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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.15309/16psd170210</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Necessidades e preocupações de pais de bebés internados numa unidade de neonatologia]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Needs and concerns of parents of babies admitted in a neonatology unit]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper presents an exploratory study involving parents who had a baby hospitalized in a Neonatology Unit of a Portuguese public hospital. Its aim was to identify the main needs and concerns experienced by a group of 20 parents regarding aspects concerning their child's current condition and future. The parents' experiences were explored by means of a semi-structured interview during the hospital stay. Results reveal that the parents' most common concerns regard their baby's health condition; their future development; and their ability to take autonomous care of their baby after leaving the hospital. In terms of their needs, the most pressing ones regard information (regular and clear) about the evolution of their baby's clinical status and treatments; the need to be close to their child during hospitalization, and to have quality moments/interactions with it; as well as the need for the stabilization of the baby's clinical condition so they can go back home. In terms of clinical practice, the authors emphasize the relevance of studies focused on the early exploration of these parents' needs and concerns, in order to intervene as soon as possible, still during their stay at the Neonatology Unit. By means of this intervention it is possible to prevent potential disturbances in the parent-infant's attachment process and on the baby's developmental path.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Necessidades e preocupa&ccedil;&otilde;es de pais de beb&eacute;s internados numa unidade de neonatologia</b></p>     <p><b>Needs and concerns of parents of babies admitted in a neonatology unit</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Zusana Matos Diaz<sup>1</sup>, Susana Caires, &amp; Susana Correia</b></p>     <p><sup>1</sup>Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Minho; </p>     <p><sup>2</sup>Universidade de &Eacute;vora</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>No presente trabalho d&aacute;-se a conhecer um estudo explorat&oacute;rio, realizado junto de pais e m&atilde;es cujo beb&eacute; se encontrava internado numa Unidade de Neonatologia de um hospital p&uacute;blico portugu&ecirc;s. Com este pretendeu-se identificar as principais necessidades e preocupa&ccedil;&otilde;es experienciadas por um grupo de 20 pais e m&atilde;es relativamente a aspetos da atual condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e futuro do seu filho. As viv&ecirc;ncias dos pais foram exploradas atrav&eacute;s de entrevistas semiestruturadas, durante o per&iacute;odo de internamento. Os resultados revelam que entre as preocupa&ccedil;&otilde;es mais frequentes no discurso dos pais entrevistados surgem as que dizem respeito ao estado de sa&uacute;de do beb&eacute;; ao seu futuro, em termos desenvolvimentais; e, &agrave; sua capacidade de assumir (ou n&atilde;o) autonomamente o cuidado do beb&eacute; aquando da alta. Quanto &agrave;s suas necessidades, as mais prementes prendem-se com a informa&ccedil;&atilde;o (regular e clara) quanto &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o do quadro cl&iacute;nico do beb&eacute; e seus tratamentos; a necessidade de assegurar a proximidade do filho durante o internamento, e momentos de intera&ccedil;&atilde;o de qualidade com o mesmo; bem como, de estabiliza&ccedil;&atilde;o do seu quadro cl&iacute;nico de modo a poderem regressar a casa. Saliente-se, em termos de pr&aacute;tica cl&iacute;nica, a pertin&ecirc;ncia de estudos centrados na explora&ccedil;&atilde;o - o mais precocemente poss&iacute;vel - das necessidades e preocupa&ccedil;&otilde;es destes pais, com vista &agrave; interven&ccedil;&atilde;o junto dos mesmos, ainda durante o internamento. Por interm&eacute;dio desta pretende-se prevenir potenciais perturba&ccedil;&otilde;es nos processos de vincula&ccedil;&atilde;o pais-beb&eacute; e no percurso desenvolvimental deste &uacute;ltimo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> Neonatologia, Pais, Necessidades, Preocupa&ccedil;&otilde;es, Interven&ccedil;&atilde;o Precoce</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper presents an exploratory study involving parents who had a baby hospitalized in a Neonatology Unit of a Portuguese public hospital. Its aim was to identify the main needs and concerns experienced by a group of 20 parents regarding aspects concerning their child&rsquo;s current condition and future. The parents&rsquo; experiences were explored by means of a semi-structured interview during the hospital stay. Results reveal that the parents&rsquo; most common concerns regard their baby&rsquo;s health condition; their future development; and their ability to take autonomous care of their baby after leaving the hospital. In terms of their needs, the most pressing ones regard information (regular and clear) about the evolution of their baby&rsquo;s clinical status and treatments; the need to be close to their child during hospitalization, and to have quality moments/interactions with it; as well as the need for the stabilization of the baby&rsquo;s clinical condition so they can go back home. In terms of clinical practice, the authors emphasize the relevance of studies focused on the early exploration of these parents&rsquo; needs and concerns, in order to intervene as soon as possible, still during their stay at the Neonatology Unit. By means of this intervention it is possible to prevent potential disturbances in the parent-infant&rsquo;s attachment process and on the baby&rsquo;s developmental path.</p>     <p><b>Keywords:</b> Neonatology, Parents, Needs, Concerns, Early Intervention</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O in&iacute;cio de vida de um beb&eacute; num ambiente t&atilde;o artificial e estranho quanto uma Unidade de Neonatologia (UN), bem com a situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade que justificou o seu internamento s&atilde;o vividos de forma intensa pelos pais, sendo este um per&iacute;odo descrito na literatura como extremamente dif&iacute;cil e doloroso, marcado por sentimentos de perda, medo, raiva, culpa e impot&ecirc;ncia (Barry &amp; Singer, 2001; Feliciano, 2002; Ferreira, Pinto, Parreira, Gon&ccedil;alves &amp; Coelho, 2005; Hall, 2005; Parker, 2011). Em condi&ccedil;&otilde;es normais, pais e beb&eacute; estariam em contato imediatamente ap&oacute;s o parto, tendo a oportunidade de se conhecerem mutuamente, dando continuidade ao processo de vincula&ccedil;&atilde;o em curso. Nas situa&ccedil;&otilde;es em que o beb&eacute; &eacute; internado numa UN este processo &eacute; interrompido (Feliciano, 2002; Ferreira et al., 2005), fazendo emergir, em alternativa, sentimentos de tens&atilde;o entre o desejo de contacto e aproxima&ccedil;&atilde;o do beb&eacute; e a dificuldade em olhar para aquele ser com uma apar&ecirc;ncia t&atilde;o estranha e vulner&aacute;vel, rodeado de aparelhos e instrumentos amea&ccedil;adores (Abdeyazdan, Shahkolahi &amp; Hajiheidari, 2014; Barros, 2001); dificuldades em descodificar muitos dos comportamentos e sinais vitais do beb&eacute; (Bigelow, Littlejohn, Bergman &amp; McDonald, 2010); perda do papel parental esperado e desejado; ou, medo intenso da possibilidade do beb&eacute; n&atilde;o sobreviver (Diaz, 2014; Rocha, Candeias, Ramos, Maia, Guimar&atilde;es &amp; Viana, 2011).</p>     <p>A perturba&ccedil;&atilde;o emocional presente nestes pais est&aacute; relacionada com as suas cren&ccedil;as sobre a situa&ccedil;&atilde;o que est&atilde;o a enfrentar; sobre o que &eacute; um beb&eacute; de risco; os perigos que o amea&ccedil;am; e/ou sobre as suas pr&oacute;prias compet&ecirc;ncias para enfrentar uma situa&ccedil;&atilde;o t&atilde;o nova e angustiante (Barros, 2001; Lindberg &amp; Ohrling, 2008; Ferreira et al., 2005). No caso das m&atilde;es, acresce o cansa&ccedil;o e a dor decorrentes de um parto por vezes traum&aacute;tico, e algumas dificuldades em descansar e se alimentar (Barros, 2001; Diaz, 2014). No caso dos pais, alguns autores referem os sentimentos de estranheza e vulnerabilidade num ambiente predominantemente feminino, em que o pai recebe pouca aten&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o compreende bem o seu papel, ou n&atilde;o encontra a privacidade necess&aacute;ria para expressar as suas emo&ccedil;&otilde;es (Abdeyazdan et al., 2014; Barros, 2001; Lindberg, Axelsson &amp; Ohrling, 2007).</p>     <p>Assim, em lugar dos habituais sentimentos de satisfa&ccedil;&atilde;o, ternura, curiosidade e orgulho associados ao nascimento de um filho, os pais t&ecirc;m de lidar com emo&ccedil;&otilde;es confusas e/ou contradit&oacute;rias (Barry &amp; Singer, 2001; Feliciano, 2002) e adaptar-se ao seu novo papel num contexto estranho e intrusivo (Miles &amp; Holditch-Davis, 1997). O stresse e sofrimento emocional vivenciados d&atilde;o, comummente, origem a depress&atilde;o, ansiedade, ou, mesmo, stresse p&oacute;s-traum&aacute;tico (Abdeyazdan et al., 2014; Gronita, 2007; Valente &amp; Seabra-Santos, 2011).</p>     <p>V&aacute;rios autores alertam para o facto da interrup&ccedil;&atilde;o &ldquo;imposta&rdquo; pelo internamento numa UN e as dificuldades emocionais experienciadas poderem inibir o estabelecimento de liga&ccedil;&otilde;es afetivas entre os pais e o rec&eacute;m-nascido, com significativas repercuss&otilde;es no desenvolvimento e bem-estar do beb&eacute;, na autoconfian&ccedil;a dos pais e na sua capacidade para assumirem o papel parental. Pode igualmente constituir um risco para a din&acirc;mica familiar (Abdeyazdan et al., 2014; Brum &amp; Shermann, 2004; Howland, 2007; Valente &amp; Seabra-Santos, 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Face este cen&aacute;rio, e conhecido que &eacute; o papel das primeiras experi&ecirc;ncias de intera&ccedil;&atilde;o pais-beb&eacute; no desenvolvimento f&iacute;sico, cognitivo e emocional deste &uacute;ltimo, bem como o papel central dos pais na vida destes beb&eacute;s, importa, pois, neste contexto espec&iacute;fico, identificar as necessidades e preocupa&ccedil;&otilde;es mais prementes destes pais e intervir o mais precocemente poss&iacute;vel (ainda no internamento). Apesar de alguns investimentos feitos na sua identifica&ccedil;&atilde;o, a literatura existente &eacute; ainda parca, parecendo deixar a descoberto alguns contornos mais espec&iacute;ficos da fenomenologia associada &agrave; experi&ecirc;ncia de ter um filho internado numa UN. Em seguida sintetizam-se algumas das principais evid&ecirc;ncias na &aacute;rea.</p>     <p>Necessidades e preocupa&ccedil;&otilde;es de pais com beb&eacute; internado numa UN</p>     <p>A revis&atilde;o da literatura na &aacute;rea revela a exist&ecirc;ncia de v&aacute;rios estudos onde as necessidades destes pais t&ecirc;m vindo a ser identificadas (Lindberg, 2009; Soares, Santos &amp; Gasparino, 2010). Este cen&aacute;rio &eacute; distinto quanto ao estudo das suas preocupa&ccedil;&otilde;es, as quais surgem pontualmente exploradas e sem representar o foco espec&iacute;fico dos estudos que as mencionam entre os seus resultados (Lundqvist, Hellstrom &amp; Hallstrom, 2007; Viana, Guimar&atilde;es, Maia, Ramos &amp; Mendes, 2005).</p>     <p>Entre as necessidades dos pais, as evid&ecirc;ncias relevam entre as mais prementes, a obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o quanto ao estado cl&iacute;nico do beb&eacute; (Barros, 2001; Gronita, 2007; Ribeiro &amp; Sarmento, 2005; Viana et al., 2005); de sentir que este &eacute; devidamente acompanhado por profissionais especializados, que cuidam do beb&eacute; de forma competente, atenta e sens&iacute;vel (Lindberg, 2009; Soares et al., 2010). Outros estudos aludem &agrave; necessidade de permanecerem pr&oacute;ximos do beb&eacute; - f&iacute;sica e emocionalmente (Barros, 2001) - e de serem apoiados na transi&ccedil;&atilde;o para o papel parental (Lindberg, 2009). Soares e colaboradores (2010) e Lindberg (2009) referem tamb&eacute;m a necessidade de aten&ccedil;&atilde;o, incentivo e respeito por parte da equipa da UN.</p>     <p>Quanto a quest&otilde;es do foro comunicacional, a literatura refere a necessidade premente de serem escutados e que lhes respondam &agrave;s suas d&uacute;vidas e perguntas (Soares et al., 2010), bem como de informa&ccedil;&otilde;es claras e objetivas. No &acirc;mbito desta rela&ccedil;&atilde;o com a equipa de cuidados, os pais podem, ainda, sentir necessidade de conversar com um profissional de sa&uacute;de sobre os seus medos (e.g. que o filho morra; possibilidade de apresentar algum tipo de incapacidade no futuro) e/ou sobre os seus sentimentos de culpa em rela&ccedil;&atilde;o aos acontecimentos (Viana et al., 2005). Em termos instrumentais, evid&ecirc;ncias recolhidas no contexto portugu&ecirc;s apontam para a presen&ccedil;a da necessidade de terem acesso a um assistente social que lhes forne&ccedil;a informa&ccedil;&otilde;es sobre os apoios sociais a que t&ecirc;m direito (Soares et al, 2010; Viana et al., 2005).</p>     <p>Refira-se, ainda, o trabalho de Kristj&aacute;nsd&oacute;ttir (1995), que aponta para a varia&ccedil;&atilde;o no tipo de necessidades vividas por estes pais em fun&ccedil;&atilde;o do tempo de internamento do beb&eacute;. Apontando nesse mesmo sentido, Viana e colaboradores (2005) verificaram que nos casos em que o tempo de internamento do beb&eacute; &eacute; mais prolongado, as necessidades dos pais passam por obter mais informa&ccedil;&atilde;o junto da equipa de sa&uacute;de, quanto ao plano de tratamento do seu beb&eacute; e procedimentos a implementar.</p>     <p>Quanto &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es destes pais, a literatura &eacute; bem mais parca, aparecendo evid&ecirc;ncias quanto &agrave;s mesmas mas de forma &ldquo;isolada&rdquo;. Por exemplo, o estudo de Lundqvist e colaboradores (2007) salienta a preocupa&ccedil;&atilde;o do pai n&atilde;o apenas com o bem-estar do beb&eacute;, mas tamb&eacute;m com o da companheira, sentindo que para esta a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; mais dif&iacute;cil de superar do que para si. Outros estudos referem a presen&ccedil;a frequente de inquieta&ccedil;&otilde;es relativamente ao desenvolvimento do filho a longo prazo, as quais se associam &agrave; necessidade de obter informa&ccedil;&atilde;o relacionada com o desenvolvimento e educa&ccedil;&atilde;o infantis (McCluskey-Fawcett, O&rsquo;Brien, Robinson &amp; Asay, 1992; Viana et al., 2005).</p>     <p>Relativamente &agrave; interven&ccedil;&atilde;o, os cuidados centrados na fam&iacute;lia - fundamentados nos princ&iacute;pios de respeito, partilha de informa&ccedil;&atilde;o, colabora&ccedil;&atilde;o, constru&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a entre profissionais de sa&uacute;de e pais - s&atilde;o os mais frequentemente assumidos como as melhores pr&aacute;ticas (Gronita, 2007; Ribeiro &amp; Sarmento, 2005; Wigert, Hellstrom &amp; Berg, 2008). Sugere-se, no seio das mesmas, que os pais sejam convidados a participar ativamente nos cuidados do filho, tomando parte do planeamento, implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o desses cuidados (Tamez &amp; Silva, 2002). Esta participa&ccedil;&atilde;o - desde a admiss&atilde;o at&eacute; &agrave; alta hospitalar - &eacute; tida como crucial para que a fam&iacute;lia se sinta parte integrante do tratamento e recupera&ccedil;&atilde;o do beb&eacute; durante o internamento e capaz de cuidar dele ap&oacute;s a alta hospitalar (Tamez &amp; Silva, 2002). Pais que t&ecirc;m a oportunidade de interagir e de cuidar dos beb&eacute;s na UN est&atilde;o melhor equipados para cuidar do(s) seu(s) filho(s) aquando do regresso a casa (McCluskey-Fawcett et al., 1992; Merritt, Pillers &amp; Prows, 2003).</p>     <p>Na interven&ccedil;&atilde;o junto dos pais, as quest&otilde;es da informa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o recorrentemente apontadas como nucleares. Assume-se que, ao estarem informados sobre o que est&aacute; a ocorrer ao beb&eacute; e sobre o plano de tratamento, estar&atilde;o mais capazes de tomar decis&otilde;es de modo mais ponderado. Reduz, tamb&eacute;m, os n&iacute;veis de stresse experienciados uma vez que promove o seu sentido de controlo (Gronita, 2007; Howland, 2007; Ribeiro &amp; Sarmento, 2005; Viana et al., 2005).</p>     <p>Alguns autores apontam, tamb&eacute;m, a cria&ccedil;&atilde;o de encontros de partilha de experi&ecirc;ncias entre pais, os quais poder&atilde;o representar momentos privilegiados de express&atilde;o (e normaliza&ccedil;&atilde;o) dos seus medos, culpas, frustra&ccedil;&otilde;es e expetativas em rela&ccedil;&atilde;o ao ser pai/m&atilde;e de um beb&eacute; prematuro ou doente. Adicionalmente, al&eacute;m de promoverem o sentimento de que n&atilde;o s&atilde;o os &uacute;nicos a passar por esta experi&ecirc;ncia; as informa&ccedil;&otilde;es partilhadas quanto a aspetos m&eacute;dicos ou sobre desenvolvimento infantil, formas de educar e cuidar do beb&eacute; poder&atilde;o ser particularmente relevantes, nomeadamente em termos emocionais (Feliciano, 2002; Gronita, 2007; Tamez &amp; Silva, 2002).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Partindo da revis&atilde;o da literatura, e considerando a efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es junto de pais com um beb&eacute; internado numa UN como largamente dependente da sua sensibilidade &agrave;s viv&ecirc;ncias espec&iacute;ficas em momentos cr&iacute;ticos deste processo, a primeira autora, no &acirc;mbito do seu mestrado, desenvolveu um estudo voltado ao conhecimento mais aprofundado das preocupa&ccedil;&otilde;es e necessidades destes pais em tr&ecirc;s etapas do processo de internamento: (i) o momento em que receberam a not&iacute;cia que o beb&eacute; iria ser internado na UN; (ii) durante o internamento; e (iii) aquando da (antecipa&ccedil;&atilde;o) da alta. Em seguida apresentam-se os contornos metodol&oacute;gicos deste estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p>O estudo - de natureza qualitativa e explorat&oacute;ria - considerou as necessidades e preocupa&ccedil;&otilde;es de pais nos tr&ecirc;s momentos previamente identificados: (i) aquando da not&iacute;cia do internamento do beb&eacute; (momento I); (ii) durante o internamento (momento II); e (iii) na antecipa&ccedil;&atilde;o da alta (momento III).</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>O estudo contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 20 pais/m&atilde;es cujo(s) beb&eacute;(s) se encontrava(m) internado(s) na UN de um hospital p&uacute;blico do Norte de Portugal. De entre estes, 12 s&atilde;o m&atilde;es e 8 pais. Apenas numa das situa&ccedil;&otilde;es os dois pais foram entrevistados em simult&acirc;neo. Assumiu-se como crit&eacute;rio de inclus&atilde;o todos os pais/m&atilde;es cujo beb&eacute; estava internado h&aacute;, pelo menos, 7 dias. Tal crit&eacute;rio prendeu-se essencialmente com quest&otilde;es &eacute;ticas, ou seja, dar tempo aos pais para que pudessem integrar emocionalmente a experi&ecirc;ncia em curso.</p>     <p>Os pais entrevistados apresentam uma m&eacute;dia de idades de 32 anos, oscilando entre os 22 e os 41 anos. Cerca de 1/3 tem habilita&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel do 12.&ordm; ano e apenas 15% tem licenciatura. A sua &aacute;rea profissional &eacute; muito variada (desde especialistas das atividades intelectuais e cient&iacute;ficas at&eacute; trabalhadores n&atilde;o qualificados), concentrando-se 45% dos casos na &aacute;rea da ind&uacute;stria, constru&ccedil;&atilde;o e art&iacute;fices. A grande maioria (80%) encontrava-se empregada e a trabalhar a tempo integral. Quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o familiar, 85% s&atilde;o casados; para 60% este beb&eacute; &eacute; o primeiro filho (num dos casos uma gravidez gemelar, com ambos os beb&eacute;s internados na UN), tendo outros 35% dois filhos.</p>     <p>Os beb&eacute;s cujos pais participaram no presente estudo 80% s&atilde;o do sexo masculino, e apenas dois nasceram de uma gravidez gemelar. Um ter&ccedil;o destes beb&eacute;s s&atilde;o de termo e 40% s&atilde;o de Baixo Peso &agrave; Nascen&ccedil;a. Quase metade (40%) tinha entre 7 a 14 dias de vida e 60% encontrava-se na incubadora. O motivo do internamento &eacute; vari&aacute;vel, predominando (53,3%) casos de prematuridade. Mais de metade (60%) &eacute; fruto de uma gravidez de risco. Quanto &agrave; longevidade do internamento, 1/3 j&aacute; estava sob os cuidados da UN h&aacute; 7-14 dias, tendo 13 destes beb&eacute;s sido internados imediatamente ap&oacute;s o nascimento. Apenas um havia tido alta pouco depois do nascimento, tendo regressado ao hospital na sequ&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es. Relativamente &agrave; dura&ccedil;&atilde;o prevista do internamento, 40% n&atilde;o tinha qualquer data prevista, estimando-se que, entre os restantes 60%, 13,3% permanecessem na UN por mais 1 a 7 dias. Para os restantes 46,7% a sua estadia previa-se prolongar por mais uma semana a um m&ecirc;s.&nbsp;</p>     <p>A sele&ccedil;&atilde;o destes pais fez-se segundo o m&eacute;todo de amostragem por conveni&ecirc;ncia, tomando-se todos aqueles que, durante o per&iacute;odo de recolha, e tendo o seu(s) beb&eacute;(s) internado na UN que acolheu o estudo, se disponibilizaram para participar.</p>     <p><i>Material</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A recolha de dados foi feita atrav&eacute;s de entrevistas semiestruturadas com um gui&atilde;o de 6 perguntas: 3 centradas nas preocupa&ccedil;&otilde;es dos pais em cada uma das fases; outras tr&ecirc;s explorando as necessidades. Ainda antes de iniciar as entrevistas, procedeu-se &agrave; clarifica&ccedil;&atilde;o do significado dos dois conceitos nucleares: <i>necessidades</i> (o que carece aos pais; aquilo de que precisam; o que &ldquo;reclamam&rdquo; para si e para o filho) e <i>preocupa&ccedil;&otilde;es</i> (sentimentos de apreens&atilde;o, desassossego, inquieta&ccedil;&atilde;o ou pensamentos negativos associados ao atual estado de sa&uacute;de do beb&eacute; e/ou em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro). Cada entrevista teve uma dura&ccedil;&atilde;o aproximada de 30 minutos.</p>     <p>Procedimento</p>     <p>O estudo foi primeiramente submetido ao escrut&iacute;nio da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica do hospital p&uacute;blico onde iria ter lugar. Uma vez autorizado, procurou-se aceder aos potenciais participantes atrav&eacute;s do(a) enfermeiro(a) chefe de turno ou da chefe da UN. Junto destas figuras de liga&ccedil;&atilde;o foi previamente avaliada a potencial disponibilidade (f&iacute;sica e emocional) dos pais que no momento da recolha tinham o seu beb&eacute; internado na UN.</p>     <p>As entrevistas foram realizadas em local indicado pela chefe de servi&ccedil;o, assegurando as necess&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de privacidade e a n&atilde;o interrup&ccedil;&atilde;o da entrevista. Junto de cada participante foram previamente clarificados os objetivos do estudo e o seu car&aacute;ter confidencial e volunt&aacute;rio. Todas as entrevistas foram gravadas, mediante consentimento informado. As entrevistas foram individuais &agrave; exce&ccedil;&atilde;o de um dos casos, em que o casal foi entrevistado em simult&acirc;neo. Durante a recolha foram respeitadas as normas hospitalares e as diretrizes dadas pela equipa de sa&uacute;de, no sentido do n&atilde;o comprometimento da sua <i>performance,</i> bem como da seguran&ccedil;a, bem-estar e dignidade de todos os participantes.</p>     <p><i>An&aacute;lise e tratamento dos dados</i></p>     <p>Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o das entrevistas procedeu-se &agrave; sua transcri&ccedil;&atilde;o, seguida de uma an&aacute;lise de conte&uacute;do. A par de uma an&aacute;lise de cariz qualitativo procedeu-se a uma abordagem quantitativa dos resultados, contabilizando-se a frequ&ecirc;ncia de cada (sub)categoria de resposta. A sua an&aacute;lise fez-se com recurso &agrave; vers&atilde;o 19.0 para Windows do SPSS.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><i>Preocupa&ccedil;&otilde;es dos pais </i></p>     <p>No quadro que se segue apresenta-se a distribui&ccedil;&atilde;o das preocupa&ccedil;&otilde;es relatadas pelos pais no momento I (confronto com as not&iacute;cias).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a10q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es dos pais no momento em que receberam a not&iacute;cia de que o(s) beb&eacute;(s) teria que ser internado na UN, estas voltaram-se, entre a maioria (n=15), para a condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do filho: o motivo do internamento; diagn&oacute;stico, gravidade do mesmo; progn&oacute;stico e eventuais riscos de sobreviv&ecirc;ncia. Segundo quatro pais, estes primeiros tempos foram tamb&eacute;m marcados por preocupa&ccedil;&otilde;es com o outro elemento do casal, sendo que, no caso do pai, as preocupa&ccedil;&otilde;es prenderam-se com o parto e com a recupera&ccedil;&atilde;o da companheira, e, entre um destes pais, com o sofrimento provocado pelo facto de estar internada numa enfermaria juntamente com outras m&atilde;es que (ao contr&aacute;rio da companheira) tinham o beb&eacute; consigo. Um outro pai mostrou-se particularmente preocupado com a rea&ccedil;&atilde;o da companheira perante a possibilidade de esta ter alta e o beb&eacute; ainda ficar internado.</p>     <p>No quadro seguinte apresenta-se a distribui&ccedil;&atilde;o das preocupa&ccedil;&otilde;es relatadas pelos pais no momento II (internamento).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a10q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tr&ecirc;s pais referiram preocupa&ccedil;&otilde;es ligadas ao atual peso do beb&eacute; e &agrave; necessidade premente de este engordar: se j&aacute; tinha aprendido a mamar; se o fazia convenientemente de modo a &ldquo;(&hellip;) <i>ganhar peso com a velocidade que seja exigida </i>(&hellip;)&rdquo;. Um igual n&uacute;mero de pais aludiu &agrave; presen&ccedil;a constante de preocupa&ccedil;&otilde;es, durante as suas aus&ecirc;ncias na UN, relativamente ao estado de sa&uacute;de do beb&eacute;: se este se manteve est&aacute;vel; se houve algum epis&oacute;dio cr&iacute;tico; ou, alguma evolu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Dois pais referiram a sua preocupa&ccedil;&atilde;o com os outros filhos, nomeadamente quanto &agrave; sua indisponibilidade para os acompanhar na escola; de estes sentirem a aus&ecirc;ncia dos pais e tamb&eacute;m, num dos casos, a falta do beb&eacute;, uma vez que j&aacute; havia convivido com ele durante algum tempo em casa.</p>     <p>Adicionalmente, dois pais referiram preocupa&ccedil;&atilde;o com a falta de tempo para organizar a casa de modo a preparar tudo para receber o(s) beb&eacute;(s). Num destes casos, o facto de terem nascido muito prematuramente (g&eacute;meos) impediu, inclusive, que o enxoval fosse adquirido.</p>     <p>Ainda reportada &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es durante o internamento, uma das m&atilde;es dizia-se preocupada com o bem-estar emocional do seu companheiro. Finalmente, para um pai, uma das preocupa&ccedil;&otilde;es prendia-se com o facto de, em breve, ter de come&ccedil;ar a trabalhar e de n&atilde;o poder passar tanto tempo na UN com o beb&eacute;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em seguida apresenta-se a distribui&ccedil;&atilde;o das preocupa&ccedil;&otilde;es relatadas pelos pais no momento III (p&oacute;s alta).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a10q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto &agrave; p&oacute;s-alta, seis pais evocaram preocupa&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; sua compet&ecirc;ncia para lidar com o beb&eacute; em casa, j&aacute; sem a ajuda dos profissionais e das m&aacute;quinas da UN. Alguns referiram que iriam estranhar; outros preocupavam-se com o facto de poderem n&atilde;o conseguir identificar as necessidades vitais do beb&eacute; - por ora asseguradas pelos profissionais e equipamentos da UN. Uma das m&atilde;es referiu, inclusive, o medo de ter em casa um beb&eacute; prematuro e n&atilde;o conseguir reagir caso algo de grave acontecesse.&nbsp;</p>     <p>Oito pais mencionaram preocupa&ccedil;&otilde;es com o futuro desenvolvimento do filho, ou seja, com as sequelas desenvolvimentais que a prematuridade ou os problemas de sa&uacute;de &agrave; nascen&ccedil;a poder&atilde;o gerar. Preocupa&ccedil;&otilde;es com os resultados dos exames, designadamente que estes pudessem apontar a necessidade de cuidados permanentes s&atilde;o delas exemplo.</p>     <p>Cinco pais diziam-se tamb&eacute;m preocupados com a evolu&ccedil;&atilde;o do beb&eacute; em casa. Por exemplo, a possibilidade de este n&atilde;o mamar bem e n&atilde;o ganhar peso suficiente para evoluir dentro dos par&acirc;metros normais/esperados; dos riscos a que o beb&eacute; estaria exposto aquando das visitas a casa (&ldquo;<i>Uma pessoa doente ir &agrave; minha casa, como ela ainda est&aacute; muito fr&aacute;gil&hellip;</i>&rdquo;) e, inclusive, a possibilidade de uma reca&iacute;da (por n&atilde;o ganhar peso, por exemplo) que implicasse novo internamento foram referidos como uma preocupa&ccedil;&atilde;o particularmente premente.&nbsp;</p>     <p>Adicionalmente, tr&ecirc;s pais referiram preocupa&ccedil;&otilde;es com quest&otilde;es pr&aacute;ticas dos primeiros tempos no p&oacute;s-alta, entre elas as vacinas, a articula&ccedil;&atilde;o entre hospital e o pediatra que iria passar a acompanhar o beb&eacute;, ou, algum acompanhamento especializado que precisasse nos primeiros tempos.</p>     <p>Preocupa&ccedil;&otilde;es financeiras foram tamb&eacute;m antecipadas por tr&ecirc;s pais. Estas decorriam da eventualidade do beb&eacute; vir a ter necessidades de cuidados acrescidos (e.g. fisioterapia ou qualquer outro tipo de assist&ecirc;ncia especializada) num futuro pr&oacute;ximo (ou ao longo do seu curso de vida) e de estes n&atilde;o estarem financeiramente preparados para fazer face &agrave;s despesas. O facto de apenas um dos elementos do casal trabalhar, mais ainda no caso de g&eacute;meos, foi apontada como uma preocupa&ccedil;&atilde;o adicional para um destes pais.</p>     <p><i>Necessidades dos pais</i></p>     <p>Nos quadros seguintes d&aacute;-se a conhecer a frequ&ecirc;ncia com que as diferentes necessidades - reportadas aos momentos I, II e III - emergiram no seu discurso.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em seguida apresenta-se a distribui&ccedil;&atilde;o das necessidades relatadas pelos pais no momento I (momento da not&iacute;cia do internamento):</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q4"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a10q4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Sete pais reportaram a necessidade de informa&ccedil;&otilde;es sobre o motivo que justificou o internamento do seu filho na UN: diagn&oacute;stico; gravidade do problema; se o beb&eacute; iria &ldquo;ficar bem&rdquo;; ou, a morosidade do processo de recupera&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Para um pai, as necessidades de informa&ccedil;&atilde;o no momento I prenderam-se tamb&eacute;m com o estado de sa&uacute;de da companheira, logo ap&oacute;s o parto e, antes ainda, informa&ccedil;&atilde;o antecipada sobre o potencial internamento na UN, caso os seus filhos (gravidez gemelar de risco) nascessem prematuramente. Segundo o seu testemunho, esta informa&ccedil;&atilde;o teria sido importante para que se fosse preparando emocionalmente: &ldquo;(&hellip;) <i>eles est&atilde;o mesmo de tal modo vulner&aacute;veis que as coisas s&atilde;o s&eacute;rias, muito s&eacute;rias e se calhar haveria a necessidade era de ter essa abertura antes </i>(&hellip;)<i> saber, talvez mais a n&iacute;vel emocional, saber que iria ter dois filhos, neste caso, e que teria que os deixar no hospital durante algum tempo </i>(&hellip;)&rdquo;.</p>     <p>No quadro seguinte apresenta-se a distribui&ccedil;&atilde;o das necessidades relatadas pelos pais no momento II (durante o internamento).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q5"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a10q5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto &agrave;s necessidades de informa&ccedil;&atilde;o reportadas no curso do internamento, estas foram evocadas por seis pais, que destacaram a quantidade, clareza e regularidade da mesma, bem como a sua transmiss&atilde;o pelo m&eacute;dico de refer&ecirc;ncia para acompanhamento do filho. Quanto &agrave; informa&ccedil;&atilde;o de que sentem maior necessidade no momento II, destacaram a relativa &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o do estado de sa&uacute;de do beb&eacute; (se est&aacute; a evoluir bem; dentro do esperado/da normalidade), ou, aos tratamentos a serem aplicados (&ldquo;<i>O [</i>nome do beb&eacute;]<i> vai fazer isto e isto </i>(&hellip;)&rdquo;). Numa outra categoria, tr&ecirc;s pais (dois dos quais homens) mencionaram a necessidade de, durante o internamento, ter o beb&eacute; junto de si, de estar com ele (mesmo sem fazer nada/sem ter contacto f&iacute;sico) e, inclusivamente, de o levar para casa. Para outros quatro pais/m&atilde;es, esta necessidade traduziu-se na possibilidade de ter momentos de contacto; de qualidade com o seu filho [nem que seja] &ldquo;(&hellip;) <i>segurar a m&atilde;ozinha do beb&eacute;</i>&rdquo;. Uma m&atilde;e manifestou o desejo de amamentar o seu beb&eacute;, de sentir o seu filho e de criar oportunidades para que m&atilde;e-beb&eacute; pudessem continuar a construir a sua rela&ccedil;&atilde;o de vincula&ccedil;&atilde;o. O testemunho seguinte traduz as suas tentativas nesse sentido: &ldquo;(&hellip;) <i>Eu todos os dias durmo com uma fralda e trago-lhe a fralda para depois o cobrir e ele sentir o cheiro, mas, n&atilde;o &eacute; igual </i>(&hellip;)&rdquo;.</p>     <p>Cinco pais salientaram o descansar/dormir como uma necessidade premente, em particular entre as m&atilde;es. O muito tempo passado na UN e a sua participa&ccedil;&atilde;o em todas as rotinas do beb&eacute; (de tr&ecirc;s em tr&ecirc;s horas), ou as preocupa&ccedil;&otilde;es e &ldquo;tarefas&rdquo; que levavam para casa n&atilde;o os permitia descansar devidamente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quatro pais deram tamb&eacute;m &ecirc;nfase &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas (hotelaria) oferecidas durante o internamento, tendo referido a necessidade de condi&ccedil;&otilde;es que permitissem a sua pernoita na UN. Uma m&atilde;e sugeriu a cria&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o para pernoitar, em particular para &ldquo;(&hellip;) <i>as m&atilde;es que fossem de muito longe, que pudessem passar c&aacute; um dia, dois e depois se quisessem ir a casa </i>(&hellip;) <i>em vez de se deslocarem todos os dias </i>(&hellip;)&rdquo;. Ainda quanto &agrave; hotelaria, tr&ecirc;s pais aludiram &agrave; necessidade de um espa&ccedil;o anexo &agrave; UN para poderem descansar e conviver ao longo do dia.</p>     <p>Cinco pais referiram a necessidade de, j&aacute; depois de algum tempo no hospital, recuperar a sua vida &ldquo;normal&rdquo;, implicando isto a estabiliza&ccedil;&atilde;o do estado de sa&uacute;de do beb&eacute; para poderem regressar a casa.</p>     <p>Quatro pais referiram a necessidade de, durante o internamento, terem acompanhamento psicol&oacute;gico (para si e/ou para o companheiro/a).</p>     <p>Para tr&ecirc;s pais, as necessidades de apoio financeiro durante o internamento surgiram como prementes, em resposta aos gastos com o transporte e estacionamento, que, nalguns casos - dadas as longas dist&acirc;ncias percorridas e o prolongado per&iacute;odo de internamento -, &ldquo;pesavam&rdquo; no or&ccedil;amento familiar.</p>     <p>A necessidade de adequa&ccedil;&atilde;o das suas rotinas foi tamb&eacute;m referida por uma m&atilde;e que dizia precisar fazer altera&ccedil;&otilde;es nos hor&aacute;rios e rotinas atuais de modo a poder conciliar os cuidados e acompanhamento do seu beb&eacute; com as necessidades, rotinas e hor&aacute;rios do outro filho.</p>     <p>Por fim, um pai referiu ter necessidade de passar mais tempo com o beb&eacute; na UN, decorrente da sua atividade laboral; ao passo que uma m&atilde;e mencionou a necessidade de apoio nas lides da casa dada a falta de tempo para as assumir e o muito cansa&ccedil;o sentido depois de um dia na UN.</p>     <p>No quadro seguinte apresenta-se a distribui&ccedil;&atilde;o das necessidades relatadas pelos pais no momento III (antecipando o regresso a casa).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q6"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a10q6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto &agrave;s necessidades reportadas &agrave; alta, tr&ecirc;s pais reportaram-se &agrave; necessidade de informa&ccedil;&atilde;o sobre como lidar com o beb&eacute; em casa; como reagir em determinadas situa&ccedil;&otilde;es<i>.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outros tr&ecirc;s pais salientaram a necessidade de tempo para criar condi&ccedil;&otilde;es para acolher o(s) beb&eacute;(s) em casa. Num dos casos esta necessidade decorria do facto dos beb&eacute;s (g&eacute;meos) terem nascido bastante antes do tempo, n&atilde;o tendo tido a oportunidade de preparar o seu enxoval (inclusive o ber&ccedil;o). Refira-se que o elemento feminino deste casal salientou a necessidade de, ap&oacute;s a alta, ter um apoio refor&ccedil;ado do companheiro, pelo facto de ter g&eacute;meos.</p>     <p>Dois pais enfatizaram o apoio financeiro necess&aacute;rio para assegurar, por exemplo, os recursos e cuidados adicionais a prestar aos seus dois beb&eacute;s (g&eacute;meos) prematuros, ou, num caso de grande prematuridade, a assist&ecirc;ncia m&eacute;dica e terap&ecirc;utica adicional, bem como os ajustamentos necess&aacute;rios a fazer em casa, para acolher o seu beb&eacute; com necessidades de cuidados especiais. Neste &uacute;ltimo caso, as necessidades da fam&iacute;lia prendiam-se, por um lado, pelo facto da m&atilde;e, para al&eacute;m dos sete meses que iria ficar em casa a acompanhar o beb&eacute; (sem receber qualquer ordenado) e de se prever um prolongamento em fun&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento/recupera&ccedil;&atilde;o do beb&eacute;, foi necess&aacute;rio realizar adapta&ccedil;&otilde;es na casa e, para isso, contra&iacute;ram um empr&eacute;stimo banc&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>As preocupa&ccedil;&otilde;es e necessidades enfatizadas pelos pais do presente estudo tornam bem expl&iacute;cito o qu&atilde;o dif&iacute;cil &eacute; a experi&ecirc;ncia de internamento de um filho numa UN, com potenciais implica&ccedil;&otilde;es para a rela&ccedil;&atilde;o com o beb&eacute;, a rela&ccedil;&atilde;o do casal e para o n&uacute;cleo familiar no seu todo, &agrave; semelhan&ccedil;a do que autores na &aacute;rea t&ecirc;m vindo a salientar (Abdeyazdan et al., 2014; Brum &amp; Shermann, 2004; Howland, 2007; Valente &amp; Seabra-Santos, 2011). Os seus relatos sobre a experi&ecirc;ncia vivida nos tr&ecirc;s momentos explorados d&atilde;o, tamb&eacute;m, a conhecer a grande diversidade de inquieta&ccedil;&otilde;es e car&ecirc;ncias a que &eacute; necess&aacute;rio dar resposta ainda durante o internamento, bem como a especificidade das suas viv&ecirc;ncias, em fun&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do beb&eacute; e das caracter&iacute;sticas e recursos de cada fam&iacute;lia, ou, entre outros, da etapa em que se encontram. Em consequ&ecirc;ncia, particular aten&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser dada n&atilde;o s&oacute; ao conte&uacute;do e tipo de interven&ccedil;&atilde;o a implementar junto destes pais (em fun&ccedil;&atilde;o das viv&ecirc;ncias e recursos de cada um deles), mas, tamb&eacute;m, ao momento em que s&atilde;o implementadas.</p>     <p>Preconizando a ideia que um acompanhamento e interven&ccedil;&atilde;o precoces adequados - durante o per&iacute;odo de internamento e ap&oacute;s a alta - podem mudar o rumo e contrariar as consequ&ecirc;ncias negativas da perturba&ccedil;&atilde;o precoce, nesta fase final do trabalho, a par da discuss&atilde;o dos principais resultados emergidos no nosso estudo, apresentar-se-&atilde;o sugest&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o. Assim, procuraremos fazer dialogar os resultados do presente estudo com as evid&ecirc;ncias compiladas por outros investigadores (exerc&iacute;cio nem sempre poss&iacute;vel, especialmente no que toca &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es, dada a escassez de literatura na &aacute;rea), sugerindo tamb&eacute;m sugest&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o, que julgamos mais prementes no contexto de uma UN.</p>     <p>Olhando os aspetos mais salientes dos testemunhos dos pais auscultados, destacamos, em primeiro lugar as suas preocupa&ccedil;&otilde;es. Entre estas, a gravidade da condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do beb&eacute; aparece como a que maior &ecirc;nfase assume entre estes, aquando do confronto com a not&iacute;cia de que este ter&aacute; que ser internado. Estas aparecem tamb&eacute;m frequentemente referidas durante o internamento e na antecipa&ccedil;&atilde;o da alta, muito embora com menor preval&ecirc;ncia e assumindo contornos distintos. Assim, enquanto, num primeiro momento, a maior preocupa&ccedil;&atilde;o associa-se &agrave; gravidade da situa&ccedil;&atilde;o que justificou o internamento do filho e eventual risco de morte; no curso do internamento tais preocupa&ccedil;&otilde;es surgem mais associadas &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o do quadro cl&iacute;nico do beb&eacute;, ao ganho de peso, ou, se durante as suas aus&ecirc;ncias/afastamento do beb&eacute; esse quadro sofreu altera&ccedil;&otilde;es (algum epis&oacute;dio cr&iacute;tico).</p>     <p>Em segundo lugar, e reportando-se ao momento inicial, as preocupa&ccedil;&otilde;es com o bem-estar do companheiro (principalmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s m&atilde;es) aparecem bem retratadas no discurso dos pais, &agrave; semelhan&ccedil;a do que Lundqvist e colaboradores (2007) observaram. Tais preocupa&ccedil;&otilde;es prendem-se com a recupera&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica da companheira, mas, tamb&eacute;m, com o impacto emocional que o confronto com a not&iacute;cia poder&aacute; gerar. Esta &uacute;ltima verifica-se n&atilde;o apenas entre o elemento masculino do casal (conforme as evid&ecirc;ncias de Lundqvist), mas tamb&eacute;m entre as m&atilde;es que, j&aacute; durante o internamento, olhando as exig&ecirc;ncias colocadas pela situa&ccedil;&atilde;o (atuais e futuras), o seu car&aacute;ter cumulativo e os recursos psicol&oacute;gicos de cada um para fazer face &agrave;s mesmas, passam a temer pelo bem-estar emocional do companheiro.</p>     <p>Durante o internamento, e paralelamente ao foco colocado na atual condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do beb&eacute;, as preocupa&ccedil;&otilde;es viram-se para o futuro. Estas decorrem das potenciais sequelas desenvolvimentais da prematuridade/problemas de sa&uacute;de &agrave; nascen&ccedil;a, e dos cuidados especiais de que o beb&eacute; poder&aacute; vir a precisar. Entre estes pais, &agrave; semelhan&ccedil;a do observado por McCluskey-Fawcett e colaboradores (1992) ou Viana e colaboradores (2005) come&ccedil;a, aqui a surgir a preocupa&ccedil;&atilde;o/necessidade em obter informa&ccedil;&atilde;o relacionada com o desenvolvimento, educa&ccedil;&atilde;o e cuidados infantis para este tipo de casu&iacute;stica.</p>     <p>Reportadas ao per&iacute;odo p&oacute;s-alta, as preocupa&ccedil;&otilde;es expressas de modo mais frequente prenderam-se, por um lado, com quest&otilde;es pr&aacute;ticas dos primeiros dias (vacinas, articula&ccedil;&atilde;o hospital-novo pediatra, acompanhamento especializado) e, por outro, com as ang&uacute;stias associadas ao ter que &ldquo;cortar o cord&atilde;o umbilical&rdquo; que os ligou durante algum tempo &agrave;s m&aacute;quinas e &agrave; equipa da UN (tamb&eacute;m relatadas por Bigelow e colaboradores, 2010, e Lindberg, 2009)<i>, </i>questionando-se sobre a sua compet&ecirc;ncia para assegurar autonomamente os cuidados b&aacute;sicos do filho, em casa, ou para dar resposta a alguma situa&ccedil;&atilde;o grave que possa ocorrer. Ainda ligadas ao regresso a casa, as preocupa&ccedil;&otilde;es antecipadas pelos pais prendem-se, tamb&eacute;m, com a evolu&ccedil;&atilde;o e estado de sa&uacute;de do beb&eacute;, designadamente em termos de ganho de peso; par&acirc;metros de crescimento/desenvolvimento esperados ou eventuais cont&aacute;gios que impliquem um novo internamento. A estas acrescem preocupa&ccedil;&otilde;es financeiras, designadamente aquelas que decorrem de potenciais despesas adicionais associadas a cuidados especiais que &eacute; necess&aacute;rio providenciar ao filho (pontualmente, num futuro imediato, ou em perman&ecirc;ncia), preocupa&ccedil;&otilde;es essas tamb&eacute;m reportadas por Soares e colaboradores (2010) e Viana e colaboradores (2005) nos estudos igualmente desenvolvidos em Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es evocadas associam-se um conjunto de necessidades expressas pelos pais nas suas reflex&otilde;es em torno desta experi&ecirc;ncia. Tal como anteriormente salientado as necessidades de informa&ccedil;&atilde;o, nos tr&ecirc;s momentos explorados, aparecem fortemente enfatizadas, &agrave; semelhan&ccedil;a do que a literatura na &aacute;rea d&aacute; conta (Gronita, 2007; Howland, 2007; Viana et al., 2005). Num primeiro momento estas surgem largamente articuladas com as preocupa&ccedil;&otilde;es destes pais, relativamente ao estado de sa&uacute;de do beb&eacute;: necessitando de saber, de imediato, de informa&ccedil;&atilde;o por parte da equipa m&eacute;dica, sobre o motivo do internamento, sua gravidade, e, entre outros, o progn&oacute;stico. Surge, tamb&eacute;m, a necessidade do pai saber como est&aacute; a m&atilde;e logo ap&oacute;s o parto, assim como de infirma&ccedil;&atilde;o no que diz respeito a quest&otilde;es log&iacute;sticas (e.g. aven&ccedil;a no parque de estacionamento e gastos com o transporte).</p>     <p>Mais adiante, durante o internamento, as necessidades de informa&ccedil;&atilde;o destes pais prendem-se essencialmente com a evolu&ccedil;&atilde;o do quadro cl&iacute;nico e com os tratamentos aplicados, informa&ccedil;&atilde;o essa que, segundo estes pais, deve ser regular, clara e em quantidade que satisfa&ccedil;a as suas d&uacute;vidas/inquieta&ccedil;&otilde;es. Quanto &agrave; alta, as necessidades de informa&ccedil;&atilde;o antecipadas prendem-se com o ensinamento quanto ao como lidar com o beb&eacute; em casa, quer no que se refere &agrave; presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados b&aacute;sicos, quer em rela&ccedil;&atilde;o ao que fazer no caso de algo mais grave ocorrer.</p>     <p>Em termos de interven&ccedil;&atilde;o poderemos propor, e alinhadas com as sugest&otilde;es de outros autores (Barros, 2001; Tamez &amp; Silva, 2002), que a satisfa&ccedil;&atilde;o destas necessidades de informa&ccedil;&atilde;o esteja particularmente atenta ao <i>qu&ecirc;</i>, <i>como</i> e <i>quando</i> esse informa&ccedil;&atilde;o deve ser veiculada aos pais. Adicionalmente devem criar-se condi&ccedil;&otilde;es para que, se necess&aacute;rio, possa ser repetida e explicada de formas diferentes.</p>     <p>Assim recomenda-se que, por exemplo, numa primeira visita dos pais &agrave; UN, se d&ecirc; uma explica&ccedil;&atilde;o clara de todo o equipamento envolvido no cuidado do beb&eacute;; informa&ccedil;&otilde;es sobre o seu estado de sa&uacute;de; regras de funcionamento da UN relevantes; apresenta&ccedil;&atilde;o clara dos profissionais de refer&ecirc;ncia; e indica&ccedil;&otilde;es claras do tipo de colabora&ccedil;&atilde;o que os pais podem prestar em fun&ccedil;&atilde;o do estado de sa&uacute;de do beb&eacute;.</p>     <p>Numa fase posterior, e j&aacute; antecipando a alta, sugere-se que a informa&ccedil;&atilde;o mais importante seja apresentada por escrito num pequeno livro que os pais possam levar, uma vez que mais de 90% da informa&ccedil;&atilde;o factual que recebem nos primeiros dias tende a ser esquecida (Barros, 2001; Tamez &amp; Silva, 2005). Recomenda-se, ainda, o fornecimento de informa&ccedil;&atilde;o sobre os cuidados continuados de que o beb&eacute; vai necessitar ap&oacute;s a alta, assim como sobre o apoio emocional e financeiro, dispon&iacute;veis na comunidade (Griffin &amp; Abraham, 2006; Merritt et al., 2003; Valente &amp; Seabra-Santos, 2010). A constitui&ccedil;&atilde;o de uma biblioteca de consulta, ou a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de endere&ccedil;os da <i>Internet</i> onde possam encontrar informa&ccedil;&atilde;o clara e fi&aacute;vel poder&aacute; ser &uacute;til e securizante para estes pais (Barros, 2001; Tamez &amp; Silva, 2002).</p>     <p>A necessidade de, durante o internamento, estar perto do beb&eacute; (inclusive, de poder dormir na UN) e de ter momentos de qualidade no contacto com o mesmo (e.g. poder amamenta-lo, sentir o seu cheiro) s&atilde;o enfatizados de modo premente, indo ao encontro de evid&ecirc;ncias colhidas por outros autores (Barros, 2001; Leske, 1991). Os pais referiram tamb&eacute;m a necessidade de adequa&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os e rotinas no contexto hospitalar e no dia-a-dia, devido a terem de alterar os seus hor&aacute;rios e rotinas para poderem participar nas rotinas do beb&eacute; internado, com o objetivo de conciliar com a vida di&aacute;ria dos outro(s) filho(s).</p>     <p>Prop&otilde;e-se, tamb&eacute;m, e de acordo com alguns autores - Feliciano, 2002; Tamez &amp; Silva, 2002 -, que assim que o rec&eacute;m-nascido esteja est&aacute;vel e dentro dos crit&eacute;rios estabelecidos para poder contactar com os pais pele a pele (M&eacute;todo Canguru), os profissionais de sa&uacute;de poder&atilde;o incentivar este procedimento. Ainda para mais, este auxilia no desenvolvimento do processo de vincula&ccedil;&atilde;o pai/m&atilde;e-filho.</p>     <p>O apoio psicol&oacute;gico (para si e/ou para o seu companheiro) durante o internamento foi tamb&eacute;m salientado por alguns pais, dando conta das necessidades da presen&ccedil;a de um interlocutor especializado, junto do qual poder&atilde;o encontrar momentos de ventila&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o emocional (Barros, 2001; Feliciano, 2002). Posto isto, nos casos que inspirem uma interven&ccedil;&atilde;o mais espec&iacute;fica e individualizada, os pais poder&atilde;o ser encaminhados para servi&ccedil;os da comunidade (e.g. psic&oacute;logo, assistente social &hellip;), os quais poder&atilde;o ajudar a colmatar as suas necessidades e preocupa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, nomeadamente aquando da alta (ajudas, nomeadamente em termos financeiros) (Feliciano, 2002; Gronita, 2007). As necessidades de melhores condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas/de hotelaria oferecidas pelo hospital (sala de estar, quartos para pernoita), no sentido de facilitar o seu descanso, conv&iacute;vio e descontra&ccedil;&atilde;o durante a perman&ecirc;ncia no hospital, foram tamb&eacute;m salientadas por v&aacute;rios dos pais entrevistados, assim como por alguns investigadores nos seus estudos - Hummelinck e Pollock, 2006; Shields, Young e McCann, 2008; Soares, Santos e Gasparino, 2010. A estas acresceram as de apoio financeiro que assumem particular express&atilde;o, ao anteciparem as despesas inerentes &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de determinados recursos f&iacute;sicos e materiais que lhes permitam acolher em casa o beb&eacute; com necessidades de cuidados especiais, ou, de recorrerem a assist&ecirc;ncia m&eacute;dica e terap&ecirc;utica adicional exigida pela condi&ccedil;&atilde;o do filho (Deave, Johnson e Ingram, 2008).</p>     <p>Antecipando tamb&eacute;m o momento da alta, os pais referiram inclusivamente a necessidade do beb&eacute; ficar estabilizado em termos de sa&uacute;de para poder ir para casa e todos poderem regressar &agrave; vida &ldquo;normal&rdquo;.&nbsp;</p>     <p>Verificando-se, nos &uacute;ltimos anos, uma preocupa&ccedil;&atilde;o crescente em tornar as Unidades de Neonatologia ambientes mais acolhedores e menos impessoais, n&atilde;o s&oacute; no seu espa&ccedil;o f&iacute;sico mas, tamb&eacute;m, no que se refere ao comportamento e &agrave; atitude das equipas, que procuram conciliar recursos tecnol&oacute;gicos com cuidado humanizado e integral, as sugest&otilde;es deixadas procuram essencialmente enfatizar o papel dos profissionais da UN, enquanto agentes determinantes no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias, autonomia e das capacidades parentais. Esta asser&ccedil;&atilde;o assenta nas in&uacute;meras evid&ecirc;ncias que revelam que pais que recebem apoio centrado na fam&iacute;lia - sendo simultaneamente alvo dos cuidados dos profissionais de sa&uacute;de e parceiros no cuidar - desenvolvem um sentimento crescente de controlo sobre os cuidados a prestar aos filhos (Dunst, 2000; Silva, 2002). Tal como a literatura na &aacute;rea tamb&eacute;m enfatiza (Lindberg, 2009; Soares et al., 2010; Tamez &amp; Silva, 2002; Viana et al., 2005), assume-se entre os autores deste trabalho que a efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o numa UN depende largamente dos processos comunicacionais estabelecidos entre estas fam&iacute;lias e a equipa de cuidados, devendo-se, pois, dar especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade dos mesmos (Soares et al., 2010; Viana et al., 2005). O respeito pelas cren&ccedil;as, valores e sentimentos destas fam&iacute;lias; informa&ccedil;&atilde;o clara, coerente e ajustada aos <i>timings</i> dos pais; rela&ccedil;&otilde;es de colabora&ccedil;&atilde;o e confian&ccedil;a m&uacute;tua entre a equipa e os pais; escuta ativa e emp&aacute;tica das necessidades e inquieta&ccedil;&otilde;es, ou, a cria&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os de partilha, ventila&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o emocional s&atilde;o particularmente relevantes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Adicionalmente, &agrave; semelhan&ccedil;a do que a revis&atilde;o da literatura d&aacute; a conhecer, o presente trabalho sugere a relev&acirc;ncia de se dar espa&ccedil;o para os pais partilharem as experi&ecirc;ncias e emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas durante o internamento do beb&eacute;. O simples facto de dar espa&ccedil;o para estes verbalizarem e tornarem conscientes alguns dos aspetos mais significativos desta experi&ecirc;ncia pode ter algum impacto &ldquo;terap&ecirc;utico&rdquo;. A par do sentimento de solid&atilde;o, por vezes, associado a esta experi&ecirc;ncia, que, ali&aacute;s, alguns dos pais do presente estudo evocaram, as intensas emo&ccedil;&otilde;es experienciadas e a dificuldade na sua gest&atilde;o s&atilde;o, por vezes, motivo da sua n&atilde;o verbaliza&ccedil;&atilde;o e partilha, podendo estes dar lugar a processos que, sob o ponto de vista psicol&oacute;gico e emocional, poder&atilde;o acentuar a vulnerabilidade destes pais (e respetivas fam&iacute;lias).</p>     <p>Tendo em considera&ccedil;&atilde;o que um dos objetivos dos profissionais de sa&uacute;de &eacute; intensificar o v&iacute;nculo entre os pais e o beb&eacute;, a assist&ecirc;ncia aos pais deve, pois, ser uma prioridade nos servi&ccedil;os de neonatologia. O acolhimento, a compreens&atilde;o e o apoio emocional a estes pais, bem como o seu envolvimento ativo nos cuidados ao seu filho s&atilde;o fundamentais e contribuem para a recupera&ccedil;&atilde;o do beb&eacute; (Frota, Campos, Pimentel &amp; Esteche, 2007).</p>     <p>Para finalizar, gostar&iacute;amos de referir uma das limita&ccedil;&otilde;es identificadas: apesar dos participantes constitu&iacute;rem um n&uacute;mero consider&aacute;vel (20 m&atilde;es/pais), ao realizar a an&aacute;lise e, depois, a discuss&atilde;o dos resultados, tivemos de ter em considera&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o entrevist&aacute;mos um igual n&uacute;mero de m&atilde;es/pais (mais m&atilde;es do que pais). Tal disparidade fez com que analis&aacute;ssemos de forma ainda mais cuidadosa os dados recolhidos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Abdeyazdan, Z.; Shahkolahi, Z. &amp; Hajiheidari, M. (2014). A family support intervention to reduce stress among parents of preterm infants in neonatal intensive care unit. <i>Iran Journal of Nursing Midwifery Research</i>, <i>19</i>(4), 349-353.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537430&pid=S1645-0086201600020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barros, L. (2001). A unidade de cuidados intensivos de desenvolvimento como unidade de promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento. <i>In</i> Canavarro, M. (Ed.), <i>Psicologia da gravidez e da maternidade</i> (pp. 297-316). Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537432&pid=S1645-0086201600020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barry, L. &amp; Singer, G. (2001). Reducing maternal psychological distress after the NICU experience through journal writing. <i>Journal of early intervention, 24 </i>(4), 287-297.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537434&pid=S1645-0086201600020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bigelow, A.; Littlejohn, M.; Bergman, N. &amp; McDonald, C. (2010). The relation between early mother-infant skin-to-skin contact and later maternal sensitivity in South African mothers of low birth weight infants. <i>Infant mental health journal, 31 </i>(3), 358-377.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537436&pid=S1645-0086201600020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brum, E. &amp; Schermann, L. (2004). V&iacute;nculos iniciais e desenvolvimento infantil: abordagem te&oacute;rica em situa&ccedil;&atilde;o de nascimento de risco. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; sa&uacute;de coletiva, 9 </i>(2), 457-467.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537438&pid=S1645-0086201600020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Deave, T.; Johnson, D. &amp; Ingram, J. (2008). Transition to parenthood: the needs of parents in pregnancy and early parenthood. <i>BMC pregnancy and childbirth, 8 </i>(30), 1-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537440&pid=S1645-0086201600020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>Diaz, Z.; Caires, S. &amp; Correia, S. (2014). Dificuldades dos pais com beb&eacute;s internados numa Unidade de Neonatologia.&nbsp;<i>Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia</i>, 3, 85-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537442&pid=S1645-0086201600020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dunst, C. (2000). Revisiting Rethinking Early Intervention. <i>Topics in early childhood special education, 20 </i>(2), 95-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537444&pid=S1645-0086201600020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Feliciano, M. (2002). <i>A rela&ccedil;&atilde;o pais-infante prematuro vivida atrav&eacute;s do M&eacute;todo Canguru utilizando o Video Interaction Guidance (VIG) na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais e o Video Hometraining (VHT) no domic&iacute;lio. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento. Braga: Universidade do Minho.</p>     <p>Ferreira, A.; Pinto, A.; Parreira, F.; Gon&ccedil;alves, G. &amp; Coelho, Z. (2005). O brincar como mediador da rela&ccedil;&atilde;o pais e filhos no contexto ambulatorial e hospitalar: relato de uma experi&ecirc;ncia. <i>Anais do 8.&ordm; encontro de extens&atilde;o da UFMG. </i>Belo Horizonte.</p>     <!-- ref --><p>Frota, A.; Campos, A.; Pimentel, Z. &amp; Esteche C. (2007). Rec&eacute;m-nascido em uma unidade de interna&ccedil;&atilde;o neonatal: cren&ccedil;as e sentimentos maternos. <i>Cogitare Enferm.</i> Jul-Set, 12(3), 323-329.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537448&pid=S1645-0086201600020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Griffin, T. &amp; Abraham, M. (2006). Transition to home from the newborn intensive care unit: applying the principles of family-centered care to the discharge process. <i>The journal of perinatal &amp; neonatal nursing, 20</i>, 243-249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537450&pid=S1645-0086201600020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gronita, J. (2007). <i>O an&uacute;ncio da defici&ecirc;ncia da crian&ccedil;a e suas implica&ccedil;&otilde;es familiares e psicol&oacute;gicas.</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Lisboa: Universidade Aberta.</p>     <p>Hall, E. (2005). Being in an alien world: Danish parents&rsquo; lived experiences when a newborn or small child is critically ill. <i>Scandinavian journal of caring sciences, 19</i>, 179-185.</p>     <!-- ref --><p>Howland, L. (2007). Preterm birth: implications for family stress and coping. <i>Newborn and infant nursing reviews, 7</i>, 14-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537454&pid=S1645-0086201600020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hummelinck, A. &amp; Pollock, K. (2006). Parents&rsquo; information needs about the treatment of their chronically ill child: a qualitative study. <i>Patient educ couns, 62 </i>(2), 228-234.</p>     <p>Kristj&aacute;nsd&oacute;ttir, G. (1995). Perceived importance of needs expressed by parents of hospitalized two-six-year-olds. <i>Scandinavian journal of caring sciences, </i><i>9 </i>(2), 95&ndash;103.</p>     <!-- ref --><p>Leske, J. (1991). Internal psychometric properties of the critical care family needs inventory. <i>Heart and lung: journal of critical</i><i>care</i><i>, 20 </i>(3), 236-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537458&pid=S1645-0086201600020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lindberg, B. &amp; Ohrling, K. (2008). Experiences of having a prematurely born infant from the perspective of mothers in Northern Sweden. <i>International journal of circumpolar health, 67 </i>(5), 461-471.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537460&pid=S1645-0086201600020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lindberg, B. (2009). <i>When the baby is premature. Experiences of parenthood and getting support via videoconferencing.</i> Doctoral Thesis. Sweden: Lulea University of Technology.</p>     <p>Lindberg, B.; Axelsson, K. &amp; Ohrling, K. (2007). The birth of premature infants: experiences from the fathers&rsquo; perspective. <i>Journal of neonatal nursing, 13</i>, 142-149.</p>     <!-- ref --><p>Lundqvist, P.; Hellstrom, W. &amp; Hallstrom, I. (2007). From distance toward proximity: fathers lived experience of caring for their preterm infants. <i>Journal of pediatric nursing, 22</i>, 490-497.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537464&pid=S1645-0086201600020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McCluskey-Fawcett, K.; O'Brien, M.; Robinson, P. &amp; Asay, J. (1992). Early transitions for the parents of premature infants: implications for intervention. Infant mental health journal, 13, 147-156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537466&pid=S1645-0086201600020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Merritt, T.; Pillers, D. &amp; Prows, S. (2003). Early NICU discharge of very low birth weight infants: a critical review and analysis. <i>Seminars in neonatology, 8</i>, 95-115.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537468&pid=S1645-0086201600020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>Miles, M. &amp; Holditch-Davis, D. (1997). 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rocha, G.; Candeias, L.; Ramos, M.; Maia, T.; Guimar&atilde;es, H. &amp; Viana, V. (2011). Stress e satisfa&ccedil;&atilde;o das m&atilde;es em Cuidados Intensivos Neonatais. <i>Acta Med Port, 24 </i>(S2), 157-166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537475&pid=S1645-0086201600020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shields, L.; Young, J. &amp; McCann, D. (2008). The needs of parents of hospitalized children in Australia. <i>Journal of child health care, 12</i>, 60-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537477&pid=S1645-0086201600020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, O. (2002). A import&acirc;ncia da fam&iacute;lia no desenvolvimento do beb&ecirc; prematuro. <i>Psicologia: teoria e pr&aacute;tica, 4 </i>(2), 15-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537479&pid=S1645-0086201600020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Soares, L.; Santos, R. &amp; Gasparino, R. (2010). Necessidades de familiares de pacientes internados em unidade de terapia intensiva neonatal. <i>Texto Contexto Enfermagem, 19 </i>(4), 644-650.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537481&pid=S1645-0086201600020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tamez, R. &amp; Silva, M. (2002). <i>Enfermagem na UTI neonatal - assist&ecirc;ncia ao rec&eacute;m-nascido de alto risco. </i>Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537483&pid=S1645-0086201600020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Valente, A. &amp; Seabra-Santos, M. (2011). Nascimento prematuro de muito baixo peso: impacto na crian&ccedil;a e na m&atilde;e aos 3-4 anos. <i>Acta Pedi&aacute;trica Portuguesa, 42 </i>(1), 1-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537485&pid=S1645-0086201600020001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>Viana, V.; Guimar&atilde;es, H.; Maia, T.; Ramos, M. &amp; Mendes, F. (2005). Apoio &agrave;s m&atilde;es em crise num servi&ccedil;o de Neonatologia. <i>Psicologia, sa&uacute;de &amp; doen&ccedil;as, 6</i>(2), 119-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537487&pid=S1645-0086201600020001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Wigert, H.; Hellstrom, A. &amp; Berg, M. (2008). Conditions for parents&rsquo; participation in the care of their child in neonatal intensive care - a field study. <i>B.M.C. Pediatrics, 8 </i>(3), 1-9.</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p> Rua da Escola n.&ordm;31-A 1.&ordm; Esquerdo 3750-432 Fermentelos, &Aacute;gueda, Portugal; Tel.: 916500619; E-mail - <a href="mailto:zusanamdiaz@ua.pt">zusanamdiaz@ua.pt</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 01 de Novembro de 2012/ Aceite em 14 de Abril de 2016</p>      ]]></body><back>
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