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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Depressão, ansiedade e estresse e a relação com o consumo de medicamentos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Depression, anxiety and stress and the relationship with the medicine consumption]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Depression, Anxiety and Stress levels has been high in normative and clinical population samples as well as the consumption of medicines and self-medication. The aim of this study was to estimate the consumption of medicine, practice of self-medication and the level of Depression, Anxiety and Stress among dental patients and its relationship with demographic variables. The individuals (n=209 adults; 84.7% women; age: 38.66 ±11.06 years) who sought dental care at Araraquara Dentistry School participated in the study. The Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS-21) was used. The psychometric properties of the DASS-21 by confirmatory factor analysis (c²/df, CFI, TLI and RMSEA). The scores of Depression, Anxiety and Stress were computed. The association between consumption of medicine and self-medication according to demographic variables was performed using the chi-square test. To compare the mean scores of Depression, Anxiety and Stress according to variables of interest was performed analysis of variance (ANOVA). The DASS-21 presented adequate validity and reliability (c²/df=2.362-2.740; CFI=0.98-0.99; TLI=0.97-0.99; RMSEA=0.078-0.091; AVE=0.543-0.726; a=0.846-0.922; CR=0.892-0.948). There was a high prevalence of consumption of medicines and self-medication. Individuals aged 51-60 years, with low educational and economic level C consumed more medicine. The practice of self-medication was lower among those aged 51-60 years. The Depression, Anxiety and Stress were higher among those who consumed antidepressants, anxiolytics, analgesics and muscle relaxants more often. It was concluded that the consumption of medicine and practice of self-medication were associated with demographic characteristics and major DASS-21 scores were found among individuals who consumed of medicine recently.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Depressão]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Scales]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Depress&atilde;o, ansiedade e estresse e a rela&ccedil;&atilde;o com o consumo de medicamentos</b></p>     <p><b>Depression, anxiety and stress and the relationship with the medicine consumption</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Fernanda Salloume Sampaio Bonaf&eacute;<sup>1</sup>, J&eacute;ssica de Souza Carvalho<sup>2</sup> &amp; Juliana Alvares Duarte Bonini Campos<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Odontologia de Araraquara, Departamento de Odontologia Social, Araraquara, Brasil;</p>     <p><sup> 2</sup>Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas de Araraquara, Araraquara, Brasil</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse, consumo de medicamentos e pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m sido elevados em amostras normativas e cl&iacute;nicas. Assim, o objetivo deste estudo foi estimar o consumo de medicamentos, pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o e o n&iacute;vel de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse de pacientes odontol&oacute;gicos e sua rela&ccedil;&atilde;o com as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas. Participaram 209 indiv&iacute;duos adultos (84,7% mulheres; idade 38,66 &plusmn;11,06 anos), atendidos na Faculdade de Odontologia de Araraquara. Utilizou-se a escala de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse (DASS-21). As propriedades psicom&eacute;tricas da DASS-21 foram avaliadas por an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria (c<sup>2</sup>/<i>gl</i>, <i>CFI</i>, <i>TLI</i> e <i>RMSEA</i>). Os escores finais de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse foram computados. A associa&ccedil;&atilde;o entre o consumo de medicamentos e automedica&ccedil;&atilde;o segundo as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas foi verificada por meio do teste do qui-quadrado. Para compara&ccedil;&atilde;o dos escores m&eacute;dios de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse segundo as vari&aacute;veis de interesse foi realizada An&aacute;lise de Vari&acirc;ncia (<i>ANOVA</i>). A DASS-21 foi v&aacute;lida e confi&aacute;vel (c<sup>2</sup>/<i>gl</i>=2,362-2,740; <i>CFI</i>=0,98-0,99; <i>TLI</i>=0,97-0,99; <i>RMSEA</i>=0,078-0,091; <i>VEM</i>=0,543-0,726; a=0,846-0,920; <i>CC</i>=0,892-0,948). Observou-se alta preval&ecirc;ncia de consumo de medicamentos e automedica&ccedil;&atilde;o. O maior consumo de medicamento foi entre indiv&iacute;duos com idade entre 51-60 anos, com menor escolaridade e n&iacute;vel econ&ocirc;mico C. A automedica&ccedil;&atilde;o foi menor entre aqueles com idade entre 51-60 anos. Os escores de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse foram maiores entre os que consumiram medicamentos (antidepressivos, ansiol&iacute;ticos, analg&eacute;sicos e relaxantes musculares) com frequ&ecirc;ncia. O consumo de medicamento e a automedica&ccedil;&atilde;o estiveram associados com caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas e os maiores escores da DASS-21 foram encontrados entre aqueles consumiram algum tipo medicamento recentemente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-Chave</b><i>: </i>Depress&atilde;o, Ansiedade, Estresse Psicol&oacute;gico, Prepara&ccedil;&otilde;es Farmac&ecirc;uticas, Automedica&ccedil;&atilde;o, Escalas</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Depression, Anxiety and Stress levels has been high in normative and clinical population samples as well as the consumption of medicines and self-medication. The aim of this study was to estimate the consumption of medicine, practice of self-medication and the level of Depression, Anxiety and Stress among dental patients and its relationship with demographic variables. The individuals (<i>n</i>=209 adults; 84.7% women; age: 38.66 &plusmn;11.06 years) who sought dental care at Araraquara Dentistry School participated in the study. The Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS-21) was used. The psychometric properties of the DASS-21 by confirmatory factor analysis (c<sup>2</sup>/<i>df, CFI, TLI </i>and<i> RMSEA</i>). The scores of Depression, Anxiety and Stress were computed. The association between consumption of medicine and self-medication according to demographic variables was performed using the chi-square test. To compare the mean scores of Depression, Anxiety and Stress according to variables of interest was performed analysis of variance (<i>ANOVA</i>). The DASS-21 presented adequate validity and reliability (c<sup>2</sup>/<i>df</i>=2.362-2.740; <i>CFI</i>=0.98-0.99; <i>TLI</i>=0.97-0.99; <i>RMSEA</i>=0.078-0.091; <i>AVE</i>=0.543-0.726; a=0.846-0.922; <i>CR</i>=0.892-0.948). There was a high prevalence of consumption of medicines and self-medication. Individuals aged 51-60 years, with low educational and economic level C consumed more medicine. The practice of self-medication was lower among those aged 51-60 years. The Depression, Anxiety and Stress were higher among those who consumed antidepressants, anxiolytics, analgesics and muscle relaxants more often. It was concluded that the consumption of medicine and practice of self-medication were associated with demographic characteristics and major DASS-21 scores were found among individuals who consumed of medicine recently.</p>     <p><b>Key-words:</b> Depression, Anxiety, Stress Psychological, Pharmaceutical Preparations, Self-medication, Scales</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O rastreamento da Depress&atilde;o, da Ansiedade e do Estresse em estudos epidemiol&oacute;gicos &eacute; usualmente realizado utilizando-se instrumentos psicom&eacute;tricos. Diversos instrumentos foram propostos na literatura para mensurar essas vari&aacute;veis como exemplo a Escala de Depress&atilde;o de Beck, Escala de Estresse Percebido, Invent&aacute;rio de Ansiedade Tra&ccedil;o-Estado, a escala de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse-DASS, entre outras. A escala DASS (Lovibond &amp; Lovibond, 1993) conjuga a avalia&ccedil;&atilde;o dessas tr&ecirc;s condi&ccedil;&otilde;es em um &uacute;nico instrumento.</p>     <p>A literatura t&ecirc;m encontrado n&iacute;veis elevados de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse na popula&ccedil;&atilde;o normativa (Ap&oacute;stolo, Figueiredo, Mendes, &amp; Rodrigues, 2011; Kulsoom &amp; Afsar, 2015). Muitos s&atilde;o os fatores podem ser desencadeadores dessas condi&ccedil;&otilde;es, entre eles est&atilde;o o ritmo acelerado de vida, representa&ccedil;&otilde;es sociais em constantes modifica&ccedil;&otilde;es, falta de suporte social, problemas de relacionamento, problemas cr&ocirc;nicos de sa&uacute;de, ac&uacute;mulo de atividades, jornada dupla de trabalho, aumento da demanda psicol&oacute;gica, inseguran&ccedil;a e risco no trabalho. Caracter&iacute;sticas individuais como sexo, idade, estado civil e n&iacute;vel educacional tamb&eacute;m podem estar associados a essas condi&ccedil;&otilde;es (Annequin, Weill, Thomas, &amp; Chaix, 2015; Ap&oacute;stolo et al., 2011; Schofield &amp; Khan, 2014).</p>     <p>Gascon et al. (2012) apontam que a falta de diagn&oacute;stico/tratamento dessas condi&ccedil;&otilde;es podem levar ao sofrimento ps&iacute;quico e som&aacute;tico, discrimina&ccedil;&atilde;o, isolamento social, interrup&ccedil;&atilde;o ou diminui&ccedil;&atilde;o do rendimento dos estudos/trabalho, abuso de drogas/&aacute;lcool e aumento da mortalidade (suic&iacute;dio, homic&iacute;dio). A alta preval&ecirc;ncia de sinais/sintomas de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse verificada nos tempos atuais tem levado &agrave; reflex&atilde;o tanto sobre seus fatores desencadeantes e diagn&oacute;stico quanto ao comportamento dos indiv&iacute;duos em rela&ccedil;&atilde;o a busca de orienta&ccedil;&atilde;o/tratamento m&eacute;dico e consumo de medicamentos (Annequin et al., 2015). A literatura aponta que o consumo de medicamento, principalmente os psicof&aacute;rmacos, tem aumentado (Abbing-Karahagopian et al., 2014) e que apesar de muitas vezes serem prescritos sob orienta&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, nem sempre s&atilde;o seguidos com rigor (Marchi, B&aacute;rbaro, Miasso, &amp; Tirapelli, 2013), e algumas vezes podem ser utilizados sob pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o (Badiger et al., 2012).</p>     <p>Em estudos epidemiol&oacute;gicos, tem se verificado que o consumo de medicamento tem sido maior entre as mulheres (Annequin et al., 2015). A rela&ccedil;&atilde;o entre consumo de medicamentos e n&iacute;vel de depress&atilde;o, ansiedade e estresse tamb&eacute;m tem sido reportada (Annequin et al., 2015; Schofield &amp; Khan, 2014).&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, sugere-se que investiga&ccedil;&otilde;es acerca dos n&iacute;veis de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse e sua rela&ccedil;&atilde;o com o consumo de medicamentos s&atilde;o relevantes para alertar os indiv&iacute;duos e fornecer subs&iacute;dios aos profissionais para elabora&ccedil;&atilde;o de medidas educativas/preventivas direcionadas para a minimiza&ccedil;&atilde;o dos problemas relacionados &agrave; Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse e ao consumo de medicamentos.</p>     <p>Diante disto, prop&otilde;e-se a realiza&ccedil;&atilde;o desse estudo com o objetivo de: i) verificar a associa&ccedil;&atilde;o entre o consumo de medicamentos e pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o segundo as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas, ii) estimar o n&iacute;vel de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse de indiv&iacute;duos adultos e sua rela&ccedil;&atilde;o com o consumo de medicamentos, presen&ccedil;a de automedica&ccedil;&atilde;o e vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Desenho de estudo e delineamento amostral</i></p>     <p>Trata-se de estudo transversal. Foram convidados a participar indiv&iacute;duos adultos que buscaram atendimento junto &agrave; Faculdade de Odontologia de Araraquara &ndash; UNESP nos anos de 2014 e 2015.</p>     <p>Foram inclu&iacute;dos os pacientes com faixa et&aacute;ria economicamente ativa, compreendida entre 25 a 59 anos de idade. O tamanho amostral foi estimado seguindo proposta de Hair, Black, Babin, Anderson, e Tatham (2005) que recomendam a inclus&atilde;o de 5 a 10 sujeitos por par&acirc;metro da escala utilizada. A escala de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse utilizada apresenta 21 itens, assim, o tamanho amostral necess&aacute;rio esteve pautado entre 105 e 210 participantes.</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram 209 pacientes sendo 177 (84,7%) mulheres. A m&eacute;dia de idade foi de 38,66 (DP=11,06) anos. Dos participantes, 35 (16,7%) n&atilde;o exerciam atividade laboral, a maioria eram casados (<i>n</i>=114, (54,5%)), com ensino m&eacute;dio completo (<i>n=</i>89, 42,6%) e pertencentes &agrave; classe econ&ocirc;mica m&eacute;dia (<i>n</i>=118, 56,5%)</p>     <p><i>Material</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra foram levantadas informa&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas como sexo, idade, estado civil, presen&ccedil;a de atividade laboral, remunerada ou n&atilde;o, n&iacute;vel de escolaridade e econ&ocirc;mico. A atividade laboral foi avaliada de forma dicot&ocirc;mica (presen&ccedil;a/aus&ecirc;ncia). Os n&iacute;veis de escolaridade e econ&ocirc;mico foram classificados segundo o Crit&eacute;rio de Classifica&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica Brasil (ABEP, 2014).</p>     <p>O consumo de medicamentos foi avaliado segundo proposta de Pizzol et al. (2006) modificada. Foram apresentadas aos participantes as categorias espec&iacute;ficas dos medicamentos (antidepressivo, ansiol&iacute;tico, analg&eacute;sico, relaxante muscular, fitoter&aacute;pico, vitaminas e anti-hipertensivo) e os respondentes relataram a frequ&ecirc;ncia de consumo variando de &ldquo;nunca utilizei&rdquo; a &ldquo;uso de 20 ou mais vezes nos &uacute;ltimos 30 dias&rdquo;. Foram levantadas tamb&eacute;m informa&ccedil;&otilde;es sobre o consumo na &uacute;ltima semana e a pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A Depress&atilde;o, a Ansiedade, e o Estresse ser&atilde;o estimados utilizando a Escala de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse (DASS &ndash; 21) (Lovibond &amp; Lovibond, 1993) descrita abaixo.</p>     <p><i>Escala de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse &ndash; 21 (DASS-21)</i></p>     <p>A Escala de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse (<i>Depression, Anxiety and Stress Scales -</i> DASS) foi originalmente proposta por Lovibond e Lovibond (1993) na l&iacute;ngua inglesa sendo composta por 42 itens. Os mesmos autores propuseram uma vers&atilde;o reduzida com 21 itens. A estrutura trifatorial da escala foi mantida sendo que os itens 3, 5, 10, 13, 16, 17, 21 constituem o fator Depress&atilde;o, os itens 1, 6, 8, 11, 12, 14 e 18 constituem o fator Estresse e o fator Ansiedade &eacute; composto pelos itens 2, 4, 7, 9, 15, 19 e 20. A escala apresenta 4 op&ccedil;&otilde;es de resposta (0=n&atilde;o se aplicou a mim, 1=aplicou-se a mim um pouco ou durante parte do tempo, 2= aplicou-se bastante a mim ou durante uma boa parte do tempo, 3=aplicou-se muito a mim ou a maior parte do tempo). A vers&atilde;o em portugu&ecirc;s da escala utilizada nesse estudo foi elaborada seguindo o acordo ortogr&aacute;fico estabelecido entre os pa&iacute;ses de l&iacute;ngua portuguesa em 2009. Para tanto, utilizou-se as 3 vers&otilde;es existentes em portugu&ecirc;s de Portugal (Ap&oacute;stolo, Mendes, &amp; Azeredo, 2006; Pais-Ribeiro, Honrado, &amp; Leal, 2004) e em portugu&ecirc;s do Brasil (Vignola &amp; Tucci, 2014) e a proposta original em ingl&ecirc;s do instrumento.</p>     <p>Para computo do escore final do instrumento e classifica&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos segundo os graus (normal, leve, moderado, severo e muito severo) de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse, foram seguidas as recomenda&ccedil;&otilde;es dos autores originais (Lovibond &amp; Lovibond, 1993)</p>     <p><i>Procedimentos e Aspectos &eacute;ticos </i></p>     <p>Esta proposta foi submetida e aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa em Seres Humanos da Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP (CAAE: n&uacute;mero dispon&iacute;vel na p&aacute;gina de identifica&ccedil;&atilde;o). Participaram apenas os indiv&iacute;duos que concordaram em assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).</p>     <p>Os pacientes foram convidados pelo pesquisador a participar da pesquisa enquanto aguardavam seu atendimento nas salas de espera (local da coleta) das cl&iacute;nicas de atendimento da Faculdade de Odontologia de Araraquara. A recolha dos dados foi realizada por meio de entrevista.</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o das qualidades psicom&eacute;tricas da DASS-21</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As caracter&iacute;sticas m&eacute;tricas do instrumento na amostra foram avaliadas por meio da sensibilidade psicom&eacute;trica(Maroco, 2014; Kline, 1998),validade de construto (fatorial, convergente) e confiabilidade.</p>     <p>A sensibilidade psicom&eacute;trica dos itens foi estimada pelos valores absolutos de assimetria (<i>Sk</i>) e curtose (<i>Ku</i>) &lt; 3. A estrutura ortogonal para cada um dos construtos Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse da DASS-21 foi testada na amostra conduzindo-se an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria utilizando o m&eacute;todo de estima&ccedil;&atilde;o <i>Weighed Least Squares Mean and Variance Adjusted </i>- <i>WLSMV</i>. Foram utilizadas as matrizes de correla&ccedil;&otilde;es polic&oacute;ricas com aux&iacute;lio do Mplus 6.12 (Muth&eacute;n &amp; Muth&eacute;n, 2015). Foram utilizados como &iacute;ndices de qualidade de ajustamento a raz&atilde;o de qui-quadrado pelos graus de liberdade (c<sup>2</sup>/<i>gl</i>), <i>comparative fit index</i> (<i>CFI</i>), <i>Tucker-Lewis index </i>(<i>TLI</i>) e <i>root mean square error of aproximation </i>(<i>RMSEA</i>) (Maroco, 2014).</p>     <p>A validade convergente foi avaliada a partir Vari&acirc;ncia Extra&iacute;da M&eacute;dia (<i>VEM</i>) (Fornell &amp; Larcker, 1981; Maroco, 2014). A confiabilidade foi avaliada pela Confiabilidade Composta (<i>CC</i>)[20] e pela consist&ecirc;ncia interna - Coeficiente alfa de Cronbach padronizado (a) (Maroco &amp; Garcia-Marques, 2006).</p>     <p><i>An&aacute;lise Estat&iacute;stica</i></p>     <p>O estudo de associa&ccedil;&atilde;o entre o consumo de medicamentos e pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o segundo as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas foi realizado por meio do teste do qui-quadrado (c<sup>2</sup>). Para compara&ccedil;&atilde;o dos escores finais de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse segundo o consumo de medicamentos, pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o e as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas foi utilizada An&aacute;lise de Vari&acirc;ncia (<i>ANOVA</i>) (homoced&aacute;stico) e <i>ANOVA</i> de Welch (heteroceds&aacute;tico) ap&oacute;s assumida a normalidade dos dados. A homocedasticidade dos dados foi avaliada pelo Teste de Levene. Para compara&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas foi utilizado o p&oacute;s-teste de Tukey (homoced&aacute;stico) e de Games-Howell (heteroced&aacute;stico). Para tomada de decis&atilde;o foi utilizado n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>A distribui&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos segundo a frequ&ecirc;ncia de consumo de medicamentos pode ser observada no <a href="#q1">quadro 1</a>. Entre os que relataram consumir medicamentos pelo menos uma vez na vida, foi investigada a pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o e o consumo na &uacute;ltima semana (<a href="#q1">quadro 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a01q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A maioria dos pacientes j&aacute; consumiram analg&eacute;sicos e relaxantes musculares. Entre os que relataram consumir medicamentos o anti-hipertensivo foi a categoria com maior frequ&ecirc;ncia de uso pesado.</p>     <p>O consumo de analg&eacute;sico, relaxante muscular e fitoter&aacute;pico se d&aacute; frequentemente com a pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o. Apesar de menor preval&ecirc;ncia, houve pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o entre aqueles que consumiram antidepressivos e ansiol&iacute;ticos. Ressalta-se que 20% dos indiv&iacute;duos que relataram consumir antidepressivo e 9% dos que relaram consumir ansiol&iacute;tico no m&ecirc;s em que foram entrevistados n&atilde;o haviam consumido esses medicamentos na semana anterior &agrave; entrevista e entre os 9 indiv&iacute;duos que relataram n&atilde;o ter consumido anti-hipertensivo na &uacute;ltima semana 4 estavam entre os que faziam uso pesado do medicamento.</p>     <p>No <a href="#q2">quadro 2</a> apresenta-se o estudo de associa&ccedil;&atilde;o entre a pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o e consumo de medicamento na &uacute;ltima semana segundo as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a01q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>No grupo de indiv&iacute;duos de 51 a 60 anos nota-se menor pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o e maior consumo de medicamentos na &uacute;ltima semana. Observou-se associa&ccedil;&atilde;o significativa entre o consumo de medicamento na &uacute;ltima semana e os n&iacute;veis de escolaridade e econ&ocirc;mico sendo que essa pr&aacute;tica foi mais frequente entre aqueles com menor escolaridade e classe econ&ocirc;mica C. A preval&ecirc;ncia de consumo de medicamento na &uacute;ltima semana entre os indiv&iacute;duos com menos de 30 anos e solteiros foi menor do que os demais.</p>     <p>Todos os indiv&iacute;duos responderam a todos os itens da DASS-21. Nenhum item apresentou viola&ccedil;&atilde;o severa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; normalidade (<i>Sk</i> = 0,62 a 1,82; <i>Ku</i> = -0,72 a 2,86).</p>     <p>Na <a href="#f1">figura 1</a>, encontra-se o modelo ortogonal das escalas de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse (DASS-21).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a01f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os pesos fatoriais foram adequados (l&gt;0,50). Os modelos de Depress&atilde;o (c<sup>2</sup>/<i>gl</i>=2,362; <i>CFI</i>=0,99; <i>TLI</i>=0,99; <i>RMSEA</i>=0,081; <i>VEM</i>=0,725; a=0,920; <i>CC</i>=0,948), Ansiedade (c<sup>2</sup>/<i>gl</i>=2,740; <i>CFI</i>=0,98; <i>TLI</i>=0,97; <i>RMSEA</i>=0,091; <i>VEM</i>=0,543; a=0,846; <i>CC</i>=0,892) e Estresse (c<sup>2</sup>/<i>gl</i>=2,257; <i>CFI</i>=0,99; <i>TLI</i>=0,99; <i>RMSEA</i>=0,078; <i>VEM</i>= 0,726; a=0,922; <i>CC</i>=0,949) apresentaram validade fatorial, convergente e confiabilidade adequadas.</p>     <p>A distribui&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos segundo os graus de Depress&atilde;o (<i>n</i><sub>D</sub>), Ansiedade (<i>n</i><sub>A</sub>) e Estresse (<i>n</i><sub>E</sub>) foi grau normal: <i>n</i><sub>D</sub>=117 (56%), <i>n</i><sub>A</sub>=113 (54%), <i>n</i><sub>E</sub>=132 (63%); grau leve: <i>n</i><sub>D</sub>=35 (17%), <i>n</i><sub>A</sub>=14 (7%), <i>n</i><sub>E</sub>=21 (10%); grau moderado: <i>n</i><sub>D</sub>=28 (13%), <i>n</i><sub>A</sub>=38 (18%), <i>n</i><sub>E</sub>=20 (10%); grau severo: <i>n</i><sub>D</sub>=6(3%), <i>n</i><sub>A</sub>=16 (8%),<i> n</i><sub>E</sub>=14 (7%); grau muito severo: <i>n</i><sub>D</sub>=23 (11%), <i>n</i><sub>A</sub>=28 (13%), <i>n</i><sub>E</sub>=22 (10%);</p>     <p>A maioria dos participantes apresentaram grau normal de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse. Contudo, chama aten&ccedil;&atilde;o o fato de mais de 25% dos participantes apresentarem n&iacute;vel de moderado a muito severo dessas condi&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>As compara&ccedil;&otilde;es dos escores m&eacute;dios de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse da amostra segundo vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas, consumo de medicamentos e pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o encontram-se no <a href="#q3">quadro 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a01q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os escores m&eacute;dios de Depress&atilde;o e Ansiedade e Estresse foram maiores entre os indiv&iacute;duos que j&aacute; consumiram antidepressivo e ansiol&iacute;tico pelo menos uma vez na vida e que consumiram analg&eacute;sico e relaxante muscular no &uacute;ltimo ano. Os indiv&iacute;duos que consumiram algum medicamento na semana anterior &agrave; entrevista apresentaram maior pontua&ccedil;&atilde;o na Escala de Depress&atilde;o e Ansiedade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>Nesse estudo verificou-se menor preval&ecirc;ncia de consumo recente de medicamentos entre os indiv&iacute;duos adultos jovens (&lt; 30 anos) e solteiros, e maior preval&ecirc;ncia entre aqueles pertencentes &agrave; classe econ&ocirc;mica C, com menor n&iacute;vel de escolaridade e idade superior a 50 anos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Annequin et al. (2015) e Schofield e Khan (2014) tamb&eacute;m reportaram maior preval&ecirc;ncia de consumo de medicamentos entre os indiv&iacute;duos pertencentes aos n&iacute;veis econ&ocirc;micos mais baixos. Os autores tamb&eacute;m relataram maior preval&ecirc;ncia de consumo de medicamentos entre as pessoas que vivem sozinhas. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade Abbing- Karahagopian et al. (2014) relataram que a prescri&ccedil;&atilde;o de medicamentos &eacute; maior entre indiv&iacute;duos mais velhos corroborando com os achados do presente estudo.</p>     <p>Observou-se tamb&eacute;m elevada preval&ecirc;ncia de indiv&iacute;duos que relataram ter consumido analg&eacute;sico e relaxante muscular. Este resultado pode estar relacionado ao fato dos participantes do estudo serem oriundos de um centro de atendimento odontol&oacute;gico onde &eacute; comum a utiliza&ccedil;&atilde;o desses medicamentos no controle da dor odontog&ecirc;nica. Contudo, destaca-se que este consumo foi realizado por automedica&ccedil;&atilde;o. Girariju (2014) tamb&eacute;m reportam alta preval&ecirc;ncia de automedica&ccedil;&atilde;o no consumo de analg&eacute;sicos na popula&ccedil;&atilde;o indiana, principalmente entre aqueles que apresentaram problemas com a sa&uacute;de bucal.</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; automedica&ccedil;&atilde;o verificou-se uma alta preval&ecirc;ncia (82,3%) desse comportamento na amostra o que pode estar relacionado &agrave;s caracter&iacute;sticas culturais da popula&ccedil;&atilde;o e &agrave; venda muitas vezes facilitada de medicamentos observada no Brasil. Observou-se rela&ccedil;&atilde;o significativa entre a pr&aacute;tica de auto-medica&ccedil;&atilde;o e a idade sendo que os indiv&iacute;duos com idade acima de 50 anos realizam menos essa pr&aacute;tica. Pode-se especular que esse resultado pode estar associado ao fato dos indiv&iacute;duos mais velhos estarem mais atentos &agrave; sua sa&uacute;de dos que os mais jovens (Girariju, 2014).</p>     <p>O consumo de antidepressivos relatado pela amostra foi semelhante aos achados na amostra francesa (Annequin et al., 2015) (10%) enquanto o consumo de ansiol&iacute;ticos foi similar aos resultados apresentados por Marchi et al.(2013) (16%) para amostra de estudantes brasileiros. Apesar da pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o ser menos comum nessas classes de medicamentos essa pode ser considerada preocupante devido aos efeitos fisiol&oacute;gicos que essas subst&acirc;ncias podem apresentar.</p>     <p>Sabe-se que a prescri&ccedil;&atilde;o, na maioria das vezes, de antidepressivos/ansiol&iacute;ticos e anti-hipertensivos &eacute; para uso di&aacute;rio e prolongado. Contudo, observando-se o <a href="#q1">quadro 1</a>, foi poss&iacute;vel observar que 9 a 20 % dos indiv&iacute;duos apresentaram padr&atilde;o de consumo que leva a especular que a ades&atilde;o e/ou o rigor adotado frente &agrave; prescri&ccedil;&atilde;o do tratamento farmacol&oacute;gico n&atilde;o &eacute; seguido pela totalidade dos indiv&iacute;duos. Bet, Penninx, van Laer, Hoogendijk, e Hugtenburg (2015) reportam que 44% de indiv&iacute;duos com diagnostico de depress&atilde;o/ansiedade n&atilde;o aderem adequadamente ao tratamento psicotr&oacute;pico.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o acerca da Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse, &eacute; imprescind&iacute;vel a utiliza&ccedil;&atilde;o escalas v&aacute;lidas e confi&aacute;veis para captura dos construtos. Os estudos de valida&ccedil;&atilde;o com a DASS-21 tem mostrado que este instrumento se ajusta a diferentes amostras(Ap&oacute;stolo, Tanner, &amp; Arfken, 2012; Lovibond &amp; Lovibond, 1993) o que tamb&eacute;m foi verificado no presente estudo.</p>     <p>Pode-se observar a exist&ecirc;ncia de uma preval&ecirc;ncia consider&aacute;vel de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse na amostra, uma vez que, essa &eacute; supostamente uma amostra normativa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; essas condi&ccedil;&otilde;es. Esses achados v&atilde;o ao encontro dos resultados observado por Ap&oacute;stolo et al. (2011) em amostra portuguesa. Os autores ressaltam a import&acirc;ncia da detec&ccedil;&atilde;o precoce de doen&ccedil;as/condi&ccedil;&otilde;es, da promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de Mental na comunidade e do rastreamento dessas condi&ccedil;&otilde;es para elabora&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es que possam ser inclu&iacute;das entre as atividades realizadas pelos centros de atendimentos de sa&uacute;de prim&aacute;ria.</p>     <p>Maiores n&iacute;veis de Depress&atilde;o, Ansiedade e Estresse estiveram relacionados ao maior consumo de medicamentos (<a href="#q3">quadro 3</a>), fato relatado tamb&eacute;m por Schofield e Khan (2014) e Gilan, Zakiei, Reshadat, Komasi, e Ghasemi (2015).</p>     <p>Assim, conclui-se que o consumo de medicamento e a pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o estiveram associados com caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas e os maiores escores da DASS-21 foram encontrados entre os indiv&iacute;duos que relataram consumir algum tipo medicamento recentemente.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>Os autores agradecem &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo (FAPESP) processo n&ordm; 2014/14869-1 pelo apoio financeiro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Abbing-Karahagopian, V., Huerta, C., Souverein, P. C., De Abajo, F., Leufkens, H. G., Slattery, J., . . . De Bruin, M. L. (2014). Antidepressant prescribing in five European countries: application of common definitions to assess the prevalence, clinical observations, and methodological implications. <i>European Journal of Clinical Pharmacology, 70</i>(7), 849-857. doi:10.1007/s00228-014-1676-z&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=535951&pid=S1645-0086201600020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>ABEP. (2014). Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Empresas de Pesquisa. Crit&eacute;rio de Classifica&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica Brasil. Retrieved from&nbsp;<a href="http://www.abep.org/new/criterioBrasil.aspx" target="_blank">http://www.abep.org/new/criterioBrasil.aspx</a></p>     <!-- ref --><p>Annequin, M., Weill, A., Thomas, F., &amp; Chaix, B. (2015). Environmental and individual characteristics associated with depressive disorders and mental health care use. <i>Annals of Epidemiology, 25</i>(8), 605-612.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=535953&pid=S1645-0086201600020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> doi:10.1016/j.annepidem.2015.02.002</p>     <!-- ref --><p>Ap&oacute;stolo, J. L. A., Figueiredo, M. H., Mendes, A. C., &amp; Rodrigues, M. A. (2011). Depression, anxiety and stress in primary health care users. <i>Revista Latino-Americana de Enfermagem, 19</i>(2), 348-353. doi:org/10.1590/S0104-11692011000200017&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=535955&pid=S1645-0086201600020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ap&oacute;stolo, J. L. A., Mendes, A. C., &amp; Azeredo, Z. A. (2006). Adaptation to portuguese of the depression, anxiety and stress scales (DASS). <i>Revista Latino-Americana de Enfermagem, 14</i>(6), 863-871. doi.org/10.1590/S0104-11692006000600006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=535956&pid=S1645-0086201600020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ap&oacute;stolo, J. L. A., Tanner, B. A., &amp; Arfken, C. L. (2012). Confirmatory factor analysis of the portuguese Depression Anxiety Stress Scales-21. <i>Revista Latino-Americana de Enfermagem, 20</i>(3), 590-596. doi.org/10.1590/S0104-11692012000300022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=535957&pid=S1645-0086201600020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Badiger, S., Kundapur, R., Jain, A., Kumar, A., Pattanshetty, S., Thakolkaran, N., . . . Ullal, N. (2012). Self-medication patterns among medical students in South India. <i>Australasian Medical Journal, 5</i>(4), 217&#8208;220. doi: 10.4066/AMJ.2012.1007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=535958&pid=S1645-0086201600020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bet, P. M., Penninx, B. W., van Laer, S. D., Hoogendijk, W. J., &amp; Hugtenburg, J. G. (2015). Current and remitted depression and anxiety disorders as risk factors for medication nonadherence. <i>Journal of Clinical Psychiatry, 76</i>(9), e1114-1121. doi:10.4088/JCP.14m09001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=535960&pid=S1645-0086201600020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fornell, C., &amp; Larcker, D. F. (1981). Evaluating Structural Equation Models with Unobservable Variables and Measurement Error. <i>Journal of Marketing Research, 18</i>(1), 39-50. doi: 10.2307/3151312&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=535961&pid=S1645-0086201600020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gascon, M. R. P., Ribeiro, C. M., Bueno, L. M. D., Benute, G. R. G., de Lucia, M. C. S., Rivitti, E. A., &amp; Neto, C. F. (2012). Prevalence of depression and anxiety disorders in hospitalized patients at the dermatology clinical ward of a university hospital. <i>Anais Brasileiros De Dermatologia, 87</i>(3), 403-407. doi.org/10.1590/S0365-05962012000300008&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=535962&pid=S1645-0086201600020000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gilan, N. R., Zakiei, A., Reshadat, S., Komasi, S., &amp; Ghasemi, S. R. (2015). Perceived Stress, Alexithymia, and Psychological Health as Predictors of Sedative Abuse. <i>Korean Journal of Family Medicine, 36</i>(5), 210-215. doi:10.4082/kjfm.2015.36.5.210&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=535963&pid=S1645-0086201600020000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Girariju, A. (2014). Perception about self-medication practices for oral health problems among the general population of Davangere city,Karnataka, India. <i>Journal of Indian Association Of Public Health Dentistry, 12</i>(3), 219-225. doi: 10.4103/2319-5932.144806&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=535964&pid=S1645-0086201600020000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hair, J. F., Black, W. C., Babin, B., Anderson, R. E., &amp; Tatham, R. L. (2005). <i>Multivariate data analysis</i> (6th ed.): Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=535965&pid=S1645-0086201600020000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
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