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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>(AUTO-)RETRATO</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Salwa El-Shawan Castelo-Branco</b></font></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/eva/n37/n37a15f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A minha vida repartiu-se por tr&#234;s espa&#231;os geogr&#225;ficos e culturais muito diversos: Cairo, Nova Iorque e Lisboa. Esta viv&#234;ncia proporcionou-me uma mundivid&#234;ncia cosmopolita que se mant&#233;m viva atrav&#233;s da mem&#243;ria que me liga a pessoas, lugares, espa&#231;os, eventos e sons que me marcaram ao longo da vida, assim como atrav&#233;s de uma teia de liga&#231;&#245;es pessoais e profissionais que mantenho nos cinco continentes. </p>     <p>Nasci no Cairo, Egipto, a 1 de Maio de 1950, numa fam&#237;lia pertencente &#224; minoria crist&#227; que integrava a elite cultural cosmopolita da cidade. Meu pai, Aziz El-Shawan (1916-1993), era um compositor proeminente, tendo criado um estilo nacionalista, inspirado na m&#250;sica tradicional e moldado na linguagem da m&#250;sica erudita ocidental rom&#226;ntica. A minha m&#227;e, Laila El-Shawan (1928-2011), era empres&#225;ria, tendo fundado e gerido ao longo de 30 anos a sua pr&#243;pria empresa de turismo. </p>     <p>Na casa dos meus pais, a audi&#231;&#227;o de discos de m&#250;sica ocidental erudita fazia parte do quotidiano. Al&#233;m disso, a frequ&#234;ncia dos concertos da Orquestra Sinf&#243;nica do Cairo e da temporada de &#243;pera e bailado do Teatro de &#211;pera da mesma cidade era um ritual semanal dos meus pais, que me levavam com eles desde tenra idade. A casa dos meus pais era um ponto de encontro de m&#250;sicos e intelectuais que debatiam a pol&#237;tica cultural e o futuro do pa&#237;s num per&#237;odo de grandes transforma&#231;&#245;es marcado pelo fim da Monarquia e pelo estabelecimento de um regime nacionalista republicano liderado pelo Coronel Gamal &#8216;Abd Al-Nasser, entre 1956 e 1970. </p>     <p>Iniciei os meus estudos de piano aos cinco anos com uma professora privada, ao mesmo tempo que frequentava o col&#233;gio ingl&#234;s El-Salam College. Aos nove anos, ingressei no Conservat&#243;rio Nacional do Cairo como aluna externa, e a&#237; continuei a estudar piano na classe de Ettore Puglizi, um professor de origem siciliana que se mudou para o Cairo nos anos 30 a convite do Rei Farouk para ser seu instrutor privado. Puglizi permaneceu na capital eg&#237;pcia at&#233; ao seu falecimento, no in&#237;cio dos anos 80. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A partir do ensino<b> </b>secund&#225;rio, decidi que a m&#250;sica era o caminho para o meu futuro. Sonhei ser concertista de renome internacional. Inscrevi-me no ensino integrado secund&#225;rio no Conservat&#243;rio Nacional do Cairo, onde continuei a n&#237;vel superior, tendo completado a Licenciatura em Piano em 1970 com a mais alta classifica&#231;&#227;o. </p>     <p>Embora tivesse uma oferta de emprego como assistente no Conservat&#243;rio do Cairo, desejava concretizar o meu sonho de ser concertista, o que requeria mais estudos e uma viv&#234;ncia art&#237;stica num pa&#237;s com uma grande tradi&#231;&#227;o de m&#250;sica ocidental erudita. Concorri para diversos programas de Mestrado em Piano oferecidos por escolas superiores de m&#250;sica na cidade de Nova Iorque, para onde a minha tia materna havia emigrado na d&#233;cada anterior. Fui aceite na Manhattan School of Music, uma das melhores escolas de m&#250;sica da cidade de Nova Iorque, onde estudei entre 1970 e 1973 com uma excelente professora, Constance Keene. Recebi igualmente uma bolsa da PEO International Peace Scholarship Fund que apenas chegava para pagar as propinas, o que me obrigou a ter de<b> </b>trabalhar a tempo parcial para fazer face &#224;s restantes despesas. </p>     <p>A mudan&#231;a para Nova Iorque transformou a minha vida profissional e pessoal. Tive acesso a um ensino de m&#250;sica de excel&#234;ncia e &#224; audi&#231;&#227;o de orquestras e artistas de renome internacional. Com o apoio da minha professora de piano, estudei o <i>Concerto para Piano e Orquestra</i> da autoria do meu pai, que toquei com a Orquestra Sinf&#243;nica do Cairo, em 1972. Em Nova Iorque, vivi na Casa Internacional/International House, uma resid&#234;ncia para estudantes americanos e estrangeiros, o que me proporcionou um conv&#237;vio e um interc&#226;mbio intelectual com jovens estudantes de diversos pa&#237;ses do mundo. Foi na Casa Internacional que conheci Gustavo Castelo-Branco, ent&#227;o um jovem estudante de F&#237;sica, com quem me casei em 1974. </p>     <p>Apesar da excelente forma&#231;&#227;o musical e do ambiente art&#237;stico estimulante proporcionados pela Manhattan School of Music e pela cidade de Nova Iorque, senti a necessidade de me desenvolver intelectualmente, de compreender os significados da m&#250;sica e a sua articula&#231;&#227;o com os contextos cultural, social e pol&#237;tico. A minha professora de Hist&#243;ria da M&#250;sica na Manhattan School of Music, a music&#243;loga Ethel Thurston, abriu-me um novo caminho ao incluir na sua cadeira uma introdu&#231;&#227;o &#224; Etnomusicologia. De imediato, esta disciplina despertou o meu interesse. Decidi explorar a Etnomusicologia, inscrevendo-me como aluna a tempo parcial numa das cadeiras oferecidas pela etnomusic&#243;loga africanista Rose Brandel no Mestrado em Etnomusicologia no Hunter College, uma das Faculdades da City University of New York. Foi nas aulas de Rose Brandel que ouvi exemplos de m&#250;sica africana pela primeira vez, o que me deixou fascinada e com muita vontade de aprender mais sobre as m&#250;sicas do mundo. Na altura, Brandel seguia a abordagem da Musicologia Comparada, sobretudo na linha do seu mentor, o proeminente music&#243;logo alem&#227;o Curt Sachs, centrando as suas aulas na compreens&#227;o das estruturas musicais e sobretudo na an&#225;lise r&#237;tmica. Apesar de a Etnomusicologia da d&#233;cada de 70 j&#225; se caracterizar por uma abordagem antropol&#243;gica que privilegiava o estudo da m&#250;sica na cultura e n&#227;o por uma &#234;nfase na an&#225;lise do som musical<b>, </b>as aulas da Prof.&#170; Rose Brandel foram muito enriquecedoras, tendo contribu&#237;do para a minha decis&#227;o de me dedicar ao estudo da Etnomusicologia. Concorri a diversos programas de doutoramento e fui aceite com uma bolsa de estudos na Columbia University, uma das melhores universidades norte-americanas, onde completei o Mestrado e o Doutoramento em Etnomusicologia em 1975 e 1980, respectivamente. Na Columbia University, o programa de estudos era multidisciplinar e os semin&#225;rios eram orientados por figuras de proa nas suas disciplinas (por exemplo, Dieter Christensen e Adelaida Reyes, Etnomusicologia; Christoph Wolff, Musicologia Hist&#243;rica; Margaret Mead, Marvin Harris, Morton Fried e Robert Murphy, Antropologia), o que exigiu um trabalho intenso por parte dos doutorandos.</p>     <p>J&#225; em 1979, no &#250;ltimo ano da redac&#231;&#227;o da minha tese de doutoramento, concorri a uma posi&#231;&#227;o como professora auxiliar em diversas universidades norte-americanas, tendo conseguido um lugar &#8220;tenure track&#8221; na New York University; tratava-se de uma posi&#231;&#227;o que, cumprindo as exig&#234;ncias de ensino e investiga&#231;&#227;o de qualidade, passaria a permanente. O primeiro ano na NYU representou um grande desafio profissional e pessoal. Al&#233;m de estar ainda a terminar a tese de doutoramento e a ensinar a tempo integral, fui encarregada de conceber um programa de Mestrado em Etnomusicologia Urbana, na altura um novo subdom&#237;nio da Etnomusicologia. Por outro lado, o<b> </b>meu marido, Gustavo Castelo-Branco, tinha um <i>post doc</i> na Carn&#233;gie-Mellon University, uma das melhores universidades norte-americanas no dom&#237;nio da F&#237;sica Te&#243;rica, o que implicou um vaiv&#233;m semanal entre Pittsburgh e Nova Iorque, cidades que distam mais de 500 quil&#243;metros. </p>     <p>Em 1981, nasceu em Nova Iorque a nossa filha Laila-Maria, o que nos levou a considerar seriamente os convites para leccionarmos em Portugal por parte do Instituto Superior T&#233;cnico, no caso de Gustavo Castelo-Branco (actualmente professor catedr&#225;tico naquela institui&#231;&#227;o), e do Instituto Gregoriano e do rec&#233;m-fundado Departamento de Ci&#234;ncias Musicais (DCM) da Faculdade de Ci&#234;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no meu caso. Ali&#225;s<b>,</b> nesse mesmo ano, encontrei-me pela primeira vez com a professora Maria Augusta Barbosa, fundadora e primeira coordenadora do DCM, que me recebeu com cordialidade, manifestando interesse na minha colabora&#231;&#227;o no Departamento e na integra&#231;&#227;o da moderna Etnomusicologia no rec&#233;m-lan&#231;ado programa de Licenciatura em Ci&#234;ncias Musicais. </p>     <p>Tomada a decis&#227;o da mudan&#231;a para Portugal em 1982, tracei como objectivos para o meu trabalho no DCM: &#8220;ministrar ensino actualizado em termos te&#243;ricos e metodol&#243;gicos de modo a formar uma nova gera&#231;&#227;o de etnomusic&#243;logos competentes e internacionalmente competitivos; incentivar os jovens formandos a levar a cabo investiga&#231;&#227;o etnomusicol&#243;gica em Portugal e no espa&#231;o lus&#243;fono em torno de problem&#225;ticas actuais; encetar um di&#225;logo cient&#237;fico com uma rede alargada de institui&#231;&#245;es e investigadores em Portugal e no estrangeiro de modo a colocar Portugal no circuito internacional de produ&#231;&#227;o cient&#237;fica no dom&#237;nio da Etnomusicologia&#8221; (Castelo-Branco, 2010). Ap&#243;s a jubila&#231;&#227;o da Prof. Maria Augusta Barbosa, fui nomeada coordenadora do DCM entre 1984 e 1988 e de novo entre 1995 e 1997. A responsabilidade pelo DCM trouxe novos desafios, pois era necess&#225;rio consolidar o programa de Licenciatura, atrair docentes competentes e internacionalizar o ensino. Na altura, eram docentes do DCM Gerhard Doderer, Constan&#231;a Capdeville e Jo&#227;o de Freitas Branco. Foi ent&#227;o claro para mim que havia necessidade de contratar jovens que estivessem a acabar o doutoramento no estrangeiro. Foi neste contexto que<b>,</b> num primeiro momento, assegurei a contrata&#231;&#227;o de Rui Vieira Nery e Paulo Ferreira de Castro, que estavam ainda a estudar no estrangeiro, e, num segundo momento, de M&#225;rio Vieira de Carvalho. Organizei dois col&#243;quios internacionais que contribu&#237;ram para colocar Portugal no circuito internacional da investiga&#231;&#227;o etnomusicol&#243;gica. O primeiro teve lugar em 1986 na Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian, um ano ap&#243;s o nascimento do meu filho Ricardo. Foi organizado em colabora&#231;&#227;o com o Conselho Internacional de M&#250;sica Tradicional, tendo focado os processos musicais desencadeados pelos encontros hist&#243;ricos entre Portugal, &#193;frica, Brasil e &#193;sia desde o s&#233;culo XV (Castelo-Branco, 1997). O segundo col&#243;quio focou as culturas musicais urbanas no espa&#231;o ibero-americano no final do s&#233;culo XX e foi organizado no &#226;mbito de Lisboa 94, Capital Europeia da Cultura. </p>     <p>Em 1990, lancei o Mestrado em Ci&#234;ncias Musicais com duas &#225;reas de especialidade, Musicologia Hist&#243;rica e Etnomusicologia. Cinco anos depois, fundei e desde ent&#227;o coordeno o Instituto de Etnomusicologia &#8211; Centro de Estudos em M&#250;sica e Dan&#231;a, actualmente uma unidade de investiga&#231;&#227;o polinucleada, com sede na Faculdade de Ci&#234;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e com p&#243;los nas Universidades de Lisboa e Aveiro e no Instituto Polit&#233;cnico do Porto. Primeira unidade de investiga&#231;&#227;o no &#226;mbito das Ci&#234;ncias Musicais em Portugal, desde 1997 conta com o financiamento da Funda&#231;&#227;o para a Ci&#234;ncia e a Tecnologia, tendo sido classificada como &#8220;Excelente&#8221;. Simultaneamente, levei a cabo uma intensa actividade pedag&#243;gica e de gest&#227;o cient&#237;fica e desenvolvi trabalho de investiga&#231;&#227;o atrav&#233;s de projectos de pesquisa individuais e em equipa, no Egipto, em Om&#227; e em Portugal, tendo sido investigadora respons&#225;vel de dez projectos financiados pela FCT, desde 1997. O maior projecto por mim coordenado foi levado a cabo por uma equipa editorial de 15 membros e 150 redactores ao longo de mais de uma d&#233;cada, tendo resultado na publica&#231;&#227;o, em 2010, da <i>Enciclop&#233;dia da M&#250;sica em Portugal no S&#233;culo XX</i>, em quatro volumes pelo C&#237;rculo de Leitores. A primeira grande obra de refer&#234;ncia dedicada &#224; m&#250;sica praticada em Portugal ao longo do s&#233;culo XX, recebeu cr&#237;ticas elogiosas publicadas em revistas acad&#233;micas nacionais e estrangeiras. Reconhecendo o contributo desta obra, a Sociedade Portuguesa de Autores atribuiu-me o pr&#233;mio Pr&#243;-Autor, em 2010. </p>     <p>Al&#233;m do meu trabalho acad&#233;mico em Portugal, continuei a desenvolver a minha carreira a n&#237;vel internacional, publicando em revistas e livros de prest&#237;gio, participando em congressos e passando licen&#231;as sab&#225;ticas como Professora Convidada nas universidades de Columbia, Princeton, Chicago e Cambridge. Fui eleita Vice-Presidente da Society for Ethnomusicology (a maior associa&#231;&#227;o acad&#233;mica norte-americana no dom&#237;nio da Etnomusicologia). Actualmente<b>, </b>sou Presidente do International Council for Traditional Music (a maior associa&#231;&#227;o acad&#233;mica internacional no dom&#237;nio da Etnomusicologia). Este trabalho a n&#237;vel internacional teve o reconhecimento da Sociedade Su&#237;&#231;a de Musicologia, que me atribuiu o Pr&#233;mio Glarean, conferido pela primeira vez a uma mulher, em 2013. </p>     <p>Trinta e<b> </b>cinco anos volvidos sobre a minha decis&#227;o de me radicar em Portugal, verifico com satisfa&#231;&#227;o alguns resultados do meu trabalho: a moderna Etnomusicologia est&#225; solidamente institucionalizada na FCSH-&#173;&#8209;UNL e na Universidade de Aveiro (pela m&#227;o de jovens que se doutoraram comigo); formei tr&#234;s gera&#231;&#245;es de etnomusicol&#243;gos/as que hoje s&#227;o profissionais com posi&#231;&#245;es de ensino e investiga&#231;&#227;o no pa&#237;s; o INET-md &#233; reconhecido como um dos melhores centros de Etnomusicologia na Europa. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Devo muito do que sou hoje &#224; minha viv&#234;ncia cosmopolita, assim como a um conjunto de pessoas, das quais apenas pude mencionar algumas neste texto. Devo tamb&#233;m muito do que sou hoje a Portugal, o pa&#237;s que me acolheu com abertura e generosidade, onde passei a maior parte da minha vida, onde constitu&#237; fam&#237;lia, onde desenvolvi a minha carreira acad&#233;mica e onde me sinto verdadeiramente &#8220;em casa&#8221;. &#201; a partir de Portugal e da l&#237;ngua portuguesa que hoje perspectivo o mundo. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>Castelo-Branco, S. E. (1997). <i>Portugal e o mundo: O encontro de culturas na m&#250;sica</i>. Lisboa: Dom Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1838574&pid=S0874-6885201700010001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castelo-Branco, S. E. (2010). <i>Enciclop&#233;dia de m</i><i>&#250;sica em Portugal no s</i><i>&#233;culo XX</i>. (4 volumes, 1500 p&#225;ginas, 1250 entradas). Lisboa: C&#237;rculo de Leitores/Temas e Debates&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1838576&pid=S0874-6885201700010001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
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