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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Impacto da orientação sexual e do género na parentalidade: Uma revisão dos estudos empíricos com famílias homoparentais]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Impact of sexual orientation and gender in parenting: A review of empirical studies about lesbian and gay parenting]]></article-title>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Impact de l'orientation sexuelle et du genre sur la parentalité: Une révision des études empiriques avec des familles homoparentales]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The conviction that the simultaneous presence of a mother and a father are essential for the proper exercise of parenthood is associated with the notion that motherhood and fatherhood involve mutually exclusive skills in terms of gender. However, this belief is derived primarily from studies that confound the effect of different variables, such as the number of parents or their marital status. Although there is not a body of research that has deliberately isolated the effect of gender in parenting, studies with lesbian and gay parents provide a unique opportunity to clarify this impact. In this work, we have looked at this extensive group of studies, analyzing the effect of sexual orientation and gender in parenting.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[La conviction que la présence simultanée d'un père et d'une mère est essentielle pour le bon exercice de la parentalité incarne la notion que la maternité et la paternité impliquent des compétences mutuellement exclusives en termes de genre. Cependant, cette croyance est dérivée principalement d'études qui confondent l'effet de différentes variables, telles que le nombre de parents ou leur état matrimonial. Malgré qu'il n'éxiste pas un corps de recherche qui a délibérément isolé l'effet du genre sur la parentalité, les études avec des mères lesbiennes et des pères gays fournissent une occasion unique de préciser cet impact. Dans ce travail, nous avons examiné ces études, en analysant les effets de l'orientation sexuelle et du genre sur la parentalité]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Impacto da orientação sexual e do género na parentalidade: Uma        revisão dos estudos empíricos com famílias homoparentais. </B></P>           <P>&nbsp;</P> 	      <P><B>Jorge Gato<SUP><A href="#fundo*1" id="topo*1">1*</A></SUP> e Anne Marie Fontaine<SUP><A href="#fundo*2" id="topo*2">2*</A></SUP></B></P>           <P>FPCE da Universidade do Porto </P>           <P>&nbsp;</P>           <P><B>Resumo </B></P>    <P>A convicção de que a presença simultânea de uma mãe e        de um pai são essenciais para o bom exercício da parentalidade tem        subjacente a concepção de que a maternidade e a paternidade implicam        capacidades mutuamente exclusivas em termos de género. No entanto, esta        crença deriva, essencialmente, de estudos que confundem o efeito de        variáveis distintas como, por exemplo, o número de progenitores ou o seu        estatuto conjugal. Embora não exista um corpo de pesquisa que tenha        isolado propositadamente o efeito do género na parentalidade, os estudos        com mães lésbicas e pais gays fornecem uma oportunidade única para        esclarecer esse impacto. Neste trabalho, debruçamo-nos sobre este conjunto        de investigações, analisando o efeito da orientação sexual e do género na        parentalidade. </P>           <P><B>Palavras-chave</B> orientação sexual, género, parentalidade.</P>           <P>&nbsp;</P>           <P><B>Impact of sexual orientation and gender in        parenting: A review of empirical studies about lesbian and gay parenting        </B></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Abstract</B></p>           <P>The conviction that the simultaneous presence of a mother and a        father are essential for the proper exercise of parenthood is associated        with the notion that motherhood and fatherhood involve mutually exclusive        skills in terms of gender. However, this belief is derived primarily from        studies that confound the effect of different variables, such as the        number of parents or their marital status. Although there is not a body of        research that has deliberately isolated the effect of gender in parenting,        studies with lesbian and gay parents provide a unique opportunity to        clarify this impact. In this work, we have looked at this extensive group        of studies, analyzing the effect of sexual orientation and gender in        parenting.</P>           <P><B>Keywords</B> sexual orientation, gender, parenting.</P>           <P>&nbsp;</P>           <P><B>Impact de l'orientation sexuelle et du genre sur        la parentalité: Une révision des études empiriques avec des familles        homoparentales </B></P>           <P><B>Résumée</B></P>           <P>La conviction que la présence simultanée d'un père        et d'une mère est essentielle pour le bon exercice de la parentalité        incarne la notion que la maternité et la paternité impliquent des        compétences mutuellement exclusives en termes de genre. Cependant, cette        croyance est dérivée principalement d'études qui confondent l'effet de        différentes variables, telles que le nombre de parents ou leur état        matrimonial. Malgré qu'il n'éxiste pas un corps de recherche qui a        délibérément isolé l'effet du genre sur la parentalité, les études avec        des mères lesbiennes et des pères gays fournissent une occasion unique de        préciser cet impact. Dans ce travail, nous avons examiné ces études, en        analysant les effets de l'orientation sexuelle et du genre sur la        parentalité.</P>           <P><B>Mots-clés</B> orientation sexuelle, genre, parentalité.</P>           <P>&nbsp;</P>                  <P>O discurso de que as crianças precisam da presença simultânea de uma        mãe e de um pai tem subjacente a concepção que a maternidade e a        paternidade implicam capacidades mutuamente exclusivas e estereotipadas em        termos de género e que estas devem ser transmitidas à geração seguinte.        Este paradigma essencialista (Silverstein e Auerbach, 1999)<SUP><A href="#fundo1" id="topo1">1</A></SUP> associa às diferenças biológicas e reprodutivas que        se verificam entre homens e mulheres, diferenças de género<SUP><A href="#fundo2" id="topo2">2</A></SUP> no comportamento parental: a maternidade e a        paternidade corresponderiam assim a papéis sociais distintos, vinculados        de forma irrevogável ao sexo biológico do progenitor. À boa maneira        psicodinâmica clássica teríamos, «de um lado uma mãe ao serviço da        criança, prestadora de cuidados e guardiã de todos os afectos e, de outro        lado, um pai, razoavelmente distanciado e introdutor da Lei social (…)»        (Leal, 2004: 224). Esta diferenciação de papéis é visível sobretudo em        casais heterossexuais que aderem a identidades e papéis de género        tradicionais. Não obstante algumas mudanças, continuam a ser as mulheres        quem investe mais na esfera familiar e no papel parental (Wall, Aboim e        Cunha, 2010).</P>           ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No entanto, considerar a família heterossexual, com uma divisão        tradicional de papéis, como o modelo desejável de parentalidade        corresponde mais a um projecto ideológico do que a um facto        cientificamente provado. Segundo Timothy J.Biblarz e Judith Stacey (2010)        a maior parte das investigações a partir das quais foram retiradas        conclusões sobre diferenças de género em termos de parentalidade não foram        desenhadas para responder a esta questão. Para estes autores, a convicção        de que é essencial a presença simultânea de um pai e de uma mãe tem,        sobretudo, origem em estudos que confundem os efeitos de variáveis        distintas, que interagem de formas complexas. Por exemplo, concluir que        dois progenitores de sexo diferente são o contexto ideal para o        desenvolvimento de uma criança, a partir de investigações que compararam        mães solteiras com famílias nucleares tradicionais (e.g., Blankenhorn,        1995, in Biblarz e Stacey, 2010) é uma falácia. Em bom rigor, estes        estudos não controlam o efeito do número de progenitores ou o seu estatuto        conjugal e outras variáveis relacionadas (como, por exemplo, o nível        socioeconómico). </P>           <P>A questão das diferenças de género na parentalidade tem pois sido feita        a partir de uma abordagem indutiva e indirecta. Apesar de não existir um        corpo de pesquisa que tenha isolado propositadamente o efeito do género na        parentalidade, algumas investigações permitem retirar algumas conclusões        acerca do seu impacto: estudos com homens casados que são os cuidadores        primários dos seus filhos; com casais heterossexuais que aderem a papéis        de género igualitários; com mães solteiras ou pais solteiros após morte,        divórcio ou saída de casa de um dos cônjuges; com mães heterossexuais        solteiras por casualidade ou escolha; com mães lésbicas e pais gays após o        divórcio de uma pessoa de sexo diferente; com lésbicas e gays que        planearam ser pais após o desenvolvimento de uma auto-consciência        identitária. </P>           <P>Neste trabalho, abordamos especificamente os estudos com mães lésbicas        e pais gays que, embora tenham sido desenhados para averiguar o impacto da        orientação sexual dos progenitores, são elucidativos acerca do impacto do        género, quer no modo como mães e pais exercem a parentalidade, quer na        forma como os filhos se desenvolvem. A investigação sobre        homoparentalidade fornece pois uma oportunidade única para avaliar os        efeitos da ausência de um progenitor de sexo diferente. Os estudos que        comparam famílias homoparentais com famílias heteroparentais apresentam        ainda a vantagem de controlar o efeito do número de progenitores/estatuto        conjugal (comparam-se geralmente famílias biparentais)<SUP><A href="#fundo3" id="topo3">3</A></SUP>. </P>           <P>Em Portugal, são escassas as publicações científicas sobre        homoparentalidade. Notem-se, no entanto, as seguintes excepções: a        primeira diz respeito às actas de um encontro organizado especificamente        para pensar esta temática (Ferreira, 2006); a segunda, da autoria de        Isabel Leal, recenseia algumas investigações sobre atitudes e        representações parentais em função da orientação sexual (Leal, 2004); a        terceira e a quarta pertencem ao campo da antropologia (Almeida, 2009;        Moz, 2006). Contudo, a nível internacional, desde os anos 1970, numerosos        investigadores têm-se debruçado sobre esta configuração familiar,        incidindo a investigação sobre as seguintes dimensões: práticas parentais        de lésbicas e gays, desenvolvimento psicológico de crianças educadas em        contexto homoparental e atitudes perante a homoparentalidade<SUP><A href="#fundo4" id="topo4">4</A></SUP>. Vejamos, em seguida, quais os resultados dos dois        primeiros tipos de estudos, aproveitando para retirar conclusões acerca do        papel desempenhado pelo género. </P>           <p></p>           <P><b>Comportamento e práticas parentais de mães lésbicas e pais gays</b></P>           <P>Identificaram-se, sobretudo, semelhanças entre o comportamento parental        das pessoas lésbicas/gays e o das pessoas heterossexuais. No entanto,        quando existem diferenças, estas favorecem, geralmente, as primeiras em        vários domínios: divisão do trabalho doméstico e qualidade da relação        conjugal, parentalidade e qualidade das relações pais-filhos e        experiências associadas ao processo de inseminação com dador e de        adopção<SUP><A href="#fundo5" id="topo5">5</A></SUP>. </P>           <P>No que diz respeito à <I>divisão do trabalho doméstico e qualidade da        relação conjugal</I>, foram encontradas diferenças entre famílias        homoparentais e heteroparentais, no sentido de maior equidade nas        primeiras relativamente à divisão do trabalho profissional, às tarefas de        cuidado das crianças, tarefas domésticas/ /familiares, processos de tomada        de decisão e/ou participação em actividades com os/as filhos/as (Bos, van        Balen e van den Boom, 2007; Brewaeys, Ponjaert, Van Hall e Golombok, 1997;        Chan, Brooks, Raboy e Patterson, 1998; Ciano-Boyce e Shelley-Sireci, 2002;        Fulcher, Sutfin e Patterson, 2008; McPherson, 1993, in Biblarz e Stacey,        2010; Patterson, Sutfin e Fulcher, 2004; Vanfraussen,        Ponjaert-Kristoffersen e Brewaeys, 2003a). Verificaram-se também        diferenças relativamente aos casais heterossexuais no que diz respeito à        preferência do outro cônjuge<SUP><A href="#fundo6" id="topo6">6</A></SUP> por uma partilha igualitária da responsabilidade        parental (Chan, Raboy e Patterson, 1998; Patterson <I>et al.</I>, 2004) e        à satisfação com a relação/compatibilidade com a divisão do trabalho (Bos,        van Balen e van den Boom, 2004; Bos <I>et al.</I>, 2007; Chan, Raboy,        <I>et al.</I>, 1998; McPherson, 1993, in Biblarz e Stacey, 2010).        Relativamente a esta última variável, Suzanne Johnson e Elizabeth O'Connor        (2002) reportaram diferenças significativas entre casais de lésbicas e        casais de gays, a favor dos primeiros. Finalmente, no que diz respeito às        taxas de separação/divórcio verificaram-se taxas mais elevadas nos casais        de lésbicas do que nos casais heterossexuais (MacCallum e Golombok, 2004).        </P>           <P>Quanto às <I>relações pais-filhos e à qualidade da parentalidade</I>,        verificou-se que as famílias homoparentais lésbicas (bi e/ou        monoparentais) desejavam mais intensamente ter um/uma filho/a e passavam        mais tempo a reflectir nas razões para o fazer, ou não, do que as famílias        heteroparentais (Bos, van Balen e van den Boom, 2003; Bos <I>et al.</I>,        2007). Foram também identificadas diferenças significativas, no mesmo        sentido, num conjunto de competências parentais, tais como vigilância        parental, preocupação, resolução de problemas, disponibilidade, respeito        pela autonomia dos/as filhos/as e qualidade da interacção        progenitor-criança (Bos <I>et al.</I>, 2007; Brewaeys <I>et al.</I>, 1997;        Flaks, Ficher, Masterpasqua e Joseph, 1995; Golombok, Tasker e Murray,        1997). Também foram reportadas diferenças no tempo passado em brincadeiras        imaginativas em casa, interesses partilhados, actividades com as crianças        e carinho/afecto/vinculação (Golombok <I>et al.</I>, 1997; Golombok,        Perry, Burston, Murray, Mooney-Somers, Stevens, <I>et al.</I>, 2003;        MacCallum e Golombok, 2004). Por outro lado, verificou-se que as mães        lésbicas colocavam significativamente menos ênfase, quer na conformidade        de género dos/as seus/suas filhos/as (Fulcher <I>et al.</I>, 2008), quer        no conformismo social, imposição de limites e controlo disciplinador (Bos        <I>et al.</I>, 2004; Bos <I>et al.</I>, 2007; MacCallum e Golombok, 2004)        e discutiam menos com os/as filhos/as (Golombok <I>et al.</I>, 1997).        Constatou-se, ainda, que as famílias homoparentais femininas recorriam        menos ao uso de castigos físicos do que as famílias heteroparentais        (Golombok <I>et al.</I>, 2003), mas mais do que as famílias homoparentais        masculinas (Johnson e O'Connor, 2002). Finalmente, as mães lésbicas        avaliavam melhor a qualidade da relação com as filhas do que com os        filhos, quando comparadas com pais e mães heterossexuais (Vanfraussen        <I>et al.</I>, 2003a). </P>           <P>No que diz respeito às <I>experiências associadas aos processos de        inseminação com dador e adopção</I>, comparando famílias homoparentais        femininas com famílias heteroparentais, constatou-se que as primeiras        falavam mais abertamente do processo de inseminação, quer com os/as        filhos/as, quer com as outras pessoas (Brewaeys, Ponjaert-Kristoffersen,        van Steirteghem e Devroey, 1993; Wendland, Bryn e Hill, 1996 in Gartrell,        Banks, Hamilton, Reed, Bishop e Rodas, 1999), adoptavam mais raparigas do        que rapazes (Ciano-Boyce e Shelley-Sireci, 2002) e adoptavam mais crianças        de etnias diferentes (Ciano-Boyce e Shelley-Sireci, 2002; Fulcher <I>et        al.</I>, 2008). Adicionalmente, as famílias homoparentais femininas        desejavam significativamente menos o anonimato do dador (Brewaeys <I>et        al.</I>, 1993; Wendland <I>et al.</I>, 1996, in Gartrell <I>et al.</I>,        1999). No que diz respeito à proporção de filhos/as adoptivos/as, dados        provenientes dos censos americanos de 2000 indicavam que esta era        proporcionalmente maior nas famílias homoparentais femininas do que nas        famílias heteroparentais (Sears e Badgett, 2004; Sears, Gates e        Rubenstein, 2005, in Biblarz e Stacey, 2010). </P>           ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Uma análise destes estudos, a partir do ângulo do género, sugere que as        lésbicas exercem a parentalidade de uma forma que não contraria o papel de        género feminino tradicional. Recapitulando, as mães – sejam heterossexuais        ou lésbicas, biológicas ou não – dedicam, geralmente, mais tempo aos/às        filhos/as e à família, passando menos tempo a trabalhar do que os homens        heterossexuais que são pais. São sobretudo as mulheres que desejam uma        partilha igualitária das responsabilidades familiares e profissionais e        este objectivo é mais atingido nas famílias homoparentais femininas do que        nas famílias heteroparentais. Independentemente da sua orientação sexual,        as mães desempenham o papel parental de forma mais satisfatória,        apresentando, por exemplo, mais competências de vigilância parental e        relações mais afectuosas, próximas e comunicativas com os/as seus/suas        filhos/as do que as verificadas nas famílias heteroparentais. As mães        lésbicas apresentam também menor probabilidade de utilizar castigos        físicos, impor limites rígidos ou estimular o conformismo social e de        género nos/as seus/suas filhos/as. Por outras palavras, duas mulheres        lésbicas que escolham tornar-se mães parecem funcionar como uma dose dupla        de uma abordagem «feminina» da parentalidade. </P>           <P>A escassa pesquisa sobre homoparentalidade masculina sugere que esta se        aproxima mais da homoparentalidade feminina do que da heteroparentalidade.        As diferenças entre casais de gays e casais heterossexuais parecem, de uma        forma geral, menos contrastantes do que as diferenças entre os casais de        lésbicas e os casais heterossexuais. Assim, os casais de gays exercem a        parentalidade de forma mais igualitária do que os casais heterossexuais,        embora um pouco menos igualitária do que os casais de lésbicas (Johnson e        O'Connor, 2002; MacPherson, 1993, in Biblarz e Stacey, 2010; Brinamen,        2000, in Biblarz e Stacey, 2010; Mallon, 2004; Stacey, 2006). Gerald P.        Mallon (2004) e Scallen (1982, in Biblarz e Stacey, 2010) reportaram        também que os gays pareciam menos inclinados do que os casais        heterossexuais a promover a conformidade de género nas crianças, embora        mais do que as lésbicas. No que diz respeito à punição física, Johnson e        O'Connor (2002) verificaram que os pais gays apresentavam menor        probabilidade de a utilizar do que os casais heterossexuais e ainda menos        do que os casais de lésbicas. Contrariamente às suas congéneres do sexo        feminino, os casais de gays não proporcionam, pois, uma dose dupla de        parentalidade «masculina». Em vez disso, também parecem adoptar práticas        parentais mais «femininas» do que os pais heterossexuais. Afinal de        contas, a maior parte dos gays que escolhem ser pais, tal como os pais        heterossexuais que ganham a custódia dos filhos após o divórcio, estão a        escolher ter a responsabilidade principal pela parentalidade, assumindo um        papel tradicionalmente associado à esfera «feminina». Efectivamente, as        vias de acesso à parentalidade disponíveis para os gays – adopção,        acolhimento, maternidade de substituição ou arranjos coparentais – exigem        maior motivação do que aquela que é característica dos homens ou mulheres        heterossexuais que são mães e pais. De acordo com Stacey (2006), os gays        que ultrapassam estas barreiras são um grupo particular que se desvia,        quer da masculinidade heterossexual convencional, quer dos estereótipos        acerca dos estilos de vida gay. Poder-se-á, por conseguinte, afirmar que        os pais gays se desviam mais da paternidade heterossexual normativa do que        as mães lésbicas da maternidade heterossexual normativa. </P>           <p></p>           <P><b>Desenvolvimento psicológico de crianças educadas em contexto        homoparental</b></P>           <P>Dos 311 estudos sobre homoparentalidade recenseados por Olivier Vecho e        Benoît Schneider (2005), 38 diziam respeito ao desenvolvimento psicológico        de 1000 a 1500 crianças educadas em contexto homoparental. Dada a        tendência para se atribuir a custódia das crianças ao progenitor do sexo        feminino e as restrições naturais que os homens enfrentam para concretizar        um projecto parental, tal como sucedeu com a investigação sobre o        comportamento parental, foram sobretudo estudadas crianças educadas por        mães lésbicas (cerca de 90% dos estudos publicados). Dado que o trabalho        de Vecho e Schneider (2005) só incluiu estudos publicados até 2003,        complementamos a presente revisão com investigações publicadas        posteriormente. Como já referimos, estes estudos pretenderam, sobretudo,        dar resposta a preocupações quanto ao desenvolvimento psicossocial das        crianças, ao relacionamento com o contexto social/possibilidade de        discriminação e ao desenvolvimento psicossexual. </P>           <P>No que diz respeito ao <I>desenvolvimento psicossocial</I>, as        avaliações do comportamento da criança feitas pelos pais não revelaram        diferenças substanciais entre as famílias heteroparentais e as famílias        homoparentais. As avaliações feitas pelos professores também se revelaram        consensuais na observação de semelhanças entre os dois grupos. Apenas numa        investigação, o bem-estar emocional e comportamental dos alunos com mães        lésbicas foi avaliado de forma mais negativa, detectando os professores        mais problemas comportamentais e de atenção nestas crianças (Vanfraussen,        Ponjaert-Kristoffersen e Brewaeys, 2002). Curiosamente, esta percepção dos        professores não era partilhada nem pelos próprios alunos, nem pelas suas        mães (ambos reportaram significativamente menos problemas comportamentais        do que os seus congéneres provenientes de famílias heteroparentais). Os        resultados de Katrien Vanfraussen<I> et al.</I> (2002) também não foram        replicados por três outras investigações que utilizaram o mesmo        instrumento (Chan, Brooks, <I>et al.</I>, 1998; Chan <I>et al.</I>, 1998;        Flaks <I>et al.</I>, 1995). Quando se consideram as auto-avaliações das        crianças, Susan Golombok et al. (2003) não deram conta de nenhuma        diferença entre crianças de famílias heteroparentais e homoparentais nos        planos da hiperactividade, sintomas emocionais ou problemas de        comportamento. No que diz respeito ao autoconceito e à auto-estima, também        não foram reportadas, de forma geral, diferenças significativas (Gershon,        Tschann e Jemerin, 1999; Huggins, 1989; Vanfraussen <I>et al.</I>, 2003a).        O único resultado claramente negativo, no que diz respeito ao        autoconceito, foi detectado no primeiro momento de avaliação do estudo        longitudinal de Golombok <I>et al.</I> (1997): crianças com seis anos,        provenientes de famílias monoparentais femininas (mães heterossexuais ou        lésbicas), descreviam-se como significativamente menos competentes física        e cognitivamente do que os seus pares. No entanto, esta diferença        desapareceu quando as crianças foram entrevistadas seis anos mais tarde        (MacCallum e Golombok, 2004). Por sua vez, Tamar D. Gershon et al. (1999),        constataram que a auto-estima dos adolescentes era mais baixa quando a        estigmatização percebida era mais elevada, embora este efeito fosse        moderado pelas estratégias de coping utilizadas. No que diz respeito à        segurança da vinculação, Golombok <I>et al.</I> (1997, 2003) verificaram        níveis significativamente mais elevados junto das crianças com mães        lésbicas. Nenhuma das investigações nas quais foi avaliado o funcionamento        cognitivo mostrou qualquer diferença significativa entre os dois grupos        (Flaks <I>et al.</I>, 1995; Green, Mandel, Hotvedt, Gray e Smith, 1986;        Kirkpatrick, Smith e Roy, 1981, in Vecho e Schneider, 2005). Estudos mais        recentes verificaram que, relativamente aos seus congéneres provenientes        de famílias heteroparentais, as crianças com mães lésbicas percebiam as        suas mães como mais disponíveis e dignas de confiança (MacCallum e        Golombok, 2004); discutiam com elas mais temáticas de carácter emocional        (incluindo o seu próprio desenvolvimento sexual) (Vanfraussen <I>et        al.</I>, 2003a); e mostravam mais interesse, investiam mais esforço e        tinham melhores resultados escolares (Mac-Callum e Golombok, 2004;        Wainright, Russell e Patterson, 2004). Katrien Vanfraussen <I>et al.</I>        (2003a) verificaram, relativamente às famílias heteroparentais, que, nas        famílias homoparentais femininas, as raparigas avaliavam como melhor a        qualidade da relação com as mães do que os rapazes. M. Mar González <I>et        al.</I> (2004) estudaram 28 famílias espanholas com pais gays e mães        lésbicas, com filhos entre 3 e 16 anos de idade. Os resultados indicaram        que estas crianças apresentavam valores médios ou médio-elevados em termos        da sua competência académica, social e auto-estima. Situavam-se também        fora das pontuações indicativas da presença de problemas clínicos em temos        da sua adaptação emocional e comportamental.            <P>Quanto às<I> relações sociais </I>das crianças com os seus pares e sua        eventual discriminação, os resultados não são unânimes. Alguns estudos        indicaram que as crianças provenientes de famílias homoparentais se        percepcionavam tão aceites e populares como os seus colegas provenientes        de famílias heteroparentais (Hotvedt e Mandel, 1982, in Falk, 1989; Green        <I>et al.</I>, 1986; Golombok <I>et al.</I>, 2003). Adicionalmente, as        mães lésbicas também não reportavam mais problemas de aceitação dos seus        filhos pelos seus colegas do que as mães heterossexuais (Golombok <I>et        al.</I>, 1983; Green <I>et al.</I>, 1986; Gartrell, Banks, Reed, Hamilton,        Rodas e Deck, 2000). Por sua vez, Fiona Tasker e Golombok (1995, 1997)        verificaram que os jovens adultos que haviam crescido com mães lésbicas        não se lembravam de ter sido mais alvo de discriminação pelos pares        durante a infância e a adolescência; tão-pouco se lembravam de episódios        de discriminação mais prolongados, nem de mais brigas com os colegas sobre        o estilo de vida das suas mães. Apenas se verificou uma tendência (embora        não significativa) para as crianças serem alvo de piadas sobre a sua        própria sexualidade. Em França, Stéphane Nadaud (2000, in Nadaud, 2002)        encontrou algumas dificuldades de interacção social no grupo de crianças        estudadas; contudo, utilizando o mesmo instrumento, David K. Flaks et al.        (1995) não observaram as mesmas dificuldades na sua amostra de crianças        americanas. Estudos realizados por uma equipa de investigação belga        fornecem resultados contraditórios. Se, em 2002, Vanfraussen e        colaboradores verificaram que as crianças com mães lésbicas tinham maior        probabilidade de ser gozadas na escola devido à sua configuração familiar        ou à sua sexualidade, mais tarde (2003a e 2003b) não foram encontradas        diferenças significativas entre os filhos de mães lésbicas e de casais        heterossexuais. Em Espanha, González <I>et al. </I>(2004) constataram que        as crianças por si estudadas estavam integradas socialmente (dados obtidos        através dos colegas e de auto-relatos). A ausência de consenso nesta        temática chama atenção para a provável influência do contexto social, mais        ou menos liberal ou discriminatório, em que os estudos foram realizados.        </P>           <P>Finalmente, no que diz respeito ao desenvolvimento psicossexual, três        aspectos mereceram a atenção dos investigadores: orientação sexual,        identidade de género e comportamentos ou papéis de género. Relativamente à        possibilidade de transmissão da orientação sexual, de acordo com Vecho e        Schneider (2005), 85% dos estudos publicados antes de 2003 verificaram uma        proporção de filhos com orientação sexual homossexual semelhante à        encontrada na população geral, isto é, entre 0 a 10% (e. g., Bailey,        Bobrow, Wolfe e Mikach, 1995; Bozett, 1988; Golombok, Spencer e Rutter,        1983, in Vecho e Schneider, 2005; Golombok e Tasker, 1996). A larga        maioria das investigações também não encontrou provas do desenvolvimento        de uma identidade de género contrária ao sexo biológico (e. g., Bozett,        1988; Brewaeys e Van Hall, 1997; Dundas e Kaufman, 2000; Golombok <I>et        al.</I>, 1993; Golombok e Tasker, 1996; Golombok <I>et al.</I>, 2003;        Green <I>et al.</I>, 1986). Quanto aos comportamentos/papéis de género,        estes mostraram ser mais flexíveis, provavelmente devido ao seu carácter        sociocultural. Assim, embora tenham sido sobretudo identificadas        semelhanças, alguns estudos evidenciaram que as filhas de mães lésbicas        aderiam menos ao papel de género feminino tradicional do que as suas        congéneres educadas em núcleos heteroparentais (Brewaeys <I>et al.</I>,        1997; Green <I>et al.</I>, 1986; Steckel, 1987, in Stacey e Biblarz,        2001). Tal como as raparigas, os rapazes educados por mães lésbicas        comportavam-se de forma menos tradicional em algumas variáveis,        apresentando, por exemplo, preferência por brincadeiras menos        estereotipadas em termos de género (Green <I>et al.</I>, 1986) e        registando níveis menos elevados de agressividade (Steckel, 1987, in        Stacey e Biblarz, 2001). Mais recentemente, Fiona MacCallum e Golombok        (2004) verificaram, relativamente aos seus congéneres educados por um pai        e uma mãe, que os rapazes de 12 anos que cresceram sem pai (i.e., que        tinham uma mãe lésbica ou heterossexual) não pontuavam de forma        significativamente diferente nas escalas de masculinidade, mas obtinham        resultados mais elevados nas escalas de feminilidade. Contudo, este estudo        não encontrou diferenças significativas nas raparigas, i.e., as raparigas        educadas por mães celibatárias (heterossexuais ou lésbicas) não se        diferenciavam das suas congéneres educadas por um pai e uma mãe nas        escalas de feminilidade e masculinidade. Henny M.W.Bos, Frank van Balen,        Sandfort e Dymphna C. Van den Boom (2006, in Biblarz e Stacey, 2010)        reportaram que, quer raparigas, quer rapazes educados por mães lésbicas        demonstravam menos chauvinismo de género do que os seus congéneres        educados em contexto heteroparental. No entanto, as raparigas diferiam        mais das suas congéneres educadas por um pai e uma mãe do que os rapazes.        Embora aspirassem a ocupações «femininas» semelhantes, exprimiam menos        aspirações profissionais «masculinas» do que as suas congéneres        provenientes de famílias heteroparentais. Um estudo longitudinal,        realizado no Reino Unido, evidenciou a continuação do padrão de género        mais flexível na idade adulta, i.e., as filhas e filhos adultos de mães        lésbicas aderiam a papéis de género menos estereotipados e consideravam-se        mais abertos à possibilidade de ter uma relação homoerótica do que os seus        congéneres educados em contexto heteroparental (não apresentavam, no        entanto, maior probabilidade de se autoclassificar como bissexuais,        lésbicas ou gays) (Tasker e Golombok, 1995, 1997). Mais recentemente,        Megan Fulcher <I>et al. </I>(2008) constataram também que rapazes e        raparigas educados por duas mães eram mais tolerantes em relação à não        conformidade aos papéis de género tradicionais. Da mesma forma, em        Espanha, González, Chacón, Gómez, Sánchez e Morcillo (2003) verificaram        que as crianças que vivem com mães lésbicas ou pais gays eram        significativamente mais flexíveis em termos de papéis de género e        demonstravam uma maior aceitação da homossexualidade do que os seus        congéneres educados por mães e pais heterossexuais. Este padrão parece        repetir-se nas famílias homoparentais masculinas. Por exemplo, Jerry J.        Bigner (1999) verificou que os pais gays divorciados também promoviam uma        maior flexibilidade de género nos seus filhos do que os pais        heterossexuais.</P>           <P>Os estudos descritos mostram de forma consistente que, apesar do        preconceito e da discriminação, as crianças educadas em contexto        homoparental desenvolvem-se tão bem como os seus pares em termos        psicossociais. As investigações com famílias homoparentais são também        bastante elucidativas no que diz respeito ao impacto da ausência de um        progenitor de sexo diferente no desenvolvimento psicossexual das crianças,        adolescentes e adultos. Em termos gerais, os estudos atestam que essa        ausência tem uma influência trivial no desenvolvimento psicossexual,        nomeadamente no que diz respeito à orientação sexual e à identidade de        género. No entanto, os jovens educados em famílias homoparentais parecem        desenvolver um repertório menos estereotipado de papéis masculinos e        femininos. Alguns dos estudos revistos apontam também para um efeito        diferencial da ausência do pai em rapazes e raparigas educados em famílias        homoparentais femininas (MacCallum e Golombok, 2004; Bos <I>et al.</I>,        2006, in Biblarz e Stacey, 2010). A ausência de um pai pode remover a        pressão no que diz respeito à conformidade de género que este poderá impor        especialmente ao seu filho rapaz. Simultaneamente, pode afectar menos a        socialização de género das filhas, propiciando os efeitos feminizantes dos        laços mães-filhas. Nesta medida, Vanfraussen et al. (2003a: 68) especulam        que «a presença de duas figuras femininas pode fortalecer o processo de        socialização feminina das raparigas educadas em famílias de lésbicas». Uma        vez que os pais gays também parecem promover maior flexibilidade de género        nos seus filhos do que os pais heterossexuais, poderá não ser a ausência        de um pai a contribuir para esta flexibilidade, mas sim a ausência de um        pai heterossexual. Nesta medida, quando gays, lésbicas ou mulheres        heterossexuais exercem a parentalidade sem a influência directa da        masculinidade heterossexual, parecem fazê-lo de uma forma que permite aos        seus filhos libertarem-se dos constrangimentos de género. </P>           <p></p>           ]]></body>
<body><![CDATA[<P><b>Conclusão</b></P>           <P>Como salientaram Stacey e Biblarz (2001: 179), «a parentalidade lésbica        e gay planeada oferece um verdadeiro 'laboratório social' de diversidade        familiar», onde se pode observar o carácter dinâmico e socialmente        construído do género. Efectivamente, estas famílias são um contexto        privilegiado para verificar a forma como o género interage com a        orientação sexual e, em última análise, perceber até que ponto a presença        de dois progenitores de sexo diferente é ou não essencial para o        desenvolvimento das crianças. </P>           <P>Independentemente da sua orientação sexual, todas as pessoas sofrem        pressão social para se conformar às normas de género. Sendo a        parentalidade ainda do domínio do «feminino», não é pois de estranhar que        a investigação revista tenha evidenciado que as lésbicas exercem este        papel de forma semelhante às suas congéneres heterossexuais. Por outro        lado, gays e lésbicas são menos vulneráveis e têm mais «margem de manobra»        relativamente às normas de género tradicionais do que as pessoas        heterossexuais (Garnets e Kimmel, 1993). Isto é particularmente visível na        abordagem «feminina» que os gays têm da parentalidade. Como salienta        Stacey (2006), dadas as barreiras que enfrentam para procriar, os gays são        um grupo particular que se desvia, quer da masculinidade heterossexual        convencional, quer dos estereótipos acerca dos estilos de vida gay.        Poder-se-á, por conseguinte, afirmar que os pais gays se desviam mais da        paternidade heterossexual normativa do que as mães lésbicas da maternidade        heterossexual normativa. Um menor peso das normas de género tradicionais é        também patente na maior flexibilidade em termos de comportamentos e papéis        de género que as crianças educadas em contexto homoparental evidenciam.        </P>           <P>A convicção generalizada de que as crianças precisam de uma mãe e de um        pai resulta de uma interpretação pouco rigorosa porque atribui ao género        dos pais benefícios que se podem correlacionar com o número de        progenitores ou estatuto conjugal dos mesmos. Para avaliar a importância        de se ter um progenitor do sexo feminino e um progenitor do sexo masculino        é necessário comparar famílias que tenham o mesmo número de progenitores e        o mesmo estatuto conjugal, mas combinações de género diferentes. Ora, a        revisão efectuada de um conjunto de estudos que se aproximam deste        desenho, i.e., as investigações que comparam homo e heteroparentalidade,        permitiu mesmo constatar que duas mulheres exercem a parentalidade de        forma mais satisfatória, em algumas dimensões, do que um homem e uma        mulher, ou, pelo menos, do que um homem e uma mulher com uma divisão        tradicional do trabalho familiar. Isto poderá ser atribuído, quer a        efeitos de selecção da amostra, quer ao facto de as mulheres investirem        mais do que os homens no papel parental, independentemente da sua        orientação sexual. Não existe, ainda, um volume de pesquisa comparável com        famílias homoparentais masculinas, mas os estudos revistos apontam para        resultados semelhantes aos encontrados relativamente às famílias        homoparentais femininas. </P>           <P>&nbsp;</P>           <P><B>Referências bibliográficas </B></P>           <!-- ref --><P>Almeida, Miguel Vale de (2009), <I>A Chave do Armário:        Homossexualidade, casamento, família</I>, Lisboa, ICS. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S0874-5560201100010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Amâncio, Lígia (1994), <I>Masculino e feminino. A construção social da        diferença</I>, Porto, Edições Afrontamento. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S0874-5560201100010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Anderssen, Norman, Amlie, Christine e Ytteroy, Erling A. (2002),        «Outcomes for children with lesbian or gay parents; A review of studies        from 1978 to 2000», <I>Scandinavian Journal of Psychology</I>, 43(3), pp.        335-351. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S0874-5560201100010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Bailey, J. Michael, Bobrow, David, Wolfe, Marilyn e Mikach, Sarah        (1995), «Sexual orientation of adult sons of gay fathers»,        <I>Developmental Psychology</I>, 31(1), pp. 124-129. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S0874-5560201100010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Biblarz, Timothy J. e Stacey, Judith (2010), «How does the gender of        parents matter?», <I>Journal of Marriage and Family</I>, 72, pp. 3-22.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S0874-5560201100010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Bigner, Jerry J. (1999), «Raising our sons: Gay men as fathers»,        <I>Journal of Gay and Lesbian Social Services: Issues in Practice, Policy        and Research</I>, 10, pp. 61-77. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S0874-5560201100010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Bos, Henny M. W., Van Balen, Frank e Van den Boom, Dymphna C. (2003),        «Planned lesbian families: Their desire and motivation to have children»,        <I>Human Reproduction</I>, 18, pp. 2216-2224. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S0874-5560201100010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Bos, Henny M. W., Van Balen, Frank e Van den Boom, Dymphna C. (2004),        «Experience of parenthood, couple relationship, social support, and        child-rearing goals in planned lesbian mother families», <I>Journal of        Child Psychology and Psychiatry</I>, 45, pp. 755-764. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S0874-5560201100010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Bos, Henny M. W., Van Balen, Frank e Van den Boom, Dymphna C. (2007),        «Child adjustment and parenting in planned lesbian families», <I>American        Journal of Orthopsychiatry</I>, 77, pp. 38-48.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S0874-5560201100010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Bozett, Frederick (1988), «Social control of identity by children of        gay fathers», <I>Western Journal of Nursing Research</I>, 10(5), pp.        550-565. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S0874-5560201100010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Brewaeys, Anne, Ponjaert, Ingrid, Van Hall, Eylard V. e Golombok, Susan        (1997), «Donor insemination: Child development and family functioning in        lesbian mother families», <I>Human Reproduction</I>, 12(6), pp.        1349-1359.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S0874-5560201100010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Brewaeys, Anne, Ponjaert-Kristoffersen, Ingrid, Van Steirteghem, André        C. e Devroey, Paul (1993), «Children from anonymous donors: An inquiry        into homosexual and heterosexual parents' attitudes», <I>Journal of        Psychosomatic Obstetrics and Gynaecology</I>, 14, pp. 23-25. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S0874-5560201100010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Brewaeys, Anne e Van Hall, Eylard V. (1997), «Lesbian motherhood: The        impact on child development and family», <I>Journal of Psychosomatic        Obstetrics and Gynaecology</I>, 18(1), pp. 1-16. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S0874-5560201100010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Chan, Raymond W., Raboy, Barbara e Patterson, Charlotte J. (1998),        «Psychosocial adjustment among children conceived by lesbian and        heterosexual mothers», <I>Child Development</I>, 69(2), pp. 443-457. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S0874-5560201100010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Chan, Raymond W., Brooks, Risa C., Raboy, Barbara e Patterson,        Charlotte J. (1998), «Division of labor among lesbian and heterosexual        parents: Associations with children's adjustment», Journal of Family        Psychology, 12(3), pp. 402-419. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S0874-5560201100010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Ciano-Boyce, Claudia e Shelley-Sireci, Lynn (2002), «Who is mommy        tonight? Lesbian parenting issues», <I>Journal of Homosexuality</I>, 43,        pp. 1-13. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0874-5560201100010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Dundas, Susan e Kaufman, Miriam (2000), «The Toronto Family Study»,        <I>Journal of Homosexuality</I>, 40(2), pp. 65-79. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S0874-5560201100010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Falk, Patricia J. (1989), «Lesbian mothers: psychological assumptions        in family law», <I>American Psychologist</I>, 44(6), pp. 941-947.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0874-5560201100010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>Ferreira, Eduarda (org.) (2006), <I>Actas do Encontro sobre        Homoparentalidade</I>, Lisboa, ISPA Edições.            <!-- ref --><P>Flaks, David K., Ficher, Ilda, Masterpasqua, Frank e Joseph, Gregory        (1995), «Lesbians choosing motherhood: A comparative study of lesbian and        heterosexual parents and their children», <I>Developmental Psychology</I>,        31(1), pp. 105-114. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0874-5560201100010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Fulcher, Megan, Sutfin, Erin L. e Patterson, Charlotte, J. (2008),        «Individual differences in gender development: Associations with parental        sexual orientation, attitudes, and division of labor», <I>Sex Roles</I>,        58, pp. 330-341. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0874-5560201100010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Gartrell, Nanette, Banks, Amy, Hamilton, Jean, Reed, Nancy, Bishop,        Holly e Rodas, Carla (1999), «The National Lesbian Family Study, 2.        Interviews with mothers of toddlers», <I>American Journal of        Orthopsychiatry</I>, 69(3), pp. 362-369.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0874-5560201100010000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Gartrell, Nanette, Banks, Amy, Reed, Hamilton, Jean, Rodas, Carla,        Deck, Amalia (2000), «The National Lesbian Family Study, 3. Interviews        with mothers of five-year-olds», <I>American Journal of        Orthopsychiatry</I>, 70, pp. 542-548. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0874-5560201100010000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Gershon, Tamar D., Tschann, Jeanne M. e Jemerin, John M. (1999),        «Stigmatization, self-esteem, and coping among the adolescent children of        lesbian mothers», <I>Journal of Adolescent Health</I>, 24, pp.  437-445.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0874-5560201100010000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Golombok, Susan, Perry, Beth, Burston, Amanda, Murray, Clare,        Mooney-Somers, Julie, Stevens, Madeleine e Golding, Jean (2003), «Children        with lesbian parents: A community study», <I>Developmental Psychology</I>,        39(1), pp. 20-33. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0874-5560201100010000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Golombok, Susan e Tasker, Fiona (1996), «Do parents influence the        sexual orientation of their children? Findings from a longitudinal study        of lesbian families», <I>Developmental Psychology</I>, 32(1), pp. 3-11.        &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0874-5560201100010000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Golombok, Susan, Tasker, Fiona e Murray, Clare (1997), «Children raised        in fatherless families from infancy: Family relationships and        socioemotional development of children of lesbian and heterosexual        mothers», <I>Journal of Child Psychology and Psychiatry</I>, 38(7), pp.        783-791. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0874-5560201100010000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>González, M. Mar, Chacón, Fernando, Gómez, Ana B., Sánchez, M. Ángeles        e Morcillo, Ester (2003), «Dinámicas familiares, organización de la vida        cotidiana y desarrollo infantil y adolescente en familias homoparentales»,        in AAVV, <I>Estudios e investigaciones 2002</I>, Madrid, Oficina del        Defensor del Menor de la Comunidad de Madrid, pp. 521-606. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0874-5560201100010000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>González, M. Mar, Morcillo, Ester, Sánchez, M. Ángeles, Chacón,        Fernando e Gómez, Ana (2004), «Ajuste psicológico e integración social en        hijos e hijas de familias homoparentales», <I>Infancia y Aprendizage</I>,        27(3), pp. 327-343. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0874-5560201100010000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Green, Richard, Mandel, Jane B., Hotvedt, Mary E., Gray, James e Smith,        Laurel (1986), «Lesbian mothers and their children: A comparison with solo        parent heterosexual mothers and their children», <I>Archives of Sexual        Behavior</I>, 15(2), pp. 167-184. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0874-5560201100010000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Huggins, S. L. (1989), «A comparative study of self-esteem of        adolescent children of divorced lesbian mothers and divorced heterosexual        mothers», <I>Journal of Homosexuality</I>, 18(1-2), pp. 123-135. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0874-5560201100010000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Johnson, Suzanne e O'Connor, Elizabeth (2002), <I>The gay baby boom:        The psychology of gay parenthood</I>, New York, New York University Press.        &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0874-5560201100010000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Leal, Isabel (2004), «Parentalidades. Questões de género e orientação        sexual», in António F. Cascais (Org.), <I>Indisciplinar a teoria: Estudos        Gays, Lésbicos e Queer</I>, Lisboa, Fenda, pp. 215-243. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0874-5560201100010000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>MacCallum, Fiona e Golombok, Susan (2004), «Children raised in        fatherless families from infancy: A follow-up of children of lesbian and        single heterosexual mothers at early adolescence», <I>Journal of        Psychology and Psychiatry</I>, 45, pp. 1407-1419. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0874-5560201100010000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Mallon, Gerald P. (2004), <I>Gay men choosing parenthood</I>, New York,        Columbia University Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0874-5560201100010000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Moz, Margarida (2006), <I>Diferenças de género e famílias        homoparentais. Actas do III Congresso da Associação Portuguesa de        Antropologia</I> [em linha] disponível em <A        href="http://www.apantropologia.net/publicacoes/actascongresso2006/cap6/MozMargarida.pdf" target="_blank">http://www.apantropologia.net/publicacoes/actascongresso2006/cap6/MozMargarida.pdf</A>[consultado        em 17 de Fevereiro de 2011]. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0874-5560201100010000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Nadaud, Stéphane (2002), <I>Homoparentalité. Une nouvelle chance pour        la famille?</I>, Paris, PUF. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0874-5560201100010000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Patterson, Charlotte J. (1992), «Children of lesbian and gay parents»,        <I>Child Development</I>, 63, pp. 1025-1042. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0874-5560201100010000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Patterson, Charlotte J., Sutfin, Erin L. e Fulcher, Megan (2004),        «Division of labor among lesbian and heterosexual parenting couples:        Correlates of specialized versus shared patterns», <I>Journal of Adult        Development</I>, 11(3), pp. 179-189. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0874-5560201100010000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Silverstein, Louise B. e Auerbach, Carl F. (1999), «Deconstructing the        essential father», <I>American Psychologist</I>, 54(6), pp. 397-407. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0874-5560201100010000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Stacey, Judith (2006), «Gay male parenthood and the decline of        paternity as we knew it», <I>Sexualities</I>, 9, pp. 27-55. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0874-5560201100010000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Stacey, Judith e Biblarz, Timothy J. (2001), «(How) does the sexual        orientation of parents matter?», <I>American Sociological Review</I>, 66,        pp. 159-183. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0874-5560201100010000800042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Tasker, Fiona e Golombok, Susan (1995), «Adults raised as children in        lesbian families», <I>American Journal of Orthopsychiatry</I>, 64(2), pp.        203-215. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0874-5560201100010000800043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Tasker, Fiona e Golombok, Susan (1997), <I>Growing up in a lesbian        family: Effects on child development</I>, New York: Guilford Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0874-5560201100010000800044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Vanfraussen, Katrien, Ponjaert-Kristoffersen, Ingrid e Brewaeys, Anne        (2002), «What does it mean for youngsters to grow up in a lesbian family        created by means of donor insemination», <I>Journal of Reproductive and        Infant Psychology</I>, 20, pp. 237-254. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0874-5560201100010000800045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Vanfraussen, Katrien, Ponjaert-Kristoffersen, Ingrid e Brewaeys, Anne        (2003a), «Why do children want to know more about the donor? The        experience of youngsters raised in lesbian families», <I>Journal of        Psychosomatic Obstetric Gynaecology</I>, 24(1), pp. 31-38. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0874-5560201100010000800046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Vanfraussen, Katrien, Ponjaert-Kristoffersen, Ingrid e Brewaeys, Anne        (2003b), «Family functioning in lesbian families created by donor        insemination», <I>American Journal of Orthopsychiatry</I>, 73(1), pp.        78-90.            &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0874-5560201100010000800047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Vecho, Olivier e Schneider, Benoît (2005), «Homoparentalité et        développement de l'enfant: bilan de trente ans de publications», <I>La        Psychiatrie de l'Enfant</I>, 481, pp. 271-328. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0874-5560201100010000800048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Wainright, Jennifer L., Russell, Stephen T. e Patterson, Charlotte J.        (2004), «Psychosocial adjustment, school outcomes, and romantic        relationships of adolescents with same-sex parents», <I>Child        Development</I>, 75(6), pp. 1886-1898. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0874-5560201100010000800049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Wall, Karin, Aboim, Sofia e Cunha, Vanessa (2010), «Conclusões:        Negociando velhas e novas masculinidades», in Karin Wall, Sofia Aboim e        Vanessa Cunha (Orgs.), <I>A vida familiar no masculino: Negociando velhas        e novas masculinidades</I>, Lisboa, Comissão para a Igualdade no Trabalho        e no Emprego, pp. 458-471.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0874-5560201100010000800050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>&nbsp;</P>     <P>Artigo recebido em 29 de Outubro de 2010 e aceite em 30 de Março de 2011.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><B>Notas</B></P>           ]]></body>
<body><![CDATA[<P><A href="#topo*1" id="fundo*1"><sup>1*</sup></A> Licenciado    e Mestre em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação    da Universidade de Coimbra. Tem o grau de Terapeuta Sistémico e Familiar da    Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar. Actualmente é doutorando em Psicologia    na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto,    com uma tese em curso sobre a homoparentalidade em Portugal. É Bolseiro de Doutoramento    da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Os seus interesses de investigação    repartem-se pelo Género, Psicologia da Família e Psicologia LGBT.   <a href="mailto:jorgegato@fpce.up.pt">jorgegato@fpce.up.pt</a></P>            <P><A href="#topo*2" id="fundo*2"><sup>2*</sup></A> Professora Catedrática na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação    da Universidade do Porto. Publicou mais de 60 artigos em revistas especializadas,    possuindo 31 capítulos de livros e 8 livros publicados. Os seus interesses de    investigação situam-se na área da Motivação e Projectos de Vida: Influências    da Família e da Escola. <a href="mailto:fontaine@fpce.up.pt">fontaine@fpce.up.pt</a></P>            <P>&nbsp;</P>           <P><A href="#topo1" id="fundo1">1</A> De acordo com Louise B. Silverstein e Carl F. Auerbach        (1999), a uma essencialização da mãe juntou-se, recentemente, uma        essencialização do pai, cuja presença é considerada fundamental e        insubstituível para o desenvolvimento infantil.</P>           <P><A href="#topo2" id="fundo2">2</A> A construção social das diferenças entre os sexos não é        específica da parentalidade, estendendo-se praticamente a todos os        domínios do comportamento de homens e mulheres (Amâncio, 1994). </P>           <P><A href="#topo3" id="fundo3">3</A> O impacto do género na parentalidade pode também ser        analisado a partir dos resultados das investigações que compararam        famílias monoparentais masculinas com famílias monoparentais femininas        (presumivelmente heterossexuais). Para uma descrição destes resultados,        fora do âmbito deste trabalho (Cf. Biblarz e Stacey, 2010). </P>           <P><A href="#topo4" id="fundo4">4</A> Dado o objecto deste trabalho, este último conjunto de        estudos não será aqui abordado.</P>           <P><A href="#topo5" id="fundo5">5</A> Ao analisar os resultados de 81 estudos que compararam        famílias homoparentais (maioritariamente femininas) com famílias        heteroparentais, Biblarz e Stacey (2010) verificaram que, relativamente às        mesmas variáveis, o número de semelhanças era superior ao de diferenças,        numa proporção de quatro estudos para um.</P>           <P><A href="#topo6" id="fundo6">6</A> Mães não biológicas nas famílias homoparentais femininas        versus pais nas famílias heteroparentais. </P>             ]]></body><back>
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