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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A identidade de género e a influência das atitudes face à homossexualidade/homoparentalidade entre luso-brasileiros]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Research in the area of sexuality has been evolving over the past decades and issues such as gender of identity and attitudes towards homosexuality they have not remained constant over time, due to the deep social and cultural changes that have occurred in recent years. In this sense, we investigated how gender of identity and attitudes towards homosexuality / homoparenthood are related to gender and different age groups. 636 questionnaires were administered to 126 men and 510 women Portuguese and Brazilian. The results show that there is equity in gender of identity and most have favorable attitudes towards homosexuality and homosexual parenthood. But we found statistically significative differences between genders and age groups: as expected women more often are identified with the feminine gender and men with the masculine gender. The younger participants more often refered not have a gender identity exclusivity. Women and younger participants have attitudes less discriminatory towards homosexuality / homoparenthood. To experience sexuality positively it's crucial to invest in (re) sexual education as a strategy of sexual and reproductive health.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A identidade de g&eacute;nero e a influ&ecirc;ncia das atitudes face &agrave; homossexualidade/homoparentalidade entre luso-brasileiros</b></p>     <p><b>The gender identy and the influence of attitudes towards homosexuality/ homoparenthood among luso-brazilian</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Marta Reis<sup>1</sup>, L&uacute;cia Ramiro<sup>2</sup>, Gina Tom&eacute;<sup>3</sup>, Raphael Fischer<sup>4</sup>, Carmen Beatriz Neufeld<sup>5</sup>, &amp; Margarida Gaspar de Matos<sup>6</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Aventura Social-Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Portugal. ISAMB / Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal. e-mail:&nbsp;<a href="mailto:reispsmarta@gmail.com">reispsmarta@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>2</sup>Aventura Social - Faculdade de Motricidade Humana / Universidade de Lisboa, Portugal. ISAMB / Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal. e-mail:&nbsp;<a href="mailto:lisramiro@sapo.pt">lisramiro@sapo.pt</a>; &nbsp;</p>     <p><sup>3</sup>Aventura Social - Faculdade de Motricidade Humana / Universidade de Lisboa, Portugal. ISAMB / Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal. e-mail: <a href="mailto:gtome@sapo.pt">gtome@sapo.pt</a>;</p>     <p><sup>4</sup>Doutor em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil; Professor da Universidade Est&aacute;cio de S&aacute;, Brasil. e-mail:<a href="mailto:raphaelfischerp@gmail.com">raphaelfischerp@gmail.com</a>; &nbsp;</p>     <p><sup>5</sup>Doutora em Psicologia pela Doutora em Psicologia pela Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncia e Letras de Ribeir&atilde;o Preto da Universidade de S&atilde;o Paulo, Brasil; Professora da Universidade de S&atilde;o Paulo, Brasil; P&oacute;s-Doutora em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil; Professora Doutora do Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncia e Letras de Ribeir&atilde;o Preto da Universidade de S&atilde;o Paulo, Brasil; e-mail: <a href="mailto:cbneufeld@usp.br">cbneufeld@usp.br</a>;</p>     <p><sup>6</sup>Aventura Social - Faculdade de Motricidade Humana / Universidade de Lisboa, Portugal; ISAMB / Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal; WJCR / ISPA &ndash; Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa, Portugal. e-mail: <a href="mailto:mmatos@fmh.ulisboa.pt">mmatos@fmh.ulisboa.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da sexualidade tem evolu&iacute;do nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas e quest&otilde;es como a identidade de g&eacute;nero e atitudes face &agrave; homossexualidade n&atilde;o se t&ecirc;m mantido constantes ao longo do tempo devido &agrave;s profundas mudan&ccedil;as s&oacute;cio-culturais verificadas nos &uacute;ltimos anos. Pretende-se avaliar como a identidade de g&eacute;nero e atitudes face &agrave; homossexualidade/homoparentalidade se relacionam com o g&eacute;nero e diferentes grupos de idade. Administraram-se 636 question&aacute;rios a 126 homens e 510 mulheres portugueses e brasileiros. Os resultados demonstram que existe uma equidade na identidade de g&eacute;nero e a maioria tem atitudes favor&aacute;veis relativamente &agrave; homossexualidade e homoparentalidade. Encontraram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre g&eacute;neros e grupos de idade: como esperado as mulheres mais frequentemente se identificam com o g&eacute;nero feminino e os homens com o g&eacute;nero masculino. Os participantes mais novos mais frequentemente referem n&atilde;o ter uma exclusividade de identidade de g&eacute;nero. S&atilde;o as mulheres e os participantes mais novos que apresentam atitudes menos discriminat&oacute;rias relativamente &agrave; homossexualidade/ homoparentalidade. Para a viv&ecirc;ncia da sexualidade ser positiva &eacute; crucial apostar na (re)educa&ccedil;&atilde;o sexual como estrat&eacute;gia da sa&uacute;de sexual e reprodutiva.</p>     <p><b>Palavras-chave</b><i>:</i> Identidade de g&eacute;nero, Atitudes, Homossexualidade, Homoparentalidade, Adultos</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Research in the area of sexuality has been evolving over the past decades and issues such as gender of identity and attitudes towards homosexuality they have not remained constant over time, due to the deep social and cultural changes that have occurred in recent years. In this sense, we investigated how gender of identity and attitudes towards homosexuality / homoparenthood are related to gender and different age groups. 636 questionnaires were administered to 126 men and 510 women Portuguese and Brazilian. The results show that there is equity in gender of identity and most have favorable attitudes towards homosexuality and homosexual parenthood. But we found statistically significative differences between genders and age groups: as expected women more often are identified with the feminine gender and men with the masculine gender. &nbsp;The younger participants more often refered not have a gender identity exclusivity. Women and younger participants have attitudes less discriminatory towards homosexuality / homoparenthood. To experience sexuality positively it&rsquo;s crucial to invest in (re) sexual education as a strategy of sexual and reproductive health.</p>     <p><b>Key-words</b><i>:</i> &nbsp;Gender identity, Attitudes, Homosexuality, Homosexual parenthood, Adults</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A investiga&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da sexualidade tem evolu&iacute;do nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas e quest&otilde;es como a identidade de g&eacute;nero e atitudes face &agrave; homossexualidade n&atilde;o se t&ecirc;m mantido constantes ao longo do tempo devido &agrave;s profundas mudan&ccedil;as s&oacute;cio-culturais verificadas nos &uacute;ltimos anos. Neste sentido, enunciou-se o seguinte problema de investiga&ccedil;&atilde;o: que altera&ccedil;&otilde;es surgiram relativamente &agrave; identidade de g&eacute;nero e face &agrave; homossexualidade, nomeadamente no que se refere &agrave; homoparentalidade.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Sexo, G&eacute;nero e Identidade de G&eacute;nero</b></p>     <p>Historicamente, a discuss&atilde;o em torno dos conceitos de sexo e g&eacute;nero foi iniciada por Money e colegas na d&eacute;cada de 50 (Money, Hampson e Hampson, 1955). Os autores apontam que o &ldquo;sexo&rdquo; se refere &agrave;s carater&iacute;sticas f&iacute;sicas que distinguem os homens das mulheres, enquanto que o &ldquo;g&eacute;nero&rdquo; diz respeito &agrave;s carater&iacute;sticas psicol&oacute;gicas e comportamentais de cada sexo (Muehlenhard e Peterson, 2011). Posteriormente, e ainda entre os autores que estabelecem a distin&ccedil;&atilde;o entre os dois termos foi desenvolvida a no&ccedil;&atilde;o de que o &ldquo;g&eacute;nero&rdquo; remeteria para as influ&ecirc;ncias culturais e o &ldquo;sexo&rdquo; estaria mais ligado ao papel dos fatores biol&oacute;gicos (Muehlenhard e Peterson, 2011).&nbsp;</p>     <p>De uma forma geral e sintetizando, ao &ldquo;sexo&rdquo; atribui-se defini&ccedil;&otilde;es relacionadas com o comportamento sexual, os cromossomas, hormonas e toda a anatomia reprodutiva, bem como as categorias relacionadas a esses aspetos, ou ainda, pode ser entendido e definido segundo tra&ccedil;os e caracter&iacute;sticas de etiologia biol&oacute;gica. J&aacute; o &ldquo;g&eacute;nero&rdquo; engloba na sua defini&ccedil;&atilde;o aspetos como a feminilidade e masculinidade; a no&ccedil;&atilde;o de grupos sociais; a ideia de categorias e tra&ccedil;os/ caracter&iacute;sticas de origem social; a no&ccedil;&atilde;o de categorias relacionadas com os tra&ccedil;os do que &eacute; considerado ser feminino ou masculino e ainda os estere&oacute;tipos (cren&ccedil;a exagerada associada a uma categoria) (Allport, 1979, citado por Monteiro, 2013), ou expectativas que a sociedade tem e atribui a homens e mulheres (Muehlenhard e Peterson, 2011).</p>     <p>De acordo com Am&acirc;ncio (1992) o termo g&eacute;nero trata-se de um &ldquo;construto definidor de uma subjectiviza&ccedil;&atilde;o do sexo biol&oacute;gico&rdquo; que se afirmou na psicologia social americana por volta dos anos 70 (Unger, 1986, citado por Am&acirc;ncio, 1992). A introdu&ccedil;&atilde;o deste conceito significaria que a no&ccedil;&atilde;o de sexo, enquanto caracter&iacute;stica individual, seria cada vez menos usual, para dar lugar a uma conceptualiza&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel enquanto caracter&iacute;stica social, &agrave; qual estaria subjacente uma categoriza&ccedil;&atilde;o social descritiva e normativa (Tajfel, 1972, citado por Am&acirc;ncio, 1992). Neste &acirc;mbito e de acordo com Deaux (1984), a an&aacute;lise em torno desta quest&atilde;o passa de um plano centrado nas diferen&ccedil;as entres homens e mulheres para um outro associado &agrave;s cren&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o ao g&eacute;nero e aos diferentes pap&eacute;is atribu&iacute;dos a cada um deles em sociedade, assimilados atrav&eacute;s da socializa&ccedil;&atilde;o. A identidade de cada g&eacute;nero, bem como as expectativas que lhes est&atilde;o associadas, surgem como determinantes principais, quer das diferen&ccedil;as entre os sexos, como da diferencia&ccedil;&atilde;o entre os g&eacute;neros (Eagly, 1998, citado por Am&acirc;ncio, 1992).</p>     <p>Segundo Am&acirc;ncio (1993), a prop&oacute;sito da assimetria nas representa&ccedil;&otilde;es de g&eacute;nero: &ldquo;(&hellip;) as categoriza&ccedil;&otilde;es baseadas em caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas permanentes, o que n&atilde;o &eacute; o caso da idade nem da classe, constituem identificadores que os indiv&iacute;duos transportam consigo, ao longo de toda a sua vida em todos os contextos (&hellip;).&rdquo; (p.129, 130).</p>     <p>A prop&oacute;sito das investiga&ccedil;&otilde;es no dom&iacute;nio das representa&ccedil;&otilde;es sociais (incluindo a identidade de g&eacute;nero), emergem v&aacute;rios estudos em cogni&ccedil;&atilde;o social (Fiske e Taylor, 1984) que revelam que a identifica&ccedil;&atilde;o da categoria de perten&ccedil;a &eacute; uma dimens&atilde;o important&iacute;ssima ao n&iacute;vel das intera&ccedil;&otilde;es sociais. No entanto, os processos identit&aacute;rios n&atilde;o se limitam aos que envolvem a identifica&ccedil;&atilde;o pelos outros, isto &eacute;, &agrave; atribui&ccedil;&atilde;o externa que &eacute; feita por determinada identidade. Na verdade, eles envolvem tamb&eacute;m din&acirc;micas de acordo com as quais os indiv&iacute;duos desenvolvem e constroem uma no&ccedil;&atilde;o muito particular e distintiva de si mesmos e de como gerem essa no&ccedil;&atilde;o de identidade pr&oacute;pria, em diferentes ambientes. Novamente transpondo esta ideia para o n&iacute;vel das an&aacute;lises feitas relativamente ao g&eacute;nero, a investiga&ccedil;&atilde;o revelou que as outras pessoas classificam mais os indiv&iacute;duos do g&eacute;nero feminino como &ldquo;mulheres&rdquo; do que os do g&eacute;nero masculino como &ldquo;homens&rdquo;. Al&eacute;m disso, as pr&oacute;prias mulheres tamb&eacute;m se veem a si mesmas como mulheres enquanto os homens se veem mais frequentemente como indiv&iacute;duos (e n&atilde;o tanto como pertencendo &agrave; categoria dos homens), (Am&acirc;ncio, 1993).</p>     <p>A par das assimetrias de g&eacute;nero e mais concretamente, ao n&iacute;vel das representa&ccedil;&otilde;es sociais e na tentativa de se explicar a rela&ccedil;&atilde;o entre as normas sociais e o comportamento, surge, por exemplo, a Teoria da Identidade Social (TIS) de Tajfel e Turner, 1979 (citado por Hogg, 2001).</p>     <p>Segundo Monteiro (2013): &ldquo;A Teoria da Identidade Social (TIS) baseia-se no pressuposto de que todos os indiv&iacute;duos t&ecirc;m a necessidade de um autoconceito positivo, e que a nossa perten&ccedil;a a grupos nos ajuda a conseguir definir e a manter positivo esse autoconceito&rdquo; (p.520). Adicionalmente e de acordo com a teoria da motiva&ccedil;&atilde;o baseada na identidade (Identity-based Motivation Theory, Oyserman e Destin 2010), a sali&ecirc;ncia da identidade pessoal significa que as pessoas pensam sobre si mesmas temporariamente como indiv&iacute;duos, enquanto a sali&ecirc;ncia da identidade social implica que as pessoas se vejam como parte de um grupo (Pinto, Herter, Rossi e Borges, 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As identidades sociais influenciam o comportamento atrav&eacute;s das normas do grupo, sendo que, as pessoas ser&atilde;o mais favor&aacute;veis a envolverem-se em determinado comportamento se o mesmo estiver de acordo com as normas relevantes para o grupo no qual o sujeito se insere. Com esta afirma&ccedil;&atilde;o quer-se dizer que as normas do grupo, pelo menos relativamente &agrave;s pessoas que se identificam fortemente com o grupo, iriam influenciar as inten&ccedil;&otilde;es comportamentais (Terry, Hogg e White, 1999).</p>     <p>Assim sendo, e referindo-se a identidade social a algo que faz parte do auto conceito do indiv&iacute;duo derivando da sua perce&ccedil;&atilde;o de perten&ccedil;a a um grupo socialmente relevante, a quest&atilde;o do g&eacute;nero surge aqui tamb&eacute;m com pertin&ecirc;ncia por representar um grupo social espec&iacute;fico (dos homens ou das mulheres). Deste modo, urge ter em conta o conceito de identidade de g&eacute;nero entendido como sendo o pr&oacute;prio sentido que a pessoa tem de si mesma relativamente &agrave; forma como se v&ecirc; e pertence, como sendo homem ou mulher (Stoller, 1964, citado por Deogracias, Johnson, Meyer-Bahlburg, Kessler, Schober e Zucker, 2007). Steensma, Baudewijntje, Annelou, e Peggy (2013), define a identidade de g&eacute;nero como o grau em que uma pessoa experiencia ser como os outros de acordo com o sexo a que pertence. &Eacute; claro que depende em que grau o indiv&iacute;duo se identifica e do significado que atribui a ser homem ou mulher.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Orienta&ccedil;&atilde;o sexual, opini&atilde;o e atitudes face &agrave; homossexualidade/homoparentalidade</b></p>     <p>A orienta&ccedil;&atilde;o sexual &eacute; entendida como a atrac&ccedil;&atilde;o sexual direccionada para algu&eacute;m do mesmo sexo (homossexualidade), do sexo oposto (heterossexualidade) e por membros de ambos os sexos (bissexualidade) (Reis, Ramiro, Matos, Diniz, &amp; Sim&otilde;es, 2013).</p>     <p>S&atilde;o v&aacute;rias as investiga&ccedil;&otilde;es que referem que o conhecimento, apesar de necess&aacute;rio, n&atilde;o &eacute; suficiente para as pessoas modificarem o seu comportamento, uma vez que existem outros factores, tais como atitudes, cren&ccedil;as, aptid&otilde;es comportamentais e motiva&ccedil;&atilde;o, que podem interferir nos diferentes tipos de comportamento, considerando-se a mudan&ccedil;a de comportamentos um processo extremamente complexo, que se desenvolve em v&aacute;rias etapas e difere de indiv&iacute;duo para indiv&iacute;duo, de acordo com as suas caracter&iacute;sticas psicol&oacute;gicas, sociais e culturais (Matos, 2008; Reis, Ramiro, Matos, Diniz, &amp; Sim&otilde;es, 2013).</p>     <p>Verificando-se actualmente uma maior abertura relativamente &agrave;s pessoas que se identificam como n&atilde;o sendo heterossexuais, podemos igualmente observar tentativas constantes de questionar os avan&ccedil;os sociais propostos por essa popula&ccedil;&atilde;o, nomeadamente em quest&otilde;es de parentalidade ou de reconhecimento por parte da sociedade quanto &agrave;s suas rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas.</p>     <p>Deste modo, persistem mitos na nossa sociedade acerca da homossexualidade, enraizados na nossa cultura, sendo por vezes id&ecirc;nticos a outros mitos de &iacute;ndole sexista ou racista. Vivemos numa cultura homof&oacute;bica que &eacute; interiorizada e reproduzida de igual modo pelos profissionais das mais variadas &aacute;reas do conhecimento, incluindo os psic&oacute;logos, psiquiatras e todos aqueles que lidam de uma forma constante com as quest&otilde;es relacionadas com o funcionamento mental (Crawford, McLeod, Zamboni &amp; Jordan, 1999).</p>     <p>Um dos mitos mais comuns &eacute; o de que as crian&ccedil;as que crescem no seio de uma fam&iacute;lia homossexual ser&atilde;o elas pr&oacute;prias homossexuais futuramente, ou que exibir&atilde;o alguma ambiguidade em termos da sua sexualidade. Este mito &eacute; refutado pelos estudos de Bailey, Bobrow, Wolfe e Mikach (1995) e Golombok e Tasker (1996), entre outros, ao conclu&iacute;rem que a maioria de filhos de homossexuais apresentam uma orienta&ccedil;&atilde;o sexual heterossexual.</p>     <p>Outra quest&atilde;o, que geralmente se verifica, &eacute; a de que as crian&ccedil;as com pais homossexuais ter&atilde;o dificuldades ao n&iacute;vel da adapta&ccedil;&atilde;o social, uma vez que sofrer&atilde;o o estigma social associado &agrave; express&atilde;o da sua sexualidade. Embora se possa alegar que este argumento tem claramente em considera&ccedil;&atilde;o a seguran&ccedil;a da crian&ccedil;a, coloca um problema de discrimina&ccedil;&atilde;o &ndash; n&atilde;o ao n&iacute;vel daqueles que a praticam mas sim nos alvos dessa discrimina&ccedil;&atilde;o (a fam&iacute;lia) &ndash; numa atitude clara de culpabilizar a v&iacute;tima pelos actos alheios. Tal atitude de culpabiliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se confina ao tema da orienta&ccedil;&atilde;o sexual. Mohr (1988) estabelece um paralelo com os casais inter-raciais, igualmente alvo de discrimina&ccedil;&atilde;o social; de igual modo, Leal (2004) aponta para o facto de determinadas vari&aacute;veis como a etnia, a condi&ccedil;&atilde;o social e mesmo as caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas serem igualmente socialmente discriminadas, n&atilde;o sendo, contudo, impedimento de acesso &agrave; parentalidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, o argumento parece apenas funcionar como forma de institucionalizar a discrimina&ccedil;&atilde;o, uma vez que os estudos efectuados caminham em sentido contr&aacute;rio ao evidenciarem que as crian&ccedil;as de pais homossexuais t&ecirc;m rela&ccedil;&otilde;es satisfat&oacute;rias e adequadas com os seus pares e os adultos (Patterson 2000, 2004; Perrin, 2002). Ligada intimamente &agrave; ideia de desadequa&ccedil;&atilde;o social das crian&ccedil;as de pais homossexuais est&aacute; a no&ccedil;&atilde;o de que estas crian&ccedil;as sofrem pela falta de modelos parentais apropriados; considera-se geralmente que existe um d&eacute;fice na estrutura familiar que n&atilde;o permite o desenvolvimento das crian&ccedil;as, por estas n&atilde;o terem contacto com modelos do sexo oposto ao dos seus pais. De acordo com Clarke (2001), tal percep&ccedil;&atilde;o adv&eacute;m da ideia err&oacute;nea que os homossexuais apenas se socializam com pessoas do mesmo sexo, evidenciando desta maneira a forma segregadora como se constroem as ideias sobre determinadas popula&ccedil;&otilde;es. Um estudo de Golombok,Spencer e Rutter (1983) indica-nos que os contactos das crian&ccedil;as de m&atilde;es l&eacute;sbicas n&atilde;o s&atilde;o exclusivamente homossexuais, mas de igual modo heterossexuais. Devemos ter em conta que este argumento se coloca igualmente em outras formas de fam&iacute;lia (pais separados, fam&iacute;lias em que existe apenas um progenitor), pelo que n&atilde;o &eacute; exclusivo das fam&iacute;lias homossexuais.</p>     <p>Um outro mito recorrente &eacute; o de que as crian&ccedil;as de pais homossexuais estar&atilde;o mais sujeitas a situa&ccedil;&otilde;es de abuso sexual. Contudo, o abuso sexual de crian&ccedil;as n&atilde;o se encontra directamente relacionado com a orienta&ccedil;&atilde;o sexual do indiv&iacute;duo (Howitt, 1995; Jenny, Roesler &amp; Poyer, 1994; Sarafino, 1979; Stevenson, 2000).</p>     <p>Assim, verificamos, atrav&eacute;s da an&aacute;lise de alguns dos v&aacute;rios mitos relativos &agrave; homossexualidade, que esses mitos n&atilde;o se baseiam em literatura cient&iacute;fica mas na perpetua&ccedil;&atilde;o de estere&oacute;tipos e preconceitos sobre a popula&ccedil;&atilde;o homossexual. Como tal, &eacute; importante que tenhamos, enquanto profissionais de psicologia, no&ccedil;&atilde;o desta realidade e que actuemos no sentido de a contrariar em todos os contextos nos quais nos movimentamos.</p>     <p>Em termos de educa&ccedil;&atilde;o, &eacute; fundamental educar os adolescentes e os jovens, <i>antes</i> destes se depararem com tomadas de decis&atilde;o acerca da sua sexualidade e comportamentos sexuais, o que implica trabalhar na aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos mas, tamb&eacute;m, de atitudes, cren&ccedil;as e compet&ecirc;ncias importantes na promo&ccedil;&atilde;o de uma vida sexual e reprodutiva saud&aacute;vel (Reis, Ramiro, Matos, Diniz, &amp; Sim&otilde;es, 2013), respeitando simultaneamente a identidade de g&eacute;nero e as diferen&ccedil;as de g&eacute;nero e de orienta&ccedil;&atilde;o sexual.</p>     <p>Deste modo, torna-se pertinente aprofundar como &eacute; que algumas quest&otilde;es importantes e relacionadas com a viv&ecirc;ncia positiva da sexualidade t&ecirc;m evolu&iacute;do nos &uacute;ltimos anos, designadamente quest&otilde;es como a identidade de g&eacute;nero e as atitudes face &agrave; homossexualidade/homoparentalidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Como se pode ver na <a href="#t1">tabela 1</a>, a amostra total do estudo &eacute; constitu&iacute;da por 636 participantes, dos quais 19,8% s&atilde;o do g&eacute;nero masculino e 80,2% do g&eacute;nero feminino, com uma m&eacute;dia de idades de 31 anos (DP=11,13) e 52% de nacionalidade portuguesa e 48% de nacionalidade brasileira. A maioria dos participantes tem como habilita&ccedil;&otilde;es o ensino superior (78%) e &eacute; trabalhador/estudante (47,2%).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a01t1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>Foi aplicado um question&aacute;rio online pelo programa <i>limesurvey</i>. O formato do question&aacute;rio consistia em op&ccedil;&otilde;es de resposta que respeitavam uma escala de 10 pontos (0 = totalmente masculino a 10 = totalmente feminino) para as 3 quest&otilde;es referentes &agrave; identidade de g&eacute;nero e uma escala tipo Lickert de 5 pontos (1 = discordo totalmente a 5 = concordo totalmente) para as outras 8 quest&otilde;es relativas &agrave;s atitudes homossexuais.</p>     <p>Foram ainda colocadas quest&otilde;es demogr&aacute;ficas como g&eacute;nero, idade, nacionalidade, habilita&ccedil;&otilde;es e situa&ccedil;&atilde;o profissional.</p>     <p>Foram colocadas neste estudo tr&ecirc;s quest&otilde;es sobre a identidade de g&eacute;nero com a finalidade de analisar como os participantes do estudo se veem, como gostariam de ser e como os outros os veem. E oito quest&otilde;es relativas a atitudes face &agrave; homossexualidade/homoparentalidade, nomeadamente (1) se existe amor entre casais homossexuais, (2) opini&atilde;o relativamente ao casamento homossexual, (3) se os direitos conjugais entre casais homossexuais devem ser iguais aos direitos conjugais dos casais heterossexuais, (4) se o direito &agrave; ado&ccedil;&atilde;o por casais homossexuais deveria ser legal em Portugal e no Brasil, (5) se os casais homossexuais possuem condi&ccedil;&otilde;es para adotar crian&ccedil;as, (6) se tivesse, um amigo homossexual a rela&ccedil;&atilde;o de amizade seria prejudicada, (7) no futuro, os filhos de casais homossexuais ainda ser&atilde;o alvo de discrimina&ccedil;&atilde;o social e por &uacute;ltimo que (8) atitudes/sentimentos sentiam face a demonstra&ccedil;&otilde;es de carinho p&uacute;blicos entre casais homossexuais.</p>     <p>No question&aacute;rio os participantes escolheram apenas uma resposta para cada quest&atilde;o, exceto na quest&atilde;o em que se solicitou aos participantes para enunciarem que atitudes/sentimentos sentiam face a demonstra&ccedil;&otilde;es de carinho p&uacute;blicos entre casais homossexuais, onde foi permitido a cada participante responder a mais de uma atitude/sentimento.</p>     <p>O presente estudo avalia a identidade de g&eacute;nero e as diferentes atitudes de aceita&ccedil;&atilde;o e de homofobia em rela&ccedil;&atilde;o a casais homossexuais e a sua opini&atilde;o face &agrave; ado&ccedil;&atilde;o por estes casais, numa amostra de 636 pessoas de ambos os g&eacute;neros com idades compreendias entre os 18 e os 65 anos de idade.</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>O presente estudo consistiu na aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio online composto por 3 quest&otilde;es sobre identidade de g&eacute;nero e 8 quest&otilde;es sobre atitudes face &agrave; homossexualidade/homoparentalidade. A aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio decorreu nos meses de fevereiro e mar&ccedil;o de 2015 e a sua divulga&ccedil;&atilde;o foi feita atrav&eacute;s das redes sociais que promoveram o efeito &ldquo;bola de neve&rdquo;, resultando num total de 636 respostas. A confidencialidade do question&aacute;rio foi assegurada. Antes do preenchimento, os participantes foram informados que a resposta ao question&aacute;rio era volunt&aacute;ria, confidencial e an&oacute;nima e aceitaram participar. O tempo de preenchimento do question&aacute;rio foi entre os 5 e os 10 minutos. &nbsp;</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>As an&aacute;lises e procedimentos estat&iacute;sticos foram efectuados atrav&eacute;s do programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS, vers&atilde;o 22.0) para Windows.</p>     <p><i>Quest&otilde;es sobre a identidade de g&eacute;nero/estere&oacute;tipo de g&eacute;nero, opini&atilde;o e atitudes face &agrave; </i><i>homossexualidade/homoparentalidade</i><i> &ndash; Diferen&ccedil;as entre g&eacute;neros</i></p>     <p>Quando inquiridos acerca da identidade de g&eacute;nero, nomeadamente &ldquo;como se veem&rdquo;, &ldquo;como s&atilde;o&rdquo; e &ldquo;como &eacute; que os outros o veem&rdquo; os participantes distribuem-se de forma equitativa nas tr&ecirc;s diferentes op&ccedil;&otilde;es de resposta, na op&ccedil;&atilde;o de resposta &ldquo;exclusivamente&rdquo; genderizado-masculino (26,3%, 26,6%, 25,6%), valores interm&eacute;dios (36,8%, 31,0%, 35,7%) e &ldquo;exclusivamente&rdquo; genderizado feminino (36,9%, 42,5%, 38,7%). Foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre o g&eacute;nero para as tr&ecirc;s quest&otilde;es: &ldquo;como se veem&rdquo; (c<sup>2</sup>(1) = 84,350; p &le;.001), &ldquo;como s&atilde;o&rdquo; (c<sup>2</sup>(1) = 103, 321; p p &le;.001) e &ldquo;como &eacute; que os outros o veem&rdquo;&nbsp; (c<sup>2</sup>(1) = 93,396; p &le;.001).</p>     <p>As mulheres mais frequentemente referem que se identificam exclusivamente com o g&eacute;nero feminino nas tr&ecirc;s quest&otilde;es (45,7%, 52,4% e 47,8%) e os homens por sua vez mencionam mais frequentemente identificar-se exclusivamente com o g&eacute;nero masculino (41,3%, 44,4% e 36,5%).</p>     <p>Relativamente &agrave; quest&atilde;o sobre a opini&atilde;o face &agrave; homossexualidade/ homoparentalidade, a maioria dos participantes inquiridos apresenta nas sete quest&otilde;es uma opini&atilde;o favor&aacute;vel &agrave; homossexualidade/homoparentalidade. Foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre o g&eacute;nero para as seguintes quest&otilde;es: &ldquo;ado&ccedil;&atilde;o de casais homossexuais deve ser legal&rdquo; (c<sup>2</sup>(1) = 9,164; p &le;.01) e &ldquo;casais homossexuais possuem condi&ccedil;&otilde;es para adotar crian&ccedil;as&rdquo; (c<sup>2</sup>(1) = 10,778; p &le;.01).</p>     <p>As mulheres mais frequentemente concordam que a ado&ccedil;&atilde;o de casais homossexuais deve ser legal (77,0%) e que os casais homossexuais possuem condi&ccedil;&otilde;es para adotar crian&ccedil;as (77,6%).</p>     <p>Quanto &agrave;s atitudes/sentimentos face &agrave; homossexualidade mais de um ter&ccedil;o dos participantes a afirmar que se sente satisfeito com a evolu&ccedil;&atilde;o da sociedade (39,0%), 17% menciona estar feliz, 40% n&atilde;o mudava de lugar e a homossexualidade &eacute;-lhe indiferente e menos de 4% dos participantes refere que se sente enojado, triste, revoltado com a sociedade e que mudava de lugar. Foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre o g&eacute;nero e as seguintes atitudes/sentimentos: satisfeito com a evolu&ccedil;&atilde;o da sociedade, enojado, triste e revoltado com a sociedade (c<sup>2</sup> (1) = 8,309, p &le;.01; (c<sup>2</sup> (1) = 16,972, p = &le;.001; c<sup>2</sup> (1) = 4,786, p &le;.05; c<sup>2</sup> (1) = 4,648, p &le;.05, respetivamente).</p>     <p>As mulheres (41,8%) referem com mais frequ&ecirc;ncia do que os homens (27,8%) satisfa&ccedil;&atilde;o com a evolu&ccedil;&atilde;o da sociedade. Enquanto os homens mencionam mais frequentemente do que as mulheres sentir-se enojados, tristes e revoltados com a sociedade (10,3%, 4,8% e 3,2%) do que as mulheres (2,4%, 1,6% e 0,8%).</p>     <p>A m&eacute;dia total para a escala da identidade de g&eacute;nero e opini&atilde;o face &agrave; homossexualidade/homoparentalidade foi de 6,40 (DP=2,3) e de 28,00 (DP=5,3), respetivamente; com os participantes homens a referirem identificar-se mais frequentemente com o g&eacute;nero masculino e as participantes mulheres a mencionarem identificar-se mais frequentemente com o g&eacute;nero feminino (M=4,83; DP=1,45; M=6,78, DP=2,3, respetivamente) e as participantes mulheres (M=28,28, DP=5,1) a mostrarem ter uma opini&atilde;o mais favor&aacute;vel &agrave; homossexualidade/homoparentalidade que os participantes homens [(M=26,91; DP=5,95;) (t (634) = -9,060, p&le;.001; t (634) = -2,608, p&le;.01].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave;s atitudes/sentimentos face &agrave; homossexualidade/homoparentalidade a m&eacute;dia total para as atitudes positivas foi de M=2,56 (DP=0,69) para as atitudes neutras de M=2,80 (DP=0,66) e para as atitudes negativas foi de M=4,23 (DP=0,78), com os homens a demonstrarem ter atitudes mais negativas que as mulheres [(M=4,37; DP=0,95; M=4,19, DP=0,73, respetivamente; t (634) = 2.205, p p&le;.05].</p>     <p><i>Quest&otilde;es sobre a identidade de g&eacute;nero, opini&atilde;o e atitudes face &agrave; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </i><i>homossexualidade/homoparentalidade</i><i> &ndash; Diferen&ccedil;as entre grupos de idade</i></p>     <p>A an&aacute;lise das diferen&ccedil;as entre os tr&ecirc;s grupos de idade e a identidade de g&eacute;nero revelou diferen&ccedil;as estatisticamente significativas para as tr&ecirc;s quest&otilde;es: &ldquo;como se veem&rdquo; (c<sup>2</sup>(2) = 15,802; p p&le;.001), &ldquo;como s&atilde;o&rdquo; (c<sup>2</sup>(12) = 13,402; p&le;.01) e &ldquo;como &eacute; que os outros o veem&rdquo; &nbsp;(c<sup>2</sup>(2) = 24,263; p&le;.001).</p>     <p>Os participantes mais novos (18-25 anos) mais frequentemente referem que se identificam nos valores interm&eacute;dios nas tr&ecirc;s quest&otilde;es (47,0%, 38,6% e 47,0%) do que os participantes mais velhos (40-65 anos).</p>     <p>Relativamente &agrave; quest&atilde;o sobre a opini&atilde;o face &agrave; homossexualidade/ homoparentalidade, foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos de idade para as seguintes quest&otilde;es: &ldquo;amor entre casais homossexuais&rdquo; (c<sup>2</sup>(2) = 10,797; p p&le;.05), &ldquo;casamento homossexual&rdquo; (c<sup>2</sup>(2) = 15,672; p&le;.01) e &ldquo;casais homossexuais possuem condi&ccedil;&otilde;es para adotar crian&ccedil;as&rdquo; (c<sup>2</sup>(2) = 16,713; p&le;.01).</p>     <p>Os participantes mais novos (18-25 anos) mais frequentemente concordam que existe amor entre casais homossexuais (90,4%), com o casamento homossexual (83,7%) e que os casais homossexuais possuem condi&ccedil;&otilde;es para adotar crian&ccedil;as (83,3%).</p>     <p>Quanto &agrave;s atitudes/sentimentos face &agrave; homossexualidade, foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre o grupo de idades e as seguintes atitudes/sentimentos: satisfeito com a evolu&ccedil;&atilde;o da sociedade e feliz [c<sup>2</sup> (2) = 22,850, p&le;.001; c<sup>2</sup> (2) = 44,251, p&le;.001, respetivamente].</p>     <p>Os participantes mais novos (18-25 anos) referem com mais frequ&ecirc;ncia satisfa&ccedil;&atilde;o com a evolu&ccedil;&atilde;o da sociedade (49,4%) e estarem felizes (28,7%).</p>     <p>Verificou-se ainda que os participantes mais novos (do grupo de idades dos 18 aos 25 anos) (M=28,86, DP=4,34; M=2,78; DP=0,76) demostram ter uma opini&atilde;o e atitudes/sentimentos mais favor&aacute;vel &agrave; homossexualidade que os participantes mais velhos [M=27,57, DP=5,6; M=27,26, DP=6,12; M=2,49, DP=0,64; M=2,29, DP=0,46, respetivamente), (F(2)= 5,493, p&le;.01; F(2) = 26.880, p&le;.001].</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Factores associados &agrave; identidade de g&eacute;nero masculino e de g&eacute;nero feminino</i></p>     <p>Foram efetuadas duas an&aacute;lises de regress&atilde;o log&iacute;stica, atrav&eacute;s do m&eacute;todoenter, com objetivo de avaliar os fatores associados &agrave; identidade de g&eacute;nero masculino e g&eacute;nero feminino.</p>     <p>Relativamente aos factores associados &agrave; identidade de g&eacute;nero masculino e apesar do modelo explicativo ter um valor explicativo baixo (Nagelkerke R<sup>2</sup>= .015) e existir 78% de casos referindo a indentidade de g&eacute;nero masculino, verificamos que as vari&aacute;veis associadas s&atilde;o o g&eacute;nero (homens com 1,8 vezes maior probabilidade de estar neste grupo) [OR 1,77; 95% CI 1,11-2,82; p=0.016] e a opini&atilde;o face &agrave; homossexualidade (com participantes com opini&atilde;o favor&aacute;vel a ter 1.0 vez maior probabilidade de estar neste grupo) ) [OR 0,9; 95% CI 0,83-0,9; p&le;0.000].</p>     <p>Quanto ao segundo modelo, obteve-se um valor ajustado (Hosmer and Lemeshow &chi;&sup2;= 13,913 (8) p=. 084), com um valor explicativo de 24% (Nagelkerke R<sup>2</sup>= .244) e 66,7% de casos referindo a indentidade de g&eacute;nero feminina. Neste segundo modelo, verifica-se que as vari&aacute;veis associadas s&atilde;o o g&eacute;nero (mulheres com 0,2 vezes maior probabilidade de estar neste grupo) [OR 0,22; 95% CI 0,10-0,09; p&le;0.000], a idade (participantes no grupo de idade dos 18 aos 25 anos com 0,2 vezes maior probabilidade de estar neste grupo) [OR 0,55; 95% CI 0,33-0,91; p=0.020], a opini&atilde;o face &agrave; homossexualidade (com participantes com opini&atilde;o favor&aacute;vel a ter 1.0 vez maior probabilidade de estar neste grupo) &nbsp;[OR 1,06; 95% CI 1,02-1,12; p=0.006] e atitudes positivas face &agrave; homossexualidade (com participantes com atitudes positivas a ter 1,0 vez maior probabilidade de estar neste grupo) [OR 0,68; 95% CI 0,50-0,93; p=0.017].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>O presente estudo teve como objetivo central conhecer dois aspetos importantes relacionados com a viv&ecirc;ncia da sexualidade em portugueses e brasileiros, designadamente caracterizar a identidade de g&eacute;nero e analisar as atitudes face &agrave; homossexualidade/ homoparentalidade.</p>     <p>A maioria dos participantes &eacute; do g&eacute;nero feminino e t&ecirc;m como habilita&ccedil;&otilde;es o ensino superior pelo que a validade externa do estudo com esta limita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Relativamente &agrave; identidade de g&eacute;nero os participantes distribuem-se de forma equitativa entre o ser exclusivamente do g&eacute;nero masculino, ser exclusivamente do g&eacute;nero feminino e n&atilde;o ter uma exclusividade na sua identidade de g&eacute;nero, independentemente do seu sexo biol&oacute;gico</p>     <p>No que diz respeito &agrave;s atitudes face &agrave; homossexualidade/homoparentalidade, os resultados demonstraram que a maioria dos participantes, apresenta uma atitude positiva em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; homossexualidade e uma atitude muito pouco discriminat&oacute;ria em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; homoparentalidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verificou-se, ainda, que mais de um ter&ccedil;o dos participantes refere que se sente satisfeito com a evolu&ccedil;&atilde;o da sociedade relativamente &agrave; homossexualidade/ homoparentalidade.</p>     <p>A an&aacute;lise comparativa mostrou diferen&ccedil;as estatisticamente significativas quanto ao g&eacute;nero e diferentes grupos et&aacute;rios para a identidade de g&eacute;nero e as as atitudes face &agrave; homossexualidade/ homoparentalidade, em que as mulheres mais frequentemente se identificam com a identidade de g&eacute;nero feminino e os homens com a identidade de g&eacute;nero masculino e os participantes mais novos (18-25 anos) mais frequentemente referem n&atilde;o ter uma exclusividade de identidade de g&eacute;nero. Quanto &agrave;s atitudes face &agrave; homossexualidade/ homoparentalidade s&atilde;o as mulheres e os jovens mais novos (18-25 anos) que apresentam atitudes mais favor&aacute;veis face &agrave; homossexualidade e menos discriminat&oacute;rias relativamente &agrave; homoparentalidade.</p>     <p>No estudo dos factores associados &agrave; identidade de g&eacute;nero masculino e de g&eacute;nero feminino, observa-se que constituem factores associados o g&eacute;nero (homens com maior probabilidade de escolherem uma identidade de g&eacute;nero masculino e mulheres com maior probabilidade de escolherem uma identidade de g&eacute;nero feminino) e a opini&atilde;o referente &agrave; homossexualidade (participantes com atitudes favor&aacute;veis com maior probabilidade de n&atilde;o ter escolhido uma exclusividade de identidade de g&eacute;nero).</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>Os resultados revelam uma emerg&ecirc;ncia na mudan&ccedil;a do pensamento, tendo em conta a evolu&ccedil;&atilde;o que ocorreu ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas sobre os temas analisados reiterando as ideias desenvolvidas pela TIS de Taijel e Turner (citado por Hogg, 2001). Essa reestrutura&ccedil;&atilde;o do pensamento &eacute; observ&aacute;vel neste estudo, pelas respostas dos participantes que revelaram por um lado n&atilde;o escolher uma identidade de g&eacute;nero exclusiva e direcionada apenas com o seu sexo biol&oacute;gico, demonstrando sobretudo que a n&iacute;vel da socializa&ccedil;&atilde;o existiu uma mudan&ccedil;a em que o que era considerado, noutras d&eacute;cadas, como comportamentos exclusivos dos homens ou das mulheres. Por outro lado observa-se uma progressiva aceita&ccedil;&atilde;o da homossexualidade, sobretudo nos participantes mais jovens . Evidencia-se ainda outra evolu&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel social e legal, mas muito recente, que &eacute; a quest&atilde;o da homoparentalidade.</p>     <p>Ser&aacute; ainda necess&aacute;rio fazer esfor&ccedil;os a n&iacute;vel da sociedade, no sentido de promover a percep&ccedil;&atilde;o de um ambiente positivo, uma percep&ccedil;&atilde;o subjectiva de bem-estar, um sentimento de perten&ccedil;a e de n&atilde;o discrimina&ccedil;&atilde;o, uma percep&ccedil;&atilde;o de auto-efic&aacute;cia e de valor e, consequentemente, permitir escolhas em termos de identidde de g&eacute;nero e preferencias sexuais e ainda op&ccedil;&otilde;es por estilos de vida saud&aacute;veis de forma consistente e sustentada.</p>     <p>Para a viv&ecirc;ncia da sexualidade de qualquer ser humano ser positiva e n&atilde;o discriminat&oacute;ria &eacute; importante que se aposte numa (re)educa&ccedil;&atilde;o sexual como estrat&eacute;gia da sa&uacute;de sexual e reprodutiva.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Agrave; Equipa Aventura Social da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa</p>     <p>Ao Grupo Trabalho da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Pesquisa e P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia&nbsp;</p>     <p>A todos os participantes</p>     <p>&Agrave; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia/Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e do Ensino Superior.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Am&acirc;ncio, L. (1992). As assimetrias nas representa&ccedil;&otilde;es do g&eacute;nero. Revista Cr&iacute;tica de Ci&ecirc;ncias Sociais, 34, 9-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538369&pid=S1645-0086201600030000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Am&acirc;ncio, L. (1993). G&eacute;nero &ndash; Representa&ccedil;&otilde;es e Identidades. Sociologia &ndash; Problemas e Pr&aacute;ticas, 14, 127-140.</p>     <!-- ref --><p>Bailey, J. M., Bobrow, D., Wolf, M., &amp; Mikach, S. (1995). Sexual orientation: Adult sons of gay fathers. <i>Developmental Psychology, 31 </i>(1), 124-129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538372&pid=S1645-0086201600030000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Clarke, V. (2001). What about the children? Arguments against lesbian and gay parenting. <i>Women&rsquo;s Studies</i><i>International Forum, 24 </i>(5), 555-570.</p>     <p>Crawford, I., McLeod, A., Zamboni, B. D., &amp; Jordan, M. B. (1999). Psychologists&rsquo; attitudes toward gay and lesbian parenting. <i>Professional Psychology:</i><i>Research and Practice, 30 </i>(4), 394-401.</p>     <!-- ref --><p>Deaux, K. (1984). From individual diferences to social categories. Analyses of a decade&acute;s research on gender. American Psychologist, 39, 105-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538376&pid=S1645-0086201600030000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Deogracias, J.J., Johnson, L.L., Meyer-Bahlburg, H.F.L., Kessler, S.J., Schober, J.M. &amp; Zucker, K.J. (2007). The gender identity/gender dysphoria questionnaire for adolescentes and adults. Journal of sex research, (44), 370-379.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538378&pid=S1645-0086201600030000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fiske, S.T., &amp; Taylor, S. (1984). Social cognition. Cambridge, Addison-Wesley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538380&pid=S1645-0086201600030000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hilliard, L.J., &amp; Liben, L.S. (2010). Differing Levels of Gender Salience in Preschool Classrooms: Effects on Children&rsquo;s Gender Attitudes and Intergroup Bias. Child Development, 81(6), 1787&ndash;1798.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Golombok, S., Spencer, A., &amp; Rutter, M. (1983). Children in lesbian and single-parent households: Psychosexual and psychiatric appraisal. <i>Journal of Child</i><i>Psychology and Psychiatry, 24</i>, 551-572.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538383&pid=S1645-0086201600030000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Golombok, S., &amp; Tasker, F. (1996). Do parents influence the sexual orientation of their children? <i>Developmental</i><i>Psychology, 32 </i>(1), 3-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538385&pid=S1645-0086201600030000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hogg, M. A. (2001). A social identity theory of leadership. <i>Personality and Social Psychology Review, 5,</i> 184-200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538387&pid=S1645-0086201600030000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Howitt, D. (1995). <i>Paedophiles and sexual offences against children</i>. Chichester: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538389&pid=S1645-0086201600030000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jenny, C., Roesler, T. A., &amp; Poyer, K. L. (1994). Are children at risk for sexual abuse by homosexuals? <i>Pediatrics, 94 </i>(1), 41-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538391&pid=S1645-0086201600030000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Leal, I. (2004). Parentalidades. Quest&otilde;es de g&eacute;nero e orienta&ccedil;&atilde;o sexual. In A. F. Cascais (Ed.), <i>Indisciplinar</i><i>a teoria: Estudos gays, l&eacute;sbicos e queer </i>(pp. 215-243). Lisboa: Fenda.</p>     <p>Matos, M.G. (2008) (ed). <i>Sexualidade, Seguran&ccedil;a e SIDA, </i>Lisboa: IHMT/FMH/FCT.</p>     <!-- ref --><p>Mohr, R. D. (1988). <i>Gays/Justice: A study of ethics, society and law</i>. New York: Columbia University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538395&pid=S1645-0086201600030000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Money, J., Hampson, J.G., Hampson, J.L. (1955). An examination of some basic sexual concepts: the evidence of human hermaphroditism. Bull Johns Hopkins Hosp, 97(4), 301-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538397&pid=S1645-0086201600030000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Monteiro, M. B. (2013). Rela&ccedil;&otilde;es intergrupais. In J. Vala, &amp; M.B. Monteiro (Coords.), Psicologia social (9&ordf; ed.) (pp. 493-568). Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.</p>     <!-- ref --><p>Muehlenhard, C.L., &amp; Peterson, Z.D. (2011) Distinguishing between sex and gender; History, current conceptualizations and implications. Sex Roles, 64, 791-803. doi: 10.1007/s11199-011-9932-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538400&pid=S1645-0086201600030000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Patterson, C. J. (2000). Family relationships of lesbians and gay men. <i>Journal of </i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Marriage and Family, 62</i>, 1052-1069.</p>     <p>Patterson, C. J. (2004). Lesbian and gay parents and their children: Summary of research findings. In <i>Lesbian</i><i>and gay parenting: A resource for psychologists</i>. Washington, DC: American Psychological Association.</p>     <!-- ref --><p>Perrin, E. C., &amp; Committee on Psychosocial Aspects of Child and Family Health (2002). Technical report: Coparent or second-parent adoption by same-sex parents. <i>Pediatrics, 109 </i>(2), 341-344.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538405&pid=S1645-0086201600030000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pinto D.C., Herter, M.M., Rossi, P., &amp; Borges, A. (2014). Going green for self or for others? Gender and identity salience effects on sustainable consumption. International Journal of Consumer Studies, (38), 540-549. Doi: 10.1111/ijcs.12114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538407&pid=S1645-0086201600030000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Reis, M., Ramiro, L., Matos, M.G., Diniz, J.A., &amp; Sim&otilde;es, C. (2013). <b>A influ&ecirc;ncia das atitudes sexuais, conhecimentos e atitudes sobre VIH/Sida na orienta&ccedil;&atilde;o sexual. </b><i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as, </i>14(1), 141-151.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538409&pid=S1645-0086201600030000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sarafino, E. P. (1979). An estimate of nationwide incidence of sexual offences against children. <i>Children Welfare,</i><i>58</i>, 127-134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538411&pid=S1645-0086201600030000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Steensma, T., Baudewijntje, K., Annelou, V., &amp; Peggy, C.K. (2013). Review: Gender identity development in adolescence. Puberty and Adolescence, Hormones and Behavior, 64(2), 288-297. doi: 10.1016/j.yhbeh.2013.02.020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538413&pid=S1645-0086201600030000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stevenson, M. (2000). Public policy, homosexuality, and the sexual coercion of children. <i>Journal of Psychology</i><i>and Human Sexuality, 12 </i>(4), 1-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538415&pid=S1645-0086201600030000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Terry, D.J., Hogg, M.A., &amp; White, K.M. (1999). The theory of planned behavior: Self-identity, social identity and group norms. British Journal of Social Psychology, 38, 225-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538417&pid=S1645-0086201600030000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Estrada da Costa, 1495-688 Cruz Quebrada, Portugal. Telf.: )+ 351)214149152. E-mail: <a href="mreis@fmh.ulisboa.pt">mreis@fmh.ulisboa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 19 de Setembro de 2016/ Aceite em 27 de Novembro de 2016</p>     ]]></body>
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