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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Several researches on sexual health have been developed along the last past years and young people have been privileged in those studies. However knowledge about the behavior of college students concerning this solid matter in Portugal, insufficient. That´s why we developed the present study aiming to identify health determinants and risk profile among these young people, related to sexual behavior. It was developed a descriptive-correlational study using a sample of 272 male students (40, 5%) and 400 female students (59, 5%) stratified by graduation and school, in 672 students. Most of the students (86%) it has sexual activity and within these the majority were male (93%) with high significant differences of proportions (p<0,001). More than a half (58%) began sexual activity in an unplanned way and 41% had it planned. Condom is the most used method (60, 3%), 62% of the boys declared not to use any kind of contraceptive method (p<0,001) ?ere is a highly significant association between the number of sexual partners and the use of contraceptive methods (p=0,001) and also between the greater number of sexual partners and the use of condom used as the only method or in association with contraceptive pills. 40% of the girls referred that &#8220;once&#8221; they were afraid of getting pregnant and 17,5% referred that they were afraid &#8220;more than once&#8221; and from these, 60% used the emergency contraception in the past 12 months. It is concluded that information about the risks involved in sexual behavior should be, in this group, a priority for action.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Comportamento Sexual]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Higher Education Students]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Comportamento sexual e estudantes do ensino superior</b></p>     <p><b>Sexual behavior and students of higher education</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maria Helena Pimentel<sup>1</sup>, Leonel S&atilde;o Rom&atilde;o Preto<sup>2</sup>, Maria Jos&eacute; Gon&ccedil;alves Alves<sup> 3</sup>, &amp; Ana Margarida P. C. Monteiro<sup>4</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a, Escola Superior de Sa&uacute;de, Departamento de Enfermagem. e-mail: <a href="mailto:hpimentel@ipb.pt">hpimentel@ipb.pt</a>;</p>     <p><sup>2</sup>Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a, Escola Superior de Sa&uacute;de, Departamento de Enfermagem. e-mail: <a href="mailto:leonelpreto@ipb.pt">leonelpreto@ipb.pt</a>;</p>     <p><sup>3</sup>Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a, Escola Superior de Sa&uacute;de, Departamento de Enfermagem. e-mail: <a href="mailto:anamargaridamonteiro44@gmail.com">anamargaridamonteiro44@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>4</sup>Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a, Escola Superior de Sa&uacute;de, Departamento de Tecnologias de Diagn&oacute;stico e Terap&ecirc;utica. e-mail: <a href="mailto:maria.alves@ipb.pt">maria.alves@ipb.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Nos &uacute;ltimos anos surgiram v&aacute;rias investiga&ccedil;&otilde;es relacionadas com a sexualidade e o grupo dos jovens tem sido privilegiado. Contudo o conhecimento sobre o comportamento dos estudantes do Ensino Superior relativos a esta mat&eacute;ria cont&iacute;nua, em Portugal, insuficiente. Neste contexto surge o interesse pela presente investiga&ccedil;&atilde;o enquadrada na identifica&ccedil;&atilde;o de determinantes de sa&uacute;de e perfis de risco destes jovens, relacionados com o comportamento sexual. Desenvolveu-se um estudo descritivo-correlacional por question&aacute;rio a uma amostra estratificada proporcional por curso e escola que integra 272 alunos do sexo masculino (40,5%) e 400 do feminino (59,5%), totalizando 672. A grande maioria &eacute; sexualmente ativo (86%) com predom&iacute;nio do sexo masculino (93%) e com diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas significativas (<i>p</i>&lt;0,001), mais de metade (58%) iniciou a atividade sexual de forma imprevista e 41% de forma planeada. O preservativo &eacute; o contracetivo mais utilizado (60,3%) por&eacute;m 62% dos rapazes declaram n&atilde;o usar qualquer m&eacute;todo contracetivo (<i>p</i>&lt;0,001). Constatou-se uma associa&ccedil;&atilde;o significativa entre o maior n&uacute;mero de parceiros sexuais e o uso de contrace&ccedil;&atilde;o (<i>p</i>=0,001) e, por sua vez, entre o maior n&uacute;mero de parceiros sexuais e o uso isolado do preservativo ou associado &agrave; p&iacute;lula (<i>p</i>&lt;0,001). 40% das jovens afirmam ter sentido receio de engravidar &ldquo;uma vez&rdquo; e 17,5% &ldquo;mais do que uma vez&rdquo;, das quais 60% recorreram nos &uacute;ltimos 12 meses &agrave; contrace&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia. Conclui-se que a informa&ccedil;&atilde;o sobre os riscos inerentes &agrave;s condutas sexuais dever&aacute; constituir-se, neste grupo, uma prioridade de a&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Comportamento Sexual; Estudantes do Ensino Superior</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Several researches on sexual health have been developed along the last past years and young people have been privileged in those studies. However knowledge about the behavior of college students concerning this solid matter in Portugal, insufficient. That&acute;s why we developed the present study aiming to identify health determinants and risk profile among these young people, related to sexual behavior.</p>     <p>It was developed a descriptive-correlational study using a sample of 272 male students (40, 5%) and 400 female students (59, 5%) stratified by graduation and school, in 672 students.</p>     <p>Most of the students (86%) it has sexual activity and within these the majority were male (93%) with high significant differences of proportions (p&lt;0,001). More than a half (58%) began sexual activity in an unplanned way and 41% had it planned. Condom is the most used method (60, 3%), 62% of the boys declared not to use any kind of contraceptive method (p&lt;0,001) ?ere is a highly significant association between the number of sexual partners and the use of contraceptive methods (p=0,001) and also between the greater number of sexual partners and the use of condom used as the only method or in association with contraceptive pills. 40% of the girls referred that &ldquo;once&rdquo; they were afraid of getting pregnant and 17,5% referred that they were afraid &ldquo;more than once&rdquo; and from these, 60% used the emergency contraception in the past 12 months. It is concluded that information about the risks involved in sexual behavior should be, in this group, a priority for action.</p>     <p><b>Key words</b><i>: </i>Sexual Behavior; Higher Education Students</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O comportamento sexual &eacute; uma &aacute;rea potencial de risco para os jovens devido &agrave; inicia&ccedil;&atilde;o sexual precoce, muitas vezes, sem a necess&aacute;ria pondera&ccedil;&atilde;o das consequ&ecirc;ncias poss&iacute;veis, como contrair doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis ou gravidezes indesejadas. Esta quest&atilde;o prende-se com padr&otilde;es de atividade sexual t&iacute;picos deste grupo, desde logo, o ser sexualmente ativo, o uso irregular do preservativo, a dura&ccedil;&atilde;o dos relacionamentos e a pr&aacute;tica de rela&ccedil;&otilde;es sexuais desprotegidas com m&uacute;ltiplos parceiros (Jackson, 2005; Ferreira &amp; Cabral, 2010; Silva et al., 2012; UNAIDS, 2013; Matos <i>et al</i>., 2014).</p>     <p>O primeiro per&iacute;odo de discuss&atilde;o sobre educa&ccedil;&atilde;o sexual, em Portugal, remonta aos anos de 1960, envolvendo intensos conflitos ideol&oacute;gicos, diretamente relacionados com a igreja cat&oacute;lica. Foi uma &eacute;poca de rutura em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia e &agrave; moral puritana vigente, protagonizada pelos movimentos juvenis e estudantis e pelos movimentos feministas, face &agrave;s estruturas do poder pol&iacute;tico e ideol&oacute;gico dominante. Mais tarde, na d&eacute;cada de 1970 foi criada uma comiss&atilde;o de estudo sobre sexualidade e educa&ccedil;&atilde;o que tinha o duplo objetivo de, por um lado, reunir informa&ccedil;&otilde;es acerca do problema e, por outro, propor recomenda&ccedil;&otilde;es adequadas com incid&ecirc;ncia em v&aacute;rios dom&iacute;nios, orienta&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de educadores, revis&atilde;o dos programas escolares e informa&ccedil;&atilde;o a veicular na comunica&ccedil;&atilde;o social. A atividade da comiss&atilde;o entendeu-se &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de col&oacute;quios e sess&otilde;es de esclarecimento nas escolas. Ap&oacute;s a revolu&ccedil;&atilde;o de Abril de 1974, marco incontorn&aacute;vel da democracia em Portugal, o clima de abertura ideol&oacute;gica permitiu aos <i>mass media</i> incluir e lidar livremente com assuntos de natureza sexual que, anteriormente, tinham sido banidos. No entanto, o tabu sobre esta mat&eacute;ria permanecia muito mais do que noutros pa&iacute;ses europeus, onde a educa&ccedil;&atilde;o sexual tinha conquistado lugar, no &acirc;mbito das respetivas pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o (Rodrigues, 1999).</p>     <p>A primeira legisla&ccedil;&atilde;o portuguesa sobre educa&ccedil;&atilde;o sexual surge em 1984, incorporada na Lei n&ordm; 3, de 24 de Mar&ccedil;o, sobre planeamento familiar, interrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da gravidez e prote&ccedil;&atilde;o &agrave; maternidade. Embora essa Lei fosse bem recebida pelos profissionais de sa&uacute;de e pelas organiza&ccedil;&otilde;es envolvidas, as associa&ccedil;&otilde;es de pais e a igreja cat&oacute;lica contestaram a sua aplica&ccedil;&atilde;o a menores. Por sua vez, a Portaria n&ordm; 52/85 do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de regulamenta as consultas de planeamento familiar para jovens. Posteriormente, a Associa&ccedil;&atilde;o para o Planeamento da Fam&iacute;lia e as ent&atilde;o designadas Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de criaram, em v&aacute;rios pontos do pa&iacute;s, Centros de Atendimento para Jovens (CAJ), garantindo consultas gratuitas com confidencialidade e anonimato.</p>     <p>Tentando responder a esta problem&aacute;tica as leis sobre educa&ccedil;&atilde;o sexual foram reavaliadas em 1999, em 2000 e em 2009, Lei n&ordm; 120, de 11 de Agosto, Lei n&ordm; 259, de 17 de Outubro e Lei n&ordm; 60, de 6 de Agosto, respetivamente. O enquadramento legal, atrav&eacute;s destas leis, ganhou abrang&ecirc;ncia institucional refor&ccedil;ando a garantia do direito &agrave; Sa&uacute;de Sexual e Reprodutiva, apelando &agrave; interven&ccedil;&atilde;o dos pais e encarregados de educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Os aspetos ligados &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o representam um grande avan&ccedil;o perante as quest&otilde;es ligadas &agrave; vida. O conjunto de princ&iacute;pios que norteiam a no&ccedil;&atilde;o de direitos reprodutivos e sexuais foram consolidados em dois momentos na Confer&ecirc;ncia Internacional sobre Popula&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento, ocorrida no Cairo, no ano de 1994 e na Quarta Confer&ecirc;ncia Mundial sobre a Mulher, Desenvolvimento e Paz realizada em Pequim, no ano de 1995 (OMS, 1999).</p>     <p>De acordo com a supra mencionada fonte, a confer&ecirc;ncia do Cairo, de 1994, tem um papel importante na passagem de uma abordagem exclusivamente assente na situa&ccedil;&atilde;o das mulheres para uma outra que inclua mulheres e homens, reconhecendo que ambos s&atilde;o protagonistas nas mudan&ccedil;as que se t&ecirc;m verificado na fecundidade e na fam&iacute;lia. Na sua g&eacute;nese est&atilde;o as reivindica&ccedil;&otilde;es das mulheres, objetivando a conquista da igualdade social e pol&iacute;tica em torno destas quest&otilde;es, marcando uma viragem no modo de conceber a sexualidade e a reprodu&ccedil;&atilde;o. Desde ent&atilde;o reconhece-se &agrave; mulher o direito de regular a sua pr&oacute;pria fecundidade e esse direito deve ser garantido por programas e pol&iacute;ticas de planeamento familiar. Este reconhecimento representa um avan&ccedil;o no sentido da consolida&ccedil;&atilde;o da cidadania feminina, indispens&aacute;vel &agrave; emancipa&ccedil;&atilde;o das mulheres e um passo importante para o desenvolvimento dos Direitos Humanos e do Progresso Social. Como consequ&ecirc;ncia do alargamento da dimens&atilde;o da sa&uacute;de reprodutiva surgem pol&iacute;ticas de sa&uacute;de ligadas &agrave; contrace&ccedil;&atilde;o e aos demais aspetos da vida reprodutiva. Destacam-se as condi&ccedil;&otilde;es que os servi&ccedil;os de sa&uacute;de devem oferecer &agrave;s mulheres para que possam ter uma gravidez vigiada e um parto seguro. Reconhece-se o respeito pela diversidade sexual.</p>     <p>Na confer&ecirc;ncia de Pequim, em 1995, estes direitos s&atilde;o reafirmados salientando-se que a falta de aten&ccedil;&atilde;o aos direitos reprodutivos limita as oportunidades da mulher na vida p&uacute;blica e privada, bem como o acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e ao exerc&iacute;cio de outros direitos sociais e pol&iacute;ticos. Assim, os governos e demais atores devem promover uma pol&iacute;tica ativa e vis&iacute;vel de integra&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es de g&eacute;nero em todos os programas, analisando as consequ&ecirc;ncias da&iacute; resultantes para as mulheres e para os homens, antes de qualquer decis&atilde;o. A comunidade internacional reconhece ainda que a viol&ecirc;ncia sexual contra as mulheres deve ser vivamente repudiada. Tamb&eacute;m o tema do aborto &eacute; abordado nas duas confer&ecirc;ncias e visto como um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, propondo revis&atilde;o das leis punitivas contra as mulheres que o praticam clandestinamente (OMS, 1999).</p>     <p>As confer&ecirc;ncias supramencionadas recomendam e sublinham a preocupa&ccedil;&atilde;o dirigida &agrave; adolesc&ecirc;ncia e &agrave; juventude. A viv&ecirc;ncia da sexualidade nesta faixa et&aacute;ria abarca quest&otilde;es que se repercutir&atilde;o no dia-a-dia do indiv&iacute;duo e na constru&ccedil;&atilde;o da sua vis&atilde;o do mundo. Destaca-se a import&acirc;ncia do acesso por parte dos jovens a programas de educa&ccedil;&atilde;o sexual e reprodutiva, enfatizando-se a orienta&ccedil;&atilde;o para atitudes respons&aacute;veis perante a sexualidade; o respeito pelo outro, n&atilde;o sendo aceite qualquer tipo de descrimina&ccedil;&atilde;o; a informa&ccedil;&atilde;o sobre m&eacute;todos contracetivos e formas de prote&ccedil;&atilde;o contra doen&ccedil;as de transmiss&atilde;o sexual, nomeadamente o HIV/SIDA.</p>     <p>Esta vis&atilde;o assenta nas regularidades normativas, associadas &agrave; micro estrutura: a fam&iacute;lia e &agrave; macro estrutura: a sociedade, secundarizando, por vezes, o papel do sujeito na gest&atilde;o do seu corpo e no significado que atribui &agrave;s suas experi&ecirc;ncias (Alferes, 1997). Pode influenciar direta ou indirectamente a escolha de comportamentos sexuais saud&aacute;veis ou de risco.</p>     <p>A fam&iacute;lia &eacute; o primeiro e o natural espa&ccedil;o de realiza&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento da personalidade, de conviv&ecirc;ncia solid&aacute;ria entre gera&ccedil;&otilde;es e de transmiss&atilde;o de valores morais, &eacute;ticos, sociais, espirituais e educacionais. &Eacute; no seio da fam&iacute;lia que a crian&ccedil;a vai construindo uma imagem do corpo como ser sexuado, pela compara&ccedil;&atilde;o com o pai, m&atilde;e, irm&atilde;os, definindo atitudes pr&oacute;prias da sua condi&ccedil;&atilde;o de homem ou mulher. O papel dos pais a este n&iacute;vel &eacute; fundamental. Isto porque para que se prossiga ou se concretize o objetivo final na educa&ccedil;&atilde;o sexual dos seus filhos &eacute; importante que haja um maior espa&ccedil;o de comunica&ccedil;&atilde;o e abertura face ao tema entre ambas as partes (Vilar, 2003).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por&eacute;m, os jovens v&atilde;o progressivamente substituindo a influ&ecirc;ncia da institui&ccedil;&atilde;o fam&iacute;lia pela influ&ecirc;ncia do grupo de pares passando a emanar normas de conduta e de estatuto. Face &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es por vezes conflituosas com os seus pais, ou de menor abertura, o grupo de amigos parece surgir como espa&ccedil;o de encontro, na medida em que ajuda o indiv&iacute;duo a adquirir uma representa&ccedil;&atilde;o de si, do seu valor enquanto pessoa. O grupo representa uma fonte informal muito importante de permuta de informa&ccedil;&atilde;o (Rodrigues, 1999). A confian&ccedil;a que existe no grupo permite a transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o num contexto menos amea&ccedil;ador, funcionando como uma base importante de aprendizagem, apesar da informa&ccedil;&atilde;o partilhada, nem sempre ser a mais precisa. O grupo de pares &eacute; percepcionado como o lugar de intera&ccedil;&otilde;es sociais da vida afetiva. O grupo oferece ao jovem novos objetos de identifica&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m do espa&ccedil;o de seguran&ccedil;a, de express&atilde;o e de compara&ccedil;&atilde;o de comportamentos, ajudando-o na redefini&ccedil;&atilde;o da sua identidade. Tamb&eacute;m, de acordo com Rodrigues (1999) os<i> mass</i><i>media</i> funcionam como uma importante fonte de informa&ccedil;&atilde;o informal.</p>     <p>O aumento de press&otilde;es para a inicia&ccedil;&atilde;o cada vez mais cedo da atividade sexual leva a que, muitas vezes, o jovem ou a jovem que ainda n&atilde;o teve a primeira experi&ecirc;ncia sexual representa a exce&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o a regra (Lemos, 2002). Ora, o que se verifica, s&atilde;o as viv&ecirc;ncias sexuais demasiado precoces, influenciadas n&atilde;o s&oacute; pelos colegas, como tamb&eacute;m pelas maravilhas que os <i>mass</i><i>media</i> lhes transmitem.</p>     <p>A ideia de que a informa&ccedil;&atilde;o/educa&ccedil;&atilde;o sexual promove a inicia&ccedil;&atilde;o sexual precoce &eacute; contrariada por algumas investiga&ccedil;&otilde;es (Travis &amp; White<i>,</i> 2000; WHO, 2011; Abdo, 2014; Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2012) cujos resultados apontam no sentido de uma contribui&ccedil;&atilde;o positiva, ao n&iacute;vel da interven&ccedil;&atilde;o escolar, com uma diminui&ccedil;&atilde;o de comportamentos de risco e o aumento de comportamentos preventivos.</p>     <p>O discurso do sexo seguro tem subjacente a suposi&ccedil;&atilde;o de que o prazer e o desejo podem ser reorganizados como resposta a imperativos baseados no risco de sa&uacute;de. Este discurso assume e defende a capacidade dos procedimentos disciplinados na constru&ccedil;&atilde;o de um corpo capaz de obter prazer nesta nova forma de disciplina. O discurso do risco e do sexo seguro falha ao considerar que o comportamento sexual, tal como qualquer outro comportamento, n&atilde;o surgem isolados, mas sempre socialmente contextualizados (Mendes, 2002).</p>     <p>Por sua vez, as doen&ccedil;as de transmiss&atilde;o sexual lideraram, desde o in&iacute;cio da epidemia da SIDA, as preocupa&ccedil;&otilde;es de risco associadas &agrave; sexualidade. A maior vulnerabilidade dos jovens ao risco de cont&aacute;gio, associada &agrave; instabilidade relacional, imp&ocirc;s a necessidade de implementar campanhas preventivas e informativas no sentido de encarar o comportamento sexual a partir de um sentimento de precau&ccedil;&atilde;o e de inseguran&ccedil;a. Tamb&eacute;m, as estat&iacute;sticas referentes &agrave; maternidade em Portugal nos remetem para outra realidade preocupante o elevado &iacute;ndice de m&atilde;es adolescentes (Ferreira &amp; Cabral, 2010). A gravidez representa um risco para a sa&uacute;de das jovens m&atilde;es cujo impacto ultrapassa, muitas vezes, a import&acirc;ncia da dimens&atilde;o biol&oacute;gica. Podem resultar menos oportunidades sociais e educacionais (WHO, 2011), dificuldades econ&oacute;micas e relacionais.</p>     <p>Assim, qualquer que seja o contexto a educa&ccedil;&atilde;o sexual deve ocorrer numa perspetiva de desenvolvimento de uma sexualidade e afetividade esclarecida e saud&aacute;vel, promovendo a responsabilidade de tomada de decis&otilde;es por comportamentos sexuais positivos para a sa&uacute;de e para a qualidade de vida. Deve ainda potenciar compet&ecirc;ncias que permitam escolhas informadas e seguras, reduzindo as consequ&ecirc;ncias dos comportamentos sexuais de risco.</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o sobre a sexualidade tem identificado a necessidade de conhecer as mudan&ccedil;as fundamentais na constru&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es sociais ligadas &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas de forma a entender e a examinar como os discursos sexuais est&atilde;o a mudar e como os comportamentos sexuais se poder&atilde;o desenvolver (Plummer, 2003; Bauman, 2003; Attwood, 2006; Saavedra <i>et al</i>, 2007; Giddens, 2014). Embora nas culturas ocidentais existam atitudes cada vez mais permissivas perante do sexo (Jackson, 2005; Attwood, 2006) este ainda poder&aacute;, em muitos casos, constituir-se como um foco regular de debate p&uacute;blico, com aparente queda dos conceitos morais em torno da quest&atilde;o. Temos acompanhado o desenvolvimento de v&aacute;rias investiga&ccedil;&otilde;es relacionadas com a Sa&uacute;de Sexual (Lees, 1994; Tolman, 1994, 1996, 2005; Alferes, 1997; Vasconcelos, 1998; Lemos, 2002, Moura Ferreira, 2003; Colares <i>et al</i>, 2009; Frade, 2010) e o grupo dos jovens tem sido privilegiado. Os jovens, a n&iacute;vel mundial, s&atilde;o considerados como um grupo especialmente vulner&aacute;vel (Moura Ferreira, 2003; FNUAP, 2005; Ferreira &amp; Cabral, 2010) e priorit&aacute;rio em termos de interven&ccedil;&atilde;o (Nodin, 2001; Fortenberry <i>et al</i>, 2002; Ferreira &amp; Cabral, 2010; Silva et al., 2012; Matos <i>et al</i>., 2014).</p>     <p>Face a todos os aspetos referenciados e, ainda, porque as institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior dever&atilde;o constituir-se como espa&ccedil;os privilegiados de treino de uma democracia cognitiva para incentivar jovens adultos a tomar decis&otilde;es e a refletir sobre as suas consequ&ecirc;ncias, apreender o que os jovens precisam para um desenvolvimento sexual saud&aacute;vel e o que a comunidade e os sistemas de sa&uacute;de podem fazer para os ajudar pode ser conseguido atrav&eacute;s do conhecimento desta problem&aacute;tica de sa&uacute;de neste p&uacute;blico-alvo e do objetivo de identificar determinantes de sa&uacute;de e perfis de risco dos jovens estudantes do Ensino Superior, relacionados com o comportamento sexual.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Participantes</i></p>     <p>O estudo incide sobre um leque de 38 licenciaturas com 3137 alunos, numa amostra estratificada proporcional por curso e por escola (em 5 escolas do Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a-IPB). Foram inquiridos apenas os estudantes que frequentavam o 2&ordm; e o 3&ordm; ano de todos os cursos de licenciatura, tendo sido exclu&iacute;dos os estudantes do 1&ordm; ano desses cursos. Definimos como crit&eacute;rio de exclus&atilde;o os estudantes com mais de 29 anos tendo em conta o referencial te&oacute;rico que carateriza os limites cronol&oacute;gicos da juventude europeia (Machado &amp; Matias, 2006). A amostra integra 272 alunos do sexo masculino (40,5%) e 400 alunos do sexo feminino (59,5%), totalizando 672.</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Aplicou-se um inqu&eacute;rito de cariz quantitativo constru&iacute;do para o efeito, com base nas vari&aacute;veis em estudo e em inqu&eacute;ritos de sa&uacute;de nacionais e internacionais, adaptados ao grupo et&aacute;rio e ao contexto acad&eacute;mico (INE/INSA, 2009; Machado Pais &amp; Villaverde Cabral, 2003; Matos et al, 2010; Matos <i>et al</i>., 2014).</p>     <p>Recorremos &agrave; estat&iacute;stica descritiva que permite perceber a forma como se distribuem as respostas &agrave;s quest&otilde;es colocadas no inqu&eacute;rito, atrav&eacute;s de frequ&ecirc;ncias absolutas (n&ordm;) e relativas (%) e &agrave; estat&iacute;stica anal&iacute;tica para verificar correla&ccedil;&otilde;es entre vari&aacute;veis. Foi aplicado o teste de independ&ecirc;ncia do Qui-Quadrado (c<sup>2</sup>) ou de Pearson. Quando a frequ&ecirc;ncia esperada de alguma c&eacute;lula da tabela de conting&ecirc;ncia relativa &agrave; an&aacute;lise de associa&ccedil;&atilde;o de duas vari&aacute;veis foi inferior a 5, utilizou-se o teste exato de Fisher. Para verificar a correla&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis cont&iacute;nuas ou ordinais foi determinado o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman, que n&atilde;o &eacute; sens&iacute;vel a assimetrias de distribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o exigindo a normalidade das mesmas.</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>A amostra foi extra&iacute;da do universo de 6125 alunos do IPB e foi determinada da seguinte forma: em primeiro lugar foram exclu&iacute;dos os alunos que frequentassem os cursos de mestrado e CETs, que representavam um total de 470 alunos; de seguida contabiliz&aacute;mos os alunos de licenciatura, foram retirados os alunos que frequentassem o 1&ordm; ano de todos os cursos, o 4&ordm; ano dos cursos da &aacute;rea da sa&uacute;de excluindo assim um n&uacute;mero que cresce para 2500. Atendendo a que as escolas n&atilde;o t&ecirc;m o mesmo n&uacute;mero de alunos, para obtermos uma amostra representativa e proporcional da popula&ccedil;&atilde;o total, constitu&iacute;ram-se extratos ou subgrupos com id&ecirc;ntica representa&ccedil;&atilde;o e proporcionalidade relativamente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Considerando que dev&iacute;amos incluir alunos de todos os cursos e que a vari&aacute;vel g&eacute;nero seria de enorme import&acirc;ncia para o estudo empreendido, constitu&iacute;ram-se subgrupos ou estratos em rela&ccedil;&atilde;o a cada uma destas vari&aacute;veis. Seguidamente, tendo como base a percentagem de inquiridos necess&aacute;ria para a amostra final foi estabelecida uma quota e definido o n&uacute;mero de sujeitos a inserir pertencentes a cada subgrupo (Almeida &amp; Freire, 2003; Carmo &amp; Ferreira, 2001).</p>     <p>A popula&ccedil;&atilde;o alvo da qual se extraiu a amostra resulta de um total de 3137 alunos, cujo valor num&eacute;rico e percentual corresponde, respetivamente, a: Escola Superior Agr&aacute;ria n=432 (13,8%); Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o n=700 (22,3%); Escola Superior de Sa&uacute;de n=597 (19%); Escola Superior de Tecnologia e Gest&atilde;o n=907 (28,9%) e, por &uacute;ltimo, Escola Superior de Tecnologia e Gest&atilde;o de Mirandela n=501 (16%).</p>     <p><i>&nbsp;</i></p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise do comportamento sexual pressup&otilde;e indagar acerca das pr&aacute;ticas sexuais e contracetivas. Podemos verificar que a grande maioria referiu ser sexualmente ativo (86%), havendo predom&iacute;nio do sexo masculino (93%), com diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas altamente significativas (<i>p</i>&lt;0,001).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a04q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Considerou-se relevante conhecer a idade de inicia&ccedil;&atilde;o sexual deste grupo. O <a href="#g1">gráfico nr 1</a> permite observar que h&aacute; varia&ccedil;&atilde;o entre um m&iacute;nimo de 10 anos e um m&aacute;ximo de 25, com uma idade modal de 18 anos. A m&eacute;dia situa-se nos 17,34 anos muito semelhante (17,2 anos) se comparada com a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (Ferreira &amp; Cabral, 2010). Os rapazes comparativamente &agrave;s raparigas tiveram uma idade de inicia&ccedil;&atilde;o mais precoce (16,56% vs 17,94%). A inicia&ccedil;&atilde;o mais precoce nos rapazes tamb&eacute;m se verificou noutros estudos (Alferes, 1997; Bozon &amp; Kontula, 1998; Vasconcelos, 1998; Moura Ferreira, 2003; Taquette &amp; Vilhena, 2008, Matos <i>et al</i>, 2003; Reis &amp; Matos, 2008). Estudos de Bozon &amp; Kontula (1998) evidenciaram que o aparecimento ou ressurgimento de doen&ccedil;as de transmiss&atilde;o sexual, nomeadamente o HIV/SIDA, n&atilde;o alteraram significativamente o momento da inicia&ccedil;&atilde;o sexual. Na Europa e de acordo com a mesma fonte, a idade da primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual tende a aproximar-se entre os sexos (17,3 anos para os rapazes e 17,5 anos para as raparigas) e diminuir nos grupos et&aacute;rios mais novos. No caso dos rapazes a idade da primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual tem-se mantido relativamente est&aacute;vel. A mudan&ccedil;a, em termos de antecipa&ccedil;&atilde;o &eacute; sobretudo vis&iacute;vel nas raparigas (Magalh&atilde;es <i>et al</i>, 2001; Ferreira &amp; Cabral, 2010; Silva et al., 2012; Matos <i>et al</i>., 2014). O estudo de Matos <i>et al</i>. mostra ainda que 19,6% das raparigas gostariam de ter tido uma inicia&ccedil;&atilde;o mais tardia, assim como 9,7% dos rapazes.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a04g1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A relev&acirc;ncia destes dados tem implica&ccedil;&otilde;es num conjunto de aspetos n&atilde;o deixando de referir a maior vulnerabilidade associada &agrave; sexualidade pelo risco entre a inicia&ccedil;&atilde;o sexual precoce e a menor probabilidade para o uso de contracetivos. Dados do Nacional Survey of Sexual Attitudes and Lifestyles levado a cabo, em 1994, na Gr&atilde;-Bretanha junto de 20 000 pessoas (Wellings, <i>et al,</i><i>in</i> Ogden, 2004) atestam este facto.</p>     <p>Ao estudarmos as circunst&acirc;ncias em que ocorreu a inicia&ccedil;&atilde;o sexual nos grupos que analis&aacute;mos (<a href="#q2">quadro 2</a>), constatamos que mais de metade (58%) iniciou a atividade sexual de forma imprevista, todavia 41% fizeram-no de forma planeada. &Eacute; residual o valor num&eacute;rico dos que afirmam uma inicia&ccedil;&atilde;o pressionada (2%). A inicia&ccedil;&atilde;o imprevista da atividade sexual verificada em mais de metade dos jovens inquiridos, com predom&iacute;nio no sexo masculino (69%), remete-nos para um cen&aacute;rio de aparente irresponsabilidade relativamente a uma quest&atilde;o t&atilde;o sens&iacute;vel e t&atilde;o &iacute;ntima. S&atilde;o contudo as jovens que em maior n&uacute;mero (49%) declaram uma inicia&ccedil;&atilde;o sexual planeada. Este facto, n&atilde;o deixa de ser relevante se tivermos em linha de conta o que a primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual &eacute; um marco na vida de um indiv&iacute;duo e para a mulher &eacute; ainda mais marcante. Por&eacute;m, a circunst&acirc;ncia de uma inicia&ccedil;&atilde;o imprevista para igual percentagem de raparigas (49%) e t&atilde;o elevado percentual (69%) de rapazes remete-nos para uma problem&aacute;tica com contornos preocupantes sobretudo se pensarmos que, desde 1984, a legisla&ccedil;&atilde;o sobre esta mat&eacute;ria prev&ecirc; que as escolas assumam um papel de relevo nesta componente formativa. O estudo de Matos <i>et al</i>. (2014) conduz-nos a id&ecirc;ntica preocupa&ccedil;&atilde;o atendendo a que 7,5% das raparigas parece ter-se arrependido do momento que viveu afirmando que n&atilde;o queriam realmente ter tido rela&ccedil;&otilde;es sexuais.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a04q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma das formas de compreender o risco de cont&aacute;gio &eacute; conhecer as medidas de contrace&ccedil;&atilde;o usadas. A medida contracetiva mais utilizada pelos estudantes da amostra &eacute; o preservativo (60,3%), havendo 47,6% que s&oacute; utilizam preservativos e 12,7% que utilizam o preservativo associado &agrave; p&iacute;lula (<a href="#g2">gráfico nr 2</a>). De salientar que 39,7% utilizam apenas a p&iacute;lula como medida contracetiva, resultados consent&acirc;neos com os de Fortenberry <i>et al</i>, (2002) e Matos <i>et al</i>. (2014). O inqu&eacute;rito nacional (Ferreira &amp; Cabral, 2010) constatou o uso crescente do preservativo, ainda que, a p&iacute;lula fosse o m&eacute;todo mais utilizado pelos jovens de ent&atilde;o. Tendo em conta os riscos acima referidos, torna-se premente o uso do preservativo em cada rela&ccedil;&atilde;o sexual, sendo a p&iacute;lula utilizada para aumentar e efic&aacute;cia preventiva da gravidez.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g2"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a04g2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O uso de contrace&ccedil;&atilde;o assume uma importante vertente da Sa&uacute;de Sexual e o crescente interesse pela compreens&atilde;o das raz&otilde;es que est&atilde;o subjacentes a esta decis&atilde;o revela, por um lado, a perce&ccedil;&atilde;o de (in)vulnerabilidade ao risco. Revela, por outro, a perce&ccedil;&atilde;o das normas sociais (import&acirc;ncia do grupo de pares), as expectativas e os estere&oacute;tipos associados &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o (Nodin, 2001; Robinson<i> et al,</i> 2005, minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2012). No nosso estudo (<a href="#q3">quadro 3</a>), as jovens na sua grande maioria (61%) afirmam utilizar m&eacute;todos contracetivos, valor percentualmente superior ao verificado em Inqu&eacute;ritos Nacionais de Sa&uacute;de (Ferreira &amp; Cabral, 2010). Com efeito, tendo em conta estes autores, 43,5% das mulheres entre os 15 e os 55 anos (tal como os seus maridos ou companheiros) revelaram n&atilde;o utilizar qualquer m&eacute;todo contracetivo. A percentagem dos rapazes que declararam n&atilde;o usar qualquer m&eacute;todo contracetivo (62%) &eacute; elevada, com diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas altamente significativas (<i>p</i>&lt;0,001). Tamb&eacute;m, nem sempre o uso de contrace&ccedil;&atilde;o constitui uma pr&aacute;tica regular por parte dos jovens. Observou-se um padr&atilde;o irregular do seu uso, sobretudo, nos rapazes. Apenas 38% afirmam usar sempre contrace&ccedil;&atilde;o. Resultados dos estudos de Palma <i>et al, </i>(2007) e de Colares <i>et al,</i> (2009), em alunos universit&aacute;rios do Brasil, corroboram este padr&atilde;o. A percentagem de raparigas que afirma usar &ldquo;sempre&rdquo; m&eacute;todos contracetivos &eacute;, nos referidos estudos mais elevada, tal como ocorre na presente investiga&ccedil;&atilde;o (62%).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a04q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Outra an&aacute;lise importante, em termos da compreens&atilde;o do risco, prende-se com o n&uacute;mero de parceiros sexuais. Observando <a href="#q3">quadro 3</a>, detet&aacute;mos que a maioria dos jovens inquiridos teve no &uacute;ltimo ano um parceiro sexual. O n&uacute;mero de jovens que se envolveram com mais de uma pessoa diminui &agrave; medida que aumenta o n&uacute;mero de parceiros. Em fun&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel sexo observam-se diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas nas propor&ccedil;&otilde;es altamente significativas (<i>p</i>&lt;0,001), os rapazes tendem a uma maior rotatividade em termos de troca de parceiros comparativamente &agrave;s raparigas. As diferen&ccedil;as s&atilde;o sempre maiores em todas as op&ccedil;&otilde;es aumentando &agrave; medida que aumenta o n&uacute;mero de parceiros. A despropor&ccedil;&atilde;o sugere a possibilidade dos rapazes manterem rela&ccedil;&otilde;es paralelas, porventura, de car&aacute;ter espor&aacute;dico e ocasional. Esta tend&ecirc;ncia pode ser observada em estudos envolvendo popula&ccedil;&otilde;es jovens dos Estados Unidos da Am&eacute;rica (Eaton <i>et al</i>, 2006) e de Portugal (Nodin, 2001; Silva et al., 2012; Matos el al., 2014).</p>     <p>Tamb&eacute;m o estudo de Reis e Matos (2008) analisou as diferen&ccedil;as entre os g&eacute;neros para os conhecimentos e para as atitudes (preven&ccedil;&atilde;o do risco), encontrando diferen&ccedil;as estatisticamente significativas para ambos (<i>p</i>=0,001). As raparigas apresentavam valores m&eacute;dios superiores aos dos rapazes, tanto para o conhecimento como para a preven&ccedil;&atilde;o do risco. A informa&ccedil;&atilde;o e o conhecimento dos m&eacute;todos contracetivos, tal como nos diz Silva et al. (2012) podem ser fundamentais para a consciencializa&ccedil;&atilde;o do seu uso.</p>     <p>Reportemo-nos ao problema das doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis. Como &eacute; do conhecimento geral, s&oacute; o recurso ao preservativo garante uma rela&ccedil;&atilde;o sexual segura. N&atilde;o que o risco da gravidez n&atilde;o continue presente na vida quotidiana dos jovens, mas o risco das doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis, nomeadamente, o HIV/SIDA trouxe para a sexualidade um novo modo de olhar e encarar esta quest&atilde;o. Hoje em dia, mais do que prevenir uma gravidez indesejada, o risco de cont&aacute;gio orienta as campanhas de informa&ccedil;&atilde;o dirigidas ao p&uacute;blico jovem e recentra a problem&aacute;tica, sobrepondo-se ao ancestral e anterior receio. Como observ&aacute;mos no <a href="#g2">gráfico nr 2</a> o uso do preservativo compete com outros m&eacute;todos, designadamente a p&iacute;lula. Apenas uma minoria de jovens (12,7%) usa simultaneamente o preservativo e a p&iacute;lula. Perante estes resultados podemos interrogar-nos se o uso da p&iacute;lula poder&aacute; estar associado a rela&ccedil;&otilde;es de orienta&ccedil;&atilde;o por parte das raparigas para um &uacute;nico parceiro, conjugados com relacionamentos mais est&aacute;veis e duradouros, em que o tipo de relacionamento exerce influ&ecirc;ncia no tipo de m&eacute;todo contracetivo. Como se pode verificar nos estudos de Wingood <i>et al.</i>, (2001), de Averett <i>et al</i>., (2002) e de Silva <i>et al.,</i> (2012) a maior estabilidade nos relacionamentos leva, frequentemente, &agrave; substitui&ccedil;&atilde;o do uso do preservativo pela p&iacute;lula e a prote&ccedil;&atilde;o perante as doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis torna-se mais dif&iacute;cil de conseguir.</p>     <p>De real&ccedil;ar que o aumento do n&uacute;mero de parceiros, principalmente quando surge apenas associado ao n&atilde;o uso de medidas contracetivas, n&atilde;o poder&aacute; deixar de acentuar a amea&ccedil;a das doen&ccedil;as anteriormente descritas e o grau de exposi&ccedil;&atilde;o e de vulnerabilidade deste grupo ao risco. Em contraponto, o grupo que recorre ao uso do preservativo, mesmo que mantenha uma troca de parceiros mais elevada surge muito menos exposto. Nessa medida, o quadro seguinte &eacute; esclarecedor e remete-nos para uma an&aacute;lise que permite constatar uma associa&ccedil;&atilde;o altamente significativa entre o n&uacute;mero de parceiros sexuais e o uso de contrace&ccedil;&atilde;o (<i>p</i>=0,001) e, por sua vez, entre o n&uacute;mero de parceiros sexuais e o uso isolado do preservativo ou associado &agrave; p&iacute;lula (<i>p</i>&lt;0,001).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por sua vez o recurso aos m&eacute;todos contracetivos por parte dos jovens inquiridos, sobretudo por parte das raparigas que afirmam tomar a p&iacute;lula, indicia um risco de gravidez bastante controlado. Conv&eacute;m notar que a caracteriza&ccedil;&atilde;o efetuada relativamente aos m&eacute;todos contracetivos n&atilde;o esvanece todas as d&uacute;vidas. O car&aacute;ter regular e sistem&aacute;tico do seu uso implica a exclus&atilde;o de esquecimentos, mesmo que episodicamente. Com efeito, quando questionamos as jovens sobre eventuais receios de engravidar 40% afirmam j&aacute; ter sentido esse receio &ldquo;uma vez&rdquo; e 17,5% &ldquo;mais do que uma vez&rdquo; (<a href="#g3">gráfico nr 3</a>). Este receio refor&ccedil;a a ideia de que, para uma boa parte, o controlo contracetivo n&atilde;o se revela eficaz.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g3"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a04g3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Efetivamente, 99 das 400 jovens, com anteriormente constat&aacute;mos, declararam ter tido rela&ccedil;&otilde;es sexuais sem o recurso permanente a qualquer tipo de prote&ccedil;&atilde;o, evidenciando uma exposi&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o transparece na pergunta inicial. A seguran&ccedil;a transmitida pelo facto de quase todos as jovens declararem que costumam usar m&eacute;todos contracetivos esbarra com o reconhecimento, por parte de um grupo significativo, que afirma o irregular recurso a esses m&eacute;todos. Nessa medida, a exposi&ccedil;&atilde;o a este risco parece afetar um n&uacute;mero muito superior ao que declara tomar precau&ccedil;&otilde;es contracetivas.</p>     <p>Outra pergunta destinada a avaliar os riscos de uma gravidez n&atilde;o desejada inquiria o recurso por parte das raparigas &agrave; contrace&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia. Desde 2001, decorrente da aplica&ccedil;&atilde;o da Lei n&ordm; 12/2001 de 29 de Maio, encontram-se no mercado portugu&ecirc;s especialidades farmac&ecirc;uticas, classificadas como medicamentos n&atilde;o sujeitos a receita m&eacute;dica, indicadas para a contrace&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia. Relativamente a esta necessidade, 60% revelaram nunca o ter feito. Das jovens que recorreram a este tipo de contrace&ccedil;&atilde;o, 32% fizeram-no &ldquo;uma vez&rdquo; e 8% &ldquo;mais do que uma vez&rdquo; (<a href="#g4">gráfico nr 4</a>). Conv&eacute;m, contudo, salientar que na avalia&ccedil;&atilde;o destes dois &uacute;ltimos riscos a express&atilde;o declarativa destes receios dever&aacute; contemplar duas atenuantes. A primeira refere-se ao facto da experi&ecirc;ncia de engravidar poder conter uma componente de subjetividade que, em muitos casos, n&atilde;o se concretiza. Em segundo lugar, essa experi&ecirc;ncia poder ter ocorrido num momento distante no tempo pelo que poder&aacute; n&atilde;o refletir o comportamento sexual atual.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g4"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a04g4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>A centralidade do corpo feminino diante das quest&otilde;es que envolvem a gravidez e a maternidade &eacute; a principal categoria que articula o significado da viv&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; regula&ccedil;&atilde;o da fecundidade. Verificou-se, no nosso estudo, que a grande maioria dos alunos da amostra s&atilde;o sexualmente ativos havendo predom&iacute;nio do sexo masculino, com diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas altamente significativas. Os rapazes revelam uma idade de inicia&ccedil;&atilde;o sexual mais precoce. Mais de metade admitiu uma inicia&ccedil;&atilde;o imprevista. &Eacute; residual, em ambos os sexos, o valor num&eacute;rico da resposta &ldquo;pressionada(o)&rdquo;.</p>     <p>O preservativo foi o m&eacute;todo mais utilizado pelos estudantes que afirmam usar contrace&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m a maior estabilidade nos relacionamentos leva a que muitas raparigas utilizem apenas a p&iacute;lula como medida contracetiva, o que levanta quest&otilde;es e sugere mais medidas preventivas relativamente ao risco de transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as pela via sexual. A negocia&ccedil;&atilde;o que permite a passagem do preservativo para a p&iacute;lula parece ancorada na confian&ccedil;a do parceiro. Em suma, confian&ccedil;a e sexualidade juntam-se na op&ccedil;&atilde;o pelo uso ou n&atilde;o uso e qual o m&eacute;todo contracetivo a usar, descurando os cuidados com a preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. Tamb&eacute;m, a percentagem dos que declararam n&atilde;o usar qualquer m&eacute;todo contracetivo &eacute; maior nos rapazes do que nas raparigas, com diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas altamente significativas por raz&otilde;es que se prendem, essencialmente, com o facto do companheiro(a) usar essas medidas. Consequentemente, nem sempre o uso de contrace&ccedil;&atilde;o constitui uma pr&aacute;tica regular, sobretudo por parte dos rapazes, facto que predisp&otilde;e a in&uacute;meros riscos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro aspeto importante de an&aacute;lise, em termos da compreens&atilde;o do risco de transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as por esta via, prende-se com o n&uacute;mero de parceiros sexuais. A maioria teve, no &uacute;ltimo ano, um &uacute;nico parceiro. Os rapazes tendem a maior rotatividade de parceiros. A constata&ccedil;&atilde;o de uma associa&ccedil;&atilde;o altamente significativa entre o maior n&uacute;mero de parceiros sexuais e o uso de contracep&ccedil;&atilde;o e, por sua vez, o uso isolado do preservativo ou associado &agrave; p&iacute;lula, atenua a exposi&ccedil;&atilde;o ao risco.</p>     <p>Uma jovem em cada quatro admitiu j&aacute; ter sentido receio de engravidar &ldquo;uma vez&rdquo; e, aproximadamente, uma em cada seis &ldquo;mais do que uma vez&rdquo;. Este receio refor&ccedil;a a ideia de que, para uma boa parte das jovens, o controlo contracetivo e a exposi&ccedil;&atilde;o ao risco de engravidar parece superior &agrave; autodeclarada precau&ccedil;&atilde;o. Este facto poder&aacute; ajudar a explicar o recurso &agrave; contrace&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia por parte de algumas jovens.</p>     <p>Este estudo incidindo na popula&ccedil;&atilde;o estudantil que frequenta o Ensino Superior na abrangente tem&aacute;tica da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e do risco espera-se que os resultados sirvam para apoiar a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas que visem promover comportamentos de defesa individuais e coletivos conducentes a uma melhor sa&uacute;de atual e futura.</p>     <p>A informa&ccedil;&atilde;o sobre condutas saud&aacute;veis e o conhecimento dos riscos inerentes &agrave;s condutas sexuais n&atilde;o protegidas provir&atilde;o em sentido positivo e poder&atilde;o constituir-se, neste contexto, uma prioridade de a&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Abdo, C. H. N. (2014). Ciclo de Resposta Sexual Neuropsicofisiologia e Neuropsicopatologia da Fun&ccedil;&atilde;o Sexual. In: C. Abdo (Eds), <i>Sexualidade humana e seus transtornos</i> (5&ordf; ed.) (pp. 29-47). S&atilde;o Paulo: Casa Leitura M&eacute;dica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538891&pid=S1645-0086201600030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Alferes, V. R. (1997). <i>Encena&ccedil;&otilde;es e Comportamentos Sexuais. Para uma Psicologia Social da Sexualidade</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538893&pid=S1645-0086201600030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Frade, A.,&nbsp;Vilar,&nbsp;D., Alverca C.,&nbsp;&amp; Marques A. M. (2010). <i>Educa&ccedil;&atilde;o Sexual na Escola Guia para Professores, Formadores e Educadores</i>. Lisboa: Texto Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538895&pid=S1645-0086201600030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Attwood, F. (2006). Sexed up: theorizing the sexualisation of culture. <i>Sexualities</i>, 9, 77-94, doi: 10.1177/1363460706053336&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538897&pid=S1645-0086201600030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Averett, S. L., Rees, D. L., &amp; Argys, L. M. (2002). The impact of government policies and neighborhood characteristics on teenage sexual activity and contraceptive use. <i>Am J Public Health</i>, 92, 1773-1778.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538898&pid=S1645-0086201600030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bauman, Z. (2003). <i>Liquid Love: on the frailty of human bonds</i>. Cambridge: Polity Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538900&pid=S1645-0086201600030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bourdieu, P. (1998). <i>Medita&ccedil;&otilde;es Pascalianas</i>. Oeiras, Celta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538902&pid=S1645-0086201600030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bozon, M., &amp; Kontula, O. (1998). Sexual initiation and gender: a cross-cultural analysis of trends in the twentieth century. In M. Hubert; N. Bajos; T. Sandfort (Org.), <i>Sexual behavior and HIV/AIDS in Europe</i><i>: comparisons of national surveys</i> (pp. 37-67). London: UCL Press.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Carmo, H., &amp; Ferreira, M. M. (2001). <i>Metodologia da Investiga&ccedil;&atilde;o: Guia para a autoaprendizagem. </i>Lisboa: Universidade Aberta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538905&pid=S1645-0086201600030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Colares, V., Franca, C., &amp; Gonzalez, E. <b>(</b>2009). Condutas de sa&uacute;de entre universit&aacute;rios: Diferen&ccedil;a entre g&eacute;neros. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, <i>25,</i> 521-528, doi: 10.1590/S0102-311X2009000300007<b>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538907&pid=S1645-0086201600030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></b></p>     <p>Eaton, D., Kann, L., Kinchen, S., Ross, J., Hawkins, J., Harris, W.A., &hellip; Wechsle, H. (2006). Youth Risk Behavior Surveillance&mdash;United States 2005. <i>Journal of School Health</i>, 7, 353 &ndash; 372.</p>     <!-- ref --><p>Ferreira, P., &amp; Cabral, M. (2010). <i>Sexualidades em Portugal: Comportamentos e riscos</i>. Lisboa: Biz&acirc;ncio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538910&pid=S1645-0086201600030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>FNUAP, Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a popula&ccedil;&atilde;o (2005). <i>Uma viagem por caminhos nunca antes trilhados: Adolescentes, pobreza e g&eacute;nero. A situa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o mundial 2005: A promessa de igualdade: Equidade em mat&eacute;ria de g&eacute;nero, sa&uacute;de reprodutiva e objetivos de desenvolvimento do mil&eacute;nio</i>, pp. 45-55.</p>     <!-- ref --><p>Fortenberry, J. D., Wanzhu Tu M.S., Harezlak, J.; Katz, B. P., &amp; Orr, D. P. (2002). Condom Use as a Function of Time in New and Established Adolescent Sexual Relationships. <i>American Journal of Public Health</i>, 92, 211-213, doi:&nbsp;10.2105/AJPH.92.2.211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538913&pid=S1645-0086201600030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Giddens, A. (20014). <i>Sociologia</i> (9&ordf; ed). Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538915&pid=S1645-0086201600030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>INE/INSA (2009). <i>Inqu&eacute;rito Nacional de Sa&uacute;de 2005/2006</i>. INE/INSA.</p>     <p>Jackson, S. (2005). Dear Girlfriend&hellip;: Constructions of sexual health problems and sexual identities in letters to a teenage magazine. <i>Sexualities</i>, 8, 282&ndash;305, doi:10.1177/1363460705049577.</p>     <!-- ref --><p>Lees, S. (1994). Talking about sex in sex education. <i>Gender and Education</i>, 6, 281-293,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538919&pid=S1645-0086201600030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> doi: 10.1080/0954025940060304.</p>     <p>Lemos, A. E. L. (2002). Sexualidade e Gravidez na adolesc&ecirc;ncia: Um estudo de caso. <i>Cadernos do Noroeste</i>, Vol. 17, 1-2, 213-232.</p>     <!-- ref --><p>Machado Pais, J., &amp; Villaverde Cabral, M. (2003). <i>Condutas de Risco, Pr&aacute;ticas Culturais e Atitudes Perante o Corpo.</i> Oeiras: Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538922&pid=S1645-0086201600030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Machado, L. F., &amp; Matias, A. R (2006). <i>Jovens descendentes de imigrantes nas sociedades de acolhimento: linhas de identifica&ccedil;&atilde;o sociol&oacute;gica</i>. Lisboa: CIES.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538924&pid=S1645-0086201600030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Magalh&atilde;es, M. G., Carrilho, M. J., &amp; Leite, S. (2001). <i>Inqu&eacute;rito &agrave; fecundidade e fam&iacute;lia</i>. Lisboa: INE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538926&pid=S1645-0086201600030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matos, M., &amp; equipa do Projeto Aventura Social (2010). <i>A Sa&uacute;de dos Adolescentes Portugueses. </i>Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es FMH.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538928&pid=S1645-0086201600030000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matos, M.G., Reis, M., Ramiro, L., Ribeiro, J.P., &amp; Leal, I. (2014). Educa&ccedil;&atilde;o sexual em Portugal: legisla&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o da implementa&ccedil;&atilde;o em Portugal. Psicologia, Sa&uacute;de e Doen&ccedil;as, 15, 335- 355, doi:10.15309/14psd150203&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538930&pid=S1645-0086201600030000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mendes, F. (2002). Risco: um conceito do passado que colonizou o presente. <i>Revista Portuguesa de Sa&uacute;de P&uacute;blica,</i> 2, 53-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538931&pid=S1645-0086201600030000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2012). Plano Nacional de Sa&uacute;de 2012-2016. <i>Promover contextos favor&aacute;veis &agrave; sa&uacute;de ao longo do ciclo de vida</i>. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538933&pid=S1645-0086201600030000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Moura Ferreira, P. (2003). Comportamentos de risco dos jovens. In: J. Machado Pais, M. Villaverde Cabral (Cord.). <i>Condutas de Risco, Pr&aacute;ticas Culturais e Atitudes Perante o Corpo</i> (pp. 41-137). Oeiras: Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538935&pid=S1645-0086201600030000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nodin, N. (2001). <i>Os jovens portugueses e a sexualidade em finais do s&eacute;culo XX</i>. Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o para o Planeamento da Familiar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538937&pid=S1645-0086201600030000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ogden, J. (2004). <i>Psicologia da Sa&uacute;de</i> (2&ordf; ed.). Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538939&pid=S1645-0086201600030000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>OMS (1994). <i>International Conference on Population and Development: Cairo, 1994: Programme of Action</i>. Consultado em Maio 2007 em: <a href="http://www.who.int/en" target="_blank">www.who.int/en</a>.</p>     <!-- ref --><p>Palma, A., Abreu, R. A., &amp; Cunha, C. A. (2007). Comportamento de risco e vulnerabilidade entre estudantes de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. <i>Rev Bras Epidemiol</i>, 10, 117-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538942&pid=S1645-0086201600030000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Parlamento Europeu (2013). <i>Relat&oacute;rio sobre sa&uacute;de e direitos sexuais e reprodutivos. </i>Recuperado em 4 de janeiro, 2014, de <a href="http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+REPORT+A7-2013-0306+0+DOC+XML+V0//PT" target="_blank">http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+REPORT+A7-2013-0306+0+DOC+XML+V0//PT</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Plummer, K. (2003). Introduction to double issue: re-presenting sexualities in the media. <i>Sexualities</i>, 6, 275-276.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538945&pid=S1645-0086201600030000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Reis, M.; &amp; Matos, M. G. (2008). Contrace&ccedil;&atilde;o em Jovens Universit&aacute;rios Portugueses. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</i>, 1, 71-79, doi:&nbsp;10.14417/ap.482.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538947&pid=S1645-0086201600030000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Robinson, B., Scheltema, K., &amp; Cherry, T. (2005). Risky Sexual Behavior in Low-Income African American Women: The impact of sexual health variables. <i>The Journal of Sex Research</i>, 42, 224-237, doi: 10.1080/00224490509552277.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538949&pid=S1645-0086201600030000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Rodrigues, I. T. (1999). <i>A Educa&ccedil;&atilde;o Sexual na Escola: um caso de insucesso educativo</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o para obten&ccedil;&atilde;o do grau de Mestre em Educa&ccedil;&atilde;o Para a Sa&uacute;de. Vila Real: Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro.</p>     <p>Saavedra, L., Magalh&atilde;es, S., Soares, D., Ferreira, S., &amp; Leit&atilde;o, F. (2007). G&eacute;nero, cultura e sexualidade em jovens portugueses e portuguesas: um programa de educa&ccedil;&atilde;o sexual. In: Actas<i> do Congresso Astur Galaico de Sociolox&iacute;a</i> (pp.1-20). Corunha: Universidade.</p>     <!-- ref --><p>Silva, H., Ferreira, S., &Aacute;gueda, S., Almeida, A. F., Lopes, A. &amp; Pinto, F. (2012). Sexualidade e risco de gravidez na adolesc&ecirc;ncia: Desafios de uma nova realidade pedi&aacute;trica. <i>Acta Pedi&aacute;trica Portuguesa</i>, 43, 8-15,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538953&pid=S1645-0086201600030000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> doi <a href="http://actapediatrica.spp.pt/article/view/631" target="_blank">http://actapediatrica.spp.pt/article/view/631</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Taquette, S. R. &amp; Vilhena, M. M. (2008). Uma Contribui&ccedil;&atilde;o ao Entendimento da Inicia&ccedil;&atilde;o Sexual Feminina na Adolesc&ecirc;ncia. <i>Psicologia em Estudo, Maring&aacute;</i>, 13,105-114, doi.org/10.1590/S1413-73722008000100013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538955&pid=S1645-0086201600030000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tolman, D. L. I. (1994). Doing desire: adolescent girls. Struggles for/with sexuality. <i>Gender and Society, </i>8, 324-342, doi: 10.1177/089124394008003003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538957&pid=S1645-0086201600030000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Tolman, D. L. I. (1996). Adolescent girls. Sexuality: debunking of the urban girl. In: B. Leadbeater; N. Way (Eds.), <i>Urban girls: resisting stereotypes, creating identities</i> (pp.255-271). New York: New York University Press.</p>     <!-- ref --><p>Tolman, D. L. I. (2005). Found(ing) discourses of desire: unfettering female adolescent sexuality. <i>Feminism &amp; Psychology</i>, 15, 5-9, doi:&nbsp;10.1177/0959353505049696.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538960&pid=S1645-0086201600030000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Travis, C. B. E. &amp; White, J. W. (2000).&nbsp;<i>Sexuality, society, and feminism</i>. American Psychological Association.</p>     <p>UNAIDS (2013). Global report: UNAIDS report on the global AIDS. Consultado em Fevereiro 2015 em: <a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/UNAIDS_Global_Report_2013_en_1.pdf" target="_blank">http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/UNAIDS_Global_Report_2013_en_1.pdf</a></p>     <p>United Nations Statistics Division. (2009). <i>Live births by age of mother and sex of child, general and age-specific fertility rates: latest available year, 2000 &ndash; 2009. </i>Recuperado em 4 de janeiro, 2014, de <a href="http://unstats.un.org/unsd/demographic/products/dyb/dyb2009-2010/Table10.pdf" target="_blank">http://unstats.un.org/unsd/demographic/products/dyb/dyb2009-2010/Table10.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Vasconcelos, P. (1998). Pr&aacute;ticas e discursos da conjugalidade e sexualidades dos jovens portugueses. In: M. Villaverde Cabral e J. Machado Pais <i>Jovens portugueses de hoje</i> (pp. 215-305). Oeiras: Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538965&pid=S1645-0086201600030000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vilar, D. (2003). <i>Falar disso: A Educa&ccedil;&atilde;o Sexual nas Fam&iacute;lias dos Adolescentes</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=538967&pid=S1645-0086201600030000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Wingood, G. M., DiClemente, R. J., McCree, D. H, Harrington, K &amp; Davies S. L. (2001). Dating violence and the sexual heath of black adolescent females, <i>Pediatrics,</i> 107, 72. doi: 10.1542/peds.107.5.e72.</p>     <p>World Health Organization (2011). Sexual and reproductive health, core competencies in primary care. Department of reproductive health and research.</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Av. D. Afonso V, 5300-121 Bragan&ccedil;a-Portugal. Telf.: 961340 376. e-mail: <a href="mailto:hpimentel@ipb.pt">hpimentel@ipb.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 30 de Mar&ccedil;o de 2016/ Aceite em 07 de Outubro de 2016</p>     ]]></body>
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