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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O autoconceito e auto-estima de adolescentes praticantes de modalidades náuticas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[It is recognized that regular physical activity, especially in adolescence, a phase marked by an important process of biopsychosocial transition , is an asset for the benefits the physiological and functional level, emotional, social and moral. The practice of nautical sports have come to play an important role in the overall educational process, with potential gains to self-esteem, self-confidence and self-knowledge. We intend to characterize the self-concept and self-esteem of adolescents practicing nautical sports (rowing, sailing, canoeing and surfing). A sociodemographic questionnaire and the Self-Concept and Self-Esteem Scale were applied to 103 young people from 11 to 17 years (59 boys and 44 girls) . The main results indicate statistically significant differences in different dimensions of self-concept and self-esteem in relation to differences between boys and girls, and between age groups. The observed overall results confirm that the participants of this study show better results on the Competence in mathematics and Self-Academic fator dimensions. In relation to other dimensions and factors of self-concept and self-esteem regular outcomes were found.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>O autoconceito e auto-estima de adolescentes praticantes de modalidades n&aacute;uticas</b></p>     <p><b>Self-concept and self-esteem of adolescents practitioners of nautical sports</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&aacute;rio Cruz<sup>1</sup>, Lu&iacute;sa Ramos Santos<sup>2</sup>, &amp; Lu&iacute;s Paulo Rodrigues<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Instituto Polit&eacute;cnico de Viana do Castelo, Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o, 4901-908, Viana do Castelo, Portugal. e-mail: <a href="mailto:mario.cruz@netcabo.pt">mario.cruz@netcabo.pt</a>;</p>     <p><sup>2</sup>Instituto Polit&eacute;cnico de Viana do Castelo, Escola Superior de Sa&uacute;de. 4900-314, Viana do Castelo&nbsp;, Portugal. e-mail: <a href="mailto:luisasantos@ess.ipvc.pt">luisasantos@ess.ipvc.pt</a>;</p>     <p><sup>3</sup>Instituto Polit&eacute;cnico de Viana do Castelo, Escola Superior de Desporto e Lazer, 4960-529, Melga&ccedil;o, Portugal. e-mail: <a href="mailto:lprodrigues@esdl.ipvc.pt">lprodrigues@esdl.ipvc.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>R</b><b>ESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; reconhecido que a pr&aacute;tica regular de atividade f&iacute;sica, sobretudo na adolesc&ecirc;ncia, uma fase marcada por um importante processo de transi&ccedil;&atilde;o biopsicossocial, constitui uma mais&#8209;valia pelos benef&iacute;cios a n&iacute;vel fisiol&oacute;gico e funcional, afetivo, social e moral. A pr&aacute;tica de modalidades n&aacute;uticas, atividades desportivas da natureza, t&ecirc;m vindo assumir um importante papel no processo educativo global, com potenciais ganhos ao n&iacute;vel da auto&#8209;estima, autoconfian&ccedil;a e autoconhecimento.</p>     <p>Assim, pretende-se caracterizar o autoconceito e a auto-estima de adolescentes praticantes de modalidades na&uacute;ticas (remo, vela, canoagem e surf). Para tal, foi aplicado um question&aacute;rio sociodemográfico e a Escala de Autoconceito e Auto&#8209;Estima a 103 jovens dos 11 aos 17 anos (59 rapazes e 44 raparigas).</p>     <p>Os principais resultados indicam algumas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, em diferentes dimens&otilde;es do autoconceito e na auto&#8209;estima relativamente a diferen&ccedil;as entre rapazes e raparigas e entre grupos et&aacute;rios.</p>     <p>Os resultados globais observados confirmam que os jovens do presente estudo se destacam na dimens&atilde;o <i>Compet&ecirc;ncia em Matem&aacute;tica </i>e no fator <i>Autoconceito Acad&eacute;mico</i>, tendo sido apurados resultados discretos relativamente &agrave;s restantes dimens&otilde;es e fatores do autoconceito e auto&#8209;estima.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: autoconceito, auto-estima, adolesc&ecirc;ncia, modalidades n&aacute;uticas</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>It is recognized that regular physical activity, especially in adolescence, a phase marked by an important process of biopsychosocial transition , is an asset for the benefits the physiological and functional level, emotional, social and moral. The practice of nautical sports have come to play an important role in the overall educational process, with potential gains to self-esteem, self-confidence and self-knowledge.</p>     <p>We intend to characterize the self-concept and self-esteem of adolescents practicing nautical sports (rowing, sailing, canoeing and surfing). A sociodemographic questionnaire and the Self&#8209;Concept and Self&#8209;Esteem Scale were applied to 103 young people from 11 to 17 years (59 boys and 44 girls) .</p>     <p>The main results indicate statistically significant differences in different dimensions of self-concept and self-esteem in relation to differences between boys and girls, and between age groups.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The observed overall results confirm that the participants of this study show better results on the Competence in mathematics and Self-Academic fator dimensions. In relation to other dimensions and factors of self-concept and self-esteem regular outcomes were found.</p>     <p><b>Keywords:</b> self-concept, self&#8209;esteem; adolescence, nautical sports.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A <b>adolesc&ecirc;ncia</b> &eacute; caracterizada como uma etapa do desenvolvimento potencialmente conturbada, pelas mudan&ccedil;as f&iacute;sicas, cognitivas, psicol&oacute;gicas e socioculturais, e &ldquo;profusa em absor&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o pela curiosidade, pela descoberta e pela experimenta&ccedil;&atilde;o, a base da constru&ccedil;&atilde;o da personalidade do adolescente, um alicerce para a sua vida adulta&rdquo; (Ferreira, 2013, p. 11), um confronto com o desconhecido e a procura de seguran&ccedil;a, descoberta dos limites de desafio, supera&ccedil;&atilde;o, resist&ecirc;ncia e imprevisto, uma forma de equil&iacute;brio do seu sistema &ldquo;entre o abandono do corpo (tend&ecirc;ncia para a desordem) e o limite de controlo do corpo (procura de ordem)&rdquo; (Neto, 1998, p. 5).</p>     <p>Na fase inicial da adolesc&ecirc;ncia, um per&iacute;odo em que os adolescentes se t&ecirc;m de acomodar ao seu corpo em transforma&ccedil;&atilde;o e matura&ccedil;&atilde;o, um momento de intensifica&ccedil;&atilde;o do papel de g&eacute;nero (Bernardo &amp; Matos, 2003), ocorrem altera&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o apenas em dimens&otilde;es f&iacute;sicas, mas igualmente em compet&ecirc;ncias cognitivas e sociais, em autonomia, em auto&#8209;estima e em intimidade (Papalia, Olds, &amp; Feldman, 2001), transforma&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas e psicol&oacute;gicas com significativo impacto nas suas autoperce&ccedil;&otilde;es. Deste modo, o autoconceito e a auto&#8209;estima assumem-se como construtos fundamentais a considerar, especialmente nesta fase do desenvolvimento.</p>     <p>De acordo com Peixoto e Almeida (1999) <b>o autoconceito</b> &eacute; entendido como um conjunto de cogni&ccedil;&otilde;es que o sujeito vai elaborando, sobre si pr&oacute;prio, relativamente ao seu desempenho nos diferentes contextos, tarefas e situa&ccedil;&otilde;es especificas em que est&aacute; envolvido e evolui, possuindo, por conseguinte, uma estrutura multidimensional, considerada igualmente uma vari&aacute;vel mediadora associada ao rendimento acad&eacute;mico, desempenho desportivo ou adapta&ccedil;&atilde;o profissional (Peixoto &amp; Almeida, 2011), possuindo um car&aacute;cter preditivo quanto &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos nos diversos contextos da sua vida, nomeadamente, bem-estar subjectivo, apar&ecirc;ncia e rela&ccedil;&otilde;es interpessoais (Gaspar, Pais, Matos, Leal, &amp; Aristides, 2010).</p>     <p>A <b>auto&#8209;estima</b> &eacute; descrita como um produto de julgamentos e atribui&ccedil;&otilde;es, positivos ou nagativos, que a pessoa faz acerca de si pr&oacute;pria, relativamente a aspetos considerados relevantes da sua identidade (Serra, 1998), avalia&ccedil;&otilde;es que o indiv&iacute;duo produz, indicando o grau em que este se considera capaz, importante ou valioso (Gobitta &amp; Guzzo, 2002). Neto (1998) refere a auto-estima como uma auto&#8209;avalia&ccedil;&atilde;o positiva ou negativa, incluindo julgamentos sociais internalizados, reveladores da forma como o sujeito est&aacute; satisfeito consigo pr&oacute;prio.</p>     <p>De acordo com Peixoto (2003) e Peixoto e Almeida (1999; 2011), a auto-estima e os diferentes elementos do autoconceito n&atilde;o s&atilde;o id&ecirc;nticos nem intermut&aacute;veis, considerando-as entidades psicol&oacute;gicas diferenciadas; a auto-estima relacionada com auto&#8209;avalia&ccedil;&otilde;es mais descontextualizadas resultantes da avalia&ccedil;&atilde;o global dos sujeitos sobre as suas qualidades e possuindo uma forte componente afectiva, ao inv&eacute;s do autoconceito, dizendo respeito a avalia&ccedil;&otilde;es de cariz cognitivo, com uma estrutura multidimensional organizada de forma hier&aacute;rquica, relativamente est&aacute;vel e contextualizada, estruturado em tr&ecirc;s fatores pr&oacute;ximos dos propostos por Song&nbsp;e&nbsp;Hattie&nbsp;(1984), o <i>Autoconceito de Apresenta&ccedil;&atilde;o</i>, (incluindo as dimens&otilde;es <i>Apar&ecirc;ncia F&iacute;sica</i>, <i>Atra&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica</i> e <i>Compet&ecirc;ncia Atl&eacute;tica</i>), o <i>Autoconceito Acad&eacute;mico</i>, (agrupando as dimens&otilde;es <i>Compet&ecirc;ncia Escolar</i>, <i>Compet&ecirc;ncia Matem&aacute;tica</i>, <i>Compet&ecirc;ncia em L&iacute;ngua Materna, Comportamento</i>) e um terceiro fator designado Autoconceito Social, (dizendo respeito &agrave;s dimens&otilde;es <i>Aceita&ccedil;&atilde;o Social</i>, <i>Amizades &Iacute;ntimas e Comportamento</i>).</p>     <p>Peixoto (2003, p. 36) defende a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&otilde;es estreitas entre a auto&#8209;estima e os conte&uacute;dos do autoconceito, uma vez que &ldquo;n&iacute;veis superiores de auto&#8209;estima remetem, geralmente, para autoconceitos mais positivos&rdquo;.</p>     <p>Bernardo e Matos (2003) sublinham que cada dimens&atilde;o espec&iacute;fica da auto-estima apresenta os efeitos combinados de perce&ccedil;&otilde;es a n&iacute;veis inferiores, sugerindo que, &agrave; medida que se desce na hierarquia, essas perce&ccedil;&otilde;es tornam&#8209;se mais fracionadas e espec&iacute;ficas, apontando igualmente para a exist&ecirc;ncia de um modelo hier&aacute;rquico multidimensional e estruturado da auto&#8209;estima, relativamente est&aacute;vel no topo mas mais dependente &agrave; medida que se desce na hierarquia, como resultado de perce&ccedil;&otilde;es avaliativas das diferentes dimens&otilde;es, acad&eacute;mico, social, de apresenta&ccedil;&atilde;o, emocional ou f&iacute;sico. Assim, a auto&#8209;estima f&iacute;sica dependeria de quatro diferentes dimens&otilde;es: compet&ecirc;ncia desportiva, corpo atraente, for&ccedil;a f&iacute;sica e condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, sugerindo que, mudan&ccedil;as nas autoperce&ccedil;&otilde;es em n&iacute;veis inferiores poderem suscitar altera&ccedil;&otilde;es no seu construto global (Bernardo &amp; Matos, 2003).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com Bernardo e Matos (2003) e Lintunen (1995), na fase inicial da adolesc&ecirc;ncia, as v&aacute;rias dimens&otilde;es do autoconceito e da auto&#8209;estima relacionam-se menos entre si, tornando&#8209;se mais diferenciadas e desenvolvendo&#8209;se atrav&eacute;s de processos de compara&ccedil;&atilde;o social. Assim, uma das quest&otilde;es da adolesc&ecirc;ncia est&aacute; interligada com a abertura aos outros e simultaneamente &agrave; necessidade de compreens&atilde;o do mundo.</p>     <p>Os contextos onde o adolescente funciona (ambiente familiar, a escola, o grupo de pares, entre outros) s&atilde;o influenciados pelos contextos sociais, pelas rela&ccedil;&otilde;es que estabelece, e as escolhas por determinados estilos de vida (Ferreira, 2013). De acordo com Feij&oacute; e Oliveira (2001), um grande n&uacute;mero de adolescentes acaba por se envolver em comportamentos de risco, com possivel comprometimento da sua sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, afectando de forma negativa o seu bem-estar.</p>     <p>A pr&aacute;tica regular de <b>atividade f&iacute;sica e desportiva</b>, especialmente na adolesc&ecirc;ncia, representa uma mais valia pelos benef&iacute;cios que aporta em diferentes dimens&otilde;es f&iacute;sicas e psicol&oacute;gicas (Diniz, 1998; Matos et al., 2001), podendo igualmente constituir um meio privilegiado para o ensino de m&uacute;ltiplas compet&ecirc;ncias, nomeadamente, na forma&ccedil;&atilde;o da identidade, do car&aacute;cter, do crescimento e do desenvolvimento psicol&oacute;gico (Dias et al., 2001).</p>     <p>Entende-se por atividade f&iacute;sica, qualquer movimento corporal produzido pelos m&uacute;sculos esquel&eacute;ticos resultando num disp&ecirc;ndio de energia (Caspersen, Powell, &amp; Christenson, 1985), incluindo qualquer tipo de movimento, desde o mais elementar movimento corporal at&eacute; &agrave; pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica e desportiva (e.g. atividade de lazer, trabalho ocupacional ou dom&eacute;stico, exerc&iacute;cio f&iacute;sico ou atividade desportiva).</p>     <p>Na adolesc&ecirc;ncia, a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica e desportiva pode representar uma mais valia, n&atilde;o apenas pelos ganhos que produz a n&iacute;vel cardiovascular, respirat&oacute;rio, &oacute;sseo e muscular, mas igualmente pelo que representa a n&iacute;vel afetivo, social e moral, uma vez que os adolescentes que praticam regularmente atividade f&iacute;sica manifestam maior n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o com o seu corpo e auto&#8209;imagem, maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e melhor comunica&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia e rela&ccedil;&otilde;es mais positivas com os pares (Matos, Carvalhosa, &amp; Diniz, 2001).</p>     <p>Da mesma forma, Bernardo e Matos (2003) defendem que o desenvolvimento de programas adequados de atividade f&iacute;sica e desportiva podem melhorar o bem-estar psicol&oacute;gico e reduzir o risco de determinados problemas de sa&uacute;de. De acordo com Burton, Pakenham, e Brawn (2009) e com Mota (2012), a perce&ccedil;&atilde;o de bem-estar positivo associado &agrave; pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica e desportiva est&aacute; estreitamente associada a comportamentos mais saud&aacute;veis, &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da atividade criminal, a melhor sa&uacute;de mental, a um n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o superior, a uma esperan&ccedil;a de vida superior, bem como a um melhor desempenho laboral e a um melhor funcionamento social e pessoal.</p>     <p>Assim, a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de &eacute;, desde logo, um objetivo social, defendendo-se que a aquisi&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos de vida saud&aacute;veis deva ser promovida e estimulada desde a inf&acirc;ncia (Neto, 1994). O investimento e a promo&ccedil;&atilde;o da atividade f&iacute;sica e desportiva em crian&ccedil;as e adolescentes parte do pressuposto que, uma vez adquirido, tem impacto ao longo da vida. Estudos sobre a ades&atilde;o a programas diversificados de pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica t&ecirc;m mesmo impl&iacute;cita &ldquo;a forte convic&ccedil;&atilde;o da sua estabilidade bem como do seu <i>tracking</i>&rdquo; (Lopes, Maia, Silva, Seabra, &amp; Vasques, 2005, p. 77).</p>     <p>O Livro Verde <i>Promo&ccedil;&atilde;o de Regimes Alimentares Saud&aacute;veis e da Atividade F&iacute;sica</i> (CE, 2005) refere que a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica e desportiva oferece &agrave;s crian&ccedil;as e adolescentes maiores oportunidades de conhecer e comunicar com outras pessoas, adquirir melhores aptid&otilde;es sociais (tais como a toler&acirc;ncia e o respeito pelos outros), atingir objetivos colectivos como a coopera&ccedil;&atilde;o e a coes&atilde;o, promovendo em simult&acirc;neo experi&ecirc;ncias emocionais &uacute;nicas.</p>     <p>Segundo Dias et al. (2001) os princ&iacute;pios adquiridos durante a participa&ccedil;&atilde;o desportiva s&atilde;o capacidades e compet&ecirc;ncias que podem e devem ser aplicadas e transferidas para outros dom&iacute;nios de vida. Esta liga&ccedil;&atilde;o estreita entre compet&ecirc;ncias desportivas e compet&ecirc;ncias para uma vida bem&#8209;sucedida, compet&ecirc;ncias e atitudes transfer&iacute;veis do contexto desportivo para outros contextos, fam&iacute;lia, escola, etc. (Danish &amp; Nellen, 1997), leva &ldquo;treinadores, atletas e dirigentes desportivos a acreditarem que a participa&ccedil;&atilde;o em atividades desportivas pode ter um efeito ben&eacute;fico no desenvolvimento psicossocial dos seus participantes (...) para aprender responsabilidade, conformidade, subordina&ccedil;&atilde;o, persist&ecirc;ncia e at&eacute; um maior grau de tomada de decis&otilde;es&rdquo; (Dias et al., 2001, p. 162).</p>     <p>Neste sentido, o Parlamento Europeu sublinha &ldquo;o interesse leg&iacute;timo da Uni&atilde;o Europeia pelo desporto, em particular pelos seus aspetos sociais e culturais, bem como, pelos valores sociais e educativos que veicula&rdquo; confirmando a import&acirc;ncia da pr&aacute;tica regular de exerc&iacute;cio f&iacute;sico na melhoria da sa&uacute;de f&iacute;sica e mental (JOUE, 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As atividades f&iacute;sicas e desportivas de natureza constituem, para o ser humano, uma experi&ecirc;ncia intensa e gratificante de viv&ecirc;ncias, dado produzirem-se em espa&ccedil;os e ambientes n&atilde;o habituais, desconhecidos por vezes, plenos de novidades e emo&ccedil;&otilde;es, ao encontro da natureza aut&ecirc;ntica.</p>     <p>As <b>modalidades n&aacute;uticas</b> s&atilde;o consideradas <i>desportos de natureza</i>, uma vez que combinam a atividade f&iacute;sica com o usufruto dos espa&ccedil;os naturais, produzindo-se num quadro natural muito espec&iacute;fico, o mar e o rio (Melo, 2009). O Comit&eacute; Econ&oacute;mico e Social Europeu, nas conclus&otilde;es de um parecer subordinado ao tema <i>Ind&uacute;strias N&aacute;uticas: Uma muta&ccedil;&atilde;o acelerada pela crise</i>, sublinha a import&acirc;ncia das modalidades n&aacute;uticas no Espa&ccedil;o Europeu, n&atilde;o como um mero passatempo estival, mas como um ve&iacute;culo importante no desenvolvimento e difus&atilde;o de &ldquo;valores desportivos, culturais, ambientais e sociais&rdquo; (JOUE, 2013, p. 2).</p>     <p>Adicionalmente, a <i>Direction R&eacute;gional de la Jeunesse, des Sports et de la Coh&eacute;sion Sociale des Pays de la Loire</i>, (DRJSCS, 2012), refere os desportos de natureza como complementos importantes do processo educativo formal, vectores educativos &agrave; capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o (conhecimentos do meio, variabilidade do terreno e meteorologia, assun&ccedil;&atilde;o do risco, capacidade de antecipa&ccedil;&atilde;o), de conhecimentos sobre seguran&ccedil;a activa, coopera&ccedil;&atilde;o (solidariedade, partilha, respeito m&uacute;tuo e partilha de emo&ccedil;&otilde;es), para al&eacute;m dos evidentes ganhos em sa&uacute;de.</p>     <p>Tamb&eacute;m, Mora e Padilla (2009), referem a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica e desportiva de natureza como uma componente e um objetivo importantes no processo educativo global, positivo e gratificante para os jovens e para a comunidade, apontando ainda a import&acirc;ncia da componente competitiva como fator motivacional acrescido, para os que decidirem persistir neste tipo de atividade. Reconhece-se, assim, o potencial dos desportos de natureza no &acirc;mbito dos designados tr&ecirc;s dom&iacute;nios educativos, cognitivo, afetivo e motor, e sobretudo por facilitar atitudes de coopera&ccedil;&atilde;o grupal, de perten&ccedil;a e de respeito pelos outros, um ve&iacute;culo de novas sensa&ccedil;&otilde;es, experi&ecirc;ncias e interac&ccedil;&otilde;es, potenciando ganhos em auto&#8209;estima, autoconfian&ccedil;a e autoconhecimento (Dom&iacute;nguez, 2010) .</p>     <p>Portanto, os novos paradigmas da educa&ccedil;&atilde;o ambiental, cruzam o potencial do desporto como metodologia de ensino, com os benef&iacute;cios da pr&aacute;tica de desportos de natureza e com os objetivos da educa&ccedil;&atilde;o ambiental, a sustentabilidade e a cidadania (Rosa &amp; Carvalhinho, 2012). Assim, ineg&aacute;veis benef&iacute;cios ao n&iacute;vel musculo-esquel&eacute;tico e funcional, afetivo, emocional, social e moral, bem como um conjunto de sensa&ccedil;&otilde;es, como o prazer, a satisfa&ccedil;&atilde;o, o bem-estar e a sa&uacute;de (Carvalhinho, Sequeira, Fernandes, &amp; Rodrigues, 2010), adv&ecirc;m da pr&aacute;tica de <i>desportos de natureza</i>, como nas modalidades na&uacute;ticas.</p>     <p>Deste modo, o objetivo do presente estudo pretende pretende-se caracterizar os n&iacute;veis de autoconceito e auto-estima de adolescentes praticantes de modalidades n&aacute;uticas, objetivando-se poss&iacute;veis implica&ccedil;&otilde;es futuras ao n&iacute;vel da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de adolescentes.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram neste estudo, transversal, 103 adolescentes praticantes de modalidades na&uacute;ticas, que consitutem uma amostra de conveni&ecirc;ncia recrutada voluntariamente em quatro centros na&uacute;ticos da zona Norte do pa&iacute;s (remo, vela, canoagem e <i>surf</i>). Com idades compreendidas entre os 11 e os 17 anos, 44 raparigas (<i>M</i>=14,2; <i>DP</i>=1,7) e 59 rapazes (M=13,8; <i>DP</i>=1,8), sendo que 52,4% praticam remo, 18,5% canoagem, 15,5% <i>surf</i> e 13,6% vela. Relativamente &agrave; escolaridade, os participantes frequentam o ano correspondente ao que &eacute; esperado para as suas idades.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com base na <i>Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Graffar</i>, foram agrupados as fam&iacute;lias dos jovens inquiridos como de <i>estatuto profissional alto</i> (Classes I e II); <i>estatuto profissional m&eacute;dio</i> (Classe III), e como <i>estatuto profissional baixo</i> (Classes IV e V).</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Para a recolha de dados foi utilizado um question&aacute;rio sociodemográfico concebido especificamente para o estudo (sexo, idade, modalidade na&uacute;tica praticada, escolaridade e n&iacute;vel de aproveitamento escolar) e a Escala de Autoconceito e Auto&#8209;Estima de Peixoto e Almeida (1999).</p>     <p><b><i>Escala de Autoconceito e de Auto-Estima de Peixoto e Almeida (1999)</i></b> &eacute; composta por dois instrumentos; uma Escala de Autoperce&ccedil;&atilde;o &ndash; <i>Como &eacute; que eu sou</i>, e uma Escala de Import&acirc;ncia &ndash; <i>O quanto isto &eacute; importante para mim</i>. A Escala de Autoperce&ccedil;&atilde;o, considerada como &ldquo;resultando de uma avalia&ccedil;&atilde;o global que o sujeito efectua sobre si pr&oacute;prio, expressando sentimentos de valor pessoal&rdquo; (Nascimento &amp; Peixoto, 2012, p. 424), organizada por forma a fornecer medidas separadas das compet&ecirc;ncias percepcionadas pelos sujeitos, compreende 53 itens distribu&iacute;dos por dez sub&#8209;escalas, nove das quais pretendendo avaliar as autoperce&ccedil;&otilde;es em dom&iacute;nios espec&iacute;ficos (<i>Compet&ecirc;ncia Escolar, Aceita&ccedil;&atilde;o Social, Compet&ecirc;ncia Atl&eacute;tica, Apar&ecirc;ncia F&iacute;sica, Atra&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica, Comportamento, Amizades &Iacute;ntimas, Compet&ecirc;ncia a Matem&aacute;tica e Compet&ecirc;ncia a L&iacute;ngua Materna</i>), e uma d&eacute;cima a A<i>uto&#8209;Estima</i>, assim como tr&ecirc;s fatores de ordem superior; o <i>Autoconceito Acad&eacute;mico</i>, o <i>Autoconceito Social</i> e o <i>Autoconceito de Apresenta&ccedil;&atilde;o</i> (ISPA, 1999; Nascimento &amp; Peixoto, 2012; Peixoto, 2003; Peixoto &amp; Almeida, 1999, 2011).</p>     <p>A Escala de Import&acirc;ncia &eacute; constitu&iacute;da por 18 itens, dois por cada uma das dimens&otilde;es espec&iacute;ficas abordadas no perfil de autoperce&ccedil;&atilde;o, permitindo obter nove medidas relacionadas com a import&acirc;ncia que o sujeito atribui a cada uma das diferentes dimens&otilde;es do autoconceito (Peixoto, 2003; Peixoto &amp; Almeida, 1999, 2011).</p>     <p>Nas duas escalas referidas, em cada item &eacute; descrito um determinado tipo de jovem, sendo pedido ao sujeito que assinale a op&ccedil;&atilde;o que mais se identifica com ele. As op&ccedil;&otilde;es de resposta s&atilde;o as seguintes: <i>Exactamente como eu; Como eu; Diferente de mim</i> ou<i> Completamente diferente de mim</i>.</p>     <p>Tanto na Escala de Autoperce&ccedil;&atilde;o como na Escala de Import&acirc;ncia, a cota&ccedil;&atilde;o dos itens &eacute; efectuada de modo a que o <i>score 1</i> corresponda a uma baixa auto-avalia&ccedil;&atilde;o ou baixa import&acirc;ncia atribu&iacute;da e o <i>score 4</i> a uma alta compet&ecirc;ncia percebida ou uma elevada import&acirc;ncia atribu&iacute;da (Peixoto, 2003; Peixoto &amp; Almeida, 1999, 2011), tendo sido devidamente tidos em considera&ccedil;&atilde;o os itens invertidos (ISPA, 1999).</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Ap&oacute;s a prepara&ccedil;&atilde;o de todos os instrumentos de recolha de dados, foram encetados contactos com as dire&ccedil;&otilde;es dos quatro Centros N&aacute;uticos, tendo sido explicado o prop&oacute;sito deste trabalho e a metodologia a seguir.</p>     <p>Uma semana antes da aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio foi distribu&iacute;do a cada um dos participantes um formul&aacute;rios de pedido de consentimento parental, incluindo uma s&iacute;ntese explicativa dos prop&oacute;sitos do estudo, no sentido de esclarecer qualquer d&uacute;vida ou inquieta&ccedil;&atilde;o que pudesse comprometer a sua boa colabora&ccedil;&atilde;o. Assegurou-se tamb&eacute;m aos participantes a confidencialidade das respostas aos question&aacute;rios. A recolha de dados decorreu durante os meses de Fevereiro e Mar&ccedil;o de 2014.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>An&aacute;lise Estat&iacute;stica</i></p>     <p>Foram usados T-testes para grupos independentes ou an&aacute;lise de vari&acirc;ncia (ANOVA) para estabelecer compara&ccedil;&otilde;es entre grupos relativamente a vari&aacute;veis cont&iacute;nuas e com distribui&ccedil;&otilde;es aproximadas &agrave; normalidade. Para todos os testes foi mantido um <i>n&iacute;vel de signific&acirc;ncia</i> de 0,05.</p>     <p>Os dados foram compilados em base de dados no programa Microsoft Excel 2010 e posteriormente analisados estatisticamente com recurso ao programa <i>IBM SPSS Statistics </i>vers&atilde;o 20.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><b>Diferentes dimens&otilde;es do autoconceito e a auto-estima</b></p>     <p>Atrav&eacute;s do <a href="#q1">quadro 1</a> &eacute; poss&iacute;vel analisar os <i>scores</i> m&eacute;dios das dez diferentes dimens&otilde;es da<i> Escala de Autoconceito e Auto-Estima</i>, assim como os respectivos desvios-padr&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a07q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A partir da an&aacute;lise das m&eacute;dias totais de cada uma das diferente dimens&otilde;es do autoconceito, constatamos que a sub&#8209;escala <i>Amizades &Iacute;ntimas</i> (a perce&ccedil;&atilde;o do adolescente face &agrave; sua capacidade de fazer e manter amizades &iacute;ntimas), &eacute; a dimens&atilde;o que obt&eacute;m o <i>score</i> mais elevado (3,24 &plusmn; 0,56), e a sub&#8209;escala <i>Atra&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica</i> (a perce&ccedil;&atilde;o do jovem relativamente &agrave; sua capacidade de relacionamento rom&acirc;ntico por aquele(as) que se sente atra&iacute;do(a), &eacute; a dimens&atilde;o que apresenta o resultado mais baixo (2,35 &plusmn; 0,50).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De referir que na <i>Escala de Import&acirc;ncia</i> (que permite obter medidas relacionadas com a import&acirc;ncia que o sujeito atribui a cada uma das diferentes dimens&otilde;es do autoconceito) verifica-se que apenas a <i>Aceita&ccedil;&atilde;o Social</i> (a import&acirc;ncia que o sujeito atribui ao modo como &eacute; aceite pelos colegas e a sua popularidade), o <i>Comportamento</i> (a import&acirc;ncia que o jovem atribui &agrave; forma como age) e <i>Amizades &Iacute;ntimas</i> (a import&acirc;ncia que o adolescente atribui &agrave;s amizades) os resultados obtidos s&atilde;o inferiores aos da dimens&atilde;o correspondente da <i>Escala de Autoconceito</i>, comparativamente com as restantes dimens&otilde;es (os valores mais elevados), o que demonstra que as autoperce&ccedil;&otilde;es dos sujeitos relativamente a essas dimens&otilde;es do autoconceito &eacute; inferior &agrave; import&acirc;ncia que lhes atribui.</p>     <p>Relativamente &agrave; <i>Auto-Estima</i>, no <a href="#q1">quadro 1</a> observa-se que a m&eacute;dia da auto&#8209;estima (<i>M</i>=2,86; <i>DP</i>=0,46) se situa acima do valor m&eacute;dio observado nas nove dimens&otilde;es do autoconceito (<i>M</i>=2,78; <i>DP</i>=0,57). Atrav&eacute;s da <a href="#f1">figura 1</a>, &eacute; poss&iacute;vel observar as m&eacute;dias da escala de autoconceito e auto&#8209;estima em fun&ccedil;&atilde;o do sexo. O <i>score</i> m&eacute;dio obtido pelos rapazes (<i>M=</i>2,83; <i>DP</i>=0,51) foi superior ao das raparigas (<i>M=</i>2,70; <i>DP</i>=0,50), tendo sido encontradas diferen&ccedil;as significativas entre sexos, nas dimens&otilde;es <i>Compet&ecirc;ncia Atl&eacute;tica</i> (<i>p</i>&lt;0,001),<i> Apar&ecirc;ncia F&iacute;sica</i> (<i>p</i>&lt;0,001) e <i>Atra&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica</i> (<i>p</i>=0,001).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a07f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na compara&ccedil;&atilde;o entre grupos et&aacute;rios (<a href="#f2">figura 2</a>), o grupo de 11&#8209;12 anos consegue o <i>score</i> mais elevado (<i>M=</i>2,87; <i>DP</i>=0,52), enquanto que o grupo de 15-17 anos apresenta o resultado mais baixo (<i>M=</i>2,70; <i>DP</i>=0,49), sendo que, o grupo interm&eacute;dio alcan&ccedil;ou um <i>score</i> de <i>M=</i>2,80 (<i>DP</i>=0,52) (<a href="#f2">figura 2</a>). Relativamente &agrave;s dimens&otilde;es do autoconceito, verificam-se diferen&ccedil;as significativas entre grupos et&aacute;rios nas dimens&otilde;es nas dimens&otilde;es <i>Aceita&ccedil;&atilde;o Social</i>, entre o grupo et&aacute;rio 11-12 anos face ao de 15-17 (<i>p</i>=0,049), <i>Apar&ecirc;ncia F&iacute;sica</i> (<i>p</i>=0,003), entre o de 11-12 (<i>p</i>=0,007) e o de 13-14 anos (<i>p</i>=0,028), bem como na dimens&atilde;o <i>Comportamento</i> (<i>p</i>=0,012), entre o de 11-12 anos face aos de 13-14 e 15&#8209;17 anos, (<i>p</i>=0,044) e (<i>p</i>=0,013) respectivamente.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a07f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente aos valores obtidos na <i>Escala de Import&acirc;ncia</i> (<a href="#f3">figura 3</a>), sublinhamos que o valor m&eacute;dio das nove dimens&otilde;es analisadas (<i>M</i>=2,94; <i>DP</i>=0,66) &eacute; superior &agrave; m&eacute;dia observada na <i>Escala de Autoconceito</i>, o que parece significar que a autoperce&ccedil;&atilde;o destes jovens relativamente &agrave; maioria das dimens&otilde;es do autoconceito &eacute; inferior &agrave; import&acirc;ncia que lhes atribui.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a07f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que diz respeito &agrave;s diferen&ccedil;as entre sexos entre os valores obtidos na <i>Escala de Autoconceito e Auto&#8209;Estima</i> face aos da <i>Escala de Import&acirc;ncia</i> (<a href="#f4">figura 4</a>), os <i>scores </i>m&eacute;dios registados est&atilde;o pr&oacute;ximos; rapazes (<i>M=</i>3,01; <i>DP</i>=0,68) e raparigas (<i>M=</i>3,01; <i>DP</i>=0,67), tendo sido encontrada diferen&ccedil;a positiva e significativa para os rapazes na dimens&atilde;o <i>Atra&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica</i> (<i>p</i>=0,026).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a07f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave; auto&#8209;estima, foi observado um padr&atilde;o id&ecirc;ntico ao do autoconceito. As raparigas (<i>M=</i>2,79; <i>DP</i>=0,47) obt&ecirc;m um <i>score </i>m&eacute;dio inferior ao dos rapazes (<i>M=</i>2,92; <i>DP</i>=0,45) (<a href="#f1">figura 1</a>) e o grupo de 11-12 anos consegue o <i>score</i> mais elevado (<i>M=</i>2,79; <i>DP</i>=0,57). O grupo de 15&#8209;17 anos atinge o resultado mais baixo (<i>M=</i>2,59; <i>DP</i>=0,54) e o grupo et&aacute;rio interm&eacute;dio registou um <i>score</i> de <i>M=</i>2,69 (<i>DP</i>=0,59) (<a href="#f5">figura 5</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a07f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Conforme apresentado na <a href="#f5">figura 5</a>, observa-se uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa da auto&#8209;estima nas raparigas entre os 11-12 e os 13-14 anos, mantendo-se de seguida a um n&iacute;vel est&aacute;vel, comparativamente aos rapazes, onde &eacute; possivel observar uma sistem&aacute;tica trajet&oacute;ria descendente entre os 11 e os 17 anos, tendo sido encontradas diferen&ccedil;as significativas entre grupos et&aacute;rios (<i>p=</i>0<i>,</i>017), nomeadamente entre o grupo et&aacute;rio de 11&#8209;12 anos face ao de 15&#8209;17 anos (<i>p=</i>0<i>,</i>015).</p>     <p><b><i>Os Diferentes Fatores do Autoconceito</i></b></p>     <p>Relativamente aos resultados obtidos para os fatores de autoconceito, o <i>score</i> mais baixo foi observado no <i>Autoconceito Apresenta&ccedil;&atilde;o</i> (<i>M</i>=2,54; <i>DP</i>=0,41) enquanto o mais elevado aconteceu no <i>Autoconceito Social</i> (<i>M</i>=3,10; <i>DP</i>=0,33).</p>     <p>Na compara&ccedil;&atilde;o entre grupos et&aacute;rios (<a href="#f6">figura 6</a>), os jovens do grupo et&aacute;rio de 11-12 anos obtiveram <i>scores </i>mais elevados que os demais grupos et&aacute;rios em todos os fatores do autoconceito analisados, tendo sido encontradas diferen&ccedil;as significativas entre este grupo et&aacute;rio face ao de 15&#8209;17 anos no <i>Autoconceito Acad&eacute;mico </i>(<i>p=</i>0<i>,</i>047).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f6"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a07f6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave;s diferen&ccedil;as entre os fatores do autoconceito de acordo com o sexo (<a href="#f7">figura 7</a>), os rapazes obt&ecirc;m um <i>score</i> superior no fator <i>Autoconceito de Apresenta&ccedil;&atilde;o </i>(<i>p</i>&lt;&nbsp;0,001), que agrupa as dimens&otilde;es <i>Apar&ecirc;ncia F&iacute;sica</i>, <i>Atra&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica</i> e <i>Compet&ecirc;ncia Atl&eacute;tica</i>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a07f7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>A an&aacute;lise comparativa dos dados observados no presente estudo relativamente &agrave;s diferentes dimens&otilde;es</p>     <p>do autoconceito e auto-estima, revelam diferen&ccedil;as entre rapazes e raparigas ao n&iacute;vel da <i>Compet&ecirc;ncia Atl&eacute;tica</i> (maior perce&ccedil;&atilde;o nos rapazes), <i>Apar&ecirc;ncia F&iacute;sica</i><i>Atra&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica </i>(menor perce&ccedil;&atilde;o nas raparigas), o que pode espelhar o grau de insatisfa&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica das raparigas com o seu corpo, uma dimens&atilde;o valorizada pela sociedade actual, um padr&atilde;o semelhante aos resultados observados num estudo realizado por Peixoto (2003), com adolescentes.</p>     <p>Relativamente &agrave;s diferen&ccedil;as entre grupos et&aacute;rios, observaram-se resultados globalmente superiores, para os mais novos, quer ao n&iacute;vel do autoconceito quer na auto&#8209;estima, comparativamente com os demais grupos et&aacute;rios. Ao n&iacute;vel da auto&#8209;estima, foram encontradas diferen&ccedil;as significativas entre os jovens do grupo et&aacute;rio de 11-12 face ao de 15-17 anos, podendo querer significar que &agrave; medida que os jovens avan&ccedil;am na adolesc&ecirc;ncia se observa um importante decr&eacute;scimo nas suas auto&#8209;avalia&ccedil;&otilde;es bem como no n&iacute;vel de auto&#8209;satisfa&ccedil;&atilde;o. Este facto pode ser explicado pela ocorr&ecirc;ncia de algumas altera&ccedil;&otilde;es importantes nesta fase do desenvolvimento humano, como refere Peixoto (2003), opini&atilde;o que corroboramos, podendo o n&iacute;vel da auto&#8209;estima permanecer est&aacute;vel ou n&atilde;o, tendo em conta as viv&ecirc;ncias existenciais de cada indiv&iacute;duo e a forma como estas experi&ecirc;ncias influenciam os sentimentos sobre si pr&oacute;prio.</p>     <p>Ao n&iacute;vel dos fatores do autoconceito, num estudo realizado por Sim&atilde;o (2005) observam-se semelhan&ccedil;as aos resultados obtidos no presente estudo, valores superiores ao n&iacute;vel do <i>Autoconceito Acad&eacute;mico</i> e <i>Autoconceito Social.</i> No entanto, em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, Peixoto (2003) encontrou nas raparigas valores significativamente superiores aos do presente estudo nos fatores <i>Autoconceito Social </i>e <i>Autoconceito de Apresenta&ccedil;&atilde;o</i>, ao inv&eacute;s do verificado no <i>Autoconceito Acad&eacute;mico</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; relevante sublinhar que os valores alcan&ccedil;ados na <i>Escala de Import&acirc;ncia</i> foram globalmente superiores aos observados nas diferentes dimens&otilde;es da escala de autoconceito, parecendo indiciar que os jovens do presente estudo atribuem uma maior import&acirc;ncia &agrave;s dimens&otilde;es do autoconceito do que a perce&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m das suas capacidades. Foi encontrada uma diferen&ccedil;a significativa a favor dos rapazes na dimens&atilde;o <i>Atra&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica</i>.</p>     <p>Relativamente aos diferentes fatores do autoconceito, observamos que os jovens do grupo et&aacute;rio de 11-12 anos obtiveram <i>scores </i>mais elevados em todos os fatores do autoconceito analisados, tendo sido encontradas diferen&ccedil;as significativas entre este grupo et&aacute;rio face ao de 15&#8209;17 anos no <i>Autoconceito Acad&eacute;mico</i>. Os rapazes revelaram-se significativamente melhores no fator <i>Autoconceito de Apresenta&ccedil;&atilde;o</i>, um padr&atilde;o igualmente semelhante aos resultados obtidos por Peixoto (2003).</p>     <p>No sentido de compreender melhor os resultados aqui apresentados, consideramos interessante proceder a uma caracteriza&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica e sistem&aacute;tica da popula&ccedil;&atilde;o adolescente praticante de modalidades n&aacute;uticas, numa perspetiva longitudinal, de compara&ccedil;&atilde;o com a popula&ccedil;&atilde;o geral e com outras popula&ccedil;&otilde;es de praticantes, nomeadamente, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de um observat&oacute;rio para as atividades n&aacute;uticas, incluindo igualmente o estudo dos comportamentos relacionados com a sa&uacute;de e de orienta&ccedil;&otilde;es motivacionais acad&eacute;micas, por forma a obter informa&ccedil;&atilde;o mais consistente relativamente &agrave; import&acirc;ncia da vincula&ccedil;&atilde;o a este tipo de atividade desportiva de natureza.</p>     <p>Pensamos ser igualmente pertinente procurar compreender as raz&otilde;es dos baixos valores alcan&ccedil;ados pelas raparigas em autoconceito e em auto-estima, dado tratar&#8209;se de um padr&atilde;o regularmente observado em distintos estudos.</p>     <p>De um modo geral, este estudo permitiu identificar diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel do autoconceito e auto-estima, entre rapazes e raparigas e entre grupos et&aacute;rios. Os resultados globais observados indicam que os adolescentes do presente estudo, sobretudo os rapazes e os mais jovens, se destacam no fator <i>Autoconceito Social e Acad&eacute;mico</i>, dimens&otilde;es bastante valorizadas em texto escolar, parecendo querer indicar um elevado potencial destes adolescentes praticantes de modalidades na&uacute;ticas na prossecu&ccedil;&atilde;o de tarefas acad&eacute;micas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <p>ANSS. (2011). Manual t&eacute;cnico para promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o de riscos e doen&ccedil;as na sa&uacute;de suplementar. <i>Ag&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de Suplementar </i>(4&ordf; ed. rev. e atual.). Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Brasil.</p>     <p>Bernardo, R., &amp; Matos, M. (2003). Desporto aventura e auto-estima nos adolescentes, em meio escolar. <i>Revista Portuguesa de Ci&ecirc;ncias do Desporto, </i>3 (1), 33&ndash;46. DOI:10.5628/rpcd.03.01.33. <a href="https://www.researchgate.net/publication/242092918_Desporto_aventura_e_auto-estima_nos_adolescentes_em_meio_escolar, consultado em 19-11-2014" target="_blank">https://www.researchgate.net/publication/242092918_Desporto_aventura_e_auto-estima_nos_adolescentes_em_meio_escolar, consultado em 19-11-2014</a>.</p>     <p>Burton, N., Pakenham, K., &amp; Brawn, W. (2009). Evaluating the effectiveness of psychosocial resilience training for heart health, and the added value of promoting physical activity: a cluster randomized trial of the READY program. <i>BMC Public Health</i>, 9-427. DOI:&nbsp;10.1186/1471-2458-9-427.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Carvalhinho, L., Sequeira, P., Fernandes, A., &amp; Rodrigues, J. (2010). A emerg&ecirc;ncia do sector de desporto&nbsp;de natureza e a import&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o. <a href="http://www.efdeportes.com/efd140/desporto-de-natureza-e-formacao.htm" target="_blank">http://www.efdeportes.com/efd140/desporto-de-natureza-e-formacao.htm</a> consultado em 19-11-2014.</p>     <!-- ref --><p>Caspersen, C. J., Powell, K. E., &amp; Christenson, G. M. (1985). Physical activity, exercise, and physical fitness: Definitions and distinctions for health-related research. Pu<i>blic Health Reports, </i>100, 126-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539343&pid=S1645-0086201600030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>(2005). <i>Livro Verde. Promo&ccedil;&atilde;o de regimes alimentares saud&aacute;veis e da actividade f&iacute;sica: uma dimens&atilde;o europeia para a preven&ccedil;&atilde;o do excesso de peso, da obesidade e das doen&ccedil;as cr&oacute;nicas</i> Comiss&atilde;o Europeia: Bruxelas.</p>     <p>Danish, S. J., &amp; Nellen, V. C. (1997). New roles for sport psychologists: Teaching life skills through sport to at-risk youth. <i>Quest, </i>49,&nbsp;100-113. doi.org/10.1080/00336297.1997.10484226.</p>     <!-- ref --><p>Dias, C., Cruz, J., &amp; Danish, S. (2001). O desporto como contexto para a aprendizagem e ensino de compet&ecirc;ncias de vida: Programas de interven&ccedil;&atilde;o para crian&ccedil;as e adolescentes. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, </i>1 (XIX), 157-170. DOI: 10.14417/ap.351.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539347&pid=S1645-0086201600030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Diniz, J. (1998). Aptid&atilde;o f&iacute;sica e sa&uacute;de &ndash; Desafios para a educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. In Neil Armstrong et al. (Eds.). <i>A educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de.</i> Lisboa: Omniservi&ccedil;os.</p>     <p>Dom&iacute;nguez, M. (2010). Las Actividades f&iacute;sicas en el medio natural como recurso educativo, <i>Revista Autodidacta</i>.</p>     <p>DRJSCS. (2012). Valeurs &eacute;ducatives des sports de nature, <a href="http://www.pays-de-la-loire.drjscs.gouv.fr/Valeurs-educatives-des-sports-de.html" target="_blank">http://www.pays-de-la-loire.drjscs.gouv.fr/Valeurs-educatives-des-sports-de.html</a> consultado em 18-01-2015.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Feij&oacute;, R., &amp; Oliveira, E. (2001). Comportamento de risco na Adolesc&ecirc;ncia. Artigo de Revis&atilde;o. <i>Jornal de Pediatria, </i>Sup.2/S125. Sociedade Brasileira de Pediatria.</p>     <p>Ferreira, M. (2013). Consumo de subst&acirc;ncias, estilos de vida activos e a sa&uacute;de dos adolescentes portugueses. Disserta&ccedil;&atilde;o para obten&ccedil;&atilde;o do Grau de Doutor em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Especialidade Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de. Faculdade de Motricidade Humana da Universidade T&eacute;cnica de Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Gaspar, T., Pais Ribeiro, J., Matos, M., Leal, I., &amp; Aristides, F. (2010). Estudo da auto-estima em crian&ccedil;as e adolescentes portugueses: impacto de factores sociais e pessoais. <i>Revista Amaz&ocirc;nica, </i>3 (2), 57-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539354&pid=S1645-0086201600030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gobitta, M., &amp; Guzzo, R. (2002). Estudo Inicial do Invent&aacute;rio de Auto-Estima (SEI). <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, </i>15 (1), 143-150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539356&pid=S1645-0086201600030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>(2009). Instituto do Desporto, Orienta&ccedil;&otilde;es da Uni&atilde;o Europeia para a Actividade F&iacute;sica - Pol&iacute;ticas Recomendadas para a Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de e do Bem-Estar, Edi&ccedil;&atilde;o Instituto do Desporto de Portugal, IP.</p>     <p>ISPA. (1999). Escala de Autoconceito e Auto-Estima, Orienta&ccedil;&otilde;es para a administra&ccedil;&atilde;o da escala. UIPCDE, Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia Cognitiva do Desenvolvimento e da Educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>JOUE. (2007). Jornal Oficial da Uni&atilde;o Europeia C 282 E/131, Resolu&ccedil;&atilde;o do Parlamento Europeu, de 13 de Novembro de 2007.</p>     <p>JOUE. (2013). Jornal Oficial da Uni&atilde;o Europeia C 133/01. Parecer do Comit&eacute; Econ&oacute;mico e Social Europeu sobre o tema &ldquo;Ind&uacute;strias n&aacute;uticas: Uma muta&ccedil;&atilde;o acelerada pela crise&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lintunen, T. (1995). <i>Self-perceptions, fitness, and exercise in early adolescence: A four-year follow-up study</i>. Jyv&aacute;skyl&aacute;: University of Jyv&aacute;skyl&aacute;.</p>     <!-- ref --><p>Lopes, V., Maia, J., Silva, R., Seabra, A., &amp; Vasques, C. (2005). Estabilidade e Mudan&ccedil;a nos N&iacute;veis de Actividade F&iacute;sica. Uma Revis&atilde;o da Literatura Baseada na No&ccedil;&atilde;o e Valores do Tracking - <i>Rev. Bras. Cineantropometria &amp; Desempenho Humano, </i>7 (2), 76-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539363&pid=S1645-0086201600030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Marivoet, S. (1998). <i>Aspectos sociol&oacute;gicos do desporto</i>, Livros Horizonte. Lisboa.</p>     <p>Matos, M., Carvalhosa, S., &amp; Diniz, J. 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A crian&ccedil;a e a actividade desportiva. <i>Horizonte, </i>X (60), 203-206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539373&pid=S1645-0086201600030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Neto, F. (1998). <i>Psicologia Social, Vol. </i><i>I</i> - Universidade Aberta.</p>     <p>OMS. (2013). Strat&eacute;gie mondiale pour l'alimentation, l'exercice physique et la sant&eacute; - <a href="http://www.who.int/dietphysicalactivity/pa/fr/" target="_blank">http://www.who.int/dietphysicalactivity/pa/fr/</a> consultada em 13-12-2013.</p>     <p>Papalia, D., Olds, S., &amp; Feldman, R. (2001). <i>Human development, </i>(8<sup>th</sup> ed.) The McGraw-Hill Companies, Inc., New York, NY.</p>     <p>Peixoto, F. (2003). Auto-Estima, Autoconceito e Din&acirc;micas Relacionais em Contexto Escolar, Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento em Psicologia, Universidade do Minho, Braga.</p>     <p>Peixoto, F., &amp; Almeida, L. (1999). Escala de Autoconceito e Auto-Estima. In A. P. Soares, S. Ara&uacute;jo, &amp; S. Caires (Eds<i>.), Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica: Formas e Contex</i>tos, (VI), 632-640). Braga: APPORT.</p>     <!-- ref --><p>Peixoto, F., &amp; Almeida, L. (2011). 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A educa&ccedil;&atilde;o ambiental e o desporto na natureza: Uma reflex&atilde;o cr&iacute;tica sobre os novos paradigmas da educa&ccedil;&atilde;o ambiental e o potencial do desporto como metodologia de ensino. <i>Revista Movimento, </i>18 (03), 259-280.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539381&pid=S1645-0086201600030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Santos, S. (2008). O abandono precoce do desporto pelos jovens&nbsp;e a motiva&ccedil;&atilde;o subjacente para continuar. <i>Revista Digital &ndash; Buenos Aires, </i>(127), <a href="http://www.efdeportes.com/efd127/o-abandono-precoce-do-desporto-pelos-jovens.htm" target="_blank">http://www.efdeportes.com/efd127/o-abandono-precoce-do-desporto-pelos-jovens.htm</a>, consultada em 09-03-2014.</p>     <!-- ref --><p>Serra, A. (1988). O Autoconceito. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, </i>2 (VI), 101-110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539384&pid=S1645-0086201600030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Song, I. S., &amp; Hattie, J. (1984). Home environment, self-concept and academic achievement: A causal modeling approach. <i>Journal of Educational Psychology, </i>76 (6), 1269-1281.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539386&pid=S1645-0086201600030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <a href="http://psycnet.apa.org/doi/10.1037/0022-0663.76.6.1269" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0022-0663.76.6.1269</a></p>     <p>USDHHS. (2008). U.S. Department of Health and Human Services - Physical Activity Guidelines Advisory Committee Report, 2008 - Part E: Integration and Summary of the Science.</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Rua Jos&eacute; Figueiras 146 &ndash; 4900-723 Viana do Castelo. Telf.:915168326. E-mail: <a href="mailto:mario.cruz@netcabo.pt">mario.cruz@netcabo.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recebido em 05 de Julho de 2016/ Aceite em 17 de Novembro de 2016</p>      ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Public Health Reports]]></source>
<year>1985</year>
<volume>100</volume>
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