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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ansiedade, depressão e stresse: um estudo com jovens adultos e adultos portugueses]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[At a European level, Portugal is one of the countries with the highest prevalence of mental disorders, especially anxiety disorders and mood disorders (Wang et al., 2011). Several researches have reinforced the strong relationship between anxiety disorders and stress responses, as well as a strong comorbidity between anxiety disorders and depression (e.g., Pais-Ribeiro, Honorado& Leal, 2004). In this sense, given the many factors that can contribute to the development of these disorders and their consequences on the well-being and quality of life, it becomes pertinent to study these emotional symptoms through appropriate instruments to the Portuguese population. This study evaluates the psychometric properties of the Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS-21; Pais-Ribeiro, Honorado, & Leal, 2004), and analyzes differences in these emotional symptoms considering socio-demographic variables. Participated 280 Portuguese adults and young adults (M = 37,34 years, SD = 11,46), who were administered the DASS-21, a self-report instrument consisting of 21 items that focus on the identification of emotional symptoms experienced in last week. The reliability analysis indicated internal consistency values &#8203;&#8203;of 0,831 for anxiety, 0,886 for depression, and 0,859 for stress. The model fit was assessed by a confirmatory factor analysis, and proven its quality in fit to the empirical data (X²/df = 1.853, CFI = 0,942, GFI = 0,896, RMSEA = 0,055). There were statistically significant differences in levels of anxiety, depression and stress by sex, age, academic background, and life satisfaction. Implications are drawn to the development of this research line.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Ansiedade, depress&atilde;o e stresse: um estudo com jovens adultos e adultos portugueses</b></p>     <p><b>Anxiety, depression and stress: a study of portuguese adults</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Joana Carneiro Pinto<sup>1</sup>,Patr&iacute;cia Martins<sup>2</sup>, Teresa Brum Pinheiro<sup>3</sup>, &amp; Ana Cardoso Oliveira<sup> 1</sup></b></p>     <p><sup>1 </sup>Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas, Lisboa, Portugal<sup>;</sup></p>     <p><sup>2</sup> Instituto Superior de Economia e Gest&atilde;o, Lisboa, Portugal;</p>     <p><sup>3</sup> Psic&oacute;logos Associados, Lisboa, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A n&iacute;vel europeu, Portugal &eacute; um dos pa&iacute;ses com maior preval&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&otilde;es mentais, destacando-se as perturba&ccedil;&otilde;es de ansiedade e as perturba&ccedil;&otilde;es de humor (Wang et al., 2011). Diversas investiga&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m refor&ccedil;ado a forte rela&ccedil;&atilde;o entre as perturba&ccedil;&otilde;es de ansiedade e as respostas de stresse, bem como uma forte comorbilidade entre as perturba&ccedil;&otilde;es de ansiedade e a depress&atilde;o (e.g., Pais-Ribeiro, Honrado &amp; Leal, 2004). Neste sentido, face aos v&aacute;rios fatores que podem contribuir para o desenvolvimento destas perturba&ccedil;&otilde;es, bem como as suas consequ&ecirc;ncias no bem-estar e qualidade de vida das pessoas, torna-se pertinente estudar estes sintomas emocionais atrav&eacute;s de instrumentos adequados &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Este estudo avalia as qualidades psicom&eacute;tricas da Escala de Ansiedade, Depress&atilde;o e Stress (EADS-21; Pais-Ribeiro, Honrado, &amp; Leal, 2004), e analisa diferen&ccedil;as nestes sintomas emocionais considerando vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas. Participaram 280 jovens adultos e adultos portugueses (<i>M</i> = 37,34 anos; <i>DP</i> = 11,46), tendo-lhes sido administrado o EADS-21, um instrumento de autorrelato constitu&iacute;do por 21 itens que incidem sobre a identifica&ccedil;&atilde;o de sintomas emocionais vivenciados na &uacute;ltima semana. A an&aacute;lise de fiabilidade indicou valores de consist&ecirc;ncia interna de 0,831 para a ansiedade, 0,886 para a depress&atilde;o e 0,859 para o stresse. A adequa&ccedil;&atilde;o do modelo foi avaliada atrav&eacute;s da an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria, sendo comprovada a sua qualidade no ajustamento aos dados emp&iacute;ricos (<i>X<sup>2</sup>/df</i> = 1,853, <i>CFI</i> = 0,942, <i>GFI</i> = 0,896, <i>RMSEA</i> = 0,055). Registaram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nos n&iacute;veis de ansiedade, depress&atilde;o e stresse em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, idade, forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. Retiram-se implica&ccedil;&otilde;es para o aprofundamento desta linha de investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> ansiedade, depress&atilde;o, stresse, adultos portugueses</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>At a European level, Portugal is one of the countries with the highest prevalence of mental disorders, especially anxiety disorders and mood disorders (Wang et al., 2011). Several researches have reinforced the strong relationship between anxiety disorders and stress responses, as well as a strong comorbidity between anxiety disorders and depression (e.g., Pais-Ribeiro, Honorado&amp; Leal, 2004). In this sense, given the many factors that can contribute to the development of these disorders and their consequences on the well-being and quality of life, it becomes pertinent to study these emotional symptoms through appropriate instruments to the Portuguese population. This study evaluates the psychometric properties of the Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS-21; Pais-Ribeiro, Honorado, &amp; Leal, 2004), and analyzes differences in these emotional symptoms considering socio-demographic variables. Participated 280 Portuguese adults and young adults (<i>M </i>= 37,34 years, <i>SD </i>= 11,46), who were administered the DASS-21, a self-report instrument consisting of 21 items that focus on the identification of emotional symptoms experienced in last week. The reliability analysis indicated internal consistency values &#8203;&#8203;of 0,831 for anxiety, 0,886 for depression, and 0,859 for stress. The model fit was assessed by a confirmatory factor analysis, and proven its quality in fit to the empirical data (<i>X<sup>2</sup>/df</i> = 1.853, <i>CFI</i> = 0,942, <i>GFI </i>= 0,896, <i>RMSEA</i> = 0,055). There were statistically significant differences in levels of anxiety, depression and stress by sex, age, academic background, and life satisfaction. Implications are drawn to the development of this research line.</p>     <p><b>Keywords:</b> anxiety, depression, stress, Portuguese adults.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Em 2011 Portugal foi considerado um dos pa&iacute;ses europeus com maior preval&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&otilde;es mentais, destacando-se as perturba&ccedil;&otilde;es de ansiedade e as perturba&ccedil;&otilde;es de humor (Wang et al., 2011). Mais recentemente, os dados publicados pela Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de em 2013 (DGS, 2013) indicaram resultados id&ecirc;nticos, demonstrando que Portugal &eacute; um dos pa&iacute;ses europeus com maior preval&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&otilde;es mentais, sobretudo perturba&ccedil;&otilde;es de ansiedade (16.5%) e perturba&ccedil;&otilde;es depressivas (7.9%).</p>     <p>Segundo Barlow (2002, cit. por Craske, Rauch &amp; Ursano, 2009), a ansiedade &eacute; um estado de humor orientado para o futuro associado &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o para a possibilidade de ocorr&ecirc;ncia de um acontecimento negativo, no qual o medo &eacute; a resposta de alarme ao perigo eminente ou presente, real ou percebido. A ansiedade pode tamb&eacute;m ser entendida como uma resposta adaptativa do organismo, caraterizada por um conjunto de altera&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas, comportamentais e cognitivas, que se traduzem num estado de ativa&ccedil;&atilde;o e alerta face a um sinal de perigo ou amea&ccedil;a &agrave; integridade f&iacute;sica ou psicol&oacute;gica (Ruiz, Cuadrado &amp; Rodriguez, 2001). No entanto, a ansiedade pode tornar-se patol&oacute;gica quando deixa de ser adaptativa, isto &eacute;, quando o perigo a que pretende responder n&atilde;o &eacute; real ou quando o n&iacute;vel de ativa&ccedil;&atilde;o e dura&ccedil;&atilde;o s&atilde;o desproporcionais face &agrave; situa&ccedil;&atilde;o objetiva (Castillo, Recondo, Asbahr &amp; Manfro, 2000; Rosen &amp; Schulkin, 1998; Ruiz et al., 2001).</p>     <p> Relativamente &agrave; depress&atilde;o, de acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, esta pode ser entendida como uma perturba&ccedil;&atilde;o caraterizada pela tristeza, perda de interesse e prazer, sentimentos de culpa e baixa autoestima, perturba&ccedil;&otilde;es do sono e/ou de apetite, cansa&ccedil;o excessivo e baixa concentra&ccedil;&atilde;o. Para Del Porto (1999), esta pode ser entendida enquanto estado afetivo, sintoma e s&iacute;ndrome. Enquanto estado afetivo, a depress&atilde;o representa a tristeza normal da vida ps&iacute;quica que, quando em n&iacute;veis muito elevados, constitui-se como um sinal de alerta para o desenvolvimento de estados depressivos. Enquanto sintoma, a depress&atilde;o pode surgir como uma manifesta&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria de outras perturba&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e/ou mentais. Por fim, enquanto s&iacute;ndrome, a depress&atilde;o inclui altera&ccedil;&otilde;es de humor, tais como, tristeza, irritabilidade, aus&ecirc;ncia de capacidade para sentir prazer, e apatia. Os estados depressivos s&atilde;o ainda caraterizados por sentimentos de vazio, redu&ccedil;&atilde;o do interesse pelo ambiente externo, e altera&ccedil;&otilde;es psicomotoras e vegetativas, tais como sensa&ccedil;&atilde;o de fadiga e perda de energia, e lentifica&ccedil;&atilde;o dos movimentos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;De acordo com Selye (1952, cit. por Lovibond &amp; Lovibond, 1995), os acontecimentos de vida stressantes podem precipitar epis&oacute;dios de ansiedade e de depress&atilde;o, bem como levar a respostas carater&iacute;sticas de stresse. O stresse pode ser entendido como um processo complexo gerado por uma resposta n&atilde;o espec&iacute;fica do indiv&iacute;duo a um stressor interno ou externo. A resposta de stresse produz altera&ccedil;&otilde;es cognitivas, comportamentais e fisiol&oacute;gicas, e depende da discrep&acirc;ncia entre a forma como o indiv&iacute;duo perceciona o stressor e como perceciona a sua capacidade para lidar com o mesmo (Lipp, 2006; Margis, Picon, Cosner &amp; Silveira, 2003; Ribeiro, 2005; Selye, 1951).</p>     <p>Selye (1951) descreveu a resposta org&acirc;nica aos stressores como S&iacute;ndrome de Adapta&ccedil;&atilde;o Geral, a qual possui tr&ecirc;s fases. A primeira - alerta - &eacute; considerada a fase na qual o indiv&iacute;duo ganha energia devido &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de adrenalina, assegurando a sobreviv&ecirc;ncia. A segunda - resist&ecirc;ncia - &eacute; a fase em que o indiv&iacute;duo tenta lidar automaticamente com os stressores de forma a manter a homeostasia. E, a terceira fase - exaust&atilde;o - ocorre quando os fatores de stresse persistem em frequ&ecirc;ncia e intensidade, ocorrendo uma quebra da resist&ecirc;ncia. &Eacute; nesta &uacute;ltima fase que surgem frequentemente perturba&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e psicol&oacute;gicas, tais como enfarte, depress&atilde;o, e ansiedade (Lipp, 2003; Selye, 1951).</p>     <p>Desta forma, pode-se afirmar que, em n&iacute;veis moderados, o stresse capacita o indiv&iacute;duo para lidar com situa&ccedil;&otilde;es de mudan&ccedil;a e adversas; proporciona uma melhor perce&ccedil;&atilde;o dessas situa&ccedil;&otilde;es e das suas consequ&ecirc;ncias; permite um processamento mais r&aacute;pido da informa&ccedil;&atilde;o e capacidade de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas; e, aumenta a motiva&ccedil;&atilde;o, energia e produtividade. Em contrapartida, o stresse, quando em n&iacute;veis elevados, tem consequ&ecirc;ncias s&eacute;rias no bem-estar dos indiv&iacute;duos resultando, com frequ&ecirc;ncia, em cansa&ccedil;o mental, dificuldade de concentra&ccedil;&atilde;o, perda de mem&oacute;ria imediata, crises de ansiedade e de humor, e doen&ccedil;as f&iacute;sicas devido &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o do funcionamento imunit&aacute;rio (Lipp, 2006; Lipp &amp; Malagris, 2001; Margiset al., 2003).</p>     <p>Fenomenologicamente e concetualmente, a ansiedade e a depress&atilde;o s&atilde;o claramente distintas (Lovibond &amp; Lovibond, 1995; Watson &amp; Clark, 1995). Contudo, essa distin&ccedil;&atilde;o &eacute; substancialmente dif&iacute;cil em termos cl&iacute;nicos e emp&iacute;ricos devido a diversos aspetos, tais como: (a) forte associa&ccedil;&atilde;o entre a ansiedade e os sintomas da depress&atilde;o (Pais-Ribeiro, Honrado &amp; Leal, 2004); (b) elevada comorbilidade (e.g., Brown et al., 2001, cit. por Holander-Gijsmanet al., 2012; Clark &amp; Watson, 1991); e, (c) sobreposi&ccedil;&atilde;o de sintomas-chave da ansiedade e da depress&atilde;o, causando problemas ao n&iacute;vel dos instrumentos e tornando as suas medidas altamente correlacionadas e moderadamente discriminativas (Clark &amp; Watson, 1991; Lovibond &amp; Lovibond, 1995; Pais-Ribeiro etal, 2004; Watson &amp; Clark, 1995). Na psicopatologia, a depress&atilde;o e a ansiedade s&atilde;o constituintes de um vasto leque de perturba&ccedil;&otilde;es mentais (Pais-Ribeiro et al., 2004).</p>     <p>Na tentativa de ultrapassar estes problemas, Clark e Watson (1991) desenvolveram o Modelo Tripartido, no qual prop&otilde;em a exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s dimens&otilde;es: afeto negativo, afeto positivo e excita&ccedil;&atilde;o som&aacute;tica. O afeto negativo refere-se aos sintomas inespec&iacute;ficos comuns &agrave; ansiedade e &agrave; depress&atilde;o, que podem ajudar a compreender a comorbilidade, a sobreposi&ccedil;&atilde;o de sintomas, e a forte associa&ccedil;&atilde;o entre as medidas dos dois constructos (e.g., ins&oacute;nia, inquieta&ccedil;&atilde;o, irritabilidade e falta de concentra&ccedil;&atilde;o). O baixo afeto positivo abrange os sintomas de anedonia espec&iacute;ficos da depress&atilde;o, tais como a falta de entusiasmo, excita&ccedil;&atilde;o e energia. Por fim, a excita&ccedil;&atilde;o som&aacute;tica &eacute; a dimens&atilde;o relativamente espec&iacute;fica da ansiedade, que inclui sintomas como tens&atilde;o e hiperexcita&ccedil;&atilde;o (Holander-Gijsman, Beurs, Weem Rood &amp; Zitman, 2010; Holander-Gijsmanet al., 2012; Watson &amp; Clark, 1995).</p>     <p>Com o intuito de operacionalizar o Modelo Tripartido, surgiram v&aacute;rias medidas, entre as quais a <i>Depression, Anxiety and Stress Scale</i> (DASS-42; Lovibond &amp; Lovibond, 1995). Os autores procuraram construir uma escala que abrangesse o m&aacute;ximo de sintomas de ansiedade e depress&atilde;o, com a absoluta discrimina&ccedil;&atilde;o entre ambas e com elevados padr&otilde;es psicom&eacute;tricos. Os itens da escala foram constru&iacute;dos com base na experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica e foram posteriormente testados, dando origem a tr&ecirc;s fatores: depress&atilde;o, ansiedade e stresse. A depress&atilde;o carateriza-se essencialmente pela perda de autoestima e iniciativa, e est&aacute; associada &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de baixa probabilidade de alcan&ccedil;ar objetivos significativos para o indiv&iacute;duo. A ansiedade enfatiza a liga&ccedil;&atilde;o entre estados persistentes de ansiedade e as respostas intensas de medo. O stresse inclui itens menos discriminativos da ansiedade e depress&atilde;o, referindo-se a estados persistentes de excita&ccedil;&atilde;o e tens&atilde;o, baixa toler&acirc;ncia &agrave; frustra&ccedil;&atilde;o, dificuldade em relaxar, irritabilidade e agita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Ap&oacute;s o estudo da escala, os autores conclu&iacute;ram que a depress&atilde;o, a ansiedade e o stresse podem ser diferenciados atrav&eacute;s da DASS-42, tendo esta demonstrado qualidades psicom&eacute;tricas satisfat&oacute;rias.</p>     <p>Em 2004, Pais-Ribeiro, Honrado e Leal procederam &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa da vers&atilde;o reduzida da <i>Depression, Anxiety and Stress Scale</i> (DASS-21), designada Escala de Ansiedade, Depress&atilde;o e Stresse (EADS-21). Os resultados obtidos no estudo demonstraram que a EADS-21 apresenta boas qualidades psicom&eacute;tricas e semelhantes &agrave; vers&atilde;o original, constituindo-se, portanto, como uma medida &uacute;til quer para a investiga&ccedil;&atilde;o quer para o uso cl&iacute;nico (Pais-Ribeiro et al., 2004).</p>     <p>Face &agrave; elevada preval&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&otilde;es de ansiedade e depressivas na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, o principal objetivo do presente estudo &eacute; averiguar os n&iacute;veis de ansiedade, depress&atilde;o e stresse na amostra em estudo, atrav&eacute;s da Escala de Ansiedade, Depress&atilde;o e Stress (EADS-21; Pais-Ribeiro et al., 2004). Mais especificamente pretende-se avaliar as qualidades psicom&eacute;tricas da EADS-21, averiguar os n&iacute;veis de ansiedade, depress&atilde;o e stresse existentes numa amostra portuguesa, bem como se estes est&atilde;o relacionados com as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas em estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participam 280 jovens adultos e adultos portugueses, 212 (75,7%) mulheres e 68 (24,3%) homens, com uma m&eacute;dia de idades de 37,74 anos (<i>DP </i>= 11,46; <i>Min </i>= 18; <i>Max </i>= 95). Estes participantes s&atilde;o, maioritariamente, solteiros (<i>n</i> = 139, 49,6%),e sem filhos (<i>n </i>= 175, 62,5%). Em termos acad&eacute;micos e profissionais s&atilde;o licenciados (<i>n </i>= 132, 47,1%), em ci&ecirc;ncias sociais, com&eacute;rcio e direito (<i>n </i>= 127, 45,40%), sa&uacute;de e prote&ccedil;&atilde;o social (<i>n</i> = 27, 9,6%), artes e humanidades (<i>n</i> = 28, 10,0%), educa&ccedil;&atilde;o (<i>n</i> = 20, 7,14%) engenharia, ind&uacute;strias transformadoras, e constru&ccedil;&atilde;o (<i>n</i> = 30, 10,70%), ci&ecirc;ncias, matem&aacute;tica e inform&aacute;tica (<i>n</i> = 23, 8,2%), servi&ccedil;os (<i>n</i> = 15, 5,4%), e agricultura (<i>n</i> = 2, 0,71%), estando atualmente a trabalhar a tempo inteiro (<i>n</i> = 176, 62,9%). De um modo geral, apresentam um n&iacute;vel m&eacute;dio de satisfa&ccedil;&atilde;o global com a vida (<i>M</i> = 2,86; <i>DP</i> = 0,53; <i>Min-Max</i> = 2-4).</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>A <i>Escala de Ansiedade, Depress&atilde;o e Stress</i> (EADS-21; Pais-Ribeiro, et al., 2004) pretende avaliar os sintomas associados &agrave; ansiedade, depress&atilde;o e stresse em jovens adultos e adultos portugueses. &Eacute; constitu&iacute;da por 21 itens, agrupados em tr&ecirc;s subescalas, constitu&iacute;das por 7 itens cada. A subescala <i>Ansiedade</i> &eacute; constitu&iacute;da por (a) Excita&ccedil;&atilde;o do Sistema Aut&oacute;nomo (itens 2, 4, 19), (b) Efeitos M&uacute;sculos Esquel&eacute;ticos (item 7), (c) Ansiedade Situacional (item 9) e, (d) Experi&ecirc;ncias Subjetivas de Ansiedade (itens 15, 20). A subescala <i>Depress&atilde;o</i> &eacute; constitu&iacute;da por (e) Disforia (item 13), (f) Des&acirc;nimo (item 10), (g) Desvaloriza&ccedil;&atilde;o da Vida (item 21), (h) Auto deprecia&ccedil;&atilde;o (item 17), (i) Falta de interesse ou de envolvimento (item 16), (j) Anedonia (item 3), e, (k) In&eacute;rcia (item 5). A subescala <i>Stresse</i> &eacute; constitu&iacute;da por (l) Dificuldade em Relaxar (itens 1 e 12), (m) Excita&ccedil;&atilde;o Nervosa (item 8), (n) Facilmente Agitado/Chateado (item 18), (o) Irrita&ccedil;&atilde;o/Rea&ccedil;&atilde;o Exagerada (itens 6, 11) e, (p) Impaci&ecirc;ncia (item 14). Todos os itens s&atilde;o avaliados atrav&eacute;s de uma escala de resposta de tipo Likert, de 4 pontos, que reenviam para a severidade e frequ&ecirc;ncia dos sintomas experimentados nos &uacute;ltimos 7 dias - &ldquo;na semana passada&rdquo; (0 - &ldquo;n&atilde;o se aplicou nada a mim&rdquo;, 1 - &ldquo;aplicou-se a mim algumas vezes&rdquo;, 2 - &ldquo;aplicou-se a mim muitas vezes&rdquo;, e 3 - &ldquo;aplicou-se a mim a maior parte das vezes&rdquo;). A cota&ccedil;&atilde;o &eacute; dada pela soma dos resultados dos 7 itens, obtendo-se uma nota para cada subescala com um resultado m&iacute;nimo de 0 e m&aacute;ximo de 21. Desta forma, notas mais elevadas correspondem a estados afetivos mais negativos. Relativamente &agrave; consist&ecirc;ncia interna, os resultados obtidos por Pais-Ribeiro et al. (2004) demonstram alfas de Cronbach elevados para as tr&ecirc;s subescalas (ansiedade = 0,74; depress&atilde;o = 0,85; stresse = 0,81).</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Este estudo integra o projeto &ldquo;<i>Estilos de identidade, criatividade e sintomas emocionais: Estudo explorat&oacute;rio com adultos portugueses</i>&rdquo; que est&aacute; a ser desenvolvido pela P.A. - Psic&oacute;logos Associados. Pretende-se criar um contexto favor&aacute;vel ao aprofundamento dos conceitos identidade, criatividade e sintomas emocionais, e da sua rela&ccedil;&atilde;o, tendo em vista a cria&ccedil;&atilde;o de bases para o desenvolvimento de um futuro modelo te&oacute;rico.</p>     <p>Os participantes foram convidados a responder a uma breve Ficha Sociodemogr&aacute;fica seguida de tr&ecirc;s instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o: (a) <i>Invent&aacute;rio de Estilos de Identidade</i> (ISI5, Berzonsky, 2013; tradu&ccedil;&atilde;o de Pinto &amp; Sousa, 2013), que estuda os estilos pessoais de processamento de informa&ccedil;&atilde;o, resolu&ccedil;&atilde;o de problemas e tomada de decis&atilde;o, no &acirc;mbito da (re)constru&ccedil;&atilde;o da identidade; (b) <i>Escala de Estilos de Pensar e Criar</i> (Almeida &amp; Nogueira, 2013), que analisa modos preferenciais atrav&eacute;s dos quais diferentes pessoas expressam a sua criatividade; e, (c) <i>Escala de Ansiedade, Depress&atilde;o e Stress</i> (EADS-21; Pais-Ribeiro, et al., 2004), que incide sobre a identifica&ccedil;&atilde;o de sintomas emocionais vivenciados na &uacute;ltima semana. Este projeto inclui ainda o envio de uma fotografia de uma gaveta que procura traduzir de forma operacional como a identidade e a criatividade se podem expressar no quotidiano.</p>     <p>Apenas os dados da EADS-21 foram utilizados para o desenvolvimento deste estudo, uma vez que se pretende analisar as propriedades psicom&eacute;tricas da vers&atilde;o portuguesa do instrumento, bem como diferen&ccedil;as entre grupos sociodemogr&aacute;ficos, antes de se proceder &agrave; sua rela&ccedil;&atilde;o com a identidade e a express&atilde;o criativa.</p>     <p>Inicialmente realizou-se uma an&aacute;lise descritiva das respostas dos 280 participantes no estudo, bem como da consist&ecirc;ncia interna de cada uma das dimens&otilde;es da <i>Escala de Ansiedade, Depress&atilde;o e Stress-21</i>. A an&aacute;lise de fiabilidade dos itens de cada dimens&atilde;o efetuou-se recorrendo ao alfa de Cronbach como coeficiente de consist&ecirc;ncia interna.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avalia&ccedil;&atilde;o da <i>Escala de Ansiedade, Depress&atilde;o e Stress-21 </i>foi efetuada com uma an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria (AFE) com extra&ccedil;&atilde;o dos fatores pelo m&eacute;todo das componentes principais, seguida de uma rota&ccedil;&atilde;o varimax onde se retiveram os fatores com valor pr&oacute;prio superior a 1, e a percentagem de vari&acirc;ncia retida. A medida de adequa&ccedil;&atilde;o da amostra de Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) e o teste de esfericidade de Bartlett foram os m&eacute;todos utilizados para avaliar a validade da AFE. Relativamente &agrave; estrutura fatorial do EADS-21, &eacute; esperada a identifica&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s fatores - Ansiedade, Depress&atilde;o e Stresse - correspondentes ao Modelo Tripartido desenvolvido por Clark e Watson (1991) que sustenta a escala. Todos os fatores dever&atilde;o apresentar n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna elevados, analisados atrav&eacute;s do alfa de Cronbach, &agrave; semelhan&ccedil;a do que se verificou no estudo de adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa da vers&atilde;o <i>Depression, Anxiety and Stress Scale</i> (DASS-21) em 2004.</p>     <p>Por outro lado, &eacute; tamb&eacute;m esperada a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nos n&iacute;veis de ansiedade, depress&atilde;o e stresse em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, idade, &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, e satisfa&ccedil;&atilde;o global com a vida.</p>     <p>A estrutura da escala foi confirmada com recurso &agrave; An&aacute;lise Fatorial Confirmat&oacute;ria (AFC) com o m&eacute;todo de estima&ccedil;&atilde;o de m&aacute;xima verosimilhan&ccedil;a, onde os respetivos itens da escala explicam cada uma das 3 dimens&otilde;es Ansiedade, Depress&atilde;o e Stresse, representadas como vari&aacute;veis latentes no modelo te&oacute;rico. O ajustamento do modelo foi avaliado com recurso &agrave;s medidas <i>ratio chi square statistics/degrees of freedom</i> ( <i>/df</i>), <i>goodness of fit index</i> (<i>GFI</i>), <i>comparative fit index </i>(<i>CFI</i>) e <i>root mean square error of approximation</i> (<i>RMSEA</i>). Considerou-se o modelo com ajustamento aceit&aacute;vel com valores de /df &nbsp;3, <i>RMSEA</i> &lt; 0,08, e <i>GFI</i> e <i>CFI</i> &nbsp;0,90&nbsp; (Hu &amp; Bentler, 1999).</p>     <p>A an&aacute;lise comparativa entre os grupos das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas sexo, idade, &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o, e satisfa&ccedil;&atilde;o global com a vida com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; <i>Escala de Ansiedade, Depress&atilde;o e Stress </i>foi realizada com o teste de Mann-Whitney e o teste de Kruskall-Wallis.</p>     <p>A an&aacute;lise descritiva, an&aacute;lise de fiabilidade dos &iacute;ndices, AFE e os testes referidos foram efetuadas com o <i>software</i> SPSS, vers&atilde;o 22 para Windows (Nie, Hull &amp; Bent, 1968), e a AFC com o programa AMOS, vers&atilde;o 22 para Windows (Arbuckle &amp; Wothke, 1999).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><i>Resultados descritivos do EADS</i></p>     <p>No que concerne a subescala <i>Ansiedade</i>, constata-se que os participantes obtiveram uma m&eacute;dia total de 2,73, sendo que os resultados m&iacute;nimo e m&aacute;ximo se situaram entre 0 e 14 pontos, face a uma amplitude te&oacute;rica de 0-21 pontos. Assim, esta amostra de participantes possui n&iacute;veis de ansiedade que s&atilde;o muito inferiores ao ponto m&eacute;dio da escala. Esta situa&ccedil;&atilde;o &eacute; confirmada quando se analisa a distribui&ccedil;&atilde;o das frequ&ecirc;ncias e percentagens de resposta pelos quatro pontos da escala Likert, existindo uma forte predomin&acirc;ncia das respostas em torno dos pontos mais baixos da escala, em particular do ponto 0 &ldquo;n&atilde;o se aplicou nada a mim&rdquo;. Relativamente &agrave; an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna da subescala, o valor obtido &eacute; adequado (<i>&alpha;</i> = 0,83), sendo que a elimina&ccedil;&atilde;o de qualquer um dos 7 itens que a constitui provoca uma descida deste valor.</p>     <p>Relativamente &agrave; <i>Depress&atilde;o</i>, verifica-se que os participantes obtiveram uma m&eacute;dia total de 3,97, com uma amplitude de resultados entre 0 e 20 pontos, apontando para n&iacute;veis de depress&atilde;o que s&atilde;o muito inferiores ao ponto m&eacute;dio da escala. A leitura da distribui&ccedil;&atilde;o das frequ&ecirc;ncias e percentagens de resposta pelos quatro pontos da escala Likert, salienta uma forte predomin&acirc;ncia das respostas em torno dos pontos mais baixos da escala, com uma predomin&acirc;ncia do valor 1 &ldquo;aplicou-se a mim algumas vezes&rdquo; nos itens 5 e 13. Relativamente &agrave; an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna da subescala, o valor obtido &eacute; adequado (<i>&alpha;</i> = 0,87), sendo que a elimina&ccedil;&atilde;o de qualquer um dos itens leva a uma descida deste valor.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Finalmente, no que se refere ao <i>Stresse, </i>verifica-se que os participantes obtiveram uma m&eacute;dia de 6,61, com uma amplitude de resultados entre 0 e 20 pontos, apontando para n&iacute;veis de stresse muito inferiores ao ponto m&eacute;dio da escala. A interpreta&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o das frequ&ecirc;ncias e percentagens de resposta pelos quatro pontos da escala <i>Likert</i> salienta uma forte predomin&acirc;ncia das respostas de valor 1 &ldquo;aplicou-se a mim algumas vezes&rdquo;. Relativamente &agrave; an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna da subescala, o valor obtido &eacute; adequado (<i>&alpha;</i> = 0,86), sendo que a elimina&ccedil;&atilde;o dos itens 14 e 16 favorece, respetivamente, uma manuten&ccedil;&atilde;o ou ligeira subida (<i>&alpha;</i> = 0,86) deste valor. &Eacute; de salientar que, com base nestes resultados (cf. <a href ="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a02q1.jpg">quadro 1</a>), o sintoma stresse parece ser o mais vivenciado por esta amostra de participantes, ainda que se afaste de forma significativa de valores considerados preocupantes do ponto de vista da sa&uacute;de mental.</p>     
<p><i>An&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria</i></p>     <p>Os resultados da AFE realizada indicam uma estrutura fatorial com 3 fatores, <i>KMO</i> de 0,94, teste de esfericidade de Bartlett = 2851,99 (210); <i>p</i> &lt; 0,001 e vari&acirc;ncia total explicada de 56,07%, o que indica uma muito boa adequabilidade da AFE. Todos os itens da EADS-21 t&ecirc;m comunalidade superior a 0,30 n&atilde;o existindo nenhum item com peso fatorial igual ou inferior a 0,40. Para confirmar esta estrutura fatorial, realizou-se uma AFC onde se verificou um bom ajustamento entre o modelo te&oacute;rico e os dados ( <i>/df</i> = 1,853, <i>GFI</i> = 0,90, <i>CFI</i> = 0,94,&nbsp; <i>RMSEA</i> = 0,06).&nbsp; Todos os itens da escala tinham pesos estatisticamente significativos no modelo proposto. No <a href ="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a02q2.jpg">quadro 2</a> apresentam-se os pesos fatoriais de cada item em cada dimens&atilde;o (Ansiedade, Depress&atilde;o e Stresse) a que pertencem, as comunalidades e os pesos fatorias da AFC.</p>     
<p><i>An&aacute;lises de diferen&ccedil;as</i></p>     <p>Os resultados da an&aacute;lise de diferen&ccedil;as entre o sexo feminino e masculino com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; EADS realizada com o teste de Mann-Whitney, para os itens da escala e as dimens&otilde;es <i>Ansiedade, Depress&atilde;o e Stresse</i>, indicam n&atilde;o haver diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os sexos em nenhuma das quest&otilde;es da escala nem nas tr&ecirc;s dimens&otilde;es em an&aacute;lise.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a02q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave; classe et&aacute;ria, os resultados do teste de Kruskall-Wallis indicaram que, em algumas quest&otilde;es da escala, a um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 0,05, existe evid&ecirc;ncia suficiente para se rejeitar a hip&oacute;tese de igual distribui&ccedil;&atilde;o nos diversos escal&otilde;es et&aacute;rios. Na dimens&atilde;o <i>Ansiedade </i>no item 4 &ldquo;<i>Senti dificuldades em respirar</i>&rdquo; ( <i>(3)</i> = 8,12; <i>p</i> &lt; 0,05) o escal&atilde;o et&aacute;rio &ldquo;&gt;45 anos&rdquo; tem menor m&eacute;dia de resposta (<i>M</i> = 0,16). Nos itens da <i>Depress&atilde;o</i>, tamb&eacute;m foram os mais velhos que no item 13 &ldquo;<i>Senti-me desanimado(a) e melanc&oacute;lico(a)</i>&rdquo; ( <i>(3)</i> = 10,89; <i>p</i> &lt; 0,05) indicaram uma m&eacute;dia de resposta mais baixa (<i>M</i> = 0,73) relativamente aos restantes escal&otilde;es et&aacute;rios. No item 17 &ldquo;<i>Senti que n&atilde;o tinha muito valor como pessoa</i>&rdquo; o escal&atilde;o et&aacute;rio mais novo dos 18 aos 29 anos (<i>M</i> = 0,37) e os mais velhos &ldquo;&gt; 45 anos&rdquo; (<i>M</i> = 0,32) t&ecirc;m uma m&eacute;dia de resposta inferior aos outros escal&otilde;es et&aacute;rios. Para o <i>Stresse</i>, as diferen&ccedil;as entre escal&otilde;es ocorrem nos itens 11 &ldquo;<i>Dei por mim a ficar agitado(a)</i>&rdquo; e 14&nbsp; &ldquo;<i>Estive intolerante em rela&ccedil;&atilde;o a qualquer coisa que me impedisse de terminar aquilo que estava a fazer</i>&rdquo;. No item 11 o escal&atilde;o et&aacute;rio &ldquo;&gt; 45 anos&rdquo;, tem m&eacute;dia de respostas mais baixa (<i>M</i> = 0,63) relativamente aos outros escal&otilde;es e no item 14 os escal&atilde;o dos mais novos tem a m&eacute;dia mais baixa (<i>M</i> = 0,59) e o escal&atilde;o et&aacute;rio dos 30 aos 34 anos a maior m&eacute;dia (<i>M</i> = 1,05). Nas dimens&otilde;es <i>Ansiedade, Depress&atilde;o e Stresse</i> n&atilde;o existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nas diferentes classes et&aacute;rias.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q4"></a> <img src="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a02q4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise de diferen&ccedil;as nas &aacute;reas de forma&ccedil;&atilde;o consideradas no estudo com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; EADS-21 e aos diferentes itens da escala mostraram que apenas no item 7 &ldquo;<i>Senti tremores (por ex. nas m&atilde;os)</i>&rdquo; da dimens&atilde;o <i>Ansiedade</i>, se rejeita a hip&oacute;tese de igual distribui&ccedil;&atilde;o nas respostas em todas as &aacute;reas de forma&ccedil;&atilde;o, a um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5% ( <i>(8)</i> = 16,68; <i>p</i> &lt; 0,05). A &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o &ldquo;Engenharia, ind&uacute;strias transformadoras e constru&ccedil;&atilde;o&rdquo; tem m&eacute;dia (<i>M</i> = 0,31) inferior de resposta &agrave;s restantes &aacute;reas, e a &ldquo;Agricultura&rdquo; tem m&eacute;dia superior (<i>M</i> = 1,5).Para as tr&ecirc;s dimens&otilde;es as diferen&ccedil;as existentes n&atilde;o s&atilde;o estatisticamente significativas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q5"></a> <img src="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a02q5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&Eacute; na satisfa&ccedil;&atilde;o global com a vida nas dimens&otilde;es <i>Depress&atilde;o</i> ( <i>(1)</i> = 25,24; <i>p</i> &lt; 0,001) e <i>Stresse</i> ( <i>(1)</i> = 25247,11; <i>p</i> &lt; 0,05), bem como na maioria dos seu itens, que a n&atilde;o igualdade entre os diversos graus de satisfa&ccedil;&atilde;o se verifica mais. Na <i>Depress&atilde;o</i> s&atilde;o os respondentes que se manifestaram insatisfeitos que t&ecirc;m a maior m&eacute;dia de respostas (<i>M</i> = 6,68). Em todos os itens da dimens&atilde;o <i>Depress&atilde;o</i>, a hip&oacute;tese de igualdade entre os diferentes graus de satisfa&ccedil;&atilde;o global com a vida &eacute; rejeitada, sendo os insatisfeitos o grupo com a maior m&eacute;dia de resposta, seguindo os resultados da dimens&atilde;o correspondente a estes itens. Na dimens&atilde;o <i>Stresse</i>, nos itens 1 &ldquo;<i>Tive dificuldades em me acalmar</i>&rdquo; ( <i>(1)</i> = 4,02; <i>p</i> &lt; 0,05), 8 &ldquo;<i>Senti que estava a utilizar muita energia nervosa</i>&rdquo; ( <i>(1)</i> = 4,10; <i>p</i> &lt; 0,05), 12 &ldquo;<i>Senti dificuldade em me relaxar</i>&rdquo; ( <i>(1)</i> = 10,86; <i>p</i> &lt; 0,001) e 18 &ldquo;<i>Senti que por vezes estava sens&iacute;vel</i>&rdquo; ( <i>(1)</i> = 15,58; <i>p</i> &lt; 0,001) existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os diferentes grupos, sendo o grupo dos insatisfeitos o que tem a maior m&eacute;dia de respostas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q6"></a> <img src="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a02q6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p></p>     <p>Este estudo visou avaliar as qualidades psicom&eacute;tricas da EADS-21, averiguar os n&iacute;veis de ansiedade, depress&atilde;o e stresse existentes numa amostra portuguesa, e se estes est&atilde;o relacionados com as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas em estudo. No que respeita os resultados descritivos em termos dos n&iacute;veis de ansiedade, stresse e depress&atilde;o desta amostra de jovens adultos e adultos portugueses, verifica-se que estes s&atilde;o reduzidos, em particular no que respeita a ansiedade e a depress&atilde;o. Neste sentido, estes participantes n&atilde;o parecem apresentar respostas desadaptativas face ao meio. Isto &eacute;, n&atilde;o apresentam reduzida autoestima, tristeza, perda de interesse ou de prazer, sentimentos de culpa, perturba&ccedil;&otilde;es de sono ou do apetite, ou excessiva ativa&ccedil;&atilde;o face a situa&ccedil;&otilde;es de perigo real ou percebido (Lipp &amp; Malagris, 2001; Margiset al., 2003). O sintoma stresse parece ser o mais vivenciado por esta amostra de participantes. Neste sentido, alguns dos participantes que integram esta amostra parecem evidenciar sintomas como cansa&ccedil;o mental, dificuldade de concentra&ccedil;&atilde;o, perda de mem&oacute;ria de trabalho, bem como algumas doen&ccedil;as f&iacute;sicas decorrentes de um estado de ativa&ccedil;&atilde;o constante. No entanto, &eacute; de salientar que os resultados obtidos afastam-se, de forma significativa, de valores considerados preocupantes do ponto de vista da sa&uacute;de mental.</p>     <p>No que respeita o estudo psicom&eacute;trico da EADS-21, realizado a partir das an&aacute;lises fatoriais explorat&oacute;ria e confirmat&oacute;ria, verifica-se que ambas apontam no sentido de um bom ajustamento do modelo aos dados te&oacute;ricos, tendo sido identificados 3 fatores, cujos itens que os constituem correspondem ao esperado em termos te&oacute;ricos. Al&eacute;m disso, os fatores apresentam n&iacute;veis adequados de consist&ecirc;ncia interna. Os resultados obtidos neste estudo fatorial s&atilde;o muito pr&oacute;ximos dos obtidos em estudos pr&eacute;vios. A t&iacute;tulo de exemplo salienta-se o estudo de Ap&oacute;stolo, Mendes e Azeredo (2006), desenvolvido com um total de 101 jovens, adultos e idosos de uma consulta externa de psiquiatria (63,37% mulheres), com uma idade m&eacute;dia de 17-80 anos (<i>M</i> = 45,41; <i>DP</i> = 12,57), com diferentes n&iacute;veis de escolaridade (52,48% com 4 anos de escolaridade, e 11.88% mais de 12 anos de escolaridade). Nesse estudo foram identificados 3 fatores de explicam 58,55% da vari&acirc;ncia total dos itens, com n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna na ordem dos 0,90 para a depress&atilde;o, 0,86 para a ansiedade, 0,88 para o stresse. Tamb&eacute;m o estudo de Pais-Ribeiro, et al. (2004), desenvolvido com 200 participantes (162 mulheres) estudantes do 1&ordm; ciclo de estudos em Psicologia, com uma m&eacute;dia de idades de 19.79 anos (<i>DP</i> = 1,11; 18-23 anos), permitiu a identifica&ccedil;&atilde;o de 3 fatores que explicam 50,35% da vari&acirc;ncia, com n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna de 0,85 para a depress&atilde;o, 0,74 para a ansiedade e 0,81 para o stresse. &Eacute; de salientar, no entanto, que nesse estudo o 3&ordm; fator consistia em itens correspondentes ao sintoma ansiedade, mas juntamente com uma mescla de itens pertencentes aos outros dois sintomas emocionais, e que os n&iacute;veis de fiabilidade alcan&ccedil;ados eram inferiores aos aqui identificados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A respeito do estudo das diferen&ccedil;as no sintomas emocionais a partir das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas dos participantes, &eacute; importante esclarecer que, neste estudo, n&atilde;o se identificaram diferen&ccedil;as na depress&atilde;o, stresse e ansiedade em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, idade, ou forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica. No entanto, parecem existir diferen&ccedil;as nestes sintomas em fun&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o global com a vida. Estes resultados apresentam alguma incongru&ecirc;ncia face aos obtidos em estudos pr&eacute;vios.</p>     <p>Por exemplo, no que respeita o sexo, no estudo de Ap&oacute;stolo, Tanner e Arfken (2012), desenvolvido com 1297 (66,7% mulheres) participantes pacientes externos de centros de sa&uacute;de em Portugal, com uma idade m&eacute;dia de 48,57 anos (<i>DP</i> = 19,98) foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre homens e mulheres nas dimens&otilde;es depress&atilde;o (<i>t</i> = 2,69, <i>p</i> = 0,007), ansiedade (<i>t</i> = 2,63, <i>p</i> = 0,009), e stresse (<i>t</i> = 3,40, <i>p</i> = 0,001), sempre com sempre com resultados superiores para as mulheres. Os estudos de Ap&oacute;stolo, Figueiredo, Mendes e Rodrigues (2011), Ap&oacute;stolo, et al., (2011), e Rebelo-Pinto, Amaral, Silva, Silva, Leal e Paiva (2012) identificaram tamb&eacute;m resultados superiores para as mulheres em todas as subescalas da EADS-21. No entanto, o estudo de Melo, Leal e Faria (2006), com 121 homens e 80 mulheres identificou resultados superiores para as mulheres apenas na subescala referente aos n&iacute;veis de ansiedade, e o estudo de Veigas e Gon&ccedil;alves (2009) desenvolvido com 207 participantes (105 mulheres), com idades compreendidas entre os 20 e os 55 anos (<i>M</i> = 34,11) apontou para a inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as nos sintomas emocionais em fun&ccedil;&atilde;o do sexo.</p>     <p>Tamb&eacute;m no que respeita a idade, os resultados aqui obtidos n&atilde;o t&ecirc;m reflexo nos estudos pr&eacute;vios, sendo que no estudo de Veigas e Gon&ccedil;alves (2009), se verificou a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre grupos et&aacute;rios, na dimens&atilde;o ansiedade, com resultados mais desfavor&aacute;veis para os participantes at&eacute; aos 20 anos de idade. Tamb&eacute;m no estudo de Rebelo-Pinto, Amaral, Silva, Silva, Leal e Paiva (2012), no qual participaram 1613 jovens entre os 12 e os 18 anos de idade (<i>M</i> = 14,23; <i>DP</i> = 1,75) foram registadas diferen&ccedil;as entre os alunos do 3&ordm; ciclo e os alunos do ensino secund&aacute;rio, com resultados mais favor&aacute;veis aos alunos mais novos (<i>t</i> = 4,09, <i>p</i> &lt; 0,0001).</p>     <p>No que respeita a &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, e a satisfa&ccedil;&atilde;o global com a vida, s&atilde;o mais escassos os estudos que abordam as diferen&ccedil;as na ansiedade, no stresse e na depress&atilde;o. As habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas s&atilde;o um fator mais analisado do que a &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, sendo que neste &acirc;mbito os estudos t&ecirc;m apontado para resultados incongruentes acerca da (in)exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre pessoas com n&iacute;veis de escolaridade distintos (cf. Rebelo-Pinto et al., 2012; Veigas &amp; Gon&ccedil;alves, 2009). Quanto &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o global com a vida, os resultados obtidos neste estudo indicam que as pessoas insatisfeitas com a sua vida, no que respeita as atuais condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas, de sa&uacute;de, de vida acad&eacute;mica/profissional, familiar, social/ de lazer, e/ ou de participa&ccedil;&atilde;o na comunidade, s&atilde;o as que apresentam n&iacute;veis mais elevados de depress&atilde;o e stresse. A literatura tem apontado que estes sintomas est&atilde;o geralmente associados a uma incapacidade geral da pessoa para a vida (Vaz Serra, 1994), associada &agrave; ideia de reduzido controlo sobre a mesma. Assim, estas pessoas tendem a caracterizar-se por baixa autoestima, baixo locus de controlo interno, baixa toler&acirc;ncia &agrave; frustra&ccedil;&atilde;o, e perce&ccedil;&atilde;o de baixa probabilidade de alcan&ccedil;ar objetivos significativos (Lovibond &amp; Lovibond, 1995).</p>     <p>Em conclus&atilde;o, a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo permitiu confirmar as propriedades psicom&eacute;tricas da presente vers&atilde;o da EADS-21, de acordo com o modelo tripartido (Ansiedade, Stresse, Depress&atilde;o) desenvolvido por Clark e Watson (1991). Assim, existem evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas em como esta escala se constitui como um instrumento r&aacute;pido e seguro na dete&ccedil;&atilde;o de estados emocionais negativos nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios. Refor&ccedil;a-se a necessidade de aprofundamento desta linha de investiga&ccedil;&atilde;o com popula&ccedil;&otilde;es diversificadas em fun&ccedil;&atilde;o de outras caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Ap&oacute;stolo, J.L.A., Figueiredo, M.H., Mendes, A.C., &amp; Rodrigues, M.A. (2011). Depression, anxiety and stress in primary health care users. <i>Revista Latino-Americana de Enfermagem, 19, </i>348-353.doi: 10.1590/S0104-11692011000200017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1645-0086201500020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ap&oacute;stolo, J.L.A., Mendes, A. C., &amp; Azeredo, Z. A. (2006). Adapta&ccedil;&atilde;o para a l&iacute;ngua portuguesa da Depression, Anxiety and Stress Scales (DASS). <i>Revista Latino-Americana de Enfermagem, 14,</i> 863-871. doi: 10.1590/S0104-11692006000600006&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1645-0086201500020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ap&oacute;stolo, J.L.A., Mendes, A.C., Antunes, M.T.C., Rodrigues, M.A., Figueiredo, M.H. &amp; Lopes, M. C.F.G. (2011). Perturba&ccedil;&otilde;es afectivo-emocionais em contexto de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios. <i>Revista de Enfermagem, 3</i>, 67-74. Recuperado em 13 de outubro de 2014, de <a href="http://www.scielo.gpeari.mctes.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0874-02832011000100007&amp;lng=pt&amp;tlng=pt" target="_blank">http://www.scielo.gpeari.mctes.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0874-02832011000100007&amp;lng=pt&amp;tlng=pt</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1645-0086201500020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ap&oacute;stolo, J.L.A., Tanner, B.A., &amp; Arfken, C.L. (2012). An&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria da vers&atilde;o portuguesa da Depression Anxiety Stress Scale-21. <i>Revista Latino-Americana de Enfermagem, 20, </i>1-7. doi: org/10.1590/S0104-11692012000300022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1645-0086201500020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Arbuckle, J.L. &amp; Wothke, W. (1999). <i>Amos 4.0 User&#39;s Guide</i>. Chicago, IL: SPSS Inc. and SmallWaters Corporation.</p>     <!-- ref --><p>Castillo, A., Recondo, R., Asbahr, F., &amp; Manfro, G. (2000). Transtornos de ansiedade. <i>Revista Brasileira de Psiquiatria, 22</i>, 20-23. doi: 10.1590/S1516-44462000000600006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1645-0086201500020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Clark, L., &amp; Watson, D. (1991). Tripartite Model of Anxiety and Depression: Psychometric Evidence and Taxonomic Implications.<i> Journal of Abnormal Psychology, 100</i>, 316-336. doi: 10.1037/0021-843X.100.3.316&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1645-0086201500020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Craske, M., Rauch, S., Ursano, R., Prenoveau, J., Pine, D., &amp; Zinbarg, R. (2009). What is an Anxiety Disorder? <i>Depression and Anxiety, 26</i>, 1066-1085. doi: 10.1002/da.20633.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1645-0086201500020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Del Porto, J. (1999). Conceito e diagn&oacute;stico. <i>Depress&atilde;o, 21</i>, 6-11.&nbsp; Doi: 10.1590/S1516-44461999000500003&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1645-0086201500020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>DGS - Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de (2013). <i>Portugal: Sa&uacute;de Mental em N&uacute;meros</i> - 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1645-0086201500020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Holander-Gijsman, M., Beurs, E., Wee, N., Rood, Y., &amp; Zitman, F. (2010). Distinguishing between depression and anxiety: A proposal for an extension of the tripartite model. <i>European Psychiatry, 25</i>, 197-205.doi: 10.1016/j.eurpsy.2009.09.005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1645-0086201500020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Holander-Gijsman, M., Wardenaar, K., Beurs, E., Wee, N., Mooijaart, A., Buuren, S., &amp; Zitman, F. (2012). Distinguishing symptom dimensions of depression and anxiety: An integrative approach. <i>Journal of Affective Disorders, 136</i>, 693-701. doi: 10.1016/j.jad.2011.10.005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1645-0086201500020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hu, L. T., &amp; Bentler, P. M. (1999). Cutoff criteria for fit indexes in covariance structure analysis: Conventional criteria versus new alternatives. <i>Structural Equation Modeling: A Multidisciplinary Journal</i>, <i>6</i>, 1-55. doi: 10.1080/10705519909540118&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1645-0086201500020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lipp, M. E. (2003). <i>Mecanismos neuropsicol&oacute;gicos do stress: teoria e aplica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas</i>. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1645-0086201500020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lipp, M. E. (2006). Teoria de temas de vida do stress recente e cr&oacute;nico. <i>Boletim Academia Paulista de Psicologia, XXVI, 3, </i>82-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1645-0086201500020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lipp, M. E., &amp; Malagris, L. E. N. (2001). O estresse emocional e seu tratamento. Em: B. Range (Org.) <i>Terapias Cognitivo-Comportamentais: um di&aacute;logo com a psiquiatria</i> (pp. 475-489). S&atilde;o Paulo: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1645-0086201500020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lovibond, P., &amp; Lovibond, S. (1995). The structure of emotional negative states: Comparison of Depression Anxiety Stress Scales (DASS) and Beck Depression and Anxiety Inventories. <i>Behaviour Research and Therapy, 33</i>, 335-343.&nbsp; doi: 10.1016/0005-7967(94)00075-U&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1645-0086201500020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Margis, R., Picon, P., Cosner, A., &amp; Silveira, R. (2003). Rela&ccedil;&atilde;o entre estressores, estresse e ansiedade. <i>Revista de Psiquiatria RS, 25,</i> 65-74. doi: 10.1590/S0101-81082003000400008&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1645-0086201500020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Nie, N. H., Hull, C. H. &amp; Bent, D. H. (1968). <i>Statistic package for social sciences &ndash; SPSS (Version 12.0 for Windows&reg;)</i> [Programa estat&iacute;stico para computador]. Chicago: SPSS.</p>     <!-- ref --><p>Melo, V., leal, I., &amp; Faria, C. (2006). Depress&atilde;o, ansiedade e stress em sujeitos inf&eacute;rteis. In I. Leal, J.P. Ribeiro, S.N. Jesus (Eds.), <i>Actas do 6&ordm; Congresso Nacional de Psicologia da Sa&uacute;de</i> (pp. 241-246). Faro: Universidade do Algarve. Recuperado em 7 de julho de 2015, de <a href="http://www.isabel-leal.com/portals/1/pdfs/livros_actas/depressao_sujeitos_inferteis.pdf" target="_blank">http://www.isabel-leal.com/portals/1/pdfs/livros_actas/depressao_sujeitos_inferteis.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1645-0086201500020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pais-Ribeiro, J., Honrado, A., &amp; Leal, I. (2004). Contributos para o estudo da adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa das escalas de Ansiedade, Depress&atilde;o e Stress (EADS) de 21 itens de Lovibond e Lovibond. <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as, 5</i>, 229-239.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1645-0086201500020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>Ribeiro, J. P. L. (2005). <i>O importante &eacute; a sa&uacute;de</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Merck Sharp Dohme.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1645-0086201500020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rosen, J., &amp; Schulkin, J. (1998). From Normal Fear to Pathological Anxiety. <i>Psychological Review, 105</i>, 325-350. Doi: 10.1037/0033-295X.105.2.325&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1645-0086201500020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&nbsp;Ruiz, J., Cuadrado, A., &amp; Rodriguez, J. (2001). <i>Transtorno de angustia: Crisis de p&aacute;nico y agorafobia en atenci&oacute;n primaria</i>. Barcelona: III Masson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1645-0086201500020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rebelo-Pinto, T., Amaral, C., Silva, V. N., Silva, J., Leal, I., &amp; Paiva, T. (2012). H&aacute;bitos de sono e ansiedade, depress&atilde;o e stress: que rela&ccedil;&atilde;o? In L. Mata, F. Peixoto, J. Morgado, J.C. Silva, &amp; V. Monteiro (Eds.), <i>12.&ordm; Col&oacute;quio Psicologia Educa&ccedil;&atilde;o, Aprendizagem e Desenvolvimento: Olhares Contempor&acirc;neos atrav&eacute;s da Investiga&ccedil;&atilde;o e da Pr&aacute;tica</i> (pp. 990-1006). Lisboa: ISPA - Instituto Universit&aacute;rio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1645-0086201500020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Selye, H. (1951). The General Adaptation Syndrome. <i>Annual Review of Medicine, 2,</i> 327-342. doi: 10.1146/annurev.me.02.020151.001551&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1645-0086201500020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vaz Serra, S. (1994). <i>Invent&aacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica da Depress&atilde;o</i>. Coimbra: Edi&ccedil;&atilde;o Psiquiatria Cl&iacute;nica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1645-0086201500020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Veiga, J. &amp; Gon&ccedil;alves, M. (2009). <i>A influ&ecirc;ncia do exerc&iacute;cio f&iacute;sico na ansiedade, depress&atilde;o e stress</i>. Recuperado em Outubro, 10, 2014, em <a href="http://www.psicologia.com.pt" target="_blank">www.psicologia.com.pt</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1645-0086201500020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wang, P., Aguilar-Gaxiola, S., AlHamzawi, A., Alonso, J., Angermeyer, M., Borges,G., Kessler, R. (2011). Treated and untreated prevalence of mental disorder worldwide. In G. Thornicroft, G. Szmukler, K. Mueser &amp; R. Drake (Eds.),<i> Oxford Textbook of Community Mental Health </i>(pp. 50-66). New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1645-0086201500020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
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