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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo da escala de depressão, ansiedade e stresse para crianças (EADS-C)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The anxiety, stress and depression scale was developed in a context of a tripartite model and its objective was to improve the differentiation between depression and anxiety. It was developed for adults and based on theoretical concepts associated with each of the three dimension's characteristics. In an attempt to verify its performance involving an adolescent population, it was applied to 361 pre-adolescents and adolescents who were elementary and high school students an were aged between 8 and 15 years old. This was a convenience sample, with 208 girls and 153 boys. The results obtained suggest that although this scale might be of importance to this population, further studies are needed to evaluate the scale's sensitivit]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><b>Estudo da escala de depressão, ansiedade e stresse para crianças    (EADS-C) </b></p>     <p align="center">Isabel P. Leal<sup>1</sup>, Rita Antunes<sup>1</sup>, Telma    Passos<sup>1</sup>, J. Pais-Ribeiro<sup>2</sup>, &amp; Jo&atilde;o Maroco<sup>1    </sup></p>      <p align="center"><sup>1</sup>Instituto Superior de Psicologia Aplicada </p>     <p align="center"><sup>2</sup>Universidade do Porto </p>     <p align="center">&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO:</b> A escala de ansiedade, depress&atilde;o e stresse foi desenvolvida    no contexto do modelo tripartido com vista a melhorar a discrimina&ccedil;&atilde;o    entre depress&atilde;o e ansiedade. Ela foi desenvolvida para indiv&iacute;duos    adultos, partindo de conceitos te&oacute;ricos associados &agrave; composi&ccedil;&atilde;o    de cada uma das dimens&otilde;es. </p>     <p>Numa tentativa de verificar o seu comportamento numa popula&ccedil;&atilde;o    adolescente, ela foi preenchida por 361 indiv&iacute;duos pr&eacute;-adolescentes    e adolescentes, estudantes do Ensino B&aacute;sico, com idades compreendidas    entre os 8 e os 15 anos, dos quais 208 eram raparigas e 153 rapazes, que constitu&iacute;ram    uma amostra de conveni&ecirc;ncia. </p>     <p>Os resultados obtidos, se sugerem que pode ser interessante nesta popula&ccedil;&atilde;o,    carecem entretanto de mais estudos da sensibilidade da escala. </p>     <p><i>Palavras-chave: </i>Depress&atilde;o, Ansiedade, Stresse, Crian&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp; </p>               ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b>A study of depression, anxiety and stress scale - children    (EADS-C)</b> </p>      <p><b>ABSTRACT:</b> The anxiety, stress and depression scale was developed in    a context of a tripartite model and its objective was to improve the differentiation    between depression and anxiety. It was developed for adults and based on theoretical    concepts associated with each of the three dimension's characteristics. </p>     <p>In an attempt to verify its performance involving an adolescent population,    it was applied to 361 pre-adolescents and adolescents who were elementary and    high school students an were aged between 8 and 15 years old. This was a convenience    sample, with 208 girls and 153 boys. </p>     <p>The results obtained suggest that although this scale might be of importance    to this population, further studies are needed to evaluate the scale's sensitivit  </p>     <p><i>Keywords: </i>Depression, Anxiety, Stress, Childrens. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p>Os conceitos de <i>Ansiedade, Depress&atilde;o e Stress </i>dizem respeito a um conjunto de sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es que envolvem o ser humano na sua globalidade (Hetem &amp; Graeff, 2004). Ansiedade e Depress&atilde;o tendem a exibir elevada associa&ccedil;&atilde;o, pelo que se desenvolveu o modelo tripartido. Watson, Clark, Weber, Assenheimer, Staruss, e McCormick, (1995), e Watson, Weber, Assenheimer, Clark, Staruss, e McCormick, (1995) salientam a evid&ecirc;ncia de que a ansiedade e depress&atilde;o s&atilde;o dif&iacute;ceis de diferenciar empiricamente. Numa investiga&ccedil;&atilde;o anterior, Clark e Watson (1991), prop&otilde;em um modelo tripartido em que os sintomas de ansiedade e depress&atilde;o se agrupam em tr&ecirc;s estruturas b&aacute;sicas. Uma primeira estrutura que designam por distress ou afecto negativo, inclui sintomas relativamente inespec&iacute;ficos, que s&atilde;o experimentados tanto por indiv&iacute;duos deprimidos como ansiosos, mais humor deprimido e ansioso, assim como ins&oacute;nia, desconforto ou insatisfa&ccedil;&atilde;o, irritabilidade e dificuldade de concentra&ccedil;&atilde;o. Estes sintomas inespec&iacute;ficos s&atilde;o respons&aacute;veis pela forte associa&ccedil;&atilde;o entre as medidas de ansiedade e depress&atilde;o. Para al&eacute;m deste factor inespec&iacute;fico a ansiedade e a depress&atilde;o constituiriam as outras duas estruturas, com a tens&atilde;o som&aacute;tica e a hiperactividade como espec&iacute;ficas da ansiedade, e a anedonia e a aus&ecirc;ncia de afecto positivo como relativamente espec&iacute;ficas da depress&atilde;o. </p>      <p>A operacionaliza&ccedil;&atilde;o do modelo tripartido levou &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de medidas tais como a escala aqui em estudo, a <i>Depression Anxiety Stress Scale </i>(DASS) de Lovibond e Lovibond (1995). Esta escala, teoricamente, prop&otilde;e-se cobrir a totalidade dos sintomas de ansiedade e depress&atilde;o, que satisfa&ccedil;a padr&otilde;es elevados de crit&eacute;rios psicom&eacute;tricos e fa&ccedil;a uma discrimina&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima entre os constructos ansiedade e depress&atilde;o. O estudo factorial desta escala apresenta um novo factor que inclu&iacute;a os itens menos discriminativos das dimens&otilde;es ansiedade e depress&atilde;o e que os autores designam por Stresse: estes itens incluem dificuldades em relaxar, tens&atilde;o nervosa, irritabilidade e agita&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>A <i>Escala de Ansiedade, Depress&atilde;o e Stresse </i>(EADS) &eacute; a vers&atilde;o portuguesa do <i>Depression Anxiety Stress Scale</i>, de Lovibond e Lovibond (1995) adaptada por Pais Ribeiro, Honrado e Leal (2004a). Esta escala foi concebida por Lovibond e Lovibond (1995) com o objectivo de discriminar a totalidade dos sintomas de ansiedade e depress&atilde;o. Os mesmos autores, ao realizarem estudo factorial desta escala verificaram a exist&ecirc;ncia de um novo factor que inclu&iacute;a os itens menos discriminativos das duas dimens&otilde;es, a ansiedade e depress&atilde;o. Este novo factor foi denominado de &#8220;Stresse&#8221;, a que correspondiam os itens dificuldades em relaxar, tens&atilde;o nervosa, irritabilidade e agita&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>A EADS &eacute; constitu&iacute;da por 21 itens que se distribuem por tr&ecirc;s dimens&otilde;es com sete itens cada: Depress&atilde;o, Ansiedade e Stresse. A escala foi desenvolvida a partir da teoria e os itens inclu&iacute;dos em cada dimens&atilde;o prop&otilde;em-se avaliar aspectos teoricamente inclusivos da dimens&atilde;o: nomeadamente, a Depress&atilde;o engloba: Disforia (um item); Des&acirc;nimo, (um item); Desvaloriza&ccedil;&atilde;o da vida (um item); Auto-deprecia&ccedil;&atilde;o (um item); Falta de interesse ou de envolvimento (um item); Anedonia (um item); In&eacute;rcia (um item). A Ansiedade abrange: Excita&ccedil;&atilde;o do Sistema Aut&oacute;nomo (tr&ecirc;s itens); Efeitos M&uacute;sculo Esquel&eacute;ticos (um item); Ansiedade Situacional (um item); Experi&ecirc;ncias Subjectivas de Ansiedade (dois itens). O Stresse inclui: Dificuldade em Relaxar (dois itens); Excita&ccedil;&atilde;o Nervosa (um item); Facilmente Agitado/Chateado (um item); Irrit&aacute;vel/Reac&ccedil;&atilde;o Exagerada (dois itens); Impaci&ecirc;ncia (um item), (Pais Ribeiro, Honrado &amp; Leal, 2004b). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A resposta &eacute; dada numa escala tipo Likert, em que o indiv&iacute;duo avalia a extens&atilde;o em que experimentaram cada sintoma durante a &uacute;ltima semana, numa escala de quatro pontos de gravidade ou frequ&ecirc;ncia: &#8220;n&atilde;o se aplicou nada a mim&#8221;, &#8220;aplicou-se a mim algumas vezes&#8221;, &#8220;aplicou-se a mim de muitas vezes&#8221;, &#8220;aplicou-se a mim a maior arte das vezes&#8221;, a que correspondem valores de &#8220;0&#8221; a &#8220;3&#8221;. A escala fornece tr&ecirc;s notas, uma por cada dimens&atilde;o, determinadas pela soma dos resultados dos sete itens. Assim sendo, o m&iacute;nimo &eacute; &#8220;0&#8221;e o m&aacute;ximo &#8220;21&#8221;, correspondendo as notas mais elevadas a estados afectivos mais negativos. Os itens da EADS de 21 itens foram seleccionados de modo que possa ser convertida nas notas da escala completa de 42 itens multiplicando a nota por dois. </p>      <p>Pais Ribeiro, Honrado e Leal (2004b), referem que ap&oacute;s ter sido inspeccionada a consist&ecirc;ncia interna atrav&eacute;s do Alfa de Cronbach, os resultados para a EADS foram respectivamente de 0,85 (0,93 na vers&atilde;o de 14 itens) para a escala de depress&atilde;o, de 0,74 para a de ansiedade (0,83 na vers&atilde;o de 14 itens) e de 0,81 para a de stresse (0,88 na vers&atilde;o de 14 itens). </p>      <p>O objectivo do presente estudo &eacute; estudar a vers&atilde;o da EADS para    crian&ccedil;as e pr&eacute;-adolescentes. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p align="center">M&Eacute;TODO </p>      <p><i>Participantes </i></p>      <p>Participaram 361 indiv&iacute;duos pr&eacute;-adolescentes e adolescentes,    estudantes do Ensino B&aacute;sico, com idades compreendidas entre os8eos15    anos, dos quais 208 foram raparigas e 153 rapazes, que constitu&iacute;ram uma    amostra de conveni&ecirc;ncia. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p><i>Material </i></p>      <p>Conceptualmente a escala &eacute; a mesma que para os adultos. No entanto, dado que os participantes s&atilde;o mais novos do que os dos estudos de valida&ccedil;&atilde;o, os itens foram revistos para serem compreens&iacute;veis para este grupo. O <i>cognitive debriefing </i>realizado com um grupo de indiv&iacute;duos com estas caracter&iacute;sticas levou &agrave; altera&ccedil;&atilde;o da formula&ccedil;&atilde;o de alguns itens de modo a que a validade de conte&uacute;do de cada item se mantivesse mas se tornasse mais facilmente compreens&iacute;vel. As diferen&ccedil;as consistem na inclus&atilde;o, &agrave; frente de alguns itens, de um exemplo que ajude a esclarecer o sentido da frase que constitui o item. (ver anexo) </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta escala foi desenvolvida a partir da teoria: por esta raz&atilde;o assumimos uma perspectiva conservadora que se propunha respeitar a perspectiva te&oacute;rica e, por isso, mantivemos a estrutura original da escala: Assim inspeccion&aacute;mos as rela&ccedil;&otilde;es entre itens e dimens&otilde;es, reproduzindo os procedimentos dos estudos anteriores desde o original at&eacute; &agrave; vers&atilde;o de adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa. </p>      <p>A vers&atilde;o final, que denomin&aacute;mos, <i>Escala de Ansiedade, Depress&atilde;o e Stresse para Crian&ccedil;as </i>(EADS-C) &eacute; constitu&iacute;da por tr&ecirc;s sub-escalas, com sete itens cada, apresentados em anexo. </p>      <p>A escala foi aplicada em sess&otilde;es colectivas e individuais, assegurando-se    o seu preenchimento individual e garantindo a total confidencialidade e anonimato.    A escala pode ser tamb&eacute;m ser aplicada individualmente, em contexto cl&iacute;nico.    O tempo de aplica&ccedil;&atilde;o dura entre5 e 8 minutos.</p>     <p>&nbsp; </p>      <p align="center">RESULTADOS </p>      <p>A escala foi submetida a uma an&aacute;lise em componentes principais (ACP),    com rota&ccedil;&atilde;o Promax (que &eacute; uma rota&ccedil;&atilde;o obl&iacute;qua    que permite uma correla&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es) for&ccedil;ada    a tr&ecirc;s factores. A solu&ccedil;&atilde;o encontrada explica 44, 76% da    vari&acirc;ncia total e apresenta os resultados expostos no quadro 1.</p>     <p>&nbsp;</p>      <blockquote>     <blockquote>     <blockquote>                   ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Quadro 1 </b></p>                   <p><b><i>Cargas dos itens nos componentes para uma solu&ccedil;&atilde;o                  de tr&ecirc;s dimens&otilde;es </i></b></p>           <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a10q1.gif" width="552" height="768"></p>       </blockquote> </blockquote> </blockquote>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A inspec&ccedil;&atilde;o do quadro 1 mostra que nem todos os itens apresentam    uma carga componencial adequada na dimens&atilde;o a que pertencem: se considerarmos    o valor de 0,35 como fronteira, h&aacute; um item nas dimens&otilde;es ansiedade    e outro na stresse que n&atilde;o alcan&ccedil;a esse valor. Por outro lado    a carga em seis dos 21 itens &eacute; superior noutro componente &agrave; daquele    a que pertence. Em alguns dos outros itens a diferen&ccedil;a da carga componencial    em diversas dimens&otilde;es &eacute; baixa. </p>      <p>A inspec&ccedil;&atilde;o da consist&ecirc;ncia interna para as tr&ecirc;s dimens&otilde;es mostra os seguintes valores </p>      <p>Para o Stresse, o alfa de Cronbach &eacute; igual a 0,74, com correla&ccedil;&otilde;es    item dimens&atilde;o, corrigida para sobreposi&ccedil;&atilde;o, variando entre    0,36 e 0,56 a maioria acima de 0,40. Nenhum item, se retirado aumentava a consist&ecirc;ncia    interna. Para a Depress&atilde;o a consist&ecirc;ncia interna &eacute; de 0,78,    com a com correla&ccedil;&otilde;es item dimens&atilde;o, corrigida para sobreposi&ccedil;&atilde;o,    variando entre 0,37 e 0,65 a maioria acima de 0,40. Nenhum item, se retirado    contribu&iacute;a para aumentar a consist&ecirc;ncia interna. Para a Ansiedade    o alfa de Cronbach &eacute; igual a 0,75, com correla&ccedil;&otilde;es item    dimens&atilde;o, corrigida para sobreposi&ccedil;&atilde;o, variando entre 0,38    e 0,58 a maioria acima de 0,40. Nenhum item, se retirado aumentava a consist&ecirc;ncia    interna.</p>     <p>&nbsp; </p>      <p align="center">DISCUSS&Atilde;O </p>      <p>A escala EADS-C, depois de acrescentar esclarecimentos que decorrem do cognitive debriefing de modo a facilitar a interpreta&ccedil;&atilde;o por este grupo et&aacute;rio, &eacute; pr&aacute;tica e de aplica&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida em crian&ccedil;as e pr&eacute;-adolescentes. Apresenta uma estrutura semelhante &agrave; vers&atilde;o para adultos embora os valores das cargas dos itens na dimens&atilde;o seja menos discriminativa do que em adultos. Quando observamos a estrutura de cada dimens&atilde;o atrav&eacute;s da consist&ecirc;ncia interna verificamos, n&atilde;o s&oacute; que o valor do alfa de Cronbach &eacute; adequado, como todos os itens contribuem para incrementar essa consist&ecirc;ncia. Dividindo os participantes por grupos de idade entre crian&ccedil;as mais novas (9 a 11 anos), com as mais velhas (12-15 anos), n&atilde;o encontramos diferen&ccedil;as estatisticamente significativas. O mesmo ocorre quando comparamos os grupos por g&eacute;nero. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sharp, e Lipsky (2002) explicam que avaliar vari&aacute;veis deste tipo em crian&ccedil;as &eacute; especialmente dif&iacute;cil devido &agrave;s suas limita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;ria, mas que se torna poss&iacute;vel a partir dos 7 anos com um n&iacute;vel de liter&aacute;cia de, pelo menos, 6 anos, o que no caso presente n&atilde;o &eacute; verdade para o grupo mais novo. Por esta raz&atilde;o estas medidas devem ser usadas com cuidado com estes grupos mesmo depois do ajustamento que foi feito aos itens. </p>      <p>O estudo aqui apresentado sugere que a escala ser&aacute; provavelmente aplic&aacute;vel a pr&eacute;-adolescentes devendo, no entanto, a partir dos dados aqui obtidos, recomendar-se mais estudos de sensibilidade da escala. </p>      <p>&nbsp;</p>     <p align="center">REFER&Ecirc;NCIAS </p>      <p>Clark, L., &amp; Watson, D. (1991). Tripartide model of anxiety and depression: Psychometric evidence and taxonomic implications. <i>Journal of Abnormal Psychology, 100 </i>(3), 316-336. </p>      <p>Graeff, F. G. &amp; Hetem, L. A. B. (2004) Diagn&oacute;stico Diferencial.    In Hetem, F. G. &amp; Graeff L. A. B. (Eds), <i>Transtornos de Ansiedade </i>(pp191-205).    Rio de Janeiro: Atheneu. Lovibond, P., &amp; Lovibond, S. (1995). The structure    of negative emotional states: Comparison of the depression anxiety stress scales    (DASS) with the Beck Depression and Anxiety Inventories. <i>Behaviour Research    and Therapy, 33</i>(3), 335-343. </p>      <p>Maroco, J. (2007). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica com utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS </i>(3.&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo. </p>      <!-- ref --><p>Pais Ribeiro, J., Honrado, A. &amp; Leal, I. (2004a). Contribui&ccedil;&atilde;o para o estudo da adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa das escalas de Ansiedade, Depress&atilde;o e Stress de Lovibond e Lovibond. <i>Psychologica, 36</i>, 235-246. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S1645-0086200900020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Pais Ribeiro, J., Honrado, A. &amp; Leal, I. (2004b). Contribui&ccedil;&atilde;o para o estudo da adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa das escalas de ansiedade, depress&atilde;o e stress (EADS) de 21 itens de Lovibond e Lovibond. <i>Psicologia, Sa&uacute;de e Doen&ccedil;as, 5 </i>(2), 229-239. </p>      <p>Sharp, L., &amp; Lipsky, M. (2002).Screening for Depression Across the Lifespan:    A Review of Measures for Use in Primary Care Settings. <i>American Family Physician,    66 </i>(6),1001-1008. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Watson, D., , L., Weber, K., Assenheimer, J., Staruss, M. &amp; McCormick, R. (1995a). Testing a tripartide model: II. Exploring the symptom structure of anxiety and depression in student, adult, and patient samples. <i>Journal of Abnormal Psychology, 104 </i>(1), 15-25. </p>      <p>Watson, D., Weber, K., Assenheimer, J., , L., Staruss, M. &amp; McCormick,    R. (1995b). Testing a tripartide model: I. Evaluating the convergenct and discriminant    validity of anxiety and depression symptom scales. <i>Journal of Abnormal Psychology,    104 </i>(1), 3-14.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp; </p>            <p align="center"><b>ANEXO </b></p>     <p align="center"><b>EADS-C &#8211; 21 </b></p>      <p align="center">Por favor l&ecirc; cada uma das afirma&ccedil;&otilde;es abaixo    e assinala 0, 1, 2, ou 3 para indicar quanto cada afirma&ccedil;&atilde;o se    aplicou a ti <b><i>durante a semana passada</i>. </b>N&atilde;o h&aacute; respostas    certas ou erradas. N&atilde;o leves muito tempo a indicar a resposta em cada    afirma&ccedil;&atilde;o. </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a10An1.gif" width="553" height="1410"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="right"><i>Recebido em 22 de Maio de 2009 / Aceite em 28 de Julho de    2009 </i> </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contactar para E-mail: <a href="mailto:jaa@ispa.pt">jaa@ispa.pt</a> </p>       ]]></body><back>
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