<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-0086</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doenças]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Psic., Saúde & Doenças]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-0086</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-00862009000200001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Editorial]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[Isabel P.]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<volume>10</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>161</fpage>
<lpage>162</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-00862009000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-00862009000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-00862009000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><B> Editorial</B></p >     <P   >&nbsp;</P >     <P   >Este n&uacute;mero da revista &ldquo;Psicologia, Sa&uacute;de & Doen&ccedil;as&rdquo;    &eacute; um n&uacute;mero tem&aacute;tico dedicado &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica, mais especificamente &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o    de estudos de constru&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o    de escalas aplic&aacute;veis em diversos contextos de sa&uacute;de. A avalia&ccedil;&atilde;o,    que na sua defini&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica se refere, sempre, &agrave;    produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til a partir da qual    se podem tomar decis&otilde;es fundamentadas, em Psicologia, recorre a t&eacute;cnicas    e a instrumentos que lhe s&atilde;o pr&oacute;prios e, tamb&eacute;m, a constructos    psicol&oacute;gicos teoricamente alicer&ccedil;ados e, complementarmente, a    crit&eacute;rios estat&iacute;sticos. A avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica,    como bastas vezes tem sido referido, n&atilde;o &eacute; a resposta ou o preenchimento    de um instrumento, qualquer que seja a designa&ccedil;&atilde;o que este tenha:    question&aacute;rio, invent&aacute;rio, escala, lista de verifica&ccedil;&atilde;o,    entrevista ou teste. De facto, ainda que qualquer destes instrumentos seja,    no limite, um instrumento de medida, n&atilde;o pode ser usado da forma que    outras unidades de medida, de outras &aacute;reas disciplinares, podem. Enquanto    algumas medidas s&atilde;o estritamente convencionais n&atilde;o carecendo de    nenhum postulado te&oacute;rico particular, os testes psicol&oacute;gicos n&atilde;o    podem ser usados &ldquo;per se&rdquo;, de forma independente do contexto de    aplica&ccedil;&atilde;o e do conhecimento, aprofundado, do conceito que o originou.    Do nosso ponto de vista torna-se importante refor&ccedil;ar esta ideia, uma    vez que se apresenta de seguida um conjunto de estudos de instrumentos que,    gen&eacute;rica e intencionalmente, assumem este principio, embora, pare&ccedil;am    depois descorar esta perspectiva de conjunto, uma vez que se centram em estudos    do comportamento de instrumentos em popula&ccedil;&otilde;es nacionais. De facto,    um dos problemas que tem sido constatado no desenvolvimento da investiga&ccedil;&atilde;o    nas interfaces da psicologia com a sa&uacute;de e as doen&ccedil;as e que tem,    nos &uacute;ltimos anos suscitado um esfor&ccedil;o por parte da comunidade    cientifica interessada neste campo, &eacute; o da falta de instrumentos. Falta    de instrumentos adaptados e falta de instrumentos validados. Muitos dos mais    cl&aacute;ssicos instrumentos da avalia&ccedil;&atilde;o tem sido reconhecidos    como insuficientes, desadequados ou fornecendo informa&ccedil;&atilde;o irrelevante    para os objectivos em vista nos novos contextos emergentes nomeadamente nos    de sa&uacute;de e de doen&ccedil;as. Assim, torna-se necess&aacute;rio, por    um lado, estimular a produ&ccedil;&atilde;o de constructos te&oacute;ricos e,    por outro, a constru&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o de instrumentos    que permitam aclarar e comparar como se comportam, em popula&ccedil;&otilde;es    muito diferentes nas suas caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas,    e na sua rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica com outros constructos, operacionalizados    atrav&eacute;s de outros instrumentos. Tudo isto mantendo a aten&ccedil;&atilde;o    sobre a fiabilidade e validade das medidas, tanto mais, que ocorrendo este movimento    da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica &agrave; escala global, muitos    dos instrumentos e, eventualmente, alguns dos constructos, propostos s&atilde;o    produzidos em diferentes l&iacute;nguas e em diferentes contextos s&oacute;cio-culturais.    Este n&uacute;mero da revista Psicologia, Sa&uacute;de & Doen&ccedil;as, pretende    assim, ser um contributo para o melhor conhecimento de alguns instrumentos:    uns novos, j&aacute; que s&atilde;o propostas de instrumenta&ccedil;&atilde;o    decorrentes de realidades elas tamb&eacute;m novas, e outros, adaptados de instrumentos    j&aacute; existentes noutras l&iacute;nguas. Em todos os casos apresenta-se    as valida&ccedil;&otilde;es psicom&eacute;tricas que, nuns casos p&otilde;em    a n&uacute; a dificuldade de utiliza&ccedil;&atilde;o entre n&oacute;s de instrumentos    com provas dadas noutras latitudes; noutros casos, nos ajudam a clarificar os    limites da sua utiliza&ccedil;&atilde;o e a necessidade de n&atilde;o descansar    na psicometria e na estat&iacute;stica como se fossem respostas prontas para    as nossas tentativas de objectiva&ccedil;&atilde;o e, finalmente, em outros    casos ainda, nos oferecem materiais fi&aacute;veis e &uacute;teis. </P >     <P align="right"   ><b>Isabel P. Leal </b></P >      ]]></body>
</article>
