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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><b>Editorial</b></P>     <p align="center">&nbsp;</P>     <p> O presente número de Psicologia: Saúde & Doenças, é dedicado ao tema da Qualidade    de Vida (QDV). Nos últimos 15 anos a QDV tornouse um tema central em contexto    abrangente de saúde e de doenças, passando a ser considerado um objectivo incontornável    na avaliação do sistema de saúde. Com efeito, depois do foco pós Segunda Grande    Guerra no aumento dos anos de vida, passou a ser decisiva a avaliação da QDV    desses anos de vida ganhos. Na primeira metade dos anos 90 publicámos uma primeira    análise do conceito e, cremos, que no seio da psicologia em Portugal, constituiu    um dos primeiros textos sobre o assunto. Cerca de 15 anos depois tornouse um    tema banal, também na psicologia. </P>     <p> A quantidade de publicações sobre o tema é notável, embora muitas vezes, infelizmente,    o conceito de QDV seja abordado ao nível do senso comum. Com efeito, artigos    há que incluindo o termo no título do estudo, não mostra nada no estudo sobre    QDV. Não é um problema só da psicologia, o que levou em 1994, à proposta dos    Critérios Gill e Feinstein, a saber: definir conceptualmente o que entende por    qualidade de vida; referir os domínios que se propõe medir; explicar as razões    por que escolheu esse instrumento; agregar os itens em domínios. </P>     <p> O conceito de QDV é complexo, sendo por vezes sinónimo de saúde, de bem-estar,    de satisfação com a vida, entre outros. Veenhoven em 2000 publicava um artigo    intitulado “As Quatro Qualidades de Vida” onde discutia e tentava organizar    taxionomicamente o conceito. </P>     <p> O conceito assume uma imensidão de sentidos, e, no seio da psicologia (e não    só) encontramos alguns, de modo naive, a considerar que existe QDV quando não    há depressão ou ansiedade. Ora, a QDV, correlacionandose, provavelmente de forma    negativa com variáveis que expressam malestar, não é o inverso dessas variáveis.  </P>     <p> A quantidade de técnicas de avaliação do conceito é também imensa, de níveis    muito específicos (por doença, por idade, por género, por profissão, etc.) a    níveis muito genéricos. </P>     <p> Finalmente, o conceito não é específico da psicologia: É claramente um conceito    multidisciplinar, que vai da economia à filosofia, à política, à sociologia,    e a todas as áreas do campo da saúde. Nesta sua amplitude, ambígua, está inscrita    na Constituição da República Portuguesa, Princípios Fundamentais, onde no ponto    d) do Artigo 9.º declara que são Tarefas fundamentais do Estado,”Promover o    bemestar e a qualidade de vida do povo”. </P>     <p> A sua importância é incontornável, embora muitos psicólogos mais tradicionalistas,    ainda se mantenham centrados nas variáveis de orientação mais patológica, que    se salientaram no pós Segunda Grande Guerra Mundial e, que, nessa altura, foram    importantes e faziam sentido. </P>     <p> O número temático que publicamos agrupa estudos realizados em países de língua    Portuguesa que, não esgotando o tema são, antes, um alerta para a importância    que o conceito tem, também, para a psicologia. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p align="right"> <i>O coordenador do número temático</i></P>     <p align="right"> José L. Pais Ribeiro </P>      ]]></body>
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