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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>(AUTO-)RETRATO</b></font></p>     <p><font size="4"><b>S&#233;verine: Uma vida de luta pela Paz, pela Justi&#231;a e pela Fraternidade</b></font></p>     <p><b>Ilda Soares De Abreu*</b></p>     <p>&#160;* Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ci&#234;ncias Sociais e Humanas, Centro Interdisciplinar de Ci&#234;ncias Sociais, Faces de Eva &#8211; Estudos sobre a Mulher, <a href="mailto:ildaabreu2015@gmail.com">ildaabreu2015@gmail.com</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/eva/n37/n37a16f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Anarquista. Libert&#225;ria. Revolucion&#225;ria. Socialista. Pacifista. Aguerrida nas convic&#231;&#245;es, fez do jornalismo a arma de luta pela prote&#231;&#227;o social de trabalhadores/as e pelo direito das mulheres &#224; educa&#231;&#227;o, ao div&#243;rcio e ao aborto legal. No princ&#237;pio do s&#233;culo XX, foi para a rua em protesto e apelo ao combate c&#237;vico a favor do voto feminino. </p>     <p>As suas cr&#243;nicas eram apreciadas e divulgadas em Portugal por Guiomar Torrez&#227;o<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a> e gozava do apre&#231;o de Magalh&#227;es Lima (1850-1928), diretor do di&#225;rio <i>O S&#233;culo</i> (1881-1896) e que a considerava &#8220;o mais brilhante e not&#225;vel talento de mulher que hoje existe em Fran&#231;a&#8221; (Lima, 1888, pp. 154-155).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DE CAROLINE R&#201;MY A S&#201;VERINE</p>     <p>Caroline R&#233;my nasceu em Paris, a 27 de abril de 1855, numa fam&#237;lia oriunda da Lorena. O pai era funcion&#225;rio da Prefeitura. Era ruiva e de cabelo encrespado e diz-se que era muito bela.</p>     <p>Caroline, ou Line, teria uma educa&#231;&#227;o tradicional para meninas do seu meio e do seu tempo, destinadas ao casamento ou a um modesto meio de subsist&#234;ncia.</p>     <p>Em 1871 ou 1872, casou-se com Antoine-Henri Montrobert, empregado na Companhia do G&#225;s, de quem teve o filho Louis. Em 1873, separou-se do marido, deixou-lhe o filho e regressou &#224; casa paterna. Durante cinco anos, viveu de li&#231;&#245;es de piano, de trabalhos de costura e bordados, at&#233; que se empregou como <i>lectrice</i> de Mme. Guebhard, vi&#250;va de origem su&#237;&#231;a. O filho desta, Adrien Guebhard (1849-1924), professor de medicina e matem&#225;tico reconhecido, enamorou-se de Caroline e com ela passou a viver (Winock, 2001). </p>     <p>A uni&#227;o era il&#237;cita &#8211; o div&#243;rcio s&#243; foi restabelecido em 1884 &#8211; e, quando do nascimento do filho de ambos, deslocaram-se a Bruxelas para um parto discreto. O consulado de Fran&#231;a registava, em 1880, o nascimento de Roland, &#8220;n&#233; de m&#232;re inconnue&#8221; (Winock, 2001, p. 554). A crian&#231;a foi entregue a uma ama at&#233; que foi acolhida pela av&#243; paterna.</p>     <p>Tudo parecia indicar que a irrequieta Caroline se iria render ao bem-estar da burguesia, segundo o conceito da &#233;poca. No entanto, n&#227;o esqueceu as condi&#231;&#245;es da classe de que era oriunda. </p>     <p>Em Bruxelas, Caroline e Adrien tinham privado com o <i>communard </i>Jules Vall&#232;s<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a> que, depois da amnistia de 14 de julho de 1880, regressava Paris e ao conv&#237;vio com o casal Guebhard, com quem teria afinidades pol&#237;ticas.</p>     <p>Caroline tornou-se secret&#225;ria particular de Vall&#232;s, pessoa socialmente pouco recomend&#225;vel e de quem Mme. Guebhard a quis afastar.</p>     <p>Vall&#232;s era o &#250;nico apoio para a carreira jornal&#237;stica com que ela sonhava. Em desespero, recorreu ao suic&#237;dio (ou simula&#231;&#227;o), com um tiro de rev&#243;lver, para sensibilizar a fam&#237;lia. Segundo dizia, tinha a bala alojada nos pulm&#245;es. A hist&#243;ria dava-lhe um toque de hero&#237;na rom&#226;ntica com muito &#234;xito nos sal&#245;es. </p>     <p>Vencidas as resist&#234;ncias, aliou-se, mais do que nunca, aos projetos de Vall&#232;s. O casamento n&#227;o iria resistir &#224; aventura.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>S&#201;VERINE JORNALISTA E CRONISTA </p>     <p>A lei de 29 de julho de 1881 estabelecia a liberdade de imprensa. Com o apoio financeiro de alguns amigos, entre eles os Guebhard, Vall&#232;s relan&#231;ava, a 28 de outubro de 1883, <i>Le Cri du Peuple,</i> &#8220;quotidien litteraire et politique, non sectaire, r&#233;cusant les &#233;tiquettes, sauf celle &#8211; non affili&#233;e &#8211; de socialiste r&#233;volutionnaire&#8221;<i> </i>(Winock, 2001, p. 554).</p>     <p>Nesse jornal, Caroline ensaiou as primeiras cr&#243;nicas, sem &#234;xito. Tornou-se conhecida numa rubrica liter&#225;ria e teatral intitulada &#8220;Notes d&#8217;une parisienne&#8221;, em que assinava com o pseud&#243;nimo &#8220;S&#233;verine&#8221; (Winock, 2001).</p>     <p>Quando Vall&#232;s faleceu, a 15 de fevereiro de 1885, sucedeu-lhe como diretora do jornal, continuando as diretrizes do mestre, em cr&#243;nicas e reportagens de rua em que, numa escrita crua e direta, se debru&#231;ava sobre factos ver&#237;dicos e viv&#234;ncias de pessoas concretas, para denunciar as terr&#237;veis condi&#231;&#245;es em que trabalhava e sobrevivia o operariado. Passou a ser considerada como uma voz em defesa dos fracos contra os poderosos da riqueza e/ou da pol&#237;tica. Nesse sentido, n&#227;o hesitou em descer &#224;s minas de St. &#201;tienne para, depois, em cr&#243;nicas, &#8220;chamar para os infelizes mineiros a aten&#231;&#227;o de todas as classes sociais e a considera&#231;&#227;o especial dos poderes p&#250;blicos&#8221; (Lima, 1888, p. 155).</p>     <p>Essas experi&#234;ncias ditaram-lhe um percurso e uma divisa: sempre ao lado dos pobres, apesar dos seus erros, apesar dos seus crimes<i>.</i></p>     <p>Em 1888, j&#225; considerada no meio jornal&#237;stico, S&#233;verine deixou a dire&#231;&#227;o<i> </i>do jornal,<i> </i>depois de uma pol&#233;mica com o te&#243;rico socialista Jules Guesde<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>. Passou a publicar em jornais de diferentes correntes ideol&#243;gicas:<i> L&#8217;&#201;clair,</i> <i>L&#8217;&#201;cho de Paris, Le Gaulois, Gil Blas </i>e <i>La Libre Parole, </i>que aproveitaram a clientela de leitores da conhecida libert&#225;ria.</p>     <p>Em mais de quatro mil cr&#243;nicas, deu a face por quest&#245;es pol&#233;micas como o direito ao aborto: no artigo de opini&#227;o &#8220;Le droit &#224; l&#8217;avortement&#8221;,<i> </i>publicado no quotidiano <i>Gil Blas</i>, a 4 de novembro de 1890, tra&#231;ou um vivo retrato da mis&#233;ria familiar das oper&#225;rias, denunciando<i> </i>a hipocrisia social e institucional em rela&#231;&#227;o &#224;s pr&#225;ticas abortivas (Eveno, 2010).</p>     <p>Por volta de 1885, tinha-se envolvido, sentimentalmente, com o jornalista Georges Labruy&#232;re. Guiomar Torrez&#227;o, que o conheceu em Paris, descreveu-o como &#8220;baixo, atarracado, de fisionomia dura, embora sagaz e de med&#237;ocres aptid&#245;es plumitivas na sua esfera de jornalista militante&#8221; (Torrez&#227;o, 1896, p. 13).</p>     <p>Em 1896, Labruy&#232;re, &#8220;um explorador, um imoral, que sugava lu&#237;ses de oiro aos imbecis como Max&#8221; (<i>Ibidem</i>, p. 14), foi acusado de envolvimento num caso de chantagem a Max Lebaudy, um comerciante corrupto, e foi preso. O caso provocou uma guerrilha jornal&#237;stica entre S&#233;verine, em <i>La Libre Parole</i> apoiando Labruy&#232;re, e Rochefort<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>, em <i>L&#8217;Intransigent</i>,<i> </i>que o condenava. </p>     <p>O caso chegou &#224; imprensa portuguesa, e Guiomar Torrez&#227;o colou-se &#224; defesa emocional da amiga. Quando Marguerite Durand<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a> fundou o jornal <i>La Fronde, </i>Caroline R&#233;my Guebhard ali publicou cr&#243;nicas abertamente libert&#225;rias sob os pseud&#243;nimos de &#8220;S&#233;verine&#8221; e &#8220;Arthur Vingtras&#8221; nome do protagonista da tetralogia de Jules Vall&#232;s.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 1927, alinhava na campanha a favor de Sacco e Vanzetti, anarquistas condenados &#224; morte, j&#225; depois de testemunhadas as suas inoc&#234;ncias. </p>     <p>ENVOLVIMENTO POL&#205;TICO</p>     <p>Claro que havia objetivos pol&#237;ticos expressos nas cr&#243;nicas de S&#233;verine. Ignorando a t&#227;o festejada coer&#234;ncia, cedeu a entusiasmos de ocasi&#227;o, por vezes contradit&#243;rios. Foi, por algum tempo, boulangista, alinhou no movimento antissemita em <i>La Libre Parole</i>, de Drumont, depois mostrou-se ac&#233;rrima defensora de Dreyfus, em sintonia com <i>La Fronde</i> de Marguerite Durand<i>.</i> Pacifista, tomou posi&#231;&#245;es contra o envolvimento da Fran&#231;a na I Guerra Mundial. Em 1918, aderiu &#224; SFIO (<i>Section Fran&#231;aise de l&#8217;Internationale Ouvri&#232;re</i>), que abandonou, em 1921, para se filiar no Partido Comunista Franc&#234;s, cujas teses lhe pareceram mais conformes &#224; mudan&#231;a pol&#237;tico-social que defendia. Saiu, logo, em 1923, quando a disciplina partid&#225;ria lhe imp&#244;s o abandono da Liga dos Direitos do Homem que ela tinha ajudado a fundar.</p>     <p>A QUEST&#195;O DAS MULHERES</p>     <p>Por toda a Europa, ap&#243;stolas da causa feminista, em posi&#231;&#245;es econ&#243;micas e sociais privilegiadas, envolviam-se em associa&#231;&#245;es e movimentos reivindicativos dos direitos das mulheres, recorrendo a a&#231;&#245;es mais ou menos radicais. Em Fran&#231;a, Hubertine Auclert (1848-1914) fundara, em 1876, a sociedade <i>Le Droit des Femmes</i> e, depois, <i>La Citoyenne</i> (1881-1891), jornal de combate pela igualdade civil e pol&#237;tica, sem discrimina&#231;&#227;o de sexos.</p>     <p>Ent&#227;o, S&#233;verine preocupava-se com as quest&#245;es sociais que envolviam a dignidade humana e n&#227;o via no voto feminino qualquer utilidade para a classe oper&#225;ria. A opress&#227;o de que falavam as feministas poderia atingir todas as mulheres mas evidenciava-se diferentemente. Para aquelas, as quest&#245;es fundamentais referiam-se &#224; emancipa&#231;&#227;o legal e econ&#243;mica e ao acesso a carreiras pol&#237;ticas. Para as oper&#225;rias eram outros os problemas: baixos sal&#225;rios, mis&#233;ria familiar, natalidade frequente, aborto, infantic&#237;dio e, por vezes, a pris&#227;o. Temas<b> </b>que as cr&#243;nicas de S&#233;verine levavam &#224; consci&#234;ncia p&#250;blica.</p>     <p>A SUFRAGISTA</p>     <p>Em 1900, realizava-se em Paris o Congresso Internacional da Condi&#231;&#227;o e dos Direitos das Mulheres, sob a &#233;gide de Marguerite Durand. Participantes de ambos os sexos e de v&#225;rios pa&#237;ses ali se reuniram em defesa dos direitos civis e pol&#237;ticos das mulheres em diversos dom&#237;nios da atividade humana. Defendeu-se que a mudan&#231;a passaria pelo sufr&#225;gio feminino. Em 1908, Hubertine Auclert publicava <i>Le Vote des Femmes</i> e, em 1909,<i> </i>C&#233;cile Brunschvicg (1877-1946) era a mentora da <i>Union fran&#231;aise pour le suffrage des femmes</i>.</p>     <p>S&#233;verine reagiu contra a prescri&#231;&#227;o da lei eleitoral do Parlamento franc&#234;s que, em 1910, vedava o voto &#224; mulher instru&#237;da, quando o facilitava a qualquer homem, ainda que incapaz e quase analfabeto. No seman&#225;rio <i>Nos Loisirs, </i>declarou-se publicamente a favor do voto das mulheres e passou &#224; a&#231;&#227;o encabe&#231;ando desfiles de sufragistas pelas avenidas de Paris.</p>     <p>&#160;No sentido de fortalecer o movimento, tentou unir as associa&#231;&#245;es sufragistas francesas entre si e numa federa&#231;&#227;o internacional, sem resultado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>S&#243; em 1945, as francesas votariam para a Assembleia Constituinte.</p>     <p>Labruy&#232;re faleceu em 1920. S&#233;verine voltou a viver com o marido, Adrien Guebhard, at&#233; &#224; morte deste, em 1924. Faleceu a 24 de abril de 1929, na sua casa em Pierrefonds. Escreveu at&#233; ao fim da vida, mantendo o esp&#237;rito livre e revoltado, inimigo de todo o dogmatismo (Klejman e Rochefort, 1996).</p>     <p>ALGUMAS OBRAS PUBLICADAS POR S&#201;VERINE</p>     <p>1893. <i>Pages rouges. </i>Paris: H. Simonis Empis.</p>     <p>1894. <i>Notes d&#8217;une frondeuse: De la Boulange au Panama. </i>Pr&#233;f. Jules Vall&#232;s. Paris: H. Simonis Empis.</p>     <p>1896. <i>En marche. </i>Paris<i>: </i>H. Simonis Empis.</p>     <p>1900. <i>Affaire Dreyfus: Vers la lumi&#232;re &#8230; impressions v&#233;cues. </i>Paris: Stock.</p>     <p><i>1921. Line</i>: <i>1885-1867</i>. Paris: Cr&#232;s.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>Guiomar Torrez&#227;o (1844-1898), escritora, jornalista, cronista e publicista portuguesa que fundou e dirigiu o <i>Almanaque das Senhoras </i>entre 1871 e 1898.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>Jules Vall&#232;s (1832-1885), jornalista, cronista e rep&#243;rter libert&#225;rio<i>.</i> Foi, muitas vezes, preso por publicar artigos adversos &#224; situa&#231;&#227;o pol&#237;tica. <i>Communard</i>, foi condenado &#224; morte por contum&#225;cia, em 1872, pelo que se exilou em Londres e, depois, em Bruxelas. Em 1871, tinha fundado <i>Le Cri du Peuple</i>, quotidiano de extrema esquerda que, durante a Comuna, foi o jornal mais lido em Paris, com uma tiragem de 100 000 exemplares. Durante o ex&#237;lio em Bruxelas, escreveu a trilogia autobiogr&#225;fica <i>L&#8217;Enfant</i>, (1878), <i>Le Bachelier</i> (1881) e <i>L&#8217;Insurg&#233; </i>(1886).</p>     <p><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>Jules Guesde (1845-1922), socialista, fundador de <i>L&#8217;&#201;galit&#233; </i>(1877-1883), o primeiro jornal marxista publicado em Fran&#231;a. Foi tamb&#233;m um dos fundadores do Partido Socialista Franc&#234;s.</p>     <p><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>Henri Rochefort (1831-1913). <i>Comunnard</i>,<i> </i>foi deportado para a Nova Caled&#243;nia, de onde se evadiu, em 1874. Reentrou em Paris depois do armist&#237;cio, em 1880. Fundou o quotidiano <i>L&#8217;Intransigent, </i>que contava com cerca de 20 000 leitores. Manifestou-se antissemita e <i>antidreyfusard</i> (Eveno, 2010).</p>     <p><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a>Marguerite Durand (1864-1936), jornalista republicana e socialista, defensora da igualdade de direitos. Fundou o jornal <i>La Fronde,</i> o primeiro quotidiano feminista concebido, escrito e impresso por mulheres (Klejman e Rochefort,<i> </i>1996).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>Klejman, L.&nbsp;&amp; Rochefort, F. (1996). La Fronde. Marguerite Durand. S&#233;verine (Caroline R&#233;my). In J. Julliard e M. Winock (Dir.), <i>Dictionnaire des intellectuels fran&#231;ais</i> (pp. 408-409, 514-515 e 1055-1056, respetivamente).<i> </i>Paris:<i> </i>&#201;ditions du Seuil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1838639&pid=S0874-6885201700010001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lima, S. M. (1888). <i>Pela p&#225;tria e pela rep&#250;blica. </i>Porto: Casa Editora Alcino Aranha &amp; Ca.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1838641&pid=S0874-6885201700010001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Patrick, E. (2010). <i>Les grands articles qui ont fait l&#8217;histoire. </i>Paris: Flammarion.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1838643&pid=S0874-6885201700010001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Torrez&#227;o, G. (1896, n.&#186; 2, janeiro, 31), <i>A cr&#243;nica</i>.<i> </i>Lisboa: Ed. Ant&#243;nio Maria Pereira, pp. 11-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1838645&pid=S0874-6885201700010001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Winock, M. (2001). <i>Les voix de la libert&#233;. les &#233;crivains engag&#233;s au XIX si&#232;cle. </i>Paris: &#201;ditions du Seuil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1838647&pid=S0874-6885201700010001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body><back>
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