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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relação entre depressão e qualidade de vida de adolescentes no contexto escolar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The study aimed to verify the relation between depression and quality of life (QOL) of adolescents in school context. Specifically, to know the prevalence of depressive symptomatology; to analyze the correlation of depression with quality of life and to compare groups with and without depressive symptomatology. We had the participation of 204 adolescents, between 12 and 18 years old (M = 14,99; SD = 1,92), mostly females (53,4%), from public schools of João Pessoa, Paraíba, which responded to the Children's Depression Inventory (CDI), the QV questionaire (Kidskreen-52) and a sociodemographic questionaire. Data were submitted to descriptive and inferential statistics. The results concerning the prevalence of depressive symptomatology shows the presence of 8,3 from the total sample. About the correlation between the domains of QOL and depressive prevalence, we noticed negative ones, the strongest being in emotional state, feelings and family/familiar environment domains. In relation of the comparative between adolescents with and without depressive symptomatology, we found statistically relevant differences in family/familiar environment and provocation/bullying. In the first domain, adolescents with no indication of depressive symptomatology showed higher averages in familiar interaction instead of the ones which demonstrated symptomatology, denoting better quality of family life. In provocation/bullying domain, people without depressive symptomatology had better averages, indicating the higher the social acceptance is, the lower the feeling of fear, rejection and anxiety towards your respective equals will be. Therefore, it is expected this study contributes for a wider comprehension about the relation between depression and QOL constructs in the adolescence's school context.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Rela&ccedil;&atilde;o entre depress&atilde;o e qualidade de vida de adolescentes no contexto escolar</b></p>     <p><b>Relation between depression and quality of life of adolescents in school context</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maria da Penha de Lima Coutinho<sup>1</sup>, Adriele Vieira Lima Pinto2, Jaqueline Gomes Cavalcanti<sup>3</sup>, Lidiane Silva de Ara&uacute;jo<sup>4</sup>, &amp; M&aacute;rcio de Lima Coutinho<sup>5</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Federal da Para&iacute;ba, Departamento de Psicologia/Centro de Ci&ecirc;ncias Humanas Letras e Artes. CEP: 58051-900, Jo&atilde;o Pessoa, Brasil. e-mail: <a href="mailto:mplcoutinho@gmail.com">mplcoutinho@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>2</sup>Adriele Vieira Lima Pinto, Universidade Federal da Para&iacute;ba, Departamento de Psicologia/Centro de Ci&ecirc;ncias Humanas Letras e Artes. Jo&atilde;o Pessoa, Brasil. e-mail: <a href="mailto:adri.vlp8@gmail.com">adri.vlp8@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>3</sup>Universidade Federal da Para&iacute;ba, Departamento de Psicologia/Centro de Ci&ecirc;ncias Humanas Letras e Artes. Jo&atilde;o Pessoa, Brasil, CEP: 58051-900, gomes. e-mail: <a href="mailto:jaqueline@gmail.com">jaqueline@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>4</sup>Universidade Federal da Para&iacute;ba, Departamento de Psicologia/Centro de Ci&ecirc;ncias Humanas Letras e Artes. Jo&atilde;o Pessoa, Brasil, CEP: 58051-900. e-mail: <a href="mailto:lidianearaujojp@gmail.com">lidianearaujojp@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>5</sup>Universidade Estadual da Para&iacute;ba, Centro de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e da Sa&uacute;de/Departamento de Psicologia, Campina Grande, Brasil, CEP: 58429-500. e-mail: <a href="mailto:coutinholmarcio@gmail.com">coutinholmarcio@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O estudo teve como objetivo principal verificar a rela&ccedil;&atilde;o entre depress&atilde;o e qualidade de vida (QV) de adolescentes no contexto escolar. Para tanto, foi necess&aacute;rio conhecer a preval&ecirc;ncia de sintomatologia depressiva, analisar a correla&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o com a qualidade de vida e comparar os grupos que apresentaram aus&ecirc;ncia e presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva. Participaram 204 adolescentes, com idades de 12 a 18 anos, (M= 14,99; <i>SD</i>= 1,92) maioria do sexo feminino (53,4%), de escolas p&uacute;blicas de Jo&atilde;o Pessoa-PB, os quais responderam ao Invent&aacute;rio de Depress&atilde;o Infantil (CDI), ao question&aacute;rio de QV (Kidskreen-52) e um question&aacute;rio sociodemográfico. Os dados foram submetidos a estat&iacute;sticas descritivas e inferenciais. Os resultados demonstraram que 8,3% dos adolescentes tinham indicativos de sintomatologia depressiva. As pontua&ccedil;&otilde;es do CDI foram negativas e significativamente correlacionadas com todos os dom&iacute;nios de QV, sendo que as correla&ccedil;&otilde;es mais fortes foram com os fatores: <i>estado emocional</i> (r=-0,54), <i>sentimentos </i>(r=-0,65) e <i>fam&iacute;lia e ambiente familiar</i> (r=-0,54). Quanto a compara&ccedil;&atilde;o dos grupos com aus&ecirc;ncia e presen&ccedil;a de sintomatologia, houve diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nos dom&iacute;nios, <i>fam&iacute;lia e ambiente familiar e, provoca&ccedil;&otilde;es/bullying. </i>O que confirma que a depress&atilde;o influencia negativamente a QV dos adolescentes.</p>     <p><b>Palavras chave</b><i>:</i> depress&atilde;o; sintomatologia depressiva; qualidade de vida; adolescentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The study aimed to verify the relation between depression and quality of life (QOL) of adolescents in school context. Specifically, to know the prevalence of depressive symptomatology; to analyze the correlation of depression with quality of life and to compare groups with and without depressive symptomatology. We had the participation of 204 adolescents, between 12 and 18 years old (M = 14,99; SD = 1,92), mostly females (53,4%), from public schools of Jo&atilde;o Pessoa, Para&iacute;ba, which responded to the Children's Depression Inventory (CDI), the QV questionaire (Kidskreen-52) and a sociodemographic questionaire. Data were submitted to descriptive and inferential statistics. The results concerning the prevalence of depressive symptomatology shows the presence of 8,3 from the total sample. About the correlation between the domains of QOL and depressive prevalence, we noticed negative ones, the strongest being in emotional state, feelings and family/familiar environment domains. In relation of the comparative between adolescents with and without depressive symptomatology, we found statistically relevant differences in family/familiar environment and provocation/bullying. In the first domain, adolescents with no indication of depressive symptomatology showed higher averages in familiar interaction instead of the ones which demonstrated symptomatology, denoting better quality of family life. In provocation/bullying domain, people without depressive symptomatology had better averages, indicating the higher the social acceptance is, the lower the feeling of fear, rejection and anxiety towards your respective equals will be. Therefore, it is expected this study contributes for a wider comprehension about the relation between depression and QOL constructs in the adolescence&rsquo;s school context.</p>     <p><b>Keywords</b><i>: </i>depression, depressive symptomatology, quality of life, adolescent.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Considerada um fen&ocirc;meno complexo e multidimensional, a depress&atilde;o afeta diretamente a sa&uacute;de mental, a qualidade de vida e a vida social do indiv&iacute;duo como um todo. Trata-se de um dos problemas de sa&uacute;de mais prevalentes em todo o mundo, acarretando isolamento social, constituindo fator de risco para suic&iacute;dios, al&eacute;m de ser respons&aacute;vel por n&uacute;mero crescente de afastamentos laborais (Braga &amp; Dell&rsquo;Aglio, 2013; Coutinho &amp; Vieira, 2010; Cruwys, Haslam, Dingle, Haslam &amp; Jetten, 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, a depress&atilde;o est&aacute; entre as doen&ccedil;as mais comuns, nocivas e que causam mais custos sociais atualmente (Bahls &amp; Bahls, 2003). O fen&ocirc;meno em tela pode acometer pessoas em qualquer fase da vida, no entanto, h&aacute; indicativos de aumento significativos desse transtorno durante a adolesc&ecirc;ncia e no in&iacute;cio da vida adulta, sendo mais comum no sexo feminino (Bahls &amp; Bahls, 2002; Dell&rsquo;Aglio &amp; Hutz, 2004; Gavin, Reisdorfer, Gherardi-Donato, Reis &amp; Zanetti, 2015).</p>     <p>Conforme apontado na pesquisa de Cardoso, Rodrigues e Vilar (2004), cerca de 11,2% do total de 570 adolescentes portugueses apresentaram &iacute;ndices significativos de sintomatologia depressiva, 7,02% dos quais eram do sexo feminino. Neste sentido, Bahls e Bahls (2003) destacam que a estimativa de depress&atilde;o maior em adolescentes (preval&ecirc;ncia-ano), pode variar de 3,3 a 12,4%, com predom&iacute;nio do sexo feminino. Corroborando esses estudos, no nordeste brasileiro, foram identificados &iacute;ndices de sintomatologia depressiva em torno de 11% em amostras infanto-juvenis (Coutinho, 2005; Coutinho, Carolino, &amp; Medeiros, 2008; Dami&atilde;o, Coutinho, Carolino &amp; Ribeiro, 2011).</p>     <p>De acordo com a literatura, os adolescentes com depress&atilde;o n&atilde;o apenas se queixam de tristeza, mas tamb&eacute;m apresentam mudan&ccedil;as de humor, culminando em crises frequentes de explos&atilde;o de raiva, que levam ao desgaste da sa&uacute;de f&iacute;sica e emocional, preju&iacute;zos no conv&iacute;vio social, na aprendizagem, e ideias e tentativas frequentes de suic&iacute;dio (Bahls &amp; Bahls, 2002; Coutinho &amp; Vieira, 2010; Silva, 2010; Minayo, 2005; 2006).</p>     <p>Nesta dire&ccedil;&atilde;o, constitui fator de risco com maior incid&ecirc;ncia de morte por suic&iacute;dio neste segmento, sendo associada, ainda, a alta comorbidade, transtornos de ansiedade, transtornos alimentares, abuso sexual, estressores sociais e conflitos familiares (Braga &amp; Dell&rsquo;Aglio, 2013; Coutinho &amp; Vieira, 2010).</p>     <p>Na adolesc&ecirc;ncia, a pessoa com depress&atilde;o &eacute; comumente representada como &agrave;quela que vivencia car&ecirc;ncia afetiva, a exemplo de n&atilde;o possuir amigos, sentimentos de rejei&ccedil;&atilde;o, solid&atilde;o, baixa autoestima, falta de amor, desvaloriza&ccedil;&atilde;o e isolamento social (Coutinho, 2005; Oliveira, Ribeiro, Ara&uacute;jo &amp; Coutinho, 2006; Ribeiro, Oliveira, Coutinho &amp; Ara&uacute;jo, 2007).</p>     <p>Associados a isso, estudos sugerem que a preval&ecirc;ncia da depress&atilde;o no contexto da adolesc&ecirc;ncia possui rela&ccedil;&atilde;o direta com fatores biopsicossociais, entre eles, destacam-se a socializa&ccedil;&atilde;o, apoio social e familiar, ocorr&ecirc;ncia de sintomas psicossom&aacute;ticos, aspectos ligados &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e ao bem-estar emocional, f&iacute;sico e psicol&oacute;gico (Arag&atilde;o, Coutinho, Ara&uacute;jo &amp; Castanha, 2009; Ara&uacute;jo, Costa &amp; Blank, 2009; Bahls &amp; Bhals, 2002; 2003; Schwan &amp; Ramires, 2011).</p>     <p>Alguns fatores de risco e de prote&ccedil;&atilde;o podem contribuir para aumentar ou diminuir a incid&ecirc;ncia da depress&atilde;o no contexto da adolesc&ecirc;ncia. A promo&ccedil;&atilde;o da autoestima, suporte social, coopera&ccedil;&atilde;o, autonomia, integra&ccedil;&atilde;o familiar-afetiva e auto efic&aacute;cia constituem fatores protetivos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a (Brasil, 2008). Por outro lado, dentre os fatores principais para o aumento da depress&atilde;o nesta popula&ccedil;&atilde;o, destacam-se a depress&atilde;o entre os pais, neglig&ecirc;ncia, uso de subst&acirc;ncias psicoativas e abuso sexual na inf&acirc;ncia (Bhals &amp; Bhals, 2002; Baptista, Baptista &amp; Dias, 2001).</p>     <p>Concomitantemente, essas condi&ccedil;&otilde;es propiciam experi&ecirc;ncias de vulnerabilidade, fazendo com que os adolescentes vivenciem transforma&ccedil;&otilde;es emocionais e comportamentais expressivas, podendo ocasionar mudan&ccedil;as na percep&ccedil;&atilde;o da sua qualidade de vida (QV) (Arag&atilde;o, Coutinho, Ara&uacute;jo &amp; Castanha, 2009; Dami&atilde;o, Coutinho, Carolino &amp; Ribeiro, 2011).</p>     <p>Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, &ldquo;qualidade de vida &eacute; a percep&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo sobre a sua posi&ccedil;&atilde;o na vida, no contexto da cultura e dos sistemas de valores nos quais ele vive e em rela&ccedil;&atilde;o a seus objetivos, expectativas, padr&otilde;es e preocupa&ccedil;&otilde;es&rdquo; (como citado em Fleck 2008, p.25). Neste sentido, a QV &eacute; um construto subjetivo que abrange diferentes perspectivas, o que evidencia a necessidade de explorar os diferentes fen&ocirc;menos que est&atilde;o interligados a ele (Gaspar, Matos, Pais-Ribeiro, Leal &amp; European KIDSCREEN Group, 2008; Gaspar, Matos, Ribeiro &amp; Leal, 2006; Moreira et al., 2014, Soares et al., 2011).</p>     <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, o conceito de qualidade de vida tem sido alvo de investiga&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas de ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de e sociais e, embora haja diferentes defini&ccedil;&otilde;es, existe um consenso de que se trata de conceito multidimensional, que inclui bem-estar (material, f&iacute;sico, social, emocional e produtivo) e satisfa&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rias &aacute;reas da vida (Almeida, Gutierrez &amp; Marques, 2012; Gaspar et al., 2006; Soares et al., 2011). Na &aacute;rea da sa&uacute;de, o interesse pelo conceito QV &eacute; relativamente recente e decorre, em parte, dos novos paradigmas que t&ecirc;m influenciado as pol&iacute;ticas e as pr&aacute;ticas nessa &aacute;rea de conhecimento (Pereira, Teixeira &amp; Santos, 2012). Os determinantes e condicionantes do processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a s&atilde;o multifatoriais e complexos; assim, sa&uacute;de e doen&ccedil;a configuram processos compreendidos como um&nbsp;<i>continuum</i>, relacionados aos aspectos econ&ocirc;micos, socioculturais, &agrave; experi&ecirc;ncia pessoal e estilos de vida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nessa perspectiva, a partir do estudo desenvolvido por Gaspar e colaboradores (2008) acerca da QV de crian&ccedil;as e adolescentes &eacute; poss&iacute;vel fomentar a&ccedil;&otilde;es preventivas no contexto da depress&atilde;o. Uma vez que a literatura aponta que esses construtos est&atilde;o correlacionados (Arag&atilde;o, Coutinho, Ara&uacute;jo &amp; Castanha, 2009, Gaspar, Matos, Ribeiro &amp; Leal, 2006; Moreira et al., 2014; Minayo, 2005).</p>     <p>No contexto da adolesc&ecirc;ncia, n&atilde;o h&aacute; uma defini&ccedil;&atilde;o harm&ocirc;nica e clara sobre a QV (Rajmil et al, 2004). N&atilde;o obstante, &eacute; consensual que o construto compreende diversos aspectos, como: f&iacute;sicos, psicol&oacute;gicos, mentais e funcionais do bem estar dos atores sociais (Ravens-Sieberer et al., 2005). Em compara&ccedil;&atilde;o aos estudos sobre a QV dos adultos, o grupo de adolescentes tem recebido escassa aten&ccedil;&atilde;o (Haraldstad, Christophersen, Eide, Nativg &amp; Helseth, 2011). Apesar desse grupo ser considerado uma popula&ccedil;&atilde;o vulner&aacute;vel, uma vez que vivencia uma fase sens&iacute;vel de transi&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento (Aberastury &amp; Knobel, 1988), compreende-se que a QV do jovem pode ser a base para seu bem estar na idade adulta (Bisegger et al., 2005).</p>     <p>Considerada um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o entre a inf&acirc;ncia e a vida adulta, a adolesc&ecirc;ncia demarca uma fase de impulsos no desenvolvimento f&iacute;sico, mental, emocional, sexual e social do indiv&iacute;duo, al&eacute;m de esfor&ccedil;os que s&atilde;o comumente investidos para alcan&ccedil;ar as expectativas culturais impostas pela sociedade em que vive (Davim et al., 2009; Schoen-Ferreira &amp; Aznar-Farias, 2010). Considerando essa realidade e as evid&ecirc;ncias de que dist&uacute;rbios psicol&oacute;gicos nesse per&iacute;odo se encontram relacionados &agrave; depress&atilde;o e problemas no ambiente familiar, social e escolar, ressalta-se a import&acirc;ncia de investiga&ccedil;&otilde;es que visem elucidar as condi&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas para que interven&ccedil;&otilde;es sejam mais efetivas na melhoria da QV desse segmento da popula&ccedil;&atilde;o (Coutinho, 2005; Bahls &amp; Bahls, 2002).</p>     <p>Neste direcionamento, tendo em vista que a QV do adolescente pode ser afetada por v&aacute;rios fatores &ndash; pessoais, familiares, socioecon&ocirc;micos, &eacute;tnicos e relacionais &ndash; (Gaspar, Matos, Ribeiro &amp; Leal, 2006), a depress&atilde;o emerge como vari&aacute;vel de interfer&ecirc;ncia importante na QV, assunto que d&aacute; sustenta&ccedil;&atilde;o ao presente artigo.</p>     <p>Portanto, o estudo em tela prop&ocirc;s verificar a rela&ccedil;&atilde;o entre depress&atilde;o e QV de adolescentes escolares. Utilizou-se de uma abordagem quantitativa com a finalidade de alcan&ccedil;ar a preval&ecirc;ncia da sintomatologia depressiva na amostra total de participantes, analisar a correla&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o com a QV, e comparar os grupos que apresentaram aus&ecirc;ncia e presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva, em fun&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es da QV.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A pesquisa contou com 204 estudantes, desses, 53,4% do sexo feminino, de escolas p&uacute;blicas que cursavam o Ensino Fundamental II (N= 76) ou o Ensino M&eacute;dio (N= 128) regular na cidade de Jo&atilde;o Pessoa, Para&iacute;ba, Brasil. Participaram da pesquisa alunos entre 12 a 18 anos de idade (M= 14,99; <i>SD</i>= 1,92) utilizou-se este crit&eacute;rio devido a classifica&ccedil;&atilde;o do Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente (ECA), que estabelece em seu artigo 2&ordm;, das disposi&ccedil;&otilde;es preliminares, a defini&ccedil;&atilde;o do inicio e o termino da adolesc&ecirc;ncia como o per&iacute;odo entre doze e dezoito anos de idade.</p>     <p><i>Material</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Question&aacute;rio sociodemográfico.</i> Este instrumento foi utilizado com o objetivo de se obter informa&ccedil;&otilde;es acerca dos participantes, compreendendo as vari&aacute;veis s&oacute;ciodemogr&aacute;ficas (idade, sexo, cor da pele, s&eacute;rie que estavam cursando...) para fins de criar um perfil dos adolescentes.</p>     <p><i>Question&aacute;rio KIDSCREEN-52</i> (dispon&iacute;vel na vers&atilde;o para crian&ccedil;as/adolescentes e na vers&atilde;o pais/tutores) avalia a QV relacionada &agrave; sa&uacute;de de crian&ccedil;as e adolescentes, composto por cinquenta e dois itens direcionados &agrave; percep&ccedil;&atilde;o de dez dimens&otilde;es: sa&uacute;de f&iacute;sica, sentimentos, estado de humor, autopercep&ccedil;&atilde;o, ambiente familiar, quest&otilde;es econ&ocirc;micas, amizades, tempo livre, ambiente escolar e <i>bullying</i>. Este question&aacute;rio foi desenvolvido atrav&eacute;s do projeto <i>Screening and Promotion for Health-Related Qua&shy;lity of Life in Children and Adolescents &ndash; A European Public Health Perspective</i>, nos anos de 2001-2004, com a participa&ccedil;&atilde;o de 13 pa&iacute;ses europeus. Guedes &amp; Guedes (2011) foram os respons&aacute;veis pela tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio &agrave; popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Para este artigo foi aplicada apenas a vers&atilde;o para crian&ccedil;as e adolescentes.</p>     <p><i>Invent&aacute;rio de depress&atilde;o infantil (CDI-20)</i> elaborado por Kovacs (1992) e adaptado &agrave; popula&ccedil;&atilde;o brasileira por Gouveia, Barbosa, Almeida e Gai&atilde;o (1995). Este instrumento &eacute; utilizado para o rastreamento da sintomatologia depressiva em crian&ccedil;as e adolescentes na faixa et&aacute;ria de sete a dezessete anos. Como ponto de corte para o indicativo de sintomatologia depressiva, utiliza-se a pontua&ccedil;&atilde;o igual ou superior a 17 pontos. O instrumento &eacute; composto por 20 itens que englobam tr&ecirc;s op&ccedil;&otilde;es de respostas contendo a seguinte pontua&ccedil;&atilde;o: a = 0 pontos; b = 1 ponto e c = 2 pontos.</p>     <p><i>Analise dos dados</i></p>     <p>Os instrumentos foram processados e analisados com o aux&iacute;lio do IBM <i>SPSS </i>(vers&atilde;o 21). Os dados do question&aacute;rio sociodemográfico por meio de estat&iacute;stica descritiva e, os demais instrumentos <i>Kidscreen-52</i> e o CDI por correla&ccedil;&otilde;es r-pearson. Por fim, foi realizado teste T-Student com o intuito de estabelecer uma compara&ccedil;&atilde;o entre o grupo com aus&ecirc;ncia e presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva, em fun&ccedil;&atilde;o dos fatores do instrumento de QV.</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Foram atendidos todos os preceitos &eacute;ticos preconizados pela Resolu&ccedil;&atilde;o 466/2012, do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa com Seres Humanos. Foram explicitados os objetivos pertinentes ao estudo, al&eacute;m de garantido o sigilo das respostas dadas pelos participantes. A aplica&ccedil;&atilde;o da pesquisa foi realizada de forma coletiva, nas depend&ecirc;ncias da institui&ccedil;&atilde;o escolar. Os adolescentes participaram da pesquisa ap&oacute;s a assinatura do termo de consentimento pelos pais e/ou respons&aacute;veis, e da sua autoriza&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da assinatura do termo de assentimento do menor.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>As propriedades psicom&eacute;tricas dos instrumentos adotados no estudo demonstraram escores satisfat&oacute;rios que corroboram estudos pr&eacute;vios. O Inventario de Depress&atilde;o Infantil (CDI), instrumento utilizado para avaliar a depress&atilde;o, apresentou uma consist&ecirc;ncia interna de &alpha; = 0,87, medida atrav&eacute;s do alpha de Cronbach. A m&eacute;dia encontrada na escala foi de 7,76 (<i>SD</i>=6,43), demonstrando resultados equivalentes aos obtidos nos estudos de Coutinho, Oliveira, Pereira e Santana (2014) e Gouveia, Barbosa, Almeida e Gai&atilde;o (1995).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <i>Kidscreen-52 </i>que avalia a QV de crian&ccedil;as e adolescentes apresentou uma m&eacute;dia de 181,35 (<i>SD</i>=35,38) os valores de consist&ecirc;ncia interna de cada dimens&atilde;o foram: sa&uacute;de e atividade f&iacute;sica (&alpha;=0,75); sentimentos (&alpha;=0,89); estado emocional (&alpha;=0,88); auto percep&ccedil;&atilde;o (&alpha;=0,67); autonomia e tempo livre (&alpha;=0,84); fam&iacute;lia/ambiente familiar (&alpha;=0,88); aspectos financeiros (&alpha;=0,66); amigos e apoio social (&alpha;=0,65); ambiente escolar (&alpha;=0,81) e; provoca&ccedil;&otilde;es/<i>bullying</i> (&alpha;=0,72). Esses valores de consist&ecirc;ncia interna corroboram estudos anteriores (Guedes &amp; Guedes, 2011; Gaspar, Matos, Ribeiro &amp; Leal, 2006).</p>     <p>A <a href="#t1">tabela 1</a> apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncias absolutas e percentuais do perfil sociodemográfico geral dos participantes (N=204) e, as frequ&ecirc;ncias absolutas e percentuais do grupo de adolescentes com sintomatologia depressiva (<i>n</i>=17), em fun&ccedil;&atilde;o da amostra geral.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a03t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A maior ocorr&ecirc;ncia de sintomatologia depressiva foi constitu&iacute;da pelo sexo feminino (<i>n</i>=11), ensino m&eacute;dio (<i>n</i>=10) e faixa et&aacute;ria de 16 a 18 anos (<i>n</i>=8). Dos 48 adolescentes da amostra geral que afirmaram repetir de ano, cerca de 6 pertenciam ao grupo de sintomatologia. Quanto aos relacionamentos com colegas e professores, de acordo a preval&ecirc;ncia de respostas (bem, razo&aacute;vel ou mal), cerca de 11 adolescentes classificaram como razo&aacute;vel sua rela&ccedil;&atilde;o com os demais colegas e, 9 classificaram como razo&aacute;vel sua rela&ccedil;&atilde;o com os professores. Na vari&aacute;vel <i>&ldquo;satisfa&ccedil;&atilde;o com o pr&oacute;prio corpo&rdquo;</i>, cerca de 13, dos 17 alunos com sintomatologia depressiva afirmaram n&atilde;o se sentirem satisfeitos com o seu corpo.</p>     <p><i>Correla&ccedil;&atilde;o entre CDI e Kidscreen-52</i></p>     <p>Na <a href ="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a03t2.jpg">tabela 2</a> s&atilde;o apresentadas as correla&ccedil;&otilde;es obtidas atrav&eacute;s do teste de Pearson, entre o CDI e os fatores de QV, <i>Kidscreen-52</i>. As pontua&ccedil;&otilde;es do CDI foram negativas e significativamente associadas com todos os dom&iacute;nios de QV, tendo sido observadas as correla&ccedil;&otilde;es mais fortes com os fatores: (3), (5) e (7) que correspondem respectivamente as percep&ccedil;&otilde;es dos adolescentes sobre seu <i>estado emocional</i>, <i>sentimentos</i> e <i>fam&iacute;lia/ambiente familiar</i>.</p>     
<p>Neste sentido, a correla&ccedil;&atilde;o do CDI com o dom&iacute;nio <i>estado emocional </i>(r=-0,54), indicou que quanto maior for a presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva no adolescente mais comprometido ser&aacute; seu bem-estar psicol&oacute;gico, inibindo os sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es como alegria, felicidade e boa disposi&ccedil;&atilde;o. A correla&ccedil;&atilde;o com o fator <i>sentimentos</i> (r=-0,65), indicou que quanto maior for a presen&ccedil;a de sentimentos depressivos, como solid&atilde;o e tristeza, menor ser&aacute; a disposi&ccedil;&atilde;o para emo&ccedil;&otilde;es e sentimentos positivos. A correla&ccedil;&atilde;o com o dom&iacute;nio <i>fam&iacute;lia/ ambiente familiar </i>(r=-0,54), indicou que quanto menor for o suporte familiar afetivo do adolescente, maoires ser&atilde;o as chances dele ser acometido pela depress&atilde;o.</p>     <p>Neste mesmo sentido, os resultados da <a href="#t3">tabela 3</a> demonstraram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, quanto ao grupo com aus&ecirc;ncia de sintomatologia depressiva em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dimens&atilde;o <i>fam&iacute;lia/ambiente familiar</i> [t(199) = 0,03; p&lt; 0,05]. Os adolescentes que n&atilde;o apresentaram indicativos de sintomatologia depressiva tiveram maiores m&eacute;dias nesse fator, o que indica que este grupo tende a apresentar melhor qualidade nas intera&ccedil;&otilde;es familiares em detrimento dos que apresentam sintomatologia depressiva.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a03t3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Outro fator da QV que se diferenciou significativamente entre o grupo de adolescentes com aus&ecirc;ncia e presen&ccedil;a de sintomatologia foi <i>provoca&ccedil;&otilde;es/bullyinig</i> [t(201) = 0,002; p&lt; 0,01]. Nesta dimens&atilde;o, os adolescentes com aus&ecirc;ncia de sintomatologia depressiva pontuaram maiores m&eacute;dias, o que indica que quanto maior a aceita&ccedil;&atilde;o social, menor ser&aacute; o sentimento de medo, rejei&ccedil;&atilde;o e ansiedade em dire&ccedil;&atilde;o aos pares.</p>     <p>Por outro lado, as demais dimens&otilde;es do construto qualidade de vida: <i>sa&uacute;de e atividade f&iacute;sica</i> [t(201) = 0,49; p &gt; 0,05], <i>sentimentos</i> [t(200) = 0,21; p &gt; 0,05]; <i>estado emocional</i>[t(200) = 0,44; p &gt; 0,05]; <i>auto percep&ccedil;&atilde;o</i> [t(197) = 0,85; p &gt; 0,05], <i>autonomia e tempo livre</i> [t(195) = 0,35; p &gt; 0,05]; <i>aspectos financeiros</i> [t(197) = 0,77; p &gt; 0,05] e <i>ambiente escolar</i> [t(201) = 0,35; p &gt; 0,05], n&atilde;o apresentaram diferen&ccedil;as significativas entre os grupos em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de sintomatologia da depress&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>Os resultados corroboram de uma forma geral a evid&ecirc;ncia cientifica sobre o impacto negativo da depress&atilde;o na QV dos adolescentes. Neste sentido, os achados apontam para o &iacute;ndice de preval&ecirc;ncia de sintomatologia depressiva mais acentuada no sexo feminino, o qual &eacute; recorrente no &acirc;mbito da literatura (Arag&atilde;o, Coutinho, Ara&uacute;jo &amp; Castanha, 2009; Bahls &amp; Bahls, 2003; Braga &amp; Dell&rsquo;Aglio, 2013; Coutinho, 2005; Dell&rsquo;Aglio &amp; Hutz, 2004). Esses autores destacam a diferen&ccedil;a entre a manifesta&ccedil;&atilde;o depressiva de adolescentes do sexo feminino e masculino, indicando que as meninas tendem a apresentar sintomas mais subjetivos (des&acirc;nimo, raiva, solid&atilde;o, ang&uacute;stia), mais preocupa&ccedil;&atilde;o com a popularidade, menos satisfa&ccedil;&atilde;o com o corpo e baixa autoestima. Enquanto que os meninos apresentam mais problemas de conduta, abuso de subst&acirc;ncias e sentimentos de repulsa e desconsidera&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A depress&atilde;o, avaliada atrav&eacute;s do Invent&aacute;rio de Depress&atilde;o Infantil (CDI), apresentou correla&ccedil;&otilde;es negativas e estatisticamente significativas, com todos os dom&iacute;nios de QV: <i>sa&uacute;de f&iacute;sica, sentimentos, estado de humor, autopercep&ccedil;&atilde;o, ambiente familiar, quest&otilde;es econ&ocirc;micas, amizades, tempo livre, ambiente escolar e bullying</i>. Sendo os mais afetados: <i>estado emocional</i>, <i>sentimentos</i> e <i>fam&iacute;lia/ambiente familiar</i>.</p>     <p>De fato, tais resultados confirmam os direcionamentos de alguns autores que preconizam que os adolescentes acometidos da depress&atilde;o apresentam diminui&ccedil;&atilde;o significativa do seu bem-estar f&iacute;sico, psicol&oacute;gico, menos suporte familiar afetivo, mais sentimentos de solid&atilde;o, ang&uacute;stia, desesperan&ccedil;a e tristeza (Bahls &amp; Bahls, 2002; Coutinho, 2005; Gaspar, Matos, Ribeiro &amp; Leal, 2006).</p>     <p>No aspecto <i>fam&iacute;lia/ambiente familiar</i>, em conson&acirc;ncia, Reppold e Hutz (2003) demonstraram que todos os adolescentes que apresentaram escores indicativos de prov&aacute;vel diagn&oacute;stico de depress&atilde;o referiram-se &agrave; baixa responsividade parental. Esse resultado indica que a disponibilidade familiar influencia a autopercep&ccedil;&atilde;o do adolescente e as formas de enfrentamento das situa&ccedil;&otilde;es estressantes, repercutindo diretamente sobre o desenvolvimento dos transtornos afetivos. Em contrapartida, Baptista, Baptista e Dias (2001) apontam que o comprometimento da QV e bem-estar subjetivo dos pais debilita o sistema de suporte familiar, afetando negativamente a qualidade afetiva dos relacionamentos familiares com os adolescentes.</p>     <p>Semelhante resultado se deu na compara&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias dos grupos de adolescentes com aus&ecirc;ncia e presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva em fun&ccedil;&atilde;o dos dom&iacute;nios da QV. Diferen&ccedil;as estatisticamente significativa foram encontradas no grupo com aus&ecirc;ncia de sintomatologia depressiva em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dimens&atilde;o <i>fam&iacute;lia/ambiente familiar</i>, indicando que este grupo apresenta melhor qualidade nas intera&ccedil;&otilde;es familiares em detrimento do grupo com sintomatologia depressiva.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro dom&iacute;nio que apresentou diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nos grupos de adolescentes, foi <i>provoca&ccedil;&otilde;es/bullying</i>, indicando maiores m&eacute;dias entre os adolescentes que n&atilde;o apresentaram sintomatologia depressiva. Este achado sugere que o adolescente com sintomatologia depressiva tem mais contato com esse tipo de viol&ecirc;ncia, vivenciando mais sentimento de rejei&ccedil;&atilde;o, medo, raiva e ansiedade em rela&ccedil;&atilde;o a seus pares.</p>     <p>De acordo com Silva (2010), a sintomatologia depressiva est&aacute; presente nas consequ&ecirc;ncias que o <i>bullying</i> acarreta &agrave;s v&iacute;timas, bem como &agrave;quelas que assistem &agrave; viol&ecirc;ncia e o pr&oacute;prio agressor. Al&eacute;m disso, compreende-se que um ambiente escolar com forte presen&ccedil;a da viol&ecirc;ncia provoca tens&atilde;o nos escolares, por conseguinte desgaste da sa&uacute;de f&iacute;sica e emocional, preju&iacute;zos no conv&iacute;vio social e na aprendizagem (Bandeira &amp; Hutz, 2012; Calbo et al., 2009; Malta et al., 2010; Minayo, 2006).</p>     <p>Apesar dos demais fatores de QV n&atilde;o apresentaram diferen&ccedil;as significativas em fun&ccedil;&atilde;o da aus&ecirc;ncia ou presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva (<i>sa&uacute;de e atividade f&iacute;sica</i>, <i>sentimentos,</i><i>estado emocional,</i><i>auto percep&ccedil;&atilde;o,</i><i>autonomia e tempo livre, aspectos financeiros</i> e <i>ambiente escolar</i>), estudos apontam para implica&ccedil;&otilde;es negativas na QV geral dos adolescentes, em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a da sintomatologia depressiva (Arag&atilde;o, Coutinho, Ara&uacute;jo &amp; Castanha, 2009; Cardoso, Rodrigues &amp; Vilar, 2004; Ribeiro, Oliveira, Coutinho &amp; Ara&uacute;jo, 2007).</p>     <p>No tocante, entende-se que o pr&oacute;prio conceito de QV abarca diferentes perspectivas e possui significado subjetivo. Neste sentido, outros estudos dever&atilde;o ser realizados, utilizando abordagem multim&eacute;todos, levando em considera&ccedil;&atilde;o amostras mais amplas e sua rela&ccedil;&atilde;o com demais construtos.</p>     <p>Por fim, espera-se que o estudo tenha contribu&iacute;do para a compreens&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre depress&atilde;o e QV no contexto da adolesc&ecirc;ncia, e de igual modo ter fornecido informa&ccedil;&otilde;es pertinentes para elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas nas &aacute;reas social e da sa&uacute;de.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>Este estudo faz parte de um projeto maior, financiado pelo CNPq, que vem sendo desenvolvido pelo N&uacute;cleo de Pesquisa &ndash; Aspectos Psicossociais de Preven&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de Coletiva (NPASPPSC) da UFPB.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Aberastury, A., &amp; Knobel, M. (1988). <i>Adolesc&ecirc;ncia Normal.</i> Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538707&pid=S1645-0086201600030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Almeida, M. A. B., Gutierrez, G. L., &amp; Marques, R. (2012). <i>Qualidade de vida: defini&ccedil;&atilde;o, conceitos e interfaces com outras &aacute;reas, de pesquisa. </i>S&atilde;o Paulo: Escola de Artes, Ci&ecirc;ncias e Humanidades &ndash; EACH/USP.</p>     <!-- ref --><p>Arag&atilde;o, T. A., Coutinho, M. P. L., Ara&uacute;jo, L. F. &amp; Castanha, A. R. (2009). Uma perspectiva psicossocial da sintomatologia depressiva na adolesc&ecirc;ncia. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i>, <i>14</i>(2), 395-405.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538710&pid=S1645-0086201600030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ara&uacute;jo, E. D. S., Costa, A. J. S., &amp; Blank, N. (2009). Aspectos psicossociais de adolescentes de escolas p&uacute;blicas de Florian&oacute;polis/SC.&nbsp;<i>Revista brasileira de crescimento e desenvolvimento humano</i>,&nbsp;<i>19</i>(2), 219-225. Retirado de <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010412822009000200003&amp;lng=pt&amp;tlng=pt" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010412822009000200003&amp;lng=pt&amp;tlng=pt</a></p>     <!-- ref --><p>Bahls, S. C., &amp; Bahls, F. R. C. (2002). Depress&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia: caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas. <i>Intera&ccedil;&atilde;o em Psicologia, 6</i>(1), 49-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538713&pid=S1645-0086201600030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bahls, S. C., &amp; Bahls, F. R. C. (2003). Psicoterapias da depress&atilde;o na inf&acirc;ncia e na adolesc&ecirc;ncia. <i>Revista estudos de Psicologia, 20</i>(2), 25-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538715&pid=S1645-0086201600030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2003000200003" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2003000200003</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Baptista, M. N., Baptista, A. S. D., &amp; DIAS, R. R. (2001). Estrutura e suporte familiar como fatores de risco na depress&atilde;o de adolescentes.<i>&nbsp;</i><i>Psicologia Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o.</i>&nbsp;[online], <i>21</i>(2), 52-61. Doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98932001000200007" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98932001000200007</a>.&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>Bisegger C., Cloetta B., von Rueden, U., Abel T., Ravens-Sieberer, U., &amp; European Kidscreen Group (2005). Health-related quality of life: gender differences in childhood and adolescence. <i>Sozial-und Praventivmedizin</i><i>, 50</i>(5), 281-291. Recuperado em 25 de mar&ccedil;o de 2016, de &nbsp;<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16300172" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16300172</a>. doi: 10.1007/s00038-005-4094-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538718&pid=S1645-0086201600030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Braga, L. L., &amp; Dell&rsquo;Aglio, D. D. (2013). Suic&iacute;dio na adolesc&ecirc;ncia: fatores de risco, depress&atilde;o e g&ecirc;nero. <i>Contextos Cl&iacute;nicos, 6</i>(1), 2-14. doi: 10.4013/ctc.2013.61.01</p>     <!-- ref --><p>Brasil (2008). <i>Diretrizes assistenciais para a sa&uacute;de mental na sa&uacute;de suplementar.</i> Ag&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de Suplementar. Rio de Janeiro: ANS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538720&pid=S1645-0086201600030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Calbo, A. S., Busnello, F. B., Rigoli, M. M., Shaefer, L. S. &amp; Kristensen, C. H. (2009). Bullying na escola: comportamento agressivo, vitimiza&ccedil;&atilde;o e conduta pr&oacute;-social entre pares. <i>Contextos Clinicos</i>, 2(2), 73-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538722&pid=S1645-0086201600030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Retirado de:&nbsp;<a href="http://docplayer.com.br/8242540-Bullying-na-escola-comportamento-agressivo vitimizacao-e-conduta-pro-social-entre-pares.html" target="_blank">http://docplayer.com.br/8242540-Bullying-na-escola-comportamento-agressivo vitimizacao-e-conduta-pro-social-entre-pares.html</a></p>     <!-- ref --><p>Cardoso, P., Rodrigues, C., &amp; Vilar, A. (2004). Preval&ecirc;ncia de sintomas depressivos em adolescentes portugueses. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 4</i>(22), 667-675. Retirado de:&nbsp;<a href="http://publicacoes.ispa.pt/index.php/ap/article/view/264/pdf" target="_blank">http://publicacoes.ispa.pt/index.php/ap/article/view/264/pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538724&pid=S1645-0086201600030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Coutinho, M. P. L. &amp; Vieira, K. F. L. (2010). Depress&atilde;o e comportamento suicida: reflex&otilde;es psicossociais acerca da interliga&ccedil;&atilde;o entre os fen&ocirc;menos. In V.L.R. Luna &amp; Z.A. Nascimento (Org.). Desafios da Psicologia Contempor&acirc;nea. Jo&atilde;o Pessoa: Editora Universit&aacute;ria da UFPB.</p>     <!-- ref --><p>Coutinho, M. P. L. (2005). <i>Depress&atilde;o infantil e representa&ccedil;&atilde;o social. </i>Jo&atilde;o Pessoa: Ed. Universit&aacute;ria UFPB.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538726&pid=S1645-0086201600030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Coutinho, M. P. L., Carolino, Z. C. G., &amp; Medeiros, E. D. (2008). Invent&aacute;rio de Depress&atilde;o Infantil (CDI): evid&ecirc;ncias de validade de constructo e consist&ecirc;ncia interna.&nbsp;<i>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica</i>,&nbsp;<i>7</i>(3), 291-300. Retirado de <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S167704712008000300004&amp;lng=pt&amp;tlng=pt" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S167704712008000300004&amp;lng=pt&amp;tlng=pt</a>.</p>     <!-- ref --><p>Coutinho, M. P. L., Oliveira, M. X., Pereira, D. R., &amp; Santana, I. O. (2014). Indicadores psicom&eacute;tricos do Invent&aacute;rio de Depress&atilde;o Infantil em amostra infanto-juvenil. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica, 13</i>(2), 269-276. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S167704712014000200014&amp;lng=pt&amp;tlng=pt" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S167704712014000200014&amp;lng=pt&amp;tlng=pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538729&pid=S1645-0086201600030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Cruwys, T., Haslam, S. A., Dingle, G. A., Haslam, C. &amp; Jetten, J. (2014). Depression and social identity: an integrative review. <i>Personality and Social Psychology Review, 18</i>(3) 215&ndash;238.</p>     <!-- ref --><p>Dami&atilde;o, N. F., Coutinho, M. P. L, Carolino, Z. C. G. &amp; Ribeiro, K. C. S. (2011). Representa&ccedil;&otilde;es sociais da depress&atilde;o no ensino m&eacute;dio: um estudo sobre duas capitais. <i>Psicologia &amp; Sociedade, 23</i> (1), 114-124. doi:10.1590/S0102-71822011000100013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538732&pid=S1645-0086201600030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Davim, R. M. B., Germano, R. M., Menezes, R. M. V., &amp; Carlos, D. J. D. (2009). Adolescente/adolesc&ecirc;ncia: revis&atilde;o te&oacute;rica sobre uma fase cr&iacute;tica da vida. <i>Revista Rene, 10</i>(2), 131-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538733&pid=S1645-0086201600030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Retirado de: <a href="http://www.revistarene.ufc.br/vol10n2_pdf/a15v10n2.pdf" target="_blank">http://www.revistarene.ufc.br/vol10n2_pdf/a15v10n2.pdf</a></p>     <p>Dell&rsquo;Aglio, D. D., &amp; Hutz, C. S. (2004). Depress&atilde;o e desempenho escolar em crian&ccedil;as e adolescentes. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica</i>, <i>17</i>(3), 341-350. Retirado de: <a href="http://www.scielo.br/pdf/prc/v17n3/a08v17n3.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/prc/v17n3/a08v17n3.pdf</a></p>     <p>Fleck, M. P. A. (2008). Problemas conceituais em qualidade de vida. In M. P. A. Fleck (Org.). <i>A avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida: guia para profissionais da sa&uacute;de</i> (pp. 19-28). Porto Alegre: Artmed.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gaspar, T., Matos, M. G., Ribeiro, J. L. P., &amp; Leal, I. (2006). Qualidade de vida e bem-estar em crian&ccedil;as e adolescentes. <i>Revista Brasileira de Terapias Cognitivas</i>, <i>2</i>(2), 47-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538737&pid=S1645-0086201600030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Retirado de: <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1808-56872006000200005&amp;lng=pt&amp;tlng=pt" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1808-56872006000200005&amp;lng=pt&amp;tlng=pt</a>.</p>     <!-- ref --><p>Gaspar, T., Matos, M. G., Ribeiro, J. L. P., &amp; Leal, I. (2006). Qualidade de vida e bem-estar em crian&ccedil;as e adolescentes. <i>Revista Brasileira de Terapias Cognitivas</i>, <i>2</i>(2), 47-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538739&pid=S1645-0086201600030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Retirado de:&nbsp;<a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S180856872006000200005&amp;lng=pt&amp;tlng=pt" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S180856872006000200005&amp;lng=pt&amp;tlng=pt</a></p>     <!-- ref --><p>Gavin, R., Reisdorfer, E., Gherardi-Donato, E., Reis, L., &amp; Zanetti, A. (2015). Associa&ccedil;&atilde;o entre depress&atilde;o, estresse, ansiedade e uso de &aacute;lcool entre servidores p&uacute;blicos.&nbsp;<i>SMAD. Revista Eletr&ocirc;nica Sa&uacute;de Mental &Aacute;lcool e Drogas (Edi&ccedil;&atilde;o em Portugu&ecirc;s), 11</i>(1), 2-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538741&pid=S1645-0086201600030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> doi: <a href="http://dx.doi.org/10.11606/issn.1806-6976.v11i1p2-9" target="_blank">http://dx.doi.org/10.11606/issn.1806-6976.v11i1p2-9</a></p>     <p>Gouveia, V. V.,&nbsp;Barbosa, G. A., Almeida, H. J. F., &amp; Gai&atilde;o, A. A. (1995). Invent&aacute;rio de depress&atilde;o infantil - CDI: estudo de adapta&ccedil;&atilde;o com escolares de Jo&atilde;o Pessoa.&nbsp;<i>Jornal Brasileiro de Psiquiatria</i><i>, 44</i>(7), 345-349. Retirado de:&nbsp;<a href="http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;src=google&amp;base=ADOLEC&amp;lang=p&amp;nextAction=lnk&amp;exprSearch=306943&amp;indexSearch=ID" target="_blank">http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;src=google&amp;base=ADOLEC&amp;lang=p&amp;nextAction=lnk&amp;exprSearch=306943&amp;indexSearch=ID</a></p>     <!-- ref --><p>Guedes, D. P., &amp; Guedes, J. E. R. P. (2011). Tradu&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o transcultural e propriedades psicom&eacute;tricas do Kidscreen-52 para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira. <i>Revista Paulista de Pediatria, 29</i>(3), 364-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538744&pid=S1645-0086201600030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=406038938010" target="_blank">http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=406038938010</a></p>     <p>Haraldstad, K., Christophersen, K.-A., Eide, H., Nativg, G. K. and Helseth, S. (2011), Predictors of health-related quality of life in a sample of children and adolescents: a school survey. <i>Journal of Clinical Nursing, 20,</i> 3048&ndash;3056. doi: 10.1111/j.1365-2702.2010.03693.x.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kovacs, M. (1992).&nbsp;<i>Children's Depression Inventory Manual</i>. Los Angeles: Western&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538747&pid=S1645-0086201600030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Malta, C. D., Silva, M. A. I., Mello, F. C. M., Monteiro, R. A., Sardinha, L. M. V., Crespo, C., Carvalho, M. G. O., Silva, M. M. A., &amp; Porto, D. L. (2010). Bullying in Brazilian schools: results from the National School-based Health Survey (PeNSE), 2009.<i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i>,&nbsp;<i>15</i>(Suppl. 2), 3065-3076.&nbsp;Doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232010000800011" target="_blank">https://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232010000800011</a></p>     <p>Minayo, M. C. S. (2005). Relaciones entre procesos sociales, violencia y calidad de</p>     <!-- ref --><p>Minayo, M. C. S. (2006). <i>Viol&ecirc;ncia e sa&uacute;de.</i> Rio de Janeiro: Editora Fiocruz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538750&pid=S1645-0086201600030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moreira, R. M., Boery, E. N., Oliveira, D. C., Sales, Z. N., Boery, R. N. S. O., Teixeira, J. R. B., Ribeiro, I. J. S., &amp; Mussi, F. C. (2015). Representa&ccedil;&otilde;es Sociais de adolescentes sobre qualidade de vida: um estudo de base estrutural.&nbsp;<i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i>,&nbsp;<i>20</i>(1), 49-56. Doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1590/1413-81232014201.20342013" target="_blank">https://dx.doi.org/10.1590/1413-81232014201.20342013</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538752&pid=S1645-0086201600030000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oliveira, J. S. C., Ribeiro K. C. S., Ara&uacute;jo, L. F., &amp; Coutinho, M. P. L. (2006). Representa&ccedil;&otilde;es sociais da depress&atilde;o elaboradas por crian&ccedil;as com sintomatologia depressiva. <i>Mudan&ccedil;as Psicologia da Sa&uacute;de, 14</i> (2), 160-170. Doi:&nbsp;10.15603/2176-1019/mud.v14n2p160-170&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538753&pid=S1645-0086201600030000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Pereira, E. F., Teixeira, C. S., &amp; Santos, A. (2012). Qualidade de vida: abordagens, conceitos e avalia&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte</i>,&nbsp;<i>26</i>(2), 241-250.&nbsp;doi:10.1590/S1807-55092012000200007Psychological Services.</p>     <!-- ref --><p>Rajmil, L.; Herdman, M.; Sanmamed, M.; Detmar, S.; Bruil, J.; Ravens - Sieberer, U.; Bollinger, M.; Simeoni, M.; Auquier, P., &amp; the KIDSCREEN group (2004). 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