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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevenção da violência através da resiliência dos alunos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Peer violence is an increasingly expression in children’s lives and youth in school. Often, violence takes concealed contours but, on the other hand, it’s an increasingly physical aggressive practice in our schools, as it is reported by the media. Resilience, an important feature of human development, reveals itself as a majorly in overcoming difficult situations and in the positive and healthy adaptation of the person when in contact with adverse situations. The intention of this investigation is to analyze the relationship between resilience and peer violence among students of 2nd and 3rd cycle of schooling. To a sample of students from the 2nd and 3rd cycles (N=1,361), we applied two instruments validated for the Portuguese population: the IAVE (Inventory Assessment School Violence) (Matos, 2012; Matos, et al., 2012) and MSCR (Inventory for Assessing Resilience) (Hiew, 1998, 2000; Martins, 2005; Matos, 2012; Matos, et al., 2013). By a simple linear regression, it’s found that resilience negatively influences peer violence. If to a big level of resilience corresponds less violence, the use of strategies that promote resilience should be a priority in strategies to promote mental health in school.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia atrav&eacute;s da resili&ecirc;ncia dos alunos</b></p>     <p><b>Prevention of violence through the resilience of students</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>F. Matos, H. Martins, S.N. Jesus , &amp; J. Viseu</b><sup> </sup></p>     <p>Universidade do Algarve, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais, Faro, Algarve</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>S&atilde;o cada vez mais graves e frequentes as situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia entre pares na escola, com implica&ccedil;&otilde;es no sucesso escolar e no processo de desenvolvimento dos alunos. A resili&ecirc;ncia &eacute; fundamental na supera&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis e na adapta&ccedil;&atilde;o positiva e saud&aacute;vel da pessoa quando em contacto com condi&ccedil;&otilde;es adversas, pelo que pode ter um papel importante na forma como os jovens lidam com a viol&ecirc;ncia na vida escolar.Com a presente investiga&ccedil;&atilde;o pretende-se analisar a influ&ecirc;ncia da resili&ecirc;ncia sobre a viol&ecirc;ncia entre pares, em alunos do 2&ordm; e 3&ordm; ciclo de escolaridade. Numa amostra de 1 361 alunos, destes n&iacute;veis de ensino, aplic&aacute;mos dois instrumentos validados para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa: o IAVE (Invent&aacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o de Viol&ecirc;ncia Escolar) (Matos, 2012; Matos, Sim&otilde;es, &amp; Jesus, 2012) e o MSCR (Invent&aacute;rio para Avalia&ccedil;&atilde;o da Resili&ecirc;ncia) (Hiew, 1998, 2000; Martins, 2005; Matos, 2012; Matos, Martins, Jesus, &amp; Hiew, 2013). Atrav&eacute;s de uma regress&atilde;o linear simples, verifica-se que a resili&ecirc;ncia influencia negativamente a viol&ecirc;ncia entre pares. Se a uma maior a resili&ecirc;ncia corresponde menos viol&ecirc;ncia, a utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias que promovam a resili&ecirc;ncia deve ser uma prioridade nas estrat&eacute;gias de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de a desenvolver nas escolas.</p>     <p><b>Palavras-chave</b> - Estrat&eacute;gias de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, resili&ecirc;ncia, viol&ecirc;ncia entre pares.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Peer violence is an increasingly expression in children&rsquo;s lives and youth in school. Often, violence takes concealed contours but, on the other hand, it&rsquo;s an increasingly physical aggressive practice in our schools, as it is reported by the media. Resilience, an important feature of human development, reveals itself as a majorly in overcoming difficult situations and in the positive and healthy adaptation of the person when in contact with adverse situations. The intention of this investigation is to analyze the relationship between resilience and peer violence among students of 2<sup>nd </sup>and 3<sup>rd</sup> cycle of schooling. To a sample of students from the 2<sup>nd</sup> and 3<sup>rd</sup> cycles (<i>N</i>=1,361), we applied two instruments validated for the Portuguese population: the IAVE (Inventory Assessment School Violence) (Matos, 2012; Matos, et al., 2012) and MSCR (Inventory for Assessing Resilience) (Hiew, 1998, 2000; Martins, 2005; Matos, 2012; Matos, et al., 2013). By a simple linear regression, it&rsquo;s found that resilience negatively influences peer violence. If to a big level of resilience corresponds less violence, the use of strategies that promote resilience should be a priority in strategies to promote mental health in school.</p>     <p><b>Key-words</b><i>-</i>Health promotion strategies, peer violence, resilience.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, temos assistido a um r&aacute;pido e constante desenvolvimento da civiliza&ccedil;&atilde;o, que obriga a r&aacute;pidas, e nem sempre bem-sucedidas, adapta&ccedil;&otilde;es das pessoas a novas formas de pensar, de agir e de se estabelecer, pelo que as situa&ccedil;&otilde;es de risco e de vulnerabilidade t&ecirc;m vindo a aumentar significativamente, nomeadamente no que diz respeito &agrave; sa&uacute;de mental. Em resposta, a Declara&ccedil;&atilde;o de Alma-Ata,em 1978, a Carta de Ottawa, em 1986, e a Carta de Banguecoque, em 2005 (World Health Organization, 1978, 2005, 2013), determinam a responsabiliza&ccedil;&atilde;o de todos na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental, refor&ccedil;ando a import&acirc;ncia do empenhamento das popula&ccedil;&otilde;es na preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e, consequentemente, na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</p>     <p>A escola, como organiza&ccedil;&atilde;o de grande dimens&atilde;o, pode constituir-se como um lugar de vulnerabilidade para a sua popula&ccedil;&atilde;o, onde podem ocorrer muitos tipos de viol&ecirc;ncia e de agressividade, desde aquela que se expressa fisicamente, at&eacute; &agrave;s formas mais subtis de viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica. Se, por vezes, essas situa&ccedil;&otilde;es podem ser facilmente reconhecidas, muitas vezes s&atilde;o apenas percebidas pelo pr&oacute;prio (Blaya, 2008; Matos &amp; Gon&ccedil;alves, 2009; Matos, 2012), sendo que as v&iacute;timas sentem medo de denunciarem as situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia entre pares. Estudos recentes (e.g. Matos, 2012) referem que 80% dos alunos, do 2&ordm; e 3&ordm; ciclo das escolas do Concelho de Faro, j&aacute; foram v&iacute;timas de agress&atilde;o.</p>     <p>De acordo com diversos investigadores, as situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia entre pares podem ter consequ&ecirc;ncias extremamente nefastas para os envolvidos na situa&ccedil;&atilde;o, quer estes sejam v&iacute;timas, agressores, ou espectadores (Almeida, Correia, &amp; Marinho, 2010; Carvalhosa, Moleiro, &amp; Sales, 2009). De entre as poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias de viol&ecirc;ncia na escola contam-se a recusa em comparecer, o insucesso escolar, o absentismo e o abandono escolar (Blaya, 2008; Matos 2012), a dificuldade no estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es com os outros (Seixas, 2006) e, em casos mais graves, a depress&atilde;o e o suic&iacute;dio (ARS Algarve, 2013). A viol&ecirc;ncia entre pares altera, assim, todo o ambiente escolar, pelo que a sensibiliza&ccedil;&atilde;o para este problema no interior de cada escola e o diagn&oacute;stico rigoroso destas situa&ccedil;&otilde;es constitui-se como um elemento crucial para a interven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia na escola nem sempre t&ecirc;m resultado, sendo a ajuda das fam&iacute;lias muito importante e o apoio do grupo de pares uma ajuda real (Lopez, Amaral, Ferreira, &amp; Barroso, 2011). A promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de passa pela educa&ccedil;&atilde;o para a adapta&ccedil;&atilde;o de forma positiva a novas e mais dif&iacute;ceis situa&ccedil;&otilde;es, fornecendo a cada um as ferramentas que necessita de usar para tornar cada caso de vulnerabilidade ou risco num caso de adapta&ccedil;&atilde;o positiva.</p>     <p>A resili&ecirc;ncia, importante caracter&iacute;stica do desenvolvimento humano, pode ajudar na supera&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis e na adapta&ccedil;&atilde;o positiva e saud&aacute;vel da pessoa quando esta se depara com situa&ccedil;&otilde;es adversas. Neste sentido, a resili&ecirc;ncia revela-se uma importante parceira na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental e na preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a mental.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Muitos investigadores t&ecirc;m contribu&iacute;do para a defini&ccedil;&atilde;o do construto resili&ecirc;ncia, sendo a mais aceite a de Grotberg (1995) que a considera como a capacidade do indiv&iacute;duo para enfrentar e responder de forma positiva &agrave;s adversidades que surgem na sua vida e oferecem risco para a sua sa&uacute;de e desenvolvimento. Assinale-se que a resili&ecirc;ncia &eacute; conceptualizada como um processo que se incrementa ao longo da vida do sujeito (Panter-Brick&amp;Leckman, 2013).</p>     <p>De acordo com Rutter (2012) o conceito de resili&ecirc;ncia tem como ponto de partida o reconhecimento de que h&aacute; uma enorme heterogeneidade nas respostas das pessoas para todos os tipos de adversidades ambientais. Assim, a resili&ecirc;ncia &eacute; uma infer&ecirc;ncia baseada em evid&ecirc;ncias de que alguns indiv&iacute;duos apresentam melhores resultados do que outros que experimentaram um n&iacute;vel compar&aacute;vel de adversidade.</p>     <p>De um ponto de vista cient&iacute;fico, a investiga&ccedil;&atilde;o sobre resili&ecirc;ncia foi-se expandindo, n&atilde;o apenas para incluir o risco, o d&eacute;fice e a patologia, mas tamb&eacute;m para incluir o que Werner e Smith (1982) denominaram de <i>self-righting capacities</i>, isto &eacute;, as for&ccedil;as dos indiv&iacute;duos, das fam&iacute;lias, escolas e comunidades para promover a sa&uacute;de e desenvolvimento saud&aacute;vel. O enfoque na resili&ecirc;ncia parte da premissa de que nascer ou viver num ambiente psicologicamente n&atilde;o saud&aacute;vel &eacute; condi&ccedil;&atilde;o de alto risco para a sa&uacute;de f&iacute;sica e mental das pessoas, mas, mais que nos centrarmos nas condi&ccedil;&otilde;es que mant&ecirc;m tais situa&ccedil;&otilde;es, deve-se procurar observar as condi&ccedil;&otilde;es que possibilitam ao indiv&iacute;duo abrir-se a um desenvolvimento mais saud&aacute;vel e positivo.</p>     <p>Rutter (2012) refere a import&acirc;ncia desta abordagem, constatando que tem existido uma tend&ecirc;ncia lament&aacute;vel para nos centrarmos em tudo o que &eacute; sombrio, assim como nos resultados negativos do desenvolvimento. Este autor destaca que a possibilidade de preven&ccedil;&atilde;o surge do aumento do conhecimento e da compreens&atilde;o das raz&otilde;es pelas quais alguns indiv&iacute;duos n&atilde;o saem prejudicados pelas priva&ccedil;&otilde;es. Assim, assinala a import&acirc;ncia crucial de conhecer os fatores que atuam como protetores das situa&ccedil;&otilde;es de adversidade e a din&acirc;mica destes mecanismos protetores. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; import&acirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o para promover a resili&ecirc;ncia, parece haver consenso entre os investigadores, desde os mais antigos (Werner, 1989) aos mais atuais (Rutter, 2012; Ungar, et al., 2013).</p>     <p>Atualmente, um dos desafios mais relevantes no estudo deste conceito diz respeito ao processo de como avaliar o desenvolvimento da resili&ecirc;ncia (Panter-Brick &amp; Leckman, 2013). O desafio da avalia&ccedil;&atilde;o da resili&ecirc;ncia &eacute;, sem d&uacute;vida, uma das quest&otilde;es mais importantes e talvez das mais complexas, atendendo a que a resili&ecirc;ncia &eacute; muitas vezes inferida indiretamente. De facto, as in&uacute;meras investiga&ccedil;&otilde;es efetuadas, na sua maior parte, dirigem-se ao estudo, n&atilde;o da resili&ecirc;ncia em si, mas procuram examinar os fatores de vulnerabilidade, risco e prote&ccedil;&atilde;o relacionados com certos padr&otilde;es de associa&ccedil;&otilde;es stresse-compet&ecirc;ncia, em que a resili&ecirc;ncia ent&atilde;o inferida, tendo por base este padr&atilde;o de associa&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas (Luthar &amp; Cushing, 1999). Estes padr&otilde;es de associa&ccedil;&otilde;es, vulgarmente utilizados para inferir a presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia da resili&ecirc;ncia, encontram a sua base te&oacute;rica nos modelos de resili&ecirc;ncia propostos por Rutter (1987) e envolvem intera&ccedil;&otilde;es entre o stresse e os atributos protetores particulares (como por exemplo a intelig&ecirc;ncia ou o <i>locus </i>interno de controlo). De acordo com o maior ou menor atributo protetor e com o baixo ou alto n&iacute;vel de risco da situa&ccedil;&atilde;o, assim variar&aacute; o n&iacute;vel de resili&ecirc;ncia.</p>     <p>A presente abordagem consubstancia-se, assim, na defini&ccedil;&atilde;o da resili&ecirc;ncia como resultante de um processo de desenvolvimento do sujeito que &eacute; capaz de enfrentar e responder de forma positiva &agrave;s adversidades, construindo-se a resili&ecirc;ncia atrav&eacute;s de tr&ecirc;s fatores internos ou for&ccedil;as pessoais: fator <i>Eu sou</i>, fator <i>Eu tenho</i> e fator <i>Eu posso </i>(Grotberg, 1998; Hiew, 1998; Martins, 2005). Fundamenta-se, ainda, no pressuposto de que o desenvolvimento de uma personalidade resiliente se inicia durante a inf&acirc;ncia precoce, devendo distinguir-se entre o perfil resiliente ou resili&ecirc;ncia atual e a resili&ecirc;ncia desenvolvida durante a inf&acirc;ncia. Podendo a resili&ecirc;ncia ajudar o sujeito a lidar com as situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis que ocorrem na sua vida, parece-nos que esta capacidade pode ser importante para prevenir as situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia que ocorrem atualmente nas escolas.</p>     <p>Assim sendo, definimos como objetivo geral desta pesquisa analisar a influ&ecirc;ncia da resili&ecirc;ncia sobre a viol&ecirc;ncia entre pares, em alunos do 2&ordm; e 3&ordm; ciclo de escolaridade. Tendo em conta o enquadramento te&oacute;rico explanado, colocamos a hip&oacute;tese de que a resili&ecirc;ncia dos jovens influencia negativamente as rela&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia que estes estabelecem com os seus pares, sendo a viol&ecirc;ncia tanto menor quanto maior a resili&ecirc;ncia dos jovens.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 1 361 alunos do 2&ordm; ciclo (52,5%) e do 3&ordm; ciclo (47,5%) do Concelho de Faro. A m&eacute;dia de idades dos alunos &eacute; 12,26 (<i>DP</i>=1,65), com idades compreendidas entre os 10 e os 17 anos. Relativamente ao sexo dos inquiridos 698 s&atilde;o do sexo feminino (51,3%) e 663 s&atilde;o do sexo masculino (48,7%).</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Foram aplicados os seguintes instrumentos: o Invent&aacute;rio para Avalia&ccedil;&atilde;o da Viol&ecirc;ncia Escolar-IAVE (Matos, 2012; Matos, et al., 2012) e o Invent&aacute;rio <i>Measuring State and Child Resilience</i> (Hiew, 1998; Martins, 2005; Matos, 2012; Matos, et al., 2013). O tempo para preenchimento dos instrumentos foi 30 minutos. O IAVE &eacute; constitu&iacute;do por quatro escalas (com seis itens cada) que auto avaliam respetivamente, os agredidos, os espetadores, os agressores e o clima da escola. Cada item tem seis n&iacute;veis de resposta poss&iacute;veis, em que o respondente assinala a frequ&ecirc;ncia com que determinada situa&ccedil;&atilde;o ocorreu, entre &ldquo;nunca &ldquo; e &ldquo;sempre&rdquo;, variando a cota&ccedil;&atilde;o de cada escala entre 6 e 36 pontos. As escalas apresentam os seguintes valores psicom&eacute;tricos: Eu agredido (<i>Alpha de Cronbach</i> &ndash; 0,78; KMO &ndash; 0,82; vari&acirc;ncia explicada &ndash; 48,22%); Eu espetador (<i>Alpha de Cronbach</i> &ndash; 0,91; KMO &ndash; 0,90; vari&acirc;ncia explicada &ndash; 68,71%); Eu agressor (<i>Alpha de Cronbach</i> &ndash; 0,73; KMO &ndash; 0,81; vari&acirc;ncia explicada &ndash; 44,01%); Clima da escola (<i>Alpha de Cronbach</i> &ndash; 0,75; KMO &ndash; 0,75; vari&acirc;ncia explicada &ndash; 44,80%).</p>     <p>O Invent&aacute;rio <i>Measuring State and Child Resilience</i>, constitu&iacute;do por duas escalas<i>, </i>adota como referencial o modelo de resili&ecirc;ncia de Grotberg (1998) que se baseia na exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s &ldquo;fontes&rdquo; de resili&ecirc;ncia, nomeadamente a interna ou for&ccedil;as pessoais, designadas como o fator <i>I am </i>(Eu sou), as compet&ecirc;ncias e habilidades pessoais e sociais denominadas como o fator <i>I can </i>(Eu posso) e as rela&ccedil;&otilde;es e os pap&eacute;is que o indiv&iacute;duo desempenha como o fator <i>I have </i>(Eu tenho). Tendo ainda como suporte a teoria de Werner e Jonhson (1999) conceptualiza-se a resili&ecirc;ncia como um processo cujo desenvolvimento pode iniciar-se na crian&ccedil;a at&eacute; ao final da inf&acirc;ncia e, que nos adultos, os tra&ccedil;os caracter&iacute;sticos podem ser distinguidos em termos da sua intensidade, dependendo do facto de serem &ldquo;estados&rdquo; dominantes no momento atual <i>(State-Resilience) </i>ou se foram desenvolvidos desde a inf&acirc;ncia <i>(Child-Resilience).</i></p>     <p><i>&nbsp;A </i>escala <i>State-Resilience</i> &eacute; constitu&iacute;da, por 14 itens, com resposta numa escala tipo <i>Likert</i> de cinco n&iacute;veis (entre discordo totalmente e concordo totalmente), sendo que deve ser assinalado o grau de concord&acirc;ncia do sujeito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s afirma&ccedil;&otilde;es que se referem ao presente, variando a cota&ccedil;&atilde;o da escala entre 14 e 70 pontos. A escala <i>Child-Resilience</i> &eacute; constitu&iacute;da por 18 itens, numa escala tipo <i>Likert</i> de cinco n&iacute;veis de resposta (entre discordo totalmente e concordo totalmente), sendo que o sujeito deve assinalar o grau de concord&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s afirma&ccedil;&otilde;es que se referem ao presente, variando a cota&ccedil;&atilde;o da escala entre 18 e 90 pontos. Este instrumento apresenta os seguintes valores psicom&eacute;tricos: <i>State-Resilience </i>(<i>Alpha de Cronbach</i> &ndash; 0,83; KMO &ndash; 0,90; os tr&ecirc;s fatores explicam 47,32% da vari&acirc;ncia total); <i>ChildResilience</i>(<i>Alpha de Cronbach</i> &ndash; 0,85; KMO &ndash; 0,91; os tr&ecirc;s fatores explicam 42,40% da vari&acirc;ncia total).</p>     <p><i>Procedimentos </i></p>     <p>Procur&aacute;mos inquirir todos os alunos das Escolas B&aacute;sicas p&uacute;blicas e privadas do Concelho de Faro. S&oacute; uma das Escolas privadas do Concelho n&atilde;o quis colaborar no estudo. Participaram neste estudo apenas os alunos autorizados pelos pais ou encarregados de educa&ccedil;&atilde;o dessas escolas. De um total de 3 023 pedidos de autoriza&ccedil;&atilde;o enviados, recebemos 1 661 autoriza&ccedil;&otilde;es, tendo participado mais de 80% destes.</p>     <p>Para tratamento dos dados utiliz&aacute;mos a regress&atilde;o linear simples atrav&eacute;s do m&eacute;todo de <i>stepwise</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os instrumentos aplicados autoavaliam, no que respeita &agrave; viol&ecirc;ncia entre pares, a condi&ccedil;&atilde;o de agredido, espetador, agressor e ainda o clima de viol&ecirc;ncia sentido. No que respeita &agrave; resili&ecirc;ncia, autoavaliam a capacidade resiliente desenvolvida desde a inf&acirc;ncia e o estado de resili&ecirc;ncia atual (perfil resiliente).</p>     <p>Da an&aacute;lise dos dados, podemos constatarque existe uma influ&ecirc;ncia positiva entre a resili&ecirc;ncia desenvolvida em crian&ccedil;a e o perfil resiliente atual do jovem (<i>&beta;</i>= 0,71; <i>p</i>&gt;0,001). Podemos tamb&eacute;m verificar atrav&eacute;s da regress&atilde;o linear, como expresso no <a href="#q1">quadro 1</a>, que a resili&ecirc;ncia desenvolvida desde a inf&acirc;ncia influencia negativamente a rela&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia que os jovens estabelecem com os pares, quer na situa&ccedil;&atilde;o de agredido (<i>&beta;</i>= -0,06; <i>p</i>=0,018), na situa&ccedil;&atilde;o de agressor (<i>&beta;</i>= -0,14; <i>p</i>&lt;0,001) ou ainda no que concerne ao clima geral da escola (<i>&beta;</i>=-0,15; <i>p</i>&lt;0,001). Quanto ao perfil resiliente atual, a uma maior resili&ecirc;ncia corresponde menor viol&ecirc;ncia, quer no que respeita ao sentir-se agredido (<i>&beta;</i>=-0,11; <i>p</i>&lt;0,001) quer no que respeita ao ser agressores (<i>&beta;</i>= -0,16; <i>p</i>&lt;0,001), quer ao clima de viol&ecirc;ncia sentido na escola (<i>&beta;</i>=-0,19; <i>p</i>&lt;0,001).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"> <img src="/img/revistas/psd/v16n1/16n1a05q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>Face ao apresentado, os resultados do estudo parecem corroborar a perspetiva de que as caracter&iacute;sticas da resili&ecirc;ncia se desenvolvem desde a inf&acirc;ncia, constituindo-se a resili&ecirc;ncia como um processo desenvolvimental pass&iacute;vel de ser promovida e desenvolvida (Bowlby, 1988; Tavares, 2001). Devido &agrave; forte rela&ccedil;&atilde;o existente entre a resili&ecirc;ncia desenvolvida na inf&acirc;ncia e as caracter&iacute;sticas do perfil resiliente atual, podemos ainda alvitrar que a resili&ecirc;ncia possa funcionar como um tra&ccedil;o de personalidade ou uma caracter&iacute;stica diferencial. Neste sentido, tendo como referencial os resultados revelados no nosso estudo, reiteramos a posi&ccedil;&atilde;o defendida por Masten e Gewirtz (2006), quando referem que a inf&acirc;ncia &eacute; crucial para a aquisi&ccedil;&atilde;o de requisitos para desenvolver capacidades adaptativas.</p>     <p>A personalidade resiliente &eacute; bem ajustada, com indiv&iacute;duos cujo funcionamento &eacute; bom, em termos intelectuais, emocionais e interpessoais (van Lieshout, 2000). Ora um bom relacionamento interpessoal evita a viol&ecirc;ncia, sendo flex&iacute;vel e conseguindo construir alternativas para as situa&ccedil;&otilde;es violentas, que s&atilde;o indesej&aacute;veis. No entanto, cada indiv&iacute;duo &eacute; &uacute;nico na forma como responde &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es traumatizantes, pelo que podemos considerar a resili&ecirc;ncia como um fator protetor, providenciando ferramentas para fazer face ao trauma (Twemlow &amp; Bennett, 2008). Se os indiv&iacute;duos resilientes t&ecirc;m sucesso na escola sem delinqu&ecirc;ncia, &eacute; de esperar que a uma maior viol&ecirc;ncia escolar corresponda menos resili&ecirc;ncia, como o nosso estudo corrobora.</p>     <p>Podemos assim explicar estas constata&ccedil;&otilde;es respeitantes &agrave; resili&ecirc;ncia e &agrave; viol&ecirc;ncia pessoal, quer agredido, quer agressor, atrav&eacute;s dos referenciais te&oacute;ricos da resili&ecirc;ncia. Se a resili&ecirc;ncia parece produzir uma expressiva diminui&ccedil;&atilde;o dos sinais emocionais negativos, como a ansiedade, a c&oacute;lera e a irrita&ccedil;&atilde;o, favorecendo por outro lado a sa&uacute;de emocional (Hiew, 1998; Martins, 2005; Werner, 1989), parece-nos plaus&iacute;vel que um agressor seja menos resiliente, pois n&atilde;o possui mecanismos que favore&ccedil;am o <i>coping </i>e controlem o stresse, utilizando a agressividade para resolver as situa&ccedil;&otilde;es que lhe provocam mal-estar. A literatura cient&iacute;fica da &aacute;rea refere, ainda, que a resili&ecirc;ncia permite transformar as situa&ccedil;&otilde;es nefastas em situa&ccedil;&otilde;es que o indiv&iacute;duo consegue transformar a seu favor (Grotberg, 1995, 1998).</p>     <p>A resili&ecirc;ncia surge, por outro lado, associada a uma flexibilidade interna que permite interagir com sucesso face aos conflitos com o meio exterior, funcionando comoum &ldquo;mecanismo protetor&rdquo;, permitindo transformar o risco em algo mais adaptativo (Ralha-Sim&otilde;es, 2001), sendo um mediador de adapta&ccedil;&atilde;o (Brancalhone, Fogo, &amp; Williams, 2004), possuindo o indiv&iacute;duo resiliente boas capacidades de adapta&ccedil;&atilde;o relacional e aptid&atilde;o para as rela&ccedil;&otilde;es amistosas com os outros, ou seja, compet&ecirc;ncias e habilidades sociais (Benard, 1995; Brooks, 1994; Cyrulnik, 2001), apresentando os indiv&iacute;duos resilientes menor agressividade (Garmezy, 1993), assim como rela&ccedil;&otilde;es positivas com os pares (Davis, 1999; Rutter, 2012).</p>     <p>O desenvolvimento da resili&ecirc;ncia atrav&eacute;s do desenvolvimento de habilidades pessoais, &eacute; assim ben&eacute;fico para os estudantes considerados em risco, ou seja, com problemas de comportamento, elevados n&iacute;veis de delinqu&ecirc;ncia, incidentes de viol&ecirc;ncia e comportamentos agressivos, permitindo-lhes encontrar, inclusivamente, um maior equil&iacute;brio (Edwards, Mumford, &amp; Serra-Roldan, 2007). Neste sentido, o investimento em atitudes promotoras de personalidades resilientes &eacute; cada vez mais indispens&aacute;vel. Se a fam&iacute;lia assume uma grande import&acirc;ncia na constru&ccedil;&atilde;o de personalidades resilientes atrav&eacute;s de rela&ccedil;&otilde;es afetuosas entre os seus membros (Bowlby, 1984, 1988), o contexto onde o jovem se insere tamb&eacute;m inclui a escola e a comunidade e estes contextos podem ser tamb&eacute;m promotores de resili&ecirc;ncia (Lima Serrano, Jesus, &amp; Lima Rodr&iacute;guez, 2012; Theron &amp; Malindi, 2010).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atendendo a que a fam&iacute;lia e a escola s&atilde;o fatores determinantes na resolu&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es de <i>bullying</i> (Lopez, et al., 2011),os programas a serem desenvolvidos devem incluir a presen&ccedil;a das fam&iacute;lias, o desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es positivas entre pais, professores, auxiliares e alunos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS </b></p>     <!-- ref --><p>Almeida, A., Correia, I., &amp; Marinho, S. (2010). Moral disengagement, normative beliefs of peer group, and attitudes regardingroles in bullying. <i>Journal of School Violence</i>, <i>9</i>, 23-26. doi: 10.1080/15388220903185639&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S1645-0086201500010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>ARS Algarve (2013). <i>Cap&iacute;tulo V- estado de sa&uacute;de. </i>Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.arsalgarve.min-saude.pt" target="_blank">http://www.arsalgarve.min-saude.pt</a></p>     <p>Benard, B. (1995). <i>Fostering resiliency in kids: Protective factors in the family, school, and community</i>. Portland, OR: Western Center for Drug-Free Schools and Communities.</p>     <!-- ref --><p>Blaya, C. (2008). <i>Viol&ecirc;ncia e maus-tratos em meio escolar</i>. Lisboa: Instituto Piaget.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S1645-0086201500010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bowlby, J. (1988). <i>A secure base: parent-child attachment and development</i>. New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S1645-0086201500010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Brancalhone, P., Fogo, J., &amp; Williams, L. (2004).Crian&ccedil;as expostas &agrave; viol&ecirc;ncia conjugal: avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho acad&eacute;mico. <i>Psicologia, Teoria e Pesquisa</i>, <i>20</i>, 113-117.doi: 10.1590/S0102-37722004000200003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S1645-0086201500010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brooks, R. B. (1994). Children at risk: fostering resiliency and hope. <i>American Journal of Orthopsychiatry</i>, <i>64</i>, 545-553. doi: 10.1037/h0079565&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S1645-0086201500010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carvalhosa, S.F., Moleiro, C., &amp; Sales, C. (2009). Violence in Portuguese schools. <i>International Journal of Violence and School</i>, <i>9</i>, 57-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S1645-0086201500010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cyrulnik, B. (2001). <i>Resili&ecirc;ncia: essa inaudita capacidade de constru&ccedil;&atilde;o humana</i>. Lisboa, PT: Instituto Piaget.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S1645-0086201500010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Davis, N. (1999). <i>Resilience: status of research and research-based programs- </i>working paper draft. Washington, DC: Substance Abuse and Mental Health Services Administration, Center for Mental Health Services.</p>     <!-- ref --><p>Edwards, O.W., Mumford, V.E., &amp; Serra-Roldan, R. (2007). A positive youth development model for students considered at-risk. <i>School Psychology International</i>. <i>28,</i> 29-45. doi&nbsp;:10.1177/0143034307075673&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1645-0086201500010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Garmezy, N. (1993). Children in poverty: resilience despite risk. <i>Psychiatry: </i><i>Interpersonal and Biological Processes</i><i>,56</i>, 127-136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S1645-0086201500010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Grotberg, E H. (1998). I am, ihave, ican: what families worldwide taught us about resilience. <i>Reaching Today's Youth</i>, <i>2</i>(3), 36-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S1645-0086201500010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hiew, C. C. (1998). <i>Resilience: development and measurement</i>. Paper presented at the Graduate Department of Learning and Curriculum Development, Faculty of Education, Hiroshima University (cedido pelo autor).</p>     <p>Hiew, C. C.(2000).&nbsp; Measurement of resilience: preliminary results with a state-trait resilience inventory. <i>Journal of Learning and Curriculum Development</i>. Inaugural Issue (cedido pelo autor).</p>     <!-- ref --><p>Jesus, S. N. (1999). <i>Como prevenir e resolver o stress dos professores e a indisciplina dos alunos? </i>Porto, PT: ASA Editores II.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1645-0086201500010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lima Serrano, M., Jesus, S. N., &amp; Lima Rodr&iacute;guez, J. S. (2012). Actitudes de adolescentes hacia la salud: evaluaci&oacute;n de un programa escolar de, promoci&oacute;n de la salud en Sevilla, Espa&ntilde;a. <i>Salud Colectiva</i>, <i>8</i>, 47-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1645-0086201500010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lopez, R., Amaral, A., Ferreira, J., &amp; Barroso, T. (2011). Fatores implicados no fen&oacute;meno do bullying em contexto escolar: revis&atilde;o integrada da literatura, <i>Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia</i>, <i>5</i>, 153-162. doi: 10.12707/RIII1169&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1645-0086201500010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Luthar, S. S., &amp; Cushing, G. (1999). Measurement issues in the empirical study of resilience. In M. D.Glantz &amp; J. L. Johnson (edts.). <i>Resilience and development: Positive life adaptations.</i><i> Longitudinal research in the social and behavioral sciences: an </i><i>interdisciplinary series </i>(pp.129-160), New York, NY: Kluwer Academic/Plenum Press. </p>     <!-- ref --><p>Martins, M. H. V. (2005). <i>Contribui&ccedil;&otilde;es para an&aacute;lise de crian&ccedil;as e jovens em situa&ccedil;&atilde;o de risco: resili&ecirc;ncia e desenvolvimento. </i>Tese de Doutoramento. Faro, PT: Universidade do Algarve.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1645-0086201500010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Masten, A.S., &amp; Gewirtz, A.H.&nbsp; (2006). Resilience in development: the importance of early childhood. In R.E. Tremblay, R.G. Barr &amp; R.D. Peters (Eds.), <i>Encyclopedia on Early Childhood Development </i>[online] (pp.1-6). Montreal, Quebec: Centre of Excellence for Early Childhood Development. <a href="http://www.child-encyclopedia.com/documents/Masten-GewirtzANGxp.pdf" target="_blank">http://www.child-encyclopedia.com/documents/Masten-GewirtzANGxp.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1645-0086201500010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Matos, F. (2012). <i>Resili&ecirc;ncia, viol&ecirc;ncia entre pares, desempenho escolar e cultura organizacional da fam&iacute;lia &ndash; um estudo com alunos do 2&ordm; e 3&ordm; ciclo do Concelho de Faro e suas fam&iacute;lias. </i>Tese de doutoramento. Faro,PT: Universidade do Algarve.</p>     <!-- ref --><p>Matos, F., Martins, H., Jesus, S., &amp; Hiew, C. (2013). Adaptation and validation of a resilience scale. <i>Atenci&oacute;n Primaria, 45,</i> 34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1645-0086201500010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matos, F., Sim&otilde;es, H., &amp; Jesus, S. N. (2012). Invent&aacute;rio para avalia&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia na escola (IAVE). constru&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o preliminar. <i>Revista de Psicologia da Crian&ccedil;a e do Adolescente, 3, </i>277-292<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1645-0086201500010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Matos, M. G., &amp; Gon&ccedil;alves, S. M. P. (2009). Bullying nas escolas: comportamentos e perce&ccedil;&otilde;es. <i>Psicologia, Sa&uacute;de e Doen&ccedil;as</i>, <i>10</i>, 3-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1645-0086201500010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matos, M. G., Negreiros, J., Sim&otilde;es, C., &amp; Gaspar, T. (2009). <i>Viol&ecirc;ncia, bullying e delinqu&ecirc;ncia, gest&atilde;o de problemas de sa&uacute;de em meio escolar</i>. Lisboa,PT: Coisas de Ler.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1645-0086201500010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Panter-Brick, C., &amp;&nbsp; Leckman, J. F. (2013). Editorial commentary: resilience in child development &ndash; interconnected pathways to wellbeing. <i>Journal of Child Psychology and Psychiatry</i>, <i>54</i>, 333&ndash;336. doi: 10.1111/jcpp.12057</p>     <!-- ref --><p>Ralha-Sim&otilde;es, H. (2001). Resili&ecirc;ncia e desenvolvimento pessoal. In J. Tavares (Org.), <i>Resili&ecirc;ncia e educa&ccedil;&atilde;o </i>(pp.95-113). S&atilde;o Paulo,BR: Cortez Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1645-0086201500010000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rutter, M. (2012). Resilience as a dynamic concept. <i>Development and Psycho-pathology</i>, <i>24</i>, 335-344.doi: 10.1017/S0954579412000028&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1645-0086201500010000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Seixas, S. R. (2006). <i>Comportamentos de bullying entre pares bem estar e ajustamento escolar</i>. Tese de doutoramento. Coimbra, PT: Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1645-0086201500010000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Tavares, J. (2001). A resili&ecirc;ncia na sociedade emergente. In J. Tavares (Org.), <i>Resili&ecirc;ncia e educa&ccedil;&atilde;o </i>(pp.43-76). S&atilde;o Paulo, BR: Cortez Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1645-0086201500010000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Theron, L. C., &amp; Malindi, M. J. (2010). Resilient street youth: a qualitative south african study. <i>Journal of Youth Studies</i>, <i>13</i>, 717-736.doi: 10.1080/13676261003801796&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1645-0086201500010000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Twemlow, S. W., &amp; Bennett, T. (2008).Psychic plasticity, resilience, and reactions to media violence: what is the right question?&nbsp;&nbsp;<cite>American Behavioral Scientist</cite>, <i>51</i>, 1155-1183.doi: 10.1177/0002764207312017&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1645-0086201500010000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ungar, M., Ghazinour, M., &amp; Richter, J. (2013). What is resilience within the social ecology of human development? <i>Journal of Child Psychology and Psychiatry</i><b>, </b>Special Issue: Annual Research Review: Resilience in child development, <i>54</i>, 348-366.doi: 10.1111/jcpp.12025&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1645-0086201500010000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Van Lieshout, C.F. (2000). Lifespan personality development: self-organising goal-oriented agents and developmental outcome. <i>International Journal of Behavioral Development</i>, <i>24</i>, 276-288. doi: 10.1080/016502500118259&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1645-0086201500010000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Werner, E. E. (1989). High-risk children in young adulthood: a longitudinal study from birth to 32 years<i>. American Journal of Orthopsychiatry</i>, <i>59</i>, 72-81. doi: 10.1111/j.1939-0025.1989.tb01636.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1645-0086201500010000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Werner, E. E., &amp;&nbsp; Johnson, J. (1999) Can we apply resilience? InM. Glantz&amp;J. Johnson (Eds.) <i>Resilience and Development: positive life adaptations</i>. (123-145), New York, NY: Kluwer Academic/Plenum Publishers.</p>     <p>Werner, E. E., &amp;&nbsp; Smith, R. S. (1982).<i>Vulnerable but invincible: A longitudinal study of resilient children and youth</i>. New York,NY: McGraw Hill.</p>     <p>World Health Organization (1978). <i>Declaration of Alma-Ata: international conference on primary health care. </i>Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.who.int/publications/almaata_declaration_en.pdf" target="_blank">http://www.who.int/publications/almaata_declaration_en.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>World Health Organization (2005). <i>The Bangkok Charter for health promotion in a globalized world. </i>Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.who.int/healthpromotion/conferences/6gchp/hpr_050829_%20BCHP.pdf" target="_blank">http://www.who.int/healthpromotion/conferences/6gchp/hpr_050829_%20BCHP.pdf</a></p>     <p>World Health Organization (2013). <i>The Ottawa Charter for health promotion: f</i><i>irst international conference on health promotion, Ottawa, 21 November 1986. </i>Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.who.int/healthpromotion/conferences/previous/ottawa/en/" target="_blank">http://www.who.int/healthpromotion/conferences/previous/ottawa/en/</a></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a>     <p>Universidade do Algarve; e-mail: <a href="mailto:snjesus@ualg.pt">snjesus@ualg.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 28 de Maio de 2013/ Aceite em 20 de Mar&ccedil;o de 2014</p>      ]]></body><back>
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