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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Propriedades métricas da versão portuguesa da escala de suporte social do MOS (MOS Social Support Survey) com idosos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Metric properties of the portuguese version of the MOS Social Support Survey with a sample of aged people]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Social support refers to the variety of resources provided by other persons. The MOS social support survey was developed for patients in the Medical outcomes survey. The objective of the present study is to study the Portuguese adaptation of the MOS Social Support Survey with an aged population. Participants are 225 individuals, aged over 65 years, 65.8% females. The scale contains 19 items measuring four dimensions: emotional and informational support, tangible support, affectionate support, and positive interaction, more a total score. Results of the present study exhibit metric properties similar to the original version of the United States of America, and to the previous studies Portuguese European versions. Differences from previous studies suggest that the scale is sensitive to the aged group of the present study.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Suporte social]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Estudo de adaptação]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Adaptation study]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><b>Propriedades m&eacute;tricas da vers&atilde;o portuguesa da    escala de suporte social do MOS (MOS Social Support Survey) com idosos</b></p>     <p align="center">Jos&eacute; Lu&iacute;s Pais-Ribeiro<sup>1 </sup>&amp; Ana Carolina    Silva L. C. Ponte </p>     <p align="center">Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o,    Universidade do Porto. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b>: O suporte social consiste na variedade de recursos fornecidos    a uma pessoa pelas outras pessoas. A Escala de Suporte Social do MOS, foi desenvolvida    no &acirc;mbito de um amplo estudo com pessoas com doen&ccedil;as cr&oacute;nicas,    o <i>Medical Outcomes Study </i>ou MOS. O objectivo do presente estudo &eacute;    estudar a adapta&ccedil;&atilde;o Portuguesa desta escala numa popula&ccedil;&atilde;o    idosa. Participaram 225 indiv&iacute;duos de ambos os g&eacute;neros, com idade    superior a 65 anos, 65,8% mulheres. A escala inclui 19 itens distribu&iacute;dos    por 4 dimens&otilde;es: Interac&ccedil;&atilde;o social positiva, suporte social    tang&iacute;vel, suporte social afectivo, e suporte social emocional e informacional,    para al&eacute;m de um resultado global ou suporte social total. Os resultados    do presente estudo mostram boas propriedades psicom&eacute;tricas e uma estrutura    e propriedades id&ecirc;nticas &agrave;s da vers&atilde;o original e &agrave;s    vers&otilde;es anteriores Portuguesas. As diferen&ccedil;as encontradas comparativamente    com estudos anteriores sugerem sensibilidade a este grupo et&aacute;rio. </p>     <p><i>Palavras-chave: </i>Suporte social, Idosos, Estudo de adapta&ccedil;&atilde;o.  </p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><b>Metric properties of the portuguese version of the MOS Social    Support Survey with a sample of aged people</b></p>        <p><b>ABSTRACT: </b>Social support refers to the variety of resources provided    by other persons. The MOS social support survey was developed for patients in    the Medical outcomes survey. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The objective of the present study is to study the Portuguese adaptation of    the MOS Social Support Survey with an aged population. Participants are 225    individuals, aged over 65 years, 65.8% females. The scale contains 19 items    measuring four dimensions: emotional and informational support, tangible support,    affectionate support, and positive interaction, more a total score. Results    of the present study exhibit metric properties similar to the original version    of the United States of America,    and to the previous studies Portuguese European versions. Differences from previous    studies suggest that the scale is sensitive to the aged group of the present    study. </p>     <p><i>Keywords: </i>Social support, Aged people, Adaptation study. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p>O funcionamento social &eacute; um conceito amplo e gen&eacute;rico que pode    incluir todo o comportamento humano no papel e no contexto social (Sherbourne,    1992). Esta autora explica que o funcionamento social pode ser visto como o    ajustamento &agrave;s expectativas normativas sobre o papel e o comportamento    social no seio da comunidade. O funcionamento social tem sido considerado uma    das dimens&otilde;es de sa&uacute;de, mas a autora defende que ele tamb&eacute;m    &eacute; indicativo do estado mental e f&iacute;sico, ou seja, problemas de    funcionamento social podem ser causados por problemas de sa&uacute;de f&iacute;sica    e mental. </p>      <p>Sherbourne (1992) explica que o suporte social (SS) &eacute; diferente do funcionamento social referindo-se ao contexto onde o funcionamento social ocorre, sendo constitu&iacute;do pela variedade de recursos fornecidos pelas outras pessoas. Uma pessoa pode ter um bom funcionamento social apesar de ter um SS fraco e pode ter limita&ccedil;&otilde;es de funcionamento social mesmo com um forte SS </p>      <p>Classicamente o SS define-se como &#8220;the existence or availability of people on whom we can rely, people who let us know that they care about, value, and love us&#8221; (Sarason, Levine, Basham, &amp; Sarason, 1983, p.127). Sydney Cobb (1976) explicava que o suporte social &eacute; informa&ccedil;&atilde;o que leva o indiv&iacute;duo a acreditar que &eacute; apoiado e amado, que &eacute; estimado e valorizado, que pertence a uma rede de comunica&ccedil;&atilde;o e de obriga&ccedil;&otilde;es m&uacute;tuas. </p>      <p>A investiga&ccedil;&atilde;o sobre o papel do SS, ou apoio social, na sa&uacute;de ganhou preponder&acirc;ncia nos &uacute;ltimos dec&eacute;nios do s&eacute;culo XX (Callaghan, &amp; Morrissey, 1993; Cohen &amp; McKay, 1984). </p>      <p>Numa revis&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o sobre o SS, Callaghan e Morrissey, (1993) concluem haver evid&ecirc;ncia proveniente de uma grande variedade de estudos, ao longo dos anos, de que o SS pode ter um papel importante na manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e no amortecimento dos efeitos delet&eacute;rios do distresse social e ambiental. Kaplan, Patterson, Kerner, Grant, e o HIV Neurobehavioral Research Center (1997), numa revis&atilde;o de estudos epidemiol&oacute;gicos afirmam que parece haver uma rela&ccedil;&atilde;o impressionante entre SS e diferentes indicadores de sa&uacute;de, da longevidade &agrave; mortalidade, em diversas doen&ccedil;as e condi&ccedil;&otilde;es. Estes autores questionam a direccionalidade da rela&ccedil;&atilde;o: se &eacute; o SS fraco que causa fraca sa&uacute;de ou o contr&aacute;rio. </p>      <p>Rodin e Salovey (1989) referem que o SS alivia o distresse em situa&ccedil;&atilde;o    de crise, pode inibir o desenvolvimento de doen&ccedil;as e, quando o indiv&iacute;duo    est&aacute; doente, o SS tem um papel importante na recupera&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a. Sarason et. al (1983) explicam que o SS contribui para um    ajustamento positivo e para o desenvolvimento pessoal e fornece protec&ccedil;&atilde;o    contra os efeitos do stresse. Parece haver evid&ecirc;ncia consistente de que    o SS dispon&iacute;vel protege os indiv&iacute;duos dos efeitos dos stressores    (Bolger, &amp; Amarel, 2007; Callaghan, &amp; Morrissey, 1993; Cohen, 2004;    Cohen &amp; Hoberman, 1983). A investiga&ccedil;&atilde;o parece ser consensual    sobre a import&acirc;ncia do SS para a sa&uacute;de (Berkman &amp; Glass, 2000;    Cohen &amp; Lemay, 2007; Diong et al., 2005; Gottlieb, 1985), ou seja a disponibilidade    de algu&eacute;m que forne&ccedil;a ajuda ou apoio emocional parece proteger    os indiv&iacute;duos das consequ&ecirc;ncias negativas de doen&ccedil;as mais    graves e de situa&ccedil;&otilde;es stressantes (Sherbourne &amp; Stewart, 1991).  </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Singer e Lord (1984) colocam como hip&oacute;tese que o efeito do SS cai dentro de quarto categorias: a) o SS protege das perturba&ccedil;&otilde;es induzidas pelo stresse; b) a aus&ecirc;ncia de SS &eacute; um stressor; c) a perda de SS &eacute; um stressor; d) o SS &eacute; ben&eacute;fico. Segundo estes autores, todas estas hip&oacute;teses t&ecirc;m recebido confirma&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>Cramer, Henderson e Scott (1997) distinguem entre SS percebido e recebido.    O primeiro refere-se ao que o indiv&iacute;duo indica ter dispon&iacute;vel    quando necess&aacute;rio, o segundo, aquele que &eacute; recebido de algu&eacute;m.    Wethingston e Kessler (1986) verificaram que os resultados de sa&uacute;de s&atilde;o    melhor explicados pela exist&ecirc;ncia do SS percebido do que pela exist&ecirc;ncia    de SS tang&iacute;vel. Sherbourne e Stewart (1991), referem que no SS &eacute;    importante a percep&ccedil;&atilde;o de exist&ecirc;ncia de suporte funcional,    e que este se refere ao grau em que as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais    servem determinadas fun&ccedil;&otilde;es. </p>      <p>&Eacute; consensual que o SS &eacute; constitu&iacute;do por m&uacute;ltiplos dom&iacute;nios: Dunst e Trivette (1990) sugerem a exist&ecirc;ncia de cinco componentes interligados: constitucional, relacional, funcional, estrutural e satisfa&ccedil;&atilde;o. Parece tamb&eacute;m existir concord&acirc;ncia sobre a necessidade da exist&ecirc;ncia de instrumentos multidimensionais, psicometricamente fundamentados, para utiliza&ccedil;&atilde;o com popula&ccedil;&atilde;o doente, que sejam suficientemente breves para n&atilde;o constitu&iacute;rem uma sobrecarga (Broadhead, Gehlbach, DeGruy &amp; Kaplan, 1988; Cohen &amp; Syme, 1985; House &amp; Kahn, 1985; Orth-Gomer &amp; Unden, 1987). J&aacute; antes desenvolvemos um question&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o do SS dirigido &agrave; popula&ccedil;&atilde;o em geral (Pais-Ribeiro, 1999). </p>      <p>Sherbourne e Stewart, (1991) desenvolveram um question&aacute;rio destinado a pessoas com doen&ccedil;as cr&oacute;nicas cujos itens avaliam: 1) o suporte emocional, que consiste na express&atilde;o de afecto positivo, compreens&atilde;o emp&aacute;tica e encorajamento de express&atilde;o de sentimentos, 2) o suporte informacional, que consiste em orienta&ccedil;&atilde;o ou feedback, que ajude a encontrar uma solu&ccedil;&atilde;o para o problema, 3) o suporte tang&iacute;vel, que consiste no fornecimento de ajuda material ou de assist&ecirc;ncia, 4) a interac&ccedil;&atilde;o social positiva, ou seja, a exist&ecirc;ncia de outras pessoas com quem fazer coisas interessantes e divertidas e, 5) o suporte afectivo, que envolve a express&atilde;o de amor e afecto. O question&aacute;rio destes autores tem sido muito utilizado em contexto de doen&ccedil;a e nas mais variadas doen&ccedil;as e condi&ccedil;&otilde;es (Baigi, Hildingh, Virdhall, &amp; Fridlund, 2008; Cumming, Cadilhac, Rubin, Crafti, &amp; Pearce, 2008; Gaede, et al. 2006; Kettmann, &amp; Altmaier, 2008; Martin, &amp; Levy, 2006; Surkan, Peterson, Hughes, &amp; Gottlieb, 2006; Westaway, Seager, Rheeder, &amp; Van Zyl, 2005). </p>      <p>Estudos anteriores sobre este instrumento realizados em Portugu&ecirc;s Europeu, com pessoas com doen&ccedil;a cr&oacute;nica (Fachado, Martinez, Villalva, &amp; Pereira, 2007) e da comunidade (Ponte &amp; Pais-Ribeiro, 2008) mostram uma estrutura factorial de quatro factores e propriedades psicom&eacute;tricas semelhantes &agrave; vers&atilde;o original. A forma em Portugu&ecirc;s do Brasil (Griep, Chor, Faerstein, Werneck, &amp; Lopes, 2005) encontrou tr&ecirc;s factores, tal como em Castelhano (Requena, Salamero, &amp; Gil, 2007), e Malaio (Mahmud, Awang, &amp; Mohamed, 2004), mas com a constitui&ccedil;&atilde;o dos factores incluindo itens diferentes. Outros estudos de valida&ccedil;&atilde;o para l&iacute;nguas e culturas diferentes mostram tamb&eacute;m uma estrutura factorial diferente como seja de dois factores para o Ingl&ecirc;s da &Aacute;frica do Sul (Westaway, et al. 2005), e para Chin&ecirc;s de Taiwan (Shyu, Tang, Liang, &amp; Weng, 2006). A adapta&ccedil;&atilde;o para Franc&ecirc;s mostra uma estrutura id&ecirc;ntica &agrave; original e &agrave; Portuguesa (Badoux, 2000). </p>      <p>O objectivo do presente estudo &eacute; inspeccionar a estrutura e os valores    psicom&eacute;tricos da vers&atilde;o para Portugu&ecirc;s Europeu da Escala    de Suporte Social do MOS numa popula&ccedil;&atilde;o de idosos. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p align="center">M&Eacute;TODO </p>     <p><i>Participantes </i></p>     <p>Participaram 225 indiv&iacute;duos, 65,8% mulheres, 48% casados, 37,7% vi&uacute;vos,    idade m&eacute;dia de 75,58 anos (entre 65 e 92), escolaridade m&eacute;dia    de 5,80 anos, 88% reformados. N&atilde;o se verificam diferen&ccedil;as estatisticamente    significativas em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero e do estatuto profissional    (reformado versus trabalhador), quer por dimens&atilde;o quer para a pontua&ccedil;&atilde;o    total. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><i>Material </i></p>      <p>O MOS Social Support Survey que, na vers&atilde;o Portuguesa, denominaremos de Escala de Suporte Social do MOS, &eacute; uma escala breve, de auto-resposta, multidimensional, desenvolvida para doentes cr&oacute;nicos no &acirc;mbito do estudo MOS. MOS &eacute; o acr&oacute;nimo de Medical Outcomes Study, um estudo longitudinal de dois anos visando os processos e resultados dos cuidados de sa&uacute;de com doentes cr&oacute;nicos. A escala pro-p&otilde;e-se avaliar as principais dimens&otilde;es do SS de forma pr&aacute;tica e breve. As autoras partiram da an&aacute;lise das medidas e conceitos existentes para gerarem os 50 itens explorat&oacute;rios iniciais que se centravam na percep&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de diversas fun&ccedil;&otilde;es de SS. Ap&oacute;s diversas fases de tratamento dos itens passaram para 37, at&eacute; se fixarem no n&uacute;mero final de 19. Os respondentes eram 2987 pessoas com doen&ccedil;a cr&oacute;nica, com idades entre os 18 e 98 anos de idade (M=55), 39% homens. Os 19 itens referem-se &agrave;s cinco dimens&otilde;es de suporte social propostas pelos autores: tang&iacute;vel (4 quest&otilde;es); afectivo (3 quest&otilde;es); emocional (4 quest&otilde;es); informacional (4 quest&otilde;es); e interac&ccedil;&atilde;o social positiva (4 quest&otilde;es). Na solu&ccedil;&atilde;o final duas dimens&otilde;es (emocional e informacional) fundem-se ficando o Escala de Suporte Social do MOS com quatro dimens&otilde;es. O respondente dever&aacute; indicar, para cada item, com que frequ&ecirc;ncia considera ter dispon&iacute;vel cada tipo de apoio caso necessite entre, &#8220;nunca&#8221;, &#8220;raramente&#8221;, &#8220;&agrave;s vezes&#8221;, &#8220;quase sempre&#8221; ou &#8220;sempre&#8221;. No final os resultados s&atilde;o transformados numa pontua&ccedil;&atilde;o de 0 a 100, por dimens&atilde;o, mais uma pontua&ccedil;&atilde;o total. </p>      <p>N&uacute;mero de amigos - Com vista a encontrar indicadores estruturais, e    tal como no estudo original, pergunt&aacute;mos o n&uacute;mero de amigos &iacute;ntimos    que o respondente possui, considerando este indicador como medida de converg&ecirc;ncia    das dimens&otilde;es da Escala de Suporte Social do MOS </p>      <p>Estado civil - Tamb&eacute;m como no estudo original, agrup&aacute;mos os indiv&iacute;duos    em s&oacute;s (solteiros, divorciados e vi&uacute;vos) e casados, para relacionar    com o resultado do SS.</p>     <p>&nbsp; </p>      <p><i>Procedimento </i></p>      <p>Recorremos &agrave; an&aacute;lise factorial explorat&oacute;ria para o estudo preliminar dos dados, e para identificar a estrutura da escala. Verific&aacute;mos ainda a consist&ecirc;ncia interna de cada uma das dimens&otilde;es e da escala total, assim como indicadores descritivos das dimens&otilde;es e da escala total. Foram eliminados os participantes que respondiam sempre nos lugares extremos das possibilidades de resposta (zero ou 100 para todas as dimens&otilde;es) o que poderia sinalizar falsifica&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>&nbsp;</p>     <p align="center">RESULTADOS </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Procedemos a uma an&aacute;lise em componentes principais dos resultados, seguindo    a regra Kaiser, com rota&ccedil;&atilde;o varimax, encontrando quatro componentes    em cinco interac&ccedil;&otilde;es, que explicavam 73,10% da vari&acirc;ncia    (quadro 1). A solu&ccedil;&atilde;o agrupa os itens propostos na solu&ccedil;&atilde;o    original, e id&ecirc;nticos ao nosso estudo anterior com popula&ccedil;&atilde;o    adulta da comunidade (Ponte &amp; Pais-Ribeiro, 2008) que explicava 68,99% da    vari&acirc;ncia, com altera&ccedil;&atilde;o da ordem dos dois &uacute;ltimos    factores que neste estudo trocam de posi&ccedil;&atilde;o entre si. </p>     <p>&nbsp;</p>      <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>           <p><b>Quadro 1</b> </p>           <p><i>Carga factorial nos componentes extra&iacute;dos, mantendo as cargas          factoriais acima de 0,40 </i></p>           <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a01q1.gif" width="554" height="532"></p>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     
<p>&nbsp;</p>       <p>A inspec&ccedil;&atilde;o da matriz da an&aacute;lise em componentes principais,    depois da rota&ccedil;&atilde;o, mostra cargas factoriais elevadas de cada item    num componente, tal como o que foi descrito na vers&atilde;o original, e com    valores de discrimina&ccedil;&atilde;o geralmente elevados, com os valores de    discrimina&ccedil;&atilde;o mais baixos na casa dos 20 pontos mas, normalmente,    acima dos 40 pontos. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O quadro 2 mostra a consist&ecirc;ncia interna, segundo o Alpha de Cronbach,    de cada dimens&atilde;o para o presente estudo: entre par&ecirc;ntesis mostra-se,    em primeiro lugar a consist&ecirc;ncia interna do nosso estudo anterior e depois    o da vers&atilde;o original. </p>     <p>&nbsp;</p>      <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>           <p><b>Quadro 2 </b></p>           <p><i>Consist&ecirc;ncia interna da Escala de Suporte Social do MOS (entre          par&ecirc;ntesis mostram-se os resultados do estudo de Ponte e Pais-Ribeiro,2008,          e da vers&atilde;o original) </i></p>           <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a01q2.gif" width="555" height="186"></p>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     
<p>&nbsp;</p>      <p>Os resultados s&atilde;o consistentes com o nosso estudo anterior e mais pr&oacute;ximos    dos valores do estudo original do MOS. De qualquer modo os valores da consist&ecirc;ncia    interna continuam muito elevados a sugerir alguma redund&acirc;ncia dos itens.  </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As correla&ccedil;&otilde;es corrigidas para sobreposi&ccedil;&atilde;o, de cada item com a dimens&atilde;o a que pertence, s&atilde;o elevadas, tal como a carga factorial nos componentes j&aacute; sugeria, com valores entre 0,73 e 0,86 para a dimens&atilde;o &#8220;suporte tang&iacute;vel&#8221; (0,72-0,87 na vers&atilde;o original dos EUA), 0,67 a 0,81 para o &#8220;suporte emocional/informacional&#8221; (0,82-0,90 na original), 0,72 a 0,83 para o &#8220;suporte afectivo&#8221; (0,80 a 0,86 na original), 0,44 a 0,67 para a &#8220;Interac&ccedil;&atilde;o social positiva&#8221; (0,87-0,88 na original). </p>      <p>A an&aacute;lise da correla&ccedil;&atilde;o entre itens de cada dimens&atilde;o mostra para o &#8220;suporte tang&iacute;vel&#8221; valores entre <u>r</u>= 0,65 e <u>r</u>= 0,84; para o &#8220;suporte emocional/informacional&#8221; valores entre <u>r</u>= 0,47 e <u>r</u>= 0,82; para o &#8220;suporte afectivo&#8221; valores entre <u>r</u>=0,74 e <u>r</u>= 0,80; para a &#8220;Interac&ccedil;&atilde;o social positiva&#8221; valores entre <u>r</u>=0,34 e <u>r</u>= 0,63. Epstein (1983) defendia que para que os itens de uma escala n&atilde;o sejam redundantes devem exibir correla&ccedil;&otilde;es inter itens entre 0,20 e 0,30 e que se este valor for superior ent&atilde;o h&aacute; redund&acirc;ncia. Afirma que, &#8220;an ideal item in a test that measures a broad trait is one that has a relatively high correlation with the sum of all items in the test (minus itself) and a relatively low average correlation with the other items&#8221;, (p. 366). Ora, o que se verifica aqui &eacute; que os valores de correla&ccedil;&atilde;o entre itens s&atilde;o elevados e pr&oacute;ximos dos valores da correla&ccedil;&atilde;o item dimens&atilde;o a que pertence (corrigida para sobreposi&ccedil;&atilde;o). Tal resultado aponta para a exist&ecirc;ncia de redund&acirc;ncia entre itens como sugere Epstein. </p>      <p>As correla&ccedil;&otilde;es das dimens&otilde;es entre si e com a escala total    s&atilde;o apresentadas no quadro 3 </p>     <p>&nbsp;</p>      <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>           <p><b>Quadro 3 </b></p>           <p><i>Correla&ccedil;&otilde;es de Pearson entre pontua&ccedil;&otilde;es          das dimens&otilde;es e da escala total (entre par&ecirc;ntesis os valores          de correla&ccedil;&atilde;o entre dimens&otilde;es na vers&atilde;o original)          </i></p>           <p><i><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a01q3.gif" width="551" height="267"></i></p>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>        <p>As correla&ccedil;&otilde;es entre dimens&otilde;es s&atilde;o muito mais baixas    do que na vers&atilde;o original, o que salienta uma maior independ&ecirc;ncia    das dimens&otilde;es no nosso estudo. As dimens&otilde;es que explicam melhor    o resultado total s&atilde;o o &#8220;suporte social afectivo&#8221; e o &#8220;suporte    social emocional e informacional&#8221;, cada uma com um pouco mais de dois    ter&ccedil;os da vari&acirc;ncia da escala total explicada. </p>      <p>As m&eacute;dias dos valores de cada dimens&atilde;o da escala e da escala    total, s&atilde;o os apresentados no quadro 4 </p>     <p>&nbsp;</p>     <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>           <p><b>Quadro 4 </b></p>           <p><i>Estat&iacute;stica descritiva para as dimens&otilde;es de suporte          social </i></p>           <p><i><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a01q4.gif" width="555" height="234"></i></p>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>        <p>O procedimento One-Sample T Test para identificar diferen&ccedil;as estatisticamente    significativas entre os resultados dos nossos dois estudos mostram que h&aacute;    diferen&ccedil;as para: a interac&ccedil;&atilde;o social positiva (<u>t</u>(224)=5,42,<u>p</u><    0,0001); o suporte social tang&iacute;vel (<u>t</u>(224)= 7,95,<u>p</u>>< 0,0001;    o suporte social afectivo (<u>t</u>(224)= 1,91,<u>p</u>>< 0,05). N&atilde;o h&aacute;    diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre o nosso primeiro estudo    e o actual para o suporte social emocional e informacional e para o suporte    social total. Os resultados mostram varia&ccedil;&otilde;es entre o nosso estudo    anterior, em que a m&eacute;dia de idades era M=36,53, e o actual. Provavelmente,    as diferen&ccedil;as podem ser explicadas pela idade, dado as diferen&ccedil;as    mais significativas estarem associadas ao suporte tang&iacute;vel e &agrave;    interac&ccedil;&atilde;o social positiva, a primeira estando normalmente mais    dispon&iacute;vel para a popula&ccedil;&atilde;o mais idosa e a segunda estar    provavelmente mais reduzida na popula&ccedil;&atilde;o com mais idade. O desvio    padr&atilde;o de cada dimens&atilde;o e da escala total &eacute; menor nos dois    estudos realizados por n&oacute;s do que na vers&atilde;o original. </p>     <p>Inspeccion&aacute;mos a correla&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas    e as dimens&otilde;es da escala em estudo (quadro 5)</p>     <p>&nbsp; </p>      <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>           <p><b>Quadro 5 </b></p>           <p><i>Correla&ccedil;&atilde;o entre a pontua&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es          e pontua&ccedil;&atilde;o total da escala de social suporte do MOS e as          vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas.</i></p>      <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a01q5.gif" width="550" height="230"></p>    </blockquote>   </blockquote> </blockquote>        
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>A correla&ccedil;&atilde;o da idade com a &#8220;interac&ccedil;&atilde;o social    positiva&#8221; &eacute; estatisticamente significativa e negativa, significando    que diminui com o aumento da idade, enquanto com o &#8220;suporte social tang&iacute;vel&#8221;    acontece o inverso. Estes resultados est&atilde;o de acordo com o que seria    de esperar nas condi&ccedil;&otilde;es actuais de uma popula&ccedil;&atilde;o    de idosos. </p>     <p>Reproduzimos o procedimento da vers&atilde;o original inspeccionando a correla&ccedil;&atilde;o    entre o n&uacute;mero de amigos e as dimens&otilde;es de SS assim como a correla&ccedil;&atilde;o    ponto bis-serial entre estado civil (casado/solteiro) e as mesmas dimens&otilde;es.    A correla&ccedil;&atilde;o ponto bisserial (<u>r<sub>pb</sub></u>) ocorre entre    uma vari&aacute;vel naturalmente dicotomizada e outra vari&aacute;vel intervalar    ou equivalente, e o seu resultado &eacute; id&ecirc;ntico &agrave; correla&ccedil;&atilde;o    <u>r</u> de Pearson. Encontr&aacute;mos valores estatisticamente significativos    mas moderados para correla&ccedil;&atilde;o entre n&uacute;mero de amigos e    a dimens&atilde;o &#8220;suporte social afectivo&#8221;, assim como com a escala    total, no sentido que tamb&eacute;m Sherbourne (1992) propunha embora, no nosso    estudo isso ocorra somente para estas duas dimens&otilde;es do SS. O &#8220;suporte    social afectivo&#8221; exibe uma correla&ccedil;&atilde;o baixa com o estado    civil dicotomizado (solteiro/casado): esta correla&ccedil;&atilde;o &eacute;    mais baixa do que no estudo original. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p align="center">DISCUSS&Atilde;O </p>      <p>O funcionamento social expressa sa&uacute;de mental e f&iacute;sica. O SS &eacute; um factor suscept&iacute;vel de contribuir para o funcionamento social. A escala aqui apresentada foi desenvolvida para avaliar as diversas fun&ccedil;&otilde;es de suporte do funcionamento social. </p>      <p>A Escala de Suporte Social do MOS exibe uma estrutura muito semelhante &agrave; da vers&atilde;o original, e propriedades m&eacute;tricas de magnitude elevada. Os valores da consist&ecirc;ncia interna, porque muito elevados, sugerem a poss&iacute;vel exist&ecirc;ncia de redund&acirc;ncia entre os itens, o que significa que poderia reduzir-se o seu n&uacute;mero. De facto, a consist&ecirc;ncia interna baseia-se na correla&ccedil;&atilde;o entre os itens de uma dimens&atilde;o. Portanto, quando duas vari&aacute;veis exibem valores de correla&ccedil;&atilde;o elevados podemos estar na presen&ccedil;a de colinearidade. Esta assume que valores de vari&acirc;ncia partilhada acima de 0,30, ou seja correla&ccedil;&otilde;es &agrave; volta de 0,55, como exprimindo forte depend&ecirc;ncia dessas vari&aacute;veis entre si. Da&iacute; o alerta e recomenda&ccedil;&atilde;o de Epstein (1983), para procurar valores de correla&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis a incluir numa dimens&atilde;o entre 0,20 e 0,30, para n&atilde;o existir redund&acirc;ncia. Os valores de correla&ccedil;&atilde;o entre itens em cada dimens&atilde;o da presente escala s&atilde;o geralmente muito elevados, se tomarmos em considera&ccedil;&atilde;o a recomenda&ccedil;&atilde;o anterior. No entanto ela, de origem, mostra ainda valores mais elevados. Este &eacute;, no entanto, um problema geral da avalia&ccedil;&atilde;o em psicologia que precisava de ser melhor discutido, valorizando mais os aspectos te&oacute;ricos que se pretende medir, e n&atilde;o confiar tanto nos valores produzidos pelos programas de estat&iacute;stica. </p>      <p>Os resultados encontrados nas valida&ccedil;&otilde;es para Portugu&ecirc;s    europeu apontam no sentido de que a presente escala, mede os mesmos construtos,    do mesmo modo, que a vers&atilde;o original e que pode ser &uacute;til para    utilizar nos estudos com a popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa mais idosa, tal    como com a popula&ccedil;&atilde;o mais jovem. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p align="center">REFER&Ecirc;NCIAS </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Badoux, A., (2000). Social support in healthy and psychologically distressed    French populations. <i>Psychology, Health &amp; Medicine, 5 </i>(2), 143-154.  </p>      <p>Baigi, A., Hildingh, C., Virdhall, H., &amp; Fridlund, B. (2008). Sense of    coherence as well as social support and network as perceived by patients with    a suspected or manifest myocardial infarction: a short-term follow-up study.    <i>Clinical Rehabilitation, 22</i>, 646&#8211;652.</p>      <p>Berkman, L. F., &amp; Glass, T. (2000). Social integration, social networks, social support &amp; health. In L. Berkman, I. Kawachi (Eds.), <i>Social Epidemiology </i>(pp.137-173). New York: Oxford University Press. </p>      <p>Bolger, N., &amp; Amarel, D. (2007). Effects of Social Support Visibility on Adjustment to Stress-Experimental Evidence. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 92 </i>(3), 458&#8211;475. </p>      <p>Broadhead, W. E., Gehlbach, S. H., DeGruy, F. V., &amp; Kaplan, B. H. (1988). The Duke-UNC Functional Social Support Questionnaire: Measurement of social support in family medicine patients. <i>Medical Care, 26 </i>(7), 709-723. </p>      <p>Callaghan, P., &amp; Morrissey, J. (1993). Social support and health: A review. <i>Journal of Advanced Nursing, 18, </i>203-210. </p>      <p>Cobb, S. (1976). Social support as a moderator of life stress. <i>Psychosomatic Medicine, 38 </i>(5), 300-314. </p>      <p>Cohen, S. (2004). Social relationships and health. <i>American Psychologist, 59 </i>(8), 676-684. </p>      <p>Cohen, S. &amp; Syme, S. L. (Eds.) (1985). <i>Social Support and Health</i>. Orlando: Academic. </p>      <p>Cohen, S., &amp; Hoberman, H. M. (1983). Positive events and social supports as buffers of life change stress. <i>Journal of Applied Social Psychology, 13 </i>(2), 99-125. </p>      ]]></body>
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<body><![CDATA[<p align="right"><i>Recebido em 12 Fevereiro de 2009 /Aceite em 22 de Julho de    2009</i> </p>     <p>Contactar para E-mail: <a href="mailto:jlpr@fpce.up.pt">jlpr@fpce.up.pt</a>  </p>       ]]></body><back>
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<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pais-Ribeiro]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Escala de satisfação com o suporte social (ESSS).]]></article-title>
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<surname><![CDATA[Requena]]></surname>
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<surname><![CDATA[Gil]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Validity of the questionnaire MOS-SSS of social support in neoplastic patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Medicina clínica (Barc)]]></source>
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