<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-0086</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doenças]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Psic., Saúde & Doenças]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-0086</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-00862015000100004</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.15309/15psd160104</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Influência da família e amigos no bem-estar e comportamentos de risco: Modelo explicativo]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Influence of family and friends in wellbeing and risk behavior: Explanatory model]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tomé]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Camacho]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.G.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,University of Lisbon Faculdade de Ciências Médicas ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,University of Lisbon Faculdade de Motricidade Humana ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisbon ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Instituto Superior de Psicologia Aplicada William James Research Center ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisbon ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>16</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>23</fpage>
<lpage>34</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-00862015000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-00862015000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-00862015000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O presente estudo teve como objetivo analisar a influência da relação dos adolescentes com os pais e amigos no envolvimento em comportamentos de risco e na saúde. A amostra do presente estudo é constituída por jovens que participaram no estudo HBSC- Health Behaviour in School - aged Children, em 2010, em Portugal continental. O estudo contou com a participação de 3 494 jovens dos 8º e 10º anos de escolaridade com uma média de idades de 14,94, em que 46,4% são rapazes e 53,6% são raparigas. Os resultados revelaram que uma boa comunicação com os pais tem um maior efeito protetor, associada à satisfação com a vida e à saúde dos adolescentes. Por outro lado, a boa comunicação com os amigos surge relacionada com uma menor perceção de satisfação de vida e aumento de sintomas psicológicos. Os resultados encontrados salientam a importância da comunicação e do relacionamento positivo com os pais. Apesar dos amigos surgirem como fator de risco, estes não devem ser ignorados mas observados com maior atenção de forma a ajudar os adolescentes a desenvolverem estratégias que permitam maior resistência à pressão dos amigos e do grupo de pares, impedindo um efeito negativo na sua saúde e bem-estar.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to analyze the influence of the relationship of adolescents with parents and friends and the involvement in risk behaviors and health. The study sample consists of youth who participated in the study HBSC-Health Behaviour in School - aged Children in 2010 in Portugal. The study involved the participation of 3,494 young people from the 8th and 10th grade with an average age of 14.94, in which 46.4% are boys and 53.6% girls. The results showed that good communication with parents has a greater protective effect associated with life satisfaction and adolescent health. Moreover, good communication with friends arises in connection with a perception of lower life satisfaction and increased psychological symptoms. Our results reinforce the importance of communication and positive relationships with parents. Despite friends emerge as a risk factor, these should not be ignored but observed more carefully in order to help teenagers develop strategies for greater resistance to peer pressure and peer group, preventing a negative effect on their health and well-being.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[família]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[grupo de pares]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[sintomas de saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[satisfação com a vida]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[comportamentos de risco]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[family]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[peer group]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[symptoms health]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[life satisfaction]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[risk behaviors]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Influ&ecirc;ncia da fam&iacute;lia e amigos no bem-estar e comportamentos de risco – Modelo explicativo</b></p>     <p><b>Influence of family and friends in wellbeing and risk behavior - Explanatory model</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>G.Tom&eacute;<sup>1</sup>, I.Camacho<sup>2</sup>, M.G. Matos<sup>2,3</sup>, <sup>&nbsp;</sup>&amp; C.Sim&otilde;es<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1 </sup>FCM/University of Lisbon, Portugal</p>      <p><sup>2 </sup>FMH/University of Lisbon, Lisbon, Portugal</p>      <p><sup>3</sup> WJCR /ISPA, Lisbon, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo teve como objetivo analisar a influ&ecirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o dos adolescentes com os pais e amigos no envolvimento em comportamentos de risco e na sa&uacute;de. A amostra do presente estudo &eacute; constitu&iacute;da por jovens que participaram no estudo HBSC- Health Behaviour in School &ndash; aged Children, em 2010, em Portugal continental. O estudo contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 3 494 jovens dos 8&ordm; e 10&ordm; anos de escolaridade com uma m&eacute;dia de idades de 14,94, em que 46,4% s&atilde;o rapazes e 53,6% s&atilde;o raparigas. Os resultados revelaram que uma boa comunica&ccedil;&atilde;o com os pais tem um maior efeito protetor, associada &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e &agrave; sa&uacute;de dos adolescentes. Por outro lado, a boa comunica&ccedil;&atilde;o com os amigos surge relacionada com uma menor perce&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o de vida e aumento de sintomas psicol&oacute;gicos. Os resultados encontrados salientam a import&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o e do relacionamento positivo com os pais. Apesar dos amigos surgirem como fator de risco, estes n&atilde;o devem ser ignorados mas observados com maior aten&ccedil;&atilde;o de forma a ajudar os adolescentes a desenvolverem estrat&eacute;gias que permitam maior resist&ecirc;ncia &agrave; press&atilde;o dos amigos e do grupo de pares, impedindo um efeito negativo na sua sa&uacute;de e bem-estar.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b><i>- </i>fam&iacute;lia; grupo de pares; sintomas de sa&uacute;de; satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida; comportamentos de risco.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The aim of this study was to analyze the influence of the relationship of adolescents with parents and friends and the involvement in risk behaviors and health. The study sample consists of youth who participated in the study HBSC-Health Behaviour in School - aged Children in 2010 in Portugal. The study involved the participation of 3,494 young people from the 8<sup>th</sup> and 10<sup>th</sup>grade with an average age of 14.94, in which 46.4% are boys and 53.6% girls. The results showed that good communication with parents has a greater protective effect associated with life satisfaction and adolescent health. Moreover, good communication with friends arises in connection with a perception of lower life satisfaction and increased psychological symptoms. Our results reinforce the importance of communication and positive relationships with parents. Despite friends emerge as a risk factor, these should not be ignored but observed more carefully in order to help teenagers develop strategies for greater resistance to peer pressure and peer group, preventing a negative effect on their health and well-being.</p>     <p><b>Keywords-</b> family; peer group; symptoms health; life satisfaction; risk behaviors.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A adolesc&ecirc;ncia &eacute; o per&iacute;odo onde surgem maiores oportunidades e desafios associados &agrave; sa&uacute;de. &Eacute; um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o onde os jovens se encontram mais suscet&iacute;veis &agrave; influ&ecirc;ncia do ambiente, que tem um papel muito importante para a sua sa&uacute;de. Diversos indicadores de sa&uacute;de apresentam um pico ao longo da adolesc&ecirc;ncia, como as taxas de homic&iacute;dio, as les&otilde;es n&atilde;o intencionais, a condu&ccedil;&atilde;o sob o efeito de &aacute;lcool ou as infe&ccedil;&otilde;es sexualmente transmiss&iacute;veis (Mulye et al., 2009). Os pares e a fam&iacute;lia t&ecirc;m um papel essencial para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de ao longo da adolesc&ecirc;ncia, assim como a perce&ccedil;&atilde;o que os jovens t&ecirc;m da sua qualidade de vida e bem-estar subjetivo, a sa&uacute;de n&atilde;o depende exclusivamente da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados na doen&ccedil;a, a influ&ecirc;ncia dos contextos pode ser determinante (Gaspar &amp; Matos, 2008).</p>     <p>A preven&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de risco ao longo da adolesc&ecirc;ncia prende-se muito com as consequ&ecirc;ncias desses comportamentos ao longo da vida. Por exemplo, h&aacute; estudos que concluem que os problemas de comportamento ao longo da inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia (especialmente problemas de externaliza&ccedil;&atilde;o, como comportamentos aditivos e viol&ecirc;ncia) podem estar associados &agrave; desadapta&ccedil;&atilde;o social, consumo de subst&acirc;ncias e conflitos familiares ao longo da idade adulta (Bongers, Koot, Van der Ende, &amp; Verhulst, 2008).</p>     <p>O grupo de pares representa um fator de risco para o consumo de subst&acirc;ncia entre os adolescentes, no entanto a natureza dessa rela&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o &eacute; muito clara. Por um lado podem servir como modelo e influenciar comportamentos e atitudes, por outro podem providenciar f&aacute;cil acesso, encorajamento e contextos sociais apropriados ao consumo (Glaser, Shelton, &amp; Bree, 2010). No entanto, a adolesc&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; vivida de forma igual entre todos os jovens e &eacute; esse fator que tem feito com que os estudos sobre a adolesc&ecirc;ncia se multipliquem ao longo dos anos. A preven&ccedil;&atilde;o do envolvimento em comportamentos prejudiciais para a sa&uacute;de dos adolescentes &eacute; o principal objetivo desses estudos. Da mesma forma que os adolescentes n&atilde;o s&atilde;o iguais, as causas do envolvimento em comportamentos de risco tamb&eacute;m s&atilde;o diversas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Observa-se uma tend&ecirc;ncia para os jovens passarem mais tempo com os pares do que com a fam&iacute;lia, mas a rela&ccedil;&atilde;o dos adolescentes com os pais continua a ter uma fun&ccedil;&atilde;o protetora e a providenciar seguran&ccedil;a aos jovens (Hair, Moore, Garrett, Ling, &amp; Cleveland, 2008). O afastamento da fam&iacute;lia e aproxima&ccedil;&atilde;o aos pares pode dever-se n&atilde;o s&oacute; a necessidade de partilhar experi&ecirc;ncias e estabelecer rela&ccedil;&otilde;es sociais fora do seio familiar, mas tamb&eacute;m com as altera&ccedil;&otilde;es sofridas na estrutura familiar e no desenvolvimento do adolescente, em grande parte devido ao estilo de vida adotado nos grandes centros urbanos, que vem diminuindo o tempo de conviv&ecirc;ncia entre pais e filhos, abrindo espa&ccedil;o para que o grupo de pares assuma um papel cada vez mais importante no seu desenvolvimento. Simultaneamente &agrave; necessidade de integra&ccedil;&atilde;o num grupo de pares, os adolescentes tendem a distanciar-se do controlo parental e de outras figuras de autoridade (Engels &amp; Bogt, 2001).</p>     <p>O papel dos pais ser&aacute; sempre essencial na vida dos adolescentes, inclusive como atenuante dos efeitos negativos que a influ&ecirc;ncia dos pares poder&aacute; exercer nos comportamentos dos adolescentes. A boa rela&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia encontra-se tamb&eacute;m associada &agrave;s atitudes positivas em ambiente escolar (Carter, McGee, Taylor, &amp; Williams, 2007) e poder&aacute; ser um fator imprescind&iacute;vel para uma boa rela&ccedil;&atilde;o com o grupo de pares. Uma rela&ccedil;&atilde;o negativa com os pais e com os pares pode levar a sentimentos de mal-estar, sentimentos de solid&atilde;o e a sentimentos de infelicidade (Corsano, Majorano, &amp; Champretavy, 2006; Tom&eacute;, Matos, &amp; Diniz, 2008 a,b).</p>     <p>Laible e Thompson (2000) verificaram que os adolescentes que afirmavam ter um relacionamento positivo com os pais e com os pares eram menos agressivos, menos deprimidos e mais simp&aacute;ticos do que aqueles que afirmavam ter ambos negativos. J&aacute; Beal, Ausiello e Perrin (2001) observaram que o grupo de pares era o melhor preditor dos comportamentos de risco para a sa&uacute;de entre os adolescentes. A influ&ecirc;ncia dos pais estava associada a diferen&ccedil;as no consumo de &aacute;lcool, enquanto os pares influenciavam todos os outros comportamentos de risco para a sa&uacute;de, como o consumo de &aacute;lcool e tabaco, atividade sexual de risco e o consumo de subst&acirc;ncias.</p>     <p>A influ&ecirc;ncia da amizade na sa&uacute;de dos adolescentes foi observada por Jellesma, Rieffe e Terwogt (2008) que conferiram &agrave; influ&ecirc;ncia do grupo de pares as queixas som&aacute;ticas dos adolescentes. Klima e Repetti (2008) refere que a falta de suporte de um amigo chegado pode aumentar os sintomas de depress&atilde;o e baixa auto estima e que os amigos chegados podem ajudar os adolescentes a reduzir o stress emocional, sugerindo que o suporte dos amigos pode levar a um bem-estar geral (Bakker, Ormel, Verhulst, &amp; Oldehinkel, 2010).</p>     <p>O papel essencial que os pares desempenham ao longo da adolesc&ecirc;ncia raramente &eacute; posto em causa pelos autores que o estudam, o que se verifica &eacute; uma dualidade na influ&ecirc;ncia que estes t&ecirc;m nos adolescentes. Por um lado, essa influ&ecirc;ncia &eacute; descrita como facilitadora do envolvimento em comportamentos de risco, como o consumo de subst&acirc;ncias, comportamentos sexuais de risco, problemas de comportamento, entre outros (Morton &amp; Chen, 2006; Shook, Vaughn, Litschge, Kolivoski, &amp; Schelbe, 2009); por outro lado, &eacute; reconhecido um papel primordial na sa&uacute;de e bem-estar dos mesmos (Tom&eacute;, et al., 2006; Schneider, 2000), incluindo os sentimentos de felicidade (Demir, Ozdemir, &amp; Weitekamp, 2007; Demir &amp; Weitekamp, 2007; Tom&eacute;, Matos, &amp; Diniz, 2008 a,b), desenvolvimento de compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas (Vaquera &amp; Kao, 2007; Zimmerman, 2004), preven&ccedil;&atilde;o de sentimentos de tristeza, infelicidade e solid&atilde;o (Tom&eacute;, et al., 2008 a,b), entre outros.</p>     <p>Por outro lado, os pais s&atilde;o o primeiro n&iacute;vel de socializa&ccedil;&atilde;o e se s&atilde;o bons modelos, definem regras e limites e ao mesmo tempo permitem a autonomia e a auto express&atilde;o do jovem (conex&atilde;o, regula&ccedil;&atilde;o e autonomia), que ter&aacute; em casa fatores protetores contra comportamentos de risco, que podem mediar as influ&ecirc;ncias mais negativas provenientes da sociedade, nomeadamente do seu grupo de pares. Estes devem prestar-lhe apoio emocional, valida&ccedil;&atilde;o, aceita&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o, que promove a autodefini&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O comportamento que o adolescente tem deve-se a um constante balan&ccedil;o de for&ccedil;as entre fatores de risco e fatores de prote&ccedil;&atilde;o, cujo resultado pode ou n&atilde;o gerar conduta disruptiva (Sharaf, Thompson, &amp; Walsh, 2009). Os fatores de risco est&atilde;o associados &agrave; fam&iacute;lia (abuso f&iacute;sico, emocional ou sexual, neglig&ecirc;ncia, dificuldade de comunica&ccedil;&atilde;o, fam&iacute;lia disfuncional ou sem estrutura, abuso de subst&acirc;ncias por parte dos pais, fam&iacute;lias muito grandes e/ou com la&ccedil;os emocionais fracos entre os seus elementos), &agrave; escola (n&atilde;o gostar da escola, mudar muitas vezes de escola, n&atilde;o se sentir ligado &agrave; mesma, desistindo e/ou tendo resultados baixos), aos pares (seus comportamentos e atitudes, press&atilde;o que exercem sobre si e rejei&ccedil;&atilde;o social) e &agrave; pr&oacute;pria comunidade (seu n&iacute;vel socioecon&oacute;mico, segrega&ccedil;&atilde;o e bairros sociais). Quando estes elementos n&atilde;o promovem comportamentos saud&aacute;veis nem levam a fatores de prote&ccedil;&atilde;o que colmatem estas for&ccedil;as negativas, o adolescente opta por comportamentos desviantes (Arteaga, Chen, &amp; Reynolds, 2010).</p>     <p>Assim, o presente estudo tem como objetivo analisar a influ&ecirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o dos adolescentes com os pais e com os amigos no envolvimento em comportamentos de risco e na sua sa&uacute;de.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Participantes </i>A amostra utilizada neste estudo &eacute; constitu&iacute;da pelos sujeitos participantes no estudo Portugu&ecirc;s realizado em Portugal Continental em 2010, parte integrante do estudo Europeu HBSC &ndash; Health Behaviour in School-Aged Children (<a href="http://www.hbsc.org" target="_blank">http://www.hbsc.org</a>; <a href="http://www.fmh.utl.pt/aventurasocial" target="_blank">http://www.fmh.utl.pt/aventurasocial</a>; <a href="http://www.aventurasocial.com" target="_blank">http://www.aventurasocial.com</a>).</p>     <p>O estudo HBSC iniciou-se em 1982 atrav&eacute;s de uma equipa de investigadores da Finl&acirc;ndia, Noruega e Inglaterra e desde 1985/86 &eacute; realizado de 4 em 4 anos. O primeiro estudo portugu&ecirc;s realizou-se em 1998. Ao longo dos anos o estudo foi crescendo e atualmente conta com a participa&ccedil;&atilde;o de 44 pa&iacute;ses Europeus e da Am&eacute;rica do Norte, em colabora&ccedil;&atilde;o com a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (Roberts et al., 2007). O estudo tem como objetivo conseguir uma nova e maior compreens&atilde;o do comportamento de sa&uacute;de dos adolescentes, sa&uacute;de e bem-estar no seu contexto social, atrav&eacute;s da recolha de dados que permitam compara&ccedil;&otilde;es nacionais e internacionais, de forma a alcan&ccedil;ar este objetivo (Roberts et al., 2007).</p>     <p>O estudo Portugu&ecirc;s incluiu alunos dos 6&ordm;, 8&ordm; e 10&ordm; anos do ensino p&uacute;blico regular com m&eacute;dia de idades de 14 anos (<i>DP</i>=1,85). A amostra nacional consistiu em 5 050 estudantes de 256 turmas, de 125 escolas Portuguesas escolhidas aleatoriamente, da lista do Minist&eacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o, representativa dos referidos anos de escolaridade e estratificada por regi&otilde;es de Educa&ccedil;&atilde;o Regional, em que 52,3% eram raparigas e 47,7% rapazes, e foram distribu&iacute;dos da seguinte forma: 30,8% no 6&ordm; ano de escolaridade, 31,6% no 8&ordm; ano de escolaridade e 37,6% no 10&ordm; ano de escolaridade. A taxa de resposta foi de 89,9% para escolas. Pelo facto de se pretender utilizar a vari&aacute;vel que avalia a monitoriza&ccedil;&atilde;o parental e ter sido aplicada apenas aos 8&ordm; e 10&ordm; anos de escolaridade, utilizou-se a amostra parcial constitu&iacute;da por 3494 jovens com uma m&eacute;dia de idades de 14,94 (<i>DP</i>=1,30).</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Na recolha de dados utilizou-se o question&aacute;rio HBSC (Health Behaviour in School-aged Children) 2010, segundo o respetivo protocolo. Entre outros, este question&aacute;rio faculta informa&ccedil;&atilde;o sobre os dados demogr&aacute;ficos, sobre os indicadores de bem-estar (qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de, felicidade e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida) e sobre a rela&ccedil;&atilde;o com os pares e fam&iacute;lia (Currie, et al, 2004). Neste estudo foram utilizadas vari&aacute;veis associadas &agrave; rela&ccedil;&atilde;o dos adolescentes com a fam&iacute;lia, amigos, satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, sintomas f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos, comportamentos de risco (ver <a href="#q1">quadro 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"> <img src="/img/revistas/psd/v16n1/16n1a04q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>A unidade de an&aacute;lise usada neste estudo foi a turma. Em cada escola as turmas foram selecionadas aleatoriamente a fim de se encontrar o n&uacute;mero requerido de alunos para cada turma, que era proporcional ao n&uacute;mero dos mesmos fornecidos pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Os professores administraram os question&aacute;rios na sala de aula. A participa&ccedil;&atilde;o dos alunos era an&oacute;nima e volunt&aacute;ria. O estudo ocorreu em Janeiro de 2010. Este estudo foi aprovado pelo comit&eacute; cient&iacute;fico, o comit&eacute; nacional de &eacute;tica, e a comiss&atilde;o nacional de prote&ccedil;&atilde;o de dados.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESULTADOS </b></p>     <p>Para analisar o modelo explicativo proposto, utilizou-se o modelo de equa&ccedil;&otilde;es estruturais (Structural Equations Modeling, SEM), de forma a avaliar a qualidade de media&ccedil;&atilde;o de um conjunto de vari&aacute;veis. Para esse procedimento estat&iacute;stico utilizou-se o programa estat&iacute;stico EQS, Structural Equation Modeling Software, vers&atilde;o 6.1.</p>     <p>Antes de se testar o modelo na sua totalidade foi necess&aacute;rio testar o modelo parcialmente, atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria. Assim para o modelo proposto testaram-se tr&ecirc;s modelos de media&ccedil;&atilde;o: o modelo de media&ccedil;&atilde;o independente, que testou a rela&ccedil;&atilde;o da qualidade da media&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis independentes, definido pela rela&ccedil;&atilde;o dos adolescentes com a fam&iacute;lia, atrav&eacute;s da comunica&ccedil;&atilde;o com os pais, constitu&iacute;do por dois indicadores: comunica&ccedil;&atilde;o com o pai e comunica&ccedil;&atilde;o com a m&atilde;e e pela rela&ccedil;&atilde;o com os amigos, atrav&eacute;s da comunica&ccedil;&atilde;o com os amigos, constitu&iacute;do por tr&ecirc;s indicadores: comunica&ccedil;&atilde;o com o melhor amigo, comunica&ccedil;&atilde;o com os amigos do mesmo g&eacute;nero e comunica&ccedil;&atilde;o com amigos do g&eacute;nero oposto. O modelo de media&ccedil;&atilde;o mediador, constitu&iacute;do pelas vari&aacute;veis relacionadas com os sintomas psicol&oacute;gicos, constitu&iacute;da por quatro indicadores: estar triste, estar irritado, estar nervoso e dificuldades em dormir e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, constitu&iacute;da por um indicador: satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. E o modelo de media&ccedil;&atilde;o dependente, que testou a qualidade da media&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis dependentes, nomeadamente envolvimento em comportamentos de risco, constitu&iacute;do por tr&ecirc;s indicadores associados ao consumo de tabaco, consumo de &aacute;lcool e consumo de drogas e sintomas f&iacute;sicos, constitu&iacute;do por quatro indicadores associados &agrave;s dores de cabe&ccedil;a, dores de costas, tonturas e dores de est&ocirc;mago.</p>     <p><b>An&aacute;lise do modelo explicativo</b></p>     <p>Na realiza&ccedil;&atilde;o do modelo foram eliminados 1 342 sujeitos da amostra. Os resultados obtidos relativamente &agrave; adequa&ccedil;&atilde;o do modelo explicativo proposto mostraram que este apresentou n&iacute;veis aceit&aacute;veis de adequa&ccedil;&atilde;o (ver <a href="#q2">quadro 2</a>, etapa 1). No entanto a an&aacute;lise dos resultados obtidos no Langrange Multiplier test (LM test), teste que avalia a necessidade de adicionar novos par&acirc;metros ao modelo (Bentler, 1995), mostrou que a introdu&ccedil;&atilde;o de algumas liga&ccedil;&otilde;es entre erros das vari&aacute;veis fatores, iriam diminuir significativamente o valor do qui-quadrado. Acrescentou-se nomeadamente uma liga&ccedil;&atilde;o entre a vari&aacute;vel comunica&ccedil;&atilde;o com a m&atilde;e e comunica&ccedil;&atilde;o com o pai, entre estar triste e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e entre estar triste e estar irritado. Ap&oacute;s acrescentar as liga&ccedil;&otilde;es descritas voltou-se a reestimar o modelo (<a href="#q2">quadro 2</a> &ndash; Etapa 2). Ap&oacute;s a introdu&ccedil;&atilde;o desses par&acirc;metros os resultados revelam melhores n&iacute;veis de adequa&ccedil;&atilde;o do modelo. Por fim, analisaram-se os resultados obtidos no Wald test, teste que indica os par&acirc;metros n&atilde;o significativos do modelo (Bentler, 1995), que n&atilde;o mostrou a exist&ecirc;ncia de liga&ccedil;&otilde;es n&atilde;o significativas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"> <img src="/img/revistas/psd/v16n1/16n1a04q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise do <a href="#q2">quadro 2</a> indica que os procedimentos realizados melhoraram os &iacute;ndices de ajustamento do modelo estrutural. Observam-se que os &iacute;ndices de ajustamento s&atilde;o bons e o modelo apresenta boa adequa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A solu&ccedil;&atilde;o estandardizada obtida (<a href="#f1">Figura 1</a>) permite verificar que os fatores com maior impacto ao n&iacute;vel dos sintomas f&iacute;sicos foram os sintomas psicol&oacute;gicos (<i>&beta;=</i>0,78). Ou seja, os sintomas psicol&oacute;gicos podem aumentar a probabilidade de surgirem os sintomas f&iacute;sicos. Para o envolvimento em comportamentos de risco o fator com maior impacto foram os sintomas psicol&oacute;gicos, apesar de a associa&ccedil;&atilde;o ser fraca, indicando uma tend&ecirc;ncia para maior envolvimento em comportamentos de risco quando os sintomas psicol&oacute;gicos aumentam.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/psd/v16n1/16n1a04f1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente aos fatores mediadores, para a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida os fatores com maior impacto foram a comunica&ccedil;&atilde;o com os pais (<i>&beta;</i>=-0,77), o valor negativo indica que quanto pior a comunica&ccedil;&atilde;o com os pais menor &eacute; a perce&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida dos adolescentes, seguido da comunica&ccedil;&atilde;o com os amigos (<i>&beta;=</i>0,20<i>), </i>indicando um sentido oposto da rela&ccedil;&atilde;o anterior, ou seja, quanto melhor a comunica&ccedil;&atilde;o com os amigos pior a perce&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida entre os adolescentes<i>. </i>Os fatores que surgiram com maior impacto para os sintomas psicol&oacute;gicos foram a comunica&ccedil;&atilde;o com os pais (<i>&beta;</i>=0,70) e a comunica&ccedil;&atilde;o com os amigos (<i>&beta;=</i>-0,29), revelando o mesmo tipo de rela&ccedil;&atilde;o entre os fatores referidos anteriormente, ou seja, quanto melhor comunica&ccedil;&atilde;o com os pais menos sintomas psicol&oacute;gicos e por outro lado quanto melhor a comunica&ccedil;&atilde;o com os amigos mais sintomas psicol&oacute;gicos.</p>     <p>A vari&acirc;ncia explicada dos fatores, bem como os residuais s&atilde;o apresentados no <a href="#q3">quadro 3</a>. Pode-se observar que os sintomas psicol&oacute;gicos e a menor perce&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida explicam 59% da vari&acirc;ncia dos sintomas f&iacute;sicos. Ter sintomas psicol&oacute;gicos explica 4% da vari&acirc;ncia do envolvimento em comportamentos de risco.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"> <img src="/img/revistas/psd/v16n1/16n1a04q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente aos fatores mediadores, verificou-se que a boa comunica&ccedil;&atilde;o com os pais e a m&aacute; comunica&ccedil;&atilde;o com os amigos, explicam 51% da vari&acirc;ncia da satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. E por fim a m&aacute; comunica&ccedil;&atilde;o com os pais e a boa comunica&ccedil;&atilde;o com os amigos, explicam 41% da vari&acirc;ncia dos sintomas psicol&oacute;gicos.</p>     <p>No que se refere &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es entre os fatores independentes verifica-se uma correla&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre rela&ccedil;&atilde;o com os amigos, e rela&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia&nbsp; (<i>r</i>=0,41, <i>p</i>&lt;0,05).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>O presente estudo teve como objetivo analisar a influ&ecirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o dos adolescentes com os pais e com os amigos na sa&uacute;de e no envolvimento em comportamentos de risco.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de ser uma fase caracterizada pela maior proximidade aos pares, os pais t&ecirc;m um papel primordial ao longo da adolesc&ecirc;ncia. A comunica&ccedil;&atilde;o e a monitoriza&ccedil;&atilde;o parental s&atilde;o as duas vertentes da rela&ccedil;&atilde;o com os pais que mais vezes s&atilde;o apontadas como potenciadoras de bem-estar e protetoras do envolvimento em comportamentos lesivos para a sa&uacute;de. S&atilde;o diversos os estudos que indicam a import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o positiva com os pais e o seu papel protetor, atrav&eacute;s de uma proximidade entre pais e filhos (Ackard, Neumark-Sztainer, Story, &amp; Perry, 2006; Huebner, &amp; Howell, 2003; Luk, Farhat, Iannotti, &amp; Simons-Morton, 2010; Sean, 2010).</p>     <p>Por outro lado, a rela&ccedil;&atilde;o dos adolescentes com os amigos &eacute; diversas vezes definida como a maior influ&ecirc;ncia para o envolvimento em comportamentos de risco, apesar de ser essencial para os adolescentes pertencer a um grupo de pares (Beal, et al., &nbsp;2001; Tom&eacute;, et al., &nbsp;2008a,b). O modelo explicativo apresentado vem refor&ccedil;ar essa tend&ecirc;ncia. A rela&ccedil;&atilde;o com os pais surge como vari&aacute;vel protetora, associada &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e &agrave; sa&uacute;de dos adolescentes.</p> </p>     <p>No entanto, a rela&ccedil;&atilde;o dos adolescentes com os amigos destaca-se pelo seu lado negativo, associando-se &agrave; menor perce&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e a mais sintomas f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos.</p>     <p>Tamb&eacute;m pode-se observar que os sintomas psicol&oacute;gicos surgem com um papel mediador entre a rela&ccedil;&atilde;o dos adolescentes com os pais e com os amigos e o envolvimento em comportamentos de risco. As rela&ccedil;&otilde;es interpessoais t&ecirc;m grande import&acirc;ncia ao longo da vida, especialmente para o bem-estar psicol&oacute;gico dos adolescentes. Os sentimentos de bem-estar durante a adolesc&ecirc;ncia podem estar associados a uma boa comunica&ccedil;&atilde;o com os pais (Camacho, Matos, Sim&otilde;es, Tom&eacute;, &amp; Diniz, 2013), tend&ecirc;ncia que se verifica no modelo apresentado. Assim, se a rela&ccedil;&atilde;o com os pais for positiva os sintomas psicol&oacute;gicos ser&atilde;o menos frequentes e consequentemente o envolvimento em comportamentos de risco ser&aacute; menor. Esta associa&ccedil;&atilde;o salienta o papel dos pais no bem-estar psicol&oacute;gico e a sua media&ccedil;&atilde;o para o envolvimento em comportamentos de risco.</p>     <p>Por outro lado, a associa&ccedil;&atilde;o negativa entre uma boa rela&ccedil;&atilde;o com os amigos, a menor perce&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e o aumento dos sintomas psicol&oacute;gicos poder&aacute; provir do tipo de amigos que se encontra inserido no grupo de pares. Tom&eacute;, Matos, Sim&otilde;es, Camacho e Diniz (2012), verificaram que o tipo de amigos com quem os adolescentes se relacionam &eacute; uma vari&aacute;vel essencial para compreender a influ&ecirc;ncia que o grupo exerce sobre o adolescente. Os autores observaram que se os amigos tiverem maior envolvimento em comportamentos de risco a probabilidade de o adolescente adotar o mesmo tipo de comportamentos &eacute; maior.</p>     <p>Assim, o comportamento que o adolescente tem deve-se a um constante balan&ccedil;o de for&ccedil;as entre fatores de risco e fatores de prote&ccedil;&atilde;o, cujo resultado pode ou n&atilde;o gerar conduta disruptiva (Sharaf, et al., 2009). O papel dos pais parece ser mais relevante para as vari&aacute;veis associadas ao bem-estar e &agrave; sa&uacute;de dos adolescentes (Camacho, Tom&eacute;, Matos, Gamito, &amp; Diniz, 2010; Newman, Harrison, &amp; Dashiff, 2008) j&aacute; que a comunica&ccedil;&atilde;o com os pais surge como fator com maior impacto no bem-estar dos adolescentes, o que sup&otilde;e que quanto melhor comunica&ccedil;&atilde;o com os pais maiores os sentimentos de bem-estar e por sua vez mais saud&aacute;veis ser&atilde;o os adolescentes. O papel dos amigos n&atilde;o deve ser ignorado, mas analisado com maior aten&ccedil;&atilde;o de forma a encontrar estrat&eacute;gias que impe&ccedil;am uma influ&ecirc;ncia negativa para a sa&uacute;de e bem-estar dos adolescentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <p>Ackard, D. M., Neumark-Sztainer, D., Story, M., &amp; Perry, C. (2006). Parent&ndash;child connectedness and behavioral and emotional health among adolescents. <i>American Journal of Preventive Medicine</i>, <i>30</i>, 59&minus;66. doi:10.1016/j.amepre.2005.09.013</p>     <!-- ref --><p>Arteaga, I., Chen, C., &amp; Reynolds, A. J. (2010). Childhood predictors of adult substance abuse. <i>Children and Youth Services Review</i>, <i>32</i>, 1108-1120. doi: 10.1016/j.childyouth.2010.04.025&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1645-0086201500010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Bakker, M. P., Ormel, J., Verhulst, F. C., &amp; Oldehinkel, A. J. (2010). Peer Stressors and Gender Differences in Adolescents' Mental Health: The TRAILS Study. <i>Journal of Adolescent Health</i>, <i>4</i><i>6</i>,&nbsp;444&ndash;450. doi:org/10.1016/j.jadohealth.2009.10.002</p>     <p>Bentler, P.M.(1995). <i>EQS Structural Equations Program Manual</i>. Encino, CA. Multivariate Software.</p>     <!-- ref --><p>Beal, A., Ausiello, J., &amp; Perrin, J. (2001). Social influences on health risk behaviors among minority middle school students. <i>Journal of Adolescent Health, 28</i>, 474-480. doi:10.1016/s1054-139x(01)00194-x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S1645-0086201500010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Bongers, I. L., Koot, H. M., van der Ende, J., &amp; Verhulst, F. C. (2008). Predicting young adult social functioning from developmental trajectories of externalizing behaviour. <i>Psychological Medicine, 38</i>, 989&ndash;999.doi: 10.1017/s0033291707002309</p>     <!-- ref --><p>Camacho, I., Tom&eacute;, G., Matos, M.,Gamito, P., &amp; Diniz, A. (2010). A escola e os adolescentes: Qual a influ&ecirc;ncia da fam&iacute;lia e dos amigos<i>? Revista de Psicologia da Crian&ccedil;a e do Adolescente, 1</i>, 101-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1645-0086201500010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Camacho, I., Matos, M., Sim&otilde;es, C., Tom&eacute;., &amp; Diniz, J. (2013). Risk Behaviors in Portuguese Adolescents: an Explanatory Model. <i>Pakistan Journal of Clinical Psychology,&nbsp; 12</i>, 3-15&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1645-0086201500010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carter, M., McGee, R., Taylor, B., &amp; Williams, S. (2007). Health outcomes in adolescence: associations with family, friends and school engagement. <i>Journal of Adolescence</i>, <i>30</i>, 51-62. doi:10.1016/j.adolescence.2005.04.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1645-0086201500010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Corsano, P., Majorano, M., &amp; Champretavy, L. (2006).P sychological well-being in adolescence: The contribution of interpersonal relations and experience of being alone. <i>Adolescence, 41</i>, 341-353.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1645-0086201500010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Currie, C., Roberts, C., Morgan, A., Smith, R., Settertbulte, W., Samdal, O., &amp; Rasmussen, V. (2004). <i>HBSC, and WHO cross national study: research protocol for the 2001/2002 survey.</i> Copenhagen, DK: WHO.</p>     <!-- ref --><p>Demir, M., Ozdemir, M., &amp; Weitekamp, L. (2007). Looking to happy tomorrows with friends: best and close friendships as they predict happiness. <i>Journal of Happiness Studies, 8</i>, 243-271. doi:10.1007/s10902-006-9025-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1645-0086201500010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Demir, M., &amp; Weitekamp, L. (2007). I am so happy cause today I found my friend: Friendship and personality as predictors of happiness. <i>Journal of Happiness Studies, 8</i>, 181-211. doi:10.1007/s10902-006-9012-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1645-0086201500010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Engels, R., &amp; Bogt, T. (2001). Influences of risk behaviours on the quality of peer relations in adolescence. <i>Journal of Youth and Adolescence, 30</i>, 675-695. doi:10.1023/a:1012277427883&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1645-0086201500010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gaspar, T., &amp; Matos, M. (Eds) (2008). <i>Vers&atilde;o portuguesa dos instrumentos KIDSCREEN-52: Instrumentos de Qualidade de Vida para Crian&ccedil;as e Adolescentes</i>. Faculdade de Motricidade Humana/Universidade T&eacute;cnica de Lisboa. Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1645-0086201500010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Glaser, B., Shelton, H.K., &amp; Bree, M. (2010). The Moderating Role of Close Friends in the Relationship Between Conduct Problems and Adolescent Substance Use. <i>Journal of Adolescent Health, 47</i>, 35-42. doi:10.1016/j.jadohealth.2009.12.022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1645-0086201500010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hair, E. C., Moore, K. A., Garrett, S. B., Ling, T., &amp; Cleveland, K. (2008). The continued importance of quality parent-adolescent relationships during late adolescence. <i>Journal of Research on Adolescence, 18</i>, 187-200. doi:10.1111/j.1532-7795.2008.00556.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1645-0086201500010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Heinrich, L., &amp; Gullone, E. (2006). The clinical significance of loneliness: A literature review. <i>Clinical Psychology Review, 26</i>, 695-718. doi:10.1016/j.cpr.2006.04.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1645-0086201500010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Huebner, A., &amp; Howell, L. (2003). Examining the relationship between adolescent sexual risk-taking and perceptions of monitoring, communication, and parenting styles. <i>Journal of Adolescent Health, 33</i>, 71&ndash;78. doi:10.1016/s1054-139x(03)00141-1</p>     <!-- ref --><p>Jellesma, F. C., Rieffe, C., &amp; Terwogt, M. M. (2008). My peers, my friend, and I: Peer interactions and somatic complains in boys and girls. <i>Social Science &amp; Medicine, 66</i>, 2195-2205.doi:10.1016/j.socscimed.2008.01.029&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1645-0086201500010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Klima, T., &amp; Repetti, R. (2008). Children's peer relations and their psychological adjustment: Differences between close friendships and the larger peer group<i>.</i> <i>Merrill-Palmer Quarterly, </i><i>54</i>, 151-178, doi:10.1353/mpq.2008.0016&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1645-0086201500010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Laible, J., &amp; Thompson, A. (2000). Mother-child discourse, attachment security, shared positive affect, and early conscience development. <i>Child Development, 71</i>, 1424-1440. doi:10.1111/1467-8624.00237&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1645-0086201500010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Luk, W.J., Farhat, T., Iannotti, J. R., &amp; Simons-Morton, B. (2010). Parent&ndash;child communication and substance use among adolescents: Do father and mother communication play a different role for sons and daughters? <i>Addictive behaviors, 35</i>, 426-431. doi:10.1016/j.addbeh.2009.12.009</p>     <!-- ref --><p>Morton, B., &amp; Chen, R. (2006). Over time relationships between early adolescent and peer substance use. <i>Addictive Behaviors, 31</i>, 1211-1223. doi:10.1016/j.addbeh.2005.09.006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1645-0086201500010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mulye, T., Park, M., Neson, C., Adams, S., Irwin, C., &amp; Brindis, C. (2009). Trends in Adolescent and Young AdultHealth in the UnitedStates. <i>Jounal of AdolescentHealth, 45</i>, 8-24.doi:10.1016/j.jadohealth.2009.03.013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1645-0086201500010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Newman, K., Harrison, L., &amp; Dashiff, C. (2008). Relationships between parenting styles and risk behaviors in adolescent health: An integrative literature review. <i>Revista</i> <i>Latino-Americana de Enfermagem, 16</i>, 142-150. doi:10.1590/s0104-11692008000100022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1645-0086201500010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Roberts, C., Currie, C., Samdal, O., Currie, D., Smith, R., &amp; Maes, L. (2007). Measuring the health behaviours of adolescents through cross-national survey research: recent developments in the Health Behaviour in School-aged Children (HBSC) study.&nbsp; <i>Journal of Public Health</i>, <i>15</i>, 179-186. doi:10.1007/s10389-007-0100-x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1645-0086201500010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schneider, B. H. (2000). <i>Friends and Enemies - Peer relations in childhood</i>. London, UK: Arnold.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1645-0086201500010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sean, B. (2010). The relationships between frequency of family dinner and adolescent problem behaviors after adjusting for other family characteristics. <i>Journal of Adolescence, 33</i>, 187-196.doi:10.1016/j.adolescence.2009.03.011&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1645-0086201500010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sharaf, A. Y., Thompson, E. A., &amp; Walsh, E. (2009). Protective Effects of Self-Esteem and Family Support on Suicide Risk Behaviors among At-Risk Adolescents. <i>Journal of Child and Adolescent Psychiatric Nursing</i>, <i>22</i>, 160-168. doi: 10.1111/j.1744-6171.2009.00194.x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1645-0086201500010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shook, J. J., Vaughn, M. G., Litschge, C., Kolivoski, K., &amp; Schelbe, L. (2009). The importance of friends among foster youth aging out of care: Cluster profiles of deviant peer affiliations. <i>Children and Youth Services Review</i>, <i>31</i>, 284-291.doi:10.1016/j.childyouth.2008.07.024&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1645-0086201500010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Tom&eacute;, G., Matos, M., Sim&otilde;es, C., Camacho, I., &amp; Diniz, J. (2012).How Can Peer Group</p>     <p>Influence the Behaviour of Adolescents: Explanatory Model. <i>Global Journal of Health Science, 4,</i> 26-35<i>. </i>doi:10.5539/gjhs.v4n2p26</p>     <!-- ref --><p>Tom&eacute;, G., Matos, M., &amp; Diniz, A. (2008a). Consumo de subst&acirc;ncias e isolamento social durante a adolesc&ecirc;ncia. In M. Matos (ed.) <i>Consumo de Subst&acirc;ncias: Estilo de Vida? &Agrave; Procura de um estilo?</i> (pp. 95-126). Lisboa, PT: IDT&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1645-0086201500010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tom&eacute;, G., Matos, M., &amp; Dinis, A. (2008b). Consumo de subst&acirc;ncias e felicidade nos adolescentes, in M. Matos (ed.) <i>Consumo de Subst&acirc;ncias: Estilo de Vida? &Agrave; Procura de um estilo</i>? (pp. 127-164). Lisboa, PT: IDT&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1645-0086201500010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vaquera, E., &amp; Kao, G. (2007). Do you like me as much as I like you? Friendship reciprocity and its effects on school outcomes among adolescents. <i>Social Science Research</i>, <i>37,</i> 55-72. doi:10.1016/j.ssresearch.2006.11.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1645-0086201500010000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Zimmermann, P. (2004). Attachment representations and characteristics of friendship relations during adolescence. <i>Journal of Experimental Child Psychology, 88</i>, 83-101. doi:10.1016/j.jecp.2004.02.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1645-0086201500010000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a>     <p>FCM/University of Lisbon, Portugale-mail: <a href="mailto:ginatome@sapo.pt">ginatome@sapo.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 25 de Junho de 2013/ Aceite em 20 de Mar&ccedil;o de 2014</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ackard]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neumark-Sztainer]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Story]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Perry]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parent-child connectedness and behavioral and emotional health among adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[American Journal of Preventive Medicine]]></source>
<year>2006</year>
<volume>30</volume>
<page-range>59-66</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arteaga]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chen]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reynolds]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Childhood predictors of adult substance abuse]]></article-title>
<source><![CDATA[Children and Youth Services Review]]></source>
<year>2010</year>
<volume>32</volume>
<page-range>1108-1120</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bakker]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ormel]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Verhulst]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oldehinkel]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Peer Stressors and Gender Differences in Adolescents' Mental Health: The TRAILS Study]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Adolescent Health]]></source>
<year>2010</year>
<volume>46</volume>
<page-range>444-450</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bentler]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[EQS Structural Equations Program Manual]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Encino ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Multivariate Software]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Beal]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ausiello]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Perrin]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social influences on health risk behaviors among minority middle school students]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Adolescent Health]]></source>
<year>2001</year>
<volume>28</volume>
<page-range>474-480</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bongers]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Koot]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[van der Ende]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Verhulst]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Predicting young adult social functioning from developmental trajectories of externalizing behaviour]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Medicine]]></source>
<year>2008</year>
<volume>38</volume>
<page-range>989-999</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Camacho]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tomé]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.,Gamito, P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Diniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A escola e os adolescentes: Qual a influência da família e dos amigos?]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Psicologia da Criança e do Adolescente]]></source>
<year>2010</year>
<volume>1</volume>
<page-range>101-116</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Camacho]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tomé]]></surname>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Diniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Risk Behaviors in Portuguese Adolescents: an Explanatory Model]]></article-title>
<source><![CDATA[Pakistan Journal of Clinical Psychology]]></source>
<year>2013</year>
<volume>12</volume>
<page-range>3-15</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carter]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McGee]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Taylor]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Williams]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Health outcomes in adolescence: associations with family, friends and school engagement]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Adolescence]]></source>
<year>2007</year>
<volume>30</volume>
<page-range>51-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Corsano]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Majorano]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Champretavy]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[P sychological well-being in adolescence: The contribution of interpersonal relations and experience of being alone]]></article-title>
<source><![CDATA[Adolescence]]></source>
<year>2006</year>
<volume>41</volume>
<page-range>341-353</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Currie]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morgan]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Settertbulte]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Samdal]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rasmussen]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[HBSC, and WHO cross national study: research protocol for the 2001/2002 survey]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Copenhagen ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Demir]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ozdemir]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weitekamp]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Looking to happy tomorrows with friends: best and close friendships as they predict happiness]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Happiness Studies]]></source>
<year>2007</year>
<volume>8</volume>
<page-range>243-271</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Demir]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weitekamp]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[I am so happy cause today I found my friend: Friendship and personality as predictors of happiness]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Happiness Studies]]></source>
<year>2007</year>
<volume>8</volume>
<page-range>181-211</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Engels]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bogt]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Influences of risk behaviours on the quality of peer relations in adolescence]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Youth and Adolescence]]></source>
<year>2001</year>
<volume>30</volume>
<page-range>675-695</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gaspar]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Versão portuguesa dos instrumentos KIDSCREEN-52: Instrumentos de Qualidade de Vida para Crianças e Adolescentes]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Faculdade de Motricidade Humana/Universidade Técnica de Lisboa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Glaser]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shelton]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bree]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Moderating Role of Close Friends in the Relationship Between Conduct Problems and Adolescent Substance Use]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Adolescent Health]]></source>
<year>2010</year>
<volume>47</volume>
<page-range>35-42</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hair]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moore]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Garrett]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ling]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cleveland]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The continued importance of quality parent-adolescent relationships during late adolescence]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Research on Adolescence]]></source>
<year>2008</year>
<volume>18</volume>
<page-range>187-200</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Heinrich]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gullone]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The clinical significance of loneliness: A literature review]]></article-title>
<source><![CDATA[Clinical Psychology Review]]></source>
<year>2006</year>
<volume>26</volume>
<page-range>695-718</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Huebner]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Howell]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Examining the relationship between adolescent sexual risk-taking and perceptions of monitoring, communication, and parenting styles]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Adolescent Health]]></source>
<year>2003</year>
<volume>33</volume>
<page-range>71-78</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jellesma]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rieffe]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Terwogt]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[My peers, my friend, and I: Peer interactions and somatic complains in boys and girls]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Science & Medicine]]></source>
<year>2008</year>
<volume>66</volume>
<page-range>2195-2205</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Klima]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Repetti]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children's peer relations and their psychological adjustment: Differences between close friendships and the larger peer group]]></article-title>
<source><![CDATA[Merrill-Palmer Quarterly]]></source>
<year>2008</year>
<volume>54</volume>
<page-range>151-178</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Laible]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mother-child discourse, attachment security, shared positive affect, and early conscience development]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>2000</year>
<volume>71</volume>
<page-range>1424-1440</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Luk]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Farhat]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Iannotti]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simons-Morton]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parent-child communication and substance use among adolescents: Do father and mother communication play a different role for sons and daughters?]]></article-title>
<source><![CDATA[Addictive behaviors]]></source>
<year>2010</year>
<volume>35</volume>
<page-range>426-431</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morton]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chen]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Over time relationships between early adolescent and peer substance use]]></article-title>
<source><![CDATA[Addictive Behaviors]]></source>
<year>2006</year>
<volume>31</volume>
<page-range>1211-1223</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mulye]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Park]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neson]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Adams]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Irwin]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brindis]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Trends in Adolescent and Young AdultHealth in the UnitedStates]]></article-title>
<source><![CDATA[Jounal of AdolescentHealth]]></source>
<year>2009</year>
<volume>45</volume>
<page-range>8-24</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Newman]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harrison]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dashiff]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relationships between parenting styles and risk behaviors in adolescent health: An integrative literature review]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Latino-Americana de Enfermagem]]></source>
<year>2008</year>
<volume>16</volume>
<page-range>142-150</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Roberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Currie]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Samdal]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Currie]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maes]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measuring the health behaviours of adolescents through cross-national survey research: recent developments in the Health Behaviour in School-aged Children (HBSC) study]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Public Health]]></source>
<year>2007</year>
<volume>15</volume>
<page-range>179-186</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schneider]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Friends and Enemies - Peer relations in childhood]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Arnold]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sean]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The relationships between frequency of family dinner and adolescent problem behaviors after adjusting for other family characteristics]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Adolescence]]></source>
<year>2010</year>
<volume>33</volume>
<page-range>187-196</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sharaf]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Walsh]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Protective Effects of Self-Esteem and Family Support on Suicide Risk Behaviors among At-Risk Adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Child and Adolescent Psychiatric Nursing]]></source>
<year>2009</year>
<volume>22</volume>
<page-range>160-168</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Shook]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vaughn]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Litschge]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kolivoski]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schelbe]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The importance of friends among foster youth aging out of care: Cluster profiles of deviant peer affiliations]]></article-title>
<source><![CDATA[Children and Youth Services Review]]></source>
<year>2009</year>
<volume>31</volume>
<page-range>284-291</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tomé]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Camacho]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Diniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How Can Peer Group Influence the Behaviour of Adolescents: Explanatory Model]]></article-title>
<source><![CDATA[Global Journal of Health Science]]></source>
<year>2012</year>
<volume>4</volume>
<page-range>26-35</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tomé]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Diniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Consumo de substâncias e isolamento social durante a adolescência]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Consumo de Substâncias: Estilo de Vida? À Procura de um estilo?]]></source>
<year>2008</year>
<page-range>95-126</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[IDT]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tomé]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dinis]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Consumo de substâncias e felicidade nos adolescentes]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Consumo de Substâncias: Estilo de Vida? À Procura de um estilo?]]></source>
<year>2008</year>
<page-range>127-164</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[IDT]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vaquera]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kao]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Do you like me as much as I like you? Friendship reciprocity and its effects on school outcomes among adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Science Research]]></source>
<year>2007</year>
<volume>37</volume>
<page-range>55-72</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zimmermann]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Attachment representations and characteristics of friendship relations during adolescence]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Experimental Child Psychology]]></source>
<year>2004</year>
<volume>88</volume>
<page-range>83-101</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
