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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Crise económica, saúde e doença]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Economic crises produce impacts on the health of the populations. Health risk factors increase while protection decreases. The effects manifest themselves differently in time but can be prevented or mitigated. To understand the negative effects of economic downturns on population health and ways to prevent them we search in MEDLINE, and other sites of evidence-based medicine, articles published from January 2000 until June 2013, using the MeSH terms: Economic crisis, Financial crisis, Health, Mental Health. The scientific production in recent years has shown the effects of economic crises on health. Infant mortality, mortality related to homicides and suicides increases whereas mortality from road accidents decreases. The rise in unemployment is associated with higher suicide rates. The most vulnerable groups are particularly affected. The effects of economic crises can be mitigated. Investment in active labor market policies reduces the impact of the recession on the population's mental health and decreases suicide rates. Strong social protection systems make societies more able to face adversity. Support programs for low-income families, institutions that create social networks, measures to combat over-indebtedness, decreased accessibility to alcohol and the proximity of mental health services to the people can make a difference. The adverse effects of economic crises on populations are predictable and can be mitigated with appropriate measures.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Crise Económica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Crise econ&oacute;mica, sa&uacute;de e doen&ccedil;a</b></p>     <p><b>Economic crisis, health and disease</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jos&eacute; Ant&oacute;nio Pereira de Jesus Antunes<sup>1</sup>,<sup>2</sup>›</b></p>     <p><sup>1</sup> Equipe de Tratamento de Toxicodependentes do Eixo Oeiras-Cascais</p>     <p><sup>2</sup>› Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de de Lisboa e Vale do Tejo, IP</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As crises econ&oacute;micas produzem impactos na sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es. Os fatores de risco para a sa&uacute;de aumentam enquanto os fatores protetores diminuem. Os efeitos manifestam-se em diferentes fases ao longo do tempo e podem ser prevenidos e mitigados. No sentido de estudar os efeitos negatives das crises econ&oacute;micas na sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es e as formas de os prevenir procur&aacute;mos na MEDLINE e em outros <i>sites </i>de Medicina baseada na evid&ecirc;ncia artigos publicados entre Janeiro de 2000 e Junho de 2013 usando os termos Mesh: Crise econ&oacute;mica, Crise financeira, Sa&uacute;de e Sa&uacute;de Mental. A produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica publicada mostra os efeitos das crises econ&oacute;micas na sa&uacute;de. A mortalidade infantil e a mortalidade relacionada com homic&iacute;dios e suic&iacute;dios aumentam enquanto a mortalidade por acidentes rodovi&aacute;rios diminui. O aumento do desemprego est&aacute; associado a um aumento das taxas de suic&iacute;dio. Os grupos mais vulner&aacute;veis s&atilde;o particularmente afetados em &eacute;pocas de crise econ&oacute;mica. Os efeitos das crises econ&oacute;micas podem ser mitigados. Investimentos em pol&iacute;ticas activas de emprego diminuem o impacto da recess&atilde;o na sa&uacute;de mental das popula&ccedil;&otilde;es amortecendo as suas consequ&ecirc;ncias negativas e diminuindo o suic&iacute;dio. Sistemas de prote&ccedil;&atilde;o social fortes tornam as sociedades mais aptas a resistir &agrave;s adversidades. Programas de apoio &agrave;s fam&iacute;lias de baixos rendimentos, a institui&ccedil;&otilde;es capazes de criar e promover redes sociais, medidas para combater o sobre-endividamento, diminuir a acessibilidade ao &aacute;lcool e centros de sa&uacute;de mental de proximidade podem fazer a diferen&ccedil;a. Os efeitos adversos das crises econ&oacute;micas nas popula&ccedil;&otilde;es s&atilde;o previs&iacute;veis e podem ser mitigados com medidas apropriadas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b><i>-</i> Crise Econ&oacute;mica, Crise Financeira, Sa&uacute;de, Sa&uacute;de Mental</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Economic crises produce impacts on the health of the populations. Health risk factors increase while protection decreases. The effects manifest themselves differently in time but can be prevented or mitigated. To understand the negative effects of economic downturns on population health and ways to prevent them we search in MEDLINE, and other sites of evidence-based medicine, articles published from January 2000 until June 2013, using the MeSH terms: Economic crisis, Financial crisis, Health, Mental Health. The scientific production in recent years has shown the effects of economic crises on health. Infant mortality, mortality related to homicides and suicides increases whereas mortality from road accidents decreases. The rise in unemployment is associated with higher suicide rates. The most vulnerable groups are particularly affected. The effects of economic crises can be mitigated. Investment in active labor market policies reduces the impact of the recession on the population&rsquo;s mental health and decreases suicide rates. Strong social protection systems make societies more able to face adversity. Support programs for low-income families, institutions that create social networks, measures to combat over-indebtedness, decreased accessibility to alcohol and the proximity of mental health services to the people can make a difference. The adverse effects of economic crises on populations are predictable and can be mitigated with appropriate measures.</p>     <p><b>Key-words- </b>Economic Crisis, Financial Crisis, Health, Mental Health</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>As mudan&ccedil;as de ciclo econ&oacute;mico t&ecirc;m sido associadas a modifica&ccedil;&otilde;es nos n&iacute;veis de sa&uacute;de das comunidades (Edwards, 2008). As crises econ&oacute;micas produzem impactos particularmente gravosos na sa&uacute;de f&iacute;sica e mental das popula&ccedil;&otilde;es. Na realidade o decl&iacute;nio da atividade econ&oacute;mica associa-se habitualmente a uma sequ&ecirc;ncia de fen&oacute;menos como o aumento do desemprego, da exclus&atilde;o social e da pobreza assim como &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o do investimento em servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de e de prote&ccedil;&atilde;o social por parte dos estados, que acabam por se constituir em fatores de risco de adoecer. As crises econ&oacute;micas est&atilde;o associadas a uma diminui&ccedil;&atilde;o dos fatores protetores e a um aumento dos fatores de risco para a sa&uacute;de. Quer as circunst&acirc;ncias da vida di&aacute;ria - as condi&ccedil;&otilde;es em que as pessoas nascem, crescem, vivem, trabalham, quer os fatores estruturais dessas condi&ccedil;&otilde;es (distribui&ccedil;&atilde;o de poder, dinheiro e recursos) conhecidas por determinantes sociais da sa&uacute;de s&atilde;o influenciadas pelas crises financeiras (WHO, 2011). A descri&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise do estado de sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es faz-se recorrendo aos chamados indicadores de sa&uacute;de, que s&atilde;o medidas de caracter&iacute;sticas que permitem quantificar e avaliar o estado de sa&uacute;de dessas mesmas popula&ccedil;&otilde;es, conhecer os grupos de risco, fazer compara&ccedil;&otilde;es entre pa&iacute;ses e ao longo do tempo, bem como detetar tend&ecirc;ncias evolutivas.</p>     <p>Os efeitos das crises econ&oacute;micas manifestam-se de forma diversa. Alguns revelam-se a curto prazo enquanto outros s&oacute; se tornam manifestos a longo prazo, podem ser diretos ou indiretos e de natureza revers&iacute;vel ou irrevers&iacute;vel. As crises ao fazerem variar a distribui&ccedil;&atilde;o de rendimentos fazem variar da mesma forma a sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es. O rendimento <i>per capita</i> dos pa&iacute;ses e a sua distribui&ccedil;&atilde;o determina o n&iacute;vel de sa&uacute;de dos mesmos (Babones, 2008). Existe atualmente suficiente evid&ecirc;ncia acumulada sobre as consequ&ecirc;ncias das crises econ&oacute;micas, obtida a partir de estudos sobre crises anteriores e da forma como afetaram os pa&iacute;ses e o povos. S&atilde;o tamb&eacute;m conhecidas as formas de atenuar e minorar os impactes negativos.</p>     <p>Sobre a crise atual que se iniciou em 2008, nos pa&iacute;ses europeus com dados publicados, nota-se que as taxas de suicido que declinavam at&eacute; 2008 sofreram uma invers&atilde;o da tend&ecirc;ncia e est&atilde;o em aumento (McKee, Karanikolos, Belcher, &amp; Stuckler, 2012). Na Inglaterra a associa&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio com o desemprego entre 2008 e 2010 foi documentada por Barr, Taylor-Robinson, Scott-Samuel, McKee e Stuckler (2012). A Gr&eacute;cia parece ser o pa&iacute;s mais fortemente afetado. Devido &agrave; crise econ&oacute;mica e &agrave; austeridade imposta, o or&ccedil;amento dos hospitais p&uacute;blicos foi cortado em cerca de 40% (Kentikelenis, et.al. 2011) e come&ccedil;am a aparecer sinais preocupantes em termos do aumento de doen&ccedil;as infeciosas incluindo a mal&aacute;ria (Danis, et al., 2011). O aumento das infe&ccedil;&otilde;es pelo HIV (V&iacute;rus da Imunodefici&ecirc;ncia Humana) entre toxicodependentes subiu acentuadamente (Kentikelenis, et al., 2011). Os estudos publicados sobre a situa&ccedil;&atilde;o grega mostram uma associa&ccedil;&atilde;o entre a baixa de rendimentos e as taxas de homic&iacute;dio, de div&oacute;rcio e de mortalidade (Giotakos, Karabelas, &amp; Kafkas, 2011) e os suic&iacute;dios entre 2007 e 2009 aumentaram 17%. A principal explica&ccedil;&atilde;o para esta evolu&ccedil;&atilde;o ter&aacute; a ver com ver com a dificuldade em suportar altos n&iacute;veis de endividamento pessoal e familiar (Kentikelenis, et al., 2011). Em Espanha um estudo mostrou um aumento do atendimento em Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios de doentes com problemas de sa&uacute;de mental especialmente com depress&atilde;o (Gilli, Roca, Basu, McKee, &amp; Stuckler, 2012).</p>     <p>Existe pouca evid&ecirc;ncia publicada sobre o impacto da crise econ&oacute;mica em Portugal no campo da sa&uacute;de. Mas alguns indicadores e os poucos estudos realizados esbo&ccedil;am um panorama preocupante. Um dos estudos realizados em Portugal, tentando quantificar os impactos da crise na sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o duma regi&atilde;o do Alto Minho, aponta para um aumento das tentativas de suic&iacute;dio de 47% no sexo feminino e de 35% no sexo masculino entre 2011 e 2012 e estima que, os casos de depress&atilde;o tenham aumentado em 30% nesta regi&atilde;o, durante o mesmo intervalo de tempo, enquanto os internamentos compulsivos subiram 76% o que poder&aacute; ser atribu&iacute;vel ao agravamento das situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas de doen&ccedil;a mental, devido &agrave; desadequada ades&atilde;o &agrave; terap&ecirc;utica (Barbosa, 2013 como citado em OPSS, 2013). Entre 2011 e 2012 o Instituto Nacional da Farm&aacute;cia e do Medicamento (INFARMED) verificou um aumento de 7,6% na aquisi&ccedil;&atilde;o de antidepressivos e estabilizadores de humor. Os ansiol&iacute;tico e hipn&oacute;ticos tiveram um ligeiro aumento de 1,5%&nbsp; no mercado ambulat&oacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com dados do Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE), em 2010 os valores do suic&iacute;dio ultrapassaram pela primeira vez as mortes por acidentes rodovi&aacute;rios. Em 2011 houve um aumento da mortalidade infantil, devido ao incremento da mortalidade neonatal, conforme assinalou a Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de (DGS) em relat&oacute;rio publicado em Janeiro de 2013. A viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica apresentou, segundo a Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Apoio &agrave; Vitima (APAV), um acr&eacute;scimo de 8,8% de 2010 para 2011 e de 10% de 2011 para 2012.</p>     <p>No que respeita ao movimento assistencial, a compara&ccedil;&atilde;o entre o primeiro trimestre de 2012 ap&oacute;s o aumento das taxas moderadores e a modifica&ccedil;&atilde;o do sistema de isen&ccedil;&otilde;es, com igual per&iacute;odo do ano anterior mostra uma redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de utilizadores e da taxa global de utiliza&ccedil;&atilde;o em todas as Administra&ccedil;&otilde;es Regionais de Sa&uacute;de (OPSS, 2012). Johnson, Goss, Berckman e Arachu (2012) chamaram a aten&ccedil;&atilde;o para o facto de a introdu&ccedil;&atilde;o de taxas moderadoras poder provocar uma diminui&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de bem como um atraso na procura de cuidados e/ou presta&ccedil;&atilde;o incompleta e inadequada de cuidados de sa&uacute;de. As taxas de utiliza&ccedil;&atilde;o ou de modera&ccedil;&atilde;o poder&atilde;o constituir uma importante barreira no acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, especialmente das pessoas com rendimentos mais baixos que n&atilde;o estejam isentas (James, et al., 2006).</p>     <p>Os resultados de um estudo sobre o bem-estar das fam&iacute;lias portuguesas publicado em 2012 mostram que 22,2% dos inquiridos referiram redu&ccedil;&atilde;o de despesas com a sa&uacute;de. Mas nas fam&iacute;lias com um ou mais elementos desempregados (20% das fam&iacute;lias inquiridas), esta redu&ccedil;&atilde;o deu-se em 39,9% dos casos (SEDES, 2012). Existem fortes ind&iacute;cios de que o acesso aos cuidados de sa&uacute;de em Portugal diminuiu por uma conjuga&ccedil;&atilde;o de diversos fatores como sejam o empobrecimento, o aumento das taxas moderadoras, dos tempos de espera, as dificuldades nos transportes de doentes e o encurtamento de hor&aacute;rios e encerramento de servi&ccedil;os (OPSS, 2012).</p>     <p>At&eacute; recentemente, o custo humano das pol&iacute;ticas de austeridade foi em grande parte invis&iacute;vel. Uma raz&atilde;o importante foi a falta de dados relevantes. Em marcado contraste com os dados financeiros, alguns dos quais est&atilde;o dispon&iacute;veis instantaneamente e outros, tais como os do crescimento econ&oacute;mico, em poucas semanas, os dados sobre a mortalidade em muitos pa&iacute;ses, t&ecirc;m um atraso de v&aacute;rios anos. Assim, &eacute; s&oacute; agora, que a trag&eacute;dia que aflige parte da Europa se est&aacute; tornando aparente (McKee, et al., 2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O que nos mostra a evid&ecirc;ncia sobre a mortalidade e a morbilidade</b></p>     <p>Segundo o Fundo Monet&aacute;rio Internacional (Leaven &amp; Valencia, 2012) desde 1970 at&eacute; finais de 2008 aconteceram no mundo 447 crises financeiras nacionais (124 crises banc&aacute;rias, 208 de desvaloriza&ccedil;&atilde;o da moeda, 63 de divida externa dos pa&iacute;ses, 42 duplas e 10 triplas). O que diferencia a atual crise das precedentes foi a sua extens&atilde;o r&aacute;pida &agrave; economia real por cont&aacute;gio entre pa&iacute;ses numa economia global. A produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica estudou exaustivamente em termos de impactos na sa&uacute;de crises como as que surgiram ap&oacute;s a desintegra&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, a Crise da Argentina na viragem do s&eacute;culo, a Crise nos Pa&iacute;ses do Sudoeste Asi&aacute;tico e a Crise na Finl&acirc;ndia nos anos noventa. Particularmente bem estudado est&aacute; tamb&eacute;m o impacto do desemprego na sa&uacute;de f&iacute;sica e mental das popula&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Stuckler, Basu, Suhrcke, Coutts e McKee (2009) num trabalho onde analisam a influ&ecirc;ncia das condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas, medidas atrav&eacute;s do desemprego e os efeitos dos gastos em prote&ccedil;&atilde;o social sobre as taxas de mortalidade em 26 pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia entre 1970 e 2008 conclu&iacute;ram que o aumento da taxa de desemprego est&aacute; associado a um aumento no n&uacute;mero de suic&iacute;dios e que o investimento em pol&iacute;ticas ativas de emprego pode minorar esse impacto. Observaram tamb&eacute;m uma diminui&ccedil;&atilde;o da mortalidade por acidentes rodovi&aacute;rios nos per&iacute;odos de recess&atilde;o econ&oacute;mica, mas n&atilde;o encontraram influ&ecirc;ncias sobre as outras causas de mortalidade.</p>     <p>Em 2009 Falagas, Vouloumanou, Mavros e Karageorgopoulos, fazem uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica dos artigos cient&iacute;ficos publicados at&eacute; 2008 analisando a mortalidade geral e a mortalidade por causas espec&iacute;ficas, comparando os per&iacute;odos de crise com a situa&ccedil;&atilde;o antes e depois desses per&iacute;odos. Nesta revis&atilde;o entraram em linha de conta com cinco estudos referentes &agrave; R&uacute;ssia, dois estudos sobre a Coreia do Sul, outros dois relativos a pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina (Per&uacute; e M&eacute;xico) um &agrave; Bulg&aacute;ria e outro a Madag&aacute;scar. A principal conclus&atilde;o desta revis&atilde;o sistem&aacute;tica foi que nos per&iacute;odos de crise econ&ocirc;mica, nos pa&iacute;ses menos desenvolvidos, h&aacute; um aumento da mortalidade por todas as causas na popula&ccedil;&atilde;o em geral. Isto deve-se ao aumento das taxas de mortalidade na maioria das principais causas de morte, tais como doen&ccedil;as cardiovasculares, infe&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias e doen&ccedil;as do f&iacute;gado. A mortalidade infantil, bem como a mortalidade relacionada com suic&iacute;dios e homic&iacute;dios tamb&eacute;m aumenta, enquanto a mortalidade por acidentes rodovi&aacute;rios diminui. Outra crise particularmente bem estudada foi a que resultou do desmantelamento da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica. Entre 1990 e 1994 a taxa de mortalidade estandardizada por idade aumentou na R&uacute;ssia cerca de 30% e a esperan&ccedil;a de vida nos homens caiu dos 68 para os 58 anos de idade. A causa principal foi o aumento da mortalidade dos homens em idade ativa por causas externas e doen&ccedil;a cardiovascular (Walberg, McKee, Shkolnikov, Chenet, &amp; Leon, 1998 como citado em Falagas, et al., 2009).</p>     <p>A aparente discord&acirc;ncia de resultados entre o estudo que analisou os pa&iacute;ses europeus e as conclus&otilde;es a que chegaram os que se debru&ccedil;aram sobre pa&iacute;ses menos desenvolvidos parece estar relacionada com os esquemas de prote&ccedil;&atilde;o social existentes nos pa&iacute;ses europeus e inexistentes nos pa&iacute;ses menos desenvolvidos. Os efeitos sobre a sa&uacute;de da crise econ&oacute;mica dos anos noventa na Mal&aacute;sia, foram substancialmente reduzidos comparativamente com os dos pa&iacute;ses vizinhos, porque este pa&iacute;s se recusou a seguir os conselhos da comunidade financeira internacional que aconselhavam a diminui&ccedil;&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o social. A li&ccedil;&atilde;o que ficou para outros pa&iacute;ses com a economia desenvolvida &eacute; a import&acirc;ncia da manuten&ccedil;&atilde;o dos investimentos dos governos em pol&iacute;ticas sociais (Hopkins, 2006).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em tempos de crise econ&oacute;mica os governos tendem a diminuir as despesas com os servi&ccedil;os de sa&uacute;de devido &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das receitas nos seus or&ccedil;amentos e o acesso a estes servi&ccedil;os pode piorar significativamente. A influ&ecirc;ncia duma crise financeira sobre os cuidados de sa&uacute;de e os seus resultados em doentes coron&aacute;rios hospitalizados foi documentada por Gurfinkel, Bozovich, Dabbus, Mautner e Andersen (2005) durante a Crise Argentina. Entre 1999 e 2002 a mortalidade intra-hospitalar por doen&ccedil;a coron&aacute;ria subiu al&eacute;m do esperado, o que pode ter ficado a dever-se, segundo os autores, a uma menor qualidade de cuidados e a um menor acesso a tecnologias e a material m&eacute;dico importado. O n&uacute;mero de doentes tratados com medicamentos mais caros baixou durante o per&iacute;odo de crise econ&oacute;mica e os procedimentos invasivos mais onerosos sofreram consider&aacute;veis atrasados. Willard, Shah, Leep e Ku (2012) que estudaram o impacto da crise econ&oacute;mica entre 2008 e 2010 nos departamentos de sa&uacute;de locais dos Estados Unidos da Am&eacute;rica conclu&iacute;ram que todas as &aacute;reas program&aacute;ticas foram afetadas pelos cortes, demonstrando que a capacidade de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de p&uacute;blica tinha sido prejudicada pela recess&atilde;o econ&oacute;mica.</p>     <p>V&aacute;rios fatores parecem mediar o aumento da mortalidade e da morbilidade observada em associa&ccedil;&atilde;o com crises econ&ocirc;micas. Os fatores psicol&oacute;gicos, tais como aumento dos n&iacute;veis de stresse ou depress&atilde;o parecem ser importantes causas indiretas do excesso de mortalidade observada durante per&iacute;odos de crise econ&oacute;mica (Colledge,1982 como citado em Falagas, et al., 2009). O stresse e a depress&atilde;o, t&ecirc;m sido considerados como fatores que contribuem para a morbilidade e mortalidade cardiovascular (Greenwood, Muir, Packham, &amp; Madeley,1996 como citado em Falagas, et al., 2009). Acontecimentos de vida stressantes ou desagrad&aacute;veis est&atilde;o associados a um aumento do risco de morte cardiovascular (Gump, Matthews, Eberly, &amp; Chang, 2005). Altera&ccedil;&otilde;es nas respostas neuro-end&oacute;crinas e imunes relacionadas com o humor podem contribuir para a instabilidade das placas ateroscler&oacute;ticas respons&aacute;veis pela trombog&eacute;nese (Kop &amp; Gottdiener, 2005).</p>     <p>A exposi&ccedil;&atilde;o ao stresse de longa dura&ccedil;&atilde;o est&aacute; associada &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o de diversos par&acirc;metros imunol&oacute;gicos (Segerstrom &amp; Miller, 2004). Existem hoje suficientes evid&ecirc;ncias de que as desregula&ccedil;&otilde;es da imunidade associadas ao stresse podem ter influ&ecirc;ncias na sa&uacute;de (Padgett &amp; Glass, 2003). As altera&ccedil;&otilde;es na fun&ccedil;&atilde;o imunit&aacute;ria que s&atilde;o observados na resposta ao stresse e a outros par&acirc;metros psicol&oacute;gicos podem tamb&eacute;m aumentar a suscetibilidade a v&aacute;rios tipos de doen&ccedil;as infeciosas, traduzindo-se num plaus&iacute;vel aumento de mortalidade nestas condi&ccedil;&otilde;es (Steptoe, Hamer, &amp; Chida, 2007).</p>     <p>Numa a revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica de 30 estudos Suhrcke et al. (2011) identificaram um agravamento das doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis em consequ&ecirc;ncia de uma crise econ&oacute;mica. As principais causas encontradas para esse agravamento foram o aumento da transmissibilidade resultante do empobrecimento das condi&ccedil;&otilde;es de vida, do pior acesso aos cuidados de sa&uacute;de e da menor ades&atilde;o &agrave; terap&ecirc;utica. Em situa&ccedil;&otilde;es de crise econ&oacute;mica verifica-se tamb&eacute;m uma diminui&ccedil;&atilde;o das atividades assistenciais programadas, sobretudo das associadas &agrave; preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, em favor do atendimento de situa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a aguda (Catalano, 2009).</p>     <p>A ang&uacute;stia psicossocial associada com eventos de vida desfavor&aacute;veis &#8203;&#8203;pode levar a mudan&ccedil;as nos estilos de vida, nos h&aacute;bitos pessoais e comportamentais favorecendo comportamentos de risco como sejam o abuso do &aacute;lcool ou drogas e o uso excessivo de tabaco (Cooper, Russell, Skinner, Frone, &amp; Mudar, 1992 como citado em Falagas, et al., 2009) contribuindo por esta via tamb&eacute;m para um aumento da mortalidade e morbilidade. Existem pois uma s&eacute;rie de mecanismos quer de &iacute;ndole psicol&oacute;gica, quer de &iacute;ndole comportamental e at&eacute; de altera&ccedil;&atilde;o na transmissibilidade das doen&ccedil;as que associados &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da acessibilidade aos cuidados podem explicar de uma forma plaus&iacute;vel o aumento da mortalidade e da morbilidade em tempos de crise econ&oacute;mica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A Sa&uacute;de Mental em tempos de crise econ&oacute;mica</b></p>     <p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de definiu Sa&uacute;de Mental como um estado de bem-estar no qual os indiv&iacute;duos realizam as suas capacidades, conseguem lidar com as tens&otilde;es normais da vida e trabalhar de forma produtiva e frut&iacute;fera para a sua comunidade (WHO, 2011). Uma boa Sa&uacute;de Mental permite a flexibilidade cognitiva e comportamental necess&aacute;ria para que as compet&ecirc;ncias sociais se manifestem assim como assegura a resili&ecirc;ncia necess&aacute;ria para lidar com os acontecimentos stressantes que s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es fundamentais para o bom funcionamento das fam&iacute;lias, comunidades e da sociedade em geral.&nbsp;</p>     <p>Os efeitos negativos da recess&atilde;o econ&oacute;mica sobre a Sa&uacute;de Mental manifestam-se num curto prazo (Suhrcke &amp; Suhrcke, 2012) ao contr&aacute;rio dos efeitos sobre a sa&uacute;de f&iacute;sica que tendem a ser mais demorados no tempo. O desemprego, a precariedade no trabalho e a falta de um sal&aacute;rio m&iacute;nimo influenciam negativamente a sa&uacute;de (WHO, 2011). As altera&ccedil;&otilde;es no mercado de trabalho e na regula&ccedil;&atilde;o laboral que acompanham as situa&ccedil;&otilde;es de crise econ&oacute;mica aumentam as exig&ecirc;ncias cognitivas e emocionais relacionadas com o trabalho. O absentismo e a sa&iacute;da do mercado de trabalho tamb&eacute;m aumentam devido a problemas relacionados com o stresse, ansiedade e situa&ccedil;&otilde;es relacionadas com a depress&atilde;o (J&auml;rvisalo, Andersen, Boedeker, &amp; Houtman, 2005).</p>     <p>Os mais pobres s&atilde;o os mais duramente afetados pela perda de rendimentos ou de casa (Edwards, 2008) fen&oacute;meno que n&atilde;o tem parado de aumentar em toda a Europa desde o in&iacute;cio da crise. Quanto mais baixo &eacute; o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico menor &eacute; a sa&uacute;de psicol&oacute;gica e emocional (Everson, Maty, &amp; Lynch, 2002). As d&iacute;vidas, as dificuldades financeiras e os problemas relacionados com o pagamento das presta&ccedil;&otilde;es da casa aumentam tamb&eacute;m os riscos de sofrer de problemas de sa&uacute;de mental (Taylor, Pevalin, &amp; Todd, 2007). Quanto mais d&iacute;vidas as pessoas acumulam, maior o risco de virem a sofrer de perturba&ccedil;&otilde;es mentais (Brown, Taylor, &amp; Price, 2005).&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As pessoas afetadas pelo desemprego e pelo empobrecimento t&ecirc;m um risco aumentado de sofrer de problemas de sa&uacute;de mental como depress&atilde;o, problemas relacionados com o &aacute;lcool e suic&iacute;dio comparativamente com os seus cong&eacute;neres n&atilde;o afetados (Mckee-Ryan, Song, Wanberg, &amp; Kinicki, 2005). Este risco apresenta uma diferen&ccedil;a de g&eacute;nero aumentando significativamente no sexo masculino (Artazcoz, Benach, Borrell, &amp; C&ograve;rtes, 2004). Os desempregados de longa dura&ccedil;&atilde;o do sexo masculino e com mais baixos n&iacute;veis educacionais s&atilde;o os que apresentam maior risco (Edwards, 2008). O aumento das taxas de desemprego est&aacute; associado nacional e regionalmente com o aumento do n&uacute;mero de suic&iacute;dios. Um estudo desenvolvido em Inglaterra entre 2008 e 2010 por Barr et al. (2012) demonstra a evid&ecirc;ncia da liga&ccedil;&atilde;o entre o aumento de suic&iacute;dios e a crise econ&oacute;mica que se iniciou em 2008.</p>     <p>As regi&otilde;es de Inglaterra com maiores aumentos do desemprego foram tamb&eacute;m as que tiveram maior aumento de suic&iacute;dios particularmente entre os homens. As mulheres parecem ter menos propens&atilde;o para este comportamento e maior resili&ecirc;ncia, fen&oacute;meno que foi igualmente detetado em outros pa&iacute;ses da Europa. A associa&ccedil;&atilde;o entre suic&iacute;dio e desemprego &eacute; mais importante do que quaisquer outras medidas de estatuto socioecon&oacute;mico. O desemprego parece ser um fator de risco independente para o suicido e a depress&atilde;o. S&atilde;o as &aacute;reas geogr&aacute;ficas caracterizadas pela alta fragmenta&ccedil;&atilde;o social que apresentam maiores taxas de suic&iacute;dio e esta associa&ccedil;&atilde;o &eacute; independente de priva&ccedil;&atilde;o (Smith, Whitley, Dorling, &amp; Gunnell, 2001).</p>     <p>Um estudo que analisou 26 pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia (UE), entre 1970 e 2007 concluiu que, nos indiv&iacute;duos com idades inferiores a 65 anos, cada aumento de 1% na taxa de desemprego estava associada a uma subida de 0,79% na taxa de suic&iacute;dio. Para aumentos superiores a 3%, na taxa de desemprego este impacte era ainda mais significativo, com uma subida de 4,45% na taxa de suic&iacute;dios e de 28% nas mortes decorrentes do consumo excessivo de &aacute;lcool (Stuckler, Basu et al., 2009). O desemprego &eacute; em termos de sa&uacute;de, um flagelo t&atilde;o grande quanto em termos sociais e est&aacute; altamente correlacionado n&atilde;o apenas com o suic&iacute;dio mas com os problemas relacionados com o &aacute;lcool, cirrose hep&aacute;tica, &uacute;lcera p&eacute;ptica e problemas de sa&uacute;de mental (Stuckler, King, &amp; McKee, 2009). O consumo de &aacute;lcool e as mortes relacionadas com o &aacute;lcool tendem a aumentar nos per&iacute;odos de recess&atilde;o econ&oacute;mica (Johansson, B&ouml;ckerman, Pr&auml;tt&auml;l&auml;, &amp; Uutela, 2006). Na Federa&ccedil;&atilde;o Russa as mudan&ccedil;as sociais depois da dissolu&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica em 1991 e da crise do rublo em 1998 foram seguidas por um aumento das mortes relacionadas com o &aacute;lcool (Zaridze, et al., 2009). Tamb&eacute;m na Uni&atilde;o Europeia grandes incrementos nas taxas de desemprego foram relacionados com o aumento do n&uacute;mero de mortes relacionadas com o &aacute;lcool (Stuckler, Basu, et al., 2009).</p>     <p>A exist&ecirc;ncia de redes sociais pode funcionar como fator de prote&ccedil;&atilde;o em tempos de crise econ&oacute;mica. O aumento das taxas de mortalidade na crise russa n&atilde;o atingiu a todos de igual forma. Grupos populacionais com maiores e melhores redes sociais sentiram menos este efeito. Em tempos de crise, &eacute; importante ter pessoas que possam emprestar dinheiro e fornecer comida ou abrigo ou que possam fornecer aconselhamento sobre onde encontrar ajuda. Os efeitos adversos para a sa&uacute;de foram reduzidos substancialmente nas zonas onde muitas pessoas eram membros de organiza&ccedil;&otilde;es sociais, como sindicatos, associa&ccedil;&otilde;es ou grupos desportivos (Stuckler, King, &amp; McKee, 2009).</p>     <p>As fam&iacute;lias s&atilde;o igualmente afetadas no seu conjunto pelas recess&otilde;es econ&oacute;micas. Os mecanismos principais s&atilde;o o desemprego com a consequente queda dos rendimentos e a emigra&ccedil;&atilde;o, com as sa&iacute;das de alguns dos seus elementos. O stresse provocado pelas dificuldades financeiras repercute-se na sa&uacute;de mental dos pais em termos da conjugalidade e da parentalidade acabando por influenciar a sa&uacute;de e bem-estar das crian&ccedil;as e adolescentes (Conger, Ge, &amp; Elder, 1994 como citado em WHO, 2011). Tamb&eacute;m a extrema pobreza na inf&acirc;ncia est&aacute; associada a <i>deficits</i> do desenvolvimento cognitivo, emocional e f&iacute;sico que se manifestam a longo prazo sobre a sa&uacute;de e o bem-estar. Um estudo de seguimento e base populacional desenvolvido por Solantus , Leinonen e Punam&auml;ki (2004) que acompanhou as crian&ccedil;as nascidas na Finl&acirc;ndia durante a crise econ&oacute;mica do in&iacute;cio dos anos noventa mostrou que ao atingirem a idade adulta uma em cada quatro tinha problemas com a justi&ccedil;a e uma em cada cinco havia recebido tratamento psiqui&aacute;trico. Os grupos mais vulner&aacute;veis da popula&ccedil;&atilde;o est&atilde;o particularmente expostos aos efeitos das crises econ&oacute;micas. Aqueles que vivem na pobreza ou no limiar da pobreza, as crian&ccedil;as e adolescentes, idosos, fam&iacute;lias monoparentais, emigrantes e minorias &eacute;tnicas s&atilde;o os mais expostos ao risco de exclus&atilde;o (WHO, 2011).&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Que fazer para minorar os efeitos adversos na sa&uacute;de das crises econ&oacute;micas? </b></p>     <p>Muitos dos efeitos adversos das crises econ&oacute;micas sobre a sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es podem ser prevenidos ou mitigados. Como atr&aacute;s se discutiu a exist&ecirc;ncia de fortes sistemas de prote&ccedil;&atilde;o social tornam as sociedades mais capazes de enfrentar as circunst&acirc;ncias adversas relacionadas com os per&iacute;odos de crise econ&oacute;mica. O investimento em pol&iacute;ticas ativas de emprego pode reduzir o impacto da recess&atilde;o econ&oacute;mica na sa&uacute;de mental das popula&ccedil;&otilde;es e reduzir o aumento da taxa de mortalidade por suicido.</p>     <p>Nos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia demonstrou-se que a cada aumento adicional de 100 d&oacute;lares <i>per capita</i> gastos ao ano em programas de pol&iacute;tica ativa de emprego se consegue uma redu&ccedil;&atilde;o de cerca de 0,4 % do n&uacute;mero de suic&iacute;dios associados &agrave; subida de 1% nas taxas de desemprego e um aumento igualmente de 100 d&oacute;lares em pol&iacute;ticas de apoio &agrave;s fam&iacute;lias permite reduzir em cerca de 0,2 % o efeito do desemprego sobre o suic&iacute;dio (Stuckler, Basu, et al., 2009). Os programas mais priorit&aacute;rios s&atilde;o os destinados aos desempregados de longa dura&ccedil;&atilde;o e com baixa escolaridade sobretudo do sexo masculino que s&atilde;o os que apresentam maior risco. As &aacute;reas com elevados n&iacute;veis de fragmenta&ccedil;&atilde;o social devem ser consideradas territ&oacute;rios de interven&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria.</p>     <p>A cobertura jornal&iacute;stica dos suic&iacute;dios deve ser feita cautelosamente. Em tempos de crise econ&oacute;mica o aumento de not&iacute;cias sensacionalistas sobre suic&iacute;dios, na comunica&ccedil;&atilde;o social, pode produzir um efeito de &laquo;bola de neve&raquo; enquanto reportagens respons&aacute;veis e bem elaboradas ajudam a diminuir este comportamento sobretudo em adolescentes (Hawton &amp; Williams, 2001). A colabora&ccedil;&atilde;o entre jornalistas e t&eacute;cnicos de sa&uacute;de sobre a melhor forma de comunicar not&iacute;cias relativas a suic&iacute;dios deve ser incentivada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As redes sociais funcionam como fatores de prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Aqueles que participam em atividades de grupo e que se sentem mais apoiados pelas suas comunidades apresentam maiores n&iacute;veis de sa&uacute;de mental do que aqueles que se encontram isolados e ficam mais propensos &agrave; depress&atilde;o. As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas devem apoiar ativamente associa&ccedil;&otilde;es, clubes desportivos e congrega&ccedil;&otilde;es religiosas que funcionam como promotoras de redes sociais.</p>     <p>O consumo de &aacute;lcool costuma aumentar em tempos de crise econ&oacute;mica com consequ&ecirc;ncias danosas para a sa&uacute;de. As pol&iacute;ticas que permitam diminuir a acessibilidade &agrave;s bebidas alco&oacute;licas nomeadamente atrav&eacute;s do aumento dos pre&ccedil;os levam &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o do consumo de &aacute;lcool e dos danos associados (Anderson, Chisholm, &amp; Fuhr, 2009). O aumento do pre&ccedil;o das bebidas alco&oacute;licas permite reduzir o n&uacute;mero de mortes relacionadas com o &aacute;lcool. A disponibiliza&ccedil;&atilde;o de programas de tratamento breve nomeadamente em Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios para os bebedores excessivos tem demonstrado tamb&eacute;m produzir bons resultados (Anderson, et al., 2009).</p>     <p>Uma das &aacute;reas chave em termos de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para proteger a sa&uacute;de mental passa por evitar o sobre-endividamento e assegurar aos afetados por este problema uma r&aacute;pida ajuda que lhes permita regressar a uma vida digna. Um estudo controlado feito em Inglaterra e no Pa&iacute;s de Gales junto de servi&ccedil;os de apoio a pessoas endividadas mostrou uma melhoria significativa no estado de sa&uacute;de nomeadamente em termos de depress&atilde;o e ansiedade (Williams &amp; Samson, 2007). A sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores destes servi&ccedil;os para aconselharem os clientes a recorrer aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e dos profissionais de sa&uacute;de para remeterem os seus pacientes a servi&ccedil;os de apoio &agrave; gest&atilde;o de d&iacute;vidas pode ajudar a minorar os efeitos negativos destas situa&ccedil;&otilde;es (Fitch, Hamilton, Bassett, &amp; Ryan, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>Os efeitos das crises econ&oacute;micas sobre a sa&uacute;de n&atilde;o s&atilde;o inevit&aacute;veis. Os estudos feitos sobre as crises anteriores ensinam onde e como atuar para mitigar os seus efeitos. O investimento em pol&iacute;ticas ativas de emprego bem como medidas que reforcem a coes&atilde;o social podem fazer a diferen&ccedil;a. Uma aten&ccedil;&atilde;o especial deve ser dada aos grupos mais vulner&aacute;veis da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Anderson, P., Chisholm, D., &amp; Fuhr, D. (2009). Effectiveness and cost-effectiveness of policies and programmes to reduce the harm caused by alcohol. <i>Lancet,</i> <i>373</i>, 2234-2246. doi: 10.1016/S0140-6736(09)60744-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S1645-0086201500020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>APAV-Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Apoio &agrave; Vitima. (2012). <i>Estat&iacute;sticas APAV: relat&oacute;rio anual</i>. Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Apoio &agrave; Vitima. Acedido Mar&ccedil;o 15, 2013 em <a href="http://apav.pt/apav_v2/images/pdf/Estatisticas_APAV_Totais_Nacionais_2012.pdf" target="_blank">http://apav.pt/apav_v2/images/pdf/Estatisticas_APAV_Totais_Nacionais_2012.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S1645-0086201500020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Artazcoz, L., Benach, J., Borrell, C., &amp; C&ograve;rtes, I. (2004). Unemployment and mental health: understanding the interactions among gender, family roles, and social class. <i>American Journal of Public Health</i>, <i>94</i>, 82-88. doi: 10.2105/AJPH.94.1.82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S1645-0086201500020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Babones, J. (2008). Income inequality and population health: correlation and causality. <i>Social Science &amp; Medicine, 66</i>, 1614-1626. doi: 10.1016/j.socscimed.2007.12.012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S1645-0086201500020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barr, B., Taylor-Robinson, D., Scott-Samuel, A., McKee, M., &amp; Stuckler, D. (2012). Suicides associated with the 2008-10 economic recession in England: time trend analysis. <i>British Medical Journal, 345</i>, 5142-5149. doi: 10.1136/bmj.e5142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S1645-0086201500020001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brown, S., Taylor, K., &amp; Price, S. (2005). Debt and distress: evaluating the psychological cost of credit. <i>Journal of Economic Psychology</i>, <i>26</i>, 642-663.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1645-0086201500020001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Catalano, R. (2009). Health, medical care, and economic crisis. <i>New England Journal of Medicine</i>, <i>360</i>, 749-751. doi: 10.1056/NEJMp0809122.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1645-0086201500020001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Commission on Social Determinants of Health. (2008). <i>Closing the gap in a generation: health equity through action on the social determinants of health. Final Report of the Commission on Social Determinants of Health</i>. Geneva: World Health Organization.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1645-0086201500020001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Danis, K., Baka, A., Lenglet, A., Van Bortel, W., Terzaki, I., Tseroni, M &hellip; Kremastinou, J. (2011). Autochthonous Plasmodium vivax malaria in Greece. <i>Euro Surveillance</i>,<i>16</i>, (42) 19993. Acedido Fevereiro 12, 2013 em <a href="http://www.eurosurveillance.org/images/dynamic/EE/V16N42/art19993.pdf" target="_blank">http://www.eurosurveillance.org/images/dynamic/EE/V16N42/art19993.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de - Servi&ccedil;os de Informa&ccedil;&atilde;o e An&aacute;lise. (2013). <i>Estudo comparativo do n&uacute;mero de &oacute;bitos e causas de morte da mortalidade infantil e suas componentes (2009-2011). </i>Acedido Mar&ccedil;o 15, 2013 em <a href="http://www.dgs.pt/estatisticas-de-saude/estatisticas-de-saude/publicacoes/estudo-comparativo-do-numero-de-obitos-e-causas-de-morte-da-mortalidade-infantil-e-suas-componentes-2009-2011.aspx" target="_blank">http://www.dgs.pt/estatisticas-de-saude/estatisticas-de-saude/publicacoes/estudo-comparativo-do-numero-de-obitos-e-causas-de-morte-da-mortalidade-infantil-e-suas-componentes-2009-2011.aspx</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1645-0086201500020001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Edwards, R. (2008).Who is hurt by procyclical mortality? <i>Social Science &amp; Medicine</i>, <i>67</i>, 2051&ndash;2058. doi: 10.1016/j.socscimed.2008.09.032.</p>     <!-- ref --><p>Everson, A., Maty, S., &amp; Lynch, J. (2002). Epidemiologic evidence for the relation between socioeconomic status and depression, obesity, and diabetes. <i>Journal of Psychosomatic Research,</i> <i>53 </i>(4), 891-895. doi: 10.1016/S0022-3999(02)00303-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1645-0086201500020001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Falagas, M., Vouloumanou, E., Mavros, M., &amp; &nbsp;Karageorgopoulos, D. (2009). Economic crises and mortality: a review of the literature. <i>International Journal of Clinical Practice</i>, <i>63</i>, 1128-1135. doi: 10.1111/j.1742-1241.2009.02124.x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1645-0086201500020001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fitch, C., Hamilton, S., Bassett, P., &amp; Ryan, D. (2009). <i>Debt and mental health: What do we know? What should we do?</i> London: Royal College of Psychiatrists and Rethink.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1645-0086201500020001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>Gili, M., Roca, M., Basu, S., Mckee, M., &amp; Stuckler, D. (2010). The mental health risks of economic crisis in Spain: evidence from primary care centers, 2006 and 2010. <i>European Journal of Public Health</i>, <i>23</i> (1), 103-108. doi: 10.1093/eurpub/cks035.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1645-0086201500020001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Giotakos, O., Karabelas, D., &amp; Kafkas, A. (2011). Financial crisis and mental health in Greece. <i>Psychiatriki</i>, <i>22</i>, 109&ndash;119.</p>     <p>Gump, B., Matthews, K., Eberly, L., &amp; Chang, Y. (2005). Depressive symptoms and mortality in men: results from the Multiple Risk Factor Intervention Trial. <i>Stroke</i>, <i>36</i>, 98&ndash;102. doi: 10.1161/01.STR.0000149626.50127.d0.</p>     <!-- ref --><p>Gurfinkel, E., Bozovich, G., Dabbus, O., Mautner, B., &amp; Andersen, F. (2005) Socio economic crisis and mortality. Epidemiological testimony of the financial collapse of Argentina. <i>Thrombosis Journal</i>, <i>10</i>, 3-22. doi: 10.1186/1477-9560-3-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1645-0086201500020001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hawton, K., &amp; Williams, K. (2001). The connection between media and suicidal behavior warrants serious attention. <i>Crisis</i>, <i>22</i>, 137-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1645-0086201500020001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hopkins, S. (2006). Economic stability and health status: Evidence from East Asia before and after the 1990s economic crisis. <i>Health Policy</i>, <i>75</i>, 347-357. doi:10.1016/j.healthpol.2005.04.002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1645-0086201500020001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. (2011). <i>Estat&iacute;sticas demogr&aacute;ficas 2010</i>. Lisboa: Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, IP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1645-0086201500020001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Instituto Nacional da Farm&aacute;cia e do Medicamento. (2012). <i>Relat&oacute;rio &ldquo;An&aacute;lise do Mercado de Medicamentos, no &acirc;mbito do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de, em Ambulat&oacute;rio&rdquo;</i>. Lisboa: INFARMED.</p>     <p>James, C., Hanson, K., McPake, B., Balabanova, D., Gwatkin, D., Hopwood, I.,&hellip; Xu, K. (2006). To retain or remove user fees?: reflections on the current debate in low- and middle-income countries. <i>Applied Health Economics Health Policy</i>, <i>5</i>, 137-153. doi:10.2165/00148365-200605030-00001.</p>     <!-- ref --><p>J&auml;rvisalo, J., Andersen, B., Boedeker, W., &amp; Houtman, I. (eds.) (2005) <i>Mental disorder as a major challenge in prevention of work disability</i>. Helsinki: Social Security Institution.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1645-0086201500020001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Johansson, E., B&ouml;ckerman, P., Pr&auml;tt&auml;l&auml;, R., &amp; Uutela, A. (2006). Alcohol-related mortality, drinking behavior, and business cycles: are slumps really dry seasons? <i>European Journal of Health Economics</i>, <i>7</i>, 215-220. doi: 10.1007/s10198-006-0358-x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1645-0086201500020001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Johnson, A., Goss, A., Berckman, J., &amp; Arachu, C. (2012). Hidden costs: the direct and indirect impact of user fees on access to malaria treatment and primary care in Mali. <i>Social Science &amp; Medicine</i>, <i>75</i>, 1786-1792. doi: 10.1016/j.socscimed.2012.07.015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1645-0086201500020001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kentikelenis, A., Karanikolos, M., Papanikolas, I., Basu, S., McKee, M., &amp; Stuckler, D. (2011). Health effects of financial crisis: omens of a Greek tragedy. <i>Lancet</i>, <i>378</i>, 1457-1458. doi: 10.1016/S0140-6736(11)61556-0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1645-0086201500020001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Kop, W., &amp; Gottdiener, J. (2005). The role of immune system parameters in the relationship between depression and coronary artery disease. <i>Psychosomatic Medicine</i>, <i>67</i>, 37&ndash;41. doi: 10.1097/01.psy.0000162256.18710.4a.</p>     <!-- ref --><p>Leaven, L., &amp; Valencia, F. (2012). <i>Systemic Banking Crises Database: An Update. </i>Washington: International Monetary Fund. Acedido Mar&ccedil;o 10, 2013 em <a href="http://www.imf.org/external/pubs/ft/wp/2012/wp12163.pdf" target="_blank">http://www.imf.org/external/pubs/ft/wp/2012/wp12163.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1645-0086201500020001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>McKee, M., Karanikolos, M., Belcher P., &amp; Stuckler, D. (2012). Austerity: a failed experiment on the people of Europe. <i>Clinical Medicine</i>, <i>4</i>, 346&ndash;350. doi:10.7861/clinmedicine.12-4-346.</p>     <!-- ref --><p>Mckee-Ryan, F. , Song, Z., Wanberg, C., &amp; Kinicki, A. (2005). Psychological and physical well-being during unemployment: A meta-analysis study. <i>Journal of Applied Psychology</i>, <i>90</i>, 53-76. doi: 10.1037/0021-9010.90.1.53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1645-0086201500020001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>OPSS - Observat&oacute;rio Portugu&ecirc;s de Sistemas de Sa&uacute;de. (2012). <i>Relat&oacute;rio da Primavera 2012</i>. Lisboa: Observat&oacute;rio Portugu&ecirc;s de Sistemas de Sa&uacute;de. Acedido Mar&ccedil;o 13, 2013 &nbsp;<a href="http://www.observaport.org/sites/observaport.org/files/RelatorioPrimavera2012_OPSS_3.pdf" target="_blank">http://www.observaport.org/sites/observaport.org/files/RelatorioPrimavera2012_OPSS_3.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>OPSS - Observat&oacute;rio Portugu&ecirc;s de Sistemas de Sa&uacute;de. (2013). <i>Relat&oacute;rio da Primavera 2013</i>. Lisboa. Observat&oacute;rio Portugu&ecirc;s de Sistemas de Sa&uacute;de. Acedido em Junho, 15 de 2013 <a href="http://www.observaport.org/sites/observaport.org/files/RelatorioPrimavera2013.pdf" target="_blank">http://www.observaport.org/sites/observaport.org/files/RelatorioPrimavera2013.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Padgett, DA., &amp; Glasser, R. (2003). How stress influence the immune response. <i>Trends in Immunology</i>, <i>8</i>, 444-448. doi: 10.1016/S1471-4906(03)00173-X.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1645-0086201500020001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>SEDES -Associa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento Econ&oacute;mico e Social. (2012). O impacto da crise no bem-estar dos portugueses. Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento Econ&oacute;mico e Social. Acedido em Mar&ccedil;o 20, 2013 em <a href="http://www.sedes.pt/multimedia/File/SEDES-lcc-Estudo.pdf" target="_blank">http://www.sedes.pt/multimedia/File/SEDES-lcc-Estudo.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Segerstrom, C., &amp; Miller, E. (2004). Psychological stress and the human immune system: a meta-analytic study of 30 years of inquiry. <i>Psychological Bulletin</i>, <i>130</i>, 601-630. doi: 10.1037/0033-2909.130.4.601.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1645-0086201500020001100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Smith, G., Whitley, E., Dorling, D., &amp; Gunnell, D. (2001). Area based measures of social and economic circumstances: cause speci&#64257;c mortality patterns depend on the choice of index. <i>Journal of Epidemiological Community Health</i>, <i>55</i>, 149-150. doi:10.1136/jech.55.2.149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1645-0086201500020001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Solantaus, T., Leinonen, J., &amp; Punam&auml;ki, RL. (2004). Children&rsquo;s mental health in times of economic recession: replication and extension of the family economic stress model in Finland. <i>Developmental Psychology</i>, <i>40</i>, 412-429.</p>     <p>Steptoe, A., Hamer, M., &amp; Chida, Y. (2007). The effects of acute psychological stress on circulating inflammatory factors in humans: a review and meta-analysis. <i>Brain Behavior Immunology</i>, <i>21</i>, 901&ndash;912. doi: 10.1016/j.bbi.2007.03.011.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Stuckler, D., Basu, S., Suhrcke, M., Coutts, A., &amp; McKee, M. (2009). The public health effect of economic crises and alternative policy responses in Europe: an empirical analysis. <i>Lancet</i>, <i>374</i>, 315&ndash;323. doi: 10.1016/S0140-6736(09)61124-7.</p>     <p>Stuckler, D., King, L., &amp; McKee, M. (2009). Mass privatization and the post-communist mortality crisis. <i>Lancet</i>, <i>373</i>, 399&ndash;407. doi: 10.1016/S0140-6736(09)60005-2.</p>     <p>Suhrcke, M., Stuckler, D., Suk, JE., Desai, M., Senek, M., McKee, M.,&nbsp; &hellip; Semenza, J. (2011). The Impact of Economic Crises on Communicable Disease Transmission and Control: A Systematic Review of the Evidence. <i>PLoSOne</i>, 6, e20724. Acedido Mar&ccedil;o 15, 2013 em <a href="http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0020724&nbsp;" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0020724&nbsp;</a></p>     <!-- ref --><p>Suhrcke, M., &amp; Suhrcke, D. (2012). Will the recession be bad for our health? It depends. <i>Social Science &amp; Medicine</i>,<i>74</i>,647-653. doi:10.1016/j.socscimed.2011.12.011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1645-0086201500020001100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Taylor, M., Pevalin D., &amp; Todd, J. (2007). The psychological costs of unsustainable housing commitments. <i>Psychological Medicine</i>, <i>37</i>, 1027-1036. doi:10.1017/S0033291706009767.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1645-0086201500020001100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>WHO Regional Office for Europe. (2011). <i>Impact of economic crises on mental health</i>. Copenhagen: WHO Regional Office for Europe.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1645-0086201500020001100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Willard, R., Shah, G., Leep, C., &amp; Ku, L. (2012). Impact of the 2008-2010 economic recession on local health departments. <i>Journal of public health management and practice</i>, <i>8</i> (2), 106-114. doi: 10.1097/PHH.0b013e3182461cf2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1645-0086201500020001100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Williams, K., &amp; Sansom, A. (2007) <i>Twelve months later: does advice help? The impact of debt advice &ndash; advice agency client study</i>. London: Ministry of Justice.</p>     <p>Zaridze, D., Brennan, P., Boreham, J., Boroda, A., Karpov, R., Lazarev, A.,&nbsp; &hellip; Peto, R. (2009). Alcohol and cause-specific mortality in Russia: a retrospective case-control study of 48,557 adult deaths. <i>Lancet</i>, <i>373</i>, 2201&ndash;2214. doi: 10.1016/S0140-6736(09)61034-5.</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Rua Professor Vitorino Nem&eacute;sio, n&ordm; 135 -7&ordm; Dto., 2765-362 Estoril. Telef.: 214671560 / 963652023.&nbsp;&nbsp;&nbsp; E-mail: <a href="mailto:setuan59@hotmail.com">setuan59@hotmail.com</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 12 de Dezembro de 2014/ Aceite em 13 de Junho de 2015</p>      ]]></body><back>
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