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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação das habilidades sociais de residentes de um hospital universitário]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Studies on social skills in health professionals allow the development of effective and satisfying interpersonal relationships among members of health teams, and between these and patients. This study evaluated and identified the social skills of 35 residents (28 women and 7 men) of a university hospital, aged between 22 and 50 (M=27.43 years), inserted in the Urgency and Emergency services. Data collection included a Questionnaire Socio Demographic, the Questionnaire Emotional / Behavioral Aspects and the Social Skills Inventory - Del Prette (IHS - Del Prette). The results indicate that, in general, residents had good social skills. However, there was indication of the training of men in relation to F1 - Coping and self assertion at the risk and of women in relation to factors 2 , 3 and 4 (Self assertion in the expression of positive sentiment; Talk and social resourcefulness and Self exposure to strangers and new situations, respectively) of IHS - Del Prette. This research allowed us to expand the studies on social skills in health contexts, contributing to reviews of health workers and possible designs of social skills training programs in this area. The study does not exhaust other possibilities for analysis. Future studies would be relevant when addressing performance and social competence of social skills in contexts of health, which could increase intervention research in the area.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[habilidades sociais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[profissionais de saúde]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o das habilidades sociais de residentes de um hospital universit&aacute;rio</b></p>     <p><b>Social skills evaluation in university hospital residents</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>L&iacute;via de &Acirc;ngeli Silva Penha<sup>1</sup>, Elisa Tavares Sanabio Heck, Sebasti&atilde;o Ben&iacute;cio da Costa Neto &amp; Fernanda Gon&ccedil;alves Silva</b></p>     <p><sup>1</sup>Hospital das Cl&iacute;nicas, Programa de Resid&ecirc;ncia Multiprofissional em Sa&uacute;de, Universidade Federal de Goi&aacute;s, Goi&acirc;nia, Brasil</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Estudos sobre habilidades sociais em profissionais de sa&uacute;de possibilitam o desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es interpessoais efetivas e satisfat&oacute;rias entre os membros das equipes de sa&uacute;de e, entre estes e os pacientes. O presente trabalho avaliou e identificou o repert&oacute;rio de habilidades sociais de 35 residentes (28 mulheres e sete homens) de um hospital universit&aacute;rio, com idades variando entre 22 e 50 (<i>M</i>=27,43 anos), inseridos em servi&ccedil;os de Urg&ecirc;ncia e Emerg&ecirc;ncia. A coleta de dados incluiu um Question&aacute;rio S&oacute;cio Demogr&aacute;fico, o Question&aacute;rio de Aspectos Emocionais / Comportamentais e o Invent&aacute;rio de Habilidades Sociais - Del Prette (IHS - Del Prette). Os resultados indicam que, de modo geral, os residentes apresentaram bom repert&oacute;rio de habilidades sociais. No entanto, houve indica&ccedil;&atilde;o do treinamento para parte dos homens em rela&ccedil;&atilde;o ao F1 &ndash; Enfrentamento e auto afirma&ccedil;&atilde;o com risco e parte das mulheres em rela&ccedil;&atilde;o aos Fatores 2, 3 e 4 (Auto afirma&ccedil;&atilde;o na express&atilde;o de sentimento positivo, Conversa&ccedil;&atilde;o e desenvoltura social e Auto exposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos e situa&ccedil;&otilde;es novas, respectivamente) do IHS - Del Prette. A pesquisa possibilitou ampliar os estudos sobre habilidades sociais em contextos de sa&uacute;de, contribuindo para avalia&ccedil;&otilde;es de trabalhadores de sa&uacute;de e para poss&iacute;veis delineamentos de programas de treinamento de habilidades sociais nesta &aacute;rea. O estudo n&atilde;o esgota outras possibilidades de an&aacute;lises. Estudos futuros seriam relevantes ao abordar desempenho e compet&ecirc;ncia social de habilidades sociais em contextos de sa&uacute;de, o que poderia incrementar pesquisas de interven&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras&ndash;chave: </b>habilidades sociais; profissionais de sa&uacute;de; comunica&ccedil;&atilde;o; assertividade; an&aacute;lise do comportamento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Studies on social skills in health professionals allow the development of effective and satisfying interpersonal relationships among members of health teams, and between these and patients. This study evaluated and identified the social skills of 35 residents (28 women and 7 men) of a university hospital, aged between 22 and 50 (<i>M</i>=27.43 years), inserted in the Urgency and Emergency services. Data collection included a Questionnaire Socio Demographic, the Questionnaire Emotional / Behavioral Aspects and the Social Skills Inventory - Del Prette (IHS - Del Prette). The results indicate that, in general, residents had good social skills. However, there was indication of the training of men in relation to F1 - Coping and self assertion at the risk and of women in relation to factors 2 , 3 and 4 (Self assertion in the expression of positive sentiment; Talk and social resourcefulness and Self exposure to strangers and new situations, respectively) of IHS - Del Prette. This research allowed us to expand the studies on social skills in health contexts, contributing to reviews of health workers and possible designs of social skills training programs in this area. The study does not exhaust other possibilities for analysis. Future studies would be relevant when addressing performance and social competence of social skills in contexts of health, which could increase intervention research in the area.</p>     <p><b>Keywords: </b>social skills; health professionals; communication; assertiveness; behavior analysis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O interesse pelo comportamento social, sob a &oacute;tica da An&aacute;lise do Comportamento, surgiu ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o dos trabalhos de Darwin (1859), que propunha a compreens&atilde;o de que o homem &eacute; uma das esp&eacute;cies animais que evoluem ao longo de acontecimentos naturais. Neste sentido, iniciaram-se pesquisas sobre o desenvolvimento humano que enfocavam o estudo sistem&aacute;tico das intera&ccedil;&otilde;es sociais. A partir do s&eacute;culo 19, por meio do surgimento da Psicologia Industrial e Psicologia Evolutiva, come&ccedil;aram a surgir estudos experimentais, observacionais e de levantamento para avaliar o desempenho social (Del Prette &amp; Del Prette, 2000).</p>     <p>Nas d&eacute;cadas de 1950 e 1960, por meio dos conhecimentos das pesquisas experimentais, come&ccedil;aram a surgir trabalhos da Psicologia Comportamental (mais especificamente relacionados &agrave; Terapia Comportamental) que versavam sobre problemas de relacionamento social. Segundo alguns autores (Del Prette &amp; Del Prette, 1996; Del Prette &amp; Del Prette, 2000; Fumo, Manolio, Bello &amp; Hayashi, 2009), os conhecimentos em habilidades sociais originaram do desenvolvimento de dois movimentos contempor&acirc;neos ocorridos a partir de 1960. Estes movimentos eram o Treinamento Assertivo (TA) nos Estados Unidos, que ganhou destaque com Robert E. Albert e Michael L. Emmons, e o Treinamento de Habilidades Sociais (THS) na Inglaterra, que ganhou notoriedade com os trabalhos de Argyle sobre ergonomia.</p>     <p>Alguns autores consideram que os conhecimentos em habilidades sociais, assim como os movimentos do TA e THS, desde a sua origem, relacionam-se &agrave;s abordagens da Psicologia Comportamental e Psicologia Comportamental Cognitiva. Assim, a divulga&ccedil;&atilde;o do THS para outros pa&iacute;ses aconteceu com o crescente interesse da psicologia por estas duas abordagens. No Brasil, nas d&eacute;cadas de 1970 e 1980, o interesse inicial centrou-se mais na pr&aacute;tica que na pesquisa. Em 1978, surgiu a primeira publica&ccedil;&atilde;o sobre o TA no Brasil (Del Prette, 1978), mas foi a partir da d&eacute;cada de 1980 que surgiram outras publica&ccedil;&otilde;es enfocando diferentes problemas e tem&aacute;ticas (Del Prette &amp; Del Prette, 2000; Fumo et al., 2009).</p>     <p>Diante deste panorama, o conceito de habilidades sociais foi sendo desenvolvido. Uma das principais defini&ccedil;&otilde;es afirma que as habilidades sociais s&atilde;o um conjunto de capacidades comportamentais aprendidas que envolvem intera&ccedil;&otilde;es sociais (Bolsoni - Silva, 2002). Outras defini&ccedil;&otilde;es ainda esclarecem que as habilidades sociais incluem a assertividade, entendida como a express&atilde;o apropriada de sentimentos negativos e defesa dos pr&oacute;prios direitos, e tamb&eacute;m habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o, de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas interpessoais, de coopera&ccedil;&atilde;o e de desempenhos interpessoais nas atividades profissionais (Bolsoni - Silva, 2002; Caballo, 1996).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dessa forma, de acordo com Del Prette e Del Prette (1996), a categoria habilidades sociais pode ser caracterizada como incluindo todo desempenho emitido em intera&ccedil;&otilde;es. Este &eacute; descrito em termos das dimens&otilde;es comportamental, pessoal e situacional, ocorrendo uma rela&ccedil;&atilde;o temporal e funcional entre essas dimens&otilde;es, compreendidas a partir de condicionantes culturais e hist&oacute;ricos. Neste sentido, a frequ&ecirc;ncia, dura&ccedil;&atilde;o e magnitude dos padr&otilde;es topogr&aacute;ficos de habilidades sociais que ocorrem em dado grupo cultural s&atilde;o determinados pelas normas deste grupo e podem se afastar ou se aproximar das normas apresentadas como universais.</p>     <p>Ao caracterizar as habilidades sociais como relacionadas &agrave; exist&ecirc;ncia de variadas classes de comportamentos sociais no repert&oacute;rio do indiv&iacute;duo para lidar com demandas de contextos interpessoais, faz-se importante diferenci&aacute;-las dos termos desempenho social e compet&ecirc;ncia social. O primeiro termo diz respeito &agrave; emiss&atilde;o de um comportamento em uma determinada situa&ccedil;&atilde;o. O segundo tem sentido avaliativo, remetendo aos efeitos das habilidades sociais nas situa&ccedil;&otilde;es vivenciadas pelo indiv&iacute;duo, visando qualificar a profici&ecirc;ncia com que estes comportamentos s&atilde;o ou deveriam ser emitidos. Deste modo, os conceitos de habilidades sociais e compet&ecirc;ncia social caracterizam um tipo especial de desempenho social, sendo que o bom repert&oacute;rio de habilidades sociais n&atilde;o garante o desempenho socialmente competente (Bolsoni - Silva, 2002; Del Prette &amp; Del Prette, 2000).</p>     <p>A partir dessa caracteriza&ccedil;&atilde;o de habilidades sociais, alguns autores (Bolsoni - Silva, 2002; Del Prette &amp; Del Prette, 2000) destacam cinco modelos explicativos que propiciaram a estrutura&ccedil;&atilde;o do campo te&oacute;rico-pr&aacute;tico do Treinamento de Habilidades Sociais: o modelo cognitivo, o da teoria de pap&eacute;is, o da assertividade, o da aprendizagem social e o da percep&ccedil;&atilde;o social. Estes modelos n&atilde;o s&atilde;o considerados excludentes, havendo a predomin&acirc;ncia das tend&ecirc;ncias behaviorista e sociocognitivista, de modo que os ensinamentos de cada um dos modelos s&atilde;o incorporados ao THS (Bolsoni - Silva, 2002; Del Prette &amp; Del Prette, 1996).</p>     <p>Assim, independente do modelo a ser utilizado, o THS tem o intuito de promover intera&ccedil;&otilde;es sociais mais satisfat&oacute;rias e superar <i>d&eacute;ficits </i>no desempenho social, por meio de procedimentos educativos e cl&iacute;nicos, podendo atender tamb&eacute;m a uma clientela n&atilde;o cl&iacute;nica ao buscar padr&otilde;es satisfat&oacute;rios de vida comunit&aacute;ria (Bolsoni - Silva, 2002; Del Prette &amp; Del Prette, 1996). Por exemplo, o estudo realizado por Furtado, Falcone e Clark (2003), com 178 estudantes de medicina de uma universidade p&uacute;blica do Rio de Janeiro demonstrou que as defici&ecirc;ncias em habilidades sociais nessa amostra de estudantes foram mais um fator na produ&ccedil;&atilde;o de estresse que vem somar - se &agrave;s outras fontes estressoras presentes na vida acad&ecirc;mica. O que evidenciou a necessidade, al&eacute;m do treino de controle do estresse, do treinamento em habilidades sociais (assertividade, empatia e solu&ccedil;&atilde;o de problemas) para lidar com os estressores, j&aacute; que estes poderiam prejudicar o funcionamento psicossocial do aluno, bem como de seu futuro desempenho profissional.</p>     <p>Outros estudos demonstram a import&acirc;ncia do treinamento de habilidades sociais em contextos de sa&uacute;de tamb&eacute;m em popula&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, como exemplifica o estudo realizado por Correia, Del Prette e Del Prette (2004), com 29 mulheres obesas m&oacute;rbidas, pacientes do Hospital das Cl&iacute;nicas de Ribeir&atilde;o Preto, que estavam se submetendo a um tratamento m&eacute;dico. Este estudo evidenciou <i>d&eacute;ficits</i> espec&iacute;ficos em habilidades assertivas em situa&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o (e.g., recusa de alimentos) nesta popula&ccedil;&atilde;o, sugerindo que o treinamento de habilidades sociais em geral, e de habilidades assertivas em particular, poderiam constituir instrumentos de grande ajuda por desenvolverem habilidades alternativas para esta popula&ccedil;&atilde;o lidar com estas situa&ccedil;&otilde;es, em sua maioria sociais.</p>     <p>Por outro lado, o estudo de Rondina, Martins, Manzato e Terra (2013), com 97 acad&ecirc;micos fumantes de uma universidade p&uacute;blica evidenciou resultados contr&aacute;rios ao estudo supracitado em rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento assertivo. Neste estudo, fumantes classificados como dependentes obtiveram, em m&eacute;dia, melhores resultados em compara&ccedil;&atilde;o aos n&atilde;o dependentes em fator relacionado &agrave; assertividade. Especificamente, nos estudantes provenientes da &aacute;rea da sa&uacute;de a depend&ecirc;ncia nicot&iacute;nica poderia estar relacionada a um melhor desempenho neste fator. Este estudo contribuiu para a compreens&atilde;o de que a associa&ccedil;&atilde;o entre assertividade e tabagismo possa ser vari&aacute;vel ao se analisar as dimens&otilde;es espec&iacute;ficas do comportamento assertivo e sugere que o aperfei&ccedil;oamento das habilidades sociais contribui com programas de natureza preventiva ou terap&ecirc;utica para consumo de tabaco e/ou depend&ecirc;ncia nicot&iacute;nica, entre outras drogas.</p>     <p>O estudo de Ferro et al., (2008), por exemplo, avaliou o repert&oacute;rio de habilidades sociais, em diferentes contextos (trabalho, escola, fam&iacute;lia) de 12 portadores da S&iacute;ndrome Velocardiofacial que eram pacientes do Hospital de Anomalias Craniofaciais da USP-Bauru. O estudo apontou que esta popula&ccedil;&atilde;o apresentava dificuldades, principalmente, relacionadas &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, afirma&ccedil;&atilde;o e defesa dos pr&oacute;prios direitos. Propondo o treinamento de habilidades sociais como parte do processo reabilitador destes indiv&iacute;duos para instrumentaliz&aacute;-los nos relacionamentos pessoais e desenvolvimento de seus recursos e potenciais.</p>     <p>O Treinamento de Habilidades Sociais, portanto, pode ser utilizado como parte de um processo terap&ecirc;utico, de forma coadjuvante em algum tratamento em que h&aacute; demanda de dificuldades interpessoais correlatas ou como o pr&oacute;prio processo em si, configurando-se como m&eacute;todo terap&ecirc;utico principal para demandas envolvendo problemas de relacionamento social. Assim, pode assumir diversos formatos dependendo das demandas apresentadas (Bolsoni - Silva, 2002), tendo tamb&eacute;m, afilia&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas diversas, tais como as teorias humanista, sist&ecirc;mica, comportamentalista e cognitivista (Murta, 2005).</p>     <p>A t&eacute;cnica do Treinamento de Habilidades Sociais compreende as etapas de avalia&ccedil;&atilde;o e de interven&ccedil;&atilde;o. Na fase de avalia&ccedil;&atilde;o, dependendo do referencial te&oacute;rico adotado, podem ser identificados <i>d&eacute;ficits</i> ou excessos comportamentais, os antecedentes e consequentes dos mesmos, respostas emocionais e cren&ccedil;as distorcidas que impedem a emiss&atilde;o dos comportamentos socialmente habilidosos. Nesta fase, as t&eacute;cnicas utilizadas s&atilde;o: invent&aacute;rios, entrevistas, auto registros, t&eacute;cnicas da sociometria e observa&ccedil;&otilde;es do comportamento. Na fase de interven&ccedil;&atilde;o, h&aacute; duas formas de aplica&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es: (a) multicomponentes - quando possuem m&uacute;ltiplos objetivos e diversos temas para discuss&atilde;o, incluindo as habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o, e (b) unicomponentes- quando se focam em habilidades sociais ou algum outro tema (Murta, 2005).</p>     <p>Uma pesquisa realizada por Sardinha (2010), utilizando dois estudos complementares, por exemplo, indicou ser poss&iacute;vel desenvolver repert&oacute;rio de habilidades sociais em interven&ccedil;&otilde;es individuais, utilizando a t&eacute;cnica de automonitoramento como auxiliar as an&aacute;lises funcionais, considerada algo inovador em rela&ccedil;&atilde;o ao treinamento de habilidades sociais. No primeiro estudo desta pesquisa, utilizando delineamento transversal, foram identificados <i>d&eacute;ficits</i> de habilidades sociais em nove adultos portadores de Anomalia de Diferencia&ccedil;&atilde;o Sexual (ADS) com mais de seis meses em tratamento, atendidos em ambulat&oacute;rio de um hospital p&uacute;blico de Bel&eacute;m. Assim, foram apontadas dificuldades enfrentadas por eles no conv&iacute;vio social, as quais poderiam estar vinculadas &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es fenot&iacute;picas que estas anomalias ocasionam.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No segundo estudo da pesquisa citada acima, foi utilizado o treino de automonitoramento na instala&ccedil;&atilde;o de comportamentos correspondentes a habilidades sociais em uma participante do primeiro estudo, o que permitiu a descri&ccedil;&atilde;o das conting&ecirc;ncias &agrave;s quais os comportamentos alvo (<i>d&eacute;ficits</i> em habilidades sociais) estavam relacionados, possibilitando as an&aacute;lises funcionais necess&aacute;rias para o processo terap&ecirc;utico, levando a mudan&ccedil;as cl&iacute;nicas significativas. O treinamento de habilidades sociais foi, portanto, considerado um tratamento complementar ao medicamentoso ou cir&uacute;rgico aos quais os portadores desta s&iacute;ndrome s&atilde;o regularmente submetidos (Sardinha, 2010).</p>     <p>Assim, as habilidades sociais como fator de prote&ccedil;&atilde;o no curso do desenvolvimento humano, tem gerado interven&ccedil;&otilde;es que podem ser agrupadas em preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, secund&aacute;ria e terci&aacute;ria. De modo que, as interven&ccedil;&otilde;es em preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria s&atilde;o dirigidas a grupos ou pessoas expostas a fatores de risco (e.g., contextos n&atilde;o favor&aacute;veis ao desenvolvimento de habilidades sociais satisfat&oacute;rias), mas n&atilde;o acometidas de problemas interpessoais (Murta, 2005).</p>     <p>As interven&ccedil;&otilde;es em preven&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria s&atilde;o dirigidas &agrave;s pessoas ou grupos j&aacute; sob efeito de fatores de risco (e.g., crian&ccedil;as agressivas criadas por pais com problemas em pr&aacute;ticas educativas) para problemas interpessoais e as interven&ccedil;&otilde;es em preven&ccedil;&atilde;o terci&aacute;ria almejam minimizar consequ&ecirc;ncias de <i>d&eacute;ficits</i> acentuados em habilidades sociais j&aacute; instalados (e.g., pessoas portadoras de autismo ou esquizofrenia), sem pretens&atilde;o de cura (Murta, 2005). Assim, programas de desenvolvimento de habilidades sociais s&atilde;o considerados uma ferramenta valiosa em todos os n&iacute;veis de atua&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de (Jeffery, 1989; Murta, 2005).</p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel afirmar que h&aacute; uma interface hist&oacute;rica de produ&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o de conhecimento sobre o comportamento social ao se relacionar habilidades sociais e An&aacute;lise do Comportamento, j&aacute; que existe o campo te&oacute;rico-pr&aacute;tico das habilidades sociais, focado nos comportamentos sociais, constitu&iacute;do por diferentes abordagens te&oacute;ricas. Por outro lado, tem se a An&aacute;lise do Comportamento como uma abordagem que tem um bra&ccedil;o te&oacute;rico, filos&oacute;fico e hist&oacute;rico, um bra&ccedil;o emp&iacute;rico e um bra&ccedil;o aplicado, constituindo, assim, uma abordagem que ultrapassa a &aacute;rea das habilidades sociais (Del Prette &amp; Del Prette, 2010; Tourinho, 1999).</p>     <p>Neste sentido, em um ponto de vista anal&iacute;tico comportamental, os conceitos de habilidades sociais s&atilde;o examinados em uma perspectiva funcional e contextualista, levando-se em considera&ccedil;&atilde;o as conting&ecirc;ncias controladoras do comportamento social dos indiv&iacute;duos em intera&ccedil;&atilde;o. Assim, a evolu&ccedil;&atilde;o e aprendizagem das habilidades sociais s&atilde;o compreendidas por meio dos mecanismos de varia&ccedil;&atilde;o e sele&ccedil;&atilde;o filogen&eacute;tica, ontogen&eacute;tica e cultural, sendo os programas de Treinamento de Habilidades Sociais, educacionais ou terap&ecirc;uticos, contribuidores para o estabelecimento de novas pr&aacute;ticas individuais e culturais nos mais variados contextos. Pr&aacute;ticas estas baseadas no respeito aos direitos e na conviv&ecirc;ncia humana mais harmoniosa (Del Prette &amp; Del Prette, 2010).</p>     <p>Considerando a import&acirc;ncia do desenvolvimento de habilidades sociais em contextos de sa&uacute;de, a escassez de estudos abordando habilidades sociais de profissionais de sa&uacute;de no Brasil e que estas s&atilde;o essenciais para propiciar rela&ccedil;&otilde;es interpessoais saud&aacute;veis e efetivas entre equipe de sa&uacute;de e pacientes, o presente trabalho, utilizando como referencial te&oacute;rico a an&aacute;lise do comportamento aplicada, objetiva avaliar e identificar as habilidades sociais de residentes de um hospital universit&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram deste estudo 35 residentes dos programas de resid&ecirc;ncia m&eacute;dica e resid&ecirc;ncia multiprofissional em sa&uacute;de de um hospital universit&aacute;rio, sendo 28 mulheres e sete homens, com idades variando entre 22 e 50 (<i>M</i>=27,43 anos).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; especialidade, 20 (57,14%) eram residentes multiprofissionais em sa&uacute;de, eixo de concentra&ccedil;&atilde;o em Urg&ecirc;ncia e Emerg&ecirc;ncia e eram profissionais das &aacute;reas: Nutri&ccedil;&atilde;o (4 residentes), Biomedicina (3), Fonoaudiologia (3), Psicologia (3), Servi&ccedil;o Social (3), Enfermagem (2) e Fisioterapia (2). Enquanto 15 (42,86%) participantes eram residentes m&eacute;dicos das seguintes &aacute;reas: Cl&iacute;nica M&eacute;dica (6), Pediatria (3), Cirurgia Geral (2), Dermatologia (2), Neurologia (1) e Pneumologia (1).</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>A pesquisa se orientou por um desenho quantitativo, qualitativo, descritivo e explorat&oacute;rio. Para obten&ccedil;&atilde;o dos dados, foram utilizados os seguintes instrumentos:</p> <ol>       <li>Question&aacute;rio S&oacute;cio Demogr&aacute;fico: constru&iacute;do a partir da adapta&ccedil;&atilde;o da Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de &ndash; Brasil / Question&aacute;rio Individual / Caracter&iacute;sticas S&oacute;cio &ndash; Demogr&aacute;ficas e Apoio Social (Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de, 2010); foi utilizado para caracterizar a amostra em termos de sexo, idade, escolaridade, ocupa&ccedil;&atilde;o, entre outras caracter&iacute;sticas.</li>       <li>Question&aacute;rio de Aspectos Emocionais / Comportamentais: &eacute; um instrumento de auto relato elaborado pelos pesquisadores de acordo com a defini&ccedil;&atilde;o de habilidades sociais na literatura e considerando a experi&ecirc;ncia do participante como residente do hospital universit&aacute;rio; foi estruturado em nove quest&otilde;es abertas que abordam os aspectos emocionais / comportamentais do participante e sua rela&ccedil;&atilde;o com a experi&ecirc;ncia da resid&ecirc;ncia.</li>       <li>Invent&aacute;rio de Habilidades Sociais Del - Prette (IHS &ndash; Del Prette): instrumento de auto relato para avalia&ccedil;&atilde;o de habilidades sociais, analisado e aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia; composto de 38 itens, cada um descrevendo uma situa&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&atilde;o interpessoal e uma demanda de habilidade para reagir &agrave;quela situa&ccedil;&atilde;o. O respondente deve estimar a frequ&ecirc;ncia com que reage da forma sugerida em cada item, considerando o total de vezes que se encontrou na situa&ccedil;&atilde;o descrita e estimar a frequ&ecirc;ncia de sua resposta em escala tipo Likert, variando de zero (nunca ou raramente) a 4 (sempre ou quase sempre). O IHS - Del Prette produz um escore geral, referenciado &agrave; norma em termos de percentis, e escores em cinco subescalas de habilidades sociais, quais sejam: F1 &ndash; Enfrentamento e auto afirma&ccedil;&atilde;o com risco, F2 &ndash; Auto afirma&ccedil;&atilde;o na express&atilde;o de sentimento positivo, F3 &ndash; Conversa&ccedil;&atilde;o e desenvoltura pessoal, F4 &ndash; Auto exposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos e situa&ccedil;&otilde;es novas e F5 &ndash; Autocontrole da agressividade (Del Prette &amp; Del Prette, 2009).</li>     </ol>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o do projeto pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa, n&uacute;mero 426.934 de 10 de outubro de 2013. O participante foi informado sobre a pesquisa e convidado a participar desta. Ao aceitar, foi verificada a sua disponibilidade e agendado um dia para explica&ccedil;&atilde;o e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE e desenvolvimento da pesquisa. Em data agendada previamente com o participante e sala apropriada, foi explicado o TCLE e recolhidas as assinaturas do mesmo em duas vias, uma ficando com o participante e a outra com o pesquisador.</p>     <p>Ap&oacute;s a assinatura do TCLE, o participante foi orientado a preencher o Question&aacute;rio S&oacute;cio Demogr&aacute;fico e, posteriormente o Question&aacute;rio de Aspectos Emocionais / Comportamentais. Em outro momento combinado com o participante, foi aplicado o Invent&aacute;rio de Habilidades Sociais (IHS &ndash; Del Prette). A aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos supracitados foi feita individualmente ou em grupo. Neste &uacute;ltimo caso, os participantes foram orientados a preench&ecirc; los individualmente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tratamento dos Dados</b></p>     <p>O instrumento Invent&aacute;rio de Habilidades Sociais (IHS &ndash; Del Prette) foi corrigido conforme o manual espec&iacute;fico e, posteriormente, os dados foram analisados pelo programa Microsoft Office Excel 2007. Os instrumentos Question&aacute;rio S&oacute;cio &ndash; Demogr&aacute;fico e Question&aacute;rio de Aspectos Emocionais / Comportamentais tiveram os dados categorizados. As categorias foram criadas de acordo com os relatos obtidos dos participantes ap&oacute;s preenchimento dos question&aacute;rios, considerando a maior frequ&ecirc;ncia das falas.</p>     <p>De acordo com Skinner (2003), uma an&aacute;lise funcional considera rela&ccedil;&otilde;es de causa e efeito entre o comportamento e vari&aacute;veis externas. Neste sentido, o comportamento (i. e. vari&aacute;vel dependente) corresponde ao efeito para o qual se procuram as causas em vari&aacute;veis externas (i. e. vari&aacute;veis independentes) das quais o comportamento &eacute; fun&ccedil;&atilde;o. Assim, para realizar uma an&aacute;lise funcional faz se necess&aacute;rio considerar as conting&ecirc;ncias passadas e atuais a que o indiv&iacute;duo est&aacute; exposto, considerando os determinantes ontogen&eacute;ticos (i. e. sua hist&oacute;ria de vida pessoal), filogen&eacute;ticos (i. e. sua hist&oacute;ria evolutiva ou gen&eacute;tica) e culturais (i. e. o meio cultural em que est&aacute; inserido). Neste sentido, os dados desta pesquisa foram analisados por meio da An&aacute;lise Aplicada do Comportamento, onde foram realizadas an&aacute;lises funcionais considerando se as conting&ecirc;ncias em opera&ccedil;&atilde;o na vida do indiv&iacute;duo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Os dados s&oacute;cio demogr&aacute;ficos indicam que 94,28% dos participantes n&atilde;o tinham filhos, 51,43% tinham entre 16 a 20 anos completos de estudo, 80% tinham curso superior completo como maior grau de instru&ccedil;&atilde;o, 60% estavam no primeiro ano da resid&ecirc;ncia e 97,14% tinham carga hor&aacute;ria na resid&ecirc;ncia de 60 horas semanais. Quanto &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de atividade profissional concomitante a resid&ecirc;ncia, 65,71% n&atilde;o exercia atividade profissional e 34,28% exercia alguma atividade profissional concomitante. Dentre estes &uacute;ltimos, 50% exerciam carga hor&aacute;ria nessa atividade de 16 a 20 horas semanais.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho em plant&otilde;es noturnos e/ou de 24 horas, 54,28% n&atilde;o trabalhavam nenhuma vez por semana e 28,57% trabalhavam nos plant&otilde;es uma vez por semana. Quanto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o em atividades esportivas ou art&iacute;sticas em grupo nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses, 48,57% n&atilde;o participavam de atividades desta natureza nenhuma vez por semana e 20% participavam mais de uma vez por semana.</p>     <p>Quanto aos dados do Question&aacute;rio de Aspectos Emocionais / Comportamentais, o <a href="#q1">quadro 1</a> exemplifica a frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia das caracter&iacute;sticas relatadas pelos participantes que facilitam ou dificultam a rela&ccedil;&atilde;o com o paciente e as habilidades que consideraram importantes desenvolver na rela&ccedil;&atilde;o com o mesmo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a05q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com o <a href="#q1">quadro 1</a>, as caracter&iacute;sticas mais relatadas pelos participantes que facilitam a rela&ccedil;&atilde;o com o paciente foram a comunica&ccedil;&atilde;o (31,43%) e a empatia (31,43%), seguidas da escuta (17,14%) e da paci&ecirc;ncia (17,14%), bem como do bom humor (11,43%). Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas que dificultam a rela&ccedil;&atilde;o com o paciente, o <a href="#q1">quadro 1</a> mostra a ansiedade (14,28%) e a falta de tempo (14,28%) como as mais relatadas. Quanto &agrave;s habilidades que os participantes consideraram importantes desenvolver na rela&ccedil;&atilde;o com o paciente, a paci&ecirc;ncia (28,57%), o estudo (8,57%) e a seguran&ccedil;a ao ser questionado (8,57%) foram as mais relatadas.</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o aos dados analisados do Invent&aacute;rio de Habilidades Sociais &ndash; IHS-Del Prette, as seis figuras a seguir apresentam os resultados encontrados para as cinco subescalas (F 1 &ndash; Enfrentamento e auto afirma&ccedil;&atilde;o com risco, F 2 &ndash; Auto afirma&ccedil;&atilde;o na express&atilde;o de sentimento positivo, F 3 &ndash; Conversa&ccedil;&atilde;o e desenvoltura social, F 4 &ndash; Auto exposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos e situa&ccedil;&otilde;es novas e F 5 &ndash; Autocontrole da agressividade) e subescala Total de habilidades sociais, para o grupo de 28 participantes do sexo feminino e para o grupo de sete participantes do sexo masculino.</p>     <p>A <a href="#f1">figura 1</a> apresenta a compara&ccedil;&atilde;o do repert&oacute;rio de habilidades sociais (HS) dos participantes do sexo masculino e sexo feminino para a subescala 1- Enfrentamento e auto afirma&ccedil;&atilde;o com risco do IHS &ndash; Del Prette.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a05f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>De acordo com a <a href="#f1">figura 1</a>, aproximadamente (30% dos participantes do sexo masculino e 20% das participantes do sexo feminino) apresentaram repert&oacute;rio bastante elaborado de habilidades sociais. Aproximadamente (30% dos participantes do sexo masculino e 35% das participantes do sexo feminino) apresentaram bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima da mediana). Aproximadamente 35% das participantes do sexo feminino apresentaram bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (abaixo da mediana). Aproximadamente (45% dos participantes homens e 10% das participantes mulheres) tiveram indica&ccedil;&atilde;o para treinamento de habilidades sociais. Assim, diferente do que foi observado para as participantes mulheres, parcela significativa dos participantes homens apresentaram indica&ccedil;&atilde;o para treinamento &agrave; subescala 1.</p>     <p>A <a href="#f2">figura 2</a> apresenta a compara&ccedil;&atilde;o do repert&oacute;rio de habilidades sociais (HS) dos participantes do sexo masculino e sexo feminino para a subescala 2 &ndash; Auto afirma&ccedil;&atilde;o na express&atilde;o de sentimento positivo do IHS - Del Prette.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a05f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A <a href="#f2">figura 2</a> mostra que para a subescala 2, acima de 40% dos participantes do sexo masculino e aproximadamente 20% das participantes do sexo feminino apresentaram repert&oacute;rio bastante elaborado de habilidades sociais, aproximadamente (30% dos participantes dos sexo masculino e 20% das participantes do sexo feminino) tiveram bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima da mediana), aproximadamente 15% dos participantes do sexo masculino e acima de 30% das participantes do sexo feminino tiveram bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (abaixo da mediana), aproximadamente (15% dos participantes dos sexo masculino e 25% das participantes do sexo feminino) apresentaram indica&ccedil;&atilde;o para treinamento de habilidades sociais. De modo geral, a <a href="#f2">figura 2</a> demonstra que o treinamento de habilidades sociais foi mais indicado para parte da popula&ccedil;&atilde;o feminina.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <a href="#f3">figura 3</a> apresenta a compara&ccedil;&atilde;o do repert&oacute;rio de habilidades sociais (HS) dos participantes do sexo masculino e sexo feminino para a subescala 3 - Conversa&ccedil;&atilde;o e desenvoltura social do IHS - Del Prette.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a05f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>De acordo com a <a href="#f3">figura 3</a> &eacute; poss&iacute;vel observar que, para a subescala 3, acima de 40% dos participantes do sexo masculino e aproximadamente 45% das participantes do sexo feminino tiveram repert&oacute;rio bastante elaborado de habilidades sociais. Aproximadamente (30% dos participantes do sexo masculino e 10% das participantes do sexo feminino) tiveram bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima da mediana), aproximadamente (15% dos participantes do sexo masculino e 10% das participantes do sexo feminino) apresentaram bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (abaixo da mediana). Aproximadamente 15% dos homens e acima de 30% das mulheres tiveram indica&ccedil;&atilde;o para treinamento de habilidades sociais. Em resumo, a <a href="#f3">figura 3</a> demonstra que para a subescala 3, parcela significativa das participantes do sexo feminino apresentou indica&ccedil;&atilde;o para treinamento em habilidades sociais.</p>     <p>A <a href="#f4">figura 4</a> apresenta a compara&ccedil;&atilde;o do repert&oacute;rio de habilidades sociais (HS) dos participantes do sexo masculino e sexo feminino para a subescala 4 &ndash; Auto exposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos e situa&ccedil;&otilde;es novas do IHS - Del Prette.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a05f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Segundo a <a href="#f4">figura 4</a>, para a subescala 4, aproximadamente (30% dos participantes do sexo masculino e 35% das participantes do sexo feminino) tiveram repert&oacute;rio bastante elaborado de habilidades sociais. Aproximadamente (45% dos participantes do sexo masculino e 40% das participantes do sexo feminino) tiveram bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima da mediana). Aproximadamente (30% dos participantes homens e 5% das participantes mulheres) apresentaram bom repert&oacute;rio em habilidades sociais (abaixo da mediana) e aproximadamente 20% das participantes mulheres tiveram indica&ccedil;&atilde;o para treinamento de habilidades sociais. Em resumo, a <a href="#f4">figura 4</a> demonstra que parte das participantes mulheres apresentou indica&ccedil;&atilde;o para treinamento em habilidades sociais para este fator.</p>     <p>A <a href="#f5">figura 5</a> apresenta a compara&ccedil;&atilde;o do repert&oacute;rio de habilidades sociais (HS) dos participantes do sexo masculino e sexo feminino para a subescala 5 - Autocontrole da agressividade do IHS - Del Prette.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a05f5.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>De acordo com os resultados da <a href="#f5">figura 5</a>, aproximadamente (15% dos participantes do sexo masculino e 10% das participantes do sexo feminino) apresentaram repert&oacute;rio bastante elaborado de habilidades sociais. Acima de 40% dos participantes homens e aproximadamente 30% das participantes mulheres apresentaram bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima da mediana). Aproximadamente 30% dos participantes homens e acima de 40% das participantes mulheres apresentaram bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (abaixo da mediana). Aproximadamente (15% dos participantes homens e 20% das participantes mulheres) tiveram indica&ccedil;&atilde;o para treinamento em habilidades sociais. Assim, para este fator a indica&ccedil;&atilde;o do treinamento de habilidades sociais foi praticamente semelhante para os dois grupos.</p>     <p>A <a href="#f6">figura 6</a> apresenta a compara&ccedil;&atilde;o do repert&oacute;rio de habilidades sociais (HS) dos participantes do sexo masculino e sexo feminino para a subescala Total do IHS - Del Prette.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a05f6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>De acordo com a <a href="#f6">figura 6</a>, acima de 40% dos participantes homens e aproximadamente 20% das participantes mulheres tiveram repert&oacute;rio bastante elaborado de habilidades sociais. Aproximadamente 30% dos participantes homens e acima de 30% das participantes mulheres tiveram bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima da mediana). Aproximadamente (15% dos participantes homens e 25% das participantes mulheres) tiveram bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (abaixo da mediana). Aproximadamente 15% dos participantes homens e acima de 20% das participantes mulheres tiveram indica&ccedil;&atilde;o para treinamento de habilidades sociais. Em resumo, a <a href="#f6">figura 6</a> mostra que para a subescala Total do IHS - Del Prette, a indica&ccedil;&atilde;o do treinamento de habilidades sociais foi praticamente semelhante para os dois grupos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>Os resultados indicam que o objetivo inicial do estudo foi alcan&ccedil;ado, o qual seja avaliar e identificar as habilidades sociais de residentes de um hospital universit&aacute;rio. As an&aacute;lises efetuadas demonstram que para a subescala 1 &ndash; Enfrentamento e auto afirma&ccedil;&atilde;o com risco do IHS - Del Prette, houve diferen&ccedil;as entre as popula&ccedil;&otilde;es masculina e feminina, pois, a maior parte da amostra dos residentes do sexo feminino apresentou bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima ou abaixo da mediana), enquanto parte dos representantes do sexo masculino apresentou bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima da mediana).</p>     <p>Os dados supracitados tamb&eacute;m indicam que parte da popula&ccedil;&atilde;o masculina apresentou repert&oacute;rio bastante elaborado de habilidades sociais que foi superior &agrave; popula&ccedil;&atilde;o feminina. No entanto, quase metade dos participantes do sexo masculino em compara&ccedil;&atilde;o a pequena parcela dos representantes do sexo feminino apresentou indica&ccedil;&atilde;o para treinamento em habilidades sociais para este fator. Assim, de modo geral, estas diferen&ccedil;as demonstram que para a subescala 1, a popula&ccedil;&atilde;o feminina apresentou melhor repert&oacute;rio de habilidades sociais que a popula&ccedil;&atilde;o masculina.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; subescala 2 &ndash; Auto afirma&ccedil;&atilde;o na express&atilde;o de sentimento positivo do IHS - Del Prette, os resultados foram parcialmente semelhantes para os grupos de participantes dos sexos masculino e feminino, j&aacute; que aproximadamente a metade dos participantes de ambos os grupos apresentou bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima ou abaixo da mediana). Contudo, algumas diferen&ccedil;as podem ser observadas: parcela significativa dos participantes do sexo masculino em compara&ccedil;&atilde;o a pequena parcela dos participantes do sexo feminino apresentou repert&oacute;rio bastante elaborado de habilidades sociais. Al&eacute;m disso, uma parte maior dos participantes do sexo feminino e pequena parcela dos participantes do sexo masculino tiveram indica&ccedil;&atilde;o para treinamento em habilidades sociais. Devido a estas diferen&ccedil;as, para a subescala 2, a popula&ccedil;&atilde;o masculina apresentou melhor repert&oacute;rio de habilidades sociais que a popula&ccedil;&atilde;o feminina.</p>     <p>Para a subescala 3 &ndash; Conversa&ccedil;&atilde;o e desenvoltura social do IHS - Del Prette, h&aacute; dados parcialmente semelhantes para os dois grupos de participantes dos sexos masculino e feminino, uma vez que grande parte dos participantes de ambos os grupos apresentaram repert&oacute;rio bastante elaborado de habilidades sociais. As diferen&ccedil;as ocorrem quando grande parte dos participantes do sexo masculino e pequena parcela dos participantes do sexo feminino apresentaram bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima ou abaixo da mediana), enquanto pequena parcela dos participantes do sexo masculino e parcela significativa dos participantes do sexo feminino tiveram indica&ccedil;&atilde;o para treinamento de habilidades sociais. Considerando estas diferen&ccedil;as, a popula&ccedil;&atilde;o masculina apresentou melhor repert&oacute;rio de habilidades sociais que a popula&ccedil;&atilde;o feminina para este fator.</p>     <p>Os dados da subescala 4 &ndash; Auto exposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos e situa&ccedil;&otilde;es novas do IHS - Del Prette indicam resultados parcialmente semelhantes, j&aacute; que uma parte dos participantes dos dois grupos apresentou repert&oacute;rio bastante elaborado de habilidades sociais. As diferen&ccedil;as ocorreram quando parcela significativa dos participantes do sexo masculino em compara&ccedil;&atilde;o com aproximadamente a metade das participantes do sexo feminino apresentou bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima ou abaixo da mediana) e pequena parcela das participantes do sexo feminino apresentou indica&ccedil;&atilde;o para treinamento de habilidades sociais. Estas diferen&ccedil;as indicam que para a subescala 4, a popula&ccedil;&atilde;o masculina apresentou melhor repert&oacute;rio de habilidades sociais que a popula&ccedil;&atilde;o feminina.</p>     <p>Para a subescala 5 &ndash; Autocontrole da agressividade do IHS - Del Prette, os dados foram praticamente semelhantes para os dois grupos de participantes, j&aacute; que uma pequena parte dos participantes dois grupos apresentou repert&oacute;rio bastante elaborado de habilidades sociais, parcela significativa dos participantes dos dois grupos apresentou bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima ou abaixo da mediana) e pequena parcela dos dois grupos teve indica&ccedil;&atilde;o para treinamento em habilidades sociais. Nesse sentido, os dados indicam que para este fator, as popula&ccedil;&otilde;es masculina e feminina apresentaram repert&oacute;rio de habilidades sociais praticamente semelhante.</p>     <p>Os resultados para a subescala Total do IHS - Del Prette indicam que os dois grupos de participantes apresentaram dados parcialmente semelhantes, j&aacute; que aproximadamente a metade dos participantes de ambos os sexos apresentou bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima ou abaixo da mediana) e pequena parcela dos dois grupos apresentou indica&ccedil;&atilde;o para treinamento de habilidades sociais. A maior diferen&ccedil;a entre os dois grupos ocorreu quando uma parte maior dos participantes do sexo masculino em compara&ccedil;&atilde;o aos participantes do sexo feminino apresentou repert&oacute;rio bastante elaborado de habilidades sociais. Considerando esta diferen&ccedil;a, o grupo de residentes do sexo masculino apresentou melhor repert&oacute;rio de habilidades sociais que o grupo de residentes do sexo feminino.</p>     <p>Estes dados indicam que, de modo geral, para as cinco subescalas do IHS - Del Prette, a maior parte da amostra de residentes de ambos os sexos apresentou bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima ou abaixo da mediana). Os resultados indicam que, dos cinco fatores, apenas para a subescala 1 - Enfrentamento e auto afirma&ccedil;&atilde;o com risco, a popula&ccedil;&atilde;o feminina teve particularidades que indicam melhor repert&oacute;rio de habilidades sociais que a popula&ccedil;&atilde;o masculina. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s subescalas 2, 3 e 4 (Auto afirma&ccedil;&atilde;o na express&atilde;o de sentimento positivo, Conversa&ccedil;&atilde;o e desenvoltura social e Auto exposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos e situa&ccedil;&otilde;es novas, respectivamente), a popula&ccedil;&atilde;o masculina apresentou caracter&iacute;sticas de melhor repert&oacute;rio de habilidades sociais que a popula&ccedil;&atilde;o feminina. J&aacute; para a subescala 5 - Autocontrole da agressividade houve repert&oacute;rio semelhante em habilidades sociais para os dois grupos de participantes.</p>     <p>Os resultados supracitados indicam que h&aacute; diferentes necessidades de treinamento de habilidades sociais entre os grupos de participantes dos sexos masculino e feminino. Nesse sentido, poder-se-ia considerar quest&otilde;es sociais e/ou culturais na hist&oacute;ria de aprendizagem e poss&iacute;veis conting&ecirc;ncias atuais a que estariam expostos os participantes homens e mulheres no ambiente hospitalar que poderiam justificar em parte as diferen&ccedil;as apresentadas.</p>     <p>Ao relatar sobre a sua experi&ecirc;ncia enquanto membros dos programas de resid&ecirc;ncias m&eacute;dica e multiprofissional em sa&uacute;de, os participantes elencaram como situa&ccedil;&otilde;es mais desafiadoras da sua pr&aacute;tica: a alta carga hor&aacute;ria na resid&ecirc;ncia (11,43%); a falta de tempo para estudar (11,43%); lidar com pacientes graves (8,57%); realizar atividades complexas sem supervis&atilde;o de <i>staffs</i> (8,57%); falta de reconhecimento na profiss&atilde;o (8,57%); aus&ecirc;ncia de preceptores (5,71%); diferen&ccedil;a de opini&otilde;es entre chefes e residentes nos casos (5,71%); falta de pr&aacute;tica em casos novos (5,71%); patologias de diversas naturezas (5,71%) e a morte dos pacientes (5,71%).</p>     <p>P&ocirc;de se observar que grande parte das falas dos participantes relaciona se aos contextos dos servi&ccedil;os de Urg&ecirc;ncia e Emerg&ecirc;ncia em que est&atilde;o inseridos, onde h&aacute; demanda de pacientes graves ou em cuidados paliativos, sendo recorrente a morte dos pacientes. Nestes contextos, h&aacute; tamb&eacute;m riqueza de patologias de diversas naturezas, sendo constantes as discuss&otilde;es de caso entre as equipes das diferentes especialidades ou entre os membros de uma mesma equipe, o que pode proporcionar opini&otilde;es contradit&oacute;rias sobre um mesmo caso.</p>     <p>Outra caracter&iacute;stica presente na fala dos participantes e nos servi&ccedil;os de Urg&ecirc;ncia e Emerg&ecirc;ncia &eacute; a falta de tempo, j&aacute; que as situa&ccedil;&otilde;es emergenciais demandam aten&ccedil;&atilde;o imediata e disponibiliza&ccedil;&atilde;o de tempo pela equipe, o que poderia ser intensificado pela alta carga hor&aacute;ria da resid&ecirc;ncia. A falta de tempo (cf. <a href="#q1">quadro 1</a>) tamb&eacute;m foi uma das caracter&iacute;sticas mais relatadas pelos participantes que dificultam a rela&ccedil;&atilde;o com o paciente. Ademais, a maior parte dos participantes estava no primeiro ano da resid&ecirc;ncia quando participou do estudo, o que poderia justificar a falta de pr&aacute;tica em casos novos e a dificuldade em realizar atividades complexas sem supervis&atilde;o de <i>staffs</i>. Assim, a falta de tempo de lidar com o paciente poderia se relacionar a falta de pr&aacute;tica no trabalho realizado, sugerindo defici&ecirc;ncias na efici&ecirc;ncia e/ou efic&aacute;cia do desempenho deste. Neste sentido, o treinamento de habilidades sociais em geral, e de habilidades espec&iacute;ficas, em particular, poderia ser ben&eacute;fico para sanar estes poss&iacute;veis <i>d&eacute;ficits</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A maior parte dos relatos acima citados remete aos contextos de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia em que os participantes estavam inseridos. Assim, de acordo com uma vis&atilde;o anal&iacute;tico comportamental, ao considerar que as habilidades sociais s&atilde;o capacidades comportamentais aprendidas em intera&ccedil;&otilde;es sociais, poder-se-ia supor estes contextos como conting&ecirc;ncias controladoras dos comportamentos dos participantes.</p>     <p>Os participantes tamb&eacute;m relataram que costumam expressar sentimentos positivos no ambiente hospitalar, com maior frequ&ecirc;ncia atrav&eacute;s de sorrisos (28,57%); de conversas com colegas da resid&ecirc;ncia (14,28%) e com pacientes (8,57%); por meio de abra&ccedil;os (5,71%); de falas (5,71%) e brincadeiras positivas (5,71%); de elogios (5,71%) e de palavras ao paciente que incentivem a ades&atilde;o ao tratamento (5,71%). Atrav&eacute;s dos relatos supracitados foi poss&iacute;vel observar que os participantes prezam a comunica&ccedil;&atilde;o verbal e n&atilde;o verbal como a melhor forma de express&atilde;o de sentimentos positivos. A comunica&ccedil;&atilde;o e a empatia (cf. <a href="#q1">quadro 1</a>) tamb&eacute;m apareceram como as caracter&iacute;sticas mais relatadas pelos participantes que facilitam a rela&ccedil;&atilde;o com o paciente.</p>     <p>Quanto aos sentimentos diante de situa&ccedil;&otilde;es e pessoas novas no ambiente hospitalar, os participantes relataram, com maior frequ&ecirc;ncia que: gostam de situa&ccedil;&otilde;es novas (17,14%); se sentem tranquilos (14,28%); fazem amizades (11,43%); sentem se como se fossem novos desafios (11,43%), aprendem nas situa&ccedil;&otilde;es novas (8,57%); se sentem inseguros (8,57%); observam (8,57%); se sentem indiferentes (8,57%); se sentem bem (5,71%); s&atilde;o adapt&aacute;veis a mudan&ccedil;as (5,71%); sentem se confort&aacute;veis (5,71%); tentam ajudar (5,71%); veem de forma positiva (5,71%) e sentem se ansiosos (5,71%). Com exce&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s falas (se sentem inseguros, indiferentes e ansiosos), a maior parte destes relatos indica que os residentes n&atilde;o sentem dificuldades com rela&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&otilde;es e pessoas novas no ambiente hospitalar.</p>     <p>Os participantes relataram tamb&eacute;m que diante de situa&ccedil;&otilde;es em que sentem raiva, reagem com maior frequ&ecirc;ncia: compartilhando com amigos e familiares (31,43%); ficando calados (17,14%); tentando conversar (14,28%); n&atilde;o demonstrando sentimento de raiva (14,28%); mantendo a calma (11,43%); mantendo o autocontrole (11,43%); saindo de perto (8,57%); tentando resolver o problema (8,57%); expressando a opini&atilde;o com respeito (5,71%); &agrave;s vezes revidando com grosseria (5,71%) e se expressando de maneira exagerada (5,71%). Estes relatos indicam que os participantes expressam sentimentos de raiva, geralmente, atrav&eacute;s da comunica&ccedil;&atilde;o verbal e n&atilde;o verbal. Nesse sentido, &eacute; importante destacar que os participantes consideraram a paci&ecirc;ncia (cf. <a href="#q1">quadro 1</a>) como a habilidade mais importante que precisariam desenvolver na rela&ccedil;&atilde;o com o paciente.</p>     <p>De modo geral, os relatos citados tamb&eacute;m indicam que os participantes consideraram a comunica&ccedil;&atilde;o verbal e n&atilde;o verbal e a empatia como as caracter&iacute;sticas mais facilitadoras da rela&ccedil;&atilde;o com o paciente. Sendo a comunica&ccedil;&atilde;o verbal e n&atilde;o verbal tamb&eacute;m considerada como a melhor forma de express&atilde;o de sentimentos positivos e sentimentos de raiva no ambiente hospitalar. Ademais, grande parte dos participantes, de ambos os sexos, apresentaram repert&oacute;rio bastante elaborado de habilidades sociais para a subescala 3 &ndash; Conversa&ccedil;&atilde;o e desenvoltura social, este fato poderia ser explicado por estarem inseridos em contextos em que constantemente necessitam desenvolver a comunica&ccedil;&atilde;o e o manejo com o paciente, familiares deste ou equipe de trabalho.</p>     <p>Estes relatos demonstram a import&acirc;ncia que os participantes deram a comunica&ccedil;&atilde;o verbal e n&atilde;o verbal na rela&ccedil;&atilde;o com o paciente ou na rela&ccedil;&atilde;o com a equipe. O que vai ao encontro do que prescreve a literatura sobre a qualidade da comunica&ccedil;&atilde;o entre paciente e profissional de sa&uacute;de, j&aacute; que esta pode se refletir sobre a ades&atilde;o e o sucesso ao tratamento e melhora da qualidade de vida do paciente. Al&eacute;m disso, tal comunica&ccedil;&atilde;o pode permitir ao paciente participar mais ativamente nas decis&otilde;es do seu tratamento, proporcionando a diminui&ccedil;&atilde;o de sua ansiedade, desconforto ou inseguran&ccedil;a relacionados ao tratamento. Ademais, os benef&iacute;cios s&atilde;o maiores aos pacientes bem informados, j&aacute; que proporciona maior aceita&ccedil;&atilde;o da enfermidade e da morte, sendo gerados tamb&eacute;m benef&iacute;cios para o profissional que, ao utilizar se de comunica&ccedil;&atilde;o adequada, consegue identificar as necessidades do paciente e discutir formas de promover sa&uacute;de com o mesmo (M&uuml;ller, 2009).</p>     <p>Al&eacute;m disso, a comunica&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica &eacute; considerada uma das habilidades que proporciona campo de negocia&ccedil;&atilde;o, tomada de decis&atilde;o e procura por alternativas aos pacientes com dificuldades financeiras, o que pode ser traduzido em resultados positivos para o sistema de sa&uacute;de, j&aacute; que h&aacute; a redu&ccedil;&atilde;o de gastos devido &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es e exames realizados pelos pacientes (M&uuml;ller, 2009).</p>     <p>Foi poss&iacute;vel observar por meio dos relatos que, de modo geral, os residentes apresentaram bom repert&oacute;rio de habilidades sociais, o que vai ao encontro dos resultados do IHS - Del Prette, eles tamb&eacute;m souberam discriminar o que precisariam melhorar no desempenho destas habilidades nos contextos em que estavam inseridos.</p>     <p>&Eacute; importante destacar que esta pesquisa teve relev&acirc;ncia para ampliar os estudos sobre habilidades sociais em contextos de sa&uacute;de, contribuindo para a avalia&ccedil;&atilde;o de trabalhadores de sa&uacute;de, especialmente, do perfil de residentes em forma&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que h&aacute; escassez de estudos para esta popula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. Assim, possibilitando o delineamento de programas de treinamento de habilidades sociais em sa&uacute;de.</p>     <p>De modo geral, foi poss&iacute;vel observar bom repert&oacute;rio de habilidades sociais nos participantes; no entanto, a indica&ccedil;&atilde;o do treinamento em habilidades sociais seria conveniente para a melhoria das particularidades da popula&ccedil;&atilde;o pesquisada onde foram encontrados <i>d&eacute;ficits</i>. J&aacute; que houve indica&ccedil;&atilde;o para treinamento de habilidades sociais para parte significativa da popula&ccedil;&atilde;o masculina em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; subescala 1 e para grande parte da popula&ccedil;&atilde;o feminina em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s subescalas 2, 3 e 4.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo comparou as habilidades sociais entre residentes do sexo masculino e sexo feminino. No entanto, n&atilde;o esgota possibilidades de novas an&aacute;lises que poderiam incluir, por exemplo, avalia&ccedil;&otilde;es de habilidades sociais entre residentes de uma mesma &aacute;rea ou entre residentes de forma&ccedil;&otilde;es distintas (e.g., residentes m&eacute;dicos e residentes multiprofissionais). Entre outras possibilidades de an&aacute;lises, novos estudos seriam relevantes ao avaliar as habilidades sociais entre residentes de uma mesma &aacute;rea e outros profissionais do hospital ou entre residentes de &aacute;reas distintas e outros profissionais. Nesse sentido, estudos futuros seriam importantes tamb&eacute;m para abordar desempenho e compet&ecirc;ncia social de habilidades sociais em contextos de sa&uacute;de, o que poderia incrementar pesquisas de interven&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Bolsoni-Silva, A. T. (2002). Habilidades sociais: Breve an&aacute;lise da teoria e da pr&aacute;tica &agrave; luz da an&aacute;lise do comportamento. <i>Intera&ccedil;&atilde;o em Psicologia</i>, <i>6</i>, 33-242. doi:org/10.5380/psi.v6i2.3311.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536606&pid=S1645-0086201600020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Caballo, V. E. (1996). O treinamento em habilidades sociais. Em V. E. Caballo (Org.), <i>Manual de t&eacute;cnicas de terapia e modifica&ccedil;&atilde;o do comportamento</i> (pp. 361-398). S&atilde;o Paulo: Santos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536608&pid=S1645-0086201600020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Correia, S. H. B., Del Prette, Z. A. P., &amp; Del Prette, A. (2004). Habilidades sociais em mulheres obesas: Um estudo explorat&oacute;rio. <i>Psico-USF</i>, <i>9</i>, 201-210. doi: 10.1590/S1413-82712004000200011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536610&pid=S1645-0086201600020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Darwin, C. (<i>n.d.</i>). <i>A origem das esp&eacute;cies</i>. (E. Fonseca, Trad.). S&atilde;o Paulo: Hemus. (Obra original publicada em 1859).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Del Prette, A. (1978). O treino assertivo na forma&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo. <i>Arquivos Brasileiros de Psicologia Aplicada</i>,<i> 30</i>, 53-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536613&pid=S1645-0086201600020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Del Prette, Z. A. P., &amp; Del Prette, A. (1996). Habilidades sociais: Uma &aacute;rea em desenvolvimento. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica</i>, <i>9</i>, 233-255.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536615&pid=S1645-0086201600020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Del Prette, Z. A. P., &amp; Del Prette, A. (2000). Treinamento em habilidades sociais: Panorama geral da &aacute;rea. Em V. G. Haase; R. R. Neves; C. Kapler; M. L. M. Teodoro &amp; G. M. O. Wood (Orgs.). <i>Psicologia do Desenvolvimento: Contribui&ccedil;&otilde;es Interdisciplinares</i> (pp. 249-264). Belo Horizonte: Health.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536617&pid=S1645-0086201600020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Del Prette, Z. A. P., &amp; Del Prette, A. (2009). Avalia&ccedil;&atilde;o de habilidades sociais: bases conceituais, instrumentos e procedimentos. In A. Del Prette &amp; Z.A.P. Del Prette (Orgs.), <i>Psicologia das habilidades sociais: Diversidade te&oacute;rica e suas implica&ccedil;&otilde;es </i>(pp. 187-229). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536619&pid=S1645-0086201600020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Del Prette, Z. A. P., &amp; Del Prette, A. (2010). Habilidades sociais e an&aacute;lise do comportamento: Proximidade hist&oacute;rica e atualidades. <i>Revista Perspectivas,</i><i>1</i>, 104-115.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536621&pid=S1645-0086201600020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ferro, M. R., Abramides, D. V. M., Veronez, F. S., Tavano, L. D., Souza, S. R. B., De-Vitto, L. P. M., &amp; Costa, A. R. (2008). Habilidades sociais em pacientes com s&iacute;ndrome velocardiofacial. <i>Arquivos de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de</i>, <i>15</i>, 157-162.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536623&pid=S1645-0086201600020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fumo, V. M. S., Manolio, C. L., Bello, S., &amp; Hayashi, M. C. P. I. (2009). Produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em habilidades sociais: Estudo bibliom&eacute;trico. <i>Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva</i>, <i>11</i>, 246-266.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536625&pid=S1645-0086201600020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Furtado, E. S., Falcone, E. M. O., &amp; Clark, C. (2003). Avalia&ccedil;&atilde;o do estresse e das habilidades sociais na experi&ecirc;ncia acad&ecirc;mica de estudantes de medicina de uma universidade do Rio de Janeiro. <i>Intera&ccedil;&atilde;o em Psicologia</i>, <i>7</i>, 43-51. doi: 10.5380/psi.v7i2.3222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536627&pid=S1645-0086201600020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jeffery, R. W. (1989). Risk behaviors and health contrasting individual and population perspectives. <i>American Psychologist</i>, <i>44</i>, 1194-1202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536629&pid=S1645-0086201600020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>M&uuml;ller, M. R. (2009). Aspectos relevantes na comunica&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. <i>Psicologia IESB</i>, <i>1</i>, 72-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536631&pid=S1645-0086201600020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Murta, S. G. (2005). Aplica&ccedil;&otilde;es do treinamento em habilidades sociais: An&aacute;lise da produ&ccedil;&atilde;o nacional. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica</i>, <i>18</i>, 283-291. doi: 10.1590/s0102-79722005000200017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536633&pid=S1645-0086201600020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><i>Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de.</i> (2010). Recuperado em 20 de julho de 2013, de <a href="http://www.pns.icict.fiocruz.br/index.php?pag=preenchimento" target="_blank">http://www.pns.icict.fiocruz.br/index.php?pag=preenchimento</a>.</p>     <!-- ref --><p>Rondina, R. C., Martins, R., Manzato, A. J., &amp; Terra, A. P. (2013). Habilidades sociais e depend&ecirc;ncia nicot&iacute;nica em universit&aacute;rios fumantes. <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as</i>, <i>14</i>, 232-244. doi: 00862013000100015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536636&pid=S1645-0086201600020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sardinha, A. P. A. (2010). <i>Habilidades sociais em portadores de anomalia de diferencia&ccedil;&atilde;o sexual</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Universidade Federal do Par&aacute;, Bel&eacute;m, PA, Brasil.</p>     <p>Skinner, B. F. (2003). <i>Ci&ecirc;ncia e comportamento humano</i>. (J. C. Todorov &amp; Azzi, Trads.) S&atilde;o Paulo: Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1953).</p>     <!-- ref --><p>Tourinho, E. Z. (1999). Estudos conceituais na an&aacute;lise do comportamento. <i>Temas em Psicologia da SBP</i>, <i>7</i>, 213-222. doi: 1413-389X1999000300003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536640&pid=S1645-0086201600020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Rua Sete, s/n, Qdra. 27, Lt. 26, Cj. Rio Claro 3; Tel.: (62) 8209-5850; E-mail: <a href="mailto:liviadeangeli@gmail.com">liviadeangeli@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 08 de Abril de 2014/ Aceite em 05 de Abril de 2016</p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Bolsoni-Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. T.]]></given-names>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Habilidades sociais: Breve análise da teoria e da prática à luz da análise do comportamento]]></article-title>
<source><![CDATA[Interação em Psicologia]]></source>
<year>2002</year>
<volume>6</volume>
<page-range>33-242</page-range></nlm-citation>
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<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Caballo]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. E.]]></given-names>
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