<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-0086</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doenças]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Psic., Saúde & Doenças]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-0086</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-00862009000100008</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comportamentos sexuais de risco em estudantes do ensino superior público da cidade de Bragança]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Risk sexual behaviors of the public higher education students' in Braganza city]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Isabel Barreiro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[António José Gonçalves]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Instituto Superior Politécnico de Bragança  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Bragança ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<volume>10</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>99</fpage>
<lpage>113</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-00862009000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-00862009000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-00862009000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Os objectivos deste estudo envolvem a caracterização e identificação dos comportamentos de risco nos alunos que frequentam o ensino superior público do Concelho de Bragança. Para atingir estes objectivos, fez-se um estudo descritivo e transversal com base num questionário que viria a ser aplicado, directamente, a uma amostra aleatória retirada de um universo de 4168 alunos. A amostra é constituída por 367 indivíduos com idades compreendidas entre os 17 e os 45 anos. Destes, 113 são do género masculino e 254 são do género feminino. Os resultados mostraram que, do total de respondentes, 76% já tiveram relações sexuais. Para estes indivíduos, a vida sexual teve início, em média, aos 17,5 anos. Destes, 40,8% tiveram relações sexuais sob o efeito de álcool, 8,1% tiveram relações sexuais sob o efeito de drogas e 3,6% nunca usaram preservativo. Apesar disso, os jovens estudantes demonstraram saber que o preservativo é o único meio de protecção das DSTs.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[To characterize and to identify of risk sexual behaviours of the public higher education students' in Braganza city are the main objectives of this work. It was conducted a descriptive and cross-section study based in a survey that was administrated, directly, to a random sample hat was carried out from a 4168 students universe. The sample is constituted by 367 individuals with ages between the 17 and the 45 years old. Of these, 113 are of the masculine gender and 254 are of the feminine gender. The results show that, 76% of the respondents had, already, sexual relationships. For these individuals, the active life sexual had beginning about 17,5 years, 40,8% had sexual relationships under the effect of alcohol, 8,1% had sexual relationships under the effect of drugs and 3,6% never used preservative. However, the respondents know that the preservative is the only way of protection against STD’s.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Comportamentos Sexuais de Risco]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Doenças Sexualmente Transmissíveis]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ensino Superior Público]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Estudantes]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Public Higher Education]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sexual Risk Behaviours]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sexually Transmitted Diseases]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Students]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><b>Comportamentos sexuais de risco em estudantes do ensino superior    p&uacute;blico da cidade de Bragan&ccedil;a</b></p>     <p align="center">Maria Isabel Barreiro Ribeiro &amp; António José Gonçalves Fernandes</p>     <p align="center"> Instituto Superior Politécnico de Bragança, Bragança </p>     <p align="center">&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b>: Os objectivos deste estudo envolvem a caracterização e identificação    dos comportamentos de risco nos alunos que frequentam o ensino superior público    do Concelho de Bragança. Para atingir estes objectivos, fez-se um estudo descritivo    e transversal com base num questionário que viria a ser aplicado, directamente,    a uma amostra aleatória retirada de um universo de 4168 alunos. A amostra é    constituída por 367 indivíduos com idades compreendidas entre os 17 e os 45    anos. Destes, 113 são do género masculino e 254 são do género feminino. Os resultados    mostraram que, do total de respondentes, 76% já tiveram relações sexuais. Para    estes indivíduos, a vida sexual teve início, em média, aos 17,5 anos. Destes,    40,8% tiveram relações sexuais sob o efeito de álcool, 8,1% tiveram relações    sexuais sob o efeito de drogas e 3,6% nunca usaram preservativo. Apesar disso,    os jovens estudantes demonstraram saber que o preservativo é o único meio de    protecção das DSTs. </p>     <p><i>Palavras-chave: </i>Comportamentos Sexuais de Risco, Doenças Sexualmente    Transmissíveis, Ensino Superior Público, Estudantes. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><b> Risk sexual behaviors of the public higher education students'    in Braganza city</b> </p>      <p><b>ABSTRACT: </b>To characterize and to identify of risk sexual behaviours    of the public higher education students' in Braganza city are the main objectives    of this work. It was conducted a descriptive and cross-section study based in    a survey that was administrated, directly, to a random sample hat was carried    out from a 4168 students universe. The sample is constituted by 367 individuals    with ages between the 17 and the 45 years old. Of these, 113 are of the masculine    gender and 254 are of the feminine gender. The results show that, 76% of the    respondents had, already, sexual relationships. For these individuals, the active    life sexual had beginning about 17,5 years, 40,8% had sexual relationships under    the effect of alcohol, 8,1% had sexual relationships under the effect of drugs    and 3,6% never used preservative. However, the respondents know that the preservative    is the only way of protection against STD’s. </p>     <p><i>Keywords: </i>Public Higher Education, Sexual Risk Behaviours, Sexually    Transmitted Diseases, Students. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O instinto sexual é algo que, desde os insectos ao ser humano, aparece de uma    maneira extremamente forte, levando a certos comportamentos e gastando energias    que só se justificam biologicamente porque tornam possível algo fundamental    à vida, nomeadamente, a propagação da espécie. </p>      <p>Actualmente, graças às técnicas, altamente eficazes, de contracepção e também    de concepção ou reprodução assistida que surgiram nos últimos 50 anos, o sexo    e reprodução já não andam, necessariamente, juntos. O relacionamento sexual    tem assim, na nossa espécie, além da função reprodutiva, dois papéis importantíssimos,    designadamente, a satisfação de um instinto básico, tal como existe nos outros    animais e, sobretudo, a criação de laços fortes entre duas pessoas que buscam    o prazer mútuo. </p>     <p>   Os jovens iniciam a sua vida sexual cada vez mais cedo (Nodin, 2001), pelo que    a elaboração de estudos na área dos comportamentos sexuais têm sido considerados    prioritários (Reis &amp; Matos, 2008). Para um adolescente bem orientado, principalmente,    quando a iniciação sexual acontece com um parceiro da mesma idade, isso não    traz grandes problemas, mas sem a orientação necessária, a sexualidade precoce    pode causar prejuízos físicos e emocionais, além de aumentar os riscos de doenças    sexualmente transmissíveis (DSTs) e de uma gravidez indesejada (Alves &amp;    Lopes, 2008). Ao negligenciarem a prática da contracepção e de prevenção às    doenças sexualmente transmissíveis, adolescentes e jovens podem expor-se ao    VIH/SIDA e às demais doenças sexualmente transmissíveis, bem como a uma gravidez    não planeada (Júnior et al., 2007). </p>     <p>   Na literatura, as características dos jovens, frequentemente associadas ao comportamento    sexual de risco são, o uso de drogas ilícitas, o consumo de álcool, a baixa    idade das primeiras relações sexuais, a variabilidade de parceiros, o não uso    de preservativo, o desempenho escolar, o historial de abuso sexual, o sexo,    o nível socioeconómico, o nível de escolaridade, a idade, a idade dos pais e    o estado civil dos mesmos. Ao investigar algumas destas variáveis, Poulin e    Graham (2001) verificaram que, dos jovens que já haviam iniciado a sua vida    sexual, 6,4% relataram múltiplos parceiros e 57,3% confirmaram o uso inconsistente    de preservativo. Além disso, 37,6% dos adolescentes que haviam mantido relações    sexuais nos últimos 12 meses referiram tê-lo feito de forma não planeada sob    a influência de álcool ou outra droga. </p>     <p>   As DSTs desde sempre afectaram a Humanidade. Frequentemente causadoras de epidemias    mais ou menos graves, responsáveis por muitas mortes, estas foram e são também    um factor determinante de doenças crónicas de vários sectores do organismo,    de infertilidade, impotência e frigidez. </p>     <p>   Hoje em dia, a SIDA e a Hepatite B tornaram-se as mais ameaçadoras doenças que    o sexo pode transmitir. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), metade    das novas infecções por SIDA surgem em pessoas menores de 24 anos, sendo que    a maioria se infecta pela relação sexual. A Clamydia, Gonorreia, Herpes, Papiloma    Vírus Humano (PHV) e Pediculose púbica são também doenças sexualmente transmissíveis    frequentes (Rocha et al., 2007). </p>     <p>   As DSTs são transmitidas tanto pelas práticas heterossexuais, como pelas homossexuais.    Elas podem ser transferidas para outras pessoas durante a relação sexual anal,    oral ou vaginal. Algumas práticas sexuais, como uma relação anal, apresentam    um risco maior de transmissão de certas doenças que outras práticas sexuais.    Algumas DSTs podem também ser transmitidas pelo contacto directo, não sexual,    com tecidos ou fluidos infectados. Um modo comum de transmissão não sexual é    por meio do contacto com sangue infectado. Por exemplo, o compartilhar de agulhas    com o uso de drogas endovenosas é a principal causa da transmissão do VIH e    da Hepatite B. Outros meios de transmissão não sexual incluem, transfusões de    sangue e hemoderivados contaminados; por meio da placenta, da mãe para o feto    e, raramente, por meio do leite materno. </p>      <p>Determinados comportamentos aumentam o risco de contrair uma DST, tais como:    a existência de vários parceiros sexuais (ou alteração de parceiros sexuais)    com um histórico pessoal de qualquer DST; a existência de um parceiro com um    histórico de qualquer DST ou com um histórico desconhecido e que consome drogas    endovenosas; a existência de parceiros bissexuais ou homossexuais; a prática    de relações sexuais anais; a prática de relações sexuais sem protecção; e, o    consumo de qualquer substância que altere o estado do indivíduo, numa situação    em que o sexo pode ocorrer. A este propósito, Hamburg (1999) e Brook et al.    (2006) defendem que o consumo de álcool e de outras substâncias estão na base    de determinados comportamentos sexuais de risco, designadamente, acidentes rodoviários,    violência, entre outros. Vários estudos mencionam que a desinibição e a crença    de que o consumo de álcool aumenta o prazer sexual fazem com que as bebidas    alcoólicas sejam, facilmente, consumidas antes ou durante os actos sexuais.    Estes factores têm sido destacados por vários investigadores como apresentando    correlações ou associações com o aparecimento de infecções, designadamente,    as DSTs, o HIV e a SIDA (Cardoso et al., 2008; Stoner, 2007) </p>     <p>Para diminuir o risco de transmissão ou de contracção de DST’s, as pessoas    devem optar por comportamentos seguros tais como o uso de preservativo durante    a relação sexual. Taquette et al. (2004) verificaram que o uso infrequente do    preservativo foi a principal variável associada à presença de DSTs. Outras práticas    podem também ser consideradas tais como a abstinência, considerada por muitos,    como a resposta absoluta para a prevenção de DSTs, contudo, pouco praticada    e, na maioria dos casos, indesejável; um relacionamento sexual monogâmico com    um indivíduo que se sabe estar livre de qualquer DST e, o aconselhamento, antes    da gravidez, a mulheres com DSTs sobre o risco para o bebé. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>   Os estudos destinados à criação de intervenções para a prevenção de DSTs têm-se    deparado com vários desafios nas últimas décadas. O conhecimento detalhado e    sistemático dos comportamentos sexuais de risco é um dos aspectos fundamentais    para o desenvolvimento de pesquisas que visam a criação de programas eficazes    para a prevenção de DSTs (Reis &amp; Matos, 2008). </p>     <p> O estilo de vida, caracterizado por um conjunto de comportamentos diários,    representa um dos principais moduladores dos níveis de saúde e qualidade de    vida das pessoas. Entre estes comportamentos, aqueles que podem afectar a saúde    tais como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o fumo, os hábitos alimentares    inadequados, os níveis insuficientes de actividade física, o uso de drogas ilícitas    e os comportamentos sexuais, têm sido frequentemente investigados em adolescentes    (Júnior &amp; Lopes, 2004) e em jovens universitários (Alvarez &amp; Nogueira,    2008; Gonzalez &amp; Ribeiro, 2004; Reis &amp; Matos, 2008). Tal facto justifica-se,    segundo a OMS, por ser na adolescência e na fase adulta jovem que se concentra    metade das infecções por VIH em todo o mundo (Nogueira et al., 2008).  </p>     <p>O presente artigo tem como objectivos a identificação e a caracterização de    comportamentos sexuais de risco nos alunos que frequentam o ensino superior    público em Bragança. Estas informações serão úteis na medida em que podem contribuir    para a definição de políticas de saúde adequadas à redução desses comportamentos    de risco. </p>     <p>&nbsp;</p>      <div align="center">MÉTODO </p> </div>     <p><i>Participantes </i></p>      <p>Na opinião de Cohen et al. (2000), para um nível de confiança de 95% e tendo    em conta a população objecto deste estudo, a amostra afigura-se representativa    se for constituída por pelo menos 347 indivíduos. A amostra, constituída por    367 indivíduos, foi seleccionada de forma aleatória a partir de um universo    de 4168 estudantes que frequentam o ensino superior público em Bragança. </p>     <p>   Foram excluídos deste estudo, os alunos inscritos em Cursos de Especialização    Tecnológica (CET’s), Mestrados, Pós-Graduações e a licenciatura em Enfermagem    com entrada no de 2º Semestre. Foram também excluídos questionários que não    estavam devidamente preenchidos. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p><i>Material </i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para Gil (1999), a construção de um questionário consiste em traduzir os objectivos    da pesquisa em questões específicas. Dado o grande número de pessoas interrogadas    e o posterior tratamento das informações, foram valorizadas neste trabalho as    perguntas do tipo fechado. O questionário foi estruturado em três partes. A    primeira incluía questões do foro individual, pessoal, geográfico, académico,    designadamente, o sexo, a idade, a região de proveniência; a área científica    do curso, o ano que frequentam e o local de residência em tempo de aulas. Com    excepção da idade, todas as outras variáveis eram qualitativas sendo medidas    com recurso a escalas nominais. A segunda parte envolvia afirmações referentes    a comportamentos sexuais acerca, nomeadamente, do inicio da vida sexual, da    idade da primeira relação sexual, do número de parceiros sexuais, dos motivos    que levam ao uso ou não uso do preservativo, dos métodos anticoncepcionais que    previnem as DSTs. Com excepção da idade da primeira relação sexual e o número    de parceiros sexuais, estas variáveis são qualitativas e medidas de acordo com    escalas nominais. Finalmente, a terceira parte continha afirmações que permitiram    avaliar o conhecimento dos inquiridos relativamente às DSTs. A estas questões,    os inquiridos tinham de atribuir uma classificação que variava de 1 (discordo    totalmente) a 5 (concordo totalmente). Estas variáveis eram, igualmente, de    natureza qualitativa mas, agora, medidas com recurso a uma escala ordinal. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p><i>Procedimento </i></p>      <p>O estudo, de carácter transversal, foi desenvolvido com base num questionário    administrado directamente aos estudantes, embora os investigadores estivessem    presentes para o esclarecimento de qualquer dúvida que pudesse surgir. Ao serem    contactados, na biblioteca ou na sala de aula, os participantes foram informados    acerca do estudo e foi-lhes explicado o carácter voluntário da sua participação.    Igualmente, foi solicitado a cada participante, individualmente, que respondesse    ao questionário, em conformidade com os critérios éticos utilizados em pesquisas    com seres humanos. Desta forma, para proteger o anonimato dos participantes    não foi colocada no questionário qualquer questão relativa à sua identidade.    A confidencialidade dos dados foi-lhes, também, garantida.  </p>     <p>Os dados foram recolhidos no ano lectivo de 20082009. Após a recepção dos questionários,    estes foram conferidos, numerados sequencialmente e introduzidos manualmente    numa base de dados construída, para o efeito, no SPSS 16.0 (Statistical Package    for Social Sciences). Posteriormente, procedeu-se ao tratamento estatístico    dos dados e à análise dos resultados. Para caracterizar o perfil do grupo de    alunos inquiridos, apresentou-se uma análise exploratória com o cálculo de medidas    descritivas (média, mediana e desvio-padrão) e a construção de tabelas de frequências    e gráficos.  </p>     <p>O presente estudo compara homens e mulheres quanto à idade da primeira relação    sexual, ao número de parceiros sexuais nos últimos 12 meses e ao nível de conhecimento    sobre as DSTs. Para esta análise foi utilizado o teste paramétrico T Student    para amostras independentes uma vez que as variáveis tinham distribuição normal,    aferida através do teste de Kolmogorov Smirnov com a correcção de Lilliefors    (Maroco, 2007). Por outro lado, para comparar o nível de conhecimento sobre    as DST`s tendo em conta o sexo e as classes etárias recorreu-se à alternativa    não paramétrica, ou seja, ao teste de Mann Whitney Wilcoxon por não se verificar    a normalidade dos dados. Os testes estatísticos foram calculados considerando-se    um nível de confiança de 95%. </p>     <p>&nbsp;</p>      <div align="center">RESULTADOS </p> </div>     <p><i>Caracterização da amostra </i></p>      <p>Nesta investigação participaram 367 jovens inscritos no ensino superior público Brigantino. A maioria dos respondentes são do sexo feminino (68,2%), uma grande parte frequenta o 2º ano (44,9%) e possui, em média, 21 anos, sendo que esta varia entre os 17 e os 45 anos. A esmagadora maioria é proveniente da região Norte (84,2%) e, em tempo de aulas, reside num quarto ou apartamento arrendado (71,9%) (ver tabela 1). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <blockquote>          <blockquote>            <blockquote>             <p><b>Tabela 1 </b></p>             <p><b><i>Dados socais, geográficos e académicos dos inquiridos </i></b></p>             <p align="center"><b><img src="/img/revistas/psd/v10n1/10n1a08t1.jpg" width="568" height="483"></b></p>       </blockquote>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>       
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Sexualidade e relações sexuais </i></p>      <p>Dos inquiridos, 76% já tiveram relações sexuais (ver figura 1). Em média, os    respondentes iniciaram a sua vida sexual aos 17,5 anos (<i>DP </i>= 1,72). A    idade mínima registada foi de 13 anos e a máxima foi de 26 anos. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>     <blockquote>          <blockquote>           <p><i><b>Figura 1 </b></i></p>           <p><b>Início da vida sexual e orientação sexual do inquirido </b></p>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psd/v10n1/10n1a08f1.jpg" width="597" height="214"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto ao inicio da vida sexual, os resultados revelaram uma iniciação mais    precoce para o sexo masculino com uma média de 16,63 anos enquanto a média registada    para o sexo feminino foi de 17,96 anos. Para verificar se existem diferenças,    estatisticamente, significativas entre as médias referidas testaram-se as hipóteses    (H0: Masculino= µFeminino; H1: µMasculino<b><i>&#8800;</i></b>µFeminino) usando,    para o efeito, o teste TStudent. Uma vez que a estatística do teste é igual    a 5,59 à qual corresponde um p-value = 0 &lt; &#945;= 5%, rejeita-se a hipótese    nula (H0). Conclui-se, por isso, as médias são, estatisticamente, diferentes.</p>     <p> Quanto às questões ligadas à sexualidade verificou-se estar na presença de    jovens com uma orientação sexual, maioritariamente, heterossexual (96,8%) como    pode ver-se na figura 1. </p>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Comportamentos de risco e vida sexual </i></p>      <p>Do total de inquiridos, 279 já iniciaram a sua vida sexual e destes, 113 (40,5%)    tiveram relações sexuais sob o efeito de álcool e 22 (7,8%) tiveram relações    sexuais sob o efeito de drogas. Por outro lado, 135 respondentes (48,4%) já    tiveram relações sexuais sem estarem protegidos e 10 (3,6%) afirmam nunca ter    usado preservativo. Dos jovens que iniciaram a sua vida sexual, 9 (3,4%) pagaram    para terem relações sexuais e 3 (1,1%) foram pagos. Uma percentagem elevada,    64,5% (180), refere nunca ter feito um teste às DST’s, incluindo o VIH. Contudo,    e, atendendo aos últimos 12 meses, apenas 254 inquiridos se mantiveram sexualmente    activos, sendo a média global de parceiros de 1,4. Tendo em conta o sexo dos    inquiridos, registaram-se médias de 1,85 e 1,09 para os sexos masculino e feminino,    respectivamente. Para verificar se existem diferenças, estatisticamente, significativas    entre estas médias testou-se a hipótese nula de que o número médio de parceiros    sexuais é igual, independentemente, do sexo do inquirido (H0: µMasculino= µFeminino)    contra a hipótese alternativa (H1: µMasculino&gt; µFeminino) usando, novamente,    o teste TStudent. Os resultados do teste levam à rejeição da hipótese nula concluindo-se    que existiam diferenças, estatisticamente, significativas (t = -3,913; p-value    = 0). Assim, ao nível de significância de 5%, pode afirmar-se que os respondentes    do sexo masculino têm um número de parceiros superior ao dos respondentes do    sexo feminino. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p><i>Motivos da não utilização de preservativos </i></p>      <p>Do total de jovens que já iniciaram a sua vida sexual, 54,5% não usam preservativo    porque confiam no parceiro ou porque praticam sexo com o mesmo companheiro (54,4%),    24,3% referem não ter usado preservativo por não quererem ou não gostarem; 24,4%    não usaram porque não tinham, no momento do acto sexual, disponibilidade de    preservativos, 10% estavam demasiado excitados, 7,9% esqueceram-se de usar,    4,3% não usaram porque estavam sob o efeito do álcool ou drogas ilícitas e 3,9%    por não estarem à vontade para perguntar ao parceiro sexual se o poderiam usar.  </p>     <p>&nbsp;</p>      <p><i>Abordagem às DSTs </i></p>      <p>No que diz respeito à abordagem e às fontes de informação sobre as DSTs, a maioria dos inquiridos afirma ter tido contacto com este tipo de informação entre 3 a 4 vezes, sendo que 98,2% ouviu falar ou leu sobre o assunto, 97,5% referem ter obtido mais informação através dos colegas, amigos ou conhecidos, 89,6% discutiu o assunto com o parceiro sexual, 88,5% dos respondentes abordaram esta temática na sala de aula com professores e 79,2% conversaram sobre o tema com familiares próximos (ver tabela 2). </p>      <blockquote>        <blockquote>          ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>            <blockquote>              <blockquote>               <p><b>Tabela 2 </b></p>               <p><b><i>Fontes de informação sobre as DSTs (N=279) </i></b></p>         </blockquote>       </blockquote>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <div align=center>    <table class=MsoNormalTable border=0 cellspacing=0 cellpadding=0  style='mso-cellspacing:0cm;mso-padding-alt:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt'>     <tr style='mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;height:9.75pt'>        <td width=174 valign=top style='width:130.5pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:9.75pt'>     <p class=MsoNormal align=center style='text-align:center;mso-line-height-alt:   9.75pt'><b>Fonte informação </b></p></td>       <td width=89 valign=top style='width:66.75pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:9.75pt'>     <p class=MsoNormal align=center style='text-align:center;mso-line-height-alt:   9.75pt'><b>Sim </b></p></td>       <td width=101 valign=top style='width:75.75pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:9.75pt'>     <p class=MsoNormal align=center style='text-align:center;mso-line-height-alt:   9.75pt'><b>Não </b></p></td>       <td width=54 valign=top style='width:40.5pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:9.75pt'>     <p class=MsoNormal align=right style='text-align:right;mso-line-height-alt:   9.75pt'><b>NR </b></p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:1;height:12.75pt'>        <td width=174 valign=top style='width:130.5pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:12.75pt'>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p></td>       <td width=89 valign=top style='width:66.75pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:12.75pt'>     <p align="center"><b>% </b></p></td>       <td width=101 valign=top style='width:75.75pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:12.75pt'>     <p align="center"><b>% </b></p></td>       <td width=54 valign=top style='width:40.5pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:12.75pt'>     <p align="center"><b>% </b></p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:2;height:11.25pt'>        <td width=174 style='width:130.5pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:11.25pt'>     <p><b>Familiares </b></p></td>       <td width=89 style='width:66.75pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;height:   11.25pt'>     <p align="center">79.2 </p></td>       <td width=101 style='width:75.75pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:11.25pt'>     <p align="center">17.6 </p></td>       <td width=54 style='width:40.5pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;height:11.25pt'>              <p align="center">3.2 </p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:3;height:11.25pt'>        <td width=174 style='width:130.5pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:11.25pt'>     <p><b>Revistas. Media </b></p></td>       <td width=89 style='width:66.75pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;height:   11.25pt'>     <p align="center">98.2 </p></td>       <td width=101 style='width:75.75pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:11.25pt'>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">0.4 </p></td>       <td width=54 style='width:40.5pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;height:11.25pt'>              <p align="center">1.4 </p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:4;height:12.0pt'>        <td width=174 style='width:130.5pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:12.0pt'>     <p><b>Colegas, amigos e conhecidos </b></p></td>       <td width=89 style='width:66.75pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;height:   12.0pt'>     <p align="center">97.5 </p></td>       <td width=101 style='width:75.75pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:12.0pt'>     <p align="center">1.1 </p></td>       <td width=54 style='width:40.5pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;height:12.0pt'>              <p align="center">1.4 </p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:5;height:10.5pt'>        <td width=174 style='width:130.5pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:11.25pt'>    <div align="left"><b>Sala de aula </b></div></td>       <td width=89 valign=top style='width:66.75pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:10.5pt'>     <p align="center">88.5 </p></td>       <td width=101 valign=top style='width:75.75pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:10.5pt'>     <p align="center">9 </p></td>       <td width=54 valign=top style='width:40.5pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:10.5pt'>     <p align="center">2.5 </p></td>     </tr>     <tr style='mso-yfti-irow:6;mso-yfti-lastrow:yes;height:9.0pt'>        <td width=174 valign=bottom style='width:130.5pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:9.0pt'>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Parceiro sexual </b></p></td>       <td width=89 valign=bottom style='width:66.75pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:9.0pt'>     <p align="center">89.6 </p></td>       <td width=101 valign=bottom style='width:75.75pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:9.0pt'>     <p align="center">7.5 </p></td>       <td width=54 valign=bottom style='width:40.5pt;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;   height:9.0pt'>     <p align="center">8 </p></td>     </tr>   </table>  </div>      <p>&nbsp;</p>     <p><i>Métodos contraceptivos que previnem as DSTs </i></p>      <p>Em relação aos métodos contraceptivos (ver tabela 3), a maioria dos inquiridos    considera que o preservativo é o único que previne as DSTs (98%). No entanto,    uma percentagem reduzida afirma que o diafragma (14,8%), o dispositivo intrauterino    (5,4%), a pílula (3,4%), o espermicida (2%) e o coito interrompido (1%) podem    também ser uma forma de prevenção das DST`s. </p>      <blockquote>     <blockquote>          <blockquote>           ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tabela 3 </b></p>           <p><b><i>Opinião dos inquiridos sobre os métodos que previnem as DSTs (N=279)          </i></b></p>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psd/v10n1/10n1a08t3.jpg" width="556" height="148"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Conhecimento sobre as DSTs </i></p>      <p>Para avaliar o conhecimento dos inquiridos sobre as DSTs, foram colocadas várias    afirmações às quais os respondentes tinham de atribuir uma classificação que    variava de 1 (discordo totalmente) a 5 (concordo totalmente). Para verificar    se existem diferenças, estatisticamente, significativas entre as médias das    afirmações referidas tendo em conta o sexo e a classe etária testaram-se as    seguintes hipóteses: H0: µMasculino= µFeminino contra H1: µMasculino<b><i>&#8800;</i></b>µFeminino    H0: µ17 a 22 = µ<b><i>&#8805;</i></b>23 contra H1: µ17 a 22 <b><i>&#8800;</i></b>µ<b><i>&#8805;</i></b>23.     </p>     <p>Os resultados do teste de Kolmogorov Smirnov revelaram que os dados não eram    normais o que inviabilizou o uso do teste de T Student. Em alternativa, usou-se    o teste de Mann Whitney Wilcoxon. A comparação entre géneros mostrou existirem    diferenças, estatisticamente, significativas (ver tabela 4), concluindo-se que    mulheres e homens não apresentam igual nível de conhecimento nos itens, “a única    prevenção da SIDA é não ter relações sexuais com portadores” (p-value = 0,008),    “Algumas formas de contágio da SIDA podem ser picadas de insectos, contactos    sociais e profissionais, utilizar casas de banho públicas, beijar, abraçar,    tocar, partilhar roupa, utilizar os mesmos talheres, tomar banho”(p-value =    0,020), “O contágio da sífilis é feito apenas por contacto sexual” (p-value =    0,011), “a candidíase é provocada por um fungo” (p-value = 0,001), “a única    prevenção da candidíase é a abstinência sexual logo após o aparecimento da infecção    e durante o tratamento” (p-value = 0,047), “a gonorreia transmitese por contacto    sexual directo” (p-value = 0,022) e “as pessoas infectadas pelo vírus da SIDA    ficam vulneráveis a outras infecções” (p-value = 0,023). </p>     <blockquote>        <blockquote>         <p><b>Tabela 4 </b></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>Teste de Mann Whitney para comparar o conhecimento sobre as DST`s        entre géneros (N=279) </i></b></p>   </blockquote> </blockquote>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psd/v10n1/10n1a08t4.jpg" width="559" height="696"></p>     
<p>Relativamente à estrutura etária, verificou-se que, na generalidade, são os    inquiridos com idade igual ou superior a 23 anos que têm maior conhecimento    sobre as DSTs (ver tabela 5). Contudo, só se verifiquem diferenças, estatisticamente,    significativas nos itens “o uso do preservativo é muito eficaz para evitar a    gonorreia” (p-value = 0,021), “a hepatite B transmite-se pelo sangue e pela    saliva” (p-value = 0,002)”, “a hepatite B pode transmitir-se ao feto pela mãe    através do sémen e secreções vaginais, suor, lágrimas…” (p-value = 0,026), “a    SIDA deteriora o sistema imunitário da pessoa” (p-value = 0,002), “as pessoas    infectadas pelo Vírus da SIDA ficam vulneráveis a outras infecções” (p-value    = 0,026) e “um indivíduo que reduza o número de parceiros sexuais está mais    protegido” (p-value = 0,041). </p>     <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>            <blockquote>              <blockquote>                <p><b>Tabela 5 </b></p>               <p><b><i>Teste de MannWhitney para comparar o conhecimento sobre as              DSTs entre classes etárias (N=279) </i></b></p>         </blockquote>       </blockquote>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/psd/v10n1/10n1a08t5.jpg" width="562" height="706"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center">DISCUSSÃO </p></p> Do total de inquiridos, 279 inquiridos já iniciaram a sua vida sexual e destes,  113 (40,5%) tiveram relações sexuais sob o efeito de álcool e 22 (7,8%) tiveram  relações sexuais sob o efeito de drogas. Por outro lado, 135 respondentes (48,4%)  já tiveram relações sexuais sem estarem protegidos e 10 (3,6%) afirmam nunca ter  usado preservativo. Dos jovens que iniciaram a sua vida sexual, 9 (3,4%) pagaram  para terem relações sexuais e 3 (1,1%) foram pagos. Uma percentagem elevada, 64,5%  (180), refere nunca ter feito um teste às DST’s, incluindo o VIH. Na opinião de  Lomba et al., (2008), esta é uma atitude débil da percepção de risco perante os  comportamentos sexuais adoptados. Os inquiridos iniciaram a sua vida sexual com  uma idade média de 17,5 anos e o desvio padrão é de 1,6. Idênticos resultados  foram encontrados num estudo realizado por Antunes et al. (2007) em que a idade  de início da vida sexual oscilou entre os 18 e os 22 anos, com média igual a 16,4  e desvio padrão de 2,1 anos. Também de acordo com um estudo feito por Souza et  al. (2007), a idade média da primeira relação sexual foi de 16,4 anos. Giraldo  (2006) observou que a idade média da primeira relação sexual nas adolescentes  foi igual a 15,5 anos, embora, 17,2% tenham iniciado a actividade sexual mais  precocemente. O presente estudo corrobora uma pesquisa realizada pela UNESCO em  2002 em que foi verificado que os jovens do sexo masculino se iniciaram, sexualmente,  mais cedo (Azevedo et al., 2006). Os mesmos resultados tinham sido obtidos num  estudo elaborado por Reis e Matos (2008) em contexto universitário. Na opinião  destes autores a grande maioria dos jovens europeus, particularmente, os portugueses  iniciam cada vez mais cedo a sua vida sexual. Esta mudança é visível sobretudo  nas raparigas uma vez que em relação aos rapazes a idade média da primeira relação  sexual tem-se mantido estável.      <p>Do total de inquiridos a maioria descreveu-se como heterossexual (99,4%). Semelhantes    resultados foram observados por Barbosa et al. (2006) e Alvarez e Nogueira (2008).  </p>     <p>Verificou-se existirem diferenças, estatisticamente, significativas entre os    géneros no que diz respeito ao número de parceiros nos últimos 12 meses. Em    média, os respondentes do sexo masculino têm um número de parceiros superior    quando comparados com os respondentes do sexo feminino. Estes resultados corroboram    os encontrados por Gaspar et al. (2006) no qual concluíram que a sexualidade    é vivida de forma diferente consoante o sexo. O facto de um rapaz ter mais do    que uma parceira é encarado de forma natural enquanto uma rapariga que tenha    mais do que um parceiro é avaliada de modo depreciativo, até pelas próprias    mulheres. </p>     <p>Nesta investigação a maioria dos estudantes apresenta vida sexual activa e    refere que o uso do preservativo é o único método contraceptivo de prevenção    de DSTs (98%). Contudo, 54,5% não usam preservativo porque confiam no parceiro    ou porque praticam sexo com o mesmo companheiro (54,4%), 24,3% referem não ter    usado preservativo por não querer ou não gostar; 24,4% não usaram porque não    tinham, no momento do acto sexual, disponibilidade de preservativos, 10% estavam    demasiados excitados, 7,9% esqueceram-se de o usar, 4,3% não usaram porque estavam    sob o efeito do álcool ou de drogas ilícitas. De acordo com um estudo efectuado    por Ribeiro (2005), 60% dos estudantes tinham relações sexuais sem protecção    e, destes 59% faziam-no sob influência do álcool. Um estudo desenvolvido pela    UNESCO em 2000 verificou que a confiança no parceiro, principalmente, por parte    das mulheres, é destacada como uma das razões mais comuns para que se deixe    de lado o comportamento preventivo (Azevedo et al., 2006). Na opinião de Pimentel    et al. (2008), o mito do amor romântico também exerce influência no comportamento    preventivo, uma vez que a fidelidade e a confiança no parceiro fixo tornam a    mulher ainda mais vulnerável. Ribeiro (2005) constatou que os estudantes, normalmente,    usam preservativo, no entanto, com parceiros fixos, negligenciam a sua utilização.    De acordo com este perfil, o preservativo serve para ser usado em relações casuais    e, especialmente, no início dos relacionamentos. </p>     <p>Quanto à abordagem e às fontes de informação sobre as DSTs destacam-se por    ordem de preferência as revistas e os media (98,2%), as conversas com colegas,    amigos ou conhecidos (97,5%), conversas com o parceiro sexual (89,6%), abordagem    desta temática na sala de aula (88,5%) e as conversas com familiares (79,2%).    Na opinião de Marques et al. (2006) os jovens recebem informações limitadas    e inadequadas, provenientes de amigos, de pessoas pouco preparadas para esta    função. Por outro lado, Souza et al. (2007) concluíram que a maioria dos jovens    obtém conhecimento acerca desta temática por meios, como a escola, os pais,    a televisão, os profissionais de saúde e a pesquisa em livros, revistas e internet.  </p>     <p>Por fim, e em relação aos métodos contraceptivos, a maioria dos inquiridos    considera que o preservativo é o único que previne as DSTs (98%). No entanto,    uma percentagem reduzida afirma que o diafragma (14,8%), o dispositivo intrauterino    (5,4%), a pílula (3,4%), o espermicida (2%) e o coito interrompido (1%) podem    também ser uma forma de prevenção das DSTs. Estes resultados demonstram que    a maioria dos participantes possui conhecimento mas apresenta uma atitude pouco    positiva face ao uso dos métodos contraceptivos, nomeadamente, no que diz respeito    ao uso do preservativo (Reis et al., 2007) uma vez que, 3,6% nunca usou preservativo.    Ribeiro (2005) destaca na sua pesquisa que, embora 80% dos estudantes entrevistados    tenham conhecimento quanto à função do preservativo na prevenção das DSTs, apenas    35% das mulheres e 20% dos homens afirmam usá-lo em todas as relações sexuais.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <div align="center">REFERÊNCIAS </p> </div>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Alvarez, M., &amp; Nogueira, J., (2008). Definições sexuais de estudantes universitários.    <i>Psicologia, 22(1</i>), 50-76. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1645-0086200900010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Alves, A., &amp; Lopes, B. (2008). Uso de métodos anticoncepcionais entre adolescentes    universitários. <i>Revista Brasileira Enfermagem, 61(2</i>), 170-176. </p>     <p>Martins, M., Apóstolo, J., Jardim, M., &amp; Sousa, P., (2007). Caracterização    dos comportamentos sexuais de estudantes do ensino superior em Portugal. In    XI Congresso Brasileiro de sexualidade Humana, Recife, Brasil. </p>     <p>Azevedo, R., Coutinho, M., &amp; Saldanha, A. (2006). Frequência do uso do    preservativo e percepção de vulnerabilidade para o HIV entre adolescentes. In    VII Congresso Virtual HIV/AIDS em 10 de Outubro de 2006. </p>     <p>Barbosa, R., Garcia, F., Manzato, A., Martins, R., &amp; Vieira, F. (2006).    Conhecimento sobre DST/AIDS, hepatites e conduta sexual de Universitários de    São José do Rio Preto SP. <i>Jornal Brás Doenças Sexualmente Transmissíveis,    18(4</i>), 224-230. </p>     <p>Brook, D., Morojele, N., Zang,, C., &amp; Brook, J., (2006). South African    Adolescent: Pathways to risck sexual behavior. <i>AIDS Education and Prevention,    18</i>(3), 259-272. </p>     <!-- ref --><p>Cardoso, L., Malbergier, A., &amp; Figueiredo, T., (2008). O consumo de álcool    como fator de risco para a transmissão das DSTs/HIV/Aids. <i>Revista Psiquiatria    Clínica</i>, Suplemento (1), 70-75. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1645-0086200900010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Cohen, L., Manion, L., &amp; Morrison, K. (2000). <i>Research: Methods in education</i>,    (5th Edition). London: Routledge. </p>     <!-- ref --><p>Gaspar, T., Matos, M., Gonçalves, A., Ferreira, M., &amp; Linhares, F. (2006).    Comportamentos Sexuais, Conhecimentos e Atitudes face ao VIH/SIDA em Adolescentes    Migrantes. <i>Psicologia, Saúde &amp; Doenças, 7(2</i>), 299-316. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1645-0086200900010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Gil, A., (1999). <i>Métodos e técnicas de pesquisa social </i>(5ª Edição).    São Paulo: Editora Atlas S. A.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Giraldo, P. (2006). Doenças sexualmente transmissíveis: Transcendendo as aparências.    <i>Jor</i><i>nal Brás Doenças Sexualmente Transmissíveis, 18</i>(2), 99. </p>     <!-- ref --><p>Gonzalez, B., &amp; Ribeiro, J. (2004). <i>Psicologia, Saúde &amp; Doenças</i>,    <i>5 </i>(1), 107-127. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1645-0086200900010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Hamburg, A., (1999). Preparing for life: The critical transition of adolescence.    <i>Adolescen</i><i>ces Behaviour</i>, (pp. 410). USA: McGraw-Hill College. </p>     <p>Júnior, J., &amp; Lopes, A. (2004). Comportamentos de risco relacionados à    saúde em adolescentes. <i>Revista Brasileira Ciência e Movimento, 12(1</i>),    7-12. </p>     <!-- ref --><p>Júnior, J., Freitas, L., Tabelo, S., Pinheiro, A., Lopes, E., &amp; Ximenes,    L., (2007). <i>Revista Enfermagem, 11(1</i>), 58-65.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1645-0086200900010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Lomba, L., Apostolo, J., Loureiro, H., Graveto, J., Silva, M., &amp; Mendes,    F. (2008). Consumos e comportamentos sexuais de risco na noite de Coimbra. <i>Toxicodependências,    14(1</i>), 31-41.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1645-0086200900010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Maroco, J. (2007). <i>Análise estatística com utilização do SPSS </i>(3ª Edição).    Lisboa: Edições Sílabo. </p>     <!-- ref --><p>Marques, E., Mendes, D., Tornis, N., Lopes, C., &amp; Barbosa, M. (2006). O    conhecimento dos Escolares Adolescentes sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis/AIDS.    <i>Revista Electrónica de Enfermagem, 8(1</i>), 58-62. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1645-0086200900010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Nodin, N., (2001). <i>Os jovens portugueses e a sexualidade em finais do século    XX</i>. Lisboa: Associação para o Planeamento da Família. </p>     <!-- ref --><p>Nogueira, C., Saavedra, L., &amp; Costa, C. (2008). (In) Visibilidade do género    na sexualidade juvenil: Propostas para uma nova concepção sobre a educação sexual    e a prevenção de comportamentos sexuais de risco. <i>Pró-Posições, 19(2</i>),    59-79.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1645-0086200900010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Pimentel, P., Saldanha, A., &amp; Silva, J. (2008). Uso de preservativos e    atitudes de estudantes universitários frente ao HIV/AIDS: entre o saber e o    exercício do saber. Comunicação apresentada no IX Congresso Virtual HIV/AIDS    em 12 de Outubro. </p>     <p>Poulin, C., &amp; Graham, L., (2001). The association between substance use,    unplanned sexual intercourse and other sexual behaviors among adolescent students.    <i>Addiction, 96(4</i>), 607-21. </p>     <!-- ref --><p>Reis, M., &amp; Matos, M. (2007). Contracepção: Conhecimentos e atitudes em    jovens universitários. <i>Psicologia, Saúde &amp; Doenças, 8(2</i>), 209-220.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1645-0086200900010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Ribeiro, C. (2005). Saúde Reprodutiva e Sexualidade entre os Estudantes da    UNOESC Joaçaba. Tese de Mestrado em saúde colectiva, apresentada na Universidade    do Oeste de Santa Catarina. Brasil. </p>     <!-- ref --><p>Rocha, C., Horta, B., Pinheiro, R., Cruzeiro, A., &amp; Cruz, S. (2007). Use    of contraceptive methods by sexually active teenagers in Pelotas, Rio Grande    do Sul State, Brazil. <i>Cadernos de Saúde Pública, 23(12</i>), 2862-2868. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1645-0086200900010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Souza, F., Bona, J., &amp; Galato, D. (2007). Comportamento de jovens de uma    universidade do Sul do Brasil frente à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis    e gravidez. <i>Jornal Brás Doenças Sexualmente Transmissíveis, 19(1</i>), 22-29.  </p>     <p>Stoner, S., George, W., Peter, L., &amp; Norris, J. (2007). Liquid courage:    Alcohol fosters risk sexual decisionmaking in individuals with sexual fears.    <i>Aids Behavior, 11, </i>227-237. </p>     <p>Taquette, S., Vilhena, M., &amp; Paula, M. (2004). Doenças sexualmente transmissíveis    na adolescência: estudo de factores de risco. <i>Revista Sociedade Brasileira    Medicina Tropical, 37(3</i>), 210-14. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><i>Recebido em 20 de Janeiro de 2009/ Aceite em 24 de Julho de    2009 </i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contactar para E-mail: <a href="mailto:xilote@ipb.pt">xilote@ipb.pt</a>; <a href="mailto:toze@ipb.pt">toze@ipb.pt</a></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alvarez]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nogueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Definições sexuais de estudantes universitários]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia]]></source>
<year>2008</year>
<volume>22</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>50-76</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cardoso]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Malbergier]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Figueiredo]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O consumo de álcool como fator de risco para a transmissão das DSTs/HIV/Aids]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Psiquiatria Clínica]]></source>
<year>2008</year>
<numero>^s1</numero>
<issue>^s1</issue>
<supplement>1</supplement>
<page-range>70-75</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gaspar]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Linhares]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comportamentos Sexuais, Conhecimentos e Atitudes face ao VIH/SIDA em Adolescentes Migrantes]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doenças]]></source>
<year>2006</year>
<volume>7</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>299-316</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonzalez]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doenças]]></source>
<year>2004</year>
<volume>5</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>107-127</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Júnior]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Freitas]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tabelo]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinheiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ximenes]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Revista Enfermagem]]></source>
<year>2007</year>
<volume>11</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>58-65</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lomba]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Apostolo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loureiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Graveto]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Consumos e comportamentos sexuais de risco na noite de Coimbra]]></article-title>
<source><![CDATA[Toxicodependências]]></source>
<year>2008</year>
<volume>14</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>31-41</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marques]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tornis]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barbosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O conhecimento dos Escolares Adolescentes sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis/AIDS]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Electrónica de Enfermagem]]></source>
<year>2006</year>
<volume>8</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>58-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nogueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Saavedra]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Visibilidade do género na sexualidade juvenil: Propostas para uma nova concepção sobre a educação sexual e a prevenção de comportamentos sexuais de risco]]></article-title>
<source><![CDATA[Pró-Posições]]></source>
<year>2008</year>
<volume>19</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>59-79</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Reis]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contracepção: Conhecimentos e atitudes em jovens universitários]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doenças]]></source>
<year>2007</year>
<volume>8</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>209-220</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rocha]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Horta]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinheiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cruzeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cruz]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Use of contraceptive methods by sexually active teenagers in Pelotas, Rio Grande do Sul State, Brazil]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]></source>
<year>2007</year>
<volume>23</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>2862-2868</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
