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<publisher-name><![CDATA[Equipa de Investigação Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher, CICS.NOVA - Centro Interdisciplinar de Ciências Socias, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa, Portugal.]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Virgínia Rau: Algumas variações sobre um cosmopolitismo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aspects of the intellectual biography of Virgínia Rau (1907-1973) are discussed here considering the relation between her life, marked by cosmopolitanism, and the main topics in her works: birth of merchant elites, long distance trade and economic institutions. Her role in the formation of a historiographic field in Portugal is also questioned]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Virg&#237;nia Rau: Algumas varia&#231;&#245;es sobre um cosmopolitismo</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Virg&#237;nia Rau, variations on a cosmopolitanism</b></font></p>     <p><b>Hermenegildo Fernandes *</b></p>     <p>* Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras , Centro de Hist&#243;ria da Universidade de Lisboa</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Discutem-se aqui aspectos da biografia intelectual de Virg&#237;nia Rau (1907-1973), considerando a rela&#231;&#227;o entre o seu percurso individual, marcado pelo cosmopolitismo, e os motivos condutores da sua obra tais como a emerg&#234;ncia das elites mercantis, o estabelecimento do com&#233;rcio a longa dist&#226;ncia e as institui&#231;&#245;es econ&#243;micas. Interroga-se ainda o seu papel na forma&#231;&#227;o de um campo historiogr&#225;fico em Portugal. </p>     <p>Palavras-chave: Historiografia, cosmopolitismo, elites.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Aspects of the intellectual biography of Virg&#237;nia Rau (1907-1973) are discussed here considering the relation between her life, marked by cosmopolitanism, and the main topics in her works: birth of merchant elites, long distance trade and economic institutions. Her role in the formation of a historiographic field in Portugal is also questioned.</p>     <p>Keywords: Historiography, cosmopolitanism, elites.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Ao inv&#233;s de outras personalidades que desafiaram a tend&#234;ncia portuguesa para o isolamento pol&#237;tico e intelectual reafirmada pelas condi&#231;&#245;es de sobreviv&#234;ncia do Estado Novo no segundo p&#243;s-guerra, Virg&#237;nia Rau (VR) (1907-1973), catedr&#225;tica da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, directora de uma unidade de investiga&#231;&#227;o, o ent&#227;o Centro de Estudos Hist&#243;ricos e, sobretudo, historiadora hoje inclassific&#225;vel, porque pisando com seguran&#231;a cronologias que se estendem do s&#233;culo XIII ao XVII, foi mais cosmopolita que estrangeirada. Tal adv&#233;m de uma autoconfian&#231;a que n&#227;o pode ser separada das suas origens sociais burguesas nem de um percurso singular entre os intelectuais portugueses do seu tempo que a coloca fora do pa&#237;s no come&#231;o da forma&#231;&#227;o, aos vinte anos, para a ter de volta apenas com o come&#231;o da II Guerra, conforme sublinha a sua biografia oficial e provavelmente da sua autoria, publicada precocemente na <i>Grande Enciclop&#233;dia Portuguesa e Brasileira</i>. Tal percurso separa-a daqueles de entre os seus contempor&#226;neos que aliam a atrac&#231;&#227;o pelo ambiente intelectual de Paris ou Londres &#224; oposi&#231;&#227;o ao Estado Novo e que acabar&#227;o por regressar apenas ap&#243;s 1974. Entre os historiadores avulta Vitorino Magalh&#227;es Godinho. Foi essa singularidade que lhe permitiu trabalhar a partir do interior, a oposi&#231;&#227;o entre o dentro e o fora sendo uma categoria de percep&#231;&#227;o dominante na cultura portuguesa da &#233;poca, e criar uma infra-estrutura de investiga&#231;&#227;o moderna no interior de um sistema pol&#237;tico que era arcaizante no quadro europeu p&#243;s-1945. A condi&#231;&#227;o dessa perman&#234;ncia foi a viagem, cient&#237;fica e outra, que VR nunca deixou de cultivar e que &#233; o alimento necess&#225;rio do seu cosmopolitismo. Dela temos exaustivos registos no seu processo acad&#233;mico. </p>     <p>A outra singularidade maior em Virg&#237;nia Rau &#233; demasiado evidente: numa universidade quase completamente masculina, ela n&#227;o s&#243; atingiu o topo da carreira como exerceu a lideran&#231;a incontestada sobre o grupo de Hist&#243;ria durante vinte anos. Qual seja o papel dessa singularidade na constru&#231;&#227;o da sua carreira extravasa largamente o prop&#243;sito destas linhas (Homem, 1997), tamb&#233;m porque a pr&#243;pria deixa muito poucas pistas a seguir nesse dom&#237;nio: nada no seu programa de investiga&#231;&#227;o deixa entrever, do ponto de vista dos t&#243;picos ou da perspectiva, uma eventual historiografia no feminino. Apenas a irregularidade do percurso escolar inicial poder&#225; remeter para as circunst&#226;ncias que rodeiam uma jovem mulher da alta burguesia nos anos 20: VR n&#227;o frequentou o liceu e terminou o curso geral apresentando-se a exames entre 1925 e 1927, em menos de tr&#234;s anos, facto que constitui motivo de bravata num CV compilado depois de 1965, j&#225; na &#250;ltima fase da vida. Logo em 27 matriculou-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), mas ausenta-se do pa&#237;s na Primavera de 28, para regressar apenas ap&#243;s a declara&#231;&#227;o da guerra em 39. </p>     <p>A quase total aus&#234;ncia de informa&#231;&#245;es sobre esse per&#237;odo contrasta com a min&#250;cia com que a podemos seguir depois do retorno e, em especial, a partir do momento em que a sua vida se confunde com a actividade como historiadora profissional. Dele escolheu dizer-nos que &#8220;aproveitou as estadias fora do Pa&#237;s, nomeadamente em Fran&#231;a e na Alemanha, para frequentar diversos cursos de f&#233;rias ou para estrangeiros e iniciar investiga&#231;&#245;es hist&#243;ricas em bibliotecas e arquivos &#8220;(CV dactilografado no processo de VR na FLUL, cx. 223). As escassas refer&#234;ncias geogr&#225;ficas colocam-nos, no entanto, num contexto, o da Fran&#231;a e da Alemanha do entre guerras, e contribuem para explicar aquele que me parece ser o <i>leitmotiv</i> da sua obra, capaz de dar um sentido a todas as outras dimens&#245;es: o cosmopolitismo.</p>     <p>I</p>     <p>Pensar numa matriz cosmopolita em VR implica dar um sentido a essa d&#233;cada franco-alem&#227; de que nada sabemos, mas que podemos adivinhar ter representado um papel nuclear na sua educa&#231;&#227;o informal. Em 1928 vive-se o &#250;ltimo momento antes da grande crise global do ano seguinte e Paris ainda &#233; a cidade da recep&#231;&#227;o europeia do jazz, das vanguardas de Cocteau, Tzara, Le Corbusier, de Ray ou de um rec&#233;m-chegado Bu&#241;uel; dos americanos de Hemingway a Fitzgerald, passando por Porter e Stein. O lugar e o momento da hist&#243;ria para interiorizar uma vis&#227;o do mundo cosmopolita a contrastar com a falta de escala de Lisboa. Tamb&#233;m a Alemanha de Weimar do final dos anos 20 assiste a um dos momentos mais criativos e livres da sua hist&#243;ria: a Bauhaus, o teatro de Brecht, o dodecafonismo, uma literatura moderna exuberante com os Mann ou Doeblin. Por entre este dinamismo incontido espreitam j&#225; solu&#231;&#245;es autorit&#225;rias. Da actividade intelectual de VR neste per&#237;odo sabemos apenas que, no seu termo, no &#250;ltimo Ver&#227;o de paz, o de 39, realizava pesquisas na Biblioteca Nacional de Paris para preparar a biografia de D. Catarina de Bragan&#231;a, que publicar&#225; dois anos depois, j&#225; em Lisboa (Rau, 1941). A cronologia desta primeira obra, o s&#233;culo XVII, manter-se-&#225; como um dos seus tempos de elei&#231;&#227;o. O t&#243;pico, a vida de uma infanta casada com Carlos II de Inglaterra, deixa entrever uma afinidade com personagens femininas, que depois n&#227;o ser&#225; retomada, e com os circuitos internacionais, que ser&#227;o um fio condutor da sua historiografia. Nada, no entanto, permite concretizar uma exclusiva proximidade com o pensamento historiogr&#225;fico franc&#234;s e com a transforma&#231;&#227;o em curso &#224; sombra da revista <i>Annales</i>. A mitologia em torno de um afrancesamento historiogr&#225;fico dever&#225; ser assim considerada com alguma reserva: n&#227;o creio que VR seja especialmente francesa enquanto historiadora, o seu percurso de professora visitante e congressista mostrando o universo muito alargado e plural das suas refer&#234;ncias. </p>     <p>&#201; ainda plaus&#237;vel que o interesse manifesto pela arqueologia, a que dedicar&#225; alguns dos trabalhos da d&#233;cada de 40 (Melo &amp; Cardoso, 2014), venha desse per&#237;odo ou, pelo menos, se tenha fortalecido durante o expatriamento da d&#233;cada silenciosa: os anos 20 e 30 foram os anos do <i>boom</i> arqueol&#243;gico, algum dele relacionado com a busca das origens da &#8220;ra&#231;a&#8221;, facto que explica a import&#226;ncia da disciplina e das expedi&#231;&#245;es arqueol&#243;gicas em todos os regimes autorit&#225;rios (Fabi&#227;o, 1996; Diniz, 2007). J&#225; a voca&#231;&#227;o geogr&#225;fica, que n&#227;o podia deixar de encontrar ecos seguros em Fran&#231;a, pode ser claramente antedatada, tendo em vista a inscri&#231;&#227;o de 1927 na Faculdade de Letras ter sido feita na sec&#231;&#227;o de Ci&#234;ncias Hist&#243;ricas e Geogr&#225;ficas. Apesar de no reingresso de 39 ter transitado para a sec&#231;&#227;o de Ci&#234;ncias Hist&#243;ricas e Filos&#243;ficas, o interesse pela Geografia nunca a abandonou, como se pode perceber pelo convite para integrar a <i>Society of Women Geographers</i>, em 1950, pela rela&#231;&#227;o duradoura que manteve com Orlando Ribeiro, assim como pelo papel que a observa&#231;&#227;o dos fen&#243;menos no espa&#231;o, usualmente expressa por uma cartografia exemplar, havia de ter em toda a sua obra.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A percep&#231;&#227;o que VR tem do fim abrupto da fase europeia (&#8220;sendo o seu labor cortado pela declara&#231;&#227;o de guerra&#8221;) faz pensar que o retorno &#224; origem foi visto como um corte, inteiramente n&#227;o planeado, fruto de circunst&#226;ncias incontrol&#225;veis. Provavelmente indesej&#225;vel, mesmo, como no fundo todos os regressos de Ulisses &#224; P&#225;tria. </p>     <p>O Portugal de 1939 era j&#225; o &#8220;para&#237;so triste&#8221; que preparava as comemora&#231;&#245;es de 40, um mundo sem d&#250;vida mudado face ao que VR havia deixado em 28. As condi&#231;&#245;es da FLUL, onde ela imediatamente reingressa, n&#227;o parecem no entanto ter mudado, apesar das sucessivas reformas e, em particular, da de 30 (Marques, 1970; Couvaneiro, 2012; Matos, 2013): um mundo estreito quase sem sec&#231;&#227;o de Hist&#243;ria, e em que as cadeiras s&#227;o asseguradas por um n&#250;mero muito limitado de docentes, n&#227;o necessariamente especialistas nos t&#243;picos leccionados. O problema est&#225; na falta de massa cr&#237;tica (um quinqu&#233;nio mais tarde, quando segunda assistente, &#233; uma de tr&#234;s docentes do 4.&#186; grupo, o de Hist&#243;ria) que constitui uma fragilidade que o protagonismo intelectual de v&#225;rios docentes da FLUL cuja chegada &#233; anterior &#224; de VR (entre eles Orlando Ribeiro e Vitorino Nem&#233;sio) n&#227;o chega para compensar. N&#227;o pode surpreender, assim, a muito r&#225;pida ascens&#227;o que marca o <i>cursus honorum</i>: licenciada em 43, segunda assistente de 43 a 47, doutoramento em 47 e, depois de cinco anos de intervalo dedicados inteiramente &#224; investiga&#231;&#227;o, quinqu&#233;nio ali&#225;s decisivo, o concurso para professora extraordin&#225;ria em 52 e, no fim do mesmo ano, o convite para catedr&#225;tica. Por esta altura deveria estar completamente maduro o plano que a havia de ocupar durante as duas d&#233;cadas seguintes, as &#250;ltimas da sua vida.</p>     <p>II</p>     <p>O trabalho ser&#225; antes de mais o da constru&#231;&#227;o do grupo, tarefa a que se ir&#225; dedicar depois de 52 e que levar&#225; duas d&#233;cadas (52-73). O mero elenco das contrata&#231;&#245;es dos anos seguintes deixa claro o impacto futuro da tarefa: A. H. de Oliveira Marques, Jorge Borges de Macedo, Joaquim Ver&#237;ssimo Serr&#227;o, Eduardo Borges Nunes, para nos centrarmos naqueles que primeiro defenderam doutoramento (mais tarde um jovem Jos&#233; Mattoso doutorado em Lovaina). Creio que essa fase &#233; decisiva para a forma&#231;&#227;o de uma historiografia portuguesa em Lisboa, primeiro na FLUL e, atrav&#233;s de migra&#231;&#245;es e de divis&#227;o celular, na Universidade do Porto (atrav&#233;s de H. Baquero Moreno e Oliveira Ramos e depois de Armando Lu&#237;s Carvalho Homem), na Faculdade de Ci&#234;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH) (cujo departamento de Hist&#243;ria resulta inicialmente de uma migra&#231;&#227;o), e mesmo na Universidade de Coimbra (atrav&#233;s de Maria Helena da Cruz Coelho que, por via de A. H. de Oliveira Marques, recebe essa tradi&#231;&#227;o e a difundir&#225; em Coimbra). Se, como pensavam os intelectuais &#225;rabes, o pensamento corre atrav&#233;s de uma cadeia de transmiss&#227;o (<i>isnad</i>) em que o elo &#233; a rela&#231;&#227;o entre mestre e disc&#237;pulo e o ve&#237;culo o ensino, a ac&#231;&#227;o de VR est&#225; num dos centros origin&#225;rios de uma vasta rede a que n&#227;o fica imune a maior parte da produ&#231;&#227;o historiogr&#225;fica contempor&#226;nea. Qual seja o grau de consci&#234;ncia da sua posi&#231;&#227;o na rede que t&#234;m esses historiadores &#233; irrelevante para o argumento. </p>     <p>Nesse sentido a cria&#231;&#227;o de massa cr&#237;tica &#233; o facto central que n&#227;o pode ser obscurecido pela conflitualidade interpessoal e interinstitucional superveniente. Ao inv&#233;s devemos entender essa conflitualidade como parte inerente do processo de cria&#231;&#227;o e diversifica&#231;&#227;o da massa cr&#237;tica. &#201; nesse contexto que dever&#225; ser lido o texto de Godinho, A. H. de Oliveira Marques e A. J. Saraiva, onde se faz a cr&#237;tica da FLUL durante aquele a que se chamaria o per&#237;odo Rau (Marques, Saraiva &amp; Godinho, 1970). Os tr&#234;s, partindo de posi&#231;&#245;es diversas, convergem enquanto <i>outsiders</i>, entendendo-se a partir da&#237;, e durante um breve per&#237;odo, os dois primeiros quanto &#224; cria&#231;&#227;o de um modelo diferente de ensino que haveria de dar lugar &#224; FCSH (e que afinal era o mesmo, como se prova pela migra&#231;&#227;o massiva de quadros do grupo de Hist&#243;ria da FLUL assim como de alunos a&#237; formados). H&#225;, nessa conflitualidade, tamb&#233;m muito do processo de substitui&#231;&#227;o de gera&#231;&#245;es que &#233; inerente ao funcionamento das institui&#231;&#245;es. E &#233; nesse sentido que, como as hist&#243;rias de fam&#237;lia, a dos historiadores pode ser narrada do ponto de vista do conflito. Aqui interessa-nos menos isso do que a constitui&#231;&#227;o do campo historiogr&#225;fico, ou, mais precisamente e na tradi&#231;&#227;o de Bourdieu (Bourdieu, 1984), vemos o conflito como parte integrante da forma&#231;&#227;o do campo. E o papel que VR tem nele do ponto de vista da produ&#231;&#227;o historiogr&#225;fica <i>stricto sensu</i>, da dissemina&#231;&#227;o atrav&#233;s do ensino e das confer&#234;ncias, das orienta&#231;&#245;es (dado essencial para o estabelecimento da cadeia de transmiss&#227;o e para o qual a diverg&#234;ncia historiogr&#225;fica ou pessoal &#233; irrelevante), ao que haver&#225; que somar a articula&#231;&#227;o com uma comunidade internacional, deve ser considerado factualmente nuclear. Poder&#225;, ali&#225;s, questionar-se se existe em Portugal um campo historiogr&#225;fico anterior aos anos 50. O car&#225;cter extraordin&#225;rio de vultos isolados e muito dissemelhantes, Herculano, Oliveira Martins, Braamcamp, Sampaio, Costa Lobo, Joaquim Bensa&#250;de, Veiga Sim&#245;es, Cortes&#227;o, n&#227;o deve escamotear a inexist&#234;ncia de uma comunidade organizada e profissional de historiadores, internamente regulada e hierarquizada. O problema era de massa cr&#237;tica, mas tamb&#233;m de organiza&#231;&#227;o interna. </p>     <p>Por isso &#224; cria&#231;&#227;o do grupo deve ser contraposta a cria&#231;&#227;o de uma infra-estrutura de investiga&#231;&#227;o moderna, capaz de organizar o grupo em torno de um trabalho colectivo. Em Lisboa essa estrutura foi o Centro de Estudos Hist&#243;ricos, institui&#231;&#227;o do Instituto de Alta Cultura anexo &#224; Faculdade de Letras, criado por VR em 1958 por desmembramento do Centro de Estudos Hist&#243;ricos e Arqueol&#243;gicos at&#233; a&#237; dividido entre o Museu Nacional de Arqueologia e a Faculdade de Letras (Pinto, 2012). Essa separa&#231;&#227;o permite antes de mais uma separa&#231;&#227;o de compet&#234;ncias entre Manuel Heleno e VR, deixando-a com margem de manobra para montar um ambicioso programa de investiga&#231;&#227;o cujos resultados se far&#227;o sentir sobretudo a partir dos anos 60. As premissas organizativas desse centro constituem a matriz do que &#233; uma unidade de investiga&#231;&#227;o moderna na &#225;rea das ci&#234;ncias humanas: centralidade dos projectos de investiga&#231;&#227;o, isto &#233;, primazia da investiga&#231;&#227;o colectiva face ao esfor&#231;o individual (nos anos seguintes relevem-se, a t&#237;tulo de exemplo, aqueles que incidiram sobre a demografia portuguesa e sobre o com&#233;rcio de longo curso com It&#225;lia); integra&#231;&#227;o do ensino na investiga&#231;&#227;o atrav&#233;s da mobiliza&#231;&#227;o das teses de licenciatura para o programa de investiga&#231;&#227;o do centro (que se prolonga at&#233; &#224; extin&#231;&#227;o das teses de licenciatura depois de 74, mas que, de facto, ir&#225; ser prolongado na d&#233;cada seguinte pelo aparecimento das teses de mestrado); constru&#231;&#227;o de uma biblioteca hist&#243;rica importante (do centro, desde 2017 incorporada na Biblioteca da FLUL, e privada, dispersa pelo leil&#227;o de 75); participa&#231;&#227;o de VR (e de alguns investigadores) e depois organiza&#231;&#227;o de congressos internacionais, facto que do seu ponto de vista antecede a cria&#231;&#227;o do centro e funcionar&#225; como um acelerador da investiga&#231;&#227;o realizada, j&#225; porque lhe fornece modelos que a enquadram, j&#225; porque permite a sua difus&#227;o; lan&#231;amento da revista program&#225;tica <i>Do Tempo e da Hist&#243;ria</i> em 1965, realiza&#231;&#227;o que beneficia da colabora&#231;&#227;o entre VR e J. Borges de Macedo (JBM) mas que se mostraria incapaz de resistir ao grande colapso dos anos 70 (Leal, 1995; Homem, 1996); organiza&#231;&#227;o de um plano de edi&#231;&#245;es em que avulta a publica&#231;&#227;o das melhores de entre as disserta&#231;&#245;es de licenciatura assim como de obras de car&#225;cter monogr&#225;fico; por &#250;ltimo, mas n&#227;o menos importante, a participa&#231;&#227;o como vogal no programa de bolsas do Instituto de Alta Cultura, que precede nalgumas d&#233;cadas uma pol&#237;tica nacional de atribui&#231;&#227;o de bolsas gerida pela FCT. </p>     <p>O salto qualitativo dado nesse per&#237;odo face &#224;s condi&#231;&#245;es de trabalho da d&#233;cada de 40 &#233; impressionante. E ainda que a maior parte desses projectos e pr&#225;ticas tenha sido interrompida na convuls&#227;o pol&#237;tica da d&#233;cada de 70, &#233; significativo que as refunda&#231;&#245;es tenham vindo a estabelecer-se sobre as mesmas bases.</p>     <p>III</p>     <p>O cosmopolitismo n&#227;o &#233; uma consequ&#234;ncia necess&#225;ria do meio da alta burguesia em que nasce VR, mas &#233; facilitado por esse nascimento. Esse mesmo nascimento s&#243; &#233; aqui relevante por v&#225;rias raz&#245;es: d&#225; o necess&#225;rio pano de fundo para a autonomia financeira que sustenta a reconhecida independ&#234;ncia e com que se movimentou antes e durante a carreira acad&#233;mica, permitindo-lhe agir como bolseira quando n&#227;o o era (tempos de Paris, entre o doutoramento e a contrata&#231;&#227;o como professora extraordin&#225;ria, explicando o quinqu&#233;nio dourado da sua produ&#231;&#227;o historiogr&#225;fica, frequentes desloca&#231;&#245;es ao estrangeiro sobretudo &#224; Biblioteca de Madrid) e manter sempre uma posi&#231;&#227;o muito dominante na academia, porque realmente independente dela; explica algumas das escolhas de t&#243;pico aparentemente improv&#225;veis como a do sal de Set&#250;bal (Rau, 1951a), a sua fam&#237;lia estando ligada a esse com&#233;rcio, da mesma forma que a condi&#231;&#227;o de propriet&#225;rio no Minho suscitara, duas gera&#231;&#245;es antes, o interesse de Alberto Sampaio sobre as &#8220;Vilas do Norte de Portugal&#8221; (Sampaio, 1923); de forma mais lata enquadra a resoluta op&#231;&#227;o de VR pela Hist&#243;ria Econ&#243;mica e em particular por t&#243;picos como o com&#233;rcio, largamente dominante ao longo da sua obra, assim como pelas institui&#231;&#245;es econ&#243;micas e pelas fam&#237;lias de comerciantes; finalmente, argumentaria, reflecte-se numa concep&#231;&#227;o da hist&#243;ria portuguesa e do Ocidente entre a Idade M&#233;dia e o per&#237;odo moderno, sob o signo do crescimento e da progressiva afirma&#231;&#227;o de uma hegemonia global, assente no papel condutor de elites mercantis. </p>     <p>Uma passagem do grande livro que resulta da pausa de cinco anos entre a cessa&#231;&#227;o do contrato como segunda assistente e o reingresso na FLUL como professora extraordin&#225;ria, no Outono de 1952, a monografia sobre a Casa dos Contos (Rau, 1951b), em que desenha a forma&#231;&#227;o da matriz das finan&#231;as p&#250;blicas portuguesas, torna clara a posi&#231;&#227;o de VR sobre o protagonismo dessa &#8220;burguesia&#8221;: &#8220;(...) o acr&#233;scimo do urbanismo caminha lado a lado com o aumento das opera&#231;&#245;es comerciais &#224; dist&#226;ncia. A preponder&#226;ncia econ&#243;mica da burguesia vai fazer dobrar e nivelar as diferen&#231;as e os privil&#233;gios que entremeavam os diferentes n&#237;veis sociais do pa&#237;s, arrastando na sua ascens&#227;o os homens dos mesteres, seus sat&#233;lites e colaboradores&#8221; (Rau, 1951b, pp. 452-453). Vari&#225;veis como o crescimento urbano e o estabelecimento do com&#233;rcio de longa dist&#226;ncia, combinam-se pela constru&#231;&#227;o de mercados consumidores para produzir uma elite que retira da&#237; o seu poder e que, na concep&#231;&#227;o de VR, funciona como motor din&#226;mico da sociedade, organizando em torno de si os sectores produtivos proto-industriais e constituindo a base de uma burocracia estatal. Nesta liga&#231;&#227;o entre a constitui&#231;&#227;o de um capitalismo comercial, as conex&#245;es internacionais e a forma&#231;&#227;o de um reino est&#225; talvez a hip&#243;tese estruturante que articula a obra de VR, assim como o programa de investiga&#231;&#227;o que ela soube fazer triunfar na FLUL durante o per&#237;odo em que liderou o grupo de Hist&#243;ria. &#201; dif&#237;cil dizer se tal hip&#243;tese est&#225; j&#225; em gesta&#231;&#227;o na monografia sobre as feiras medievais (Rau, 1943). Mas poucos anos depois, como vimos, ir&#225; vertebrar <i>A Casa dos Contos</i> e permitir&#225; explicar tanto o livro sobre o sal de Set&#250;bal, como o estudo sobre o a&#231;&#250;car da Madeira em colabora&#231;&#227;o com Jorge Borges de Macedo (Rau &amp; Macedo, 1962), como os pioneiros estudos sobre as fam&#237;lias de comerciantes italianos em Portugal ou ainda a monografia sobre os Brand&#245;es (Rau, 1949). A esta luz o coment&#225;rio feito por Vitorino Magalh&#227;es Godinho em 1955 sobre a produ&#231;&#227;o de uma VR acabada de chegar &#224; c&#225;tedra n&#227;o deixa de parecer redutor: &#8220;(...) tem-nos dado cat&#225;logos de feiras, invent&#225;rios de arquivos, not&#237;cias e publica&#231;&#245;es de documentos bem como estudos eruditos, esp&#233;cie de ficheiros sobre problemas importantes (...)&#8221; (Godinho, 1971, p. 241). De facto, embora menos inclinada a desenhar movimentos estruturais que o seu contempor&#226;neo V. M. Godinho, creio ser poss&#237;vel perceber claramente na obra de VR um eixo vertebral que a leva muito al&#233;m do cat&#225;logo. Refiro-me &#224; vis&#227;o das elites enquanto motor do processo hist&#243;rico, que, ali&#225;s, o soci&#243;logo Pareto acabara de formular (ocorre aqui assinalar que existia uma c&#243;pia da sua Sociologia de 1917 na biblioteca da FLUL) e que tanto ir&#225; influenciar o seu orientando JBM, que havia de desenhar um percurso paralelo ao seu e que, embora subsidi&#225;rio do ponto de vista acad&#233;mico, &#233; completamente aut&#243;nomo do ponto de vista cient&#237;fico &#8211; a sua decisiva tese de licenciatura sobre <i>A situa&#231;&#227;o econ&#243;mica no tempo de Pombal</i> saiu dos prelos em 1951, momento em que VR tinha ela pr&#243;pria uma posi&#231;&#227;o de investigadora independente (Macedo, 1951).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Essa vis&#227;o transparece particularmente em toda a sua obra consagrada &#224; hist&#243;ria comercial concebida enquanto hist&#243;ria dos mercadores e das elites mercantis: um exemplo nacional est&#225; no estudo sobre os Brand&#245;es do Porto (que se baseia, como por vezes acontece em VR, numa circunst&#226;ncia que permitiu &#224; autora a compra da documenta&#231;&#227;o da fam&#237;lia). Mas neste campo avultam sobretudo os trabalhos sobre as casas mercantis italianas, genovesas e outras (Rau, 1956, 1965, 1967), em torno do qual se desenvolver&#225; a colabora&#231;&#227;o com Federico Mellis, da Universidade de Floren&#231;a, e com o Arquivo Datini de Prato, que deu origem a uma importante recolha documental hoje perdida. Daqui vem de igual modo a investiga&#231;&#227;o que serviu a A. H. de Oliveira Marques de tese de doutoramento, <i>Hansa e Portugal na Idade M&#233;dia</i> (Marques, 1959), onde se procura aplicar &#224; liga&#231;&#227;o b&#225;ltica as mesmas metodologias e question&#225;rio que j&#225; se vinham empregando para a liga&#231;&#227;o mediterr&#226;nica.</p>     <p>Neste quadro a hist&#243;ria agr&#225;ria sobre a qual, tomada num sentido lato, se centrara o seu doutoramento acaba por deter um lugar secund&#225;rio, provavelmente porque se encontrava num pano de fundo diferente daquele que lhe parece o sector mais din&#226;mico da sociedade, o comercial. Os seus disc&#237;pulos, no entanto, n&#227;o deixar&#227;o de fazer dela um t&#243;pico: de Oliveira Marques, com a quest&#227;o cereal&#237;fera (Marques, 1962) &#8211; e dele a Maria Helena da Cruz Coelho com o estudo sobre o Baixo Mondego (Coelho, 1983) &#8211;, a Maria Jos&#233; Lagos Trindade, com o pastoreio (Trindade, 1981), e, sobretudo, a Iria Gon&#231;alves, a mais assumida seguidora de VR (cf. entrevista em Barata, Krus, Andrade, Fernandes, Fontes, 2009), com o estudo sobre o dom&#237;nio do mosteiro de Alcoba&#231;a (Gon&#231;alves, 1984) e tudo o que se havia de seguir. </p>     <p>A conviv&#234;ncia com as bibliografias destes estudos, ou a composi&#231;&#227;o da biblioteca do centro, tornam evidente a presen&#231;a da influ&#234;ncia francesa. Por&#233;m, a op&#231;&#227;o de VR pela hist&#243;ria econ&#243;mica parece-me entroncar em perspectivas que n&#227;o est&#227;o necessariamente vinculadas &#224; Hist&#243;ria Nova: em particular do ponto de vista do medievalismo, dotado em Portugal de uma larga anterioridade, n&#227;o ser&#225; necess&#225;rio recorrer &#224; liga&#231;&#227;o com os <i>Annales</i> nos seus prim&#243;rdios, a obra de VR articulando-se remotamente com a de Rebello da Silva (1868), caso do livro sobre as <i>Sesmarias Medievais Portuguesas</i> (1946),<i> </i>e a de Alberto Sampaio (1923), com a de Costa Lobo (1903), bem assim com a perspectiva institucionalista de Gama Barros (1885) ou o programa de hist&#243;ria da popula&#231;&#227;o de Ezequiel de Campos (1943). &#201; tamb&#233;m, nos seus come&#231;os, contempor&#226;nea da de Vitorino Magalh&#227;es Godinho, nascido 11 anos depois. Creio ser de rejeitar, por isso, uma rela&#231;&#227;o mecanicista entre as op&#231;&#245;es historiogr&#225;ficas de VR e a hegemonia da escola francesa. As suas ineg&#225;veis rela&#231;&#245;es com esta dever&#227;o ser calibradas por um horizonte muito mais alargado que inclui ainda as universidades americanas (Lopez) e inglesas (Postan). Delas a pr&#243;pria VR dar&#225; conta nos detalhados relat&#243;rios de miss&#227;o que faz ap&#243;s cada congresso ou ciclo de confer&#234;ncias em que participa, que evidenciam a paridade internacional de que goza (Processo, cx. 223). A. H. de Oliveira Marques, com Kellenbenz, seguir&#225; o mesmo modelo e &#233; um seu continuador pr&#243;ximo (ou talvez antes um jovem actor no mesmo teatro de internacionaliza&#231;&#227;o limitada mas muito certeira da academia portuguesa dos anos 50).</p>     <p>IV</p>     <p>A liga&#231;&#227;o a uma anterioridade historiogr&#225;fica n&#227;o exclui a extrema modernidade da proposta. Modernidade que se expressa no programa que VR (ou talvez Jorge Borges de Macedo que serve de Secret&#225;rio &#224; revista, por ela e com o seu aval, como pensam dois disc&#237;pulos deste &#250;ltimo, Maria do Ros&#225;rio Themudo Barata e Jos&#233; Brissos) sintetizar&#225; em 1965 na &#8220;Apresenta&#231;&#227;o&#8221; da nova revista <i>Do Tempo e da Hist&#243;ria</i>, concebida como um lugar de intersec&#231;&#227;o entre a investiga&#231;&#227;o realizada no Centro de Estudos Hist&#243;ricos e a produ&#231;&#227;o &#8220;nacional&#8221; e &#8220;estrangeira&#8221; capaz de revestir &#8220;interesse para a cultura hist&#243;rica portuguesa&#8221;: </p>     <p>&#8220;Em tr&#234;s pontos fundamentais se tem articulado o plano de investiga&#231;&#227;o deste Centro: a hist&#243;ria das estruturas da sociedade portuguesa (desde as culturais &#224;s administrativas, oficiais ou particulares), a demografia hist&#243;rica e a hist&#243;ria das rela&#231;&#245;es internacionais de Portugal.&#8221; </p>     <p>Uma an&#225;lise sum&#225;ria das teses de licenciatura produzidas, bem como das teses de doutoramento defendidas ainda em tempo de VR &#8211; Jorge Borges de Macedo, Eduardo Borges Nunes &#8211; ou posteriormente, j&#225; nos anos 80 &#8211; Maria do Ros&#225;rio Themudo Barata (1983), Pedro Gomes Barbosa (1988), Margarida Garc&#234;s Ventura (1997), Ana Leal de Faria (2003), para citar apenas aqueles que ainda foram alunos de VR &#8211;, v&#225;rias delas, ainda na FCSH da UNL, depois da migra&#231;&#227;o massiva de efectivos do grupo de VR ocorrida como resultado da situa&#231;&#227;o da FLUL na segunda metade dos anos 70 &#8211; Iria Gon&#231;alves (1984), Maria Jos&#233; Ferro (1982), Ana Maria Ferreira (1995) &#8211;, ou ainda daquelas que nunca chegaram a ver a luz do dia por morte precoce dos autores (Maria Jos&#233; Lagos Trindade, Jo&#227;o Cordeiro Pereira), permite perceber a coer&#234;ncia do programa enquanto oficina colectiva. Mais ainda, permite avaliar do seu impacto e resili&#234;ncia, capaz que foi de sobreviver &#224; morte da sua autora, &#224; desarticula&#231;&#227;o institucional do grupo que a sa&#237;da prematura e conflituosa de um dos seus elementos centrais, A. H. de Oliveira Marques, n&#227;o fora capaz de provocar, mas que ser&#225; precipitada pelas repercuss&#245;es da revolu&#231;&#227;o de Abril na FLUL: saneamento dos tr&#234;s catedr&#225;ticos do 4.&#186; grupo (Hist&#243;ria) &#8211; Jorge Borges de Macedo, Joaquim Ver&#237;ssimo Serr&#227;o, Eduardo Borges Nunes &#8211; e migra&#231;&#227;o para a FCSH-UNL de Jos&#233; Mattoso, Iria Gon&#231;alves, Maria Jos&#233; Ferro e alguns jovens investigadores muito promissores (Lu&#237;s Krus, Jo&#227;o Cordeiro Pereira, Ana Maria Ferreira, Bernardo Vasconcelos e Sousa, este &#250;ltimo disc&#237;pulo de uma disc&#237;pula, Maria Jos&#233; Trindade, e, j&#225; nos anos 80, de Lu&#237;s Filipe Reis Thomaz, o qual, desde 1965, havia, com intermit&#234;ncias, assegurado a reg&#234;ncia de Hist&#243;ria da Expans&#227;o Portuguesa). De facto, do grupo, apenas Maria Jos&#233; Trindade e Maria do Ros&#225;rio Themudo Barata permaneceram na institui&#231;&#227;o, enquanto se assistia ao ingresso nos quadros de um antigo aluno com um percurso &#224; data j&#225; importante, Ant&#243;nio Borges Coelho, e, anos mais tarde, de outro, Ant&#243;nio Dias Farinha, ambos com responsabilidades decisivas numa &#225;rea que VR n&#227;o tinha pisado, os estudos &#225;rabes. Com a excep&#231;&#227;o de Jos&#233; Mattoso e Lu&#237;s Krus, que haviam de trilhar percursos historiogr&#225;ficos aut&#243;nomos e excepcionais, refundando uma hist&#243;ria da nobreza como base para a compreens&#227;o de um modelo identit&#225;rio portugu&#234;s, e que, nesse sentido, se afastam claramente dos t&#243;picos de investiga&#231;&#227;o que constitu&#237;am a base do programa cient&#237;fico de VR, todos os outros s&#227;o directamente devedores desse programa, pelo que, creio, o devemos considerar ainda em curso, em diferentes horizontes institucionais, pelos anos 80 e 90 do s&#233;culo passado e, provavelmente, atrav&#233;s de disc&#237;pulos de disc&#237;pulos, at&#233; hoje. </p>     <p>An&#225;logo percurso de verifica&#231;&#227;o da aplicabilidade do programa se poder&#225; fazer percorrendo os &#237;ndices dos cinco n&#250;meros sa&#237;dos de <i>Do Tempo e da Hist&#243;ria</i> que permitem testar os percursos de investiga&#231;&#227;o individuais assim como a sua integra&#231;&#227;o no plano colectivo. O primeiro e exemplar n&#250;mero pode aqui servir-nos de teste: sete artigos, todos de membros do Centro, encabe&#231;ados pela pr&#243;pria VR (e Eduardo Borges Nunes, Iria Gon&#231;alves, Maria Jos&#233; Lagos Trindade, Manuel Corte Real, Maria Ol&#237;mpia da Rocha Gil, Maria Adelaide Salvador Marques), subordinados a t&#243;picos sa&#237;dos do plano do Centro, com a popula&#231;&#227;o &#224; cabe&#231;a, a enquadrar artigos sobre temas sociais (o abade D. Gomes, f&#237;sicos e cirurgi&#245;es, m&#250;sicos da c&#226;mara r&#233;gia) e econ&#243;micos (o pastoreio, a feitoria da Andaluzia, engenhos de moagem), quase tudo centrado numa cronologia quatrocentista e quinhentista, tudo dominado por uma aten&#231;&#227;o aos documentos (com publica&#231;&#227;o nos artigos) que n&#227;o deixa de consentir paralelo com o velho <i>Archivo Historico Portuguez</i> de Anselmo Braamcamp Freire, ainda quando o conhecimento da bibliografia internacional n&#227;o permite ter d&#250;vidas quanto &#224; actualiza&#231;&#227;o do question&#225;rio. </p>     <p>As tr&#234;s vertentes enunciadas no programa correspondem assim a linhas pr&#225;ticas de ac&#231;&#227;o. &#8220;Concretas&#8221;, diria VR: &#8220;Os dois primeiros visam a articula&#231;&#227;o em termos realmente <i>concretos</i> (e n&#227;o <i>doutrin&#225;rio-concretos</i>, como &#233; frequente fazer-se) de uma hist&#243;ria da sociedade portuguesa, assentando sobre o pr&#233;vio estudo das <i>reais</i> condi&#231;&#245;es da sua evolu&#231;&#227;o&#8221; [sublinhado nosso]. Uma declara&#231;&#227;o de inten&#231;&#245;es que &#233; um programa metodol&#243;gico: question&#225;rio coerente, metodol&#243;gica e conceptualmente informado, apoiado por trabalho sistem&#225;tico sobre bases documentais e dom&#237;nio das t&#233;cnicas das ci&#234;ncias auxiliares da Hist&#243;ria. Em pano de fundo fica a cr&#237;tica obl&#237;qua a uma historiografia que se deixa contaminar pelos aspectos doutrin&#225;rios e, subentende-se, pelo ensa&#237;smo sem base documental. Quase se podem ouvir os ecos de Herculano na c&#233;lebre interpela&#231;&#227;o a Oliveira Martins (&#8220;generaliza&#231;&#245;es de factos, e de factos que se conhecem imperfeitamente...). O tempo outro, a linha divis&#243;ria a mesma. </p>     <p>O terceiro ponto do programa remete para aquela que &#233; porventura a parte mais contempor&#226;nea do legado de VR: &#8220;procura dar &#224;s rela&#231;&#245;es internacionais o papel que tiveram na hist&#243;ria nacional, quebrando assim o isolamento em que t&#227;o frequentemente se realiza a investiga&#231;&#227;o hist&#243;rica portuguesa [...]&#8221;. A proposta &#233; a de uma mudan&#231;a de escala, partindo ainda assim do reino portugu&#234;s mas para o restituir &#224; rede conectiva em que ele se encontra integrado. O isolamento &#233; deste modo incompreens&#227;o e incapacidade de reconstruir o real passado antes de ser bloqueamento de pr&#225;tica historiogr&#225;fica. Enquanto contr&#225;rio do cosmopolitismo que caracterizara a primeira VR adulta e continuava a caracteriz&#225;-la enquanto historiadora profissional, constitu&#237;a um v&#233;u que promovia a &#8220;insufici&#234;ncia de perspectiva que caracterizava a investiga&#231;&#227;o hist&#243;rica portuguesa&#8221;. Nenhuma sombra aqui de provincianismo estrangeirado. Do ponto de vista historiogr&#225;fico, o isolamento &#233; mau porque n&#227;o deixa ver o passado portugu&#234;s na sua realidade relacional. &#201; ainda catastr&#243;fico para a capacidade de afirma&#231;&#227;o portuguesa no exterior, como VR j&#225; deixara claro uma d&#233;cada antes, no relat&#243;rio sobre a sua participa&#231;&#227;o no Congresso de Ci&#234;ncias Hist&#243;ricas em Roma (Processo no Arquivo da FLUL, Sec&#231;&#227;o de Pessoal, cx. 223). Essa consci&#234;ncia n&#227;o a individualiza e, de uma forma ou de outra, os mais esclarecidos de entre os seus colegas t&#234;-la-&#227;o sentido durante o grande ensimesmamento nacional que marca o Estado Novo, sobretudo a partir do p&#243;s-guerra. Alguns deles, o mais relevante dos quais Vitorino Magalh&#227;es Godinho, responderam com uma carreira no estrangeiro que pode tamb&#233;m ser lida como ex&#237;lio. Ao inv&#233;s, VR escolheu ficar (ela pr&#243;pria nos diz que renunciou a um lugar na C&#225;tedra Cam&#245;es do King&#8217;s College de Londres que lhe havia sido oferecido, para tomar posse como professora extraordin&#225;ria na FLUL; <i>idem</i>, cx. 223), substituindo o ex&#237;lio pelas miss&#245;es plurianuais no exterior, de que o seu processo na FLUL regista minuciosamente o itiner&#225;rio e a cronologia. Ficar era, afinal, a forma superior do cosmopolitismo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/eva/n37/n37a04f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <p>Barata, M. R. T. (1983). <i>As&nbsp;reg&#234;ncias na menoridade de D. Sebasti&#227;o:&nbsp;Elementos para uma hist&#243;ria estrutural</i> (Disserta&#231;&#227;o de doutoramento). Faculdade de Letras de Universidade de Lisboa.</p>     <p>Barata, M. R. T.; Krus, L.; Andrade, A. A.; Fernandes, H. &amp; Fontes, J. L. (Eds.). (2009). <i>Olhares sobre a Hist&#243;ria: Estudos oferecidos a Iria Gon&#231;alves</i>. Lisboa: Caleidosc&#243;pio.</p>     <p>Barbosa, P. G. (1988). <i>Povoamento e estrutura agr&#237;cola na Estremadura Central:&nbsp;S</i>&#233;c.<i> XII a 1325</i> (Tese de doutoramento). Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Barros, H. (1885-1934). <i>Hist&#243;ria da administra&#231;&#227;o p</i>&#250;blica em Portugal nos <i>s</i>&#233;culos <i>XII a XV </i>(Vols.<i> </i>1-5)<i>.</i> Lisboa: Imprensa Nacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837438&pid=S0874-6885201700010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bourdieu, P. (1984). <i>Homo academicus</i>. Paris: &#201;d. de Minuit.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837440&pid=S0874-6885201700010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Campos, E. (1943). <i>O enquadramento geo-econ&#243;mico da popula&#231;&#227;o portuguesa atrav&#233;s dos s</i>&#233;culos (2.&#170; ed.). Lisboa: Revista Ocidente.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837442&pid=S0874-6885201700010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Coelho, M. H. C. (1983). <i>O Baixo Mondego nos finais da Idade M&#233;dia:&nbsp;Estudo de hist&#243;ria rural</i>. Coimbra:&nbsp;Faculdade de Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837444&pid=S0874-6885201700010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Couvaneiro, J. L. S. F. (2012). <i>O Curso Superior de Letras (1861-1911): Nos prim&#243;rdios das ci&#234;ncias humanas em Portugal</i> (Tese de doutoramento). Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Diniz, M. (2007). Nas margens do Mediterr&#226;neo: Estrat&#233;gias de poder e mecanismos de exclus&#227;o no discurso arqueol&#243;gico ib&#233;rico (segunda metade do s&#233;culo XX). <i>Estudos Arqueol&#243;gicos de Oeiras</i>, <i>15</i>,<i> </i>19-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837447&pid=S0874-6885201700010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Dores, H. G. (2008). <i>A hist&#243;ria na Faculdade de Letras de Lisboa (1911-1930)</i> (Tese de mestrado). Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fabi&#227;o, C. (1996). <i>Archaeology and nationalism: The portuguese case</i>. London: UCL Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837450&pid=S0874-6885201700010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Faria, A. L. (2003). <i>Duarte Ribeiro de Macedo: Um&nbsp;diplomata moderno (1618-1680)</i> (Tese de doutoramento). Universidade de Lisboa atrav&#233;s da Faculdade de Letras, Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Ferreira, A. M. P. (1995). <i>Problemas mar&#237;timos entre Portugal e a Fran&#231;a na primeira metade do s&#233;culo XVI</i>. Cascais: Patrimonia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837453&pid=S0874-6885201700010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferro, M. J. (1982). <i>Os judeus em Portugal no s</i>&#233;culo <i>XV</i>. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837455&pid=S0874-6885201700010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Freire<i>,</i> A. B. (Dir.). (1903-1916).<i> Archivo historicopPortuguez</i>. Lisboa: Typographia Cal&#231;ada do Cabra.</p>     <!-- ref --><p>Garcia, J. M. (1983) Introdu&#231;&#227;o. In V. Rau, <i>Feiras medievais portuguesas</i> (2.&#170; ed. pp. 7-29). Lisboa: Editorial Presen&#231;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837458&pid=S0874-6885201700010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Godinho, V. M. (1971). <i>Ensaios</i> (Vol. 3). Lisboa: S&#225; da Costa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837460&pid=S0874-6885201700010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gon&#231;alves, Iria (1984). <i>O Temporal do Mosteiro de Alcoba&#231;a nos s&#233;culos XIV e XV</i> (Vols. 1-2). (Disserta&#231;&#227;o de doutoramento) Faculdade de Ci&#234;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Homem, A. L. C (1996). Revistas universit&#225;rias de Hist&#243;ria no Portugal do s&#233;culo XX. <i>Revista de Hist&#243;ria das Ideias,</i> <i>18</i>, 339-372.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837463&pid=S0874-6885201700010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Homem, A. L. C (1997). Mulheres historiadoras no Portugal das &#250;ltimas d&#233;cadas (anos 50/anos 90). In C&#226;mara Municipal de Cascais (Org.), <i>Actas do 3.</i>&#186;<i> Curso Internacional de Ver&#227;o de Cascais</i> (Vol. 1, pp. 83-98). Cascais: C&#226;mara Municipal de Cascais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837465&pid=S0874-6885201700010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Leal, E. C. (1995). Mem&#243;ria e historiografia:&nbsp;Notas sobre a revista &#8220;Do Tempo e da Hist&#243;ria&#8221;:&nbsp;1965-1972. <i>Clio</i>,<i> Revista do Centro de Hist&#243;ria da Universidade de Lisboa</i>, <i>1</i>, (nova s&#233;rie), 163-173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837467&pid=S0874-6885201700010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lobo, A. C. (1903). <i>Hist&#243;ria da sociedade em Portugal no s</i>&#233;culo <i>XV.</i> Lisboa: Imprensa Nacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837469&pid=S0874-6885201700010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Macedo, J. B. (1951). <i>A&nbsp;situa&#231;</i>&#227;o<i> econ&#243;mica no tempo de Pombal:&nbsp;Alguns aspectos.</i>&nbsp;Porto: Portug&#225;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837471&pid=S0874-6885201700010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Marques, A. H. O. (1959). <i>Hansa e Portugal na Idade M&#233;dia </i>(Tese de doutoramento). Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa.</p>     <p>Marques, A. H. O. (1962). <i>Introdu&#231;&#227;o &#224; hist</i>&#243;ria da <i>agricultura em Portugal:&nbsp;A</i>&nbsp;quest&#227;o cereal&#237;fera durante a Idade M&#233;dia&nbsp;(Tese de concurso para Professor Extraordin&#225;rio de Hist&#243;ria da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa). Universidade de Lisboa, Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Marques, A. H. O. (1970). Not&#237;cia hist&#243;rica da Faculdade de Letras de Lisboa (1911-1961). <i>Revista &#8216;Ocidente&#8217;</i>, <i>79</i>, 1-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837475&pid=S0874-6885201700010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marques, A. H. O.; Saraiva, A. J. &amp; Godinho, V. M. (1970). A situa&#231;&#227;o da Faculdade de Letras de Lisboa: Alguns aspectos. <i>Revista &#8216;Ocidente&#8217;</i>, <i>78</i>, 209-219.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837477&pid=S0874-6885201700010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Matos, S. C. &amp; do &#211;, J. R. (Eds.) (2013). <i>A Universidade de Lisboa nos s</i>&#233;culos <i>XIX-XX </i>(Vol. 2). Lisboa: Tinta da China.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Matos, S. C. (Coord.) (2011-). <i>Dicion&#225;rio de historiadores portugueses: Da funda&#231;&#227;o da Academia Real das Ci&#234;ncias ao final do Estado Novo (1779-1974)</i>. Lisboa: BNP-Centro de Hist&#243;ria da Universidade de Lisboa, em linha. Dispon&#237;vel em <a href="http://dichp.bnportugal.pt/index.htm" target="_blank">http://dichp.bnportugal.pt/index.htm</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837480&pid=S0874-6885201700010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Melo, A. A. &amp; Cardoso, J. L. (2014). Virg&#237;nia Rau: Uma medievalista na Pr&#233;-hist&#243;ria. <i>Estudos Arqueol&#243;gicos de Oeiras</i>, <i>21</i>, 511-546.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837481&pid=S0874-6885201700010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pareto, V. (1917-1919).&nbsp;<i>Trait&#233; de sociologie g</i>&#233;n&#233;rale (Vols. 1-2).&nbsp;Paris: Payot.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837483&pid=S0874-6885201700010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pereira, I. R. (1979). <i>Elogio da Prof.&#170; Doutora Virg&#237;nia Rau</i>. Lisboa: Academia Portuguesa da Hist&#243;ria.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837485&pid=S0874-6885201700010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pinto, T. A. P. B. (2012). <i>O&nbsp;arquivo do Centro de Hist&#243;ria da F.L.U.L.:&nbsp;Mem&#243;ria institucional e cat&#225;logo (1954-1995)</i>. (Tese de mestrado). Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Processo da Professora Doutora Virg&#237;nia Robertes Rau. (Cx. 223, duas pastas de documentos n&#227;o numerados). Arquivo da Sec&#231;&#227;o de Pessoal da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837488&pid=S0874-6885201700010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rau, Virg&#237;nia. (1945).<i> Grande enciclop&#233;dia portuguesa e brasileira</i> (Vol. 24, pp. 451-452). Lisboa: Editorial Enciclop&#233;dia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837490&pid=S0874-6885201700010000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rau, V. (1941). D. Catarina de Bragan&#231;a, rainha de Inglaterra. <i>O Instituto</i>, <i>98</i>, 5-371.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837492&pid=S0874-6885201700010000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Rau, V. (1943) <i>Subs&#237;dios para o estudo das feiras medievais portuguesas</i> (Tese de licenciatura). Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa.</p>     <p>Rau, V. (1946). <i>Sesmarias medievais portuguesas</i> (Disserta&#231;&#227;o de doutoramento). Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Rau, V. (1949). <i>Os&nbsp;Brand&#245;es do Porto:&nbsp;Uma&nbsp;fortuna do s&#233;culo XV</i>.&nbsp;Porto:&nbsp;Empresa Industrial Gr&#225;fica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837496&pid=S0874-6885201700010000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Rau, V. (1951a). <i>A&nbsp;explora&#231;&#227;o e o com&#233;rcio do sal de Set&#250;bal:&nbsp;Estudo de hist&#243;ria econ&#243;mica</i>.&nbsp;Lisboa:&nbsp;Instituto de Alta Cultura.</p>     <p>Rau, V. (1951b). <i>A Casa dos Contos</i>. Coimbra:&nbsp;Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rau, V. (1956). <i>Uma&nbsp;fam&#237;lia de mercadores italianos em Portugal no s</i>&#233;culo <i>XV:&nbsp;Os&nbsp;Lomellini</i>. Lisboa: Imprensa de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837500&pid=S0874-6885201700010000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rau, V. (1965). Um grande mercador-banqueiro italiano em Portugal:&nbsp;Lucas Giraldi.&nbsp;<i>Estudos Italianos em Portugal, 25</i>, 3-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837502&pid=S0874-6885201700010000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>Rau, V. (Dir.). (1965-1972). <i>Do Tempo e da Hist&#243;ria</i> (Vols. 1-5). Lisboa: Centro de Estudos Hist&#243;ricos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837504&pid=S0874-6885201700010000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rau, V. (1967). Affari e mercanti in Portogallo dal XIV al XVI secolo. <i>Economia e Storia: Rivista Italiana di Storia Economica e Sociale, 14</i> (4), 447-456.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837506&pid=S0874-6885201700010000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rau, V. &amp; Macedo, J. B. (1962). <i>O&nbsp;a</i>&#231;&#250;<i>car da Madeira nos fins do s</i>&#233;culo <i>XV:&nbsp;Problemas de produ&#231;&#227;o e com&#233;rcio</i>. Funchal:&nbsp;Junta Geral do Distrito Aut&#243;nomo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837508&pid=S0874-6885201700010000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sampaio, A. (1923). <i>Estudos historicos e econ&#243;micos</i>. Porto: Livraria Chardron.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837510&pid=S0874-6885201700010000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, L. A. R. (1868). <i>Memoria sobre a popula&#231;&#227;o e a agricultura de Portugal:&nbsp;Desde a funda&#231;&#227;o da monarchia at&#233; 1865</i>.&nbsp;Lisboa:&nbsp;Imprensa Nacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837512&pid=S0874-6885201700010000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <p>Torgal, L. R.; J. M. A. &amp; Catroga, F. (1996). <i>Hist&#243;ria da hist&#243;ria em Portugal: s&#233;culos XIX-XX</i>. C&#237;rculo de Leitores: Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Trindade, M. J. L. (1981). <i>Estudos de hist&#243;ria medieval e outros.</i>&nbsp;Lisboa:&nbsp;Faculdade de Letras de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837515&pid=S0874-6885201700010000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ventura, M. G. (1997). <i>Igreja e poder no </i>s&#233;culo<b> </b><i>XV: Dinastia de Avis e liberdades eclesi&#225;sticas (1385-1450)</i>. Lisboa: Colibri.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1837517&pid=S0874-6885201700010000400051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body><back>
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