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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A educação para a saúde nos jovens com diabetes Tipo 1]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The social, occupational, familiar and emotional changes during youth can affect adherence to diabetes management tasks and quality of life of youngsters with type 1 diabetes. Therapeutic Patient Education provided by the multidisciplinary team can be a very important tool to help young people to surpass difficulties. The objectives of this research consisted on the evaluation of health behaviours and lifestyles, social support and satisfaction about the educational activities of youngsters with type 1 diabetes. This research included quantitative studies with 91 adolescents and 278 young adults, a qualitative study with 41 adolescents and satisfaction studies’ evaluation relating to educational activities.Satisfaction with life is 7.2±1.7 in adolescents and 6.6 ±1.7in young adults (scale 0-10).Youngsters have healthy eating habits and satisfactory adherence to physical activity,insulin therapy and glucose monitoring but they present high mean value of HbA1c. Youngsters consider having a good social support from multidisciplinary health team and refer the benefits of group education sessions and summer camps with other youngsters with type 1 diabetes that help them to live better with diabetes.The youngsters showed satisfactory lifestyles, good social support and satisfaction with life, a reasonable adherence to diabetes treatment, however with a less optimal metabolic control of diabetes.It is recommended the continuity of multidisciplinary team investment on therapeutic patient education to promote the motivation of youngsters to treatment adherence involving the peers with diabetes in group education and leisure activities according to participants’ needs, wishes and difficulties.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de nos jovens com diabetes Tipo 1</b></p>     <p><b>Health education in youth with type 1 diabetes</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>L.Serrabulho<sup>1</sup>, M.G.Matos<sup>2</sup>, J.V.Nabais<sup>3</sup>, <sup>&nbsp;</sup>&amp; J.F.Raposo<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1 </sup>Associa&ccedil;&atilde;o Protectora dos Diab&eacute;ticos de Portugal</p>     <p><sup>2</sup> Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa; ISAMB / Universidade de Lisboa, WJCR /ISPA Lisboa</p>     <p><sup>3 </sup>Universidade de &Eacute;vora</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As mudan&ccedil;as sociais, ocupacionais, familiares e emocionais na vida dos jovens com diabetes tipo 1 podem afetar a ades&atilde;o ao tratamento e a sua qualidade de vida. Uma das ferramentas mais &uacute;teis, e que poder&aacute; constituir uma importante mais-valia para ultrapassar estas dificuldades, &eacute; a educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de providenciada pela equipa multidisciplinar que acompanha os jovens.O objetivo deste artigo &eacute; avaliar os comportamentos, estilos de vida e suporte social dos jovens com diabetes tipo 1 e avaliar a satisfa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s atividades de educa&ccedil;&atilde;o que lhes s&atilde;o proporcionadas.Foram realizados estudos quantitativos com 91 adolescentes e 278 jovens adultos, um estudo qualitativo com41 adolescentes e estudos de avalia&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o dos jovens.</p>     <p>A m&eacute;dia de "satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida" nos adolescentes &eacute; 7,2 &plusmn; 1,7 e nos jovens adultos &eacute; 6,6 &plusmn; 1,7 (escala 0-10).A maior parte dos jovens evidencia h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis e ades&atilde;o satisfat&oacute;ria &agrave; atividade f&iacute;sica, insulinoterapia e vigil&acirc;ncia glicemica. Contudo,a m&eacute;dia de HbA1c &eacute; superior ao recomendado. Consideram ter bom suporte da equipa de sa&uacute;de e referem os benef&iacute;cios das atividades com outros jovens.Podemos concluir que os participantes t&ecirc;m estilos de vida satisfat&oacute;rios, bom suporte social e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, valorizam as atividades com os pares e t&ecirc;m razo&aacute;vel ades&atilde;o ao tratamento da diabetes, mas um controlo metab&oacute;lico inferior ao esperado. Recomenda-se a continuidade do investimento da equipa de sa&uacute;de na motiva&ccedil;&atilde;o dos jovens para melhor ades&atilde;o ao tratamento.</p>     <p><b>Palavras-chave</b><i> - </i>jovens, diabetes tipo 1, comportamentos de sa&uacute;de,estilos de vida,educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de</p>     <p>&nbsp;</p>     <p></p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The social, occupational, familiar and emotional changes during youth can affect adherence to diabetes management tasks and quality of life of youngsters with type 1 diabetes. Therapeutic Patient Education provided by the multidisciplinary team can be a very important tool to help young people to surpass difficulties. The objectives of this research consisted on the evaluation of health behaviours and lifestyles, social support and satisfaction about the educational activities of youngsters with type 1 diabetes. This research included quantitative studies with 91 adolescents and 278 young adults, a qualitative study with 41 adolescents and satisfaction studies&rsquo; evaluation relating to educational activities.Satisfaction with life is 7.2&plusmn;1.7 in adolescents and 6.6 &plusmn;1.7in young adults (scale 0-10).Youngsters have healthy eating habits and satisfactory adherence to physical activity,insulin therapy and glucose monitoring but they present high mean value of HbA1c. Youngsters consider having a good social support from multidisciplinary health team and refer the benefits of group education sessions and summer camps with other youngsters with type 1 diabetes that help them to live better with diabetes.The youngsters showed satisfactory lifestyles, good social support and satisfaction with life, a reasonable adherence to diabetes treatment, however with a less optimal metabolic control of diabetes.It is recommended the continuity of multidisciplinary team investment on therapeutic patient education to promote the motivation of youngsters to treatment adherence involving the peers with diabetes in group education and leisure activities according to participants&rsquo; needs, wishes and difficulties.</p>     <p><b>Key-words</b><i> - </i>youngsters, type 1 diabetes, health behaviours, lifestyle, therapeutic patient education.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A educa&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica nas doen&ccedil;as cr&oacute;nicas &eacute; uma das prioridades da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;depara o s&eacute;culo XXI, pois est&aacute; provado que esta ferramenta terap&ecirc;utica &eacute; fundamental na melhoria da ades&atilde;o ao tratamento (World Health Organization- WHO, 2003). A educa&ccedil;&atilde;o para a autogest&atilde;o da diabetes &eacute; efectiva na promo&ccedil;&atilde;o dos resultados a n&iacute;vel da sa&uacute;de e dos aspectos psicossociais das pessoas com diabetes, como revelam os resultados de m&uacute;ltiplas meta-an&aacute;lises de estudos educacionais (International Diabetes Federation &ndash; IDF, 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A alimenta&ccedil;&atilde;o equilibrada, o exerc&iacute;cio f&iacute;sico regular, a insulinoterapia, a autovigil&acirc;ncia e o autocontrolo s&atilde;o os aspectos importantes no tratamento da diabetes (Correia, Raposo, &amp; Boavida 2012; WHO 2003). Neste sentido, a equipa de sa&uacute;de multidisciplinar que acompanha aspessoas com diabetes dever&aacute; providenciar educa&ccedil;&atilde;o adequada nestas &aacute;reas, todas igualmente importantes na ades&atilde;o ao tratamento e no favorecimento de uma boa compensa&ccedil;&atilde;o. Para isso, os t&eacute;cnicos de sa&uacute;de, necessitam n&atilde;o s&oacute; de saberes e compet&ecirc;ncias biom&eacute;dicas, mas tamb&eacute;m de compet&ecirc;ncias pedag&oacute;gicas e relacionais que permitam a sua melhor adapta&ccedil;&atilde;o, como educadores, ao acompanhamento das pessoas com diabetes (Lacroix &amp; Assal, 2003).</p>     <p>A educa&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica tem como objetivo ajudar a uma melhor adapta&ccedil;&atilde;o, desenvolver as capacidades e compet&ecirc;ncias de autogest&atilde;o e ades&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a das pessoas com diabetes, de modo a serem capazes de melhorar a sua compensa&ccedil;&atilde;o, prevenindo as complica&ccedil;&otilde;es da diabetes, e contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida (Luyckx &amp; Seiffge-Krenke, 2009; WHO 2003).</p>     <p>Para os profissionais de sa&uacute;de que trabalham nesta &aacute;rea &eacute; fundamental conhecer melhor a pessoa com diabetes: os problemas, as necessidades, as dificuldades, as representa&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o aos v&aacute;rios aspectos do tratamento da diabetes, e construir uma rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, indispens&aacute;vel &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de melhores cuidados na consulta individual e na educa&ccedil;&atilde;o em grupo, de acordo com as necessidades (Wouda &amp; Wiel, 2013).</p>     <p>Atendendo a que &eacute; uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica, o que implica um acompanhamento com consultas frequentes para educa&ccedil;&atilde;o e apoio, o sistema de cuidados de sa&uacute;de &eacute; um sistema de apoio que pode influenciar o <i>coping</i> e o bem-estar das pessoas com diabetes. A literatura existente sugere que o apoio dos t&eacute;cnicos de sa&uacute;de pode ser um importante fator para influenciar a forma como a pessoa se adapta e gere a sua doen&ccedil;a (Dovey-Pearce, Hurrel, May, Walker &amp; Doherty, 2005; Karlsen, Idsoe, Hanestad, Murberg &amp; Bru, 2004). Para al&eacute;m disso, outro fator relevante &eacute; o suporte social, por ser uma das vari&aacute;veis que est&atilde;o associadas &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, tendo um contributo essencial para uma gest&atilde;o de sucesso da diabetes (Anderson &amp; Wolpert, 2004; Karlsen, et al. 2004).</p>     <p>Na juventude, depois da fam&iacute;lia, o segundo contexto social &eacute; o grupo de pares. As rea&ccedil;&otilde;es dos amigos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; diabetes afetam a forma como o jovem se v&ecirc; a si pr&oacute;prio, gere a sua doen&ccedil;a e se relaciona com os pares e desenvolve amizades (Hanna, 2012; La Greca &amp; Thompson, 1998; Patterson &amp; Garwick, 1998). &Eacute; referido tamb&eacute;m na literatura que as atividades de grupo com outros jovens e familiares s&atilde;o ben&eacute;ficas pelas trocas de viv&ecirc;ncias e experi&ecirc;ncias, proporcionando mais capacidades para gerir e viver melhor com a diabetes (Jos, 1994; Lacroix &amp; Assal, 2003; Peyrot, 2008).</p>     <p>A Associa&ccedil;&atilde;o Protectora dos Diab&eacute;ticos de Portugal (APDP) desenvolve desde 1926 um importante trabalho de educa&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica com pessoas com diabetes e familiares. Este &eacute; um processo por etapas, que compreende um conjunto de atividades organizadas de sensibiliza&ccedil;&atilde;o, informa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o, apoio psicol&oacute;gico e social, tendo em conta a fase de desenvolvimento cognitivo, social, emocional, educacional e familiar em que a pessoa se encontra e que se destina a ajudar as pessoas com diabetes e as fam&iacute;lias a compreender a doen&ccedil;a e os tratamentos, a colaborar nos cuidados e a responsabilizar-se pelo seu estado de sa&uacute;de. Todos estes fatores favorecem a autonomia da pessoa com diabetes (Anderson &amp; Wolpert, 2004; Dovey-Pearceet al., 2005; Ivernois &amp; Gagnayre, 1995).</p>     <p>A APDP foi reconhecida em 2009 pela Federa&ccedil;&atilde;o Internacional de Diabetes como o 1&ordm; Centro de Educa&ccedil;&atilde;o em Diabetes do Mundo e em 2011 como um Centro de Refer&ecirc;ncia Europeu para a Diabetes Pedi&aacute;trica. Na sequ&ecirc;ncia da longa experi&ecirc;ncia em equipa multidisciplinar, consubstanciada no trabalho interdisciplinar desenvolvido com crian&ccedil;as, adolescentes e jovens adultos com diabetes tipo 1, em consultas de vigil&acirc;ncia peri&oacute;dica, consultas em grupo, sess&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o em grupo, cursos, encontros e campos de f&eacute;rias (Serrabulho et al., 2008), com trabalhos j&aacute; realizados e publicados com adolescentes com diabetes tipo 1 (Serrabulho &amp; Matos, 2006; Serrabulho, Matos, &amp; Raposo, 2011; 2012 a; 2012 b), efetuou-se uma investiga&ccedil;&atilde;o quantitativa e qualitativa com jovens adultos com diabetes tipo 1, sobre &ldquo;A Sa&uacute;de e os Estilos de Vida com Jovens Adultos com Diabetes Tipo 1&rdquo; (Serrabulho, Matos, Nabais, &amp; Raposo, 2013). Os objetivos destes estudos est&atilde;o relacionados com o conhecimento dos comportamentos e estilos de vida, qualidade de vida e suporte social dos jovens com diabetes tipo 1.</p>     <p>Neste artigo vamos abordar alguns resultados dos estudos com os adolescentes e com os jovens adultos com diabetes tipo 1, relacionados com a educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de dos jovens.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Participantes </i></p>     <p>No estudo realizado com os adolescentes &ldquo;A Sa&uacute;de e os Estilos de Vida dos Adolescentes com Diabetes Tipo 1&rdquo; participaram: 91 adolescentes com idades entre os 11 e os 16 anos, dos quais 63 rapazes e 28 raparigas (estudo quantitativo) e 41 adolescentes com idades entre os 10 e os 17 anos, 29 rapazes e 12 raparigas (estudo qualitativo). No estudo &ldquo;A Sa&uacute;de e os Estilos de Vida dos Jovens Adultos com Diabetes Tipo 1&rdquo; participaram 278 jovens adultos com idades entre os 18 aos 35 anos, dos quais 139 rapazes e 139 raparigas (estudo quantitativo).</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Os instrumentos de colheita de dados dos estudos quantitativos foram question&aacute;rios. O question&aacute;rio dos jovens adultos foi baseado no question&aacute;rio utilizado no estudo &ldquo;A Sa&uacute;de e os Estilos de Vida dos Adolescentes com Diabetes Tipo 1&rdquo; (Serrabulho &amp; Matos, 2006; Serrabulho, Matos, &amp; Raposo, 2012), adaptado para este grupo et&aacute;rio. Os question&aacute;rios englobam quest&otilde;es relacionadas com comportamentos de sa&uacute;de, estilos de vida, satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, suporte social e diabetes. As quest&otilde;es da &aacute;rea da diabetes abrangem o tempo de evolu&ccedil;&atilde;o, tratamento, ades&atilde;o ao tratamento, compensa&ccedil;&atilde;o, complica&ccedil;&otilde;es agudas e tardias, representa&ccedil;&otilde;es e adapta&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica.</p>     <p>Na maior parte das quest&otilde;es dos question&aacute;rios foram utilizadas escalas de Likert. Outras quest&otilde;es s&atilde;o fechadas, com respostas de sim / n&atilde;o, e algumas, em caso de resposta positiva, completadas com perguntas: &ldquo;o qu&ecirc;?&rdquo;, &ldquo;quantos?&rdquo;,&nbsp; &ldquo;quais?&rdquo;.</p>     <p>Foi feita an&aacute;lise de consist&ecirc;ncia interna da escala dos 10 itens das representa&ccedil;&otilde;es sobre a diabetes utilizando o teste Alfa de Cronbach, que revelou o valor de 0,74 no estudo dos adolescentes e de 0,76 no estudo dos jovens adultos, o que permitiu verificar que a escala possui boa consist&ecirc;ncia interna (Almeida &amp; Freire, 2003). Para facilitar a an&aacute;lise dos dados optou-se por juntar os itens &ldquo;discordo&rdquo; e &ldquo;discordo totalmente&rdquo; no item discordo e &ldquo;concordo&rdquo; e &ldquo;concordo totalmente&rdquo; no item &ldquo;concordo&rdquo;. Nas quest&otilde;es referentes &agrave;s compet&ecirc;ncias sociais optou-se por juntar os itens &ldquo;nunca&rdquo; e &ldquo;raramente&rdquo; e &ldquo;muitas vezes&rdquo; e &ldquo;sempre&rdquo;, para facilitar a an&aacute;lise dos dados.</p>     <p>Os question&aacute;rios utilizados nos dois estudos foram apreciados por pain&eacute;is de especialistas da APDP (m&eacute;dicos, enfermeiros, dietistas, nutricionistas, psic&oacute;logos e professora de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica) com experi&ecirc;ncia no trabalho com crian&ccedil;as, adolescentes e jovens adultos com diabetes tipo 1 e por jovens com diabetes tipo 1.</p>     <p>A metodologia utilizada no estudo qualitativo foram entrevistas de grupo, realizadas em grupos focais.</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Os estudos foram aprovados pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da institui&ccedil;&atilde;o. Todos os jovens que participaram nos estudos frequentavam as consultas de vigil&acirc;ncia peri&oacute;dica na institui&ccedil;&atilde;o, e aceitaram responder aos question&aacute;rios e participar nos grupos focais, com preenchimento de consentimento informado, tendo sido informados dos objetivos do estudo e do car&aacute;ter confidencial da informa&ccedil;&atilde;o individual recolhida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto &agrave; an&aacute;lise de dados, estes estudos consistiram numa Investiga&ccedil;&atilde;o Quantitativa, com An&aacute;lise Descritiva, Comparativa, Correlativa e Inferencial. O tratamento estat&iacute;stico dos dados foi efetuado com o programa&nbsp; &ldquo;Statistical Package for Social Science&rdquo; &ndash; SPSS para Windows.</p>     <p>Neste estudo s&atilde;o apresentados alguns resultados da An&aacute;lise Descritiva, sendo os resultados apresentados como m&eacute;dia &plusmn; desvio padr&atilde;o e percentagens. A investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa foi realizada com an&aacute;lise de conte&uacute;do. S&atilde;o tamb&eacute;m apresentados alguns resultados do estudo qualitativo dos adolescentes e excertos do livro &ldquo;Ser jovem com diabetes&rdquo;, com depoimentos dos jovens adultos com diabetes tipo 1 (Serrabulho, 2013).</p>     <p>Neste artigo s&atilde;o mostrados ainda resultados de um estudo de Avalia&ccedil;&atilde;o das atividades desenvolvidas nas consultas de grupo de jovens (Sp&iacute;nola, Correia, Andrade &amp; Cruz, 2002) e da avalia&ccedil;&atilde;o dos campos de f&eacute;rias (Serrabulho, 2008). A recolha dos dados sobre a avalia&ccedil;&atilde;o das atividades de educa&ccedil;&atilde;o em grupo desenvolvidas nas consultas foi efetuada atrav&eacute;s de um question&aacute;rio elaborado para o efeito, preenchido pelos jovens ap&oacute;s a consulta. Foram selecionados 210 question&aacute;rios<b>, </b>tendo em conta a representatividade das v&aacute;rias atividades de educa&ccedil;&atilde;o desenvolvidas entre 1999 e 2002, que foram tratados e analisados. O grupo et&aacute;rio destes jovens variava entre os 6 e os 23 anos. Foi tamb&eacute;m realizado um estudo similar em 2009 com 48 participantes, com idades entre 12 e 24 anos (Costa &amp; Serrabulho, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Apresentam-se em seguida os resultados dos estudos realizados com os adolescentes e com os jovens adultos (Serrabulho &amp; Matos, 2006; Serrabulho, Matos, &amp; Raposo, 2012a; Serrabulho et al., 2013).</p>     <p><b>Satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida</b></p>     <p>Numa escala de 1 a 10 (0 - pior vida poss&iacute;vel a 10 - melhor vida poss&iacute;vel), a m&eacute;dia de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida nos adolescentes &eacute; de 7,2&plusmn;1,7 e nos jovens adultos&eacute; de 6,6 &plusmn; 1,7. Apresentam-se no <a href="#q1">quadro 1</a> os v&aacute;rios aspetos relativamente &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, tendo como espa&ccedil;o temporal de avalia&ccedil;&atilde;o as &uacute;ltimas semanas assinaladas a partir da data de preenchimento do question&aacute;rio. Cerca de dois ter&ccedil;os dos jovens referem boa satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, notando-se as percentagens nos adolescentes ligeiramente superiores. Mais de um ter&ccedil;o dos jovens refere que gostariam de mudar coisas na vida frequentemente e um quarto manifesta que desejaria ter com frequ&ecirc;ncia um tipo de vida diferente.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"> <img src="/img/revistas/psd/v16n1/16n1a08q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Compet&ecirc;ncias sociais</b></p>     <p>Quanto &agrave;s Compet&ecirc;ncias sociais, apresentadas no <a href="#q2">quadro 2</a>, a maior parte dos jovens considera que quando est&atilde;o com outras pessoas s&atilde;o capazes de defender os seus direitos, dizer &ldquo;n&atilde;o&rdquo; quando n&atilde;o est&atilde;o de acordo, dizer o que sentem e manter a sua opini&atilde;o nas discuss&otilde;es com os outros. Quanto ao aspeto: &ldquo;<i>Livrar-me de situa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o me agradam</i>&rdquo;, cerca de metade dos adolescentes e jovens adultos considera conseguir ter esta atitude muitas vezes.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"> <img src="/img/revistas/psd/v16n1/16n1a08q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Sa&uacute;de e tratamento da diabetes</b></p>     <p>A maior parte dos indiv&iacute;duos inquiridosconsidera a sua sa&uacute;de razo&aacute;vel e boa, como se apresenta no <a href="#q3">quadro 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"> <img src="/img/revistas/psd/v16n1/16n1a08q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>No <a href="#q4">quadro 4</a> apresentam-se os dados relativos &agrave; ades&atilde;o ao tratamento da diabetes. A maior parte dos jovens adultos e adolescentes, respetivamente 83 e 87% faz 5 ou mais refei&ccedil;&otilde;es por dia e a maioria ingere uma vez ou mais por dia leite, fruta e vegetais. Quanto aos alimentos menos recomendados, a maior parte dos jovens ingere menos que uma vez por semana, respetivamente nos jovens adultos e adolescentes: doces (54 e 73%), batatas fritas (62 e 65%), refrigerantes (63 e 61%), pizas e hamb&uacute;rgueres (72 e 89%). 65% dos adolescentes e 34% dos jovens adultos praticam 60 minutos de atividade f&iacute;sica di&aacute;ria em 3 ou mais dias por semana. Em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de vezes que administram insulina por dia, 39% dos adolescentes e 78% dos jovens adultos que utilizam caneta referem administrar 4 vezes ou mais. 59% dos adolescentes e 74% dos jovens pesquisam a glic&eacute;mia 3 ou mais vezes por dia.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q4"> <img src="/img/revistas/psd/v16n1/16n1a08q4.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto aos dois aspetos do tratamento da diabetes mais dif&iacute;ceis de p&ocirc;r em pr&aacute;tica, apresentados no <a href="#q5">quadro 5</a>,amaior parte dosadolescentes e dos jovens adultos referem ser o autocontrolo e a alimenta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q5"> <img src="/img/revistas/psd/v16n1/16n1a08q5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Compensa&ccedil;&atilde;o da diabetes</b></p>     <p>Quanto ao valor da &uacute;ltima an&aacute;lise de HbA1c (A hemoglobina glicosilada A1c&ndash; an&aacute;lise mais utilizada para avaliar a compensa&ccedil;&atilde;o da diabetes e referente &agrave; m&eacute;dia dos &uacute;ltimos 3 meses, com valores recomendados at&eacute; 7% (American Diabetes Association - ADA, 2012), a m&eacute;dia &eacute; de 9,9%&plusmn;1.6, nos adolescentes e de 8,7%&plusmn;1,6nos jovens adultos.</p>     <p><b>Representa&ccedil;&otilde;es relativamente &agrave; diabetes</b></p>     <p>Apresenta-se em seguida o <a href="#q6">quadro 6</a>, referente &agrave;s Representa&ccedil;&otilde;es dos jovens adultos e adolescentes relativamente &agrave; diabetes.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q6"> <img src="/img/revistas/psd/v16n1/16n1a08q6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A maioria dos jovens (64,2 a 99,6%) manifestou concordar com todas as representa&ccedil;&otilde;es positivas sobre a diabetes, referentes &agrave; escala utilizada, por exemplo &ldquo;Com a diabetes bem controlada podemos melhorar a nossa vida&rdquo;. A representa&ccedil;&atilde;o com que menos concordaram &ndash; 64 e 67% refere-se a &ldquo;A discuss&atilde;o em grupo &eacute; o melhor m&eacute;todo para a compreens&atilde;o da diabetes&rdquo; (60 a 66% dos jovens participaram em atividades de grupo com outros jovens com diabetes). A concord&acirc;ncia nas restantes representa&ccedil;&otilde;es situou-se entre 80 e 99,6%.Nas representa&ccedil;&otilde;es &ldquo;&eacute; muito importante o apoio familiar e a educa&ccedil;&atilde;o de toda a fam&iacute;lia sobre a diabetes&rdquo;, &ldquo;uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel &eacute; fundamental para o controlo da diabetes&rdquo;, &ldquo;fazer desporto &eacute; saud&aacute;vel e controla a diabetes&rdquo; e &ldquo;com a diabetes bem controlada podemos melhorar a nossa vida&rdquo;, observou-se concord&acirc;ncia de todos os jovens entre 97 e&nbsp; 99,6%.</p>     <p><b>Apoio da equipa de sa&uacute;de</b></p>     <p>No que se relaciona com o &agrave; vontade que sentem para falar sobre a diabetes, apresentado no <a href="#q7">quadro 7</a>, a maior parte dos participantes nestes estudos refere ser f&aacute;cil e muito f&aacute;cil falar com a equipa de sa&uacute;de (variando entre 80 a 93%).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q7"> <img src="/img/revistas/psd/v16n1/16n1a08q7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>No estudo qualitativo realizado com os adolescentes (Serrabulho, Matos &amp; Raposo, 2011 e 2012), estes referem que gostam de ir &agrave;s consultas porque s&atilde;o bem atendidos e aprendem muito sobre a diabetes relativamente aos cuidados a ter com a alimenta&ccedil;&atilde;o, a insulina, o exerc&iacute;cio f&iacute;sico e o autocontrolo e que essa informa&ccedil;&atilde;o tem sido muito importante para eles, para a fam&iacute;lia e para transmitirem aos amigos.</p>     <p>    <blockquote><i>&ldquo;Acho que &eacute; bom, no in&iacute;cio n&atilde;o estamos informados sobre a doen&ccedil;a e aqui aprendemos muita coisa e ensinamos os nossos amigos&rdquo; .</i></blockquote></p>     <p>Os adolescentes manifestam que a institui&ccedil;&atilde;o os tem ajudado bastante e dado muito apoio para viverem melhor com a diabetes. Referem a import&acirc;ncia de conhecer outros jovens com o mesmo problema, o que os ajuda a n&atilde;o se sentirem diferentes, as vantagens do relacionamento e do conv&iacute;vio com outros jovens e com os t&eacute;cnicos de sa&uacute;de, a rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a que se estabelece e real&ccedil;am as atitudes dos t&eacute;cnicos em termos da aten&ccedil;&atilde;o, da paci&ecirc;ncia, do atendimento e da import&acirc;ncia que d&atilde;o ao facto de os jovens se sentirem bem com eles pr&oacute;prios.</p>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote><i>&ldquo;A Associa&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre uma grande ajuda. Ajuda-nos a conhecer outras pessoas iguais a n&oacute;s, vemos que os outros tamb&eacute;m t&ecirc;m os mesmos problemas e aprendemos a controlar&rdquo; .</i></blockquote></p>     <p>    <blockquote><i>&ldquo;Aqui t&ecirc;m sempre muita paci&ecirc;ncia para continuar, d&atilde;o-nos muita aten&ccedil;&atilde;o, gostam que n&oacute;s nos sintamos bem com n&oacute;s pr&oacute;prios e isso tem-me ajudado, gosto muito de estar aqui&rdquo;. </i></blockquote></p>     <p><b>Participa&ccedil;&atilde;o em atividades de grupo </b></p>     <p>Quanto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o em atividades de grupo com outros jovens com diabetes, 66% dos adolescentes e 60% dos jovens adultos tiveram essa experi&ecirc;ncia: em consultas em grupo (adolescentes 65%, jovens adultos 66%), ou em campos de f&eacute;rias (adolescentes 49%, jovens adultos 59%). Quanto &agrave;s opini&otilde;es sobre as atividades, 59% dos adolescentese 41% dos jovens adultos consideraram muito &uacute;teis, 66%&nbsp; dos adolescentese 24% dos jovens adultos consideram que se aprende mais, 57%&nbsp; dos adolescentese 24% dos jovens adultos referem divertimento e conv&iacute;vio e 28% dos jovens adultos consideram uma &oacute;tima experi&ecirc;ncia.</p>     <p>No estudo qualitativo realizado com os adolescentes,os jovens referem que gostam muito de estar nas sess&otilde;es em grupo, essencialmente pela troca de experi&ecirc;ncias com jovens da mesma idade que t&ecirc;m os mesmos problemas e dificuldades, pelo conv&iacute;vio, pela aprendizagem dos aspetos relacionados com a gest&atilde;o da diabetes, pelo apoio e pela ajuda que recebem dos t&eacute;cnicos e do grupo.</p>     <p>    <blockquote><i>&ldquo;Estou bastante satisfeito com as consultas de grupo, pois tenho-me relacionado com pessoas com a mesma idade, o mesmo problema e as mesmas dificuldades e isso ajuda muito a controlar e a viver com as situa&ccedil;&otilde;es que ocorrem no dia-a-dia.</i><i> Convivemos e aprendemos mais&rdquo;.</i></blockquote></p>     <p>No estudo realizado para avalia&ccedil;&atilde;o das atividades de educa&ccedil;&atilde;o desenvolvidas nas consultas em grupo de crian&ccedil;as e jovens na APDP (Costa &amp; Serrabulho, 2009; Sp&iacute;nola et al., 2002), os jovens consideraram as atividades maioritariamente em muito bom, como est&aacute; apresentado no <a href="#q8">quadro 8</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q8"> <img src="/img/revistas/psd/v16n1/16n1a08q8.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Nas quest&otilde;es abertas os jovens referiram que as consultas de grupo eram:</p>     <p>&ldquo;<i>muito boas, muito &uacute;teis, interessantes, importantes, esclarecedoras, educativas, positivas, motivadoras, reconfortantes, animadas e divertidas&rdquo;.</i></p>     <p>e que as consultas possibilitam:</p>     <p>    <blockquote><i>&ldquo;Troca de experi&ecirc;ncias como fonte de aprendizagem, Conviver com os outros, Aprender coisas novas para melhorar a nossa vida e os cuidados com a diabetes, Aprender mais sobre a diabetes de forma engra&ccedil;ada e pr&aacute;tica, Ajuda e informa&ccedil;&atilde;o, Estar juntos e fazer amizades, Abertura para outros temas e discuss&atilde;o de temas importantes, Falar sobre preconceitos e problemas, Trabalho de equipa excelente, Ambiente de confian&ccedil;a, Mais ajuda que em consultas normais, Impulso para uma nova etapa&rdquo;.</i></blockquote></p>     <p>No Livro Ser Jovem com diabetes (Serrabulho, 2013), em que os jovens escreveram os seus depoimentos sobre o que significa viver com diabetes, recolhemos as seguintes opini&otilde;es sobre as consultas de grupo:</p>     <p>    <blockquote><i>&ldquo;Na APDP, tiveram um contributo muito importante as consultas de grupo, onde se partilhavam experi&ecirc;ncias e onde v&iacute;amos que t&iacute;nhamos um problema real, que t&iacute;nhamos de saber viver com ele e que n&atilde;o eramos os &uacute;nicos&rdquo;.</i></blockquote></p>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote><i>&ldquo;Sempre participei em consultas de grupo, que adorava. Sempre foi um prazer conhecer e estar com outros jovens com diabetes, partilhar experi&ecirc;ncias, ouvir e ser ouvida pelos &uacute;nicos que me compreendem totalmente, pelos que sentem o mesmo que eu, pelos que n&atilde;o preciso dizer tudo para que eles interiorizem o que eu sinto&rdquo;.</i></blockquote></p>     <p>A APDP organiza campos de f&eacute;rias para adolescentes com diabetes tipo 1 desde 1998, tendo sido j&aacute; realizados 16 campos de f&eacute;rias e 4 fins-de-semana. Em cada campo participam 20 adolescentes e 4 jovens adultos como monitores, para al&eacute;m da equipa multidisciplinar (Serrabulho, 2008; Serrabulho et al. 2008).</p>     <p>Os objetivos dos campos de f&eacute;rias s&atilde;o: partilhar experi&ecirc;ncias e desenvolver esp&iacute;rito de interajuda, aprender a ser mais aut&oacute;nomo e respons&aacute;vel pela sua doen&ccedil;a, promover conv&iacute;vio e amizade entre os participantes, desdramatizar a rotina do tratamento e autocontrolo, proporcionar a pr&aacute;tica de atividades desportivas diversificadas, proporcionar uma alimenta&ccedil;&atilde;o equilibrada, de modo a adquirirem h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis, melhorar a compensa&ccedil;&atilde;o da diabetes, promovendo h&aacute;bitos e comportamentos saud&aacute;veis. Os benef&iacute;cios do campo de f&eacute;rias s&atilde;o igualmente importantes em termos do relacionamento entre os jovens e a equipa de sa&uacute;de pois o envolvimento nas v&aacute;rias atividades desenvolvidas no campo vai favorecer e influenciar positivamente o ambiente nas consultas de diabetes.</p>     <p>Relativamente &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o dos campos de f&eacute;rias, feita pelos participantes e equipa multidisciplinar foi poss&iacute;vel registar as seguintes opini&otilde;es:</p>     <p>&ldquo;<i>experi&ecirc;ncia enriquecedora, com viv&ecirc;ncias e partilha de conhecimentos sobre a diabetes, esp&iacute;rito de equipa e de interajuda, muita amizade e camaradagem, atividades desportivas muito interessantes, dias muito &uacute;teis, de divertimento e bem- estar&rdquo;.</i></p>     <p>No estudo qualitativo realizado com os adolescentes, consideram que os campos de f&eacute;rias s&atilde;o uma experi&ecirc;ncia importante, pois conhecem outros jovens com o mesmo problema, aprendem a controlar melhor a diabetes, conseguem fazer as mesmas atividades desportivas que os jovens que n&atilde;o t&ecirc;m diabetes, divertem-se e sentem-se ajudados e apoiados.</p>     <p>    <blockquote><i>&ldquo;Gostei de estar no campo de f&eacute;rias porque conheci gente nova, divertimo-nos e aprendemos a controlar melhor a diabetes&rdquo;.</i></blockquote></p>     <p>    <blockquote><i>&ldquo;O campo de f&eacute;rias &eacute; uma grande ajuda pois conseguimos fazer as mesmas atividades desportivas que os outros fazem. As atividades s&atilde;o divertidas e conseguimos divertir-nos tanto como uma pessoa que n&atilde;o seja diab&eacute;tica&rdquo;.</i></blockquote></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <blockquote><i>&ldquo;Gosto muito dos campos de f&eacute;rias porque estamos com pessoas com o mesmo problema que n&oacute;s. Apoiaram-me e isso ajudou-me porque vi que n&atilde;o era s&oacute; eu que tinha diabetes&rdquo;.</i></blockquote></p>     <p>    <blockquote><i>&ldquo;Os campos de f&eacute;rias s&atilde;o espetaculares, foi onde me ajudaram a dar a insulina a mim pr&oacute;prio, a primeira vez, fiquei felic&iacute;ssimo&rdquo;.</i></blockquote></p>     <p>No Livro Ser Jovem com diabetes, em que os jovens escreveram os seus depoimentos sobre o que significa viver com diabetes, recolhemos as seguintes opini&otilde;es sobre os campos de f&eacute;rias:</p>     <p>    <blockquote><i>&ldquo;Naquela semana do campo de f&eacute;rias fiz amigos que mantenho at&eacute; hoje, amigos que vou guardar para sempre, e isso &eacute; o melhor que a diabetes me deu, as pessoas que conheci e que continuo a conhecer diariamente&rdquo;.</i></blockquote></p>     <p>    <blockquote><i>&ldquo;Todos os momentos de ensino, de partilha, de brincadeira, contribu&iacute;ram para que eu come&ccedil;asse a olhar para a &ldquo;minha doen&ccedil;a&rdquo; de uma forma bastante mais descontra&iacute;da e desinibida&rdquo;.</i></blockquote></p>     <p>&nbsp;&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>A apresenta&ccedil;&atilde;o dos dados deste artigo referente a &ldquo;A Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de nos Jovens com diabetes tipo 1&rdquo; permite-nos conhecer um pouco do percurso realizado pela equipa multidisciplinar da Associa&ccedil;&atilde;o Protectora dos Diab&eacute;ticos de Portugal no acompanhamento aos jovens com diabetes tipo 1 e as perspetivas dos jovens.</p>     <p>De uma forma geral, os jovens demonstram ter boas compet&ecirc;ncias sociais, considerando que quando est&atilde;o com outras pessoas s&atilde;o capazes de defender os seus direitos, dizer &ldquo;n&atilde;o&rdquo; quando n&atilde;o est&atilde;o de acordo, dizer o que sentem e manter a sua opini&atilde;o nas discuss&otilde;es com os outros.Relativamente &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, em m&eacute;dia, os jovens fazem aprecia&ccedil;&otilde;es positivas.</p>     <p>Metade dos jovens considera a sua sa&uacute;de razo&aacute;vel e quase metade considera-a boa, o que tamb&eacute;m &eacute; referido na literatura, pois a perce&ccedil;&atilde;o de ter uma boa sa&uacute;de n&atilde;o &eacute; incompat&iacute;vel com o facto de ter uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica e os jovens com diabetes preferem ver-se como saud&aacute;veis e n&atilde;o como doentes (Anderson &amp; Wolpert, 2004).</p>     <p>No que se refere &agrave; ades&atilde;o ao tratamento da diabetes, e apesar do poss&iacute;vel enviesamento das respostas no sentido de gostarem de dar as respostas &ldquo;mais adequadas&rdquo; no preenchimento dos question&aacute;rios, a maior parte dos jovens tem boa ades&atilde;o relativamente &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o, em termos do fracionamento e alimentos ingeridos, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de esquema intensivo de insulinoterapia (com an&aacute;logos de insulina de a&ccedil;&atilde;o lenta e r&aacute;pida e sistema de infus&atilde;o cont&iacute;nua de insulina &ndash; &ldquo;bomba de insulina&rdquo;) e &agrave; frequ&ecirc;ncia da autovigil&acirc;ncia de glicemia. No que se refere &agrave; pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica recomendada, de 60 minutos de atividade f&iacute;sica di&aacute;ria 3 ou mais dias por semana, &eacute; realizada por 2 ter&ccedil;os dos adolescentes e apenas por um ter&ccedil;o dos jovens adultos. Estes resultados est&atilde;o em linha com o publicadono Estudo DAWN - Diabetes Attittudes, Wishes and Needs (Peyrot, 2008).</p>     <p>O aspeto do tratamento da diabetes que os jovens consideram mais dif&iacute;cil de p&ocirc;r em pr&aacute;tica &eacute; o autocontrolo, o que se revela na m&eacute;dia de HbA1c superior ao recomendado. Estes resultados confirmam a dificuldade de ter uma boa compensa&ccedil;&atilde;o neste grupo et&aacute;rio, pelas v&aacute;rias raz&otilde;es j&aacute; abordadas e s&atilde;o tamb&eacute;m referidos em muitos estudos na literatura (Brierley, Eiser, Johnson, Young, &amp; Heller, 2012; Garvey, Markowitz &amp; Laffel, 2012; Garvey, Wolpert, et al. 2012; Hanna 2012). A maioria dos jovens manifestou concordar com todas as representa&ccedil;&otilde;es positivas sobre a diabetes, por exemplo &ldquo;ter diabetes n&atilde;o impede de sermos felizes&rdquo;, que confirma a import&acirc;ncia de encarar as experi&ecirc;ncias da vida com otimismo e de trabalhar os pensamentos e as emo&ccedil;&otilde;es positivas.</p>     <p>Relativamente &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o com a equipa de sa&uacute;de multidisciplinar, a maior parte dos jovens refere que se sente &agrave; vontade para falar sobre a diabetes, o que revela uma boa comunica&ccedil;&atilde;o e apoio. Como &eacute; referido em outros estudos, uma boa comunica&ccedil;&atilde;o e rela&ccedil;&atilde;o entre o jovem e a equipa de sa&uacute;de poder&aacute; favorecer a ades&atilde;o ao tratamento, a compensa&ccedil;&atilde;o e a melhoria dos aspetos psicossociais (Anderson &amp; Wolpert, 2004; Garvey, et al. 2012; Hanna, 2012).</p>     <p>Quanto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o em atividades de grupo com outros jovens com diabetes, cerca de dois ter&ccedil;os dos jovens j&aacute; tiveram essa experi&ecirc;ncia em consultas em grupo e campos de f&eacute;rias, referindo ter sido muito &uacute;teis, uma &oacute;tima experi&ecirc;ncia, com divertimento, conv&iacute;vio e aprendizagem.As diferentes atividades com utiliza&ccedil;&atilde;o de metodologias ativas que estimulam a participa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o valorizadas e reconhecidas pelos jovens como um meio importante para a aprendizagem do seu relacionamento com a diabetes. As atividades s&atilde;o orientadas para a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento pessoal, n&atilde;o s&oacute; a n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias relacionadas com a diabetes, mas tamb&eacute;m do bem-estar em geral, como &eacute; referido pelos jovens. V&aacute;rios estudos referem os benef&iacute;cios das atividades de grupo pois permitem partilhar viv&ecirc;ncias e experi&ecirc;ncias, desenvolver a autoconfian&ccedil;a, a auto-estima,a aceita&ccedil;&atilde;o da diabetes e as compet&ecirc;ncias de autogest&atilde;o da diabetes, proporcionando estrat&eacute;gias inovadoras para ajudar os jovens a compreender melhor a diabetes e a ser mais aut&oacute;nomos no tratamento ao mesmo tempo que se divertem (Garvey, et al., 2012; Peyrot, 2008; Serrabulho, 2008; Serrabulho et al., 2008). Com base na revis&atilde;o da literatura podemos verificar que as opini&otilde;es referidas pelos jovens relativamente &agrave;s consultas de grupo e campos de f&eacute;rias, se baseiam na Teoria da Aprendizagem Social, pois enfatizam as influ&ecirc;ncias dos outros jovens no auto-cuidado da diabetes e nas barreiras aos comportamentos de ades&atilde;o, de modo a melhorar a auto-efic&aacute;cia, ultrapassando as dificuldades (Glanz, 1999; Howells, 2002; Kaplan, Sallis, Jr., &amp; Patterson, 1993).</p>     <p>Reanalisando todos os resultados, podemos verificar que, nas v&aacute;rias &aacute;reas estudadas, h&aacute; at&eacute; cerca de um ter&ccedil;o dos jovens que apresentam resultados pouco positivos, nomeadamente: na satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, nas compet&ecirc;ncias sociais e na ades&atilde;o ao tratamento da diabetes<i>. </i>Estes estudos revelam a import&acirc;ncia que as atividades de grupo e a equipa multidisciplinar da APDP t&ecirc;m tido na vida destes jovens, pelo que ser&aacute; muito importante continuar este caminho da Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de, para aumentar a comunica&ccedil;&atilde;o e confian&ccedil;a entre a equipa e com os jovens, tendo em conta as suas necessidades, desejos e expetativas e compreendendo, aceitando e estimulando a ser mais aut&oacute;nomos e respons&aacute;veis para fazerem as suas pr&oacute;prias escolhas e serem dados est&iacute;mulos e refor&ccedil;os positivos. Este relacionamento positivo com a equipa de sa&uacute;de e a participa&ccedil;&atilde;o em atividades de grupo com outros jovens com diabetes, facilitadoras de melhor aceita&ccedil;&atilde;o e melhor adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; diabetes, s&atilde;o uma mais valia desta institui&ccedil;&atilde;o nos cuidados aos jovens com diabetes e suas fam&iacute;lias, favorecedor da ades&atilde;o ao tratamento e de qualidade de vida. &Eacute; importante que a equipa de sa&uacute;de favore&ccedil;a cada vez mais o processo de negocia&ccedil;&atilde;o e responsabilidade partilhada tendo em conta os interesses e necessidades dos jovens, favorecendo a autonomia na gest&atilde;o da diabetes, com envolvimento da fam&iacute;lia e, se poss&iacute;vel, dos pares. Se a equipa de sa&uacute;de, a fam&iacute;lia e os pares encorajarem as cren&ccedil;as nos benef&iacute;cios do tratamento e ajudarem a vencer as barreiras ao tratamento, os jovens poder&atilde;o sentir-se mais motivados para melhorar.</p>     <p>Esta fase da vida, quando os jovens come&ccedil;am a fazer planos para o futuro, &eacute; geralmente acompanhada por um reconhecimento crescente da import&acirc;ncia de obter melhor compensa&ccedil;&atilde;o da diabetes e de melhorar os cuidados com a diabetes. Este per&iacute;odo pode ser uma janela de oportunidade para a recetividade &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es educacionais dos profissionais de sa&uacute;de, pelo que a equipa tem um papel crucial na motiva&ccedil;&atilde;o dos jovens para assumirem as suas responsabilidades na autogest&atilde;o da diabetes (Anderson &amp; Wolpert, 2004; Dovey-Pearce et al., 2005).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esperamos que este estudo possa contribuir para ajudar as equipas que acompanham os jovens com diabetes tipo 1 a conhecer e compreender melhor os jovense a promover mais parcerias com os pares, de forma a corresponder aos seus interesses e necessidades e a melhorar a qualidade de vida dos jovens com diabetes tipo 1.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Almeida, L.S., &amp; Freire, T. (2003). <i>Metodologia da investiga&ccedil;&atilde;o em psicologia e educa&ccedil;&atilde;o</i>. Braga: Psiquilibrios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1645-0086201500010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>American Diabetes Association &ndash; ADA (2012). Standards of medical care in diabetes -2012. <i>Diabetes Care, 35,</i> S11-63. doi: 10.2337/dc12-s011.</p>     <!-- ref --><p>Anderson, B.J., &amp; Wolpert, H.A. (2004). A developmental perspective on the challenges of diabetes education and care during the young adult period. <i>Patient Education and Counseling</i>, <i>53</i>, 347-352. doi:10.1016/j.pec.2003.03.001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1645-0086201500010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brierley, S., Eiser, C., Johnson, B., Young, V., &amp; Heller, S. (2012). Working with young adults with type 1 diabetes: views of a multidisciplinary care team and implications for service delivery. <i>Diabetic Medicine</i>, <i>29</i>, 677-681. doi:10.1111/j.1464-5491.2012.03601.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1645-0086201500010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Correia, L.G., Raposo, J. F., &amp; Boavida, J.M. (coords.) (2012). <i>Viver com a diabetes</i> (3&ordf; ed.). Associa&ccedil;&atilde;o Protectora dos Diab&eacute;ticos de Portugal. Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1645-0086201500010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Costa, A., &amp; Serrabulho, L. (2009). Benef&iacute;cios das actividades de educa&ccedil;&atilde;o em grupo para jovens com diabetes e experi&ecirc;ncia da APDP. <i>Diabetes &ndash; Viver em equil&iacute;brio, 51</i>.</p>     <!-- ref --><p>Dovey-Pearce, G., Hurrel, R., May, C., Walker, C., &amp; Doherty, Y. (2005). Young adults (16-25 years) suggestions for providing developmentally appropriate diabetes services: a qualitative study. <i>Health and Social Care in the Community</i>, <i>13</i>, 409-419. doi:10.1111/j.1365-2524.2005.00577&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1645-0086201500010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Garvey, K.C., Markowitz, J.T., &amp; Laffel, L.M.B. (2012). Transition to adult care for youth with type 1 diabetes. <i>Current&nbsp; Diabetes&nbsp; Reports</i>,&nbsp; <i>12</i>, 533-541. doi:10.1007/s11892-012-0311-6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1645-0086201500010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Garvey, K.C., Wolpert, H.A., Rhodes,&nbsp; E.T.,&nbsp; Laffel, L.M., Kleinman, K., Beste, M.G.,.... Finkelstein, J.A. (2012). Health care transition in patients with type 1 diabetes. <i>Diabetes Care</i>, <i>35</i>, 1716-22.doi:10.2337/dc11-2434&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1645-0086201500010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Glanz, K. (1999).Teoria num relance. Um guia para a pr&aacute;tica da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. In L.B. Sardinha, M.G. Matos &amp; I. Loureiro (Eds.) <i>Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de &ndash; Modelos e pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o nos &acirc;mbitos da actividade f&iacute;sica, nutri&ccedil;&atilde;o e tabagismo</i> (pp.9-55). Lisboa: Faculdade de Motricidade Humana.</p>     <!-- ref --><p>Hanna, K.M. (2012). A framework for the youth with type 1 diabetes during the emerging adulthood transition. <i>Nursing Outlook</i>, <i>60</i>, 401-410. doi:10.1016/j.outlook.2011.10.005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1645-0086201500010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Howells, L.A.L. (2002). Self-efficacy and diabetes: why is emotional &ldquo;education&rdquo; important and how can it be achieved? <i>Hormone Research</i>, <i>57</i>, 69-71. doi:10.1159/000053317</p>     <!-- ref --><p>International Diabetes Federation (IDF). (2009). <i>International Standards for Diabetes Education</i> (3<sup>rd</sup> edition).&nbsp; Brussels, BE. IDF&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1645-0086201500010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ivernois, J., &amp; Gagnayre, R. (1995). <i>Apprendre &agrave; &eacute;duquer le patient</i>. Paris,FR: &Eacute;ditions Vigot.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1645-0086201500010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Jos, J. (1994). L&rsquo;adolescent diab&eacute;tique. In J. Ph. Assal, J. M. Eko&eacute;, P. Lefebvre &amp; G. Slama. <i>Le diab&eacute;te sucr&eacute;</i> (2&ordf; ed,pp.195-201). Qu&eacute;bec,CA: Edisem.</p>     <!-- ref --><p>Kaplan, R.M., Sallis, Jr. J.F., &amp; Patterson, T.L. (1993). <i>Health and human behavior</i>. USA: McGraw-Hill, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1645-0086201500010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Karlsen, B.,&nbsp; Idsoe, T.,&nbsp; Hanestad, B.R., Murberg, T.,&nbsp; &amp; Bru, E.&nbsp; (2004). Perceptions of support, diabetes related coping and psychological well-being in adults with type 1 and type 2 diabetes. <i>Psychology, Health &amp; Medicine</i>, <i>9</i>, 53-70. doi:10.1080/13548500310001637751&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1645-0086201500010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>La Greca, A., &amp; Thompson, K. (1998) Family and friends support for adolescents with diabetes. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</i>, <i>16</i>, 101-113. doi:10.1093/jpepsy/20.4.449&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1645-0086201500010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Lacroix, A., &amp; Assal, J.Ph. (2003). <i>L&rsquo;&eacute;ducation th&eacute;rapeutique des patients</i>. Paris, FR&nbsp;: &Eacute;ditions Vigot.</p>     <!-- ref --><p>Luyckx, K., &amp; Seiffge-Krenke, I. (2009). Continuity and change in glycemic control trajectories from adolescence to emerging adulthood. Relationships with family climate and self-concept in type 1 diabetes. <i>Diabetes Care</i>, <i>32</i>.doi:10.2337/dc08-1990&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1645-0086201500010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Patterson, J., &amp; Garwick, A. (1998). Coping with chronic illness. In&nbsp; G. Werther &amp; J. Court,&nbsp; <i>Diabetes and the Adolescent</i> (pp. 2-34). Melbourne, AU: Miranova Publishers.</p>     <p>Peyrot, M. (2008). How is diabetes perceived&nbsp;? The results of the DAWN Youth Survey. <i>Diabetes Voice &ndash; DAWN in young people</i>, <i>53</i>, Special Issue 9-13.</p>     <!-- ref --><p>Serrabulho, L., &amp; Matos, M. (2006). A sa&uacute;de e os estilos de vida dos adolescentes com diabetes tipo 1. <i>Revista Portuguesa de Diabetes</i>, <i>1</i>, 15-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1645-0086201500010000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Serrabulho, L. (coord) (2008). <i>Campos de f&eacute;rias para adolescentes com diabetes tipo 1: 1998-2008 - 10 anos de experi&ecirc;ncias inesquec&iacute;veis</i>. Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o Protectora dos Diab&eacute;ticos de Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1645-0086201500010000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Serrabulho, L., Raposo, J., Gon&ccedil;alves, F., Afonso, M.J., Covinhas, A., Andrade, C.,.... Amaral, M. (2008). Campos de f&eacute;rias para adolescentes com diabetes tipo 1: 10 anos de experi&ecirc;ncia da Associa&ccedil;&atilde;o Protectora dos Diab&eacute;ticos de Portugal. <i>Revista Portuguesa de Diabetes</i>, <i>3</i>, 148-153.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1645-0086201500010000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Serrabulho, L., Matos, M., &amp; Raposo, J. (2011). As representa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e estilos de vida dos adolescentes com diabetes tipo 1. <i>Revista Portuguesa de Diabetes</i>, <i>6</i>, 55-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1645-0086201500010000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Serrabulho, M.L., Matos, M.G., &amp; Raposo, J. (2012a). The health and lifestyles of adolescentes with type 1 diabetes in Portugal. <i>European Diabetes Nursing</i>,&nbsp; <i>9</i>, 12-16. doi:&nbsp;10.1002/edn.197&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1645-0086201500010000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Serrabulho, M. L., Matos, M.G., &amp; Raposo, J. (2012b). Adolescents living with diabetes - in their own words. <i>Diabetes Voice</i>,&nbsp; <i>57</i>, 19-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1645-0086201500010000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Serrabulho, L. (coord.) (2013). <i>Ser Jovem com diabetes.</i> Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o Protectora dos Diab&eacute;ticos de Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1645-0086201500010000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Serrabulho, L., Matos, M., Nabais, J., &amp; Raposo, J. (2013). A Sa&uacute;de e os Estilos de Vida com Jovens Adultos com Diabetes Tipo 1. <i>Revista Portuguesa de Diabetes</i>, <i>8</i>, 60-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1645-0086201500010000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sp&iacute;nola, A. C., Correia, M. N., Andrade, M. L., &amp; Cruz, M. O. (2002) <i>Avalia&ccedil;&atilde;o das actividades desenvolvidas nas consultas de grupo de crian&ccedil;as e jovens da Associa&ccedil;&atilde;o Protectora dos Diab&eacute;ticos de Portugal</i> (Trabalho n&atilde;o publicado). Lisboa,PT: Faculdade de Motricidade Humana e Associa&ccedil;&atilde;o Protectora dos Diab&eacute;ticos de Portugal&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1645-0086201500010000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>WHO &ndash; World Health Organization (2003). <i>Adherence to long term therapies &ndash; Evidence for action </i>(pp. 1-85). Geneva,CH: World Health Organization.</p>     <!-- ref --><p>Wouda, J.C., &amp; Wiel, H.B.M. (2013). Education in patient-physician communication: how to improve effectiveness? <i>Patient Education and Counseling</i>, <i>90,</i> 46-53. doi:10.1016/j.pec.2012.09.005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S1645-0086201500010000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Agradecemos a todas as crian&ccedil;as, adolescentes e jovens adultos com diabetes tipo 1 acompanhados na Associa&ccedil;&atilde;o Protectora dos Diab&eacute;ticos de Portugal, que se disponibilizaram a participar nestes estudos e que foram imprescind&iacute;veis para a sua realiza&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a>     <p>Associa&ccedil;&atilde;o Protectora dos Diab&eacute;ticos de Portugal; e-mail: <a href="mailto:andrade.lurdes@gmail.com">andrade.lurdes@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 28 de Junho de 2013/ Aceite em 19 de Mar&ccedil;o de 2014</p>      ]]></body><back>
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