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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adolescência, hiv e desenho da figura humana: projetando experiências]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: Exploring the universe of experiences that involves the process of becoming adolescent with the Human Immunodeficiency Virus (HIV). Methods: The participants were six teenagers with knowledge of their positive HIV diagnosis, with ages between 11 to 14 years old, and were treated in a hospital in southern Brazil. The information was collected through the use of the Human Figure Drawing and further survey. The analysis was performed according to the criteria of Classical Content Analysis. Results: Projections were observed of/about human figures with age and characteristics similar to theirs. The concerns are related to professional uncertainties and the possibility of becoming orphans. The family group and friends play an important role in the consolidation of ties and social support, being expressed, in most cases, as positive aspects. Conclusion: Combining the Human Figure Drawing with subsequent investigation proved to be important in building rapport and as a means of establishing ties.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Psicologia Social]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Adolesc&ecirc;ncia, hiv e desenho da figura humana: projetando experi&ecirc;ncias</b></p>     <p><b>Adolescence, hiv and human figure drawing: projecting experiences</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Adriane Roso<sup>1,2</sup><sup>,</sup> Vanessa Limana Berni<sup>1,3</sup>, Nathiele Berger Almeida, &amp; <sup>1,4,</sup> Maria EduardaFreitas Moraes<sup>1,5</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Departamento de Psicologia, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), CEP 97015070,Rio Grande do Sul, Brasil;</p>     <p><sup>2</sup>e-mail<sup>: </sup><a href="mailto:adrianeroso@gmail.com">adrianeroso@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>3</sup>e-mail: <a href="mailto:vanessa.berni@yahoo.com.br">vanessa.berni@yahoo.com.br</a>;</p>     <p><sup>4</sup>e-mail: <a href="mailto:nathielebalmeida@gmail.com">nathielebalmeida@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>5</sup>e-mail: <a href="mailto:mariaefmoraes@gmail.com">mariaefmoraes@gmail.com</a>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Objetivo:&nbsp;Explorar o universo de experi&ecirc;ncias que envolve o adolescer com o V&iacute;rus da Imunodefici&ecirc;ncia Humana (HIV). M&eacute;todos:&nbsp;Participaram seis adolescentes que conhecem seu diagn&oacute;stico positivo para o HIV, idades entre 11 e 14 anos, e que realizam tratamento em um hospital do sul do Brasil. As informa&ccedil;&otilde;es foram coletadas mediante a utiliza&ccedil;&atilde;o do Desenho da Figura Humana e posterior inqu&eacute;rito. A an&aacute;lise foi realizada segundo crit&eacute;rios da An&aacute;lise de Conte&uacute;do Cl&aacute;ssica. Resultados:&nbsp;Observam-se proje&ccedil;&otilde;es de/sobre figuras humanas com idade e caracter&iacute;sticas bem pr&oacute;ximas das suas. As preocupa&ccedil;&otilde;esest&atilde;o relacionadasa incertezas profissionais e possibilidade de ficarem &oacute;rf&atilde;os.O grupo familiar e amigos assumem um papel importante na consolida&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculos e suporte social, sendo expressos, na maioria das vezes, como aspectos positivos. Conclus&atilde;o: Aliar o Desenho da Figura Humana com posterior inqu&eacute;rito mostrou-se importante na constru&ccedil;&atilde;o do <i>rapport</i>e como ummeio de estabelecimento de v&iacute;nculos<i>.</i></p>     <p><b>Palavras chaves</b>: Psicologia Social; Sa&uacute;de; Adolesc&ecirc;ncia; HIV/Aids; Desenho da Figura Humana</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Objective: Exploring the universe of experiences that involves the process of becoming adolescent with the Human Immunodeficiency Virus (HIV). Methods: The participants were six teenagers with knowledge of their positive HIV diagnosis, with ages between 11 to 14 years old, and were treated in a hospital in southern Brazil. The information was collected through the use of the Human Figure Drawing and further survey. The analysis was performed according to the criteria of Classical Content Analysis. Results: Projections were observed of/about human figures with age and characteristics similar to theirs. The concerns are related to professional uncertainties and the possibility of becoming orphans. The family group and friends play an important role in the consolidation of ties and social support, being expressed, in most cases, as positive aspects. Conclusion: Combining the Human Figure Drawing with subsequent investigation proved to be important in building <i>rapport</i> and as a means of establishing ties.</p>     <p><b>Keywords:</b> Social Psychology; Health; Adolescence; HIV/Aids; Human Figure Drawing.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Os desenhos comunicam mensagens (Di Leo, 1985). De fato, os seres humanos sempre encontraram diversas formas de se comunicarem. O desenho, mostrado j&aacute; nas pinturas rupestres, sinalizava para a import&acirc;ncia da iconografia no cotidiano das pessoas. Na hist&oacute;ria da humanidade verifica-se que o desenho &eacute; uma das formas de comunica&ccedil;&atilde;o mais utilizadas e antecedeu &agrave; escrita, indicando assim que a comunica&ccedil;&atilde;o por meio de desenhos &eacute; uma forma de linguagem b&aacute;sica e quase universal (Wechsler, 2003).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A utiliza&ccedil;&atilde;o do desenho no campo da psicologia, h&aacute; muito, tem sido estudada por especialistas (Di Leo, 1985; Machover, 1967; Van Kolck, 1984), destacando-se como um instrumento de alta capacidade de express&atilde;o e representa&ccedil;&atilde;o de sentimentos, desejos e emo&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de ser &ldquo;uma das formas de se estabelecer um <i>rapport</i> r&aacute;pido, f&aacute;cil e agrad&aacute;vel&rdquo; (Di Leo, 1985, p. 12) e uma ferramenta de avalia&ccedil;&atilde;o de cunho emocional (Bandeira, Costa &amp; Arteche, 2008).</p>     <p>No que toca &agrave; popula&ccedil;&atilde;o adolescente, faz-se necess&aacute;rio encontrar meios de acess&aacute;-los e compreend&ecirc;-los. Muitas vezes, o di&aacute;logo, melhor estrat&eacute;gia empregada junto a pacientes adultos nem sempre possibilita a constru&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias &agrave; compreens&atilde;o das pr&aacute;ticas de cuidado em sa&uacute;de dos adolescentes.</p>     <p>O Desenho da Figura Humana (DFH) acompanhado por um inqu&eacute;rito posterior poder&aacute; ser um instrumento que potencializa o estabelecimento do <i>rapport</i>. O DFH, criado por Machover (1967), e posteriormente desenvolvido por Van Kolck (1984), consiste basicamente em pedir ao participante no estudo que desenhe uma pessoa como quiser, desde que inteira e n&atilde;o um desenho pedag&oacute;gico (em forma de palitos); pede-se, depois, que desenhe uma pessoa de sexo diferente da primeira e, ent&atilde;o, responda a um inqu&eacute;rito sobre a figura que representa o pr&oacute;prio sexo. Entende-se que a partir do desenho, e durante o inqu&eacute;rito produzido sobre o mesmo, a pessoa pode projetar imagens idealizadas, emo&ccedil;&otilde;es moment&acirc;neas, atitudes frente aos outros, &agrave; vida, &agrave; sociedade, ou seja, projetar representa&ccedil;&otilde;es do eu, do mundo. O desenho significa, portanto, a express&atilde;o do eu no ambiente. Para compor a &ldquo;sua pessoa&rdquo;, o indiv&iacute;duo busca a imagem que faz de si, mas tamb&eacute;m das outras pessoas, imagens que habitam o seu campo representacional. A figura retratada &eacute;, frequentemente, uma combina&ccedil;&atilde;o dessas imagens, produto das experi&ecirc;ncias, das identifica&ccedil;&otilde;es, proje&ccedil;&otilde;es e introje&ccedil;&otilde;es, que constituem a organiza&ccedil;&atilde;o do eu. Trata-se, assim, de um recurso que pode consistir em um meio de comunica&ccedil;&atilde;o e estabelecimento de v&iacute;nculos.</p>     <p>O conceito adolesc&ecirc;ncia, assim como o de inf&acirc;ncia, vem sendo modificado na hist&oacute;ria, como muito bem desenvolveu Ari&egrave;s(1981), assim como recebe influ&ecirc;ncias sociais, econ&ocirc;micas e culturais. A emerg&ecirc;ncia de um per&iacute;odo intermedi&aacute;rio, com caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias, entre a inf&acirc;ncia e o adulto, &eacute;recente e, de acordo com Villela e Doreto (2006), &ldquo;est&aacute;relacionada &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es ocorridas no &uacute;ltimo s&eacute;culo e seus impactos na organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho e nos comportamentos reprodutivos&rdquo; (p. 2468).</p>     <p>Seguindo Wiese e Saldanha (2011),&ldquo;n&atilde;o se trata de uma &uacute;nica adolesc&ecirc;ncia, por&eacute;m de uma pluralidade desta, identificando-se formas de ser, de estar e de pensar&rdquo; (p. 116). Ou seja, n&atilde;o se &eacute; adolescente da mesma forma em todos os lugares do mundo, nem na mesma cidade, pois perpassam diversos fatores hist&oacute;ricos, sociais e econ&ocirc;micos que influenciam nesse sentido.</p>     <p>Neste artigo, pensamos a adolesc&ecirc;ncia n&atilde;o no sentido evolucionista que a palavra pode trazer, mas enquanto &ldquo;uma fabrica&ccedil;&atilde;o social dotada de interpreta&ccedil;&otilde;es e significa&ccedil;&otilde;es produzidas em sociedade&rdquo; (Berni &amp; Roso, 2014, p. 132), ou enquanto &ldquo;devir&rdquo; &ndash; termo que traz a possibilidade de vir-a-ser, tornar-se, transformar-se, metamorfosear-se (Bove, 2010). Nesse sentido, n&atilde;o pensamos os desenhos da Figura Humana como fotografias est&aacute;ticas, mas como imagens que se movimentam atrav&eacute;s do ato comunicacional.</p>     <p>&nbsp;Nossa proposta neste artigo &eacute; aprofundar a discuss&atilde;o sobre o universo de experi&ecirc;ncias que envolve o adolescer com HIV, a partir de suas proje&ccedil;&otilde;es ao DFH e posterior inqu&eacute;rito, especialmente no que se refere &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es sociais, seus projetos de vida e &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es que permeiam as experi&ecirc;ncias da adolesc&ecirc;ncia. Partimos do pressuposto que as experi&ecirc;ncias desses adolescentes s&atilde;o marcadas por um ambiente social que mescla influ&ecirc;ncias familiar, escolar, midi&aacute;tica, entre outras, e que conhecer suas experi&ecirc;ncias nos permitir&aacute; repensar estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o, visando a sa&uacute;de e o bem viver dos mesmos.</p>     <p>A hip&oacute;tese que se coloca &eacute; de que o Desenho da Figura Humana (DFH) poder&aacute; possibilitar o acesso com maior espontaneidade a conte&uacute;dos inconscientes ou latentes, ou sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es que os adolescentes queiramexpressar, mas n&atilde;o consegam facilmente. O Desenho da Figura Humana (DFH) como estrat&eacute;gia de aproxima&ccedil;&atilde;o poder&aacute; favorecer aos adolescentes a express&atilde;o de suas representa&ccedil;&otilde;es do self, do mundo atrav&eacute;s do mecanismo da proje&ccedil;&atilde;o sem o receio de se sentirem julgados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Participaram deste estudo seis adolescentes que conhecem seu diagn&oacute;stico positivo para o HIV (viatransmiss&atilde;o vertical), com idades entre 11 a 14 anos, e que realizam seu tratamento em um hospital do sul do Brasil. Todos fazem uso da terap&ecirc;utica antirretroviral e dois j&aacute; estiveram internados anteriormente. Quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o familiar, dois moram com a m&atilde;e biol&oacute;gica (separada do pai), dois moram com pais adotivos (em um caso, os pais adotivos s&atilde;o tios do adolescente), um com os av&oacute;s e um mora com o pai (separado da m&atilde;e).</p>     <p>Os participantes foram contatados no ambulat&oacute;rio do pr&oacute;prio hospital em que v&ecirc;m realizando suas consultas e exames para tratamento do HIV. O contato foi feito inicialmente com os familiares dos participantes, a fim de saber se o adolescente conhecia seu diagn&oacute;stico e se o familiar autorizava o mesmo a participar. Em caso afirmativo, convid&aacute;vamos o adolescente, a ele explicando todos os procedimentos e objetivos da pesquisa. O aceite era confirmado com a assinatura do termo de assentimento pelos adolescentes e do termo de consentimento livre e esclarecido pelos respons&aacute;veis. Ap&oacute;s o aceite, a pesquisadora ficava a s&oacute;s com o adolescente e, ap&oacute;s ligar o gravador de voz, que tamb&eacute;m era autorizado pelo mesmo, explicava sobre como proceder para realizar o Desenho da Figura Humana (DFH).</p>     <p>Para o DFH foi dada ao participante uma folha de of&iacute;cio tamanho A4 na posi&ccedil;&atilde;o vertical, l&aacute;pis preto n&ordm;2 e borracha, e as seguintes instru&ccedil;&otilde;es: &ldquo;Gostaria que voc&ecirc; desenhasse uma pessoa inteira. Pode fazer como voc&ecirc; quiser, s&oacute; n&atilde;o pode ser desenho de palitinhos&rdquo;. Nas omiss&otilde;es, pode-se insistir para que o adolescente termine o desenho, mas deve-se anotar o fato, bem como a forma de execu&ccedil;&atilde;o do desenho. Ap&oacute;s ser completado o desenho, este &eacute; numerado e &eacute; dada outra folha de of&iacute;cio tamanho A4, tamb&eacute;m na posi&ccedil;&atilde;o vertical com as instru&ccedil;&otilde;es: &ldquo;Agora desenhe uma figura humana de outro sexo&rdquo;; &ldquo;um homem&rdquo; (se o 1&ordm;desenho foi do sexo feminino); &ldquo;uma mulher&rdquo; (no caso contr&aacute;rio). Ap&oacute;s a execu&ccedil;&atilde;o dos dois desenhos, &eacute; feito um inqu&eacute;rito a respeito da figura que representa o pr&oacute;prio sexo. Pede-se que o adolescente conte uma est&oacute;ria sobre a figura desenhada como se ela fosse a personagem de uma novela, de um filme, um amigo imagin&aacute;rio. Ap&oacute;s cada desenho, faz-se perguntas, esclarecendo que estas visam ajud&aacute;-lo a construir sua est&oacute;ria (e.g., O que ela est&aacute; fazendo?; Que trabalho ela faz?; Tem boa sa&uacute;de?; O que a preocupa?; O que as pessoas dizem dela?; Como ela se diverte?; Quais s&atilde;o seus tr&ecirc;s maiores desejos?; O que quer ser no futuro?; &Eacute; feliz? Como se sente com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia?). Apesar de termos constru&iacute;do um roteiro <i>a priori</i>, levando em conta os objetivos da pesquisa, as perguntas variavam conforme a narrativa do adolescente.</p>     <p>As informa&ccedil;&otilde;es aqui analisadas foram coletadas no ano de 2012. A an&aacute;lise dessas informa&ccedil;&otilde;es, produzidas atrav&eacute;s do desenho e posterior inqu&eacute;rito, foi realizada segundo crit&eacute;rios da An&aacute;lise de Conte&uacute;do Cl&aacute;ssica, uma abordagem de procedimentos expl&iacute;citos de an&aacute;lise textual para fins de pesquisa social, em que, neste estudo, s&atilde;o priorizados os tipos, qualidades e distin&ccedil;&otilde;es das caracter&iacute;sticas presentes no <i>corpus</i> do material em an&aacute;lise (Bauer, 2002).</p>     <p>Os resultados s&atilde;o apresentados conforme alguns temas significativos que emergiram a partir da leitura e an&aacute;lise dos inqu&eacute;ritos e que expressam as experi&ecirc;ncias dos adolescentes. S&atilde;o eles: idade; projetos de vida; suas preocupa&ccedil;&otilde;es; e rela&ccedil;&otilde;es socioafetivas: fam&iacute;lia, amigos e escola.</p>     <p>A pesquisa foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa com Seres Humanos da (Certificado de Apresenta&ccedil;&atilde;o para Aprecia&ccedil;&atilde;o &Eacute;tica - CAAE n&uacute;mero 0139.0.243.000-10) e segue as exig&ecirc;ncias e procedimentos das resolu&ccedil;&otilde;es 196/96 e 466/12 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de, que regulamentam a pesquisa envolvendo seres humanos. Tamb&eacute;m o projeto foi, previamente, aprovado pela Dire&ccedil;&atilde;o de Ensino, Pesquisa e Extens&atilde;o (DEPE) do Hospital cen&aacute;rio da pesquisa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>A partir do material produzido por seis adolescentes (Bela, Lu&iacute;s, Davi, Max, Rosa e Lara)<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, foi poss&iacute;vel observar manifesta&ccedil;&otilde;es de/sobre figuras humanas com idade e caracter&iacute;sticas bem pr&oacute;ximas das suas. Iremos apresentar as personagens desenhadas pelos participantes e tentar tra&ccedil;ar algumas rela&ccedil;&otilde;es entre o que foi projetado e a viv&ecirc;ncia deles com o HIV/aids.&nbsp;</p>     <p>Os personagens desenhados t&ecirc;m idades que variam de 12 a 20 anos, idades que j&aacute; anunciam uma proximidade com os pr&oacute;prios participantes. Como muitos outros jovens, as personagens planejam seus futuros e imaginam-se atuando em diversas profiss&otilde;es, especialmente as que exigem gradua&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar dos adolescentes entrevistados n&atilde;o trabalharem, todos projetaram profiss&otilde;es em seus personagens. Percebemos, dessa forma, que a forma&ccedil;&atilde;o profissional representa um elemento importante na produ&ccedil;&atilde;o da subjetividade para os entrevistados, ou, como referem Oliveira, Della Negra e Nogueira-Martins (2012), o quanto &ldquo;o fato de ser trabalhador, para alguns jovens portadores de HIV, demonstra possibilidade de afirmar sua capacidade de realiza&ccedil;&otilde;es e conquistas&rdquo; (p. 934).</p>     <p>Ao perguntar-se sobre os projetos futuros, observou-se que os planos narrados sempre v&ecirc;m acompanhados de desejos, que podem ser simples e de satisfa&ccedil;&atilde;o material (v&iacute;deo-game, computador, etc.) ou desejos maiores, de longo prazo, onde percebemos anseios pessoais misturarem-se aos profissionais, como ser algu&eacute;m na vida, passar nos estudos, estudar bastante e se formar e constituir fam&iacute;lia. Assim como foi evidenciado em estudos anteriores (Barreto, 2011; Seidl, Rossi, Viana, Meneses &amp; Meireles, 2005), percebemos, entre os adolescentes entrevistados, uma inclina&ccedil;&atilde;o para a constru&ccedil;&atilde;o de um horizonte futuro positivo, otimista e comum a outros adolescentes. Por outro lado, &eacute; preciso atentar que os projetos de vida dos adolescentes reafirmam o que &eacute; transmitido pela sociedade atual, onde o esperado seria se graduar na universidade, casar, constituir uma fam&iacute;lia. Nenhum trouxe a possibilidade de tentar outra configura&ccedil;&atilde;o de vida; a experi&ecirc;ncia com a infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV parece interferir na produ&ccedil;&atilde;o de novos desejos de configura&ccedil;&atilde;o, o que ratifica o trazido por Bonin (2011), quando diz que o ser humano &eacute; moldado pela atividade cultural de outros com quem ele se relaciona.</p>     <p>Os enunciados tamb&eacute;m convergem com o que foi referenciado por Ayres et al. (2004), em que mesmo que possam existir preocupa&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vida sexual e reprodutiva de adolescentesvivendo com HIV/aids (por parte de profissionais de sa&uacute;de, fam&iacute;lia e da pr&oacute;pria pessoa que est&aacute; infectada), eles almejam constituir fam&iacute;lia e ter filhos.</p>     <p>Em meio &agrave;s expectativas, aparecem preocupa&ccedil;&otilde;es, como o futuro e a possibilidade de morte dos pais. Uma possibilidade vivenciada j&aacute; por alguns dos participantes no nosso estudo, o que n&atilde;o difere da realidade de outros adolescentes infectados a partir da transmiss&atilde;o vertical e que ficaram &oacute;rf&atilde;os, os quais, muitas vezes, de acordo com Oliveira, Della Negra e Nogueira-Martins (2012), precisam ainda conviver com o preconceito da fam&iacute;lia extensa.</p>     <p>Al&eacute;m da preocupa&ccedil;&atilde;o com a perda, duas preocupa&ccedil;&otilde;es parecem ser centrais nas narrativas dos adolescentes: relacionadas &agrave; escola (notas e repet&ecirc;ncia) e &agrave; restri&ccedil;&atilde;o de atividades (proibi&ccedil;&atilde;o de atividades f&iacute;sicas ou de visita &agrave; casa de colegas). Elementos esses que evidenciam experi&ecirc;ncias em um universo social marcadas por incertezas e possibilidades, e que aos poucos permitem aos adolescentes descobrirem(-se) e testarem(-se), junto a pessoas de suas conviv&ecirc;ncias, normas e limites, o que podem e o que n&atilde;o podem fazer. Talvez, as preocupa&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; escola sejam comuns entre adolescentes (Jacomini, 2010), mas as restri&ccedil;&otilde;es &agrave;s atividades podem ser uma particularidade da experi&ecirc;ncia de adolescentes vivendo com HIV, o que pode refletir no pr&oacute;prio contexto escolar, como j&aacute; foi observado em outros estudos quanto a restri&ccedil;&otilde;es &agrave;s aulas de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica para pessoas com necessidades especiais (Marques et al., 2006; Seidlet al., 2005)</p>     <p>Quanto ao participar da vida social e comunit&aacute;ria, percebemos, geralmente, entre os adolescentes, experi&ecirc;ncias positivas em suas rela&ccedil;&otilde;es, com destaque para viv&ecirc;ncias familiares, com amigos e na escola. Expressam que os personagens por eles imaginados t&ecirc;m uma fam&iacute;lia da qual gostam &ldquo;<i>um monte&rdquo;(Rosa), &ldquo;(...) muito. Ela gosta bastante da fam&iacute;lia dela</i>&rdquo;(Bela), &ldquo;<i>ele gosta muito da fam&iacute;lia (...) [se] sente bem..., sente acolhido</i>&rdquo;(Lu&iacute;s).</p>     <p>Independente do modelo familiar, mas conscientes de que h&aacute; um modelo esperado padr&atilde;o &ndash;o da fam&iacute;lia nuclear burguesa &ndash;podemos dizer que a fam&iacute;lia constitui-se como um espa&ccedil;o social que parece oferecer refer&ecirc;ncias &agrave;s pessoas para perceber e se situar no mundo. A fam&iacute;lia torna-se, assim, a mediadora entre o indiv&iacute;duo e a sociedade, possibilitando a constru&ccedil;&atilde;o da identidade social (Reis, 1989). Nesse processo de construir a si mesmos, os adolescentes projetam vivenciar um contexto familiar onde a rela&ccedil;&atilde;o com os pais parece bastante satisfat&oacute;ria, como se pode deduzir na proje&ccedil;&atilde;o de Davi: &ldquo;<i>&eacute; boa, ele interage, fala..., ele fala o que ele sente, ele... gosta de jog&aacute; v&iacute;deo-game com o irm&atilde;o, ajud&aacute; o irm&atilde;o dele a fazer coisas e ajud&aacute; os pais dele a fazer as coisas&rdquo;</i>.Contudo, ainda h&aacute; sinaliza&ccedil;&otilde;es de que na rela&ccedil;&atilde;o familiar tamb&eacute;m pode haver diverg&ecirc;ncias e conflitos, quando expressam personagens que n&atilde;o gostam muito de estar com a fam&iacute;lia, n&atilde;o se sentem muito bem, por que os pais incomodam ou os xingam.</p>     <p>As rela&ccedil;&otilde;es familiares expressas por esses adolescentes ilustram o j&aacute; referenciado por Braidotti (2009) quando sinaliza ser a fam&iacute;lia o espa&ccedil;o onde se qualificam os v&iacute;nculos constru&iacute;dos hist&oacute;rica e socialmente entre os sujeitos, possibilitando m&uacute;ltiplas produ&ccedil;&otilde;es de sentido e determinando impactos positivos ou negativos deles decorrentes. Os relatos de um dos adolescentes entrevistados, Max, expressam sentidos e sentimentos amb&iacute;guos entre sua personagem e a fam&iacute;lia deste, levando-nos a pensar em uma poss&iacute;vel proje&ccedil;&atilde;o do seu v&iacute;nculo com sua fam&iacute;lia, talvez bastante fragilizado. Algo a ser observado e n&atilde;o a ser tomado como certo ou como uma verdade. Ou seja, as interpreta&ccedil;&otilde;es das proje&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sinalizadores que merecem investiga&ccedil;&atilde;o sens&iacute;vel por parte dos profissionais da sa&uacute;de.</p>     <p>Para al&eacute;m do espa&ccedil;o familiar, circulam nas falas dos adolescentes experi&ecirc;ncias bastante significativas de amizades em outros ambientes sociais. Na escola, por exemplo, evidenciamos amizades e relacionamentos comuns a jovens em idade escolar, com relacionamentos positivos. Todavia, manifestam n&atilde;o gostar de apelidos dados pelos colegas e de serem comparados com outros. Sobre isso, enunciam que suas personagens irritam-se ao &ldquo;f<i>alarem mal dele..., e compararem ele com outras pessoas (...). isso deixa irritado</i>&rdquo; (Davi), ou quando ficam &ldquo;a<i>tirando coisas nele e a professora n&atilde;o v&ecirc;. E ele fala pra professora e a professora n&atilde;o v&ecirc;..., da&iacute; ela n&atilde;o d&aacute; bola</i>&rdquo; (Max).</p>     <p>Entre as proje&ccedil;&otilde;es, os adolescentes reclamam por serem vistos a partir de compara&ccedil;&otilde;es, ao mesmo tempo que reclamam por n&atilde;o serem vistos, como parece ser a experi&ecirc;ncia de Max que passa despercebido na sala de aula. Da mesma forma, s&atilde;o elencadas caracter&iacute;sticas peculiares &agrave;s meninas que revelam inc&ocirc;modos e irrita&ccedil;&atilde;o quando toca a intimidade e caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas. Por exemplo, quando Rosa expressa que sua figura ficaria perturbada &ldquo;<i>porque ela acha que ela se sente insegura, ela n&atilde;o gosta muito que fiquem olhando... Olhando assim pra ela</i>&rdquo; (Rosa). Ou quando Bela expressa que sua personagem se irritaria &ldquo;<i>quando come&ccedil;am a irritar ela demais, provocar ela (...). &Agrave;s vezes chamam ela de baixinha..., ou fazem outros coment&aacute;rios chatos e ela se irrita</i>&rdquo; (Bela). J&aacute; Lara acredita que o que deixa sua personagem irritada &ldquo;<i>Acho que &eacute; bot&aacute; apelido nela. (...). &Eacute;. Se colocarem apelido nela..., invent&aacute; apelido..., da&iacute; fica braba</i>&rdquo; (Lara).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aqui as falas das meninas nos provocam mais questionamentos. Podemos nos perguntar de que inseguran&ccedil;a refere-se Rosa? Por que &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil suportar que algu&eacute;m lhe olhe? Ou no caso de Bela, por que ser baixinha n&atilde;o a agrada? Arriscando algumas suposi&ccedil;&otilde;es, podemos pensar que esse desconforto produzido nas meninas pode estar associado a quest&otilde;es culturais e sociais, inclusive relacionadas &agrave;s diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero, onde o corpo das mulheres deve obedecer a determinado padr&atilde;o. Preocupa&ccedil;&otilde;es essas que tamb&eacute;m s&atilde;o observadas em adolescentes que n&atilde;o est&atilde;o em tratamento para o HIV. A cobran&ccedil;a do social sobre o &ldquo;corpo feminino ideal&rdquo; gera muitas inseguran&ccedil;as e incertezas para as meninas. Outra hip&oacute;tese relaciona-se &agrave; influ&ecirc;ncia da medica&ccedil;&atilde;o antirretroviral no desenvolvimento corporal das adolescentes, pois estudos, como o de Verweel e colegas (2002), mostram que a introdu&ccedil;&atilde;o da terapia antirretroviral tem resultado no aumento significativo do peso e da estatura das crian&ccedil;as infectadas. Tamb&eacute;m Fausto (2005) traz que a altera&ccedil;&atilde;o no peso e na estatura n&atilde;o tem sido observada ao nascimento, por&eacute;m a partir dos primeiros meses de vida a diferen&ccedil;a na velocidade de crescimento j&aacute; pode ser observada, deixando-nos margem para pensarmos que as disparidades v&atilde;o se refletir no desenvolvimento das adolescentes.</p>     <p>Acerca desses aspectos, podemos pensar na grande influ&ecirc;ncia que o grupo de pares exerce na aceita&ccedil;&atilde;o de certas caracter&iacute;sticas, na constru&ccedil;&atilde;o de representa&ccedil;&otilde;es ligadas &agrave; est&eacute;tica e &agrave; autoestima dos adolescentes. Mas esses jovens n&atilde;o transmitem ideias sem sentido/significado. O que &eacute; dito e veiculado entre os adolescentes circula em uma esfera maior, circula no universo social.</p>     <p>Ainda com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escola, observamos que a mesma tamb&eacute;m &eacute; representada como um espa&ccedil;o em que recebem apoio. Davi, por exemplo, na sua proje&ccedil;&atilde;o revela que &ldquo;<i>quando precisa de alguma coisa, quando ele precisa de ajuda, conversa com os professores pra pedi ajuda</i>&rdquo; (Davi).</p>     <p>Como percebemos, rela&ccedil;&otilde;es familiares e amizades entrela&ccedil;am-se formando uma rede de contatos e apoio muito importante aos adolescentes. O cotidiano deles segue a rotina comum a outros adolescentes, ainda que sempre haja peculiaridades.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>Neste estudo, abordamos as experi&ecirc;ncias que envolvem o processo de adolescer com HIV, especialmente as referentes aos seus projetos de vida, preocupa&ccedil;&otilde;es e rela&ccedil;&otilde;es com a fam&iacute;lia, amigos e na escola atrav&eacute;s do Desenho da Figura Humana e posterior inqu&eacute;rito.</p>     <p>De imediato, conclu&iacute;mos, ent&atilde;o, que aliar o DFH com posterior inqu&eacute;rito pode servir como um instrumento importante na constru&ccedil;&atilde;o do <i>rapport</i> em contextos de pesquisa, pois os entrevistados projetam ao contar a est&oacute;ria do desenho, sendo este uma forma de comunica&ccedil;&atilde;o dos adolescentes sobre sentimentos e viv&ecirc;ncias do cotidiano. A ideia de nos utilizarmos do DFH como uma estrat&eacute;gia para promover a comunica&ccedil;&atilde;o e di&aacute;logo com os adolescentes teve efeito: eles conseguiram produzir em cima dos desenhos, indicando-nos experi&ecirc;ncias bastante semelhantes a outros adolescentes que n&atilde;o vivem com HIV. Acreditamos, assim, que compartilhar resultados alcan&ccedil;ados mediante o uso do DFH poder&aacute; incentivar outros pesquisadores a utilizar esse instrumento como um mediador do di&aacute;logo com participantes de pesquisas.</p>     <p>As preocupa&ccedil;&otilde;es dos adolescentes aparecem relacionadas a incertezas profissionais e com o futuro de seus familiares, principalmente daqueles &oacute;rf&atilde;os de pai e m&atilde;e e que hoje vivem com av&oacute;s. Essa preocupa&ccedil;&atilde;o nos indica a necessidade de a&ccedil;&otilde;es que pensem em crian&ccedil;as e adolescentes que estejam nesta situa&ccedil;&atilde;o, possibilitando, ao menos, um espa&ccedil;o de escuta para que possam dialogar sobre a ang&uacute;stia que os cercam.</p>     <p>Ainda, percebemos que nas suas rela&ccedil;&otilde;es sociais, o grupo familiar e os amigos assumem um papel importante na consolida&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculos e suporte social, sendo expressos, na maioria das vezes, como positivos. Logo, uma estrat&eacute;gia poss&iacute;vel para promover a sa&uacute;de dos adolescentes pode estar em envolver o c&iacute;rculo familiar e amigos em seu tratamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Enfim, podemos dizer que, atentar para a sa&uacute;de e o bem viver de adolescentes convivendo com HIV exige olhar para al&eacute;m da doen&ccedil;a, pois como os adolescentes nos trazem em seus discursos, esta n&atilde;o &eacute; motivo principal de preocupa&ccedil;&otilde;es para eles. Mesmo com particularidades, os participantes dessa pesquisa nos revelam viv&ecirc;ncias de suas personagens &ndash;as quais acreditamos estarem relacionadas &agrave;s suas &ndash;que muito se aproximam das de adolescentes que n&atilde;o vivem com HIV.</p>     <p>Com isso, refor&ccedil;a-se a ideia de que incentiv&aacute;-los a participar de programas e atividades de cunho social e coletivo faz-se necess&aacute;rio e imprescind&iacute;vel para o seu bem viver, para a constru&ccedil;&atilde;o de suas identidades e projetos de vida. Estas atividades ser&atilde;o efetivas &agrave; medida que se difundir a ideia de que n&atilde;o basta falar sobre estes adolescentes, mas que precisamos ouvi-los e deix&aacute;-los mostrar o que eles mesmos veem como necessidades em suas vidas. E o uso do DFH como um recurso de comunica&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculos em pesquisa nos parece extremamente enriquecedor e vivificador de sensibilidades nos estudos no campo da sa&uacute;de dos adolescentes.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Ari&egrave;s, P. (1981). <i>Hist&oacute;ria social da crian&ccedil;a e da fam&iacute;lia.</i> (2&ordf; ed.). Rio de Janeiro: Justi&ccedil;a e Cidadania.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539476&pid=S1645-0086201600030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ayres, J. R.C. M., Segurado, A. A. C., Galano, E., Marques, H. H. S., Fran&ccedil;a Jr, I., Silva, M. H. &amp; Paiva, V. (2004). <i>Adolescentes e jovens vivendo com HIV/aids: cuidado e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de no cotidiano da equipe Multiprofissional</i>. ed. especial &ndash; Aids. S&atilde;o Paulo: Novos Horizontes.</p>     <!-- ref --><p>Bandeira, D. R., Costa, A., &amp; Arteche, A. (2008). Estudo de validade do DFH como medida de desenvolvimento cognitivo infantil. <i>Psicol</i><i>ogia:</i><i>Reflex</i><i>&atilde;o e </i><i>Cr</i><i>&iacute;</i><i>t</i><i>ica</i><i>, </i><i>21</i>(2), 332-337.doi: 10.1590/S0102-79722008000200020&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539479&pid=S1645-0086201600030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Barreto, M. M. M. (2011) <i>As formas de transmiss&atilde;o do HIV/aids determinando representa&ccedil;&otilde;es: um estudo de enfermagem entre adolescentes soropositivos</i>[disserta&ccedil;&atilde;o]. Rio de Janeiro, RJ: Universidade do Rio de Janeiro.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bauer, M. W. (2002). An&aacute;lise de conte&uacute;do cl&aacute;ssica: uma revis&atilde;o. In M. W. Bauer, &amp; G. Gaskell (Org.). <i>Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual pr&aacute;tico</i> (189-217). (P. A. Guareschi, Trad.). Petr&oacute;polis, RJ: Vozes.</p>     <!-- ref --><p>Bergeret, J. (2006). <i>Psicopatologia: teoria e cl&iacute;nica. </i>(9&ordf; ed.). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539483&pid=S1645-0086201600030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Berni, V. L., &amp; Roso, A. (2014). A adolesc&ecirc;ncia na perspectiva da psicologia social cr&iacute;tica. <i>Psicol</i><i>ogia &amp; </i><i>Soc</i><i>iedade</i><i>., 26</i>(1), 126-136.doi: 10.1590/S0102-71822014000100014&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539485&pid=S1645-0086201600030000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bonin L. F. R. (2011). Indiv&iacute;duo, Cultura e Sociedade. InM. N. Strey (Org.), <i>Psicologia Social Contempor&acirc;nea </i>(15&ordf; ed., pp. 58-72). Petr&oacute;polis, RJ: Vozes.</p>     <!-- ref --><p>Bove, L. (2010). <i>Espinosa e a Psicologia Social: ensaios de ontologia pol&iacute;tica e antropog&ecirc;nese. </i>Belo Horizonte: Aut&ecirc;ntica Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539488&pid=S1645-0086201600030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Braidotti V. (2009). Intera&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-afetiva na constitui&ccedil;&atilde;o do aluno com baixo rendimento escolar: sentido e significado das enuncia&ccedil;&otilde;es. In <i>7&ordf; Amostra acad&ecirc;mica UNIMEP/7&ordm; Congresso de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo,SP: Universidade Metodista de S&atilde;o Paulo.</p>     <!-- ref --><p>Di Leo, J. H. (1985). <i>A interpreta&ccedil;&atilde;o do desenho infantil</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539491&pid=S1645-0086201600030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Fausto, M. A. (2005). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o longitudinal do crescimento de lactentes nascidos de m&atilde;es vivendo com HIV/aids da coorte de Belo Horizonte</i> [tese]. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais.</p>     <!-- ref --><p>Jacomini, M. A. (2010). Por que a maioria dos pais e alunos defende a reprova&ccedil;&atilde;o? <i>Cadernos de Pesquisa</i>, <i>40</i>(141): 895-919.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539494&pid=S1645-0086201600030000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Machover, K. (1967). O tra&ccedil;ado da Figura Humana: um m&eacute;todo para o estudo da personalidade. In H. H. Anderson, &amp; G. L. Anderson (Orgs.). <i>T&eacute;cnicas projetivas do diagn&oacute;stico psicol&oacute;gico</i> (pp. 345-370). S&atilde;o Paulo, SP: Mestre Jou.</p>     <!-- ref --><p>Marques, H. H., Silva, N. G., Gutierrez, P. L., Lacerda, R., Ayres, J. R. C. M., Dellanegra, M. &amp; Silva, M. H. (2006). A revela&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico na perspectiva dos adolescentes vivendo com HIV/aids e seus pais e cuidadores. <i>Caderno de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, <i>22</i>(3), 619-629.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539497&pid=S1645-0086201600030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oliveira, L. L., Della Negra, M., &amp; Nogueira-Martins, M. C. F. (2012). Projetos de Vida de Adultos Jovens Portadores de HIV por Transmiss&atilde;o Vertical: estudo explorat&oacute;rio com usu&aacute;rios de um ambulat&oacute;rio de Infectologia. <i>Sa&uacute;de e Sociedade, 21</i>(4), 928-939.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539499&pid=S1645-0086201600030000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Paix&atilde;o, N. R. D., &amp; Castro, A. R. M. (2006). Grupo sala de espera: trabalho multiprofissional em unidade b&aacute;sica de sa&uacute;de.<i>Boletim da sa&uacute;de, 20</i>(2), 71-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539501&pid=S1645-0086201600030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Reis, J. R. T. (1989). Fam&iacute;lia, emo&ccedil;&atilde;o e ideologia. In W. Codo, &amp; S. T. M. Lane (Orgs.), <i>Psicologia social: o homem em movimento </i>(8&ordf; ed., pp. 99-124). S&atilde;o Paulo: Brasiliense.</p>     <!-- ref --><p>Seidl, E. M. F., Rossi. W. S., Viana, K. F., Meneses, A. K. F., &amp; Meireles, E. (2005). Crian&ccedil;as e adolescentes vivendo com HIV/aids e suas fam&iacute;lias: aspectos psicossociais e enfrentamento. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa</i>,<i>21</i>(3), 279-288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539504&pid=S1645-0086201600030000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sisto, F. F. (2005). <i>Desenho da Figura Humana - Escala Sisto</i> [Manual]. S&atilde;o Paulo: Vetor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539506&pid=S1645-0086201600030000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Van Kolck, O. L. (1984). <i>T&eacute;cnicas projetivas gr&aacute;ficas no diagn&oacute;stico psicol&oacute;gico.</i>S&atilde;o Paulo, SP: EPU.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539508&pid=S1645-0086201600030000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Verweel G., van Rossum, A. M., Hartwig, N. G., Wolfs, T. F., Scherpbier, H. J., &amp; de Groot, R. (2002). Treatment with highly active antiretroviral therapy in human immunodeficiency virus type 1-infected children is associated with a sustained effect on growth. <i>Pediatrics</i>, <i>109 </i>(2), 1-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539510&pid=S1645-0086201600030000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Villela, W. V., &amp; Doreto, D. T. (2006). Sobre a experi&ecirc;ncia sexual dos jovens. <i>Cad</i><i>erno de</i><i> Sa&uacute;de P&uacute;blica, 22</i> (11), 2467-2472.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539512&pid=S1645-0086201600030000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->doi: S0102-311X2006001100021&nbsp;</p>     <p>Wechsler, S. (2003). <i>DFH III: O desenho da figura humana: Avalia&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento cognitivo de crian&ccedil;as brasileiras.</i> (3&ordf; ed.). Campinas, SP: Editora da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo.</p>     <!-- ref --><p>Wiese, I. R. B., &amp; Saldanha, A. A. W. (2011). Vulnerabilidade dos adolescentes &agrave;s dst/aids: ainda uma quest&atilde;o de g&ecirc;nero?.&nbsp;<i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as, 12 </i>(1), 105-118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539515&pid=S1645-0086201600030000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 15 de Dezembro de 2014/ Aceite em 22 de Novembro de 2016</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Rua Bar&atilde;o do Triunfo,1675, apto 401. Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil, CEP 97015070. Telefone: (55)33079633 Fax:(55)32209233. Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico: <a href="mailto:adrianeroso@gmail.com">adrianeroso@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Os nomes s&atilde;o fict&iacute;cios, empregados com o intuito de proteger a identidade dos participantes.</p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Ariès]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
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<source><![CDATA[História social da criança e da família]]></source>
<year>1981</year>
<publisher-loc><![CDATA[(2ª ed.). Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Justiça e Cidadania]]></publisher-name>
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