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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Versão portuguesa do questionário de bem-estar espiritual (SWBQ): análise confirmatória da sua estrutura factorial]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The assumption that spirituality is linked to health led to the development of the spiritual well-being (SWB) concept. SWB can be defined as a dynamic state of being reflecting positive feelings, behaviours, and cognitions of relationships with oneself, others, the transcendent and nature. The psychometric properties of a Portuguese version of the Spiritual Well-being Questionnaire -SWBQp (SWBQ; Gomez & Fisher, 2003, 2005a,b) are presented. The SWBQp was administered to 439 adults, between 1671 years old (M=36.47, SD=10.77), 61.6 % were female and 38.4% were male. The SWBQp is a 20 item self-report instrument in which participants are asked to rate in what extent they are developing each one of the items that compose the four SWB domains (personal, communal, environmental and transcendental). The structural model of the measure is satisfactory and similar to the original version. It presents good internal consistency scores. These results suggest that the SWBQp is a valid and reliable measure to use in research studies. Nevertheless, it can be further improved.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><b>Versão portuguesa do questionário de bem-estar espiritual    (SWBQ): análise confirmatória da sua estrutura factorial</b></p>     <p align="center">&nbsp;</p>      <p align="center">Maria J. Gouveia<sup>1</sup>, Marta Marques<sup>1 </sup>&amp;    Jos&eacute; L. Pais Ribeiro<sup>1,2</sup></p>     <p align="center"><sup>1</sup>UIPES-Instituto Superior de Psicologia Aplicada,    Lisboa, Portugal </p>     <p align="center"><sup>2</sup>Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o    da Universidade do Porto, Porto, Portugal </p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO:</b> A espiritualidade tem sido recentemente associada &agrave; sa&uacute;de    atrav&eacute;s do conceito de Bem estar espiritual (BEE). Este define-se como    um estado din&acirc;mico que se reflecte na qualidade das rela&ccedil;&otilde;es    que o indiv&iacute;duo estabelece consigo pr&oacute;prio, com os outros, com    o ambiente e com algo que transcende o dom&iacute;nio humano. Apresentam-se    os resultados psicom&eacute;tricos da adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa do    <i>Spiritual Well-being Questionnaire -SWBQp </i>(SWBQ; Gomez &amp; Fisher,    2003, 2005a,b). O SWBQp foi aplicado a uma amostra de 439 sujeitos adultos,    com idade <i>M</i>=36.47, <i>DP</i>=10.77 (16-71 anos) e de ambos os sexos (F=61.6%;    M=38.4%). O question&aacute;rio inclui 20 itens que avaliam o grau em que o    respondente sente estar a desenvolver cada um dos quatro dom&iacute;nios de    BEE &#8211; pessoal, comunit&aacute;rio, ambiental e transcendental. O SWBQp    apresenta globalmente uma estrutura factorial aceit&aacute;vel, congruente com    a original e bons n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna. Os resultados    s&atilde;o promissores e permitem prosseguir com a utiliza&ccedil;&atilde;o    deste instrumento para investiga&ccedil;&atilde;o, podendo, no entanto, ser    melhorada. </p>     <p><i>Palavras-chave: </i>Bem-estar espiritual, Espiritualidade, Adapta&ccedil;&atilde;o    de Question&aacute;rio. </p>     <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b>Portuguese version of the spiritual well-being questionnaire    (SWBQ): confirmatory factor analysis</b></p>      <p><b>ABSTRACT: </b>The assumption that spirituality is linked to health led to    the development of the spiritual well-being (SWB) concept. SWB can be defined    as a dynamic state of being reflecting positive feelings, behaviours, and cognitions    of relationships with oneself, others, the transcendent and nature. The psychometric    properties of a Portuguese version of the <i>Spiritual Well-being Questionnaire    -SWBQp </i>(SWBQ; Gomez &amp; Fisher, 2003, 2005a,b) are presented. The SWBQp    was administered to 439 adults, between 1671 years old (<i>M</i>=36.47, <i>SD</i>=10.77),    61.6 % were female and 38.4% were male. The SWBQp is a 20 item self-report instrument    in which participants are asked to rate in what extent they are developing each    one of the items that compose the four SWB domains (personal, communal, environmental    and transcendental). The structural model of the measure is satisfactory and    similar to the original version. It presents good internal consistency scores.    These results suggest that the SWBQp is a valid and reliable measure to use    in research studies. Nevertheless, it can be further improved. </p>     <p><i>Keywords: </i>Spiritual well-being, Spirituality, Scale adaptation. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O estudo do contributo da espiritualidade para a sa&uacute;de conduziu &agrave;    emerg&ecirc;ncia do conceito de &#8220;Bem-estar Espiritual&#8221; (BEE) e espelha    a import&acirc;ncia crescente atribu&iacute;da &agrave; dimens&atilde;o espiritual    para o bem-estar. </p>            <p>A no&ccedil;&atilde;o de BEE ou sa&uacute;de espiritual tem sido descrita em m&uacute;ltiplos termos por v&aacute;rios autores (Fisher, Francis e Johnson, 2000; Moberg, 2002, 2008; O&#8217; Connell &amp; Skevington, 2007; Westgate, 1996). Apesar das diferentes perspectivas na defini&ccedil;&atilde;o do conceito, a maioria aponta para a sua independ&ecirc;ncia da dimens&atilde;o religiosa e por vezes at&eacute; da componente impl&iacute;cita ou explicitamente centrada no sagrado, presente nas mais actuais defini&ccedil;&otilde;es de espiritualidade (Chandler, Holden, &amp; Kolander, 1992). Todas as defini&ccedil;&otilde;es de BEE sugerem igualmente a multi-dimensionalidade do construto. J&aacute; em 1975, numa das primeiras tentativas para gerar consenso relativamente a uma defini&ccedil;&atilde;o abrangente de espiritualidade, a <i>National Interfaith Coalition on Aging </i>(NICA; Moberg, 2002) prop&ocirc;s como defini&ccedil;&atilde;o de trabalho que &#8220;spiritual wellbeing is the affirmation of life in a relationship with God, self, community, and environment that nurtures and celebrates wholeness&#8221;(p. 48). A no&ccedil;&atilde;o que o BEE deve assumir uma perspectiva relacional, evidente nesta defini&ccedil;&atilde;o, foi tamb&eacute;m assumida subsequentemente por v&aacute;rios autores que propuseram defini&ccedil;&otilde;es envolvendo pelo menos dimens&otilde;es da rela&ccedil;&atilde;o com o pr&oacute;prio, com os outros e com o transcendente (Goodloe &amp; Arreola, 1992; Hawks, 1994; Hood-Morris, 1996;Young, 1984). </p>      <p>A quase totalidade destas defini&ccedil;&otilde;es, no entanto, n&atilde;o parte de um modelo conceptual que tenha sido confirmado empiricamente. A maioria n&atilde;o chega sequer a ser operacionalizada. Procurando ultrapassar estas limita&ccedil;&otilde;es, Fisher (1999) desenvolveu uma defini&ccedil;&atilde;o abrangente de BEE, que re&uacute;ne os quatro sistemas de rela&ccedil;&atilde;o propostos pela defini&ccedil;&atilde;o consensual da NICA, tendo-a confirmado empiricamente atrav&eacute;s de um conjunto alargado de entrevistas com professores do ensino secund&aacute;rio. Este estudo conduziu ao desenvolvimento de um modelo conceptual de Bem-estar espiritual. </p>      <p>Como resultado desse trabalho emp&iacute;rico, Fisher (1999) conceptualiza o Bemestar espiritual como uma forma de estar din&acirc;mica que se reflecte na qualidade das rela&ccedil;&otilde;es que o indiv&iacute;duo estabelece em quatro dom&iacute;nios da exist&ecirc;ncia humana, isto &eacute;, consigo pr&oacute;prio, com os outros, com o ambiente e com algo ou Algu&eacute;m que transcende o dom&iacute;nio humano. O dom&iacute;nio pessoal (&#8220;personal&#8221;) diz respeito &agrave; forma como uma pessoa se relaciona consigo pr&oacute;pria no que respeita ao significado, prop&oacute;sito e valores de vida. Pressup&otilde;e o desenvolvimento de auto-conhecimento e consci&ecirc;ncia sobre si mesmo, relacionados com a identidade e a auto-estima. O comunit&aacute;rio (&#8220;communal&#8221;), refere-se &agrave; qualidade e profundidade das rela&ccedil;&otilde;es inter-pessoais no que diz respeito &agrave; moralidade, cultura e religi&atilde;o. Inclui sentimentos de amor, justi&ccedil;a, esperan&ccedil;a e f&eacute; na humanidade. O dom&iacute;nio ambiental (&#8220;environment&#8221;), consiste nas rela&ccedil;&otilde;es com o mundo f&iacute;sico e biol&oacute;gico (cuidar e proteger), expressando-se atrav&eacute;s da admira&ccedil;&atilde;o e de sentimentos de uni&atilde;o com a natureza. Por fim, o dom&iacute;nio transcendental (&#8220;transcendental other&#8221;), refere-se &agrave; rela&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio com algo ou alguma coisa para al&eacute;m do que &eacute; humano, nomeadamente uma for&ccedil;a c&oacute;smica, uma realidade transcendente, ou Deus, e expressa-se atrav&eacute;s do culto e adora&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; fonte de mist&eacute;rio do universo. </p>      <p>De acordo com o modelo conceptual de Fisher, a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es que o indiv&iacute;duo estabelece em cada dom&iacute;nio, &eacute; indicador do seu BEE nessa dimens&atilde;o. Por outro lado, a sa&uacute;de espiritual &eacute; din&acirc;mica e o desenvolvimento de BEE em cada um dos dom&iacute;nios -resultante do confronto com os desafios da exist&ecirc;ncia humana -expressa-se pelo aprofundar das rela&ccedil;&otilde;es nesse dom&iacute;nio e pelo acrescentar de novas dimens&otilde;es. Simultaneamente o desenvolvimento da qualidade das rela&ccedil;&otilde;es num dom&iacute;nio de BEE contribui para o aprofundamento das rela&ccedil;&otilde;es nos restantes. A interac&ccedil;&atilde;o entre estas dimens&otilde;es de rela&ccedil;&atilde;o permite o crescimento e complexifica&ccedil;&atilde;o rec&iacute;procas. Fisher sugere, por exemplo, que os valores, prop&oacute;sito e sentido para a vida desenvolvidos atrav&eacute;s do auto-conhecimento s&atilde;o pr&eacute;-condi&ccedil;&otilde;es, e simultaneamente s&atilde;o aprofundados pelos valores morais, culturais ou espirituais constru&iacute;dos a partir do aprofundamento das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais (Fisher, 1999, p.31). Assim, o bem-estar espiritual global de uma pessoa ser&aacute; resultante do efeito combinado do BEE em cada um dos dom&iacute;nios adoptados pelo indiv&iacute;duo. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A partir desta defini&ccedil;&atilde;o e modelo conceptual e ainda com base numa revis&atilde;o de medidas pr&eacute;-existentes do conceito e num conjunto de estudos qualitativos pr&eacute;vios (Fisher, 1999; Fisher et al., 2000), Gomez e Fisher (2003) desenvolveram recentemente o &#8220;Spiritual Well-being Questionnaire &#8211; SWBQ&#8221;. Esta nova operacionaliza&ccedil;&atilde;o para o construto, avalia as quatro dimens&otilde;es referidas (pessoal, comunit&aacute;ria, ambiental e transcendental) e permite obter uma medida global de BEE resultante da adi&ccedil;&atilde;o dos diferentes dom&iacute;nios. Este instrumento foi validado atrav&eacute;s de quatro estudos realizados junto de estudantes do ensino secund&aacute;rio e universit&aacute;rio de pa&iacute;ses de l&iacute;ngua inglesa (Gomez &amp; Fisher, 2005a,b). Os resultados destes estudos de valida&ccedil;&atilde;o revelaram boas caracter&iacute;sticas m&eacute;tricas e tamb&eacute;m a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o entre algumas dimens&otilde;es do bem-estar espiritual (e.g., pessoal, comunal e ambiental) e caracter&iacute;sticas como a extrovers&atilde;o, o neuroticismo, o psicoticismo e tamb&eacute;m com a felicidade. Os dados suportam simultaneamente a independ&ecirc;ncia do construto face &agrave; personalidade. </p>      <p>Existem diversos instrumentos de mensura&ccedil;&atilde;o de bem-estar espiritual ou de uma dimens&atilde;o espiritual da sa&uacute;de (para uma revis&atilde;o de medidas disposicionais e funcionais de espiritualidade ver Hill, 2005 ou ainda O&#8217; Connell &amp; Skevington, 2007, para instrumentos que medem espiritualidade enquanto componente da qualidade de vida). No entanto, o SWBQ &eacute; a &uacute;nica ferramenta que avalia discriminadamente as quatro dimens&otilde;es identificadas no modelo de Fisher (1999), modelo este que foi posteriormente reconfirmado em outros estudos (Fisher 2006, 2007; Fisher, Francis, &amp; Johnson, 2000, 2002). Uma adequada diferencia&ccedil;&atilde;o e mensura&ccedil;&atilde;o destas diferentes componentes do bem-estar espiritual parece relevante na medida em que estas dimens&otilde;es poder&atilde;o ter repercuss&otilde;es distintas nas medidas de bem-estar f&iacute;sico e/ou psicol&oacute;gico (e.g., Fehring, Brennan, &amp; Keller, 1987; Gomez &amp; Fisher, 2003;2005a, b; Gouveia, Ribeiro &amp; Pinto, 2008). </p>      <p>O objectivo deste estudo &eacute; ent&atilde;o apresentar os resultados psicom&eacute;tricos    de uma vers&atilde;o portuguesa deste question&aacute;rio adaptado para a popula&ccedil;&atilde;o    geral, referindo-se mais concretamente &agrave;s propriedades estruturais do    SWBQp (vers&atilde;o portuguesa). </p>     <p>&nbsp;</p>      <p align="center">M&Eacute;TODO </p>      <p><i>Participantes </i></p>      <p>Participaram neste estudo 439 sujeitos, seleccionados por conveni&ecirc;ncia,    com idades compreendidas entre os 16 e os 71 anos (<i>M</i>=36,47, <i>DP</i>=10,77),    de ambos os sexos, ainda que ligeiramente enviesada para o feminino (F=61,6%,    M=38,4%) e com escolaridade entre os4eos23 anos (<i>M</i>=15,13, <i>DP</i>=3,52).    Dos 439 sujeitos que comp&otilde;em esta amostra, 54,5% s&atilde;o casados,    15,7% s&atilde;o solteiros, 8,9% s&atilde;o divorciados e apenas 0,7% s&atilde;o    vi&uacute;vos (as). </p>     <p>&nbsp;</p>      <p><i>Instrumento </i></p>      <p>O SWBQ &eacute; um question&aacute;rio de auto-preenchimento, constitu&iacute;do por 20 itens, distribu&iacute;dos de igual forma (5 itens) para avaliarem cada uma das quatro sub-escalas de BEE: Pessoal (e.g., &#8220;meaning in life&#8221;), comunit&aacute;ria (e.g., &#8220;kindness towards other people&#8221;), ambiental (e.g., &#8220;oneness with nature&#8221;) e transcendental (e.g., &#8220;personal relationship with the Divine/God&#8221; ou &#8220;worship of the Creator&#8221;). Aos respondentes &eacute; pedido que indiquem em que medida sentem que cada afirma&ccedil;&atilde;o reflecte a sua experi&ecirc;ncia pessoal actual. Os itens s&atilde;o avaliados numa escala 5 pontos [variando de 1=muito pouco a 5=totalmente]. Todos os itens s&atilde;o formulados positivamente e o resultado &eacute; obtido pela m&eacute;dia das respostas atribu&iacute;das aos itens de cada sub-escala. &Eacute; poss&iacute;vel igualmente obter uma medida global de BEE resultante da adi&ccedil;&atilde;o dos diferentes dom&iacute;nios. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores originais apresentam bons resultados de fiabilidade e validade para todas as sub-escalas, com valores de consist&ecirc;ncia interna para diferentes sub-amostras variando entre &#945;=0,76 e &#945;=0,95 (Gomez &amp; Fisher, 2003, 2005a,b). </p>      <p>Os resultados preliminares da vers&atilde;o portuguesa deste instrumento (Gouveia,    Pais-Ribeiro &amp; Marques, 2008), apresentam tamb&eacute;m bons indicadores    de consist&ecirc;ncia interna global (&#945;=0,89) oscilando os valores das    diferentes dimens&otilde;es entre &#945;= 0,72 (dimens&atilde;o pessoal) e &#945;=    0,88 (dimens&atilde;o transcendental). A an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria    realizada revelou igualmente valores de ajustamento aceit&aacute;veis para um    modelo de 4 factores correlacionados de acordo com o proposto pelos autores    originais (<i>Qui2/df</i>=1,96 p<i>&#60;0,00; CFI</i>=0,91; <i>RMSEA</i>=0,06    <i>p</i>=0,02). </p>     <p>&nbsp;</p>      <p><i>Procedimento </i></p>      <p>O processo de adapta&ccedil;&atilde;o baseou-se no m&eacute;todo &#8220;Traduz-Retraduz&#8221;    (Hill &amp; Hill, 2002), que consiste em 3 etapas: 1&ordf;) tradu&ccedil;&atilde;o    por 3 pessoas com conhecimentos s&oacute;lidos da l&iacute;ngua inglesa e com    experi&ecirc;ncia na tradu&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios; 2&ordf;)    verifica&ccedil;&atilde;o da tradu&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de retrovers&atilde;o    e compara&ccedil;&atilde;o com o original, bem como an&aacute;lise final da    validade de conte&uacute;do dos itens por 2 especialistas em psicologia; 3&ordf;)    estudo piloto com uma amostra de 30 sujeitos, para verifica&ccedil;&atilde;o    da clareza e compreens&atilde;o dos itens. A recolha de dados foi realizada    em organiza&ccedil;&otilde;es empresariais e contextos de forma&ccedil;&atilde;o    profissional e de lazer (ex. jardins e esplanadas), no distrito de Lisboa. Os    question&aacute;rios foram preenchidos no momento e na presen&ccedil;a do experimentador.    Dos 452 question&aacute;rios aplicados, 13 foram eliminados por n&atilde;o terem    sido correctamente preenchidos. Os dados foram recolhidos entre 2007 e 2008.    A an&aacute;lise de dados foi realizada com recurso aos softwares estat&iacute;sticos    SPSS v. 17 e AMOS v.17. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p align="center">RESULTADOS </p>      <p><i>An&aacute;lise descritiva e consist&ecirc;ncia interna do SWBQp </i></p>      <p>No Quadro 1 apresentam-se os resultados obtidos relativos &agrave;s m&eacute;dias,    desvios padr&atilde;o, correla&ccedil;&otilde;es dos itens com a escala a que    pertencem, valores de consist&ecirc;ncia interna dos itens e factores (Alpha    de Cronbach) e ainda os pesos de regress&atilde;o obtidos na An&aacute;lise    Factorial Confirmat&oacute;ria (AFC) que testou a adequa&ccedil;&atilde;o dos    dados ao modelo proposto pelos autores da vers&atilde;o original. </p>     <p>&nbsp;</p>               ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>                <blockquote>                  <blockquote>                   <p><b>Quadro 1 </b></p>                   <p><b><i>Caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas do SWBQp </i></b></p>                 <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a11q1.gif" width="555" height="502"></p>  </blockquote>           </blockquote>         </blockquote>     
<p align="center">&nbsp;</p>      <p>Os valores obtidos s&atilde;o globalmente favor&aacute;veis &agrave; consist&ecirc;ncia interna dos itens e factores, apresentando a escala total (&#945;=0,88) a escala ambiental 0,84, a transcendental 0,89, a comunit&aacute;ria 0,74 e a pessoal 0,75. </p>      <p>No quadro 1, apresentam-se ainda os pesos de regress&atilde;o obtidos na AFC que testou a adequa&ccedil;&atilde;o dos dados ao modelo original do SWBQ (Figura 1). Todos os itens se encontram moderada a fortemente saturados nas escalas, variando entre 0,40 e 0,90. </p>      <p>Salienta-se que os valores de correla&ccedil;&atilde;o item-factor (0,33),    o alfa da escala sem o item (0,77) e o peso de regress&atilde;o (0,40) do item    9 sugerem a necessidade de reformula&ccedil;&atilde;o do seu conte&uacute;do.  </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma aprecia&ccedil;&atilde;o comparativa entre as dimens&otilde;es, sugere    que a dimens&atilde;o transcendental do BEE ser&aacute; a mais s&oacute;lida    e as escalas pessoal e comunit&aacute;ria as menos consistentes. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p><i>Validade Factorial (AFC) do SWBQp </i></p>      <p>O modelo de 4 factores correlacionados, proposto pelos autores, foi testado    atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria (Arbuckle,    2005). Verificando-se a normalidade da distribui&ccedil;&atilde;o, utilizou-se    o m&eacute;todo da M&aacute;xima Verosimilhan&ccedil;a. Para a an&aacute;lise    da qualidade do modelo, utilizaram-se os &iacute;ndices de ajustamento Comparative    Fit Index (<i>CFI</i>) e Root Mean Square Error of Approximation (<i>RMSEA</i>).    O <i>CFI </i>avalia a adequa&ccedil;&atilde;o do modelo hipot&eacute;tico em    compara&ccedil;&atilde;o com o pior (independente) modelo. Valores pr&oacute;ximos    de zero indicam que o modelo proposto n&atilde;o significa uma melhoria em rela&ccedil;&atilde;o    ao pior modelo (Byrne, 2001). Segundo Bentler e Bonett (1980), &iacute;ndices    de ajustamento CFI superiores a 0,90 indicam que a solu&ccedil;&atilde;o extra&iacute;da    &eacute; boa e valores de RMSEA inferiores a 0,10 indicam uma solu&ccedil;&atilde;o    adequada. A solu&ccedil;&atilde;o encontrada apresenta qualidades de ajustamento    aceit&aacute;veis com <i>Qui2/df</i>=2,803 (&lt; 5 ajustamento aceit&aacute;vel;    Marsh &amp; Hocevar, 1985), p<i><0.0001, CFI</i>=0.92 e <i>RMSEA</i>=0.06 (p=0.001).    Estes resultados permitem confirmar globalmente o modelo sugerido por Gomez    e Fisher (2003).</p>     <p>&nbsp; </p>      <p><i>Inter-correla&ccedil;&otilde;es entre as escalas do SWBQp </i></p>      <p>A an&aacute;lise das inter-correla&ccedil;&otilde;es entre as escalas (Quadro    2) revelou que se encontram todas significativamente correlacionadas (p&#60;0.01),    com valores de correla&ccedil;&atilde;o oscilando entre R=0,29 (<i>comunit&aacute;ria    e transcendental</i>) e R=0,67 (<i>pessoal e comunit&aacute;rio</i>). </p>     <p>&nbsp;</p>      <blockquote>        <blockquote>          ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>                          <p><b>Quadro 2 </b></p>                   <p><b><i>Matriz de inter-correla&ccedil;&otilde;es das dimens&otilde;es                  do SWBQp </i></b></p>                      <p><img src="/img/revistas/psd/v10n2/10n2a11q2.gif" width="553" height="118"></p></blockquote>           </blockquote>         </blockquote>     
<p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;</p>      <p align="center">DISCUSS&Atilde;O </p>      <p>Os objectivos deste trabalho consistiram no desenvolvimento de uma vers&atilde;o portuguesa do Spiritual Well-being Questionnaire (SWBQ; Gomez &amp; Fisher, 2003) e num primeiro estudo da sua valida&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>No seu conjunto, os resultados obtidos permitiram verificar que esta vers&atilde;o portuguesa do Question&aacute;rio de Bem-estar Espiritual (SWBQp) apresenta caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas bastante satisfat&oacute;rias, quer em termos da confirma&ccedil;&atilde;o da sua estrutura factorial, quer relativamente aos bons &iacute;ndices de consist&ecirc;ncia interna das escalas e da grande maioria dos itens que as constituem. </p>      <p>Os resultados das an&aacute;lises da consist&ecirc;ncia interna dos itens e dos pesos de regress&atilde;o na an&aacute;lise confirmat&oacute;ria sugerem, no entanto, a vantagem em se realizarem altera&ccedil;&otilde;es &agrave; formula&ccedil;&atilde;o do item 9 &#8220;auto-consci&ecirc;ncia&#8221; (item 9-pessoal). Outros dois itens, &#8220;admira&ccedil;&atilde;o e respeito pela cria&ccedil;&atilde;o ou origem do universo&#8221; (item 6&#8211;trans-cendental) e &#8220;confiar nos outros&#8221; (item 8-comunit&aacute;ria), poder&atilde;o ainda ganhar com a reformula&ccedil;&atilde;o do seu conte&uacute;do de forma a torn&aacute;-los melhores contributos para a solidez factorial da escala. Do ponto de vista desta an&aacute;lise da qualidade dos itens, estes nossos resultados corroboram ali&aacute;s algumas das conclus&otilde;es extra&iacute;das pelos pr&oacute;prios autores nos estudos originais (Gomez &amp; Fisher, 2005a). Tal facto refor&ccedil;a a nossa sugest&atilde;o para a sua altera&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m na vers&atilde;o portuguesa, em posteriores estudos a desenvolver para a melhoria das qualidades psicom&eacute;tricas deste question&aacute;rio. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma aprecia&ccedil;&atilde;o comparativa entre os dom&iacute;nios, sugere que    a dimens&atilde;o <i>transcendental </i>do BEE ser&aacute; a mais s&oacute;lida    e as escalas <i>pessoal </i>e <i>comunit&aacute;ria </i>as menos consistentes.</p>     <p>&nbsp; </p>      <p align="center">REFER&Ecirc;NCIAS </p>      <p>Arbuckle, J. (2005). <i>Amos 6.0 User&#8217;s guide. </i>Chicago, IL: SPSS, Inc. </p>      <p>Bentler, P. M. &amp; Bonett, D. G. (1980). Significance tests and goodness-of-fit in the analysis of covariance structures. <i>Psychological Bulletin, 88, </i>588-606. </p>      <p>Byrne, B. M. (2001). <i>Structural equation modeling with AMOS. Basic concepts, applications, and programming. </i>Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates, Publishers. </p>      <p>Chandler, C. K., Holden, J. M., &amp; Kolander, C. A. (1992). Counseling for spiritual wellness: Theory and practice. <i>Journal of Counseling and Development, 71</i>, 168&#8211;175. </p>      <!-- ref --><p>Ellison, C. W. (1983). Spiritual well-being: Conceptualization and measurement. <i>Journal of Psychology and Theology, 11</i>(4), 330&#8211;340. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1645-0086200900020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Fehring, R. J., Brennan, P. F., &amp; Keller, M. L. (1987). Psychological and spiritual well-being in college students. <i>Research in Nursing and Health, 10</i>, 391&#8211;398. </p>      <p>Fisher, J. W. (1999). Helps to fostering students&#8217; spiritual health. <i>International Journal of Children&#8217;s Spirituality, 4</i>(1), 29&#8211;49. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fisher, J. W. (2006). Using secondary students&#8217; views about influences on their spiritual well-being to inform pastoral care. <i>International Journal of Children&#8217;s Spirituality, 11</i>(3), 347&#8211; 356. </p>      <p>Fisher, J. W. (2007). It&#8217;s time to wake up and stem the decline in spiritual    well-being in <i>Victorian schools. International Journal of Children&#8217;s    Spirituality, 12</i>( 2), 165&#8211;177. </p>      <p>Fisher, J.W., Francis. L., &amp; Johnson, P. (2000). Assessing Spiritual Health via Four Domains of Spiritual Well-being: The SH4DI. <i>Pastoral Psychology, 49, </i>(2), 133-145. </p>      <p>Fisher, J., Francis, L &amp; Johnson, P. (2002). Personal and social correlates of spiritual wellbeing among primary school teachers. <i>Pastoral Psychology, 51</i>, (1), 3-11. </p>      <p>Gomez, R. &amp; Fisher, J. W. (2003). Domains of spiritual well-being and development and validation of the spiritual well-being questionnaire. <i>Personality and Individual Differences, 35, </i>1975-1991. </p>      <p>Gomez, R. &amp; Fisher, J. W. (2005a). Item response theory analysis of the spiritual well-being questionnaire. <i>Personality and Individual Differences, 38, </i>1107&#8211;1121. </p>      <p>Gomez, R. &amp; Fisher, J. W. (2005b). The spiritual well-being questionnaire: testing for model applicability, measurement and structural equivalencies, and latent mean differences across gender. <i>Personality and Individual Differences, 39, </i>1383-1393. </p>      <p>Goodloe, R., &amp; Arreola, P. (1992). Spiritual health: Out of the closet. <i>Health Education, 23</i>(4),221&#8211;226. </p>      <p>Gouveia, M.J., Pais-Ribeiro, J.L., &amp; Marques, M. (2008). Adapta&ccedil;&atilde;o Portuguesa do Question&aacute;rio de Bem Estar Espiritual: resultados psicom&eacute;tricos preliminares. In I. Leal, J. Pais-Ribeiro, (Eds.), <i>Actas do 7&ordm; Congresso Nacional de Psicologia da Sa&uacute;de </i>(pp.423-427) Lisboa: Ispa edi&ccedil;&otilde;es. </p>      <p>Gouveia, M.J., Pais-Ribeiro, J.L, &amp; Pinto, L. (2008, February). <i>&#8220;Bem estar espiritual e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida&#8221;, </i>Paper presented at the 7&ordm; Congresso Nacional de Psicologia da Sa&uacute;de, University of Porto, Portugal. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Hawks, S. (1994). Spiritual health: Definition and theory. <i>Wellness Perspectives, 10, </i>3&#8211;13. </p>      <p>Hood-Morris, L. E. (1996). A spiritual well-being model: Use with older women who experience depression. <i>Issues in Mental health Nursing, 17, </i>439&#8211;455. </p>      <p>Hill, M.M. &amp; Hill, A. (2008). Investiga&ccedil;&atilde;o por question&aacute;rio (2nd ed.). Coimbra: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo. </p>      <p>Hill, P. C. (2005). Measurement in the psychology of religion and spirituality: Current status and evaluation. In Raymond F. Paloutzian, &amp; Crystal. L. Park (Eds.), <i>Handbook of the psychology of religion and spirituality </i>(pp. 43-61). New York: The Guilford Press. </p>      <p>Koenig HG, McCullough M, Larson DB (2001). <i>Handbook of Religion and Health. </i>New York: Oxford University Press. </p>      <p>Marsh, H.W., &amp; Hocevar, D. (1985). Application of confirmatory factor analysis to the study of self concept: First-and-higher-order factor models and their invariance across groups. <i>Psychological Bulletin, 97, </i>562-582. </p>      <p>Moberg, D. O. (2002). Assessing and measuring spirituality: confronting dilemmas of universal and particular evaluative criteria. <i>Journal of Adult Development, 9(1)</i>, 47-60. </p>      <p>Moberg, D. O. (2008). Spirituality and aging: Research and implications. <i>Journal of Religion, Spirituality and Aging, 20 </i>(1-2). 95-134. </p>      <p>O&#8217;Connell, K. A., &amp; Skevington, S.M. (2007). To measure or not to measure? Reviewing the assessment of spirituality and religion in health-related quality of life. <i>Chronic Ilness, 3</i>, 77-87. </p>      <p>Paloutzian, R. F., &amp; Park, C. L. (2005) (Eds.). <i>Handbook of the psychology of religion and spirituality. </i>New York: The Guilford Press. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sawatzky, R., Ratner, P., &amp; Chiu, L. (2005). A meta-analysis of the relationship between spirituality and quality of life. <i>Social Indicators Research, </i>72, 153&#8211;188. </p>      <p>WHOQOL SRPB Group (2006). A cross-cultural study of spirituality, religion, and personal beliefs as components of quality of life. <i>Social Science &amp; Medicine 62, </i>1486&#8211;1497. </p>      <p>Westgate, C. E. (1996). Spiritual wellness and depression. <i>Journal of Counseling and Development, 75, </i>26-35. </p>            <p>Young, E. (1984). Spiritual health: An essential element in optimum health.          <i>Journal of American          College Health, 32, </i>273&#8211;276. </p>           <p>&nbsp;</p>            <p align="right"><i>Recebido em 14 de Fevereiro de 2009 / Aceite em 26 de Julho    de 2009 </i></p>            <p>Contactar para E-mail: <a href="mailto:mjgouveia@ispa.pt">mjgouveia@ispa.pt</a>  </p>        ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Ellison]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. W.]]></given-names>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Spiritual well-being: Conceptualization and measurement]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Psychology and Theology]]></source>
<year>1983</year>
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<page-range>330-340</page-range></nlm-citation>
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