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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Burnout numa amostra de psicólogos portugueses da região autónoma da Madeira]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims at studying the burnout levels in a sample of Portuguese psychologists. It also intended to explore a connection between the "burnout" syndrome and the type of most frequent problematic dealt by the psychologist and the specific sociodemographic variables. It also tried to gather some suggestions given by these psychologists as to avoid "burnout". Fifty two psychologists, who work in health institutions, in the Autonomous Region of Madeira took part in this study. We concluded that the "burnout" prevalence in these subjects is low, taking into consideration the Maslach Burnout Inventory (Maslach, & Jackson, 1986; Cruz, & Melo, 1996; Gomes, 1998). We did not find significant connections between burnout and variables being studied, with the exception of the connection between the emotional exhaustion and relational problems. We also verified that many of suggestions given by the psychologists match with the preventions strategies of burnout referred by some authors, namely involvement in activities outside work that promote well-being, establish prioritization, flexible hours/reward for the effort made, good emotional support outside work as well as the creation of group supervision.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Síndrome de Burnout]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Psicólogos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Estratégias de Prevenção]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b><i>Burnout</i> numa amostra de psicólogos portugueses da região autónoma da Madeira</b></p>
	    <p><b>Burnout in a portuguese sample of psychologists from autonomous region of Madeira</b></p>
    <p>&nbsp;</p>
	    <p><b>Liliana Roque &amp; Lu&iacute;sa Soares </b></p>

	    <p>Universidade da Madeira, Portugal.</b></p>
	
	    <p> Contato:<a href="mailto:lsoares@uma.pt">lsoares@uma.pt</a></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>
	
	    <p> O objectivo deste estudo foi analisar os n&iacute;veis de burnout numa amostra de psic&oacute;logos portugueses. Procurou ainda explorar a correla&ccedil;&atilde;o entre a s&iacute;ndrome do burnout e o tipo de problem&aacute;ticas mais atendidas pelos psic&oacute;logos e vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas. Paralelamente, procurou analisar as sugest&otilde;es dadas pelos psic&oacute;logos para evitar o burnout. Participaram 52 psic&oacute;logos que trabalham em contextos de sa&uacute;de na Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira. Verificou&#45;se, a partir do Invent&aacute;rio de Burnout de Maslach (Maslach, &amp; Jackson, 1986; Cruz, &amp; Melo, 1996; Gomes, 1998), que a preval&ecirc;ncia de burnout nestes sujeitos &eacute; baixa. N&atilde;o foram encontradas rela&ccedil;&otilde;es significativas entre burnout e as vari&aacute;veis em estudo, com excep&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre a exaust&atilde;o emocional e problemas relacionais. Constatou&#45;se que, muitas das sugest&otilde;es dadas pelos sujeitos da amostra coincidem com as estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o do burnout referidas por alguns autores, nomeadamente, envolvimento em actividades extra&#45;laborais que promovam o bem&#45;estar, redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de consultas/estabelecimento de prioridades, f&eacute;rias/hor&aacute;rios flex&iacute;veis/remunera&ccedil;&atilde;o compat&iacute;vel com o esfor&ccedil;o realizado, bom suporte afectivo fora do trabalho e organiza&ccedil;&atilde;o de consultas, bem como a cria&ccedil;&atilde;o de grupos de supervis&atilde;o e discuss&atilde;o de casos cl&iacute;nicos.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras&#45;Chave:</b>S&iacute;ndrome de Burnout, Psic&oacute;logos, Estrat&eacute;gias de Preven&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p>This study aims at studying the burnout levels in a sample of Portuguese psychologists. It also intended to explore a connection between the "burnout" syndrome and the type of most frequent problematic dealt by the psychologist and the specific sociodemographic variables. It also tried to gather some suggestions given by these psychologists as to avoid "burnout". Fifty two psychologists, who work in health institutions, in the Autonomous Region of Madeira took part in this study. We concluded that the "burnout" prevalence in these subjects is low, taking into consideration the Maslach Burnout Inventory (Maslach, &amp; Jackson, 1986; Cruz, &amp; Melo, 1996; Gomes, 1998). We did not find significant connections between burnout and variables being studied, with the exception of the connection between the emotional exhaustion and relational problems. We also verified that many of suggestions given by the psychologists match with the preventions strategies of burnout referred by some authors, namely involvement in activities outside work that promote well&#45;being, establish prioritization, flexible hours/reward for the effort made, good emotional support outside work as well as the creation of group supervision.</p>

	    <p><b>Key&#45;Words</b>: Burnout Syndrome, Psychologists, Prevention Strategies.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Freudenberger (1974), psiquiatra e psicanalista norte&#45;americano introduziu o termo "burnout" na literatura cient&iacute;fica para descrever uma s&iacute;ndrome que ele considerava frequente nos profissionais de sa&uacute;de, como consequ&ecirc;ncia da tens&atilde;o emocional resultante do contacto directo com pessoas que apresentavam problemas. Durante os anos 80, o interesse por este s&iacute;ndroma acentuou&#45;se, ampliando&#45;se a diversas profiss&otilde;es de ajuda e de ensino, mais especificamente, m&eacute;dicos, enfermeiros e professores, surgindo o "burnout" como resposta &agrave;s tens&otilde;es emocionais que o trabalho de rela&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua destes profissionais pressup&otilde;e (Pires, Mateus, &amp; C&acirc;mara, 2004). A defini&ccedil;&atilde;o mais consolidada parece ser a de Maslach e Jackson (1981), que definem "burnout" como um cansa&ccedil;o f&iacute;sico e emocional que leva a uma perda de motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho, que pode evoluir at&eacute; ao aparecimento de sentimentos de fracasso. Em 1982, estes autores, a partir da an&aacute;lise factorial do Maslach Burnout Inventory (MBI) identificaram tr&ecirc;s factores que o caracterizam: a exaust&atilde;o emocional, a despersonaliza&ccedil;&atilde;o e a redu&ccedil;&atilde;o da realiza&ccedil;&atilde;o pessoal que pode ocorrer entre indiv&iacute;duos que trabalham com pessoas (Queir&oacute;s, 2005; Pires, Mateus, &amp; C&acirc;mara, 2004). A <i>exaust&atilde;o emocional</i> caracteriza&#45;se pela sensa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o poder dar mais de si aos outros (Alvarez, Burnell, Holder, &amp; Kurdek, 1993). &Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o em que os recursos emocionais est&atilde;o esgotados (Abreu, Stoll, Ramos, Pires, Baumgardt, &amp; Kristensen, 2002; Delbrouck, 2006; Kalbers, &amp; Fogarty, 2005; Maslach, &amp; Jackson, 1981; Mateus, &amp; C&acirc;mara, 2004). A <i>despersonaliza&ccedil;&atilde;o</i> aconteceria porque o sujeito para se proteger dos sentimentos negativos que o acompanham, isola&#45;se, evitando rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, desenvolvendo uma atitude despersonalizada para com os clientes e para com os seus colegas (Abreu, Stoll, Ramos, Baumgardt, &amp; Kristensen, 2002; Delbrouck, 2006; Kalbers, &amp; Fogarty, 2005; Queir&oacute;s, 2005; Mart&iacute;n, Francos, Herrero, Labat, Herrero, &amp; Pozo, 1994; Pires, Mateus, &amp; C&acirc;mara, 2004). A <i>redu&ccedil;&atilde;o de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal</i> traduz&#45;se num sentimento de inadequa&ccedil;&atilde;o pessoal e profissional (Queir&oacute;s, 2005). Este sentimento, pode ser mascarado pela sensa&ccedil;&atilde;o paradoxal de omnipot&ecirc;ncia, ou seja, perante a amea&ccedil;a de se sentir incompetente, o profissional redobra os esfor&ccedil;os no sentido de dar a impress&atilde;o, perante os que o observam, que o seu interesse e dedica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o inesgot&aacute;veis (Abreu, Stoll, Ramos, Baumgardt, &amp; Kristensen, 2002; Alvarez et al., 1993; Delbrouk, 2006; Kalbers, &amp; Fogarty, 2005; Pires, Mateus, &amp; C&acirc;mara, 2004).</p>

	    <p>Uma das particularidades desta s&iacute;ndrome &eacute; que ocorre em indiv&iacute;duos que trabalham com pessoas numa &oacute;ptica de assist&ecirc;ncia e de ajuda, nas profiss&otilde;es cuja caracter&iacute;stica principal &eacute; o contacto interpessoal (Abreu, Stoll, Ramos, Baumgardt &amp; Kristensen, 2002; Alvarez, Burnell, Holder, &amp; Kurdek, 1993; Correia, 1999; Grosch, &amp; Olsen, 1995; Rosenberg, &amp; Pace, 2006). Segundo Mart&iacute;n, Francos, Herrero, Labat, Herrero e Pozo, (1994), o "burnout" afecta os profissionais que t&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o interpessoal com os benefici&aacute;rios do seu pr&oacute;prio trabalho, como sejam os profissionais de sa&uacute;de. O "burnout" &eacute; considerado a fase final de um longo processo, n&atilde;o &eacute; uma afec&ccedil;&atilde;o que ocorra num tempo curto e determinado. (Killburg, 1986; Melo, Gomes, &amp; Cruz, 1999; Mendon&ccedil;a, 1993; Paine, 1982; Patel, 2008; Rabin, Feldman, &amp; Kaplan, 1999). De in&iacute;cio surgem sentimentos de exaust&atilde;o emocional, depois desenvolvem&#45;se atitudes negativas para com os indiv&iacute;duos com quem o profissional trabalha e, por &uacute;ltimo, surge a tend&ecirc;ncia para se auto&#45;avaliar negativamente (Delbrouck, 2006; Pires, Mateus, &amp; C&acirc;mara, 2004). Esta s&iacute;ndrome segundo Grosch e Olsen, (1995) manifesta&#45;se atrav&eacute;s de m&uacute;ltipla sintomatologia, mais concretamente, sintomas fisiol&oacute;gicos, (fadiga, irritabilidade, dores de cabet&ccedil;a) comportamentais, (perda de entusiasmo, atrasos no trabalho, frustra&ccedil;&atilde;o e raiva), psicol&oacute;gicos (depress&atilde;o, diminui&ccedil;&atilde;o de auto&#45;estima, pessimismo, culpa) e cl&iacute;nicos (cinismo face aos clientes, alheamento durante as sess&otilde;es, hostilidade face aos clientes, gritar).</p>

	    <p><b>S&iacute;ndrome de "Burnout" nos Psic&oacute;logos</b></p>

	    <p>Embora exista um extenso corpo de literatura acerca da S&iacute;ndrome de "burnout", nota&#45;se um reduzido n&uacute;mero de investiga&ccedil;&otilde;es relacionadas com psic&oacute;logos (Ackerley, Burnell, Holder, &amp; Kurdek, 1988; Benevides&#45;Pereira, 1994; Gomes, &amp; Cruz, 2004). A maior parte faz refer&ecirc;ncia ao <i>stress</i> ou aos agentes stressores da profiss&atilde;o sendo que, em geral, focalizam&#45;se nos psicoterapeutas, o que nem sempre diz respeito apenas aos psic&oacute;logos, mas tamb&eacute;m aos psiquiatras (Deutsch, 1985; Farber, 1983; Farber, &amp; Heifetz, 1981; Sampson, 1990; Varma, 1997). Ser&aacute; razo&aacute;vel aceitar que profissionais que s&atilde;o formados para compreender os processos mentais e o comportamento humano e treinados nas mais variadas t&eacute;cnicas psicoterap&ecirc;uticas, com vista a promover o crescimento dos seus clientes, constituem, eles pr&oacute;prios, potenciais alvos dos problemas que de forma semelhante afectam os seus clientes? Segundo Kilburg, (1986), os profissionais de Psicologia podem ser os seus piores inimigos, quando resistem admitir que se encontram em dificuldades e que necessitam de ajuda. As raz&otilde;es para a tend&ecirc;ncia em negar a exist&ecirc;ncia de um problema come&ccedil;am, desde logo, pela pr&oacute;pria forma&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos, que consiste basicamente em v&aacute;rios anos de trabalho longo e &aacute;rduo nas aprendizagens curriculares, deixando pouco tempo para a reflex&atilde;o das implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, na vida de cada um, quando se tornam psic&oacute;logos (Kilburg, 1986). Sampson, (1990) e Cushway, (1992), acrescentam que a profiss&atilde;o de psic&oacute;logo, devido &agrave;s diversas abordagens e t&eacute;cnicas, muitas vezes complexas e com perspectivas distintas, exige anos de constante actualiza&ccedil;&atilde;o, provocando um sentimento de inseguran&ccedil;a.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Prevenir o "burnout": Intervir nos Indiv&iacute;duos e nas Organiza&ccedil;&otilde;es</b></p>

	    <p>A melhor estrat&eacute;gia de preven&ccedil;&atilde;o do "burnout" em psic&oacute;logos consiste precisamente em alert&aacute;&#45;los precocemente para os sinais, sintomas e consequ&ecirc;ncias associados ao seu desenvolvimento, quer no plano individual, quer no plano organizacional (Freudenberger, 1975; Garcia, 1990; Grosch, &amp; Olsen, 1995; Guy, 1987). No plano individual, os autores enumeram diversas medidas: n&atilde;o ter pressa em atingir determinados objectivos, estabelecer prioridades, ser flex&iacute;vel, encarar os problemas como oportunidades, marcar frequentes per&iacute;odos de f&eacute;rias, mesmo que curtos, gerir o tempo adequadamente, deixando espa&ccedil;os para actividades administrativas, preparar sess&otilde;es e tempo para refei&ccedil;&otilde;es, limitar o n&uacute;mero de horas di&aacute;rias e semanais de pr&aacute;tica psicoterap&ecirc;utica, fazer exerc&iacute;cio f&iacute;sico, desenvolver actividades recreativas, refor&ccedil;ar o suporte social intra e extra&#45;laboral, estimular compet&ecirc;ncias cl&iacute;nicas, procurar supervis&atilde;o e workshops profissionais (Cherniss, 1995; Delbrouck, 2006; Garcia, 1990; Gon&ccedil;alves, &amp; Welling, 2001; Kottler, 1996; Messmer, 2002; Nunes, 2000; Ribeiro, &amp; Pires, 2004). Alguns autores prop&otilde;em at&eacute; apoio terap&ecirc;utico pessoal, quando necess&aacute;rio (Delbrouck, 2006; Gon&ccedil;alves, &amp; Welling, 2001; Kottler, 1996; Nunes, 2000).</p>

	    <p>A n&iacute;vel organizacional, uma das estrat&eacute;gias mais eficazes na diminui&ccedil;&atilde;o do isolamento, identificado pelos psic&oacute;logos como a principal fonte de stress no desempenho da profiss&atilde;o, &eacute; a promo&ccedil;&atilde;o do trabalho em equipas multidisciplinares, em grupos de supervis&atilde;o e de espa&ccedil;os de partilha de casos, pois, proporcionam um contacto directo com os colegas de profiss&atilde;o, com quem se pode partilhar reflex&otilde;es acerca dos problemas comuns da pr&aacute;tica terap&ecirc;utica (Delbrouck, 2006; Garcia, 1990; Gon&ccedil;alves, &amp; Welling, 2001; Guy, 1987; Kotler, 1986; Leiter &amp; Maslach, 1998; Marques&#45;Teixeira 2002; Nunes, 2000). Segundo Marques&#45;Teixeira, (2002), outras estrat&eacute;gias que as organiza&ccedil;&otilde;es podem implementar para evitar o "burnout" nos psicoterapeutas s&atilde;o: variar as tarefas nas rotinas di&aacute;rias, incluindo tarefas que n&atilde;o envolvam apenas o contacto directo com pacientes, mudar de fun&ccedil;&otilde;es, por exemplo, passar do trabalho cl&iacute;nico para a investiga&ccedil;&atilde;o e desta para o ensino, flexibilizar hor&aacute;rios, promover locais de trabalho agrad&aacute;veis, manter uma livre circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, encorajar as pessoas a falar das suas dificuldades, envolver as pessoas nas tomadas de decis&atilde;o e reconhecer o trabalho efectuado pelo psic&oacute;logo (Correia, 1999; Gon&ccedil;alves, &amp; Welling, 2001; Jim&eacute;nez, Guit&eacute;rrez, Hern&aacute;ndez, &amp; Puente, 2002).</p>

	    <p>Este estudo tem como objectivos: a) examinar o n&iacute;vel de "burnout" numa amostra de psic&oacute;logos que trabalham em contextos de sa&uacute;de; b) explorar uma poss&iacute;vel correla&ccedil;&atilde;o entre a s&iacute;ndrome do "burnout" e o tipo de problem&aacute;ticas mais frequentemente atendidas pelos psic&oacute;logos da amostra e determinadas vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas (idade, estado civil e tempo de servi&ccedil;o) e por fim, c) analisar as sugest&otilde;es dadas pelos psic&oacute;logos para evitar o "burnout".</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>MÉTODO</b></p>

	    <p><i>Participantes</i></p>

	    <p>Participaram neste estudo 52 psic&oacute;logos de diferentes institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de (hospital e centros de sa&uacute;de) da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira, Portugal sendo 7 do sexo masculino (13,5%) e 43 do sexo feminino (82,7%). As idades variam entre os 25 e 59 anos, com uma m&eacute;dia de 35 anos. No que diz respeito ao estado civil, 25 dos participantes s&atilde;o casados (48,1%), 20 solteiros (38,5%) e 5 divorciados (9,6%). Em rela&ccedil;&atilde;o ao grau acad&eacute;mico, 46 possu&iacute;am a Licenciatura em Psicologia pr&eacute;&#45;bolonha (88,5%) e 3 detinham o grau de Mestre (5,8%). O tempo de servi&ccedil;o destes profissionais varia entre 1 a 30 anos, com uma m&eacute;dia de 9 anos de experi&ecirc;ncia profissional. Relativamente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o mais frequentemente atendida por estes sujeitos, os resultados obtidos foram os seguintes: adultos (59,6%), crian&ccedil;as (44,2%), adolescentes (26,9%). Dez dos psic&oacute;logos atendem todas as faixas et&aacute;rias. Por fim, as problem&aacute;ticas mais frequentemente atendidas pela amostra s&atilde;o as Perturba&ccedil;&otilde;es do Humor (63,5%), seguindo&#45;se as Perturba&ccedil;&otilde;es da Ansiedade (42,3%). As Perturba&ccedil;&otilde;es Disruptivas do Comportamento e D&eacute;fice de Aten&ccedil;&atilde;o bem como as relacionadas com a Utiliza&ccedil;&atilde;o de Subst&acirc;ncias foram igualmente referidas 17 vezes (32,7%). As Perturba&ccedil;&otilde;es da Aprendizagem foram referidas 28,8% das vezes, enquanto os Problemas Relacionais, reuniram 23,1%. Por sua vez, a categoria "Todas as Problem&aacute;ticas do Ciclo Vital" obtiveram a percentagem de 15,4%.</p>

	    <p><i>Material</i></p>

	    <p>Foi administrado um question&aacute;rio que englobava, uma ficha de recolha de dados s&oacute;cio&#45;demogr&aacute;ficos que, para al&eacute;m de explorar vari&aacute;veis s&oacute;cio&#45;demogr&aacute;ficas como o sexo, a idade, o estado civil, as habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e o tempo de servi&ccedil;o, procurava explorar tamb&eacute;m que popula&ccedil;&atilde;o e que tipo de problem&aacute;ticas s&atilde;o mais frequentemente atendidas por este grupo.Um segundo instrumento, foi o Invent&aacute;rio de Burnout de Maslach, que resulta da tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o do Maslach Burnout Inventory (Maslach, &amp; Jackson, 1986; Cruz, &amp; Melo, 1996; Gomes, 1998). O MBI &eacute; um instrumento de auto&#45;registo com 22 itens acerca de sentimentos relacionados com o trabalho e distribu&iacute;dos por tr&ecirc;s escalas: a) Exaust&atilde;o Emocional que analisa sentimentos de sobrecarga emocional e a incapacidade para dar resposta &agrave;s exig&ecirc;ncias interpessoais do trabalho (9 itens, ex. "Sinto&#45;me emocionalmente exausto com o meu trabalho"); b) Despersonaliza&ccedil;&atilde;o, mede "resposta frias", impessoais ou mesmo negativas dirigidas para aqueles a quem prestam servi&ccedil;os (5 itens, ex. "Sinto que trato alguns clientes como se fossem objectos impessoais") e c) Realiza&ccedil;&atilde;o Pessoal avalia sentimentos de incompet&ecirc;ncia e falta de realiza&ccedil;&atilde;o (8 itens, "Neste emprego consegui muitas coisas que valeram a pena"). A frequ&ecirc;ncia com que cada sentimento ocorre &eacute; avaliada numa escala tipo "Likert" de 7 pontos, variando entre o m&iacute;nimo de 0 que corresponde a "Nunca" e o m&aacute;ximo de 6 que corresponde a "Todos os dias" (Gomes, Melo, &amp; Cruz, 2000; Melo, Gomes, &amp; Cruz, 1999; Pires, Mateus, &amp; C&acirc;mara, 2004). Elevados n&iacute;veis de "burnout" est&atilde;o associados a elevados scores de exaust&atilde;o emocional e despersonaliza&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m a baixos scores de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal (Melo, Gomes, &amp; Cruz, 1999; Gomes, Melo, &amp; Cruz, 2000; Gomes, Silva, Mourisco, Silva, Mota, &amp; Montenegro, 2006; Gomes, Cabanelas, Macedo, Pinto, &amp; Pinheiro, 2008). &Eacute; ainda poss&iacute;vel calcular valores baixos, interm&eacute;dios e elevados em cada uma das tr&ecirc;s dimens&otilde;es do instrumento (Melo, Gomes, &amp; Cruz, 1999; Gomes, Melo, &amp; Cruz, 2000). Assim &agrave; escala da adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa do MBI valores acima de 2.6 na dimens&atilde;o de exaust&atilde;o emocional e de 1.8 na dimens&atilde;o de despersonaliza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o indicadores de elevados n&iacute;veis de "burnout". O MBI revela caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas satisfat&oacute;rias, com um alpha de Cronbach variando entre .70 e .80, com um total de .75 (Melo, Gomes, &amp; Cruz, 1999).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, foi ainda colocada uma quest&atilde;o aberta ao grupo de psic&oacute;logos, "Sugest&otilde;es para Evitar o <i>burnout</i>", com o objectivo dos mesmos reflectirem sobre poss&iacute;veis estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o do "burnout".</p>

	    <p><i>Procedimentos</i></p>

	    <p>Antes de administrar os question&aacute;rios, foi necess&aacute;rio obter a respectiva autoriza&ccedil;&atilde;o do Comit&eacute; de &Eacute;tica, respons&aacute;vel pela investiga&ccedil;&atilde;o realizada junto dos contextos de sa&uacute;de da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira, bem como obter uma declara&ccedil;&atilde;o de consentimento informado por parte de cada um dos psic&oacute;logos que decidiram participar no estudo de forma volunt&aacute;ria. Ap&oacute;s termos acesso a ambas as autoriza&ccedil;&otilde;es, deu&#45;se in&iacute;cio &agrave; recolha de informa&ccedil;&atilde;o. O question&aacute;rio foi distribu&iacute;do junto dos psic&oacute;logos, pessoalmente pela autora e colaboradores, tendo sido recolhidos e considerados como v&aacute;lidos para efeito do presente estudo 52 question&aacute;rios. Foi registada uma taxa de resposta pr&oacute;xima de 95%. Este question&aacute;rio inclu&iacute;a, uma folha de apresenta&ccedil;&atilde;o, com os objectivos e as condi&ccedil;&otilde;es em que poderiam participar no estudo (anonimato, confidencialidade, participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria). No sentido de garantir a confidencialidade e anonimato dos dados recolhidos, a folha de apresenta&ccedil;&atilde;o e o question&aacute;rio, foram separados e colocados em envelopes diferentes, no momento em que foram recolhidos.</p>

	    <p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados relativos &agrave; preval&ecirc;ncia do "burnout" na amostra e &agrave; correla&ccedil;&atilde;o entre as diferentes dimens&otilde;es do "burnout" e as vari&aacute;veis s&oacute;cio&#45;demogr&aacute;ficas, popula&ccedil;&atilde;o e problem&aacute;ticas mais frequentemente atendidas por estes terapeutas foram efectuados no programa <i>SPSS</i> vers&atilde;o 17 (<i>Statistical Package for Social Sciences)</i>.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>RESULTADOS</b></p>

	    <p><b>Preval&ecirc;ncia de "burnout" na amostra</b></p>

	    <p>A an&aacute;lise descritiva sugere uma percentagem assinal&aacute;vel de profissionais com valores baixos de "burnout" nas dimens&otilde;es de exaust&atilde;o emocional e despersonaliza&ccedil;&atilde;o e valores altos na dimens&atilde;o da realiza&ccedil;&atilde;o pessoal. No Quadro 1 constata&#45;se que 75% dos sujeitos manifestaram baixo n&iacute;vel de exaust&atilde;o emocional. Apenas um sujeito manifestou um n&iacute;vel elevado e 23,1% dos sujeitos manifestaram um n&iacute;vel interm&eacute;dio de exaust&atilde;o emocional.</p>
	
	    <p>&nbsp;</p>
	    <p>Quadro 1</p>
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/psd/v13n1/13n1a02q1.jpg"></p>
		    
<p>&nbsp;</p>
	
	    <p>Na dimens&atilde;o despersonaliza&ccedil;&atilde;o (ver Quadro 1), a grande maioria dos sujeitos (92,3%) manifestou baixa despersonaliza&ccedil;&atilde;o e apenas 7,7% dos sujeitos, manifestaram uma despersonaliza&ccedil;&atilde;o interm&eacute;dia. Nenhum sujeito manifestou n&iacute;veis de despersonaliza&ccedil;&atilde;o elevados.</p>

	    <p>Relativamente &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, (ver Quadro 1) 65,4% dos sujeitos indicaram estar extremamente realizados com o seu trabalho. Por outro lado, apenas 7,7% dos sujeitos indicaram n&atilde;o se sentir realizados com o seu trabalho e 26,9% dos sujeitos, encontram&#45;se razoavelmente realizados.</p>

	    <p><b>Diferen&ccedil;as de resultados na experi&ecirc;ncia de "burnout" em fun&ccedil;&atilde;o da faixa et&aacute;ria, estado civil, tempo de servi&ccedil;o, popula&ccedil;&atilde;o e problem&aacute;ticas mais frequentemente atendidas</b></p>

	    <p>Tendo em vista o estudo de diferen&ccedil;as na experi&ecirc;ncia de "burnout" nas tr&ecirc;s dimens&otilde;es, em fun&ccedil;&atilde;o da faixa et&aacute;ria, estado civil, tempo de servi&ccedil;o, popula&ccedil;&atilde;o e problem&aacute;ticas mais frequentemente atendidas, foi utilizado o teste estat&iacute;stico de Independ&ecirc;ncia do Qui&#45;Quadrado, devido &agrave; natureza das quest&otilde;es em an&aacute;lise (ora nominais, por exemplo, o estado civil, ora ordinais, por exemplo, a faixa et&aacute;ria ou o n&iacute;vel de exaust&atilde;o emocional). Os resultados obtidos, em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, faixa et&aacute;ria, estado civil e tempo de servi&ccedil;o, n&atilde;o permitem afirmar que existe rela&ccedil;&atilde;o entre estas vari&aacute;veis e as diferentes dimens&otilde;es de "burnout", mais especificamente, exaust&atilde;o emocional, despersonaliza&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o da realiza&ccedil;&atilde;o pessoal. No que concerne, &agrave; possibilidade de rela&ccedil;&atilde;o entre a popula&ccedil;&atilde;o mais frequentemente atendida por estes terapeutas (crian&ccedil;as, adolescentes, adultos ou todas as faixas et&aacute;rias) e as dimens&otilde;es de "burnout", os resultados tamb&eacute;m n&atilde;o permitem confirmar esta hip&oacute;tese. No que diz respeito a uma poss&iacute;vel correla&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es do "burnout" e o tipo de problem&aacute;ticas mais frequentemente atendidas por este grupo de psic&oacute;logos, apenas foi encontrada rela&ccedil;&atilde;o significativa entre a exaust&atilde;o emocional e atendimento a problemas relacionais, como demonstrado no Quadro 2. Assim como o valor&#45;<i>p</i> obtido no teste estat&iacute;stico foi inferior a 0,022, pode&#45;se rejeitar a hip&oacute;tese de n&atilde;o existir rela&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel de exaust&atilde;o emocional e o facto de estes psic&oacute;logos atenderem clientes com problemas relacionais, ou seja, estamos em condi&ccedil;&otilde;es de afirmar que existe associa&ccedil;&atilde;o significativa entre estes dois factores. De acordo com o res&iacute;duo estandardizado 1,9 pode&#45;se afirmar que s&atilde;o mais os sujeitos com um n&iacute;vel interm&eacute;dio de exaust&atilde;o emocional em rela&ccedil;&atilde;o aos que t&ecirc;m um n&iacute;vel baixo, que atendem clientes com problemas relacionais. Em s&iacute;ntese, os sujeitos que t&ecirc;m n&iacute;vel interm&eacute;dio de exaust&atilde;o emocional s&atilde;o aqueles que atendem clientes com problemas relacionais comparativamente aos terapeutas que t&ecirc;m um n&iacute;vel baixo de exaust&atilde;o emocional.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Quadro 2 -  Correlação entre Exaustão Emocional e Burnout</p>
	    <p><img src="/img/revistas/psd/v13n1/13n1a02q2.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>An&aacute;lise das sugest&otilde;es dadas pelos psic&oacute;logos para evitar "burnout"</b></p>

	    <p>As respostas obtidas na quest&atilde;o aberta, "Sugest&otilde;es para Evitar o <i>burnout</i>" foram sujeitas a uma breve an&aacute;lise de conte&uacute;do, onde foram criadas categorias com o objectivo de contabilizar quantas vezes uma determinada categoria foi referida. A an&aacute;lise de conte&uacute;do permitiu formar 16 categorias de diferentes estrat&eacute;gias para prevenir o "burnout". As mais sugeridas foram a cria&ccedil;&atilde;o de grupos de supervis&atilde;o e a discuss&atilde;o de casos cl&iacute;nicos (32 vezes) e envolver&#45;se em actividades extra&#45;laborais que promovam o bem&#45;estar (26 vezes). Por outro lado, as categorias menos vezes referidas foram: haver mais t&eacute;cnicos por institui&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o levar trabalho para casa (referidas ambas 2 vezes), desenvolvimento pessoal e psicoterapia do terapeuta (1 vez).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>DISCUSSÃO</b></p>

	    <p>Maslach e Jackson (1981) identificaram os valores m&iacute;nimos e m&aacute;ximos do ter&ccedil;o m&eacute;dio da distribui&ccedil;&atilde;o normativa dos scores de "burnout"para os profissionais de sa&uacute;de. O "burnout" foi avaliado com base na cota&ccedil;&atilde;o do MBI e a compara&ccedil;&atilde;o dos valores obtidos em cada subescala com os valores normativos do manual (Maslach, &amp; Jackson, 1986; Cruz, &amp; Melo, 1996; Gomes, 1998). Apesar da baixa dimens&atilde;o da amostra (que poder&aacute; justificar alguns dos resultados obtidos, um primeiro aspecto a analisar prende&#45;se com a percentagem assinal&aacute;vel de profissionais com n&iacute;veis baixos de "burnout", o que corresponde a baixos scores nas escalas de exaust&atilde;o emocional (75%) e despersonaliza&ccedil;&atilde;o (92,3%) e a elevados scores na escala de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal (65,4%). Estes dados s&atilde;o opostos aos definidos por Maslach e Jackson (1986) para a identifica&ccedil;&atilde;o do perfil de "burnout". De acordo com estes autores, o crit&eacute;rio para um elevado score de "burnout", inclui n&atilde;o s&oacute; uma pontua&ccedil;&atilde;o no ter&ccedil;o superior da distribui&ccedil;&atilde;o dos valores nas escalas de exaust&atilde;o emocional e de despersonaliza&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m uma classifica&ccedil;&atilde;o no ter&ccedil;o inferior da distribui&ccedil;&atilde;o dos resultados na escala de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal. Importa real&ccedil;ar, que alguns terapeutas pontuaram scores interm&eacute;dios nas escalas de exaust&atilde;o emocional (23,1%), despersonaliza&ccedil;&atilde;o (7,7%) e redu&ccedil;&atilde;o da realiza&ccedil;&atilde;o pessoal (26,9%). &Eacute; tamb&eacute;m um facto, que na amostra existe uma percentagem, ainda que reduzida, de scores elevados na escala de exaust&atilde;o emocional (1,9%) e baixos na escala de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal (7,7%), por&eacute;m ningu&eacute;m pontuou "score elevado" na escala de despersonaliza&ccedil;&atilde;o, logo n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel identificar um perfil de "burnout".</p>

	    <p>A literatura acerca da s&iacute;ndrome de "burnout" em profissionais de psicologia &eacute; ex&iacute;gua, (Ackerley, Burnell, Holder, &amp; Kurdek, 1988; Benevides&#45;Pereira, 1994; Gomes, &amp; Cruz, 2004). Contudo, os poucos estudos j&aacute; realizados, contrariam os resultados obtidos no presente estudo, pelo facto de indicarem percentagens assinal&aacute;veis de profissionais de psicologia com elevados n&iacute;veis de "burnout". Por exemplo, Gomes e Cruz, (2004) num estudo efectuado com 439 psic&oacute;logos portugueses referem que efectuando uma combina&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea dos "scores" nas tr&ecirc;s dimens&otilde;es resultou que uma percentagem m&eacute;dia de mais de 15% da amostra parecia encontrar&#45;se claramente em estado de "burnout". Um outro estudo levado a cabo por Ackerley, Burnell, Holder e Kurdek, (1988) com 562 psic&oacute;logos demonstrou, que mais de um ter&ccedil;o da amostra parecia experienciar n&iacute;veis altos de exaust&atilde;o emocional e de despersonaliza&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Um outro aspecto a reter relaciona&#45;se com os dados que indicam que n&atilde;o existem evid&ecirc;ncias para afirmar a preval&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as na experi&ecirc;ncia de "burnout" nas tr&ecirc;s dimens&otilde;es, em fun&ccedil;&atilde;o de determinadas vari&aacute;veis s&oacute;cio&#45;demogr&aacute;ficas (faixa et&aacute;ria, estado civil e tempo de servi&ccedil;o), da popula&ccedil;&atilde;o e tipo de problem&aacute;ticas mais atendidas. Estes dados v&atilde;o ao encontro de um estudo realizado com profissionais de ajuda, que indicam a exist&ecirc;ncia de uma correla&ccedil;&atilde;o significativa entre o "burnout" e as caracter&iacute;sticas organizacionais do que propriamente, com factores individuais como a idade, o sexo ou o estado civil (Queir&oacute;s, 1998).</p>

	    <p>No que diz respeito a uma correla&ccedil;&atilde;o entre faixa et&aacute;ria e "burnout", os resultados v&atilde;o ao encontro de alguns estudos realizados anteriormente que n&atilde;o encontraram qualquer rela&ccedil;&atilde;o entre estas vari&aacute;veis (Hock, 1988 cit. por Parreira, 1998; Carvalho, Ros&aacute;rio, &amp; Ribeiro, 2004). Por&eacute;m, Queir&oacute;s, (2000) encontrou evid&ecirc;ncias na liga&ccedil;&atilde;o entre baixo n&iacute;vel de "burnout" e a idade em indiv&iacute;duos com menos de dois anos e mais de dez anos de actividade profissional. A idade &eacute; associada por alguns autores &agrave; caracter&iacute;stica tempo de servi&ccedil;o, como &eacute; demonstrado nos trabalhos de Parreira, (1998). Parece haver uma rela&ccedil;&atilde;o linear positiva, entre "burnout" e maior experi&ecirc;ncia profissional. No presente estudo, n&atilde;o foi encontrada evid&ecirc;ncias de correla&ccedil;&atilde;o entre estas duas vari&aacute;veis, o que corrobora os estudos de Carvalho, Ros&aacute;rio e Ribeiro, (2004), que indicam que n&atilde;o &eacute; v&aacute;lido o estabelecimento de uma rela&ccedil;&atilde;o causa&#45;efeito entre experi&ecirc;ncia profissional e o desenvolvimento de "burnout".</p>

	    <p>Os resultados relativos &agrave; n&atilde;o exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o entre exaust&atilde;o emocional, despersonaliza&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o pessoal e g&eacute;nero sexual, est&atilde;o tamb&eacute;m de acordo com estudos de Kandolin, (1993), cit. por Mendes, (1995), onde n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas entre g&eacute;nero e "burnout". Por outro lado, Maslach e Jackson, (1981) nos testes de valida&ccedil;&atilde;o do MBI fazem refer&ecirc;ncia &agrave;s diferen&ccedil;as entre g&eacute;nero na aprecia&ccedil;&atilde;o das subescalas. Mais concretamente, as mulheres apresentam n&iacute;veis mais elevados do que os homens em exaust&atilde;o emocional, e os homens n&iacute;veis mais elevados em despersonaliza&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o pessoal. Existe pouca literatura acerca da correla&ccedil;&atilde;o entre "burnout" e estado civil, em psic&oacute;logos. Maslach e Jackson, (1986) e Garcia, (1990) referem que para os profissionais de ajuda, os indiv&iacute;duos casados apresentam n&iacute;veis mais baixos de "burnout", o que contraria os resultados encontrados nesta amostra que apontam para a aus&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o entre estas duas vari&aacute;veis. Da revis&atilde;o efectuada n&atilde;o foram encontrados estudos que relacionem diferentes experi&ecirc;ncias de "burnout", em fun&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o atendida. Na presente investiga&ccedil;&atilde;o constata&#45;se que os dados tamb&eacute;m n&atilde;o fornecem evid&ecirc;ncia suficiente para afirmar que exista rela&ccedil;&atilde;o entre "burnout" e atendimento de crian&ccedil;as, adolescentes, adultos ou de todas as faixas et&aacute;rias. Foi tamb&eacute;m explorada uma poss&iacute;vel rela&ccedil;&atilde;o entre "burnout" e tipo de problem&aacute;ticas mais frequentemente atendidas por este grupo de psic&oacute;logos. Delbrouck, (2006) parece ter sido um dos poucos autores que reflectiu acerca desta rela&ccedil;&atilde;o para algumas psicopatologias e sugere que os psicoterapeutas que trabalham com clientes com problemas de depend&ecirc;ncia do jogo, com consumidores de droga e com alguns dos seus comportamentos autodestruidores podem ser mais fragilizados do que outros que atendem outras popula&ccedil;&otilde;es. Os resultados obtidos neste estudo indicam que n&atilde;o existe correla&ccedil;&atilde;o entre "burnout" e as problem&aacute;ticas mais atendidas por estes sujeitos.</p>

	    <p>Da an&aacute;lise de conte&uacute;do efectuada sobre a quest&atilde;o aberta, "Sugest&otilde;es para Evitar o <i>burnout</i>", pode&#45;se constatar que a maior parte das categorias encontradas, s&atilde;o id&ecirc;nticas &agrave;s estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o indicadas tamb&eacute;m pelos autores, mencionados anteriormente, e centram&#45;se tanto no plano individual como no plano organizacional. No plano individual, as estrat&eacute;gias mais vezes indicadas por este grupo, nomeadamente, envolvimento em actividades extra&#45;laborais que promovam o bem&#45;estar, redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de consultas/estabelecimento de prioridades, f&eacute;rias/hor&aacute;rios flex&iacute;veis/remunera&ccedil;&atilde;o compat&iacute;vel com o esfor&ccedil;o realizado e suporte afectivo fora do trabalho s&atilde;o indicadas tamb&eacute;m por autores como Garcia, (1990); Kottler, (1996); Nunes, (2000); Gon&ccedil;alves e Welling, (2001); Messmer, (2002); Ribeiro e Pires, (2004) e Delbrouck, (2006). As categorias desenvolvimento pessoal e psicoterapia do terapeuta s&atilde;o tamb&eacute;m mencionadas por alguns autores, mais especificamente, por Kottler, (1996); Nunes, (2000); Gon&ccedil;alves e Welling, (2001) e Delbrouck, (2006). A n&iacute;vel organizacional, v&aacute;rios terapeutas da amostra prop&otilde;em a cria&ccedil;&atilde;o de grupos de supervis&atilde;o e discuss&atilde;o de casos cl&iacute;nicos e o trabalho em equipa multidisciplinar, que &eacute; tamb&eacute;m referido por alguns autores como uma forma eficaz de combater o isolamento, t&atilde;o caracter&iacute;stico desta profiss&atilde;o, e de proporcionar um contacto directo com os colegas de profiss&atilde;o, com quem se pode partilhar reflex&otilde;es a respeito das limita&ccedil;&otilde;es da profiss&atilde;o e dos insucessos terap&ecirc;uticos. (Bermak, 1977; Deutsch, 1984; Goldberg, 1986; Hellman, Morrison, &amp; Abramowitz, 1986; Kotler, 1986; Trynon, 1983 cit. por Guy, 1987; Garcia, 1990; Leiter, &amp; Maslach, 1998; Nunes, 2000; Gon&ccedil;alves, &amp; Welling, 2001; Marques&#45;Teixeira 2002; Delbrouck, 2006). Outras sugest&otilde;es para evitar o "burnout", dizem respeito &agrave; import&acirc;ncia de ter um bom ambiente e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o profissional, corroboradas tamb&eacute;m por Marques&#45;Teixeira, (2002).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, &eacute; importante real&ccedil;ar que algumas das categorias encontradas, nomeadamente, gostar e saber o que se faz e ter expectativas claras e realistas da profiss&atilde;o, ter menos trabalho administrativo, mais t&eacute;cnicos por institui&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o levar trabalho para casa, n&atilde;o foram encontradas na literatura revista. Apesar de n&atilde;o existirem scores elevados de "burnout" na amostra, a presen&ccedil;a de n&iacute;veis interm&eacute;dios para as tr&ecirc;s dimens&otilde;es, de n&iacute;veis altos para a exaust&atilde;o emocional e valores baixos de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, apontam para a necessidade de tanto os psic&oacute;logos, como as institui&ccedil;&otilde;es onde estes trabalham, conhecerem os factores que influenciam o "burnout", estarem atentos a poss&iacute;veis sintomas e sinais do seu desenvolvimento, perceberem que o "burnout" &eacute; a fase final de um longo processo, n&atilde;o uma afec&ccedil;&atilde;o que ocorra num tempo curto e determinado e estarem sensibilizados para os seus efeitos (Paine, 1982; Freudenberger, 1975; Mendon&ccedil;a, 1993; Grosch, &amp; Olsen, 1994; Rabin, Feldman, &amp; Kaplan, 1999; Melo, Gomes, &amp; Cruz, 1999; Patel, 2008).</p>

	    <p>Os efeitos nefastos do "burnout" podem ser observados a n&iacute;vel da sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, bem como na satisfa&ccedil;&atilde;o e na produtividade dos profissionais. Pelo que se justifica o interesse em conhecer formas de actuar para resolver e prevenir este problema (Gomes, &amp; Cruz, 2004; Lee, &amp; Ashforth, 1993, 1996; Cordes, &amp; Dougherty, 1993 cit. por Kalbers, &amp; Fogarty, 2005). Neste sentido, &eacute; importante implementar estrat&eacute;gias e programas adequados de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento desta s&iacute;ndrome, n&atilde;o s&oacute; a n&iacute;vel individual, mas tamb&eacute;m a n&iacute;vel organizacional. Este tipo de interven&ccedil;&atilde;o deve ser contemplada nos planos de forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua dos psic&oacute;logos, pois s&oacute; assim podemos combater fortemente este tipo de problemas e ajudar "aqueles que ajudam" a exercerem a sua profiss&atilde;o com um sentimento de bem&#45;estar e de sucesso pessoal. Ali&aacute;s, &eacute; isto que as pessoas que todos os dias procuram os profissionais de Psicologia esperam (Grosch, &amp; Olsen, 1995; Gomes, &amp; Cruz, 2004).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>

	    <!-- ref --><p>Abreu, K., Stoll, I., Ramos, L., Baumgardt, A., &amp; Kristensen, C. (2002). Stress Ocupacional e S&iacute;ndrome de Burnout no Exerc&iacute;cio Profissional da psicologia. <i>Psicologia: ci&ecirc;ncia e profiss&atilde;o</i>, <i>22</i>(2), 22&#45;29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S1645-0086201200010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Ackerley, G.D., Burnell, J., Holder, D. C., &amp; Kurdek, L. A. (1988). Burnout Among Licensed Psychologists. <i>Professional Psychology: Research and Practice</i>, <i>19</i>(6), 624&#45;631.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S1645-0086201200010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Alvarez, C., Blanco, Y., Aguado, M., Ru&iacute;z, A., Cabaco, A., S&aacute;nchez, T. Alonso, J., &amp; Bernabe, J. (1993). Revisi&oacute;n te&oacute;rica del burnout o desgaste profesional en trabajadores de la docencia. <i>CAESURA: Revista Cr&iacute;tica das Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas</i>, <i>2</i>, 47&#45;65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S1645-0086201200010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>American Psychiatric Association (2002). <i>DSM&#45;IV&#45;TR: Manual de Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stica das Perturba&ccedil;&otilde;es Mentais</i> (4&ordf; ed). Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S1645-0086201200010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Benevides&#45;Pereira, A. M. T. (1994). <i>Caracter&iacute;sticas de personalidade de profissionais da &aacute;rea da psicologia: contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; sele&ccedil;&atilde;o e/ou orienta&ccedil;&atilde;o a estudantes de psicologia</i>. Tese de Doutoramento. Universidade de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S1645-0086201200010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Carvalho, F., Ros&aacute;rio, M., &amp; Ribeiro, C. (2004). S&iacute;ndrome de Burnout. <i>Servir</i>, <i>50</i> (4), 175&#45;180.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1645-0086201200010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Cherniss, C. (1995). <i>Beyond Burnout</i>. New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1645-0086201200010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Correia, A. (1999). O Burnout nos Profissionais dos Centros de Atendimento de Toxicodependentes: Causas e Consequ&ecirc;ncias. <i>Revista Toxicodepend&ecirc;ncias</i>, 5(3), 69&#45;79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1645-0086201200010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Guy, J. D. (1987). <i>The personal life of the psychotherapist</i>. New York: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1645-0086201200010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <!-- ref --><p>Maslach, C., &amp; Jackson, S. (1986). <i>Maslach Burnout Inventory Manual</i> (2th ed). Palo Alto: Consulting Psychologists Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1645-0086201200010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	<a href="http://findarticles.com/p/articles/mi_hb6421/is_7_83/ai_n28893626/?tag=content" target="_blank">http://findarticles.com/p/articles/mi_hb6421/is_7_83/ai_n28893626/?tag=content</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1645-0086201200010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nunes, R. (2000). <i>Career Burnout and Couple Burnout &#150; A cross cultural perspective &#150; The portuguese reality</i>. Lisboa: Universidade Lusofona.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1645-0086201200010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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