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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.15309/16psd170206</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Repetição da &#8220;gravidez na adolescência&#8221; e o planejamento familiar]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The repetition of &#8220;teenage pregnancy&#8221; and the family planning]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to understand the meanings produced in family relationships against the repetition of "teenage pregnancy" and family planning. The analysis was based on a qualitative perspective, social constructionist, with conducting six individual interviews, semi -structured, referring to three households from lower classes young people who have experienced a repeat of "teenage pregnancy". The experience of repetition of "teen pregnancy" may be meant as winning opportunity of social roles and the construction of a life project. Family planning involved both the decision by pregnancy, such as the use of contraceptives, or the presence of difficulty for their use and / or access. The results reaffirm the need for critical reflection on the repetition of "teenage pregnancy" and family planning. It is argued the importance of contextualizing pregnancy among young people, so that they are not individually blamed as irresponsible and reckless, but that question because other life plans are not made possible for this population.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Gravidez na Adolescência]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Pregnancy in Adolescence]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Family Planning (Public Health)]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Family]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Repeti&ccedil;&atilde;o da &ldquo;gravidez na adolesc&ecirc;ncia&rdquo; e o planejamento familiar</b></p>     <p><b>The repetition of &ldquo;teenage pregnancy&rdquo; and&nbsp;the family planning</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana Luiza Rodrigues In&aacute;cio<sup>1</sup> &amp; Emerson Fernando Rasera<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia. Instituto de Psicologia. Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em&nbsp;Psicologia.; </p>     <p><sup>2</sup>Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia. Instituto de Psicologia. Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em&nbsp;Psicologia. Uberl&acirc;ndia&ndash; MG, Brasil</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo teve como objetivo compreender os sentidos produzidos nas rela&ccedil;&otilde;es familiares frente &agrave; repeti&ccedil;&atilde;o da &ldquo;gravidez na adolesc&ecirc;ncia&rdquo; e o planejamento familiar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise baseou-se numa perspectiva qualitativa, de cunho construcionista social, realizada a partir de seis entrevistas individuais, semi-estruturadas, referentes a tr&ecirc;s n&uacute;cleos familiares de jovens de camadas populares que vivenciaram a repeti&ccedil;&atilde;o da &ldquo;gravidez na adolesc&ecirc;ncia&rdquo;.</p>     <p>A experi&ecirc;ncia da repeti&ccedil;&atilde;o da &ldquo;gravidez na adolesc&ecirc;ncia&rdquo; pode ser significada como oportunidade de conquista de pap&eacute;is sociais e a constru&ccedil;&atilde;o de um projeto de vida. O planejamento familiar envolveu tanto a decis&atilde;o pela gravidez, como o uso de m&eacute;todos contraceptivos, ou a presen&ccedil;a de dificuldade para o seu uso e/ou acesso.</p>     <p>Os resultados reafirmam a necessidade de reflex&atilde;o cr&iacute;tica acerca da repeti&ccedil;&atilde;o da &ldquo;gravidez na adolesc&ecirc;ncia&rdquo; e do planejamento familiar. Defende-se a import&acirc;ncia de contextualizar a gravidez entre os jovens, para que eles n&atilde;o sejam culpabilizados individualmente como irrespons&aacute;veis e inconsequentes, mas que se questione porque outros projetos de vida n&atilde;o s&atilde;o tornados poss&iacute;veis para essa popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Gravidez na Adolesc&ecirc;ncia; Planejamento Familiar; Fam&iacute;lia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study aimed to understand the meanings produced in family relationships against the repetition of "teenage pregnancy" and family planning.</p>     <p>The analysis was based on a qualitative perspective, social constructionist, with conducting six individual interviews, semi -structured, referring to three households from lower classes young people who have experienced a repeat of "teenage pregnancy".</p>     <p>The experience of repetition of "teen pregnancy" may be meant as winning opportunity of social roles and the construction of a life project. Family planning involved both the decision by pregnancy, such as the use of contraceptives, or the presence of difficulty for their use and / or access.</p>     <p>The results reaffirm the need for critical reflection on the repetition of "teenage pregnancy" and family planning. It is argued the importance of contextualizing pregnancy among young people, so that they are not individually blamed as irresponsible and reckless, but that question because other life plans are not made possible for this population.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Key words</b><i>: </i>Pregnancy in Adolescence; Family Planning (Public Health); Family</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Trazemos &agrave; luz para discuss&atilde;o no presente artigo a tem&aacute;tica da sexualidade juvenil, ainda muito vista socialmente como assunto pol&ecirc;mico, ora limitando a pr&aacute;tica de determinados atos, ora evitando-se falar sobre os mesmos. Dada a import&acirc;ncia e complexidade do tema, &eacute; necess&aacute;rio investig&aacute;-lo de forma cr&iacute;tica, tendo a &ldquo;gravidez na adolesc&ecirc;ncia&rdquo; e sua repeti&ccedil;&atilde;o como dentre as experi&ecirc;ncias juvenis, a que mais tem sido marcada por uma desqualifica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A significa&ccedil;&atilde;o da gravidez est&aacute; fortemente vinculada a fatores s&oacute;cio-culturais, que determinar&atilde;o diretamente a maneira como a jovem vivenciar&aacute; a maternidade (Barreto, Gomes, Oliveira, Marques &amp; Peres, 2011), por&eacute;m alguns levantamentos epidemiol&oacute;gicos, bem como certa an&aacute;lise das repercuss&otilde;es de uma &ldquo;gravidez na adolesc&ecirc;ncia&rdquo; e sua repeti&ccedil;&atilde;o contribuem para a sua constru&ccedil;&atilde;o como um &ldquo;problema social&rdquo; (Brand&atilde;o &amp; Heilborn, 2006).</p>     <p>A repeti&ccedil;&atilde;o da gravidez durante a juventude tornou-se um novo campo de investiga&ccedil;&atilde;o. Rosa, Reis, Tanaka (2007) em um estudo de revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica de publica&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo de 1980 a 2005, destacaram a localiza&ccedil;&atilde;o de uma pequena produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica acerca do assunto. Consta-se ainda, que h&aacute; poucos trabalhos que exploram o tema de maneira espec&iacute;fica e consistente, sendo que quando presente se encontra de forma dispersa e citada superficialmente em estudos sobre &ldquo;gravidez na adolesc&ecirc;ncia&rdquo; (Rosa, 2007).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos dados demogr&aacute;ficos sobre a repeti&ccedil;&atilde;o da &ldquo;gravidez na adolesc&ecirc;ncia&rdquo;, Bruno, Feitosa, Silveira, Morais, Bezerra (2009) analisando a incid&ecirc;ncia de uma nova gesta&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s cinco anos do primeiro parto com jovens gr&aacute;vidas atendidas em uma maternidade-escola de Fortaleza, constataram que 61% das entrevistadas engravidaram novamente nesse per&iacute;odo. Destas, 40% tiveram mais de uma gravidez no per&iacute;odo de estudo.</p>     <p>Quanto &agrave; descri&ccedil;&atilde;o do perfil dessas jovens, pode-se afirmar a exist&ecirc;ncia multifatorial de causas do evento, dentre esses fatores relacionados &agrave; inicia&ccedil;&atilde;o sexual, renda familiar, escolaridade e outros (Persona, Shimo &amp; Tarallo, 2004). Nesses casos, aponta-se o surgimento de poss&iacute;veis problemas (pequeno intervalo entre os partos, baixo peso do rec&eacute;m-nascido) (Godinho, Schelp, Parada &amp; Bertoncello, 2000), bem como a id&eacute;ia de que quanto mais jovem a menina vivenciar a primeira gravidez, maior a possibilidade de multigesta&ccedil;&otilde;es ainda durante a juventude (Sabroza, Leal, Gama &amp; Costa, 2004).</p>     <p>Indo por outro caminho, entende-se que a &ldquo;gravidez na adolesc&ecirc;ncia&rdquo; e sua repeti&ccedil;&atilde;o muitas vezes fazem parte do projeto de vida das jovens, principalmente nas classes trabalhadoras, onde as oportunidades de qualifica&ccedil;&atilde;o profissional e consequente ascens&atilde;o podem apresentar-se de formas mais remotas e a maternidade ainda &eacute; muito valorizada (Magalh&atilde;es, 2007). Neste contexto, destaca-se o fato do quanto tomar a idade da m&atilde;e como fator isolado para an&aacute;lise de indicadores de sa&uacute;de pode implicar em uma vis&atilde;o reducionista do fen&ocirc;meno, que desconsidera as diversidades sociais e as m&uacute;ltiplas implica&ccedil;&otilde;es que o evento causa sobre as trajet&oacute;rias das jovens e suas redes familiares (Pantoja, 2003).</p>     <p>Pol&iacute;ticas intersetoriais e integradas especialmente para jovens m&atilde;es e pais e para aqueles em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade social poderiam ser utilizados como instrumentos de suma import&acirc;ncia para habilitar essas pessoas ao exerc&iacute;cio dos direitos reprodutivos (Silva, Rozenberg, Bonan, Chuva, Costa &amp; Gomes, 2011). Somos convidados a observar por outros aspectos tal fen&ocirc;meno, que consigam ultrapassar a inflexibilidade de estere&oacute;tipos como &ldquo;indesejada&rdquo;, &ldquo;precoce&rdquo; e &ldquo;n&atilde;o-planejada&rdquo;, e que dar&aacute; vozes aos atores sociais, permitindo o reconhecimento da heterogeneidade do evento (Matta, 2008).</p>     <p>Assim, o presente estudo teve como objetivo compreender os sentidos produzidos nas rela&ccedil;&otilde;es familiares frente &agrave; repeti&ccedil;&atilde;o da &ldquo;gravidez na adolesc&ecirc;ncia&rdquo; e o planejamento familiar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Fizeram parte do estudo tr&ecirc;s n&uacute;cleos familiares, sendo realizadas seis entrevistas. Todas as fam&iacute;lias eram cadastradas e recebiam atendimento em uma Unidade de Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (UAPSF) de uma cidade de m&eacute;dio porte de Minas Gerais (MG). A partir de uma pesquisa pr&eacute;via acerca dos poss&iacute;veis participantes com ajuda da Equipe de Sa&uacute;de da unidade, chegou-se aos nomes dos mesmos. A primeira fam&iacute;lia &eacute; representada por Paulina e Daniel, pais de Carlos e Lizete, e Piedade, m&atilde;e de Paulina. A segunda fam&iacute;lia consiste em Helena e Ren&ecirc;, pais de Cirilo, Maria Joaquina e Laura. E por fim, temos Maria, m&atilde;e de Fernando e Tita, e Alice, m&atilde;e de Maria. Desta forma foram entrevistados: Paulina, Daniel, Piedade (fam&iacute;lia 1), Helena (fam&iacute;lia 2) e Maria e Alice. Os nomes foram trocados para preservar a identidade dos indiv&iacute;duos (fam&iacute;lia 3).</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>&nbsp;Ap&oacute;s o convite e o consentimento dos sujeitos em fazerem parte do estudo, promoveu-se o agendamento de datas e hor&aacute;rios para a realiza&ccedil;&atilde;o das entrevistas. As entrevistas foram realizadas na resid&ecirc;ncia dos participantes de acordo com a disponibilidade de cada um, registradas em &aacute;udio e posteriormente transcritas na &iacute;ntegra. As entrevistas possu&iacute;am um car&aacute;ter semi-estruturado, baseada em quest&otilde;es que objetivavam uma melhor compreens&atilde;o do processo de produ&ccedil;&atilde;o de sentidos dentro do contexto familiar acerca da experi&ecirc;ncia de duas ou mais gesta&ccedil;&otilde;es durante a juventude. Ap&oacute;s a transcri&ccedil;&atilde;o integral das entrevistas, realizou-se leitura exaustiva do material visando identificar os sentidos produzidos e a reflex&atilde;o-cr&iacute;tica acerca desses com base na literatura da &aacute;rea.</p>     <p>O estudo obedeceu &agrave;s normas regulamentadoras da Resolu&ccedil;&atilde;o 466/2012 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de, com o devido preenchimento e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido &ndash; TCLE pelos participantes, caso concordassem conceder a entrevista. O projeto de pesquisa foi submetido a uma avalia&ccedil;&atilde;o pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa com Seres Humanos da universidade onde se realizou a pesquisa, obtendo o parecer positivo.</p>     <p>A an&aacute;lise do corpus baseou-se numa perspectiva qualitativa de cunho construcionista social (Gergen, 1985; Minayo &amp; Sanches, 1993; Spink, 2010) Desta forma, os passos da an&aacute;lise consistiram de: (a) transcri&ccedil;&atilde;o das entrevistas realizadas; (b) leitura curiosa e reflexiva; (c) constru&ccedil;&atilde;o de categorias a partir das interpreta&ccedil;&otilde;es produzidas; (d) an&aacute;lise interpretativa buscando compreender os posicionamentos assumidos e a produ&ccedil;&atilde;o de sentidos.</p>     <p>O exerc&iacute;cio de an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o das entrevistas transcritas possibilitou a constru&ccedil;&atilde;o de categorias tem&aacute;ticas, sendo que dentre tais destacamos, neste momento, o tema Repeti&ccedil;&atilde;o da gravidez e planejamento familiar, com o objetivo de estimular uma reflex&atilde;o sobre os contextos de determinados exerc&iacute;cios no campo da sexualidade.</p>     <p>&nbsp;</p> <h3>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</h3>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A tem&aacute;tica da Repeti&ccedil;&atilde;o da gravidez e planejamento familiar traz como destaque reflex&otilde;es sobre as divergentes significa&ccedil;&otilde;es acerca de gesta&ccedil;&otilde;es seguintes entre jovens, inclusive sua naturaliza&ccedil;&atilde;o, bem como a quest&atilde;o do &ldquo;planejamento familiar&rdquo;, pensando-se o uso de m&eacute;todos contraceptivos ou mesmo a possibilidade de aborto.</p>     <p>Quanto &agrave;s significa&ccedil;&otilde;es produzidas pelas jovens e seus familiares relativas &agrave; maternidade/paternidade quando essa se repete temos um cen&aacute;rio representado atrav&eacute;s de uma perspectiva do inesperado, do &ldquo;n&atilde;o-programado&rdquo;, ou como dizem os familiares de Paulina:</p>     <p><i>(...) ela veio sem n&oacute;s querermos. (Daniel)</i></p>     <p>&nbsp;<i>(...)</i><i>que o Carlos foi programado, j&aacute; a Lizete n&atilde;o, a Lizete veio de enxerida. (Piedade)</i></p>     <p>Entretanto, apesar de num primeiro momento significarem as gesta&ccedil;&otilde;es seguintes a partir de uma perspectiva do imprevisto, o que se evidencia nas falas dos participantes &eacute; a naturaliza&ccedil;&atilde;o da chegada da segunda crian&ccedil;a, ilustrada pela express&atilde;o social &ldquo;quem cria um, cria dois&rdquo; e pela idealiza&ccedil;&atilde;o de um casal de filhos:</p>     <p><i>A&iacute; ela j&aacute; achou bom que foi j&aacute; um casalzinho sabe, agora ficou um homenzinho e uma mulher. (Alicia) </i></p>     <p><i>(...) que j&aacute; queria um casal. (Piedade) </i></p>     <p>O fato da experi&ecirc;ncia da maternidade por jovens compreender-se como algo naturalizado ou mesmo desejado associa-se a valores e projetos de vida que s&atilde;o diferenciados em estratos socioculturais distintos (Patias, Gabriel, Weber &amp; Dias, 2011). Discutimos, ent&atilde;o, a naturaliza&ccedil;&atilde;o da forma como as maternidades foram se sucedendo nas vidas das jovens m&atilde;es, sendo que a cria&ccedil;&atilde;o de um ou mais filhos n&atilde;o parece romper ordem alguma, pelo contr&aacute;rio, surge como um grupo familiar t&iacute;pico pai-m&atilde;e-filhos (Rosa, 2007).</p>     <p>Ao mesmo tempo, apesar da gravidez muitas vezes ser defendida como oportunidade de amadurecimento e da conquista de novos pap&eacute;is em comunidade, devemos questionar por que outros contextos n&atilde;o s&atilde;o apontados tamb&eacute;m como condi&ccedil;&otilde;es para essas conquistas. Seria, ent&atilde;o, a maternidade/paternidade uma das poucas oportunidades, se n&atilde;o a &uacute;nica, diante de determinada condi&ccedil;&atilde;o social, destacando a necessidade de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que auxiliassem para que outros contextos come&ccedil;assem a ser vislumbrados e poss&iacute;veis de se conquistar? Entendendo-se essa significa&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla que a experi&ecirc;ncia da gravidez quando jovem pode ganhar de acordo com aspectos culturais e sociais, amplia-se a compreens&atilde;o do que seria o &ldquo;planejamento familiar&rdquo;, e de como esse poderia estar presente na realidade dos jovens entrevistados.</p>     <p>A respeito do uso de m&eacute;todos contraceptivos antes da primeira gravidez, temos tr&ecirc;s cen&aacute;rios distintos: o uso e sua interrup&ccedil;&atilde;o visando &agrave; maternidade (Paulina); o n&atilde;o uso justificado pela dificuldade de acesso; e o n&atilde;o uso justificado pelo entendimento de que haveria algum problema f&iacute;sico que impossibilitava a ocorr&ecirc;ncia da gesta&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ainda &eacute; bastante corrente o conceito de que a experi&ecirc;ncia de uma gravidez quando jovem &eacute; resultante da falta de informa&ccedil;&atilde;o sobre m&eacute;todos contraceptivos, tanto na literatura quanto no senso comum (Cabral, 2003). Contudo, estudos que buscavam identificar perfis de jovens que vivenciaram a repeti&ccedil;&atilde;o da gravidez produziram diferentes levantamentos referentes &agrave; anticoncep&ccedil;&atilde;o, principalmente no per&iacute;odo entre a &uacute;ltima e pen&uacute;ltima gesta&ccedil;&atilde;o. Santos, Silva, Peten&atilde;o, Soster, Berard &amp; Silva (2009) apontaram que todas as entrevistadas em seu estudo relataram ter conhecimento sobre anticoncepcional oral e preservativo masculino, bem como Brand&atilde;o &amp; Heilborn (2006) que afirmam que os jovens investigados atestaram sem exce&ccedil;&atilde;o o conhecimento acerca dos m&eacute;todos contraceptivos.</p>     <p>Bajos, Ferrand &amp; Hassoun (2002, citados por Brand&atilde;o &amp; Heilborn, 2006) afirmam que a ades&atilde;o abrange uma diversidade de aspectos, desde quest&otilde;es de g&ecirc;nero, a significa&ccedil;&atilde;o social da sexualidade, a relev&acirc;ncia do m&eacute;todo a partir do contexto da vida afetivo sexual feminino, o &ldquo;desejo de ter filhos&rdquo;, que consequentemente, produzem tanto a ades&atilde;o ao uso, como o uso inadequado. Reconhecemos o acesso ao contraceptivo como parte importante pensando-se o planejamento familiar, por&eacute;m n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica a se considerar (Rosa, 2007).</p>     <p>J&aacute; no per&iacute;odo entre a primeira e a segunda gesta&ccedil;&atilde;o, e entre essa e a terceira, as tr&ecirc;s jovens participantes declararam fazer uso de algum tipo de contraceptivo:</p>     <p><i>(...) eu tomava rem&eacute;dio, os primeiros quatro meses eu tava tomando micronor, a&iacute; depois eu passei pro microvlar, mas a&iacute; n&atilde;o adiantou muito n&atilde;o ((risos)). (Paulina) </i></p>     <p><i>(...) eu usei, at&eacute; porque cada um &eacute; tr&ecirc;s anos de diferen&ccedil;a n&eacute;. (Helena) </i></p>     <p><i>(...) agora da Tita eu engravidei numa troca de inje&ccedil;&atilde;o. (Maria)</i></p>     <p>Rosa (2007) objetivando a caracteriza&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dos contextos reprodutivos, individuais e socioecon&ocirc;micos de jovens que vivenciaram a repeti&ccedil;&atilde;o da gravidez, mostrou que mais de 80% dessas declararam fazer uso de algum m&eacute;todo contraceptivo entre as gesta&ccedil;&otilde;es, igualmente encontrado por Persona, Shimo &amp; Tarallo (2004), onde apenas 11,11% das jovens disseram n&atilde;o utilizar nenhum tipo de contraceptivo nessas etapas.</p>     <p>A presen&ccedil;a desses m&eacute;todos contraceptivos indica n&atilde;o somente que as jovens possu&iacute;am o conhecimento acerca desses, mas tamb&eacute;m a conscientiza&ccedil;&atilde;o e decis&atilde;o pelo seu uso. Ou seja, quando a gravidez se repete, essa ocorre em um contexto de planejamento, com a presen&ccedil;a de atitudes que visavam &agrave; anticoncep&ccedil;&atilde;o, da&iacute; a surpresa por algo que se evitava, mas que mesmo assim aconteceu. Nessas circunst&acirc;ncias, vislumbra-se, a partir do ponto de vista dos jovens, um outro olhar para a quest&atilde;o do planejamento das gravidezes, sendo que n&atilde;o se pode afirmar, portanto, que n&atilde;o h&aacute; planejamento, uma vez que, o discurso da n&atilde;o ades&atilde;o ao mesmo e aos contraceptivos &eacute; exterior &agrave;s jovens (Rosa, 2007).</p>     <p>Al&eacute;m da discuss&atilde;o sobre o uso de m&eacute;todos contraceptivos, outro assunto que pareceu relevante &eacute; a possibilidade de aborto. Duas jovens participantes afirmaram ter refletido acerca da quest&atilde;o, por&eacute;m em momentos distintos, em rela&ccedil;&atilde;o a primeira e a segunda gesta&ccedil;&atilde;o, respectivamente:</p>     <p><i>(...) porque eh, o primeiro &eacute; sempre o impacto n&eacute; (...) eu falei assim n&atilde;o quero filho n&atilde;o muito nova, teve uma rejei&ccedil;&atilde;o muito grande sabe contra o primeiro filho (...). Tomei sim, mas n&atilde;o deu sabe, n&atilde;o abortei.</i><i>(Helena)</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Ai da Tita foi ai meu Deus eu n&atilde;o queria n&atilde;o, n&atilde;o queria mesmo, s&oacute; que a&iacute; como que &eacute; depois que voc&ecirc;..., como que voc&ecirc; fala n&atilde;o, como que eu tiro essa crian&ccedil;a n&eacute;, ent&atilde;o minha coragem n&atilde;o dava pra essa, falei agora quem cuida de um tem que cuidar de dois. (Maria) </i></p>     <p>A possibilidade de provocar um aborto mostrou-se como uma op&ccedil;&atilde;o diante da not&iacute;cia da gravidez. Tal como o uso de m&eacute;todos contraceptivos aparece como forma de planejamento familiar, o aborto traduz uma reflex&atilde;o acerca da constitui&ccedil;&atilde;o dos pap&eacute;is de m&atilde;e e pai permeada por valores socioculturais que tornariam tal pr&aacute;tica aspecto digno de se considerar. E por &uacute;ltimo, quanto &agrave; esteriliza&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, reconhecemos mais uma vez a presen&ccedil;a do planejamento familiar ao se tratar do campo da decis&atilde;o por n&atilde;o ter mais filhos e a realiza&ccedil;&atilde;o do procedimento. A maternidade deixa de ser uma consequ&ecirc;ncia &ldquo;natural&rdquo; da vida heterossexual ativa para ser uma escolha da mulher ou do casal (Moreira &amp; Nardi, 2009).</p>     <p>Bajos, Ferrand &amp; Hassoun (2002, citados por Brand&atilde;o &amp; Heilborn, 2006) discutem os aspectos que arquitetam a chamada &ldquo;norma contraceptiva&rdquo; vigente nas sociedades ocidentais modernas. O surgimento da contracep&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica (p&iacute;lula, DIU), a possibilidade de aborto, a medicaliza&ccedil;&atilde;o da sexualidade e da reprodu&ccedil;&atilde;o propagaram um conjunto de prescri&ccedil;&otilde;es &agrave;s mulheres que sugerem determinado comportamento reprodutivo. Todavia, o cumprimento dessas normas pelas mulheres enfrenta tamb&eacute;m os constrangimentos provenientes da perman&ecirc;ncia da hierarquia de g&ecirc;nero. Desta forma, se o exerc&iacute;cio da sexualidade e a decis&atilde;o reprodutiva podem ser compartilhados por homens e mulheres, o controle da contracep&ccedil;&atilde;o continua a ser incumb&ecirc;ncia feminina ainda bastante submetida &agrave;s negocia&ccedil;&otilde;es com o parceiro. Uma gravidez n&atilde;o prevista revela as dificuldades que as mulheres enfrentam para acatar totalmente os constrangimentos impostos pela norma contraceptiva.</p>     <p>Neste caso, ao aprofundarmos nas negocia&ccedil;&otilde;es referentes &agrave; sexualidade, percebemos, ent&atilde;o, que a quest&atilde;o da responsabilidade ou controle quanto aos m&eacute;todos contraceptivos ainda &eacute; algo da mulher, sem a colabora&ccedil;&atilde;o do parceiro ou participa&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua do casal como podemos perceber pela fala de Helena:</p>     <p><i>(...)</i><i>usar rem&eacute;dio, medicamento, isso pra mim foi uma dificuldade, ent&atilde;o lembrar no momento era tanta correria (...) foi falta minha tamb&eacute;m de prestar aten&ccedil;&atilde;o mais n&eacute;.</i>&rdquo;</p>     <p>Daniel, por sua vez, afirma acreditar que Paulina fazia o uso correto da medica&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, ao ser questionado do por que dela ter engravidado, esse responde:</p>     <p><i>N&atilde;o, eu acho que tomava porque eu n&atilde;o tava aqui</i>.</p>     <p>Ainda que n&atilde;o contemos com as entrevistas do companheiro de Helena e do ex de Maria, nota-se que os mesmos n&atilde;o s&atilde;o mencionados quando questionadas sobre contracep&ccedil;&atilde;o, colaborando com a no&ccedil;&atilde;o de individualidade e responsabiliza&ccedil;&atilde;o da mulher frente a determinados aspectos de sua sexualidade.</p>     <p>Quando abrangemos a discuss&atilde;o para outros familiares, constatamos que as av&oacute;s asseguram que sempre conversaram com seus filhos sobre o assunto:</p>     <p><i>(...) falava que, as coisas, explicava tudo e mostrava o mundo ta a&iacute; n&eacute;. (Piedade)</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contudo, as falas das jovens evidenciam a inexist&ecirc;ncia do reconhecimento de di&aacute;logos sobre sexualidade:</p>     <p><i>Conversava com ningu&eacute;m n&atilde;o, sabe (+) assim eu sabia n&eacute; que tinha que prevenir e isso e aquilo. (Paulina)</i></p>     <p><i>(...) nunca tive ningu&eacute;m pra me aconselhar n&eacute;, s&oacute; o meu pensamento mesmo que eu pensava em poder prevenir. (Helena)</i></p>     <p><i>N&atilde;o, nunca fui de conversar com ningu&eacute;m, com a minha m&atilde;e, nunca fui de ter assim di&aacute;logo, essas coisas. (Maria) </i></p>     <p>Desta forma, nota-se que h&aacute; uma grande dist&acirc;ncia entre o que a fam&iacute;lia entende como processo de negocia&ccedil;&atilde;o e di&aacute;logo referente &agrave; tem&aacute;tica e como os jovens contam essa rela&ccedil;&atilde;o. A significa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia no contexto da sexualidade juvenil mantem-se muito associada a de fonte de apoio, estando sua participa&ccedil;&atilde;o nas negocia&ccedil;&otilde;es e decis&otilde;es em um plano secund&aacute;rio, reflexos de uma cultura na qual a discuss&atilde;o sobre sexualidade ainda representa um tabu, principalmente entre pais e filhos.</p>     <p>Quanto &agrave; esteriliza&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, Paulina e Daniel expressam a exist&ecirc;ncia de uma negocia&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o do procedimento, no caso, a cirurgia de vasectomia:</p>     <p><i>Por causa dos meninos, por ser mais r&aacute;pido e eu poder mudar a rotina que n&oacute;s t&iacute;nhamos ou ela fazer e ficar quarenta dias l&aacute; sem poder fazer nada. (Daniel)</i></p>     <p>J&aacute; Helena foi quem realizou a cirurgia de laqueadura:</p>     <p><i>(...) a &ldquo;Nome da enfermeira&rdquo; me ajudou muito sabe, nossa foi muito bom, corri atr&aacute;s sozinha que o marido n&atilde;o ajudava correr atr&aacute;s de papel. (Helena)</i></p>     <p>E assim, nos deparamos com diversas situa&ccedil;&otilde;es que nos contam como as negocia&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito da sexualidade se d&atilde;o, ora de forma atreladas &agrave;s normas de g&ecirc;nero vigente, ora numa tentativa de redesenhar essas realidades, com as negocia&ccedil;&otilde;es ocorrendo de forma mais din&acirc;mica e democr&aacute;tica, principalmente para o casal. Por&eacute;m, quest&otilde;es quanto ao controle sobre a contracep&ccedil;&atilde;o parecem permanecer ainda no &acirc;mbito do feminino, como se fossem responsabilidades somente da mulher, ou, quando h&aacute; uma participa&ccedil;&atilde;o do companheiro e familiares, essa ainda n&atilde;o ocorre de maneira plena. Assim, o planejamento da gravidez apresenta-se como conceito complexo que considera n&atilde;o apenas fatores pertinentes ao desejo e &agrave; inten&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m contextos e circunst&acirc;ncias, al&eacute;m do comportamento contraceptivo em si (Borges, Cavalhieri, Hoga, Fujimori &amp; Barbosa, 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>A an&aacute;lise e reflex&atilde;o das significa&ccedil;&otilde;es que jovens e familiares de camadas populares produzem acerca de suas realidades frente &agrave;s gesta&ccedil;&otilde;es vividas, fazem surgir a seguinte quest&atilde;o: a &ldquo;gravidez na adolesc&ecirc;ncia&rdquo; e sua repeti&ccedil;&atilde;o podem ser apontadas como um problema a priori? Para o atual estudo, acredita-se que n&atilde;o. N&atilde;o se deve compreender a repeti&ccedil;&atilde;o da gravidez quando jovem como problema a priori por reconhecer a possibilidade de significa&ccedil;&atilde;o do evento oposta a essa ideia de infort&uacute;nio, ou seja, como oportunidade de mudan&ccedil;a, como projeto, dentre v&aacute;rios outros. N&atilde;o se nega as dificuldades ou transforma&ccedil;&otilde;es pela chegada de uma crian&ccedil;a, mas os motivos que levaram a esse evento e como se vivencia tal momento v&atilde;o al&eacute;m de condi&ccedil;&otilde;es limitantes, biol&oacute;gicas ou psicol&oacute;gicas, o que significa, ent&atilde;o, identificar as condi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-hist&oacute;ricas que levaram a &ldquo;gravidez na adolesc&ecirc;ncia&rdquo; a ser reconhecida como um problema e sua significa&ccedil;&atilde;o na atualidade. E, assim, n&atilde;o podemos esquecer de nos questionar quem ganha e quem perde ao afirmarmos a &ldquo;gravidez na adolesc&ecirc;ncia&rdquo; e sua repeti&ccedil;&atilde;o como problema. Apesar de n&atilde;o haver uma significa&ccedil;&atilde;o &uacute;nica, acredita-se que o jovem &eacute; quem mais perde quando o desqualificamos, quando o consideramos um problema, sem ponderar sobre quais as condi&ccedil;&otilde;es de vida que o levam a ter a gravidez como principal projeto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Barreto M.M.M., Gomes A.M.T., Oliveira D.C. de, Marques S.C., &amp; Peres E.M. (2001). Representa&ccedil;&atilde;o social da gravidez na adolesc&ecirc;ncia para adolescentes gr&aacute;vidas. <i>Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste</i>, 12(2), 384-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536751&pid=S1645-0086201600020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Borges, A.L.V., Cavalhieri, F.B., Hoga, L.A.C., Fujimori, E., &amp; Barbosa, L.R. (2011). Planejamento da gravidez: preval&ecirc;ncia e aspectos associados. <i>Revista da Escola de Enfermagem - </i>USP, 45, 1679-84. doi:10.1590/S0080-62342011000800007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536753&pid=S1645-0086201600020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Brand&atilde;o, E.R., &amp; Heilborn, M.L. (2006). Sexualidade e &ldquo;gravidez na adolesc&ecirc;ncia&rdquo; entre jovens de camadas m&eacute;dias do Rio de Janeiro, Brasil. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 22, 1421-1430. doi:10.1590/S0102-311X2006000700007.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bruno, Z.V., Feitosa, F.E.L., Silveira, K.P., Morais, I.Q., &amp; Bezerra, M.F. (2009). Reincid&ecirc;ncia de gravidez em adolescentes. <i>Revista Brasileira&nbsp;de Ginecologia e Obstetr&iacute;cia</i>, 31, 480-484. doi:10.1590/S0100-72032009001000002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536756&pid=S1645-0086201600020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cabral, C.S. (2003). Contracep&ccedil;&atilde;o e gravidez na adolesc&ecirc;ncia na perspectiva de jovens pais de uma comunidade favelada do Rio de Janeiro. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 19, 283-292. doi:10.1590/S0102-311X2003000800010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536758&pid=S1645-0086201600020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gergen, K.J. (1985). The social constructionist movement in modern psychology. <i>American Psychologist</i>, 40, 266-275. doi:10.1037/0003-066X.40.3.266.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536760&pid=S1645-0086201600020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Recuperado em 25 de maio, 2013, de:&nbsp;<a href="http://www.swarthmore.edu/Documents/faculty/gergen/Social_Constructionist_Movement.pdf" target="_blank">http://www.swarthmore.edu/Documents/faculty/gergen/Social_Constructionist_Movement.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Godinho, R.A., Schelp, J.R.B., Parada, C.M.G. de L., &amp; Bertoncello, N.M.F. (2000).Adolescentes e gr&aacute;vidas: onde buscam apoio? <i>Revista Latino-americana de Enfermagem</i>, 8 (2), 25-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536762&pid=S1645-0086201600020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Magalh&atilde;es, R. (2007). Gravidez recorrente na adolesc&ecirc;ncia: o caso de uma maternidade p&uacute;blica. <i>Adolesc&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de</i>, 4 (1), 23-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536764&pid=S1645-0086201600020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Matta, J. de S. (2008). E a Fam&iacute;lia, como vai? Trajet&oacute;rias Familiares e Concep&ccedil;&otilde;es de Fam&iacute;lia em Mulheres que Foram M&atilde;es na Adolesc&ecirc;ncia: o caso do Centro de sa&uacute;de Germano Sinval Faria. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro. Recuperado em 01 de outubro, 2013, de: <a href="http://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/4692" target="_blank">http://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/4692</a>.</p>     <!-- ref --><p>Minayo, M.C., &amp; Sanches, O. (1993). Quantitativo-Qualitativo: oposi&ccedil;&atilde;o ou complementaridade? <i>Caderno de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 9 (3), 239-262. doi:10.1590/S0102-311X1993000300002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536767&pid=S1645-0086201600020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moreira. L.E., &amp; Nardi, H.C. (2009). M&atilde;e &eacute; tudo igual? Enunciados produzindo maternidade(s) contempor&acirc;nea(s). <i>Estudos Feministas</i>, Florian&oacute;polis, 17, 569-594. doi:10.1590/S0104-026X2009000200015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536769&pid=S1645-0086201600020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pantoja, A.L.N. (2003). &ldquo;Ser algu&eacute;m na vida&rdquo;: uma an&aacute;lise s&oacute;cio-antropol&oacute;gica da gravidez/maternidade na adolesc&ecirc;ncia, em Bel&eacute;m do Par&aacute;, Brasil. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 19 (Sup. 2), 335-343. doi:10.1590/S0102-311X2003000800015.</p>     <p>Patias, N.P., Gabriel, M.R., Weber, B.T., &amp; Dias, A.C.G. (2011). Considera&ccedil;&otilde;es sobre a gesta&ccedil;&atilde;o e a maternidade na adolesc&ecirc;ncia. <i>Mudan&ccedil;as &ndash; Psicologia da Sa&uacute;de</i>, 19 (1-2), 31-38.</p>     <!-- ref --><p>&nbsp;Persona, L., Shimo, A.K.K., &amp; Tarallo, M.C. (2004). Perfil de adolescentes com repeti&ccedil;&atilde;o da gravidez atendidas num ambulat&oacute;rio de pr&eacute;-natal<i>. Revista Latino-americana de Enfermagem</i>, 12 (5), 745-50. doi:10.1590/S0104-11692004000500007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536773&pid=S1645-0086201600020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <p>Rosa, A. J. (2007). Novamente gr&aacute;vida: adolescentes com maternidades sucessivas em Rondon&oacute;polis - MT. Tese de Doutorado, Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo. Recuperado em 06 de junho, 2013, de:&nbsp;<a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6136/tde-11022008-222655/pt-br.php" target="_blank">http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6136/tde-11022008-222655/pt-br.php</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rosa, A.J., Reis, A.O.A., &amp; Tanaka, A.C.A. (2007). Gesta&ccedil;&otilde;es sucessivas na adolesc&ecirc;ncia. <i>Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano</i>, 17 (1), 165-172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536776&pid=S1645-0086201600020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sabroza, A.R., Leal, M. do C., Gama, S.G.N. da &amp; Costa, J.V. da. (2004). Perfil s&oacute;cio-demogr&aacute;fico e psicossocial de pu&eacute;rperas adolescentes do Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro, Brasil &ndash; 1999-2001. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 20 (Sup. 1), 112-120. doi:10.1590/S0102-311X2004000700012.</p>     <!-- ref --><p>Santos, J. de O., Silva, C.F. dos S., Peten&atilde;o, E., Soster, F.C.B., Berard, M.B., &amp; Silva, S.R. da. (2009). Perfil das adolescentes com reincid&ecirc;ncia de gravidez assistidas no setor p&uacute;blico de Indaiatuba (SP). <i>Revista do Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de</i>, 27 (2), 115-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536779&pid=S1645-0086201600020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, K.S. da, Rozenberg, R., Bonan, C., Chuva, V.C.C., Costa, S.F. da, &amp; Gomes, M.A. de S.M. (2011). Gravidez recorrente na adolesc&ecirc;ncia e vulnerabilidade social no Rio de Janeiro (RJ, Brasil): uma an&aacute;lise de dados do Sistema de Nascidos Vivos. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i>, 16, 2485-2493. doi:10.1590/S1413-81232011000500018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536781&pid=S1645-0086201600020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>Spink, M.J. (2010). Linguagem e produ&ccedil;&atilde;o de sentidos no cotidiano. (1&ordf; ed). Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=536783&pid=S1645-0086201600020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Av. Maranh&atilde;o, s/n&ordm;, Bairro Umuarama. Campus Umuarama, Bloco 2C. Uberl&acirc;ndia&ndash; MG, Brasil. CEP 38400-902. Telf.: 3218 2701. E-mail: <a href="mailto:analuizarodriguesinacio@yahoo.com.br">analuizarodriguesinacio@yahoo.com.br</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 14 de Outubro de 2015/ Aceite em 09 de Junho de 2016</p>      ]]></body><back>
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