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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Stresse ocupacional, avaliação cognitiva, burnout e comprometimento laboral na aviação civil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study was done with flight crew workers, having the following goals: (a) analyze the experience of occupational stress, burnout and work engagement; (b) analyze the importance of the cognitive appraisal processes in the way participants adapt to work conditions; and (c) analyze the predictors of burnout and work engagement. The study included 184 professionals (121 males; 65,8%), that responded to an evaluation protocol with measures of occupational stress, cognitive appraisal, burnout, and work engagement. The results revealed four main aspects: (a) the participants assumed significant levels of occupational stress (27,8%), having been reported two cases of burnout; (b) the cabin crew assumed a more negative professional experience than pilots; (c) cognitive appraisal processes assumed a central role in how professionals respond to job demands, exerting an influence in the experience of occupational stress, burnout and work engagement; and (d) occupational stress and cognitive appraisal were important variables in the prediction of burnout and work engagement. In sum, the results of this study indicated the stressful nature of this activity and the importance of cognitive appraisal in human adaptation in work contexts.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Stresse ocupacional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Stresse ocupacional, avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva, burnout e comprometimento laboral na avia&ccedil;&atilde;o civil</b></p>     <p><b>Occupational stress, cognitive appraisal, burnout and work engagement in civil aviation</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>C&aacute;tia Baganha, A. Rui Gomes, &amp; Anabela Esteves</b></p>     <p>Universidade do Minho, Escola de Psicologia, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo foi realizado com profissionais de tripula&ccedil;&atilde;o de voo e teve como objetivos: (a) analisar a experi&ecirc;ncia de stresse ocupacional, de <i>burnout</i> e de comprometimento face ao trabalho; (b) analisar a import&acirc;ncia dos processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva na atividade laboral; e (c) analisar as vari&aacute;veis preditoras do <i>burnout</i> e do comprometimento face ao trabalho. Participaram no estudo 184 profissionais (121 do sexo masculino; 65,8%) que responderam a um protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o sobre stresse ocupacional, avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva,<i> burnout </i>e comprometimento face ao trabalho. Nos resultados, quatro aspetos devem ser salientados: (a) 27,8% dos participantes percecionaram &iacute;ndices significativos de stresse ocupacional, tendo sido assinalados dois casos de<i> burnout</i> pleno; (b) a tripula&ccedil;&atilde;o de cabine evidenciou uma experi&ecirc;ncia profissional mais negativa do que os pilotos; (c) os profissionais com processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva menos positivos face ao trabalho evidenciaram maior stresse ocupacional e <i>burnout </i>e menor comprometimento face ao trabalho; e (d) o stresse ocupacional e a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva foram vari&aacute;veis importantes na predi&ccedil;&atilde;o do <i>burnout </i>e do comprometimento face ao trabalho. Em conclus&atilde;o, os resultados evidenciaram o car&aacute;ter stressante desta atividade e a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva na adapta&ccedil;&atilde;o humana em contextos laborais.</p>     <p><b> Palavras-chave</b><i>:</i> Stresse ocupacional; Avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva; Burnout; Comprometimento; Avia&ccedil;&atilde;o Civil</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study was done with flight crew workers, having the following goals: (a) analyze the experience of occupational <i>stress, burnout</i> and work engagement; (b) analyze the importance of the cognitive appraisal processes in the way participants adapt to work conditions; and (c) analyze the predictors of <i>burnout</i> and work engagement. The study included 184 professionals (121 males; 65,8%), that responded to an evaluation protocol with measures of occupational <i>stress, </i>cognitive appraisal, <i>burnout,</i> and work engagement. The results revealed four main aspects: (a) the participants assumed significant levels of occupational <i>stress </i>(27,8%), having been reported two cases of <i>burnout</i>; (b) the cabin crew assumed a more negative professional experience than pilots; (c) cognitive appraisal processes assumed a central role in how professionals respond to job demands, exerting an influence in the experience of occupational <i>stress, burnout</i> and work engagement; and (d) occupational <i>stress</i> and cognitive appraisal were important variables in the prediction of <i>burnout</i> and work engagement. In sum, the results of this study indicated the stressful nature of this activity and the importance of cognitive appraisal in human adaptation in work contexts.</p>     <p><b>Keywords</b><i>:</i><i>Stress</i>; Cognitive Appraisal; <i>Burnout; </i>Work Commitment; Civil Aviation</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o tem vindo a destacar o stresse ocupacional como uma realidade no setor da avia&ccedil;&atilde;o civil (Blouin, Deaton, Richard, &amp; Buza, 2014; Leo Jeeva &amp; Chandramohan, 2008), sendo que a globaliza&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica refor&ccedil;a atualmente esta tend&ecirc;ncia. Na literatura existem j&aacute; referenciados alguns fatores que parecem contribuir para o stresse nesta classe profissional, nomeadamente a qualidade das intera&ccedil;&otilde;es com a equipa de trabalho e com os passageiros, o <i>jet-lag</i> e a disritmia circadiana, o afastamento familiar (Chen &amp; Chen, 2012), o car&aacute;cter deliberadamente rotativo dos grupos de tripula&ccedil;&atilde;o (Wahlstedt, Lindgren, Norb&auml;ck, Wieslande, &amp; Runeson, 2010), a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; radia&ccedil;&atilde;o e &agrave; baixa humidade, a fadiga e escalas de hor&aacute;rios muito d&iacute;spares, os voos longos e os percursos peri&oacute;dicos de verifica&ccedil;&atilde;o de voo (Green, 1985; Griffiths &amp; Powell, 2012). Acrescem ainda alguns fatores organizacionais, nomeadamente a falta de uma perspetiva de carreira, os recursos limitados e a falta de uma supervis&atilde;o imediata, como podendo tamb&eacute;m contribuir para o stresse nesta popula&ccedil;&atilde;o (Liang &amp; Hsieh, 2005). Um dado preocupante a salientar &eacute; que a exposi&ccedil;&atilde;o continuada a estes processos de stresse pode afetar negativamente a sa&uacute;de f&iacute;sica e psicol&oacute;gica dos trabalhadores (Leo Jeeva &amp; Chandramohan, 2008).</p>     <p>Tendo como base estes indicadores, justificam-se os estudos que procurem compreender as circunst&acirc;ncias de atua&ccedil;&atilde;o destes profissionais (dada a multiplicidade e efeitos dos fatores de stresse) mas &eacute; igualmente importante compreender os fatores psicol&oacute;gicos que podem explicar os processos de adapta&ccedil;&atilde;o humana ao stresse no trabalho.</p>     <p>O prop&oacute;sito deste estudo foi precisamente avan&ccedil;ar no entendimento destes dois aspetos. Assim, num primeiro n&iacute;vel de an&aacute;lises, procurou-se compreender o modo como um grupo de profissionais de avia&ccedil;&atilde;o civil vivencia a sua atividade, nomeadamente em termos de stresse ocupacional, <i>burnout</i> (esgotamento) e comprometimento face ao trabalho. Esta parte do estudo visou introduzir um maior conhecimento acerca das condi&ccedil;&otilde;es efetivas de trabalho destes profissionais, observando-se o tipo de exig&ecirc;ncia e rea&ccedil;&otilde;es que enfrentam na sua atividade.</p>     <p>Num segundo conjunto de an&aacute;lises deste estudo, procurou-se introduzir um maior conhecimento acerca dos fatores psicol&oacute;gicos que podem contribuir para explicar a adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s circunst&acirc;ncias de trabalho (dando-se aqui particular destaque aos processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva) bem como analisar de que modo o fen&oacute;meno do stresse ocupacional e os processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva podem ajudar a compreender duas rea&ccedil;&otilde;es distintas &agrave; atividade laboral (e.g., <i>burnout</i> e comprometimento face ao trabalho).</p>     <p>Dito de forma mais simples, este estudo procurou avan&ccedil;ar na compreens&atilde;o do modo como os profissionais de avia&ccedil;&atilde;o civil vivenciam a sua atividade laboral, mas tamb&eacute;m procurou fornecer algumas pistas sobre alguns fatores que podem estar implicados em processos de ajustamento, mais ou menos favor&aacute;veis, ao mundo do trabalho.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste &uacute;ltimo caso, relativo &agrave; an&aacute;lise do ajustamento &agrave; atividade profissional, este estudo conferiu um papel determinante aos processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva enquanto fatores explicadores da adapta&ccedil;&atilde;o humana ao stresse (Gomes, 2014; Lazarus, 2001). Uma das propostas conceptuais que mais poder&aacute; ajudar a compreender estes processos de adapta&ccedil;&atilde;o a contextos de stresse, &eacute; o modelo transacional cognitivo, motivacional e relacional proposto por Lazarus (1991, 1999). De acordo com esta proposta, o stresse ocorre quando o indiv&iacute;duo avalia as exig&ecirc;ncias externas como excedendo os seus recursos para lidar com elas, comprometendo o seu bem-estar. Os processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva desenvolvem-se a dois n&iacute;veis. Na avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva prim&aacute;ria, efetua-se uma avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de import&acirc;ncia que o acontecimento stressante representa para o indiv&iacute;duo, sendo que apenas acontecimentos significativos para a pessoa poder&atilde;o ser merecedores de esfor&ccedil;os de ajustamento e adapta&ccedil;&atilde;o. Ainda neste primeiro n&iacute;vel, e ap&oacute;s a situa&ccedil;&atilde;o ser considerada relevante para a pessoa, pode ocorrer um sentimento de desafio/benef&iacute;cio sempre que o acontecimento em causa &eacute; entendido como benigno e capaz de ser resolvido com os recursos pessoais do indiv&iacute;duo; ou pode ocorrer um sentimento de amea&ccedil;a/preju&iacute;zo sempre que o acontecimento em causa &eacute; entendido como potencialmente indutor de tens&atilde;o e mal-estar para a pessoa, sendo pouco expect&aacute;vel que esta consiga resolver este problema com os recursos pessoais que possui. A segunda forma de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva &eacute; a secund&aacute;ria. Neste caso, a pessoa analisa os seus recursos individuais de confronto (<i>coping</i>) para lidar com a ocorr&ecirc;ncia em causa (Lazarus, 1999). Assim sendo, se a pessoa perceber os seus recursos de confronto como fracos e/ou ineficazes, desencadeia-se um conjunto de emo&ccedil;&otilde;es negativas e &eacute; prov&aacute;vel que o processo de stresse se mantenha, especialmente se a pessoa sentir baixa perce&ccedil;&atilde;o de controle face &agrave; situa&ccedil;&atilde;o stressante (Folkman &amp; Greer, 2000; Straub, 2005). Se os recursos de confronto forem percebidos como fortes e/ou eficazes, tende a desencadear-se um conjunto de emo&ccedil;&otilde;es positivas e &eacute; prov&aacute;vel que a situa&ccedil;&atilde;o de stresse origine um sentimento de bem-estar e de desenvolvimento pessoal no indiv&iacute;duo. Apesar desta distin&ccedil;&atilde;o entre rea&ccedil;&otilde;es positivas e negativas face &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de stresse, conv&eacute;m salientar que este processo &eacute; altamente din&acirc;mico e interativo, verificando-se que os processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva se v&atilde;o sucedendo at&eacute; se chegar a um resultado final do ponto de vista da adapta&ccedil;&atilde;o da pessoa ao acontecimento gerador de tens&atilde;o (Aldwin &amp; Gilmer, 2004). Apesar deste modelo ter uma grande divulga&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da Psicologia, &eacute; curioso notar que n&atilde;o existem muitos estudos que testem os seus pressupostos no &acirc;mbito do stresse ocupacional (Jones &amp; Bright, 2001) e, ainda mais evidente, que usem esta proposta no contexto da avia&ccedil;&atilde;o civil.</p>     <p>Tendo por base estas ideias, &eacute; ainda importante referir que neste estudo foram selecionadas duas medidas distintas para avaliar as rea&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores face ao trabalho (e.g., <i>burnout</i> e comprometimento face ao trabalho). Esta op&ccedil;&atilde;o procurou seguir indica&ccedil;&otilde;es da literatura que sugerem que a investiga&ccedil;&atilde;o deve n&atilde;o apenas estudar os poss&iacute;veis efeitos indesej&aacute;veis do trabalho (e.g., <i>burnout</i>) mas tamb&eacute;m os seus poss&iacute;veis efeitos ben&eacute;ficos (e.g., comprometimento face ao trabalho; ver Maslach, Schaufeli, &amp; Leiter, <i>2001</i>). Dada a rela&ccedil;&atilde;o conceptual entre a experi&ecirc;ncia negativa do <i>burnout</i> e a experi&ecirc;ncia positiva de comprometimento (Leiter &amp; Maslach, 2005) bem como a escassez de dados na popula&ccedil;&atilde;o analisada neste estudo, optou-se neste trabalho por analisar estas duas dimens&otilde;es. Assim, o <i>burnout</i>, tem sido entendido como uma rea&ccedil;&atilde;o afetiva ao stresse cr&oacute;nico, traduzindo-se numa diminui&ccedil;&atilde;o gradual dos recursos energ&eacute;ticos intr&iacute;nsecos das pessoas, sendo constitu&iacute;do pelas dimens&otilde;es de exaust&atilde;o emocional, fadiga f&iacute;sica e fadiga cognitiva (Melamed, Kushnir, &amp; Shirom, 1992; Shirom, 2003, 2010). O comprometimento face ao trabalho, tem sido entendido como um estado energ&eacute;tico de envolvimento com atividades pessoalmente gratificantes que aumentam a no&ccedil;&atilde;o de efic&aacute;cia profissional (Leiter &amp; Maslach, 1998; Maslach &amp; Leiter, 2008), sendo constitu&iacute;do pelas dimens&otilde;es de vigor, dedica&ccedil;&atilde;o e absor&ccedil;&atilde;o (Schaufeli &amp; Bakker, 2004). A investiga&ccedil;&atilde;o tem vindo a refor&ccedil;ar a import&acirc;ncia do estudo desta vari&aacute;vel, uma vez que um maior comprometimento laboral est&aacute; relacionado com melhor desempenho profissional, menor absentismo e rotatividade mais baixa (Schaufeli &amp; Salanova, 2007).</p>     <p>Considerando todas estas indica&ccedil;&otilde;es da literatura, foram formulados os seguintes objetivos espec&iacute;ficos para este estudo:</p>     <p>(a) Analisar os fatores e n&iacute;veis globais de stresse, os &iacute;ndices de <i>burnout </i>e de comprometimento face ao trabalho, efetuando-se esta an&aacute;lise ao n&iacute;vel geral (para toda a amostra) e ao n&iacute;vel espec&iacute;fico (para subgrupos da amostra).</p>     <p>(b) Analisar as diferen&ccedil;as na experi&ecirc;ncia de stresse, <i>burnout </i>e comprometimento face ao trabalho em fun&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas profissionais da amostra.</p>     <p>(c) Analisar as diferen&ccedil;as nas dimens&otilde;es de stresse, <i>burnout </i>e comprometimento em fun&ccedil;&atilde;o dos processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva.</p>     <p>(d) Analisar a import&acirc;ncia do stresse ocupacional e dos processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva na explica&ccedil;&atilde;o do <i>burnout</i> e do comprometimento face ao trabalho.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Participaram neste estudo 184 tripulantes de voo, de uma companhia de avia&ccedil;&atilde;o civil a atuar no espa&ccedil;o europeu. A maioria dos participantes era do sexo masculino (<i>n </i>= 121; 65,8%), variando as idades entre os 25 e os 64 anos (<i>M </i>= 37,64; <i>DP </i>= 8,17). Em rela&ccedil;&atilde;o ao grau acad&eacute;mico, a maioria dos participantes possu&iacute;a o ensino superior (60,3%). Na distribui&ccedil;&atilde;o por posto profissional, 48 participantes eram chefes de cabine (26,1%), 40 eram comiss&aacute;rios de bordo (21,7%), 33 eram assistentes de bordo (17,9%), 32 eram comandantes (17,4%) e 31 eram copilotos (16,8%). Para a an&aacute;lise do segundo objetivo espec&iacute;fico deste estudo, a amostra foi dividida em duas categorias: 121 membros de tripula&ccedil;&atilde;o de cabine (65,8%) e 63 pilotos (34,2%). O n&uacute;mero m&eacute;dio de horas de trabalho por semana variou entre 4 e 100 horas (<i>M</i> = 32,75; <i>DP = </i>12,53).</p>     <p><i>Material </i></p>     <p><b>Question&aacute;rio Demogr&aacute;fico</b>. Este instrumento recolheu informa&ccedil;&otilde;es sobre vari&aacute;veis pessoais e profissionais. O question&aacute;rio consistiu num total de 14 itens, sendo os primeiros cinco itens de car&aacute;cter sociodemogr&aacute;fico (e.g., idade, sexo, estado civil, forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica) e os restantes nove de car&aacute;cter socioprofissional (e.g., local de trabalho, hor&aacute;rio laboral predominante, categoria/posto profissional, situa&ccedil;&atilde;o contratual).</p>     <p><b>Question&aacute;rio de <i>Stress</i> Ocupacional-Avia&ccedil;&atilde;o Civil</b> (QSO-AC) (Gomes, 2012a). Este instrumento avaliou as potenciais fontes de stresse no exerc&iacute;cio da atividade laboral em pilotos e tripula&ccedil;&atilde;o de bordo da avia&ccedil;&atilde;o civil, compreendendo duas partes distintas: a primeira &eacute; caracterizada por um &uacute;nico item destinado a avaliar os n&iacute;veis globais de stresse; na segunda sec&ccedil;&atilde;o s&atilde;o inclu&iacute;dos 29 itens relativos &agrave;s potenciais fontes de stresse associadas &agrave; atividade profissional, os quais se distribuem por oito dimens&otilde;es: (a) Rela&ccedil;&atilde;o com passageiros: stresse dos profissionais relacionado com as pessoas a quem prestam os seus servi&ccedil;os (<i>&alpha; </i>= 0,86, neste estudo); (b) Rela&ccedil;&atilde;o com chefias: stresse dos profissionais relacionado com a rela&ccedil;&atilde;o mantida com os superiores hier&aacute;rquicos (<i>&alpha;</i> = 0,78, neste estudo); (c) Rela&ccedil;&atilde;o com colegas: stresse dos profissionais relacionado com a rela&ccedil;&atilde;o mantida com os colegas de trabalho (<i>&alpha;</i>= 0,82, neste estudo); (d) Excesso de trabalho: stresse dos profissionais relacionado com a carga de trabalho e com o n&uacute;mero de horas de trabalho a realizar (<i>&alpha;</i> = 0,90, neste estudo); (e) Carreira e remunera&ccedil;&atilde;o: stresse dos profissionais relacionado com as perspetivas de desenvolvimento da carreira profissional e com o sal&aacute;rio recebido (<i>&alpha;</i> = 0,81, neste estudo); (f) Problemas familiares: stresse dos profissionais relacionado com o relacionamento familiar e com o apoio por parte de pessoas significativas (<i>&alpha;</i> = 0,95, neste estudo); (g) Hor&aacute;rio de trabalho: stresse dos profissionais relacionado com as altera&ccedil;&otilde;es nos hor&aacute;rios previstos para realizar o trabalho e com a realiza&ccedil;&atilde;o de hor&aacute;rios noturnos (<i>&alpha;</i> = 0,77, neste estudo) e (h) Situa&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia: stresse dos profissionais relacionado com a ocorr&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o previstas durante a viagem e com o surgimento de problemas a bordo (<i>&alpha;</i> = 0,89, neste estudo). A totalidade dos itens do question&aacute;rio &eacute; respondida numa escala tipo <i>Likert</i> de cinco pontos (0 = <i>Nenhum stresse</i>; 4 = <i>Muito stresse</i>). Resultados mais elevados significam uma maior avalia&ccedil;&atilde;o de stresse em cada um dos dom&iacute;nios avaliados. Dado o facto desta escala ter sido utilizada pela primeira vez neste estudo, testamos a estrutura fatorial do instrumento, constatando-se as suas boas propriedades psicom&eacute;tricas (c<sup>2</sup>(345 g.l.) = 664,99, <i>p</i> &lt; 0.001; c<i><sup>2</sup></i><i>/df</i> = 1.93; RMSEA = 0.071, 90% C.I. [0.063; 0.079]; CFI = 0.92; TLI = 0.90) (Bentler, 2007).</p>     <p><b>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o Cognitiva</b> (EAC) (Gomes &amp; Teixeira, 2016). Esta escala procura representar uma medida da avalia&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e secund&aacute;ria dos indiv&iacute;duos face &agrave; sua atividade profissional. Tendo por base o modelo transacional de Lazarus (1991, 1999; Lazarus &amp; Folkman, 1984), a escala prop&otilde;e a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva prim&aacute;ria, onde os profissionais avaliam a import&acirc;ncia e significado pessoal da situa&ccedil;&atilde;o em causa, sugerindo tr&ecirc;s subescalas: (a) Perce&ccedil;&atilde;o de import&acirc;ncia: refere-se ao significado pessoal atribu&iacute;do &agrave; atividade profissional (<i>&alpha;</i> = 0,94, neste estudo); (b) Perce&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a: avalia&ccedil;&atilde;o da ocupa&ccedil;&atilde;o como perturbadora e negativa (<i>&alpha;</i> = 0,73, neste estudo); e (c) Perce&ccedil;&atilde;o de desafio: avalia&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o como estimulante e entusiasmante (<i>&alpha; </i>= 0,84, neste estudo). Na avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva secund&aacute;ria, s&atilde;o propostas duas subescalas: (d) Potencial de Confronto: revela at&eacute; que ponto a pessoa sente que possui recursos pessoais para lidar com as exig&ecirc;ncias da atividade profissional (<i>&alpha;</i> = 0,78, neste estudo); e (e) Perce&ccedil;&atilde;o de controlo: indica at&eacute; que ponto a pessoa sente que tem poder de decis&atilde;o sobre o seu trabalho (&alpha; = 0,72, neste estudo). Todos os itens do instrumento s&atilde;o respondidos numa escala tipo <i>Likert </i>de sete pontos, significando as pontua&ccedil;&otilde;es mais altas, valores mais elevados em cada uma das dimens&otilde;es avaliadas.</p>     <p><b>Medida de &ldquo;Burnout&rdquo; de Shirom-Melamed </b>(MBSM) (Gomes, 2012b). Esta escala foi traduzida a partir dos trabalhos originais de Armon, Shirom e Melamed (2012), avaliando os n&iacute;veis de <i>burnout</i> (esgotamento) no trabalho em tr&ecirc;s dimens&otilde;es: (a) Fadiga f&iacute;sica: sentimentos de cansa&ccedil;o f&iacute;sico face ao trabalho (<i>&alpha;</i> = 0,94, neste estudo); (b) Fadiga cognitiva: sentimentos de desgaste cognitivo em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho (<i>&alpha;</i> = 0,97, neste estudo); e (c) Exaust&atilde;o emocional: sentimentos de cansa&ccedil;o emocional face ao relacionamento interpessoal (<i>&alpha;</i> = 0,87, neste estudo). O instrumento &eacute; constitu&iacute;do por 14 itens respondidos numa escala tipo <i>Likert</i> de sete pontos (1 = <i>Nunca</i>; 7 = <i>Sempre</i>). Assim sendo, valores mais elevados significam maiores n&iacute;veis de fadiga f&iacute;sica, fadiga cognitiva e exaust&atilde;o emocional, os quais, por sua vez, se associam a elevados n&iacute;veis de <i>burnout</i> em termos de <i>score</i> total (<i>&alpha;</i> = 0,96, neste estudo).</p>     <p><b>Escala de Comprometimento face ao Trabalho </b>(ECT) (Sim&atilde;es &amp; Gomes, 2012). Esta escala foi traduzida a partir dos trabalhos originais de Schaufeli e Bakker (2004), avaliando o perfil de comprometimento dos sujeitos face ao seu trabalho. A vers&atilde;o geral utilizada &eacute; composta por 17 itens, que avaliam tr&ecirc;s dimens&otilde;es: (a) Vigor: indica elevados n&iacute;veis de energia, resili&ecirc;ncia, esfor&ccedil;o e persist&ecirc;ncia face ao trabalho (<i>&alpha;</i> = 0,81, neste estudo); (b) Dedica&ccedil;&atilde;o: indica elevados n&iacute;veis de envolvimento, significado pessoal, entusiasmo, inspira&ccedil;&atilde;o e orgulho face ao trabalho (<i>&alpha;</i> = 0,88, neste estudo); e (c) Absor&ccedil;&atilde;o: indica elevados n&iacute;veis concentra&ccedil;&atilde;o nas tarefas, existindo um sentimento de envolvimento total nas tarefas a realizar, sendo dif&iacute;cil interromper a sua execu&ccedil;&atilde;o (<i>&alpha;</i> = 0,77, neste estudo). Os itens s&atilde;o respondidos numa escala tipo <i>Likert</i> de sete pontos (0 = <i>Nunca</i>; 6 = <i>Sempre/Todos os dias</i>). Assim sendo, valores mais elevados significam maiores n&iacute;veis de vigor, dedica&ccedil;&atilde;o e absor&ccedil;&atilde;o, os quais, por sua vez, se associam a elevados n&iacute;veis de comprometimento face ao trabalho (<i>&alpha;</i> = 0,92, neste estudo).</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o do estudo pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da universidade a que pertencem os autores deste estudo (CEUM 027/2014), foi solicitada a autoriza&ccedil;&atilde;o da realiza&ccedil;&atilde;o da recolha de dados &agrave; empresa de avia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Ap&oacute;s a autoriza&ccedil;&atilde;o, foi enviado, via eletr&oacute;nica, o protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o aos participantes deste estudo. Do protocolo, constava uma carta de apresenta&ccedil;&atilde;o acerca do prop&oacute;sito e implica&ccedil;&otilde;es do projeto, bem como a garantia de confidencialidade das informa&ccedil;&otilde;es recolhidas e o car&aacute;cter volunt&aacute;rio da participa&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os question&aacute;rios estiveram dispon&iacute;veis numa plataforma <i>on-line</i> vinte e quatro horas por dia, podendo ser respondidos durante o tempo livre dos participantes, em qualquer local com acesso &agrave; internet. No total, obteve-se uma taxa de ades&atilde;o v&aacute;lida de 42,4% dos trabalhadores da empresa.</p>     <p>Para efeitos de an&aacute;lise e tratamento estat&iacute;stico dos dados foi utilizado o programa <i>Statistical Package for Social Sciences </i>(SPSS, vers&atilde;o 20.0).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><b> Estat&iacute;sticas Descritivas das Vari&aacute;veis em Estudo</b></p>     <p>Come&ccedil;ando pelos n&iacute;veis globais de stresse experienciado pelos profissionais no exerc&iacute;cio da sua profiss&atilde;o, &eacute; de salientar o facto de 58,9 % da amostra total ter referido um n&iacute;vel moderado de stresse, enquanto 27,8 % descreveu a sua atividade como sendo muito stressante (jun&ccedil;&atilde;o dos valores &ldquo;bastante&rdquo; e &ldquo;elevado&rdquo; stresse da escala de <i>Likert </i>do QSO-AC). As fontes de stresse percecionadas como mais perturbadoras relacionaram-se com as situa&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia, o excesso de trabalho, a rela&ccedil;&atilde;o com as chefias e os problemas familiares.</p>     <p>No que se refere aos n&iacute;veis de <i>burnout, </i>os valores mais elevados foram observados na dimens&atilde;o de fadiga f&iacute;sica (10,6 %), seguindo-se a fadiga cognitiva (7,8%) e, por &uacute;ltimo, a exaust&atilde;o emocional (2,8%). Como indicador de elevados n&iacute;veis de <i>burnout</i>, assumiu-se o &ldquo;ponto de corte&rdquo; cinco (<i>algumas vezes por m&ecirc;s) </i>da escala <i>Likert</i>, verificando-se que dois participantes assumiram concomitantemente &iacute;ndices problem&aacute;ticos nas tr&ecirc;s dimens&otilde;es.</p>     <p>Relativamente aos n&iacute;veis de comprometimento, assumiu-se o valor quatro (<i>frequentemente, uma vez por semana</i>) da escala <i>Likert</i> como ponto de corte. Globalmente verificou-se que 78,3% dos profissionais apresentaram comprometimento face ao seu trabalho, sendo que 81,7% assumiram elevados valores de dedica&ccedil;&atilde;o, seguindo-se elevados valores de vigor com 77,8% e, por &uacute;ltimo, elevados valores de absor&ccedil;&atilde;o com 56,1%. Verificou-se que 107 participantes assumiram concomitantemente valores significativos nas tr&ecirc;s dimens&otilde;es. O <a href="#q1">quadro 1</a>, apresenta os valores descritivos relativos &agrave; amostra total, bem como aos dois grupos profissionais considerados (tripula&ccedil;&atilde;o de cabine e pilotos).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a12q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Diferen&ccedil;as nas Dimens&otilde;es Psicol&oacute;gicas em Fun&ccedil;&atilde;o do Posto de Trabalho</b></p>     <p>Nesta segunda etapa do estudo, procurou-se analisar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre os grupos profissionais &ldquo;tripula&ccedil;&atilde;o de cabine&rdquo; e &ldquo;pilotos&rdquo;, relativamente aos fatores de stresse, <i>burnout </i>e comprometimento face ao trabalho, efetuando-se an&aacute;lises multivariadas de vari&acirc;ncia. O <a href="#q2">quadro 2</a> apresenta os valores obtidos nas an&aacute;lises efetuadas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a12q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente aos fatores de stresse, foram verificadas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os dois grupos profissionais, Wilks&rsquo; &lambda; = 0,81, <i>F</i>(8, 170) = 5,14, <i>p </i>&lt; 0,001, <i>&eta;</i><sup>2 </sup>= 0,20. Os resultados univariados indicaram diferen&ccedil;as nas subescalas rela&ccedil;&otilde;es com passageiros, carreira e remunera&ccedil;&atilde;o e hor&aacute;rio de trabalho (embora neste &uacute;ltimo caso os valores sejam significativos a um valor de <i>p</i> &lt; 0,10), sendo os valores m&eacute;dios mais elevados na tripula&ccedil;&atilde;o de cabine. No <i>burnout</i> total, n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas entre os grupos, Wilks&rsquo; &lambda; = 0,96, <i>F</i>(3, 176) = 2,66, <i>p </i>= 0,05, <i>&eta;</i><sup>2 </sup>= 0,04, embora os testes univariados tenham indicado que a tripula&ccedil;&atilde;o de cabine evidenciou maior fadiga f&iacute;sica e cognitiva (mas os valores s&atilde;o apenas significativos com um valor de <i>p</i> &lt; 0,10). No comprometimento face ao trabalho, verificaram-se diferen&ccedil;as significativas entre ambos os grupos, Wilks&rsquo; Lambda = 0,91,<i> F</i>(3, 174) = 5,93, <i>p </i>= 0.001, <i>&eta;</i><sup>2 </sup>= 0,09, constatando-se nos testes univariados que os pilotos evidenciaram maior dedica&ccedil;&atilde;o face ao trabalho.</p>     <p><b>Diferen&ccedil;as nas Dimens&otilde;es Psicol&oacute;gicas em Fun&ccedil;&atilde;o dos Processos de Avalia&ccedil;&atilde;o Cognitiva</b></p>     <p>Num terceiro conjunto de an&aacute;lises, observou-se a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as na experi&ecirc;ncia de stresse, <i>burnout </i>e comprometimento (vari&aacute;veis dependentes), em fun&ccedil;&atilde;o dos processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva prim&aacute;ria e secund&aacute;ria (vari&aacute;veis independentes), efetuando-se uma vez mais an&aacute;lises multivariadas de vari&acirc;ncia. A dimens&atilde;o da EAC &ldquo;perce&ccedil;&atilde;o de import&acirc;ncia&rdquo; serviu para incluir na base de dados apenas os participantes que avaliaram o seu trabalho como minimamente significativo, uma vez que todo o processo de confronto com o stresse est&aacute; dependente da import&acirc;ncia atribu&iacute;da pela pessoa &agrave; situa&ccedil;&atilde;o em causa (Lazarus, 1999). Assim sendo, e seguindo a indica&ccedil;&atilde;o de estudos anteriores (ver Gomes &amp; Teixeira, 2013), estabeleceu-se como &ldquo;ponto de corte&rdquo; o valor igual ou inferior a dois para retirar os participantes das an&aacute;lises subsequentes, constituindo-se de seguida os seguintes grupos de compara&ccedil;&atilde;o: baixa e alta amea&ccedil;a; baixo e alto desafio; baixo e alto confronto e baixo e alto controle. O <a href="#q3">quadro 3</a> apresenta os valores obtidos nas an&aacute;lises efetuadas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a12q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Come&ccedil;ando pela perce&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a, o teste multivariado n&atilde;o foi significativo, Wilks&rsquo; &lambda; = 0,82, <i>F</i>(8, 62) = 1,72, <i>p </i>= 0,11, <i>&eta;</i><sup>2</sup> = 0,18. No entanto, os testes univariados revelaram que os profissionais que avaliaram o seu trabalho como mais amea&ccedil;ador assumiram maior stresse nos fatores relativos &agrave; rela&ccedil;&atilde;o com passageiros, excesso de trabalho, hor&aacute;rio de trabalho e situa&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia. Neste mesmo sentido, os profissionais com maior perce&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a evidenciaram uma maior experi&ecirc;ncia de <i>burnout</i> e um menor comprometimento face ao trabalho.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de desafio, os testes multivariados n&atilde;o foram significativos na experi&ecirc;ncia de stresse ocupacional, Wilks&rsquo; &lambda; = 0,89, <i>F</i>(8, 77) = 1,23, <i>p </i>= 0,29, <i>&eta;</i><sup>2</sup> = 0,11. No entanto, os testes univariados indicaram que os profissionais que avaliaram a sua atividade como menos desafiante experienciaram maiores n&iacute;veis de stresse nas dimens&otilde;es rela&ccedil;&otilde;es com passageiros e hor&aacute;rio de trabalho (e maior stresse na rela&ccedil;&atilde;o com as chefias, considerando um valor de <i>p</i> &lt; 0,10). Ao n&iacute;vel do comprometimento face ao trabalho, constatou-se que os profissionais que percecionaram a sua atividade como mais desafiante evidenciavam maiores valores nesta dimens&atilde;o. No instrumento de <i>burnout</i> n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as entre os dois grupos.</p>     <p>No que se refere ao potencial de confronto, os testes multivariados n&atilde;o foram significativos para a experi&ecirc;ncia de stresse ocupacional, Wilks&rsquo; &lambda; = 0,93, <i>F</i>(8, 113) = 0,96, <i>p </i>= 0,44, <i>&eta;</i><sup>2</sup> = 0,07. No entanto, os testes univariados revelaram que os profissionais com baixo potencial de confronto evidenciaram maior stresse na rela&ccedil;&atilde;o com os passageiros e, com diferen&ccedil;as quase significativas (<i>p</i> &lt; 0,10), tamb&eacute;m evidenciaram maior stresse na rela&ccedil;&atilde;o com colegas, nos problemas familiares e no hor&aacute;rio de trabalho. Ao n&iacute;vel do <i>burnout </i>e do comprometimento face ao trabalho foram observadas diferen&ccedil;as significativas. Assim, os profissionais que percecionam a sua atividade com baixo potencial de confronto apresentaram maior experi&ecirc;ncia de <i>burnout</i> e um menor comprometimento face &agrave; atividade laboral.</p>     <p>Finalmente, na an&aacute;lise das diferen&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o de controle, verificou-se no caso do stresse ocupacional diferen&ccedil;as significativas entre os grupos, Wilks&rsquo; &lambda; = 0,64, <i>F</i>(8, 64) = 4,54, <i>p </i>&lt; 0,001, <i>&eta;</i><sup>2</sup> =0,36. Neste caso, os testes univariados indicaram que os profissionais com baixa perce&ccedil;&atilde;o de controle apresentaram maiores n&iacute;veis de stresse nas dimens&otilde;es rela&ccedil;&atilde;o com passageiros, rela&ccedil;&atilde;o com chefias, carreira e remunera&ccedil;&atilde;o e hor&aacute;rio de trabalho. No instrumento de <i>burnout </i>n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as. Ao n&iacute;vel do comprometimento, foram encontradas diferen&ccedil;as significativas, verificando-se que profissionais com maior perce&ccedil;&atilde;o de controle assumiram maior comprometimento face ao trabalho.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Predi&ccedil;&atilde;o da Experi&ecirc;ncia de <i>Burnout </i>e Comprometimento face ao Trabalho</b></p>     <p>Nesta quarta, e &uacute;ltima parte do trabalho, procurou-se compreender quais as dimens&otilde;es de stresse (QSO-AC) e de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva (EAC) que melhor poderiam predizer a experi&ecirc;ncia de <i>burnout</i> e de comprometimento face ao trabalho dos participantes neste estudo (amostra total). Para tal, efetuaram-se an&aacute;lises de regress&atilde;o hier&aacute;rquica (m&eacute;todo &ldquo;enter&rdquo;), observando-se previamente a inexist&ecirc;ncia de problemas nos indicadores de multicolinearidade (&iacute;ndices de toler&acirc;ncia, <i>variance inflaction factor </i>e <i>condition index</i>) e a aus&ecirc;ncia de autocorrela&ccedil;&otilde;es (<i>Durbin-Watson</i>). Deste modo, foram constitu&iacute;dos tr&ecirc;s blocos de vari&aacute;veis preditoras: (a) dimens&otilde;es de stresse, (b) dimens&otilde;es da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva prim&aacute;ria e (c) dimens&otilde;es da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva secund&aacute;ria (ver <a href="#q4">quadro 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q4"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n2/17n2a12q4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que se refere ao <i>burnout</i>, no primeiro bloco de entrada, esta dimens&atilde;o foi predita por maiores n&iacute;veis de stresse relativos &agrave; rela&ccedil;&atilde;o com os passageiros, ao excesso de trabalho e aos problemas familiares, explicando 31% da vari&acirc;ncia. No segundo bloco de entrada, o <i>burnout</i> foi predito por maiores n&iacute;veis de amea&ccedil;a, passando o modelo a predizer 40% da vari&acirc;ncia. No &uacute;ltimo bloco de entrada, n&atilde;o se verificaram valores significativos (embora os menores n&iacute;veis de potencial de confronto tenha sido preditores do <i>burnout</i>, considerando um valor de <i>p</i> &lt; 0,10). Para a obten&ccedil;&atilde;o deste modelo de regress&atilde;o foi necess&aacute;rio retirar dois <i>outliers</i> das an&aacute;lises realizadas.</p>     <p>Quanto ao comprometimento face ao trabalho, no primeiro bloco de entrada o stresse associado ao hor&aacute;rio de trabalho e ao excesso de trabalho foram preditores desta dimens&atilde;o (mas apenas considerando um valor de <i>p</i> &lt; 0,10), explicando 15% da vari&acirc;ncia. No segundo bloco de entrada, o comprometimento face ao trabalho foi explicado por maiores n&iacute;veis de perce&ccedil;&atilde;o de desafio, passando o modelo a explicar 46% da vari&acirc;ncia. No &uacute;ltimo bloco de entrada, o comprometimento face ao trabalho foi explicado por maiores n&iacute;veis de potencial de confronto, explicando o modelo final 50% da vari&acirc;ncia. Nesta an&aacute;lise de regress&atilde;o, foram retirados dois <i>outliers</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>A profiss&atilde;o de tripula&ccedil;&atilde;o de voo exp&otilde;e os trabalhadores a uma significativa variedade de fatores de stresse, nomeadamente pelas suas especificidades funcionais de manuten&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a de pessoas e bens, assist&ecirc;ncia a passageiros e atua&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia (Preston, 1974). No entanto, ainda s&atilde;o insuficientes as investiga&ccedil;&otilde;es direcionadas para esta popula&ccedil;&atilde;o, o que legitima a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos que procurem compreender as condi&ccedil;&otilde;es do exerc&iacute;cio laboral nesta classe profissional. Neste sentido, este estudo efetuou uma an&aacute;lise deste fen&oacute;meno em duas dimens&otilde;es fundamentais, que depois originaram quatro objetivos espec&iacute;ficos. Assim, este trabalho procurou compreender a experi&ecirc;ncia de stresse ocupacional, de <i>burnout</i> e de comprometimento face ao trabalho numa amostra de profissionais de tripula&ccedil;&atilde;o de voo, dividindo esta an&aacute;lise em fun&ccedil;&atilde;o do posto de trabalho (objetivos espec&iacute;ficos um e dois). Por outro lado, procurou analisar a influ&ecirc;ncia dos processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva no modo como estes profissionais vivenciam o trabalho (objetivo tr&ecirc;s) e analisar as vari&aacute;veis preditoras da experi&ecirc;ncia de <i>burnout</i> e comprometimento (objetivo quatro).</p>     <p>Come&ccedil;ando pelo primeiro objetivo, verificou-se que estes profissionais revelaram n&iacute;veis significativos de stresse ocupacional (na ordem dos 30%). Quanto aos aspetos que tendem a contribuir para esta situa&ccedil;&atilde;o, salientam-se as situa&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia, o excesso de trabalho, a rela&ccedil;&atilde;o com as chefias e os problemas familiares como dimens&otilde;es particularmente perturbadoras. Estes resultados s&atilde;o suportados por dados da investiga&ccedil;&atilde;o neste dom&iacute;nio (ver Chen &amp; Chen, 2012; Green, 1985). No que diz respeito aos n&iacute;veis de <i>burnout</i> e numa an&aacute;lise parcial das suas tr&ecirc;s facetas, a dimens&atilde;o de fadiga f&iacute;sica foi a mais prevalente (10,6%), seguindo-se a fadiga cognitiva (7,8%) e a exaust&atilde;o emocional (2,8%). Estes resultados confirmam o padr&atilde;o evidenciado pelos dados apresentados noutras profiss&otilde;es, nomeadamente nos profissionais prestadores de cuidados gerais e de sa&uacute;de (Lee &amp; Wang, 2002). No que concerne ao comprometimento face ao trabalho, os resultados obtidos demonstraram elevados n&iacute;veis de envolvimento profissional (78,3%), sugerindo-se assim a exist&ecirc;ncia de sentimentos de efetiva liga&ccedil;&atilde;o laboral (Schaufeli, Baker, &amp; Salanova, 2006), sendo este resultado bastante superior quando comparado com outros estudos em popula&ccedil;&otilde;es distintas (ver Manzano, 2002).</p>     <p>No segundo objetivo do trabalho, procurou-se observar o modo como os profissionais vivenciam a sua atividade laboral, efetuando-se esta an&aacute;lise em fun&ccedil;&atilde;o do posto de trabalho, sendo de destacar alguns aspetos. Assim, quando comparados com os pilotos, a tripula&ccedil;&atilde;o de cabine experienciou maior stresse relacionado com as rela&ccedil;&otilde;es com passageiros, a carreira e remunera&ccedil;&atilde;o e o hor&aacute;rio de trabalho (embora neste &uacute;ltimo caso as diferen&ccedil;as sejam apenas significativas a um valor de <i>p</i> &lt; 0,10). Ainda do ponto de vista das diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, foram os pilotos que revelaram maior comprometimento face ao trabalho, nomeadamente na dimens&atilde;o de dedica&ccedil;&atilde;o. &Eacute; ainda de registar que a tripula&ccedil;&atilde;o de cabine experienciou maior fadiga f&iacute;sica e cognitiva (embora os valores sejam apenas significativos a um valor de <i>p</i> &lt;0,10).</p>     <p>Relativamente ao terceiro objetivo deste estudo, e no que concerne &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva, os resultados obtidos demonstraram que os profissionais que avaliaram a sua atividade como mais amea&ccedil;adora, experienciam maior stresse, <i>burnout</i> e menor comprometimento. Similarmente, n&iacute;veis mais baixos de perce&ccedil;&atilde;o de desafio profissional relacionaram-se com maior stresse e menor comprometimento. Por outro lado, os profissionais com menor potencial de confronto revelaram maior stresse ocupacional e <i>burnout</i> e, inversamente, menor comprometimento laboral. Quanto &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de controle, verificou-se que menores valores nesta dimens&atilde;o significaram maiores n&iacute;veis de stresse ocupacional e menor comprometimento com o trabalho. Estes dados corroboram a perspetiva transacional, onde se defende os efeitos diferenciais destes processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva na adapta&ccedil;&atilde;o humana a situa&ccedil;&otilde;es de mudan&ccedil;a (Lazarus, 1991, 1999; Lazarus &amp; Folkman, 1984), bem como estudos preliminares onde este padr&atilde;o de resultados &eacute; igualmente verificado (ver Gomes, Faria, &amp; Gon&ccedil;alves, 2013).</p>     <p>Quanto ao quarto, e &uacute;ltimo objetivo deste estudo, os modelos de regress&atilde;o tornaram evidente o valor preditivo do stresse e da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva na explica&ccedil;&atilde;o do <i>burnout</i> e do comprometimento face ao trabalho. A este n&iacute;vel, ficou claro que estar sujeito a maior stresse ocupacional n&atilde;o &eacute; indiferente nas respostas do indiv&iacute;duo em termos de <i>burnout</i> e de comprometimento laboral, sendo que os processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva desempenham um papel igualmente relevante na compreens&atilde;o destes fen&oacute;menos, contribuindo para aumentar a vari&acirc;ncia explicada. Uma vez mais, alguns estudos t&ecirc;m vindo a demonstrar o valor preditivo do stresse ocupacional nas respostas ao trabalho (Esteves &amp; Gomes, 2013; Gomes &amp; Teixeira, 2013) bem como a import&acirc;ncia do modo como os profissionais avaliam o seu trabalho (Lazarus, 1991, 1999).</p>     <p>Apesar do interesse dos resultados encontrados neste estudo, &eacute; importante referir como principal limita&ccedil;&atilde;o deste trabalho a natureza transversal da metodologia de recolha de dados, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel efetuar rela&ccedil;&otilde;es de causa-efeito entre as vari&aacute;veis estudadas Apesar da an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es causais n&atilde;o ser o objetivo primordial deste estudo, &eacute; aconselh&aacute;vel o uso futuro de metodologias longitudinais, de modo a perceber-se a natureza complexa e a din&acirc;mica entre o stresse, a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva e o funcionamento psicol&oacute;gico dos trabalhadores.</p>     <p>Em s&iacute;ntese, este trabalho permitiu verificar a import&acirc;ncia de se investigar a experi&ecirc;ncia de stresse ocupacional em profissionais de avia&ccedil;&atilde;o, bem como a import&acirc;ncia dos processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva no modo como os profissionais respondem &agrave;s exig&ecirc;ncias laborais.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Aldwin, C. M., &amp; Gilmer, D. F. (2004). <i>Health, illness, and optimal aging: Biological and psychosocial perspectives.</i> London: SAGE Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537003&pid=S1645-0086201600020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Armon, G., Shirom, A., &amp; Melamed, S. (2012). The Big Five personality factors as predictors of changes across time in burnout and its facets. <i>Journal of Personality, 80</i>(2), 403-427. doi: 10.1111/j.1467-6494.2011.00731.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537005&pid=S1645-0086201600020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bentler, P. M. (2007). On tests and indices for evaluating structural models. <i>Personality and Individual Differences, 42</i>, 825-829.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537006&pid=S1645-0086201600020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blouin, N., Deaton, J., Richard, E., &amp; Buza, P. (2014). Effects of stress on perceived performance of collegiate aviators. <i>Aviation Psychology and Applied Human Factors</i>, <i>4</i>, 40-49. doi. 10.1027/2192-0923/a000054&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537008&pid=S1645-0086201600020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chen, C. F., &amp; Chen, S. C. (2012): Burnout and work engagement among cabin crew: Antecedents and consequences. <i>International Journal of Aviation Psychology, 22</i>, 41-58. <b>doi: </b>10.1080/10508414.2012.635125&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537009&pid=S1645-0086201600020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Esteves, A., &amp; Gomes, A. R. (2013). Stress ocupacional e avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva: Um estudo com for&ccedil;as de seguran&ccedil;a. <i>Sa&uacute;de e Sociedade, 22</i>, 701-713. doi: doi.org/10.1590/sausoc.v22i3.76469&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537010&pid=S1645-0086201600020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Folkman, S., &amp; Greer, S. (2000). Promoting psychological well-being in the face of serious illness: When theory, research and practice inform each other. <i>Psycho-Oncology, 9</i>, 11-19. doi: 10.1002/(SICI)1099-1611(200001/02)9:1&lt;11::AID-PON424&gt;3.0.CO;2-Z&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537011&pid=S1645-0086201600020001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Gomes, A. R. (2012a). <i>Question&aacute;rio de Stress Ocupacional- Avia&ccedil;&atilde;o Civil (QSO-AC)</i>: Vers&atilde;o para investiga&ccedil;&atilde;o. Relat&oacute;rio t&eacute;cnico n&atilde;o publicado. Braga: Escola de Psicologia, Universidade do Minho.</p>     <p>Gomes, A. R. (2012b). <i>Medida de &ldquo;Burnout&rdquo; de Shirom-Melamed (MBSM)</i>. Relat&oacute;rio t&eacute;cnico n&atilde;o publicado. Braga: Escola de Psicologia, Universidade do Minho.</p>     <!-- ref --><p>Gomes, A. R. (2014). Positive human functioning in stress situations: An interactive proposal. In A. R. Gomes, R. Resende, &amp; A. Albuquerque (eds.), <i>Positive human functioning from a multidimensional perspective: Promoting stress adaptation</i> (Vol. 1, pp. 165-194). New York: Nova Science.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537014&pid=S1645-0086201600020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gomes, A. R., Faria, S., &amp; Gon&ccedil;alves, A. M. (2013). Cognitive appraisal as a mediator in the relationship between stress and burnout. <i>Work &amp; Stress, 27</i>, 351-367. doi: 10.1080/02678373.2013.840341&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537016&pid=S1645-0086201600020001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gomes, A. R., &amp; Teixeira, F. (2013). Influ&ecirc;ncia dos processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva na atividade laboral de bombeiros portugueses. <i>Psico-USF, 18</i>, 309-320.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537017&pid=S1645-0086201600020001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gomes, A. R., &amp; Teixeira, P. (2016). Stress, cognitive appraisal, and psychological health: Testing instruments for health professionals. <i>Stress and Health, 32</i>, 167-172. doi: 10.1002/smi.2583&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537019&pid=S1645-0086201600020001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Green, R. G. (1985). Stress and accidents. <i>Aviation, Space, and Environmental Medicine, 56</i>, 638-641.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537020&pid=S1645-0086201600020001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Griffiths, R. F., &amp; Powell, D. M. C. (2012). The occupational health and safety of flight attendants. <i>Aviation, Space, and Environmental Medicine, 83</i>, 514-521. doi: 10.3357/ASEM.3186.2012&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537022&pid=S1645-0086201600020001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jones, F., &amp; Bright, J. (Eds.) (2001). <i>Stress, myth, theory and research. </i>Harlow: Pearson Education.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537024&pid=S1645-0086201600020001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lazarus, R. S. (1991). <i>Emotion and adaptation.</i> New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537026&pid=S1645-0086201600020001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lazarus, R. S. (1999). <i>Stress and emotion: A new synthesis</i>. London: Free Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537028&pid=S1645-0086201600020001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lazarus, R. S. (2001). Relational meaning and discrete emotions. In K. R. Scherer, A. Schorr, &amp; T. Johnstone (Org.). <i>Appraisal processes in emotion</i> (pp. 37-67). Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537030&pid=S1645-0086201600020001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lazarus, R. S., &amp; Folkman, S. (1984). <i>Stress, appraisal and coping</i>. NewYork: Springer-Verlag.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537032&pid=S1645-0086201600020001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lee, I., &amp; Wang, H. H. (2002). Perceived occupational stress and related factors in public health nurses. <i>Journal of Nursing Research, 10</i>, 253-260. doi: 10.1097/01.JNR.0000347606.91295.76&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537034&pid=S1645-0086201600020001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Leiter, M. P., &amp; Maslach, C. (2005). A mediation model of job burnout. In A. S. Antoniou &amp; C. L. Cooper (Eds.), <i>Research companion to organizational health psychology</i> (pp. 544-564). Northampton, MA: Elgar Publishing.</p>     <!-- ref --><p>Leo Jeeva, S. P., &amp; Chandramohan, V. (2008). Stressors and stress coping strategies among civil pilots. <i>I<i>ndian Journal</i></i> of <i>Aerospace Medicine</i>, <i>52</i>, 60-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537037&pid=S1645-0086201600020001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Liang, S., &amp; Hsieh, A. (2005). Individual&rsquo;s perception of career development and job burnout among flight attendants in Taiwan. <i>International Journal of Aviation Psychology, 15</i>, 119-134. doi: 10.1207/s15327108ijap1502_1</p>     <!-- ref --><p>Manzano, G. (2002). Burnout y engagement en un colectivo preprofesional estudiantes universit&aacute;rios. <i>Boletin de Psicologia, 74,</i> 79-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537040&pid=S1645-0086201600020001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Melamed, S., Kushnir, T., &amp; Shirom, A. (1992). Burnout and risk factors for cardiovascular disease. <i>Behavioral Medicine, 18,</i> 53-60. doi: 10.1080/08964289.1992.9935172&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537042&pid=S1645-0086201600020001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Maslach, C., &amp; Leiter, M. P. (2008). Early predictors of job burnout and engagement. <i>Journal of Applied Psychology, 93</i>, 498-512. doi: 10.1037/0021-9010.93.3.498&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537043&pid=S1645-0086201600020001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Maslach, C., Schaufeli, W. B., &amp; Leiter, M. P. (2001). Job burnout. <i>Annual Review of Psychology, 52, </i>397-422. doi: 10.1146/annurev.psych.52.1.397&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537044&pid=S1645-0086201600020001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Preston, F. (1974). Work in the aviation environment<i>. Royal Society of Medicine</i>, <i>67</i>, 825-829.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537045&pid=S1645-0086201600020001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Schaufeli, W. B., &amp; Bakker, A. B. (2004). <i>UWES, Utrecht Work Engagement Scale: Preliminary manual [Version 1.1].</i> Occupational Health Psychology Unit, Utrecht University.</p>     <!-- ref --><p>Schaufeli, W. B., Bakker, A. B., &amp; Salanova, M. (2006). The measurement of work engagement with a brief questionnaire: A cross-national study. <i>Educational and Psychological Measurement</i>, <i>66</i>, 701-716. doi: 10.1177/0013164405282471&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537048&pid=S1645-0086201600020001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Schaufeli, W. B., &amp; Salanova, M. (2007). Efficacy or inefficacy, that&rsquo;s the question: Burnout and engagement, and their relationships with efficacy beliefs. <i>Anxiety, Coping &amp; Stress, 20</i>, 177-196. doi: 10.1080/10615800701217878</p>     <!-- ref --><p>Shirom, A. (2003). Job-related burnout: A review. In J. C. Quick, &amp; L. E. Tetrick (Eds.). <i>Handbook of occupational health psychology</i> (pp. 245-265). Washington DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537050&pid=S1645-0086201600020001200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Shirom, A. (2010). Employee burnout and health: Current knowledge and future research paths. In J. Houdmont, &amp; S. Leka (Eds.). <i>Contemporary occupational health psychology</i> (pp. 59-77). Chichester West Sussex, UK: Wiley.</p>     <p>Sim&atilde;es, C., &amp; Gomes, A. R. (2012). <i>Escala de comprometimento face ao trabalho (ECT)</i>: Vers&atilde;o para investiga&ccedil;&atilde;o. Manuscrito n&atilde;o publicado. Braga: Universidade do Minho.</p>     <!-- ref --><p>Straub, R. O. (2005). <i>Psicologia da sa&uacute;de</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537054&pid=S1645-0086201600020001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wahlstedt, K., Lindgren,T., Norb&auml;ck, D., Wieslande, G., &amp; Runeson, R. (2010). Psychosocial work environment and medical symptoms among Swedish commercial airline cabin crew. <i>American Journal of Industrial Medicine, 53</i>, 716-723. doi: 10.1002/ajim.2082&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=537056&pid=S1645-0086201600020001200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Campus de Gualtar, 4710-057 Braga. Telf. +253.604.232. E-mail: <a href="mailto:rgomes@psi.uminho.pt">rgomes@psi.uminho.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 07 de Outubro de 2014/ Aceite em 09 de Maio de 2016</p>      ]]></body><back>
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