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</front><body><![CDATA[ <p><b>Editorial</b></p>     <P>&nbsp;</P>     <p><b>Teresa Pinto</b></p>     <P>&nbsp;</P>     <p>O n&uacute;mero vinte e sete da <i>ex &aelig;quo</i>, correspondente ao primeiro semestre de 2013, atesta a periodicidade est&aacute;vel que a revista continua a conseguir manter, desde a sua cria&ccedil;&atilde;o, em 1999, mesmo numa &eacute;poca de crise como a que se tem vindo a atravessar. A revista internacionalizou-se, com a publica&ccedil;&atilde;o de artigos originais decorrentes de investiga&ccedil;&otilde;es provenientes de distintos pa&iacute;ses e regi&otilde;es<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>, e adquiriu visibilidade e reconhecimento aqu&eacute;m e al&eacute;m-fronteiras, na Europa e fora dela, devido &agrave; qualidade e &agrave; diversidade tem&aacute;tica e disciplinar dos artigos que publica no &acirc;mbito dos estudos sobre as mulheres, estudos feministas e estudos de g&eacute;nero.</p>     <p>Um sistema de arbitragem exigente e uma colabora&ccedil;&atilde;o empenhada e rigorosa por parte do conselho de reda&ccedil;&atilde;o e das equipas coordenadoras dos dossiers tem&aacute;ticos t&ecirc;m garantido a perman&ecirc;ncia da <i>ex &aelig;quo</i> na SciELO Portugal e o seu progressivo aperfei&ccedil;oamento com vista &agrave; indexa&ccedil;&atilde;o em bases conceituadas de ampla cobertura internacional, processo que se encontra em curso neste momento. Mantendo a publica&ccedil;&atilde;o em suporte papel e eletr&oacute;nico<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>, a revista contribui para a divulga&ccedil;&atilde;o do conhecimento produzido por investigadoras e investigadores nacionais e estrangeiras/os, no &acirc;mbito dos dom&iacute;nios definidos na sua pol&iacute;tica editorial, prestando um servi&ccedil;o ineg&aacute;vel &agrave; comunidade cient&iacute;fica.</p>     <p>Dirigida e suportada pela APEM, a <i>ex &aelig;quo</i> n&atilde;o pertence nem &eacute; apoiada por qualquer centro de investiga&ccedil;&atilde;o. O apoio financeiro que recebia da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia, atrav&eacute;s do Fundo de Apoio &agrave; Comunidade Cient&iacute;fica (FACC) – Apoio a Publica&ccedil;&otilde;es Peri&oacute;dicas de car&aacute;ter cient&iacute;fico, foi suspenso em 2012 e o recentemente publicitado regulamento do FACC n&atilde;o contempla apoio a publica&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas. Atualmente, a <i>ex &aelig;quo</i>, &uacute;nica revista portuguesa de estudos sobre as mulheres, estudos feministas e estudos de g&eacute;nero, com car&aacute;ter multidisciplinar, indexada na SciELO, depende das receitas da APEM (provenientes de quotas de s&oacute;cias e s&oacute;cios e de atividades sociais desenvolvidas pela Associa&ccedil;&atilde;o) e de muito trabalho volunt&aacute;rio. Estamos convictas de que esta &aacute;rea de estudos ainda tem um lugar de legitimidade a conquistar no seio da Academia.</p>     <p>O <i>dossier</i> tem&aacute;tico do presente n&uacute;mero, intitulado &laquo;Pol&iacute;ticas Feministas nas Artes Visuais e Performativas&raquo; e coordenado por Cristiana Pena, Jo&atilde;o Oliveira e Teresa Furtado, prop&otilde;e-se discutir a rela&ccedil;&atilde;o entre as pr&aacute;ticas art&iacute;sticas, as teorias feministas, os estudos <i>queer</i> e de g&eacute;nero no &acirc;mbito das artes visuais e das artes performativas. Esta proposta introduz um debate ainda incipiente no contexto nacional, mas j&aacute; expressivo noutros pa&iacute;ses, sobretudo ao longo da &uacute;ltima d&eacute;cada. No horizonte da equipa coordenadora, assume relevo a reflex&atilde;o sobre as altera&ccedil;&otilde;es nas representa&ccedil;&otilde;es de g&eacute;nero, dos corpos e das sexualidades na sua rela&ccedil;&atilde;o com pr&aacute;ticas art&iacute;sticas subversivas e com os questionamentos sociopol&iacute;ticos que lhes subjazem. No texto introdut&oacute;rio, Cristiana Pena, Jo&atilde;o Oliveira e Teresa Furtado destacam, em s&iacute;ntese, os aspetos mais significativos de cada um dos artigos que integram o <i>dossier</i>, sublinhando que &laquo;t&ecirc;m em comum uma aplica&ccedil;&atilde;o das teorias e movimentos feministas numa l&oacute;gica pol&iacute;tica de questionamento radical e de cr&iacute;tica&raquo;.</p>     <p>A sec&ccedil;&atilde;o <i>Estudos e Ensaios</i> &eacute; constitu&iacute;da por tr&ecirc;s artigos. Rosa Monteiro e S&iacute;lvia Portugal, no texto &laquo;As pol&iacute;ticas de concilia&ccedil;&atilde;o nos planos nacionais para a igualdade: uma an&aacute;lise dos quadros interpretativos&raquo;, procedem a uma an&aacute;lise comparativa das pol&iacute;ticas de concilia&ccedil;&atilde;o enunciadas nos tr&ecirc;s primeiros Planos para a Igualdade em Portugal, com o objetivo de identificar at&eacute; que ponto &eacute; que as respetivas pol&iacute;ticas foram concebidas tendo em conta as rela&ccedil;&otilde;es sociais de sexo e as desigualdades que as conformam. O estudo revela que as pol&iacute;ticas de concilia&ccedil;&atilde;o s&atilde;o edificadas sobre conce&ccedil;&otilde;es estereotipadas sobre o feminino e o masculino e sobre extrapola&ccedil;&otilde;es a partir de universos espec&iacute;ficos da massa trabalhadora, contribuindo pouco para a mudan&ccedil;a social. As autoras apresentam alguns fatores explicativos destas fragilidades identificadas nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas portuguesas nesta mat&eacute;ria.</p>     <p>O artigo &laquo;Fortalezas e masmorras: a persist&ecirc;ncia da divis&atilde;o sexual das profiss&otilde;es na sociedade contempor&acirc;nea&raquo;, de Manuel Abrantes, desloca o debate sobre igualdade de g&eacute;nero no mercado de trabalho para a an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o de mulheres e homens pelos diversos grupos profissionais, mobilizando abordagens te&oacute;ricas sobre a problem&aacute;tica e examinando dados do Instituto Nacional de Estat&iacute;stica da primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI. Em quest&atilde;o est&atilde;o as diferentes velocidades e tend&ecirc;ncias de altera&ccedil;&atilde;o ou manuten&ccedil;&atilde;o da sexualiza&ccedil;&atilde;o dicot&oacute;mica das profiss&otilde;es e a influ&ecirc;ncia dos n&iacute;veis de escolariza&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o nesse processo. Nas palavras do autor, &laquo;enquanto nos escal&otilde;es mais escolarizados se assiste a um derrube gradual das fortalezas masculinas, as profiss&otilde;es com condi&ccedil;&otilde;es de trabalho mais pobres permanecem para as mulheres masmorras de dif&iacute;cil evas&atilde;o&raquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O terceiro artigo desta sec&ccedil;&atilde;o, &laquo;Ad&iacute;lia Lopes ou a impessoalidade da terceira mulher&raquo;, de S&oacute;nia Rita Melo, conduz-nos numa leitura da obra po&eacute;tica de Ad&iacute;lia Lopes &agrave; luz de um paradigma ginocr&iacute;tico que coloca a mulher como sujeito e n&atilde;o mero objeto da cr&iacute;tica. Assumindo esta perspetiva cr&iacute;tica, a autora pretende colocar a <i>diferen&ccedil;a sexual</i>, como categoria da an&aacute;lise epistemol&oacute;gica, no centro do seu exerc&iacute;cio hermen&ecirc;utico, por contraposi&ccedil;&atilde;o &agrave; categoria <i>g&eacute;nero</i>, central  na cr&iacute;tica feminista. S&oacute;nia Melo n&atilde;o envereda, por&eacute;m, por uma discuss&atilde;o sobre uma <i>escrita feminina</i>, mas por uma busca de compreens&atilde;o do &laquo;fundamento e [d]os processos imaginativos e ideol&oacute;gicos que presidem &agrave; constru&ccedil;&atilde;o desse feminino ou desse masculino no tecido po&eacute;tico&raquo;. Decompondo na obra po&eacute;tica de Ad&iacute;lia Lopes os efeitos de uma escrita impessoal, express&atilde;o da terceira via postulada pela poetisa e que permite contrariar representa&ccedil;&otilde;es bin&aacute;rias, explorando um terceiro corpo, a autora polemiza as perspetivas de Gilles Lipovetsky, de H&eacute;l&egrave;ne Cixous e de Roberto Esposito sobre a <i>terceira mulher</i>, o <i>terceiro corpo</i> e a <i>terceira pessoa</i>, respetivamente.</p>     <p>Na sec&ccedil;&atilde;o <i>Leituras e Recens&otilde;es</i>, Lu&iacute;sa Veloso prop&otilde;e-nos a leitura da obra coletiva, coordenada por Sara Falc&atilde;o Casaca, <i>Mudan&ccedil;as laborais e rela&ccedil;&otilde;es de g&eacute;nero: novos vectores de (des)igualdade</i> (Almedina, 2012). Teresa Pinto sugere a leitura de <i>O Tempo das Criadas. A condi&ccedil;&atilde;o servil em Portugal (1940-1970)</i> (Tinta da China, 2012), da autoria de In&ecirc;s Bras&atilde;o. Maria Isabel de Sousa Ramos apresenta-nos a antologia de textos de Maria de Lourdes Pintasilgo organizada por Ant&oacute;nia Coutinho, F&aacute;tima Gr&aacute;cio, No&eacute;mia de Oliveira Jorge, Paula Borges Santos e Regina Tavares da Silva e intitulada <i>Para um novo paradigma: um mundo assente no cuidado. Antologia de textos de Maria de Lourdes Pintasilgo</i> (Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento, 2012). Teresa Alvarez introduz-nos na obra de Isabel Ventura, <i>As primeiras mulheres rep&oacute;rteres. Portugal nos anos 60 e 70</i> (Tinta da China, 2012). A encerrar a sec&ccedil;&atilde;o, Sofia Almeida Santos convida-nos &agrave; leitura de <i>Fazendo g&eacute;nero no recreio. A negocia&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero em espa&ccedil;o escolar</i> (Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais, 2012), da autoria de Maria do Mar Pereira.</p>     <P>&nbsp;</P>     <p><b>Notas</b></p>     <p><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>A <i>ex &aelig;quo</i> publica em quatro l&iacute;nguas: portugu&ecirc;s, ingl&ecirc;s, espanhol e franc&ecirc;s.</p>     <p><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>A vers&atilde;o eletr&oacute;nica da revista est&aacute; dispon&iacute;vel na SciELO Portugal em <a href="http://www.scielo. gpeari.mctes.pt/scielo.php?script=sci_serial&pid=0874-5560&lng=pt&nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo. gpeari.mctes.pt/scielo.php?script=sci_serial&pid=0874-5560&lng=pt&nrm=iso </a></p>      ]]></body>
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