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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Escalas de motivação interna e motivação externa para responder sem preconceito: estudo de validação cruzada da versão portuguesa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Internal and external motivation scale to respond without prejudice: a cross-validation study for the portuguese population]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,ISPA - Instituto Superior de Psicologia Aplicada Departamento de Estatística ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[We report the cross-validation study of the Portuguese version for the internal and external motivation scales to respond without prejudice of Plant & Devine (1998). The results gathered in a convenience sample of college students revealed, after cross-validation, that the Portuguese version of the Internal and External motivation scales to respond without prejudice have appropriate factorial validity, reliability and sensibility. The adapted version is a psychometric dully validated scale to evaluate strategies to respond without prejudice in the Portuguese college student population.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Preconceito]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Escalas de motivação interna e motivação externa para responder    sem preconceito: estudo de validação cruzada da versão portuguesa </b> </p>     <p align="center">Tom&aacute;s Palma<sup>1 </sup>&amp; Jo&atilde;o Maroco<sup>2    </sup></p>           <p align="center"><sup>1</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o    Social/Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias do Trabalho e da Empresa </p>     <p align="center"><sup>2</sup>Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia    e Sa&uacute;de &amp; Departamento de Estat&iacute;stica. Instituto Superior    de Psicologia Aplicada. </p>     <p align="center">&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO: </b>Neste artigo apresentarmos o estudo de valida&ccedil;&atilde;o    cruzada da vers&atilde;o portuguesa das escalas de motiva&ccedil;&atilde;o interna    e motiva&ccedil;&atilde;o externa para responder ser preconceito numa amostra    de estudantes universit&aacute;rios. Os resultados da an&aacute;lise factorial    confirmat&oacute;ria revelam uma validade factorial razo&aacute;vel na amostra    de valida&ccedil;&atilde;o cruzada, e valores razo&aacute;veis de fiabilidade.    A adapta&ccedil;&atilde;o das Escalas de Motiva&ccedil;&atilde;o para responder    sem preconceito de Plant &amp; Devine (1998) para a popula&ccedil;&atilde;o    portuguesa universit&aacute;ria, revela propriedades psicom&eacute;tricas adequadas    ao seu uso na avalia&ccedil;&atilde;o das motiva&ccedil;&otilde;es para responder    sem preconceito. </p>     <p><i>Palavras-chave: </i>Preconceito, Motiva&ccedil;&atilde;o, Validade, Fiabilidade,    Escalas.</p>     <p>&nbsp;</p>        <div align="center"><b>Internal and external motivation scale to respond without    prejudice: a cross-validation study for the portuguese population </b> </div>     <p><b>ABSTRACT:</b> We report the cross-validation study of the Portuguese version    for the internal and external motivation scales to respond without prejudice    of Plant &amp; Devine (1998). The results gathered in a convenience sample of    college students revealed, after cross-validation, that the Portuguese version    of the Internal and External motivation scales to respond without prejudice    have appropriate factorial validity, reliability and sensibility. The adapted    version is a psychometric dully validated scale to evaluate strategies to respond    without prejudice in the Portuguese college student population. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Keywords: </i>Prejudice, Motivation, Validity, Reliabilty, Scales. </p>      <p>&nbsp;</p>     <p>Mesmo com o aparente decr&eacute;scimo das atitudes preconceituosas, avaliadas    sobretudo atrav&eacute;s de medidas tradicionais de auto-relato (e.g., Vala,    Brito, &amp; Lopes, 1999), o interesse pela tem&aacute;tica do preconceito n&atilde;o    diminuiu e continua a gerar in&uacute;meras teorias e modelos (ver Hewstone,    Rubin, &amp; Willis, 2002). Uma explica&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel para    a &#8220;persist&ecirc;ncia&#8221; em respostas preconceituosas, mesmo entre    aqueles que n&atilde;o se julgam preconceituosos, pode ser simplesmente porque    responder sem preconceito &eacute; uma tarefa dif&iacute;cil, que obriga a controlar    a informa&ccedil;&atilde;o estereot&iacute;pica que se possui sobre determinados    grupos sociais, que foi sendo adquirida ao longo dos anos, e que contribui para    enviesar os julgamentos sobre os elementos desses grupos (Devine, 1989). </p>      <p>Investiga&ccedil;&atilde;o recente sugere que o sucesso no controlo do preconceito se deve em grande parte ao desenvolvimento efectivo de estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o (e.g., Devine &amp; Monteith, 1993). Por exemplo, Devine e colaboradores demonstraram repetidas vezes que quando as pessoas n&atilde;o-preconceituosas tomam consci&ecirc;ncia que a sua resposta &eacute; incongruente com os seus valores pessoais sofrem de sentimentos de culpa e de uma redu&ccedil;&atilde;o da auto-estima (e.g., Devine, Monteith, Zuwerink, &amp; Elliot, 1991; Monteith, 1993; Monteith, Devine, &amp; Zuwerink, 1993; para uma revis&atilde;o ver Garcia-Marques, 1999). Estes sentimentos podem funcionar como uma pista para corrigir uma das respostas, contribu&iacute;do assim para a diminui&ccedil;&atilde;o do preconceito (Monteith, Ashburn-Nardo, Voils, &amp; Czopp, 2002). </p>      <p>Tendo em conta a complexidade de raz&otilde;es que podem levar as pessoas a responder sem preconceito, bem como a fraca associa&ccedil;&atilde;o que geralmente se verifica entre medidas explicitas e impl&iacute;citas (ver Blair, 2001), Plant e Devine (1998) prop&otilde;em que as pessoas podem ser motivadas para controlar ou inibir a express&atilde;o do preconceito devido a raz&otilde;es internas (pessoais) ou/e raz&otilde;es externas (normativas), e que estas motiva&ccedil;&otilde;es precedem os esfor&ccedil;os para controlar o preconceito (ver Macrae &amp; Bodenhausen, 2000). </p>      <p>Plant e Devine (1998) desenvolveram e validaram duas escalas que medem o grau    de Motiva&ccedil;&atilde;o Interna para Responder Sem Preconceito (EMI) e de    Motiva&ccedil;&atilde;o Externa para Responder Sem Preconceito (EME) face aos    Negros. Enquanto a motiva&ccedil;&atilde;o interna para responder sem preconceito    se baseia em cren&ccedil;as n&atilde;o-preconceituosas de car&aacute;cter interno    e pessoal, a motiva&ccedil;&atilde;o externa para responder sem preconceito    est&aacute; relacionada com a press&atilde;o normativa para evitar reac&ccedil;&otilde;es    preconceituosas. Estes autores evidenciaram a robustez das escalas em termos    de fiabilidade, de validade convergente, discriminante e de crit&eacute;rio.    Os resultados da EMI apresentam-se correlacionados com medidas tradicionais    de preconceito como a <i>Attitude Towards Blacks scale </i>(Brigham, 1993) e    a <i>Modern Racism Scale </i>(McConahay, 1986) &#8211; quanto maior a motiva&ccedil;&atilde;o    interna menor o n&iacute;vel de preconceito. Pelo contr&aacute;rio, a correla&ccedil;&atilde;o    entre EME e as medidas tradicionais de preconceito revelou-se modesta &#8211;    quanto mais elevada a motiva&ccedil;&atilde;o externa mais elevados os n&iacute;veis    de preconceito. A EME revelou ainda uma fraca associa&ccedil;&atilde;o com medidas    de avalia&ccedil;&atilde;o social (e.g., <i>Interaction Anxiety Scale, </i>Leary,    1983) e de desejabilidade social (<i>Social Desirability Scale</i>, Crowne &amp;    Marlowe, 1960), o que sugere que a EME se preocupa com a forma como as respostas    preconceituosas s&atilde;o avaliadas em vez de uma preocupa&ccedil;&atilde;o    geral com a avalia&ccedil;&atilde;o social. Plant e Devine (1998) demonstraram    ainda que a EMI e EME s&atilde;o ortogonais. Neste sentido, as pessoas podem    ser motivadas para responder sem preconceito sobretudo por raz&otilde;es intr&iacute;nsecas,    por raz&otilde;es extr&iacute;nsecas, por ambas, ou podem simplesmente n&atilde;o    ser motivadas por nenhuma destas raz&otilde;es. As escalas de Motiva&ccedil;&atilde;o    Interna e Motiva&ccedil;&atilde;o Externa para Responder sem Preconceito foram    adaptadas para motiva&ccedil;&atilde;o para responder sem sexismo (Klonis &amp;    Devine, 200. cit. por Devine, Plant, Amodio, Harmon-Jones, &amp; Vance, 2002),    <i>homofobia </i>(Gailliot, Plant, Butz, &amp; Baumeister, 2007; Lemn &amp;    Banaji, 1999, cit. por Devine et al., 2002), e preconceito face &agrave; <i>obesidade    </i>(Buswell &amp; Devine, 200. cit. por Devine et al., 2002). Tamb&eacute;m    nestes casos a EMI e EME se revelaram independentes. </p>      <p>Na sociedade portuguesa actual, as quest&otilde;es da emigra&ccedil;&atilde;o e da marginaliza&ccedil;&atilde;o de grupos sociais minorit&aacute;rios, tornam cada vez mais relevantes as quest&otilde;es associadas ao preconceito enquanto determinante da rela&ccedil;&atilde;o social e comunit&aacute;ria. Desta forma, neste artigo apresentamos as qualidades psicom&eacute;tricas das vers&otilde;es portuguesas da EMI e da EME e a estabilidade de um modelo alternativo proposto por n&oacute;s noutra ocasi&atilde;o (ver Palma &amp; Maroco, 2008). </p>      <p>&nbsp;</p>     <p align="center">M&Eacute;TODO </p>      <p><i>Material </i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o das escalas foram feitas    via tradu&ccedil;&atilde;o-retrovers&atilde;o. Foi dada especial aten&ccedil;&atilde;o    ao significado dos itens e &agrave; familiaridade dos termos utilizados, e n&atilde;o    tanto &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o literal dos termos usados na vers&atilde;o    original. Cada um dos itens foi associado a uma escala de nove pontos, ancorada    em &#8220;discordo fortemente&#8221; (1) e &#8220;concordo fortemente&#8221;    (9) (para detalhes sobre a tradu&ccedil;&atilde;o dos itens originais ver Palma    &amp; Maroco, 2008). Os itens foram aleatorizados e apresentados em conjunto,    como se de uma &uacute;nica escala se tratasse. </p>     <p>&nbsp;</p>      <blockquote>     <blockquote>     <blockquote>                   <p><b>Quadro 1 </b></p>                   <p><b><i>Itens da Escala de Motiva&ccedil;&atilde;o Interna para                  Responder Sem Preconceito </i></b></p>                  <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a09q1.gif" width="552" height="184"></p></blockquote> </blockquote> </blockquote>     
<p>&nbsp;</p>            <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>     <blockquote>     <blockquote>                   <p><b>Quadro 2 </b></p>                   <p><b><i>Itens da Escala de Motiva&ccedil;&atilde;o Externa para                  Responder Sem Preconceito </i></b></p>                  <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a09q2.gif" width="551" height="204"></p></blockquote> </blockquote> </blockquote>     
<p>&nbsp;</p>      <p><i>Participantes </i></p>      <p>A amostra foi constitu&iacute;da por 318 alunos volunt&aacute;rios (amostragem    n&atilde;o probabil&iacute;stica) das licenciaturas em Ci&ecirc;ncias Psicol&oacute;gicas    do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (56.6%), e das licenciaturas em    Psicologia do Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias do Trabalho e da Empresa    (17.6%), da Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o    da Universidade de Lisboa (12.9%), e do Instituto Piaget de Almada (12.9%).    Oitenta e quatro porcento dos participantes eram do sexo feminino. A m&eacute;dia    de idades foi de 23.6 anos (SD = 7.44). Foram exclu&iacute;dos 3 participantes    Negros desta amostra. </p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CARACTER&Iacute;STICAS PSICOM&Eacute;TRICAS </p>      <p><i>Sensibilidade </i></p>      <p>A sensibilidade dos itens foi avaliada graficamente e por recurso aos coeficientes de assimetria (Sk) e achatamento (Ku). Considerou-se que os coeficientes de assimetria superiores a 3, em valor absoluto, e os coeficientes de achatamento superiores a 1. em valor absoluto, apresentam problemas de sensibilidade e desvio significativo da normalidade (ver por exemplo, Kline, 1998). </p>             <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; assimetria, os itens que constituem a escala    de Motiva&ccedil;&atilde;o Interna (Quadro. 3) apresentam-se, no geral, assim&eacute;tricos    negativos e enviesados para pontua&ccedil;&otilde;es elevadas. Os itens da escala    de Motiva&ccedil;&atilde;o Externa (Quadro 4) apresentam-se assim&eacute;tricos    positivos e enviesados para pontua&ccedil;&otilde;es baixas. Em termos de achatamento,    os itens da EMI (Quadro 3) denotam uma tend&ecirc;ncia mesoc&uacute;rtica, enquanto    que os itens da EME (Quadro 4) mostram uma tend&ecirc;ncia leptoc&uacute;rtica.    Apesar disto, em ambas as escalas nenhum dos itens apresenta coeficientes de    assimetria superioresa3(em valor absoluto) nem coeficientes de achatamento superiores    a 10 (em valor absoluto), indicando que n&atilde;o existem problemas severos    ao n&iacute;vel da sensibilidade dos itens, nem de afastamento &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o    normal (Kline, 1998). </p>     <p>&nbsp;</p>             <blockquote>     <blockquote>     <blockquote>                   <p><b>Quadro 3</b></p>                   <p><b><i>Sensibilidade dos itens da EMI</i></b></p>               ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a09q3.gif" width="554" height="130"></p>   </blockquote> </blockquote> </blockquote>     
<p>&nbsp;</p>     <blockquote>     <blockquote>     <blockquote>                   <p><b>Quadro 4</b></p>                   <p><b><i>Sensibilidade dos itens da EME</i></b></p>                <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a09q4.gif" width="552" height="130"></p>  </blockquote> </blockquote> </blockquote>     
<p>&nbsp;</p>      <p><i>Validade factorial </i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A validade de factorial do modelo de medida foi avaliada com uma an&aacute;lise    factorial confirmat&oacute;ria usando-se, como &iacute;ndices de qualidade do    ajustamento do modelo, as estat&iacute;sticas <i>X<sup>2</sup>/df, CFI, GFI,    RMSEA </i>ea <i>P</i>(rmsea<b><i>&#8804;</i></b>.05). Assim, considerou-se que    o ajustamento do modelo aos dados era bom para valores de <i>CFI </i>e <i>GFI    </i>superiores a .9, para valores de <i>RMSEA </i>inferiores a .05 e <i>X<sup>2</sup>/df    </i>entre 1 e 2 (ver por exemplo, Schumacker &amp; Lomax, 1996). A parcim&oacute;nia    do modelo alternativo face ao modelo original foi avaliada pelas medidas AIC,    BCC e MCVI (Arbuckle, 2006). O refinamento do modelo de medida foi efectuado    com base em crit&eacute;rios de validade de face e dos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o    calculados pelo AMOS (v.16, SPSS Inc, Chicago, IL). Apenas se alteraram/eliminaram    as traject&oacute;rias e/ou erros correlacionados quando o &iacute;ndice de    modifica&ccedil;&atilde;o era superior a 11 (p< .001) e foi poss&iacute;vel justificar    esta op&ccedil;&atilde;o de um ponto de vista te&oacute;rico. </p>      <p>O modelo especificado apresenta uma estrutura bi-factorial simples, com os itens relativos &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o externa colocados num factor e os itens relativos &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o interna colocados no outro factor. </p>             <p>O estudo de valida&ccedil;&atilde;o cruzada do modelo alternativo foi efectuado    a partir da divis&atilde;o aleat&oacute;ria da amostra total de 318 participantes    numa amostra de treino (66%, N=204) e teste (34%, N=114) A qualidade de ajustamento    do modelo original na amostra de treino revelou-se med&iacute;ocre (ver quadro    5). Assim, tendo em conta a an&aacute;lise dos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o    fornecidos pelo AMOS, o peso factorial dos itens, bem como as considera&ccedil;&otilde;es    te&oacute;ricas da escala avan&ccedil;amos uma proposta alternativa que apresenta    um melhor ajustamento &agrave; nossa amostra do que o modelo original (quadro    5). </p>     <p>&nbsp;</p>            <blockquote>     <blockquote>     <blockquote>                   <p><b>Quadro 5</b></p>                   <p><b><i>Qualidade de ajustamento dos modelos aos dados das duas                  amostras</i></b></p>                 <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a09q5.gif" width="552" height="196"></p> </blockquote> </blockquote> </blockquote>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A valida&ccedil;&atilde;o do modelo modificado na amostra de teste, revelou-se    tal como anteriormente reportado (Palma &amp; Maroco, 2008), melhor do que a    do modelo original, apesar de continuar a n&atilde;o ser brilhante (quadro 5).    A proposta do modelo refinado &eacute; ent&atilde;o constitu&iacute;da por 7    itens, 4 na EME (itens 1, 3, 7 e 9), e 3 na EMI (itens 2, 4, e 5). </p>     <p><i>&nbsp;</i></p>     <p><i>Fiabilidade </i></p>             <p>A fiabilidade das duas escalas foi avaliada pela medida de consist&ecirc;ncia    interna do &#945; de Cronbach. </p>     <p>&nbsp; </p>            <blockquote>     <blockquote>     <blockquote>                   <p><b>Quadro 6</b></p>                   ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>Valores do &#945; de Cronbach para o modelo original e                  modelo alternativo</i></b></p>                <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a09q6.gif" width="554" height="143"></p>  </blockquote> </blockquote> </blockquote>      
<p><i></i></p>     <p>Os valores de cx <i>de Cronbach </i>para as duas escalas revelaram-se razo&aacute;veis    tendo em conta o n&uacute;mero de itens e o n&uacute;mero de participantes em    cada amostra (ver Maroco &amp; Gracia-Marques, 2006). </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><i>Cota&ccedil;&atilde;o </i></p>      <p>As cota&ccedil;&otilde;es da EME e da EMI s&atilde;o obtidas pela m&eacute;dia    aritm&eacute;tica simples dos itens que as constituem. No quadro 7 apresenta-se    a distribui&ccedil;&atilde;o decilica da EME e EMI quer nas suas vers&otilde;es    originais, quer nas suas vers&otilde;es aferidas na amostra deste estudo. </p>     <p>&nbsp;</p>             <blockquote>     <blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>                   <p><b>Quadro 7</b></p>                   <p><b><i>Valores m&eacute;dios, desvios-padr&otilde;es e distribui&ccedil;&atilde;o                  decilica das escalas EME e EMI original e alternativa</i></b></p>                 <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a09q7.gif" width="552" height="303"></p> </blockquote> </blockquote> </blockquote>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>             <p align="center">DISCUSS&Atilde;O </p>            <p>As qualidades psicom&eacute;tricas das vers&otilde;es portuguesas da EMI e    da EME respeitando o modelo original revelou-se, como dissemos, med&iacute;ocre.    Assim, tendo em conta as considera&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas da escala,    a an&aacute;lise dos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o fornecidos    pelo AMOS e o peso factorial dos itens, avan&ccedil;amos uma proposta alternativa    que apresenta um melhor ajustamento &agrave; nossa amostra do que o modelo original    e &eacute; constitu&iacute;da por 7 itens, 4 na EME e 3 na EMI. Esta nova proposta    foi validada numa amostra independente. A escala refinada pode ent&atilde;o    ser usada na avalia&ccedil;&atilde;o das motiva&ccedil;&otilde;es para responder    sem preconceito em estudantes universit&aacute;rios. Ainda assim, a estabilidade    da estrutura factorial dever&aacute; ser confirmada em outros estudos independentes.  </p>     <p>&nbsp;</p>      <p align="center">REFER&Ecirc;NCIAS </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Arbuckle, J. L. (2006). <i>Amos 7.0 User&#8217;s Guide. </i>Chicago: SPSS. </p>      <p>Blair, I. V. (2001). Implicit Stereotypes and Prejudice. In G. Moskowitz (Ed.), <i>Cognitive social psychology: On the tenure and future of social cognition </i>(pp. 359-374). Mahwah, NJ: Erlbaum. </p>      <p>Devine, P. G. (1989). Stereotypes and prejudice: Their automatic and controlled components. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 56, </i>5-18. </p>      <p>Devine, P. G., Monteith, M. J., Zuwerink, J. R., &amp; Elliot, A. J. (1991). Prejudice with and without compunction. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 6. </i>817-830. </p>      <p>Devine, P. G., &amp; Monteith, M. J. (1993). The role of discrepancy associated affect in prejudice reduction. In D. M. Mackie &amp; D. L. Hamilton (Eds.), <i>Affect, cognition, and stereotyping: Interactive processes in intergroup perception </i>(pp. 317&#8211;344). San Diego, CA: Academic Press. </p>      <p>Devine, P. G., Plant, E. A., Amodio, A. M., Harmon-Jones, E., &amp; Vance, S. L. (2002). Exploring the relationship between implicit and explicit prejudice: The role of motivations to respond without prejudice. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 82, </i>835-848. </p>      <p>Kline, R. B. (1998). Principles and Practices of Structural Equation Modelling. The Guilford Press. New York. </p>      <p>Gailliot, M., Plant, E. A., Butz, D. A., &amp; Baumeister, R. F. (2007). Increasing self-regulatory strength via exercise can reduce the depleting effect of suppressing stereotypes. <i>Personality and Social Psychology Bulletin, 33, </i>281-294. </p>      <p>Garcia-Marques, L. (1999). O estudo dos estere&oacute;tipos e as novas an&aacute;lises do racismo: Ser&atilde;o os efeitos dos estere&oacute;tipos inevit&aacute;veis? In J. Vala (Ed.), <i>Novos racismos: Perspectivas comparativas </i>(pp. 121-131). Lisboa: Celta. </p>      <p>Hewstone, M., Rubin, M., &amp; Willis, H. (2002). Intergroup Bias. <i>Annual Review of Psychology, 53, </i>575-604. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Leary, M. R. (1983). A brief version of the Fear of Negative Evaluation Scale. <i>Personality and Social Psychology Bulletin, </i>9, 371-375. </p>      <p>Macrae, C.N. &amp; Bodenhausen, G.V. (2000). Social cognition: thinking categorically about others. <i>Annual Review of Psychology, 51, </i>93&#8211;120. </p>      <!-- ref --><p>Maroco, J. &amp; Garcia-Marques, T. (2006). Qual a fiabilidade do alfa de Cronbach? Quest&otilde;es antigas e solu&ccedil;&otilde;es modernas? <i>Laborat&oacute;rio Psicologia, 4, </i>65-90. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1645-0086200900020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Monteith, M. J., Ashburn-Nardo, L., Voils, C. I., &amp; Czopp, A. M. (2002). Putting the brakes on prejudice: On the development and operation of cues for control. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 83, </i>1029-1050. </p>      <p>Monteith, M. J. (1993). Self-regulation of prejudice responses: Implications for progress in prejudice reduction efforts. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 65, </i>469-485. </p>      <p>Monteith, M. J., Devine, P. G. &amp; Zuwerink, J. R. (1993). Self-directed and other-directed affect as a consequence of prejudice-related discrepancies. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 64, </i>198-210. </p>      <!-- ref --><p>Palma, T. &amp; Maroco, J. (2008). Motiva&ccedil;&atilde;o interna e motiva&ccedil;&atilde;o externa para responder sem preconceito: Tradu&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o das duas escalas para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. <i>Laborat&oacute;rio de Psicologia, 6, </i>13-22. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1645-0086200900020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Plant, E. A., &amp; Devine, P. G. (1998). Internal and external motivation to respond without prejudice. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 75, </i>811&#8211;832. </p>      <p>Schumacker, R. E., &amp; Lomax, R. G. (1996) <i>A Begginer&#8217;s Guide to Structural Equation Modeling. </i>Lawrence Erlbaum Associates, Inc. New Jersey. </p>      <p>Vala, J., Brito, R., &amp; Lopes, D. (1999). <i>Express&otilde;es dos racismos em Portugal. Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais. </i></p>            ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>            <p align="center">ANEXO </p>     <p align="center"><b>ESCALA DE MOTIVA&Ccedil;&Atilde;O INTERNA E EXTERNA    <br>   PARA RESPONDER SEM PRECONCEITO</b></p>                <p align="center"><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a09An1.gif" width="552" height="732"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="right"><i>Recebido em 20 de Mar&ccedil;o de 2009/ Aceite em 16 de Julho    de 2009</i> </p>     <p>Contactar para E-mail: <a href="mailto:tomas.palma@iscte.pt">tomas.palma@iscte.pt</a>  </p>       ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qual a fiabilidade do alfa de Cronbach? Questões antigas e soluções modernas?]]></article-title>
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<page-range>65-90</page-range></nlm-citation>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Motivação interna e motivação externa para responder sem preconceito: Tradução, adaptação e validação das duas escalas para a população portuguesa]]></article-title>
<source><![CDATA[Laboratório de Psicologia]]></source>
<year>2008</year>
<volume>6</volume>
<page-range>13-22</page-range></nlm-citation>
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