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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vinculação pré-natal e ansiedade em mães e pais: impacto da ecografia do 1º trimestre de gestação]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prenatal bonding and anxiety in mothers and fathers: the impact of ultrasound in the 1st trimester of pregnancy]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Hospital de S. Marcos Unidade de Medicina Fetal e Diagnóstico Pré-natal ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In order to analyse the first trimester ultrasound impact on anxiety and prenatal bonding, 22 mothers and 22 fathers were recruited from a Fetal Medicine and Prenatal Diagnosis Unit. The mothers and fathers filled out Portuguese versions of the Bonding Scale (Taylor, Atkins, Kumar, Adams, & Glover, 2005; Figueiredo, Marques, Costa, Pacheco, & Pais, 2005) and the State Trait Anxiety Inventory (Spielberger, Gorsuch, Lushene, Vagg, & Jacobs, 1983; Portuguese version by Silva, 2003), before and after the ultrasound attendance. The results show that prenatal bonding improves significantly from before to after the ultrasound attendance, while the anxiety levels diminished. We can conclude that the ultrasound scanning seems to have a positive impact on the mother and father prenatal bonding and reassurance.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Ansiedade]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><b>Vincula&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal e ansiedade em    m&atilde;es e pais: impacto da ecografia do 1&ordm; trimestre de gesta&ccedil;&atilde;o</b></P>     <p align="center">Catarina Samorinha<SUP>1</SUP>, Bárbara Figueiredo<SUP>1    </SUP>&amp; José Matos Cruz<SUP>2 </SUP></P>     <p align="center"><SUP>1</SUP>Escola de Psicologia, Universidade do Minho </P>     <p align="center"><SUP>2</SUP>Unidade de Medicina Fetal e Diagnóstico Pré-natal,    Hospital de S. Marcos, Braga </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>RESUMO: </B>Com o objectivo de avaliar o impacto da ecografia do 1º trimestre    de gravidez na ansiedade e vinculação pré-natal, 22 mães e 22 pais foram recrutados    numa Unidade de Medicina Fetal e Diagnóstico Pré-natal. Foram administrados    a <I>Bonding Scale </I>(Taylor, Atkins, Kumar, Adams, &amp; Glover, 2005; versão    portuguesa de Figueiredo, Marques, Costa, Pacheco, &amp; Pais, 2005b) e o <I>State    Trait Anxiety Inventory </I>(Spielberger, Gorsuch, Lushene, Vagg, &amp; Jacobs,    1983; versão portuguesa de Silva, 2003), antes e depois da ecografia, a ambos    os membros do casal. Os resultados revelaram que a vinculação pré-natal aumenta    significativamente enquanto a sintomatologia ansiosa diminui, depois da realização    da ecografia. Conclui-se que a ecografia pode ter um papel tranquilizador e    potenciador da ligação dos pais ao seu bebé por nascer. </P>     <p><I>Palavras-chave: </I>Ansiedade, Bonding, Ecografia Obstétrica, Mãe, Pai,    Vinculação. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><b> Prenatal bonding and anxiety in mothers and fathers: the    impact of ultrasound in the 1st trimester of pregnancy</b></P>     <p><B>ABSTRACT:</B> In order to analyse the first trimester ultrasound    impact on anxiety and prenatal bonding, 22 mothers and 22 fathers were recruited    from a Fetal Medicine and Prenatal Diagnosis Unit. The mothers and fathers filled    out Portuguese versions of the <I>Bonding Scale </I>(Taylor, Atkins, Kumar,    Adams, &amp; Glover, 2005; Figueiredo, Marques, Costa, Pacheco, &amp; Pais,    2005) and the <I>State Trait Anxiety Inventory </I>(Spielberger, Gorsuch, Lushene,    Vagg, &amp; Jacobs, 1983; Portuguese version by Silva, 2003), before and after    the ultrasound attendance. The results show that prenatal bonding improves significantly    from before to after the ultrasound attendance, while the anxiety levels diminished.    We can conclude that the ultrasound scanning seems to have a positive impact    on the mother and father prenatal bonding and reassurance. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Keywords: </I>Anxiety, Attachment, Bonding, Father, Mother, Obstetric Ultrasound.  </P>     <p>&nbsp; </P>     <p>Na transição para a parentalidade, mulher e homem deparam-se com várias tarefas    a realizar, que condicionam a sua adaptação, sendo a ligação ao feto uma delas    (Rubin, 1984). É logo desde o início da gravidez que se desencadeia a ligação    dos pais ao filho em gestação, ou vinculação pré-natal (Figueiredo &amp; Costa,    2009; Figueiredo, Costa, Pacheco, Conde, &amp; Teixeira, 2007a; Ji et al., 2005).    Progressivamente, ao longo da gravidez, a mãe elabora uma ideia do bebé e uma    ideia de si enquanto mãe (Stern, 1995) e investe afectivamente o seu filho.    Segundo Salisbury (2003), a vinculação pré-natal baseia-se na representação    cognitiva do feto e manifesta-se em comportamentos de cuidado e ligação ao bebé.    Ainda que esta seja uma área de estudo relativamente recente, iniciada nos anos    70, já algumas investigações se debruçaram sobre o desenvolvimento e factores    que condicionam a vinculação pré-natal, como apresentamos a seguir. </P>     <p>Sabemos hoje que  a ligação materno-fetal existe desde o início da  gravidez e se intensifica gradualmente com o desenvolvimento da gestação (Gomez &amp; Leal, 2007; Righetti,  Dell ‘Avanzo, Grigio, &amp; Nicolini, 2005;  Rustico et al., 2005); as  mudanças hormonais, a percepção dos movimentos fetais e, sobretudo, o contacto  com o bebé após o parto condicionam esta relação. No entanto, para além de  dimensões biológicas, a presença de sintomatologia psicopatológica bem como a qualidade da relação conjugal e o  estilo de vinculação da mãe interferem na vinculação pré-natal (Figueiredo,  2003; Figueiredo, 2005; Figueiredo, Costa, Pacheco, &amp; Pais, 2007b; Gomez &amp; Leal, 2007, Lindgren,  2001). </P>     <p>Vários estudos  têm incidido no papel dos exames de rotina da gravidez na promoção do bonding pré-natal (e.g., Kleinveld, Timmermans, van den Berg, van Eijk, &amp; Ten Kate, 2007). A atractividade da ecografia parece centrar-se no facto de, ao contrário de  outras formas de rastreio, providenciar aos pais uma confirmação visual da  gravidez e um contacto com o seu bebé por nascer. Uma vez que ver o bebé é uma  componente relevante da representação cognitiva que os pais elaboram do filho/a  e esta representação é um factor importante no desenvolvimento da vinculação  pré-natal (Salisbury, 2003), é pertinente avaliar o  impacto da ecografia neste processo vinculativo.  </P>     <p>Nas duas últimas  décadas, assistimos a uma utilização crescente da ultrassonografia no campo da Medicina Materno-Fetal. Alguns estudos vieram validar a utilização da  ultrassonografia quando realizada em idades gestacionais oportunas e por médicos qualificados (Graça,  2005). Actualmente, os exames de rotina, que todas as mulheres devem realizar  durante a gravidez, incluem a realização de três exames ecográficos. A ecografia do 1º  trimestre é realizada entre as 11 e as 14 semanas de gestação e permite: a  avaliação da vitalidade da gestação, o diagnóstico da gestação múltipla e corionicidade, a avaliação da idade gestacional, o diagnóstico de malformações “major” e  avaliação da translucência da nuca (um marcador para  avaliação de anomalias cromossómicas).  </P>     <p>A nível  psicológico, ao permitir o reconhecimento do feto, a ecografia reduz a ansiedade dos pais (Zlotogorsky, Tadmor, Duniec, Rabinowita, &amp; Diamaut, 1995) e estimula o desenvolvimento do bonding pré-natal (Segdmen, 2006).  Num estudo de Kohn e colaboradores (1980, cit. in Zlotogorski et al., 1995), os casais relataram mais sentimentos de  proximidade e maior conhecimento do bebé, bem como um aumento da  responsabilidade enquanto pais, depois de observarem o filho(a). Assim, parece  que a visualização do feto através da ecografia pode  suscitar emoções capazes de promover a vinculação pré-natal, o que aproxima os  pais do bebé e afecta o seu comprometimento e estilo de vida, contribuindo ainda  para a adopção de comportamentos de saúde durante a gravidez (Baillie, Hewison, &amp; Mason, 1999). </P>     <p>O impacto da ecografia parece ser maior para mulheres que fazem a sua ecografia    do 1º trimestre, o que sugere que esta pode facilitar a activação da vinculação,    sem haver necessariamente experiência de movimentos fetais ou notar-se visivelmente    a gravidez (Piccinini &amp; Gomes, 2005). Esta tendência verifica-se independentemente    do tipo específico de ecografia – de 2 ou 3 D’s (Ji et al., 2005; Rustico et    al., 2005; Segdmen, 2006). Embora alguns estudos evidenciem que a vinculação    aumenta pela realização de um teste de rastreio e não pela ecografia em si (Öhman,    Saltvedt, Grunewald, &amp; Waldenström, 2004), outros mostram que as mães são    atraídas pela imagem ecográfica, não apenas porque esta as assegura do bem-estar    do bebé, mas também tão-somente porque lhes permite ver o seu bebé (Garcia et    al., 2002). </P>     <p>Várias são as  investigações que relacionam a ecografia com a  diminuição dos níveis de ansiedade da mãe (Garcia et  al., 2002). Normalmente, os níveis de ansiedade são mais elevados antes da  realização da ecografia, havendo uma redução  significativa depois (Baillie et al., 1999). Efeitos similares são encontrados para a  ansiedade paterna. Estudos sugerem que a ansiedade antes da ecografia está associada a uma preocupação com a informação  que este exame vai fornecer (Müller, Bleker, Bonsel, &amp; Bilardo, 2006), especificamente em relação à saúde do bebé e  à existência de possíveis malformações (Eurenius,  Axelsson, Gällstedt-Fransson,  &amp; Sjödeu, 1997). Por outro lado, sabemos que a  gravidez por si só está associada a níveis mais elevados de preocupação e  ansiedade (Figueiredo et al., 2007b; Öhman et al., 2004). Os autores  têm contudo encontrado níveis mais elevados de sintomatologia psicopatológica nas mulheres comparativamente aos homens,  durante a gravidez e pós-parto (Teixeira, Figueiredo, Conde, Pacheco, &amp;  Costa, 2009; Figueiredo, Conde, Teixeira, Costa, &amp; Pacheco, in press). Considerando este  estado de vulnerabilidade durante a gestação, é razoável assumir que  intervenções que procurem detectar malformações fetais possam afectar a  ansiedade dos casais (Eurenius et al., 1997). </P>     <p>Numa amostra de  303 mulheres, apenas 2% estavam preocupadas por considerarem que o exame poderia  ser nocivo para o bebé. A redução da ansiedade depois da ecografia pôde assim associar-se ao facto de esta ser uma  experiência positiva, ao demonstrar o desenvolvimento saudável do bebé. No  entanto, no seu artigo de revisão, Baillie e  colaboradores (1999) referem que a diminuição dos níveis de ansiedade não pode  ser atribuída a um efeito “reassegurador” da ecografia, uma vez que, num grupo comparativo de mulheres  que fez outro tipo de exame de rastreio (que não a ecografia), estes diminuíram igualmente. Ainda Garcia e  colaboradores (2002) consideram que a redução da ansiedade depois da ecografia, relatada em vários estudos, pode ser explicada  pelo facto de os valores estarem anormalmente aumentados, antes da ecografia, e não por um benefício real decorrente do exame  em si. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sabendo que foram encontradas relações entre os estilos de vinculação pré e    pós-natal e que o envolvimento emocional dos pais é um elemento decisivo na    qualidade da interacção e dos cuidados prestados ao bebé, é fundamental atender    ao desenvolvimento desta ligação, como determinante para o desenvolvimento e    bem-estar de ambos (Rustico et al., 2005). Assim, é importante perceber se a    ecografia, realizada durante a gravidez, tem um efeito potenciador da ligação    dos pais ao bebé. O propósito do presente estudo, de carácter diferencial, foi    avaliar, longitudinalmente, o impacto da realização da ecografia do 1º trimestre    de gravidez, ao nível da vinculação pré-natal e da ansiedade de mães e pais,    bem como determinar possíveis diferenças entre mulheres e homens nas dimensões    em estudo. </P>     <blockquote>       <p>As hipóteses testadas neste estudo são as seguintes: </p>       <p>1) Mães e pais apresentam níveis mais elevados de vinculação pré-natal após      a realização da ecografia do 1º trimestre (pós-teste) do que antes (pré-teste);    </p>       <p>2) Mães e pais apresentam níveis menos elevados de sintomatologia ansiosa      no Pós-teste;</p>       <p> 3) Não se verificam diferenças entre mães e pais, ao nível da vinculação      pré-natal, no pré e no pós-teste; </p>       <p>4) As mães apresentam níveis mais elevados de sintomatologia ansiosa do que      os pais, tanto no pré como no pós-teste. </p> </blockquote>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center">MÉTODO </P>     <p><I>Participantes  </I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo foi  realizado com uma amostra de 22 casais (N = 44) contactados entre Fevereiro e  Maio de 2007, numa Unidade de Medicina Fetal e Diagnóstico Pré-Natal, em  Portugal, aquando da realização da ecografia de rotina  do 1º trimestre de gestação, sendo por conseguinte uma amostra de conveniência.  Os critérios iniciais de exclusão foram: não saber ler nem escrever português e  já ter realizado uma ecografia para a actual gravidez.  </P>     <p>As mulheres  tinham entre 21 e 40 anos, sendo a média das idades de 32.05 anos (<I>DP </I>=  5.01) (cf. Quadro 1). A quase totalidade das utentes nasceu em Portugal (90.9%),  é católica (95.5%), não frequentou consultas prévias de psicologia/psiquiatria  (77.3%), está empregada e possui a escolaridade obrigatória, sendo a média de  anos de estudo de 10.32 (<I>DP </I>= 4.7). </P>     <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>            <blockquote>             <p><b>Quadro 1 </b></p>             <p><b><I>Caracterização Social e Demográfica: mães e pais </I></b></p>       </blockquote>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psd/v10n1/10n1a02t1.jpg" width="557" height="424"></P>      
<p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os homens tinham entre 24 e 44 anos, sendo a média das idades de 33.55 (<I>DP    </I>= 5.85). Quase todos nasceram em Portugal (81.8%), são católicos (95.5%),    estão empregados e têm a escolaridade obrigatória, sendo a escolaridade média    de 10.23 anos de estudo (<I>DP </I>= 4.43). </P>     <p>Os casais são maioritariamente casados (72.7%) e os restantes vivem em regime    de coabitação (27.3%), com uma média de anos de casamento/vida conjunta de 5.73    (<I>DP </I>= 5.74). Metade dos casais já tem pelo menos um filho, sendo o número    médio de filhos por casal na amostra de 0.73 (<I>DP </I>= 0.7). A maioria nunca    teve um abortamento espontâneo ou fez interrupção médica da gravidez (77.3%)    e nenhum casal recebeu tratamento para a infertilidade. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><I>Material  </I></P>     <p><I>Questionário  Sóciodemográfico. </I>Um questionário foi usado na recolha  de dados sociais e demográficos importantes para a caracterização da amostra:  idade, estado civil, habilitações literárias, história obstétrica, história de  problemas psiquiátricos/emocionais e problemas de saúde, etc.  </P>     <p><I>StateTrait Anxiety  Inventory (STAI). O STAI (Form Y) (Spielberger et al., 1983; validado para a população portuguesa por  Silva, 2003), constituído por duas </I>escalas de vinte itens cada, Traço e  Estado, é um instrumento de auto-relato, aplicável a indivíduos de ambos os  sexos. As respostas estão formuladas em forma de Lickert de 4 pontos, correspondendo 1 ao grau mínimo e 4 ao  grau máximo de ansiedade. O total obtém-se com a soma dos valores encontrados em  cada escala e cujo máximo e mínimo são de 80 e 20. O estudo psicométrico do instrumento, a nível da consistência  interna, mostrou valores de alfa de 0.91 e 0.93 para a Escala de Estado de  Ansiedade, em homens e mulheres, respectivamente, e de 0.89 para a Escala de  Traço de Ansiedade. Neste estudo, foi utilizada apenas a Escala de Estado de  Ansiedade. </P>     <p><I>Bonding Scale. </I>A Bonding Scale (Figueiredo et al., 2005b) é a versão    portuguesa alargada do <I>MotherBaby Bonding Questionnaire </I>(Taylor et al.,    2005) e destina-se a avaliar o envolvimento emocional dos pais com o bebé. É    composta por três subescalas, com um total de 11 itens de autorelato, cotados    numa escala tipo Lickert de 4 pontos, entre 0 e 3, consoante a emoção a que    o item se refere está “nada”, “um pouco”, “bastante” ou “muito” presente (Figueiredo    &amp; Costa, 2009). A subescala “Bonding Positivo” é constituída por 3 itens    (Afectuoso/a, Protector/a e Alegre) e mede o envolvimento emocional positivo;    a subescala “Bonding Negativo”, constituída por 6 itens (Zangado/a, Agressivo/a,    Triste, Ressentido/a, Desgostoso/a e Desiludido/a) e avalia o envolvimento emocional    negativo; a subescala “Bonding Not Clear” é constituída por 2 itens (Receoso/a    e Neutro/a, Sem Sentimentos) e sinaliza a presença de emoções não claramente    relacionadas com o envolvimento emocional dos pais com o bebé. Os itens são    pontuados no sentido em que, quanto mais presente a emoção em causa, mais elevado    é o resultado. O estudo psicométrico do instrumento mostrou índices razoáveis    de consistência interna (Alpha de Cronbach = 0.61 para a versão pré-natal, utilizada    neste estudo, e 0.75 para a versão pós-parto), assim como o valor obtido pela    escala original (Alpha de Cronbach = 0.71) (Taylor et al., 2005) e uma boa fidelidade    teste-reteste (Coeficiente de Correlação de Spearman = 0.49; p &lt;0.01) (Figueiredo    et al., 2005b; Figueiredo &amp; Costa, 2009). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><I>Procedimento  </I></P>     <p>O estudo foi submetido à Comissão de Ética do Hospital e aprovado. No final    da sessão de informação acerca do exame ecográfico, feita pela Equipa de Enfermagem,    foi proposta a participação na investigação. No período de espera para a realização    da ecografia de rotina do 1º trimestre de gestação, com uma duração média de    25 minutos, após consentimento informado, os participantes preencheram os dois    questionários de auto-relato (Bonding Scale e STAI-Estado), bem como o questionário    sócio-demográfico (pré-teste). As ecografias foram realizadas em ambiente calmo    e acolhedor e duraram, em média, 20 minutos. Os casais observaram o bebé no    ecrã e receberam feedback visual e verbal durante o exame, tendo oportunidade    de colocar questões ao obstetra em relação ao bebé. No final, os casais receberam    informação escrita acerca do exame, acompanhada de imagens resultantes da ecografia.    Ao longo do estudo, as ecografias foram realizadas por três obstetras, tendo    sido as condições de realização do exame controladas. O pósteste foi realizado    imediatamente após a realização da ecografia, com o preenchimento dos mesmos    questionários – Bonding e STAI (Estado). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Análises  estatísticas. </I>Os  dados foram tratados estatisticamente através do SPSS, versão 15.0 para Windows.  A análise exploratória dos dados revelou estarem cumpridos os pressupostos  subjacentes à utilização de testes paramétricos para a variável “ansiedade-estado”, mas não para a variável “vinculação pré-natal”. </P>     <p>Assim, e dado o carácter diferencial do estudo, utilizou-se o <I>Teste-T para    amostras emparelhadas </I>no estudo das diferenças na sintomatologia ansiosa    das mães e dos pais, do pré para o pós teste (hipótese 1). Para a variável vinculação    pré-natal (hipótese 2), sendo uma distribuição não normal, utilizou-se o teste    <I>Wilcoxon</I>. </P>     <p>As hipóteses 3 e 4 deste estudo são relativas a diferenças entre mães e pais,    na sintomatologia ansiosa e vinculação pré-natal, respectivamente nos momentos    pré e pós ecografia. Para este propósito, foram utilizados o <I>Teste-T para    amostras independentes</I>, para a ansiedade, e o teste <I>MannWhitney </I>para    a vinculação pré-natal, pelas razões atrás referidas. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center">RESULTADOS </P>     <p><I>Vinculação  pré-natal em mães e pais: diferenças entre o pré e o  pósteste </I></P>     <p>Verifica-se um aumento estatisticamente significativo no resultado total da    escala Bonding dos participantes no estudo, quando se compara o primeiro momento    com o segundo momento de avaliação (Z = -3.168, p &lt; .001), como consta do    quadro 2. Analisando os resultados por sexos, observa-se que este aumento é    estatisticamente significativo para as mulheres (Z = -2.571, p &lt; .01), e    marginalmente significativo para os homens (Z = -1.862, p &lt; .10). </P>     <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>            ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>             <p><b>Quadro 2 </b></p>             <p><b><I>Vinculação pré-natal em mães e pais: diferenças entre o pré e            o pós-teste </I></b></p>       </blockquote>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psd/v10n1/10n1a02t2.jpg" width="557" height="156"></p>        
<p>Analisando os resultados por subescalas e itens, realça-se, nas mulheres, uma    diminuição estatisticamente significativa na subescala de sentimentos neutros    (Z= -2.722, p &lt;. 01), as quais se sentem significativamente menos receosas    em relação ao bebé depois da ecografia (Z = -3.119, p &lt; .01). Quanto aos    homens, há um aumento significativo dos sentimentos positivos, do primeiro para    o segundo momento de avaliação (Z = -2.08, p &lt;. 05), os quais se sentem significativamente    mais afectuosos em relação ao bebé depois da ecografia (Z = -3.317, p &lt; .001).  </P>          <p>&nbsp;</p>      <p><I>Sintomatologia ansiosa em mães e pais: diferenças entre o pré e o pós-teste    </I></P>     <p>No quadro 3 pode  observar-se que a sintomatologia ansiosa diminui significativamente do primeiro  momento (antes da ecografia) para o segundo momento de  avaliação (depois da ecografia), quando se analisa a  amostra total (t (43) = 4.34, p&lt;.001) e quando se  analisa o grupo das mulheres (t (21) = 4.56, p&lt;.001), mas não quando se  considera o grupo dos homens: ainda que se verifique um decréscimo na ansiedade-estado depois da ecografia, este não é estatisticamente significativo (t (21)  = 1.6, n.s.). </P>     <blockquote>        <blockquote>          ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>            <blockquote>             <p><b>Quadro 3 </b></p>             <p><b><I>Sintomatologia ansiosa em mães e pais: diferenças entre o pré            e o pós-teste </I></b></p>       </blockquote>     </blockquote>         <p align="center"><img src="/img/revistas/psd/v10n1/10n1a02t3.jpg" width="556" height="174"></p>   </blockquote> </blockquote>     
<p>&nbsp;</P>      <p><I>Vinculação  pré-natal no pré e no pós-teste: diferenças entre mães e pais </I></P>     <p>Como proposto na hipótese 3, fazendo uma análise intergrupos, não verificamos    diferenças significativas na vinculação pré-natal dos homens e das mulheres,    quer no pré-teste (Z = -. 608, n.s.) quer no pós-teste (Z = -. 213, n.s.) (cf.    Quadro 4). </P>     <blockquote>        <blockquote>          ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>            <blockquote>             <p><b>Quadro 4 </b></p>             <p><b><I>Vinculação pré-natal no pré e no pó-steste: diferenças entre            mães e pais </I></b></p>       </blockquote>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psd/v10n1/10n1a02t4.jpg" width="557" height="95"></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p><I>Sintomatologia ansiosa no pré e no pós-teste: diferenças entre mães e pais    </I></P>     <p>A hipótese 4 foi apenas parcialmente verificada pois, embora as mulheres apresentassem    níveis mais elevados de ansiedade-estado em relação aos homens, no pré-teste    (t = 2.33, p &lt;.05), estas diferenças não se revelaram significativas depois    da realização da ecografia (t = -1.54, n.s.) (cf. Quadro 5). </P>     <blockquote>        <blockquote>          ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>            <blockquote>             <p><b>Quadro 5 </b></p>             <p><b><I>Sintomatologia ansiosa no pré e no pós-teste: diferenças entre            mães e pais </I></b></p>       </blockquote>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psd/v10n1/10n1a02t5.jpg" width="558" height="129"></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p align="center">DISCUSSÃO </P>     <p>Este estudo  procurou avaliar o impacto da ecografia do 1º  trimestre da gravidez comparando vinculação pré-natal e ansiedade em mães e  pais, antes e depois da realização da ecografia.  Globalmente, os resultados evidenciam que, depois da realização da ecografia do 1º trimestre de gestação, a vinculação dos pais  ao bebé aumenta, enquanto a sua ansiedade-estado  diminui. </P>     <p>A primeira  hipótese do estudo, isto é o aumento da vinculação pré-natal dos pais depois da  realização da ecografia do 1º trimestre, é confirmada  tanto em relação às mães como aos pais, o que vai de encontro aos resultados  obtidos por mais investigadores (Ji et al., 2005; Kleinveld et al., 2007; Rustico et al., 2005, Segdmen, 2006; Zlotogorsky et al., 1995). Sendo  esta a primeira ecografia para a presente gravidez,  este aumento pode ser explicado pelo facto de este ser entendido como um momento  de conhecimento do bebé (Segdmen, 2006).  </P>     <p>Quando analisamos estes resultados por sexo, vemos que, nas mães, se verifica    um aumento significativo da vinculação pré-natal entre o momento antes e o momento    depois da ecografia, o que pode ser explicado pelo efeito “reassegurador” da    ecografia (Garcia et al., 2002), dado que essa diferença se deve sobretudo a    uma diminuição das emoções não claramente relacionadas com o bonding, em particular    o facto de a mulher se sentir menos “receosa” com o bebé depois da ecografia.    Nos pais, observa-se um aumento marginalmente significativo dos sentimentos    positivos para com o bebé entre o pré e o pós-teste, sentindo-se estes mais    “afectuosos” com o bebé após a ecografia. A ecografia parece, assim, possibilitar    o despoletar da ligação ao bebé, uma vez que os sentimentos positivos aumentam,    para a qual muito contribuem as imagens proporcionadas pela ecografia que parecem    contribuir para uma primeira a representação cognitiva do bebé (Salisbury, 2003),    facilitadora do envolvimento positivo com o mesmo. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes resultados  permitem concluir o impacto positivo da ecografia em  si na vinculação pré-natal das mães e pais. Além de os pais receberem feedback  acerca da saúde do bebé, as imagens do bebé facilitam também os sentimentos de  proximidade e ligação ao filho/a (Baillie et al., 1999). Para os homens, este exame tem um impacto  importante, talvez pelo facto de que a ecografia seja  a forma que mais lhes permite sentirem-se perto do bebé, pois têm oportunidade  de o ver, o que contrapõe a impossibilidade de uma aproximação física, mais  facilitada para a mãe. </P>     <p>A segunda hipótese do estudo, isto é a diminuição da sintomatologia ansiosa    dos participantes entre o antes e o depois da realização da ecografia do 1º    trimestre, é parcialmente confirmada, visto que apenas foi verificada no que    se refere às mães e à amostra total. Estes resultados vão de encontro aos que    foram obtidos por outros investigadores em amostras de mulheres, que descrevem    uma diminuição da ansiedade depois da ecografia (Baillie et al., 1999; Garcia    et al., 2002). Esta redução pode estar associada à informação obtida acerca    da saúde do bebé na ecografia – uma vez que todos os casais da amostra receberam    um feedback positivo, e/ou à ecografia em si, e apenas ao facto de terem visto    o bebé. A diminuição da ansiedade entre o momento antes e o momento posterior    à ecografia é estatisticamente significativa apenas para as mães. Isto pode    explicar-se pelo elevado nível de ansiedade sentido antes do exame – pela informação    que este vai provir (Garcia et al., 2002), pela natural ligação física da mãe,    que pode exacerbar este sentimento (Öhman et al., 2004) e parece associar-se    ao efeito positivo da ecografia, que pode ser para as mulheres mais no aspecto    reassegurador. </P>     <p>O facto de não  se verificarem diferenças entre mães e pais na vinculação pré-natal, quer antes  quer depois da ecografia, confirma a terceira hipótese  do estudo, ou seja, permite concluir que não há diferenças entre os pais  relativamente ao nível do envolvimento emocional com o feto. Por exemplo, num  estudo anterior ainda que depois do parto, verificamos não existirem diferenças  substanciais entre mães e pais na vinculação ao recém-nascido (Figueiredo,  Costa, Marques, Pacheco, &amp; Pais, 2005a; Figueiredo, Costa, Pacheco, &amp;  Pais, 2007a). </P>     <p>No que se refere  à hipótese 4 do estudo, de que as mães apresentam níveis mais elevados de  sintomatologia ansiosa do que os pais, antes e depois da realização da ecografia do 1º trimestre, os resultados espelham os dados  recolhidos em estudos epidemiológicos que mostram níveis mais elevados de  ansiedade em mulheres, comparativamente aos homens na transição para a parentalidade (Figueiredo et al.  in press; Teixeira et al., 2000). </P>     <p>Estes resultados devem, no entanto, ser interpretados à luz das limitações    do estudo. Em primeiro lugar, o facto de a amostra ser pequena e pouco heterogénea    condiciona a possibilidade de generalização dos resultados, bem com levanta    a necessidade de estudos com amostras maiores. Em segundo lugar, seria importante    ter uma medida da ansiedade anterior ao momento imediatamente antes da ecografia,    para assegurar uma medida préteste mais consistente e termos maior certeza de    que o efeito observado se deve efectivamente à diminuição da ansiedade pós ecografia    e não ao seu aumento perante a ecografia. </P>     <p>Não podemos negar a importância e poder da visão na cultura ocidental: ver    tornou-se um dos mais importantes sentidos e o desenvolvimento da tecnologia,    com a ecografia, permite que o bebé seja visto como uma pessoa (Riddle, 2005;    Rustico et al., 2005). Os resultados obtidos neste estudo vêm salientar a importância    da técnica da ecografia não só como um imprescindível instrumento de diagnóstico    na avaliação e tratamento da mulher grávida, mas também como promotora da vinculação    pré-natal. Tendo este aspecto em conta e sabendo que a qualidade da vinculação,    durante a gravidez, está associada à qualidade da interacção mãe-bebé e aos    cuidados prestados posteriormente (Wiberg, Humble, &amp; de Château, 1989),    a expressão de Chudleig, “fazer ecografia para prazer dos pais” (Ji et al.,    2005), ganha mais sentido. </P>     <p>Particularmente interessantes são as observações que apontam que a experiência    da ecografia pode ter um impacto diferente em mães e pais, em diferentes dimensões    que contribuem para a vinculação pré-natal, uma constatação a explorar melhor    no futuro. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center">REFERÊNCIAS</P>     <p>Baillie, C., Hewison, J., &amp; Mason, G. (1999). Should ultrasound scanning    in pregnancy be routine? <I>Journal of Reproductive and Infant Psychology, 1</I>(2),    149-157. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Eurenius, K., Axelsson, O., Gällstedt-Fransson, I., &amp; Sjödeu, P. O. (1997).    Perception of information, expectations and experiences among women and their    partners attending a secondtrimester routine ultrasound scan. <I>Ultrasound    in Obstetrics and Gynecology, 9, </I>86-90. </P>     <p>Figueiredo, B. (2003). Vinculação materna: Contributo para a compreensão das    dimensões envolvidas no processo inicial de vinculação da mãe ao bebé. <I>International    Journal of Clinical and Health Psychology, 3</I>(3), 521-539. </P>     <p>Figueiredo, B. (2005). Bonding pais-bebé. In I. Leal (Ed.), <I>Psicologia da    gravidez e da parentalidade </I>(pp. 287-314). Lisboa: Fim de Século. </P>     <p>Figueiredo, B., &amp; Costa, R. (2009). 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Mother-to-infant    emotional involvement at birth. <I>Maternal and Child Health Journal, 13</I>(4),    539-549. </P>     <p>Figueiredo, B., Costa, R., Pacheco, A., Conde, A., &amp; Teixeira, C. (2007a).    Anxiété, dépression et investissement émotionnel de l’enfant pendant la grossesse.    <I>Devenir, 19(3</I>), 243-260. </P>     <p>Figueiredo, B., Costa, R., Pacheco, A., &amp; Pais, A.(2007b). Mother-to-infant    and father-to-infant initial emotional involvement. <I>Early Child Development    and Care, 177</I>(5), 521-532. </P>     <!-- ref --><p>Figueiredo, B., Marques A., Costa, R., Pacheco, A., &amp; Pais, A. (2005b).    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Does offering and performing prenatal screening influence    women's attachment to their unborn child? A longitudinal randomized controlled    trial. <I>Prenatal Diagnosis, 27</I>(8), 757-64. </P>     <p>Lindgren, K. (2001). Relationships among maternal-fetal attachment, prenatal    depression and health practices in pregnancy. <I>Research, 4, </I>223-235. </P>     <p>Müller, M. A., Bleker, O. P., Bonsel, G. J., &amp; Bilardo, C. M. (2006). Women’s    opinions on the offer and use of nuchal translucency screening for Down Syndrome.    <I>Prenatal Diagnosis, 26, </I>105-111. </P>     <p>Öhman, S. G., Saltvedt, S., Grunewald, C., &amp; Waldenström, U. (2004). Does    fetal screening affect women’s worries about the health of their baby? <I>Acta    Obstetricia et Gynecologie Scandinavica, 83</I>, 634-640. </P>     <!-- ref --><p>Piccinini, C. A., &amp; Gomes, A. G. (2005). 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<body><![CDATA[<p>Righetti, P. L., Dell ‘Avanzo, M., Grigio, M., &amp; Nicolini, U. (2005). Maternal/paternal    antenatal attachment and fourthdimensional ultrasound technique: a preliminary    report. <I>British Journal of Psychology, 96</I>, 129-137. </P>     <p>Rubin, R. (1984). <I>Maternal Identity and the  Maternal Experience</I>. New  York: Springer Publishing Co. </P>     <p>Rustico, M. A., Mastromatheo, C., Grigio, M., Maggioni, C., Gregori, D., &amp;    Nicoline, U. (2005). Two-dimensional vs two-plus four-dimensional ultrasound    in pregnancy and the effect on maternal emotional status: a randomized study.    <I>Ultrasound in Obstetrics and Gynecology, 25</I>, 468-472. </P>     <p>Salisbury,  A., Law, K., LaGasse, L., &amp; Lester, B.  (2003).  Maternal-fetal attachment.  <I>JAMA, 289</I>(13), 1701. </P>     <p>Segdmen, B., McMahon, C., Cairns, D., Benzie, R. J. &amp; Woodfield, R. L.    (2006). The impact of two-dimensional vs three-dimensional ultrasound exposure    on maternal-fetal attachment and maternal health behavior in pregnancy. <I>Ultrasound    in Obstetrics and Gynecology, 27</I>, 245-251. </P>     <p>Silva, D. (2003). O inventário de estado-traço de ansiedade. In M., Gonçalves,    L. S., Almeida, C., Machado, &amp; M. R., Simões (2006). <I>Avaliação Psicológica    – Instrumentos Validados para a População Portuguesa </I>(vol. I). Coimbra:    Quarteto Editora. </P>     <p>Spielberger, C. D., Gorsuch, R. L., Lushene, R., Vagg, P. R., &amp; Jacobs,    G. A. (1983). <I>Manual for the State-Trait Anxiety Inventory. STAI (Form Y).    Self-Evaluation Questionaire. </I>Palo Alto: Consulting Psychologists Press,    Inc. </P>     <p>Stern, D. (1995). <I>The motherhood  constellation. </I>New  York: Harper Collins. </P>     <p>Taylor, A., Atkins, R., Kumar, R., Adams, D., &amp; Glover, V. (2005). Mother-to-infant    bonding scale: links with early maternal mood. <I>Archives of Women’s Mental    Health, 81</I>, 45-51. </P>     <p>Teixeira, C., Figueiredo, B., Conde, A., Pacheco, A., Costa, R. (2009). Anxiety    and depression during pregnancy in women and men. <I>Journal of Affective Disorders,    119, </I>142-148. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Wiberg, B., Humble, K., &amp; de Château, P. (1989). Long-term effect on mother-to-infant    behaviour of extra contact during the first hour post partum. Follow-up at three    years. <I>Scandinavian Journal of Social Medicine, 17</I>(2), 181-191. </P>     <p>Zlotogorski, Z., Tadmor, O., Duniec, E., Rabinowita, R., &amp; Diamaut, I.    (1995). Anxiety levels of pregnant women during ultrasound examination: coping    styles, amount of feedback and learned resourcefulness. <I>Ultrasound in Obstetrics    and Gynecology, 6, </I>425-429. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="right"><i>Recebido em 10 de Abril de 2008/ Aceite em 8 de Dezembro de    2008 </i></P>     <p>Contactar para Email: <a href="mailto:bbfi@iep.uminho.pt">bbfi@iep.uminho.pt</a></P>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Envolvimento emocional inicial dos pais com o bebé]]></article-title>
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<year>2005</year>
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<issue>2/3</issue>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Bonding: Escala para avaliar o envolvimento emocional dos pais com o bebé]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychologica]]></source>
<year>2005</year>
<volume>40</volume>
<page-range>133-154</page-range></nlm-citation>
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