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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study it's to try to learn more about the behaviour changing processes. We know that for prevention we need to inform people. On the other hand, knowing the facts is not enough to change behaviours. So, in primary health care, an important prevention field, what are the best ways to promote the adoption of healthy behaviours? Using as example the alcohol consumption during pregnancy, we've tried to access the knowledge of 295 pregnant women, followed in several primary health care centres in the north of Portugal, about the effects of alcohol during pregnancy, as well as about their drinking habits. We also asked about the sources of the information, assuming that the GP should be the best person to inform these women on how to improve their knowledge. Although this seems to be true, we didn't find a desirable change of the drinking patterns. We believe that, beside the addictive nature of alcohol, the lack of a trust relationship to discuss with people about their habits and their difficulties to change them is one of the major causes that explain the changing behaviour resistance. The promotion of specialists to work in the primary health practices, like health psychologists, it's one of the solutions proposed by the authors.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><B>A Comunica&ccedil;&atilde;o e a Altera&ccedil;&atilde;o de    Comportamentos<Sup><a href="#1">*</a><a name="top1"></a> </Sup></B></P>      <p align="center">Miguel Ricou<Sup><a href="#2">**</a><a name="top2"></a>1 </Sup>,    Jo&atilde;o Salgado<Sup>2 </Sup>, Cristiana Alves<Sup>3 </Sup>, Ivone Duarte<Sup>1    </Sup></p>      <P align="center">Z&eacute;lia Teixeira<Sup>4 </Sup>, Jos&eacute; Barrias<Sup>5    </Sup>, Rui Nunes<Sup>1</Sup></P>     <P align="center">&nbsp;</P>     <p align="center"><Sup>1</Sup> Unidade de &Eacute;tica e Psicologia do Servi&ccedil;o    de Bio&eacute;tica e &Eacute;tica M&eacute;dica da Faculdade de Medicina da    Universidade do Porto, Portugal</p>      <P align="center"><Sup>2</Sup> Instituto Superior da Maia, Portugal</P>     <P align="center"><Sup>3</Sup> Hospital da Trofa, Portugal</P>     <P align="center"><Sup>4</Sup> Centro Regional de Alcoologia do Norte, Porto, Portugal</P>     <P align="center"><Sup>5</Sup> Instituto de Alcoologia, Porto, Portugal</P>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><B>RESUMO: </B>O objectivo deste estudo &eacute; tentar aprender    um pouco mais sobre os processos de mudan&ccedil;a de comportamentos. Sabemos    que para prevenir &eacute; necess&aacute;rio informar mas, paradoxalmente, sabemos    que o mero conhecimento da realidade n&atilde;o &eacute; suficiente para a altera&ccedil;&atilde;o    de comportamentos. Ent&atilde;o, e no &acirc;mbito dos cuidados de sa&uacute;de    prim&aacute;rios, &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o onde a preven&ccedil;&atilde;o    assume um papel fundamental, qual a melhor forma de promover a adop&ccedil;&atilde;o    de comportamentos saud&aacute;veis? A prop&oacute;sito do consumo de &aacute;lcool    na gravidez, fomos tentar avaliar o n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o    de 295 mulheres gr&aacute;vidas, acompanhadas na consulta materno-infantil de    v&aacute;rios centros de sa&uacute;de do norte do pa&iacute;s, sobre os efeitos    do &aacute;lcool no per&iacute;odo de gesta&ccedil;&atilde;o, bem como sobre    os seus h&aacute;bitos de consumo. Partindo do princ&iacute;pio que ningu&eacute;m    nasce ensinado, fomos aferir sobre as fontes em que essas mulheres foram &quot;beber&quot;    a informa&ccedil;&atilde;o, no pressuposto que o m&eacute;dico assistente deveria    assumir o seu papel de autoridade no sentido de melhor informar as suas utentes.    Se tal facto se confirmou, estranhamente essa realidade n&atilde;o contribuiu,    de uma forma decisiva, para a mudan&ccedil;a de comportamentos desejada: deixar    de consumir bebidas alco&oacute;licas. Aliado &agrave;s caracter&iacute;sticas    aditivas do &aacute;lcool, a aus&ecirc;ncia do estabelecimento de uma rela&ccedil;&atilde;o    de confian&ccedil;a que possibilite discutir com a pessoa sobre os seus pr&oacute;prios    h&aacute;bitos e sobre as suas dificuldades em alter&aacute;-los poder&aacute;    ser a grande causa para a resist&ecirc;ncia na mudan&ccedil;a de comportamentos.    O investimento em profissionais especialistas nesta &aacute;rea, como ser&atilde;o    os psic&oacute;logos da sa&uacute;de, &eacute; uma das solu&ccedil;&otilde;es    proposta pelos autores. </P>      <P><I>Palavras chave</I>: Comportamentos aditivos, Comunica&ccedil;&atilde;o,  Consumo de &aacute;lcool, Cuidados prim&aacute;rios, Gravidez,  Preven&ccedil;&atilde;o, Psicologia da Sa&uacute;de. </P>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <P align="center"><strong>Communication and Behaviour Change</strong></P>      <p><B>ABSTRACT: </B>The aim of this study it's to try to learn more about the    behaviour changing processes. We know that for prevention we need to inform    people. On the other hand, knowing the facts is not enough to change behaviours.    So, in primary health care, an important prevention field, what are the best    ways to promote the adoption of healthy behaviours? Using as example the alcohol    consumption during pregnancy, we've tried to access the knowledge of 295 pregnant    women, followed in several primary health care centres in the north of Portugal,    about the effects of alcohol during pregnancy, as well as about their drinking    habits. We also asked about the sources of the information, assuming that the    GP should be the best person to inform these women on how to improve their knowledge.    Although this seems to be true, we didn't find a desirable change of the drinking    patterns. We believe that, beside the addictive nature of alcohol, the lack    of a trust relationship to discuss with people about their habits and their    difficulties to change them is one of the major causes that explain the changing    behaviour resistance. The promotion of specialists to work in the primary health    practices, like health psychologists, it's one of the solutions proposed by    the authors. </p>      <P><I>Key words: </I>Addictive behaviours, Communication, Drinking habits,  Health Psychology, Pregnancy, Prevention, Primary health care. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p>Texto completo disponível apenas em PDF.</p>     <p>Full text only available in PDF format.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <P align="center">REFER&Ecirc;NCIAS</P>      <!-- ref --><P>Beauchamp, T., &amp; Childress, J. (2002). <I>Principios de &eacute;tica  biom&eacute;dica</I>. Barcelona: Masson, S.A. (do original: Principles  of Biomedical Ethics, 1994, 4th Ed.).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000025&pid=S1645-0086200400020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>Bennett, P., &amp; Murphy, S. (1999). <I>Psicologia e promo&ccedil;&atilde;o  da sa&uacute;de</I>. Lisboa: Climepsi editores (do original: Psichology  and Health Promotion, 1997). </P>      <P>Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de (1998). <I>Carta dos  Direitos e Deveres do Doente</I>. Lisboa.</P>      <P>Esteves, M.F., Brito, M., Antunes, A., Bragan&ccedil;a, M., &amp;  Palha, A.P. (no prelo). Quando mais &eacute; demais: Uma breve revis&atilde;o  de algumas depend&ecirc;ncias n&atilde;o qu&iacute;micas. <I>Arquivos  de Medicina. </I></P>      <P>Gameiro, A. (1998). <I>H&aacute;bitos de consumo de bebidas alco&oacute;licas  em Portugal. </I>Lisboa: Ed. Hospitalidade.</P>       <P>Melo, H. (1999). Os aspectos jur&iacute;dicos dos direitos do doente. In <I>Aspectos    &eacute;ticos das pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a </I>(pp.    95-116). Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda.</P>       <P>Nunes, R. (2003). Repensar a pol&iacute;tica de sa&uacute;de. <I>In </I> Rui Nunes (Coord.), <I>Pol&iacute;tica de sa&uacute;de </I>(pp. 13-45).  Porto: Universidade Portucalense e Faculdade de Medicina do Porto.</P>       <P>Pinto, V.F. (1995). &Eacute;tica na rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-doente.    In <I>O consentimento informado - Actas do I semin&aacute;rio promovido pelo    conselho nacional de &eacute;tica para as ci&ecirc;ncias da vida </I>(pp. 33-41).    Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda.</P>       ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Ricou, M., Teixeira, Z., Figueiredo, C., Duarte, I., &amp; Barbosa, J.  (2001). &Aacute;lcool, gravidez e informa&ccedil;&atilde;o. Uma perspectiva  &eacute;tica. In R. Nunes &amp; H. Melo (Eds.), <I>A &eacute;tica e o  direito no in&iacute;cio da vida humana </I>(pp. 221-244). Coimbra:  Gr&aacute;fica de Coimbra.</P>       <P>Ricou, M. (2004). <I>&Eacute;tica e Psicologia: Uma pr&aacute;tica  integrada</I>. Coimbra: Gr&aacute;fica de Coimbra. </P>      <p>&nbsp;</p>      <P><a href="#top1">*</a><a name="1"></a> Trabalho realizado com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o    GlaxoSmithKline das Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de.</P>       <P><Sup><a href="#top2">**</a><a name="2"></a> </Sup>Contactar para E-mail: <a href="mailto:mricou@med.up.pt%20">mricou@med.up.pt    </a></P>       ]]></body><back>
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