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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aprendizagem, cognição e educação em saúde: estudo em área endêmica para helmintoses]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study evaluated the effect of two health education methods on learning and cognitive development of 105 children residents in a helminthic endemic area. The children, between 6 and 10 years of age, were randomly distributed into the following three groups: (1) Non-Directive Pedagogy (NDP) method, (2) Directive Pedagogy (DP) method and (3) Control Group that received only no-relevant recreational activities. All three groups showed progress regarding general concepts (those common to all helminthic infection) with no significant difference between them. Concerning helminthiasis specific concepts (transmission, prevention and symptoms) results point to improvements in both NDP and DP groups. Cognitive testing did not reveal changes in the cognitive level of children studied. This research indicates the efficiency of both health education interventions applied. Results show the necessity of allying traditional education methods to non-directive ones during a health education intervention.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Aprendizagem, cogni&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: estudo em &aacute;rea end&ecirc;mica para helmintoses</b></p>     <p><b>Learning, cognition and health education: a study in a helminthiasis endemic area</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maria Fl&aacute;via Gazzinelli<sup>1</sup>, Lucas Henrique Lobato de Ara&uacute;jo<sup>2</sup>, Nat&eacute;rcia Acipreste Moura<sup>3</sup>, D&eacute;lcio FernandoGuimar&atilde;es Pereira<sup>4</sup>, Gilberto Simeone Henriques<sup>5</sup>, Aline da Silva Miranda<sup>6</sup>, Cl&aacute;udia Peres Costa Maia<sup>7</sup>, &amp; Amanda Nathale Soares<sup>8</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Departamento de Enfermagem Aplicada, Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Santa Efig&ecirc;nia. 30130-100. Brasil. e-mail: <a href="mailto:flaviagazzinelli@yahoo.com.br">flaviagazzinelli@yahoo.com.br</a>;</p>     <p><b><sup>2</sup></b> Departamento de Enfermagem Aplicada, Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Santa Efig&ecirc;nia. 30130-100. Brasil. e-mail: <a href="mailto:lucaslobato87@gmail.com">lucaslobato87@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>3</sup>Departamento de Psicologia, Centro Universit&aacute;rio Newton Paiva, Belo Horizonte, 1.730 Graja&uacute;. Brasil. e-mail: <a href="mailto:naterciamoura@hotmail.com">naterciamoura@hotmail.com</a>;&nbsp;</p>     <p><b><sup>4</sup></b>Departamento de Psicologia, Centro Universit&aacute;rio Newton Paiva, Belo Horizonte, 1.730 Graja&uacute;. Brasil. e-mail: <a href="mailto:delcio.prof@newtonpaiva.br">delcio.prof@newtonpaiva.br</a>;</p>     <p><sup>5</sup>Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o, Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG. Santa Efig&ecirc;nia. 30130-100. Brasil. email:&nbsp;<a href="mailto:gilberto.simeone@gmail.com">gilberto.simeone@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>6</sup>Centro Universit&aacute;rio de Sete Lagoas, UNIFEMM, 2765 - Santo Ant&ocirc;nio-Sete Lagoas, MG. Brasil. email: <a href="mailto:alinutri25@yahoo.com.br">alinutri25@yahoo.com.br</a>;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>7</sup>Departamento de Enfermagem Aplicada, Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG. Santa Efig&ecirc;nia. 30130-100. Brasil. email: <a href="mailto:claudiapcmaia@gmail.com; ">claudiapcmaia@gmail.com; </a></p>     <p><sup>8</sup>Departamento de Enfermagem Aplicada , Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG. Santa Efig&ecirc;nia. 30130-100. e-mail: <a href="mandinha0708@yahoo.com.br">mandinha0708@yahoo.com.br</a></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O estudo objetivou avaliar os efeitos de dois m&eacute;todos de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de sobre a aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo de 105 crian&ccedil;as que vivem em &aacute;rea end&ecirc;mica para helmintoses. As crian&ccedil;as, com idade entre 6 e 10 anos, foram randomicamente distribu&iacute;das em tr&ecirc;s grupos: (1) submetido &agrave; Pedagogia N&atilde;o-Diretiva (PND), (2) submetido &agrave; Pedagogia Diretiva (PD) e (3) Controle, submetido &agrave; atividades recreativas. Os tr&ecirc;s grupos apresentaram progresso em rela&ccedil;&atilde;o aos conceitos gerais (comuns a todas as helmintoses), n&atilde;o havendo diferen&ccedil;a significativa entre eles. Quanto aos conceitos espec&iacute;ficos sobre helmintoses (transmiss&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o e sintomas), os resultados apontam avan&ccedil;os nos grupos PND e PD. Os testes psicol&oacute;gicos n&atilde;o revelaram mudan&ccedil;as no n&iacute;vel cognitivo das crian&ccedil;as estudadas. O estudo constata a efici&ecirc;ncia das duas interven&ccedil;&otilde;es educacionais aplicadas. Os resultados sinalizam para a necessidade de se aliar os m&eacute;todos tradicionais de ensino aos n&atilde;o-diretivos nas propostas de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de.</p>     <p><b>Palavras-Chave:</b> Aprendizagem; cogni&ccedil;&atilde;o; educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de; helmint&iacute;ase</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study evaluated the effect of two health education methods on learning and cognitive development of 105 children residents in a helminthic endemic area. The children, between 6 and 10 years of age, were randomly distributed into the following three groups: (1) Non-Directive Pedagogy (NDP) method, (2) Directive Pedagogy (DP) method and (3) Control Group that received only no-relevant recreational activities. All three groups showed progress regarding general concepts (those common to all helminthic infection) with no significant difference between them. Concerning helminthiasis specific concepts (transmission, prevention and symptoms) results point to improvements in both NDP and DP groups. Cognitive testing did not reveal changes in the cognitive level of children studied. This research indicates the efficiency of both health education interventions applied. Results show the necessity of allying traditional education methods to non-directive ones during a health education intervention.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Key Words</b><i>:</i> Learning; cognition; health education; helminthiasis</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>No Brasil, o parasitismo intestinal constitui um dos problemas mais s&eacute;rios de sa&uacute;de p&uacute;blica, principalmente em regi&otilde;es com focos de pobreza e condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias inadequadas (Brooker, Bethony &amp; Hotez, 2004), cen&aacute;rio no qual destacam-se as frequentes infec&ccedil;&atilde;o e re-infec&ccedil;&atilde;o das helmintoses intestinais em crian&ccedil;as em idade escolar (Melo, Ferraz &amp; Aleixo, 2010).</p>     <p>Estudos sugerem que o principal dano das parasitoses intestinais em escolares &eacute; o acometimento do crescimento f&iacute;sico e do desenvolvimento cognitivo (Melo et al., 2010). Por&eacute;m, evid&ecirc;ncias epidemiol&oacute;gicas permanecem pouco conclusivas sobre os efeitos da infec&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o e no desempenho educacional. Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o &eacute; a limita&ccedil;&atilde;o das reservas de energia dispon&iacute;veis para os indiv&iacute;duos infectados, reduzindo a capacidade para o trabalho f&iacute;sico e mental, diminuindo a motiva&ccedil;&atilde;o e prejudicando o seu estado nutricional e seus padr&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o social (Orlandini &amp; Matsumoto, 2010).</p>     <p>Investiga&ccedil;&otilde;es feitas sobre as consequ&ecirc;ncias de d&eacute;ficit nutricional no desenvolvimento cognitivo comprovam que efeitos cumulativos sobre o sistema nervoso e o seu desenvolvimento s&atilde;o desencadeados pela inadequa&ccedil;&atilde;o de ferro em crian&ccedil;as na primeira inf&acirc;ncia (1-3 anos). Tamb&eacute;m, a prevalente defici&ecirc;ncia de zinco &ndash; presente at&eacute; o in&iacute;cio da adolesc&ecirc;ncia &ndash; afeta desde fun&ccedil;&otilde;es motoras prim&aacute;rias a atividades de maior refinamento, como o racioc&iacute;nio l&oacute;gico e abstrato e as habilidades criativas, repercutindo de forma negativa na aprendizagem das crian&ccedil;as (Christian et al., 2010).</p>     <p>O desenvolvimento cognitivo baseia-se na aprendizagem &ndash; principal for&ccedil;a que atua no sentido de promov&ecirc;-lo (Vygotsky, 1984/2009). Esta, por sua vez, &eacute; influenciada e condicionada por diferentes m&eacute;todos de ensino. Na &aacute;rea de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, estudos mostram que, para que o pr&oacute;prio processo de aprender resulte em amplia&ccedil;&atilde;o do conhecimento sobre as helmintoses, &eacute; preciso lan&ccedil;ar m&atilde;o de m&eacute;todos adequados que levem em considera&ccedil;&atilde;o o contexto socioecon&ocirc;mico, cultural e psicossocial dos indiv&iacute;duos e das comunidades envolvidas (Noronha, Barreto, Silva &amp; Souza, 1995).</p>     <p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de destaca o importante papel da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de no controle das helmintoses (OMS, 1991). De forma coerente, no Brasil, desde a d&eacute;cada de 80, os programas do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de voltados para o controle das doen&ccedil;as end&ecirc;micas t&ecirc;m sido suplementados com a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. Contudo, quando avaliadas, essas a&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m-se revelado ineficientes para transformar a informa&ccedil;&atilde;o em comportamento preventivo, visto que apenas transmitem a informa&ccedil;&atilde;o, estando ancoradas em m&eacute;todos preventivos mais tradicionais. Historicamente, tais propostas educativas em sa&uacute;de, que se caracterizam como&nbsp;transfer&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es,&nbsp;t&ecirc;m pouco impacto na realidade dos sujeitos (Grippo &amp; Fracolli, 2008). A escola &eacute; um cen&aacute;rio emblem&aacute;tico desse tipo de pr&aacute;tica tradicional institu&iacute;da no campo da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de (Uchoa, Barreto, Firmo, Guerra, Pimenta &amp; Lima e Costa, 2000).</p>     <p>Investiga&ccedil;&otilde;es que colocam em a&ccedil;&atilde;o m&eacute;todos que se distinguem do tradicional (apoiados na pedagogia diretiva) s&atilde;o menos frequentes na literatura. Dentre os estudos de natureza experimental que acontecem na escola, destacam-se aqueles que desenvolveram pesquisas cujas interven&ccedil;&otilde;es educativas pautaram-se em pedagogias de ensino n&atilde;o diretivas (Rebello, Monteiro &amp; Vargas, 2001; Toscani et al., 2007; Gubert, Santos, Ara&uacute;jo, Pereira, Vieira &amp; Pinheiro, 2009; Not, 1991). Os resultados de tais pesquisas, embora inconclusivos, permitiram, no seu conjunto, exaltar as implica&ccedil;&otilde;es positivas na aprendizagem em contraposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es das pedagogias diretivas, pautadas na memoriza&ccedil;&atilde;o e na transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Prop&otilde;e-se, no presente estudo, avaliar o efeito da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de na aprendizagem e no desenvolvimento cognitivo de crian&ccedil;as em &aacute;rea end&ecirc;mica para helmintoses. A hip&oacute;tese a ser testada &eacute; a de que os m&eacute;todos voltados somente para a transmiss&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o menos eficientes na produ&ccedil;&atilde;o de aprendizagem e desenvolvimento de compet&ecirc;ncias cognitivas se comparados aos m&eacute;todos que se fundamentam na rela&ccedil;&atilde;o ativa e significativa do sujeito com o objeto de conhecimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p>Este foi um estudo quase-experimental com configura&ccedil;&atilde;o longitudinal e abordagem quantitativa. A popula&ccedil;&atilde;o do estudo foi distribu&iacute;da, randomicamente, em tr&ecirc;s grupos: um grupo com 33 crian&ccedil;as, submetido ao m&eacute;todo de educa&ccedil;&atilde;o pela experi&ecirc;ncia segundo a filosofia de John Dewey, pautado na Pedagogia N&atilde;o-Diretiva (PND); um grupo com 34 crian&ccedil;as, educado pelo m&eacute;todo tradicional de ensino pautado na Pedagogia Diretiva (PD), e um grupo Controle com 31 crian&ccedil;as, submetido a atividades como jogos e brincadeiras.</p>     <p>Nos grupos da Pedagogia Diretiva e N&atilde;o Diretiva foram abordados temas como helmintoses, higiene, sa&uacute;de e meio ambiente. No grupo Controle foram realizados brincadeiras e jogos n&atilde;o relacionados ao tema helmintoses. O estudo teve dura&ccedil;&atilde;o de oito meses, totalizando nove interven&ccedil;&otilde;es com cada grupo, cada uma com dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de tr&ecirc;s dias. Os termos &ldquo;Tempo 1&rdquo; e &ldquo;Tempo 2&rdquo; foram usados para definir os momentos pr&eacute;-interven&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o respectivamente, nos quais foram aplicados os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><i>Participantes </i></p>     <p>O estudo foi conduzido em Maranh&atilde;o, &aacute;rea rural, end&ecirc;mica para helmintoses intestinais, situada geograficamente no Vale do Mucuri, nordeste de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.</p>     <p>Participaram do estudo 98 crian&ccedil;as de ambos os sexos, frequentes &agrave;s atividades escolares da Escola Municipal de Maranh&atilde;o. Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o foram: ter idade entre 6 e 10 anos, estar matriculado na referida escola e residir na regi&atilde;o durante os &uacute;ltimos vinte e quatro meses. Para inserir-se no estudo, o pai ou respons&aacute;vel pela crian&ccedil;a consentiu na sua participa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A pesquisa foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais&ndash; protocolo n&deg; ETIC 0345.0.203.000-09.</p>     <p><i>Procedimento </i></p>     <p>Antes e ap&oacute;s as interven&ccedil;&otilde;es educativas foram aplicados question&aacute;rios estruturados e os testes psicol&oacute;gicos Matrizes Progressivas Coloridas de Raven, Desenho da Figura Humana, 3&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o (DFH-III) e quatro subtestes da Escala de Intelig&ecirc;ncia Wechsler, 3&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o (WISC-III) para crian&ccedil;as, visando a avaliar, respectivamente, a aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo das crian&ccedil;as do estudo. No Tempo 1, as crian&ccedil;as tamb&eacute;m foram submetidas ao exame parasitol&oacute;gico de fezes (EPF), realizado pelo m&eacute;todo Kato-Katz (Katz, Chaves &amp; Pellegrino, 1972), seguido de tratamento antiparasit&aacute;rio, em caso de ovopositividade.</p>     <p>Para assegurar a confiabilidade dos dados, foi realizada a dupla entrada independente. No caso de discord&acirc;ncia, o caso assinalado foi conferido no question&aacute;rio original e corrigido. Os resultados foram tabelados e tratados no software Social Package Social Sciences 14 (SPSS). As vari&aacute;veis quantitativas foram expressas por meio de m&eacute;dia aritm&eacute;tica e desvio padr&atilde;o, enquanto as vari&aacute;veis qualitativas por frequ&ecirc;ncia relativa e absoluta.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Material</i></p>     <p><b>Question&aacute;rio Estruturado</b></p>     <p>O question&aacute;rio sobre helmintoses continha 31 quest&otilde;es sobre conceitos gerais e espec&iacute;ficos. Os conceitos gerais referiam-se &agrave;s quest&otilde;es que abordavam aspectos comuns a todas as helmintoses, tais como se &ldquo;a regi&atilde;o onde moram tem muito verme&rdquo;, se &ldquo;j&aacute; ouviram falar de verme&rdquo;, &ldquo;quais vermes conhecem&rdquo;, entre outros. J&aacute; os conceitos espec&iacute;ficos referiam-se &agrave;quelas quest&otilde;es particulares a cada helmintose, tais como: sintomas, formas de preven&ccedil;&atilde;o e sua import&acirc;ncia no lugar onde vivem.</p>     <p>As respostas foram dicotomizadas em corretas e incorretas, sendo que as primeiras receberam o valor &ldquo;1&rdquo;, enquanto as segundas, o valor &ldquo;0&rdquo;. O Escore de cada participante foi calculado pelo somat&oacute;rio de acertos e pela divis&atilde;o pelo total de quest&otilde;es do respectivo grupo, atingindo, dessa forma, a porcentagem de acerto individual. A compara&ccedil;&atilde;o de cada grupo do estudo, entre o Tempo 1 e o Tempo 2, foi realizada pelo teste t pareado bicaudal de Student.</p>     <p>Para comparar a diferen&ccedil;a entre os grupos de estudo, criou-se a vari&aacute;vel &ldquo;desempenho&rdquo;, correspondente &agrave; diferen&ccedil;a entre o Escore do Tempo 2 e o Tempo 1. A compara&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica entre os tr&ecirc;s grupos foi realizada pelos testes ANOVA e Tukey. Em todas as an&aacute;lises, os resultados foram considerados significativos quando os valores de <i>p</i> foram inferiores a 0,05.</p>     <p><b>Testes Psicol&oacute;gicos</b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva das crian&ccedil;as foi realizada por meio dos testes Matrizes Progressivas Coloridas de Raven, Desenho da Figura Humana, 3&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o (DFH-III) e quatro subtestes da Escala de Intelig&ecirc;ncia Wechsler, 3&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o (WISC-III) para crian&ccedil;as &ndash; Aritm&eacute;tica, D&iacute;gito, C&oacute;digo e Procurar S&iacute;mbolos &ndash; todos validados e padronizados para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira (Angelini, Alves, Cust&oacute;dio, Duarte &amp; Duarte, 1999). Os subtestes do WISC-III foram escolhidos por abordar conte&uacute;dos mais adaptados &agrave; realidade das crian&ccedil;as de &aacute;reas rurais (Flores-Mendonza &amp; Nascimento, 2007). A aplica&ccedil;&atilde;o dos testes foi realizada por psic&oacute;logos e estudantes de psicologia, sob a supervis&atilde;o dos primeiros.</p>     <p>A tabula&ccedil;&atilde;o dos resultados de cada subteste do WISC-III baseou-se na pontua&ccedil;&atilde;o das respostas a cada item, a partir das quais foram obtidos os pontos brutos. Tais pontos brutos foram convertidos em pontos ponderados, cujos valores variam entre 1 e 19. A partir da corre&ccedil;&atilde;o dos resultados dos testes realizou-se uma an&aacute;lise quantitativa dos resultados nos tempos 1 e 2, baseada no escore m&eacute;dio dos sujeitos. As vari&aacute;veis cont&iacute;nuas foram expressas em termos de m&eacute;dia &plusmn; desvio padr&atilde;o. Para avaliar se foram significativas as diferen&ccedil;as dos sujeitos da pesquisa entre o Tempo 1 e Tempo 2, aplicou-se o teste-t pareado. Os valores de desempenho dos grupos foram comparados utilizando-se o teste ANOVA (intergrupos) e o teste Tukey. Os resultados foram considerados significativos quando os valores de <i>p</i> foram menores que 0,05.</p>     <p><i>A interven&ccedil;&atilde;o de Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de </i></p>     <p>Para o grupo que se submeteu &agrave; proposta de Dewey, segundo a qual a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; um cont&iacute;nuo processo de constru&ccedil;&atilde;o e reconstru&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias (Dewey, 1971/2010), foram oferecidas v&aacute;rias atividades nas quais os alunos tiveram que agir e analisar as consequ&ecirc;ncias das suas a&ccedil;&otilde;es. Os alunos (re)visitaram a cidade onde moram, fotografando ambientes como uma forma de expressar e criar sentidos e visibilidades sobre eles. Elaboraram desenhos livres, nos quais misturavam fantasia e realidade e desenharam mapas cognitivos, representando o que viram e significaram do seu ambiente. A partir de uma montagem justapondo fotos e mapas, os alunos foram convidados a identificarem cen&aacute;rios-problema em seu pr&oacute;prio meio e a sugerirem hip&oacute;teses para solucion&aacute;-los. Esperava-se que, das quest&otilde;es relacionadas ao modo de morar em Maranh&atilde;o, decorreriam temas ligados aos fatores de risco de contamina&ccedil;&atilde;o por helmintos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi pedido &agrave;s crian&ccedil;as que confeccionassem maquetes simulando recortes dos espa&ccedil;os reais visitados, inclusive os lugares da cidade favor&aacute;veis &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o por helmintos. Outra estrat&eacute;gia utilizada foi a realiza&ccedil;&atilde;o de um projeto na escola, ensaiando uma a&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; no contexto mais amplo da cidade.</p>     <p>Por meio da metodologia descrita, as crian&ccedil;as puderam transitar das observa&ccedil;&otilde;es e das conversas sobre o espa&ccedil;o macro da cidade para o exame de projetos de investiga&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o micro da escola, trabalhando as partes e o todo.</p>     <p>Para o grupo de crian&ccedil;as que se submeteu ao m&eacute;todo tradicional de ensino, pautado na pedagogia diretiva, as atividades inclu&iacute;ram aulas te&oacute;ricas expositivas, acompanhadas por material impresso (apostilas), seguidas de exerc&iacute;cios de memoriza&ccedil;&atilde;o, principalmente orais e aulas de demonstra&ccedil;&atilde;o de materiais. Tal padr&atilde;o de trabalho pedag&oacute;gico est&aacute; fundamentado na ideia de que &eacute; poss&iacute;vel, a partir do exterior, exercer sobre algu&eacute;m uma modela&ccedil;&atilde;o de seu saber e de que &eacute; poss&iacute;vel a transmiss&atilde;o do conhecimento daquele que sabe para aquele que o ignora.</p>     <p>Em v&aacute;rios momentos, foi necess&aacute;rio adaptar as atividades dos grupos para o n&iacute;vel cognitivo e de amadurecimento das crian&ccedil;as de 6 a 8 anos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra</i></p>     <p>Da amostra final de 98 crian&ccedil;as do estudo, 91 foram submetidas ao EPF e, entre estas, 87 foram submetidas aos testes psicol&oacute;gicos, das quais 49 (56,3%) eram sadias e 38 (43,7%) eram infectadas. Houve predomin&acirc;ncia de participantes do sexo feminino (52%).</p>     <p>Desse total, a distribui&ccedil;&atilde;o dos participantes entre os grupos PND, PD e Controle foi composta por 33, 34 e 31 participantes, respectivamente. A idade dos participantes variou entre 6 e 10 anos, com m&eacute;dia global de 8,1 anos (DP&plusmn;1,69), <b>sendo </b>7,9 (DP: DP&plusmn;1,69), 8,2 (DP&plusmn;1,69) e 8,2 (DP&plusmn;1,69) a m&eacute;dia de idade dos grupos PND, PD e Controle, respectivamente. Pelo teste ANOVA, observou-se que n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre a m&eacute;dia de idade desses grupos (<i>p</i>&gt;0,05).</p>     <p><i>Aprendizagem</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Conceitos gerais sobre helmintoses </i></p>     <p>A partir da <a href="#t1">tabela 1</a>, observa-se, nos tr&ecirc;s grupos do estudo, uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre a porcentagem de acerto obtida no Tempo 1 e no Tempo 2 (<i>p</i><sup>a</sup>&le;0,05). No entanto, ao comparar o grupo Controle com os grupos PND (1-2) e PD (1-3), bem como os grupos PND e PD entre si (2-3), verifica-se que os valores de <i>p<sup>c</sup></i> ultrapassam 0,05 mostrando que a diferen&ccedil;a entre os grupos n&atilde;o tem signific&acirc;ncia estat&iacute;stica.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a02t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Conceitos espec&iacute;ficos sobre helmintoses</i></p>     <p>Quanto aos conceitos espec&iacute;ficos sobre helmintoses, os resultados revelam uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre a porcentagem de acerto no Tempo 1 e no Tempo 2 somente nos grupos de crian&ccedil;as que receberam a interven&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o, ou seja, nos grupos PND e PD (<i>p</i><sup>a</sup>&le;0,05), confirmando a efetividade das interven&ccedil;&otilde;es educativas, como demonstra a <a href="#t2">tabela 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a02t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A compara&ccedil;&atilde;o do desempenho entre os grupos Controle e PND (1-2) e entre os grupos Controle e PD (1-3) revelou uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa (p<sup>c</sup>&gt;0,05). Por&eacute;m, quando comparados os grupos PND e PD (2-3), observa-se que o desempenho dos grupos foi semelhante, visto que a diferen&ccedil;a entre eles n&atilde;o foi significativa.</p>     <p><i>Desenvolvimento cognitivo</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Resultados da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva nos grupos PND, PD e Controle</i></p>     <p>A <a href ="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a02t3.jpg">tabela 3</a> apresenta os resultados referentes &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre as m&eacute;dias dos escores dos testes psicol&oacute;gicos realizados nas crian&ccedil;as do grupo PND. Observa-se que a m&eacute;dia dos resultados, em todos os subtestes do WISC-III e no teste DFH-III, foi maior no Tempo 2, com exce&ccedil;&atilde;o do teste Raven, no qual a m&eacute;dia foi menor. Contudo, a diferen&ccedil;a observada entre as m&eacute;dias n&atilde;o foi estatisticamente significativa em nenhum dos testes do grupo PND, exceto no subteste Procurar S&iacute;mbolos, com valor de <i>p</i> = 0,018 (<i>p<sup>a</sup></i>&lt;0,05).</p>     
<p>Referente ao grupo PD, foi poss&iacute;vel observar que a m&eacute;dia nos subtestes Aritm&eacute;tica, D&iacute;gito e Procurar S&iacute;mbolos do WISC-III e no teste DFH-III foi maior no Tempo 2, ao contr&aacute;rio do teste Raven e do subteste C&oacute;digo, nos quais a m&eacute;dia foi menor. Todavia, a diferen&ccedil;a observada entre as m&eacute;dias n&atilde;o foi estatisticamente significativa em nenhum dos testes do grupo (<a href="#t4">tabela 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a02t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A <a href="#t5">tabela 5</a> apresenta a compara&ccedil;&atilde;o entre as m&eacute;dias dos resultados dos testes psicol&oacute;gicos realizados nas crian&ccedil;as do grupo Controle nos Tempos 1 e 2 do estudo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a02t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Com refer&ecirc;ncia ao teste Raven e aos subtestes Aritm&eacute;tica, D&iacute;gito e Procurar S&iacute;mbolos do WISC-III, observa-se que a diferen&ccedil;a m&eacute;dia entre os tempos 1 e 2 n&atilde;o apresentou signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (<i>p<sup>a</sup></i>&gt;0,05).</p>     <p>Por outro lado, os resultados do subteste C&oacute;digo do WISC-III e do Teste DFH-III apresentaram signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (<i>p<sup>a</sup></i>&lt;0,05). Quanto ao subteste C&oacute;digo, v&ecirc;-se que m&eacute;dia no Tempo 2 foi inferior ao Tempo 1, contudo, sem signific&acirc;ncia estat&iacute;stica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p><i>Conceitos gerais sobre helmintoses</i></p>     <p>Referente ao aprendizado dos conceitos gerais sobre helmintoses, embora o percentual de respostas corretas entre os grupos PD e PND n&atilde;o tenha apresentado signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (<a href="#t1">tabela 1</a>), o aumento da porcentagem m&eacute;dia de acerto do Tempo 1 para o Tempo 2, encontrado tamb&eacute;m no grupo Controle, pode ser explicado pelo fato de as respostas referirem-se a ideias do senso comum, cujo processo de circula&ccedil;&atilde;o entre as crian&ccedil;as e os pr&oacute;prios professores pode ter sido intensificado a partir das interven&ccedil;&otilde;es realizadas no ambiente escolar. As ideias do senso comum, embora sejam fundamentais para guiarem as condutas no cotidiano e surgirem por uma esp&eacute;cie de necessidade funcional, tendem a se manifestar como uma raz&atilde;o acomodada ao que j&aacute; conhecem, procurando manter-se ao longo do tempo. Os altos valores percentuais de respostas corretas observadas no Tempo 1, em todos os grupos, corroboram essa explica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Resultados semelhantes foram encontrados em estudo sobre conhecimento pr&eacute;vio dos participantes a respeito de doen&ccedil;as parasit&aacute;rias, realizado no Cear&aacute;, Brasil, em que altos &iacute;ndices de acertos foram constatados antes da interven&ccedil;&atilde;o educativa (Joventino et al., 2008). Em outro estudo sobre educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de com crian&ccedil;as, visando &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as parasitol&oacute;gicas, os autores identificaram, nos resultados antes das interven&ccedil;&otilde;es educativas, uma grande incid&ecirc;ncia de acertos totais (Toscani et al., 2007).</p>     <p>Observou-se que os grupos submetidos &agrave; interven&ccedil;&atilde;o educativa (grupos PND e PD) n&atilde;o apresentaram um desempenho superior ao do grupo Controle. A esse respeito, pode-se supor que o pr&oacute;prio conhecimento comum, pelo seu car&aacute;ter geral e sua fun&ccedil;&atilde;o reprodutora, tenha oferecido resist&ecirc;ncia &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico. Nesse sentido, o resultado semelhante alcan&ccedil;ado pelos tr&ecirc;s grupos pode ser explicado pelo conceito de obst&aacute;culo epistemol&oacute;gico de Bachelard, segundo o qual o conhecimento geral (senso comum) obstrui a atividade racional do aluno, fazendo com que a certeza das primeiras ideias imponha in&eacute;rcia ao pensamento (Bachelard, 1996).</p>     <p><i>Conceitos espec&iacute;ficos sobre helmintoses</i></p>     <p>Com respeito ao aprendizado dos conceitos espec&iacute;ficos sobre helmintoses (<a href="#t2">tabela 2</a>), os resultados mostraram uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa no desempenho apenas nos grupos de crian&ccedil;as que receberam a interven&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o (PND e PD), confirmando a efetividade de ambas as interven&ccedil;&otilde;es propostas.</p>     <p>Pesquisas realizadas em &aacute;rea end&ecirc;mica para esquistossomose na China, junto a escolares, demonstraram que programas de educa&ccedil;&atilde;o cuidadosamente projetados s&atilde;o &uacute;teis em fornecer &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, de diversas faixas et&aacute;rias, informa&ccedil;&otilde;es sobre verminoses (Yuan et al., 2005).</p>     <p>Tamb&eacute;m foi evidenciado que o desempenho entre os grupos PND e PD (2-3) foi semelhante (<a href="#t2">tabela 2</a>). Esse achado converge-se ao verificado em um estudo realizado com estudantes de medicina da Universidade Estadual de Michigan, que apresentaram aprendizagem semelhante sobre eletrocardiograma quando comparados o m&eacute;todo tradicional de ensino e o m&eacute;todo centrado no aluno (Rubinstein, Dhoble &amp; Ferenchick, 2009). O referido resultado contraria a hip&oacute;tese deste estudo de que a pedagogia n&atilde;o-diretiva seria respons&aacute;vel por melhor desempenho e aprendizagem das crian&ccedil;as quando contrastada com a pedagogia diretiva.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No m&eacute;todo da pedagogia n&atilde;o-diretiva, inspirado em Dewey, o conhecimento &eacute; constru&iacute;do pelo aluno, a partir dos seus saberes, em intera&ccedil;&atilde;o com o corpo de conhecimentos acumulados (Dewey, 2010). O educador, ao contr&aacute;rio do que se faz na pedagogia diretiva, cujo ponto de focagem est&aacute; nos conte&uacute;dos de ensino, deve ocupar-se do encontrar de liga&ccedil;&otilde;es entre tal corpo de conhecimentos e a experi&ecirc;ncia atual do aluno, de forma a possibilitar um alargamento efetivo dessa experi&ecirc;ncia, induzindo, prioritariamente, a uma viv&ecirc;ncia vital e pessoal. Para que tal prop&oacute;sito seja alcan&ccedil;ado, o educador necessita estabelecer uma equa&ccedil;&atilde;o a partir de um equil&iacute;brio, que muitas vezes se faz prec&aacute;rio e dificilmente alcan&ccedil;&aacute;vel, entre o "considerar da vis&atilde;o subjetiva" do aluno e o "estabelecer do di&aacute;logo entre essa vis&atilde;o e os conhecimentos sistematizados". Nesse exerc&iacute;cio, muitas vezes, o professor acaba por privilegiar um dos processos em detrimento do outro. Neste caso em estudo, pode-se dizer que o resultado, na pr&aacute;tica, foi uma pedagogia mais centrada nas atividades do que no conhecimento.</p>     <p><i>Desenvolvimento Cognitivo</i></p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento cognitivo, o estudo mostrou, no grupo PND, uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa exclusivamente no subteste Procurar S&iacute;mbolos (<a href ="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a02t3.jpg">tabela 3</a>). Sugere-se que o fator respons&aacute;vel pela melhora no desempenho tenha sido a interven&ccedil;&atilde;o educativa, j&aacute; que a maior fluidez do espa&ccedil;o/tempo n&atilde;o-escolar pode ter favorecido a aten&ccedil;&atilde;o, a velocidade de processamento e a capacidade de perceber detalhes e fazer julgamentos r&aacute;pidos.</p>     
<p>A influ&ecirc;ncia positiva da interven&ccedil;&atilde;o educativa sobre o desenvolvimento cognitivo tamb&eacute;m foi verificada em um estudo desenvolvido na mesma regi&atilde;o, no qual crian&ccedil;as infectadas previamente por helmintos, submetidas a uma interven&ccedil;&atilde;o educativa, apresentaram habilidades cognitivas superiores a crian&ccedil;as infectadas n&atilde;o submetidas &agrave; interven&ccedil;&atilde;o (Lobato, Miranda, Faria, Bethony &amp; Gazzinelli, 2012). Esse achado &eacute; tamb&eacute;m corroborado por um estudo desenvolvido por Walker e colaboradores, que revisaram 16 pesquisas referentes &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do efeito de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva em crian&ccedil;as de pa&iacute;ses em desenvolvimento (Walker et al., 2007).</p>     <p>No que diz respeito ao grupo PD, a diferen&ccedil;a observada entre as m&eacute;dias n&atilde;o foi estatisticamente significativa em nenhum dos testes do grupo (<a href="#t4">tabela 4</a>). Pode-se afirmar, portanto, que a diferen&ccedil;a entre os Tempos 1 e 2 deu-se ao acaso, n&atilde;o sofrendo interfer&ecirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o educativa. Logo, no que se refere ao grupo PD, a interven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi suficiente para promover nenhum progresso nos testes.</p>     <p>Com refer&ecirc;ncia ao grupo Controle (<a href="#t5">tabela 5</a>), a diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre os dois tempos de avalia&ccedil;&atilde;o, no teste DFH-III, pode ser explicado pelo perfil dos jogos e das brincadeiras aplicados, tais como os jogos de m&iacute;mica e de equil&iacute;brio, e pelas brincadeiras que envolveram canto e movimento, que possivelmente serviram como est&iacute;mulo &agrave; percep&ccedil;&atilde;o da no&ccedil;&atilde;o de esquema corporal refletido nos desenhos das crian&ccedil;as. Nesse sentido, pode-se afirmar que o maior desempenho do grupo Controle nesse teste em compara&ccedil;&atilde;o com os demais grupos deu-se em fun&ccedil;&atilde;o do potencial da brincadeira em promover aprendizagens por meio da descoberta, da investiga&ccedil;&atilde;o e da experi&ecirc;ncia e, ao mesmo tempo, desenvolvimento e crescimento pessoal nos diversos aspectos da crian&ccedil;a, seja social, &eacute;tico ou afetivo (Wajskop, 2007). Quanto ao subteste C&oacute;digo, em que a signific&acirc;ncia estat&iacute;stica encontrada apontou para uma diferen&ccedil;a negativa entre as m&eacute;dias dos resultados no Tempo 1 e no Tempo 2, vale ressaltar que, apesar desse resultado, os escores m&eacute;dios nos Tempos 1 e 2 encontram-se dentro da m&eacute;dia do subteste (7 a 13), demonstrando que as crian&ccedil;as tiveram um desempenho satisfat&oacute;rio nas habilidades cognitivas medidas por ele, tais como velocidade de processamento, aten&ccedil;&atilde;o, concentra&ccedil;&atilde;o e habilidade perceptiva nas tarefas propostas.</p>     <p>Concernente ao fato de as interven&ccedil;&otilde;es educativas n&atilde;o terem favorecido o desenvolvimento cognitivo nas crian&ccedil;as, pode-se indicar o tempo ex&iacute;guo como causa. Nesse sentido, aponta-se a necessidade de um per&iacute;odo mais longo de acompanhamento e de interven&ccedil;&atilde;o, visto que muitas das habilidades avaliadas pelos testes psicol&oacute;gicos demandam um intervalo de tempo maior para sofrerem altera&ccedil;&otilde;es vis&iacute;veis e mensur&aacute;veis.</p>     <p>Encontra-se tamb&eacute;m, possivelmente associado ao nivelamento das respostas aos diferentes testes e est&iacute;mulos psicol&oacute;gicos aplicados, o fato de as crian&ccedil;as residirem em regi&atilde;o end&ecirc;mica para helmintoses e muitas delas apresentarem infec&ccedil;&atilde;o antes do estudo. Essa &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o que acarreta uma defici&ecirc;ncia em micronutrientes nos primeiros anos de vida e que agrava um quadro j&aacute; pouco promissor de evolu&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento f&iacute;sico e cognitivo (Hamadani, Huda, Kathun &amp; Grantham-McGregor, 2006). Essa informa&ccedil;&atilde;o &eacute; confirmada por um estudo realizado nas Filipinas em que se verificou que a infec&ccedil;&atilde;o por diferentes helmintos est&aacute; relacionada a comprometimento cognitivo em crian&ccedil;as em idade escolar, nos dom&iacute;nios da aprendizagem, da mem&oacute;ria e da flu&ecirc;ncia verbal (Ezeamana et al., 2005).</p>     <p>O presente estudo traz elementos fundamentais para a problematiza&ccedil;&atilde;o das pedagogias e dos m&eacute;todos de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. No momento atual, em que promotores de sa&uacute;de e educadores buscam (re)pensar suas metodologias e encontrar t&eacute;cnicas mais eficazes de educa&ccedil;&atilde;o, os resultados deste estudo sinalizam para a import&acirc;ncia dos m&eacute;todos tradicionais de ensino.</p>     <p>Os resultados similares, em termos de aprendizagem, alcan&ccedil;ados por meio das duas pedagogias, apontam para a import&acirc;ncia de saber ponderar, em uma interven&ccedil;&atilde;o educativa, dois componentes igualmente importantes na forma&ccedil;&atilde;o e no crescimento do aluno: o conhecimento e a experi&ecirc;ncia. Assim, &eacute; necess&aacute;rio que o educador saiba utilizar, de forma equilibrada, dispositivos pedag&oacute;gicos que favore&ccedil;am, ao mesmo tempo, a compreens&atilde;o da realidade e a produ&ccedil;&atilde;o de novos modos de subjetiva&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A solu&ccedil;&atilde;o parece estar na busca de s&iacute;nteses, ao inv&eacute;s dos exclusivismos quando da sele&ccedil;&atilde;o de um m&eacute;todo de ensino. Entretanto, o que se observa na literatura sobre a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de s&atilde;o trabalhos que refor&ccedil;am a antinomia entre a educa&ccedil;&atilde;o dial&oacute;gica e a educa&ccedil;&atilde;o tradicional, quando poderia ser empregada uma nova constru&ccedil;&atilde;o, que representasse a supera&ccedil;&atilde;o da limita&ccedil;&atilde;o de ambas e a soma dos seus potenciais, sempre recordando que s&atilde;o distintas as epistemologias que lhes d&atilde;o origem.</p>     <p>Dada a complexidade da quest&atilde;o, importa aqui refletir sobre as limita&ccedil;&otilde;es deste estudo. Uma delas consiste na utiliza&ccedil;&atilde;o de um ambiente &uacute;nico para as atividades, ou seja, todas as crian&ccedil;as do estudo frequentavam a mesma escola e foram submetidas &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es no mesmo lugar. Algo justificado pela ampla dist&acirc;ncia que separa as comunidades da regi&atilde;o, e suas respectivas escolas, fator que limitaria o n&uacute;mero de interven&ccedil;&otilde;es a serem feitas dentro do prazo dispon&iacute;vel para o estudo. Ressalta-se ainda o pequeno tamanho amostral, fator que impede generaliza&ccedil;&otilde;es para outras popula&ccedil;&otilde;es. No entanto, os resultados deste estudo podem ser utilizados para sinalizar a import&acirc;ncia das interven&ccedil;&otilde;es educativas, baseadas em diferentes metodologias, tanto no desenvolvimento cognitivo de crian&ccedil;as residentes em &aacute;reas end&ecirc;micas, como proposta de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de em situa&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade.</p>     <p>Recomenda-se que outros estudos sejam desenvolvidos em &aacute;reas end&ecirc;micas para helmintoses com um tempo maior de interven&ccedil;&atilde;o e acompanhamento, permitindo observar os efeitos das helmintoses no desenvolvimento infantil em longo prazo e criar bases para interven&ccedil;&otilde;es mais efetivas no controle das parasitoses intestinais. Futuras investiga&ccedil;&otilde;es, incluindo um maior n&uacute;mero de participantes, s&atilde;o necess&aacute;rias para que sejam feitas generaliza&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Angelini, A.L., Alves, I.C.B., Cust&oacute;dio, E.M., Duarte, W.F., Duarte, J.L.M. (1999). <i>Manual de Matrizes Progressivas Coloridas de Raven: escala especial.</i> S&atilde;o Paulo: CETEPP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538558&pid=S1645-0086201600030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bachelard, G. (2002). <i>A forma&ccedil;&atilde;o do esp&iacute;rito cient&iacute;fico: contribui&ccedil;&atilde;o para uma psican&aacute;lise do conhecimento</i>. Rio de Janeiro: Contraponto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538560&pid=S1645-0086201600030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brooker, S., Bethony, J. &amp; Hotez, P.J. (2004). Human hookworm infection in the 21<sup>st</sup> century. <i>Advances in Parasitology</i>, 58, 197-288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538562&pid=S1645-0086201600030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Christian, P., Murray-Kolb, L.E., Khatry, S.K., Katz, J., Schaefer, B.A., Cole, P.M.,&hellip; Tielsch, J.M. (2010). Prenatal micronutrient supplementation and intellectual and motor function in early school-aged children in Nepal. <i>JAMA, </i>24, 2716-2723. doi: 10.1001/jama.2010.1861</p>     <p>Dewey, J. (2010). <i>Experi&ecirc;ncia e educa&ccedil;&atilde;o</i>. Petr&oacute;polis: Vozes. (Original published in 1971 &ndash; Companhia Editora Nacional).</p>     <!-- ref --><p>Ezeamana, A.E., Friedman, J.F., Acosta, L.P., Bellinger, D.C., Gretchen, C., Langdon, D.L. (2005). Helminth Infection and Cognitive Impairement among Filipino Children. <i>The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene,</i> 72, 540-548.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538566&pid=S1645-0086201600030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Flores-Mendoza, C.E. &amp; Nascimento, E. (2007). Condi&ccedil;&atilde;o cognitiva de crian&ccedil;as de zona rural. <i>Estudos de Psicologia, </i>24, 13-22. doi: 10.1590/S0103-166X2007000100002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538568&pid=S1645-0086201600030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Grippo, M.L.V.S. &amp; Fracolli, L.A. (2008). Avalia&ccedil;&atilde;o de uma cartilha educativa de promo&ccedil;&atilde;o ao cuidado da crian&ccedil;a a partir da percep&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia sobre temas de sa&uacute;de e cidadania. <i>Revista da Escola de Enfermagem &ndash; USP,</i> 42, 430-436. doi: 10.1590/S0080-62342008000300003</p>     <p>Gubert, F.A., Santos, A.C.L.A., Ara&uacute;jo, K., Pereira, D.C.R., Vieira, N.F.C. &amp; Pinheiro, P.N.C. (2009). Tecnologias educativas no contexto escolar: estrat&eacute;gia de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de em escola p&uacute;blica de Fortaleza &ndash; CE. <i>Revista Eletr&ocirc;nica de Enfermagem,</i> 11, 165-72, Retrieved in December 2013, from <a href="http://www.fen.ufg.br/revista/v11/n1/v11n1a21.htm" target="_blank">http://www.fen.ufg.br/revista/v11/n1/v11n1a21.htm</a></p>     <!-- ref --><p>Hamadani, J.D., Huda, S.N., Kathun, F. &amp; Grantham-McGregor, S.M. (2006). Psychosocial stimulation improves the development of undernourished children in rural Bangladesh. <i>Journal Of Nutrition</i>, 136, 2645-2652.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538571&pid=S1645-0086201600030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Joventino, E.S., Freitas, L.V., Rog&eacute;rio, R.F., Lima, T.M., Dias, L.M.B. &amp; Ximenes, L.B. (2008). Jogo da mem&oacute;ria como estrat&eacute;gia educativa para preven&ccedil;&atilde;o de enteroparasitoses. <i>Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste</i>, 10, 141-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538573&pid=S1645-0086201600030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Katz, N., Chaves, A. &amp; Pellegrino, J. A. (1972). Simple device for quantitative stool thick-smear technique in <i>Schistosomiasis mansoni</i>. <i>Revista do Instituto de Medicina Tropical de S&atilde;o Paulo</i>, 14, 397-400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538575&pid=S1645-0086201600030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lobato, L., Miranda, A., Faria, I.M., Bethony, J.M. &amp; Gazzinelli, M.F. (2012) Development of cognitive abilities of children infected with helminths through health education. <i>Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical</i>, 45, 514-519.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538577&pid=S1645-0086201600030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Melo, E.M., Ferraz, F.N. &amp; Aleixo, D.L. (2010). Import&acirc;ncia do estudo da preval&ecirc;ncia de parasitos intestinais de crian&ccedil;as em idade escolar. <i>SaBios: Revista de Sa&uacute;de e Biologia</i>, 5, 43-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538579&pid=S1645-0086201600030000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Noronha, C.V., Barreto, M.L., Silva, T.M. &amp; Souza, I.M. (1995). Uma concep&ccedil;&atilde;o popular sobre a esquistossomose mans&ocirc;nica: os modos de transmiss&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o na perspectiva de g&ecirc;nero. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 11, 106-117.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538581&pid=S1645-0086201600030000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Not L. (1991). <i>Ensinar e fazer aprender</i>. Rio Tinto: Edi&ccedil;&otilde;es ASA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538583&pid=S1645-0086201600030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>OMS (1991). <i>La educaci&oacute;n sanit&aacute;ria en la lucha contra la esquistosomiasis</i>. Serie de Informes T&eacute;cnicos 820. Organizaci&oacute;n Mundial de la Salud Genebra.</p>     <p>Orlandini, M.R., Matsumoto, L.S. (2010). Preval&ecirc;ncia de parasitoses intestinais em escolares. Retrieved in October 2013 from: <a href="http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1655-8.pdf" target="_blank">http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1655-8.pdf</a></p>     <p>Rebello, S., Monteiro, S. &amp; Vargas, E.P. (2001) Student views on drugs in the use of an educational game. <i>Interface &ndash; Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o</i>, 5, 75-88. doi: 10.1590/S1414-32832001000100006</p>     <p>Rubinstein, J., Dhoble, A. and Ferenchick, G. (2009). Puzzle based teaching versus traditional instruction in electrocardiogram interpretation for medical students &ndash; a pilot study. <i>BMC Medical Education</i>, 13, 9-4. doi: 10.1186/1472-6920-9-4</p>     <p>Toscani, N.V., Santos, A.J.D.S., Silva, L.L.M., Tonial, C.T., Chazan, M., Wiebbelling, A.M.P. &amp; Mezzari, A. (2007). Desenvolvimento e an&aacute;lise de jogo educativo para crian&ccedil;as visando &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as parasitol&oacute;gicas. <i>Interface &ndash; Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o</i>, 22, 281-94. doi: 10.1590/S1414-32832007000200008</p>     <!-- ref --><p>Uchoa, E., Barreto, S.M., Firmo, J.O., Guerra, H.L., Pimenta, F.G.Jr. &amp; Lima e Costa, M.F. (2000). The control of schistosomiasis in Brazil: an ethnoepidemiological study of the effectiveness of a community mobilization program for health education. <i>Social Science and Medicine</i>, 51, 1529-1541.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538590&pid=S1645-0086201600030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Vygotsky, L.S. (2009). <i>A constru&ccedil;&atilde;o do pensamento e da linguagem</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes. (Original published in 1984).&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Wajskop, G. (2007). <i>Brincar na pr&eacute;-escola</i>. S&atilde;o Paulo: Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538593&pid=S1645-0086201600030000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Walker, S.P., Wachs, T.D., Gardner, J.M., Lozoff, B., Wasserman, G.A., Pollitt, E., Carter, J.A. &amp; International Child Development Steering Group. (2007). Child development: risk factors for adverse outcomes in developing countries. <i>Lancet,</i> 369, 145-157. doi: 10.1016/S0140-6736(07)60076-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538595&pid=S1645-0086201600030000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Yuan, L., Manderson, L., Ren, M.Y., Li, G.P., Yu, D.B. &amp; Fang, J.C. (2005). School-based interventions to enhance knowledge and improve case management of schistosomiasis: a case study from Hunan, China. <i>Acta Tropica</i>, 96, 248-254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538596&pid=S1645-0086201600030000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Av. Alfredo Balena, 190, sala 508. Santa Efig&ecirc;nia. 30130-100. Telm.: +55 31 3409-9181 Fax: +31 55 31 3409-9846. Email:<a href="mailto:claudiapcmaia@gmail.com">claudiapcmaia@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 05 de Fevereiro de 2014/ Aceite em 10 de Outubro de 2016</p>      ]]></body><back>
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