ecirc;ncia&raquo; e &laquo;Desporto e G&eacute;nero&raquo;,    pois neles a autora explicita que a categoria de g&eacute;nero n&atilde;o &eacute;    um bloco un&iacute;ssono visto que, ao longo de sua hist&oacute;ria, o termo    adquiriu significa&ccedil;&otilde;es e &ecirc;nfases diferenciadas consoante    os referenciais te&oacute;ricos que lhe deram suporte. Evidencia, ainda, que    s&atilde;o diferentes as epistemologias feministas e que estas tamb&eacute;m    apresentam nuances diferenciadas no que respeita ao entendimento de g&eacute;nero,    de mulher e de produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento.</p>       <p>O cap&iacute;tulo &laquo;Sexo,    G&eacute;nero, Biologia e Cultura&raquo; &eacute; constru&iacute;do de forma    exemplar pois fornece v&aacute;rios elementos para que se possa identificar    que as representa&ccedil;&otilde;es de g&eacute;nero s&atilde;o constru&ccedil;&otilde;es    culturais e hist&oacute;ricas e n&atilde;o apenas uma mera extens&atilde;o da    diferencia&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica de nossos corpos. A autora &eacute;    enf&aacute;tica ao afirmar que os atributos relacionados ao g&eacute;nero resultam    de minuciosos aprendizados e estes constituem a identidade dos sujeitos. Indica,    ainda, que n&atilde;o h&aacute; fixidez nestas representa&ccedil;&otilde;es    visto serem diversos os modos de ser e viver as masculinidades e feminilidades.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O cap&iacute;tulo que aborda a rela&ccedil;&atilde;o entre os feminismos e a    ci&ecirc;ncia contempla uma discuss&atilde;o bastante pertinente, sobretudo,    quando demonstra que s&atilde;o plurais as teorias que encontram abrigo na adjetiva&ccedil;&atilde;o    &laquo;feminista&raquo;. Neste item, a autora faz uma breve explicita&ccedil;&atilde;o    da emerg&ecirc;ncia do movimento feminista evidenciando algumas das rea&ccedil;&otilde;es    que despontaram a partir do momento em que, como for&ccedil;a pol&iacute;tica,    apontou muitas das desigualdades existentes entre homens e mulheres, inclusive,    no campo da ci&ecirc;ncia. Ao contextualizar os feminismos em Portugal, chama    a aten&ccedil;&atilde;o para a primeira vaga do movimento que atuou, fundamentalmente    no embate contra a ditadura militar o que, em certa medida, tornou mais lenta    a produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica feminista se comparado a outros pa&iacute;ses    europeus. Essa situa&ccedil;&atilde;o pode ser mensurada pela escassez de estudos    que focalizam as rela&ccedil;&otilde;es de g&eacute;nero na sociedade portuguesa,    o que dificulta a proposi&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as epistemol&oacute;gicas    e pol&iacute;ticas que, efetivamente, atuem em prol da minimiza&ccedil;&atilde;o    das desigualdades de g&eacute;nero presentes em v&aacute;rias inst&acirc;ncias    sociais.</p>        <p>Se estas tem&aacute;ticas s&atilde;o ainda pouco desenvolvidas no campo    da educa&ccedil;&atilde;o em Portugal, a autora demonstra que s&atilde;o praticamente    inexistentes no &acirc;mbito da educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e do esporte.    Por esse motivo, o cap&iacute;tulo intitulado &laquo;Desporto e G&eacute;nero&raquo;    adquire um sentido muito especial, dado seu ineditismo, n&atilde;o apenas na    investiga&ccedil;&atilde;o realizada em Portugal mas, ainda, em todos os pa&iacute;ses    de fala portuguesa. Paula Silva elaborou um quadro te&oacute;rico bastante rigoroso    contemplando autores/as cl&aacute;ssicos e contempor&acirc;neos cujas obras    discutem as rela&ccedil;&otilde;es de g&eacute;nero na educa&ccedil;&atilde;o    f&iacute;sica no esporte. Al&eacute;m disso, apresenta, com bastante propriedade,    v&aacute;rios estudos que t&ecirc;m aporte na teoriza&ccedil;&atilde;o feminista    para analisar alguns temas absolutamente significativos para se compreender    como s&atilde;o desiguais ascondi&ccedil;&otilde;es de acesso e perman&ecirc;ncia    de homens e mulheres no universo cultural das pr&aacute;ticas corporais e esportivas,    sejam elas de lazer, rendimento ou educativas.</p>        <p>Ao afirmar que o esporte &eacute;    um territ&oacute;rio generificado, a autora demonstra como essa generifica&ccedil;&atilde;o    se opera concreta e cotidianamente produzindo corpos cujas marcas expressam    representa&ccedil;&otilde;es de masculinidades e feminilidades. Ao tomar o aporte    feminista para alavancar suas reflex&otilde;es, faz ver que, muitas das discuss&otilde;es    que hoje s&atilde;o realizadas no &acirc;mbito do esporte, s&oacute; emergiram    porque os feminismos abriram caminhos para que elas pudessem l&aacute; figurar.    S&atilde;o exemplares dessa afirma&ccedil;&atilde;o alguns dos temas contemplados    no livro, tais como, o ass&eacute;dio sexual e a homofobia no esporte, os modos    atrav&eacute;s das quais a m&iacute;dia representa as mulheres atletas, a feminiliza&ccedil;&atilde;o    acentuada e a masculiniza&ccedil;&atilde;o hegem&ocirc;nica na pr&aacute;tica    esportiva, entre outros. Temas estes que permitem, inclusive, problematizar    v&aacute;rios dos discursos que circulam nas sociedades contempor&acirc;neas    ocidentais, acerca, por exemplo, da rela&ccedil;&atilde;o entre o esporte com    a potencializa&ccedil;&atilde;o dos corpos e com a aquisi&ccedil;&atilde;o de    um estilo de vida saud&aacute;vel e ativo.</p>         <p>A primeira parte do livro promove, ainda, uma discuss&atilde;o espec&iacute;fica    sobre a educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica escolar e sua implica&ccedil;&atilde;o    na educa&ccedil;&atilde;o dos corpos e na produ&ccedil;&atilde;o de subjetividades    incorporadas. A partir de alguns documentos que regulamentam o sistema educativo    portugu&ecirc;s, a autora mostra o quanto este componente curricular &eacute;    atravessado pelas rela&ccedil;&otilde;es de g&eacute;nero. Por fim, advoga em    prol de uma educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica coeducativa por entend&ecirc;-la    capaz de enfrentar as iniq&uuml;idades de g&eacute;nero t&atilde;o presentes    neste espa&ccedil;o educativo. Neste particular, argumenta que a coeduca&ccedil;&atilde;o    vai muito al&eacute;m da proposi&ccedil;&atilde;o de aulas mistas pois estas,    por si s&oacute;, n&atilde;o s&atilde;o suficientes para reduzir desigualdades:    h&aacute; que existir um trabalho &aacute;rduo e detalhado de sensibiliza&ccedil;&atilde;o    dos alunos e alunas e, sobretudo, dos/as docentes pois estes/as, em grande medida,    refor&ccedil;am tais desigualdades seja na forma como estruturam as aulas, seja    no tratamento diferenciado que conferem aos alunos e as alunas no que tange    ao seu desempenho corp&oacute;reo no esporte e fora dele. </p>     <p>Finda a primeira parte do livro, a autora investe na descri&ccedil;&atilde;o    detalhada de todos os passos percorridos para a realiza&ccedil;&atilde;o da    sua pesquisa emp&iacute;rica. Essa parte divide-se em quatro t&oacute;picos    que, apesar de estarem separados na forma, s&atilde;o trabalhados de modo complementar.    Intitulam-se: &laquo;Fundamentos Metodol&oacute;gicos &raquo;, &laquo;Estudo    Emp&iacute;rico &#8211; M&eacute;todos e Procedimentos&raquo;, &laquo;Posicionamentos    e Pr&aacute;ticas dos/as Professores/as&raquo; e &laquo;Posicionamento de Alunos    e Alunas&raquo;. </p>     <p>A densidade da investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvida salta aos olhos de quem    percorre, vagarosamente, estes t&oacute;picos. Est&atilde;o detalhadas as epistemologias    feministas, os instrumentos utilizados para a coleta das informa&ccedil;&otilde;es,    os crit&eacute;rios adotados para a escolha dos sujeitos investigados, as estrat&eacute;gias    de cruzamentos de informa&ccedil;&otilde;es, as categorias anal&iacute;ticas    e, por fim, a interpreta&ccedil;&atilde;o densa e minuciosa das falas e dos    atos dos/das docentes e discentes. </p>     <p>O modo atrav&eacute;s do qual a autora articula a concep&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica    e metodol&oacute;gica da investiga&ccedil;&atilde;o com os dados advindos da    pesquisa de campo &eacute; bastante consistente, sobretudo, porque a descri&ccedil;&atilde;o    &eacute; suplantada pela an&aacute;lise. Ao interpretar as vozes dos/das professores/as    e dos/das alunos/as acerca das relações de género presentes na educação física    escolar, a autora demonstra que, apesar de circularem discursos que mencionam    serem os aspectos culturais aqueles que produzem muitas das diferenças existentes    neste espaço, as questões biológicas são freqüentemente mencionadas para justificar    e legitimar tais diferenças. Nas suas falas surgiram vários argumentos cuja    ênfase estava na explicação de que os corpos de meninos e meninas são diferentes;    conseqüentemente, suas capacidades físicas e suas habilidades não são apenas    distintas mas, ainda, desiguais. Em síntese: a educação física escolar reforça    a ordem de género, segundo a qual, acredita-se que os corpos masculinos são    «naturalmente» mais preparados para o exercício de atividades físicas. Reitera,    ainda, a representação de que o homem é o referente a partir do qual as mulheres    são analisadas, observadas e mensuradas. Não é sem, razão, portanto, que vários/as    entrevistados/as mencionaram que percebem a existência de diferentes oportunidades    de prática esportiva entre os géneros e que estas são claramente desfavoráveis    para as meninas e mulheres. </p>     <p>Se o livro de Paula Silva é importante do ponto de vista acadêmico não apenas    no contexto específico de Portugal mas para os países de língua portuguesa,    o é, também, por questões políticas. Ainda que faça referência a um determinado    tempo e a uma cultura específica, as reflexões que suscita são necessárias para    subsidiar ações afirmativas direcionadas para a minimização das diferenças e    desigualdades de género presentes na educação física, no esporte e na educação.    Nas suas palavras: </p>       <p>As políticas educativas, as escolas e os seus projectos educativos,    os departamentos e os grupos disciplinares de EF devem providenciar um clima    mais equitativo, isento de apreciações e julgamentos de raiz homofóbica. Para    tal, precisam antes de tudo, de ficarem conscientes e de conscientizarem todos    e todas acerca de como o heterossexismo e a homofobia actuam para uma limitação    na participação das actividades desportivas. Devem tornar cientes alunos e alunas    acerca das múltiplas formas de masculinidade, feminilidade e identidade sexual,    de modo que eles e elas fiquem preparados/as para experimentarem os prazeres    de serem fisicamente activos/ as, sem o receio de serem censurados/as ou gozados/as    (p. 299).</p>         <p>Enfim, são palavras como estas que fazem deste livro uma obra a ser lida não    somente por quem atua no campo específico da educação física e do esporte. As    discussões que apresenta, as análises sugeridas, os entrecruzamentos dos/as    autores/as, as referências teóricas, as indagações que provoca, seu teor argumentativo    oferecem possibilidades de compreensão a algumas de nossas indagações mais íntimas    e particulares. Razão pela qual, este livro diz sobre nós e sobre como o género    inscreve-se na nossa carne. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>         <p><b>Silvana Vilodre Goellner</b> é doutora em Educação e    professora da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande    do Sul. Atualmente é coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências do    Movimento Humano e do GRECCO (Grupo de Estudos sobre Cultura e Corpo). É Pesquisadora    Produtividade em Pesquisa do Cnpq-Brasil.</p>        ]]></body>
</article>
