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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qualidade de vida em doentes colecistectomizados por colecistite aguda: cirurgia clássica versus cirurgia laparoscópia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Quality of life (QoL) of patients submitted to cholecystectomy is a recent issue. Surgery can be done with two different traditions, classic and laparoscopic with the last one with less discomfort for patient. The aim of the present study is to compare QoL of persons submitted to classic surgery with the ones submitted to laparoscopic surgery. Participants are 120 patients submitted to surgery at less than tree years, divided by two equivalent groups, aged between 22 and 74 years, 78.3% female, and equivalents for demographic characteristics. For QoL assessment we use SF-36 questionnaire with 36 items distributed for eight dimensions, physical function, role-physical, social functioning, bodily pain, general health perceptions, mental health, role-emotional, vitality. The laparoscopic surgery group exhibits statistically significant higher mean QoL scores for the dimensions bodily pain (93,33 vs 56,68), role-emotional (76,11 vs 36,66), role-physical (61,66 vs 35,41), social functioning (86,66 vs 67,08), mental health (76,60 vs 65,56), and vitality (69,08 vs 49,00), in comparison with classic surgery. Male patients exhibits statistically significant higher mean QoL scores for the dimensions, roleemotional (75,0 vs 51,7), mental health (81,3 vs 68,8), and vitality (71,0 vs 56,1), in comparison with female patients. In conclusion we can say that laparoscopic surgery facilitates earlier return to normal life and better functionality when compared with classic surgery in acute cholecystitis patients.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><b>Qualidade de vida em doentes colecistectomizados por colecistite    aguda: cirurgia clássica versus cirurgia laparoscópia</b></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <P align="center"> Rita A.V. Bicha Castelo<Sup>1</Sup>, J. Pais Ribeiro<Sup>2    </Sup>& H. Bicha Castelo<Sup>3 </Sup></P>     <P align="center">&nbsp;</P>     <P align="center" > <Sup>1</Sup>Hospital da CUF, Lisboa </P>     <P align="center" ><Sup>2</Sup>Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação,    U. do Porto </P>     <P align="center" ><Sup>3</Sup>Faculdade de Medicina, U. de Lisboa </P>     <P >&nbsp;</P>     <P> <b>RESUMO:</b> A Qualidade de Vida (QdV) em doentes cirúrgicos submetidos    a colecistectomia é um tema novo e, por isso, pouco estudado. Sendo esta prática    cirúrgica passível de ser realizada sob 2 abordagens muito diferentes - cirurgia    clássica (cavidade abdominal aberta) e laparoscópica (cavidade abdominal fechada)    é aceite que esta última causa menor dor e proporciona um mais rápido retorno    funcional. Escolhemos a colecistite aguda como modelo de investigação por ser    a única entidade nosológica capaz de se poder constituir como modelo clínico    para este tipo de investigação. O objectivo do estudo é comparar a QdV de indivíduos    submetidos a cirurgia laparoscópica com a dos submetidos ao método clássico.    Realizámos uma avaliação retrospectiva e transversal em 120 doentes operados    há menos de 3 anos, que se distribuíssem equitativamente por cada um destes    2 grupos de cirurgia, com idades que variaram entre os 22 e os 74 anos. A maioria    era do sexo feminino (78,3 %) e de raça caucasiana (99,2%). Os 2 grupos de participantes,    divididos pelo tipo de colecistectomia a que foram submetidos, mostraramse homogéneos    no que diz respeito às características sócio –demográficas. Para avaliar a QdV    utilizámos o questionário SF-36 por ser um instrumento de avaliação do estado    de saúde devidamente testado e validado. Este questionário é constituído por    36 itens, mede a componente física (função física, desempenho físico, dor corporal    e saúde geral), assim como a componente mental (vitalidade, função social, saúde    mental e desempenho emocional). Os doentes do grupo de cirurgia laparoscópica    apresentaram em média pontuações superiores, com diferenças estatisticamente    significativas nas dimensões dor corporal (93,33 vs 56,68), desempenho emocional    (76,11 vs 36,66), desempenho físico (61,66 vs 35,41), função social (86,66 vs    67,08), saúde mental (76,60 vs 65,56) e vitalidade (69,08 vs 49,00) do que os    da cirurgia clássica. Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas    nas dimensões função física e saúde em geral. As melhores pontuações do SF-36    ocorreram nas dimensões relativas à função social, dor corporal e saúde mental.    As pontuações médias mais baixas estavam relacionadas com o desempenho físico.    Os participantes do sexo masculino obtiveram pontuações significativamente mais    elevadas no desempenho emocional (75,0 vs 51,7), saúde mental (81,3 vs 68,8)    e vitalidade (71,0 vs 56,1). Podemos concluir que a cirurgia laparoscópica mostrou    estar associada a melhor QdV em doentes com colecistite aguda quando comparada    com a técnica cirúrgica clássica. </P>     <P> Palavras chave: Cirurgia laparoscópica, Colecistectomia, Qualidade de vida.  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P align="center"><b>Quality of life in patients submitted to cholecystectomy    because acute cholecystitis: laparoscopic surgery versus classic surgery</b></P>     <P align="center">&nbsp;</P>     <P> <b>ABSTRACT:</b> Quality of life (QoL) of patients submitted to cholecystectomy    is a recent issue. Surgery can be done with two different traditions, classic    and laparoscopic with the last one with less discomfort for patient. The aim    of the present study is to compare QoL of persons submitted to classic surgery    with the ones submitted to laparoscopic surgery. Participants are 120 patients    submitted to surgery at less than tree years, divided by two equivalent groups,    aged between 22 and 74 years, 78.3% female, and equivalents for demographic    characteristics. For QoL assessment we use SF-36 questionnaire with 36 items    distributed for eight dimensions, physical function, role-physical, social functioning,    bodily pain, general health perceptions, mental health, role-emotional, vitality.    The laparoscopic surgery group exhibits statistically significant higher mean    QoL scores for the dimensions bodily pain (93,33 vs 56,68), role-emotional (76,11    vs 36,66), role-physical (61,66 vs 35,41), social functioning (86,66 vs 67,08),    mental health (76,60 vs 65,56), and vitality (69,08 vs 49,00), in comparison    with classic surgery. Male patients exhibits statistically significant higher    mean QoL scores for the dimensions, roleemotional (75,0 vs 51,7), mental health    (81,3 vs 68,8), and vitality (71,0 vs 56,1), in comparison with female patients.    In conclusion we can say that laparoscopic surgery facilitates earlier return    to normal life and better functionality when compared with classic surgery in    acute cholecystitis patients. </P>     <P> Key words: Laparoscopic surgery, Cholecystectomy, Quality of life. </P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P>Texto completo disponível apenas em PDF.</P>     <p>Full text only available in PDF format.</p>     <p>&nbsp; </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp; </P>     <P align="center"> <b>REFERÊNCIAS </b></P>     <!-- ref --><P> Cooper, J.K., Kohlmann, T., Michael, J.A., Haffer, S.C., & Stevic, M. (2001).    Health outcomes.New quality measure for medicare. <i>International Journal    for Quality in Health Care</i>, 13(1), 9-16. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000025&pid=S1645-0086200800010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P> Crawford, B.K., Dukes, E.M., & Evans, C.J. (2001). The value of providing    qualityoflife information to managed care decision makers. <i>Drug Benefit    Trends</i>, 13(7),45-52. </P>     <P> Cushieri, A. (1989). The laparoscopic revolutionwalk carefully before we run.    <i>Journal of the Royal College of Surgeons of Edinburgh</i>, 34, 295. </P>     <P> Ferreira, P.L. (2000 a). Criação da versão portuguesa do MOS SF36: parte I    – Adaptação Cultural e Linguística. <i>Acta Médica Portuguesa</i>,13(1/2),55-66.  </P>     <P> Ferreira, P.L. (2000 b). Criação da versão portuguesa do MOS SF36: parte II    – Testes de validação. <i>Acta Médica Portuguesa</i>,13(3),119-27. </P>     <P> Gill, T.M., & Feinstein, A.R. (1994). A critical appraisal of the quality    of quality of life measurements. <i>The Journal of the American Medical Association</i>,    272,619–626. </P>     <P> Neugebaauer, E., Troidt, H., Wood-Dauphinee, S., Eypasch, E., & Bullinger,    M., (1991) Quality-of- life assessment in surgery: results of the Meran Consensus    Development Conference. <i>Theoretical surgery</i>, 6,123-37 </P>     <P> Pais-Ribeiro,J. (2005). <i>O importante é a saúde: Estudo de adaptação de    uma técnica de avaliação da percepção do estado de saúde</i>. Lisboa: Fundação    Merck </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> Porter, G., & Skibber, J. (2000). Outcomes research in surgical oncology.    <i>Annals of surgical oncology</i>,7(5),367-75. </P>     <P> Velanovich, V. (1999a). Using qualityoflife instruments to assess surgical    outcomes, <i>Surgery</i>, 126 (1),1-4 </P>     <p> Velanovich, V. (1999b). Comparison of symptomatic and quality of life outcomes    of laparoscopic versus open antireflux surgery, <i>Surgery</i>, 126, 782-789.  </P>     <p> Velanovich, V. (2000). Laparoscopic vs open surgery. <i>Surgical endoscopy</i>,14,    16-21 </P>     <p> Velanovich, V. (2001). The Quality of Quality of Life Studies in General Surgical    Journals. <i>Journal of the American College of Surgeons</i>,193,288–296.  </P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="right">Recebido em 12 de Outubro de 2007 / aceite em 15 de Janeiro de    2008 </P>      ]]></body><back>
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