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<publisher-name><![CDATA[Equipa de Investigação Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher, CICS.NOVA - Centro Interdisciplinar de Ciências Socias, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa, Portugal.]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A função pedagógica da crítica musical: a recepção musical por Francine Benoît no Diário de Lisboa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The pedagogical role of music criticism: Francine Benoît’s music reception in Diário de Lisboa. Several authors (Ferreira, 1995; Schick, 1996; Carroll, 2009) state that music criticism has a role that can be qualified as pedagogical, since it must guide their readers for the reception and understanding of the musical works played at the concert. In this article I analyze some characteristics of music criticism written by Francine Benoît under this principle. To begin with, I will analyze several examples of reviews and comments made by Benoît concerning the works played at the concert (in particularly first auditions of works) as well as the musicians’ interpretation and technic qualities. The music criticism analyzed were published in Diário de Lisboa between 1924 and 1934, the first ten years of many during which she wrote in that newspaper.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>A função pedagógica da crítica musical: a recepção musical    por Francine Benoît no Diário de Lisboa</b></font></p>     <p><font size="3"><b>The pedagogical role of music criticism: Francine Benoît&rsquo;s    music reception inDiário de Lisboa</b></font></p>     <p><b>Mariana Carvalho Calado*</b></p>     <p>*Universidade NOVA de Lisboa, FCSH - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas,    CESEM - Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, 1069-061, Lisboa,    Portugal.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p> Vários autores (Ferreira, 1995; Schick, 1996; Carroll, 2009) apontam que a    crítica musical cumpre uma função que se pode qualificar de pedagógica pois    deve orientar os leitores para a recepção e compreensão das obras tocadas. Neste    artigo analiso alguns aspectos da crítica musical escrita por Francine Benoît    à luz deste princípio, tendo como ponto de partida diversos exemplos de comentários    feitos por Benoît às obras tocadas em concerto (em particular a obras em primeira    audição) e à interpretação e técnica dos músicos. As críticas de música analisadas    foram recolhidas no <i>Diário de Lisboa</i> e escritas entre 1924 e 1934, década    que corresponde aos primeiros de muitos anos de colaboração de Francine Benoît    com aquele jornal. </p>     <p><b>Palavras-chave</b>: crítica musical, recepção musical, discurso sobre música,    ensino da música, imprensa periódica. </p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b> </p>     <p>The pedagogical role of music criticism: Francine Benoît&rsquo;s music reception    in Diário de Lisboa. Several authors (Ferreira, 1995; Schick, 1996; Carroll,    2009) state that music criticism has a role that can be qualified as pedagogical,    since it must guide their readers for the reception and understanding of the    musical works played at the concert. In this article I analyze some characteristics    of music criticism written by Francine Benoît under this principle. To begin    with, I will analyze several examples of reviews and comments made by Benoît    concerning the works played at the concert (in particularly first auditions    of works) as well as the musicians&rsquo; interpretation and technic qualities. The    music criticism analyzed were published in Diário de Lisboa between 1924 and    1934, the first ten years of many during which she wrote in that newspaper.</p>     <p><b> </b><b>Keywords: </b>music criticism, musical reception, speech about music,    musical education, periodical press.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Introdução</p>     <p>No universo da crítica musical em Portugal no século XX, a colaboração de Francine    Benoît<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><sup><sup>[1]</sup></sup></a>    no jornal <i>Diário de Lisboa</i> foi, certamente, uma das mais prolongadas.    O nome de Benoît aparece associado ao jornal enquanto redactora de crítica musical    ao longo de quatro décadas, desde meados dos anos 1920 até 1969, ano em que    deixou o <i>Diário de Lisboa</i> e se juntou à equipa de redacção do jornal    <i>A Capital</i>, recém-criado.</p>     <p>Enquanto crítica musical, Francine Benoît tinha por função informar os leitores    do jornal sobre os concertos e espectáculos a que assistia, transmitindo as    suas impressões sobre os mesmos, sobre as obras escutadas e/ou sobre os músicos    que as interpretavam. </p>     <p>Cada crítica musical diz respeito a um espectáculo único e irrepetível e é    sujeita aos interesses, gosto e disposição de quem escreve a crítica, pelo que    não segue uma regra estritamente estabelecida (embora tenha de obedecer a princípios    que permitam classificar aquele texto como crítica musical e distingui-la de    outras formas de texto jornalístico, como a notícia ou a reportagem)<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""><sup><sup>[2]</sup></sup></a>.    Deste modo, os textos de crítica musical de Francine Benoît não obedecem a um    esquema fixo, mas possuem características de formulação das ideias que permitem    identificar um padrão, nomeadamente na formulação de comentários e avaliação    dos intérpretes e das obras escutados. </p>     <p>Neste artigo irei analisar algumas críticas de Benoît de modo a perceber o    tipo de discurso que ela construía e de que forma se dirigia aos seus leitores.    A noção de que a crítica musical deve ter uma função pedagógica, ou seja, de    que deverá gerar algum efeito esclarecedor ou instrutivo no leitor, noção debatida    por diversos autores que têm abordado o assunto, será um aspecto considerado    na análise das suas críticas. Embora Benoît tenha colaborado com diversos periódicos,    vou focar o presente artigo em críticas publicadas no <i>Diário de Lisboa</i>    (o jornal com o qual estabeleceu colaboração mais regular) no período entre    1924 e 1934, que corresponde sensivelmente à primeira década de actividade de    Benoît enquanto crítica musical. As críticas de Benoît que serviram de fonte    para este trabalho foram recolhidas no <i>Diário de Lisboa</i><a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title=""><sup><sup>[3]</sup></sup></a> no âmbito    da investigação da dissertação de mestrado e também do meu projecto de tese    de Doutoramento em Ciências Musicais, dedicado ao estudo da crítica musical    na imprensa periódica portuguesa entre 1926 e 1945<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title=""><sup><sup>[4]</sup></sup></a>.</p>     <p>I. Francine Benoît e o <i>Diário de Lisboa</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>É no <i>Diário de Lisboa</i> de 11 de Setembro de 1924 que se encontra pela    primeira vez o nome de Francine Benoît como autora de uma peça naquele jornal.    Porém, este não foi o primeiro jornal a publicar textos de Benoît. No <i>Echo    Musical</i> de 1 de Janeiro de 1920 encontra-se a primeira parte de um estudo    sobre canto gregoriano, curiosamente com o nome da autora mal identificado:    Francine Bessa. O texto provinha de uma palestra apresentada no ano anterior    e foi publicado em onze partes, até 1 de Junho de 1920, com o título &ldquo;Palestra    sobre cantochão e a literatura musical dos séculos XV, XVI e XVII a que deu    origem&rdquo;. A colaboração com a revista <i>Echo Musical</i> havia de se estender    até 1926. Pela mesma altura, a autora colaborou pontualmente com <i>O Século</i>    (Vieira, 2011, p. 258) e com <i>A Batalha</i>. Viria ainda a colaborar com periódicos    de diversos formato e índoles, entre os quais se contam <i>Ilustração</i>, <i>Seara    Nova</i>, <i>Fradique</i>, <i>Revista de Portugal</i>, <i>Afinidades</i>, <i>Mundo    Literário</i>, <i>Vértice</i>, <i>Os Nossos Filhos</i>, <i>Gazeta Musical</i>    (da qual foi uma das fundadoras), <i>A Capital</i> e <i>O Diário</i>, e para    os quais escreveu tanto crítica musical como crónicas.</p>     <p>Em 1924 Benoît contava 30 anos e era professora de música na Escola Oficina    n.º 1, em Lisboa. A escrita para a imprensa e o ensino da música foram as actividades    a que mais se dedicou ao longo da vida - actividades complementares e que se    cruzaram frequentemente, como se verá mais adiante na análise de algumas críticas    musicais. Enquanto professora, leccionou disciplinas de formação musical, história    da música e canto coral em escolas como o Jardim-Escola João de Deus, a Academia    de Amadores de Música e a Voz do Operário, além de ter dado aulas particulares    de piano e solfejo toda a sua vida. Dedicou-se igualmente à composição, tendo    escrito peças para piano, voz e piano, orquestra de câmara, etc. Do período    compreendido por este trabalho, data a escrita e edição de &ldquo;Álbum para a juventude    cantar e pular&rdquo; (1927), ciclo de peças para voz e piano.</p>     <p>O convite para a colaboração no <i>Diário de Lisboa</i> poderá ter partido    de Luís de Freitas Branco, que era a essa data o crítico de música do jornal.    Freitas Branco e Benoît conheciam-se do Conservatório Nacional, onde ele chegou    a ser examinador numa prova de composição de Benoît (o episódio é recordado    por Freitas Branco numa crítica a um concerto-conferência organizado por Benoît,    publicado na edição de 28/1/1928 do <i>Diário de Lisboa</i>). Antes de Freitas    Branco ser crítico musical no <i>Diário de Lisboa</i>, o cargo tinha sido desempenhado    pela poetisa Oliva Guerra.</p>     <p>O texto de Francine Benoît publicado na edição de 11 de Setembro de 1924 do    <i>Diário de Lisboa</i> é um artigo sobre interpretação musical. Até o final    desse ano e ao longo de 1925 encontram-se mais artigos e uma crítica solta a    um concerto do Orfeão Donostiarra (27/2/1925).</p>     <p>A estreia efectiva de Francine Benoît como crítica musical do <i>Diário de    Lisboa </i>aconteceria durante a temporada de ópera no teatro S. Luiz. Dessa    temporada resultaram seis críticas a óperas como <i>Madama Butterfly</i>, <i>Il    Pagliacci</i>, <i>Ernani</i>, <i>Rigoletto</i> e <i>O Barbeiro de Sevilha</i>,    publicadas ao longo da primeira semana de Março de 1926. A estas seguiram-se    algumas críticas a concertos das temporadas sinfónicas da Orquestra Sinfónica    Portuguesa, dirigida por Pedro Blanch, e da Orquestra Sinfónica de Lisboa, dirigida    por Fernandes Fão, ainda em Março. Contudo, Luís de Freitas Branco continuava    a ser o crítico de música do <i>Diário de Lisboa</i>, pelo que foi apenas na    temporada de 1926-27, mais concretamente a partir de Novembro de 1926, que Francine    Benoît assumiu a escrita regular de crítica musical. Em breve, havia de substituir    Luís de Freitas Branco, conforme é exposto pelo compositor numa carta datada    de 16 de Fevereiro de 1927 (Freitas Branco, 1927). Freitas Branco explica não    dispor de muito tempo para poder ocupar-se de todos os concertos que o <i>Diário    de Lisboa</i> lhe exigia, sugerindo assim que Benoît tomasse o seu cargo, passando    esta a receber salário anual do jornal. Ele mantinha-se como colaborador pontual,    sendo pago ao artigo.</p>     <p>As primeiras peças de Benoît escritas para o <i>Diário de Lisboa</i> nos anos    1924-1926 fazem adivinhar o teor de muitas das suas futuras contribuições, tanto    para este como para outros periódicos com os quais colaborou. Assim, desde a    publicação daquele primeiro artigo, &ldquo;O que deve caracterizar a interpretação    musical&rdquo;, e até se estabelecer no jornal como crítica musical, Benoît escreveu    diversos artigos de opinião nos quais abordou questões relacionadas com a interpretação    musical, a emoção na música, com aspectos de História da Música e com canto    coral e ensino da música. À medida que foi tomando maior contacto com o meio    musical, Benoît continuou a reflectir sobre muitos assuntos que considerava    problemáticos e sintomáticos de um meio pequeno e desigual. Em particular, a    educação musical da população era um assunto que lhe inspirava interesse e preocupações.    Na linha de outros pensadores e pedagogos da época, considerava que a cultura    musical se deveria fomentar desde a infância, tendo defendido em diversas ocasiões    a importância de um bom ensino musical e de canto coral para a formação pessoal    e social do indivíduo<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title=""><sup><sup>[5]</sup></sup></a>.</p>     <p>O <i>Diário de Lisboa</i> era um jornal de carácter noticioso e informativo.    Segundo Tengarrinha, o diário destacou-se desde cedo &ldquo;(&hellip;) pelo seu nível literário,    a qualidade dos seus redactores e colaboradores e a atenção que dedicava a temas    culturais&rdquo; (Tengarrinha, 2006, p. 210). Na época em análise, publicava notícias    do país e internacionais, comentários à actualidade nacional por vários redactores    (entre os quais se contavam jornalistas, escritores e outras figuras do meio    artístico), reportagem desportiva, crónica mundana e rubricas de teatro, cinema,    música, artes plásticas e literatura. A secção de artes e espectáculos e a secção    de música fizeram parte do jornal desde os primeiros números. Nestas secções    incluíam-se a crítica de teatro e a crítica de música, notícias sobre temporadas    e companhias de teatro, bem como agenda de espectáculo, algumas entrevistas    e artigos.</p>     <p>Como foi referido, no decorrer desta primeira década, e sobretudo a partir    de 1926, a presença de Francine Benoît no <i>Diário de Lisboa</i> manifestou-se    com bastante regularidade, ao ritmo dos calendários e temporadas de teatros,    instituições e sociedades de concertos. Nas edições do jornal, sucediam-se a    crítica a concertos sinfónicos, récitas de ópera, recitais de piano e violino    e audições de alunos, realizados em diversos espaços da capital.</p>     <p>II. Características da crítica musical de Francine Benoît</p>     <p>A colaboração de Francine Benoît no <i>Diário de Lisboa</i> consistiu na sua    maioria em crítica a espectáculos de música, contando-se em menor número a publicação    de artigos. Note-se, contudo, que numa crítica de música podem ser abordados    assuntos externos ao espectáculo, que são motivados por este e que o autor considera    pertinentes. Isso verifica-se em algumas das críticas de Benoît, nomeadamente    na crítica a um concerto pela Banda dos Bombeiros Municipais de Lisboa, que    a autora aplaude por ter sido de entrada livre, aproveitando então para alertar    para a importância de haver teatros que permitam concertos com entradas a preços    &ldquo;verdadeiramente populares&rdquo; ou mesmo grátis (Benoît, 1927f). Aborda também questões    relacionadas com o repertório das temporadas de ópera, escrevendo, por exemplo,    numa crítica às récitas de <i>Tosca</i>, de Puccini, e de <i>Lucia di Lammermoor</i>,    de Donizetti, que tem verificado em Lisboa um decréscimo do gosto pelo teatro    lírico, apelando a uma renovação do repertório, o que se pode entender como    um apelo à apresentação de mais obras contemporâneas (Benoît, 1929c). Dificuldades    impostas pela falta de um corpo coral estável e de qualidade na execução de    obras líricas e corais-sinfónicas também atravessam diversas críticas, como    se lê a propósito de uma récita de <i>Madama Butterfly</i>, de Puccini:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>À margem da orquestra, um grave problema é o problema do corpo coral; nalgumas    obras, haverá «somente» a pena de não tirar partido e dificultar a condução    estética da partitura; noutras, porém, crescem as consequências, e se não há    desastre fica-se com a impressão de milagre&hellip; Francamente não achamos melhorias    do ano passado para este ano, e bem era preciso que se convencessem da sua doença    e a tratassem com coragem. (Benoît, 1930a)</p>     <p>Numa carta endereçada a Fernando Lopes-Graça, Francine Benoît observa a certo    momento como se empenha na escrita de crítica musical no <i>Diário de Lisboa</i>,    &ldquo;onde a informação com apreciações leves é quanto basta para a necessidade do    jornal&rdquo; (Benoît, 1937). Apesar de simplificar o trabalho de escrita de crítica    musical, a observação não deixa de ser certeira, pois, de facto, as suas críticas    compõem-se de apreciações &ldquo;leves&rdquo;, ou seja, de impressões que descrevem o carácter    dos intérpretes ou a sonoridade das obras escutadas, sem entrar em detalhes    de análise musical e sem usar terminologia demasiado especializada. É um tipo    de crítica musical que pretende comunicar com os leitores, independentemente    da literacia musical que possuam, e que preenche as necessidades de um periódico    como o <i>Diário de Lisboa</i>, dirigido a uma faixa larga da população, sobretudo    da classe média da capital - José Augusto-França caracteriza-o como o &ldquo;jornal    modelo de todos os lares burgueses&rdquo; (França, 1992, p. 90) -, a mesma que poderá    ter algum interesse nos concertos noticiados e criticados e poder de compra    para os frequentar.</p>     <p>Como mencionado na introdução deste artigo, a generalidade das críticas de    música assinadas por Benoît que tenho recolhido estruturam-se em torno de dois    elementos: comentários aos intérpretes do concerto e/ou comentários às obras    tocadas, a que se acrescentam frequentemente observações sobre a reacção do    público (aplausos entusiásticos, sala cheia, etc.) e, no caso de récitas de    ópera, algumas observações à cenografia.</p>     <p>Na crítica ao desempenho dos músicos que se apresentaram em concerto, Benoît    observa características de interpretação e de técnica. Os comentários podem    mencionar características dos músicos que dizem respeito às suas aptidões técnicas,    como por exemplo: a dedilhação &ldquo;clara e segura&rdquo; da pianista Matilde Nunes (Benoît,    1926d) ou a &ldquo;firmeza e afinação dos agudos, dos harmónicos, e a macieza do jogo    de arco&rdquo; do violinista Herberto Aguiar (Benoît, 1932c). Ligam-se, portanto,    a factores de agilidade, equilíbrio, articulação, dedilhação, segurança, dicção,    etc., e que, à partida, distinguem um músico completo de um músico mediano ou    mau. Por outro lado, os comentários centrados na interpretação dizem respeito    ao modo como o músico reagiu e transmitiu a obra tocada. De um modo geral, são    comentários que focam aspectos de sonoridade, emoção e expressividade, estrutura    da interpretação, originalidade e transposição da linguagem ou estética do compositor    (relacionando-se com noções de respeito e adequação à obra). Por exemplo, Florica    Cristoforeanu, como «Carmen» na ópera de Bizet, &ldquo;representa com violência e    carácter. Na cena das cartas, no 3.º acto, foi deveras impressionante&rdquo; (Benoît,    1926d); Mercedes Capsir, em <i>O Barbeiro de Sevilha</i>, foi uma &ldquo;Rosina friamente    maliciosa, com o brilho da mocidade triunfante nos olhos e um sorriso leve a    bailar na frescura dos lábios ingénuos...&rdquo; (Benoît, 1927b); a orquestra dirigida    por Pedro de Freitas Branco foi &ldquo;marcial&rdquo; na abertura de <i>Egmont</i> de Beethoven    (Benoît, 1931a); &ldquo;Chopin foi pouco Chopin&rdquo;, na interpretação de Eurico Tomaz    de Lima (Benoît, 1931c), o qual, numa outra ocasião, revelou &ldquo;emoção, compreensão,    seriedade, bom gosto&rdquo; (Benoît, 1928b); na sonata em lá menor de Schumann, &ldquo;Elisa    Reis manteve um bom ambiente de romantismo sombrio no 1.º andamento e de graciosidade    simples no 2.º&rdquo; (Benoît, 1932a); Varela Cid tocou a <i>Berceuse</i> de Chopin    com &ldquo;leveza e sedução&rdquo;, apesar de ter notado &ldquo;desigualdade de ritmos&rdquo; (Benoît,    1927b).</p>     <p>Em relação às obras do programa de concerto, Benoît procura caracterizar o    ambiente sonoro das peças fazendo a evocação de um espaço geográfico-musical    (por vezes associado a ideias de exotismo) ou referência a características de    composição do autor e enquadrando-a na produção do compositor, numa corrente    estética ou período histórico, por vezes servindo-se de comparações, para evidenciar    aspectos mais relevantes das obras. Por exemplo, a 5.ª Sinfonia de Glazunov,    em estreia, é descrita como &ldquo;uma obra romântica, sem o frémito doentio ou então    a viveza endiabrada de muita música eslava, - muito equilibrada de forma&rdquo; (Benoît,    1926c); a abertura de <i>Príncipe Igor</i>, de Borodine, é definida como possuindo    &ldquo;colorido fortemente oriental&rdquo; (Benoît, 1929a); o <i>Rondó arlequinesco</i>,    de Busoni, revela &ldquo;um conhecer de orquestra e um compositor equilibrado e engenhoso&rdquo;    (Benoît, 1929a); e sobre <i>Turandot</i>, de Puccini, em audição no Coliseu,    escreve:</p>     <p>A trama orquestral é de contínuo interesse, variada, rica, sugestiva em extremo,    - claras as reminiscências da <i>Tosca</i>, da <i>Bohème</i> mesmo, e principalmente    da <i>Butterfly</i>, o que é naturalíssimo, (e digamos muito depressa que essas    reminiscências em nada alteram o valor de <i>Turandot</i>) - toda a obra é,    como quase todas as obras líricas, um tecido de contrastes sem brusqueiras nem    artificialismos aparentes, franqueza e simplicidade sem banalidade de certos    temas, amplo recorte dos trechos vocais das principais cenas poéticas a alternar    com a vivaz naturalidade de outras cenas pitorescas ou coloridas ou evocativas...    (Benoît, 1929d)</p>     <p>Além deste tipo de comentários, nas críticas de Benoît encontram-se também    termos que descrevem sensações e ideias transmitidas pela música - como, aliás,    se lê no excerto acima transcrito, extraído da crítica à ópera <i>Turandot</i>,    e no qual são usados substantivos como &ldquo;brusquidão&rdquo;, &ldquo;artificialismo&rdquo;, &ldquo;franqueza&rdquo;,    &ldquo;simplicidade&rdquo;, &ldquo;banalidade&rdquo;, &ldquo;naturalidade&rdquo;, &ldquo;pitoresco&rdquo; e &ldquo;colorido&rdquo; para    tentar explicar aspectos da música do drama lírico de Puccini. Noutros exemplos,    a sonata op. 78 de Beethoven é &ldquo;ora meiga, ora graciosa, ora cintilante&rdquo; (Benoît,    1927a); o Trio op. 65 de Dv&#466;rak é &ldquo;dramático&rdquo; (Benoît, 1929b); o <i>Liebeslieder</i>    op. 52 de Brahms, &ldquo;delicioso&rdquo; (Benoît, 1933c); <i>Na fonte dos amores</i> é    de &ldquo;índole mística&rdquo; e o poema sinfónico <i>Alcácer</i> é de uma &ldquo;poesia requintada    e penetrante&rdquo;, ambos de Ruy Coelho (Benoît, 1926a).</p>     <p>A descrição de obras a partir de vocabulário corrente poderá permitir ao leitor    entender melhor não só características da obra como sensações e estados que    esta transmite (segundo as impressões do crítico), assim como, de um modo geral,    qual foi o ambiente musical do concerto. Um texto mais acessível à compreensão    de todos os leitores permite que o objectivo de comunicação da crítica musical    seja cumprido e confirma também a perspectiva de Griffiths sobre a linguagem    da crítica musical, segundo a qual é por vezes mais eficaz uma metáfora do que    qualquer descrição técnica: &ldquo;Quoiqu&rsquo;il en soit, une métaphore bien tournée sera    sans doute beaucoup plus éloquente que n&rsquo;importe quelle description technique&rdquo;    (Griffiths, 2004, p. 1061). Contudo, o vocabulário usado é muitas vezes abstracto    e subjectivo às impressões pessoais de quem escreve sobre as peças ouvidas.    Estas impressões resultam da familiaridade que Benoît possa ter com as obras    e compositores tocados, assim como da percepção criada pela autora ao ouvir    aquela interpretação da obra em particular. Da mesma forma que o interesse por    uma obra pode crescer perante a audição de uma execução exemplar, uma interpretação    descuidada pode deturpar a percepção de uma obra menos conhecida para o ouvinte.</p>     <p>III. A função educativa na crítica musical de Francine Benoît</p>     <p>No debate teórico sobre crítica musical, vários autores (nomeadamente Carroll,    2009; Schick, 1996; Ferreira, 1995) têm-se questionado sobre qual o papel da    crítica musical. As ideias mais repetidas são de que a crítica orienta os leitores    para formas de escutar e entender as obras tocadas, serve de guia para a escolha    dos espectáculo a assistir ou das gravações a comprar e tem uma função educadora    na medida em que interpreta o concerto e as obras tocadas, servindo de mediadora    entre compositores/artistas e público. As características observadas em críticas    de música de Francine Benoît permitem-nos enquadrá-las no princípio de que a    crítica deverá ajudar o leitor a compreender as obras ouvidas e a apreciar ou    descodificar o espectáculo de música. É uma posição que ela mesma considerava    necessária e intrínseca ao papel da crítica musical. Num artigo escrito para    a revista <i>Ilustração</i>, com a qual colaborou entre final de 1927 e 1928,    expõe que o papel do crítico deve ser o de porta-voz e orientador do público,    pelo que deve também ter em atenção a quem se dirige para ser compreendido.    Para a autora, o acto de criticar serve, portanto, para apontar defeitos e qualidades,    elucidar o público sobre a obra e/ou sobre o artista que ouviu, aconselhar os    intérpretes a melhorarem as suas capacidades, servir a verdade e orientar o    gosto do público (Benoît, 1928a).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No conjunto das críticas de Benoît recolhidas no <i>Diário de Lisboa</i>, é    possível observar que a descrição de características e do ambiente das obras    é mais destacada em críticas a concertos que incluem no programa obras em primeira    audição. Esta característica é visível na recepção da <i>Missa Solene</i>, de    Beethoven, da oratória <i>Les B</i><i>éatitudes</i>, de César Franck, da <i>Paixão    Segundo S. Mateus</i>, de J. S. Bach, de <i>Orfeu</i>, de Monteverdi, e do <i>Requiem</i>,    de Mozart, obras estreadas em Portugal entre 1927 e 1933<a href="#_ftn6" name="_ftnref6" title=""><sup><sup>[6]</sup></sup></a>.    Trata-se de obras corais-sinfónicas da autoria de compositores de referência    da História da Música Ocidental e as suas estreias em Lisboa inserem-se num    interesse pela descoberta de um passado musical e divulgação de um &ldquo;cânon universal&rdquo;    (Silva, 2004, p. 44). No entanto, nenhuma destas obras foi apresentada na íntegra    no concerto de estreia e <i>Orfeu</i> foi apresentado na versão reduzida de    Vincent d&rsquo;Indy, datada de 1904.</p>     <p>A estreia destas obras foi preparada tanto no <i>Diário de Lisboa</i> como    noutros jornais diários contemporâneos, entre os quais <i>O Século</i>, o <i>Diário    de Notícias</i>, o <i>Diário da Manhã</i> ou o <i>Jornal do Comércio</i>, com    a publicação de notícias e alguns artigos e entrevistas que destacam o valor    das obras e dos compositores, com o objectivo de informar sobre o acontecimento    e despertar o interesse do público. No <i>Diário de Lisboa</i>, foram publicadas    uma entrevista com Fernando Cabral, na semana anterior à estreia de <i>Les Béatitudes    </i>(&ldquo;A mu&#769;sica - A obra de Ce&#769;sar Franck Be&#769;atitudes&rdquo;, 1929),    e outra com Mário de Sampaio Ribeiro, dias antes da audição da <i>Paixão Segundo    S. Mateus</i> (&ldquo;A mu&#769;sica - A Paixa&#771;o segundo S. Mateus vai ser executada    em S. Carlos&rdquo;, 1931). Encontram-se igualmente artigos de Francine Benoît, antecipando    os concertos de estreia da <i>Missa Solene</i>, da <i>Paixão Segundo S. Mateus</i>    e do <i>Requiem</i>. Nestes, Benoît aborda alguns aspectos históricos das obras,    nomeadamente a ocasião para a qual foram escritas ou o momento da vida e obra    do compositor em que se enquadram, conforme se pode ler no excerto sobre o <i>Requiem</i>,    de Mozart: &ldquo;sendo, como é, uma missa de defuntos, escrita na despedida de uma    vida que não foi tão luminosa como a obra que nos legou (&hellip;)&rdquo; (Benoît, 1933a).    Ou neste segmento da recepção da <i>Missa Solene</i>:</p>     <p>na próxima noite de segunda-feira devem cantar-se em S. Carlos, em 1.ª audição    em Portugal, o Kyrie, o Sanctus, o Benedictus e o Agnus Dei, do imperecível    monumento erguido por Beethoven à glória de Deus e destinada à cerimónia de    instalação do arquiduque Rodolfo, como Cardeal de Olmutz. A «Missa em ré» -    que, completa, inclui ainda o Glória e o Credo - foi começada por Beethoven    em 1818, e acabada só em 1822, isto é, dois anos depois da cerimónia a que era    destinada. (Benoît, 1927c)</p>     <p>Nestes textos, Benoît evoca também conceitos de universalismo da música e de    humanidade que, segundo a autora, as obras transparecem. A ideia é de que são    obras intemporais e que podem ser compreendidas por todos quantos as escutem:</p>     <p>Não é preciso ser cristão no sentido concreto do termo para ser-se subjugado    pela sinceridade, a elevação, a riqueza de Bach. A «Paixão Segundo S. Mateus»,    como muitas «cantatas» e muitos corais soltos, foi porventura escrita para cumprir    as obrigações dum determinado lugar destinado a um determinado culto, mas a    verdade é que foi incomparavelmente mais longe, e através dela Deus fala ao    coração de cada um sem lhe perguntar primeiro quais os cânones da sua fé. (Benoît,    1931d)</p>     <p>O «Requiem» opõe qualidades dramáticas e musicais que devem encontrar o caminho    de todos os corações. A linguagem de Mozart, mesmo quando substitui a sua luminosidade    e a sua transparência, quase únicas na expressão musical, para as sombras, as    tormentas e as aflições, nunca exige um esforço auditivo, nunca aniquila. (Benoît,    1933a)</p>     <p>Em síntese, são artigos de carácter informativo que procuram servir de introdução    à audição das obras e, por isso, orientar os leitores na recepção das mesmas.</p>     <p>Também nas críticas aos concertos de estreia de <i>Missa Solene</i>, <i>Les    Béatitudes</i> e <i>Requiem</i>, Benoît atenta em algumas características e    explicações sobre as obras (as críticas a <i>Paixão Segundo S. Mateus</i> e    <i>Orfeu</i> incidem principalmente na descrição e avaliação do desempenho dos    intérpretes, maestro, solistas, coro e orquestra). A tarefa é assumida assim    na crítica ao concerto de estreia de <i>Les Béatitudes</i>:</p>     <p>Vamos a uma explicação rápida do assunto, para elucidação dos que gostam de    ser elucidados: as &ldquo;Béatitudes&rdquo; são as oito consolações apregoadas por Cristo,    cada uma delas tomada como leme espiritual, poético e dramático, isto é: erguidas    numa sequência de oito como poemas sinfónicos (precedidos dum prólogo), com    coros e solos, onde paira a palavra de Cristo, vivem e agem Nossa Senhora, os    Anjos, o Espírito do Mal e a Humanidade. (Benoît, 1929e)</p>     <p>As palavras de entusiasmo na crítica a <i>Missa Solene</i> transmitem a ideia    de que Benoît apreciou bastante a obra e a sua interpretação. A autora compara    a obra de Beethoven a outras obras de temática religiosa, enquadrando-a assim    numa possível linhagem histórica, na qual avultam nomes do Renascimento, Barroco    e Classicismo, e numa tradição musical:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Da obra em si, o que se pode dizer em tão pouco espaço?... Que ela é a máxima    expressão do amor divino, da fé, e dos dramas do coração que ora, espera, implora    e louva&hellip; Não iremos até afirmar que Beethoven foi o primeiro a pôr emoção e    dramatização nas ilustrações musicais da liturgia, pois temos presentes os lamentos    de certos motetos do século XVI e XVII - Palestrina, Vittoria, Lassus, Schutz    - a dor toda humana de certo «Crucifixos», de Bach, do <i>Requiem</i>, de Mozart;    a tragédia grandiosa das «Oratórias» de Haendel - mas Beethoven não é menos    elevado por isso!... (Benoît, 1927d)</p>     <p>Sobre <i>Orfeu</i>, Benoît enfatiza a emoção &ldquo;sincera e forte&rdquo; da obra e comenta    como a música enfatiza a narrativa, tanto pela prosódia e dramatização, como    pelo emprego de timbres variados da orquestra. Porém, embora inicie o texto    fazendo menção a uma monografia de Henry Prunières sobre o compositor, parece-me    que não desenvolve melhor a apreciação da obra por não se sentir ainda à vontade,    terminando o texto com a afirmação: &ldquo;Pela nossa parte, desejávamos vivamente    uma nova audição do Orfeu, que pertence às obras cuja beleza cresce em vez de    minguar com o conhecimento mais aprofundado, e que tem na direcção global do    dr. Ivo Cruz a mais honrosa das realizações - conforme já frisámos acima&rdquo; (Benoît,    1932b). A citação que Benoît faz do estudo de Prunières, aliás bastante sintética,    parece-me servir principalmente para salientar o lugar de Monteverdi na História    da Música e, assim, reforçar a decisão de Ivo Cruz de apresentar uma obra do    compositor habitualmente ausente das salas de concerto e possivelmente desconhecido    da maioria do público.</p>     <p>No seu magnífico estudo sobre Monteverdi, Henry Prunières - de acordo, de resto,    com Vincent d&rsquo;Indy e com Hugo [R]iemann - constata em primeiro lugar que o Orfeu    é, incontestavelmente, uma obra-prima da Riforma Melodrammatica, e em último    lugar que Monteverdi pôs ao serviço da forma nova da tragédia recitativa todas    as possibilidades técnicas ao alcance do seu génio. (Benoît, 1932b)</p>     <p>No concerto de estreia do <i>Requiem</i>, de Mozart, foram também tocadas a    abertura de <i>Amor Industrioso</i>, de Sousa de Carvalho, e o concerto para    cravo, de Carlos Seixas, numa interpretação considerada &ldquo;memorável&rdquo; (Benoît,    1933b). No decorrer da crítica, Benoît localiza temporalmente as obras dos dois    compositores portugueses, identificando-as como representando o &ldquo;bom estilo    do século XVIII&rdquo;, mas ainda assim actuais e capazes de respirar depois de tanto    tempo em silêncio, e escreve sobre o concerto de Seixas: &ldquo;Todos ficaram suspensos    dos ténues acordes do cravo, dos seus delicadíssimos fio melódicos - como se    a vida de hoje, retida a respiração, acabasse por suspender-se, para que respirasse    mais consoladamente a vida que atravessou dois séculos sobre um papel pautado    desencantado na biblioteca da Ajuda, pelo dr. Ivo Cruz&rdquo; (Benoît, 1933b). De    seguida, caracteriza estilisticamente o concerto, fazendo referência a uma certa    influência de Domenico Scarlatti em Seixas.</p>     <p>A ideia de que a crítica musical pode ter efeitos educativos é visível também    em comentários de Benoît sobre o desempenho dos intérpretes do concerto, pois    a crítica pode funcionar como um meio de chamar a atenção do músico para aspectos    que deva melhorar, manter ou modificar. Schick sintetiza que, na crítica musical,    mais do que comentários negativos e directos, são os comentários indirectos    e simples, como que lições informais, que têm a possibilidade de ser mais eficazes:</p>     <p>Lessons that are simple and indirect, as suggested by statements like «The    left hand was too soft», «The tenor was flat», and «The pianist&rsquo;s octaves lacked    the needed power», are clearly acceptable. Indeed, criticism would stop dead    in its tracks if it couldn&rsquo;t say such things. But direct instructions giving    details about how something should be done are another matter. (Schick, 1996,    p. 27)</p>     <p>Benoît nunca escreve simplesmente que o músico A ou B foi bom ou mau, ela não    adjectiva assim as interpretações, nem afirma categoricamente que o músico não    tem capacidade, mas avisa, se julgar pertinente, que é necessário trabalhar,    sublinhando a importância do método. Veja-se, a título de exemplo, a crítica    feita ao cantor Edgardo Duarte de Almeida, que se ia estrear no palco do Coliseu.    Benoît chama a atenção do cantor para a necessidade de aperfeiçoar o registo    grave e aconselha-o a ser persistente e consciencioso no seu treino:</p>     <p>Como cantor, tem bastante volume de voz para não ficar deslocado na cena lírica,    tanto mais que não lhe deve ser impossível nem difícil até, aumentar as condições    de ressonância. Tem de cuidar do seu registo mais grave, não sacrificá-lo aos    outros registos. // Colorido, acentuação, são mais pormenores de técnica ligada    com sensibilidade que só o tempo e a força de vontade poderão erguer ao nível    elevado que Edgardo Duarte de Almeida está em condições de ambicionar. (Benoît,    1931b)</p>     <p>Na crítica a um recital de canto e piano, observa: &ldquo;Corina Freire sabe cantar,    está num completo à-vontade e a qualidade da sua voz é rara entre nós; mas gostaríamos    de mais vibração e alguma profundeza de expressão - mais música na alma!...&rdquo;    (Benoît, 1927e). E, num recital de música de câmara com a participação de vários    músicos, comenta sobre o violinista Flaviano Rodrigues:</p>     <p>Quere-nos parecer que, interpretativamente, Flaviano Rodrigues poderia se quisesse    dar ainda mais largueza às frases, mais acentuação expressiva, procurar mais    a valorização dos contrastes. Tecnicamente, agrada-nos mais talvez a mão que    dedilha do que a mão do arco, mas percebe-se logo o artista sério, honesto -    e o modo como se ouve no «Perpetuo Mobile» valeu bem a frenética salva de palmas.    (Benoît, 1930b)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclusão</p>     <p>Além de dados informativos (local, repertório tocado e intérpretes), a crítica    musical escrita por Benoît incidia maioritariamente na avaliação de aspectos    técnicos e de interpretação dos músicos que se apresentavam em concerto e na    apreciação de obras tocadas. Referências a comportamento e reacções de público,    às condições da sala de concerto, à temporada de música, e.o., são assuntos    que também podiam ser lidos em várias das suas críticas musicais.</p>     <p>Conforme observado, as críticas musicais de Benoît tinham um conteúdo educativo    na forma como a autora procurava descrever, caracterizar e explicar as obras    tocadas e como se dirigia indirectamente a músicos ao avaliar o seu desempenho,    com vista a aconselhá-los a melhorar ou a corrigir a sua técnica. Este tipo    de advertências tem mais significado quando dirigido a músicos em final de formação    ou início de carreira, pois evidencia ainda mais o efeito que a autora pretenderia    alcançar. No entanto, pode questionar-se até que ponto a crítica musical cumpria,    efectivamente, uma função pedagógica. A resposta não é fácil, logo à partida    por não haver muitos dados que revelem quem lia os jornais e, em particular,    a quem chegava a secção de música. A partir de cartas publicadas em periódicos    em reacção a alguma observação feita por críticos de música, percebe-se que    estes textos eram lidos por intérpretes e compositores, para quem estes comentários    mais pedagógicos sobre obras e formas de interpretar uma peça musical podiam    ter algum interesse e efeito. Porém, neste momento da investigação, não é possível    medir o impacto que estas críticas tinham noutros leitores. Creio, no entanto,    que poderiam ter significado, pois repare-se ainda que a função educativa da    crítica musical não se esgota na explicação de aspectos das obras tocadas em    concerto ou nas chamadas de atenção dirigidas a músicos. Espelha-se também na    introdução e familiarização dos seus leitores a um vocabulário musical de conceitos,    de nomes de figuras da História da Música e de dados históricos, bem como na    habituação do leitor a modos de apreciar os concertos e escutar a obra musical,    de maneira a formar públicos mais atentos e, idealmente, críticos.</p>     <p>Também a falta de dados comparativos e de mais estudos sobre a crítica musical    praticada em Portugal nesta época dificulta uma análise mais detalhada e comparativa    das características identificadas nas críticas de música de Benoît e nas de    outros autores seus contemporâneos. A título de exemplo, podem considerar-se    as críticas de Fernando Lopes-Graça a concertos que assistiu em Paris e publicadas    na <i>Revista de Portugal</i>. Lopes-Graça descreve, analisa e transmite a sua    opinião sobre as obras ouvidas, em muitos casos certamente pouco conhecidas    do público português, não fazendo qualquer referência aos intérpretes. É um    estilo de escrita que pode ser entendido como pedagógico porque apresenta e    explica as obras aos seus leitores, mas que no caso de Lopes-Graça resulta,    sobretudo, do interesse do compositor por um repertório musical específico.    Pelo contrário, a preocupação didáctica de Francine Benoît é revelada, sempre    que se justifique, em críticas de música, independentemente das peças tocadas    (embora, como apontado, seja mais comum em críticas a obras em primeira audição)    ou do intérprete.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1926a, Março 11). A música - O festival Ruy Coelho. <i>Diário de    Lisboa</i>, p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841955&pid=S0874-6885201800020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1926b, Abril 2). A música - Concerto Matilde Nunes. <i>Diário de    Lisboa</i>, p. 4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841957&pid=S0874-6885201800020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Benoît, F. (1926c, Dezembro 2). A música - S. Luiz; Gimnasio. <i>Diário de    Lisboa</i>, p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841959&pid=S0874-6885201800020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Benoît, F. (1926d, Dezembro 14). Em S. Carlos - &ldquo;Carmen&rdquo;. <i>Diário de Lisboa</i>,    p. 2.</p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1927a, Março 11). Um centenário - As sonatas de Beethoven e os    concertos Viana da Mota. <i>Diário de Lisboa</i>, p. 4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841962&pid=S0874-6885201800020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Benoît, F. (1927b, Maio 5). A música - &ldquo;Palhaços&rdquo; e &ldquo;Cavaleria&rdquo;; &ldquo;Barbeiro    de Sevilha&rdquo;. <i>Diário de Lisboa</i>, p. 2.</p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1927c, Maio 27). A música - A Missa em Ré de Beethoven e uma récita    de beneficência. <i>Diário de Lisboa</i>, p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841965&pid=S0874-6885201800020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1927d, Junho 4). Em S. Carlos - A Missa em Ré. <i>Diário de Lisboa</i>,    p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841967&pid=S0874-6885201800020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Benoît, F. (1927e, Junho 9). A música - Alice Ogando-Corina Freire. <i>Diário    de Lisboa</i>, p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841969&pid=S0874-6885201800020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1927f, Julho 7). Teatro S. Luiz - O concerto da Banda dos Bombeiros    Municipais de Lisboa. <i>Diário de Lisboa</i>, p. 5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841971&pid=S0874-6885201800020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1928a, Junho 1). Crítica e críticos musicais. <i>Ilustração</i>,    p. 36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841973&pid=S0874-6885201800020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1928b, Julho 10). A música - Eurico Tomaz de Lima. <i>Diário de    Lisboa</i>, p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841975&pid=S0874-6885201800020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1929a, Janeiro 8). Orquestra sinfónica - O concerto de sábado no    Tivoli. <i>Diário de Lisboa</i>, p. 5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841977&pid=S0874-6885201800020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Benoît, F. (1929b, Março 14). A música - O concerto de música checoslovaca.    <i>Diário de Lisboa</i>, p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841979&pid=S0874-6885201800020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Benoît, F. (1929c, Abril 4). A música - As óperas &ldquo;Tosca&rdquo; e &ldquo;Lucia de Lammermoor&rdquo;.    <i>Diário de Lisboa</i>, p. 2.</p>     <p>Benoît, F. (1929d, Maio 21). A música - A estreia da ópera &ldquo;Turandot&rdquo; no Coliseu    dos Recreios. <i>Diário de Lisboa</i>, p. 2.</p>     <p>Benoît, F. (1929e, Maio 24). A música - A obra-prima de César Franck &ldquo;Beatitudes&rdquo;.    <i>Diário de Lisboa</i>, p. 2.</p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1930a, Maio 2). A música - A ópera no Coliseu. <i>Diário de Lisboa</i>,    p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841984&pid=S0874-6885201800020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1930b, Maio 7). A música - Concerto Flaviano Rodrigues. <i>Diário    de Lisboa</i>, p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841986&pid=S0874-6885201800020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1931a, Março 17). A música - George Enesco nos concertos do Tivoli.    <i>Diário de Lisboa</i>, p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841988&pid=S0874-6885201800020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1931b, Abril 24). A música - Edgardo Duarte de Almeida. <i>Diário    de Lisboa</i>, p. 3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841990&pid=S0874-6885201800020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Benoît, F. (1931c, Junho 4). A música - Os últimos concertos. <i>Diário de    Lisboa</i>, p. 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841991&pid=S0874-6885201800020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1931d, Junho 12). A música - Uma obra e um chefe. <i>Diário de    Lisboa</i>, p. 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841993&pid=S0874-6885201800020000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1932a, Fevereiro 22). A música - Concerto Elisa Reis. <i>Diário    de Lisboa</i>, p. 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841995&pid=S0874-6885201800020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Benoît, F. (1932b, Março 18). A música - O &ldquo;Orfeu&rdquo;, de Monteverdi. <i>Diário    de Lisboa</i>, p. 3.</p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1932c, Dezembro 24). A música - Concerto Herberto de Aguiar. <i>Diário    de Lisboa</i>, p. 11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1841998&pid=S0874-6885201800020000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Benoît, F. (1933a, Fevereiro 11). O &ldquo;Requiem&rdquo; de Mozart. <i>Diário de Lisboa</i>,    p. 3.</p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1933b, Fevereiro 22). Um concerto memorável. <i>Diário de Lisboa</i>,    p. 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1842001&pid=S0874-6885201800020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1933c, Março 17). A música - O segundo concerto da Academia dos    Amadores de Música em S. Carlos. <i>Diário de Lisboa</i>, p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1842003&pid=S0874-6885201800020000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benoît, F. (1937, Junho 5). <i>Carta de Francine Benoît para Fernando Lopes-Graça</i>.    Espólio de Fernando Lopes-Graça (cpb_034_009). Museu da Música Portuguesa, Estoril.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1842005&pid=S0874-6885201800020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Braga, H. (2013). <i>De Francine Benoît e algumas das suas redes de sociabilidade:    invisibilidades, género e sexualidades entre 1940 e 1960. </i>Dissertação de    mestrado. Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Brito, M. C., &amp; Cranmer, D. (1990). <i>Crónicas da vida musical portuguesa</i>.    Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1842008&pid=S0874-6885201800020000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Calado, M. (2011). <i>Francine Benoît e a cultura musical em Portugal: estudo    das críticas e crónicas publicadas entre 1920&rsquo;s e 1950</i>. Dissertação de mestrado.    Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Carroll, N. (2009). <i>On criticism</i>. Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1842011&pid=S0874-6885201800020000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferreira, V. (1995). Do lugar da crítica. <i>Análise social, 134</i>, 977-1022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1842013&pid=S0874-6885201800020000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>França, J. A. (1992). <i>Os anos vinte em Portugal: estudo de factos s</i>ó<i>cio-culturais</i>.    Lisboa: Presença.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1842015&pid=S0874-6885201800020000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Freitas Branco, L. (1927, Fevereiro 16). <i>Carta de Luís de Freitas Branco    para Francine Benoît</i>. Espólio de Francine Benoît (N33/27). Biblioteca Nacional    de Portugal, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1842017&pid=S0874-6885201800020000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Freitas Branco, L. (1928, Janeiro 28). A música - Salão do Conservatório. <i>Diário    de Lisboa</i>, p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1842019&pid=S0874-6885201800020000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Griffiths, P. (2004). Objectifs de la critique musicale. In J. J. Nattiez (Ed.),    <i>Musiques Encyclopédie pour le XXème siècle, 2 - Les Saviors musicaux </i>(pp.    1057-1070). Paris: Actes Sud/Cité de la Musique.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1842021&pid=S0874-6885201800020000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>A música - A obra de César Franck &ldquo;Béatitudes&rdquo; (1929, Maio 18). <i>Diário de    Lisboa</i>, p. 2.</p>     <p>A música - A &ldquo;Paixão segundo S. Mateus&rdquo; vai ser executada em S. Carlos (1931,    Junho 2). <i>Diário de Lisboa</i>, p. 3.</p>     <!-- ref --><p>Schick, R. (1996). <i>Classical Music Criticism: With a chapter on reviewing    ethnic music</i>. Oxfordshire: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1842025&pid=S0874-6885201800020000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, M.D. (2004). O projecto nacionalista do Renascimento Musical (1923-1946).    <i>Ler História</i>, <i>46</i>, 27-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1842027&pid=S0874-6885201800020000700043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Tengarrinha, J. (2006). <i>Imprensa e opinião pública em Portugal</i>. Coimbra:    Minerva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1842029&pid=S0874-6885201800020000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Vieira, A. S. (2011). <i>Estudio de la actividad musical, compositiva y critica    de Francine Benoit</i>. Tese de Doutoramento. Facultad de Geografía e Historia,    Universidade de Salamanca, Espanha.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recepção: 03/07/2018</b></p>     <p><b>Aceite para publicação: 16/10/2018</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""><sup><sup>[1]</sup></sup></a>. Francine    Benoît. 1894-1990. Professora, regente coral, compositora, pianista e crítica    musical. Natural de França, estabeleceu-se com os pais em Portugal em 1907,    tendo obtido nacionalidade portuguesa em 1929. Fez o curso de Composição e Harmonia    no Conservatório Nacional e frequentou os cursos de Composição de Vincent d&rsquo;Indy,    em Paris. Para um estudo mais aprofundado da biografia e percurso profissional    de Francine Benoît, cf. tese de doutoramento de Ana Sofia Vieira (2011), dissertação    de mestrado de Helena Braga (2013) e a minha dissertação de mestrado (2011).</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title=""><sup><sup>[2]</sup></sup></a>. Noël    Carroll define a crítica como avaliação justificada em argumentos. A avaliação    é fundamentada através da descrição, classificação, contextualização, elucidação,    interpretação e/ou análise da obra. Segundo este princípio, para Carroll, a    avaliação é o elemento indispensável para a classificação de um texto sobre    uma obra como crítica. Cf. Carroll, 2009.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title=""><sup><sup>[3]</sup></sup></a>. Os    números do <i>Diário de Lisboa</i> foram consultados no site casacomum.org,    projecto da Fundação Mário Soares.</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title=""><sup><sup>[4]</sup></sup></a>. <i>Problemáticas    e poderes da crítica musical no quotidiano lisboeta de 1926 a 1945</i>, Faculdade    de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, e Centro de Estudos    de Sociologia e Estética Musical. Projecto de Doutoramento em desenvolvimento,    financiado pela FCT, referência SFRH/BD/112598/2015.</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title=""><sup><sup>[5]</sup></sup></a>. O    assunto é discutido na série de crónicas &ldquo;A música e a criança&rdquo;, publicada entre    1942 e 1944 na revista <i>Os Nossos Filhos</i>. Cf. Calado, M. (2016). O discurso    de Francine Benoît sobre o canto coral na revista «Os Nossos Filhos». In Z.    O. Castro &amp; P. G. Ribeiro (Eds.), <i>Falar de Mulheres dez anos depois</i>    (pp. 171-184). V. N. de Famalicão: Húmus.</p>     <p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6" title=""><sup><sup>[6]</sup></sup></a>. Na    verdade, pelo menos o <i>Requiem</i> de Mozart já tinha sido tocado anteriormente    em duas ocasiões: em 1816, a assinalar o falecimento da rainha D. Maria I, e    a 30 de Outubro de 1823, na Igreja dos Italianos, em Lisboa, em celebração das    exéquias do Papa Pio VII (Brito &amp; Cranmer, 1990, pp. 46-47). O concerto    de execução do <i>Requiem</i> em 1933 incluiu também as estreias modernas da    abertura da ópera <i>Amor Industrioso</i> de João de Sousa Carvalho e um concerto    para cravo e orquestra de Carlos Seixas.</p>      ]]></body><back>
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