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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Introdução: História, História das mulheres, História de género. Produção e transmissão do conhecimento Histórico]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ 
    <p align="right"><b>DOSSIER: HISTÓRIA, HISTÓRIA DAS MULHERES, HISTÓRIA DO GÉNERO. PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DO CONHECIMENTO HISTÓRICO</b></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><b>Introdução. História, História das mulheres, História de género. Produção e transmissão do conhecimento Histórico</b></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><b>Teresa Pinto<sup>1</sup> e Teresa Alvarez<sup>2</sup></b></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><sup>1</sup> CEMRI, Universidade Aberta, Portugal. <i> E-mail:</i> <a href="mailto:tpinto@cemri.uab.pt">tpinto@cemri.uab.pt</a></p>
    <p><sup>2</sup> CEMRI, Universidade Aberta, Portugal. <i> E-mail:</i><a href="mailto:teresa.alvarez@netcabo.pt">teresa.alvarez@netcabo.pt</a></p>
    <p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste <i>dossier</i> temático, intitulado História, História das Mulheres, História
do Género, pretendeu-se evidenciar os contributos da história das mulheres e da
história do género para a renovação da ciência histórica e problematizar as suas
repercussões na história ensinada e na história transmitida em geral.</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><b>A História das mulheres e a produção histórica</b></p>
    <p>A História, como qualquer ciência, é uma construção social, desde o lugar
epistemológico que a define, passando pelas teorias que a conformam, até aos
modos de recolha e seleção dos dados empíricos que a sustentam. Como tal,
situa-se e ressitua-se historicamente. Isto significa que é influenciada pelo sistema
de valores e pela trama das relações sociais de poder, incluindo as relações
sociais de género, estabelecidas em cada época e lugar. A investigação está, pois,
como afirma Michel de Certeau, «circunscrita pelo lugar que uma conexão do
possível e do impossível define» e a história conforma-se, não só «por uma relação
da linguagem com o corpo (social) (…) [como] também, pela sua relação com
os limites que o corpo impõe, quer sobre o modo de ser do lugar particular
donde se fala, quer sobre o modo de ser do objeto diferente (passado, morto) de
quem se fala» (Certeau, 1987: 31).</p>
    <p>As primeiras pesquisas sobre as mulheres antecederam a renovação universitária
e devem tributo aos «movimentos feministas que, na tentativa de recuperação
de uma memória colectiva, colocaram as mulheres na cena da história»
(Vaquinhas, 2002: 149). O forte impacto dos movimentos de mulheres e feministas
implicou a valorização das questões relativas às mulheres, por via da sua vertente
reivindicativa, e suscitou um profícuo debate teórico e epistemológico no
seio das ciências sociais e humanas, pela crítica aos paradigmas do universal, do
progresso, da neutralidade e da natureza humana, entre outros (Scott, 1996;
Rago, 2012).</p>
    <p>A renovação historiográfica, operada na década de 1970 e enunciada na trilogia
<i>Fazer História</i> (Le Goff e Nora, 1977-78) – novos problemas, novos contributos,
novos objetos –, editada em França em 1974, foi favorável ao desenvolvimento da História das Mulheres. Esta beneficiou, nomeadamente, da abertura ao
diálogo interdisciplinar, em especial com a sociologia e a antropologia, bem
como do aprofundamento dos estudos da demografia histórica, os quais estimularam
a história da família e concorreram para tornar a história das mentalidades
e das representações uma das principais linhas de força da Nova História. Não
obstante, o político e o poder continuam, na atualidade, a dominar o topo da hierarquia
dos saberes históricos, dificultando a integração da pesquisa da história
das mulheres.</p>
    <p>A réplica à omissão e à subvalorização das esferas da vida social associadas
ao feminino, a que Michelle Perrot chamou «os silêncios da história» (Perrot,
1998), concretizou-se, numa primeira fase, na produção de conhecimento centrado
sobre o lugar das mulheres na sociedade, ou seja, sobre o seu contributo
específico para o desenvolvimento humano (Thébaud, 1998). A denúncia da falta
de fontes arquivísticas referentes às mulheres tornou-se um argumento recorrente
e as fontes orais constituíram-se, então, como «um novo documento»
(Gluck, 2002: 5) preferencial, sobretudo no estudo dos movimentos de mulheres
contemporâneos, objeto de estudo privilegiado pelos grupos feministas que pretendiam
reconstituir a memória coletiva das mulheres enquanto sujeitos políticos.
Nesta consonância, a valorização das fontes orais foi acompanhada por um
esforço de legitimação da subjetividade e da proximidade entre objeto de pesquisa
e sujeito investigador (Mies, 1991).</p>
    <p>Questionando a conceção de conhecimento científico assente no pressuposto
de que o/a investigador/a é um elemento passivo face a uma realidade que
se lhe vai desvelando mediante a aplicação rigorosa dos procedimentos metodológicos
da sua disciplina, a epistemologia feminista contribuiu para uma alteração
semântica do conceito de objetividade, evidenciando a importância da prática
científica que sustenta a produção de conhecimento e o contexto social da
própria ciência (Nash, 1984). A pessoa que investiga passa, também, a ser vista
como um sujeito situado, ou seja, alguém com uma pertença de género, social,
étnica e outras.</p>
    <p>Este modo de fazer história, porém, revelou-se insuficiente para incorporar
as diversas experiências das mulheres, apreender a ação de mulheres e de
homens sobre uma determinada realidade, bem como a forma como esta atua
sobre umas e outros e conforma as suas relações e hierarquias, de modo a reinterpretar
a sociedade como um todo (Gordon, 1991). Tornava-se também necessário
ultrapassar a noção, subjacente à maioria dos estudos realizados, de que as
mulheres eram vítimas ou rebeldes no quadro de um poder opressor masculino
hegemónico.</p>
    <p>Após essa primeira fase de produção de conhecimento centrado sobre o
contributo específico das mulheres para o desenvolvimento humano, a História
das Mulheres confrontou-se com a necessidade de reinterpretar a sociedade
como um todo, tornando-se uma história relacional. A consciência de que as
mulheres não têm todas a mesma história, ou seja, de que as mulheres não constituem uma categoria homogénea, exigiu que a história das mulheres se ressituasse
face à diversidade, complexidade e, mesmo, incongruência inerentes a
essa pluralidade (Bock, 1989). Como afirma Linda Gordon, as historiadoras «deslocaram-
se para uma análise do passado menos gloriosa e também mais ambivalente
» (Gordon, 1991: 74), procurando realizar, não só uma história diferente,
mas sobretudo crítica. As categorias da história tradicional foram, então, postas
em causa. As fontes foram revisitadas a partir de novas interrogações, conduzindo
a uma reescrita da História, e os diálogos interdisciplinares alargaram-se.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Albertina Jordão, no artigo «A posição das mulheres trabalhadoras num
mundo em evolução. Uma jornalista portuguesa na Conferência Internacional do
Trabalho», baseia-se em dois tipos de fontes: o relatório de Alda Mafra, a única
mulher que participou na delegação sindical portuguesa à 48ª Conferência Internacional
do Trabalho (CIT), sobre o trabalho realizado pela Comissão especializada
que tratou da problemática «mulheres trabalhadoras num mundo em
mudança» e as atas desta Comissão. A autora descreve alguns dos assuntos mais
controversos, na altura, sobre as mulheres e o trabalho, tais como a maternidade,
o trabalho a tempo parcial e a conciliação do trabalho com as responsabilidades
familiares; aspetos que pautaram as relações entre Portugal e a OIT durante o
Estado Novo e a transposição para o âmbito nacional das diretivas da OIT.</p>
    <p>A questão do silenciamento das mulheres na investigação científica e da
necessidade da reescrita da História, está presente no artigo «Uma Mulher Singular.
Mary Shelley (1797-1851)», Clara Queiroz expõe os traços que marcaram a
vida e a obra de Mary Shelley, autora de <i>Dr. Frankenstein</i>. Sublinhando o anonimato
a que foi votada até aos anos de 1980, em contraste com o êxito mítico da
sua obra <i>Dr. Frankenstein</i>, a autora desvenda os fatores que explicam a sua formação
intelectual (filha de Mary Wollstonecraft e William Godwin e companheira
de Percy Shelley) e o processo de descoberta da sua obra, a partir dos 1980, bem
como a coerência entre os seus ideais de liberdade e de igualdade, o seu percurso
de vida e a sua vasta produção literária, no quadro histórico das revoluções liberais
e do movimento ideológico, político e cultural do Romantismo. O seu posicionamento
crítico patente, nomeadamente em <i>Dr. Frankenstein</i>, o caráter pioneiro
que imprimiu à edição dos escritos do poeta Percy Shelley e à sua obra
surgem intrinsecamente associados à vivência dos constrangimentos sociais,
morais e ideológicos impostos pela sociedade inglesa às mulheres que quebravam
os cânones sociais burgueses oitocentistas.</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><b>O conceito de género e a investigação histórica</b></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p>O conceito de género, utilizado para convocar todas as diferenças, socialmente
estabelecidas, entre mulheres e homens, foi utilizado na disciplina histórica
desde os anos 1970, sendo de referir a historiadora Nathalie Zemon Davis, que utilizou
aquele conceito para sublinhar o peso dos papéis sexuais e do seu simbolismo na história social (Davis, 1976)<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. Na segunda metade dos anos 1980, a reflexão
teórica sobre a importância do conceito de género para a investigação histórica
introduziu um ponto de viragem na história das mulheres com os trabalhos de
Joan Scott (1986) e de Gisela Bock (1989). O parâmetro género passou a funcionar
como uma «grelha de leitura científica nova» (Collin, 1995: 348) que permite compreender
o modo como as relações sociais e simbólicas entre mulheres e homens
se redefiniram em cada momento histórico como relações sociais diferenciadas,
hierarquizadas e de poder. A introdução da dimensão do poder no conceito de
género (Scott, 1986) foi fundamental para desvincular a história das mulheres da
história social, domínio considerado, à partida, privilegiado para o estudo das
relações sociais entre os sexos, mas que deixava de fora áreas como as da política e
do poder. A análise da interação dos poderes e dos contrapoderes que constituem
a trama do tecido social tornou-se fundamental para compreender como é que historicamente
«o poder se diz na linguagem do género» (Thébaud, 2005: 64).</p>
    <p>A categoria género tornou-se tão fundamental para a análise histórica como
as de classe, de etnia e (mais recentemente valorizada) de idade (Pérez Cantó e
Ortega López, 2002; Kergoat, 2010). A heterogeneidade e historicidade intrínsecas
a cada uma das categorias tornam complexa a abordagem relacional, pois se
o género é fator de heterogeneidade nas classes, etnias, idades, estas são também
fatores de heterogeneidade no interior de cada um dos sexos. As mulheres, como
categoria da pesquisa histórica, na qual se cruzam diferenças de época, de lugar,
de classe, de etnia, de idade, entre outras, são ao mesmo tempo distintas e indistintas
dos homens e das suas atividades. Nesta conformidade, tornou-se essencial
que a história das mulheres, entendida como uma história relacional, ou uma
história das relações sociais entre os sexos, se tornasse também, uma história das
relações «no interior dos sexos» (Bock, 1989: 171).</p>
    <p>As abordagens pós-modernistas, ao sublinharem que a noção de sexo é também
uma construção social e, portanto, histórica, evidenciaram que não só o
corpo tem uma história, como em cada contexto histórico se conferem determinados
sentidos e usos sociais à sua identidade e ao seu desempenho (Flax, 1987;
Peyre, Wiels e Fonton, 1991). Deste modo, o sexo feminino e o sexo masculino
são categorias definidas e redefinidas em função de cada contexto histórico. A
partir dos anos 1990, os estudos transgénero, salientando que os corpos nem
sempre correspondem a essas categorias, mostraram «que os próprios corpos são
lugares passíveis de mudança» (Chanter, 2000: 1240-41). Considerando que,
como sustenta Fernanda Henriques, parafraseando Simone de Beauvoir, «não
nascemos humanos: tornamo-nos humanos» (Henriques, 2004: 35), ganha sentido
o postulado de que «ser homem ou ser mulher é, desde sempre, uma experiência
socialmente construída e individualmente vivida» (Idem: 36)<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>, ou seja, que corpo e identidade são modelados pela história, mas não de forma tão absoluta e total
que o sujeito se reduza ao efeito de um discurso social determinista.</p>
    <p>A pesquisa histórica tem evidenciado que os corpos têm sido modelados
pela história. Pode considerar-se, por exemplo, o modo como diferentes variáveis
– educação, moda, atividade física, hábitos alimentares, contextos urbano ou
rural, profissional ou de classe, entre outras – influem na constituição física –
mais entroncada e robusta, mais delgada e frágil, mais alta ou mais baixa, de formas
mais ou menos acentuadas, etc. –, bem como nas posturas e nos desempenhos,
procedendo ao ajustamento físico dos corpos a parâmetros definidos (Guillaumin,
1992; Joaquim, 1997). A sexualização dos desportos, que não se tem
configurado da mesma maneira ao longo da história, é um exemplo claro de
como as representações dominantes de feminidade (e de masculinidade) prescrevem
normativos físicos. Thomas Laqueur, na senda de Foucault, evidenciou que
a modernidade, com o desenvolvimento da biologia e da medicina no século
XVIII, alterou a representação da diferença sexual «de um modelo unixexo hierarquizado
para um modelo moderno de dois sexos» (Thébaud, 2005: 65), ou
seja, de uma conceção monista, de um género com duas modalidades diferentes,
para uma conceção dualista, de dois sexos, o masculino e o feminino, cada um
deles com uma forte identidade física e moral. O sexo, que até então era pensado
sobretudo em termos de identidade ontológica e cultural, passou a ser considerado
primordialmente em termos físicos. Os indivíduos são sexualizados, em
particular as mulheres que se tornam o seu próprio sexo e este torna-se o fundamento
da identidade (Perrot, 2007).</p>
    <p>Perante as oposições simbólicas que têm sustentado as assimetrias entre
mulheres e homens, é fundamental analisar, simultaneamente, as mudanças nas
vivências intra e inter-relacionais experienciadas por ambos os sexos e as alterações
das noções de feminidade e da masculinidade (Scott, 1996; Strobel e
Bingham, 2004). A história tem desempenhado um papel importante neste processo,
no entanto, a desconstrução das representações contemporâneas dominantes
destas categorias identitárias tem-se revelado mais difícil do que a identificação
de realidades distintas em função do seu lugar histórico (tempo, espaço,
cultura, religião, classe, etnia, etc.), o que levou Melinda Zook a questionar se
«nos reconheceríamos nos nossos eus passados» (Zook, 2002).</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo em conta que a reflexão histórica é regressiva (Chesneaux, 1976) e o
conhecimento histórico tributário do presente, o contributo das epistemologias
feministas para reposicionamentos teóricos e renovações metodológicas tem sido
inegável. Os critérios de inteligibilidade histórica têm sido questionados e a ciência
histórica é desafiada a construir novas interpretações, revendo objetos, conceitos,
categorias, fontes e métodos.</p>
    <p>No artigo «Autobiographies of Feminist Generations. Some reflections on narrating feminist stories», Marilisa Malizia situa-se no lugar epistemológico
ocupado pelas fontes orais e nas especificidades metodológicas da análise, tratamento
e interpretação das narrativas das mulheres que se têm revelado insubstituíveis
e de importância crucial para a (re)escrita da História do(s) Feminismo(s)
contemporâneos. As histórias relatadas por feministas e o quadro conceptual que
torna inteligível o processo de construção temporal da memória sáo problematizadas
pela autora, partindo dos modelos e das dinâmicas de transmissão das narrações
feministas, do seu cariz relacional e seus impactos geracionais.</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><b>História das Mulheres e História do Género</b></p>
    <p>A constituição de uma história do género e o lugar atribuído à história das
mulheres têm gerado controvérsias e debates. Campos distintos, mas complementares?
Substituição da história das mulheres pela história do género? História
do género como forma de neutralização do desafio fundador da história das
mulheres?</p>
    <p>A preferência pela história do género inseriu-se numa tendência mais geral,
desenvolvida a partir dos anos 1980, mas acentuada ao longo da década seguinte,
de renomeação dos estudos sobre as mulheres em estudos de género. As principais
razões de tal mudança foram, segundo Marilyn Boxer, o facto da segunda
nomenclatura se afigurar, por um lado, mais abrangente, o que permitia incluir
outras problemáticas, como a das masculinidades e a das orientações sexuais
(estudos <i>gay</i>, lésbicos, <i>queer</i>), por outro lado, um domínio mais científico e teorizável
e, por fim, distinta da filiação feminista e política (Boxer, 2001). Pensou-se,
também, que a focalização nas relações sociais de género, como problemática
central do processo histórico, inverteria a atitude da comunidade académica, que
se mostrara pouco sensível aos resultados e contributos da história das mulheres,
distintamente do que se passara com outras áreas novas da historiografia (Scott,
1986; Richardson e Robinson, 1993).</p>
    <p>A história do género pretende favorecer a apreensão do carácter mutável
das assimetrias hierarquizadas entre os sexos, não só ao nível social, mas também
simbólico e, ao evidenciar a inexistência de fundamentos estáveis da identidade,
questiona a própria matriz da sua constituição, isto é, a dualidade dicotómica
feminino/masculino (Hubert, 2004).</p>
    <p>A substituição da história das mulheres pela história do género não se afigura,
todavia, uma questão pacífica e os seus riscos têm sido enunciados (Gubin,
1994; Perrot, 2002). Um dos efeitos perversos de tal posicionamento poderá ser o
abandono ou secundarização de domínios de investigação e de debate teórico e
conceptual (e.g. mulheres, feminismo, patriarcado) que estão longe de se terem
esgotado (Louis, 2005). Esta questão é particularmente pertinente em países,
como Portugal, onde a produção em história das mulheres, é muito recente e,
portanto, ainda incipiente e centrada na investigação empírica (Cova, 2003; Vaquinhas, 2009). Em países como os EUA, a França, a Itália ou a Alemanha,
onde este debate tem sido mais aceso, muitas/os investigadoras/es defendem que
a história das mulheres e a história dos homens não se deve diluir na história do
género. Michelle Perrot afirma, mesmo, que «há ainda muito caminho a percorrer.
Não, a história das mulheres não terminou!» (Perrot, 2011: 231).</p>
    <p>A utilização generalizada do conceito de género, em função de uma moda ou
do que se designa por politicamente correto, suscita também preocupação, pois
pode, na expressão de Gisela Bock, «descafeinar o desafio que supõe a história das
mulheres» (Bock, 1991: 16), corroborando, de forma escamoteada, um discurso
neutro sobre o género (Joaquim, 2004). Esta questão remete para uma outra problemática,
a da definição do conceito de género, dado que este não é unívoco nem
consensual (Louis, 2005; Fassin, 2008). O seu significado só pode ser compreendido
a partir do uso que dele se faz em cada contexto histórico, ou seja, em função
de cada lugar teórico, cultural, político, estratégico, ou outro, em que se debatem e
reconfiguram as interpretações sobre as relações sociais entre os sexos e sobre as
dinâmicas de poder que as constituem. Nesta perspetiva, Joan Scott, denunciando
a banalização do uso do conceito, considera que é menos importante definir
género do que questionar «como é que os Estudos de Género produzem os seus
objetos de conhecimento, com que fim e com que efeitos» (Scott, 2000).</p>
    <p>A história das mulheres e do género, ambas consideradas na perspetiva da
história relacional, desafiam a ciência histórica, qualquer que seja o seu enfoque –
social, económico, político, mentalidades, religiões entre outros –, ou o seu objeto
de estudo – o privado, a cidadania, o trabalho, a educação, a democracia, os
nacionalismos, a sociabilidade, a religião, o corpo, ou outro –, a problematizar,
quer o modo como mulheres e homens se relacionam e experienciam a sua
vivência, quer o modo como essas relações se constroem em cada lugar/tempo
social e configuram, real e simbolicamente, uma existência humana sexuada.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p><b>História das Mulheres e História ensinada</b></p>
    <p>Os contributos da produção historiográfica em estudos sobre as mulheres e
do género dificilmente têm integrado o ensino da História, como o demonstram
as incongruências entre a História-conhecimento que a ciência preconiza, a História-
conhecimento que o currículo enuncia e que os Programas de História selecionam
e a História ensinada/aprendida que as práticas pedagógicas de diferentes
gerações de docentes implementam e que os manuais escolares apoiam.</p>
    <p>Em contrapartida, a marginalização do conhecimento histórico sobre as
mulheres nos diferentes meios de divulgação, dirigidos a públicos heterogéneos e
indiferenciados, tem vindo a atenuar-se ao longo das últimas duas décadas, principalmente
no que diz respeito à História Contemporânea e, de forma mais significativa
e sistematizada, mais generalizada e diversificada, em relação ao período da
1ª República, como podemos ler no artigo de João Esteves «Produção, transmissão e reenquadramento do conhecimento por via da História das Mulheres: o caso da
1ª República». O autor traça o percurso da produção historiográfica nacional sobre
as mulheres que viveram neste período, entrosando a sua gradual incorporação no
meio académico e na comunidade científica, o progressivo interesse editorial pela
temática, o crescente número de Exposições científicas e o papel impulsionador
das comemorações do centenário da implantação da 1ª República, em 2010. No
panorama descrito pelo autor, sobressaem as iniciativas de divulgação focalizadas
em personalidades femininas que se destacaram, simultaneamente, nos movimentos
feministas e de defesa do republicanismo, nos fins de oitocentos e primeiras
décadas de novecentos, sendo bem menos numerosas as que privilegiam uma
perspetiva de História relacional, protagonizada por mulheres e por homens,
enquanto colectivo(s) e enquanto indivíduos, na multiplicidade e na
convergência/divergência das suas opções e linhas de ação. Em relação a esta nova
abordagem, o autor sublinha a importância da Exposição «Percursos, conquistas e
derrotas das mulheres na 1ª República», por apresentar, na ótica de história do
género, os múltiplos papeis desempenhados pelas mulheres nos diferentes setores
da sociedade portuguesa da 1ª República, a pluralidade dos seus protagonismos e
sua participação nas dinâmicas dos poderes e dos contrapoderes, tomando parte
nos grupos que apoiaram e que defenderam o republicanismo ou a monarquia.</p>
    <p>No que concerne à História ensinada, em Portugal, os princípios orientadores
do currículo e, em consonância com estes, as finalidades da disciplina de História,
são enunciados a partir de uma conceção coletiva e plural de <i>sujeito</i> histórico e de
uma perspetiva de História total, de valorização das diversas dimensões da vida
em sociedade, da sua complexidade e da intrínseca relação entre as diferentes
áreas de atividade humana (política, institucional, mental, económica, social, artística,
cultural, militar, religiosa). Em contradição com estes princípios e intenções e,
tal como se verifica em outros países europeus, os conteúdos programáticos de
História continuam a privilegiar a esfera política e a militar, secundadas pela
esfera económica (esta última em estreita relação com a atividade financeira e o
desenvolvimento técnico), em detrimento dos domínios social, cultural e das mentalidades
(Fernandez Valencia, 2011; Sant Obiols, 2011; Nunes, 2007; Zancarini,
2004; Vaquinhas, 2000). Este facto acentua-se quando se tratam as épocas mais
recentes e reforça-se no tratamento conferido ao período contemporâneo. Tendo
em conta as conceções dominantes de história política, militar e económica que
ainda subjazem aos Programas de História, a relevância conferida a estas três
dimensões, e em especial à história política, é, para muitas autoras, uma das razões
da exclusão das mulheres na História que se ensina (Scott, 1993; Sant Obilos, 2011).</p>
    <p>Por sua vez, os manuais escolares, recurso incontornável no ensino/aprendizagem
dos conteúdos programáticos e fonte legitimadora do saber instituído,
têm revelado, nos últimos anos, alguns progressos em diversos países da Europa,
incluindo Portugal. Incindindo predominantemente no ensino da História Contemporânea,
estes progressos consistem, no essencial, em algumas preocupações
ao nível da linguagem, embora não sejam nem uniformes nem sistemáticas, em formas de representação das mulheres mais cuidadas e menos estereotipadas e
numa maior visibilidade do protagonismo social das mulheres – em atividades
partilhadas e experiências vivenciadas com os homens (as condições de vida e de
trabalho; os espaços de lazer e de sociabilidade) e, principalmente, em torno da
(des)igualdade de direitos de que é exemplo paradigmático o sufragismo.</p>
    <p>Algumas autoras vêm este progresso como uma eventual resposta à legislação
e/ou às recomendações emanadas, nos últimos anos, pelos organismos públicos
que tutelam a Educação (como Portugal e Espanha, França), sobre a integração
das mulheres nos conteúdos de aprendizagem e em particular nos dos
manuais escolares. Todavia, tal como têm vindo a sublinhar, ainda que importantes,
eles são ainda incipientes, constituindo um primeiro passo de um longo
caminho a percorrer e revelam, no essencial, uma intenção, de autoras/es e de
editoras, de integrar as mulheres na História ensinada/aprendida. A fragilidade
destes progressos evidencia-se nas inconsistências de linguagem (verbal e
visual), ora incluindo as mulheres e a perspetiva do género, ora mantendo (com
maior frequência) uma narrativa histórica androcêntrica, continuando a gerar
significativas incongruências nas mensagens veiculadas pela palavra e pela imagem.
Mas acima de tudo, os progressos verificados nos manuais escolares não
traduzem uma mudança de perspetiva histórica e, consequentemente, de abordagem
do processo histórico, manifestando conceções historiográficas que sustentam
um ensino da História centrado na ação masculina (Fernandez Valencia,
2011; Zancarini, 2004).</p>
    <p>As mulheres ainda não fazem parte do sujeito histórico, tal como sucede
com os homens, mantendo-se frequentemente nas margens da História que se
ensina e, pela forma como surgem documentadas nos manuais escolares, exteriores
à narrativa histórica. As referências às mulheres, ainda que mais frequentes,
mantêm um carácter pontual, descontextualizado e pouco inteligível, tornando-se historicamente irrelevantes nos fenómenos considerados mais marcantes na
História da Humanidade e que continuam a ser os de cariz político e militar. Elas
testemunham e beneficiam da ação transformadora, inovadora e criadora dos
homens. Enquanto estes são indissociáveis dos factos históricos, protagonizando-os, as mulheres ainda parecem ser-lhes alheias, assistindo, sofrendo ou beneficiando,
de forma anónima, da ação masculina (Nunes, 2007).</p>
    <p>Concomitantemente, a reabilitação do acontecimento e a importância dada
às grandes personalidades através do regresso às biografias não trouxeram para
a História ensinada, de forma significativa e generalizada, novas abordagem que
evidenciem a pluralidade de atores da História, nem a compreensão da complexidade
das relações entre as diversas forças presentes em todos os fenómenos e
momentos, as que se impõem, as que se mantêm aparentemente secundarizadas
e as se tornam ou permanecem invisíveis. A História ensinada/aprendida ainda
não integrou esta conceção de sujeito histórico plural, do qual fazem parte
homens e mulheres, conferindo a estas a mesma diversidade e pluralidade que
tem sido atribuída àqueles (Wieviorka, 2004). Isso implica romper com a tipificação da representação das personagens femininas, presentes nos manuais escolares
e no ensino da História: as «masculinizadas» e as transgressoras; as vítimas e
as que personificam os cânones atribuídos ao sexo feminino e, a partir da época
contemporânea, as feministas (Sant Obilos, 2011). Pôr em causa esta representação
redutora passa por valorizar e compreender a diversidade de coletivos de
mulheres, as divergências das suas opções e linhas de atuação, a pluralidade dos
seus percursos e a heterogeneidade das suas condições de vida e formas de integração
nas sociedades do seu tempo.</p>
    <p>Na mesma linha, a inclusão efetiva das mulheres no ensino da História
exige questionar o conceito de «protagonismo histórico» que, no quadro de uma
História androcêntrica, é entendido exclusivamente como atividade, marginalizando-se o significado histórico da passividade, quando ambas são responsáveis
pelas ruturas e permanências, pelo «ritmo, a duração e intensidade das mudanças
» (Fernandez Valencia, 2011: 16).</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste sentido a inclusão da História das Mulheres e do Género no ensino e
aprendizagem da História permite conhecer e compreender as relações de poder
e dos mecanismos sociais de dominação/subordinação historicamente construídos.
Este desafio coloca-se não apenas aos programas de História e aos manuais
escolares, que lhes têm servido de suporte, mas também, e com mais acuidade,
aos novos recursos pedagógicos, em suporte digital, que mais recentemente têm
vindo a ser comercializados pelas editoras escolares e os que têm vindo a ser disponibilizados
em linha, de forma gratuita, em sítios web como os dos organismos
públicos que tutelam o sistema educativo (Pinto, 2011).</p>
    <p>Com uma História ensinada/aprendida que integre o conhecimento histórico
sobre as mulheres e que, a par da <i>grelha de leitura científica nova</i> defendida
por J. Scott na investigação histórica, se torne uma História diferente e crítica,
alterando de forma significativa a conceção de sujeito histórico e a perspetiva de
abordagem do processo histórico, a disciplina de História poderá ter a função de
«preparar para considerar questões complexas» (Matoso, 1999: 12).</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><b>Referências</b></p>
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em 08/09/2006).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S0874-5560201400020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>
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    <!-- ref --><p>Chesneaux, Jean (1976), <i>Du passé faisons table rase?</i>, Paris, Maspero.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0874-5560201400020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>
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    <!-- ref --><p>Rago, Margareth (2012), <i>Gênero e História</i>, CNT-Compostela.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0874-5560201400020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>
    <!-- ref --><p>Richardson, Diane, Robinson, Victoria (eds.) (1993), <i>Introducing Women’s Studies. Feminist
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    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sant Obiols, Edda e Pagés Blanch, Joan (2011), «¿Por qué las mujeres son invisibles en la
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    <!-- ref --><p>Scott, Joan Wallach (2000), «Fictious unities. «Gender», «East» and «West»», Paper presented
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    <!-- ref --><p>Scott, Joan Wallach (ed.) (1996), <i>Feminism and History</i>, Oxford, Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0874-5560201400020000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>
    <!-- ref --><p>Scott, Joan Wallach (ed.) (1996), <i>Feminism and History</i>, Oxford, Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0874-5560201400020000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Scott, Marion (1993), «Dale una lección: el currículo sexista en la educación patriarcal», in
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    <!-- ref --><p>Singly, François de (2005), «La place variable du genre dans l’identité personnelle», in
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    <!-- ref --><p>Strobel, Margaret, Bingham, Marjorie (2004), «The Theory and Practice of Women’s History
and Gender History in Global Perspective», in Bonnie G. Smith (ed.), <i>Women’s
History in Global Perspective</i>, vol.1, Urbana, University of Illinois Press, pp. 9-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0874-5560201400020000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>
    <!-- ref --><p>Thébaud, Françoise (1998), <i>Ecrire l’histoire des femmes</i>, Fontenay/Saint-Cloud, ENS Editions.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0874-5560201400020000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>
    <!-- ref --><p>Thébaud, Françoise (2005), «Sexe et genre», in Margaret Maruani (dir), <i>Femmes, genre et
sociétés. L’état des savoirs</i>, Paris, La Découverte, pp. 59-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0874-5560201400020000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Vaquinhas, Irene (2009), «Estudos sobre a história das mulheres em Portugal: as grandes
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    <!-- ref --><p>Vaquinhas, Irene Maria (2002), «Impacte dos Estudos sobre as Mulheres na Produção Científica Nacional: o Caso da História», <i>ex æquo</i>, nº 6, pp. 147-174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0874-5560201400020000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>
    <!-- ref --><p>Vaquinhas, Irene (2000), «Breves palavras a propósito da invisibilidade das mulheres nos
Programas de História dos ensinos básico e secundário» in Irene Vaquinhas, <i>«Senhoras
e Mulheres» na Sociedade Portuguesa do Século XIX</i>, Lisboa, Colibri, pp. 185-196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0874-5560201400020000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>
    <!-- ref --><p>Wieviorka, Anette (2004), «Quelle place pour les femmes dans l’histoire enseignée?», <i>Notes
´d’Iéna</i>, nº 164, Conseil Économique et Social.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0874-5560201400020000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>
    <!-- ref --><p>Zancarini-Fournel, Michelle (2004), «La place de l’histoire des femmes dnas l’enseignement
de l’histoire», <i>Enseigner l’Histoire au présent</i>, nº 93, pp. 63-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0874-5560201400020000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Zook, Melinda S. (2002), «Integrating Men’s History into Women’s History: A Proposition
», <i>The History Teacher</i>, vol. 35, nº 3 [em linha], disponível em <a href="http://www.historycooperative.org/journals/ht/35.3/zook.html" target="_blank">http://www.historycooperative.org/journals/ht/35.3/zook.html</a> (consultado em 30/05/2004).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0874-5560201400020000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <p>&nbsp;</p>
    <p><b>Notas</b></p>
    <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup>Françoise Thébaud (2005) destaca os trabalhos de Robert Stoller (1968) e de Ann Oakley (1972)
sobre a utilização do conceito de género, respetivamente na psicologia e na sociologia, para
denominar a construção social das diferenças sexuais.</p>
    <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup>A metáfora «não se nasce mulher, tornamo-nos um indivíduo» (Singly, 2005:48) remete também para o modo diferente como cada pessoa vive a dimensão de género.</p>
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