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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação portuguesa da escala de perceção da qualidade de relação pais-cuidadores]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study aim to describe the process of the Portuguese adaptation to nursing care of the Parent-Caregiver Relationship Scale - parents' version (PCRS); to describe the results' study of psychometric properties of the Portuguese version; to present the results of a first study on maternal perception of the relationship quality with nurses who were monitoring their children's health. The validity of the scale construct was performed through an exploratory factor analysis and the method of principal component analysis through a varimax rotation. Internal consistency was assessed by Cronbach's alpha and for items reliability the Kendall correlations were used. The sample comprised 126 mothers of two year old children. Three factors were extracted: Trust/Care; Relational/Emotional; Collaboration/Partnership with Cronbach alpha index between 0.94 and 0.77 explaining the 54.8% variance. The items reliability was assessed through significant correlations (&#945;=0.01). Mothers had positive perception on the quality of the relationship with nurses (M=4.32; SD=0.40). From the variables under study, Trust/Care (M=4.42; SD=0.42) have reached major significance whereas the Relational/Emotional variables evidenced the worst results (M=4.13; SD=0.60). The scale has a psychometric value for the Portuguese population. Its use in nursing care contexts may enable to identify the clients' perceptions/expectations when establishing a relationship with the nurse.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa da escala de perce&ccedil;&atilde;o da qualidade de rela&ccedil;&atilde;o pais-cuidadores</b></p>     <p><b>Contributions for the portuguese adaptation of the parent-caregiver relationship scale</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>H&eacute;lia Soares<sup>1</sup>, Marina Fuertes<sup>2</sup>, &amp; Margarida Santos<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Centro de Sa&uacute;de de Angra do Hero&iacute;smo, Unidade de Sa&uacute;de da Ilha Terceira, 9700-704, Angra do Hero&iacute;smo, Portugal. <a href="mailto:helia.soares@azores.gov.pt">helia.soares@azores.gov.pt</a> ;</p>     <p><sup>2</sup>Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o do Instituto Polit&eacute;cnico, 1549-003 Lisboa, Portugal. e-mail: <a href="mailto:marinaf@eselx.ipl.pt">marinaf@eselx.ipl.pt</a></p>     <p><sup>3</sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de, Instituto Polit&eacute;cnico, 1990-096 Lisboa, Portugal. e-mail: <a href="mailto:margarida.santos@estesl.ipl.pt">margarida.santos@estesl.ipl.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo pretende descrever o processo de adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa da Escala de Perce&ccedil;&atilde;o da Qualidade da Rela&ccedil;&atilde;o entre Pais e Cuidadores (EPQR) para os cuidados em enfermagem; Apresentar os resultados do estudo das propriedades psicom&eacute;tricas da EPQR e do estudo da perce&ccedil;&atilde;o materna da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com enfermeiros que realizam a vigil&acirc;ncia de sa&uacute;de do filho. Foi utilizada a an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria pelo m&eacute;todo de an&aacute;lise dos componentes principais com transforma&ccedil;&atilde;o ortogonal varimax. A consist&ecirc;ncia interna foi avaliada atrav&eacute;s do alpha de Cronbach e a fidelidade dos itens atrav&eacute;s das correla&ccedil;&otilde;es de Kendall. Participaram 126 m&atilde;es com filhos de 2 anos. Foram extra&iacute;dos 3 fatores: Confian&ccedil;a/Cuidado; Relacional/Emocional; Colabora&ccedil;&atilde;o/Parceria com &iacute;ndices de alfa de Cronbach entre 0,94 e 0,77, explicando 54,8% da vari&acirc;ncia. A fidelidade dos itens mostrou correla&ccedil;&otilde;es altamente significativas (&alpha;=0,01). As m&atilde;es percecionam positivamente a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com os enfermeiros (<i>M</i>=4,32; <i>DP</i>=0,40). A subescala Confian&ccedil;a/Cuidado obteve os melhores resultados (<i>M</i>=4,42; <i>DP</i>=0,42) e a subsescala Relacional/Emocional os menos elevados (<i>M</i>=4,13; <i>DP</i>=0,60). A escala mostrou valores psicom&eacute;tricos adequados para a utiliza&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. A sua implementa&ccedil;&atilde;o no contexto dos cuidados em enfermagem poder&aacute; permitir identificar as perce&ccedil;&otilde;es/aspira&ccedil;&otilde;es dos pais face &agrave; rela&ccedil;&atilde;o com o enfermeiro.</p>     <p><b>Palavras-chave</b><i>:</i> Rela&ccedil;&atilde;o pais-enfermeiro(a); Parceria; Confian&ccedil;a; Escala</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The present study aim to describe the process of the Portuguese adaptation to nursing care of the Parent-Caregiver Relationship Scale &ndash; parents&rsquo; version (PCRS); to describe the results&rsquo; study of psychometric properties of the Portuguese version; to present the results of a first study on maternal perception of the relationship quality with nurses who were monitoring their children&rsquo;s health. The validity of the scale construct was performed through an exploratory factor analysis and the method of principal component analysis through a varimax rotation. Internal consistency was assessed by Cronbach&rsquo;s alpha and for items reliability the Kendall correlations were used. The sample comprised 126 mothers of two year old children. Three factors were extracted: Trust/Care; Relational/Emotional; Collaboration/Partnership with Cronbach alpha index between 0.94 and 0.77 explaining the 54.8% variance. The items reliability was assessed through significant correlations (&alpha;=0.01). Mothers had positive perception on the quality of the relationship with nurses (<i>M</i>=4.32; <i>SD</i>=0.40). From the variables under study, Trust/Care (<i>M</i>=4.42; <i>SD</i>=0.42) have reached major significance whereas the Relational/Emotional variables evidenced the worst results (<i>M</i>=4.13; <i>SD</i>=0.60). The scale has a psychometric value for the Portuguese population. Its use in nursing care contexts may enable to identify the clients&rsquo; perceptions/expectations when establishing a relationship with the nurse.</p>     <p><b>Keywords:</b> Parents-Nurse Relationship; Partnership; Trust; Scale</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Numa primeira sistematiza&ccedil;&atilde;o sobre a enfermagem centrada na crian&ccedil;a e na fam&iacute;lia (Blake, 1954) foi destacada a necessidade do enfermeiro atender ao contexto social e familiar da crian&ccedil;a, reconhecendo e respondendo aos seus receios e preocupa&ccedil;&otilde;es, e estabelecendo com a crian&ccedil;a e com a fam&iacute;lia uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a.</p>     <p>Os componentes do cuidado centrado na crian&ccedil;a e na fam&iacute;lia, enunciados nessa primeira sistematiza&ccedil;&atilde;o, est&atilde;o subjacentes nos princ&iacute;pios e pr&aacute;ticas orientadoras dos Cuidados Centrados na Fam&iacute;lia (CCF) apresentados pelo Institute for Patient and Family-Centered Care (2010) que defendem: a partilha com a fam&iacute;lia de toda a informa&ccedil;&atilde;o relevante; a dignifica&ccedil;&atilde;o e o respeito pelas suas cren&ccedil;as, valores, escolhas e perspetivas; e o envolvimento da fam&iacute;lia no cuidado da crian&ccedil;a e nas decis&otilde;es de tratamento, considerando a sua vontade quanto ao limite desse envolvimento (Institute for Patient and Family-Centered Care, 2010).</p>     <p>Nestes princ&iacute;pios dois aspetos assumem especial relev&acirc;ncia. Em primeiro lugar a cren&ccedil;a de que a fam&iacute;lia, e em especial os pais, devem ser considerados os cuidadores principais da crian&ccedil;a, potencialmente capazes de participar na tomada de decis&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o ao filho. Em segundo, a ideia que o adequado envolvimento da fam&iacute;lia s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel atrav&eacute;s do estabelecimento de uma rela&ccedil;&atilde;o de parceria entre a fam&iacute;lia e os profissionais de sa&uacute;de que permita a partilha de informa&ccedil;&atilde;o e a adequa&ccedil;&atilde;o dessa parceria &agrave; vontade e ao contexto de cada fam&iacute;lia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente aos elementos principais da intera&ccedil;&atilde;o entre profissionais de sa&uacute;de e a fam&iacute;lia, os resultados de estudos sobre as necessidades parentais (MacKean, et al., 2012), e sobre a satisfa&ccedil;&atilde;o parental (Ammentorp, Mainz, &amp; Sabroe, 2005), t&ecirc;m indicado que os pais valorizam principalmente: (i) a confian&ccedil;a; (ii) as atitudes de disponibilidade, empatia e respeito; (iii) a colabora&ccedil;&atilde;o/parceria.</p>     <p>(i)<i> Confian&ccedil;a </i></p>     <p>Apesar das v&aacute;rias defini&ccedil;&otilde;es &eacute; consensual que a confian&ccedil;a envolve a cren&ccedil;a de que a pessoa em quem o indiv&iacute;duo confia ir&aacute; agir no seu melhor interesse.</p>     <p>Considerando a avalia&ccedil;&atilde;o da &ldquo;confian&ccedil;a&rdquo; dos doentes em rela&ccedil;&atilde;o aos profissionais de sa&uacute;de, foram identificados 3 dom&iacute;nios: o t&eacute;cnico; o interpessoal; e a prote&ccedil;&atilde;o e lealdade (Hillen, de Haes, &amp; Smets, 2011). No dom&iacute;nio t&eacute;cnico foram inclu&iacute;dos os atributos de compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica do profissional de sa&uacute;de para controlar ou resolver o problema de sa&uacute;de e/ou o problema que &eacute; causador de sofrimento; no dom&iacute;nio interpessoal foram inclu&iacute;das as compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o, a honestidade da informa&ccedil;&atilde;o prestada, e a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados centrado na individualidade do doente; no dom&iacute;nio de prote&ccedil;&atilde;o e lealdade inclu&iacute;ram-se as cren&ccedil;as de que o profissional agir&aacute; sempre com autenticidade e na salvaguarda do interesse do doente. A estes dom&iacute;nios foram ainda acrescentados ao constructo de confian&ccedil;a, o valor &eacute;tico da confidencialidade (<i>i.e.</i> a cren&ccedil;a de que a informa&ccedil;&atilde;o privada do doente n&atilde;o ser&aacute; tornada desnecessariamente p&uacute;blica) (Hillen, et al., 2011).</p>     <p>A confian&ccedil;a tem sido identificada como estando associada a n&iacute;veis mais elevados de satisfa&ccedil;&atilde;o parental (Ammentorp, et al., 2005). A confian&ccedil;a nos profissionais de sa&uacute;de tem ainda sido associada a n&iacute;veis mais elevados de bem-estar da crian&ccedil;a e da fam&iacute;lia (King, Teplicky, King &amp; Rosenbaum, 2004; Klassen, et al., 2010), de aceita&ccedil;&atilde;o e ades&atilde;o ao tratamento (Bell, &amp; Duffy, 2009; MacKean, et al., 2012; Hupcey, Penrod, Morse, &amp; Mitcham, 2001;) e de envolvimento parental na tomada de decis&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento da crian&ccedil;a (Holm, Patterson, &amp; Gurney, 2003).</p>     <p>(ii)<i> Atitudes de disponibilidade, respeito e empatia</i></p>     <p>Na grande maioria dos estudos sobre a viv&ecirc;ncia parental da doen&ccedil;a, as atitudes positivas dos profissionais de sa&uacute;de s&atilde;o identificadas n&atilde;o s&oacute; como um dos elementos importantes da sua rela&ccedil;&atilde;o com a equipa de sa&uacute;de, mas tamb&eacute;m como um determinante de adapta&ccedil;&atilde;o (Barnard, &amp; Kelly, 1990; Knapp, Madden, Sloyer, &amp; Shenkman, 2011).</p>     <p>&nbsp;Especificamente os pais valorizam o acesso facilitado aos profissionais que seguem a crian&ccedil;a; sentir que o profissional de sa&uacute;de est&aacute; dispon&iacute;vel para, de forma empenhada, os ouvir e responder &agrave;s suas d&uacute;vidas, e sentir que s&atilde;o respeitados como pessoas, como pais e como cuidadores da crian&ccedil;a (Fisher, 2001; Fisher, &amp; Broome, 2011). Para al&eacute;m das atitudes de disponibilidade e respeito, os pais valorizam igualmente a empatia. A empatia &eacute; definida como &ldquo;<i>a perce&ccedil;&atilde;o do quadro de refer&ecirc;ncias do outro incluindo os componentes emocionais e de significados, como se do pr&oacute;prio se trata-se, sem que no entanto se perca o &ldquo;se&rdquo; como condi&ccedil;&atilde;o</i>&rdquo; (Rogers, 1959, p. 201-211). Deste modo, a empatia envolve atitudes de descentra&ccedil;&atilde;o do referencial do pr&oacute;prio, de neutralidade e sobretudo abertura &agrave; compreens&atilde;o das rea&ccedil;&otilde;es e necessidades parentais considerando as suas cren&ccedil;as e o seu contexto (Neumann, Bensing, Mercer, Ernstmann, &amp; Pfaff, 2009).</p>     <p>(3)<i> Colabora&ccedil;&atilde;o e parceria</i></p>     <p>No exerc&iacute;cio profissional de Enfermagem a empatia e o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de parceria com os pais/fam&iacute;lia est&aacute; inerente &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o dos clientes (Ordem dos Enfermeiros, 2010). Na verdade, os pais valorizam n&atilde;o s&oacute; as compet&ecirc;ncias dos profissionais para os informar e apoiar mas tamb&eacute;m para, considerando a sua vontade, os envolver na discuss&atilde;o, na elabora&ccedil;&atilde;o e na implementa&ccedil;&atilde;o do plano de cuidados da crian&ccedil;a (MacKean, et al., 2012).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de diverg&ecirc;ncias quanto ao que deve ser considerado como o adequado grau de envolvimento parental ou qual o papel de pais e dos profissionais de sa&uacute;de no processo de parceria (Coyne, &amp; Cowley, 2007), os resultados de um amplo conjunto de estudos tem vindo a demonstrar que a maioria dos pais deseja ter um papel ativo de colabora&ccedil;&atilde;o e de parceira com os profissionais de sa&uacute;de (Choi, &amp; Bang, 2010). Por outro lado, a parceria entre pais e profissionais de sa&uacute;de tem sido associada a menor procura de consultas de emerg&ecirc;ncia, melhoria de indicadores de sa&uacute;de, n&iacute;veis mas elevados de satisfa&ccedil;&atilde;o e de resposta &agrave;s necessidades da crian&ccedil;a e da fam&iacute;lia nas situa&ccedil;&otilde;es em que crian&ccedil;a tem necessidades especiais de sa&uacute;de, e n&iacute;veis mais elevados de ades&atilde;o ao tratamento (DiMatteo, 2000; Knapp, et al., 2011; Weiss, Goldlust, &amp; Vaucher, 2010).</p>     <p>Apesar do reconhecimento da relev&acirc;ncia da qualidade do relacionamento entre pais e profissionais de sa&uacute;de para a melhoria dos cuidados de sa&uacute;de, as escalas de avalia&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o parental sobre a qualidade desse relacionamento s&atilde;o ainda escassas. Subsequentemente rareia a investiga&ccedil;&atilde;o (especialmente em Portugal) sobre o &iacute;ndice de satisfa&ccedil;&atilde;o dos pais portugueses, os fatores que contribuem para esse n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o e especificamente as qualidades mais valorizadas pelos pais na sua intera&ccedil;&atilde;o com os enfermeiros. No intuito de contribuir para preencher esta lacuna, o presente estudo tem como objetivo a adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa para os cuidados em enfermagem da <i>Escala de Perce&ccedil;&atilde;o da Qualidade da Rela&ccedil;&atilde;o Pais-Cuidadores &ndash; vers&atilde;o para pais</i>.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A escala foi utlizada com uma amostra de 126 sujeitos do sexo feminino, m&atilde;es de crian&ccedil;as com 2 anos de idade que realizavam a vigil&acirc;ncia de sa&uacute;de infantil do filho no mesmo centro de sa&uacute;de, e pela mesma equipa de enfermagem. Os participantes apresentavam uma m&eacute;dia de idades de 31 anos (DP=6,5) e a faixa et&aacute;ria variou entre os 18 e os 48 anos.</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>A Escala de Perce&ccedil;&atilde;o da Qualidade da Rela&ccedil;&atilde;o Pais-Cuidadores (EPQRP) foi elaborada como medida de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade percebida da rela&ccedil;&atilde;o entre pais e profissionais cuidadores da crian&ccedil;a (Elicker, Noppe, Noppe, &amp; Fortner-Woos, 1997). A escala tem uma vers&atilde;o para pais e outra, com a mesma estrutura, para profissionais, permitindo a compara&ccedil;&atilde;o entre a perce&ccedil;&atilde;o da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o dos dois grupos. Para a sua constru&ccedil;&atilde;o, os autores basearam-se na revis&atilde;o de literatura e nos resultados de entrevistas sobre as dimens&otilde;es da intera&ccedil;&atilde;o, que realizaram com pais e com profissionais de creches. Dos conceitos que emergiram destas fontes foram identificadas oito dimens&otilde;es que caracterizavam a rela&ccedil;&atilde;o: confian&ccedil;a; comunica&ccedil;&atilde;o aberta; respeito/aceita&ccedil;&atilde;o; cuidado (<i>caring</i>); compet&ecirc;ncia/conhecimento; parceria/colabora&ccedil;&atilde;o; partilha de valores; afilia&ccedil;&atilde;o/&rdquo;gostar de&rdquo;. Para cada uma destas dimens&otilde;es foram enunciadas 3 a 5 afirma&ccedil;&otilde;es num total de 35 itens que constituem a EPQRP. Onze dos itens s&atilde;o apresentados na negativa carecendo de revers&atilde;o para a sua an&aacute;lise. Os itens s&atilde;o avaliados numa escala de tipo Likert com op&ccedil;&otilde;es de resposta de 1 (discordo absolutamente) a 5 (concordo absolutamente).</p>     <p><i>Tradu&ccedil;&atilde;o da EPQRP</i></p>     <p>Ap&oacute;s autoriza&ccedil;&atilde;o dos autores da escala original procedeu-se &agrave; sua tradu&ccedil;&atilde;o do Ingl&ecirc;s Americano para o Portugu&ecirc;s por dois investigadores experientes em tradu&ccedil;&atilde;o de escalas. Posteriormente foi submetida a uma retro-tradu&ccedil;&atilde;o, por um profissional de l&iacute;ngua inglesa. Como a escala original se refere &agrave; intera&ccedil;&atilde;o entre pais e prestadores de cuidados na &aacute;rea de educa&ccedil;&atilde;o (i.e. educadores de inf&acirc;ncia) a linguagem foi, nesta fase, adaptada &agrave; enfermagem (e.g., a substitui&ccedil;&atilde;o da palavra educador por enfermeira) e revista por tr&ecirc;s enfermeiras de pediatria. Por fim a equival&ecirc;ncia conceptual e lingu&iacute;stica da escala foi analisada por 3 t&eacute;cnicos, um da &aacute;rea da L&iacute;ngua Portuguesa e dois da &aacute;rea de Enfermagem. O processo terminou com a aplica&ccedil;&atilde;o da escala a tr&ecirc;s casais, pais de crian&ccedil;as com doen&ccedil;a cr&oacute;nica, para avalia&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o dos itens.&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a elabora&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o final do instrumento (instru&ccedil;&otilde;es, itens e op&ccedil;&otilde;es de resposta) foram consideradas todas as informa&ccedil;&otilde;es recolhidas ao longo do processo, relativas a concord&acirc;ncia de termos e de conceitos, e compreens&atilde;o dos itens. Depois de terem sido introduzidas as altera&ccedil;&otilde;es que derivaram dos procedimentos descritos passou-se &agrave; fase de an&aacute;lise das caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas da escala.</p>     <p>No estudo que serviu para a constru&ccedil;&atilde;o da escala original, em que participaram124 pais e 124 profissionais de educa&ccedil;&atilde;o (i.e. educadoras), a an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria com rota&ccedil;&atilde;o varimax revelou como melhor estrutura uma solu&ccedil;&atilde;o com tr&ecirc;s fatores que explicam 43% da vari&acirc;ncia na escala dos pais e 48% da vari&acirc;ncia na escala dos profissionais. Os tr&ecirc;s fatores integram as oito dimens&otilde;es que deram origem &agrave; escala organizando-as numa estrutura mais simples. Foram assim identificados como fatores: a &ldquo;confian&ccedil;a&rdquo;; a &ldquo;colabora&ccedil;&atilde;o&rdquo;; e &ldquo;afilia&ccedil;&atilde;o&rdquo; para os pais, esta &uacute;ltima designada por &ldquo;<i>caring</i>&rdquo; para os profissionais. A &ldquo;confian&ccedil;a&rdquo; integra a atribui&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica e de compet&ecirc;ncia relacional assim como valores de respeito e de envolvimento no cuidado da crian&ccedil;a; no fator colabora&ccedil;&atilde;o s&atilde;o referidas atitudes de promo&ccedil;&atilde;o da parceria no cuidado da crian&ccedil;a, a comunica&ccedil;&atilde;o e a partilha de informa&ccedil;&atilde;o; o fator afilia&ccedil;&atilde;o/<i>caring </i>inclui os aspetos de &iacute;ndole relacional/emocional na escala vers&atilde;o pais, e a atribui&ccedil;&atilde;o aos pais de capacidade para &ldquo;cuidar&rdquo; a crian&ccedil;a, na escala vers&atilde;o profissionais.</p>     <p>Para avalia&ccedil;&atilde;o da fidelidade foi utlizado o coeficiente alpha de Cronbach tendo sido obtidos valores para a escala global de 0,93 (vers&atilde;o pais) e de 0,94 (vers&atilde;o profissionais). Para as sub-escalas foram obtidos os seguintes valores de alpha: vers&atilde;o pais &ldquo;confian&ccedil;a&rdquo; &ndash; 0,91, &ldquo;colabora&ccedil;&atilde;o&rdquo; &ndash; 0,90, afilia&ccedil;&atilde;o &ndash; 0,75; vers&atilde;o profissionais &ldquo;confian&ccedil;a&rdquo; &ndash; 0,92, &ldquo;colabora&ccedil;&atilde;o&rdquo; &ndash; 0,90, e &ldquo;<i>caring</i>&rdquo; &ndash; 0,84. Os resultados do Teste-reteste de 2 a 4 semanas ap&oacute;s a primeira administra&ccedil;&atilde;o mostraram estabilidade adequada com valores entre <i>r</i>=0,59 a 0,78 (<i>M</i>=0,69). A EPQRP foi considerada um instrumento fidedigno para o que pretende avaliar.</p>     <p>Neste estudo pretendeu-se: (1) Analisar as propriedades psicom&eacute;tricas da adapta&ccedil;&atilde;o da Escala de Perce&ccedil;&atilde;o da Qualidade da Rela&ccedil;&atilde;o Pais-Cuidadores quanto &agrave; intera&ccedil;&atilde;o pais-enfermeiros. Paralelamente procurou-se ainda (2) Avaliar a perce&ccedil;&atilde;o maternal da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com o enfermeiro que faz a vigil&acirc;ncia da sa&uacute;de do filho.</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>De forma a salvaguardar os princ&iacute;pios &eacute;ticos, foi obtida autoriza&ccedil;&atilde;o por parte dos autores da escala, da institui&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e dos participantes para a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo. Procedeu-se ao pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o para realiza&ccedil;&atilde;o do estudo, dirigido ao Presidente do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o do Centro de Sa&uacute;de onde seria aplicada a escala. Al&eacute;m disso, foi garantido o anonimato e confidencialidade dos dados e proporcionada informa&ccedil;&atilde;o essencial acerca do estudo a todos os participantes, de modo a que pudessem proceder a um consentimento informado, livre e esclarecido.</p>     <p>As m&atilde;es participantes no estudo foram contactadas pessoalmente pelos investigadores.</p>     <p>Ap&oacute;s a escala ter sido apresentada e o consentimento ter sido obtido, solicitou-se &agrave;s m&atilde;es o preenchimento da mesma e a sua coloca&ccedil;&atilde;o em envelope fechado numa caixa selada.</p>     <p>A aplica&ccedil;&atilde;o da escala decorreu de abril a dezembro de 2013.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><b><i>Objetivo (1) - </i></b><b>Analisar as propriedades psicom&eacute;tricas da adapta&ccedil;&atilde;o da Escala de Perce&ccedil;&atilde;o da Qualidade da Rela&ccedil;&atilde;o Pais-Cuidadores quanto &agrave; intera&ccedil;&atilde;o pais-enfermeiros.</b></p>     <p><i>Propriedades Psicom&eacute;tricas da EPQRP</i></p>     <p>Para a an&aacute;lise da validade do constructo da escala foi feita uma an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria, utilizando o m&eacute;todo de an&aacute;lise de componentes principais com transforma&ccedil;&atilde;o ortogonal varimax (do SPSS-IBM).</p>     <p>O c&aacute;lculo da consist&ecirc;ncia interna foi feito atrav&eacute;s do c&aacute;lculo do coeficiente alpha de Cronbach. Para a an&aacute;lise da fidelidade dos itens foi ainda avaliada (atrav&eacute;s do coeficiente de Kendall) a correla&ccedil;&atilde;o entre os itens de cada sub-escala e o respetivo sub-total dessa escala.</p>     <p><i>An&aacute;lise fatorial</i></p>     <p>Na vers&atilde;o original a an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria inicial concluiu a exist&ecirc;ncia de 8 fatores. Estes fatores correspondiam &agrave;s dimens&otilde;es extra&iacute;das da revis&atilde;o de literatura que fundamentaram a constru&ccedil;&atilde;o da escala. Numa an&aacute;lise posterior os autores consideraram mais adequada e interpret&aacute;vel uma solu&ccedil;&atilde;o com apenas tr&ecirc;s fatores: Confian&ccedil;a, Colabora&ccedil;&atilde;o e Afilia&ccedil;&atilde;o. Os tr&ecirc;s fatores explicaram 45% da variabilidade dos dados.</p>     <p>O estudo da vers&atilde;o portuguesa confirma a exist&ecirc;ncia dos oito fatores que explicam 70% da vari&acirc;ncia. Seguindo a orienta&ccedil;&atilde;o dos autores da escala original procedeu-se a uma an&aacute;lise for&ccedil;ada a tr&ecirc;s fatores. Numa primeira an&aacute;lise verificou-se que esta solu&ccedil;&atilde;o era sustentada pelo crit&eacute;rio <i>scree-plot. </i>Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de uma rota&ccedil;&atilde;o ortogonal (varimax) os valores pr&oacute;prios dos tr&ecirc;s fatores foram de 8,99; 5,36; e 4,04. A vari&acirc;ncia explicada foi de 52,5% e a consist&ecirc;ncia interna de (coeficiente alfa de Cronbach) entre 0,94 e 0,70.</p>     <p>No entanto, nesta solu&ccedil;&atilde;o os itens 6, 7, 12, 13, 27, 29, 32 e 35 apresentaram valores de comunalidade inferiores a 0,4 (sendo que no caso do item 12, este valor &eacute; inferior a 0,3), o que significa que os tr&ecirc;s fatores extra&iacute;dos explicam uma parte diminuta da vari&acirc;ncia destes itens. Para al&eacute;m disso o item 29 apresentava satura&ccedil;&otilde;es semelhantes no fator 1 (0,43) e 2 (0,42). Estes resultados levaram &agrave; an&aacute;lise mais detalhada destes itens. Considerando que o estudo da escala original foi feito em rela&ccedil;&atilde;o a avalia&ccedil;&atilde;o parental da sua intera&ccedil;&atilde;o com educadores de inf&acirc;ncia, procurou-se perceber se os valores obtidos nestes itens n&atilde;o estariam a refletir menor adequabilidade &agrave; enfermagem. Assim, de novo um painel constitu&iacute;do por 4 enfermeiras e 4 casais analisou os itens em quest&atilde;o. Dessa an&aacute;lise foi decidido anular os itens 12, 29 e 35 por se considerar menos aplic&aacute;veis na avalia&ccedil;&atilde;o da intera&ccedil;&atilde;o pais-enfermeiros.</p>     <p>Fez-se em seguida nova an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria, for&ccedil;ada a tr&ecirc;s fatores. De novo esta an&aacute;lise foi sustentada pelo crit&eacute;rio <i>scree-plot</i>. Os valores pr&oacute;prios associados aos tr&ecirc;s fatores foram: 12,3; 3,4; e 1,9 (primeiro, segundo e terceiro fatores, respetivamente). Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de uma rota&ccedil;&atilde;o ortogonal varimax, os valores pr&oacute;prios dos tr&ecirc;s fatores alteram-se para 8,6; 5,0; e 3,9, conseguindo-se deste modo obter um maior equil&iacute;brio entre o poder explicativo de cada fator.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <a href="#q1">quadro 1</a> apresenta os valores da satura&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis (itens) nos tr&ecirc;s fatores extra&iacute;dos (ap&oacute;s rota&ccedil;&atilde;o varimax). O primeiro fator contempla 19 itens, o segundo 9 e o terceiro 4. Os n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna, alpha de Cronbach s&atilde;o adequados, sendo superiores a 0,76 nos tr&ecirc;s fatores.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a09q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nesta solu&ccedil;&atilde;o a vari&acirc;ncia explicada &eacute; de 54,8%. Os itens 6, 13, 27 e 32 apresentam valores de comunalidade inferiores a 0,4. No entanto os valores s&atilde;o superiores a 0,3 para todos os itens.</p>     <p>Apesar de algumas diferen&ccedil;as na distribui&ccedil;&atilde;o dos itens a estrutura &eacute; muito similar &agrave;s tr&ecirc;s sub-escalas encontradas na vers&atilde;o original, nomeadamente: Fator 1- Confian&ccedil;a/Cuidado; Fator 2- Relacional/Emocional; Fator 3- Colabora&ccedil;&atilde;o/Parceria.</p>     <p>A fidelidade dos itens foi ainda analisada atrav&eacute;s do c&aacute;lculo da correla&ccedil;&atilde;o entre cada um dos itens que comp&otilde;em cada uma das sub-escalas (correspondentes aos tr&ecirc;s fatores encontrados) e o total dessa mesma sub-escala. Verificam-se correla&ccedil;&otilde;es (Kendall) significativas (<i>p</i>=0,01) entre os v&aacute;rios itens que comp&otilde;em as sub-escalas e as sub-escalas respetivas. Conforme se constata igualmente pelo <a href="#q2">quadro 2</a> todos os 32 itens considerados correlacionam de forma tamb&eacute;m altamente significativa com a Escala global.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a09q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Objetivo (2) - </i></b><b>Avaliar a perce&ccedil;&atilde;o materna da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com o enfermeiro que faz a vigil&acirc;ncia da sa&uacute;de do filho.</b></p>     <p>Como se pode observar no <a href="#q2">quadro 2</a>, de uma forma geral, as participantes mostraram uma perce&ccedil;&atilde;o positiva relativamente &agrave; qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com os enfermeiros na globalidade das dimens&otilde;es estudadas (<i>M=</i>4,32; <i>DP=</i>0,40).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Comparando os resultados das m&eacute;dias encontradas em cada uma das dimens&otilde;es podemos constatar que a sub-escala - Confian&ccedil;a/Cuidado - foi aquela em que se verificou um valor m&eacute;dio mais elevado (<i>M</i>=4,42; <i>DP</i>=0,42), seguida da sub-escala - Colabora&ccedil;&atilde;o/Parceria- (<i>M</i>=4,29; <i>DP</i>=0,51) e da sub-escala - Relacional/Emocional - (<i>M</i>=4,13; <i>DP</i>=0,60).</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>Relativamente &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o da escala os resultados mostram que a EPQRP-C apresenta boas qualidades psicom&eacute;tricas, com valores de alfa de Cronbach indicativos de que se trata de um instrumento fidedigno.</p>     <p>Quanto &agrave; an&aacute;lise fatorial a vers&atilde;o portuguesa, adaptada aos cuidados em enfermagem, admite uma estrutura fatorial semelhante &agrave; da escala original com a distin&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s fatores coincidentes com 3 dimens&otilde;es relacionais referidas na literatura nomeadamente: Confian&ccedil;a/cuidado; Relacional/emocional; Colabora&ccedil;&atilde;o/parceria. Para a constru&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o portuguesa foram retirados os itens 12, 29 e 35 da vers&atilde;o original, n&atilde;o s&oacute; porque apresentavam valores de comunalidade baixos mas tamb&eacute;m porque foi considerado por um painel de especialistas, como pouco adequados aos cuidados de enfermagem.</p>     <p>O fator Confian&ccedil;a/Cuidado, &eacute; definida pelos itens que saturam no fator 1 e diz respeito &agrave; confian&ccedil;a, incluindo a atribui&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica (e.g., <i>O(A) enfermeiro(a) do meu filho/minha filha tem os conhecimentos e as compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias para ser um bom enfermeiro(a). </i>(item 9)), as compet&ecirc;ncias comunicacionais e relacionais (e.g., <i>O(A) enfermeiro(a) do meu filho/minha filha d&aacute;-me sugest&otilde;es e conselhos, v&aacute;lidos, sobre como lidar com ele(a). </i>(item 25))<i>,</i> e os valores de lealdade e de prote&ccedil;&atilde;o (e.g.,<i> Eu sinto que o enfermeiro(a) do meu filho/minha filha se preocupa genuinamente com ele(a). </i>(item 4)). O fator Relacional/Emocional integra os itens que saturam no fator 2 e traduz a qualidade relacional e aspetos de inter-rela&ccedil;&atilde;o e de disponibilidade do profissional para responder a necessidades parentais (e.g., <i>Sei que o(a) enfermeiro(a) do meu filho/minha filha vir&aacute; em minha ajuda quando eu precisar, mesmo que para isso tenha que alterar os seus planos. </i>(item 24)). O fator Colabora&ccedil;&atilde;o/Parceria inclui os itens que saturam no fator 3 e que dizem respeito &agrave; qualidade da colabora&ccedil;&atilde;o, do envolvimento na discuss&atilde;o dos problemas da crian&ccedil;a, e da parceria no que diz respeito &agrave; sua sa&uacute;de (e.g<i>., Eu e o enfermeiro(a) do meu filho/minha filha raramente discutimos assuntos relacionados com o cuidado dele(a). </i>(item 6)). Neste fator est&atilde;o tamb&eacute;m integrados itens relativos a valores de lealdade e ao respeito pela privacidade parental (e.g., <i>Por vezes tenho receio que o(a) enfermeiro(a) do meu filho/minha filha discuta sobre os meus assuntos pessoais com outras pessoas. </i>(item13)).</p>     <p>Os resultados da escala com a amostra de m&atilde;es que participaram no estudo indicaram que a perce&ccedil;&atilde;o materna, relativa &agrave; qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com o enfermeiro que faz a vigil&acirc;ncia da sa&uacute;de do seu filho, &eacute; bastante positiva. Julgamos que este facto poder&aacute; ser um indicador de que os enfermeiros mobilizam, na pr&aacute;tica, os tr&ecirc;s aspetos chave da rela&ccedil;&atilde;o interpessoal (Confian&ccedil;a/Cuidado; Relacional/Emocional; Colabora&ccedil;&atilde;o/Parceria), conceito central ao exerc&iacute;cio profissional, que se alicer&ccedil;a nos princ&iacute;pios da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, desenvolvida e fortalecida ao longo de um processo din&acirc;mico em que o enfermeiro e o cliente/fam&iacute;lia/comunidade se assumem como parceiros em todo o processo (Regulamento n.&ordm; 190/2015 de 23 abril de 2015).</p>     <p>O fator em que as m&atilde;es mostraram maior satisfa&ccedil;&atilde;o, &ldquo;Confian&ccedil;a/Cuidado&rdquo; tem um papel crucial na perce&ccedil;&atilde;o parental relativamente &agrave; qualidade da intera&ccedil;&atilde;o com o enfermeiro e est&aacute; relacionada com o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o do cliente (Ammentorp, et al., 2005), o bem-estar da crian&ccedil;a-fam&iacute;lia (King, et al., 2004; Klassen, et al., 2010), a aceita&ccedil;&atilde;o e ades&atilde;o tratamento (Bell, et al., 2009; Hupcey, et al., 2001; MacKean, et al., 2012) e o envolvimento parental na tomada de decis&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento da crian&ccedil;a (Holm, et al., 2003). Por sua vez os resultados muito positivos no fator &ldquo;Colabora&ccedil;&atilde;o/parceria&rdquo; refletem satisfa&ccedil;&atilde;o e envolvimento parental na tomada de decis&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento da crian&ccedil;a (King, et al., 2004; Ordem dos Enfermeiros, 2010). S&atilde;o ainda demostrativos de que os pais desejam ter um papel ativo de colabora&ccedil;&atilde;o e parceria com o profissional de sa&uacute;de (Choi, et al., 2010) que quando se efetiva, conduz a uma menor procura de consultas de emerg&ecirc;ncia, a melhoria nos indicadores sa&uacute;de, e a maior satisfa&ccedil;&atilde;o pais (Knapp, et al., 2011; Weiss, et al., 2010). Por sua vez o fator &ldquo;Relacional/Emocional&rdquo; &eacute; consonante com a import&acirc;ncia atribu&iacute;da &agrave;s atitudes positivas dos profissionais como determinante da adapta&ccedil;&atilde;o dos pais e da pr&oacute;pria rela&ccedil;&atilde;o estabelecida com a equipa de sa&uacute;de (Barnard, et al., 1990; Kenney, et al., 2011; Knapp, et al., 2011) na qual a empatia &eacute; particularmente valorizada pelos pais (Neumann, et al., 2009; Ordem dos Enfermeiros, 2010).</p>     <p>Os resultados em pouco inferiores na sub-escala &ldquo;Relacional/Emocional&rdquo; apontam para a necessidade de atender a estes aspetos na forma&ccedil;&atilde;o inicial e continuada dos profissionais de enfermagem.</p>     <p>Uma vez que a qualidade dos cuidados est&aacute; relacionada com a qualidade da intera&ccedil;&atilde;o dos pais com o enfermeiro (Costa, &amp; Jurado, 2006), e as dimens&otilde;es que este instrumento integra permitem avaliar a perce&ccedil;&atilde;o dos pais sobre a qualidade da intera&ccedil;&atilde;o com o enfermeiro poder&aacute; ser &uacute;til no processo de reflex&atilde;o e an&aacute;lise das pr&aacute;ticas tendo em conta a constante necessidade de atualiza&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e melhoria da qualidade dos cuidados de enfermagem prestados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo tem limita&ccedil;&otilde;es que devem ser consideradas na an&aacute;lise dos resultados. Assim, se por um lado, a dimens&atilde;o da amostra n&atilde;o permite a extrapola&ccedil;&atilde;o dos resultados para a generalidade da popula&ccedil;&atilde;o, por outro lado, deve ser tido em considera&ccedil;&atilde;o que o estudo foi realizado num servi&ccedil;o espec&iacute;fico direcionado para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a atrav&eacute;s do acompanhamento da crian&ccedil;a/fam&iacute;lia em consultas de vigil&acirc;ncia de sa&uacute;de infantil nas diferentes etapas do desenvolvimento da crian&ccedil;a pelo que, pode n&atilde;o refletir a perce&ccedil;&atilde;o parental noutros contextos de pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Acresce ainda que, apesar da valoriza&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;da pelos investigadores ao papel do pai como cuidador da crian&ccedil;a, n&atilde;o foi poss&iacute;vel, neste estudo, a participa&ccedil;&atilde;o dos pais. Salvaguardando estas limita&ccedil;&otilde;es considera-se, no entanto, que a escala pode constituir um instrumento v&aacute;lido para conhecer a perspetiva parental relativamente &agrave; qualidade da rela&ccedil;&atilde;o pais-enfermeiros, e possibilitando a adapta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os e a adequa&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de abordagem e interven&ccedil;&atilde;o junto das fam&iacute;lias.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <p>Ammentorp, J., Mainz, J., &amp; Sabroe, S. (2005). Parents&rsquo; priorities and satisfaction with acute pediatric care. <i>Archives Pediatric Adolescents Medicine</i>, <i>159</i>, 127-31. doi: 10.1001/archpedi.159.2.127</p>     <p>Barnard, K., &amp; Kelly, J. (1990). Assessment of parentchild interaction. In: Meisels SJ, Shonkoff JP. (Eds.). <i>Handbook of early childhood intervention</i>. United States: Cambridge University; p. 278-302.</p>     <!-- ref --><p>Bell, L., &amp; Duffy, A. (2009). A Concept Analysis of Nurse-Patient Trust. <i>British Journal of Nursing</i>, <i>18</i>, 46-51. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.4236/ojn.2015.53024" target="_blank">http://dx.doi.org/10.4236/ojn.2015.53024</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539631&pid=S1645-0086201600030000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blake, F. (1954). <i>The child, his parents, and the nurse</i>. Philadelphia: J.B. Lippincott.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539633&pid=S1645-0086201600030000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Choi, M., &amp; Bang, K. (2010). Quality of Pediatric Nursing Care: Concept analysis. <i>Journal of Korean Academy of Nursing Administration, 40</i>, 757&ndash;64. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.4040/jkan.2010.40.6.757" target="_blank">http://dx.doi.org/10.4040/jkan.2010.40.6.757</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Costa, E., &amp; Jurado, R. (2006). Interaction in the Health Care. <i>Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia, 2</i>, 43-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539636&pid=S1645-0086201600030000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Coyne, I., &amp; Cowley, S. (2007). Challenging the philosophy of partnership with parents: A grounded theory study. <i>International Journal of Nursing Studies, </i><i>44</i>, 893-904. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.ijnurstu.2006.03.002" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.ijnurstu.2006.03.002</a>&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539638&pid=S1645-0086201600030000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>DiMatteo, R., (2000). Practioner-Family-Patient Communication in Pediatric Adherence: Implications for Research and Clinical Practice. In D. Drotar (Eds.) <i>Promotinhg Adhernce to Medical Tratment in Childhood Chronica Illness</i> (pp. 237-259). Lawrence Erlbaum Associates Inc. London</p>     <!-- ref --><p>Elicker, J., Noppe, I., Noppe, L., &amp; Fortner-Woos, C. (1997). The parent-caregiver relationship scale: Rounding out the relationship system in infant child-care. <i>Early Education and Development, 8</i>, 83-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539641&pid=S1645-0086201600030000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fisher, H. R. (2001). The needs of parents with chronically sick children: a literature review. <i>Journal of Advanced Nursing</i>,<i> 36</i>, 600-607. doi: 10.1046/j.1365-2648.2001.02013.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539643&pid=S1645-0086201600030000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fisher, M. J., &amp; Broome, M. E. (2011). Parent-provider communication during hospitalization. <i>Journal of Pediatric Nursing, 26</i>, 58-69. doi:10.1016/j.pedn.2009.12.071&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539644&pid=S1645-0086201600030000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Hillen, M., de Haes, H., &amp; Smets, E. (2011). Cancer patients&rsquo; trust in their physician-a review. <i>Psychooncology</i>, <i>20</i>, 227&ndash;41. doi: 10.1002/pon.1745.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Holm, K., Patterson, J., &amp; Gurney, J. (2003). Parental involvement and family-centered care in the diagnostic and treatment phases of childhood cancer: Results from a qualitative study. <i>Journal of Pediatric Oncology Nursing, 20,</i> 301-13. doi: 10.1177/1043454203254984&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539646&pid=S1645-0086201600030000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hupcey, J., Penrod, J., Morse, J., &amp; Mitcham, C. (2001). An exploration and advancement of the concept of trust. <i>Journal of Advanced Nursing, 36</i>, 282-93. doi: 10.1046/j.1365-2648.2001.01970.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539647&pid=S1645-0086201600030000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Institute for Patient- and Family-Centered Care. (2010). Patient- and Family-Centered Care Core Concepts. doi: <a href="http://www.ipfcc.org/faq.html" target="_blank">http://www.ipfcc.org/faq.html</a>.</p>     <!-- ref --><p>Kenney, M.,Denboba, D., Strickland, B., &amp; Newacheck, P. (2011). Assessing family-provider partnerships and satisfaction with care among US children with special health care needs. <i>Academic Pediatrics, 11</i>, 144-51. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.acap.2010.08.001" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.acap.2010.08.001</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539649&pid=S1645-0086201600030000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>King, S., Teplicky, R., King, G., &amp; Rosenbaum, P. (2004). Family-centered service for children with cerebral palsy and their families: A review of the literature. <i>Seminars in Pediatric Neurology</i>, <i>11</i>, 78-86. doi:10.1016/j.spen.2004.01.009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539650&pid=S1645-0086201600030000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Klassen, A., Raina, P., McIntosh, C., Sung, L., Klaassen, R., O&rsquo;Donnell, M., et al. (2010). Parents of children with cancer: Which factors explain differences in health-related quality of life. <i>International Journal of Cancer</i>, <i>129</i>, 1190-98. doi: <a href="http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ijc.25737/pdf" target="_blank">http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ijc.25737/pdf</a>.</p>     <!-- ref --><p>Knapp, C., Madden, V., Sloyer, P., &amp; Shenkman, E. (2011). Effects of an Integrated Care System on Satisfaction and Quality of Care for Children with Special Health Care Needs. <i>Maternal and Child Health Journal,</i><i>16</i>, 579-86. doi: 10.1007/s10995-011-0778-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=539653&pid=S1645-0086201600030000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>MacKean, G., Spragins, W., L'Heureux, L., Popp, J., Wilkes, C., &amp; Lipton, H. (2012). Advancing Family-Centred Care in Child and Adolescent Mental Health: A Critical Review of the Literature. Healthcare Quarterly<i>.</i> doi: <a href="http://www.longwoods.com/content/22939/doi/10.12927/hcq.2013.22939" target="_blank">http://www.longwoods.com/content/22939/doi/10.12927/hcq.2013.22939</a>.</p>     <p>Neumann, M., Bensing, J., Mercer, S., Ernstmann, N., &amp; Pfaff, H. (2009). Analyzing the &ldquo;nature&rdquo; and &ldquo;specific effectiveness&rdquo; of clinician empathy: A theoretical overview and contribution towards a theory-based research agenda. <i>Patient Education and Counseling, 74</i>, 339&ndash;46. doi:10.1016/j.pec.2008.11.013</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ordem dos Enfermeiros (2010). <i>Guias Orientadores de Boa Pr&aacute;tica em Enfermagem de Sa&uacute;de Infantil e Pedi&aacute;trica.</i> (3.&ordf; ed.). Cadernos OE, S&eacute;rie I, N.&ordm; 3, Vol. I. Lisboa: Ordem dos Enfermeiros; 136 p.</p>     <p>Regulamento n.&ordm; 190/2015 de 23 abril de 2015 (PT). <i>Regulamento do Perfil de Compet&ecirc;ncias do Enfermeiro de Cuidados Gerais: Ordem dos Enfermeiros</i> - Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica n&ordm; 79/2015-II S&eacute;rie.</p>     <p>Rogers, C. (1959). A theory of therapy, personality and interpersonal relationships as developed in the client-centered framework, in Koch S, (Ed.) <i>Psychology: A study of a science</i>, Vol 3: Formulations of the person and the social context. New York: McGraw-Hill; p. 184-256.</p>     <p>Weiss, S., Goldlust, E., &amp; Vaucher, Y. (2010). Improving parent satisfaction: an intervention to increase neonatal parent&ndash;provider communication. <i>Journal of Perinatology, </i><i>30</i>, 425-30. doi: 10.1038/jp.2009.163</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Caminho dos Diabretes, 38 Terra-Ch&atilde;, 9700-704, Angra do Hero&iacute;smo. Telf.: 962556944. e-mail: <a href="mailto:helia.soares@azores.gov.pt">helia.soares@azores.gov.pt</a>;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 24 de Agosto de 2016/ Aceite em 21 de Novembro de 2016</p>      ]]></body><back>
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