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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Stress e trauma, continuidades e descontinuidades: Para uma reflexão sobre a PPST]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Universitário de Lisboa - ISCTE Centro de Investigação e Intervenção Social ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article explores, according to Lazarus (1999) formulation, a cognitivist view of the Post-Traumatic Stress Disorder (PTSD) syndrome in conjunction with the transactional conceptualization of stress. The best models known in the behavioral and cognitive perspectives are reviewed to highlight the advantages of a transactional approach. The advanced rereading of PTSD provides a dynamic continuity view of the processes of adaptation to adversity, includes previous approaches and is consistent with the empirical results that have been obtained, also in Portugal.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Post-Traumatic Stress Disorder]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Stress e trauma, continuidades e descontinuidades:Para uma reflexão sobre a PPST</b></p>
	    <p><b>Stress and trauma, continuities and discontinuities: For a reflection on PTSD</b></p>
    <p>&nbsp;</p>
	    <p><b>Alexandra Marques Pinto<sup>1</sup>, S&oacute;nia P. Gon&ccedil;alves<sup>2</sup>, &amp; Maria Lu&iacute;sa Lima<sup>2</sup></b></p>

	

	    <p><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Lisboa, Portugal.</p>

	    <p><sup>2</sup>CIS/ISCTE, Portugal.</p>
	    <p> Contato:<a href="mailto:a.marquespinto@fpce.ul.pt">a.marquespinto@fpce.ul.pt</a></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este artigo sistematiza, com base na proposta de Lazarus (1999), uma vis&atilde;o cognitivista do s&iacute;ndrome de Perturba&ccedil;&atilde;o P&oacute;s&#45;Stress Traum&aacute;tico (PPST), em articula&ccedil;&atilde;o com a conceptualiza&ccedil;&atilde;o transaccional do stress. Nesse sentido, rev&ecirc;em&#45;se os modelos mais conhecidos nas perspectivas comportamental e cognitiva, para se salientar as vantagens de uma abordagem transaccional. A releitura da PPST proposta permite uma vis&atilde;o de continuidade din&acirc;mica nos processos de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; adversidade, engloba abordagens anteriores e &eacute; congruente com os resultados emp&iacute;ricos que t&ecirc;m sido obtidos, tamb&eacute;m em Portugal.</p>

	    <p><b>Palavras&#45;chave&#45;</b> Stress, trauma, Perturba&ccedil;&atilde;o P&oacute;s&#45;Stress Traum&aacute;tico.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>
	    <p>This article explores, according to Lazarus (1999) formulation, a cognitivist view of the Post&#45;Traumatic Stress Disorder (PTSD) syndrome in conjunction with the transactional conceptualization of stress. The best models known in the behavioral and cognitive perspectives are reviewed to highlight the advantages of a transactional approach. The advanced rereading of PTSD provides a dynamic continuity view of the processes of adaptation to adversity, includes previous approaches and is consistent with the empirical results that have been obtained, also in Portugal.</p>

	    <p><b>Key&#45;words&#45;</b> Stress, trauma, Post&#45;Traumatic Stress Disorder</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>A investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia tem, nos &uacute;ltimos anos, dado mais aten&ccedil;&atilde;o ao que foi consagrado como Perturba&ccedil;&atilde;o P&oacute;s&#45;Stress Traum&aacute;tico (PPST ou <i>PTSD &#45;</i> <i>Post Traumatic Stress Disorder</i>). No entanto, a maior parte desta literatura limita&#45;se a descrever este quadro nosol&oacute;gico ou a sua incid&ecirc;ncia, sendo mais rara a reflex&atilde;o te&oacute;rica sobre a sua origem e desenvolvimento. Este artigo sistematiza, com base na proposta de Lazarus (1999), uma vis&atilde;o cognitivista deste s&iacute;ndrome, em articula&ccedil;&atilde;o por um lado com a conceptualiza&ccedil;&atilde;o transaccional do stress e por outro com as teorias da PPST mais relevantes.&nbsp;</p>

	    <p>A conceptualiza&ccedil;&atilde;o do stress em Psicologia passa hoje necessariamente por uma vis&atilde;o que salienta a import&acirc;ncia do significado atribu&iacute;do aos acontecimentos amea&ccedil;adores e da avalia&ccedil;&atilde;o dos recursos dispon&iacute;veis pelos indiv&iacute;duos, isto &eacute;, por uma concep&ccedil;&atilde;o transaccional do fen&oacute;meno (Lazarus &amp; Folkman, 1984). De facto, perante a constata&ccedil;&atilde;o de que a vida actual exige um ajustamento r&aacute;pido e continuado &agrave;s mudan&ccedil;as que se operam, a investiga&ccedil;&atilde;o no dom&iacute;nio da adapta&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, e designadamente no dom&iacute;nio do <i>coping</i>, tem revelado que somos capazes de lidar de forma positiva com a maioria das situa&ccedil;&otilde;es com que nos confrontamos (Folkman &amp; Moskowitz, 2004). Contudo, algumas situa&ccedil;&otilde;es de vida imp&otilde;em circunst&acirc;ncias avassaladoras que v&atilde;o para al&eacute;m das possibilidades de adapta&ccedil;&atilde;o imediatas dos indiv&iacute;duos. As primeiras podem ser designadas por situa&ccedil;&otilde;es de stress e as segundas por situa&ccedil;&otilde;es de trauma e t&ecirc;m originado tradi&ccedil;&otilde;es de estudo distintas. Lazarus (1999, p.161) assume alguma responsabilidade no div&oacute;rcio entre as duas literaturas quando reconhece que "My writings are not well represented in the PTSD literature, perhaps because the earlier book (Lazarus &amp; Folkman, 1984) made no mention of the syndrome. Yet cognitive&#45;mediational concepts consistent with appraisal theory...emerge as among the most influential and widely adopted formulations." (Lazarus, 1999, p.161). Consonantemente com esta perspectiva, este artigo prop&otilde;e uma an&aacute;lise de continuidade entre a literatura sobre stress e a literatura sobre trauma e defende as vantagens da sua articula&ccedil;&atilde;o, ao situar ambos os conceitos como express&otilde;es (ou fases) distintas de um mesmo processo de adapta&ccedil;&atilde;o, em que os factores intervenientes s&atilde;o semelhantes.</p>

	    <p>A nossa an&aacute;lise baseia&#45;se assumidamente na proposta de Lazarus (1999). Para este autor, o stress associa&#45;se a um processo de adapta&ccedil;&atilde;o que pressup&otilde;e que a pessoa &eacute; capaz de lidar com os acontecimentos sem desenvolver sintomas severos de desadapta&ccedil;&atilde;o: "the person is able to cope without falling apart or developing serious symptoms of adaptation struggle. The person is "whelmed", so to speak, but not "overwhelmed", but this is always a matter of degree" (Lazarus, 1999, p.129). Contudo, h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es extremas em que a pessoa n&atilde;o &eacute; capaz de lidar de forma funcional com a situa&ccedil;&atilde;o: "If the ratio of demands to resources becomes too great, we are no longer talking about high stress but trauma. The person fells helpless to deal with the demands to which he or she is exposed, and this can result in feelings of panic, hopelessness, and depression" (Lazarus, 1999, p.58). Assim, quando falamos de pessoas traumatizadas, "they are overwhelmed, which means being unable to function without substantial help, possibly only temporarily, though the dysfunction could continue indefinitely" (Lazarus, 1999, p.129). O trauma est&aacute;, desta forma, associado a um processo de disfun&ccedil;&atilde;o dos sistemas habituais de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva e de coping, que envolve a percep&ccedil;&atilde;o de um acontecimento como traum&aacute;tico e um conjunto de reac&ccedil;&otilde;es perturbadas, entre as quais a Perturba&ccedil;&atilde;o P&oacute;s&#45;Stress Traum&aacute;tico (PPST).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste artigo, come&ccedil;amos por apresentar uma breve reflex&atilde;o sobre a evolu&ccedil;&atilde;o que o conceito de PPST tem sofrido ao longo do tempo, para de seguida nos referirmos ao seu reconhecimento como entidade cl&iacute;nica e &agrave; sua classifica&ccedil;&atilde;o de acordo com o DSM. Seguidamente descrevemos alguns dos principais modelos conceptuais de PPST, com especial destaque para o modelo cognitivista de Ehlers e Clark (2000), o qual integra elementos explicativos que o aproximam da perspectiva defendida por Lazarus (1999). Finalmente, caracterizamos a proposta de conceptualiza&ccedil;&atilde;o da PPST feita por Lazarus (1999), a qual adoptamos numa releitura de alguma literatura relevante sobre o tema.</p>

	    <p><b>Perspectiva Hist&oacute;rica da PPST</b></p>

	    <p>O reconhecimento da Perturba&ccedil;&atilde;o P&oacute;s&#45;Stress Traum&aacute;tico como um s&iacute;ndrome nosol&oacute;gico aconteceu apenas em 1980, no DSM&#45;III. No entanto, diversos autores salientam, desde h&aacute; v&aacute;rios s&eacute;culos, a exist&ecirc;ncia de sintomas de perturba&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica associada a acontecimentos traum&aacute;ticos (ver Anuncia&ccedil;&atilde;o, 2003 para uma an&aacute;lise hist&oacute;rica do conceito).</p>

	    <p>Diversas obras cl&aacute;ssicas t&ecirc;m sido lidas &agrave; luz do que hoje classificamos como PPST. Ben&#45;Ezra (2002) situa a primeira descri&ccedil;&atilde;o de sintomas de PPST aproximadamente em 2020 AC, na antiga cidade de Ur na Mesopot&acirc;mia, onde, ap&oacute;s a destrui&ccedil;&atilde;o da cidade, surgiram na popula&ccedil;&atilde;o perturba&ccedil;&otilde;es do sono consistentes com este s&iacute;ndrome. McFarlene (1990, citado por Anuncia&ccedil;&atilde;o, 2003) refere&#45;se &agrave; Odisseia de Homero (s&eacute;culo IX AC) na qual s&atilde;o descritos sinais de perturba&ccedil;&atilde;o relacionada com as batalhas nos guerreiros que regressavam da Guerra de Tr&oacute;ia. O`Brien (1998) reinterpreta como <i>flasbacks</i> de experi&ecirc;ncias traum&aacute;ticas os sonhos de Merlin, o mago das lendas do Rei Artur e dos Cavaleiros da T&aacute;vola Redonda.</p>

	    <p>Em Portugal tamb&eacute;m temos exemplos de sinais desta perturba&ccedil;&atilde;o muito antes dela ter sido formalizada. Em 1755 os habitantes de Lisboa viveram uma experi&ecirc;ncia extrema de terror, com o terramoto, o tsunami, os inc&ecirc;ndios e toda a destrui&ccedil;&atilde;o e a inseguran&ccedil;a que se lhe seguiu (ver Lima, no prelo, para uma an&aacute;lise psicossocial deste acontecimento). Em diversos documentos da &eacute;poca h&aacute; refer&ecirc;ncia a sinais de perturba&ccedil;&atilde;o muito tempo ap&oacute;s o sismo. Por exemplo, James O&rsquo;Hara um brit&acirc;nico residente em Lisboa na altura do terramoto, numa carta a sua irm&atilde; dizia que "Embora pare&ccedil;a estranho n&atilde;o &eacute; menos ver&iacute;dico que, devido ao terror, o cabelo da tua cunhada, de um bonito ruivo, tornou&#45;se completamente grisalho. T&atilde;o grande foi o terror que a chocante cena causou no seu esp&iacute;rito, que, mesmo regressada a Londres, n&atilde;o conseguia dominar o seu medo, de tal maneira que, ao tremer da casa devido a uma carreta ou carro&ccedil;a, continuava a fugir para a rua longo tempo ap&oacute;s estes factos." (In Sousa &amp; Nozes, 1990, pp. 223). Tamb&eacute;m o Padre Manoel Portal, num conjunto de cartas que enviou na altura do terramoto a amigos que viviam em Goa, descreve acontecimentos passados quase 1 ano ap&oacute;s o terramoto (em Outubro de 1756): "&Eacute; ainda tanto o medo de que est&aacute; possu&iacute;da a gente que, em S. Roque, depois de se ler o Edital do Santo Of&iacute;cio (...) uma mulher que dizem ser endemoninhada come&ccedil;ou a dar gritos. Entendeu a gente que era terramoto e come&ccedil;aram a fugir pela porta atropelando&#45;se, caindo uns por cima dos outros, ficando muitos maltratados at&eacute; que se desenganaram que n&atilde;o era terramoto, mas s&oacute; a apreens&atilde;o e terror p&acirc;nico daquela pobre mulher. O mesmo tem sucedido v&aacute;rias vezes na Alf&acirc;ndega, que est&aacute; em Bel&eacute;m." (In Sousa, 1919, pp. 777).</p>

	    <p>Outras descri&ccedil;&otilde;es mais recentes que vale a pena destacar, de casos cl&iacute;nicos compat&iacute;veis com esta sintomatologia associada a experi&ecirc;ncias traum&aacute;ticas, associam&#45;se a acontecimentos como o Grande Inc&ecirc;ndio de Londres de 1666, os acidentes de comboio no s&eacute;culo XIX, mas principalmente a situa&ccedil;&otilde;es de guerra (Anuncia&ccedil;&atilde;o, 2003). Ao n&iacute;vel internacional a Guerra do Vietname (1959&#45;1975) contribuiu, decisivamente, para o estabelecimento da categoria de diagn&oacute;stico "<i>Perturba&ccedil;&atilde;o P&oacute;s&#45;Stress Traum&aacute;tico"</i>, uma vez que os veteranos de guerra reportavam de forma consistente e sistem&aacute;tica uma s&eacute;rie de sintomas psicol&oacute;gicos ap&oacute;s a exposi&ccedil;&atilde;o ao trauma de combate.</p>

	    <p>Em 1980, este tipo de perturba&ccedil;&atilde;o associada &agrave; viv&ecirc;ncia de trauma foi introduzida na classifica&ccedil;&atilde;o oficial de perturba&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas (Breslau, 2002; McFarlane, 2004), no DSM&#45;III, enquanto perturba&ccedil;&atilde;o de ansiedade, com a designa&ccedil;&atilde;o de <i>Perturba&ccedil;&atilde;o P&oacute;s&#45;Stress Traum&aacute;tico</i> (Post Traumatic Stress Disorder), classifica&ccedil;&atilde;o esta que se manteve na sua edi&ccedil;&atilde;o revista, DSM&#45;III&#45;R (1987), no DSM&#45;IV (1996), e na actual edi&ccedil;&atilde;o revista DSM&#45;IV&#45;TR (2002). Anteriormente, o DSM&#45;I e o DSM&#45;II ancoravam esta perturba&ccedil;&atilde;o numa vulnerabilidade pr&eacute;via da pessoa. O DSM&#45;I (1952) chamava&#45;lhe <i>Grande Reac&ccedil;&atilde;o de Stress</i> (Gross Stress Reaction), e caracterizava&#45;a como reposta a um trauma grave (Lee &amp; Young, 2001), enquanto que o DSM&#45;II (1968&#45;1980) a designava por <i>Perturba&ccedil;&atilde;o Situacional Transit&oacute;ria</i> (Transient Situational Disturbance) e a inclu&iacute;a nas reac&ccedil;&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o do adulto.</p>

	    <p>No DSM&#45;III a PPST &eacute; definida como um sindrome caracterizado por tr&ecirc;s sintomas centrais que podem surgir como reac&ccedil;&atilde;o a qualquer tipo de acontecimento traum&aacute;tico: sintomas de intrus&atilde;o &#45; reexperienciar o acontecimento de forma intrusiva; sintomas de evitamento &#45; de qualquer est&iacute;mulo evocador do acontecimento &#45; e embotamento da reactividade geral; e sintomas de reactividade aumentada &#45; designadamente fisiol&oacute;gica, da capacidade de concentra&ccedil;&atilde;o, hipervigil&acirc;ncia, entre outros (DSM&#45;III, 1980).</p>

	    <p>De acordo com Lee e Young (2001) a inclus&atilde;o da PPST no DSM&#45;III deveu&#45;se em grande medida ao trabalho de Horowitz (1975, 1976, 1979) sobre a resposta humana ao stress em popula&ccedil;&otilde;es civis e &agrave; sua descri&ccedil;&atilde;o do "modelo de dois factores", intrus&atilde;o e evitamento.</p>

	    <p>A inclus&atilde;o da PPST como categoria de diagn&oacute;stico no DSM foi extremamente importante j&aacute; que permitiu unificar as conceptualiza&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas e a investiga&ccedil;&atilde;o relativas a esta perturba&ccedil;&atilde;o (Lee &amp; Young, 2001) e, subsequentemente, colher uma s&eacute;rie de evid&ecirc;ncias em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza das reac&ccedil;&otilde;es ao stress traum&aacute;tico, &agrave; comorbilidade e ao tratamento deste dist&uacute;rbio.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar deste avan&ccedil;o, no DSM&#45;III (1980) a PPST continua a fazer essencialmente apelo &agrave; defini&ccedil;&atilde;o "objectiva" das caracter&iacute;sticas da situa&ccedil;&atilde;o traum&aacute;tica, n&atilde;o valorizando a dimens&atilde;o subjectiva de avalia&ccedil;&atilde;o da mesma. Esta conceptualiza&ccedil;&atilde;o mais cognitivista surge apenas com as vers&otilde;es seguintes do manual. O DSM&#45;IV (1996) e o DSM&#45;IV&#45;TR (2002) definem quatro crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico de PPST: (1) A pessoa experimentar, observar ou ser confrontada com um acontecimento (ou acontecimentos) que envolveu amea&ccedil;a de morte, morte real ou ferimento grave, ou amea&ccedil;a &agrave; integridade f&iacute;sica do pr&oacute;prio ou de outros, e ao qual responde com medo intenso, sentimento de falta de ajuda ou horror. A resposta da pessoa envolve ainda: (2) o reexperienciar o acontecimento traum&aacute;tico (e.g., recordar ou sonhar com o acontecimento, pensamentos perturbadores, intusivos e recorrentes); (3) o evitamento de est&iacute;mulos associados ao acontecimento (e.g., esfor&ccedil;os para evitar pensamentos, sentimentos ou conversas, actividades, lugares ou pessoas que desencadeiam recorda&ccedil;&otilde;es associadas ao trauma) e, embotamento da reactividade geral (e.g., sentir&#45;se desligado ou estranho em rela&ccedil;&atilde;o aos outros); e, (4) sintomas persistentes de activa&ccedil;&atilde;o aumentada (e.g., dificuldade em adormecer ou em permanecer adormecido).</p>

	    <p>Enquanto no DSM&#45;III&#45;R (1987) o acontecimento traum&aacute;tico &eacute; considerado como um stressor que se situa para al&eacute;m dos acontecimentos normais da vida e que evoca sintomas significativos de stress em qualquer pessoa, no DSM&#45;IV, o acontecimento j&aacute; n&atilde;o &eacute; tido como invulgar e, do mesmo modo, tamb&eacute;m &eacute; considerado como acontecimento traum&aacute;tico ser testemunha de viv&ecirc;ncias de traum&aacute;ticas por terceiros. Ainda comparativamente &agrave; defini&ccedil;&atilde;o do DSM&#45;III, a defini&ccedil;&atilde;o mais recente dos DSM&#45;IV e DSM&#45;IV&#45;TR introduz um elemento subjectivo com o desenvolvimento do crit&eacute;rio A (a experi&ecirc;ncia do evento traum&aacute;tico). Assim, um indiv&iacute;duo n&atilde;o tem apenas que experimentar, testemunhar ou ser confrontado com um evento que envolva uma amea&ccedil;a de morte, ferimento grave ou amea&ccedil;a &agrave; integridade f&iacute;sica, mas tem que ter respondido a esse stressor com um medo e horror intensos (elemento subjectivo).</p>

	    <p>Actualmente a PPST &eacute;, portanto, claramente reconhecida como uma categoria de diagn&oacute;stico cred&iacute;vel, no meio cient&iacute;fico e cl&iacute;nico, e cuja identifica&ccedil;&atilde;o est&aacute; associada a benef&iacute;cios legais e de apoio social em v&iacute;timas de trauma. Paralelamente, a conceptualiza&ccedil;&atilde;o da PPST como perturba&ccedil;&atilde;o em que o papel do sujeito &eacute; claramente valorizado na constru&ccedil;&atilde;o sintom&aacute;tica, tem aproximado o entendimento desta perturba&ccedil;&atilde;o da perspectiva transacional de Lazarus (1999) sobre os processos de adapta&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p><b>Modelos Conceptuais de PPST</b></p>

	    <p>A an&aacute;lise dos principais modelos conceptuais de PPST revela uma evolu&ccedil;&atilde;o consonante com a verificada na hist&oacute;ria do conceito, desde o predom&iacute;nio da abordagem comportamental, passando pelo advento da perspectiva cognitivista, at&eacute; &agrave; adop&ccedil;&atilde;o mais recente de modelos integradores que prop&otilde;em uma vis&atilde;o interaccionista (transacional) e construtivista da adapta&ccedil;&atilde;o e da psicopatologia. Como veremos de seguida, entre os modelos conceptuais de PPST destacam&#45;se alguns modelos comportamentais (e.g., Teoria da Aprendizagem ou Modelo de Dois Factores de Mowrer, 1947, citado por Smith &amp; Suda, 2005; Modelo de Keane, Zimering &amp; Cadel, 1985) e cognitivistas, dos quais salientamos em particular o de Ehlers e Clark (2000) pela import&acirc;ncia que confere &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de significados, &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es e ao coping na compreens&atilde;o da PPST, elementos estes que o aproximam da perspectiva de Lazarus (1999) adoptada neste trabalho.</p>

	    <p><b>Modelos comportamentais</b></p>

	    <p><i>Teoria da Aprendizagem ou Modelo de Dois Factores de Mowrer (1947)</i></p>

	    <p>Mowrer (1947, citado por Smith &amp; Suda, 2005, p.2) estava particularmente interessado "in a learning interpretation of emotional reactions similar to the phenomenon known as event&#45;related distress". Este autor desenvolveu a distin&ccedil;&atilde;o entre condicionamento cl&aacute;ssico e instrumental/operante, enquanto duas formas de aprendizagem, que funcionam como "<i>two&#45;stage relationship</i>", respectivamente, "<i>sign learning</i>" e "<i>solution learning</i>" (Smith &amp; Suda, 1999).</p>

	    <p>O exemplo que &eacute; dado na literatura para operacionalizar esta teoria &eacute; o atropelamento de um homem (Smith &amp; Suda, 2005). De acordo com esta teoria de Mowrer, um trauma (no caso do exemplo, o atropelamento) constitui um est&iacute;mulo incondicionado (EI) que produz uma s&eacute;rie de respostas emocionais caracter&iacute;sticas do medo e que representam a resposta incondicionada (RI). Qualquer est&iacute;mulo sensorial externo associado com o EI (e.g., som da travagem) pode tornar&#45;se em est&iacute;mulo condicionado (EC) que conduz a respostas condicionadas (RC) de medo. E assim, d&aacute;&#45;se o chamado condicionamento cl&aacute;ssico ou "<i>sign learning</i>". Quando expostos, no futuro, a est&iacute;mulos sensoriais externos (E) a RC &eacute; experienciada de forma inapropriada. A pessoa aprende que evitando os est&iacute;mulos sensoriais externos (E) reduz o medo e desta forma este comportamento &eacute; negativamente refor&ccedil;ado. O condicionamento operante ou "<i>solution learning</i>" tem lugar com a sequ&ecirc;ncia de evitamento a que se refere o modelo seguinte. Trata&#45;se claramente de um modelo que l&ecirc; a origem e o desenvolvimento do trauma numa perspectiva comportamentalista ortodoxa.</p>

	    <p><i>Modelo de Keane, Zimmering e Caddel (1985)</i></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo o modelo de Keane, Zimmering e Caddel (1985), os comportamentos de evitamento s&atilde;o aprendidos como forma de escape ou preven&ccedil;&atilde;o da resposta condicionada e, devido ao refor&ccedil;o negativo repetido dos evitamentos, tornam&#45;se muito resistentes &agrave; extin&ccedil;&atilde;o. O agravamento dos sintomas ao longo do tempo estaria relacionado com processos de generaliza&ccedil;&atilde;o de est&iacute;mulos e de condicionamento de ordem superior, os quais permitem que um n&uacute;mero progressivamente maior de est&iacute;mulos possa desencadear as mem&oacute;rias traum&aacute;ticas e a activa&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica. Este modelo partilha com o de Mowrer o enquadramento nas teorias da aprendizagem, diferenciando&#45;se principalmente por procurar explicar o agravamento e a cronicidade dos sintomas.</p>

	    <p>Apesar do seu m&eacute;rito, estes modelos, pioneiros no esfor&ccedil;o de conceptualiza&ccedil;&atilde;o da PPST, apresentam s&eacute;rias limita&ccedil;&otilde;es no que se refere &agrave; capacidade explicativa de aspectos centrais da PPST. Pela sua raiz comportamental estrita, estes modelos n&atilde;o contemplam na conceptualiza&ccedil;&atilde;o da PPST a interven&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica de factores de natureza cognitiva, ficando por explicar quest&otilde;es como o aparecimento retardado dos sintomas de PPST ou mesmo os sintomas de intrus&atilde;o, centrais neste s&iacute;ndrome.</p>

	    <p><b>Modelos Cognitivistas</b></p>

	    <p><i>Modelo de Horowitz (1976)</i></p>

	    <p>O modelo de Horowitz (1976) foi um dos primeiros modelos te&oacute;ricos a influenciar os estudos acerca da fenomenologia da PPST que levaram &agrave; defini&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico desta perturba&ccedil;&atilde;o pela APA (American Psychology Association). De acordo com Gouveia e Sacadura (2003), embora se trate de um modelo psicodin&acirc;mico, discute os conceitos relevantes para a explica&ccedil;&atilde;o das reac&ccedil;&otilde;es ao trauma &agrave; luz das teorias do processamento de informa&ccedil;&atilde;o e das teorias cognitivas da emo&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Para Horowitz, perante um acontecimento traum&aacute;tico &eacute; necess&aacute;rio ajustar a nova informa&ccedil;&atilde;o relacionada com o trauma com os modelos representacionais internos baseados em informa&ccedil;&atilde;o anterior, e a revis&atilde;o deste processo d&aacute;&#45;se at&eacute; &agrave; exist&ecirc;ncia de um acordo. O ajustamento a um acontecimento traum&aacute;tico requer assim a sua incorpora&ccedil;&atilde;o em esquemas cognitivos preexistentes ou o desenvolvimento de novos esquemas. O trauma mant&eacute;m&#45;se na mem&oacute;ria activa (sem conhecimento consciente) at&eacute; esse processo acontecer. Inicialmente o indiv&iacute;duo &eacute; assaltado por mem&oacute;rias intrusivas e emocionalmente perturbadoras, que o levam a utilizar estrat&eacute;gias de evitamento e de embotamento emocional para se proteger. Contudo, as representa&ccedil;&otilde;es dos acontecimentos armazenados na mem&oacute;ria activa tendem a repetir&#45;se como parte do processo para a sua integra&ccedil;&atilde;o. A resolu&ccedil;&atilde;o do processo implica, assim, fases alternadas de intrus&atilde;o e reviver do trauma com fases de evitamento ou nega&ccedil;&atilde;o, como forma de regular o processamento da informa&ccedil;&atilde;o e do indiv&iacute;duo se proteger de um excesso de emo&ccedil;&otilde;es negativas que o desorganizaria. No entanto, um controlo excessivo (evitamento) pode impedir um processamento cognitivo completo do acontecimento. Esta altern&acirc;ncia de intrus&otilde;es e re&#45;experimenta&ccedil;&atilde;o (<i>flashbacks</i> e sonhos que facilitariam o processamento) com evitamento explicaria os sintomas caracter&iacute;sticos das reac&ccedil;&otilde;es a traumas severos, j&aacute; que a mem&oacute;ria e as implica&ccedil;&otilde;es do trauma n&atilde;o s&atilde;o bem integradas nos esquemas cognitivos do indiv&iacute;duo.</p>

	    <p><i>Modelo de Foa, Steketee e Rothbaum (1989).</i></p>

	    <p>O modelo de Foa e colaboradores (1989) baseia&#45;se na teoria cognitiva das emo&ccedil;&otilde;es de Lang e postula que o acontecimento traum&aacute;tico origina a forma&ccedil;&atilde;o de uma rede de medo complexa, na mem&oacute;ria a longo&#45;prazo, que cont&eacute;m informa&ccedil;&atilde;o acerca dos est&iacute;mulos relacionados com o acontecimento traum&aacute;tico, acerca das reac&ccedil;&otilde;es cognitivas, fisiol&oacute;gicas e comportamentais ao acontecimento traum&aacute;tico e informa&ccedil;&atilde;o que liga entre si estes est&iacute;mulos e respostas. Esta rede de medo na mem&oacute;ria &eacute; facilmente activada devido ao grande n&uacute;mero de interliga&ccedil;&otilde;es formadas atrav&eacute;s de condicionamento e generaliza&ccedil;&atilde;o. A sua activa&ccedil;&atilde;o por pistas que evocam o trauma leva a que a informa&ccedil;&atilde;o contida na rede se torne consciente (sintomas de intrus&atilde;o) e as tentativas de evitar ou suprimir a activa&ccedil;&atilde;o da rede conduzem ao conjunto de sintomas de evitamento da PPST. A resolu&ccedil;&atilde;o do trauma s&oacute; pode acontecer atrav&eacute;s da assimila&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o contida na rede de medo nas estruturas de mem&oacute;rias existentes. Segundo o modelo, o &ecirc;xito desta integra&ccedil;&atilde;o depende de duas condi&ccedil;&otilde;es: que a activa&ccedil;&atilde;o da rede do medo seja completa para que a informa&ccedil;&atilde;o relacionada com o trauma se torne acess&iacute;vel e modific&aacute;vel e, que seja fornecida nova informa&ccedil;&atilde;o incompat&iacute;vel com a informa&ccedil;&atilde;o presente na rede de medo de forma a facilitar a cria&ccedil;&atilde;o de novas estruturas de mem&oacute;ria acerca do trauma.</p>

	    <p>Apesar de n&atilde;o fazerem nenhuma aproxima&ccedil;&atilde;o compreensiva &agrave; quest&atilde;o do aparecimento retardado dos sintomas de PPST, estes dois modelos t&ecirc;m a vantagem, face aos anteriormente referidos, de procurarem explicar os sintomas de intrus&atilde;o e a persist&ecirc;ncia dos sintomas de PPST, num quadro conceptual em que valorizam claramente a interven&ccedil;&atilde;o de factores cognitivos. A abordagem cognitivista que preconizam situa&#45;os contudo, do ponto de vista epistemol&oacute;gico, no quadro das teorias do processamento da informa&ccedil;&atilde;o, condicionando uma vis&atilde;o da PPST em que n&atilde;o s&atilde;o considerados processos interactivos e construtivistas que se t&ecirc;m revelado fundamentais na explica&ccedil;&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o e psicopatologia humana (Soares, 2000).</p>

	    <p><i>Modelo cognitivista de Ehlers e Clark (2000)</i></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como vimos anteriormente, a PPST &eacute; uma reac&ccedil;&atilde;o comum nos indiv&iacute;duos que experienciam um acontecimento traum&aacute;tico, sendo que na maioria dos casos a recupera&ccedil;&atilde;o acontece nas semanas ou meses seguintes, havendo contudo um subgrupo significativo de pessoas em que os sintomas persistem. O modelo de Ehlers e Clark (2000) prop&otilde;e uma explica&ccedil;&atilde;o da PPST consistente com esta persist&ecirc;ncia, incorporando muitos dos aspectos das teorias anteriores e complementando&#45;os. Este modelo preconiza que a PPST se torna persistente quando o acontecimento traum&aacute;tico e/ou as suas sequelas s&atilde;o processados de forma negativa, suscitando emo&ccedil;&otilde;es que conduzem o indiv&iacute;duo a uma sensa&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a s&eacute;ria e actual. Este sentimento de amea&ccedil;a tem uma s&eacute;rie de consequ&ecirc;ncias: (1) avalia&ccedil;&otilde;es do trauma e/ou sequelas excessivamente negativas; (2) perturba&ccedil;&atilde;o na mem&oacute;ria autobiogr&aacute;fica caracterizada por uma elabora&ccedil;&atilde;o e contextualiza&ccedil;&atilde;o pobres e forte mem&oacute;ria associativa.</p>

	    <p>O modelo prop&otilde;e que esta sensa&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a s&eacute;ria e actual tem dois processos chave subjacentes (Ehlers &amp; Clark, 2000, p.320): "1. individual differences in the appraisal of the trauma and/ or its sequel; 2. individual differences in the nature of the memory for the event and its link to other autobiographical memories". De acordo com este modelo, os indiv&iacute;duos traumatizados realizam uma avalia&ccedil;&atilde;o negativa idiossincr&aacute;tica do acontecimento traum&aacute;tico e/ou das suas sequelas "that have the common effect of creating a sense of serious current threat" (Ehlers &amp; Clark, 2000, p.320) "and contribute to persistent PPST" (Ehlers &amp; Clark, 2000, p.322). Ehlers e Clark (2000) defendem que os indiv&iacute;duos com PPST persistente s&atilde;o incapazes de ver o trauma como um acontecimento limitado no tempo que n&atilde;o tem implica&ccedil;&otilde;es globais negativas no seu futuro; os indiv&iacute;duos podem sobregeneralizar o acontecimento passando a percepcionar as actividades normais como mais perigosas do que s&atilde;o na realidade, ou podem exagerar a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de acontecimentos catastr&oacute;ficos no futuro.</p>

	    <p>Os autores deste modelo prop&otilde;em tamb&eacute;m que o outro factor subjacente &agrave; persist&ecirc;ncia da PPST &eacute; o facto da mem&oacute;ria do acontecimento traum&aacute;tico ser pouco elaborada e integrada de forma inadequada no tempo, no lugar, nas informa&ccedil;&otilde;es subsequentes e antecedentes e nas mem&oacute;rias autobiogr&aacute;ficas. Esta mem&oacute;ria pouco trabalhada pode explicar o facto dos indiv&iacute;duos com PPST manifestarem uma grande dificuldade em recordar voluntariamente aspectos relativos ao acontecimento traum&aacute;tico (e.g., pormenores, ordem temporal dos acontecimentos) e a elevada frequ&ecirc;ncia de mem&oacute;rias intrusivas desencadeadas involuntariamente, envolvendo o reexperimentar de aspectos relativos ao acontecimento traum&aacute;tico de uma forma muito vivida e emocional, bem como a sensa&ccedil;&atilde;o do "aqui e agora", e a facilidade com que s&atilde;o desencadeadas intrus&otilde;es por est&iacute;mulos semelhantes aos do trauma.</p>

	    <p>A natureza da mem&oacute;ria traum&aacute;tica e a avalia&ccedil;&atilde;o negativa do trauma e/ou das suas sequelas influenciam&#45;se mutuamente. Quando os indiv&iacute;duos com PPST persistente recordam o acontecimento traum&aacute;tico, esta recorda&ccedil;&atilde;o &eacute; enviesada pelas avalia&ccedil;&otilde;es do acontecimento, e assim as informa&ccedil;&otilde;es presentes nesta recorda&ccedil;&atilde;o s&atilde;o consistentes com essas avalia&ccedil;&otilde;es. Esta recupera&ccedil;&atilde;o selectiva impede a recorda&ccedil;&atilde;o de aspectos que contradigam as suas avalia&ccedil;&otilde;es e, como consequ&ecirc;ncia, impossibilita modifica&ccedil;&otilde;es nessas mesmas avalia&ccedil;&otilde;es, contribuindo assim para a manuten&ccedil;&atilde;o da sensa&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a actual.</p>

	    <p>Os processos que conduzem &agrave; no&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a actual, ou seja, a avalia&ccedil;&atilde;o do trauma e/ou das suas sequelas e a natureza da mem&oacute;ria do trauma, s&atilde;o tamb&eacute;m influenciados pelo tipo de processamento cognitivo durante o acontecimento traum&aacute;tico. Quando os indiv&iacute;duos com PPST persistente identificam a amea&ccedil;a e os sintomas decorrentes, desenvolvem estrat&eacute;gias de coping cognitivas e comportamentais (e.g., distrac&ccedil;&atilde;o, rumina&ccedil;&atilde;o, evitamento) para os controlar. As estrat&eacute;gias seleccionadas est&atilde;o associadas &agrave;s avalia&ccedil;&otilde;es individuais do trauma e/ou sequelas e &agrave;s cren&ccedil;as que as pessoas t&ecirc;m sobre a melhor forma para lidar com o trauma. Embora as estrat&eacute;gias de coping tenham como objectivo a redu&ccedil;&atilde;o da amea&ccedil;a e do sofrimento a curto prazo, nos indiv&iacute;duos com PPST as estrat&eacute;gias adoptadas revelam&#45;se no entanto disfuncionais e perversas, produzindo directamente sintomas de PPST, impedindo a modifica&ccedil;&atilde;o das avalia&ccedil;&otilde;es negativas do trauma e/ou sequelas e da natureza da mem&oacute;ria traum&aacute;tica, e contribuindo assim para a manuten&ccedil;&atilde;o da perturba&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, o facto do indiv&iacute;duo procurar suprimir os pensamentos acerca do trauma, aumenta a frequ&ecirc;ncia de recorda&ccedil;&otilde;es intrusivas indesejadas, n&atilde;o permite a correc&ccedil;&atilde;o das avalia&ccedil;&atilde;o e faz com que n&atilde;o se forme uma mem&oacute;ria mais elaborada acerca do trauma.</p>

	    <p>Finalmente no que refere ao in&iacute;cio retardado da PPST, quest&atilde;o deixada em aberto pelos modelos anteriores, Ehlers e Clark (2000) defendem que este ocorre porque algum acontecimento d&aacute; ao trauma original e/ ou &agrave;s suas sequelas "a much more threating meaning (...) or because some of the stimuli that are particularly potent reminders of the traumatic event were not available until same time afterwards" (p.333).</p>

	    <p>Este modelo apresenta uma boa integra&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios processos cognitivos, emocionais e de coping na explica&ccedil;&atilde;o da PPST, aproximando&#45;se assim da perspectiva defendida pelo modelo de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva, stress e coping de Lazarus e Folkman (1984) e pela proposta de conceptualiza&ccedil;&atilde;o da PPST feita por Lazarus (1999), a qual sublinha a import&acirc;ncia dos processos transaccionais e construtivistas na compreens&atilde;o dos processos e estados de (des)adapta&ccedil;&atilde;o humana. Contudo, de acordo com o ponto de vista que defendemos neste artigo, os trabalhos de Lazarus (1999) prop&otilde;em uma vis&atilde;o articulada entre os paradigmas do stress e do trauma, que nos permite levar mais longe a compreens&atilde;o da PPST.</p>

	    <p><b>Do Stress ao Trauma: Perspectiva de Lazarus sobre a PPST</b></p>

	    <p>Lazarus, nos anos 90, apresentou uma proposta de conceptualiza&ccedil;&atilde;o da PPST &agrave; luz do seu modelo transaccional de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva, stress e coping (Lazarus &amp; Folkman, 1984). De acordo com o modelo transacional perante uma situa&ccedil;&atilde;o (amea&ccedil;a potencial) um indiv&iacute;duo ser&aacute; confrontado com uma sequ&ecirc;ncia processual, que tem in&iacute;cio na percep&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o em causa, na sua avalia&ccedil;&atilde;o e no desencadeamento de estrat&eacute;gias de adapta&ccedil;&atilde;o para lhe fazer face (coping). Esta concep&ccedil;&atilde;o salienta, assim, uma dimens&atilde;o cognitiva de classifica&ccedil;&atilde;o de uma determinada situa&ccedil;&atilde;o como amea&ccedil;adora (avalia&ccedil;&atilde;o), que &eacute; seguida de um esfor&ccedil;o cognitivo e comportamental para lidar com a situa&ccedil;&atilde;o de stress (coping<i>)</i>.&nbsp;</p>

	    <p>&Aacute; luz deste modelo, a proposta de conceptualiza&ccedil;&atilde;o da PPST feita por Lazarus (1999) assenta em tr&ecirc;s asser&ccedil;&otilde;es fundamentais: (1) a PPST depende da rela&ccedil;&atilde;o transaccional entre a pessoa e a situa&ccedil;&atilde;o (acontecimento traum&aacute;tico); (2) a PPST depende dos significados relacionais e as emo&ccedil;&otilde;es despoletadas fornecem informa&ccedil;&otilde;es importantes sobre o processo de adapta&ccedil;&atilde;o; (3) os processos de coping s&atilde;o um elemento essencial na determina&ccedil;&atilde;o da reac&ccedil;&atilde;o de PPST e na sua gravidade cl&iacute;nica.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A caracteriza&ccedil;&atilde;o destas asser&ccedil;&otilde;es ser&aacute; o nosso ponto de partida para uma releitura, que pretendemos clarificadora, da literatura sobre trauma e PPST.</p>

	    <p><b><i>A PPST depende da rela&ccedil;&atilde;o transaccional entre a pessoa e a situa&ccedil;&atilde;o(acontecimento traum&aacute;tico)</i></b></p>

	    <p>Lazarus (1999, p.159) defende que "...Trauma, just like the more common stresses, can never be adequately defined as an external event. To be traumatized depends on the specificities of the connection between the event and the person who is responding to it...". Este autor procura, com esta afirma&ccedil;&atilde;o, real&ccedil;ar que os acontecimentos que ocorrem na vida das pessoas, entre os quais os traum&aacute;ticos, n&atilde;o podem ser conceptualizados apenas enquanto elementos externos, uma vez que a reac&ccedil;&atilde;o aos acontecimentos (no caso do trauma, por exemplo a PPST) depende da rela&ccedil;&atilde;o entre estes e as caracter&iacute;sticas da pessoa que os experiencia. N&atilde;o basta olhar apenas para um dos lados da moeda, &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o transaccional entre as duas faces que formam toda a moeda. &nbsp;</p>

	    <p>Existem alguns conceitos chave na literatura sobre trauma e PPST que poder&atilde;o ser lidos &agrave; luz desta asser&ccedil;&atilde;o de Lazarus (1999) e, simultaneamente, contribuir para a caracterizar. Assim, importa&#45;nos referir os conceitos de acontecimento traum&aacute;tico e de preval&ecirc;ncia destes acontecimentos e das suas poss&iacute;veis reac&ccedil;&otilde;es, bem como os conceitos de factores de risco e protec&ccedil;&atilde;o que influenciam as reac&ccedil;&otilde;es aos acontecimentos. Estes conceitos real&ccedil;am a rela&ccedil;&atilde;o transaccional que existe entre a pessoa e o acontecimento traum&aacute;tico.</p>

	    <p><b>Acontecimento traum&aacute;tico e preval&ecirc;ncia das reac&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas ao trauma</b></p>

	    <p>Todas as pessoas j&aacute; passaram por acontecimentos stressantes ao longo da sua vida. Quando esse acontecimento, ou s&eacute;rie de acontecimentos, causa sentimentos de medo, abandono / desamparo e horror, e implica um dano grave ou amea&ccedil;a de dano ou morte &eacute; geralmente designado por <i>acontecimento traum&aacute;tico</i> (Pereira &amp; Monteiro&#45;Ferreira, 2003). Os acontecimentos traum&aacute;ticos s&atilde;o, assim, incidentes que amea&ccedil;am ou colocam em perigo e aniquilam os mecanismos habituais de adapta&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo, originando neste uma s&eacute;rie de respostas fisiol&oacute;gicas (e.g., activa&ccedil;&atilde;o hipot&aacute;lamo), som&aacute;ticas (e.g., queixas f&iacute;sicas, dores), emocionais, cognitivas, comportamentais (Valentine, 2003). A literatura sobre trauma tem identificado uma grande diversidade de acontecimentos potencialmente traum&aacute;ticos, de diferentes naturezas, associados por exemplo a desastres naturais (e.g., sismos), a situa&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas / sa&uacute;de (e.g., fracturas &oacute;sseas, interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas, abortos, doen&ccedil;a ou ferimento grave do pr&oacute;prio, de um familiar ou amigo &iacute;ntimo), desastres tecnol&oacute;gicos, situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia (e.g., assalto, maus tratos e intimida&ccedil;&atilde;o, agress&atilde;o, ataques por animais, amea&ccedil;a de morte ao pr&oacute;prio ou a outra pessoa pr&oacute;xima), situa&ccedil;&otilde;es de guerra, entre outros (e.g., Bleich, Siegel, Gorb, &amp; Lerr, 1986; Carlson &amp; Ruzek, 2005; McFarlane, 1988; Wilson &amp; Sigman, 2000).</p>

	    <p>Por outro lado, os estudos sobre vitima&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria t&ecirc;m vindo a sublinhar o facto de que os acontecimentos traum&aacute;ticos podem afectar n&atilde;o apenas as suas v&iacute;timas directas mas tamb&eacute;m as testemunhas (mesmo aquelas que assistem aos acontecimentos pela televis&atilde;o), os amigos e os familiares, bem como os profissionais de ajuda que interv&ecirc;m em diversos contextos e momentos do trauma (Center for Disease Control and Prevention, 2003).</p>

	    <p>Contudo, a natureza transacional do trauma (Lazarus, 1999) pode ser claramente evidenciada pela an&aacute;lise das diferen&ccedil;as individuais nas reac&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas aos acontecimentos traum&aacute;ticos. De facto, um mesmo acontecimento pode ter consequ&ecirc;ncias muito diversas em diferentes pessoas: um acontecimento "objectivamente pouco danoso" pode conduzir ao desenvolvimento de perturba&ccedil;&otilde;es emocionais e disfun&ccedil;&otilde;es graves em muitas pessoas, e, do mesmo modo, um acontecimento traum&aacute;tico "poderoso" poder&aacute; n&atilde;o perturbar algumas pessoas que com ele lidam de forma eficaz. Desta forma, apesar de todas as pessoas serem sujeitas, ao longo do seu percurso de vida, a acontecimentos potencialmente traum&aacute;ticos, apenas uma percentagem restrita vem a desenvolver reac&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas perturbadas associadas a essa viv&ecirc;ncia. S&atilde;o particularmente interessantes nesta linha de argumenta&ccedil;&atilde;o os resultados de estudos junto da comunidade, que procuram caracterizar a preval&ecirc;ncia das reac&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas ao trauma. Estes trabalhos, junto de popula&ccedil;&otilde;es n&atilde;o cl&iacute;nicas, sublinham esta ideia de que as pessoas interagem e reagem de forma diferente com os acontecimentos traum&aacute;ticos.</p>

	    <p>Assim, Perkonigg, Kessler, Storz e Wittchen (2000) realizaram um estudo com uma amostra representativa de jovens adultos alem&atilde;es, com o objectivo de avaliar a preval&ecirc;ncia de acontecimentos traum&aacute;ticos e de PPST. Os resultados indicam que 25,2% dos homens e 17,7% das mulheres reportaram a ocorr&ecirc;ncia de pelo menos um acontecimento traum&aacute;tico; contudo, poucos casos foram classificados com o diagn&oacute;stico de PPST completa (1% dos homens e 2,2% das mulheres). Na Su&eacute;cia e com o mesmo objectivo, Frans (2003) estudou uma amostra representativa da popula&ccedil;&atilde;o adulta e verificou que 84,8% dos homens e 77,1% das mulheres reportam a viv&ecirc;ncia de pelo menos um acontecimento traum&aacute;tico, mas apenas 3,6% dos homens e 7,4% das mulheres (5,6% no total), satisfazem os crit&eacute;rios para diagn&oacute;stico de PPST. Outros estudos comunit&aacute;rios revelam igualmente que as taxas de preval&ecirc;ncia da PPST na popula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o extremamente baixas e com valores sistematicamente mais elevados para as mulheres do que para os homens. No Canad&aacute;, o estudo de Stein, Walker, Hazen e Forde (1997) revela que a preval&ecirc;ncia estimada de PPST total &eacute; de 2,7% para as mulheres e 1,2% para os homens. Nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, Kessler, Sonnega, Bromet, Hughes e Nelson (1995) estimam a preval&ecirc;ncia de PPST em 7,8%. Finalmente Albuquerque, Soares, Jesus e Alves (2003) realizaram um estudo junto de uma amostra representativa da popula&ccedil;&atilde;o adulta portuguesa, encontrando uma taxa de ocorr&ecirc;ncia de PPST de 7,9%, com maior preval&ecirc;ncia nas mulheres (11,4% e 4,8% nos homens).</p>

	    <p>Ainda que a comparabilidade directa destas taxas possa ser question&aacute;vel por utilizarem instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o diferentes e que se possa por em causa a defini&ccedil;&atilde;o de taxas de ocorr&ecirc;ncia de PPST apenas por medidas de auto&#45;relato sem uma avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, estes dados mostram claramente que h&aacute; uma minoria de pessoas sinalizadas com esta perturba&ccedil;&atilde;o e que as mulheres revelam, atrav&eacute;s desta metodologia, n&iacute;veis mais elevados de PPST que os homens, associados normalmente a acontecimentos diferentes (exposi&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&atilde;o de combate para os homens e de abuso sexual para as mulheres (Kessler et al., 1995).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Factores de risco e de protec&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>A an&aacute;lise dos factores de risco e protec&ccedil;&atilde;o identificados na literatura e habitualmente referidos como explicativos de diferen&ccedil;as na preval&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas associadas ao trauma remete&#45;nos de novo para a perspectiva transacional proposta por Lazarus (1999; Lazarus e Folkman, 1984). Os factores de risco e protec&ccedil;&atilde;o s&atilde;o tidos em considera&ccedil;&atilde;o no modelo de Lazarus e Folkman (1984) e s&atilde;o designados por recursos externos e intrapessoais.</p>

	    <p>A literatura tem&#45;se revelado consensual relativamente aos preditores e factores de risco de exposi&ccedil;&atilde;o (experienciar ou testemunhar) a acontecimentos traum&aacute;ticos e de desenvolvimento de PPST.</p>

	    <p>Breslau (2002), com base na revis&atilde;o da literatura sintetisa os principais factores de<i>risco de exposi&ccedil;&atilde;o a um acontecimento traum&aacute;tico</i>: os homens, os jovens, os membros de grupos minorit&aacute;rios e moradores na cidade t&ecirc;m maior risco de exposi&ccedil;&atilde;o a um acontecimento traum&aacute;tico comparativamente, &agrave;s mulheres, idosos e residentes dos arredores da cidade. Os tra&ccedil;os de personalidade de neuroticismo e extrovers&atilde;o, problemas de conduta anteriores, hist&oacute;ria familiar de perturba&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas e perturba&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas pr&eacute;&#45;existentes est&atilde;o igualmente associados ao aumento do risco de exposi&ccedil;&atilde;o a acontecimentos traum&aacute;ticos.</p>

	    <p>Brewin, Andrews e Valentine (2000) realizaram uma meta&#45;an&aacute;lise com base em 77 artigos e identificaram catorze factores de <i>risco de desenvolvimento de PPST</i> que aparecem de forma consistente nos estudos: severidade do trauma, falta de apoio social ap&oacute;s o trauma, hist&oacute;ria psiqui&aacute;trica pr&eacute;via, abuso em crian&ccedil;a, hist&oacute;ria familiar de perturba&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas, baixo estatuto s&oacute;cio&#45;econ&oacute;mico e educacional. Contudo, no que diz respeito a outros factores o consenso n&atilde;o &eacute; t&atilde;o grande. Por exemplo, estes autores constataram que as diferen&ccedil;as de g&eacute;nero ao n&iacute;vel do risco de desenvolvimento de PPST s&atilde;o significativas em estudos com amostras civis, mas n&atilde;o com amostras de veteranos de guerra. Relativamente &agrave; idade os estudos com amostras militares mostram que os mais novos t&ecirc;m maior risco de desenvolver esta perturba&ccedil;&atilde;o, enquanto que na popula&ccedil;&atilde;o em geral a idade n&atilde;o se revela significativa.</p>

	    <p>Na literatura sobre trauma t&ecirc;m sido apontados tamb&eacute;m diversos factores de protec&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento da PPST, sendo os mais referenciados, o apoio social, a personalidade e as estrat&eacute;gias de coping. De seguida referimo&#45;nos apenas ao apoio social e &agrave;s caracter&iacute;sticas de personalidade uma vez que a reflex&atilde;o sobre as estrat&eacute;gias de coping ser&aacute; feita &agrave; luz da terceira asser&ccedil;&atilde;o de Lazarus (1999).</p>

	    <p>O apoio social &eacute; sem d&uacute;vida o factor protector mais estudado. De acordo com Sarason, Sarason e Pierce (1990) o apoio social pode ter diversas defini&ccedil;&otilde;es, consoante o contexto em que &eacute; utilizado. No entanto, &eacute; consensual que se trata de um conceito abrangente e complexo e que se refere&#45;se &agrave; quantidade e &agrave; coes&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es sociais que envolvem uma pessoa, &agrave; for&ccedil;a dos la&ccedil;os estabelecidos, &agrave; frequ&ecirc;ncia do contacto e ao modo como &eacute; percebido que existe um sistema de apoio que pode ser &uacute;til e prestar cuidados quando &eacute; necess&aacute;rio. No contexto espec&iacute;fico da PPST os estudos t&ecirc;m refor&ccedil;ado o papel protector do apoio social. Por exemplo, num estudo na comunidade, Davidson e colaboradores (1991) conclu&iacute;ram que a PPST cr&oacute;nica ocorria em pessoas que, embora n&atilde;o tendo qualquer diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras na dimens&atilde;o da rede social de apoio em que estavam inseridas, apresentavam uma menor interac&ccedil;&atilde;o social e uma percep&ccedil;&atilde;o de apoio social mais pobre.</p>

	    <p>Paralelamente s&atilde;o apontadas na literatura uma s&eacute;rie de caracter&iacute;sticas de personalidade<b>,</b> usualmente designadas por resili&ecirc;ncia, relativamente &agrave;s quais existem evid&ecirc;ncias de funcionarem como factores protectores do desenvolvimento de PPST. Alguns autores (e.g., Kobasa &amp; Puccetti, 1983, citados por Vaz Serra, 2003) t&ecirc;m conceptualizado e investigado um tipo de "personalidade resistente ao stress" (<i>Hardy Personality</i>), presente em pessoas que revelam flexibilidade, esp&iacute;rito aberto, auto&#45;confian&ccedil;a, que consideram as situa&ccedil;&otilde;es de stress como um desafio e uma oportunidade de crescimento pessoal, tendo assim, a capacidade de recuperar rapidamente da adversidade. Por exemplo, Sutker, Davis, Uddo e Ditta (1995), realizaram um estudo para analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre a "personalidade resistente" e a PPST junto de membros das for&ccedil;as armadas americanas regressados da Guerra do Golfo P&eacute;rsico. Verificaram que o baixo grau de personalidade resistente estava associado a um maior n&uacute;mero de sintomas de PPST e ao diagn&oacute;stico de PPST.</p>

	    <p>Em s&iacute;ntese, a revis&atilde;o de literatura sobre a incid&ecirc;ncia de PPST, seus factores de risco e de protec&ccedil;&atilde;o, em popula&ccedil;&otilde;es expostas a acontecimentos traum&aacute;ticos, mostra que o desenvolvimento desta perturba&ccedil;&atilde;o est&aacute; associado simultaneamente a vari&aacute;veis e processos de ordem contextual e pessoal, remetendo a sua compreens&atilde;o para a rela&ccedil;&atilde;o transacional pessoa / meio defendida por Lazarus (1999).</p>

	    <p><b>A PPST Depende dos Significados Relacionais e as Emo&ccedil;&otilde;es Despoletadas Fornecem Informa&ccedil;&otilde;es Importantes sobre o Processo de Adapta&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No seu esfor&ccedil;o de conceptualiza&ccedil;&atilde;o do trauma e da PPST, Lazarus (1999, p. 160) considera fundamental&nbsp; termos em considera&ccedil;&atilde;o que "...the main sources of trauma are the <i>meanings</i> a person constructs about what has happened...each emotion carries its own message about the personal significance of the trauma". Assim, para Lazarus (1999): (1) as principais fontes de trauma s&atilde;o os significados que as pessoas constroem acerca do que aconteceu; e (2) as emo&ccedil;&otilde;es constroem&#45;se a partir desses significados e desempenham um papel chave no desenvolvimento da perturba&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Lazarus (1999) defende que a ess&ecirc;ncia do trauma reside no facto de ter um significado indeterminado, ou, dito de outra forma, no facto da pessoa n&atilde;o conseguir atribuir um significado ao acontecimento. As pessoas que vivem um acontecimento traum&aacute;tico n&atilde;o se sentem apenas amea&ccedil;adas ou desafiadas, como na maioria das transac&ccedil;&otilde;es stressantes, sentem&#45;se severamente "danificadas" e destru&iacute;das no seu "interior mais &iacute;ntimo" pelo acontecimento traum&aacute;tico. Tendem a desenvolver uma s&eacute;rie de cren&ccedil;as e vis&otilde;es err&oacute;neas acerca de si pr&oacute;prias e do mundo (e.g., a cren&ccedil;a de que ningu&eacute;m gosta ou cuida da pessoa e a cren&ccedil;a de que n&atilde;o controlam as suas vidas) que dificultam a atribui&ccedil;&atilde;o de significado ao acontecimento. S&atilde;o estas cren&ccedil;as e vis&otilde;es que est&atilde;o na base das diferen&ccedil;as individuais que ocorrem no processo de avalia&ccedil;&atilde;o acerca do que est&aacute; a acontecer e das suas implica&ccedil;&otilde;es para o futuro, processo de avalia&ccedil;&atilde;o esse que ir&aacute; determinar as reac&ccedil;&otilde;es emocionais ao acontecimento.</p>

	    <p>Para Lazarus (1999) uma abordagem efectiva da PPST requer a an&aacute;lise da variabilidade das emo&ccedil;&otilde;es, enquanto sistemas supraordenados constitu&iacute;dos por pensamentos, cren&ccedil;as, motivos, significados, experi&ecirc;ncias corporais subjectivas e estados fisiol&oacute;gicos. As emo&ccedil;&otilde;es indicam a forma como a pessoa avaliou cognitivamente o que aconteceu na transac&ccedil;&atilde;o com o ambiente e permitem igualmente perceber como &eacute; que a pessoa est&aacute; a lidar (coping) com essa transac&ccedil;&atilde;o. Tomemos como exemplo a ansiedade. Para Lazarus (1999, p.236) todas as nossas emo&ccedil;&otilde;es, sejam elas positivas ou negativas, "reflectem dilemas humanos b&aacute;sicos" espec&iacute;ficos, sendo o tema relacional, central, da ansiedade o confronto com a incerteza, a amea&ccedil;a exist&ecirc;ncial: "n&atilde;o &eacute; apenas o perigo imediato e concreto que temos de enfrentar &#150; um exame dif&iacute;cil, um mau desempenho (...) &eacute; a incerteza, relacionada com o perigo enfrentado, que caracteriza a ansiedade" (Lazarus, 1999, 235&#45;236), e a ansiedade associa&#45;se frequentemente ao uso de estrat&eacute;gias de coping de nega&ccedil;&atilde;o e evitamento das situa&ccedil;&otilde;es percebidas como amea&ccedil;adoras.Assim, as emo&ccedil;&otilde;es dizem muito acerca do caminho feito pela pessoa traumatizada para dar significado ao acontecimento, para lidar com o que est&aacute; a acontecer e para restaurar a integridade.</p>

	    <p>Nesta perspectiva, a viv&ecirc;ncia de um acontecimento traum&aacute;tico pode associar&#45;se a uma grande variedade de respostas emocionais, dependendo do significado que a pessoa constr&oacute;i para o acontecimento. Do ponto de vista das reac&ccedil;&otilde;es psicopatol&oacute;gicas ao trauma, esta variabilidade emocional tem sido habitualmente estudada na &oacute;ptica da PPST e da sua comorbilidade, isto &eacute;, das outras perturba&ccedil;&otilde;es que co&#45;ocorrem frequentemente com a PPST. E, de facto, os estudos epidemiol&oacute;gicos com amostras da popula&ccedil;&atilde;o geral, amostras cl&iacute;nicas, veteranos de guerra e em contextos espec&iacute;ficos, revelam sistematicamente que as pessoas diagnosticadas com PPST t&ecirc;m elevadas taxas de outras perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas, como por exemplo perturba&ccedil;&atilde;o depressiva major (e.g., Basoglu, Kilic, Salcioglu, &amp; Livanou, 2004) ou outras perturba&ccedil;&otilde;es de humor (e.g., Gibson, Holt, Fondacaro, Tang, Powell &amp; Turbitt, 1999), dist&uacute;rbios de ansiedade (e.g., Gibson et al., 1999), perturba&ccedil;&otilde;es de personalidade (e.g., Gibson et al., 1999; Bollinger, Riggs, Blake, &amp; Ruzek, 2000), e esquizofrenia (e.g., Davidson, Hugles, Blazer, &amp; George, 1991). Assim, um indiv&iacute;duo exposto ao trauma pode apresentar sintomas de uma ou mais perturba&ccedil;&otilde;es.</p>

	    <p>Consonantemente com estes resultados relativos &agrave; comorbilidade da PPST, num estudo que realiz&aacute;mos em Portugal (Gon&ccedil;alves, Marques Pinto, &amp; Lima, 2005 e 2006) sobre as consequ&ecirc;ncias psicol&oacute;gicas dos acidentes de trabalho verific&aacute;mos que as v&iacute;timas e testemunhas de acidente de trabalho com diagn&oacute;stico cl&iacute;nico de PPST apresentavam em 65% dos casos igualmente sintomas de diagn&oacute;stico de ansiedade (comparativamente a 36 % sem diagn&oacute;stico de PPST) e em 50% dos casos tamb&eacute;m sintomas de depress&atilde;o (em contraste com 14% sem diagn&oacute;stico de PPST).</p>

	    <p>Alguns estudos t&ecirc;m constatado que os doentes com PPST t&ecirc;m n&iacute;veis mais elevados de comorbilidade do que doentes com outras perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas (e.g., Sautter, Brailey, Uddo, Hamilton, Beard, &amp; Borges, 1999; Zayfert, Becker, Unger, &amp; Shearer, 2002). A investiga&ccedil;&atilde;o sugere que os indiv&iacute;duos que sofrem de PPST t&ecirc;m menores n&iacute;veis de bem&#45;estar, pior sa&uacute;de f&iacute;sica, mais limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e menor taxa de empregabilidade quando comparados com indiv&iacute;duos sem PPST (Mendlowicz &amp; Stein, 2000).</p>

	    <p>Em suma, estes resultados relativos &agrave; comorbilidade da PPST refor&ccedil;am a ideia, defendida por Lazarus (1999), de que o desenvolvimento desta s&iacute;ndroma n&atilde;o constitui uma resposta "&uacute;nica" ao trauma, mas se associa a um padr&atilde;o complexo de respostas emocionais, em fun&ccedil;&atilde;o da multiplicidade de significados que as pessoas constroem sobre a sua experi&ecirc;ncia de trauma.&nbsp; &nbsp;</p>

	    <p><b>Os Processos de Coping s&atilde;o um Elemento Essencial na Determina&ccedil;&atilde;o da Reac&ccedil;&atilde;o de PPST e na sua Gravidade Cl&iacute;nica.</b></p>

	    <p>De acordo com Lazarus (1999, p.157) "the coping process is an essential element in whether there will be PTSD and how serious it is clinically". As estrat&eacute;gias ou estilos de coping, desempenham assim, um papel fundamental no bem&#45;estar f&iacute;sico e psicol&oacute;gico de um indiv&iacute;duo, quando este &eacute; confrontado com acontecimentos de vida negativos ou causadores de stress (Endler &amp; Parker, 1990) sendo consensual que algumas estrat&eacute;gias de coping "guarantees immunity from the malign effects of adversity" (Alexander &amp; Klein, 2001, p.80).</p>

	    <p>Segundo Lazarus (1999) um dos trabalhos mais influentes acerca dos processos de copingface ao trauma prov&eacute;m das observa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas de Horowitz (1976, 1989) com v&iacute;timas de trauma. Como vimos, este autor descreve dois processos de coping contrastantes: a nega&ccedil;&atilde;o e os pensamentos e imagens intrusivas. Estes processos alternam dependendo do est&aacute;dio da perturba&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o sendo ainda claro o processo subjacente a esta altern&acirc;ncia. O est&aacute;dio de nega&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a normalmente logo a seguir ao trauma e &eacute; interpretado como uma tentativa de evitar pensar no que aconteceu; seguem&#45;se&#45;lhe pensamentos e imagens intrusivas, os quais s&atilde;o interpretados como um processo de re&#45;experienciar o trauma que o traumatizado n&atilde;o consegue controlar. O est&aacute;dio intrusivo &eacute; caracterizado pela experi&ecirc;ncia de diversas emo&ccedil;&otilde;es, tristeza, ansiedade, culpa, vergonha e medo; exceptuando a tristeza, que envolve o desistir do esfor&ccedil;o de restaurar o que foi perdido e sua aceita&ccedil;&atilde;o, estas s&atilde;o emo&ccedil;&otilde;es que ajudam na "luta" contra o dano permanente da perda.&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um tema cr&iacute;tico na &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o do coping &eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o da sua efic&aacute;cia, a qual tem sido analisada tendo em conta a rela&ccedil;&atilde;o entre o coping e os seus resultados, habitualmente avaliados com base em indicadores de mal&#45;estar subjectivo (Folkman &amp; Moskowitz, 2004). &Eacute; sabido que esta rela&ccedil;&atilde;o &eacute; complexa e vari&aacute;vel (Marques Pinto, Lima, &amp; Lopes da Silva, 2005), mas a abordagem contextual de Lazarus e Folkman (1984) explicita que n&atilde;o existem, a priori, formas de coping bom ou mau, adaptativo ou desadaptativo. Existe sim um contexto din&acirc;mico e uma qualidade adaptativa dos processos de lidar com o stress, por isso a efic&aacute;cia do coping tem que ser avaliada em fun&ccedil;&atilde;o de cada contexto espec&iacute;fico, j&aacute; que uma dada forma de coping pode ser eficaz numa situa&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o noutra, podendo mesmo acontecer que "...same responses to stress may allieviate the problem or reduce the resulting distress, others may actually exacerbate the problem or became problems or interfere with outcomes (Carver et al., 1993) and other coping strategies may not result in any benefit" (Aldwin &amp; Revenson, 1987; citados por Zeidner &amp; Saklofske, 1996, p.505). Nesse sentido, intrus&atilde;o e evitamento s&atilde;o, neste modelo, em primeiro lugar sinal da exist&ecirc;ncia de processos activos de <i>coping,</i> e por isso um sinal de procura de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o avassaladora.</p>

	    <p>Zeidner e Saklofske (1996) real&ccedil;am que, mais importante do que categorizar o coping como adaptativo ou desadaptativo, &eacute; perceber sob que circunst&acirc;ncias um determinado tipo de coping tem consequ&ecirc;ncias adaptativas, sendo para tal necess&aacute;rio examinar o contexto em que ocorre o problema. Neste sentido, os estudos t&ecirc;m demonstrado que a utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de coping centradas na resolu&ccedil;&atilde;o do problema (por exemplo de estrat&eacute;gias de planifica&ccedil;&atilde;o e de ac&ccedil;&atilde;o) se associa tendencialmente a um melhor estatuto em termos de sa&uacute;de&#45;doen&ccedil;a f&iacute;sica e psicol&oacute;gica Quanto ao coping de nega&ccedil;&atilde;o e evitamento (por exemplo o evitamento de situa&ccedil;&otilde;es geradoras de stress), embora possa ser adaptativo a curto prazo em situa&ccedil;&otilde;es percebidas como incontrol&aacute;veis (e.g. Semmer, 1996), geralmente a m&eacute;dio / longo prazo associa&#45;se a resultados negativos (e.g. Schaufeli &amp; Enzmann, 1998). O coping centrado na regula&ccedil;&atilde;o emocional, por seu lado, tende a assumir um papel mais complexo (e.g., Semmer, 1996). Quando utilizado de forma exclusiva ou dominante o uso da regula&ccedil;&atilde;o emocional pode configurar&#45;se prejudicial: por exemplo a focagem nas experi&ecirc;ncias de stress e emo&ccedil;&otilde;es associadas pode constituir n&atilde;o uma forma de coping mas uma inabilidade para o fazer, ficando o problema por resolver; a focagem e express&atilde;o emocional pode ainda retro&#45;alimentar a experi&ecirc;ncia emocional de mal&#45;estar e, desta forma, fazer perdurar ou intensificar a experi&ecirc;ncia de stress. Pelo contr&aacute;rio o coping por regula&ccedil;&atilde;o emocional revela&#45;se "instrumental" em situa&ccedil;&otilde;es de stress muito intenso ou incontrol&aacute;vel ao permitir que a pessoa recupere a sua capacidade para lidar activamente com o problema; e pode ser igualmente ajustado em situa&ccedil;&otilde;es de stress percebidas como n&atilde;o control&aacute;veis ou recorrentes. (e.g., Semmer, 1996). Em suma, o uso das diferentes formas de coping pode associar&#45;se a diferentes resultados, de acordo com cada situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. Desta forma, estrat&eacute;gias que s&atilde;o tidas como desadaptativas podem ser adaptativas em determinadas circunst&acirc;ncias e vice&#45;versa (Zeidner &amp; Saklofske, 1996). No mesmo sentido, Pearlin e Schooler (1978, p. 4) real&ccedil;am que "The results of a given coping style are determined by the interaction of personal needs and preferences and the constraints of the current situation. Thus, applying the same coping strategies across all situations is not likely to be adaptive". Pode&#45;se recordar neste contexto a perspectiva de Folkman e Moskowitz (2004) sobre a import&acirc;ncia da flexibilidade de coping, ou seja, de que as pessoas ajustem as suas estrat&eacute;gias de coping em fun&ccedil;&atilde;o das exig&ecirc;ncias do ambiente.</p>

	    <p>No contexto da PPST tem procurado perceber&#45;se qual o impacto das diferentes estrat&eacute;gias de coping no desenvolvimento da sintomatologia da PPST e os resultados s&atilde;o consensuais e v&atilde;o no sentido dos encontrados no &acirc;mbito mais geral dos estudos sobre stress, relativamente ao papel de estrat&eacute;gias de coping da ordem do evitamento e de algumas estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional como a focagem nas experi&ecirc;ncias de stress e emo&ccedil;&otilde;es associadas (intrus&atilde;o). Por exemplo, Street, Gibson e Holohan (2005) realizaram um estudo com 63 mulheres v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, no qual analisaram a rela&ccedil;&atilde;o entre a utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de coping de evitamento e a sintomatologia de PPST, encontrando uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre estas vari&aacute;veis. Haisch e Meyers (2004) realizaram um estudo com 254 pol&iacute;cias, tamb&eacute;m com o objectivo de analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre as diferentes estrat&eacute;gias de coping e a PPST, e verificaram que as estrat&eacute;gias de coping tendencialmente desadaptativas (e.g., &aacute;lcool, drogas, nega&ccedil;&atilde;o, desinvestimento mental) est&atilde;o associadas positivamente com a PPST, enquanto que as estrat&eacute;gias de coping tidas como mais adaptativas (e.g., planifica&ccedil;&atilde;o) est&atilde;o correlacionadas negativamente com a PPST. No estudo que realiz&aacute;mos em Portugal sobre consequ&ecirc;ncias psicol&oacute;gicas dos acidentes de trabalho (Gon&ccedil;alves et al., 2005, 2006), e que referimos anteriormente, explor&aacute;mos igualmente o papel desempenhado pelas estrat&eacute;gias de coping social (Dunahoo, Hobfoll, Monnier, Hulsizer &amp; Johnson, 1998; Hobfoll, Dunahoo, Bem&#45;Porath &amp; Monnier, 1994) na rela&ccedil;&atilde;o entre a avalia&ccedil;&atilde;o que a pessoa faz do acidente de trabalho e a severidade da sintomatologia de PPST; os resultados mostram que esta rela&ccedil;&atilde;o &eacute; moderada pelas estrat&eacute;gias de coping social activo&#45;antisocial, tidas como tendencialmente mais disfuncionais, de tal forma que os indiv&iacute;duos que utilizem estas estrat&eacute;gias em n&iacute;vel superior e que avaliem o acidente como muito traum&aacute;tico apresentar&atilde;o n&iacute;veis de sintomatologia de PPST mais elevados do que os indiv&iacute;duos que utilizem poucas estrat&eacute;gias deste tipo.</p>

	    <p>Em suma, a investiga&ccedil;&atilde;o sobre o impacto das estrat&eacute;gias de coping no desenvolvimento da PPST tem apoiado a proposta de Lazarus (1999) no que se refere &agrave; import&acirc;ncia dos processos de coping para a compreens&atilde;o da sintomatologia de PPST e muito em particular para a compreens&atilde;o dos sintomas de intrus&atilde;o e evitamento pr&oacute;prios deste s&iacute;ndroma.</p>

	    <p>Neste artigo propusemo&#45;nos fazer uma reflex&atilde;o conceptual sobre PPST. Mais do que apenas uma revis&atilde;o de modelos e estudos emp&iacute;ricos relevantes sobre PPST, esta reflex&atilde;o adopta um ponto de vista inovador sobre o tema, baseado na perspectiva de Lazarus sobre PPST, e prop&otilde;e uma releitura de alguma literatura relevante neste dom&iacute;nio.</p>

	    <p>Neste sentido, come&ccedil;&aacute;mos por apresentar uma breve reflex&atilde;o sobre a evolu&ccedil;&atilde;o do conceito de PPST e seu reconhecimento como entidade cl&iacute;nica; procur&aacute;mos de seguida analisar criticamente alguns dos principais modelos conceptuais de PPST, com especial destaque para o modelo cognitivista de Ehlers e Clark (2000) o qual integra alguns elementos consonantes com a perspectiva defendida por Lazarus (1999); finalmente apresent&aacute;mos a proposta de conceptualiza&ccedil;&atilde;o da PPST feita por Lazarus em 1999 a qual nos permitiu fazer uma re&#45;leitura inovadora sobre alguma da literatura mais relevante na &aacute;rea de estudo da PPST.</p>

	    <p>N&atilde;o pretendemos com este trabalho uma revis&atilde;o exaustiva dos estudos sobre este quadro psicopatol&oacute;gico. O trabalho emp&iacute;rico que realiz&aacute;mos sobre os acidentes de trabalho como acontecimento potencialmente traumatizante (Gon&ccedil;alves et al., 2005, 2006) permitiu&#45;nos reflectir de uma forma cr&iacute;tica sobre os modelos que dominam esta literatura. A ideia que quisemos transmitir, &eacute; que o desenvolvimento de modelos espec&iacute;ficos de PPST, perdendo o seu enquadramento no conjunto da teoriza&ccedil;&atilde;o mais geral do stress, ignora o car&aacute;cter processual desta perturba&ccedil;&atilde;o. A releitura da Perturba&ccedil;&atilde;o P&oacute;s Stress Traum&aacute;tica proposta pelo modelo transaccional de Lazarus (1999) permite, por isso, uma vis&atilde;o de continuidade nos processos de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; adversidade. Pensamos que esta vis&atilde;o, para al&eacute;m de englobar abordagens anteriores e de ser congruente com os dados emp&iacute;ricos encontrados na literatura quer com amostras comunit&aacute;rias quer cl&iacute;nicas, pode ter vantagens para uma vis&atilde;o mais positiva e flex&iacute;vel desta perturba&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Ant&oacute;nio Lobo Antunes viveu a guerra colonial como m&eacute;dico militar em Angola, e essa experi&ecirc;ncia de contacto directo com situa&ccedil;&otilde;es de imensa dor e perigo aparece ficcionada em diversos dos seus romances. No entanto, nas cartas que enviou &agrave; sua mulher durante a sua comiss&atilde;o (Antunes, 2005) o escritor descreve como se sobrevive quando "em todos os momentos o desespero grita" (p.214), salientando a diversidade das reac&ccedil;&otilde;es &agrave;quela "geleia de ang&uacute;stia", &agrave;quele "t&uacute;nel sem luz, escuro, escuro, escuro" (p. 327): "A moda dos oficiais aqui &eacute; a bebida. A tens&atilde;o &eacute; t&atilde;o grande que se tem de libertar por qualquer lado. De modo que se bebe tudo quanto h&aacute; em quantidades industriais. Ontem mamaram duas garrafas de espumante em copos de &aacute;gua, mais 2 de vinho do porto e uma de ros&eacute;! Brindes, discursos e uma alegria fict&iacute;cia carregada de uma ang&uacute;stia insuport&aacute;vel. Isto, claro, acompanhado de um consumo incr&iacute;vel de cigarros. Como n&atilde;o gosto de beber vou assistindo a isto melancolicamente. Substituo os c&aacute;lices por comprimidos de <i>Valium</i>, para andar com uma sonol&ecirc;ncia agrad&aacute;vel que acaba por ter o mesmo efeito. E consigo dormir como um santo." (p.254).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Albuquerque, A., Soares, C., Jesus, P., &amp; Alves, C. (2003). Perturba&ccedil;&atilde;o p&oacute;s&#45;traum&aacute;tica do stress (PPST): Avalia&ccedil;&atilde;o da taxa de ocorr&ecirc;ncia na popula&ccedil;&atilde;o adulta portuguesa. <i>Acta M&eacute;dica, 16</i>, 309&#45;320.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1645-0086201200010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Alexander, D., &amp; Klein, S. (2001). Ambulance personnel and critical incidents: Impact of accident and emergency work on mental health and emotional well&#45;being<i>. British Journal of Psychiatry, 178</i>, 76&#45;81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1645-0086201200010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>American Psychiatric Association (1952). <i>Diagnostic and statistical manual of mental disorders</i> (1<sup>st</sup> ed.). Washington, DC: Author.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1645-0086201200010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>American Psychiatric Association (1980). <i>Diagnostic and statistical manual of mental disorders</i> (2<sup>sd</sup> ed.). Washington, DC: Author.</p>

	    <p>American Psychiatric Association (1987). <i>Diagnostic and statistical manual of mental disorders</i> (3<sup>rd</sup> ed. revised). Washington, DC: Author.</p>

	    <!-- ref --><p>American Psychiatric Association (1996). <i>DSM&#45;IV: Crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico</i>. Lisboa: Clempsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1645-0086201200010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>American&nbsp; Psychiatric&nbsp; Association&nbsp; (2002). <i>DSM &#45; IV&#45;TR: Manual de diagn&oacute;stico e estat&iacute;stica das perturba&ccedil;&otilde;es mentais</i> (4&ordf; ed.). Lisboa: Climepsi Editores&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1645-0086201200010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Antunes, A.L. (2005). <i>D&rsquo;este viver aqui neste papel descripto. Cartas de guerra</i>. (organizado por Maria Jos&eacute; Lobo Antunes e Joana Lobo Antunes). Lisboa: Dom Quixote.</p>

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	    <p>&nbsp;</p>
	    <p>Recebido em 5 de Abril de 2010/ Aceite em 12 de Fevereiro de 2011</p>
    <p>&nbsp;</p>
	    <p>NOTA DAS AUTORAS</p>

	    <p>A pesquisa realizada para a escrita deste artigo foi realizada no Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o Social (CIS), 
	no &acirc;mbito do projeto "Impacto dos Acidentes de Trabalho: Suas val&ecirc;ncias ao n&iacute;vel social, organizacional e individual" financiado 
	pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (FCT, PIQS/PSI/50070/2003).</p>

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