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<journal-title><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doenças]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.15309/15psd160102</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Educação para a saúde]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-00862015000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-00862015000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-00862015000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Neste artigo fazemos uma apresentação da importância e da emergência da educação para a saúde, salientando os principais marcos que lhe deram origem. Fazemos referência aos aspetos da educação como a idade, contexto e objetivos que mudam de pessoa para pessoa ou de grupo para grupo. Ilustramos com a referência a programas cuja aplicação em amplos setores, está documentada na literatura científica, justificando a sua importância e utilidade.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this article we present the importance and emergence of health education, highlighting the major milestones that gave rise to it. We refer to aspects of education such as age, context and goals that change between individuals or groups. We illustrated with reference to programs whose implementation in broad sectors are documented in the scientific literature, justifying its importance and usefulness.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Educação para a saúde]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[health promotion]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[disease prevention]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de</b></p>     <p><b>Health education</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jos&eacute; Lu&iacute;s Pais Ribeiro</b></p>     <p>Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o / Universidade do Porto</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Neste artigo fazemos uma apresenta&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia e da emerg&ecirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, salientando os principais marcos que lhe deram origem. Fazemos refer&ecirc;ncia aos aspetos da educa&ccedil;&atilde;o como a idade, contexto e objetivos que mudam de pessoa para pessoa ou de grupo para grupo. Ilustramos com a refer&ecirc;ncia a programas cuja aplica&ccedil;&atilde;o em amplos setores, est&aacute; documentada na literatura cient&iacute;fica, justificando a sua import&acirc;ncia e utilidade.</p>     <p><b>Palavras-chave</b> - Educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de; preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT&nbsp; </b></p>     <p>In this article we present the importance and emergence of health education, highlighting the major milestones that gave rise to it. We refer to aspects of education such as age, context and goals that change between individuals or groups. We illustrated with reference to programs whose implementation in broad sectors are documented in the scientific literature, justifying its importance and usefulness.</p>     <p><b>Key words</b><i>-</i> health education; health promotion; disease prevention</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Ap&oacute;s a Segunda Grande Guerra Mundial, terminada em 1945, ocorreram grandes altera&ccedil;&otilde;es na forma de conceber a sa&uacute;de e as doen&ccedil;as. Tal decorreu, principalmente, devido ao aparecimento da penicilina que ficou dispon&iacute;vel durante a guerra, e que permitia combater as doen&ccedil;as infeciosas que mais contribu&iacute;am para a mortalidade e a morbilidade da &eacute;poca, e devido ao desenvolvimento da vacina&ccedil;&atilde;o que prevenia algumas das principais doen&ccedil;as como, p.ex., a tuberculose, entre muitas outras. A utiliza&ccedil;&atilde;o de novos medicamentos e de formas de diagn&oacute;stico mais sofisticadas, levou a que a expectativa de vida tivesse aumentado substancialmente, principalmente nos pa&iacute;ses economicamente mais desenvolvidos.</p>     <p>Por outro lado, viver mais tempo permitiu o aparecimento de doen&ccedil;as n&atilde;o infeciosas que se tornaram, nos dec&eacute;nios seguintes, a principal causa de morbilidade e mortalidade nos pa&iacute;ses desenvolvidos (doen&ccedil;as cardiovasculares e oncol&oacute;gicas que representam cerca de 60% das causas de morte nestes pa&iacute;ses). Esta altera&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o de morbilidade e mortalidade ficou conhecida por Segunda Revolu&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de (Pais-Ribeiro, 1998) e caracteriza-se por as suas principais causas estarem associadas ao comportamento humano em vez de agentes infeciosos, como anteriormente.</p>     <p>Logo ap&oacute;s a Segunda Grande Guerra iniciou-se o Framingham Heart Study, sob os ausp&iacute;cios do atual National Heart, Lung, and Blood Institute, que visava identificar os fatores ou caracter&iacute;sticas que contribu&iacute;am para as doen&ccedil;as cardiovasculares e que constituiu a matriz para identificar os principais fatores de risco que hoje s&atilde;o do senso comum<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, e que incluem muitos dos comportamentos que atualmente s&atilde;o objeto de educa&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e da promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. De salientar que a investiga&ccedil;&atilde;o atual tem mostrado que a rela&ccedil;&atilde;o entre fatores de risco e as doen&ccedil;as cardiovasculares, tal como foram identificados nos estudos originais n&atilde;o confirmam esse padr&atilde;o (Ebrahim et al. 2011).</p>     <p>Este tipo de investiga&ccedil;&atilde;o que apontava para o papel do comportamento humano no aparecimento de doen&ccedil;as tornou a educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de um elemento central em contexto de sa&uacute;de e de doen&ccedil;as em todos os pa&iacute;ses, desenvolvidos ou em desenvolvimento, em todos os contextos, da preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; terci&aacute;ria, e de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, em todos os grupos et&aacute;rios. Agora, a abordagem das doen&ccedil;as j&aacute; n&atilde;o era da responsabilidade do sistema de cuidados de sa&uacute;de, mas sim da responsabilidade individual.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>EDUCA&Ccedil;&Atilde;O PARA A SA&Uacute;DE</b></p>     <p>Educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de &eacute; definida pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) como todas e quaisquer combina&ccedil;&otilde;es de experi&ecirc;ncias de aprendizagem concebidas para ajudar os indiv&iacute;duos e as comunidades a melhorar a sua sa&uacute;de, atrav&eacute;s do aumento do seu conhecimento, ou, influenciando as suas atitudes (WHO, 2013). Mais detalhadamente, a defini&ccedil;&atilde;o do gloss&aacute;rio de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de 1998 (WHO, 1998), semelhante a esta, diz que educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de inclui as oportunidades desenvolvidas intencionalmente para a aprendizagem, que envolve alguma forma de comunica&ccedil;&atilde;o, destinada a melhorar a <i>literacia em sa&uacute;de,</i> incluindo o aumento do conhecimento, e o desenvolvimento de <i>per&iacute;cias de vida</i> (life skills) os quais conduzem &agrave; <i>sa&uacute;de da comunidade</i> (em it&aacute;lico no original). A educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de &eacute; central seja para a promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, seja para a preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as (prim&aacute;ria, secund&aacute;ria, terci&aacute;ria)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Sa&uacute;de</b></p>     <p>A sa&uacute;de define-se como um estado de bem-estar f&iacute;sico, mental e social, total, e n&atilde;o apenas a aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a, ou de incapacidade, segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) no seu documento constituinte (WHO, 1948). A declara&ccedil;&atilde;o introdut&oacute;ria da constitui&ccedil;&atilde;o da OMS que precedia a defini&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de afirmava que aqueles princ&iacute;pios eram b&aacute;sicos para a felicidade, e para as rela&ccedil;&otilde;es harmoniosas e seguras de todas as pessoas: Afirmava, ainda, que a sa&uacute;de de todos os povos &eacute; fundamental para alcan&ccedil;ar a paz e seguran&ccedil;a.</p>     <p>Em acrescento posterior diz que a sa&uacute;de &eacute; a extens&atilde;o em que um indiv&iacute;duo ou grupo &eacute; capaz, por um lado, de realizar as suas aspira&ccedil;&otilde;es e satisfazer as suas necessidades, e por outro, de modificar ou lidar com o meio envolvente. A sa&uacute;de &eacute; um recurso para a vida do dia a dia, uma dimens&atilde;o da nossa qualidade de vida e n&atilde;o o objetivo de vida, dizia (WHO, 1986).</p>     <p>Por sua vez, a sa&uacute;de mental &eacute; um estado de bem-estar no qual o indiv&iacute;duo implementa as suas capacidades, enfrenta o stresse normal da vida di&aacute;ria, trabalha produtivamente e contribui positivamente para a sua comunidade (Herrman, Saxena, &amp; Moodie, 2005). A sa&uacute;de mental &eacute; parte integrante da sa&uacute;de, &eacute; mais do que aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a mental, e est&aacute; intimamente conectada com a sa&uacute;de f&iacute;sica e o comportamento (Herrman, et al, 2005).</p>     <p>Ao contr&aacute;rio, a doen&ccedil;a &eacute; a condi&ccedil;&atilde;o anormal de um corpo ou organismo, caracterizada por um conjunto de sintomas ou sinais espec&iacute;ficos. A etiologia, patologia e progn&oacute;stico podem ser conhecidos ou desconhecidos, e ela pode ser causada por fatores externos ou internos. Ou seja, pela defini&ccedil;&atilde;o formal, sa&uacute;de e doen&ccedil;a s&atilde;o conceitos independentes, que podem coexistir e que n&atilde;o se eliminam mutuamente. Faz sentido pensar a sa&uacute;de em pessoas que t&ecirc;m uma qualquer doen&ccedil;a, do mesmo modo que se pode investigar doen&ccedil;as em pessoas dadas como saud&aacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>As pol&iacute;ticas planet&aacute;rias de sa&uacute;de </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na d&eacute;cada de 70 do s&eacute;culo passado, formalizou-se em documentos cl&aacute;ssicos, o reconhecimento da altera&ccedil;&atilde;o das causas das doen&ccedil;as e da import&acirc;ncia da sa&uacute;de para a vida das pessoas e da comunidade. Salientam-se nesta &eacute;poca o relat&oacute;rio Lalonde (1974) sobre o estado de sa&uacute;de dos canadianos, o relat&oacute;rio Richmond (1979) sobre o estado de sa&uacute;de nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, e a declara&ccedil;&atilde;o de Alma-Ata (1978). Estes tr&ecirc;s marcos, permitem afirmar que se entrava numa nova era, quer no modo de conceber a sa&uacute;de e as doen&ccedil;as, quer no modo de intervir.</p>     <p>Em 1978 &eacute; formalizada a Declara&ccedil;&atilde;o de Alma-Ata, produzida numa confer&ecirc;ncia internacional focada nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, que decorreu em Alma-Ata, Cazaquist&atilde;o<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>, entre 6-12 Setembro. Neste documento referia-se que os cuidados prim&aacute;rios (CP) refletiam e derivavam das condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas, socioculturais, e das caracter&iacute;sticas pol&iacute;ticas de cada pa&iacute;s e das comunidades que o compunham. Afirmava que os CP focavam os principais problemas da comunidade, atrav&eacute;s do fornecimento de servi&ccedil;os promocionais, preventivos, curativos e de reabilita&ccedil;&atilde;o. Dizia, no ponto VII da declara&ccedil;&atilde;o que os CP inclu&iacute;am, pelo menos, a educa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a problemas prevalecentes de sa&uacute;de e a m&eacute;todos para sua preven&ccedil;&atilde;o e controlo, promo&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o de alimentos e de nutri&ccedil;&atilde;o apropriada, provis&atilde;o adequada de &aacute;gua de boa qualidade e saneamento b&aacute;sico, cuidados de sa&uacute;de materna e infantil, incluindo o planeamento familiar, imuniza&ccedil;&atilde;o contra as principais doen&ccedil;as infeciosas, preven&ccedil;&atilde;o e controlo de doen&ccedil;as end&eacute;micas, tratamento adequado de doen&ccedil;as e les&otilde;es comuns, e fornecimento de medicamentos essenciais.</p>     <p>Nesta confer&ecirc;ncia assumiu-se que o objetivo principal dos governos e da OMS seria que toda a popula&ccedil;&atilde;o do planeta deveria alcan&ccedil;ar, no ano 2000, um n&iacute;vel de sa&uacute;de que conduzisse a uma vida social e economicamente produtiva. Esta assun&ccedil;&atilde;o levou a que em 1981 a assembleia adotasse unanimemente a &ldquo;Global Strategy for Health for All by the Year 2000&rdquo;, dando origem ao movimento &ldquo;Sa&uacute;de para Todos&rdquo;. Isto n&atilde;o significava o fim das doen&ccedil;as e incapacidades, mas antes que os recursos e os cuidados de sa&uacute;de passavam a ser acess&iacute;veis a toda a popula&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m significava que a &ldquo;sa&uacute;de&rdquo; come&ccedil;ava em casa, nas escolas, no local de trabalho, na comunidade, etc., ou seja, nos contextos onde as pessoas viviam, consoante a sua idade, a sua cultura, a sua atividade, os seus interesses. Adaptado &agrave; regi&atilde;o europeia definiam 38 objetivos para a sa&uacute;de das pessoas (Ritsatakis, 2000). Revis&otilde;es posteriores (Hall &amp; Taylor, 2003) reafirmavam o legado da Declara&ccedil;&atilde;o de Alma-Ata. 20 anos depois, em maio&nbsp; de 1998, na sua 51&ordf; assembleia a World Health Organisation adoptou uma resolu&ccedil;&atilde;o corretiva da anterior para uma nova pol&iacute;tica de sa&uacute;de global &ldquo;The new policy, Health for All in the 21st Century&rdquo;, que sucedia &agrave; estrat&eacute;gia &ldquo;Health for All by the Year 2000&rdquo; lan&ccedil;ada em 1977. Esta nova resolu&ccedil;&atilde;o visava lan&ccedil;ar novo impulso para a sa&uacute;de, e visava dominantemente o ano 2020 (WHA, 1998).</p>     <p>A World Health Organisation desenvolveu um programa para a regi&atilde;o europeia, o Health21, dado a disparidade no desenvolvimento econ&oacute;mico entre os pa&iacute;ses desta regi&atilde;o e os pa&iacute;ses que eram abrangidos no programa anterior, na maioria pa&iacute;ses em desenvolvimento. Jogavam com o termo 21 porque propunham 21 objetivos para o in&iacute;cio do s&eacute;culo 21.</p>     <p>Nesta corre&ccedil;&atilde;o definiam 10 novos objetivos que se podiam operacionalizar de modo mais concreto e mensur&aacute;vel, com menor ambiguidade. Agrupavam-nos em tr&ecirc;s &aacute;reas: resultados de sa&uacute;de com quatro objetivos; determinantes de sa&uacute;de, com dois objetivos; pol&iacute;ticas de sa&uacute;de e sustentabilidade do sistema de sa&uacute;de com quatro objetivos (van Herten &amp; van de Water, 1999).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de</b></p>     <p>O conceito de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de emerge na d&eacute;cada posterior &agrave; referida antes e, formalmente, a n&iacute;vel planet&aacute;rio com a First International Conference on Health Promotion, uma reuni&atilde;o que teve lugar em Ottawa, Canad&aacute;, em 1986. Esta ocorre seis anos depois da reuni&atilde;o de Alma-Ata que estabeleceu os princ&iacute;pios para os CP a n&iacute;vel do planeta. Confer&ecirc;ncias posteriores tiveram lugar em Adelaide, Austr&aacute;lia, (1988), Sundsvall, Su&eacute;cia (1991), e a quarta confer&ecirc;ncia a de Jakarta, Indon&eacute;sia (1997) a primeira que teve lugar fora dos pa&iacute;ses desenvolvidos, seguidas da confer&ecirc;ncia em M&eacute;xico City, M&eacute;xico (2000), a sexta em Bangkok, Tail&acirc;ndia (2005), onde se atualiza a &ldquo;Bangkok Charter for Health Promotion in a Globalized World&rdquo;, a s&eacute;tima em Nairobi, Qu&eacute;nia (2009) e a oitava, regressa ao mundo desenvolvido em Hels&iacute;nquia, Finl&acirc;ndia em 2013(<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>).</p>     <p>Cada uma destas confer&ecirc;ncias atualiza o conceito de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e o que lhe est&aacute; associado de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>A educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de aplicada</b></p>     <p>Todos os programas definidos pelas institui&ccedil;&otilde;es internacionais, fossem a n&iacute;vel planet&aacute;rio fossem a n&iacute;vel regional (p.ex. Europa), assumiam a educa&ccedil;&atilde;o como instrumento central de interven&ccedil;&atilde;o. Abrangia contextos como a cidade, a escola, a comunidade, a empresa, as unidades de sa&uacute;de, entre outras. Visava todos os grupos et&aacute;rios, das crian&ccedil;as pequenas aos idosos, com ou sem especificidades de g&eacute;nero, em condi&ccedil;&otilde;es muito variadas, fosse promover ou proteger a sa&uacute;de em grupos saud&aacute;veis, fosse melhorar a qualidade de vida em grupos com doen&ccedil;as cr&oacute;nicas, fosse prevenir as doen&ccedil;as antes delas surgirem (preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria) fosse em condi&ccedil;&otilde;es em que as doen&ccedil;as j&aacute; estivessem instaladas (preven&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria e terci&aacute;ria).</p>     <p>Os programas educacionais s&atilde;o concebidos, por exemplo, para indiv&iacute;duos com diabetes tipo 1, uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica que tende a surgir na inf&acirc;ncia e que acompanhar&aacute; o indiv&iacute;duo por toda a vida, exigindo medidas de higiene, tratamento e cuidados espec&iacute;ficos. S&atilde;o programas diferentes dos programas de educa&ccedil;&atilde;o para a diabetes tipo 2, que embora aborde a mesma doen&ccedil;a, tem caracter&iacute;sticas diferentes da diabetes tipo 1, e tende a surgir em idades mais avan&ccedil;adas. Programas deste tipo devem ser desenvolvidos para um n&uacute;mero imenso de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas que tendem a acompanhar as pessoas na vida do dia a dia.</p>     <p>Como consequ&ecirc;ncia da evolu&ccedil;&atilde;o nas possibilidades de diagn&oacute;stico e do tratamento assim como das condi&ccedil;&otilde;es de vida, as pessoas vivem cada vez mais tempo, e com doen&ccedil;as que h&aacute; 50 anos eram fatais. Por exemplo, Rogers, et al. (1992) afirmam que no Medical Outcomes Study, um estudo longitudinal realizado em diferentes cidades dos Estados Unidos da Am&eacute;rica com uma popula&ccedil;&atilde;o de 22 462 indiv&iacute;duos, dos participantes que tinham entre os 18 e 98 anos de idade, 3% n&atilde;o apresentavam uma condi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, 67% apresentavam uma, e 30% apresentavam duas ou mais condi&ccedil;&otilde;es. Ou seja, &eacute; hoje vulgar as pessoas da comunidade viverem a vida do dia a dia com uma doen&ccedil;a. Essa coexist&ecirc;ncia da doen&ccedil;a com a vida di&aacute;ria implica cuidados m&uacute;ltiplos, e tipos de interven&ccedil;&atilde;o onde a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma parte importante. A educa&ccedil;&atilde;o deve ocorrer, portanto, com toda a popula&ccedil;&atilde;o, ao longo de toda a vida.</p>     <p>As idades mais novas s&atilde;o intuitivamente mais focadas, porque as crian&ccedil;as est&atilde;o em contexto escolar onde a interven&ccedil;&atilde;o educativa &eacute; mais acess&iacute;vel e onde os objetivos educativos contemplam &aacute;reas da sa&uacute;de, normalmente associadas ao estilo de vida (ou <i>life skills</i>, para usar a linguagem da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de). Os objetivos podem ser ligados &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o, ao exerc&iacute;cio f&iacute;sico, ao consumo de subst&acirc;ncias como o tabaco, ao controlo da agressividade, &agrave; sa&uacute;de sexual, entre muitos outros.</p>     <p>Em todas as idades, mais nas idades mais novas, temos que considerar o n&iacute;vel de desenvolvimento humano. O n&iacute;vel de desenvolvimento cognitivo deve ser considerado na formata&ccedil;&atilde;o dos programas educativos (Pais-Ribeiro, 1996), e noutras idades deve ser considerado o n&iacute;vel de desenvolvimento intelectual, frequentemente associado ao n&iacute;vel de escolaridade, e &agrave;s experi&ecirc;ncias de vida. Isto imp&otilde;e no desenho, que programas que visam objetivos semelhantes (p.ex. promo&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio f&iacute;sico), sejam diferentes se se dirigem a crian&ccedil;as, a adultos jovens ou a idosos (com ou sem uma doen&ccedil;a espec&iacute;fica), dado que devem tomar em considera&ccedil;&atilde;o o n&iacute;vel de desenvolvimento em que est&atilde;o, as caracter&iacute;sticas culturais associadas &agrave; idade e experi&ecirc;ncia de vida, ou as caracter&iacute;sticas fisiol&oacute;gicas associadas &agrave; idade e condi&ccedil;&atilde;o do grupo.</p>     <p>A interven&ccedil;&atilde;o educativa pode ser realizada face a face, individualmente ou em grupo, ou indiretamente via diferentes media. As diferen&ccedil;as na interven&ccedil;&atilde;o dependem dos objetivos da interven&ccedil;&atilde;o, dos participantes e do contexto onde a interven&ccedil;&atilde;o ocorre. In&uacute;meros programas de interven&ccedil;&atilde;o indireta, utilizando diferentes media, t&ecirc;m sido desenvolvidos por todo o mundo, como na preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as cardiovasculares, no Jap&atilde;o (Miyamatsu, et al., 2012), na Finl&acirc;ndia (Pietinen, et al. 1996), ou nos Estados Unidos da Am&eacute;rica (Fortmann, et al. 1995), na educa&ccedil;&atilde;o para a diabetes tipo 2 (Deakin, Cade, Williams, &amp; Greenwood, 2006), para a asma em crian&ccedil;as em contexto escolar a partir dos quatro anos de idade (Coffman, Cabana, &amp; Yelin, 2009), ou educa&ccedil;&atilde;o alimentar no pr&eacute; escolar (D'agostino, D'andrea, Nix, &amp; Williams, 1999), entre muitos outros. Enfim, s&atilde;o amplos os estudos sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de programas educativos, em todas as idades com variados objetivos, ligados &agrave; promo&ccedil;&atilde;o, &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de ou &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as. A sua import&acirc;ncia e a sua utilidade est&atilde;o demonstradas e s&atilde;o indiscut&iacute;veis.</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o mostra, exuberantemente, que os programas educativos s&atilde;o eficazes na mudan&ccedil;a de comportamentos, de atitudes, ou de outras caracter&iacute;sticas psicol&oacute;gicas &uacute;teis para implementar estilos de vida associados a melhor sa&uacute;de. Os profissionais e os contextos onde se realizam as interven&ccedil;&otilde;es devem estar atentos &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o que mostra que os programas s&atilde;o eficazes mas que o objeto da interven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o os mesmos que t&ecirc;m estado em vigor nos &uacute;ltimos 60 anos como mostra, por exemplo, Ebrahimet al. (2011).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Coffman, J.M., Cabana, M.D., &amp; Yelin, E,H. (2009).Do school-based asthma education programs improve self-management and health outcomes? <i>Pediatrics, 124</i>, 729-742. doi: 10.1542/peds.2008-2085.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S1645-0086201500010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>D'agostino, C., D'andrea, T., Nix, S., &amp; Williams, C. (1999) Increasing Nutrition Knowledge in Preschool Children: The Healthy Start Project, Year 1.<i> Journal of Health Education, 30</i>, 217-221. <b>doi:</b>10.1080/10556699.1999.10604642&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S1645-0086201500010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Deakin, A., Cade, J., Williams, R., &amp; Greenwood, D.(2006). Structured patient education: the Diabetes X-PERT Programme makes a difference. Diabetic Medicine, 23, 944&ndash;954. doi:&nbsp;10.1111/j.1464-5491.2006.01906.x</p>     <p>Declaration of Alma-Ata (1978). International Conference on Primary Health Care, Alma-ATA, USSR. Recuperado de <a href="http://www.who.int/publications/almaata_declaration_en.pdf" target="_blank">http://www.who.int/publications/almaata_declaration_en.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Ebrahim, S., Taylor, F., Ward, K., Beswick, A., Burke, M., &amp; Davey Smith, G. (2011). Multiple risk factor interventions for primary prevention of coronary heart disease. <i>Cochrane Database of Systematic Reviews,</i><i> 1</i>. Art. No.: CD001561. doi: 10.1002/14651858.CD001561.pub3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S1645-0086201500010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fortmann, S., Flora, J., Winkleby, M., Schooler, C., Taylor, C., &amp; Farquhar, J. (1995). Community Intervention Trials: Reflections on the Stanford Five-City Project Experience.<cite> American Journal of Epidemiology, </cite><i>142</i>, 576-586<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S1645-0086201500010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>     <!-- ref --><p>Herrman, H., Saxena, S., &amp; Moodie, S. (edts.) (2005)<i>. Promoting mental health: concepts, emerging evidence, practice.</i> Geneva, CH: World Health Organization.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S1645-0086201500010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hall, J., &amp; Taylor, R. (2003). Health for all beyond 2000: the demise of the Alma-Ata Declaration and primary health care in developing countries. <i>The Medical Journal of Australia, 178,</i> 17-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S1645-0086201500010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lalonde, M. (1974). <i>A new perspective on the health of Canadians.</i> Ottawa, CA: Minister of National Health and Welfare.</p>     <p>Miyamatsu, N., Kimura, K., Okamura, T., Iguchi, Y., Nakayama, H., Toyota, A.,&hellip;Yamaguchi, T. (2012). Effects of Public Education by Television on Knowledge of Early Stroke Symptoms Among a Japanese Population Aged 40 to 74 Years: A Controlled Study. <i>Stroke</i>, <i>43</i>, 545-549. doi: 10.1161/STROKEAHA.111.634196</p>     <!-- ref --><p>Pais-Ribeiro, J. (1996). Sa&uacute;de e desenvolvimento. <i>An&aacute;lise psicol&oacute;gica, 16</i>, 177-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S1645-0086201500010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pais-Ribeiro, J. (1998). <i>Psicologia e sa&uacute;de</i>. Lisboa, Portugal: ISPA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1645-0086201500010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pietinen, P., Vartiainen, E., Sepp&auml;nen, R., Aro, A., &amp; Puska, P. (1996). Changes in diet in Finland from 1972 to 1992: impact on coronary heart disease risk.<i> Preventive Medicine, 25, </i>243-250. doi: org/10.1006/pmed.1996.0053.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1645-0086201500010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Richmond, J. (1979). <i>Healthy people: the surgeon general's report on health promotion and disease prevention</i>. Washington, D.C.: U. S. Department of Health, Education, and Welfare.</p>     <!-- ref --><p>Ritsatakis, A. (2000). Experience in setting targets for health in Europe.&nbsp; <i>European Journal of Public Health,10</i> (4 supp.), 7-10. doi:10.1093/eurpub/10.suppl_4.7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S1645-0086201500010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Rogers, W., McGlyn, E., Berry, S., Nelson, E., Perrin, E., Zubkoff, M&hellip;..Ware Jr, (1992). Methods of sampling. In: A. L. Stewart &amp; J. E. Ware Jr, (Edts). <i>Measuring functional status and well-being</i> (pp.27-48): The Medical Outcomes Study approach. Durham,NC: Duke University Press;</p>     <p>van Herten, L., &amp; van de Water, H. (1999). New global Health for All targets. <i>British Medical Journal, </i><i>319</i>, 700&ndash;703. doi:org/10.1136/bmj.319.7211.700</p>     <!-- ref --><p>World Health Assembly. (1998). <i>Health for all policy for the twenty first century</i>. Geneva: World Health Organisation. (Resolution WHA51.7<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1645-0086201500010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i>).</p>     <p>World Health Organization (1998).<i>Health Promotion Glossary</i>. Geneve, CH: World Health Organization. (WHO/HPR/HEP/98.1).</p>     <p>World Health Organization (2013). <i>Health Education</i>. 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<body><![CDATA[<p>World Health Organization (1948).<i>Officials Records of the World Health Organization</i>, n&ordm; 2, p. 100. United Nations, World Health Organization, Interim Comission. Geneve, CH: World Health Organization.</p>      <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a>     <p>Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o / Universidade do Porto; e-mail: <a href="mailto:jlpr@fpce.up.pt">jlpr@fpce.up.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 20 de Maio de 2013/ Aceite em 20 de Outubro de 2014</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Ver: <a href="https://www.framinghamheartstudy.org/about-fhs/research-milestones.php" target="_blank">https://www.framinghamheartstudy.org/about-fhs/research-milestones.php</a></p>      <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Em 1978 Alma-Ata era a capital de uma das rep&uacute;blicas da Uni&atilde;o das Republicas Socialistas Sovi&eacute;ticas (URSS), o Cazaquist&atilde;o. Posteriormente esta rep&uacute;blica tornou-se independente (1991), denominando-se Rep&uacute;blica do Cazaquist&atilde;o, em 1994 o nome de Alma-Ata foi substitu&iacute;do por Almaty continuando a ser a capital. Posteriormente a capital foi mudada para outra cidade, Astana a atual capital deste pa&iacute;s.</p> </p>      <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Ver relat&oacute;rios das confer&ecirc;ncias em <a href="http://www.who.int/healthpromotion/conferences/en/" target="_blank">http://www.who.int/healthpromotion/conferences/en/</a></p>     ]]></body>
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