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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper analyzes the psychometric properties of the World Health OrganizationViolence Against Women (WHO VAW) questionnaire study, in a Brazilian gerontological sample. Participated in this study 144 elderly (M age=69.34; SD=6.61), patients of Basic Health Unit of Granja do Torto (Brasília). The exploratory principal components factor analysis yielded three factors: emotional violence, physical violence, and sexual violence. The WHO VAW scores presented high internal consistency in this sample (Cronbach Alpha 0.91 for total scale, 0.86 for emotional violence, 0.90 for physical violence and 0.86 for sexual violence). In terms of convergent validity, WHO VAW presented significant correlations with other instruments that evaluate associated psychosocial variables, such as depression (r= 0.20; p< 0.005) and general self-efficacy (r= -0.23; p< 0.001). So, the WHO VAW is an important instrument in terms of research and intervention within the framework of psychological assessment and the promotion of Brazilian elderly.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><strong>Propriedades psicom&eacute;tricas do question&aacute;rio who vaw em idosos brasileiros</strong></p>     <p><b>Psychometric properties of who vaw in brazilian elderly</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana Lu&iacute;sa Patr&atilde;o<sup>1</sup>, Vicente Paulo Alves<sup>2</sup>, &amp; Tiago Neiva<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Instituto de Sa&uacute;de Coletiva da Universidade Federal da Bahia; Salvador, Brasil; </p>     <p><sup>2</sup>Universidade Cat&oacute;lica de Bras&iacute;lia; Bras&iacute;lia, Brasil</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente trabalho analisa as propriedades psicom&eacute;tricas do Question&aacute;rio do estudo <i>World Health Organization Violence Against Women </i>(WHO VAW), numa amostra gerontol&oacute;gica brasileira. Participaram nesta investiga&ccedil;&atilde;o 144 idosos (<i>M </i>idade=69,34; <i>DP</i>=6,61), usu&aacute;rios/utentes da Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de da Granja do Torto (Bras&iacute;lia). A an&aacute;lise fatorial em componentes principais resultou em tr&ecirc;s fatores: viol&ecirc;ncia emocional, viol&ecirc;ncia f&iacute;sica e viol&ecirc;ncia sexual. O WHO VAW apresentou elevados n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna nesta amostra (alfa de <i>Cronbach </i>de 0,91 para a escala total, 0,86 para a viol&ecirc;ncia emocional, 0,90 para a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica e 0,86 para a viol&ecirc;ncia sexual). Em termos de validade convergente, o WHO VAW apresentou correla&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas com instrumentos que avaliam vari&aacute;veis psicossociais associadas, tais como a depress&atilde;o (<i>r</i>= 0,20; <i>p</i>&lt; 0,005) e a auto-efic&aacute;cia geral (<i>r</i>= -0,23; <i>p</i>&lt; 0,001). Assim, o WHO VAW apresenta-se como um importante instrumento no &acirc;mbito da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de em idosos brasileiros.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-Chave:</b> viol&ecirc;ncia conjugal, WHO VAW, propriedades psicom&eacute;tricas, idosos</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper analyzes the psychometric properties of the <i>World Health Organization</i><i>Violence Against Women </i>(WHO VAW) questionnaire study, in a Brazilian gerontological sample. Participated in this study 144 elderly (<i>M </i>age=69.34; <i>SD</i>=6.61), patients of Basic Health Unit of Granja do Torto (Bras&iacute;lia). The exploratory principal components factor analysis yielded three factors: emotional violence, physical violence, and sexual violence. The WHO VAW scores presented high internal consistency in this sample (<i>Cronbach Alpha</i> 0.91 for total scale, 0.86 for emotional violence, 0.90 for physical violence and 0.86 for sexual violence). In terms of convergent validity, WHO VAW presented significant correlations with other instruments that evaluate associated psychosocial variables, such as depression (<i>r</i>= 0.20; <i>p</i>&lt; 0.005) and general self-efficacy (<i>r</i>= -0.23; <i>p</i>&lt; 0.001). So, the WHO VAW is an important instrument in terms of research and intervention within the framework of psychological assessment and the promotion of Brazilian elderly.</p>     <p><b>Keywords: </b>conjugal violence, WHO VAW, psychometric properties, elderly</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A viol&ecirc;ncia conjugal &eacute; um fen&oacute;meno social grave que se expressa de v&aacute;rias formas: abuso psicol&oacute;gico/emocional, abuso f&iacute;sico e abuso sexual (Lamoglia &amp; Minayo, 2009; Schraiber &amp; Oliveira, 1999). Trata-se de uma viola&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos, com importante repercuss&atilde;o sobre a sa&uacute;de e a produtividade econ&oacute;mica, o que tornou este tipo de viol&ecirc;ncia vastamente discutido e investigado na &aacute;rea da sa&uacute;de, em todo o mundo (Gomes &amp; Erdmann, 2014). Tanto mulheres como homens s&atilde;o atingidos pela viol&ecirc;ncia conjugal, no entanto, devido a especificidades de g&eacute;nero, esta &eacute; vivida de forma diferenciada. Em situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia conjugal, os homens tamb&eacute;m s&atilde;o agredidos pelas mulheres, mas com frequ&ecirc;ncia, crueldade e gravidade menor do que as mulheres (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de &ndash; OMS, 2002). Por isso &eacute; que, de um modo geral, existem muito poucos estudos que estimam as preval&ecirc;ncias das diver&shy;sas situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia n&atilde;o fatal sobre os homens (Schraiber, Barros, Couto, Figueiredo, &amp; Albuquerque, 2012). A viol&ecirc;ncia conjugal ocorre entre casais de todas as classes sociais, ra&ccedil;as, idades, etnias e orienta&ccedil;&atilde;o sexual e, embora os motivos que a desencadeiam sejam os mais variados, a sua raiz est&aacute; na desigualdade das rela&ccedil;&otilde;es de g&eacute;nero (Lamoglia &amp; Minayo, 2009).</p>     <p>A viol&ecirc;ncia conjugal &eacute; um problema social e de sa&uacute;de com contornos extensos e problem&aacute;ticos, em todas as sociedades mundiais (Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Apoio &agrave; V&iacute;tima - APAV, 2006) e uma das maiores preocupa&ccedil;&otilde;es em termos de sa&uacute;de p&uacute;blica (Schafer, Caetano, &amp; Clarck, 1998). As pessoas que vivem experi&ecirc;ncias de viol&ecirc;ncia apresentam mais problemas de sa&uacute;de, que v&atilde;o desde les&otilde;es f&iacute;sicas, como hematomas, at&eacute; problemas psicoemocionais, tais como depress&atilde;o e idea&ccedil;&atilde;o suicida (Junior &amp; Moraes, 2010; Miranda, Paula, &amp; Bordin, 2010). Os estudos acerca das consequ&ecirc;ncias da viol&ecirc;ncia conjugal em geral, e na sa&uacute;de especificamente, s&atilde;o, desde os primeiros estudos, mais abundantes no que se refere &agrave; mulher enquanto v&iacute;tima, do que em rela&ccedil;&atilde;o ao homem (Giffin, 1994). Estes estudos revelam que, em termos de consequ&ecirc;ncias fatais para a sa&uacute;de, a viol&ecirc;ncia de g&eacute;nero pode terminar em homic&iacute;dio ou suic&iacute;dio; relativamente &agrave;s consequ&ecirc;ncias n&atilde;o fatais, as consequ&ecirc;ncias podem revelar-se a curto, m&eacute;dio e longo prazo e v&atilde;o desde doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis (DST), a les&otilde;es, doen&ccedil;a p&eacute;lvica inflamat&oacute;ria, gravidez indesejada, aborto espont&acirc;neo, dor p&eacute;lvica cr&ocirc;nica, dor de cabe&ccedil;a, problemas ginecol&oacute;gicos, abuso de drogas/&aacute;lcool, at&eacute; comportamentos danosos &agrave; sa&uacute;de como o tabagismo (Heise, 1994). O impacto da viol&ecirc;ncia na sa&uacute;de (da mulher) envolve ainda indicadores pouco espec&iacute;ficos, tais como m&aacute; sa&uacute;de geral, m&aacute; qualidade de vida e uso frequente dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de (Campbell, 2002; Langhinrichsen-Rohling, 2005).</p>     <p>No que se refere particularmente &agrave; viol&ecirc;ncia conjugal entre idosos e &agrave;s suas consequ&ecirc;ncias na sa&uacute;de, os estudos acerca deste tema ainda s&atilde;o muito escassos. Os poucos estudos existentes recaem, sobretudo e mais uma vez, sobre o problema da viol&ecirc;ncia sobre a mulher enquanto v&iacute;tima. Neste &acirc;mbito, um estudo de St&ouml;ckl e Penhale (2014) revela que, em compara&ccedil;&atilde;o com um grupo de mulheres jovens (em idade reprodutiva), as mulheres idosas s&atilde;o igualmente v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia por parte do parceiro. Adicionalmente, os autores constataram que todas as formas de viol&ecirc;ncia (emocional, f&iacute;sica e sexual) associaram-se significativamente a sintomas de sa&uacute;de, tais como mal-estar gastrointestinal, sintomas psicossom&aacute;ticos e problemas p&eacute;lvicos. Straka e Montminy (2006) s&atilde;o da opini&atilde;o de que as mulheres v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia s&atilde;o um grupo invis&iacute;vel, porque caem no intervalo entre duas formas de viol&ecirc;ncia: a viol&ecirc;ncia contra o idoso (motivada pelo preconceito face ao envelhecimento) e a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica (devido a desigualdades de g&eacute;nero). A verdade &eacute; que a primeira tem sido mais abordada do que a segunda e, nesse seguimento, as autoras s&atilde;o da opini&atilde;o de que &eacute; necess&aacute;rio dar uma resposta colaborativa entre estas duas dimens&otilde;es contra a viol&ecirc;ncia na terceira idade. &Eacute; necess&aacute;rio explorar mais a realidade da viol&ecirc;ncia conjugal na terceira idade.</p>     <p>No Brasil ainda h&aacute; uma grande escassez de estudos profundos e longitudinais acerca das consequ&ecirc;ncias da viol&ecirc;ncia na sa&uacute;de (Miranda, Paula, &amp; Bordin, 2010). Quando se trata de abordar a viol&ecirc;ncia conjugal na popula&ccedil;&atilde;o idosa especificamente, esses estudos s&atilde;o praticamente inexistentes. Assim, encoraja-se a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos consistentes nesta &aacute;rea. No entanto, para tal, primeiramente, &eacute; necess&aacute;rio possuir instrumentos adequados capazes de mensurar o fen&oacute;meno da viol&ecirc;ncia de forma rigorosa. O question&aacute;rio do estudo <i>World Health Organization Violence Against Women </i>(WHO VAW) &eacute; um valioso instrumento nesse sentido, na medida em que avalia a viol&ecirc;ncia entre parceiros de forma vi&aacute;vel e fi&aacute;vel. At&eacute; ao momento n&atilde;o s&atilde;o conhecidos estudos sobre a valida&ccedil;&atilde;o do WHO VAW em amostras gerontol&oacute;gicas no Brasil. Neste seguimento e dada a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia e seu impacto na sa&uacute;de na terceira idade, &eacute; objetivo do presente trabalho avaliar as propriedades psicom&eacute;tricas do question&aacute;rio do estudo <i>World Health Organization Violence Against Women </i>(WHO VAW) numa amostra de idosos brasileiros.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra deste estudo possui um car&aacute;ter consecutivo e contou com um total de 144 participantes idosos (com idade igual ou superior a 65 anos), usu&aacute;rios/utentes da Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de da Granja do Torto (Bras&iacute;lia). No <a href="#q1">quadro 1</a> apresentam-se as principais caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas da amostra.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a04q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>O WHO VAW foi criado pela equipe Multi-Pa&iacute;ses da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), tendo o Brasil, na figura da Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo, tamb&eacute;m participado nesta produ&ccedil;&atilde;o (OMS, 2000). Trata-se de um instrumento de treze itens, que avalia a viol&ecirc;ncia conjugal de forma global, mas tamb&eacute;m de forma espec&iacute;fica: viol&ecirc;ncia emocional (quatro itens), viol&ecirc;ncia f&iacute;sica (seis itens), e viol&ecirc;ncia sexual (tr&ecirc;s itens) (OMS, 2000; Schraiber et al., 2010). Embora o instrumento continue a ser alusivo &agrave; popula&ccedil;&atilde;o feminina, este question&aacute;rio tem sido amplamente utilizado em popula&ccedil;&atilde;o masculina e mista e a sua utiliza&ccedil;&atilde;o em homens tem-se revelado altamente pertinente e adequada, como se apresentar&aacute; de seguida. No estudo de valida&ccedil;&atilde;o internacional do instrumento, o Brasil participou com amostras aleat&oacute;rias e representativas de mulheres de duas zonas do pa&iacute;s. Neste estudo de Schraiber et al. (2010) participaram mulheres com idades compreendidas entre os 15-49 anos, com parceiros &iacute;ntimos, residentes na cidade de S&atilde;o Paulo (<i>n</i>=940) e na Zona da Mata de Pernambuco (<i>n</i>=1188). Realizou-se an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria das perguntas sobre os diferentes tipos de viol&ecirc;ncia (quatro psicol&oacute;gicas, seis f&iacute;sicas e tr&ecirc;s sexuais), com rota&ccedil;&atilde;o <i>varimax</i> e cria&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s fatores. Calculou-se o alfa de <i>Cronbach</i> para an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna. Os resultados deste estudo confirmaram a solu&ccedil;&atilde;o fatorial de tr&ecirc;s fatores, no entanto, variaram de ordem de uma zona para a outra. Para S&atilde;o Paulo, o primeiro fator foi determinado pela viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, o segundo pela sexual e o terceiro pela psicol&oacute;gica. Para a Zona da Mata, o primeiro fator foi composto pela viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica, o segundo pela f&iacute;sica e o terceiro pela sexual. Os coeficientes alfa de <i>Cronbach </i>foram de 0,88 em S&atilde;o Paulo e 0,89 na Zona da Mata. Neste estudo n&atilde;o foram analisados os alfa de <i>Cronbach</i> das subescalas do instrumento. Em suma, o WHO VAW apresentou caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas adequadas no estudo de valida&ccedil;&atilde;o brasileiro, com uma amostra feminina muito alargada e heterog&ecirc;nea. Este fato encoraja a sua utiliza&ccedil;&atilde;o em outros contextos nacionais. Na Su&eacute;cia, Nybergh, Taft e Krantz (2013) avaliaram o question&aacute;rio com uma amostra de 624 mulheres, sendo os valores alfa de <i>Cronbach </i>os seguintes: 0,79 para a escala de viol&ecirc;ncia emocional, 0,80 para a escala de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, 0,72 para a escala de viol&ecirc;ncia sexual, e 0,88 para o valor total da escala. Atrav&eacute;s de outro estudo, os mesmos autores (Nybergh, Taft &amp; Krantz, 2012) analisaram as propriedades psicom&eacute;tricas do WHO VAW numa amostra exclusivamente masculina (<i>n</i>=458), tendo os resultados revelado valores alfa de <i>Cronbach </i>de 0,74 para a escala emocional, 0,86 para a f&iacute;sica, 0,82 para a sexual, e 0,88 para o total da escala. Em ambos os estudos confirmou-se a multifatorialidade (tr&ecirc;s fatores) do instrumento. Quer a escala total, quer as suas sub-escalas revelaram valores de validade e de fidelidade adequados para a utiliza&ccedil;&atilde;o da escala tanto em mulheres como em homens. No que se refere a estudos de valida&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o foram encontradas investiga&ccedil;&otilde;es brasileiras com popula&ccedil;&atilde;o masculina ou mista, no entanto, o instrumento tem sido utilizado tamb&eacute;m em homens, quer enquanto v&iacute;timas, quer enquanto perpetradores (Albuquerque, Barros &amp; Schraiber, 2013; Schraiber et al., 2012), revelando resultados relevantes numa &aacute;rea pouco explorada. Em termos de validade convergente, os estudos de valida&ccedil;&atilde;o do WHO VAW encontrados e analisados at&eacute; ent&atilde;o n&atilde;o revelam dados a esse n&iacute;vel. No entanto, v&aacute;rios estudos apontam para uma forte associa&ccedil;&atilde;o entre a viol&ecirc;ncia e outros problemas de sa&uacute;de, nomeadamente mentais, tais como sofrimento mental e uso de drogas (Albuquerque et al., 2013) e ainda depress&atilde;o e idea&ccedil;&atilde;o suicida (Junior &amp; Moraes, 2010; Miranda et al., 2010).</p>     <p>A vers&atilde;o do WHO VAW utilizada neste estudo &eacute; a brasileira de Schraiber et al. (2010). Em termos de procedimentos de resposta, ao contr&aacute;rio da vers&atilde;o brasileira de valida&ccedil;&atilde;o, que questiona acerca da frequ&ecirc;ncia dos atos de viol&ecirc;ncia, no presente trabalho foi questionado apenas se os acontecimentos ocorreram (sim/n&atilde;o) com o parceiro atual. Esta altera&ccedil;&atilde;o deveu-se ao fato de se considerar que uma vers&atilde;o mais simples da escala se tornaria mais compreens&iacute;vel e adequada para a amostra gerontol&oacute;gica em estudo. &Eacute; poss&iacute;vel obter o valor total de viol&ecirc;ncia conjugal, que resulta da soma dos valores de todos os itens, mas tamb&eacute;m o valor espec&iacute;fico de cada sub-escala, atrav&eacute;s da soma dos itens relativos a cada uma. Quanto maior &eacute; o valor obtido, maior &eacute; o n&iacute;vel de viol&ecirc;ncia vivida. S&atilde;o exemplos de itens da escala aqueles que se seguem: &ldquo;depreciou ou humilhou voc&ecirc; diante de outras pessoas&rdquo; &ldquo;deu-lhe um chute, arrastou ou surrou voc&ecirc;&rdquo; e &ldquo;for&ccedil;ou-o (a) a uma pr&aacute;tica sexual degradante ou humilhante&rdquo;. Com o objetivo de avaliar a validade convergente do WHO VAW, correlacionou-se o valor do mesmo com a escala de depress&atilde;o do centro de estudos epidemiol&oacute;gicos (Randloff, 1977) (alfa de <i>Cronbach</i> = 0,87), e a escala de auto-efic&aacute;cia geral (Schwarzer &amp; Jerusalem, 2000) (alfa de <i>Cronbach</i> = 0,91), dado tratar-se de vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas relevantes no &acirc;mbito do estudo da viol&ecirc;ncia conjugal.</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente trabalho, relativo &agrave; an&aacute;lise das propriedades psicom&eacute;tricas doWHO VAW, &eacute; parte de um estudo mais amplo que teve como objetivo identificar os preditores psicol&oacute;gicos e sociais associados aos comportamentos de sa&uacute;de em idosos.</p>     <p>A amostra foi recrutada atrav&eacute;s dos registos m&eacute;dicos da Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de da Granja do Torto (Bras&iacute;lia), de acordo com os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: (1) ter idade igual ou superior a 65 anos, e (2) estar psicologicamente capaz de responder ao question&aacute;rio por entrevista. O question&aacute;rio foi aplicado por entrevistadores devidamente treinados (estudantes de medicina da Universidade Cat&oacute;lica de Bras&iacute;lia) no pr&oacute;prio domic&iacute;lio dos participantes, ap&oacute;s serem abordados na Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de pelo m&eacute;dico respons&aacute;vel e terem concordado participar no estudo. Todos os participantes tiveram conhecimento da finalidade da investiga&ccedil;&atilde;o e a quest&atilde;o da confidencialidade dos dados foi devidamente esclarecida, bem como o car&aacute;ter volunt&aacute;rio da participa&ccedil;&atilde;o. Aos idosos que concordaram participar na investiga&ccedil;&atilde;o, foi dado a ler e a assinar o termo de consentimento livre e esclarecido. Adicionalmente, o estudo foi devidamente autorizado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade Cat&oacute;lica de Bras&iacute;lia e pela Prefeitura da Granja do Torto.</p>     <p>Os dados da investiga&ccedil;&atilde;o foram analisados com o aux&iacute;lio do programa SPSS (<i>Statistical Package for the Social Sciences</i>) vers&atilde;o 20.0. Primeiramente, realizaram-se c&aacute;lculos de estat&iacute;stica descritiva com todos os itens do question&aacute;rio. Posteriormente, foi verificada a estrutura dimensional do instrumento por meio da an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria e c&aacute;lculo dos &iacute;ndices de confiabilidade alfa de <i>Cronbach </i>para os itens da escala. Por fim, com a finalidade de avaliar a validade do instrumento, realizaram-se procedimentos de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Spearman</i> entre o WHO VAWe vari&aacute;veis psicossociais associadas como &eacute; a sintomatologia depressiva e a auto-efic&aacute;cia geral.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><i>Fidelidade</i></p>     <p>A consist&ecirc;ncia interna do question&aacute;rio foi avaliada atrav&eacute;s do calculado do alfa de <i>Cronbach</i> para os valores totais e das suas sub-escalas, tal como se pode verificar nos <a href="#q2">quadros 2</a> e <a href="#q3">3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a04q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a04q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna para oWHO VAW demonstra que este possui um coeficiente alfa elevado (0,91), com a correla&ccedil;&atilde;o dos itens a variar entre 0,43 e 0,82.</p>     <p>Pela an&aacute;lise dos coeficientes de consist&ecirc;ncia interna de <i>Cronbach </i>dos valores das sub-escalas do WHO VAW, &eacute; poss&iacute;vel constatar que os coeficientes alfa encontrados s&atilde;o todos elevados: 0,86 para a escala de viol&ecirc;ncia emocional; 0,90 para a escala de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica; e 0,86 para a escala de viol&ecirc;ncia sexual.</p>     <p><i>Estudo Psicom&eacute;trico</i></p>     <p>Os resultados da an&aacute;lise fatorial encontram-se descritos no <a href="#q4">quadro 4</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q4"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a04q4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Neste trabalho confirmou-se a solu&ccedil;&atilde;o fatorial de tr&ecirc;s fatores, que explica um total de 75% da vari&acirc;ncia, com o fator 1 a contribuir com 28,5%, o fator 2 a contribuir com 27,5%, e o fator 3 a contribuir com 19%.</p>     <p>Nesta investiga&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foi avaliada a validade convergente/discriminante do WHO VAW com outras medidas associadas, tais como a auto-efic&aacute;cia geral e a depress&atilde;o. As correla&ccedil;&otilde;es observadas revelam que o WHO VAW se correlaciona positiva e significativamente com a depress&atilde;o (<i>r</i>= 0,20; <i>p</i>&lt; 0,005) e negativa e significativamente com a auto-efic&aacute;cia geral (<i>r</i>= -0,23; <i>p</i>&lt; 0,001).&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O objetivo do presente trabalho foi avaliar as propriedades psicom&eacute;tricas do WHO VAW numa amostra de popula&ccedil;&atilde;o gerontol&oacute;gica brasileira. Os dados observados permitem-nos concluir que os resultados s&atilde;o muito satisfat&oacute;rios e que o question&aacute;rio se comporta de forma adequada em idosos.</p>     <p>A consist&ecirc;ncia interna do total do question&aacute;rio e das suas sub-escalas &eacute; elevada, com alfas de <i>Cronbach</i> superiores a 0,85 (alfa de <i>Cronbach </i>de 0,91 para a escala total, 0,86 para a viol&ecirc;ncia emocional, 0,90 para a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica e 0,86 para a viol&ecirc;ncia sexual). Quando os itens s&atilde;o dicot&oacute;micos, como &eacute; o caso desta vers&atilde;o da escala, a subestima&ccedil;&atilde;o do alfa de <i>Cronbach</i> pode ser severa (Maroco &amp; Garcia-Marques, 2006). No entanto, utilizando-se a f&oacute;rmula Kuder&ndash;Richardson (KR-20), tecnicamente, os resultados n&atilde;o foram diferentes, pelo que se optou por dar continuidade aos procedimentos utilizados nos estudos anteriores acerca da escala. Os valores do total da escala s&atilde;o superiores (embora muito pr&oacute;ximos) &agrave;s amostras de S&atilde;o Paulo (alfa de <i>Cronbach </i>de 0,88) e da Zona da Mata (alfa de <i>Cronbach </i>de 0,89), do estudo de valida&ccedil;&atilde;o de Schraiber et al. (2010). Relativamente &agrave;s subescalas, os valores nesta amostra tamb&eacute;m s&atilde;o elevados e superiores aos encontrados em outros estudos com amostras femininas (Nybergh, Taft &amp; Krantz, 2013) e masculinas (Nybergh, Taft &amp; Krantz, 2012).</p>     <p>Quanto aos resultados da an&aacute;lise fatorial, confirmou-se, mais uma vez, a multidimensionalidade da escala, com tr&ecirc;s fatores. Esta solu&ccedil;&atilde;o fatorial &eacute; semelhante &agrave; encontrada em outros estudos (Nybergh et al., 2012; 2013; Schraiber et al., 2010). No entanto, a ordem dos tr&ecirc;s fatores tem diferido de umas investiga&ccedil;&otilde;es para outras e a encontrada nesta amostra &eacute; consistente com os resultados da amostra da Zona da Mata do estudo de Schraiber et al. (2010), em que o primeiro fator &eacute; composto pela viol&ecirc;ncia emocional/psicol&oacute;gica, o segundo pela f&iacute;sica e o terceiro pela sexual.</p>     <p>Relativamente aos aspetos de converg&ecirc;ncia, analisou-se a correla&ccedil;&atilde;o entre o WHO VAW e outros instrumentos que avaliam dimens&otilde;es psicossociais teoricamente associadas. Os resultados v&atilde;o de encontro ao esperado: quanto maior &eacute; o n&iacute;vel viol&ecirc;ncia vivido, maior &eacute; o n&iacute;vel de sintomatologia depressiva e menor a auto-efic&aacute;cia geral. Estes resultados s&atilde;o consistentes com a literatura cient&iacute;fica que alerta para o fato da viol&ecirc;ncia estar fortemente associada a problemas de sa&uacute;de mental e <i>handicaps</i> psicol&oacute;gicos (Junior &amp; Moraes, 2010; Miranda, et al., 2010).</p>     <p>Na ess&ecirc;ncia, os resultados obtidos no presente estudo confirmam as boas propriedades psicom&eacute;tricas WHO VAW, reveladas no estudo de valida&ccedil;&atilde;o brasileiro (Schraiberet al., 2010). N&atilde;o obstante, o estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es, nomeadamente, (1) o fato de n&atilde;o ter sido poss&iacute;vel avaliar a estabilidade temporal do instrumento, dado ter havido apenas um momento de avalia&ccedil;&atilde;o, e (2) o n&uacute;mero limitado de participantes (embora suficientes para os 13 itens da escala), que n&atilde;o permitiu avaliar comparativamente o question&aacute;rio em termos de g&eacute;nero. Assim, encorajamos que estudos futuros repliquem a avalia&ccedil;&atilde;o do WHO VAW em v&aacute;rios momentos e utilizem amostras maiores de homens e mulheres idosos.Ser&aacute; importante real&ccedil;ar que embora n&atilde;o se trate de um estudo de valida&ccedil;&atilde;o do instrumento, apenas pretende avaliar as caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas na amostra em estudo, trata-se do primeiro estudo de an&aacute;lise do question&aacute;rio em popula&ccedil;&atilde;o idosa, no contexto brasileiro. Al&eacute;m disso, tamb&eacute;m &eacute; dos poucos estudos existentes acerca do WHO VAW que inclui popula&ccedil;&atilde;o masculina na amostra.</p>     <p>Concluindo, os resultados da presente investiga&ccedil;&atilde;o revelam que a WHO VAW &eacute; um instrumento adequado para avaliar a experi&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia em idosos. Este fato &eacute; especialmente relevante no &acirc;mbito da sa&uacute;de na terceira idade, na medida em que a experi&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia se associa a queixas sintom&aacute;ticas e a mais problemas de sa&uacute;de efetivamente. Perante os resultados observados, encoraja-se a sua utiliza&ccedil;&atilde;o em estudos semelhantes em contexto brasileiro e considera-se que este se traduz num importante instrumento no &acirc;mbito da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de na terceira idade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Albuquerque, F. P., Barros, C. R. S., &amp; Schraiber, L. B. (2013). Viol&ecirc;ncia e sofrimento mental em homens na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, <i>47</i>, 531-539. doi:org/10.1590/S0034-8910.2013047004324&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536442&pid=S1645-0086201600020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Apoio &agrave; V&iacute;tima. (2006). Relat&oacute;rio APAV 2006. Retirado a 18 de Dezembro de 2010 da World Wide Web do site: <a href="http://www.apav.pt/pdf/totais_nacionais_2006.pdf" target="_blank">http://www.apav.pt/pdf/totais_nacionais_2006.pdf</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Campbell, J. C. (2002). Health consequences of intimate partner violence. <i>Lancet</i>, <i>359</i>, 1331&ndash;1336. doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0140-6736(02)08336-8" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/S0140-6736(02)08336-8</a></p>     <!-- ref --><p>Giffin, K. (1994). Viol&ecirc;ncia de G&ecirc;nero, Sexualidade e Sa&uacute;de. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;bl</i>ica, <i>10</i>, 146-155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536445&pid=S1645-0086201600020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gomes, N. P., &amp; Erdmann, A. L. (2014). Viol&ecirc;ncia conjugal na perspectiva de profissionais da &ldquo;Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia&rdquo;: problema de sa&uacute;de p&uacute;blica e a necessidade do cuidado &agrave; mulher. <i>Revista Latino-Americana de Enfermagem</i>, <i>22</i>, 1-9. doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1590/0104-1169.3062.2397" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/0104-1169.3062.2397</a></p>     <!-- ref --><p>Heise, L. (1994). Violence <i>against women: the hidden health burden</i>. Washington D.C: World Bank.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536448&pid=S1645-0086201600020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Junior P. C. A., &amp; Moraes C. L. (2010). The domestic violence against the elderly within the Family Health Program of Niter&oacute;i (RJ, Brazil). <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i>, <i>15</i>, 983-995. doi:org/10.1590/S1413-81232010000600037&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536450&pid=S1645-0086201600020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lamoglia, C. V. A., &amp; Minayo, M. C. S. (2009). Viol&ecirc;ncia conjugal, um problema social e de sa&uacute;de p&uacute;blica: estudo em uma delegacia do interior do Estado do Rio de Janeiro. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i>, <i>14</i>, 595-604. doi:org/10.1590/S1413-81232009000200028&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536451&pid=S1645-0086201600020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Langhinrichsen-Rohling, J. (2005). Top 10 greatest &ldquo;hits&rdquo;: important findings and future directions for intimate partner violence research. <i>Journal of Interpersonal Violence</i>, <i>20</i>, 108&ndash;18. doi:10.1177/0886260504268602</p>     <!-- ref --><p>Maroco, J., &amp; Garcia-Marques, T. (2006). Qual a fiabilidade do alfa de Cronbach? Quest&otilde;es antigas e solu&ccedil;&otilde;es modernas? <i>Laborat&oacute;rio de Psicologia</i>, <i>1</i>, 65-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536453&pid=S1645-0086201600020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Miranda, M. P. M., Paula, C. S., &amp; Bordin I. A. (2010). Life-long domestic violence against women: prevalence and immediate impact on health, work, and family. <i>Rev Panamericana de Salud P&uacute;blica</i>, <i>27</i>, 300-308. doi: org/10.1590/S1020-49892010000400009&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536455&pid=S1645-0086201600020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Nybergh, L., Taft, C., &amp; Krantz G. (2013). Psychometric properties of the WHO Violence Against Women instrument in a female population-based sample in Sweden: a cross-sectional survey. <i>BMJ Open</i>, <i>3</i>, doi:10.1136/bmjopen-2012-002053.</p>     <p>Nybergh, L., Taft, C., &amp; Krantz G. (2012). 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S&atilde;o Paulo: Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536460&pid=S1645-0086201600020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schafer, J., Caetano, R., &amp; Clark, C. L. (1998). Rates of intimate partner violence in the United States. <i>American Journal of Public Health</i>, <i>88</i>, 1702-1704.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536462&pid=S1645-0086201600020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Schraiber, L. B., &amp; Oliveira, A. F. L. P. (1999). Violence against women: interfaces with health care. <i>Interface - Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o</i>, <i>3</i>, 11-26. doi: org/10.1590/S1414-32831999000200003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536464&pid=S1645-0086201600020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schraiber, L. B., Barros, C. R., Couto, M. T., Figueiredo, W.S., &amp; Albuquerque, F. P. (2012). Homens, masculinidade e viol&ecirc;ncia: estudo em servi&ccedil;os de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de. <i>Revista Brasileira de Epidemiologia</i>, <i>15</i>, 790-803. doi:org/10.1590/S1415-790X2012000400011&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536465&pid=S1645-0086201600020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Schraiber, L. B., Latorre, M. R. D. O., Fran&ccedil;a Jr, I., Segri, N. J., Lucas, &amp; D&rsquo;Oliveira, A. F. P. L. (2010). Validity of the WHO VAW study instrument for estimating gender based violence against women. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, <i>4</i>, 658-666. doi: org/10.1590/S0034-89102010000400009</p>     <p>St&ouml;ckl, H., &amp; Penhale, B. (2014). Intimate partner violence and its association with physical and mental health symptoms among older women in Germany. Journal of Interpersonal Violence, <i>11</i>. doi: 10.1177/0886260514554427.</p>     <!-- ref --><p>Straka, S. M., &amp; Montminy, L. (2006). Responding to the needs of older women experiencing domestic violence. Violence Against Women, <i>12</i>, 251-267. doi: 10.1177/1077801206286221&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536468&pid=S1645-0086201600020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p> Rua Bas&iacute;lio da Gama, s/n &ndash; Canela, Salvador - BA, 40110-040, Brasil. E-mail: <a href="mailto:lispatrao@gmail.com">lispatrao@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 27 de Maio de 2015/ Aceite em 09 de Junho de 2016</p>      ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Journal of Interpersonal Violence]]></source>
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