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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present article seeks to develop a bibliometric study of the scientific production of the Portuguese scientific journal of Gender Studies Faces de Eva, from 1999 to 2015, explaining the journal's journey through a temporal, thematic, historical, authorial, collaborative, demographic and evolutionary overview. From relevant findings of the present bibliometric analysis we would highlight the wide range of themes and sub-themes addressed, the low international cooperation and inter-institutional collaboration among authors, despite its extensive geographical focus at national and international level, as well as the uneven distribution copyright gender (showing 70% higher incidence of female authors versus male authors).]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Faces de Eva: uma an&#225;lise bibliom&#233;trica</b></font><a href="#0">*</a><a name="top0"></a></p>     <p><b>Ana Sara Vieira*, Ana J&#250;lia Coelho*, Ana Sofia Miquelino*, Pedro Calado*</b></p>     <p>*Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ci&#234;ncias Sociais e Humanas, Departamento de Hist&#243;ria</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente artigo procura elaborar um estudo bibliom&#233;trico da produ&#231;&#227;o cient&#237;fica da revista de Estudos de G&#233;nero portuguesa <i>Faces de Eva</i>, no per&#237;odo de 1999 a 2015, explanando o seu percurso atrav&#233;s de uma panor&#226;mica temporal, tem&#225;tica, hist&#243;rica, autoral, colaborativa, demogr&#225;fica e evolutiva desta revista. Das pertinentes conclus&#245;es da an&#225;lise destacam-se o alargado leque de tem&#225;ticas e subtem&#225;ticas abordadas, a baixa colabora&#231;&#227;o internacional e a pouca colabora&#231;&#227;o interinstitucional entre os autores, apesar da sua extensa incid&#234;ncia geogr&#225;fica a n&#237;vel nacional e internacional, bem como a d&#237;spar distribui&#231;&#227;o de g&#233;nero autoral (com 70% mais incid&#234;ncia de autoras face a autores).</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> <i>Faces de Eva</i>, an&#225;lise bibliom&#233;trica, revis&#227;o cient&#237;fica, Estudos de G&#233;nero, revistas cient&#237;ficas.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The present article seeks to develop a bibliometric study of the scientific production of the Portuguese scientific journal of Gender Studies <i>Faces de Eva</i>, from 1999 to 2015, explaining the journal&#8217;s journey through a temporal, thematic, historical, authorial, collaborative, demographic and evolutionary overview. From relevant findings of the present bibliometric analysis we would highlight the wide range of themes and sub-themes addressed, the low international cooperation and inter-institutional collaboration among authors, despite its extensive geographical focus at national and international level, as well as the uneven distribution copyright gender (showing 70% higher incidence of female authors <i>versus</i> male authors).</p>     <p><b>Keywords:</b> <i>Faces de Eva</i>, bibliometric analysis, scientific review, Gender Studies, scientific journals.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>Em Portugal, a afirma&#231;&#227;o dos Estudos sobre as Mulheres enquanto disciplina acad&#233;mica, na d&#233;cada de 1990, foi acompanhada n&#227;o s&#243; pela cria&#231;&#227;o dos primeiros Mestrados sobre o tema, mas tamb&#233;m pelo surgimento das primeiras revistas cient&#237;ficas especificamente dedicadas &#224;s problem&#225;ticas feministas e de g&#233;nero. Estas publica&#231;&#245;es t&#234;m sido, ao longo de quase duas d&#233;cadas de exist&#234;ncia, um exemplo de longevidade e regularidade entre as revistas portuguesas nas &#225;reas das Ci&#234;ncias Sociais e Humanidades.</p>     <p>A an&#225;lise bibliom&#233;trica de uma dessas revistas, <i>Faces de Eva</i>, prop&#245;e-se explorar quantitativamente a sua produ&#231;&#227;o cient&#237;fica num per&#237;odo de dezasseis anos, desde a sua funda&#231;&#227;o em 1999 at&#233; &#224; &#250;ltima publica&#231;&#227;o &#224; data, em 2015. S&#227;o assim contemplados 34 n&#250;meros, que compreendem v&#225;rios tipos de texto, de modo a obter-se uma panor&#226;mica da evolu&#231;&#227;o da pr&#243;pria revista, dos temas e geografias estudados e dos padr&#245;es de autoria.</p>     <p>Para o efeito, tra&#231;ar-se-&#225; um breve quadro das caracter&#237;sticas da revista <i>Faces de Eva</i> e da sua hist&#243;ria, seguido de um olhar sobre alguns estudos bibliom&#233;tricos internacionais de publica&#231;&#245;es da &#225;rea dos Estudos de G&#233;nero. Na sec&#231;&#227;o da metodologia ser&#227;o apresentados os procedimentos usados na recolha de dados e na obten&#231;&#227;o dos resultados, ap&#243;s o que se proceder&#225; &#224; an&#225;lise dos mesmos.</p>     <p>A revista de Estudos sobre a Mulher <i>Faces de Eva</i>, fundada em 1999, &#233; um caso de sucesso entre as revistas acad&#233;micas portuguesas nas &#225;reas das Ci&#234;ncias Sociais e Humanidades, dada a sua ininterrupta regularidade de publica&#231;&#227;o &#8211; dois n&#250;meros por ano nos &#250;ltimos dezasseis anos<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>. Na revista comemorativa dos seus quinze anos<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>, v&#225;rios artigos tra&#231;am uma panor&#226;mica da evolu&#231;&#227;o da <i>Faces de Eva</i> e da &#225;rea dos Estudos sobre as Mulheres (ou Estudos de G&#233;nero) em Portugal. A autora de um deles, Maria Lu&#237;sa Ribeiro Ferreira, considera que este foi, e continua a ser, &#8220;um projecto extremamente original no nosso pa&#237;s, cujo objectivo &#233; divulgar a condi&#231;&#227;o, o modo de vida, a hist&#243;ria e de um modo geral o pensamento das mulheres de ontem e hoje, com um particular relevo dado &#224;s diferentes correntes feministas em Portugal e no estrangeiro&#8221; (Ferreira, 2013, p. 12).</p>     <p>A revista iniciou o seu percurso no &#226;mbito de um Centro de Estudos sobre a Mulher, que sentiu a necessidade de &#8220;divulgar o &#8216;estado das coisas&#8217; no que concerne &#224;s din&#226;micas, ideias e discursos sobre a condi&#231;&#227;o feminina, junto da comunidade cient&#237;fica universit&#225;ria em que (Faces de Eva) se (inseria) e ao p&#250;blico interessado&#8221; (Abreu, 2013, p. 107). Tendo-se inicialmente estabelecido enquanto projecto pr&#243;prio integrado no Instituto Pluridisciplinar de Hist&#243;ria das Ideias (IPHI) da Faculdade de Ci&#234;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL), autonomizou-se em Centro de Estudos espec&#237;fico, directamente dependente do Conselho Cient&#237;fico, denominado <i>Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher</i> (Abreu, 2013, p. 98). Em 2008, foi integrado no Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa (CESNOVA), a fim de corresponder &#8220;aos novos desafios cient&#237;ficos que passam pela internacionaliza&#231;&#227;o alargada e pela cria&#231;&#227;o de v&#237;nculos com as comunidades cient&#237;ficas e institui&#231;&#245;es culturais&#8221; (Santos, 2009, citado em Abreu, 2013, p. 99). Por sua vez, no in&#237;cio de 2015, o CESNOVA foi integrado no Centro Interdisciplinar de Ci&#234;ncias Sociais da Universidade Nova de Lisboa (CICS.NOVA)<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>. </p>     <p>Em 2005, a revista <i>Faces de Eva</i> foi indexada no LATINDEX &#8211; <i>Sistema Regional de Informaci&#243;n en L&#237;nea de Am&#233;rica Latina, el Caribe, Espa&#241;a y Portugal</i>, que re&#250;ne uma selec&#231;&#227;o de revistas acad&#233;micas editadas nos pa&#237;ses ibero-americanos. Iniciou tamb&#233;m, em 2014, o processo de indexa&#231;&#227;o na <i>SciELO</i> (<i>Scientific Electronic Library Online</i>), base de dados bibliogr&#225;fica que, por interm&#233;dio do <i>SciELO Citation Index</i>, foi integrada recentemente (Janeiro de 2014) na <i>Web of Science </i>(Packer, 2014). Agora que esse processo se encontra quase conclu&#237;do, parece oportuna uma an&#225;lise bibliom&#233;trica dos 34 n&#250;meros da revista <i>Faces de Eva</i>, tra&#231;ando o panorama do que foi a sua produ&#231;&#227;o cient&#237;fica ao longo dos dezasseis anos de publica&#231;&#227;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>I. Estudos de G&#233;nero e bibliometria: revis&#227;o da literatura</b></p>     <p> Os Estudos sobre as Mulheres, ou Estudos de G&#233;nero, t&#234;m, enquanto &#225;rea cient&#237;fica e acad&#233;mica, vindo a crescer desde os anos 70 na maioria dos pa&#237;ses ocidentais (S&#246;derlund &amp; Madison, 2015, p. 1351). Em Portugal, o impulso decisivo veio mais tarde, na d&#233;cada de 1990, com a cria&#231;&#227;o de Mestrados de Estudos sobre as Mulheres<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a> e o lan&#231;amento das primeiras revistas especializadas na &#225;rea<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>. Enquanto campo de estudos, s&#227;o interdisciplinares, reunindo contribui&#231;&#245;es de acad&#233;micos, profissionais, e outros interessados provenientes de v&#225;rias outras disciplinas com uma tradi&#231;&#227;o mais longa na academia, &#224;s quais vai tamb&#233;m colher teorias e m&#233;todos. A sua evolu&#231;&#227;o tem, no entanto, refor&#231;ado a sua emancipa&#231;&#227;o e tra&#231;ado quadros de refer&#234;ncia pr&#243;prios (S&#246;derlund &amp; Madison, 2015, pp. 1347-1348).</p>     <p>Um estudo sueco<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a> que analisou a produ&#231;&#227;o cient&#237;fica<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a> na &#225;rea dos Estudos de G&#233;nero na Su&#233;cia e numa selec&#231;&#227;o de outros pa&#237;ses, entre 2000 e 2011, concluiu que a investiga&#231;&#227;o na &#225;rea tem crescido a bom ritmo, ultrapassando, tanto na Su&#233;cia como internacionalmente, o crescimento da investiga&#231;&#227;o nas restantes &#225;reas cient&#237;ficas (S&#246;derlund &amp; Madison, 2015, p. 1376). Para isso, al&#233;m de contabilizar os trabalhos publicados na &#225;rea por diversas institui&#231;&#245;es universit&#225;rias suecas, examinou essa produ&#231;&#227;o atrav&#233;s de indicadores bibliom&#233;tricos como o n&#250;mero de cita&#231;&#245;es por artigo e os factores de impacto de cada uma das revistas acad&#233;micas seleccionadas para an&#225;lise, com recurso &#224;s bases de dados <i>Web of Science</i> e <i>Scopus</i>, e &#224; aplica&#231;&#227;o <i>Publish or Perish</i>, baseada nos resultados do <i>Google Scholar</i>.</p>     <p>O mesmo estudo analisou tamb&#233;m a autoria desta produ&#231;&#227;o cient&#237;fica, tendo em conta as afilia&#231;&#245;es acad&#233;micas e disciplinares dos autores de trabalhos na &#225;rea dos Estudos de G&#233;nero. Uma das conclus&#245;es alcan&#231;adas, particularmente importante dado o panorama cient&#237;fico e acad&#233;mico, no qual as mulheres se encontram pouco representadas quando em compara&#231;&#227;o com os homens (Kretschmer &amp; Aguillo, 2005, p. 1482; Kretschmer <i>et al</i>., 2012), &#233; a substancial preponder&#226;ncia das mulheres enquanto autoras de artigos em revistas acad&#233;micas deste campo de estudos na Su&#233;cia, para al&#233;m de tamb&#233;m elas serem maiorit&#225;rias a assinar os trabalhos em primeira autoria (Kretschmer <i>et al</i>., 2012, pp. 1377)<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>.</p>     <p>Em Espanha, onde a &#225;rea dos Estudos sobre as Mulheres come&#231;a a adquirir relev&#226;ncia em finais da d&#233;cada de 1980 (Peris, 1998, p. 94), encontram-se tamb&#233;m exemplos de estudos bibliom&#233;tricos da investiga&#231;&#227;o desenvolvida neste campo. Maria Dolores Peris publicou, em 1998, uma an&#225;lise da investiga&#231;&#227;o sobre mulheres em Espanha entre 1976 e 1997, com recurso &#224; base de dados do Consejo Superior de Investigaciones Cient&#237;ficas (CSIC) (Peris, 1998, pp. 65-100). As teses de Doutoramento na &#225;rea apresentadas em universidades espanholas entre 1976 e 2005 foram tamb&#233;m alvo de um estudo bibliom&#233;trico aprofundado por Isabel de Torres Ram&#237;rez e Daniel Torres Salinas (Torres Ram&#237;rez &amp; Torres Salinas, 2007). </p>     <p> Seria dif&#237;cil replicar pesquisas desta envergadura em Portugal, na &#225;rea em quest&#227;o. Os Estudos sobre as Mulheres &#8211; designa&#231;&#227;o que parece continuar a reunir prefer&#234;ncias no panorama universit&#225;rio portugu&#234;s &#8211; s&#227;o ainda uma &#225;rea recente, apesar de em franco crescimento; contudo, e dada a sua relativa novidade, podem padecer do problema enfrentado pelo seu primeiro mestrado. As fundadoras do Mestrado em Estudos sobre as Mulheres da Universidade Aberta recordam as &#8220;s&#233;rias dificuldades em definir o seu conte&#250;do e em afirmar a sua validade acad&#233;mica&#8221;, sublinhando que &#8220;o lan&#231;amento do Mestrado e a sua posterior aceita&#231;&#227;o institucional implicaram acesos debates, que exigiram argumenta&#231;&#227;o fundamentada&#8221; (Rocha-Trindade &amp; Pires, 2013, p. 115).</p>     <p>Embora nos &#250;ltimos tempos se tenham multiplicado os centros de investiga&#231;&#227;o na &#225;rea, existem actualmente apenas duas revistas cient&#237;ficas portuguesas inteiramente dedicadas aos Estudos de G&#233;nero ou Estudos sobre as Mulheres &#8211; <i>Faces de Eva</i> e <i>ex&nbsp;&#230;quo</i> &#8211;, esta &#250;ltima publicada pela Associa&#231;&#227;o Portuguesa dos Estudos sobre as Mulheres (APEM). De momento, apenas a <i>ex&nbsp;&#230;quo</i> se encontra indexada na <i>SciELO</i> e, consequentemente, no <i>SciELO Citation Index</i>. N&#227;o possuindo publica&#231;&#245;es pr&#243;prias, os restantes centros de investiga&#231;&#227;o publicam estudos nas duas revistas mencionadas, mas tamb&#233;m em diversas revistas acad&#233;micas de Ci&#234;ncias Sociais, Sociologia, Comunica&#231;&#227;o e Jornalismo, para mencionar apenas algumas<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>. Nem todas estas publica&#231;&#245;es se encontram indexadas em bases de dados bibliom&#233;tricas, o que dificulta um estudo aprofundado e exaustivo da produ&#231;&#227;o portuguesa neste &#226;mbito.</p>     <p><b>II. Fontes de informa&#231;&#227;o e m&#233;todos</b></p>     <p> O presente estudo bibliom&#233;trico realizou-se atrav&#233;s do contacto directo com o objecto de estudo (a revista <i>Faces de Eva</i>), tendo-se procedido &#224; an&#225;lise de cada um dos volumes publicados entre os anos 1999 e 2015, correspondentes aos n&#250;meros 1 a 34. </p>     <p>Salvo raras excep&#231;&#245;es<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a>, a revista tem mantido a sua estrutura inalterada desde o primeiro n&#250;mero. Cont&#233;m uma <i>Nota de Abertura</i>, assinada maioritariamente pela Directora, Z&#237;lia Os&#243;rio de Castro; seguem-se os <i>Estudos</i>, ensaios sobre uma grande variedade de temas, tendo como fio condutor a condi&#231;&#227;o feminina; uma rubrica intitulada <i>Estado da Quest&#227;o</i>, que faz o ponto de situa&#231;&#227;o de temas relevantes da sua &#225;rea de estudos, ou de movimentos e organiza&#231;&#245;es feministas, de apoio &#224;s mulheres, ou com grande participa&#231;&#227;o feminina. Existem, tamb&#233;m, rubricas de caracter&#237;sticas particulares: as <i>Entrevistas</i> e as <i>Pioneiras</i>, onde se faz o retrato, na primeira ou terceira pessoa, de uma mulher marcante numa &#8211; ou v&#225;rias &#8211; &#225;rea(s); por fim os <i>(Auto-)Retratos</i> seguem percursos de vida e/ou de carreira, novamente na primeira ou terceira pessoa. Maria Lu&#237;sa Ribeiro Ferreira (2013, p. 14) nota que, apesar de formalmente distintas, estas tr&#234;s rubricas &#8220;obedecem a uma finalidade comum: dar visibilidade &#224;s mulheres que, por um ou outro aspecto se notabilizaram e conseguiram ultrapassar o papel cinzento e secund&#225;rio para o qual pareciam destinadas&#8221;. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <i>Topon&#237;mia no Feminino</i> examina as personalidades femininas escolhidas para nomear arruamentos em diversas cidades portuguesas, com destaque para a capital Lisboa; as <i>Leituras</i> re&#250;nem recens&#245;es de obras relacionadas com os Estudos de G&#233;nero, feminismo, ou mulheres not&#225;veis; por &#250;ltimo, as <i>Not&#237;cias</i> d&#227;o conta de actividades, eventos e outros acontecimentos actuais relacionados com a tem&#225;tica da revista.</p>     <p>A revista &#233; constitu&#237;da maioritariamente pelas seguintes tipologias documentais: Estudos (193), Estado da quest&#227;o (35), Entrevistas (67), Pioneiras (66), (Auto-)retratos (66) e Di&#225;logos (13), num total de 427 colabora&#231;&#245;es; os Di&#225;logos, dada a sua especificidade, foram exclu&#237;dos da presente an&#225;lise. Ficaram ainda de fora as contribui&#231;&#245;es em Notas de Abertura, Leituras, Not&#237;cias, Topon&#237;mias e Poemas.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; </p>     <p>Esta an&#225;lise foi feita a partir dos volumes impressos, uma vez que os mesmos ainda n&#227;o existem em formato digital. Serviu, por&#233;m, como ferramenta de aux&#237;lio o s&#237;tio <i>web</i> do Centro de Estudos sobre a Mulher da Universidade Nova de Lisboa, dedicado &#224; revista <i>Faces de Eva</i>, que disponibiliza os seus &#237;ndices em arquivo digital, bem como outras informa&#231;&#245;es pertinentes para este trabalho.</p>     <p>O procedimento de an&#225;lise de cada tipologia documental consistiu na leitura dos resumos, palavras-chave, sempre que inclu&#237;dos nos textos, e das contribui&#231;&#245;es na &#237;ntegra, quando necess&#225;rio, seguido do registo normalizado das informa&#231;&#245;es em tabelas<i> Excel</i>: tipologia documental; idioma de publica&#231;&#227;o; tema e subtema desenvolvidos e sua incid&#234;ncia geogr&#225;fica; n&#250;mero, g&#233;nero e tipo de colabora&#231;&#227;o dos autores; proveni&#234;ncia institucional dos autores e sua localiza&#231;&#227;o geogr&#225;fica. </p>     <p>Para identifica&#231;&#227;o das tem&#225;ticas e subtem&#225;ticas, foi realizada uma breve an&#225;lise dos textos e subsequente atribui&#231;&#227;o de termos que representam o respectivo conte&#250;do, bem como a categoriza&#231;&#227;o dos termos em &#225;reas do conhecimento, utilizando uma Lista de Descritores de Estudos de G&#233;nero<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a>. Este foi escolhido por obedecer aos seguintes crit&#233;rios: a tem&#225;tica comum (Estudos de G&#233;nero e Feministas) ao peri&#243;dico abordado; a apresenta&#231;&#227;o de uma variedade de temas que permitiam acompanhar a pluridisciplinaridade da revista; o uso da l&#237;ngua portuguesa para uma melhor identifica&#231;&#227;o tem&#225;tica e por estar assente em pilares metodol&#243;gicos e estrutura cient&#237;fica que permitem o rigor necess&#225;rio ao estudo aqui desenvolvido.</p>     <p>Desta forma, foi poss&#237;vel proceder-se a uma an&#225;lise da revista <i>Faces de Eva</i> com a seguinte estrutura:</p>     <p>1. An&#225;lise da produ&#231;&#227;o, que compreende a evolu&#231;&#227;o anual da produ&#231;&#227;o, as tipologias documentais analisadas e os idiomas de publica&#231;&#227;o;</p>     <p>2. An&#225;lise da autoria, que inclui a produtividade dos autores, o g&#233;nero dos mesmos, a sua proveni&#234;ncia institucional e a colabora&#231;&#227;o entre si na produ&#231;&#227;o de textos;</p>     <p>3. An&#225;lise tem&#225;tica, que explora os temas e subtemas dos textos e a sua incid&#234;ncia geogr&#225;fica.</p>     <p><b>III. An&#225;lise e discuss&#227;o dos resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo mostra os resultados do tratamento bibliom&#233;trico de 427 textos provenientes de 520 autores, que foram publicados na revista <i>Faces de Eva</i> no per&#237;odo entre 1999 e 2015 e que possibilitaram construir indicadores de produ&#231;&#227;o cient&#237;fica e de autoria. Para al&#233;m do mais, permitiram caracterizar esta publica&#231;&#227;o quanto a temas tratados na &#225;rea dos Estudos de G&#233;nero e sobre as Mulheres. </p>     <p><b>1. An&#225;lise da produ&#231;&#227;o</b></p>     <p>A revista<i> Faces de Eva</i> publicou dois volumes por ano, sendo excep&#231;&#227;o o primeiro ano de exist&#234;ncia, em que foi publicado um volume duplo. Na totalidade, foram contabilizados 427 artigos distribu&#237;dos por 34 volumes, no per&#237;odo 1999-2015. A m&#233;dia anual de publica&#231;&#245;es neste per&#237;odo temporal foi, portanto, de dois volumes. Verificou-se que a publica&#231;&#227;o foi est&#225;vel ao longo dos anos. </p>     <p>No que respeita &#224; tipologia documental, os &#171;Estudos&#187; s&#227;o o tipo de publica&#231;&#227;o mais frequente, correspondendo &#224; no&#231;&#227;o mais tradicional dos artigos<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a> cient&#237;ficos, com 193 textos publicados, seguidos das &#171;Entrevistas&#187;, com 67, a sec&#231;&#227;o de &#171;(Auto-)retratos&#187;, com 66, as &#171;Pioneiras&#187;, com 66 textos, e os &#171;Estados da quest&#227;o&#187;, com 35.</p>     <p>Evolu&#231;&#227;o anual da produ&#231;&#227;o</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t1"></a><img src="/img/revistas/eva/n36/n36a05t1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O n&#250;mero de artigos publicados em cada ano &#233; quase sempre constante. </p>     <p>&#201; importante sublinhar que no tempo de vida da revista existe uma vis&#237;vel const&#226;ncia na pontualidade com que &#233; publicada, e isso reflecte-se na periodicidade que apresenta. A periodicidade &#233;, sem d&#250;vida, um factor relevante, sobretudo se considerados os processos de selec&#231;&#227;o dos peri&#243;dicos para a indexa&#231;&#227;o nas bases de dados mencionadas. Este &#233; um crit&#233;rio frequentemente requerido, visto que se traduz na capacidade de publicar atempadamente, o que implica que exista uma reserva de artigos que possibilitem a constante viabilidade da revista (Testa, 2016).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tipologias documentais analisadas</p>     <p>O universo de estudo contemplado compreendeu, em primeira inst&#226;ncia, cinco tipologias documentais referentes a um universo de 427 textos analisados. A sua distribui&#231;&#227;o est&#225; indicada abaixo. A predomin&#226;ncia encontra-se na categoria &#171;Estudos&#187;, seguindo-se as &#171;Entrevistas&#187;, &#171;(Auto)-Retratos&#187; e &#171;Pioneiras&#187;, que se encontram ao mesmo n&#237;vel e, por &#250;ltimo, a menos utilizada &#8211; os &#171;Estados da quest&#227;o&#187;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t2"></a><img src="/img/revistas/eva/n36/n36a05t2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Idiomas de publica&#231;&#227;o</p>     <p>No que toca aos idiomas escolhidos para a redac&#231;&#227;o dos textos, existe claramente uma preval&#234;ncia da l&#237;ngua portuguesa sobre as restantes. No conjunto, as l&#237;nguas latinas sobressaem perante apenas tr&#234;s textos em l&#237;ngua inglesa. </p>     <p>A predomin&#226;ncia da l&#237;ngua portuguesa &#233; um factor que pode ser explicado pelo &#226;mbito disciplinar em que a revista se insere. Naturalmente, as pesquisas cient&#237;ficas no campo das ci&#234;ncias sociais s&#227;o influenciadas por tend&#234;ncias nacionais e por pol&#237;ticas governamentais vernaculares. Assim, os conceitos te&#243;ricos apenas podem ser frequentemente compreendidos e expressos nas l&#237;nguas nacionais (Hicks, 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="g1"></a><img src="/img/revistas/eva/n36/n36a05g1.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>2. An&#225;lise da autoria</b></p>     <p>Uma outra evid&#234;ncia encontrada foi a an&#225;lise da produtividade dos autores, isto &#233;, a quantidade de artigos publicados por cada autor, o que permitiu identificar os autores mais prol&#237;ficos. Por fim, indo ao encontro daquela que &#233; uma tem&#225;tica-chave nesta revista &#8211; o g&#233;nero &#8211;, foi feita a compara&#231;&#227;o do n&#250;mero de publica&#231;&#245;es entre autores do g&#233;nero feminino, masculino e institui&#231;&#245;es (para este efeito consideradas autoria corporativa).</p>     <p>Produtividade dos autores </p>     <p>O <a href="#t3">quadro</a> seguinte mostra a rela&#231;&#227;o entre o n&#250;mero de textos e o n&#250;mero de autores por texto. O universo compreendido &#233; de 427 artigos para 520 autores. O autor com maior produ&#231;&#227;o cient&#237;fica contabiliza 29 textos; 258 autores apenas produziram um texto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t3"></a><img src="/img/revistas/eva/n36/n36a05t3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#t4">tabela</a> abaixo s&#227;o apresentados os doze autores mais produtivos &#8211; neste caso, aqueles que publicaram mais do que sete textos na revista.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="t4"></a><img src="/img/revistas/eva/n36/n36a05t4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>G&#233;nero</p>     <p> Tendo em conta a g&#233;nese da revista, que emerge de um Centro de Estudos sobre as Mulheres, e a tend&#234;ncia evidenciada na &#225;rea dos Estudos de G&#233;nero, n&#227;o surpreende que no universo total das autorias existam 84,8% atribu&#237;das ao g&#233;nero feminino, 14,62 % ao g&#233;nero masculino e 0,58 % &#224; autoria corporativa (institui&#231;&#245;es). Retomando os estudos anteriormente mencionados, podem contrapor-se estes resultados aos da an&#225;lise das teses de doutoramento em Estudos sobre a Mulher em Espanha entre 1976 e 2005 (85,74% de autoria feminina contra 14,26% de autoria masculina), e do estudo realizado por S&#246;derlund e Madison (2015), que concluiu que as publica&#231;&#245;es analisadas de conte&#250;do claramente atribu&#237;vel &#224; &#225;rea dos Estudos de G&#233;nero contavam com 89% de autoria feminina contra apenas 11% de autoria masculina.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="g2"></a><img src="/img/revistas/eva/n36/n36a05g2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Proveni&#234;ncia institucional dos autores<a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a></p>     <p>A <a href="#t5">tabela</a> seguinte mostra a localiza&#231;&#227;o geogr&#225;fica da institui&#231;&#227;o a que pertence cada autor, onde sobressaem os dois pa&#237;ses de l&#237;ngua portuguesa &#8211; Portugal e Brasil. As institui&#231;&#245;es foram caracterizadas nominalmente e segundo a sua incid&#234;ncia geogr&#225;fica, ao n&#237;vel do pa&#237;s e da cidade. Com maior incid&#234;ncia surge a cidade de Lisboa, logo seguida das capitais de distrito portuguesas &#201;vora, Coimbra e Porto.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="t5"></a><img src="/img/revistas/eva/n36/n36a05t5.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foram tamb&#233;m analisadas as institui&#231;&#245;es a que pertencem os autores dos textos considerados. Em primeiro lugar surge a Universidade Nova de Lisboa &#8211; Faculdade de Ci&#234;ncias Sociais e Humanas, &#224; qual pertence a revista. Segue-se, com uma diferen&#231;a de 194 autores, a Universidade de Lisboa &#8211; Faculdade de Letras. Verifica-se, assim, uma tend&#234;ncia end&#243;gena, em que a propaga&#231;&#227;o de autorias come&#231;a no interior, quer na pr&#243;pria institui&#231;&#227;o, quer no seu espa&#231;o geogr&#225;fico, propagando-se para outras institui&#231;&#245;es.</p>     <p>Para al&#233;m da presen&#231;a das Universidades de Coimbra e de &#201;vora e da Universidade Aberta, a confirmarem a predomin&#226;ncia do mundo acad&#233;mico nas institui&#231;&#245;es mais produtivas, destaca-se ainda o organismo do Estado particularmente vocacionado para as quest&#245;es da igualdade de g&#233;nero: a Comiss&#227;o para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres, da Presid&#234;ncia do Conselho de Ministros, actual CIG &#8211; Comiss&#227;o para a Cidadania e a Igualdade de G&#233;nero.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t6"></a><img src="/img/revistas/eva/n36/n36a05t6.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>An&#225;lise da colabora&#231;&#227;o </p>     <p> A colabora&#231;&#227;o entre investigadores, resultando na co-autoria de textos, tem sido relacionada com um aumento da produtividade (Gl&#228;nzel, 2014, p. 235) e, consequentemente, valorizada a n&#237;vel bibliom&#233;trico. </p>     <p>Para esta an&#225;lise foram eleitos indicadores relativos &#224; colabora&#231;&#227;o entre autores na publica&#231;&#227;o de textos. Para isso foram definidos quatro n&#237;veis de colabora&#231;&#227;o para a produ&#231;&#227;o de cada texto particular: individual, de apenas um autor; intra-institucional, de dois ou mais autores da mesma institui&#231;&#227;o; nacional, de dois ou mais autores de institui&#231;&#245;es portuguesas; e internacional, de dois ou mais autores de institui&#231;&#245;es portuguesas e estrangeiras.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t7"></a><img src="/img/revistas/eva/n36/n36a05t7.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>3. An&#225;lise tem&#225;tica</b></p>     <p>Tendo em conta o universo de resultados avaliado, existe uma prefer&#234;ncia pela grande &#225;rea da &#171;Linguagem, Literatura e Filosofia&#187;, logo seguida de &#171;Hist&#243;ria e Mudan&#231;a Social&#187;. Na cauda da distribui&#231;&#227;o tem&#225;tica est&#227;o as &#171;Ci&#234;ncias Naturais e de Sa&#250;de&#187; e a &#171;Ci&#234;ncia e Tecnologia&#187;. A distribui&#231;&#227;o &#233;, de facto, a esperada, tendo em conta que a revista tem a sua origem e desenvolvimento numa institui&#231;&#227;o direccionada para o estudo das Ci&#234;ncias Sociais e Humanas.</p>     <p>A <a href="#t8">tabela</a> seguinte analisa as subtem&#225;ticas. Embora o tema &#171;Linguagem, Literatura, Religi&#227;o e Filosofia&#187; tenha sido o mais escolhido com 151 (35,36%) publica&#231;&#245;es, este tem apenas seis varia&#231;&#245;es subtem&#225;ticas, enquanto o tema &#171;Comunica&#231;&#227;o, Artes e Espect&#225;culo&#187;, eleito em 36 (8,43%) dos casos, tem o maior n&#250;mero de varia&#231;&#245;es subtem&#225;ticas (13). Os dois temas com menor varia&#231;&#227;o de subtemas s&#227;o &#171;Economia e Emprego&#187; e &#171;Ci&#234;ncia e Tecnologia&#187;, apenas com dois itens cada. O &#250;ltimo &#233; tamb&#233;m o que apresenta um menor n&#250;mero de publica&#231;&#245;es face ao todo, contabilizando apenas 2 (0,47%).</p>     <p>Abaixo s&#227;o apresentados os valores absolutos para cada tema e subtema.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t8"></a><img src="/img/revistas/eva/n36/n36a05t8.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Incid&#234;ncia geogr&#225;fica dos textos</p>     <p>Dos dados recolhidos relativos &#224; incid&#234;ncia geogr&#225;fica do conte&#250;do de cada texto, destacam-se abaixo as seis localiza&#231;&#245;es geogr&#225;ficas mais frequentes. A classifica&#231;&#227;o da incid&#234;ncia geogr&#225;fica dos textos efectuou-se &#224; escala do continente e do pa&#237;s.</p>     <p>Existe uma preval&#234;ncia da Europa e dos pa&#237;ses de l&#237;nguas latinas do continente americano. Portugal &#233; o pa&#237;s sobre o qual incide um maior n&#250;mero de textos, seguido de longe pelo Brasil, Fran&#231;a, Espanha, EUA e It&#225;lia. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t9"></a><img src="/img/revistas/eva/n36/n36a05t9.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Actualmente, a avalia&#231;&#227;o cient&#237;fica depende, cada vez mais, da an&#225;lise de uma s&#233;rie de dados tratados estatisticamente. Por essa raz&#227;o, os indicadores quantitativos &#8211; ou as m&#233;tricas &#8211; s&#227;o fundamentais. No entanto, estes dados n&#227;o podem ser tratados de forma isolada; isto &#233;, sem que exista uma avalia&#231;&#227;o qualitativa especializada. O <i>Manifesto de Leiden </i>(Hicks <i>et al</i>., 2015), que sublinha este facto, &#233; um documento de indispens&#225;vel leitura para o campo da avalia&#231;&#227;o da pesquisa e da investiga&#231;&#227;o cient&#237;fica. Este documento reconhece que as m&#233;tricas t&#234;m proliferado e que, aquando da sua cria&#231;&#227;o, eram &#8220;bem-intencionadas, nem sempre bem informadas e frequentemente ( ... ) mal aplicadas&#8221; (Hicks <i>et al</i>., 2015, p. 429). Assim, estes indicadores devem ser interpretados de forma adequada, e com o devido conhecimento das boas pr&#225;ticas de cada institui&#231;&#227;o.</p>     <p>Tendo isto em conta, o <i>Manifesto de Leiden </i>oferece uma s&#237;ntese do que s&#227;o as melhores pr&#225;ticas para esta &#225;rea, para que os dados n&#227;o sejam distorcidos da comunidade em que se inserem e para que sejam estabelecidas rela&#231;&#245;es de confian&#231;a entre os investigadores, aqueles que avaliam e os pr&#243;prios indicadores. Nesta s&#237;ntese &#233; importante sublinhar o princ&#237;pio n&#250;mero tr&#234;s, que refere a &#171;Protec&#231;&#227;o da excel&#234;ncia na pesquisa local relevante&#187; (Hicks <i>et al</i>., 2015, p. 430). Isto vem ao encontro dos resultados obtidos neste crit&#233;rio de &#171;Incid&#234;ncia Geogr&#225;fica&#187;, em que Portugal prevalece sobre os outros pa&#237;ses. Ou seja, particularmente na &#225;rea de Ci&#234;ncias Sociais e Humanas, existe uma predisposi&#231;&#227;o para o desenvolvimento de investiga&#231;&#245;es regionais e nacionais, n&#227;o tendo estas obrigatoriamente menor import&#226;ncia do que as de cariz internacional. Frequentemente as publica&#231;&#245;es locais e regionais em l&#237;nguas nativas tendem a desaparecer quando comparadas com artigos redigidos em Ingl&#234;s, que mais facilmente obt&#234;m indicadores de alto impacto nas bases de dados. Assim, os indicadores que avaliam revistas de qualidade devem identificar e premiar as &#225;reas de pesquisa de interesse local.</p>     <p>Neste sentido, a revista <i>Faces de Eva</i>, que aborda sobretudo tem&#225;ticas no campo geogr&#225;fico nacional e n&#227;o possui um grande n&#250;mero de textos facilmente internacionaliz&#225;veis (escritos em Ingl&#234;s e de temas fora do &#226;mbito nacional ou lus&#243;fono), n&#227;o deve ser avaliada segundo os par&#226;metros que premeiam a elevada internacionaliza&#231;&#227;o das publica&#231;&#245;es; o seu cariz fortemente nacional e regional &#233; uma caracter&#237;stica merit&#243;ria. Deve ser, portanto, recompensada pelo papel vital que cumpre no desenvolvimento da investiga&#231;&#227;o cient&#237;fica portuguesa na &#225;rea de Estudos de G&#233;nero e das Mulheres.</p>     <p><b>4. Considera&#231;&#245;es finais</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pretendeu-se, com este estudo, analisar o valioso contributo prestado pela revista <i>Faces de Eva</i> &#224; &#225;rea dos Estudos de G&#233;nero em Portugal. Estando esta &#250;ltima ainda em processo de afirma&#231;&#227;o no panorama cient&#237;fico e acad&#233;mico portugu&#234;s, dado o seu surgimento tardio e percurso algo acidentado, &#233; de grande import&#226;ncia reconhecer as publica&#231;&#245;es peri&#243;dicas que re&#250;nem e divulgam o que de melhor e mais recente se faz na &#225;rea. No caso portugu&#234;s, este universo limita-se apenas a duas revistas com longevidade e periodicidade de publica&#231;&#227;o comprovadas, o que vem sublinhar a relev&#226;ncia de uma an&#225;lise da produ&#231;&#227;o cient&#237;fica da <i>Faces de Eva</i>.</p>     <p>&#201; importante destacar que, nas categorias pass&#237;veis de compara&#231;&#227;o com os estudos bibliom&#233;tricos j&#225; desenvolvidos, noutros pa&#237;ses, na &#225;rea dos Estudos de G&#233;nero e respectivas publica&#231;&#245;es, esta revista segue as tend&#234;ncias internacionais.</p>     <p>O universo amostral de estudo contemplado compreendeu em primeira inst&#226;ncia cinco tipologias documentais, referentes a um universo de 427 artigos analisados, com predomin&#226;ncia da categoria &#171;Estudos&#187;; o n&#250;mero de artigos publicados por cada ano &#233; quase sempre constante; existe uma marcada prefer&#234;ncia pela grande &#225;rea da &#171;Linguagem, Literatura e Filosofia&#187;, uma distribui&#231;&#227;o e resultados expect&#225;veis pelo facto de a revista analisada ter a sua g&#233;nese, consolida&#231;&#227;o e desenvolvimento numa das mais prestigiadas institui&#231;&#245;es do ensino superior, sendo a FCSH/NOVA especializada no estudo das Ci&#234;ncias Sociais e Humanas.</p>     <p>A n&#237;vel da distribui&#231;&#227;o de g&#233;nero na contribui&#231;&#227;o para as publica&#231;&#245;es das revistas, surge em primeiro lugar a autoria feminina, com 84,08%, face aos meros 14,62% associados &#224; autoria masculina.</p>     <p>Tanto a n&#237;vel da incid&#234;ncia geogr&#225;fica dos textos, como a n&#237;vel dos idiomas de publica&#231;&#227;o &#8211; denotando-se uma clara predomin&#226;ncia da l&#237;ngua portuguesa sobre as restantes &#8211;, sobressaem naturalmente Portugal e Brasil, o primeiro com a sua maior incid&#234;ncia e aglomerado contributivo proveniente da cidade de Lisboa, capital do pa&#237;s. Consequentemente, Portugal surge neste estudo como o pa&#237;s sobre o qual incide um maior n&#250;mero de artigos, ainda que seja pertinente apontar-se a preval&#234;ncia da Europa face ao continente americano ou outros pa&#237;ses de l&#237;ngua latina. Estes resultados surgem em linha com as tend&#234;ncias observadas na produ&#231;&#227;o cient&#237;fica nas &#225;reas das Ci&#234;ncias Sociais e das Humanidades, em que os temas de investiga&#231;&#227;o tendem a ser de &#226;mbito mais local<a href="#16"><sup>16</sup></a><a name="top16"></a> e as publica&#231;&#245;es surgem maioritariamente em l&#237;nguas nativas, em detrimento do Ingl&#234;s, mais internacional (Larivi&#232;re, Gingras e Archambault, 2006, pp. 520-521).</p>     <p>&#201; de salientar o aspecto negativo revelado pela baixa taxa de colabora&#231;&#227;o entre autores&#160; (inferior a 1%) entre autores na produ&#231;&#227;o de artigos, resultando no facto de mais de 8 em cada 10 artigos da revista serem elaborados por autores singulares; este valor ronda o do n&#250;mero de autores que fazem parte da institui&#231;&#227;o a que pertence a publica&#231;&#227;o abordada (FCSH/NOVA). Este facto deixa bastante espa&#231;o para melhoria no que toca a parcerias interinstitucionais, tanto nacionais como internacionais. Contudo, &#233; necess&#225;rio sublinhar que a baixa taxa de colabora&#231;&#227;o n&#227;o &#233; invulgar no contexto das Humanidades e, em menor grau, das Ci&#234;ncias Sociais (Larivi&#232;re, Gingras e Archambault, 2006). Assim, o crescimento e a expans&#227;o futura da revista<i> Faces de Eva </i>dever&#227;o passar pela promo&#231;&#227;o da visibilidade f&#237;sica e virtual da revista, quer a n&#237;vel acad&#233;mico quer a n&#237;vel n&#227;o acad&#233;mico, pois o seu &#226;mbito de estudo e investiga&#231;&#227;o distingue-se por ser um fen&#243;meno social total que permeia todos os aspectos e esferas da vida quotidiana.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>Abreu, I. S. (2013). Faces de Eva. Centro de Estudos sobre a Mulher: A traject&#243;ria de um projecto. <i>Faces de Eva</i>, <i>30</i>, 97-111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836236&pid=S0874-6885201600020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bruschini, C., Ardaillon, S. &amp; Unbehaum, S. G. (1998). <i>Tesauro para estudos de g&#234;nero e sobre as mulheres. </i>S&#227;o Paulo, Brasil: Funda&#231;&#227;o Carlos Chagas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836238&pid=S0874-6885201600020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CESNOVA. <i>Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa. </i>Dispon&#237;vel em <a href="http://cesnova.fcsh.unl.pt/" target="_blank">http://cesnova.fcsh.unl.pt/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836240&pid=S0874-6885201600020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CIEG. <i>Centro Interdisciplinar de Estudos de G&#233;nero do ISCSP, ULisboa</i>. Dispon&#237;vel em <a href="http://cieg.iscsp.ulisboa.pt/investigacao/publicacoes/artigos/item/170-artigos-publicados-pela-equipa-do-ciegX" target="_blank">http://cieg.iscsp.ulisboa.pt/investigacao/publicacoes/artigos/item/170-artigos-publicados-pela-equipa-do-cieg</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836242&pid=S0874-6885201600020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferreira, M. L. R. (2013). Nos quinze anos da revista <i>Faces de Eva</i>. <i>Faces de Eva</i>, <i>30</i>, 11-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836244&pid=S0874-6885201600020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gl&#228;nzel, W. (2014). Analysis of co-authorship patterns at the individual level. <i>Transinforma&#231;&#227;o</i>, <i>26</i> (3). Dispon&#237;vel em <a href="http://ref.scielo.org/8mfs8f" target="_blank">http://ref.scielo.org/8mfs8f</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836246&pid=S0874-6885201600020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hicks, D., Wouters, P., Waltman, L., Rijcke, S. de &amp; Rafols, I. (2015). Bibliometrics: The Leiden Manifesto for research metrics. <i>Nature</i>, <i>520</i> (7548). Dispon&#237;vel em <a href="http://www.nature.com/news/bibliometrics-the-leiden-manifesto-for-research-metrics-1.17351" target="_blank">http://www.nature.com/news/bibliometrics-the-leiden-manifesto-for-research-metrics-1.17351</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836248&pid=S0874-6885201600020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hicks, D. M. (2016). The dangers of partial bibliometric evaluation in the social sciences.<i> </i><i>Economia Politica, </i>23 (2). Dispon&#237;vel em <a href="https://works.bepress.com/diana_hicks/9/" target="_blank">https://works.bepress.com/diana_hicks/9/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836250&pid=S0874-6885201600020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kretschmer, H. &amp; Aguillo, I. F. (2005). New indicators for gender studies in Web networks. <i>Information Processing and Management</i>, <i>41</i>, 1481-1494.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836252&pid=S0874-6885201600020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kretschmer, H., Kundra, R., Beaver, D. &amp; Kretschmer, T. (2012). Gender bias in journals of gender studies. <i>Scientometrics</i>, <i>93</i> (1), 135-150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836254&pid=S0874-6885201600020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Larivi&#232;re, V., Gingras, Y. &amp; Archambault, &#201;. (2006). Canadian collaboration networks: A comparative analysis of the natural sciences, social sciences and the humanities. <i>Scientometrics</i>, <i>68 </i>(3), 519-533.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836256&pid=S0874-6885201600020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>L&#243;pez Yepes, J. (2004). <i>Diccionario enciclop&#233;dico de ciencias de la documentaci&#243;n, </i>vol. 1. Madrid, Espa&#241;a: S&#237;ntesis.</p>     <!-- ref --><p>Packer, A. L. (2014). SciELO Citation Index no Web of Science. <i>SciELO em perspectiva</i>, 28 fev. Dispon&#237;vel em <a href="http://blog.scielo.org/blog/2014/02/28/scielo-citation-index-no-web-of-science/" target="_blank">http://blog.scielo.org/blog/2014/02/28/scielo-citation-index-no-web-of-science/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836259&pid=S0874-6885201600020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peris, M. D. (1998). Un an&#225;lisis bibliom&#233;trico de la investigaci&#243;n sobre mujeres en la comunidad hispana. <i>Barataria: Revista Castellano-Manchega de Ciencias Sociales</i>, <i>1</i>, 65-110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836261&pid=S0874-6885201600020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rocha-Trindade, M. B. &amp; Pires, M. L. B. (2013). Mestrado em Estudos sobre as Mulheres: Universidade Aberta. <i>Faces de Eva</i>, <i>30</i>, 115-124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836263&pid=S0874-6885201600020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, T. (2009). Relat&#243;rio de Actividades de 2008. In Abreu, I. S. (2013). Faces de Eva. Centro de Estudos sobre a Mulher. A traject&#243;ria de um projecto. <i>Faces de Eva</i>, <i>30</i>, 97-111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836265&pid=S0874-6885201600020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>S&#246;derlund, T. &amp; Madison, G. (2015). Characteristics of gender studies publications: a bibliometric analysis based on a Swedish population database. <i>Scientometrics</i>, <i>105</i>, 1347-1387.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836267&pid=S0874-6885201600020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Testa, J. (2016, Julho 18). <i>The Thomson Reuters Journal Selection Process.</i> Dispon&#237;vel em  <a href="http://wokinfo.com/essays/journal-selection-process/" target="_blank">http://wokinfo.com/essays/journal-selection-process/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836269&pid=S0874-6885201600020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Torres Ram&#237;rez, I. &amp; Torres Salinas, D. (2007). <i>Tesis Doctorales sobre Estudios de las Mujeres en las Universidades de Espa&#241;a (1976-2005): An&#225;lisis Bibliom&#233;trico y Repertorio Bibliogr&#225;fico</i>. Sevilla, Espa&#241;a: Instituto Andaluz de la Mujer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1836271&pid=S0874-6885201600020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a> O presente trabalho foi desenvolvido na disciplina de Estudos M&#233;tricos da Informa&#231;&#227;o Cient&#237;fica, que integra o programa curricular da P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Gest&#227;o e Curadoria da Informa&#231;&#227;o, leccionada pela Professora Silvana Roque de Oliveira a quem agradecemos o apoio prestado na elabora&#231;&#227;o e revis&#227;o deste artigo.</p>     <p><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a> Trata-se, na verdade, de uma m&#233;dia, dado que em 1999 foi publicado apenas um volume (embora duplo).</p>     <p><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a> <i>Faces de Eva</i>, n&#250;mero 30 (2013).</p>     <p><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a> <i>CESNOVA &#8211; Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa,</i> d ispon&#237;vel em <a href="http://cesnova.fcsh.unl.pt/" target="_blank">http://cesnova.fcsh.unl.pt/</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a> O primeiro mestrado em Estudos sobre as Mulheres em Portugal foi criado pela Universidade Aberta, em 1994-1995.</p>     <p><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a> <i>Faces de Eva</i>, em 1999, e <i>ex&nbsp;&#230;quo</i>, fundada no mesmo ano.</p>     <p><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a> Publicado em 2015 mas iniciado em 2011 (S&#246;derlund &amp; Madison, 2015).</p>     <p><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a> N&#227;o apenas artigos em revistas acad&#233;micas, mas tamb&#233;m monografias, antologias, cap&#237;tulos de livros, contribui&#231;&#245;es para confer&#234;ncias, disserta&#231;&#245;es, artigos em revistas n&#227;o acad&#233;micas, relat&#243;rios, revis&#245;es. Contabilizou-se tamb&#233;m uma categoria denominada &#171;Outros&#187; (S&#246;derlund &amp; Madison, 2015, p. 1362).</p>     <p><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a> O mesmo resultado foi atingido numa an&#225;lise de catorze revistas de Estudos de G&#233;nero conduzida por Kretschmer <i>et al.</i> (2012).</p>     <p><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a> Ver, por exemplo, a lista de publica&#231;&#245;es do CIEG &#8211; Centro Interdisciplinar de  Estudos de G&#233;nero do ISCSP &#8211; ULisboa. Dispon&#237;vel em  <a href="http://cieg.iscsp.ulisboa.pt/investigacao/publicacoes/artigos/item/170-artigos-publicados-pela-equipa-do-cieg" target="_blank">http://cieg.iscsp.ulisboa.pt/investigacao/publicacoes/artigos/item/170-artigos-publicados-pela-equipa-do-cieg</a>.</p>     <p><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a> Certas sec&#231;&#245;es surgem mais tarde, como os <i>Di&#225;logos</i>, e outras n&#227;o aparecem em todos os n&#250;meros, como a <i>Topon&#237;mia no Feminino</i>.</p>     <p><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a> Adaptada a partir do <i>Tesauro para Estudos de G&#234;nero e sobre as Mulheres</i>  (Bruschini, Ardaillon e Unbehaum, 1998). Ver <a href="#a1">Anexo 1</a><a name="topa1"></a>.</p>     <p><a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a> Considerando a seguinte defini&#231;&#227;o de artigo: &#8220;<i>Los art&#237;culos de las revistas cient&#237;ficas constituyen una de las unidades fundamentales de an&#225;lisis de la Bibliometria junto com las proprias revistas. </i>( ... )<i> el art&#237;culo cient&#237;fico constituye una comunicaci&#243;n de novedades, ya sea nivel te&#243;rico, de estado de la cuesti&#243;n, metodol&#243;gico o de resultados </i>( ... )<i> ha sido sometido a una cuidadosa evaluaci&#243;n</i>&#8221; (L&#243;pez Yepes, 2004, pp. 114-115).</p>     <p><a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a> N&#227;o foram considerados para representa&#231;&#227;o anal&#237;tica dados incompletos ou que n&#227;o correspondessem &#224; l&#243;gica de Organiza&#231;&#227;o-Institui&#231;&#227;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#t8"><sup>14</sup></a> O subtema na Lista de Descritores (ver <a href="#a1">Anexo 1</a><a name="topa1"></a>) surge originalmente como &#171;Educa&#231;&#227;o Superior&#187;.</p> <a href="#t8"><sup>15</sup></a>O subtema na Lista de Descritores (ver <a href="#a1">Anexo 1</a><a name="topa1"></a>) surge originalmente como &#171;Renda, sal&#225;rio, igualdade de sal&#225;rio&#187;.     <p></p>     <p><a href="#top16"><sup>16</sup></a><a name="16"></a> Nacional ou mesmo regional.</p>     <p><a href="#top17"><sup>17</sup></a><a name="17"></a> Adaptada a partir do <i>Tesauro para Estudos de G&#234;nero e sobre as Mulheres</i> (Bruschini, Ardaillon e Unbehaum, 1998).</p>     <p></p>     <p><b><a href="#topa1">Anexo 1</a><a name="a1"></a></b></p>     <p><b>Lista de Descritores de Estudos de G&#233;nero<a href="#17"><sup>17</sup></a><a name="top17"></a></b></p>     <p><b>CI&#202;NCIA E TECNOLOGIA</b></p>     <p>Ci&#234;ncias do meio ambiente</p>     <p>Ci&#234;ncias f&#237;sicas e da terra</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Engenharia</p>     <p>Matem&#225;tica</p>     <p>Tecnologia e impacto da tecnologia</p>     <p><b>CI&#202;NCIAS NATURAIS E SA&#218;DE</b></p>     <p>Ci&#234;ncias biol&#243;gicas, incluindo: biologia, qu&#237;mica, fisiologia, zoologia e gen&#233;tica</p>     <p>Ci&#234;ncias m&#233;dicas, incluindo: medicina, odontologia, enfermagem e farmacologia</p>     <p>Desportos</p>     <p>Gravidez e parto</p>     <p>Planeamento familiar e aborto</p>     <p>Sa&#250;de, incluindo: sa&#250;de mental, sa&#250;de sexual, higiene e nutri&#231;&#227;o</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sexualidade</p>     <p><b>CI&#202;NCIAS SOCIAIS E CULTURA</b></p>     <p>Antropologia</p>     <p>Casamento e fam&#237;lia</p>     <p>Ciclos de vida</p>     <p>Demografia</p>     <p>Estere&#243;tipos</p>     <p>Estilos de vida</p>     <p>Estudos interdisciplinares, incluindo estudos de g&#233;nero, classe e ra&#231;a</p>     <p>Institui&#231;&#245;es</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Moda, indument&#225;ria e divertimento social</p>     <p>Pap&#233;is sexuais</p>     <p>Parentesco</p>     <p>Psicologia</p>     <p>Socializa&#231;&#227;o</p>     <p>Sociologia</p>     <p>Viol&#234;ncia</p>     <p><b>COMUNICA&#199;&#195;O, ARTES E ESPECT&#193;CULOS</b></p>     <p>Arquitectura e <i>design </i>de interiores</p>     <p>Artes visuais</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Artesanato</p>     <p>Canto</p>     <p>Ci&#234;ncia e teoria da informa&#231;&#227;o, incluindo bibliotecas</p>     <p>Cinema e v&#237;deo</p>     <p>Dan&#231;a e m&#237;mica</p>     <p><i>Design </i>de moda</p>     <p>Edi&#231;&#227;o e impress&#227;o</p>     <p>Espa&#231;os para exposi&#231;&#245;es e espect&#225;culos diversos</p>     <p>Fotografia</p>     <p>Jornalismo</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>M&#233;dia electr&#243;nicos e impressos</p>     <p>Museus e galerias</p>     <p>M&#250;sica</p>     <p>Propaganda</p>     <p>Rela&#231;&#245;es p&#250;blicas e informa&#231;&#227;o</p>     <p>Espect&#225;culos</p>     <p>Teatro e artes c&#233;nicas</p>     <p>Telecomunica&#231;&#245;es</p>     <p>Teoria da arte, t&#233;cnica e cr&#237;tica</p>     <p><b>ECONOMIA E EMPREGO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Agricultura</p>     <p>Emprego/carreiras</p>     <p>Igualdade de g&#233;nero no trabalho</p>     <p>Finan&#231;as</p>     <p>For&#231;a de trabalho/mercado de trabalho</p>     <p>Local de trabalho</p>     <p>Neg&#243;cios e ind&#250;stria</p>     <p>Teoria e pr&#225;tica institucionais, organizacionais e da ger&#234;ncia</p>     <p>Teoria econ&#243;mica, sistemas e condi&#231;&#245;es</p>     <p><b>EDUCA&#199;&#195;O</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aconselhamento de carreira</p>     <p>Administra&#231;&#227;o</p>     <p>Ber&#231;&#225;rios e creches</p>     <p>Curr&#237;culos</p>     <p>Educa&#231;&#227;o infantil</p>     <p>Educa&#231;&#227;o de adultos, de extens&#227;o</p>     <p>Educa&#231;&#227;o profissional, religiosa</p>     <p>Ensino superior</p>     <p>Ensino fundamental e m&#233;dio</p>     <p>Estudantes</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Faculdades</p>     <p>Financiamento, incluindo apoio financeiro &#224; educa&#231;&#227;o, privado e p&#250;blico</p>     <p>Metodologia de ensino</p>     <p>Teorias de educa&#231;&#227;o</p>     <p><b>HIST&#211;RIA E MUDAN&#199;A SOCIAL</b></p>     <p>Hist&#243;ria da mudan&#231;a social</p>     <p>Hist&#243;ria das mulheres</p>     <p>Movimentos culturais e pol&#237;ticos</p>     <p>Movimentos de mulheres</p>     <p>Teoria feminista</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>LEI, GOVERNO E POL&#205;TICAS P&#218;BLICAS</b></p>     <p>Crime, pris&#245;es e puni&#231;&#227;o</p>     <p>Direitos</p>     <p>Lei e legisla&#231;&#227;o, incluindo regulamenta&#231;&#245;es e fiscaliza&#231;&#245;es</p>     <p>Militares e defesa</p>     <p>Pol&#237;ticas sociais e econ&#243;micas, incluindo bem-estar, creches e habita&#231;&#227;o</p>     <p>Rela&#231;&#245;es internacionais</p>     <p>Teoria e ci&#234;ncia pol&#237;tica</p>     <p><b>LINGUAGEM, LITERATURA, RELIGI&#195;O E FILOSOFIA</b></p>     <p>Cr&#237;tica liter&#225;ria</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Espiritualidade das mulheres</p>     <p>&#201;tica</p>     <p>Filosofia</p>     <p>Lingu&#237;stica</p>     <p>Literatura, incluindo biografias, di&#225;rios, mem&#243;rias e cartas</p>     <p>Mitologia</p>     <p>Religi&#227;o</p>     <p>Semi&#243;tica</p>     <p>Teologia</p>      ]]></body><back>
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