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</front><body><![CDATA[ <P><B>Editorial</B></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><B>Teresa Pinto</B></P>     <P>&nbsp;</P>     <p>A <i>ex &aelig;quo</i>, inaugurando o ano de 2012 com o seu vig&eacute;simo quinto n&uacute;mero, mant&eacute;m-se atenta &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre a investiga&ccedil;&atilde;o e as pr&aacute;ticas sociais, prosseguindo, de acordo com a sua linha editorial, &agrave; visibiliza&ccedil;&atilde;o de estudos que problematizam as quest&otilde;es que afetam as rela&ccedil;&otilde;es entre mulheres e homens na sociedade. Ao longo de 2012, progredir&aacute; a prepara&ccedil;&atilde;o do Relat&oacute;rio do Estado Portugu&ecirc;s relativo ao cumprimento da Conven&ccedil;&atilde;o sobre a Elimina&ccedil;&atilde;o de Todas das Formas de Discrimina&ccedil;&atilde;o contra as Mulheres (CEDAW), o qual dever&aacute; ser enviado, em 2013, ao Comit&eacute; CEDAW das Na&ccedil;&otilde;es Unidas.</p>     <p>A Conven&ccedil;&atilde;o CEDAW foi adotada pela Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, a 18 de dezembro de 1979, e entrou em vigor a 3 de setembro de 1981, sendo, atualmente, um dos tratados de direitos humanos mais ratificados a n&iacute;vel mundial. Em rigor, s&atilde;o entregues ao Comit&eacute; CEDAW dois relat&oacute;rios, um Relat&oacute;rio Governamental e um Relat&oacute;rio Alternativo (ou Relat&oacute;rio Sombra) da Sociedade Civil, o qual faz chegar &agrave;s Na&ccedil;&otilde;es Unidas a perspetiva das Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o Governamentais de Mulheres (ONGDM)<SUP><A href="#fundo1" id="topo1"><sup>1</sup></A></SUP>.</p>     <p>Os resultados de investiga&ccedil;&otilde;es que incidem sobre pol&iacute;ticas para a igualdade de mulheres e homens, evidenciando e questionando o modo como essas pol&iacute;ticas se inscrevem nas representa&ccedil;&otilde;es e nas pr&aacute;ticas sociais e respondem ao desafio de contrariar assimetrias e situa&ccedil;&otilde;es de discrimina&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, constituem um contributo fundamental para a sustenta&ccedil;&atilde;o de diagn&oacute;sticos, relat&oacute;rios de situa&ccedil;&atilde;o e programas de a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Interrogando op&ccedil;&otilde;es, rumos, estrat&eacute;gias, din&acirc;micas e efeitos das pol&iacute;ticas para a igualdade&#8230;, perscrutando o papel dos mecanismos oficiais e dos movimentos da sociedade civil&#8230;, examinando orienta&ccedil;&otilde;es, instrumentos fundamentais e program&aacute;ticos&#8230;, apurando empe&ccedil;os e desempe&ccedil;os&#8230;, estas investiga&ccedil;&otilde;es proporcionam mais e melhor conhecimento sobre a realidade social e sobre a complexidade dos mecanismos de resist&ecirc;ncia e de mudan&ccedil;a.</p>     <p>A oportunidade do tema escolhido para o <i>dossier</i> tem&aacute;tico deste n&uacute;mero, &laquo;Pol&iacute;ticas de igualdade: agendas, instrumentos e protagonistas&raquo;, coordenado por Virg&iacute;nia Ferreira e Rosa Monteiro, insere-se no contexto acima descrito e reintroduz, na  agenda editorial da <i>ex &aelig;quo</i>, a problematiza&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas para a igualdade de mulheres e homens<SUP><A href="#fundo2" id="topo2"><sup>2</sup></A></SUP>. Como afirmavam as coordenadoras do <i>dossier</i> no apelo a contributos, esta mat&eacute;ria tem merecido a &laquo;aten&ccedil;&atilde;o da comunidade cient&iacute;fica &raquo; e &laquo;an&aacute;lises feministas nos mais diversos dom&iacute;nios cient&iacute;ficos t&ecirc;m questionado a a&ccedil;&atilde;o do Estado na promo&ccedil;&atilde;o da igualdade de mulheres e homens&raquo;. No texto introdut&oacute;rio ao <i>dossier</i> as coordenadoras apresentam mais especificamente cada texto que o integra e fazem votos &laquo;que da leitura dos textos propostos resultem ideias para um novo ciclo de pol&iacute;ticas de igualdade&raquo; mais efetivas no combate &agrave;s desigualdades.</p>     <p>A sec&ccedil;&atilde;o de <i>Estudos e Ensaios</i> &eacute; composta por dois artigos. &laquo;Entre mulheres: G&eacute;nero e representa&ccedil;&otilde;es das rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas&raquo;, de Ana Maria Brand&atilde;o, apresenta-nos uma quest&atilde;o pouco investigada em Portugal. A autora, partindo da an&aacute;lise de um ideal igualit&aacute;rio que projetaria nas rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas homoer&oacute;ticas a constru&ccedil;&atilde;o de novas formas de conjugalidade e, particularmente, nas rela&ccedil;&otilde;es homoer&oacute;ticas femininas, a assun&ccedil;&atilde;o de uma &laquo;recusa de conformidade ao poder masculino e potencialmente subversiva de uma ordem assente no g&eacute;nero&raquo;, discute o modo como certas perce&ccedil;&otilde;es e viv&ecirc;ncias de mulheres envolvidas em rela&ccedil;&otilde;es homoer&oacute;ticas, ao reproduzirem um pensamento bin&aacute;rio marcado pelo g&eacute;nero, tornam &laquo;question&aacute;vel a sua capacidade de subverter a ordem dominante&raquo;.</p>     <p>O segundo artigo, &laquo;Educa&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento de Carreira das Mulheres &raquo;, de Ana Daniela Silva e Maria do C&eacute;u Taveira, apresenta uma revis&atilde;o de literatura psicol&oacute;gica sobre a influ&ecirc;ncia dos fatores educacionais nas assimetrias identificadas no acesso &agrave;s carreiras por parte de mulheres e de homens, bem como na distribui&ccedil;&atilde;o das escolhas e nos padr&otilde;es de sucesso nas mesmas. Este texto contribui para desconstruir estere&oacute;tipos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s carreiras e promover uma maior igualdade entre mulheres e homens.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na sec&ccedil;&atilde;o de <i>Leituras e Recens&otilde;es</i>, &eacute; apresentada, por Albertina Jord&atilde;o, a publica&ccedil;&atilde;o <i>Gender-based violence in the world of work: Overview and selected annotated bibliography</i>, de Adrienne Cruz e Sabine Klinger (ILO/OIT, 2011). Esta bibliografia anotada permite encontrar respostas sobre viol&ecirc;ncia de g&eacute;nero no trabalho e sobre o modo como esta se articula com a igualdade de g&eacute;nero no mundo do trabalho. Margarida Chagas Lopes introduz-nos a obra de Rosa Monteiro, <i>A emerg&ecirc;ncia do feminismo de Estado em Portugal: uma hist&oacute;ria da cria&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o da Condi&ccedil;&atilde;o Feminina</i> (CIG, 2010), na qual se recolhem documentos e testemunhos do processo de emerg&ecirc;ncia e institucionaliza&ccedil;&atilde;o dos mecanismos nacionais para a igualdade. Fernanda Branco adentra-nos literariamente na obra de Maria Jo&atilde;o Seixas, <i>Rep&uacute;blica das Mulheres</i> (Bertrand Editora, 2010), constitu&iacute;da por catorze entrevistas a outras tantas mulheres, &laquo;sobre o reconhecimento que a Rep&uacute;blica tem dado &#8211; ou n&atilde;o &#8211; ao papel das mulheres&raquo;.</p>      <P>&nbsp;</P>     <p><b>Notas</b></p>     <p><A href="#topo1" id="fundo1">1</A>&nbsp;A entidade que, por parte de Portugal, apresenta o Relat&oacute;rio Alternativo ou Relat&oacute;rio Sombra de Portugal &eacute; a Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM), com informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel [em linha] em <a href="http://plataformamulheres.org.pt/?p=939" target="_blank">http://plataformamulheres.org.pt/?p=939</a> (acedido em 30 de abril de 2012).</p>     <p><A href="#topo2" id="fundo2">2</A>&nbsp;O n&uacute;mero 2/3 da ex &aelig;quo (2000) foi dedicado a esta problem&aacute;tica. Sugere-se, a t&iacute;tulo comparativo, a sua (re)leitura.</p>      ]]></body>
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