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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Auto-regulação, resiliência e consumo de substâncias na adolescência: contributos da adaptação do questionário reduzido de auto-regulação]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-regulation, resiliance and substance use in adolescence: adaption of the short self-regulation questionnaire]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Superior de Ciências Educativas de Felgueiras  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the present study are presented the adaptation studies’ of the Short Self-regulation Questionnaire (Carey, Neal & Collins, 2004), a measure that allows the adaptation of Impulse control and Goal setting. In the analysis of the psychometric properties of the questionnaire was found a consistent factorial structure and high reliability values. It was also studied the relation between self-regulation, resilience, with the use of the Resilience scale (Wagnild & Young, 1993), and substance use in adolescence. The results suggest a relation between self-regulation and substance use, beyond a high correlation between goal setting and resilience and a moderate correlation between resilience and impulse control. The implications of the study are discussed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><b>Auto-regulação, resiliência e consumo de substâncias na adolescência:    contributos da adaptação do questionário reduzido de auto-regulação</b></p>      <p align="center">Jos&eacute; A. Garc&iacute;a del Castillo<sup>1 </sup>&amp;    Paulo C. Dias<sup>2 </sup></p>      <p align="center"><sup>1</sup>Departamento de Psicolog&iacute;a de la Salud. Universidad    Miguel Hern&aacute;ndez. Elche Espanha </p>     <p align="center"><sup>2 </sup>Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Educativas    de Felgueiras. Portugal </p>     <p align="center">&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO:</b> No presente trabalho apresentam-se os estudos de adapta&ccedil;&atilde;o    do <i>Question&aacute;rio Reduzido de Auto-regula&ccedil;&atilde;o </i>(Carey,    Neal &amp; Collins, 2004), um instrumento que permite a avalia&ccedil;&atilde;o    do <i>Controlo de impulsos e Estabelecimento de objectivos</i>. Na an&aacute;lise    das propriedades psicom&eacute;tricas do question&aacute;rio foi encontrada    uma estrutura factorial consistente e valores de fidelidade elevados. &Eacute;    estudada a rela&ccedil;&atilde;o entre auto-regula&ccedil;&atilde;o, resili&ecirc;ncia,    com o recurso &agrave; Escala de Resili&ecirc;ncia (Wagnild &amp; Young, 1993),    e consumo de subst&acirc;ncias na adolesc&ecirc;ncia. Os resultados sugerem    uma rela&ccedil;&atilde;o entre a auto-regula&ccedil;&atilde;o e o consumo de    subst&acirc;ncias, al&eacute;m de uma correla&ccedil;&atilde;o elevada entre    o estabelecimento de objectivos e a resili&ecirc;ncia, e uma correla&ccedil;&atilde;o    moderada entre o controlo de impulsos e a resili&ecirc;ncia. As implica&ccedil;&otilde;es    do estudo s&atilde;o discutidas. </p>     <p><i>Palavras-chave: </i>Auto-regula&ccedil;&atilde;o, Resili&ecirc;ncia, Consumo    de subst&acirc;ncias, Adolesc&ecirc;ncia. </p>     <p>&nbsp;</p>        <p align="center"><b>Self-regulation, resiliance and substance use in adolescence:    adaption of the short self-regulation questionnaire</b></p>      <p><b>ABSTRACT:</b> In the present study are presented the adaptation studies&#8217;    of the Short Self-regulation Questionnaire (Carey, Neal &amp; Collins, 2004),    a measure that allows the adaptation of Impulse control and Goal setting. In    the analysis of the psychometric properties of the questionnaire was found a    consistent factorial structure and high reliability values. It was also studied    the relation between self-regulation, resilience, with the use of the Resilience    scale (Wagnild &amp; Young, 1993), and substance use in adolescence. The results    suggest a relation between self-regulation and substance use, beyond a high    correlation between goal setting and resilience and a moderate correlation between    resilience and impulse control. The implications of the study are discussed.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Keywords: </i>Self-regulation, Resiliency, Substance use, Adolescence. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Parece aceite consensualmente que as experi&ecirc;ncias de consumo de subst&acirc;ncias    ocorrem normalmente nos primeiros anos da adolesc&ecirc;ncia, como resultado    de m&uacute;ltiplas experi&ecirc;ncias e factores, desde o nascimento (Calleja,    Se&ntilde;or&aacute;n &amp; Gonz&aacute;lez, 1996). Os dados relativos aos consumos,    al&eacute;m de preocupantes, permitem perceber uma tend&ecirc;ncia para a normaliza&ccedil;&atilde;o    da experi&ecirc;ncia de consumo de &aacute;lcool e tabaco nos primeiros anos    da adolesc&ecirc;ncia (Calleja, Se&ntilde;or&aacute;n &amp; Gonz&aacute;lez,    1996). </p>      <p>Tal como aparece na revis&atilde;o de Espada, Griffin, Botvin e M&eacute;ndez (2003), para explicar a etiologia do abuso de subst&acirc;ncias na adolesc&ecirc;ncia, diversas teorias t&ecirc;m sido desenvolvidas, como o modelo de cren&ccedil;as de sa&uacute;de (Becker, 1974), a teoria da aprendizagem social (Bandura, 1977), o modelo das vulnerabilidades individuais (Kaplan, 1980), o modelo dos factores de risco e de protec&ccedil;&atilde;o (Hawkins, Catalano &amp; Miller, 1992), etc. De entre estas, destacaram-se os trabalhos de Hawkins, Catalano e Miller (1992), que, na revis&atilde;o de tr&ecirc;s d&eacute;cadas de investiga&ccedil;&atilde;o, tentaram reunir os factores que colocavam os indiv&iacute;duos em maior risco para o consumo de subst&acirc;ncias. De acordo com esta perspectiva, quando maior fosse o n&uacute;mero de factores de risco, maior a probabilidade de envolvimento em comportamentos de risco como o consumo de subst&acirc;ncias na adolesc&ecirc;ncia e juventude. Assim, identificando os factores de risco e de protec&ccedil;&atilde;o, seria poss&iacute;vel perceber como decorria a inicia&ccedil;&atilde;o do consumo, avaliar os &iacute;ndices ou n&iacute;veis de risco e de protec&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos, planear estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e reduzir os riscos dos adolescentes e jovens para se envolverem em tais comportamentos (Hawkins, Catalano, &amp; Miller, 1992). E de facto, diversas investiga&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m verificado correla&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas entre diversos factores apontados por este modelo, especialmente entre os factores de risco e o consumo de subst&acirc;ncias (e.g. Alvarez, Mar&iacute;n, Vergeles &amp; Martin, 2003; Frisher &amp; Beckett, 2006; Gonz&aacute;lez, Jim&eacute;nez &amp; Rubio, 2004; Mart&iacute;nez-Gonz&aacute;lez, Robles-Lozano &amp; Mendonza, 2003; Torrecillas, Martin, Fuente &amp; Godoy, 2000). </p>      <p>No entanto, apesar dos resultados encontrados em diversos estudos correlacionais, a investiga&ccedil;&atilde;o tem demonstrado que a mera exposi&ccedil;&atilde;o aos factores de risco, mesmo em n&uacute;mero substancial, n&atilde;o se traduz necessariamente em comportamentos de risco, como acontece na preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as f&iacute;sicas como as doen&ccedil;as card&iacute;acas ou pulmonares (Dillon, et. al, 2007). Da&iacute; que algumas limita&ccedil;&otilde;es tivessem sido apresentadas, desde a dificuldade em distinguir quando os factores s&atilde;o realmente causas ou apenas factores correlacionados (Farrington, 2000); a estigmatiza&ccedil;&atilde;o de grupos de jovens, fam&iacute;lias e comunidades que decorreu da identifica&ccedil;&atilde;o de alguns factores de risco (Constantine, Bernard &amp; Diaz, 1999); o facto de conhecer os factores n&atilde;o permitir necessariamente perceber quais as estrat&eacute;gias a implementar para reduzir o risco nem perceber os processos ou percursos que interv&ecirc;m entre os factores de risco e os comportamentos (Benard, 1991). Aparecem, assim, refor&ccedil;adas as teorias que se tentam focar sobre a promo&ccedil;&atilde;o de factores de protec&ccedil;&atilde;o e resili&ecirc;ncia &#8211; desviando o foco de aten&ccedil;&atilde;o dos riscos e das patologias, para as ac&ccedil;&otilde;es e estrat&eacute;gias positivas dirigidas &agrave; promo&ccedil;&atilde;o do ajustamento psicol&oacute;gico (Benard, 1991; Fergus &amp; Zimmerman, 2005). Mais do que abandonar o conhecimento dos factores de risco ou de protec&ccedil;&atilde;o, uma vez que &eacute; na presen&ccedil;a deles que ocorre o desenvolvimento, a investiga&ccedil;&atilde;o devia focar-se na compreens&atilde;o do desenvolvimento saud&aacute;vel, mesmo quando os sujeitos est&atilde;o expostos a factores de risco (Fergus &amp; Zimmerman, 2005). </p>      <p>Numa revis&atilde;o recente, Dillon et. al, (2007) salientam um conjunto de factores pessoais e de contexto, fortemente correlacionado com o desenvolvimento da resili&ecirc;ncia. Indiv&iacute;duos resilientes seriam capazes de operacionalizar um esquema em que percebem, por exemplo, o consumo de subst&acirc;ncias como um risco para si mesmo e assim evitam esse comportamento; estabelecem outros objectivos focados na resili&ecirc;ncia; e tentam fortalecer o seu sentido de efic&aacute;cia para manter estas decis&otilde;es em pr&aacute;tica (Dillon et al., 2007). Parece assim refor&ccedil;ado o papel da auto-regula&ccedil;&atilde;o, um processo em que o indiv&iacute;duo assume um papel activo na constru&ccedil;&atilde;o do seu destino (Reider &amp; de Wit, 2006), atrav&eacute;s da activa&ccedil;&atilde;o, monitoriza&ccedil;&atilde;o, inibi&ccedil;&atilde;o, preserva&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o do comportamento, emo&ccedil;&otilde;es e estrat&eacute;gias cognitivas para alcan&ccedil;ar objectivos desejados (Barkeley, 1997; Demetriou, 2000; Diaz &amp; Fruhauf, 1991; Lengua, 2003; Novak &amp; Clayton, 2001). </p>      <p>Apesar de ser um conceito que tem sido aplicado com relev&acirc;ncia a outros contextos, como o escolar ou o organizacional, a sua aplica&ccedil;&atilde;o no contexto da sa&uacute;de &eacute; mais complexa, dada a discrep&acirc;ncia entre os objectivos de sa&uacute;de e os comportamentos que os indiv&iacute;duos fazem (ou n&atilde;o) para os alcan&ccedil;ar. Nesse sentido, a auto-regula&ccedil;&atilde;o percebe o comportamento de sa&uacute;de como o investimento de objectivos a longo prazo que implicam o controlo de necessidades mais imediatas e a mobiliza&ccedil;&atilde;o de pensamentos, sentimentos e comportamentos para objectivos de sa&uacute;de (Muraven, Tice &amp; Baumeister, 1998; Reider &amp; de Wit, 2006). Neste contexto, o auto-controlo adquire um papel essencial na medida em que permite ao indiv&iacute;duo resistir a tenta&ccedil;&otilde;es mais imediatas para atingir objectivos de longo prazo. E de facto, diversos estudos experimentais permitiram comprovar a import&acirc;ncia da capacidade de controlo (Baumeister et al., 1998; Muraven, Tice &amp; Baumeister, 1998), especificamente em termos de resultados escolares, problemas de controlo de impulsos, ajustamento psicol&oacute;gico e relacionamentos interpessoais (Tangney, Baumeister &amp; Boone, 2004). Outros estudos verificam uma rela&ccedil;&atilde;o entre auto-regula&ccedil;&atilde;o e resili&ecirc;ncia (Garcia del Castillo &amp; Dias, 2007; Gardner, Dishion &amp; Connell, 2008), chegando mesmo a ser apontada como um potencial indicador da resili&ecirc;ncia dos adolescentes (Dishion, &amp; Connell, 2006). </p>      <p>Tamb&eacute;m no consumo de subst&acirc;ncias, diversos trabalhos t&ecirc;m    verificado uma rela&ccedil;&atilde;o entre a auto-regula&ccedil;&atilde;o e    o uso de &aacute;lcool (Aubrey, Brown &amp; Miller, 1994; Brown, Miller, &amp;    Lewandowski, 1999; Wills &amp; Dishion, 2004; Wills, Walker, Mendonza &amp;    Ainette, 2006), tabaco (Gardner, Dishion &amp; Posner, 2006), e outras subst&acirc;ncias    (Percy, 2008). Outros estudos, no entanto, n&atilde;o verificam rela&ccedil;&atilde;o    entre estas vari&aacute;veis (Carey, Neal, Collins, 2004; Neal &amp; Carey,    2005). Tamb&eacute;m num estudo realizado no contexto portugu&ecirc;s, e apesar    de se encontrarem correla&ccedil;&otilde;es fortes entre a auto-regula&ccedil;&atilde;o    e a resili&ecirc;ncia, ressaltou a falta de rela&ccedil;&atilde;o significativa    entre a auto-regula&ccedil;&atilde;o e a experi&ecirc;ncia e o consumo de subst&acirc;ncias    (tabaco, &aacute;lcool, marijuana, crack e outras drogas) (Garcia del Castillo    &amp; Dias, 2007). Torna-se assim pertinente estudar melhor as caracter&iacute;sticas    psicom&eacute;tricas dos instrumentos que permitem a avalia&ccedil;&atilde;o    da auto-regula&ccedil;&atilde;o e perceber a din&acirc;mica entre auto-regula&ccedil;&atilde;o,    consumo de subst&acirc;ncias e resili&ecirc;ncia. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p align="center">M&Eacute;TODO </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Participantes </i></p>      <p>Participaram no estudo 248 alunos do ensino secund&aacute;rio, 37,9 % do 10&ordm;    ano (<u>n</u>=94), 31,9% do 11&ordm; ano (<u>n</u>=79) e 30,2% do 12&ordm; ano    (<u>n</u>=75). Os sujeitos eram, na sua maioria do sexo feminino (<u>n</u>=159,    64,4%), com idades compreendidas entre os 14 e os 19 anos (<u>M</u>=16,33, <u>DP</u>=1,10).  </p>     <p>&nbsp;</p>      <p><i>Material </i></p>      <p>Atrav&eacute;s do <i>Question&aacute;rio Reduzido de Auto-regula&ccedil;&atilde;o </i>(Carey, Neal &amp; Collins, 2004), um instrumento constitu&iacute;do por 31 itens concebido para a obten&ccedil;&atilde;o de um &iacute;ndice total de auto-regula&ccedil;&atilde;o. Estudos posteriores sugeriram uma estrutura de dois factores: <i>Controlo de impulsos e Estabelecimento de objectivos </i>(Neal &amp; Carey, 2005). Para uma an&aacute;lise mais particularizada, optou-se por esta estrutura mais espec&iacute;fica e pr&oacute;xima da defini&ccedil;&atilde;o de auto-regula&ccedil;&atilde;o adoptada. </p>      <p>Para a avalia&ccedil;&atilde;o da Resili&ecirc;ncia, foi utilizada a <i>Escala de Resili&ecirc;ncia </i>(Wagnild &amp; Young, 1993), adaptada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Vara e Sani (2006). </p>      <p>Para a avalia&ccedil;&atilde;o do consumo de subst&acirc;ncias foram utilizadas    quest&otilde;es sobre o consumo actual (&#8220;Actualmente consomes alguma tipo    de subst&acirc;ncias&#8221;; &#8220;Se sim, Consomes &aacute;lcool? Consomes    tabaco?&#8221;; &#8220;No &uacute;ltimo m&ecirc;s: quantos cigarros fumaste    por dia? Quantos dias consumiste bebidas alco&oacute;licas?&#8221;; &#8220;Quantas    vezes, aproximadamente, te embebedaste?&#8221;).</p>     <p>&nbsp; </p>      <p><i>Procedimento </i></p>      <p>Para a elabora&ccedil;&atilde;o deste trabalho foram inicialmente contactados    os autores dos instrumentos no sentido de obter autoriza&ccedil;&atilde;o para    a sua adapta&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa e utiliza&ccedil;&atilde;o    neste estudo. Uma vez definida a popula&ccedil;&atilde;o e os instrumentos a    utilizar, foram contactadas escolas secund&aacute;rias do norte do pa&iacute;s    para a recolha dos dados. Ap&oacute;s autoriza&ccedil;&atilde;o das escolas,    os instrumentos foram distribu&iacute;dos e preenchidos pelos alunos na sala    de aula, durante o hor&aacute;rio lectivo normal, em tempos cedidos pelos professores    para o efeito. As respostas dos alunos foram codificadas e analisadas no pro-grama    de tratamento estat&iacute;stico SPSS, vers&atilde;o 15, que permitiu perceber    as caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas dos instrumentos e efectuar estat&iacute;sticas    descritivas e inferenciais, evidenciado sempre que poss&iacute;vel rela&ccedil;&otilde;es    e depend&ecirc;ncias entre as vari&aacute;veis.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p align="center">RESULTADOS </p>      <p>A apresenta&ccedil;&atilde;o de resultados ser&aacute; estruturada em dois    pontos distintos: de an&aacute;lise da validade e fidelidade da vers&atilde;o    reduzida do <i>Question&aacute;rio de Auto-regula&ccedil;&atilde;o</i>; e estudo    da rela&ccedil;&atilde;o entre auto-regula&ccedil;&atilde;o, consumo de subst&acirc;ncias    e resili&ecirc;ncia. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p><i>Validade </i></p>      <p>Atrav&eacute;s do teste de esfericidade de Bartlett e da medida de Kaiser-Meyer-Olkin,    foram encontrados os valores respectivamente de 2206,390 (<u>p</u> <b>&#8804;</b>    0,001) e 0,87, verificando-se a adequabilidade dos dados para a an&aacute;lise    factorial. </p>      <p>No sentido de verificar a estrutura factorial proposta pelos autores do &#8220;Question&aacute;rio reduzido de Auto-regula&ccedil;&atilde;o&#8221;, os 31 itens que o comp&otilde;em foram submetidos a uma an&aacute;lise factorial de componentes principais com rota&ccedil;&atilde;o <i>varimax </i>for&ccedil;ando a extrac&ccedil;&atilde;o de dez factores. Atrav&eacute;s deste procedimento, foi poss&iacute;vel encontrar uma solu&ccedil;&atilde;o factorial capaz de explicar 32,34% da vari&acirc;ncia. </p>      <p>Tal como se percebe pela leitura do quadro seguinte (quadro 1), o Factor 1,    com um valor pr&oacute;prio de 7,78 agrupa os itens 1, 5, 8, 12, 13, 14, 15,    17, 18, 21, 24, 25, 26, 28, 29, da subescala <i>Estabelecimento de Objectivos    </i>que permite explicar 25,10% da vari&acirc;ncia. O factor 2, com um valor    pr&oacute;prio de 2,25, agrupa os itens 2, 3, 4, 6, 7, 9, 10, 11, 16, 19, 22,    23, 27, 31, da subescala <i>Controlo de Impulsos</i>, e permite explicar 7,25%    da vari&acirc;ncia. </p>     <p>&nbsp;</p>      <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>          <blockquote>                          <p><b>Quadro 1 </b></p>                   <p><b><i>Estrutura factorial do Question&aacute;rio Reduzido de                  Auto-regula&ccedil;&atilde;o. </i></b></p>                  <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a04q1.gif" width="552" height="908"></p>  </blockquote>           </blockquote>         </blockquote>     
<p>&nbsp;</p>      <p>Tal como se pode verificar pela leitura do quadro 1, verifica-se a exist&ecirc;ncia    de uma boa estrutura factorial, com todos a maioria dos itens a apresentar satura&ccedil;&otilde;es    elevadas (genericamente superiores a 0,40) nos factores a que pertencem. Exceptuam-se    os itens 30 (&#8220;Eu sei o que quero ser&#8221;) que parece n&atilde;o diferenciar    entre os factores e o item 20 (&#8220;Sou capaz de resistir a tenta&ccedil;&otilde;es&#8221;)    que, contrariamente ao esperado, apresenta satura&ccedil;&atilde;o mais elevada    no factor relativo &agrave; subescala &#8220;Estabelecimento de objectivos&#8221;.    Optou-se assim, pela elimina&ccedil;&atilde;o desses itens. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p><i>Fidelidade </i></p>      <p>Para o c&aacute;lculo da fidelidade recorreu-se &agrave; an&aacute;lise de    consist&ecirc;ncia interna e foi efectuado o c&aacute;lculo do alfa de <i>Cronbach</i>.    Como se apresenta no quadro seguinte, foi poss&iacute;vel encontrar um valor    de alfa total de 0,89, variando entre os 0,82 na subescala <i>Controlo de Impulsos    </i>e 0,85 na subescala <i>Estabelecimento de Objectivos</i>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>                           <p><b>Quadro 2 </b></p>                   <p><b><i>Consist&ecirc;ncia interna, estat&iacute;stica descritiva                  e correla&ccedil;&atilde;o item-total corrigida.</i></b></p>                  <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a04q2.gif" width="551" height="456"></p> </blockquote>           </blockquote>         </blockquote>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Rela&ccedil;&atilde;o entre auto-regula&ccedil;&atilde;o, sexo e idade </i></p>      <p>No estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre as subescalas do question&aacute;rio    de auto-regula&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis    demogr&aacute;ficas sexo e idade, apenas se verificaram diferen&ccedil;as estatisticamente    significativas na subescala controlo de impulsos, mais elevada nas raparigas    (<u>M</u>=53,06 para <u>M</u>=48,76 dos rapazes, <u>t</u> (221) = -4,16, <u>p</u>=0,0001).    J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade, n&atilde;o se encontraram    diferen&ccedil;as significativas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><i>Rela&ccedil;&atilde;o entre auto-regula&ccedil;&atilde;o, consumo de subst&acirc;ncias e resili&ecirc;ncia </i></p>      <p>Do total da amostra, 31 sujeitos referem consumir tabaco actualmente (12,9%)    e 42 consomem &aacute;lcool (16,9%). No estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre    o consumo de tabaco e auto-regula&ccedil;&atilde;o, os indiv&iacute;duos que    consomem apresentam pontua&ccedil;&atilde;o mais baixa e estatisticamente significativa    nas subescalas Controlo de Impulsos (<u>M</u>=46,41 para <u>M</u>=52,49, <u>p</u>=0,0001)    e estabelecimento de objectivos (<u>M</u>=55,74 para <u>M</u>=58,73, <u>p</u>=0,03).    Tamb&eacute;m junto dos indiv&iacute;duos que consomem &aacute;lcool se verifica    que apresentam uma pontua&ccedil;&atilde;o mais baixa e estatisticamente significativa    nas subescalas Controlo de Impulsos (<u>M</u>=47,62 para <u>M</u>=52,60, <u>p</u>=0,0001)    e Estabelecimento de Objectivos (<u>M</u>=55,52 para <u>M</u>=58,82, <u>p</u>=0,007).  </p>      <p>Da amostra, verifica-se que 188 adolescentes n&atilde;o consumiram qualquer    cigarro (88,68%), 15 consumiram 1a5cigarrospor dia(7,08%) e 9 adolescentes consumiram    mais de 6 cigarros (4,24%). No estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre o consumo    de cigarros e as dimens&otilde;es da auto-regula&ccedil;&atilde;o, verificou-se    uma diminui&ccedil;&atilde;o das pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias nas    subescalas de Controlo de Impulsos (<u>M</u>=52,42 entre os sujeitos que n&atilde;o    consumiram, <u>M</u>=45,73 nos que consumiram entre 1 e 5, at&eacute; aos <u>M</u>=46,67    entre os sujeitos que consumiram mais de 6 cigarros por dia) e Estabelecimento    de Objectivos (dos 65,69 entre os sujeitos que n&atilde;o consumiram, 60,85    dos que consumiram entre1e5, e 59,70 entre os adolescentes que consumiram mais    de 6 cigarros por dia). As diferen&ccedil;as encontradas foram estatisticamente    significativas em ambas as subescalas &#8211; no Controlo de Impulsos (F(2,209)=7,85,    <u>p</u>=0,001) e no Estabelecimento de Objectivos (<u>F</u>(2,196)=5,43, <u>p</u>=0,005).  </p>      <p>Pelas respostas, verifica-se ainda que 132 adolescentes n&atilde;o consumiram    bebidas alco&oacute;licas durante o &uacute;ltimo m&ecirc;s (64,08%), 61 consumiram    1 a 5 bebidas alco&oacute;licas (29,61%) e 13 adolescentes consumiram mais de    6 bebidas no &uacute;ltimo m&ecirc;s (6,31%). Os adolescentes que consumiram    bebidas alco&oacute;licas, apresentaram pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias    inferiores nas subescalas de controlo de impulsos (dos 53,28 dos sujeitos que    n&atilde;o consumiram, 48,84 nos que consumiram entre1 e 5, at&eacute; aos 47.08    dos que consumiram mais de 6 bebidas alco&oacute;licas no &uacute;ltimo m&ecirc;s)    e estabelecimento de objectivos (<u>M</u>= 66,55 entre os sujeitos que n&atilde;o    consumiram, <u>M</u>=62,82 dos que consumiram entre1e5,e <u>M</u>=61,46 entre    os adolescentes que consumiram mais de 6 bebidas alco&oacute;licas no &uacute;ltimo    m&ecirc;s). Foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas    em ambas as subescalas, no Controlo de Impulsos (<u>M</u> (2,216) =10,84, <u>p</u>=0,0001)    e no Estabelecimento de Objectivos (F (2,203) = 6,97, <u>p</u>=0,001). </p>      <p>No que diz respeito ao consumo intensivo no &uacute;ltimo m&ecirc;s, encontramos    na amostra 161 alunos que referem n&atilde;o se ter embebedado (72,85%), 29    referem ter-se embebedado uma vez (13,12%), 20 adolescentes da amostra referem    ter-se embebedado 2 a 6vezes (9,05%) e 11 sujeitos referem ter-se embebedado    mais de 6 vezes (4,98%). Analisando a rela&ccedil;&atilde;o entre o consumo    intensivo de &aacute;lcool, verificou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o das pontua&ccedil;&otilde;es    m&eacute;dias nas subescalas de controlo de impulsos (<u>M</u>=53,27 entre os    sujeitos que referiram n&atilde;o ter tido nenhuma bebedeira no &uacute;ltimo    m&ecirc;s, <u>M</u>=48,00 entre os que tiveram uma bebedeira no ultimo m&ecirc;s,    <u>M</u>=46,65 entre os que se embebedaram entre2 a 6 vezes, e <u>M</u>=45,09    entre os que se embebedaram mais de 5 vezes no ultimo m&ecirc;s) e estabelecimento    de objectivos (<u>M</u>=66,75 entre os sujeitos que n&atilde;o tiveram nenhuma    bebedeira no ultimo m&ecirc;s, <u>M</u>=62,23 dos que tiveram uma vez, <u>M</u>=58,39    dos que tiveram entre2e6vezes no ultimo m&ecirc;s e <u>M</u>=61,27 entre os    adolescentes que tiveram mais de 6 bebedeiras no &uacute;ltimo m&ecirc;s). Foram    encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas em ambas as subescalas,    no Controlo de Impulsos (<u>F</u> (3,217)=11,57, <u>p</u>=0,0001) e Estabelecimento    de Objectivos (<u>F</u> (3,204)=10,56, <u>p</u>=0,0001). </p>      <p>Como se apresenta no quadro seguinte (quadro 3), verificam-se correla&ccedil;&otilde;es    moderadas entre resili&ecirc;ncia e o controlo de impulsos (<u>r</u> (199) =    0,36, <u>p</u>=0,0001) e elevadas entre resili&ecirc;ncia e o estabelecimento    de objectivos (<u>r</u> (187) = 0,64, <u>p</u>=0,0001). Entre as subescalas    do question&aacute;rio de auto-regula&ccedil;&atilde;o verifica-se uma correla&ccedil;&atilde;o    elevada (<u>r</u> (198) = 0,54, <u>p</u>=0,0001). </p>     <p>&nbsp;</p>      <blockquote>        <blockquote>          ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>                           <p><b>Quadro 3 </b></p>                   <p><b><i>Correla&ccedil;&atilde;o entre auto-regula&ccedil;&atilde;o                  e resili&ecirc;ncia</i></b><i> </i></p>      <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a04q3.gif" width="553" height="121"></p> </blockquote>           </blockquote>         </blockquote>     
<p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">DISCUSS&Atilde;O </p>      <p>No que diz respeito aos estudos de adapta&ccedil;&atilde;o do Question&aacute;rio Reduzido de Auto-regula&ccedil;&atilde;o (Carey, Neal &amp; Collins, 2004), foi poss&iacute;vel confirmas as suas boas propriedades psicom&eacute;tricas no que diz respeito &agrave; estrutura factorial e consist&ecirc;ncia interna. Para refinar a estrutura factorial, optou-se pela elimina&ccedil;&atilde;o de dois itens, ficando a subescala &#8220;Estabelecimento de Objectivos&#8221; constitu&iacute;da pelos mesmos 15 itens (1, 5, 8, 12, 13, 14, 15, 17, 18, 21, 24, 25, 26, 28, 29) e a subescala &#8220;Controlo de Impulsos&#8221; constitu&iacute;da por 14 itens (2, 3, 4, 6, 7, 9, 10, 11, 16, 19, 22, 23, 27, 31). </p>      <p>No estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre auto-regula&ccedil;&atilde;o e consumo de subst&acirc;ncias, verificaram-se pontua&ccedil;&otilde;es mais baixas nas subescalas Estabelecimento de Objectivos e Controlo de Impulsos entre os sujeitos que consomem &aacute;lcool e tabaco actualmente e entre os sujeitos que relataram um consumo intensivo de &aacute;lcool no &uacute;ltimo m&ecirc;s. Encontrou-se, ainda, uma correla&ccedil;&atilde;o moderada entre resili&ecirc;ncia e o controlo de impulsos e elevada entre resili&ecirc;ncia e o estabelecimento de objectivos. Percebe-se, portanto, a import&acirc;ncia do estudo da auto-regula&ccedil;&atilde;o como compet&ecirc;ncia desenvolvimental. </p>      <p>De uma forma geral, os resultados v&atilde;o de encontro ao encontrado na literatura, que sugere a import&acirc;ncia da auto-regula&ccedil;&atilde;o nos consumos de subst&acirc;ncias e resili&ecirc;ncia (ex. Aubrey, Brown &amp; Miller, 1994; Brown, Miller, &amp; Lewandowski, 1999; Dishion, &amp; Connell, 2006; Gardner, Dishion &amp; Connell, 2007; Wills, Sandy &amp; Yaeger, 2006; Wills &amp; Dishion, 2004; Wills, Walker, Mendonza &amp; Ainette, 2006). </p>      <p>No que diz respeito ao consumo de subst&acirc;ncias, os resultados s&atilde;o contradit&oacute;rios com um estudo anterior realizado no contexto Portugu&ecirc;s (Garcia del Castillo &amp; Dias, 2007), e com outros estudos que utilizaram o mesmo instrumento, e que verificam apenas uma rela&ccedil;&atilde;o entre auto-regula&ccedil;&atilde;o e consumo intensivo (Carey, Neal, Collins, 2004; Neal &amp; Carey, 2005). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Percebe-se, portanto a necessidade de continuar estes estudos no sentido de perceber melhor a din&acirc;mica entre estas vari&aacute;veis especialmente junto das popula&ccedil;&otilde;es mais jovens. De facto, existe um conjunto abrangente de conhecimento no &acirc;mbito da auto-regula&ccedil;&atilde;o mas que tem sido desenvolvido com o recurso a amostras com adultos e jovens adultos (Gibbons, Gerrard, Reimer, &amp; Pomery, 2006). Importa portanto, promover estudos que tenham em conta as caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas da adolesc&ecirc;ncia, uma etapa de vida t&atilde;o pertinente para o estabelecimento de estilos de vida e ajustamento &agrave;s in&uacute;meras mudan&ccedil;as pessoais, sociais e contextuais (Geldard &amp; Geldard, 1999; Frydenberg &amp; Lewis, 1994). </p>      <p>Apesar dos resultados estimulantes, importa reconhecer algumas limita&ccedil;&otilde;es.    Desde logo, a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma amostra seleccionada e com um    reduzido n&uacute;mero de sujeitos limita a possibilidade de generaliza&ccedil;&atilde;o    dos resultados. Para al&eacute;m disso, no que diz respeito ao consumo de subst&acirc;ncias,    registam-se taxas de consumo baixas, o que pode indiciar a exist&ecirc;ncia    de caracter&iacute;sticas protectoras do consumo, que pode ter influ&ecirc;ncia    nos resultados finais. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p align="center">REFER&Ecirc;NCIAS </p>      <!-- ref --><p>Alvarez, J. L., Mar&iacute;n, F. F., Vergeles, M. R., &amp; Martin, A. H., (2003). Consumo de drogas en la adolesc&ecirc;ncia: import&acirc;ncia del afecto y la supervisi&oacute;n parental. <i>Psicothema, 15 </i>(2), 161-166. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1645-0086200900020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Aubrey, L. L., Brown, J. M., &amp; Miller, W. R. (1994). Psychometric properties of a self-regulation questionnaire (SRQ). <i>Alcoholism: Clinical &amp; Experimental Research, 18, </i>429. </p>      <p>Demetriou, A. (2000). Organization and development of self-understanding and self-regulation. In M. Boekaerst, P.P. Pintrich &amp; M. Zeidner (Ed), <i>Handbook of self-regulation </i>(pp. 209&#8211; 251). Academic Press: San Diego. </p>      <p>Baumeister, R. F., Bratslavsky, E., Muraven, M., &amp; Tice, D.M. (1998). Ego Depletion: Is the active self a limited resource? <i>Journal of Personality and Social Psychology, 74 </i>(5), 1252-1265. </p>      <p>Benard, B. (1991). <i>Fostering Resiliency in Kids: Protective Factors in the    Family, School, and Community. </i>San Francisco: Far West Laboratory for Educational    Research and Development. </p>      <p>Brown, J. M., Miller, W. R., &amp; Lawendowski, L. A. (1999). The Self-Regulation Questionnaire. In L. VandeCreek &amp; T. L. Jackson (Eds.), <i>Innovations in clinical practice: A sourcebook </i>(Vol. 17, pp. 281&#8211;292). Sarasota: Professional Resource Press/Professional Resource Exchange. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Calleja, F. G., Se&ntilde;or&aacute;n, M. M., &amp; Gonz&aacute;lez, S. G. (1996). Consumo de drogas en la adolesc&ecirc;ncia. <i>Psicothema, 8</i>(2), 257-267. </p>      <p>Carey, K. B., Neal, D. J., Collins, S. E., (2004). A psychometric analysis of the self-regulation questionnaire. <i>Addictive Behaviors, 29</i>, 253&#8211;260. </p>      <p>Constantine, N.A., Benard, B., &amp; Diaz, M. (1999). Measuring Protective    Factors and Resilience Traits in Youth: The Healthy Kids Resilience Assessment.    <i>Paper presented at the Seventh </i><i>Annual Meeting of the Society for Prevention    Research, New Orleans. </i>Dispon&iacute;vel online em <a href="http://crahd.phi.org/papers/HKRA-99.pdf" target="_blank">http://crahd.phi.org/papers/HKRA-99.pdf</a>    (Consultado em Maio de 2007). </p>      <p>Demetriou, A. (2000). Organization and development of self-understanding and self-regulation. In M. Boekaerst, P.P. Pintrich &amp; M. Zeidner (Ed), <i>Handbook of self-regulation </i>(pp. 209&#8211; 251). Academic Press: San Diego. </p>      <p>D&iacute;az, R., &amp; Fruhauf, G. (1991). The origins and development of self-regulation: A developmental model on the risk for addictive behaviours. In N. Heather, W. Miller &amp; J. Greely (Eds.), Self-control and the addictive behaviours (pp. 83&#8211;106). Sydney: Maxwell Macnillan. </p>      <p>Dillon, D., Chivite-Matthews, N., Grewal, I., Brown, R., Webster, S., Weddell, E., Brown, G., &amp; Smith, N. (2007). <i>Risk, protective factors and resilience to drug use: identifying resilient young people and learning from their experiences. </i>London: Home Office. </p>      <p>Dishion, T. J., &amp; Connell, A. (2006). Adolescents&#8217; resilience as a self-regulatory process: Promising themes for linking intervention with developmental science. In B. M. Lester, A. Masten &amp; B. McEwen (Eds.), <i>Resilience in children </i>(pp. 125-138). Boston: New York Academy of Sciences. </p>      <p>Espada, J. P., Griffin, K. W., Botvin G. J., &amp; M&eacute;ndez, X. (2003). Adolescencia: consumo de alcohol y otras drogas. <i>Papeles del Psic&oacute;logo, 84, </i>9-17. </p>      <p>Farrington, D. P. (2000). Explaining and preventing crime: The globalization of knowledge. <i>Criminology, 38 </i>(1), 1&#8211;24. </p>      <p>Fergus, S., &amp; Zimmerman, M. A. (2005). Adolescent resilience: A Framework for Understanding Healthy Development in the Face of Risk. <i>Annual Review of Public Health, 26, </i>399-419. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Frisher, M., &amp; Beckett, H. (2006). Drug use desistance. <i>Criminology    and Criminal Justice, 6 </i>(1), 127-145.</p>      <p>Frydenberg, E., &amp; Lewis, R. (1994). Coping with different concerns: Consistency and variation in coping strategies used by adolescents. <i>Australian Psychologist, 29, </i>45-48. </p>      <p>Garcia del Castillo, J. A., &amp; Dias, P. (2007). An&aacute;lisis relacional    entre los factores de protecci&oacute;n, resiliencia, autorregulaci&oacute;n    y consumo de drogas. <i>Salud y Drogas, 7 </i>(2), 309-332. </p>      <p>Gardner, T.W., Dishion, T.J., &amp; Posner, M.I. (2006). Attention and adolescent tobacco use: A potential self-regulator dynamic underlying nicotine addiction. <i>Addictive Behaviors, 31</i>(3), 531-536. </p>      <p>Gardner, T., Dishion, T., &amp; Connell, A. (2008). Adolescent self-regulation as resilience: resistance to antisocial behavior within the deviant peer context. <i>Journal of Abnormal Child Psychology, 36 </i>(2), 273-84. </p>      <p>Geldard, K., &amp; Geldard, D. (1999). <i>Counselling adolescents. </i>London: Sage Publications. </p>      <p>Gibbons, F.X., Gerrard, M., Reimer, R.A., &amp; Pomery, E.A. (2006). Unintentional behavior: A subrational approach to health risk. In D. Ridder &amp; J. de Wit (Eds.), <i>Self-regulation in Health Behavior </i>(pp. 45-70). Chichester: John Wiley &amp; Sons. </p>      <p>Gonz&aacute;lez, A. M., Jim&eacute;nez, S.B., &amp; Rubio, J. M., (2004) Consumo de alcohol y factores relacionados con el contexto escolar en adolescentes. <i>Ense&ntilde;anza e Investigaci&oacute;n en Psicologia, 9 </i>(92), 205-226. </p>      <p>Hawkins, J. D., Catalano, R. F., &amp; Miller, J. Y. (1992). Risk and protective factors for alcohol and other drug problems in adolescence and early adulthood: Implications for substance abuse prevention. <i>Psychological Bulletin, 112 </i>(1), 64-105. </p>      <p>Lengua, L. J. (2003). Associations among emotionality, self-regulation, adjustment problems and positive adjustment in middle childhood. <i>Journal of Applied Developmental Psychology, 24</i>, 595-618. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mart&iacute;nez-Gonz&aacute;lez, J. M., Robles-Lozano, L., &amp; Mendonza, H. M., (2003). Diferencias sociodemogr&aacute;ficas y protecci&oacute;n ante el consumo de drogas legales. <i>International Journal of Clinical and Health Psychology, 3</i>(3), 461-475. </p>      <p>Muraven, M., Tice, D. M., &amp; Baumeister, R. F. (1998). Self-control as a limited. resource: Regulatory depletion patterns. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 71, </i>1062-1083. </p>      <p>Neal, D. J., &amp; Carey, K. B. (2005). A Follow-Up Psychometric Analysis of the Self-Regulation Questionnaire. <i>Psychology of Addictive Behaviors, 19 </i>(4), 414&#8211;422. </p>      <p>Novak, S. P., &amp; Clayton, R. R. (2001). The influence of school environment and self-regulation on transitions between stages of cigarette smoking. <i>Health Psychology, 20, </i>196-207. </p>      <p>Percy, A. (2008). Moderate adolescent drug use and the development of substance    use self-regulation. <i>International Journal of Behavioral Development, 32    </i>(5), 451-458.</p>      <p>Ridder, D., &amp; de Wit, J. (Eds.) (2006). <i>Self-Regulation in Health Behavior. </i>Chichester: Wiley. </p>      <p>Tangney, J. P., Baumeister, R. F., &amp; Boone, A. L. (2004). High self-control predicts good adjustment, less pathology, better grades, and interpersonal success. <i>Journal of Personality, 72</i>(2), 271-324. </p>      <p>Torrecillas, F, L., Martin, I., Fuente, I., &amp; Godoy, J.F. (2000) Estilo atribucional, autocontrol y assertividad como predictors de la severidade del consumo de drogas. <i>Psicothema, 12 </i>(2), 331334. </p>      <p>Vara, M., &amp; Sani, A. I. (2006). Escala de Resili&ecirc;ncia de Wagnild &amp; Young (1993): estudo preliminar de valida&ccedil;&atilde;o. In C. Machado, L. Almeida, M.A. Guisande, M. Gon&ccedil;alves, V. Ramalho (Coords.), <i>XI Confer&ecirc;ncia Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica: Formas e Contextos. Actas </i>(pp. 333-340). Braga: Psiqulibrios Edi&ccedil;&otilde;es. </p>      <p>Wagnild, G. M., &amp; Young, H. M. (1993). Development and psychometric evaluation of the resilience scale. <i>Journal of Nursing Measurement, 1, </i>165-178. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Wills, T.A., &amp; Dishion, T.J. (2004). Temperament and adolescent substance use: a transactional analysis of emerging self-control. <i>Journal of Clinical Child and Adolescent Psychology, 33, </i>69-81. </p>      <p>Wills, T. A., Sandy, J. M., &amp; Yaeger, A. M. (2002). Moderators of the relation between substance use levels and problems: Test of a self-regulation model in middle adolescence. <i>Journal of Abnormal Psychology, 111 </i>(1), 3-21. </p>      <p>Wills, T. A., Walker, C., Mendoza, D., &amp; Ainette, M. G. (2006). Behavioral    and emotional self-control: Relations to substance use in samples of middle    and high school students. <i>Psychology of Addictive Behaviors, 20 </i>(3),    265-278.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><i>Recebido 19 de Mar&ccedil;o de 2009/ Aceite 22 de Julho de    2009 </i> </p>     <p>Contactar para E-mail: <a href="mailto:paulo_d@sapo.pt">paulo_d@sapo.pt</a>  </p>       ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Alvarez]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Marín]]></surname>
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<surname><![CDATA[Martin]]></surname>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Consumo de drogas en la adolescência: importância del afecto y la supervisión parental]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicothema]]></source>
<year>2003</year>
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<page-range>161-166</page-range></nlm-citation>
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