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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Inventário de burnout de Maslach para estudantes portugueses]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Maslach Burnout Inventory - Student Survey adpated by Schaufeli, Martinez et al., 2002 from the Maslach Burnout Inventory - General Survey was translated and adapted for Portuguese college students. The psychometric evaluation revealed that the adapted scale maintained its factorial validity and realibility. The Portuguese version of the Maslach Burnout Inventory was shown to be a reliable valid instrument for the evaluation of the Burnout syndrome in Portuguese college students.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><b>Inventário de burnout de Maslach para estudantes portugueses.</b></p>      <p align="center">Jo&atilde;o Maroco<sup>1,2 </sup>&amp; Miguel Tecedeiro<sup>1    </sup></p>      <p align="center"><sup>1</sup>Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia    e Sa&uacute;de </p>     <p align="center"><sup>2</sup>Departamento de Estat&iacute;stica Instituto Superior    de Psicologia Aplicada </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO: </b>O <i>Maslach Burnout Inventory &#8211; Student Survey </i>adaptado    por Schaufeli, Martinez <i>et al.</i>, 2002 a partir do <i>Maslach Burnout Inventory    &#8211; General Survey </i>foi traduzido e adaptado para a l&iacute;ngua portuguesa.    A avalia&ccedil;&atilde;o das qualidades psicom&eacute;tricas da Escala de Burnout    para Estudantes foi feita numa amostra de 654 estudantes universit&aacute;rios.    A Escala de Burnout para Estudantes revelou uma adequada validade factorial    e fiabilidade na amostra sob estudo revelando-se um instrumento sens&iacute;vel,    v&aacute;lido e fi&aacute;vel na avalia&ccedil;&atilde;o da s&iacute;ndrome    de Burnout em estudantes universit&aacute;rios. </p>     <p><i>Palavras-chave: </i>Burnout, Estudantes Universit&aacute;rios, Validade,    Fiabilidade, MBI </p>     <p>&nbsp;</p>        <p align="center"><b>Maslach burnout inventory-student survey: portuguese version</b></p>      <p><b>ABSTRACT: </b>The <i>Maslach Burnout Inventory &#8211; Student Survey </i>adpated    by Schaufeli, Martinez <i>et al.</i>, 2002 from the <i>Maslach Burnout Inventory    &#8211; General Survey </i>was translated and adapted for Portuguese college    students. The psychometric evaluation revealed that the adapted scale maintained    its factorial validity and realibility. The Portuguese version of the Maslach    Burnout Inventory was shown to be a reliable valid instrument for the evaluation    of the Burnout syndrome in Portuguese college students. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Keywords: </i>Burnout, College students, Validity, Reliability, MBI </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A Escala de <i>Burnout </i>de Maslach para Estudantes tem como objectivo avaliar    a s&iacute;ndrome de Burnout em estudantes. A s&iacute;ndrome de <i>Burnout    </i>define-se como uma resposta prolongada no tempo a stressores interpessoais    cr&oacute;nicos no trabalho, composta por tr&ecirc;s dimens&otilde;es chave:    exaust&atilde;o emocional, despersonaliza&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o    da realiza&ccedil;&atilde;o pessoal (Maslach, 1993). Por exaust&atilde;o emocional    entende-se uma sobre solicita&ccedil;&atilde;o ou esgotamento dos recursos emocionais,    morais e psicol&oacute;gicos da pessoa. A despersonaliza&ccedil;&atilde;o traduz    uma distancia&ccedil;&atilde;o afectiva ou indiferen&ccedil;a emocional em rela&ccedil;&atilde;o    aos outros, nomeadamente &agrave;queles que s&atilde;o a raz&atilde;o de ser    actividade profissional (pacientes, clientes, alunos, etc). A realiza&ccedil;&atilde;o    pessoal exprime uma diminui&ccedil;&atilde;o dos sentimentos de compet&ecirc;ncia    e de prazer associados ao desempenho de uma actividade profissional. </p>      <p>Historicamente, o Burnout surgiu associado a profiss&otilde;es de &#8220;rela&ccedil;&atilde;o de ajuda&#8221; (m&eacute;dicos, enfermeiros, advogados, professores), mas a investiga&ccedil;&atilde;o mostrou n&atilde;o haver raz&atilde;o para restringir esta s&iacute;ndrome a esses dom&iacute;nios profissionais. O conceito tem-se estendido a todas as actividades profissionais (Leiter &amp; Schaufeli, 1996), inclusivamente &agrave;quelas que, n&atilde;o sendo uma actividade profissional propriamente dita, partilham com as primeiras alguns pontos comuns, como &eacute; o caso de m&atilde;es a tempo inteiro (Pelsma, Roland, Tollefson &amp; Wigington, 1989), e de estudantes (Balogun, Helgemoe, Pellegrini, &amp; Hoeberlein, 1996; Koeske &amp; Koeske, 1991; McCarthy, Pretty, &amp; Catano, 1990; Schaufeli, Martinez, Marques Pinto, Salanova &amp; Bakker, 2002). </p>      <p>A escala de avalia&ccedil;&atilde;o de Burnout mais popular, <i>Maslach Burnout Inventory </i>ou MBI, foi criada por Christina Maslach (Maslach, Jackson &amp; Leiter, 1996), estimando-se que seja usada em cerca de 90% dos trabalhos emp&iacute;ricos publicados sobre a s&iacute;ndrome (Schaufeli, Bakker, Hoogdoin, Schaap &amp; Kadler, 2001; Tecedeiro, 2005), embora existam instrumentos alternativos (Schaufeli, Enzmann &amp; Girault, 1993; Demerouti, Bakker, Vardakou &amp; Kantas, 2003). Trata-se de uma escala de autoavalia&ccedil;&atilde;o de tipo Likert em que &eacute; pedido ao sujeito que avalie, em sete possibilidades, com que frequ&ecirc;ncia sente um conjunto de sentimentos expressos em frases (Maslach, Jackson &amp; Leiter, 1996). Actualmente existem tr&ecirc;s vers&otilde;es distintas em fun&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea profissional do respondente: uma vers&atilde;o com 22 itens para profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de (MBI-HSS, de <i>Human Services Survey</i>), uma vers&atilde;o com o mesmo numero de itens adequada a quem trabalha em contextos educacionais (MBI-ES) e uma vers&atilde;o de 16 itens adaptada &agrave; popula&ccedil;&atilde;o trabalhadora em geral (MBI-GS). Todas as vers&otilde;es possuem uma estrutura tri-factorial, em linha com a conceptualiza&ccedil;&atilde;o do Burnout proposta por Christina Maslach, existindo correla&ccedil;&otilde;es fracas a moderadas entre subescalas (Maslach, Jackson &amp; Leiter, 1996). A escala n&atilde;o permite o c&aacute;lculo de uma pontua&ccedil;&atilde;o global de burnout. Na vers&atilde;o MBI-GS, a dimens&atilde;o Despersonaliza&ccedil;&atilde;o tomou o nome de Cinismo. </p>      <p>A vers&atilde;o da MBI para estudantes foi adaptada por Schaufelli, Martinez <i>et al. </i>a partir de trabalhos anteriores (Balogun <i>et al.</i>, 1996; Gold &amp; Michael, 1985) tendo por base o MBI-GS. Designada por <i>Maslach Burnout Inventory &#8211;Student Survey </i>(MBI-SS), a escala ficou constitu&iacute;da por 15 itens, passando a dimens&atilde;o despersonaliza&ccedil;&atilde;o/cinismo a ser designada por Descren&ccedil;a (Schaufeli, Martinez <i>et al.</i>, 2002). No estudo conduzido junto de amostras de estudantes de tr&ecirc;s pa&iacute;ses europeus (Portugal, Espanha e Holanda), os autores mostraram a validade da estrutura tri-factorial da escala, em linha com a conceptualiza&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica de Maslach, embora essa estrutura n&atilde;o seja invariante entre as tr&ecirc;s amostras, devido &agrave; exist&ecirc;ncia de varia&ccedil;&otilde;es na satura&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s factores de pa&iacute;s para pa&iacute;s. </p>      <p><i>O Burnout</I> est&aacute; na origem de um importante sofrimento pessoal    manifestado atrav&eacute;s de sinais psico-sociais t&atilde;o diversos quanto    o consumo excessivo de medicamentos, &aacute;lcool e outras subst&acirc;ncias    psicotr&oacute;picas, quebra de produtividade, aumento do absentismo, baixas    m&eacute;dicas prolongadas, reformas antecipadas, epis&oacute;dios depressivos    graves, perturba&ccedil;&otilde;es psicossom&aacute;ticas graves (Tecedeiro,    2005). A popula&ccedil;&atilde;o estudantil, face &agrave;s press&otilde;es    sociais e profissionais que sofre relativamente ao financiamento dos estudos,    aproveitamento escolar e relacionamento com professores e colegas, apresenta-se    como uma popula&ccedil;&atilde;o onde a ocorr&ecirc;ncia de Burnout poder&aacute;    limitar fortemente quer o bem-estar psico-social quer o rendimento escolar dos    alunos. Nesta &oacute;ptica a mensura&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de Burnout    e os seus determinantes no ensino superior &eacute; uma mais-valia para a compreens&atilde;o    e interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica neste dom&iacute;nio. Neste artigo    apresentamos o resultado de um estudo de validade factorial da MBI-SS numa amostra    de estudantes do ensino superior da &aacute;rea da Psicologia.</p>     <p>&nbsp; </p>      <p align="center">M&Eacute;TODO </p>      <p><i>Material </i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A escala MBI-SS de Schaufeli et al. (2002) &eacute; uma escala auto-aplic&aacute;vel    constitu&iacute;da por 15 itens referentes a sentimentos/emo&ccedil;&otilde;es    de estudantes em contexto escolar. Os respondentes manifestam a frequ&ecirc;ncia    de ocorr&ecirc;ncia de cada um dos 15 itens numa escala ordinal de 7 pontos    descritos no quadro 1. </p>     <p>&nbsp;</p>      <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>                          <p><b>Quadro 1 </b></p>                   <p><b><i>Chave da codifica&ccedil;&atilde;o da escala MBI-SS, vers&atilde;o                  Portuguesa adaptada de Schaufeli et al.(2002) </i></b></p>                    <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a06q1.gif" width="553" height="97"></p></blockquote>           </blockquote>         </blockquote>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A tradu&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o original inglesa de Schaufeli et    al.( 2002) foi feita seguindo de perto a vers&atilde;o portuguesa do MBI-SS    (Tecedeiro, 2005), apenas com as consequentes adapta&ccedil;&otilde;es. A validade    facial da tradu&ccedil;&atilde;o foi controlada por 2 especialistas da &aacute;rea    da psicologia cl&iacute;nica e da psicologia educacional. Os 15 itens que constituem    a vers&atilde;o portuguesa usada neste estudo s&atilde;o dados no quadro 2.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>      <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>                          <p><b>Quadro 2 </b></p>                   <p><b><i>Sub-escalas e respectivos itens da Escala MBI-SS (vers&atilde;o                  Portuguesa adaptada de Schaufeli et al., 2002) </i></b></p>                       <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a06q2.gif" width="552" height="396"></p> </blockquote>           </blockquote>         </blockquote>     
<p>&nbsp;</p>      <p><i>Participantes </i></p>      <p>A amostra de valida&ccedil;&atilde;o foi constitu&iacute;da por 654 estudantes    do Instituto Superior de Psicologia Aplicada nos anos lectivos de 2006-07 e    2007-08 sendo 83% do sexo feminino. A idade m&eacute;dia da amostra foi 23.5    ano (SD=6.22). Os participantes distribuem-se, com frequ&ecirc;ncias semelhantes,    pelos 3 turnos lectivos: manh&atilde; (36%), tarde (34%) e noite (30%).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>      <p>CARACTER&Iacute;STICAS PSICOM&Eacute;TRICAS </p>      <p><i>Sensibilidade </i></p>      <p>A sensibilidade dos itens foi avaliada pelas medidas de assimetria (sk) e curtose    (ku). O quadro 3 apresenta os valores das medianas, m&iacute;nimo, m&aacute;ximo    e medidas de forma com respectivos r&aacute;cios cr&iacute;ticos. </p>     <p>&nbsp;</p>               <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>                         <p><b>Quadro 3 </b></p>                   <p><b><i>Mediana, m&iacute;nimo, m&aacute;ximo e medidas de assimetria                  (Sk) e Curtose (Ku) com respectivos r&aacute;cios cr&iacute;ticos                  (Sk/SE<sub>sk</sub>; Ku/SE<sub>Ku</sub>) para os 15 itens da MBI-SS                  vers&atilde;o Portuguesa (n=654). </i></b></p>                       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a06q3.gif" width="553" height="340"> </p> </blockquote>           </blockquote>         </blockquote>     
<p>&nbsp;</p>               <p>Os itens com distribui&ccedil;&atilde;o mais assim&eacute;trica e leptocurtica s&atilde;o os itens da dimens&atilde;o &#8216;Descren&ccedil;a&#8217;. Contudo, e de acordo com Kline (1998), nenhum dos itens apresenta valores absolutos de curtose superioresa3oude achatamento superiores a 7 que comprometam a sensibilidade dos itens da MBI-SS como avaliado nesta amostra. </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><i>Validade factorial </i></p>      <p>A validade factorial das 3 dimens&otilde;es da MBI-SS foi avaliada com uma    an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria. Os pesos factoriais de cada factor,    a consist&ecirc;ncia interna avaliada com o &#945; de Cronbach e as correla&ccedil;&otilde;es    observadas entre os factores s&atilde;o apresentadas no quadro 4. </p>     <p>&nbsp;</p>      <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>                          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Quadro 4 </b></p>                   <p><b><i>Pesos factoriais obtidos com a an&aacute;lise factorial                  confirmat&oacute;ria, consist&ecirc;ncia interna (</i>&#945; <i>de                  Cronbach), vari&acirc;ncia m&eacute;dia extra&iacute;da (AVE)                  e correla&ccedil;&otilde;es entre factores da MBI-SS</i></b><i>.                  </i></p>                       <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a06q4.gif" width="552" height="428"></p> </blockquote>           </blockquote>         </blockquote>     
<p align="center">&nbsp;</p>     <p>Os &iacute;ndices de qualidade de ajustamento tri-factorial da MBI-SS suportam,    de forma razo&aacute;vel, a estrutura original proposta (X<sup>2</sup>(88)=446.935;    p&#60;0.001; CFI=0.912; PCF=0.765; GFI=0.912; PGFI=0.669; RMSEA=0.079;    P(rmsea&#8804;0.05)<0.001). </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><i>Fiabilidade </i></p>      <p>A fiabilidade dos 3 factores da Escala MBI-SS foi estimada pelo &#945; de Cronbach    (v. quadro 4). De acordo com a descri&ccedil;&atilde;o de Maroco &amp; Garcia-Marques    (2006) a consist&ecirc;ncia interna dos factores Exaust&atilde;o e Descren&ccedil;a    &eacute; elevada, sendo razo&aacute;vel no factor Realiza&ccedil;&atilde;o.    A vari&acirc;ncia m&eacute;dia extra&iacute;da (AVE) &eacute; superior a 0.5    para os factores Exaust&atilde;o e Descren&ccedil;a, sendo por&eacute;m mais    reduzida para o factor Efic&aacute;cia. Esta estat&iacute;stica indica a propor&ccedil;&atilde;o    da vari&acirc;ncia dos itens retida pelos factores respectivos. Apenas o factor    Efic&aacute;cia apresenta uma fiabilidade de constructo abaixo do aceit&aacute;vel.  </p>     <p>&nbsp;</p>      <p align="center">COTA&Ccedil;&Atilde;O </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na sua vers&atilde;o original a MBI-SS permite calcular, pela soma dos itens    respectivos, os scores de Exaust&atilde;o, Descren&ccedil;a e Efic&aacute;cia.    Um indiv&iacute;duo &eacute; diagnosticado com a s&iacute;ndrome de burnout,    relativamente ao seu grupo, se simultaneamente se encontrar acima do percentil    66 dos scores de Exaust&atilde;o e Descren&ccedil;a e abaixo do percentil 33    dos scores de Realiza&ccedil;&atilde;o. Os valores decilicos e os percentis    66 e 33 dos 3 factores da MBI-SS s&atilde;o apresentados no quadro 5. </p>     <p>&nbsp;</p>      <blockquote>        <blockquote>          <blockquote>                          <p><b>Quadro 5 </b></p>                   <p><b><i>Valores m&eacute;dios (M), desvios-padr&atilde;o (SD),                  valores decil&iacute;cos e percentis 33 e 66 dos 3 factores da                  MBI-SS na amostra do estudo. </i></b></p>                       <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a06q5.gif" width="553" height="321"></p> </blockquote>           </blockquote>         </blockquote>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center">DISCUSS&Atilde;O </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo da escala MBI-SS de Schaufeli et al. (2002), mostra algumas limita&ccedil;&otilde;es psicom&eacute;tricas quando avaliadas numa amostra de estudantes universit&aacute;rios. Cham&aacute;mos a aten&ccedil;&atilde;o para o facto de o factor Efic&aacute;cia apresentar uma fiabilidade de constructo inferior ao desej&aacute;vel. Tamb&eacute;m a estrutura factorial poderia ser melhorada pela remo&ccedil;&atilde;o dos itens 4, 14 e 15, sugest&atilde;o que desenvolvemos num estudo complementar (Maroco, Tecedeiro, Martins &amp; Meireles, 2008). Finalmente, a escala MBISS n&atilde;o apresenta um score global de Burnout, facto este que tem sido apontado como uma das principais limita&ccedil;&otilde;es &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da escala (Kristensen, Borritz, Villadsen &amp; Christensen, 2005). Tamb&eacute;m num outro estudo complementar (Maroco et al. 2008) apresentamos uma sugest&atilde;o de c&aacute;lculo de score global que carece, contudo, de valida&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica. Ainda assim a Escala de Burnout para Estudantes, por ter revelado uma adequada validade factorial e fiabilidade na amostra sob estudo, demonstra ser um instrumento sens&iacute;vel, v&aacute;lido e fi&aacute;vel na avalia&ccedil;&atilde;o da s&iacute;ndrome de Burnout em estudantes universit&aacute;rios da &aacute;rea da Psicologia. </p>      <p>&nbsp;</p>     <p align="center">REFER&Ecirc;NCIAS </b></p>     <p>Balogun, J. A., Helgemoe, S., Pellegrini, E. &amp; Hoeberlein, T. (1995)          Test-retest reliability of a psychometric instrument designed to measure          physical therapy students&#8217; burnout. <i>Perceptual and Motor Skills,          81</i>(2), 667-672. </b></p>     <p>Demerouti, E., Bakker, A.B., Vardakou, I. &amp; Kantas, A. (2003) The convergent          validity of two burnout instruments. <i>European Journal of Psychological          Assessment, 19 </i>(1),12-23. </p>     <p>Gold,Y. &amp; Michael,W. B. (1985). Academic self-concept correlates of          potential burnout in a sample of first-semester elementary school practice          teachers: A concurrent validity study. <i>Educational and Psychological          Measurement, </i>45, 909-914. </p>     <p>Leiter, M.P. &amp; Schaufeli, W.B. (1996). Consistency of burnout construct    across occupations. <i>Anxiety, Stress &amp; Coping: An international journal,    vol 9 </i>(3). Abstract recuperado a 23 Agosto 2004 de <a href="http://search.epnet.com/direct.asp?an=1997-07632-004&db=psych" target="_blank">http://search.epnet.com/direct.asp?an=1997-07632-004&amp;db=psych</a>.  </p>     <p>Kline, R. B. (1998). <i>Principles and Practices of Structural Equation          Modelling. </i>The Guilford          Press. New York.          </p>     <p>Koeske, G. F. &amp; Koeske, R. D. (1991). Student &#8220;burnout&#8221; as    a mediator of the stress-outcome relationship. Research in Higher Education,    32, 415-431. </p>     <p>Kristensen, T.S., Borritz, M., Villadsen, E. &amp; Christensen, K.B. (2005).    The Copenhagen burnout inventory: a new tool for the assessment of burnout.    <i>Work &amp; Stress, 19</i>(3), 192-207. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Maroco, J.; Tecedeiro, M.; Martins, P. &amp; Meireles, A. (no prelo). Estrutura    factorial de segunda ordem da Escala de burnout de Maslach para estudantes numa    amostra portuguesa. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica. </i>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1645-0086200900020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Maroco, J. &amp; Garcia-Marques, T. (2006). Qual a fiabilidade do alfa de Cronbach?    Quest&otilde;es antigas e solu&ccedil;&otilde;es modernas? <i>Laborat&oacute;rio    Psicologia, 4</i>(1), 65-90. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1645-0086200900020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Maslach, C. (1993). Burnout: a multidimensional perspective. In Schaufeli,    W.B. &amp; Maslach, C. &amp; Marek, T. (Eds). (1993). <i>Professional burnout,    Recent developments in Theory and Research. </i>Philadelphia, PA: Taylor &amp;    Francis. </p>     <p>Maslach, C., Jackson, S.E. &amp; Leiter, M.P. (1996). <i>Maslach Burnout Inventory    Manual </i>(3rd edition). Palo Alto, CA: Consulting Psychology Press.</p>     <p>McCarthy, M. E.; Pretty, G. M. &amp; Catano, V. (1990) Psychological sense          of community and student burnout. <i>Journal of College Student Development,          </i>31(3), 211-216. </p>     <p>Pelsma, D.M., Roland, B., Tollefson, N. &amp; Wigington, H.(1989). Parent          burnout: validation of the Maslach burnout Inventory with a sample of          mothers. <i>Measurement &amp; Evaluation in Counselling &amp; Development,          22, </i>81-87. </p>     <p>Schaufeli, W.B., Bakker, A.B., Hoogdoin, K., Schaap, C. &amp; Kadler, A.          (2001). On the clinical validity of the Maslach Burnout Inventory and          the burnout Measure. [electronic version]. <i>Psychology &amp; Health,          16, </i>565-582. </p>     <p>Schaufeli, W.B., Martinez,          I.M. Marques Pinto, A., Salanova, M., Bakker, A.B. (2002). Burnout and          engagement in university students: a cross national study. <i>Journal of Cross-Cultural Psychology, 33</i>(5), 464-481. </p>     <p>Tecedeiro, M. (2005). <i>Factores psicol&oacute;gicos na s&iacute;ndrome de    burnout: o narcisismo como vari&aacute;vel preditora da s&iacute;ndrome. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado em Psicologia Cl&iacute;nica e Psicopatologia, n&atilde;o publicada.    Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center">ANEXO </p>     <p align="center"><b>Escala de Burnout de Maslach para estudantes </b></p>     <p align="center">(Adapta&ccedil;&atilde;o de J. Maroco &amp; M. Tecedeiro a partir    da vers&atilde;o de Schaufeli et al.,2002) </p>     <p align="center"><b><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a06An1.gif" width="553" height="789"></b></p>           
<p><b>&nbsp;</b></p>       <p align="right"><i>Recebido em 16 de Mar&ccedil;o de 2009 / Aceite em 9 de Julho    de 2009 </i></p>      <p>Contactar para E-mail: <a href="mailto:jpmaroco@ispa.pt">jpmaroco@ispa.pt</a></p>        ]]></body><back>
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