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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[&#8220;Para mim é fácil&#8221;: Escala de avaliação de competências pessoais e sociais]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[&#8220;For me it easy&#8221;: social and personal skills scale]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The personal and social skills play a key role in children and adolescents development, as well as their behavior towards risk factors. The Scale " For me it Easy " is a measuring instrument of personal and social skills that was built and validity by Adventure Social Team www.aventurasocial.com .This manuscript aims to study the validation of the instrument. The study includes 960 Portuguese children and adolescents with a mean age of 12.5 years (SD = 1.61). Were included 56.8 % boys of different educational levels. The studied version of the instruments demonstrated good psychometric properties and the factor structure identifies 5 dimensions of personal and social skills (Basic Skills, Problem Solving, Emotional Regulation, Interpersonal Relationships and Defining Objectives). . The Scale "Easy for me" can be considered an instrument that meets a need and contributes to the research and evaluation of intervention in Portuguese children and adolescents, especially in prevention and promotion of personal and social skills and healthy development.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>&#8220;Para mim é fácil&#8221;: Escala de avaliação de competências pessoais e sociais</b></p>     <p><b>&#8220;For me it easy&#8221;: social and personal skills scale</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>T&acirc;nia Gaspar<sup> 1</sup>,&amp; Margarida Gaspar de Matos<sup> 2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> PhD,Universidade Lusiada de Lisboa, ISAMB/Faculdade de Medicina/Universidade de Lisboa,</p>     <p><sup>2</sup> PhD, FMH/Universidade de Lisboa, CMDT/IHMT/Universidade Nova de Lisboa</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As compet&ecirc;ncias pessoais e sociais t&ecirc;m um papel fundamental no desenvolvimento das crian&ccedil;as e adolescentes, assim como no seu comportamento face aos fatores de risco.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Escala &ldquo;Para mim &eacute; f&aacute;cil&rdquo; &eacute; um instrumento de medida das compet&ecirc;ncias pessoais e sociais que foi constru&iacute;do e validado pela Equipa Aventura Social <a href="http://www.aventurasocial.com" target="blank">www.aventurasocial.com</a>.</p>     <p>O presente artigo tem como objetivo o estudo da valida&ccedil;&atilde;o do instrumento.</p>     <p>O estudo inclui 960 crian&ccedil;as e adolescentes Portugueses, com m&eacute;dia de idades de 15,3 anos (DP=3,7). Inclui 56,8% rapazes de diferentes n&iacute;veis de escolaridade. A vers&atilde;o estudada do Instrumentos demonstrou boas propriedades m&eacute;tricas, e a estrutura fatorial identifica 5 dimens&otilde;es da compet&ecirc;ncia social e pessoal (Compet&ecirc;ncias B&aacute;sicas, Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas, Regula&ccedil;&atilde;o Emocional, Rela&ccedil;&otilde;es Interpessoais e Defini&ccedil;&atilde;o de Objetivos).</p>     <p>A Escala &ldquo;Para mim &eacute; f&aacute;cil&rdquo; pode ser considerada um instrumento que responde a uma necessidade e contribui para a investiga&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as e adolescentes Portugueses no &acirc;mbito especificamente da preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais e de um desenvolvimento saud&aacute;vel.</p>     <p><b>Palavras-chave </b><i>-</i> Compet&ecirc;ncias; Crian&ccedil;as/Adolescentes; Avalia&ccedil;&atilde;o</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The personal and social skills play a key role in children and adolescents development, as well as their behavior towards risk factors.</p> The Scale &quot; For me it Easy &quot; is a measuring instrument of personal and social skills that was built and validity by Adventure Social Team <a href="http://www.aventurasocial.com" target="blank">www.aventurasocial.com</a> .This manuscript aims to study the validation of the instrument.     <p></p> The study includes 960 Portuguese children and adolescents with a mean age of 12.5 years (SD = 1.61). Were included 56.8 % boys of different educational levels. The studied version of the instruments demonstrated good psychometric properties and the factor structure identifies 5 dimensions of personal and social skills (Basic Skills, Problem Solving, Emotional Regulation, Interpersonal Relationships and Defining Objectives). .     <p></p> The Scale &quot;Easy for me&quot; can be considered an instrument that meets a need and contributes to the research and evaluation of intervention in Portuguese children and adolescents, especially in prevention and promotion of personal and social skills and healthy development.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p><b>Key-words: </b>Skills; Children/adolescents; Assessment</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A aprendizagem das compet&ecirc;ncias pessoais e sociais come&ccedil;a logo no in&iacute;cio da vida e continua pela vida fora, acontecendo, em geral, como um processo natural de imita&ccedil;&atilde;o, sublinhando o papel dos modelos sociais dispon&iacute;veis no envolvimento do indiv&iacute;duo (Bandura, 1976).</p>     <p>Neste contexto, Beauchamp e Anderson (2010), referem que estas compet&ecirc;ncias surgem gradualmente durante a inf&acirc;ncia e a adolesc&ecirc;ncia, como resultado de uma rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica entre o sujeito e o meio. Quando tal n&atilde;o se verifica, poder&atilde;o surgir situa&ccedil;&otilde;es de isolamento social, ansiedade e redu&ccedil;&atilde;o de autoestima, que poder&atilde;o vir a ter grande impacto no desenvolvimento positivo do sujeito.</p>     <p>Cacioppo (2002) refere que as compet&ecirc;ncias pessoais e sociais s&atilde;o essenciais para a capacidade do indiv&iacute;duo desenvolver e manter rela&ccedil;&otilde;es duradouras, bem como para a sua identidade e participa&ccedil;&atilde;o na comunidade.</p>     <p>A promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais em crian&ccedil;as e adolescentes implica uma abordagem desenvolvimentista e uma abordagem ecol&oacute;gica (Bronfenbrenner, 2001; 2005). O desenvolvimento positivo e saud&aacute;vel, a potencial mudan&ccedil;a de comportamento, cren&ccedil;as e atitudes existe como consequ&ecirc;ncia de uma influ&ecirc;ncia global das rela&ccedil;&otilde;es entre o indiv&iacute;duo em desenvolvimento, de fatores biol&oacute;gicos, psicol&oacute;gicos, fam&iacute;lia, comunidade, cultura, ambiente f&iacute;sico e nicho hist&oacute;rico. As regula&ccedil;&otilde;es e o equil&iacute;brio para um desenvolvimento adaptativo emergem desta bidirecional intera&ccedil;&atilde;o, entre o indiv&iacute;duo e o seu contexto, promovendo o bem-estar e qualidade de vida de ambos os componentes (Lerner, Almerigi, Theokas &amp; Lerner, 2005).</p>     <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, na &aacute;rea da interven&ccedil;&atilde;o na comunidade, nomeadamente na &aacute;rea da sa&uacute;de mental, tem-se assistido a uma mudan&ccedil;a de paradigma onde o enfoque na interven&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, com base no indiv&iacute;duo em risco ou &ldquo;desviante&rdquo;, vai dando lugar &agrave; import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o do mesmo num processo de desenvolvimento pessoal e social, desejavelmente, de forma preventiva (Matos, et al, 2012).</p>     <p>Um desenvolvimento positivo na adolesc&ecirc;ncia contribui positivamente para o <i>Self</i>, para a fam&iacute;lia, para o grupo de pares, para a comunidade e para a sociedade civil. Implicando o desenvolvimento de diversas compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas, denominadas pelos cinco C: (1) Compet&ecirc;ncia, perspetiva positiva sobre a pr&oacute;pria a&ccedil;&atilde;o em diversos dom&iacute;nios, incluindo o social (rela&ccedil;&otilde;es interpessoais; comunica&ccedil;&atilde;o; resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos), cognitivo (processamento de informa&ccedil;&atilde;o; tomada de decis&atilde;o), acad&eacute;mico (avalia&ccedil;&otilde;es e frequ&ecirc;ncia e envolvimento escolar) e vocacional (futuro/carreira); (2) Confian&ccedil;a, perce&ccedil;&atilde;o de autoestima e de autoefic&aacute;cia, perspetiva do valor global do pr&oacute;prio; (3) Liga&ccedil;&atilde;o &ldquo;<i>Connection</i>&rdquo;, liga&ccedil;&otilde;es positivas com pessoas e institui&ccedil;&otilde;es (pares, fam&iacute;lia, escola e comunidade) com os quais se estabelecem rela&ccedil;&otilde;es bidirecionais; (4) Car&aacute;cter respeito pelas regras sociais e culturais, sentido do bem e do mal e integridade; (5) Compaix&atilde;o, sentido de simpatia e empatia para com os outros (Lerner et al, 2005).</p>     <p>Uma interven&ccedil;&atilde;o eficaz deve ter em considera&ccedil;&atilde;o fatores de risco e fatores de prote&ccedil;&atilde;o. Os fatores de risco aumentam a probabilidade de envolvimento em comportamentos negativos, podendo estes ser de origem socioecon&oacute;mica, comunit&aacute;rios, interpessoais (Fam&iacute;lia, amigos, professores, colegas etc.) e individuais. Os fatores de prote&ccedil;&atilde;o, pelo contr&aacute;rio diminuem a probabilidade de manifesta&ccedil;&atilde;o de comportamentos com consequ&ecirc;ncias negativas, podendo ter a mesma origem dos fatores de risco. A preven&ccedil;&atilde;o deve assim ser vista numa &oacute;tica sist&eacute;mica que engloba n&atilde;o apenas os per&iacute;odos cr&iacute;ticos, como a adolesc&ecirc;ncia, mas que contemple per&iacute;odos de desenvolvimento anteriores e as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, especialmente as precoces, com os pais, devendo a fam&iacute;lia e a escola estar envolvidas no processo de preven&ccedil;&atilde;o. Sendo esta &uacute;ltima um local de excel&ecirc;ncia para o treino de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais (Moreira, 2001; WHO, 1999).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Programas que abordem a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais (membros da fam&iacute;lia, escola e comunidade) podem melhorar substancialmente o desenvolvimento emocional, social, cognitivo e f&iacute;sico da crian&ccedil;a e adolescente. A escola &eacute; uma estrutura social crucial para a educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e adolescentes na prepara&ccedil;&atilde;o para a vida, no entanto, deveriam ter uma abordagem educacional mais alargada, promotora de um desenvolvimento social e emocional mais saud&aacute;vel dos alunos, envolvendo tamb&eacute;m as fam&iacute;lias e a comunidade (Gaspar, 2010). A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (WHO; 2001) desenvolveu um curr&iacute;culo educacional de compet&ecirc;ncias de vida, no qual, os professores podem promover junto dos alunos compet&ecirc;ncias psicossociais, tais como, compet&ecirc;ncias de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, pensamento cr&iacute;tico, comunica&ccedil;&atilde;o e relacionamento interpessoal, empatia e gest&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es. Estas compet&ecirc;ncias permitem &agrave;s crian&ccedil;as e adolescentes desenvolverem uma sa&uacute;de mental positiva e um maior bem-estar. &Eacute; fundamental, promover um bom ambiente sociocultural, a n&iacute;vel escolar e comunit&aacute;rio. Atrav&eacute;s do desenvolvimento de compet&ecirc;ncias de toler&acirc;ncia, empatia e igualdade entre rapazes e raparigas, entre diferentes grupos &eacute;tnicos, religiosos ou diferentes grupos sociais. Esta a&ccedil;&atilde;o passa, tamb&eacute;m, por estabelecer mais e melhores conex&otilde;es entre a escola, fam&iacute;lia e comunidade, encorajando criatividade, compet&ecirc;ncias acad&eacute;micas e promove a autoestima e autoconfian&ccedil;a das crian&ccedil;as e dos adolescentes (Gaspar et al., 2012, Matos 2005; WHO,2001).</p>     <p>Matos (2005), refere-se &agrave; import&acirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de Programas de Promo&ccedil;&atilde;o de Compet&ecirc;ncias Pessoais e Sociais, como meio para ajudar os indiv&iacute;duos a desenvolver as suas capacidades pessoais e relacionais, promovendo o autoconhecimento e o autoconceito, e a reflex&atilde;o sobre o modo como se relacionam com os outros e com as situa&ccedil;&otilde;es do dia-a-dia, encontrando alternativas adequadas a cada situa&ccedil;&atilde;o, quer do ponto de vista da autorregula&ccedil;&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, quer do ponto de vista do estabelecimento e manuten&ccedil;&atilde;o de uma rede de apoio social.</p>     <p>Como referem Machado e colaboradores (2008), o desenvolvimento precoce do conhecimento das emo&ccedil;&otilde;es est&aacute; diretamente ligado &agrave;s compet&ecirc;ncias acad&eacute;micas e &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o entre partes, sendo importante neste contexto haver um entendimento de como surgem as emo&ccedil;&otilde;es, no sentido de um maior dom&iacute;nio destas. Sendo relevantes a&ccedil;&otilde;es ligadas ao desenvolvimento de vocabul&aacute;rio relacionado com aspetos emocionais, no sentido de melhorar as compet&ecirc;ncias emocionais.</p>     <p>Segundo Ruzani e Groissman (2008) as lideran&ccedil;as juvenis s&atilde;o essenciais no movimento social de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, atrav&eacute;s de elementos que incutam orienta&ccedil;&otilde;es saud&aacute;veis dentro dos seus grupos, tornando-se num modelo comportamental de refer&ecirc;ncia. Para al&eacute;m de determinadas compet&ecirc;ncias, o desafio destes jovens &eacute; tamb&eacute;m articular as contradi&ccedil;&otilde;es entre o paradigma de coexistir comos pares e tornar-se adulto, sem deixar de representar o seu grupo.</p>     <p>Desta forma, os adolescentes t&ecirc;m sido indicados como alvo preferencial de programas preventivos de Compet&ecirc;ncias Pessoais e Sociais, por se encontrarem pr&oacute;ximos do momento em que a ado&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de risco pode ter in&iacute;cio (Beco&ntilde;a, 2001; Hawkins, Catalano &amp; Arthur, 2002; Negreiros, 1998).</p>     <p>McIntyre e Ara&uacute;jo (1999) defendem que &eacute; com base em teorias e modelos de mudan&ccedil;a de comportamento que se delineiam programas promotores de sa&uacute;de e interven&ccedil;&otilde;es preventivas de comportamentos de risco. Conclui-se, que a avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia dos programas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de se constitui como fator primordial na condu&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&otilde;es/interven&ccedil;&otilde;es rigorosas e met&oacute;dicas.</p>     <p>O presente estudo pretende apresentar e validar uma nova escala de avalia&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias pessoais e sociais para crian&ccedil;as e adolescentes, denominada &ldquo;Para mim &eacute; f&aacute;cil&rdquo;. Esta escala pretende efetivamente avaliar as compet&ecirc;ncias numa perspetiva positiva e n&atilde;o numa perspetiva de falta de compet&ecirc;ncias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram inclu&iacute;das 960 crian&ccedil;as e adolescentes dos quais 56,7% rapazes. Em termos de grupo de idade, 24,5% tinham dos 8 aos 12 anos de idade, 25,1% dos 13 aos 15 anos e 50,4% com 16 ou mais anos. A <i>M</i> de idades &eacute; de 15,3 anos e o <i>DP</i> de 3,7</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>O Instrumento foi constru&iacute;do tendo como base a <i>checklist</i> de compet&ecirc;ncias sociais (Goldstein&nbsp; &amp; McGinnis, 1997) e o question&aacute;rio de autorregula&ccedil;&atilde;o emocional (Moilanen, 2007).</p>     <p>A escala inicial tinha 50 itens, foi testada junto de crian&ccedil;as, adolescentes, professores do 1&ordm;, 2&ordm; e 3&ordm; ciclos e psic&oacute;logos. As sugest&otilde;es e contribui&ccedil;&otilde;es por estes indicadas, nomeadamente, na exclus&atilde;o de alguns itens, altera&ccedil;&atilde;o de formula&ccedil;&atilde;o de outros, foram inclu&iacute;das na vers&atilde;o final aqui utilizada.</p>     <p>A vers&atilde;o final &eacute; constitu&iacute;da por 43 itens que abordam compet&ecirc;ncias das mais simples &agrave;s mais complexas, nos diversos contextos da crian&ccedil;a e jovem, tais como &ldquo;Para mim &eacute; f&aacute;cil dizer obrigado&rdquo;; &ldquo;Para mim &eacute; f&aacute;cil defender os meus direitos&rdquo;; &ldquo;Para mim &eacute; f&aacute;cil lidar com os colegas da escola&rdquo;.</p>     <p>Foram tamb&eacute;m utilizados dois instrumentos complementares para aprofundar o estudo da escala &ldquo;Para mim &eacute; f&aacute;cil&rdquo;. Um dos instrumentos complementares avalia uma vari&aacute;vel pessoal (bem-estar subjetivo) e outro que avalia uma vari&aacute;vel social (Suporte social).</p>     <p>Para medir o bem-estar subjetivo foi utilizada a escala KIDSCREEN-10 (Matos, Gaspar &amp; Sim&otilde;es, 2012). A sua boa consist&ecirc;ncia interna de fidelidade (<i>Cronback&rsquo;s alpha</i> = 0,82) e a boa fidelidade/estabilidade teste-reteste (r=0.73; ICC = 0.72) permitem avaliar de forma precisa e est&aacute;vel da HRQoL. A escala KIDSCREEN-10 permite diferenciar grupos; resultados baixos referem-se a sentimentos de tristeza, desajustados e insatisfeitos relativamente a vida familiar, pares e vida escolar, e resultados altos indicam o oposto: sentimentos de felicidade, ajustados e satisfeitos com fam&iacute;lia, escola e grupo de pares. O instrumento resulta num valor global, onde uma medida unidimensional representa o valor global das vers&otilde;es completas do KIDSCREEN (KIDSCREEN-52 e KIDSCREEN-27), adequado para estudos grandes e epidemiol&oacute;gicos (The KIDSCREEN Group Europe, 2006). De acordo com as orienta&ccedil;&otilde;es internacionais, a tradu&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio KIDSCREEN incluiu um processo de <i>Backtranslation</i>. A vers&atilde;o portuguese apresenta boas propriedades m&eacute;tricas e a an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria tem um modelo ajustado (Matos, Gaspar &amp; Sim&otilde;es, 2012).</p>     <p>Para medir a satisfa&ccedil;&atilde;o com suporte social, foi utilizada a escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o com o Suporte Social (Ribeiro, 1999) que mede o n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o com o suporte social e foi constru&iacute;do para popula&ccedil;&otilde;es de jovens adultos e adultos, em situa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a, tanto cronica como psicol&oacute;gica. Para a constru&ccedil;&atilde;o desta escala, um grupo de dimens&otilde;es relacionadas com sa&uacute;de e bem-estar foram consideradas, paralelamente a outras dimens&otilde;es. A vers&atilde;o original da escala &eacute; composta por 15 frases afirmativas para autopreenchimento. Os sujeitos marcam o n&iacute;vel com o qual concordam com a afirma&ccedil;&atilde;o (caso se aplique ao indiv&iacute;duo), numa escala tipo <i>Likert</i> variando entre &ldquo;Concordo Totalmente&rdquo; e &ldquo;Discordo Totalmente&rdquo;. Os 15 itens est&atilde;o distribu&iacute;dos entre quatro dimens&otilde;es ou fatores, gerados empiricamente, para medir os seguintes aspetos relacionados com a Satisfa&ccedil;&atilde;o com o Suporte Social: &ldquo;Satisfa&ccedil;&atilde;o com Amizades&rdquo;, &ldquo;Intimidade&rdquo;, &ldquo;Satisfa&ccedil;&atilde;o com a Fam&iacute;lia&rdquo; e &ldquo;Atividade Social&rdquo;. A Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o com o Suporte Social (Ribeiro, 1999) foi traduzida e adaptada para crian&ccedil;as e adolescentes portugueses por Gaspar, Ribeiro, Matos, Leal, &amp; Ferreira, 2009) e obteve uma consist&ecirc;ncia interna de &alpha;=0,77.</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Este estudo faz parte de uma investiga&ccedil;&atilde;o mais alargada que tem o objetivo de avaliar o impacto de um programa de promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais em crian&ccedil;as e adolescentes, desenvolvido pela Casa Pia de Lisboa, denominado CSI (Compet&ecirc;ncias Sociais Integradas). A iniciativa da realiza&ccedil;&atilde;o do mesmo partiu das escolas envolvidas. Assim, ap&oacute;s decis&atilde;o das dire&ccedil;&otilde;es das escolas envolvidas, os objetivos do estudo foram apresentados &agrave; comunidade escolar (professores, alunos e pais). A recolha de dados foi efetuada junto de alunos de 4 escolas de Lisboa. Os pais dos alunos participantes deram o seu consentimento. O instrumento foi de autopreenchimento e de participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria. A aplica&ccedil;&atilde;o foi efetuada em contexto de sala de aula.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a an&aacute;lise de dados foi utilizado o <i>software</i> SPSS 20, para realizar an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva, analise fatorial explorat&oacute;ria, correla&ccedil;&otilde;es e ANOVA.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Nos resultados primeiro ser&aacute; apresentada a an&aacute;lise fatorial da escala, para avaliar a sua estrutura fatorial. De seguida ser&atilde;o apresentados os dados descritivos e as propriedades psicom&eacute;tricas da escala e das dimens&otilde;es identificadas. Depois ser&atilde;o apresentadas as correla&ccedil;&otilde;es entre a Escala, suas dimens&otilde;es e as escalas complementares. Por fim ser&aacute; estudada a sensibilidade da Escala e das suas face &agrave;s diferen&ccedil;as de g&eacute;nero e idade.</p>     <p><i>Analise Fatorial da Escala &ldquo;para mim &eacute; f&aacute;cil&rdquo;</i></p>     <p>A an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria for&ccedil;ada a 5 fatores apresenta uma vari&acirc;ncia explicada cumulativa de 40,19%. O <i>Eigenvalue</i> para o primeiro fator &eacute; de 10, 45 que explica 24,30 da vari&acirc;ncia, o <i>Eigenvalue</i> para o segundo fator &eacute; de 2, 08 que explica 4,85 da vari&acirc;ncia, o <i>Eigenvalue</i> para o terceiro fator &eacute; de 1, 67 que explica 3,88 da vari&acirc;ncia, o <i>Eigenvalue</i> para o quarto fator &eacute; de 1,61 que explica 3,74 da vari&acirc;ncia, o <i>Eigenvalue</i> para o quinto fator &eacute; de 1,48 que explica 3,43 da vari&acirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a06q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise da Escala &ldquo;Para mim &eacute; f&aacute;cil&rdquo; quanto &agrave;s propriedades psicom&eacute;tricas mostrou uma boa consist&ecirc;ncia interna para a escala total (&alpha;=0,92) e para todos as 5 dimens&otilde;es com valores entre &alpha;=0,87 em&quot; Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas&quot; e &alpha;=0,62 no &quot; Defini&ccedil;&atilde;o de objetivos &quot;.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a06q2.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Verificam-se correla&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas entre quase todas as vari&aacute;veis, a correla&ccedil;&atilde;o mais elevada &eacute; entre a Escala Total e a dimens&atilde;o &ldquo;Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas&rdquo; (<i>r</i>=0,71) e correla&ccedil;&atilde;o mais baixa e negativa entre a dimens&atilde;o &ldquo;Defini&ccedil;&atilde;o de Objetivos&rdquo; e a dimens&atilde;o &ldquo;Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas&rdquo;(<i>r</i>=0,09). Verificam-se correla&ccedil;&otilde;es mais elevadas entre as dimens&otilde;es da Escala e entre as Escala e as suas dimens&otilde;es e correla&ccedil;&otilde;es mais moderadas entre a escala, suas dimens&otilde;es e as vari&aacute;veis complementares (bem-estar e satisfa&ccedil;&atilde;o com suporte social).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a06q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A grande maioria das crian&ccedil;as e jovens (70%) considera que tem compet&ecirc;ncias pessoais e sociais m&eacute;dias. As dimens&otilde;es que apresentam uma perce&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais mais baixa s&atilde;o a compet&ecirc;ncia de &ldquo;Regula&ccedil;&atilde;o Emocional&rdquo; (33,5%) e a compet&ecirc;ncia de &ldquo;Defini&ccedil;&atilde;o de Objetivos&rdquo; (52,9%).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q4"></a> <img src="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a06q4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> Foram analisadas as diferen&ccedil;as de G&eacute;nero e Idade na Escala &ldquo;para mim &eacute; f&aacute;cil&rdquo; atrav&eacute;s da ANOVA. Nos <a href="#q5">quadros 5</a> e <a href="#q6">6</a> est&atilde;o destacados em negrito o valor m&eacute;dio mais elevado (com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q5"></a> <img src="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a06q5.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="q6"></a> <img src="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a06q6.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas ligadas ao g&eacute;nero em tr&ecirc;s das dimens&otilde;es da compet&ecirc;ncia pessoal e social. Na dimens&atilde;o &ldquo;Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas&ldquo; e na dimens&atilde;o &ldquo;Regula&ccedil;&atilde;o Emocional&rdquo; s&atilde;o os rapazes que apresentam valores mais elevados de compet&ecirc;ncias, na dimens&atilde;o &ldquo;Compet&ecirc;ncias B&aacute;sicas&ldquo; s&atilde;o as raparigas que apresentam mais compet&ecirc;ncia. Na escala total e nas restantes duas dimens&otilde;es n&atilde;o foram identificadas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas ligadas ao g&eacute;nero.</p>     <p>Foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os tr&ecirc;s grupos de idade em quase todas as dimens&otilde;es da compet&ecirc;ncia pessoal e social com exce&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o &ldquo;Rela&ccedil;&otilde;es Interpessoais&rdquo; na qual n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas. Na Escala total e nas dimens&otilde;es &ldquo;Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas&ldquo;; &ldquo;Regula&ccedil;&atilde;o Emocional&rdquo;; &ldquo;Compet&ecirc;ncias B&aacute;sicas&ldquo; s&atilde;o as crian&ccedil;as at&eacute; aos 12 anos que apresentam valores mais elevados de compet&ecirc;ncias, na dimens&atilde;o &ldquo;Defini&ccedil;&atilde;o de Objetivos&rdquo; s&atilde;o os mais velhos que apresentam valores mais elevados o que nesta dimens&atilde;o revela menor perce&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>O presente estudo pretende apresentar e validar uma nova escala de avalia&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias pessoais e sociais para crian&ccedil;as e adolescentes, denominada &ldquo;Para mim &eacute; f&aacute;cil&rdquo;. Esta escala pretende avaliar as compet&ecirc;ncias numa perspetiva positiva.</p>     <p>A Escala apresenta boas propriedades psicom&eacute;tricas, pode ser utilizada como um facto &uacute;nico de medi&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia pessoal e social (&alpha;=0,917), ou analisada em cinco fatores/dimens&otilde;es que caracterizam a compet&ecirc;ncia social e pessoal, nomeadamente: Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas, Compet&ecirc;ncias B&aacute;sicas, Regula&ccedil;&atilde;o Emocional, Rela&ccedil;&otilde;es Interpessoais e Defini&ccedil;&atilde;o de Objetivos (entre &alpha;= 0,86 e &alpha;=0,61).</p>     <p>A correla&ccedil;&atilde;o da Escala Total e as suas dimens&otilde;es s&atilde;o elevadas e estatisticamente significativas, o que revela a correla&ccedil;&atilde;o entre o constructo e as suas dimens&otilde;es. A correla&ccedil;&atilde;o da escala/dimens&otilde;es com outras vari&aacute;veis pessoais (bem-estar subjetivo) e sociais (suporte social) s&atilde;o estatisticamente significativas mas moderadas o que remete para rela&ccedil;&atilde;o mas constructos distintos.</p>     <p>A grande maioria das crian&ccedil;as e jovens (70%) considera que tem compet&ecirc;ncias pessoais e sociais m&eacute;dias. A dimens&atilde;o que apresenta uma perce&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais mais baixa &eacute; a compet&ecirc;ncia de &ldquo;Regula&ccedil;&atilde;o Emocional&rdquo;. Estes dados permitem-nos planear a interven&ccedil;&atilde;o baseada nas necessidades da popula&ccedil;&atilde;o-alvo.</p>     <p>Foram finalmente analisadas as diferen&ccedil;as de G&eacute;nero e idade na Escala &ldquo;Para mim &eacute; f&aacute;cil&rdquo; atrav&eacute;s do teste da ANOVA.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na Escala Total n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as de g&eacute;nero. Foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas ligadas ao g&eacute;nero em tr&ecirc;s das dimens&otilde;es da compet&ecirc;ncia pessoal e social. Na dimens&atilde;o &ldquo;Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas&ldquo; e na dimens&atilde;o &ldquo;Regula&ccedil;&atilde;o Emocional&rdquo; s&atilde;o os rapazes que apresentam valores mais elevados de compet&ecirc;ncias, na dimens&atilde;o &ldquo;Compet&ecirc;ncias B&aacute;sicas&ldquo; s&atilde;o as raparigas que apresentam mais compet&ecirc;ncia.</p>     <p>Foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os tr&ecirc;s grupos de idade em quase todas as dimens&otilde;es da compet&ecirc;ncia pessoal e social com exce&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o &ldquo;Rela&ccedil;&otilde;es Interpessoais&rdquo; na qual n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas. Na Escala total e nas dimens&otilde;es &ldquo;Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas&ldquo;; &ldquo;Regula&ccedil;&atilde;o Emocional&rdquo;; &ldquo;Compet&ecirc;ncias B&aacute;sicas&ldquo; e &ldquo;Defini&ccedil;&atilde;o de Objetivos&rdquo; s&atilde;o as crian&ccedil;as at&eacute; aos 12 anos que apresentam valores mais elevados de compet&ecirc;ncias.</p>     <p>Os rapazes e as crian&ccedil;as que apresentam uma maior perce&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais.</p>     <p>A Escala &ldquo;Para mim &eacute; f&aacute;cil&rdquo; &eacute; uma proposta para a avalia&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias pessoais e sociais numa perspetiva positiva de compet&ecirc;ncias adquiridas. Permite avaliar as compet&ecirc;ncias mais robustas e as compet&ecirc;ncias mais fr&aacute;geis numa determinada popula&ccedil;&atilde;o. Considera-se um importante contributo para a investiga&ccedil;&atilde;o e essencialmente para recolher informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para o planeamento de uma interven&ccedil;&atilde;o baseada na evid&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Bandura, A. (1976) <i>Social Learning Theory. </i>New Jersey: Prentice Hall. ISBN-13: 978-- 0138167448. doi:org/10.4135/9781412959193&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1645-0086201500020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Beauchamp, M., &amp; Anderson, V. (2010). Social: An integrative framework for the development of social skills. <i>Psychological Bulletin, 136,</i> 39-64. doi:org/10.1037/a0017768.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1645-0086201500020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beco&ntilde;a, I. (2001). <i>Bases Te&oacute;ricas que Sustentan los Programas de Prevenci&oacute;n de Drogas</i>. Madrid: Plan Nacional sobre Drogas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1645-0086201500020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bec&otilde;na, I. (2002). <i>Bases Cient&iacute;ficas de la Prevenci&oacute;n de las rogo dependencias. </i>Madrid: Plan Nacional sobre Drogas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1645-0086201500020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (2001). Human development, bioecological theory of. In N. J. Smelser &amp; P. B. Baltes (Eds.) <i>International encyclopaedia of the social and</i> <i>behavioural sciences </i>(pp. 6963-6970). Oxford, UK: Elsevier&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1645-0086201500020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (2005). <i>Making human beings human: Bioecological perspectives on human development. </i>Thousand Oaks, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1645-0086201500020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cacioppo, J. (2002). Social neuroscience: understanding the pieces fosters understanding the whole and vice versa<i>. </i><i>American Psychologist, 57</i>, 819-31. doi:org/10.1037/0003-066X.57.11.819&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1645-0086201500020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gaspar, T. (2010). <i>Health-Related Quality of Life in Children and Adolescents: Personal and Social Factors that promote quality of life</i>. German: Lambert Academic Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1645-0086201500020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gaspar, T., Matos, M., Ribeiro, J.L., Leal, I., Erhart, M. &amp; Ravens-Sieberer, U. (2012). Health-related quality of life in children and adolescents: subjective wellbeing. <i>Spanish Journal of Psychology, 15,</i> 77-86. doi:org/10.5209/rev_SJOP.2012.v15.n1.37306&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1645-0086201500020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hawkins, J., Catalano, R. &amp; Arthur, M. (2002) Promoting science-based prevention in communities. <i>Addictive Behaviors</i>, 27, 951-976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1645-0086201500020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lerner, R., Almerigi, J., Theokas, C. &amp; Lerner, J. (2005). Positive Youth Development. <i>Journal of Early Adolescence, 25</i>, 10-16. doi:org/ 10.1177/0272431604273211&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1645-0086201500020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Machado, P., Ver&iacute;ssimo, M., Torres, N., Perceguina, I., Santos, A., &amp; Rol&atilde;o, T. (2008).Rela&ccedil;&otilde;es entre o conhecimento das emo&ccedil;&otilde;es, compet&ecirc;ncias acad&eacute;micas, as compet&ecirc;ncias sociais e a aceita&ccedil;&atilde;o entre pares. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 3 </i>(XXVI), 463-478.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1645-0086201500020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matos, M., Gaspar, T. &amp; Sim&otilde;es, C. (2012). Health-Related Quality of Life in Portuguese Children and Adolescents. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 25(2),</i> 230-237&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1645-0086201500020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Matos, M.G., Gaspar, T., Ferreira, M., Tom&eacute;, G., Camacho, I., Reis, M., Melo, P., Sim&otilde;es, C., Machado, R., Ramiro, L., &amp; Equipa Aventura Social (2012). Keeping a focus on self-regulation and competence: &ldquo;find your own style&rdquo;, a school based program targeting at risk adolescents. <i>Journal of Cognitive and Behavioral Psychotherapies, 12</i>(1), 39-48.</p>     <!-- ref --><p>Matos, M. (2005). <i>Comunica&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o de conflitos e sa&uacute;de na escola</i>. (3&ordf;ed.).Cruz Quebrada: FMH Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1645-0086201500020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Goldstein, A. P. &amp;McGinnis, E. (1997). Skillstreaming the Adolescents: New strategies and perspectives for teaching prossocial skills. (Rev. ed.). Champaign, IL, Research Press.&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Moilanen, K.L. (2007). The Adolescent Self-Regulatory Inventory: The development and validation of a questionnaire of short-term and long-term self-regulation. <i>Journal of Youth and Adolescence, 36</i>, 835-848. doi:org/10.1007/s10964-006-9107-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1645-0086201500020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Moreira, P. (2001). <i>Para uma Preven&ccedil;&atilde;o que Previna</i>. Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1645-0086201500020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>McIntyre, T. &amp; Ara&uacute;jo, S. (1999). Programas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de: Avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia de um programa de sa&uacute;de psicossexual para adolescentes (PPSA<i>). A</i> <i>Avalia&ccedil;&atilde;o da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de psicossexual na adolesc&ecirc;ncia </i>(pp. 616-631).</p>     <!-- ref --><p>Negreiros, J. (1998). <i>Preven&ccedil;&atilde;o do Abuso do &Aacute;lcool e Drogas nos Jovens</i>. Braga: Radic&aacute;rio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1645-0086201500020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ribeiro, J. (1999). Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o com o Suporte Social (ESSS). <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 3 (17) </i>547-558.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1645-0086201500020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ruzany, M., &amp; Groissman E. (2008.). <i>Sa&uacute;de do adolescente: compet&ecirc;ncias e habilidades</i>. Bras&iacute;lia: Editora do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.1:128-35. 12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1645-0086201500020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Word Health Organization (2000). <i>Health and health behaviour among young people</i>. Denmark: World Health Organization.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1645-0086201500020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>World Health Organization (2001). <i>Mental health: strengthening mental health promotion. </i><i>Fact sheet n&ordm; 220. </i>Geneve: World Health Organization.</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Universidade Lus&iacute;ada de Lisboa, CMDT/IHMT/Universidade Nova Lisboa. Rua da Junqueira n&ordm;188-198, 1349-001 Lisboa Portugal.Telef.:960172029. E-mail: <a href="mailto:tania.gaspar.barra@gmail.com">tania.gaspar.barra@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 01 de Julho de 2014/ Aceite em 13 de Junho de 2015</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Agradecimento &agrave; equipa do programa CSI (Compet&ecirc;ncias Sociais Integradas) da Casa Pia de Lisboa e a todas as escolas e participantes envolvidos.</p>     ]]></body>
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