<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0874-6885</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher]]></abbrev-journal-title>
<issn>0874-6885</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Equipa de Investigação Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher, CICS.NOVA - Centro Interdisciplinar de Ciências Socias, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa, Portugal.]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0874-68852016000100009</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[D. Maria Francisca: de Princesa da Beira a Princesa do Brasil]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borrêcho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria do Céu]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<numero>35</numero>
<fpage>114</fpage>
<lpage>133</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0874-68852016000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0874-68852016000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0874-68852016000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[D. Maria Francisca, filha primogénita de D. José I, foi uma figura singularmente interessante, cujo tempo de governação coincide com a época pós-pombalina, conseguindo despertar paixões diversas não só entre os seus contemporâneos como nos que se lhe seguiram. O presente estudo pretende desvendar os princípios orientadores da educação de uma futura rainha, vislumbrados nos manuscritos do seu mestreconfessor, o jesuíta Pe. Timóteo de Oliveira.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Maria Francisca, the eldest daughter of King Joseph 1st, was a singular personality who reigns after Pombal government. Even nowadays, she can bring about some debate. The present study wants to disclose the guiding ideas for the education of a princess, future queen, glimpsed in the manuscripts of her advisor and confessor, the Jesuit priest Timóteo de Oliveira.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[pedagogia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[educação régia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Príncipe/Princesa Perfeito/a]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[século XVIII]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[pedagogy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[royal education]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Perfect Prince/Princess]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[18th century]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>D. Maria Francisca - de Princesa da Beira a Princesa do Brasil</b></font></p>     <p><b>Maria do C&#233;u Borr&#234;cho*</b></p>     <p>* Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ci&#234;ncias Sociais e Humanas, Centro Interdisciplinar de Ci&#234;ncias Sociais, Faces de Eva, Lisboa, Portugal <a href="mailto:mcborrecho@gmail.com">mcborrecho@gmail.com</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>D. Maria Francisca, filha primog&#233;nita de D. Jos&#233; I, foi uma figura singularmente interessante, cujo tempo de governa&#231;&#227;o coincide com a &#233;poca p&#243;s-pombalina, conseguindo despertar paix&#245;es diversas n&#227;o s&#243; entre os seus contempor&#226;neos como nos que se lhe seguiram. O presente estudo pretende desvendar os princ&#237;pios orientadores da educa&#231;&#227;o de uma futura rainha, vislumbrados nos manuscritos do seu mestreconfessor, o jesu&#237;ta Pe. Tim&#243;teo de Oliveira.</p>     <p><b>Palavras-chave </b>pedagogia, educa&#231;&#227;o r&#233;gia, Pr&#237;ncipe/Princesa Perfeito/a, s&#233;culo XVIII.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b></b>Maria Francisca, the eldest daughter of King Joseph 1st, was a singular personality who reigns after Pombal government. Even nowadays, she can bring about some debate. The present study wants to disclose the guiding ideas for the education of a princess, future queen, glimpsed in the manuscripts of her advisor and confessor, the Jesuit priest Tim&#243;teo de Oliveira.</p>     <p><b>Keywords </b>pedagogy, royal education, Perfect Prince/Princess, 18th century.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>NOTA INTRODUT&#211;RIA</p>     <p>D. Maria Francisca Isabel Josefa Ant&#243;nia Gertrudes Rita Joana, Princesa da Beira desde o nascimento, usou esse t&#237;tulo at&#233; que o pai foi aclamado rei, em 1750, momento a partir do qual passou a usar o de Princesa do Brasil, como todos os herdeiros da Coroa, at&#233; &#224; aclama&#231;&#227;o como rainha D. Maria I, em 1777. Esse &#233; o per&#237;odo analisado no presente texto. Numa tentativa de desvendar o percurso formativo que permita a compreens&#227;o dos actos da soberana, abordarei a educa&#231;&#227;o r&#233;gia sob a dupla perspectiva das influ&#234;ncias individuais e das ideias que a orientaram.</p>     <p><b>1. As primeiras influ&#234;ncias.</b></p>     <p>Os primeiros anos da pequena Maria Francisca decorreram na corte do av&#244;, D. Jo&#227;o V (1689-1750); uma corte, onde a fam&#237;lia real seguia um quotidiano pautado pelas festividades religiosas, e por devo&#231;&#245;es di&#225;rias em diversas igrejas e capelas da capital, algumas em dia fixo (&#8220;<i>Lisboa 30. de Agosto&#8221;</i>, 1736).</p>     <p>Nas festividades da corte, era incitada a recitar poemas, ora&#231;&#245;es ou contos diante dos adultos. No dizer do bi&#243;grafo da Casa Real, D. Ant&#243;nio Caetano de Sousa (1674-1759), a Natureza favorecera esta princesa de d&#233;bil constitui&#231;&#227;o, adornando-a com dotes invulgares, porquanto a neta do Rei Magn&#226;nimo, aos tr&#234;s anos, j&#225; recitava ora&#231;&#245;es e epigramas latinos. Por&#233;m, tal n&#227;o parecia content&#225;-la, o que levaria a aia, D. Ana Catarina Henriqueta de Lorena (1691-1761), duquesa de Abrantes, a insistir para que n&#227;o se aplicasse tanto nos estudos (Sousa, 1946, VII, p. 196). Incentivar a capacidade de memoriza&#231;&#227;o das crian&#231;as, era um h&#225;bito frequente nas cortes europeias da &#233;poca (Ari&#232;s, 1988, pp. 95-98).</p>     <p>Seguiram-se a inicia&#231;&#227;o &#224; leitura e o estudo das l&#237;nguas. N&#227;o s&#243; do latim, mas tamb&#233;m das chamadas l&#237;nguas vivas, como o franc&#234;s e o ingl&#234;s. Est&#225;vamos perante a influ&#234;ncia das ideias pedag&#243;gicas das Luzes, defendidas por Verney (1713-1792) no seu <i>Verdadeiro m&#233;todo de estudar </i>(Verney, 1949, I, pp. 272-3).</p>     <p>A m&#227;e, D. Mariana Vit&#243;ria (1718-1781), que fora prometida, como consorte, ao futuro Lu&#237;s XV (1710-1774) de Fran&#231;a, e, por isso, vivera na corte francesa, entre 1724 e 1726, ensinar-lhe-&#225; os primeiros rudimentos da l&#237;ngua de Bossuet (1627-1704). No entanto, outros mestres tamb&#233;m devem ter contribu&#237;do para o aperfei&#231;oamento naquele idioma, porque, na corte lusa, houve dois professores de franc&#234;s e de ingl&#234;s &#8211; D. Lu&#237;s Caetano de Lima (1671-1757), cl&#233;rigo regular da Divina Provid&#234;ncia ou teatino, e o padre irland&#234;s Andr&#233; O&#8217;Brien ou Byrne (1661-1737), que chegara a Portugal por convite da rainha D. Catarina (1638-1705), vi&#250;va de Carlos II (1630-1685) de Inglaterra (Bastos, 1851, fls. 165 e 169; Bastos, 1854, p. 193). &#201; em franc&#234;s que, ami&#250;de, escreve para a av&#243; e madrinha, Isabel Farn&#233;sio (1692-1766), demonstrando, nessas missivas, melhor dom&#237;nio deste idioma do que o fazia D. Mariana Vit&#243;ria (Beir&#227;o, 1934, pp. 421-2 e 1936, pp. 141-2).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A influ&#234;ncia dos planos de estudo das Luzes, decerto, interferiu na decis&#227;o de D. Jos&#233; (1714-1777) de designar mestres de desenho e pintura para a princesa D. Maria Francisca (Lima, 1925, pp. 2-10). Os segredos destas artes foram-lhe ensinados pelo pacense Domingos da Rosa (1729-1796) e pelo filho, Jos&#233; da Rosa (Pamplona, 1954, pp. 332-3). O primeiro, mestre e retratista da fam&#237;lia real, t&#227;o bem desempenhou o encargo que foi agraciado, a 9 de Novembro de 1762, como &#8220;Reposteiro da C&#226;mara &#8230; com seiscentos e seis reis de moradia por mez, e suas merces&#8221; (Casa Real, 1762).</p>     <p>Mais tarde, j&#225; rainha, a 1 de Agosto de 1780, reconheceu o contributo de Domingos da Rosa, fazendo &#8220;merce [&#8230;] da propriedade e do officio de Pintor da minha Caza [pelo que] haver&#225; 20 mil reis de ordenado cada anno&#8221; (Casa Real, 1780). E, no ano seguinte, a 12 de Fevereiro, nomeou-o escudeiro e cavaleiro de sua Casa, com os respectivos rendimentos (Casa Real, 1781). Tal como o pai, Jos&#233; da Rosa viu o seu labor reconhecido, com a atribui&#231;&#227;o da merc&#234; de Reposteiro da C&#226;mara e respectivas regalias, por alvar&#225; de 29 de Outubro de 1778 (Casa Real, 1778).</p>     <p>Se bem que lhe seja atribu&#237;da, ainda sem confirma&#231;&#227;o, uma representa&#231;&#227;o de o <i>Salvador do Mundo</i>, um quadro a &#243;leo, patente no Pal&#225;cio de Queluz, a influ&#234;ncia destes mestres ter&#225; sido, porventura, outra, e n&#227;o menos importante. Estas li&#231;&#245;es de pintura despertaram na Princesa a sensibilidade art&#237;stica, o que poder&#225; justificar a grande aten&#231;&#227;o que, enquanto monarca, dedicou ao ensino art&#237;stico. Provam-no a decis&#227;o de criar a Aula P&#250;blica de Debuxo e Desenho, no Porto, a 27 de Novembro de 1779, e a de uma Aula R&#233;gia de Desenho, em Lisboa, a 23 de Agosto de 1791 ou a protec&#231;&#227;o da Academia do Nu, criada por Cirilo Volkmar Machado (1748-1823) (Silva, 1828, pp. 24, 65, 77 e Beir&#227;o, 1934, p. 240).</p>     <p>A educa&#231;&#227;o musical da jovem princesa esteve a cargo do napolitano, de origem espanhola, David P&#233;rez (1711-1778), que, em 1752, aportou a Lisboa, onde tamb&#233;m desempenhou o cargo de Mestre da Capela Real. Em Portugal, foi not&#225;vel a ac&#231;&#227;o realizada por este m&#250;sico, quer ao n&#237;vel pedag&#243;gico quer como compositor oper&#225;tico. Divulgador da chamada &#243;pera s&#233;ria, de influ&#234;ncia metastasiana (Abraham, 1979, pp. 445-447), comp&#244;s in&#250;meras obras que levou &#224; cena nos diversos teatros r&#233;gios, ent&#227;o existentes: Ajuda, Pa&#231;o da Ribeira, Salvaterra de Magos ou o Teatro do Forte (n&#227;o &#233; o mesmo de Salvaterra) (Correia &amp; Guedes, 1989, p. 95). Foi com o seu <i>Alessandro nell&#8217;Indie</i>, que foi inaugurada a faustosa Real Casa da &#211;pera ou a &#211;pera do Tejo, a 31 de Mar&#231;o de 1755, dia do anivers&#225;rio da rainha D. Mariana Vit&#243;ria, infelizmente destru&#237;da pelo terramoto desse mesmo ano (Gallasch-Hall, 2012, pp. 93-99).</p>     <p>Ap&#243;s a morte, P&#233;rez manteve-se vivo na mem&#243;ria de muitos dos que o admiraram. O marqu&#234;s Marc-Marie de Bombelles (1744-1822), ao tempo embaixador de Fran&#231;a na corte portuguesa, relatou: </p>     <p>Le 26 Novembre 1787. Tous les ans les meilleurs musiciens de Lisbonne se rassemblent en grand nombre dans l&#8217;&#233;glise des Martyres pour c&#233;l&#233;brer par des matines de la composicion de David Perez l&#8217;office des morts en l&#8217;honneur de ceux des musiciens d&#233;c&#233;d&#233;s dans l&#8217;ann&#233;e (Bombelles, 1979, p. 202).</p>     <p>Sir Nathaniel William Wraxall (1751-1831) afirmava &#8220;no royal house in Europe was then so musical as that of Portugal&#8221; (Wraxall, 1815, p. 12). E, n&#227;o exagerava. Na Corte, o gosto pela m&#250;sica constitu&#237;a uma antiga tradi&#231;&#227;o, renovada e fortalecida no tempo de D. Jo&#227;o V e D. Jos&#233; I. E, n&#227;o s&#243;. Igualmente, nos conventos e igrejas apreciava-se e ensinava-se m&#250;sica: foi exemplo disso, o teatro escolar patrocinado pelos jesu&#237;tas (Carvalho, 1993, pp. 21-63). Com o Rei Magn&#226;nimo, por exemplo, a Capela Patriarcal possu&#237;a cerca de 132 capel&#227;es-cantores e outros cantores, bem como quatro organistas, entre as 444 pessoas que compunham o seu corpo permanente (Vasconcelos, 1870, I, extratexto). Entre os m&#250;sicos, preponderavam os de origem italiana, em certos casos, unidos por la&#231;os familiares, como se comprova na seguinte ordem r&#233;gia:</p>     <p class=MsoBodyText style='text-align:justify;text-justify:inter-ideograph; line-height:118%;punctuation-wrap:simple'>1773 &#8211; 1&#170; r&#233;cita da Farceta: Quelux dia de Sta. Ana Sua Magestade he servido, que os muzicos abaixo declarados se achem amenh&#227;a segunda feira em que se contam vinte e seis do corrente pelas quatro horas da tarde no Pal&#225;cio de Quelux; para o que lhe hira as seges na forma costumada. Pal&#225;cio de Nossa Senhora da Ajuda 25 de Julho de 1773. (M&#250;sicos) [&#8230;] Jo&#227;o Batista Biencardi/ Andr&#233; Leuzi; [&#8230;] Nicolau Heredia/Jo&#227;o Heredia; Nicola Lo Forte/Epifanio Lo Forte; Estanislau Borges/Andr&#233; Mazza; [&#8230;] Jo&#227;o Valentim Felner/Henrique Jos&#233; Felner; [&#8230;] Jose Mazza/Fenando Biencardi (Arquivo Hist&#243;rico do Minist&#233;rio das Finan&#231;as, 1773).</p>     <p>Deveu-se a Domenico Scarlatti (1685-1757), o mestre da Capela Giulia contratado para professor dos filhos de D. Jo&#227;o V, a introdu&#231;&#227;o da m&#250;sica barroca, em Portugal, tornando-se, ent&#227;o, mais frequentes, as audi&#231;&#245;es de serenatas, cantatas ou dramas pastoris, segundo o novo estilo (Brito, 1989, p. 73). Na correspond&#234;ncia trocada entre D. Jo&#227;o V e a filha D. Maria B&#225;rbara (1711-1758), rainha de Espanha, encontram-se ind&#237;cios dessa altera&#231;&#227;o dos gostos musicais na Corte portuguesa, que contrastavam com os da Corte espanhola (Brito, 1989, p. 69):</p>     <p>Hontem nas matinas [&#8230;] nos quebrar&#227;o a cabe&#231;a 3 horas com vilhancicos que os n&#227;o aturo, e se pudesse os avia de prohibir, porque he uma cousa rid&#237;cula e impropria, misturados de castelhanadas com o oficio divino; e na missa de pontifical que celebrou o Nuncio hoje, no lugar que l&#225; se canta o motete, encaixar&#227;o outros vilhancicos, veja Vossa Magestade que parvo&#237;ce (Ferreira, 1945, p. 453).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Anos mais tarde, em 1787, Beckford (1760-1844) dir&#225; que &#8220;a orchestra da Capela da rainha de Portugal ainda &#233; a primeira da Europa: em excel&#234;ncia de vozes e instrumentos nenhuma outra deste g&#233;nero, nem mesmo a do Papa, se pode gabar de ter reunidos t&#227;o admir&#225;veis m&#250;sicos como estes. Para onde Sua Magestade vae eles acompanham-a, seja a uma ca&#231;ada d&#8217;altenaria em Salvaterra, seja a ca&#231;ar a sa&#250;de nos banhos das Caldas&#8221;, para concluir, com alguma ironia, que a rainha est&#225; rodeada &#8220;dum rancho de mimosos cantores, t&#227;o gordos como codornizes, t&#227;o gorgeadores e melodiosos como rouxinoes&#8221; (Beckford, 1901, p. 76). Da Quinta de Bel&#233;m, em 1781, D. Maria I ofereceu &#224; infanta Maria Josefa de Bourbon e Saxe (1744-1801), filha do rei Carlos III (1716-1788) de Espanha, serenatas da autoria dum Jo&#227;o de Sousa (Jo&#227;o de Sousa Carvalho &#8211; 1745-1798), que elogia, dizendo que &#8220;compoem de modo, que agrada, e conforme as Regras da Muzica&#8221; (Beir&#227;o, 1934, pp. 438-439). A infanta agradeceu, e informou que a pe&#231;a musical fora tocada no anivers&#225;rio do rei, que muito a elogiou (Saxe, <i>Carta de D. Maria Josefa de Bourbon y Saxe</i>, Julio 27,&#160;1781).</p>     <p>Visto Portugal ser um Estado unit&#225;rio, a Corte era a &#250;nica refer&#234;ncia, o que limitou muito a difus&#227;o da m&#250;sica, na opini&#227;o de Santiago Kastner (1941, p. 284).</p>     <p>A arte da cavalaria ou de bem cavalgar inclu&#237;a-se igualmente nas tradi&#231;&#245;es da fam&#237;lia real. Era uma arte fundamental na prepara&#231;&#227;o e fortalecimento dos ex&#233;rcitos, respons&#225;vel por tantas vit&#243;rias no campo de batalha. Por&#233;m, tal facto n&#227;o significava que a sua pr&#225;tica estivesse vedada &#224; princesa e &#224;s infantas. Contrariando a tradi&#231;&#227;o, somente D. Jos&#233;, D. Mariana Vit&#243;ria, as filhas e os netos tiveram mestres de picaria. Coube ao estribeiro-mor, D. Pedro de Meneses, 4.&#186; marqu&#234;s de Marialva (1713-1799) (Andrade, 1790, p. 10), e ao sargento-mor Carlos Ant&#243;nio Ferreira Monte (1730-?) exercitarem, nessa arte, D. Maria Francisca (Bastos, 1851, fls. 168 e 174-195 e 1854, pp. 191-219). Como os demais oficiais menores da Casa Real, os mestres seguem certas regras quanto ao traje, preced&#234;ncias nos actos p&#250;blicos e privil&#233;gios: &#8220;outrora, tinham casas para morar e seges para os transportar ao Pa&#231;o, onde tinham entrada a qualquer hora.&#8221; (Bastos, 1851, fls. 1-21). Os soberanos consideravam-nos muito, porquanto, na doen&#231;a, n&#227;o deixavam de lhes proporcionar o acompanhamento necess&#225;rio: &#8220;mandando-os visitar pelos M&#233;dicos, e Cirurgi&#245;es da sua Casa&#8221; (Bastos, 1851, fls. 9-20).</p>     <p>Da biblioteca escolar da pequena D. Maria Francisca pouco ou nada sabemos. Por&#233;m, o seu mestre e confessor, o jesu&#237;ta Pe. Tim&#243;teo de Oliveira, indicava a &#8220;Li&#231;&#227;o dos Livros Sagrados&#8221;, como ve&#237;culos das &#8220;m&#225;ximas mais importantes&#8221; para a fun&#231;&#227;o de um soberano (Oliveira, 1749, fl. 191).</p>     <p><b>2. Fases da forma&#231;&#227;o. </b></p>     <p>Em primeiro lugar, n&#227;o se conhecem quaisquer conselhos e orienta&#231;&#245;es escritas, anteriores a 1749, destinados exclusivamente &#224; futura rainha. Ter-se-&#227;o perdido? Na verdade, os manuscritos do mestre confessor n&#227;o se apresentam dispostos cronologicamente, o que poder&#225; sugerir uma ordena&#231;&#227;o posterior de um esp&#243;lio j&#225; desagregado.</p>     <p>Segundo, a confian&#231;a no nascimento de um filho var&#227;o dos pr&#237;ncipes do Brasil poder&#225; ter adiado a forma&#231;&#227;o mais cuidada da jovem princesa, j&#225; que, em cartas para a fam&#237;lia real espanhola, especialmente para a m&#227;e, a rainha Isabel Farn&#233;sio, D. Mariana Vit&#243;ria revelava a esperan&#231;a no nascimento desse filho, pois, repetidas vezes, lhe confidenciava, com maior ou menor discri&#231;&#227;o, os seus problemas de esposa e mulher. Portanto, podemos deduzir que, ap&#243;s o nascimento da quarta filha dos pr&#237;ncipes, D. Maria Benedita, em 1746, as possibilidades de uma nova gesta&#231;&#227;o tornaram-se mais remotas, mostrando a prem&#234;ncia da forma&#231;&#227;o da futura rainha.</p>     <p>Terceiro, outra hip&#243;tese teria sido o surgimento de algumas vozes, que provocariam sobressaltos e d&#250;vidas, quanto ao futuro da jovem princesa. A prop&#243;sito do casamento de D. Maria Francisca, o Pe. Jos&#233; Caeiro s.j. (1712-1791) denunciou os planos arquitectados por Pombal, e expostos ao rei, no sentido de protelar o enlace, com o argumento de &#8220;que sendo El-Rei ainda novo e robusto, n&#227;o devia perder a esperan&#231;a de vir a ter filho var&#227;o [&#8230;] e se entretanto [&#8230;] a filha mais velha se tornasse menos apta para ter filhos, isso n&#227;o teria inconveniente, porque ainda lhe ficavam as filhas mais novas; e n&#227;o lhe faltaria um pr&#237;ncipe estrangeiro que a aceitasse&#8221; (Caeiro, 1991, p. 29) &#8211; o que poderia ter adiado quer a designa&#231;&#227;o de um herdeiro quer a sua forma&#231;&#227;o.</p>     <p>N&#227;o obstante, o Pe. Tim&#243;teo de Oliveira continuaria a sua miss&#227;o de mestre e conselheiro da filha primog&#233;nita do rei, a sua virtuosa pupila. Nos <i>Parab&#233;ns, </i>que lhe dedicou, manifestavam-se as suas preocupa&#231;&#245;es tanto quanto ao desenvolvimento do car&#225;cter, como em rela&#231;&#227;o aos princ&#237;pios que deveriam nortear a conduta de um monarca em quem os Povos confiariam. Desse labor, foi, por&#233;m, afastado, a 21 de Setembro de 1757, e proibido de entrar no Pa&#231;o, juntamente com os demais confessores <a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>, facto que mencionou numa <i>Mem&#243;ria Importante</i>:</p>     <p>Quando o Senhor Rey D. Jos&#233; I, que Deus haja em gl&#243;ria, persuadido pello seo cruel Ministro tomou a estranha resolu&#231;&#227;o de despedir do servi&#231;o Real os Jesu&#237;tas confessores de todas as pessoas Reaes [&#8230;]. O Padre Timotheo de Oliveira teve a grande, e triste consola&#231;&#227;o, de que a Senhora Princeza do Brasil, quando no dia seguinte soube da execu&#231;&#227;o (porque antes n&#227;o se lhe participou), mereceo que a dita Senhora chorasse muitas lagrimas, e que elle nunca desmerecesse a sua benevol&#234;ncia; e as mesmas express&#245;es de sentimento fizeram as Senhoras Infantas suas Irmans (Oliveira, 1757, fl. 234).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>Na sequ&#234;ncia do atentado ao rei D. Jos&#233;, o Pe. Tim&#243;teo de Oliveira foi preso e enviado para o Forte da Junqueira, a 11 de Janeiro de 1759, onde foi mantido at&#233; &#224; morte do rei, em 1777. Libertado do longo cativeiro, considerou-se sempre &#8220;um inocente e fiel vassalo&#8221;. Consequentemente, em 1757, interrompeu-se a s&#233;rie de <i>Parab&#233;ns </i>dirigidos &#224; Princesa, s&#243; reatados depois da liberta&#231;&#227;o, em 1778, no in&#237;cio do reinado de D. Maria I.</p>     <p>PRINC&#205;PIOS ORIENTADORES DE UMA EDUCA&#199;&#195;O R&#201;GIA</p>     <p><b>1.&nbsp;A pedagogia do mestre confessor. </b></p>     <p>De todos os mestres, destacou-se o confessor Pe. Tim&#243;teo de Oliveira. Em <i>Obras Latinas e Portuguesas</i>, dirigidas a v&#225;rias pessoas r&#233;gias, vislumbram-se prov&#225;veis orienta&#231;&#245;es para a educa&#231;&#227;o da princesa da Beira, como futura rainha reinante, particularmente, num conjunto de <i>Parab&#233;ns &#224; Seren&#237;ssima Princeza do Brasil Nossa </i><i>Senhora: depois Rainha Fidelissima D. Maria I, nos dias dos seus anos </i>(Oliveira, 1749-1786, fls. 191-268).</p>     <p>Iniciados, em 1749, no d&#233;cimo quinto anivers&#225;rio da princesa, terminam em 1786, com uma <i>Breve Representa&#231;&#227;o</i>, na qual o j&#225; idoso mestre justificou a falta do habitual paneg&#237;rico com &#8220; as mol&#233;stias [que] lhe [tinham] enfraquecido as for&#231;as do corpo, e do esp&#237;rito&#8221; (Oliveira, 1786, fl. 268).</p>     <p>Englobando v&#225;rios <i>Parab&#233;ns</i>, uma <i>Ora&#231;&#227;o</i>, um <i>Votum</i>, uma <i>Elegia </i>e uma <i>Ep&#237;stola</i>, estes manuscritos apresentam-se em duas s&#233;ries cronol&#243;gicas: na primeira, os que se reportam aos anos entre 1749 e 1756, e na segunda, inscrevem-se os de 1778 a 1786. Esta interrup&#231;&#227;o poder&#225; estar relacionada com a referida pris&#227;o do mestre confessor. A prop&#243;sito dessa prova&#231;&#227;o, o 2.&#186; marqu&#234;s de Alorna, D. Jo&#227;o de Almeida Portugal (1726-1802), companheiro de c&#225;rcere, referia que &#8220;o Padre Thim&#243;teo tem tido sempre suficiente sa&#250;de, e leva este trabalho com uma paci&#234;ncia e modo religioso, que p&#243;de servir de modelo. Tem padecido como os outros sem queixa nenhuma da sua parte&#8221; (Portugal, 1882, p. 55).</p>     <p>Estes manuscritos integram-se no g&#233;nero did&#225;ctico, de teor moralizador, t&#227;o comum a muitas outras obras destinadas &#224; educa&#231;&#227;o dos pr&#237;ncipes. Naqueles enc&#243;mios, o mestre-confessor exp&#244;s o modelo de soberano ideal, as origens e o fim da sociedade, as obriga&#231;&#245;es do monarca e a origem do poder real, concep&#231;&#245;es patentes, quer nos textos relativos ao per&#237;odo anterior ao afastamento da Corte, quer nos de redac&#231;&#227;o posterior a 1778, que complementam o pensamento anteriormente delineado.</p>     <p>Sobretudo a partir da Baixa Idade M&#233;dia, registou-se a publica&#231;&#227;o&#160; de numerosos tratados para a educa&#231;&#227;o dos pr&#237;ncipes que, centrados nos problemas &#233;ticos, apresentavam, como preocupa&#231;&#227;o constante, o retrato do governante ideal. Tamb&#233;m Portugal conheceu essa tradi&#231;&#227;o, editando, desde o s&#233;culo XIV, variadas obras destinadas &#224; educa&#231;&#227;o dos futuros governantes.</p>     <p><b>1.1.&nbsp;O &#8220;Pr&#237;ncipe/Princesa Perfeito/a&#8221; como ideal de governante. </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&#227;o deixando o rei de ser homem, com virtudes e com defeitos, estava, por&#233;m, obrigado a avantajar-se-lhe, porque a sua origem o determinava e a finalidade da sua ac&#231;&#227;o o exigia. Tal desiderato seria alcan&#231;ado pelas qualidades inatas do pr&#237;ncipe, pela sua &#8220;ilustra&#231;&#227;o&#8221; e por interm&#233;dio da Gra&#231;a. Esta ideia v&#234;mo-la afirmada no conselho do Pe. Tim&#243;teo de Oliveira:</p>     <p>[&#8230;] virtudes tantas, e t&#227;o grandes, que nem Vossa Alteza as poderia unir, como gloriozamente tem unido, nos estreitos espa&#231;os de t&#227;o breves anos, se n&#227;o fora dotada pela Natureza de huma alta comprehens&#227;o, de hum ju&#237;zo claro, de hum engenho agudo; e assistida pela Providencia de huma Superior ilustra&#231;&#227;o, de hum espirito suavemente rendido aos impulsos da Gra&#231;a (Oliveira, 1749, fl. 192 e 1783, fls. 260-1).</p>     <p>Refor&#231;ando a concep&#231;&#227;o de que o/a governante n&#227;o &#233; como os outros, exigia-se-lhe uma Virtude verdadeira, quase her&#243;ica. Este requisito pressupunha uma educa&#231;&#227;o severa e intransigente por forma a alcan&#231;ar-se a finalidade da ac&#231;&#227;o soberana: &#8220;mais que tudo, para honra, e gloria de Deos, que he o &#250;nico fim, a que Vossa Alteza deve dirigir, como virtuosamente dirige todas as suas ac&#231;&#245;es&#8221; (Oliveira, 1751, fl. 201). Para o conseguir, era fundamental a interven&#231;&#227;o da Igreja, como formadora de consci&#234;ncias. Deste modo, se aliavam o poder temporal e o eclesi&#225;stico, ambos provenientes de Deus e para ele dirigido. Havia, portanto, que educar primeiro o Homem/Mulher, tendo em vista o soberano, caso contr&#225;rio, todo o sistema de sociedade e de poder se diluiria.</p>     <p>Se tivermos em considera&#231;&#227;o, que a finalidade da comunidade tamb&#233;m &#233; a Virtude, logo, tocamos na rela&#231;&#227;o entre o Pr&#237;ncipe/Princesa e a Virtude, assunto muito abordado pelos escritores do s&#233;culo XVII, tal como j&#225; o tinham explanado os autores medievais. O Pr&#237;ncipe/Princesa Perfeito deveria ser dotado de certas virtudes, para que, no governo de uma sociedade, n&#227;o&#160; se afastasse do prop&#243;sito da <i>respublica</i>, porque &#8220;todas as felicidades da Rep&#250;blica dependem de um Pr&#237;ncipe Perfeito&#8221; aconselhava o mestre-confessor (Oliveira, 1755, fl. 199).</p>     <p>O Pr&#237;ncipe/Princesa, tamb&#233;m, n&#227;o deveria afastar-se da Virtude, sen&#227;o seria um Homem/Mulher como os outros. Al&#233;m disso, s&#243; a Virtude lhe permitiria conservar o poder e cumprir o seu dever. J&#225; Saavedra Fajardo (1584-1648) opinara que &#8220;os s&#250;bditos t&#234;m mais considera&#231;&#227;o pelo Pr&#237;ncipe que se distinguia pelas qualidades da alma&#8221; (Maravall, 1955, p. 191). O mesmo diria o mestre de D. Maria, em 1751:</p>     <p>Assim he, que, as virtudes, e perfei&#231;&#245;es de Vossa Alteza est&#227;o em grande parte desconhecidas, n&#227;o porque n&#227;o sej&#227;o j&#225; de si admir&#225;veis, sen&#227;o porque ainda n&#227;o as pode o mundo admirar. [&#8230;] Correr&#225; porem o tempo, e l&#225; quando V. Alteza subir ao Throno, como o Sol no Zenith, ver&#227;o finalmente todos, e conhecer&#227;o por experi&#234;ncia as virtudes, que constituem a Vossa Alteza singularmente perfeita, e as felicidades, que a todos se h&#227;o de seguir: n&#227;o menos do exemplo, que da pratica frequente das mesmas virtudes (Oliveira, 1751, fl. 200).</p>     <p>Por outro lado, sendo modelo de virtudes, o Pr&#237;ncipe/Princesa incitaria os s&#250;bditos a pratic&#225;-las. Na mesma linha de pensamento, o mestre de D. Maria Francisca afirmava, tamb&#233;m, que &#8220;o objecto, que est&#225; defronte do espelho, v&#234;-se retratado nelle; e como o futuro est&#225; tamb&#233;m defronte, e em correspondencia do presente, neste se ve retratado, como em fiel espelho&#8221; (Oliveira, 1749, fls. 192-3). Consequentemente, o/a governante deveria aparecer como a <i>fons honorum</i>.</p>     <p>Se o Pr&#237;ncipe/Princesa deveria ser virtuoso, deveria igualmente saber s&#234;-lo! Essa sabedoria era necess&#225;ria para governar uma sociedade, e para ultrapassar as dificuldades desse of&#237;cio.</p>     <p>O soberano poderia possuir a &#8220;gra&#231;a&#8221; de governar, por&#233;m, esse atributo justificar-se-ia, tamb&#233;m, pela prud&#234;ncia com que era exercido. Todas as virtudes, como a justi&#231;a, a for&#231;a ou a temperan&#231;a, deveriam ser suavizadas pela prud&#234;ncia. Representada, na iconografia, por um livro, ela era indispens&#225;vel ao governante, era a &#8220;virtude real&#8221;, ou, no dizer de frei Jacinto de Deus (1612-1681), em trabalho dedicado ao infante D. Pedro, futuro D. Pedro II, &#8220;o Pr&#237;ncipe prudente funda primeiro o essencial [e depois] o acess&#243;rio&#8221; (Deus, 1946, pp. 36 e 63). Esta ideia seria revalorizada pelo mestre-confessor, ao perguntar: &#8220;He o Principe [&#8230;] prudente? Estima-se o conselho. [&#8230;] Ser&#225; estimado o conselho, porque o ju&#237;zo de V. Alteza he sobre a idade prudente&#8221; (Oliveira, 1751, fls. 199 e 201).</p>     <p>Vinte e sete anos mais tarde, louvaria D. Maria, j&#225; rainha, por possuir &#8220;huma prudencia que, nos anos maiores seria muito para admirar, quanto mais nos primeiros; e se deixava ver nos seos acertados dictames, nas suas judiciosas reflex&#245;es, e no concerto das ac&#231;&#245;es sempre reguladas, que sem este atributo n&#227;o podem ser Reaes&#8221; (Oliveira, 1778, fls. 236-237).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#192; prud&#234;ncia deveria associar-se a &#8220;ilustra&#231;&#227;o&#8221;. Nos livros sagrados, o Pr&#237;ncipe/Princesa compreenderia a piedade, mas a sabedoria t&#234;-la-ia, lendo as mem&#243;rias do passado. Completavam-se, assim, os tr&#234;s actos inclu&#237;dos no discernimento prudencial: &#8220;a mem&#243;ria do passado, as disposi&#231;&#245;es do presente e a provid&#234;ncia do futuro&#8221; (Meneses, 1649, pp. 32-33). &#8220;He o Principe sabio? Desterra-se a ignorancia. [&#8230;] Ser&#225; desterrada a ignor&#226;ncia porque o entendimento de V.A. he fecundamente sabio [&#8230;]. Da experiencia n&#227;o necessito repetir exemplos, porque frequentemente os ter&#225; V. A. encontrado na Li&#231;&#227;o da Hist&#243;ria, em que justamente emprega a mais nobre parte dos seus estudos&#8221; (Oliveira, 1749, fls. 191-192, 1751, fls. 191 e 201, 1753, fl. 207).</p>     <p>Parece entrever-se, nestes excertos do confessor e mestre, uma aproxima&#231;&#227;o entre a &#8220;arte&#8221; e a prud&#234;ncia. Aquela dava o poder, enquanto esta permitia o seu bom uso. Sendo a mem&#243;ria um dos elementos constitutivos da prud&#234;ncia, isso explicaria a alus&#227;o frequente, nos textos de Oliveira, ao estudo da Hist&#243;ria, como modo de aperfei&#231;oamento da experi&#234;ncia, embora, esta se valorizasse mais pela pr&#225;tica pr&#243;pria do que pela alheia.</p>     <p>Como surgiriam factos &#224; margem da vontade humana, o Pr&#237;ncipe/ Princesa deveria contar com a sorte. A fortuna, como diziam os Antigos, era um factor da Hist&#243;ria. Esperava-se, por isso, que estivesse vigilante em rela&#231;&#227;o ao curso dos acontecimentos para que pudesse agir em conson&#226;ncia.</p>     <p>Nestas circunst&#226;ncias, as virtudes deveriam ser aproveitadas com flexibilidade racional.</p>     <p>Outra faculdade fundamental era a justi&#231;a. Competia ao monarca zelar por ela, o que requeria certas qualidades, como a igualdade e a liberalidade. &#8220;&#201; o Pr&#237;ncipe igual? Atende-se o merecimento [&#8230;] Liberal? Enriquece-se a pobreza&#8221; (Oliveira, 1753, fl. 207). Por&#233;m, essa virtude deveria ser pautada por certas regras: &#8220;as Leis da boa correspond&#234;ncia, de que n&#227;o est&#227;o privilegiados os Pr&#237;ncipes, obrig&#227;o a pagar hum obsequio com outro semelhante&#8221; (Oliveira, 1753, fl. 211). Esta justi&#231;a distributiva visaria certas finalidades, como premiar servi&#231;os, prover nos cargos, velar pelo cumprimento das leis e reprimir as desordens.</p>     <p>A piedade, ou o que podemos designar por virtude da religi&#227;o, era outro valor que uma Princesa deveria possuir. Reflectindo a origin&#225;ria paternidade divina, ela obrigava ao cumprimento dos deveres para com Deus. Esta faculdade era considerada uma virtude moral natural, mediante a qual, se Lhe dedicavam os nossos actos, nos quais Deus era o fim. Por isso, era uma virtude <i>ex fine</i>.</p>     <p>Ao lembrar que o Rei/Rainha n&#227;o deixava de ser Homem/Mulher, revelava-se uma vis&#227;o de educa&#231;&#227;o de um governante, baseada no equil&#237;brio entre os interesses gerais e os particulares, entre o p&#250;blico e o privado. Deste modo, compreendia-se o esfor&#231;o dos pedagogos dos pr&#237;ncipes, como o Pe. Tim&#243;teo de Oliveira, em valorizar o <i>honor et onus </i>do of&#237;cio de governar: quanto maiores eram os pr&#233;stimos que se esperavam da mais alta hierarquia, mais pesados os deveres que se lhe exigiam.</p>     <p><b>1.2. O poder do Pr&#237;ncipe/Princesa. </b></p>     <p>Abandonando o dom&#237;nio do Saber, ou o tempo da Princesa em busca das virtudes, abordemos o modo de obten&#231;&#227;o da Honra. Concretizando melhor: a sabedoria conduziria, quer &#224; estima do Pr&#237;ncipe/Princesa pelos s&#250;bditos, e ao apre&#231;o do merecimento do governante, quer &#224; capacidade para a aquisi&#231;&#227;o de bens temporais que agradavam aos s&#250;bditos, valorizavam o reino e, por fim, os encaminhavam para Deus e para a Sua gl&#243;ria. Este percurso entendia-se como que circular. Do Divino Mestre tudo provinha, ao Rei/Rainha e aos Povos competiam entender, preservar e multiplicar, para que, no fim, tudo retornasse a Ele, &#8220;para honra, e gloria de Deos, que he o &#250;nico fim&#8221; (Oliveira, 1751, fl. 201).</p>     <p>Esta finalidade espec&#237;fica da ac&#231;&#227;o real regularia a actua&#231;&#227;o do governante, marcada pela ideia do paternalismo/maternalismo r&#233;gio. O mestre aconselhava a sua pupila a amar &#8220;os seos vassalos n&#227;o como escravos, mas como s&#250;bditos; n&#227;o so como s&#250;bditos, mas como filhos&#8221; para que eles a amem como M&#227;e amabil&#237;ssima (Oliveira, 1779, fl. 245). A monarquia fundamentava-se, portanto, num poder maternal. Os vassalos n&#227;o s&#227;o propriedade do governante, mas sim, seus filhos, tal como diria Fajardo: &#8220;que la dominaci&#243;n es gobierno, y no poder absoluto, y los vassalos s&#250;bditos, y no esclavos&#8221; (Fajardo, 1739, p. 71).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Certo &#233; que, no dizer de muitos contempor&#226;neos da nossa Princesa, a melhor monarquia era a heredit&#225;ria. Mas, o monarca seria, sobretudo, soberano pelo seu merecimento &#8211; &#8220;rainha por nascimento, que he muito, rainha pelo merecimento, que he mais&#8221; (Oliveira, 1784, fl. 264). Antev&#234;-se, neste trecho, alguma recusa da tirania, ou, mais claramente, de um dom&#237;nio que n&#227;o tivesse tido, alguma vez, a demonstra&#231;&#227;o do consentimento dos povos. Essa anu&#234;ncia entendia-se no valor atribu&#237;do pelos s&#250;bditos &#224;s ac&#231;&#245;es do Pr&#237;ncipe/Princesa, o que se encarava como uma segunda coroa. Estas considera&#231;&#245;es, escritas j&#225; em pleno governo efectivo de D. Maria, tinham, por isso, outro valor; pretendia-se, deste modo, legitimar a ac&#231;&#227;o da nova soberana, contrapondo-a ao governo de D. Jos&#233;/Pombal. A felicidade da <i>respublica </i>dependeria da virtude do soberano em sensibilizar os s&#250;bditos para que o imitassem.</p>     <p><b>1.3. O Pr&#237;ncipe/Princesa e a sociedade. </b></p>     <p>O paternalismo/maternalismo era indissoci&#225;vel da concep&#231;&#227;o de monarquia absoluta, sobretudo da monarquia absoluta tradicional. Essa ideia compreendia a preocupa&#231;&#227;o dos soberanos com a felicidade e bem-estar dos s&#250;bditos, o que dependia n&#227;o s&#243; da personalidade dos governantes mas tamb&#233;m da sua forma&#231;&#227;o. Resultava, igualmente, da aproxima&#231;&#227;o entre o governante e os governados, e da afabilidade desses encontros. Estava nas m&#227;os do/a monarca, incentivar ambas: &#8220;delle, como do Sol as Luzes, se deriv&#227;o todas as perfei&#231;&#245;es aos vassalos&#8221; (Oliveira, 1751, fl. 199). J&#225; rainha, D. Maria retomaria o costume da proximidade com os s&#250;bditos, pr&#225;tica usual no tempo do av&#244;, o rei D. Jo&#227;o V. Esses contactos fortaleceriam a rela&#231;&#227;o entre a comunidade e o governante. Mesmo nas ocasi&#245;es festivas, estas audi&#234;ncias p&#250;blicas n&#227;o eram pautadas pelo formalismo, ao contr&#225;rio do que sucedia noutras cortes da &#233;poca.</p>     <p>Nesta vis&#227;o do of&#237;cio do rei, cabia um lugar destacado a uma virtude important&#237;ssima: a Justi&#231;a. Desde os primeiros <i>Parab&#233;ns </i>dirigidos &#224; r&#233;gia disc&#237;pula, o Pe. Tim&#243;teo de Oliveira demonstrava que esta virtude era pr&#243;pria de um Pr&#237;ncipe. Em 1751, relevava-se a &#8220;igualdade&#8221; do esp&#237;rito da Princesa em atender ao merecimento. A prop&#243;sito da doen&#231;a de D. Maria Francisca, e das consequentes manifesta&#231;&#245;es de afli&#231;&#227;o dos s&#250;bditos, o mestre-confessor vaticinava &#8220;viva pois V.A., para remunerar aos vassalos as finezas, que por V. A. obrar&#227;o; isto he, para os amar reciprocamente, que a melhor remunera&#231;&#227;o de hum amor he outro&#8221; (Oliveira, 1753, fl. 211).</p>     <p>Era, tamb&#233;m, uma justi&#231;a distributiva, que obrigava a que se desse a cada um o que lhe era devido. N&#227;o significava, isso, uma igualdade objectiva, mas proporcional e escalonada, segundo a hierarquia social. Estamos perante a aristot&#233;lica &#8220;equidade ao modo geom&#233;trico&#8221;. Esta virtude da equidade adquiria-se com a experi&#234;ncia, pois que, como real&#231;a o Pe. Ribadeneira,</p>     <p>s.j. (1527-1611), citado por Angeles Galino Carrillo, &#8220;os jovens n&#227;o eram, em geral, bons chefes, pois n&#227;o t&#234;m a experi&#234;ncia&#8221; (Carrillo, 1948, pp. 208). Tal pensamento subjazia no contentamento do mestre jesu&#237;ta ao notar que a Princesa antecipava na tenra idade virtudes que se admiravam na &#250;ltima (Oliveira, 1749, fl. 191).</p>     <p>No final da vida e ap&#243;s a liberta&#231;&#227;o da pris&#227;o da Junqueira, o Pe. Tim&#243;teo valorizaria a clem&#234;ncia &#8220;como virtude pr&#243;pria de Pr&#237;ncipes, sem offensa da Justi&#231;a. Em fim a Caridade, que he a maior de todas as virtudes, assim pelo que respeita a Deos, como pelo que pertence ao pr&#243;ximo, respeitando V. Magestade a Deos, como elle he digno, e socorrendo aos miser&#225;veis, como eles necessit&#227;o&#8221; (Oliveira, 1781, fls. 251-2). A aproxima&#231;&#227;o do Pr&#237;ncipe/ Princesa a Deus compreendia-se, porque a Caridade &#233; uma virtude teologal.</p>     <p>CONSIDERA&#199;&#213;ES FINAIS</p>     <p>A ac&#231;&#227;o pol&#237;tica do per&#237;odo josefino-pombalino marcou a adolesc&#234;ncia e juventude de D. Maria Francisca, determinando, de modo indel&#233;vel, a ac&#231;&#227;o governativa da futura rainha D. Maria I. As preocupa&#231;&#245;es com a felicidade dos s&#250;bditos, encaradas na dupla perspectiva do proveito individual e do bem comum, foram sinais fortes do poder absoluto nas Luzes.</p>     <p>Na educa&#231;&#227;o, em particular, entendida como a prepara&#231;&#227;o para a tarefa ingente de governar, mais uma vez o ambiente dom&#233;stico foi marcante, n&#227;o s&#243; na escolha das personalidades respons&#225;veis pela forma&#231;&#227;o mas tamb&#233;m nos meios, &#225;reas e ideias pedag&#243;gicas que essas escolhas determinaram.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A religiosidade e as pr&#225;ticas piedosas que marcaram, sobretudo, a &#233;poca joanina, delinearam o car&#225;cter da Princesa. Por&#233;m, a renova&#231;&#227;o &#8220;curricular&#8221; por iniciativa paternal, com a introdu&#231;&#227;o do desenho e da pintura na educa&#231;&#227;o da princesa e demais infantas, reflectia as novas preocupa&#231;&#245;es pedag&#243;gicas, que viriam a influenciar a ac&#231;&#227;o governativa da futura rainha.</p>     <p>Por outro lado, o pensamento do mestre-confessor defendia a ideia de um sentido pedag&#243;gico da pol&#237;tica. N&#227;o obstante estar presente a concep&#231;&#227;o de um pacto resultante da vontade de todos, e a de que a soberania, sendo de origem divina, tamb&#233;m se fundamentaria nas exig&#234;ncias do bem p&#250;blico, apercebemo-nos, igualmente, de que em todo o governo existia um objectivo de perfei&#231;&#227;o. A condu&#231;&#227;o dos povos daria ao governante um aut&#234;ntico papel de educador no seio da <i>respublica</i>, pelo que, os fins desta pedagogia coincidiriam com uma teleologia da autoridade r&#233;gia.</p>     <p>A comunidade carecia de orienta&#231;&#227;o, na medida em que s&#243; reagia perante determinadas evid&#234;ncias. Isso demonstrava-se em todo o <i>Parab&#233;m </i>de 1753, quando ante a prov&#225;vel perda da Princesa, e apercebendo-se do seu valor, os Povos reagiram em busca de al&#237;vio para os maiores temores. Havia a percep&#231;&#227;o de uma falta de inteligibilidade colectiva, sendo fundamental a ac&#231;&#227;o virtuosa do/a Pr&#237;ncipe/Princesa para colmatar essa falha. Nesse entendimento, o mestre r&#233;gio defendia uma linha de pensamento no que &#224; liberdade dos Povos dizia respeito, que se enquadrava na Segunda Escol&#225;stica, na medida em que se consideravam os s&#250;bditos dependentes da orienta&#231;&#227;o real.</p>     <p>Na denominada &#8220;arte de se fazer amar&#8221;, cabiam muitas das determina&#231;&#245;es sociais e pol&#237;ticas de que se servia o/a Pr&#237;ncipe/Princesa para educar os Povos. O mestre ousava, mesmo, aconselhar todo um programa pol&#237;tico:</p>     <p>A administra&#231;&#227;o da justi&#231;a, fazendo que se d&#234; a cada hum, o que he seu; a remunera&#231;&#227;o dos servi&#231;os, repartindo os pr&#233;mios a propor&#231;&#227;o dos merecimentos; a benevol&#234;ncia com os vassalos, distinguindoos mais pelas ac&#231;&#245;es, que pelas pessoas; a conserva&#231;&#227;o da monarquia, sustentandoa com for&#231;as. Se enriquecendoa com com&#233;rcios; a generozidade e magnific&#234;ncia, socorrendo as necessidades particulares, e acudindo &#224;s publicas; o amor &#225;s sciencias, promovendo os studiosos, e estimando os s&#225;bios; o zelo da Religi&#227;o (sem o qual n&#227;o se podem conservar os Imperios) solicitando a sua propaga&#231;&#227;o, e aumentando o seu culto (Oliveira, 1754, fls. 215-216).</p>     <p>Nesta &#8220;arte&#8221;, compreendiam-se os caminhos que levavam ou ao pr&#237;ncipe perfeito ou ao tirano. Era, pois, na considera&#231;&#227;o destas duas realidades, que competia orientar um/uma Pr&#237;ncipe/Princesa. Como monarca absoluto, deveria submeter-se &#224; lei divina e &#224; &#233;tica, nisso baseando-se a ac&#231;&#227;o justa do soberano. Se a clem&#234;ncia e a piedade faziam um Pr&#237;ncipe magn&#226;nimo, pelo contr&#225;rio, a falta destas virtudes tornava-o num tirano.</p>     <p>Era na demanda deste equil&#237;brio, que se sintetizava o pensamento do mestre-confessor. A ac&#231;&#227;o conjunta da Princesa e da comunidade ser&#225; a consecu&#231;&#227;o daquele ide&#225;rio, e, nessa medida, a prud&#234;ncia, a modera&#231;&#227;o na ac&#231;&#227;o governativa e a descompress&#227;o nas rela&#231;&#245;es entre a soberana e a comunidade caracterizar&#227;o o per&#237;odo mariano (Castro, 1993).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>Abraham, G. (1979). The concise Oxford history of music. London, UK: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835154&pid=S0874-6885201600010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Almeida, F. (1970). Hist&#243;ria da Igreja em Portugal. Porto: Livraria Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835156&pid=S0874-6885201600010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Almeida, P. M. (1&#186; Marqu&#234;s de Alorna). (1882). As pris&#245;es da Junqueira durante o minist&#233;rio do marquez de Pombal escriptas pelo marquez de Alorna, uma das suas v&#237;timas. Amado, J. S. (ed. lit.). Lisboa: Typ. Universal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835158&pid=S0874-6885201600010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Andrade, M. C. (1790). Luz da liberal e nobre arte da cavalaria, oferecida ao senhor D. Jo&#227;o, pr&#237;ncipe do Brasil. Lisboa: Regia Officina Typographica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835160&pid=S0874-6885201600010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ari&#232;s, P. (1988). A crian&#231;a e a vida familiar no antigo regime. Lisboa: Rel&#243;gio de &#193;gua.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835162&pid=S0874-6885201600010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Arquivo Hist&#243;rico do Minist&#233;rio das Finan&#231;as. (1773). Spartitos das operas que se&#160; fizeram no tempo do senhor rey D. Joze e da rainha nossa senhora. (n&#186; 2995). Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835163&pid=S0874-6885201600010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bastos, F. A. M. (1851). Nobreza litteraria: Breve resumo dos privil&#233;gios da nobreza: 1&#186; dos professores publicos; 2&#186; dos mestres dos Principes; 3&#186; dos ayos dos mesmos Senhores; 4&#186; cat&#225;logo dos que t&#234;m servido estes cargos. Dedicado ao seren&#237;ssimo senhor D. Pedro de Alc&#226;ntara pelo mestre de latinidade de suas altezas reaes. (Ms. 51-X-38). Biblioteca da Ajuda, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835165&pid=S0874-6885201600010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bastos, F. A. M. (1854). Breve resumo dos privil&#233;gios da nobreza. Lisboa: Imp. Silviana.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835167&pid=S0874-6885201600010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beckford, W. (1901). A corte da rainha D. Maria I: correspond&#234;ncia de William Beckford. Lisboa: Tavares Cardoso &amp; Irm&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835169&pid=S0874-6885201600010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beir&#227;o, C. (1934). D. Maria I (1777-1792), subs&#237;dios para a revis&#227;o da hist&#243;ria do seu reinado.Lisboa: Empresa Nacional de Publicidade.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835171&pid=S0874-6885201600010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beir&#227;o, C. (1936). Cartas de D. Mariana Vit&#243;ria para a sua fam&#237;lia de Espanha, que se encontram nos Arquivos Hist&#243;rico de Madrid e Geral de Simancas. Lisboa: Empresa Nacional de Publicidade.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835173&pid=S0874-6885201600010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bombelles, M-M. (1979). Journal d&#8217;un ambassadeur de France au Portugal. Paris, Fran&#231;a: P.U.F.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835175&pid=S0874-6885201600010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Borr&#234;cho, M.C.B.V. (1993). D. Maria I &#8211; A forma&#231;&#227;o de uma rainha. [Texto dactilografado] Disserta&#231;&#227;o de Mestrado, Faculdade de Ci&#234;ncias Sociais e Humanas &#8211; Universidade Nova de Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Borr&#234;cho, M.C.B.V. (2011). A educa&#231;&#227;o de uma rainha &#8211; D. Maria I. In I. Tom&#233;, M. E. Stone &amp; M. T. Santos (coord.), Olhares sobre as mulheres &#8211; Homenagem a Z&#237;lia Os&#243;rio de Castro (275-282). Lisboa: CESNOVA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835178&pid=S0874-6885201600010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brito, M. C. (1989). Estudos de hist&#243;ria da m&#250;sica em Portugal. Lisboa: Estampa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835180&pid=S0874-6885201600010000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Caeiro, J., s.j. (1991). Hist&#243;ria da expuls&#227;o da Companhia de Jesus da prov&#237;ncia de Portugal: s&#233;culo XVIII. Lisboa: Verbo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835181&pid=S0874-6885201600010000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carrillo, M.A.G. (1948). Los tratados sobre educaci&#243;n de pr&#237;ncipes, siglos XVI y XVII. Madrid, Espanha: Consejo Superior de Investigaciones Cient&#237;ficas, Instituto San Jos&#233; de Calasanz de Pedagog&#237;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835183&pid=S0874-6885201600010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Carvalho, M.V. (1993). Pensar &#233; morrer ou o Teatro de S&#227;o Carlos. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835185&pid=S0874-6885201600010000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Casa Real. (1762,Novembro 9). Mordomia-mor da Casa Real (liv. 1, fl. 182). Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa.</p>     <p>Casa Real. (1778, Outubro 29). Mordomia-mor da Casa Real (liv. 2, fl. 177v). Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa.</p>     <p>Casa Real. (1780, Agosto 1). Mordomia-mor da Casa Real (liv. 3, fl.50v). Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa.</p>     <p>Casa Real. (1781, Fevereiro 12). Mordomia-mor da Casa Real (liv. 3, fl. 57v). Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Castro, Z. O. (1993). Poder R&#233;gio e os Direitos da Sociedade. O &#8220;Absolutismo de Compromisso&#8221; no reinado de D. Maria I. Ler Hist&#243;ria, 23, Lisboa:ISCTE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835191&pid=S0874-6885201600010000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Correia, J. M. &amp; Guedes, N. C. (1989). O Pa&#231;o Real de Salvaterra de Magos: a Corte, a &#211;pera, a Falcoaria, Lisboa: Livros Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835193&pid=S0874-6885201600010000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Deus, J. (1946). Brachiologia de pr&#237;ncipes dedicada ao pr&#237;ncipe D. Pedro nosso senhor. Porto: Imprensa Portuguesa. (Original publicado em 1671).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835195&pid=S0874-6885201600010000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fajardo, D.S. (1739). Obras de Don Diego Saavedra Fajardo, Idea de un pr&#237;ncipe pol&#237;tico christiano representada en cien empresas. Amberes, B&#233;lgica: Jean Baptiste Verdussen. (Original publicado em 1640).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835197&pid=S0874-6885201600010000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferreira, J. A. P. (1945). Correspond&#234;ncia de D. Jo&#227;o V e de D. B&#225;rbara de Bragan&#231;a (17461747). Coimbra: Livraria Gon&#231;alves.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835199&pid=S0874-6885201600010000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gallasch-Hall, A., et al. (2012). A &#211;pera do Tejo e a sua liga&#231;&#227;o ao Pa&#231;o Real: poss&#237;veis vest&#237;gios arquitect&#243;nicos. In Faria, M. F. (ed. lit.). Do Terreiro do Pa&#231;o &#224; Pra&#231;a do Com&#233;rcio: Hist&#243;ria de um espa&#231;o urbano. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda &amp; Universidade Aut&#243;noma de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835201&pid=S0874-6885201600010000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kastner, C. M. S. (1941). Contribuci&#243;n al estudio de la m&#250;sica espa&#241;ola y portuguesa. Lisboa: &#193;tica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835203&pid=S0874-6885201600010000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lima, H.C.F. (1925). Princesas artistas, As filhas de El-Rei D. Jos&#233;. Coimbra: Imprensa da Universidade.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835205&pid=S0874-6885201600010000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lisboa 30. de Agosto. (1736, n&#186; 34, Agosto 23). Gazeta de Lisboa Occidental, p. 406. </p>     <!-- ref --><p>Macedo, N. (1934). Cultura. In Peres, Dami&#227;o (org.), Hist&#243;ria de Portugal. Barcelos: Portucalense Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835208&pid=S0874-6885201600010000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maravall, J. A. (1955). La philosophie politique espagnole au XVIIe si&#232;cle dans ses rapports avec l&#8217;esprit de la contre-r&#233;forme. Paris, Fran&#231;a: Vrin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835210&pid=S0874-6885201600010000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Meneses, S.C. (1649). Summa pol&#237;tica, oferecida ao Pr&#237;ncipe D. Teod&#243;sio. Lisboa: Ant&#243;nio &#193;lvares.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835212&pid=S0874-6885201600010000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Oliveira, T., s.j. (1751-1800). Collec&#231;&#227;o de v&#225;rias obras latinas e portuguezas. Anagrama do nome do auctor Tito Aurelio Hemides, Visieta. Tomus 1us. (Manuscrito) (c&#243;dice 7661, fls. 191-268). Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pamplona, F. (1954). Dicion&#225;rio de pintores e escultores portugueses ou que trabalharam em Portugal. Lisboa: s.n. Lisboa: Funda&#231;&#227;o Ricardo Esp&#237;rito Santo Silva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835215&pid=S0874-6885201600010000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Portugal, J. A. (2&#186; Marqu&#234;s de Alorna). (1882). As pris&#245;es da junqueira durante o minist&#233;rio do marquez de Pombal escriptas alli mesmo pelo marquez de Alorna, uma das suas victimas. Lisboa: Typografia Universal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835217&pid=S0874-6885201600010000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Saxe, M. J. de B. (1781, Julio 27). (Carta de D. Maria Josefa de Bourbon y Saxe, Infanta de Espanha, para D. Maria I). (Manuscritos, 54-V-20, n&#186; 5c). Biblioteca da Ajuda, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835219&pid=S0874-6885201600010000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, A. D. (1828). Collec&#231;&#227;o da legisla&#231;&#227;o portuguesa desde a &#250;ltima compila&#231;&#227;o das ordena&#231;&#245;es. Lisboa: Typografia Maigrense.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835221&pid=S0874-6885201600010000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sousa, D. A. C. (1946-1955). Hist&#243;ria geneal&#243;gica da casa real portuguesa. Almeida, M. Lopes de e Pegado, C&#233;sar (org.). Coimbra: Atl&#226;ntida.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835223&pid=S0874-6885201600010000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Terrero, J. (1990). Historia de Espa&#241;a. Barcelona, Espa&#241;a: Ram&#243;n Supena.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835225&pid=S0874-6885201600010000900041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Vasconcelos, J. (1870). Os m&#250;sicos portugueses I. Porto: Imprensa Portuguesa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835226&pid=S0874-6885201600010000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Verney, L. A. (1949-1952). Verdadeiro m&#233;todo de estudar. Salgado J&#250;nior, Ant&#243;nio (org.). Lisboa: S&#225; da Costa, 5 vols. (Original publicado em 1746).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835228&pid=S0874-6885201600010000900043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wraxall, N.W. (1815). Historical memoirs of my own time. London, UK: T. Cadell and W. Davies.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1835230&pid=S0874-6885201600010000900044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a> Os outros confessores afastados foram os padres Jos&#233; Moreira, Jacinto da Costa, Manuel de Campos e Jos&#233; de Ara&#250;jo (ou Aranjuez). Ap&#243;s o atentado ao rei, ocorrido a 3 de Setembro de 1758, estiveram recolhidos nas Casas de S. Roque, S.to Ant&#227;o e da Cotovia (Oliveira, fls. 234-5; Alorna, 1882, p. 55; Almeida, 1970, p. 286).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>** O presente estudo tem como base uma parte da tese de mestrado da autora, intitulada <i>D. Maria I &#8211; a forma&#231;&#227;o de uma Rainha </i>(1993) (n&#227;o publicada), apresentada na Universidade Nova de Lisboa, e num artigo inclu&#237;do em <i>Olhares sobre as Mulheres &#8211; Homenagem a Z&#237;lia Os&#243;rio de Castro</i>. Lisboa: CESNOVA, 2011. As cita&#231;&#245;es da autora n&#227;o carecem, por isso, de identifica&#231;&#227;o.</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Abraham]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The concise Oxford history of music]]></source>
<year>1979</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[História da Igreja em Portugal]]></source>
<year>1970</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Livraria Almedina]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Amado]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[As prisões da Junqueira durante o ministério do marquez de Pombal escriptas pelo marquez de Alorna, uma das suas vítimas]]></source>
<year>1882</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Typ. Universal]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Luz da liberal e nobre arte da cavalaria, oferecida ao senhor D. João, príncipe do Brasil]]></source>
<year>1790</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Regia Officina Typographica]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ariès]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A criança e a vida familiar no antigo regime]]></source>
<year>1988</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Relógio de Água]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Ministério das Finanças^dArquivo Histórico</collab>
<source><![CDATA[Spartitos das operas que se fizeram no tempo do senhor rey D. Joze e da rainha nossa senhora: nº 2995]]></source>
<year>1773</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bastos]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. A. M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Nobreza litteraria: Breve resumo dos privilégios da nobreza: 1º dos professores publicos; 2º dos mestres dos Principes; 3º dos ayos dos mesmos Senhores; 4º catálogo dos que têm servido estes cargos. Dedicado ao sereníssimo senhor D. Pedro de Alcântara pelo mestre de latinidade de suas altezas reaes]]></source>
<year>1851</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bastos]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. A. M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Breve resumo dos privilégios da nobreza]]></source>
<year>1854</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imp. Silviana]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Beckford]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A corte da rainha D. Maria I: correspondência de William Beckford]]></source>
<year>1901</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Tavares Cardoso & Irmão]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Beirão]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[D. Maria I (1777-1792), subsídios para a revisão da história do seu reinado]]></source>
<year>1934</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Empresa Nacional de Publicidade]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Beirão]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cartas de D. Mariana Vitória para a sua família de Espanha, que se encontram nos Arquivos Histórico de Madrid e Geral de Simancas]]></source>
<year>1936</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Empresa Nacional de Publicidade]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bombelles]]></surname>
<given-names><![CDATA[M-M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Journal d'un ambassadeur de France au Portugal]]></source>
<year>1979</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[P.U.F]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borrêcho]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.C.B.V]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[D. Maria I: A formação de uma rainha]]></source>
<year>1993</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borrêcho]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.C.B.V]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A educação de uma rainha: D. Maria I]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Tomé]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stone]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Olhares sobre as mulheres: Homenagem a Zília Osório de Castro]]></source>
<year>2011</year>
<page-range>275-282</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[CESNOVA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brito]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Estudos de história da música em Portugal]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Estampa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Caeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[História da expulsão da Companhia de Jesus da província de Portugal: século XVIII]]></source>
<year>1991</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Verbo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carrillo,]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.A.G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Los tratados sobre educación de príncipes, siglos XVI y XVII]]></source>
<year>1948</year>
<publisher-loc><![CDATA[Madrid ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Consejo Superior de Investigaciones Científicas, Instituto San José de Calasanz de Pedagogía]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.V]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pensar é morrer ou o Teatro de São Carlos]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa Nacional Casa da Moeda]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Casa Real</collab>
<source><![CDATA[Mordomia-mor da Casa Real]]></source>
<year>1762</year>
<month>,N</month>
<day>ov</day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Casa Real</collab>
<source><![CDATA[Mordomia-mor da Casa Real]]></source>
<year>1778</year>
<month>, </month>
<day>Ou</day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Casa Real</collab>
<source><![CDATA[Mordomia-mor da Casa Real]]></source>
<year>1780</year>
<month>, </month>
<day>Ag</day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Casa Real</collab>
<source><![CDATA[Mordomia-mor da Casa Real]]></source>
<year>1781</year>
<month>, </month>
<day>Fe</day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z. O]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Poder Régio e os Direitos da Sociedade: O &#8220;Absolutismo de Compromisso&#8221; no reinado de D. Maria I]]></article-title>
<source><![CDATA[Ler História: 23]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ISCTE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Correia]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guedes]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Paço Real de Salvaterra de Magos: a Corte, a Ópera, a Falcoaria]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Livros Horizonte]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Deus]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Brachiologia de príncipes dedicada ao príncipe D. Pedro nosso senhor]]></source>
<year>1946</year>
<month>)</month>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa Portuguesa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fajardo]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Obras de Don Diego Saavedra Fajardo, Idea de un príncipe político christiano representada en cien empresas]]></source>
<year>1739</year>
<publisher-loc><![CDATA[Amberes ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Jean Baptiste Verdussen]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A. P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Correspondência de D. João V e de D. Bárbara de Bragança (1746 1747)]]></source>
<year>1945</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Livraria Gonçalves]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gallasch-Hall]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Ópera do Tejo e a sua ligação ao Paço Real: possíveis vestígios arquitectónicos]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Faria]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Do Terreiro do Paço à Praça do Comércio: História de um espaço urbano]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa Nacional Casa da MoedaUniversidade Autónoma de Lisboa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kastner]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. M. S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Contribución al estudio de la música española y portuguesa]]></source>
<year>1941</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ática]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.C.F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Princesas artistas, As filhas de El-Rei D. José]]></source>
<year>1925</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa da Universidade]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA[Lisboa. 30. de Agosto]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Macedo]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cultura]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Peres]]></surname>
<given-names><![CDATA[Damião]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[História de Portugal]]></source>
<year>1934</year>
<publisher-loc><![CDATA[Barcelos ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Portucalense Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maravall]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[La philosophie politique espagnole au XVIIe siècle dans ses rapports avec l'esprit de la contre-réforme]]></source>
<year>1955</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris, ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Vrin]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meneses]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Summa política, oferecida ao Príncipe D. Teodósio]]></source>
<year>1649</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[António Álvares]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Anagrama do nome do auctor Tito Aurelio Hemides, Visieta]]></source>
<year>1800</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pamplona]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dicionário de pintores e escultores portugueses ou que trabalharam em Portugal]]></source>
<year>1954</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação Ricardo Espírito Santo Silva]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Portugal]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[As prisões da junqueira durante o ministério do marquez de Pombal escriptas alli mesmo pelo marquez de Alorna, uma das suas victimas]]></source>
<year>1882</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Typografia Universal]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Saxe]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J. de B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Carta de D. Maria Josefa de Bourbon y Saxe, Infanta de Espanha, para D. Maria I]]></source>
<year>1781</year>
<month>, </month>
<day>Ju</day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Collecção da legislação portuguesa desde a última compilação das ordenações]]></source>
<year>1828</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Typografia Maigrense]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sousa]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. A. C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. Lopes de]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pegado]]></surname>
<given-names><![CDATA[César]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[História genealógica da casa real portuguesa]]></source>
<year>1955</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Atlântida]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Terrero]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Historia de España]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Barcelona ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ramón Supena]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vasconcelos]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os músicos portugueses I]]></source>
<year>1870</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa Portuguesa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Verney]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salgado Júnior]]></surname>
<given-names><![CDATA[António]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Verdadeiro método de estudar]]></source>
<year>1952</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sá da Costa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wraxall]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Historical memoirs of my own time]]></source>
<year>1815</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[T. Cadell and W. Davies]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
