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<institution><![CDATA[,Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos)  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Personality factors have been studied in Psychology as important elements associated to health behaviors and adherence to medical treatments. The present paper aims at reviewing international literature regarding personality and health factors, based on the Big Five model. The concept of personality is discussed, as well as studies that examined the relationship between personality and health behaviors. All personality factors seem to have influence on individuals’ physical health; however, it is noted that the Neuroticism factor has negative effects on health. This factor has been linked to the development of a multitude of physical diseases. Yet, Conscientiousness seems to be the factor most associated with healthier behaviors.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Personalidade, Comportamentos de saúde e adesão ao tratamento a partir do modelo dos cinco grandes fatores: Uma revisão de literatura</b></p>
	    <p><b>Personality, health behaviors and adherence to treatment in patiens through the big five model: A literature review</b></p>
    <p>&nbsp;</p>
	    <p><b>Caroline Venzon Thomas, &amp; Elisa Kern de Castro</b></p>

	    <p>Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), S&atilde;o Leopoldo, Brasil.</p>
    <p> Contato:<a href="mailto:carolinevenzon@gmail.com">carolinevenzon@gmail.com</a></p>
	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>
	    <p>Os fatores de personalidade t&ecirc;m sido estudados na &aacute;rea da Psicologia como elementos importantes relacionados &agrave; sa&uacute;de de pacientes com doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas. Atrav&eacute;s de uma revis&atilde;o compreensiva da literatura, o presente artigo objetiva examinar as rela&ccedil;&otilde;es entre os fatores de personalidade a partir do Modelo dos Cinco Grandes Fatores e comportamentos em sa&uacute;de, em especial a ades&atilde;o ao tratamento, nesses pacientes. S&atilde;o abordados o conceito de personalidade dentro desse modelo, bem como s&atilde;o discutidos estudos que relacionam a personalidade e comportamentos que facilitam a sa&uacute;de. Todos os fatores de personalidade parecem exercer impacto na sa&uacute;de f&iacute;sica, contudo, percebe&#45;se que o fator Neuroticismo tem efeitos negativos na sa&uacute;de e tem sido relacionado a uma s&eacute;rie de doen&ccedil;as f&iacute;sicas. J&aacute; a Realiza&ccedil;&atilde;o parece ser o fator mais relacionado a comportamentos saud&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras&#45;chave</b>: personalidade; cinco grandes fatores; comportamentos de sa&uacute;de; ades&atilde;o</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>
	    <p>Personality factors have been studied in Psychology as important elements associated to health behaviors and adherence to medical treatments. The present paper aims at reviewing international literature regarding personality and health factors, based on the Big Five model. The concept of personality is discussed, as well as studies that examined the relationship between personality and health behaviors. All personality factors seem to have influence on individuals&rsquo; physical health; however, it is noted that the Neuroticism factor&nbsp; has negative effects on health. This factor has been linked to the development of a multitude of physical diseases. Yet, Conscientiousness seems to be the factor most associated with healthier behaviors.</p>

	    <p><b>Key&#45;words</b>: personality; big five; health behaviors, adherence</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Atualmente, os tratamentos para diferentes tipos de problemas de sa&uacute;de t&ecirc;m feito com que o tempo de sobreviv&ecirc;ncia de pacientes com doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas aumente consideravelmente se as prescri&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas s&atilde;o seguidas corretamente (Suls &amp; Rothman, 2004). Sabe&#45;se, no entanto, que nem sempre o prolongamento do tempo de vida dessas pessoas &eacute; acompanhado de um aumento na sua qualidade de vida, j&aacute; que indicadores objetivos e subjetivos de sa&uacute;de podem n&atilde;o coincidir (Nicassio, Meyerowitz, &amp; Kerns, 2004).</p>

	    <p>A mudan&ccedil;a que vem ocorrendo nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas no paradigma da sa&uacute;de &#150; do modelo biom&eacute;dico ao modelo biopsicossocial &#150; entende que o papel do indiv&iacute;duo &eacute; crucial para sua recupera&ccedil;&atilde;o, ou seja, a efic&aacute;cia dos tratamentos est&aacute; ligada fundamentalmente a mudan&ccedil;a de comportamento por parte do paciente (Christensen &amp; Johnson, 2002). Dentro dessa perspectiva, o sujeito tem um papel ativo em seu estilo de vida, que vai lev&aacute;&#45;lo a ter comportamentos adequados ou n&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua sa&uacute;de (Rey, 2004). Assim, a forma como a pessoa se comporta, aceitando e seguindo as prescri&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas, cuidando de sua dieta, tomando seus medicamentos corretamente, entre outros, &eacute; visto como elementos t&atilde;o importantes quanto o tratamento m&eacute;dico em si (Christensen &amp; Johnson, 2002). Por outro lado, quando o paciente nega a sua doen&ccedil;a, n&atilde;o entende ou n&atilde;o se sente seguro para enfrentar seu problema de sa&uacute;de e o tratamento, o seu progn&oacute;stico piora j&aacute; que sua conduta n&atilde;o facilitar&aacute; o seu restabelecimento.</p>

	    <p>Rey (2004) refere que a sa&uacute;de &eacute; um processo din&acirc;mico em que interferem quest&otilde;es f&iacute;sicas, culturais, sociais e psicol&oacute;gicas. Nesse sentido, a personalidade &eacute; um elemento importante que pode afetar a sa&uacute;de do indiv&iacute;duo, uma vez que refor&ccedil;a suas potencialidades e influencia seu comportamento. Segundo Christensen e Johnson (2002), &eacute; o efeito interativo dos fatores pessoais e dos fatores contextuais que influencia o comportamento em sa&uacute;de.</p>

	    <p>Dessa forma, atrav&eacute;s de uma revis&atilde;o compreensiva da literatura, este artigo tem como objetivo examinar as rela&ccedil;&otilde;es entre os fatores de personalidade a partir do Modelo dos Cinco Grandes Fatores e sa&uacute;de, em especial a ades&atilde;o ao tratamento em pessoas acometidas por doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas. Inicialmente, s&atilde;o apresentadas id&eacute;ias gerais sobre o modelo dos Cinco Grandes Fatores para compreens&atilde;o da personalidade. Em seguida, s&atilde;o revisados estudos que relacionam personalidade e comportamentos em sa&uacute;de, com &ecirc;nfase &agrave; ades&atilde;o ao tratamento por parte de pessoas com doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Das teorias do tra&ccedil;o ao Modelo dos Cinco Grandes Fatores</b></p>

	    <p>As caracter&iacute;sticas emocionais e comportamentais que as pessoas apresentam no seu meio e nas suas rela&ccedil;&otilde;es normalmente acabam determinando seu tipo de personalidade (Lundin, 1972). A personalidade seria, ent&atilde;o, uma organiza&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica dos sistemas psicof&iacute;sicos que determina o comportamento e o pensamento(Allport, 1961/1966). Aconstitui&ccedil;&atilde;o da personalidade teria, ainda, rela&ccedil;&atilde;o com a hereditariedade e com o ambiente.</p>

	    <p>Os tra&ccedil;os de personalidade buscam descrever e de alguma maneira prever o comportamento humano, e n&atilde;o somente estados de humor persistentes (Ver&iacute;ssimo, 2001). Atualmente, entende&#45;se que o comportamento pode ser vari&aacute;vel de pessoa para pessoa, existindo, contudo, aspectos constantes, que s&atilde;o os tra&ccedil;os (Friedman &amp; Schustack, 2004). Desta forma, tra&ccedil;o &eacute; uma caracter&iacute;stica n&atilde;o transit&oacute;ria e relativamente duradoura que se manifesta numa multiplicidade de maneiras e que indica uma dimens&atilde;o das diferen&ccedil;as individuais e padr&otilde;es de pensamento, sentimentos e a&ccedil;&otilde;es do indiv&iacute;duo (McCrae &amp; John, 1992; Lundin, 1972).</p>

	    <p>&nbsp;A partir da ideia do tra&ccedil;o, o modelo dos Cinco Grandes Fatores tem sido considerado um dos mais importantes para a avalia&ccedil;&atilde;o da personalidade humana com crit&eacute;rios, validade e estrutura bem estabelecidos (McCrae &amp; Allik, 2002; McCrae &amp; Costa, 1996). Esse modelo considera que os tra&ccedil;os de personalidade apresentam rela&ccedil;&atilde;o entre a heran&ccedil;a biol&oacute;gica e as experi&ecirc;ncias pessoais do indiv&iacute;duo, e esta intera&ccedil;&atilde;o &eacute; determinante no comportamento humano, constituindo o seu potencial b&aacute;sico (McCrae &amp; Costa 1996).</p>

	    <p>Segundo Nunes, Hutz e Nunes (2009), os cinco fatores n&atilde;o foram desenvolvidos a partir de uma teoria, e sim foram compostos de modo emp&iacute;rico. Portanto, n&atilde;o existe uma explica&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica dos motivos que organizaram a personalidade neste modelo em cinco dimens&otilde;es. Para Costa e McCrae (1992), o modelo dos Cinco Grandes Fatores possui caracter&iacute;sticas bem estabelecidas: (1) a realidade dos fatores est&aacute; expressa em termos de estabilidade, validade e utilidade pr&aacute;tica dos fatores, (2) a propaga&ccedil;&atilde;o dos fatores, que &eacute; a sua presen&ccedil;a em in&uacute;meras formas, em todos os conceitos de personalidade; (3) a universalidade dos fatores, o qual se entende que est&atilde;o presentes em ambos os sexos, em v&aacute;rias faixas et&aacute;rias, em todas as ra&ccedil;as e em diferentes culturas e ainda (4) a base biol&oacute;gica dos fatores.</p>

	    <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, o modelo dos Cinco Grandes Fatores &eacute; considerado uma vers&atilde;o moderna da teoria do tra&ccedil;o e &eacute; composta por fatores que incluem, cada um deles, um conjunto de facetas (subdivis&otilde;es): 1) Extrovers&atilde;o (<i>surgency</i>)/ facetas: Comunica&ccedil;&atilde;o, Altivez, Dinamismo e Intera&ccedil;&otilde;es Sociais; 2) Socializa&ccedil;&atilde;o (<i>agreableness</i>)/ facetas: Amabilidade, Pr&oacute; Sociabilidade e Confian&ccedil;a nas pessoas; 3) Neuroticismo (<i>neuroticism</i>)/ facetas: Vulnerabilidade, Instabilidade Emocional, Passividade e Depress&atilde;o; 4) Realiza&ccedil;&atilde;o (<i>conscientiousness</i>)/ facetas: Compet&ecirc;ncia, Pondera&ccedil;&atilde;o/Prud&ecirc;ncia e Empenho /Comprometimento; 5) Abertura (<i>openness</i>)/ facetas: Interesse por novas id&eacute;ias, Liberalismo e Busca por Novidades (McCrae &amp; John, 1992; Nunes et al., 2009). Este modelo tem sido utilizado em pesquisas de sa&uacute;de, revelando importantes resultados na compreens&atilde;o da influ&ecirc;ncia da personalidade nos comportamentos. As replica&ccedil;&otilde;es dos Cinco Grandes Fatores em diferentes l&iacute;nguas e culturas amparam a universalidade deste modelo (McCrae &amp; Costa, 2004;Nunes et al., 2009), &nbsp;Assim, a grande maioria dos estudos sobre personalidade e sa&uacute;de, realizados em diferentes pa&iacute;ses, tem encontrado resultados muito similares.</p>

	    <p>Dentro do modelo dos Cinco Grandes Fatores, o fator Extrovers&atilde;o reflete a quantidade e intensidade dos relacionamentos, fazendo refer&ecirc;ncia &agrave; maneira como as pessoas se relacionam com os outros, o que revela caracter&iacute;sticas como disposi&ccedil;&atilde;o, afetuosidade e otimismo; no outro extremo, indiv&iacute;duos introvertidos tendem a ser independentes, s&eacute;rios e inibidos, evitando o contato interpessoal (Nunes et al., 2009; McCrae &amp; Allik, 2002; Friedman &amp; Schustack, 2004). O segundo fator da escala, a Socializa&ccedil;&atilde;o, indica tra&ccedil;os que geram comportamentos socialmente agrad&aacute;veis e &agrave; qualidade dos padr&otilde;es estabelecidos nas rela&ccedil;&otilde;es, sugerindo que as pessoas que demonstram altas pontua&ccedil;&otilde;es neste fator apresentam caracter&iacute;sticas como generosidade, confian&ccedil;a, altru&iacute;smo e comprometimento (Nunes et al., 2009, McCrae &amp; Allik, 2002; McCrae &amp; John, 1992). O fator Neuroticismo, por sua vez, se refere &agrave; forma como o sujeito experiencia as emo&ccedil;&otilde;es negativas e os estilos comportamentais e cognitivos que surgem a partir desta viv&ecirc;ncia, tais como impulsividade, vulnerabilidade, ansiedade e depress&atilde;o. Isso significa que pessoas com altas pontua&ccedil;&otilde;es em Neuroticismo s&atilde;o frequentemente muito sens&iacute;veis, tensas, preocupadas e, geralmente, tendem a apresentar id&eacute;ias dissociadas da realidade, altos &iacute;ndices de ansiedade, dificuldade em suportar frustra&ccedil;&otilde;es e usam estrat&eacute;gias de enfrentamento pouco adaptativas (McCrae &amp; John, 1992; Friedman &amp; Schustack, 2004; Nunes et al., 2009). O quarto fator, Realiza&ccedil;&atilde;o, faz refer&ecirc;ncia a caracter&iacute;sticas como cautela, organiza&ccedil;&atilde;o e persist&ecirc;ncia, podendo ser uma medida importante nos comportamentos de ades&atilde;o a tratamentos m&eacute;dicos (McCrae &amp; John, 1992; Nunes et al., 2009). Pesquisas anteriores sobre a personalidade chamavam esse fator de vontade (Friedman &amp; Schustack, 2004). O &uacute;ltimo fator, Abertura, refere&#45;se a caracter&iacute;sticas de criatividade e flexibilidade. Pessoas com &iacute;ndices altos nesta dimens&atilde;o apresentam uma maior tend&ecirc;ncia &agrave; reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva, aceita&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o criativos e curiosos e indicam uma importante capacidade em considerar novas perspectivas (McCrae &amp; John, 1992; Nunes et al.,2009).</p>

	    <p><b>Personalidade e sa&uacute;de a partir do modelo dos Cinco Grandes Fatores</b></p>

	    <p>Os fatores de personalidade t&ecirc;m sido estudados nos &uacute;ltimos anos como componentes importantes nos comportamentos relacionadas &agrave; sa&uacute;de, podendo interferir nos resultados positivos ou negativos de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento de doen&ccedil;as, j&aacute; que a sa&uacute;de est&aacute; ligada diretamente &agrave; maneira como as pessoas vivenciam suas emo&ccedil;&otilde;es (Friedman &amp; Schustack, 2004, Ploubidis &amp; Grundy, 2009). Deste modo, os fatores de personalidade parecem estar relacionados aos comportamentos que promovem a sa&uacute;de, mas que tamb&eacute;m podem contribuir para o desenvolvimento de doen&ccedil;as (Smith, 2006).</p>

	    <p>Dentre os cinco fatores, aquele que tem demonstrado maior rela&ccedil;&atilde;o com problemas de sa&uacute;de f&iacute;sicos entre adultos &eacute; o Neuroticismo (Goodwin, et al., 2006; Neeleman, Sytema &amp; Wadsworth, 2002; Rondina, Gorayeb &amp; Botelho, 2007; Moreno&#45;Jim&eacute;nez et al., 2007). Pessoas com altas pontua&ccedil;&otilde;es no fator Neuroticismo s&atilde;o menos capazes de lidar com o estresse, al&eacute;m de experimentarem uma condi&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica de instabilidade emocional (Mccrae &amp; John, 1992). Godwin et al. (2006) afirmam que os mecanismos de associa&ccedil;&atilde;o entre Neuroticismo e doen&ccedil;as f&iacute;sicas ainda n&atilde;o &eacute; totalmente conhecido. Segundo estes autores, &eacute; poss&iacute;vel que n&iacute;veis elevados de Neuroticismo levem ao desenvolvimento de dist&uacute;rbios f&iacute;sicos, seja pelo caminho bioqu&iacute;mico ou atrav&eacute;s de comportamentos que promovam o desenvolvimento de doen&ccedil;as. Por outro lado, ainda segundo Goodwin et al. (2006), o sofrimento causado pelas doen&ccedil;as f&iacute;sicas poderiam levar ao desenvolvimento de n&iacute;veis mais elevados de Neuroticismo, o que pode revelar o efeito bidirecional do Neuroticismo na sa&uacute;de.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos estudos revisados, a dire&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o entre Neuroticismo e doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas parece demonstrar uma tend&ecirc;ncia &agrave; explica&ccedil;&atilde;o de que os fatores de personalidade predisporiam ou agravariam sintomas das doen&ccedil;as. O estudo de Archer et al. (2009) com pacientes com doen&ccedil;a de Alzheimer, o Neuroticismo na meia idade foi associado com menor idade para o aparecimento da doen&ccedil;a em mulheres, o que pode indicar o impacto fisiol&oacute;gico que as emo&ccedil;&otilde;es negativas cr&ocirc;nicas podem exercer nas estruturas cerebrais.Segundo os autores, o fator Neuroticismo predisp&otilde;e o indiv&iacute;duo a sentimentos negativos cr&ocirc;nicos, o que tem sido relacionado a uma quantidade de implica&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas. Nesse sentido, em pacientes com doen&ccedil;a inflamat&oacute;ria intestinal, o fator Neuroticismo tamb&eacute;m esteve associado a maiores sintomas intestinais e sist&ecirc;micos persistentes (Moreno&#45;Jim&eacute;nez et al., 2007). Do mesmo modo, o Neuroticismo foi associado a um aumento dos sintomas da doen&ccedil;a de Parkinson, assim como mal&#45;estar emocional e desconforto corporal (Dubayova et al., 2009).</p>

	    <p>Os fatores de personalidade tamb&eacute;m foram relacionados a transtornos alimentares (Eggert, Levendosky &amp; Klump, 2007; Rebelo &amp; Leal, 2007). Mulheres com obesidade m&oacute;rbida apresentaram caracter&iacute;sticas de impulsividade, inseguran&ccedil;a emocional, tend&ecirc;ncia para experimentar afetos negativos, bem como baixa toler&acirc;ncia &agrave; frustra&ccedil;&atilde;o, caracter&iacute;sticas do Neuroticismo (Rebelo &amp; Leal, 2007). Da mesma forma, pacientes com diferentes tipos de transtornos alimentares tamb&eacute;m apresentaram altas pontua&ccedil;&otilde;es no fator Neuroticismo, o que foi associado a apego inseguro e impulsividade(Eggert, Levendosky &amp; Klump, 2007). Em pacientes dependentes qu&iacute;micos, o Neuroticismo foi preditor do h&aacute;bito de fumar (Rondina et al., 2007), e tamb&eacute;m foi preditor de reca&iacute;da em dependentes de &aacute;lcool (Fisher, Elias &amp; Ritz, 1998).</p>

	    <p><b>Fatores de Personalidade e Ades&atilde;o ao tratamento em pacientes com doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas</b></p>

	    <p>Wiebe e Christensen (1996), em uma das primeiras revis&otilde;es de estudos sobre personalidade e ades&atilde;o ao tratamento em pacientes doentes cr&ocirc;nicos, referiram a import&acirc;ncia de se considerar as caracter&iacute;sticas contextuais da doen&ccedil;a e do tratamento em estudos envolvendo personalidade e ades&atilde;o. As caracter&iacute;sticas contextuais da doen&ccedil;a e tratamento envolvem a gravidade da doen&ccedil;a, possibilidades de tratamento, bem como o progn&oacute;stico da patologia. Diante de uma perspectiva interacionista, os autores consideraram tais caracter&iacute;sticas como moderadoras nos comportamentos de ades&atilde;o e, portanto, devem ser consideradas em estudos que envolvem comportamentos de sa&uacute;de e ades&atilde;o a tratamentos.&nbsp; No entanto, h&aacute; ainda poucos trabalhos referentes &agrave; personalidade e ades&atilde;o na literatura, seja no caso de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas ou agudas. Dentro desses estudos, o Modelo dos Cinco Grandes Fatores tem sido um constructo importante trabalhado nas pesquisas.</p>

	    <p>A pesquisa de Axelsson, Brink, Lundgren e Lotvall (2011) explorou a influ&ecirc;ncia da personalidade no comportamento de ades&atilde;o &agrave; medica&ccedil;&atilde;o em indiv&iacute;duos com doen&ccedil;a cr&ocirc;nica em geral. Indiv&iacute;duos com doen&ccedil;a cr&ocirc;nica (n = 749) foram identificados em uma amostra aleat&oacute;ria de 5000 habitantes com idade entre 30 e 70 anos, na Su&eacute;cia. Os dados foram coletados atrav&eacute;s de question&aacute;rios. A an&aacute;lise estat&iacute;stica indicou uma rela&ccedil;&atilde;o negativa entre Neuroticismo e ades&atilde;o &agrave; medica&ccedil;&atilde;o, enquanto Socializa&ccedil;&atilde;o e Realiza&ccedil;&atilde;o foram correlacionados positivamente com ades&atilde;o. Este estudo demonstrou que os tra&ccedil;os de personalidade s&atilde;o importantes para o comportamento de ades&atilde;o    <br>
	em indiv&iacute;duos com doen&ccedil;a cr&ocirc;nica. Os resultados sugerem que os tra&ccedil;os de personalidade podem interagir&nbsp; influenciando a ader&ecirc;ncia ao tratamento.</p>

	    <p>Penedo et al., (2003) estudaram a rela&ccedil;&atilde;o entre os fatores de personalidade, qualidade de vida e ades&atilde;o ao tratamento antiretroviral&nbsp; numa amostra de 116 homens e mulheres portadores de HIV. N&atilde;o foram encontradas rela&ccedil;&otilde;es entre personalidade e ades&atilde;o ao tratamento antiretroviral, contudo, valores mais altos no fator Neuroticismo foram significativamente associados com os dom&iacute;nios da qualidade de vida,sugerindo que indiv&iacute;duos com este fator de personalidade t&ecirc;m tend&ecirc;ncias a experimentar maiores sentimentos de depress&atilde;o, ansiedade e medo. Em contrapartida, maiores pontua&ccedil;&otilde;es nos fatores Extrovers&atilde;o e Realiza&ccedil;&atilde;o foram significativamente associadas &agrave; fun&ccedil;&atilde;o global, satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, &agrave;s rotinas e regras de viver com o <i>HIV</i>, al&eacute;m do funcionamento sexual.Assim, segundo os autores, embora n&atilde;o tenham evidenciado rela&ccedil;&atilde;o entre os fatores de personalidade e ades&atilde;o ao tratamento antiretroviral, pacientes com caracter&iacute;stica de Extrovers&atilde;o e Realiza&ccedil;&atilde;o relatam melhor qualidade de vida, particularmente, nos dom&iacute;nios de funcionamento global, preocupa&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas e dom&iacute;nios do <i>HIV</i>, o que pode auxili&aacute;&#45;los na gest&atilde;o das demandas associadas &agrave; vida com a doen&ccedil;a.</p>

	    <p>Tamb&eacute;m na pesquisa de Axelsson et al.,(2009) foram avaliados 268 jovens asm&aacute;ticos, procurando verificar a rela&ccedil;&atilde;o entre tra&ccedil;os de personalidade, controle da asma e qualidade de vida (QVRS), e as poss&iacute;veis influ&ecirc;ncias de tra&ccedil;os de personalidade na ades&atilde;o &agrave; medica&ccedil;&atilde;o. Os principais resultados evidenciaram que afetividade negativa (como uma faceta do fator Neuroticismo) e impulsividade (como uma faceta do fator Realiza&ccedil;&atilde;o) correlacionaram&#45;se negativamente com o controle da asma, enquanto que, nas pacientes mulheres, a capacidade hed&ocirc;nica (como uma faceta do fator Extrovers&atilde;o) teve correla&ccedil;&atilde;o positiva com o controle da doen&ccedil;a. Entre os participantes com uso de medica&ccedil;&atilde;o regular para controle da asma, a impulsividade foi correlacionada negativamente com a ades&atilde;o. Nos homens, antagonismo (como uma faceta do fator Socializa&ccedil;&atilde;o) e alexitimia (como uma faceta do fator Abertura) foram associados &agrave; baixa ades&atilde;o &agrave; medica&ccedil;&atilde;o regular para o tratamento da asma.</p>

	    <p>Assim como nos casos mencionados anteriormente, algumas pesquisas com pacientes renais cr&ocirc;nicos fazem refer&ecirc;ncia ao papel da personalidade nos comportamentos de sa&uacute;de, indicando que a personalidade pode ter impacto na ades&atilde;o ao tratamento ena mortalidade (Christensen et al., 2002), al&eacute;m de influenciar tipos de enfrentamento da doen&ccedil;a e tratamento (Kidachi, Kikuchi, Nishizawa, Iruma &amp; Kaneko, 2007). Kidachi et al. (2007) demonstraram que caracter&iacute;sticas de altru&iacute;smo e otimismo foram importantes no processo de adapta&ccedil;&atilde;o ao tratamento,sendo que pacientes que evidenciaram n&iacute;veis altos nos fatores Socializa&ccedil;&atilde;o, Extrovers&atilde;o e Realiza&ccedil;&atilde;o foram capazes de manter uma melhor autodisciplina e maior&nbsp; adapta&ccedil;&atilde;o ao tratamento dial&iacute;tico. No entanto, nesta pesquisa, o fator neuroticismo n&atilde;o difere da popula&ccedil;&atilde;o adulta em geral.</p>

	    <p>Christensen et al. (2002) examinaram os fatores de personalidade e sua rela&ccedil;&atilde;o com a mortalidade de pacientes renais cr&ocirc;nicos. Os principais resultados indicaram que pacientes com altos valores em Neuroticismo tinham uma taxa de mortalidade 37,5% maior em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;queles com valores m&eacute;dios neste fator, enquanto pacientes com pontua&ccedil;&otilde;es baixas em Realiza&ccedil;&atilde;o tiveram um aumento de 36,4% na taxa de mortalidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&eacute;dia obtida da popula&ccedil;&atilde;o. Assim, entende&#45;se a mortalidade como resultado do controle inadequado da doen&ccedil;a ou n&atilde;o ades&atilde;o ao tratamento proposto,influenciando no progn&oacute;stico da doen&ccedil;a.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ainda com respeito &agrave; import&acirc;ncia do fator Neuroticismo,	Jerant, Chapman, Duberstein, Robbins e Franks (2011) investigaram a influ&ecirc;ncia da personalidade nos comportamentos de ades&atilde;o ao tratamento medicamentoso em idosos para prevenir dem&ecirc;ncia. Os resultados indicaram que o fator neuroticismo foi associado com o comportamento de n&atilde;o ades&atilde;o ao programa medicamentoso.</p>

	    <p>Se por um lado est&aacute; a import&acirc;ncia do fator Neuroticismo para maus resultados em sa&uacute;de, de outro est&aacute; o fator Realiza&ccedil;&atilde;o, que parece ter uma forte liga&ccedil;&atilde;o com comportamentos&nbsp; saud&aacute;veis e conseq&uuml;entemente predisp&otilde;e o indiv&iacute;duo a uma melhor ades&atilde;o aos tratamentos m&eacute;dicos (Wiebe &amp; Christensen, 1996). Al&eacute;m disso, o fator Realiza&ccedil;&atilde;o &eacute; um importante moderador da rela&ccedil;&atilde;o entre estresse e ansiedade, sugerindo que indiv&iacute;duos sob estresse elevado e com caracter&iacute;sticas do fator Realiza&ccedil;&atilde;o tendem a se envolver em comportamentos de sa&uacute;de mais saud&aacute;veis (Korotkov, 2008). Numa metan&aacute;lise (Bogg &amp; Roberts, 2004), o fator Realiza&ccedil;&atilde;o foi negativamente relacionado com comportamentos de risco &agrave; sa&uacute;de, tais como: tabagismo, dieta e atividades f&iacute;sicas ineficientes, uso excessivo de &aacute;lcool, viol&ecirc;ncia, comportamento sexual de risco, suic&iacute;dio e uso de droga; e foi positivamente relacionado aos comportamentos mais saud&aacute;veis.</p>

	    <p>Em pacientes em lista de transplante de diferentes &oacute;rg&atilde;os, a personalidade tem impacto no regime de ades&atilde;o ao tratamento (Dobbels et al., 2009). Foi visto que, pacientes com baixas pontua&ccedil;&otilde;es no fator Realiza&ccedil;&atilde;o indicaram n&atilde;o&#45;ades&atilde;o &agrave; terapia imunossupressora menos de um ano ap&oacute;s o transplante. Os resultados comprovaram que o fator Realiza&ccedil;&atilde;o foi preditor independente para n&atilde;o&#45;ades&atilde;o &agrave; medica&ccedil;&atilde;o. Christensen e Smith (1995), encontraram rela&ccedil;&atilde;o negativa entre o fator Realiza&ccedil;&atilde;o e n&iacute;veis de Fosfato e Pot&aacute;ssio, que s&atilde;o medidas que indicam ades&atilde;o ao regime medicamentoso e diet&eacute;tico. Na an&aacute;lise de regress&atilde;o, tal fator foi preditor significativo associado com maior ades&atilde;o ao regime medicamentoso, indicando que pacientes com pontua&ccedil;&otilde;es altas neste fator apresentam comportamentos mais positivos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s prescri&ccedil;&otilde;es do tratamento.</p>

	    <p>Em pacientes transplantados de cora&ccedil;&atilde;o e pulm&atilde;o, (Stilley et al., 2005) foi examinada a rela&ccedil;&atilde;o entre fatores de personalidade e transtornos de personalidade Os resultados desta investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o evidenciaram correla&ccedil;&otilde;es entre essas duas vari&aacute;veis. No entanto, pacientes transplantados tiveram baixas pontua&ccedil;&otilde;es nos fatores Abertura, Extrovers&atilde;o, Realiza&ccedil;&atilde;o e Socializa&ccedil;&atilde;o, enquanto Neuroticismo foi acima da m&eacute;dia. Nesse sentido, os autores concluiram que as caracter&iacute;sticas de personalidade s&atilde;o importantes para maximizar a qualidade de vida dessas pessoas, por&eacute;m n&atilde;o est&atilde;o relacionadas com o surgimento de transtornos.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>

	    <p>Diante do que foi exposto, embora ainda sejam poucas as pesquisas sobre a fatores de personalidade e comportamentos de sa&uacute;de, em especial e ades&atilde;o ao tratamento, fica claro que essa rela&ccedil;&atilde;o existe. Nos estudos encontrados, o fator Neuroticismo parece ser o que est&aacute; mais relacionado a comportamentos de risco &agrave; sa&uacute;de, assim como exerce influ&ecirc;ncia negativa na ades&atilde;o aos tratamentos m&eacute;dicos. Os artigos fazem &nbsp;refer&ecirc;ncia a este fator como um importante componente relacionado a comportamentos de risco para a sa&uacute;de. Por outro lado, as pesquisas que investigaram a personalidade na sa&uacute;de evidenciaram o fator Realiza&ccedil;&atilde;o como um componente positivo para comportamentos saud&aacute;veis.No entanto, as causas que levam a comportamentos saud&aacute;veis ou n&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de s&atilde;o multifatoriais, j&aacute; que outras vari&aacute;veis exercem influ&ecirc;ncias importantes na sa&uacute;de das pessoas e devem ser inclu&iacute;das nas pesquisas. Portanto, a predi&ccedil;&atilde;o do comportamento das pessoas frente a uma doen&ccedil;a ou ao seu tratamento a partir unicamente de informa&ccedil;&otilde;es de sua personalidade &eacute; bastante limitada, pois outras vari&aacute;veis atuam na rela&ccedil;&atilde;o do paciente com sua doen&ccedil;a e tratamento.</p>

	    <p>Ainda que as investiga&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea da personalidade demonstrem resultados importantes sobre o seu impacto na sa&uacute;de f&iacute;sica das pessoas, restam ainda muitas quest&otilde;es a serem respondidas neste campo de pesquisa. Assim, o objetivo dos pesquisadores e profissionais desta &aacute;rea deve ser o de conhecer as caracter&iacute;sticas de personalidade a fim de promover uma melhor adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a e qualidade de vida &agrave;s pessoas, aliado &agrave; comportamentos saud&aacute;veis, respeitando suas individualidades e intervindo para potencializar suas caracter&iacute;sticas psicol&oacute;gicas positivas.</p>

	    <p>Diante disto, o conhecimento da personalidade e do processo din&acirc;mico pelo qual a mesma influencia a sa&uacute;de pode auxiliar os profissionais no desenvolvimento de estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o cada vez mais eficientes. Assim, espera&#45;se alcan&ccedil;ar resultados positivos na quest&atilde;o da ades&atilde;o aos tratamentos, promovendo dessa maneira um melhor bem&#45;estar aos pacientes. Conclui&#45;se, a partir dos estudos revisados, que os fatores de personalidade exercem impactos significativos na sa&uacute;de f&iacute;sica das pessoas, e em especial com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; ades&atilde;o ao tratamento, os fatores Neuroticismo e Realiza&ccedil;&atilde;o tem papel importante nesse processo.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFERÊNCIAS</b></p>

	    <p>Archer, N., Brown, R., Reeves, S., Nicholas, H., Boothby, H., &amp; Lovestone, S. (2009). Midlife Neuroticism and the age of onset of Alzheimer&rsquo;s disease. <i>Psychological Medicine, 39</i>, 665&#150;673.</p>

	    <!-- ref --><p>Allport, G. W. (1966). Personalidade: Padr&otilde;es e desenvolvimento. (D. M. Leite, Trans.). S&atilde;o Paulo, Brasil: Herder. (Original published in 1961)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S1645-0086201200010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Archer, N., Brown, R., Reeves, S., Nicholas, H., Boothby, H., &amp; Lovestone, S. (2009). Midlife Neuroticism and the age of onset of Alzheimer&rsquo;s disease. <i>Psychological Medicine, 39</i>, 665&#150;673.</p>

	    <!-- ref --><p>Axelsson, M., Emilsson, M., Brink, E., Lundgren,J., Tor&eacute;n,K., &amp; L&ouml;tvall, J. (2009). Personality, adherence, asthma control and health&#45;related quality of life in young adult asthmatics. <i>Respiratory Medicine, 103</i>, 1033&#45;1040.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S1645-0086201200010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Axelsson, M; Brink,E; Lundgren,J; L&ouml;tvall,J.(2011). The Influence of Personality Traits on Reported Adherence to Medication in Individuals with Chronic Disease: An Epidemiological Study in West Sweden. <i>Plos One 6</i> (3).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S1645-0086201200010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Bogg, T., &amp; Roberts, B. W. (2004). Conscientiousness and health behaviors: a meta&#45;analysis. <i>Psychological Bullettin,</i> <i>130</i> (6), 887&#150;919.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S1645-0086201200010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Christensen, A. J., &amp; Johnson, J. A. (2002). Patient Adherence With Medical Treatment Regimens: An Interactive Approach<i>. Current directions in psychological science, 11</i>(3), 94&#45;97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S1645-0086201200010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Christensen, A. J., &amp; Smith, T. W. (1995). Personality and Patient Adherence: Correlates ofthe Five&#45;Factor Model in Renal Dialysis. <i>Journal of Behavioral Medicine, 18</i> (3), 305&#45;313.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S1645-0086201200010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Christensen, A. J., Ehlers, S. L., Wiebe, J. S., Moran, P. J., Raichle, K., Ferneyhough, K., &amp; Lawton, W. J. (2002). Patient Personality and Mortality: A 4&#45;Year Prospective Examination of&nbsp; Chronic Renal Insufficiency. <i>Health Psychology</i>, <i>21</i> (4), 315&#150;320.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S1645-0086201200010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Costa, P. T., Jr., &amp; McCrae, R. R. (1992). Four ways five factors are basic. <i>Personality and Individual Differences, 13,</i> 653&#150;665.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S1645-0086201200010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Dobbels, F., Vanhaecke, J., Dupont, L., Nevens, F; Verleden, G., Pirenne, J., &amp; De Geest, S. (2009). Pretransplant Predictors of Posttransplant Adherence and Clinical Outcome: An Evidence Base for Pretransplant Psychosocial Screening.<i>Transplantation,</i> <i>87</i> (10), 1497&#150;1504.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S1645-0086201200010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dubayova, T., Nagyova, I., Havlikova, E., Rosenberger, J., Gdovinova,Z., Middel, B; Van Dijk, J. P., &amp; Groothoff, J. W. (2009). Neuroticism and extraversion in association with quality of life in patients with Parkinson&rsquo;s disease.<i>Quality of Life Research,</i> <i>18</i>, 33&#150;42.</p>

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	    <!-- ref --><p>Fisher, L. A., Elias, J. W., &amp; Ritz, K. (1998). Predicting relapse to substance abuse as function of personality dimensions. <i>Alcohol Clinical and Experimental Research, 22</i> (5), 1041&#45;1047.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1645-0086201200010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Friedman, H. S &amp; Schustack, M. W. (2004). Teorias da Personalidade: da teoria cl&aacute;ssica &agrave; pesquisa moderna (Honorato, B. Trans.). S&atilde;o Paulo: Prentice Hall. (Original published in 1999).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1645-0086201200010000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Goodwin, R. D., Cox, B. J., &amp; Clara, I. (2006). Neuroticism and Physical Disorders Among Adults in the Community: Results from the National Comorbidity Survey.<i>Journal of Behavioral Medicine, 29</i> (3), 229&#45;238.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1645-0086201200010000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Jerant,A., Chapman,B., Duberstein, P., Robbins, J., &amp; Franks, P. (2011). Personality and medication non&#45;adherence among older adults enrolled in a six&#45;year trial.<i>British Journal of Health Psychology,16</i> (1),151&#45;169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1645-0086201200010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Kidachi, R., Kikuchi, A., Nishizawa, Y., Hiruma, T., &amp; Kaneko, S. (2007).Personality types and coping style in hemodialysis patients. <i>Psychiatry and Clinical Neurosciences</i>, <i>61</i>, 339&#150;347.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1645-0086201200010000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Korotkov, D. (2008). Does personality moderate the relationship between stress and health behavior? Expanding the nomological network of the five&#45;factor model. <i>Journal of Research in Personality, 42</i>, 1418&#150;1426.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1645-0086201200010000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Lundin, R. W. (1972). Personalidade: Uma An&aacute;lise do Comportamento. ( R. L. Rodrigues &amp; L. O. de S. Queiroz, Trans.). S&atilde;o Paulo, Brasil: Editora Herder.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1645-0086201200010000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>McCrae, R. R., &amp; Allik, J. (2002). The Five Factor Model of Personality Across Cultures.New Yok: Kuwler Academic/Plenum Publisher.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1645-0086201200010000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>McCrae, R. R., &amp; Costa, P. T. Jr. (1996). A Five &#45;Factor Theory of Personality. Em L. A Pervin &amp; O. P John (Org.), <i>Handbook of personality: Theory and Research</i> (pp.139&#45;153). New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1645-0086201200010000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>McCrae, R .R., &amp; Costa, P. T. Jr. (2004). A contemplated revision of the NEO Five&#45;Factor Inventory. <i>Personality and Individual Differences, 36</i>, 587&#150;596.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1645-0086201200010000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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