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<publisher-name><![CDATA[Equipa de Investigação Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher, CICS.NOVA - Centro Interdisciplinar de Ciências Socias, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa, Portugal.]]></publisher-name>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>TOPONÍMINA NO FEMININO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Braga, toponímia no feminino IV</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Maria Ivone da Paz Soares</b><a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a></font></p>     <br>     <p>Braga, a cidade considerada a mais antiga de Portugal, é afamada como <i>Cidade Romana</i> (Ausónio de Bordéus distinguiu Bracara Augusta como uma das mais importantes do Império Romano); como <i>Roma Portuguesa</i>, redesenhada pelo arcebispo D. Diogo de Sousa, no século XVI; ou como <i>Cidade Barroca</i>, pela mão do arquiteto setecentista André Soares (e outros); ou ainda como a <i>Cidade dos Arcebispos</i> pelo seu patenteado poder ao longo de séculos; ou também como a <i>Cidade dos Três Sacro­&#8209;Montes</i> com os seus santuários situados na cadeia montanhosa envolvente: Bom Jesus, Sameiro e Falperra; também publicamente denominada como a <i>Capital do Minho</i> ou <i>Coração do Minho</i> devido à sua localização e idiossincrasia; por fim, a recentemente denominada <i>Cidade da Juventude</i> que chegou a ser diferenciada como a cidade mais jovem da Europa. </p>     <p>Porém, todas estas e outras Bragas são envolvidas por mantos maternos milenares, lactantes símbolos figurativos que atravessaram os tempos e se ajustaram na evolução das convicções: Ísis e Senhora do Leite &#8211; Bracara Augusta/Braga acalentando o &#8220;arquétipo da maternidade&#8221;. A divindade egípcia amamentava Hórus, nas margens do Nilo, dando vida à Natureza. Lucrécia Fida, sua brácara sacerdotisa, deixou­&#8209;nos o seu rasto nesta cidade, no século II, patenteada na lápide incrustada na parede exterior da capela­&#8209;mor da Sé de Braga. Aventa­&#8209;se que a Senhora do Leite &#8220;descende, em linha direta, das representações da Ísis «lactans»&#8221;, amamentando Jesus Menino (Sousa, 2004, pp.&nbsp;24­&#8209;26; Bandeira, 2010, pp.&nbsp;22­&#8209;23; Freitas, 1890, pp.&nbsp;18, 105­&#8209;106; Frazão e Morais, 2009, p.&nbsp;20). A lápide e a escultura renascentista localizam­&#8209;se na Rua da Nossa Senhora do Leite ou antiga Rua das Oussias que em português antigo significava &#8220;santuários, ábsides&#8221;, ficando do outro lado da rua a Casa da Roda recheada de vivências femininas. A lua desenhada sobre a cabeça de Santa Maria no brasão de 1860 é um dos símbolos inerentes de Ísis. </p>     <p>Nas Memórias Paroquiais Urbanas de Braga (1758) refere-se que a deusa Ísis era tão estimada da &#8220;gentilidade que cuidavam que banhando­&#8209;se nela [na fonte] depois de sair do Templo ficavam livres de todos os males do corpo, e na graça e felicidade&#8221; que o Apóstolo Santiago fez transmutar, criando junto à fonte uma ermida dedicada à Virgem. E o Arcebispo Fr. Agostinho de Castro sagrou a Catedral em 1592 &#8220;por se duvidar&#8221; que anteriormente fosse dedicada à Virgem Maria (Capela e Ferreira, 2002, pp.&nbsp;293­&#8209;294; Soares, 1998/1999, p.&nbsp;161).</p>     <p>A figuração antropomórfica da cidade de Braga consubstancia­&#8209;se na representação religiosa de Santa Maria de Braga, no altar­&#8209;mor da Sé, na alegoria barroca que encima o Arco da Porta Nova e é ainda evidente na decoração do salão nobre dos Paços do Concelho. O paradigma feminino manteve­&#8209;se e foi perenizado no brasão de armas e na bandeira da cidade com a Senhora vestida com uma túnica púrpura e manta azul, na mão direita um lírio e na esquerda Jesus Menino, estando ladeada de duas torres argênteas com três escudos de Portugal, como se cingisse e protegesse maternalmente a cidade.</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="/img/revistas/eva/n32/n32a17f1.jpg">Figura 1</a>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bracara Augusta é igualmente representada por outra senhora coroada, levando na mão direita a cruz arcebispal e na esquerda a coroa real, símbolos da Cidade e Senhorio bracarense (Capela e Ferreira, 2002, p.&nbsp;92).</p>     <p>A outra figura feminina inerente a esta cidade é D. Teresa de Leão, mulher do conde D. Henrique de Borgonha, aquando da criação do Couto de Braga com a doação e confirmação ao Arcebispo D. Maurício (confirmada em 12­&#8209;04­&#8209;1112 e em 27­&#8209;05­&#8209;1128 por D. Henrique) e se manteve até aos finais do século XVIII (Costa, 1985, p.&nbsp;20). Os seus túmulos encontram­&#8209;se na Capela dos Reis, na Sé. </p>     <p>E na Catedral outras presenças femininas tutelares envolvem os crentes: Senhora da Piedade, Senhora da Glória, nos claustros o túmulo da taumaturga, religiosa e estigmatizada, Irmã Maria Estrela Divina (séc. XX), o pedaço de um Manto da Virgem Santa Maria, na Capela das Relíquias.</p>     <p>E apenas como breve referência, as nove irmãs gémeas, de Braga, santificadas e reverenciadas ao longo do ano, disputadas por Tuy: as Santas Germana, Eufémia, Quitéria, Marciana, Marinha, Liberata, Basilissa, Genoveva, Vitória (Freitas, 1890, pp.&nbsp;181­&#8209;182). Entre muitas mais.</p>     <p>A hagiografia no feminino é assaz presente na toponímia bracarense, proliferando em várias freguesias, mas não focalizaremos o nosso estudo neste âmbito, exceto pontualmente.</p>     <p>Da longa lista composta por 175 personalidades bracarenses destacadas por Fernando Mendes, apenas duas individualidades feminis: Soror Maria Bento do Céu e Susana Lagrifa Mendes, esta já abordada por Regina Cardoso (Mendes, 1993, pp.&nbsp;57­&#8209;61; Cardoso, 2008, pp.&nbsp;229­&#8209;230). E muitas mulheres, ao longo dos séculos, colaboraram na construção desta cidade, umas de forma indelével e discreta, outras sobressaindo da sua sombra, algumas ficando tutelares em ruas. O pendor masculino é bem presente igualmente na antropotoponímia. Porém perfis femininos já foram destacados e continuarão a ser, acompanhados de sensibilização na Câmara e nas Juntas de Freguesia visitadas.</p>     <p>Dr.ª Regina Cardoso já iniciou este percurso por ruas, travessas, vielas, esquinas desta urbe cada vez mais ampliada numa urbanização por vezes questionável, porém mantendo o denominador comum de uma toponímia no masculino, aparecendo algumas homenagens no feminino, como tão eximiamente evidenciou (Cardoso, n.º 17, 2007, pp.&nbsp;167­&#8209;174; n.º&nbsp;18, 2007, pp.&nbsp;173­&#8209;176; n.º 21, 2008, pp.&nbsp;223­&#8209;230). São contributos que nos ajudam a percecionar a identidade da cidade/concelho, as razões do surgimento de determinadas artérias e os motivos que terão levado à escolha dos seus nomes e das figuras que marcaram a sua história.</p>     <p>Sempre presente com a sua disponibilidade, profissionalismo, saber e colaboração realçamos e agradecemos a Dr.ª Maria Salomé Sousa, da Divisão da Cultura da Câmara Municipal, assim como aos gentis funcionários do Arquivo da Câmara e das Juntas de Freguesia que contactámos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Freguesia de Santa Maria de Ferreiros</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Já na &#8220;<i>Faces de Eva</i>&#8221;, n.º 21, para esta dinâmica freguesia foram apresentados três topónimos. Acrescentaremos: </p>     <p><b>Rua Damiana Maria da Silva</b> (Proposta pela Junta de Freguesia em 07­&#8209;07­&#8209;1999 e aprovada pela Comissão de Toponímia em 09­&#8209;03­&#8209;2000) &#8211; &#8220;Personalidade que se identificava como próxima da Igreja Católica, a qual denotou em determinada fase da sua vida, um elevado grau cultural para a época em que viveu&#8221;. Do seu testamento, de 1741, caiu um papel com um rol de esmolas dadas &#8220;e que por medo de que ele [o marido, Dr. Manuel de Almeida Passos] pelejasse o deixara assim&#8221;, solto e sem ser agregado às suas últimas disposições caritativas. Ambos ficaram sepultados na Capela de São Nicolau Tolentino que o tempo e a incúria fizeram ruir, estando as poucas peças sobreviventes no templo e museu da Irmandade de Santa Cruz (Costa, 2001, pp.&nbsp;67­&#8209;68, 74­&#8209;75; Direnor, 2005, pp.&nbsp;10­&#8209;15). Perdurou apenas a memória preservada toponimicamente com os nomes da capela e destas duas individualidades marcantes da freguesia, ficando o casal reverenciado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Freguesia de Gondizalves</b></p>     <p>A União das Freguesias de Ferreiros e Gondizalves foi constituída em 2013, agregando estas antigas freguesias, no âmbito de uma reforma administrativa, com sede em Ferreiros.</p>     <p>O nome de Gondizalves, proveniente de &#8220;Gundisalvici&#8221;, nome que &#8220;permite a adição de dados morfológicos sobre os patronímicos&#8221; (Lima, 2012, p.&nbsp;154).</p>     <p>Esta freguesia possui dois outeiros com níveis de ocupação que remontarão à fase castreja da Idade do Ferro do Noroeste Peninsular, com subsequente romanização e posteriormente com uma ocupação medieval, no período da reconquista. Mais tarde, foram intervencionados com pequenas capelas cristãs (disponível em endereço eletrónico, 2014).</p>     <p>Apenas a hagiotoponímia no feminino está presente:</p>     <p><b>Largo Senhora da Esperança</b> (Deliberação pelo executivo municipal em 22­&#8209;09­&#8209;1988) &#8211; A devoção a Nossa Senhora da Esperança é muito antiga na Igreja dos primeiros séculos do Cristianismo. Em Espanha e em outros países europeus, a mesma veneração é conhecida por &#8220;Nossa Senhora do Ó&#8221;. É uso ainda hoje dizer­&#8209;se de uma senhora grávida que &#8220;está na esperança&#8221; ou &#8220;de esperanças&#8221;. </p>     <p>Este culto intensificou­&#8209;se no período dos descobrimentos, talvez veiculado por Pedro Álvares Cabral vindo de Belmonte, onde se venerava Nossa Senhora da Esperança.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Freguesia de Gualtar</b></p>     <p>Há cerca de 5­&#8209;6 mil anos, pela Idade do Ferro, povos deixaram vestígios da sua primeira ocupação no lugar de Caixas de Água e na zona do Hospital de Braga. Os romanos construíram duas vias que ligavam Bracara Augusta a Chaves e a Astorga, esta ainda refletida no lugar de Estrada Velha que está relacionada com a &#8220;Geira&#8221;.</p>     <p>Fez parte de um antigo mosteiro doado, entre 1032 e 1043, à condessa Ilduara por mestre Savarigo. No atual &#8220;campus universitário&#8221; da Universidade do Minho situava­&#8209;se o antigo mosteiro de S. Miguel de Gualtar. A igreja de S. Miguel de Gualtar é mais um dos vários testemunhos de arquitetura românica, por vezes restando alguns vestígios, por outro com adulterações, como ocorre com este templo, devido às consecutivas reformas.</p>     <p>O Presidente da Junta de Freguesia, Dr. João Nogueira, amavelmente colaborou ao complementar os dados da recolha de informação toponímica.</p>     <p><b>Rua Amália da Costa Lima</b> (Proposta pela Junta de Freguesia em 08­&#8209;03­&#8209;2002 e aprovado em reunião de Câmara de 21­&#8209;03­&#8209;2002) &#8211; A cidadã Amália Rosa Costa Lima Guimarães nasceu na freguesia de Bonfim, Porto, em 08­&#8209;10­&#8209;1903, tendo residido permanentemente em Gualtar desde 1949 até ao ano de 1980, onde faleceu a 23­&#8209;07­&#8209;1980. Bacharel pela Universidade do Porto, destacou­&#8209;se como &#8220;benfeitora por vocação&#8221;, pois fundou a Conferência Vicentina de Gualtar, tendo participado e desempenhado cargos ao nível de diocese (conselho central). Criou e dinamizou, em Braga, a Obra das Mães solteiras, sendo a primeira sede em Monte de Baixo, Gualtar, numa casa que lhe pertencia. Dinamizou a criação da Escola Primária da Poça (hoje desativada), cujas obras de adaptação custeou. Dr. João Nogueira informou ainda que era &#8220;esposa de um próspero industrial da área dos cimentos nas décadas de 50 e 60 e foi benemérita da Paróquia de Gualtar tendo o seu nome ligado intimamente à construção da Igreja Nova de Gualtar&#8221;.</p>     <p>No final da sua existência de benfeitora deixou os seus bens patrimoniais à Paróquia. </p>     <p><b>Rua do Bairro da Henriqueta</b> (Proposta pela Junta de Freguesia a 10­&#8209;10­&#8209;1995 e aprovada pelo executivo municipal em 07­&#8209;12­&#8209;1995) &#8211; &#8220;No final do século XIX e inícios do século XX, um abastado burguês construiu dois bairros a que vulgarmente se dava o nome de &#8220;ilhas&#8221;. Numa dessas &#8220;ilhas&#8221; ou bairros foi dado, pelas pessoas que para lá foram morar, o nome da esposa do investidor de nome Henriqueta.</p>     <p>A &#8220;ilha&#8221; do Bairro Henriqueta tinha uma particularidade. No mesmo conjunto habitacional foi construído um forno comunitário onde as famílias, por razões sociais ou como forma de investimento&#8221;, o usufruíam.</p>     <p><b>Rua Maria Delfina Gomes </b>(Proposta pela Junta de Freguesia em 10­&#8209;10­&#8209;1995 e aprovada pelo executivo municipal em 07­&#8209;12­&#8209;1995) &#8211; É filha do musicólogo e virtuoso no cavaquinho, José Gomes, que reuniu um considerável espólio bibliográfico e museológico, na primeira metade do século passado. A Dona Maria Delfina Gomes doou um rico espólio ao Museu dos Biscainhos. &#8220;Benemérita da Paróquia de Gualtar, está ligada à doação de terrenos onde num deles foi construído o Centro Social e Paroquial de Gualtar. De ascendência monárquica, com título de viscondessa, era proprietária de uma área significativa de terrenos em Gualtar e nomeadamente de terrenos onde hoje está instalado o Campus de Gualtar da Universidade do Minho&#8221;, completou Dr. Nogueira. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Rua do Campo da Margarida</b> (Proposta pela Junta de Freguesia em 10­&#8209;10­&#8209;1995 e aprovada pelo executivo municipal em 07­&#8209;12­&#8209;1995) &#8211; &#8220;Na tradição minhota do minifúndio era costume dar nomes aos campos de lavradio. Daqui nasceu o nome de um campo da filha de um lavrador de nome Margarida.</p>     <p>Há cerca de 25 anos o campo referido foi urbanizado e foi entendido manter a denominação.&#8221;</p>     <p><b>Rua da Crespa</b> (Proposta pela Junta de Freguesia em 10­&#8209;10­&#8209;1995, e aprovada em 07­&#8209;12­&#8209;1995) &#8211; Não foi encontrada biografia ou alguma justificação. </p>     <p><b>Maria Júlia Queirós</b> (Proposta pela Junta de Freguesia em 23­&#8209;08­&#8209;2005 e aprovada pelo executivo municipal 06­&#8209;10­&#8209;2005) &#8211; Maria Júlia Monteiro Rebelo Queirós nasceu em 28­&#8209;02­&#8209;1921, na Vera Cruz &#8211; Aveiro. Formada em Farmácia e radicada em Gualtar há longos anos, foi benemérita notável, vivendo de bem­&#8209;fazer e ajuda aos pobres da freguesia. Foi responsável da Conferência Vicentina de Gualtar. &#8220;Benemérita da Freguesia e da Paroquia de Gualtar, pessoa extremamente caridosa e pia. Foi das primeiras mulheres licenciadas em Química em Portugal&#8221;, ampliou o Dr. João Nogueira. Faleceu a 09­&#8209;02­&#8209;2002. </p>     <p><b>Rua Ana Luísa Pinto</b> (Proposta pela Junta de Freguesia em 08­&#8209;05­&#8209;2006 e aprovada pelo executivo municipal em 07­&#8209;09­&#8209;2006) &#8211; Ana Luísa Pinto, &#8220;cidadã de Gualtar, nascida a 12/03/1905 e falecida a 10/12/1986 era pessoa estimada e muito querida em Gualtar. Teve seis filhos de um único casamento. Era uma pequena comerciante que sendo pobre ajudava os pobres.&#8221;</p>     <p>Desempenhava na Freguesia de Gualtar &#8220;algumas funções sociais como parteira, «endireita» (tratava de pequenas luxações e pequenas fraturas ou distensões musculares)&#8221;.</p>     <p>Foi uma referência &#8220;por ser alma caridosa, dava abrigo e alimentação a jovens soldados entre 1960 e 1970, durante o período da Guerra Ultramarina. Estes soldados que viajavam para o interior do Minho e noroeste de Trás­&#8209;Os­&#8209;Montes&#8221; patenteavam &#8220;dificuldades de transporte e frequentemente ficavam sem boleia, o que lhes causava problemas que a Ana Luísa Pinto, vulgarmente conhecida pela «senhorinha resolvia.&#8221;</p>     <p><b>Rua Carolina Rosa Alves</b> (Proposta pela Junta de Freguesia em 08­&#8209;05­&#8209;2006 e aprovada pelo Executivo Municipal em 07­&#8209;09­&#8209;2006) &#8211; Carolina Rosa Alves nasceu em 27/01/1898 e faleceu em 9/12/1984, em Gualtar. &#8220;Nos difíceis anos do início do século XX teve sete filhos, tendo enviuvado ainda nova e, para sobreviver, dedicou­&#8209;se à venda de jornais na Arcada de Braga. Era uma figura típica da cidade, comunicativa e extremamente perspicaz. Era conhecida como a «Carolina dos Jornais»&#8221;. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Freguesia de Nogueira</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta freguesia emblematicamente ligada ao trabalho, cultura e progresso, é anterior à fundação da própria nacionalidade, nomeada por &#8220;Villa de Nugaria&#8221; que deu origem ao topónimo Nogueira, devido à existência de várias árvores, entre as quais nogueiras. Em 900 é designada por <i>Nugaria</i>, no Doc. Nº 174 do Liber Fidei. Como investigou o ex­&#8209;Presidente da Junta de Freguesia, José António Correia Soares, foi igualmente denominada de <i>Nogaria</i> e <i>S. João Baptista de Nogueira</i> e pela ata da Junta de 10 de janeiro de 1937 foi sugerido o nome de <i>Falperra de Nogueira</i>, o qual não vingou&#8221;. </p>     <p>Foi administrada pela Condessa D. Toda, entre 1008­&#8209;1027, mulher do conde Hermenegildo ou Mendo Gonçalves e sogra de Afonso V, rei de Leão e Castela. Por morte de seu marido, em 1008, D. Toda ficou a governar o Condado Portucalense, o qual passou depois para a condessa D. Ilduara Mendes e respetivo marido, o conde Nuno Alvites, e, posteriormente, foi de sua filha, a condessa D. Gontrode (Marques, 1975, pp.&nbsp;47­&#8209;48; <i>Mapa de Nogueira</i>, s/d). </p>     <p>Algumas herdades de Nogueira contribuíram para sanar o problema económico inerente à construção da Sé e edifícios anexos (Costa, 1959, pp.&nbsp;176, 299 e 368).</p>     <p>Todas as referências assinaladas para Nogueira foram amavelmente veiculadas, com a devida autorização, pelo Dr. José Manso, coligidas dos apontamentos da autoria e pesquisa do Sr. José António Correia Soares que se dedicou a investigar a freguesia.</p>     <p>Até ao ano de 1891, a freguesia de S. Paio D'Arcos esteve anexada à de Nogueira e, mais tarde, em 1896, a freguesia de S. Tiago de Fraião anexou­&#8209;se também a Nogueira por não ter o número de eleitores suficiente para constituir junta paroquial. </p>     <p>A Lei 11­&#8209;A/2013 uniu­&#8209;a às ancestrais freguesias de Fraião e Lamaçães, formando uma nova entidade autárquica denominada por União das Freguesias de Nogueira, Fraião e Lamaçães, sendo a sua sede.</p>     <p>Já na &#8220;<i>Faces de Eva</i>&#8221;, n.º 21, para esta dinâmica freguesia foi apresentado um topónimo. Acrescentaremos, com a prestimosa colaboração do Dr. José Manso: </p>     <p><b>Rua Cruzeiro Grácia Pires</b> (Proposta da Junta de Freguesia em 30­&#8209;09­&#8209;2002 e aprovada em 19­&#8209;12­&#8209;2002) &#8211; Não foi encontrada biografia, apenas que era o nome tradicional identificativo pelo qual era conhecido o local. Apenas surge um apontamento da sua existência a 03­&#8209;06­&#8209;1833, no <i>Livro de Registos, num emprazamento de &#8220;um terreno no sítio do Cruzeiro de Gracia Pirez, freguesia de Nogueira&#8230;&#8221; Livro de Registo da Câmara Municipal de Braga</i>, 1833/1834, fol. 5.</p>     <p>Em <i>Alminhas, Nichos e Cruzeiros de Portugal</i>, fascículo II, de 1957, relativo ao Minho, em texto de Luís Pinheiro, encontra­&#8209;se a referência da &#8220;pedra secular consta como pé do Cruzeiro, daí que a Junta, em 1991, tenha transferido a base do Cruzeiro para o Largo (do Cruzeiro) e, em janeiro de 1996, tenha encimado uma Cruz em pedra, com os dizeres &#8220;G.P. 1996 J.F.N.&#8221;, ou seja, &#8220;Grácia Pires &#8211; 1996 &#8211; Junta de Freguesia de Nogueira&#8221;, para valorizar e dar o real significado ao Largo. Refere ainda que &#8220;essa cruz foi benzida no dia 7 de Abril de 1996 pelo então pároco da Freguesia, Manuel Brito da Silva&#8221;.</p>     <p><b>Calçada das Leiteiras</b> &#8211; (Deliberação da Junta de Freguesia em 02­&#8209;08­&#8209;1995 e aprovada em Reunião de Câmara em 19­&#8209;11­&#8209;1995) &#8211; &#8220;Este topónimo surge no sentido pitoresco como uma homenagem às leiteiras que por aquele caminho passavam, abastecendo­&#8209;se de leite no posto localizado onde hoje está instalado um prédio com a clinica dentária&#8221;, (fica junto do entroncamento da Rua dos Barreiros com a Rua Quinta da Bemposta), &#8220;transportando­&#8209;o para os Lugares do então Bairro dos Pobres e outros locais&#8221;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Rua da Bouça da Rainha</b> (Deliberação da Junta de Freguesia em 30­&#8209;09­&#8209;2002 e aprovada em Reunião do Executivo Municipal em 19­&#8209;12­&#8209;2002) &#8211; Não há conhecimento &#8220;se o topónimo foi atribuído em homenagem a uma qualquer monarca portuguesa ou se, provavelmente, foi atribuída em homenagem à «Espiga Rainha», uma vez que no local era provável a ocorrência de desfolhadas, onde, sempre que aparecia uma espiga vermelha, o «anunciador» dizia em alta voz o seu aparecimento&#8221;.</p>     <p>Outros topónimos de Nogueira poderão sugerir uma inferência no feminino:</p>     <p><b>Rua Ala dos Namorados</b> (Deliberação em Reunião de Câmara de 02­&#8209;07­&#8209;1987) &#8211; &#8220;Artéria localizada na urbanização da Quinta da Granja, cujo topónimo, pitoresco, foi englobado num conjunto dedicado ao roman­tismo, como são o caso da <b>Rua dos Amores</b> e <b>Rua dos Abraços</b>&#8221;.</p>     <p><b>Rua da Facha</b> (Deliberação em Reunião de Câmara de 19­&#8209;11­&#8209;1995) &#8211; &#8220;Topónimo derivado do nome do Lugar histórico (Lugar da Facha)&#8221;.</p>     <p>(continua)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Referências Bibliográficas</b></p>     <!-- ref --><p>Bandeira, Miguel Sopas de Melo. (2010). Três mitos visuais de Braga &#8211; um ensaio em geografia cultural. In Moisés de Lemos Martins (Org.), <i>Caminhos nas Ciências Sociais: Memória, Mudança Social e Razão &#8211; Estudos em homenagem a Manuel da Silva Costa</i>. Coimbra: Grácio Editor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1829082&pid=S0874-6885201400020001700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Capela, José Viriato &amp; Ferreira, Ana Cunha. (2002). <i>Braga Triunfante ao Tempo das Memórias Paroquiais de 1758</i>. Braga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1829084&pid=S0874-6885201400020001700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cardoso, Maria Regina Pinto. (2007). Braga: toponímia no feminino I, <i>Faces de Eva</i>, 17, 167­&#8209;174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1829086&pid=S0874-6885201400020001700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Cardoso, Maria Regina Pinto (2007). Braga: toponímia no feminino II, <i>Faces de Eva</i>, 18, 173­&#8209;176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1829088&pid=S0874-6885201400020001700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cardoso, Maria Regina Pinto (2008). Braga: toponímia no feminino III, <i>Faces de Eva</i>, 21, 223­&#8209;230.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1829090&pid=S0874-6885201400020001700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Costa, Avelino Jesus. (1959). <i>O Bispo D. Pedro e a Organização da Diocese de Braga</i>, vol. 1. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Instituto de Estudos Históricos Dr. António de Vasconcelos.</p>     <!-- ref --><p>Costa, Luís. (2001). <i>Santa Maria de Ferreiros (Monografia)</i> (2.ª ed.). Braga&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1829093&pid=S0874-6885201400020001700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Direnor (ed. lit.). (2005). <i>A Nossa Terra.</i> Braga&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1829094&pid=S0874-6885201400020001700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Frazão, Fernanda &amp; Morais, Gabriela. (2009). <i>Portugal, Mundo dos Mortos e das Mouras Encantadas</i>, vol. II. Lisboa: Ed. Apenas Livros, Lda.</p>     <p>Freitas, Bernardino José de Senna. (1890). <i>Memórias de Braga</i>, tomo I. Braga: Imprensa Catholica.</p>     <!-- ref --><p>Lima, Adriana Tavares. (2012). <i>De Bracara Augusta a Braga: análise toponímica de um concelho português</i>, pp.&nbsp;64, 95, 154. S. Paulo: [s.n.]. Dissertação de Pós­&#8209;graduação em Filologia e Língua Portuguesa. Disponível em: <a href=http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-01032013-125451/es.php target=_blank&#8221;>http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-01032013-125451/es.php</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1829097&pid=S0874-6885201400020001700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><i>Mapa de Nogueira</i> [folheto], [Braga, Junta de Freguesia de Nogueira], s/d. </p>     <!-- ref --><p>Marques, A. H. de Oliveira. (1975). <i>História de Portugal</i>. Lisboa: Palas Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1829099&pid=S0874-6885201400020001700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mendes, Fernando. (1993). <i>Guia de Braga Turístico e Histórico</i>. Braga: Edições Nova Cultura.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1829101&pid=S0874-6885201400020001700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Sales, J. &amp; Sousa, R. (2004). Reminiscências do culto de Ísis no território português: o exemplo de Braga, <i>Cadernos Cultura &#8211; Diário do Minho</i>, 10­&#8209;03­&#8209;2004, 24­&#8209;26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1829103&pid=S0874-6885201400020001700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Soares, Ivone da Paz. (1998/1999). A visita «ad limina» de D. José de Bragança. <i>Bracara Augusta</i>, 48, 161.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1829105&pid=S0874-6885201400020001700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>Licenciada em História, pela Universidade de Coimbra, mestre em História das Instituições e Cultura Moderna e Contemporânea, na Universidade do Minho. Conjugou a lecionação com múltiplas ações de defesa, estudo e divulgação do Património Cultural, dedicando­&#8209;se com mais incidência à difusão do livro e incremento do gosto pela leitura. Aposentada.</p>      ]]></body><back>
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